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CIENCIA E FÉ (A BIBLIA) PARTE N.1
CIENCIA E FÉ (A BIBLIA) PARTE N.1

      Ciência e Fé-A Bíblia e a Ciência-Existe Harmonia?

  1.  

A Bíblia é um livro bastante rejeitado no meio acadêmico. Um dos motivos para isso é que muitas afirmações que se atribuem a ela não estão em suas páginas. Como exemplo, e apesar de não encontrar base em um só versículo bíblico, muitos atribuem à Bíblia a origem da teoria de que o Sol e os outros astros giram ao redor da Terra. Talvez, esse equívoco venha do apoio que a teoria recebia da igreja institucional na Idade Média. Muitas pessoas criticam a Bíblia por conter declarações ultrapassadas e contrárias às teses defendidas pelos cientistas. O fato é que elas nunca leram ou conhecem muito pouco acerca da Palavra de Deus.

Sabemos que a idéia de que é o Sol que gira em torno da Terra é muito antiga. Como explica Marcelo Gleiser (professor de física teórica do Dartmouth College, em Hanover, EUA): “Parece fácil, hoje, afirmar que o Sol está no centro do Sistema Solar e que os planetas giram à sua volta em órbitas elípticas. Como poderíamos pensar diferente visto que esse é o arranjo mais ‘óbvio’ de nossa vizinhança cósmica? Na verdade, a coisa não é bem assim. O que vemos é o Sol girar em torno da Terra, e não o oposto. Afinal, não é o Sol que nasce no leste e se põe no oeste? Fazer a Terra girar em torno do Sol é, no mínimo, contra-intuitivo” (publicado na Folha de São Paulo, em 17 de setembro de 2000).

A Influência da Igreja

Havia outra forte razão, entretanto, para não só a igreja medieval, mas todo o sistema feudal da época apoiarem essa visão geocêntrica (a Terra como centro do universo). Com base nela, encontrava-se argumento para dizer que a humanidade ocupava uma posição de primazia em relação a todo o mundo criado, de modo que até o próprio Deus agia em função dessa centralidade humana. Ora, se o homem era o centro do universo, o que se diria dos reis, clérigos e senhores feudais que tinham proeminência e sentiam-se superiores à população em geral? Portanto, qualquer um que questionasse a estrutura geocêntrica estaria lançando dúvidas sobre o esquema hierárquico medieval. E não foram poucos os que morreram por essa causa.

Se não foi da Bíblia, de onde, então, a igreja e o mundo em geral tiraram a fé em crenças como essa? Um pequeno exame histórico revela que tais teorias fundamentavam-se nas idéias dos próprios cientistas e filósofos respeitados na época como Aristóteles (384-322 a.C.) e Cláudio Ptolomeu (83 – 161 d.C). Por causa da forte ascendência que o paganismo exercia sobre eles, seus pensamentos eram muito influenciados pela mitologia grega. Apesar disso, por influência de Tomás de Aquino, a igreja aceitava suas conclusões como verdadeiras.

Tomás ficou famoso por conferir uma aparência cristã às obras de Aristóteles, à semelhança do que fez Agostinho com Platão. Ele transformou o pensamento desse sábio num padrão aceitável para a Igreja Católica. Apesar de Aristóteles não ter conhecido a revelação cristã, e de sua obra ser original, autônoma e independente de dogmas, segundo argumentava Tomás, as idéias dele estavam em harmonia com o saber contido na Bíblia. Como o pensamento de Aristóteles estava sendo aplicado à teologia, opor-se a ele era o mesmo que negar as Sagradas Escrituras.

Quanto a Cláudio Ptolomeu, sua obra mais conhecida é o Almagesto – um tratado de astronomia –, no qual ele expõe o sistema geocêntrico, com a Terra no centro do universo e, girando em torno dela, a Lua, o Sol, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno e as estrelas. Conforme ensinavam Platão e Aristóteles, todos esses astros descreveriam círculos perfeitos em suas órbitas ,.

Na realidade, Ptolomeu nem era um observador astronômico, mas um escritor que organizava suas idéias a partir de documentos antigos de mitologia grega, romana e egípcia, além de obras de Hiparco (um astrônomo e matemático grego do 2º século a.C.). Seu compêndio de astronomia, elaborado no século 2 d.C., foi adotado pela igreja e aceito durante 14 séculos até ser desmentido pelas teorias de Copérnico e Galileu.

Os teólogos medievais rejeitavam qualquer teoria que não colocasse a Terra em lugar privilegiado. Como mostra a história, a igreja não só defendeu esse modelo como se fosse apoiado pelas Escrituras, mas perseguiu cientistas que pensavam de forma diferente – como Nicolau Copérnico (1473-1543) e Galileu Galilei (1564-1642), que começaram a provar que a Terra não estava no centro.

É claro que a visão bíblica também enfatiza a importância da Terra e do homem dentro do universo. Não cremos, como a maioria dos cientistas, que o homem é apenas um animal racional, mais evoluído do que os demais. Ele foi criado de maneira distinta de todas as outras criaturas pelo sopro do Criador, tornando-se alma vivente à imagem e semelhança de Deus (munido de inteligência, emoções e vontade própria), com um propósito divino. E não seria errado dizer que todas as galáxias, estrelas, planetas e demais astros foram criados para que o propósito de Deus na Terra fosse revelado e praticado – mas isso foge ao âmbito deste artigo.

Talvez seja difícil explorar todos os motivos que impediram a igreja medieval de aceitar as descobertas científicas e corrigir sua teoria equivocada. Penso, entretanto, que o mesmo “gigante” espiritual que leva líderes religiosos a resistirem a inovações e restaurações de verdades espirituais atua nessa área também, fazendo com que eles sintam medo de ter suas posições ameaçadas ou de enfrentar alguém que saiba mais, que coloque em xeque teorias, erros ou superstições. As pessoas amam mais o cargo que ocupam do que a verdade. É complicado reconhecer o equívoco e mudar de posição. Com relação a essa dificuldade, os cientistas assemelham-se muito aos religiosos.

Diante disso, não é difícil perguntarmos: quantos outros conceitos, relacionados tanto à natureza da vida e do universo quanto à filosofia e a demais campos de conhecimento, são considerados bíblicos apenas em virtude da tradição religiosa? Por quais motivos mantemos determinados conceitos e tradições quando não possuem verdadeira base nas Escrituras? Quantas pessoas rejeitam a Bíblia e o conhecimento de Deus pelo fato de nós os representarmos tão mal?

A Bíblia Traz Respaldo para a Verdadeira Ciência

A Bíblia não foi escrita para ensinar ciências. Contudo, com relação a todas as leis naturais, ela é cientificamente correta no que afirma. Embora existam discrepâncias entre algumas afirmações bíblicas e as de cientistas, elas ocorrem somente no campo das hipóteses e teorias que ainda não puderam ser comprovadas (como na questão da origem da vida e do universo).

Christopher Walker (estudioso das Escrituras e membro do conselho editorial da Revista Impacto) lembra “que os autores da Bíblia eram pessoas limitadas pelo conhecimento da época, mas, muitas vezes, eram inspirados a fazer declarações que nem eles entendiam. Assim como Daniel não compreendeu as implicações históricas do que lhe havia sido revelado, o mesmo pode ser dito sobre afirmações de outros autores (como Isaias e Jó) que tinham implicações científicas. É importante lembrar que o propósito das Escrituras não é fazer um registro histórico ou científico de forma abrangente (pois temos relatos de 4 mil anos da história da humanidade em suas páginas), mas somente daquilo que é importante do ponto de vista do plano de Deus para a salvação e redenção do ser humano. Mesmo assim, encontramos afirmações bíblicas coerentes com fatos científicos ainda não descobertos na época em que foram registradas. Podemos dizer que Deus protegeu os autores, sobrenaturalmente, de fazerem declarações que a ciência um dia desmascararia”.

Em vez de a Bíblia tornar-se um livro ultrapassado com o avanço da ciência, tem ocorrido exatamente o contrário: muitas das leis e descobertas científicas do mundo moderno foram citadas nela antes mesmo de serem compreendidas pelos pesquisadores, ficando encobertas para os leitores da época. Só depois é que tais afirmações ou implicações puderam ser compreendidas à luz do novo conhecimento. Tal fenômeno recebe o nome de antecipação bíblica, ou seja, uma afirmação implícita ou explícita na Bíblia de um princípio ou lei científica muito antes de ser descoberto na história.

Embora as Escrituras não possam ser usadas como “prova científica” da existência de Deus ou da origem das coisas (e nem os cientistas ateus podem provar que Deus não existe), o cristão não precisa abaixar a cabeça e aceitar críticas infundadas sobre supostos erros que nem se encontram na Bíblia ou que estão em conflito com teorias científicas sem comprovação. Temos amplas evidências da inspiração divina do livro sagrado, inclusive na área das ciências, por meio das antecipações bíblicas (veja exemplos no quadro nesta página).

 

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Antecipações Bíblicas

1. Lei da Biogênese: “Vida Gera Vida”

Existem duas teorias básicas para explicar a origem da vida no planeta – ageração espontânea e a biogênese. A teoria da geração espontânea (ou abiogênese) diz que os seres vivos foram gerados espontaneamente a partir da matéria bruta (larvas surgiam de um cadáver em decomposição, e répteis surgiam a partir do lodo dos rios; havia até uma receita para gerar ratos a partir de roupa suja e grãos de trigo). Aristóteles foi o maior divulgador dessa teoria, que prevaleceu até o século 17, quando foi contestada por muitos pesquisadores que apresentaram argumentos favoráveis a outra teoria, a da biogênese. Esta dizia que todos os seres vivos só podem originar-se de outros seres vivos preexistentes. Para explicar o surgimento do primeiro ser vivo, temos também duas hipóteses:

a) a vida surgiu por criação divina, ou…

b) a vida surgiu da evolução gradual de sistemas químicos (o que fere a segunda lei da termodinâmica, que mencionaremos a seguir).

O primeiro capítulo do livro de Gênesis, escrito há 3.500 anos, já fazia afirmações de acordo com a Lei da Biogênese (todos os seres vivos reproduziam-se “segundo a sua espécie”), o que só pôde ser confirmado cientificamente por volta de 1860, com os experimentos de Louis Pasteur. Hoje, porém, alguns cientistas ainda acreditam que a abiogênese ocorreu, para dar origem à vida, entre 3 e 4 milhões de anos atrás.

2. Leis da Termodinâmica:

Primeira Lei: lei da conservação de energia.
A energia pode ser transformada (de uma forma para outra) ou transferida (de um lugar para outro), não podendo ser criada ou destruída.

Segunda Lei: lei do aumento da entropia (grandeza termodinâmica que mede o grau de desordem).
Embora a energia seja conservada na transformação, existe um constante aumento de energia não utilizável (perda, entropia) associado ao processo de dissipação de energia.

Dessa forma, A TENDÊNCIA NATURAL DE TODOS OS SISTEMAS É DETERIORAR-SE, PARTIR DO COMPLEXO PARA O SIMPLES, DO ORGANIZADO PARA O DESORGANIZADO.

A Bíblia está completamente em sintonia com as leis da termodinâmica, pois mostra que o mundo criado caminha para desorganização e morte (Gênesis 3) – em outras palavras, o universo está envelhecendo, “o mundo está acabando!”.

Outros Exemplos de Antecipações Bíblicas

1) Lei da Conservação (“Na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”, de Lavoisier): “Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar, e nada lhe tirar” (Ec 3.14).

2) Movimentação das correntes atmosféricas (Ciência Atmosférica): “O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; volve-se e revolve-se, na sua carreira e retorna aos seus circuitos” (Ec 1.6).

3) Ciclo hidrológico (Geologia): “Todos os rios correm para o mar e o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, para lá tornam eles a correr” (Ec 1.7).

4) Existência, no universo, de luz que não procede de corpos celestes: Gn 1.3,14. A luz foi criada no primeiro dia, e o Sol e as estrelas, no quarto dia. Hoje, os cientistas têm fotos de telescópios e princípios de eletroluminescência e luminescência química para comprovar isso.

5) Concepção de que a Terra é redonda: “Ele é o que está assentado sobre a redondeza da terra” (Is 40.22).

6) Gravidade: “Ele faz pairar a terra sobre o nada” (Jó 26:7b), mostrando que a Terra mantém-se equilibrada no universo por forças gravitacionais, não tendo nenhum tipo de apoio como se acreditava antigamente, com base nos conceitos da mitologia.

7) Distribuição não uniforme de galáxias no universo: “Ele estende o norte sobre o vazio” (Jó 26:7a). Atualmente, já se descobriu a existência de uma grande concentração de galáxias ao norte da Via Láctea e um grande vazio ao sul.

Além dessas citações, os capítulos 38 e 39 do livro de Jó trazem afirmações importantes abrangendo Geologia, Oceanografia, Física, Termodinâmica, Astronomia, Psicologia, Zoologia, Ciência Atmosférica e Biologia. Muitas outras citações bíblicas foram posteriormente confirmadas pela arqueologia e paleontologia, mas não podemos incluí-las por falta de espaço. Como se pode perceber, à medida que a ciência avança, a Bíblia continua cada vez mais atual e moderna. Jó 40 e 41, Ez 29.3 e 32.2 trazem descrições de animais aquáticos de grande porte, do Behemoth e Leviathan (traduzidos para hipopótamo e crocodilo), que são dinossauros compatíveis com os achados paleontológicos.

 

  Ciência e Fé: Ciência Também Exige Fé!

A fé desempenha um papel importante tanto no cristianismo como na ciência. O cristianismo diz respeito à fé em Cristo, e muitas vezes se pensa que isso evidencia um elemento irracional dele. Pensa-se, por outro lado, que a ciência não envolve fé, repousando inteiramente naquilo que pode ser provado em termos racionais.

Há dois enganos aqui. O primeiro é o de pensar que na ciência não há lugar para a fé. Na verdade, ela é fundamental. Os cientistas crêem, sem que haja prova absoluta (ou seja, têm fé), que o mundo é ordenado de forma racional e que essa ordem é estável. E mais: acreditam sem prova absoluta (ou seja, têm fé) que a mente humana é racional e pode descobrir e compreender essa ordem corretamente. Não é possível fazer ciência sem dar esses passos básicos de fé. Na origem da ciência, essas crenças eram derivadas do ensino cristão. Sem essa base, elas ficam suspensas no ar. Pode- se dizer que elas foram provadas pelo fato de estarem funcionando. Mas será que funcionam mesmo? Será que todos os cientistas não poderiam estar sofrendo uma alucinação coletiva? É o que sugerem alguns filósofos da ciência, sem tempo a perder com o cristianismo como a base da ciência.

A vida cristã começa quando se crê em Cristo como o Salvador, por meio de quem somos reconduzidos a um relacionamento correto com o Criador. O segundo engano é pensar que esse ato de fé seja irracional. É certo que se trata de um passo além daquilo que pode ser provado sem sombra de dúvida. Mas a maioria dos cristãos diria que é um passo sensato. A Bíblia e a experiência dos cristãos através dos séculos dão muitas evidências de que Jesus é o que alegava ser e que, quando alguém entrega a vida a ele, passa a vivenciar Deus da forma como a Bíblia promete. Em outras palavras, a fé cristã é uma confiança racional e sensata em Cristo, baseada numa boa dose de evidências históricas e experienciais acessíveis aos que desejam investigá-la.

PERSPECTIVAS COMPLEMENTARES DA REALIDADE

Considere a relação entre a perspectiva científica do mundo e a perspectiva cristã. Um jeito simples de colocar isso é dizer que são visões complementares da realidade. Precisamos das duas para completar nossa compreensão da realidade. Precisamos de respostas para o “como” e também para o “por quê”. Essas questões não são contraditórias nem mutuamente excludentes. Elas se complementam.

Atualmente, os físicos falam de flutuações num “vácuo quântico” que, de alguma forma, transformou-se numa bola de neve, resultando num big bang que formou o universo da maneira como o conhecemos. Para os cristãos, isso, caso se comprove, é apenas uma afirmação sobre o método que Deus escolheu para criar o universo que conhecemos. A doutrina cristã fornece algumas razões pelas quais ele o fez.

Os cientistas descobriram as leis da natureza. Alguns falam como se isso de alguma maneira expulsasse Deus do mundo e impedisse sua ação nele, se é que Deus existe. Mas para o cristãos, as leis são de Deus e ele é livre para passar por cima delas, se quiser. Mas é mais que isso. A Bíblia não ensina que Deus só criou o mundo e depois o abandonou à própria sorte. Ele o sustenta continuamente. Talvez a forma mais correta de encarar as leis da natureza seja vê-las como o modo normal de Deus atuar em seu mundo, mantendo-o vivo. Às vezes, por algum bom motivo, ele pode optar por uma ação diferente — e isso é o que chamamos de milagre.

Poderíamos continuar mostrando como a perspectiva científica e a perspectiva cristã do mundo se ajustam entre si. Às vezes, usa-se a figura das plantas de um arquiteto em relação a uma construção. O arquiteto desenha plantas para cada pavimento — o térreo, o primeiro andar, e assim por diante. Haverá a fachada frontal, as vistas laterais, a fachada posterior. Tomados em separado, esses desenhos não parecem estar relacionados entre si, mas, para quem sabe do que se trata, todos se ajustam e fazem sentido dando uma noção de toda a estrutura.

Essa ilustração só precisa de uma modificação. A perspectiva cristã da realidade não é apenas um desenho arquitetônico no mesmo nível dos outros desenhos. Parece-se muito mais com a expressão artística de um prédio concluído, ajudando-nos a encaixar devidamente os outros desenhos e a entendê-los melhor. É uma visão global. Essa visão se encontra na Bíblia, mas precisamos ter certeza de que a estamos entendendo corretamente.

FONTE REV.AGUAS VIVAS

FONTE www.avivamentonosul.blogspot.com.br