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doutrina biblica a oração n.6
doutrina biblica a oração n.6

                             Maneiras Práticas de nos Envolvermos

                            Estudo biblico n.6

Quero dar algumas ilustrações práticas. Uma das maneiras que Deus usa para convidá-lo para a batalha acontecerá durante o período de louvor na sua igreja. No início dos cultos, o pastor da minha igreja costuma dizer: “Queremos que você venha para frente: se tiver algum encargo de oração, algo lhe pesando ou um motivo de louvor, venha e encontre-se com o Senhor”. Geralmente, muitas pessoas atendem o convite e o altar fica cheio.

Certo domingo, notei um jovem adulto, com pouco mais de 20 anos, que prostrou-se no altar. Dava para ver que estava em grande angústia porque os seus ombros subiam e desciam como se estivesse soluçando. Então, Deus falou comigo: “Henry, por que você não entra naquela batalha?”

Não devemos nos eximir e dizer: “Isso não é da minha conta. Não quero me envolver”. Por isso, caminhei para a frente e ajoelhei-me ao lado dele; comecei a orar, quando senti que seria apropriado, mas não consegui pronunciar nem três palavras, quando o jovem jogou os seus braços ao meu redor e disse: “Dr. Blackaby, é o senhor!”

Eu disse: “Conte-me sobre o fardo que está carregando”. Ele disse: “Nesta semana, eu me formei em Direito na Universidade, mas Deus está me chamando para o ministério, e estou aqui diante dele, rogando que mande alguém para me ajudar a descobrir o que devo fazer! Aí, Deus mandou o senhor!”

Era uma batalha espiritual aquela? Era. O que estava em jogo? Os eternos destinos de muitas pessoas. Deus queria que eu me juntasse a ele naquela batalha? Eu poderia ter ficado lá atrás, usando milhares de desculpas para não me envolver na vida daquele homem. Eu não o conhecia, no entanto ele faz parte da família, assim como eu faço parte. Estou totalmente armado, tenho um arco que Deus me deu e não devo me retirar na hora da batalha.

Num outro domingo, olhei pelo corredor ao meu lado, e havia uma senhora adulta, madura, com lágrimas escorrendo pela sua face. O Senhor colocou no meu coração que eu fosse até lá e visse se havia alguma coisa que eu pudesse fazer. Por isso, fui e coloquei a minha mão no seu ombro e, vendo suas faces manchadas de lágrimas, disse-lhe: “É óbvio que a senhora está carregando um fardo pesado hoje”. Ela me olhou pateticamente e respondeu: “Hoje é o primeiro aniversário da morte do meu marido, e eu não estou conseguindo superar”. Eu disse: “A senhora se sente como se estivesse escravizada?” Ela disse: “Sim, por um ano inteiro eu me sinto como que escravizada. Não sei como vencer”.

Lá estava eu, completamente armado pelo Senhor. Eu disse: “A senhora gostaria que eu orasse?” Se você sente que não sabe o que orar, então leia Romanos 8.26: “…pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. Em silêncio, no meu coração, eu disse: “Senhor, eu não sei como orar. Tu podes me ajudar?” Então comecei a orar. É assim que se deve orar com a ajuda do Espírito: comece a orar! Ele vai mostrar o que e como orar. Algo aconteceu no coração e na vida daquela senhora, e no seu semblante. Quando terminei de orar, ela me olhou através das lágrimas e disse: “Estou liberta! Estou livre!” Deus a tinha libertado.

Eu sei que o Natal é uma época muito difícil para as viúvas. Por isso, quando chegou o Natal, eu disse para ela: “Como vai a senhora?” Ela me olhou e disse: “Estou livre. É um Natal maravilhoso. Eu me lembro do meu marido, mas não estou mais escravizada por aquilo. Estou livre!”

 

Outras Ilustrações

 

Uma igreja no leste do Texas convidou-me para ensinar-lhes a reconhecer a presença e a atividade de Deus. Eu estava pregando num domingo de manhã e, como de costume, no final estendi um convite; assim, eu conseguiria ver onde Deus porventura estava agindo e juntar-me a ele. Notei que uma menina de uns dez anos veio do fundo da igreja e se ajoelhou na frente para orar. Ninguém se aproximou a ela. Fiquei tão triste que saí da plataforma e me ajoelhei ao seu lado. Percebi que ela estava orando por alguma amiguinha que não conhecia Jesus. Virei-me para ela e disse: “Você precisa saber que esta manhã é um tempo precioso na presença de Deus. Ele ouviu o seu clamor e você pode ter certeza de que a sua amiga será salva.” Eu podia dizer isso porque a Bíblia assim o diz.

Na noite do mesmo domingo, eu estava pregando ali de novo e tornei a fazer o convite. Logo veio caminhando para frente a mesma menininha, só que agora com uma outra menininha ao seu lado. É claro que eu sabia quem era.

Você pode unir-se a Deus numa batalha que pode estar-se passando no altar da sua igreja? Não seria uma tragédia se Deus o equipasse como um dos seus filhos para entrar numa batalha espiritual que liberta pessoas da escravidão, e você desse as costas e dissesse: “Não é da minha conta”?

Quero falar diretamente com aqueles que são mais veteranos. Quando você vê um casal ir para frente de mãos dadas, você não deveria se juntar a eles? Podem estar no meio de uma batalha espiritual. Não diga “Um dos anciãos, um dos diáconos ou o pastor mesmo deveria ir”. Você é quem deve ir. Você está totalmente preparado por Deus para fazer diferença em qualquer batalha que esteja acontecendo; Deus o convidou para se unir a ele. Descobri que quando oro com alguém, a batalha pode até ficar mais violenta no princípio, mas depois vem aquela vitória incrível e sinto-me tão privilegiado por ter presenciado a derrota do inimigo e o triunfo de Cristo como Senhor.

A batalha pode envolver um dos seus filhos naturais. Num domingo, quando meus filhos ainda estavam na faculdade, fiz o convite e meu segundo filho veio para frente soluçando. Normalmente, ele mantém controle sobre as emoções, mas dessa vez estava soluçando sem parar. Desci para ficar ao seu lado, mas ele me disse: “Pai, há três ou quatro outras pessoas que também vieram para o altar. Você deve dar atenção a elas”.

“Filho, não hoje”, respondi. “Eu sou o único pai que você tem e preciso dedicar meu tempo para você hoje. Não sei o que está acontecendo, mas creio que posso ajudá-lo.

Abracei-o e voltamos para o escritório. Ele derramou seu coração. Aquele era o momento da sua luta em relação ao chamado de Deus para a sua vida.

Fico tão contente por não ter dito: “Bem, esta batalha não é minha” e por não o ter transferido para outra pessoa. Estou contente porque Deus disse: “Henry, não dê as costas. Você orou pelo seu filho, fez vigílias, e, agora, ele está numa batalha para decidir o resto da sua vida. Você precisa participar dessa batalha e ajudá-lo a obter a vitória.”

Como resultado daquele tempo que passamos juntos, ele se firmou no chamado de Deus, foi para a Noruega durante dois anos, voltou para o seminário e, agora, está de volta à Noruega como pastor de uma igreja. Eu estava presente quando todos os meus cinco filhos receberam o chamado de Deus e sou grato porque o Senhor me equipou de tal maneira que, quando vejo uma batalha, posso entrar nela e ver a vitória chegar.

 

Você Vai Vigiar e Orar com Jesus?

 

Talvez você precise tomar um passo firme em direção a Deus. Quem sabe você precise aceitar o convite do Senhor para acompanhá-lo ao Getsêmani. Talvez ele lhe diga: “Você pode ser um dos três que irão adiante e vigiarão comigo? Você vigiará e orará comigo enquanto eu carrego o peso do país nestes dias atuais?” Ele ainda está buscando quem o acompanhará. Você poderá ser um deles, alguém que lhe dirá, no momento decisivo, ajoelhado diante dele: “Senhor, eu irei contigo. Não darei as costas nesta minha hora de batalha. Verei o Senhor trazer a vitória, mas quero estar contigo. Não quero permanecer onde estou na minha vida de oração. Quero um nível mais elevado de oração com o meu Senhor. Quero me deslocar de onde estou para onde tu queres que eu esteja.”

Teremos de firmar alguns compromissos incomuns em oração para Deus poder trabalhar poderosamente através de nós. Não seja como os efraimitas, os quais, embora totalmente armados, davam as costas no dia da batalha. Não deixe uma vaga no lugar que Deus designou para que estivesse, fazendo com que outros tenham que assumir sua responsabilidade.

Henry Blackaby é conferencista, dedicado a levar os cristãos a verdadeiras experiências com Deus e a promover avivamento e despertamento na igreja. Sua obra mais conhecida é “Experiências com Deus”. Mais informações sobre o seu ministério no site www.blackaby.org.

 

 

.Persistência na Oração

 

  Andrew Murray

“Eu lhes digo: Embora ele não se levante para dar-lhe o pão por ser seu amigo, por causa da importunação [persistência] se levantará e lhe dará tudo o que precisar” (Lc 11.8).

“Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que deviam orar sempre e nunca desanimar. [...] Ouçam o que diz o juiz injusto. Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: Ele lhes fará justiça, e depressa” (Lc 18.1,6-8).

Nosso Senhor considerou de tamanha importância que soubéssemos da necessidade de perseverança e importunação na oração que contou duas parábolas para esse fim. Isso é prova suficiente de que temos nesse aspecto da oração, ao mesmo tempo, sua maior dificuldade e seu maior potencial. Jesus queria que entendêssemos que nem tudo na oração seria fácil e tranqüilo; devemos esperar dificuldades que só podem ser superadas através de perseverança persistente e determinada.

Nas parábolas o Senhor mostra as dificuldades como se existissem do lado das pessoas a quem se faziam as petições; a importunação, portanto, era necessária para vencer a relutância delas em ouvir. Entretanto, nas nossas orações a Deus, a dificuldade não está do lado dele e, sim, do nosso. Na primeira parábola Jesus nos afirma que o Pai está mais disposto a dar boas coisas àqueles que lhe pedem do que qualquer pai terreno em dar pão para seu filho (Lc 11.11-13).

Na segunda parábola, Jesus nos assegura que Deus anseia por fazer justiça prontamenteaos seus escolhidos. Portanto a necessidade de oração urgente não pode ser porque Deus precisa ser convencido ou tornar-se mais disposto a abençoar. A necessidade encontra-se inteiramente em nós mesmos. Porém, como não era possível achar um pai amoroso ou um amigo disposto que pudesse servir para ensinar a lição indispensável de importunação, Jesus recorreu à ilustração de um amigo indisposto e de um juiz injusto para nutrir em nós a fé de que a perseverança pode vencer qualquer obstáculo.

 

A Raiz da Dificuldade em Nós

 

A dificuldade não está no amor ou no poder de Deus, mas em nós mesmos e na nossa própria incapacidade de receber a bênção. Ao mesmo tempo, como existe essa dificuldade com nossa falta de preparo espiritual, há uma dificuldade do lado de Deus também. Sua sabedoria, sua justiça e seu amor não ousam nos dar aquilo que nos faria mal, caso o recebêssemos de forma muito rápida ou muito fácil. O pecado, ou a conseqüência do pecado, que impede Deus de nos dar as coisas imediatamente é, ao mesmo tempo, uma dificuldade do lado de Deus e do nosso também. A necessidade de romper a barreira e o poder do pecado em nós mesmos ou naqueles por quem oramos é o que transforma a oração numa luta e peleja tão intensa e real.

Em todas as épocas, os homens têm orado sentindo a existência de barreiras reais no mundo espiritual que precisavam ser vencidas. Suplicavam a Deus para que removesse os obstáculos desconhecidos. Através de tais súplicas persistentes, eram conduzidos a um estado de pleno quebrantamento e impotência, de total entrega a Deus, de união com a sua vontade e de fé viva que movia o seu coração. As barreiras em suas vidas e nos lugares celestiais eram vencidas ao mesmo tempo. À medida que Deus os conquistava, eles conquistavam Deus. À medida que Deus prevalece sobre nós, nós prevalecemos com Deus.

Se pudéssemos vir a entender que essa aparente dificuldade é uma necessidade divina e, na própria essência das coisas, uma fonte de bênção incalculável, teríamos muito mais disposição e alegria de coração para nos dedicarmos à persistência na oração. A dificuldade que o chamado à importunação coloca no nosso caminho é um dos nossos maiores privilégios.

Na vida natural, as dificuldades chamam para fora e desenvolvem as potencialidades humanas como nenhum outro processo ou fator consegue. A educação, por exemplo, nada mais é do que o desenvolvimento diário da mente, disciplinando-a através do desafio de novas dificuldades apresentadas ao aluno, que ele precisa superar. No instante em que uma lição ficou fácil para ele, é necessário que avance para uma que seja mais elevada, com maior grau de dificuldade. É quando encontramos obstáculos e os superamos que nossas realizações mais valiosas são produzidas.

Na comunicação com Deus, não é diferente. Se o filho de Deus só precisa ajoelhar-se, fazer um pedido e levantar-se com a resposta na mão, que prejuízo incalculável resultaria à vida espiritual! A dificuldade e a demora que requerem oração persistente é que são responsáveis pela verdadeira riqueza e bem-aventurança da vida celestial. É ali que descobrimos quão pouco prazer temos na comunhão com Deus e a pobreza da nossa fé nele. Percebemos como nosso coração ainda está preso à terra, insensível espiritualmente, quase destituído do Espírito Santo de Deus.

Somos confrontados com nossa própria fraqueza e indignidade e aprendemos a permitir que o Espírito de Deus ore através de nós. Começamos a tomar o nosso lugar em Cristo Jesus e a permanecer nele, como nossa única súplica ao Pai. É lá que nossa vontade própria, nossa força e nossa bondade são crucificadas. Lá também somos ressuscitados em Cristo para novidade de vida, toda nossa vontade dependendo de Deus e focada em sua glória. Louvemos a Deus, portanto, pelas dificuldades e pela necessidade de oração importunadora como um dos meios preferidos de Deus para nos conduzir à graça.

Pense por um pouco no que o próprio Senhor Jesus recebeu através das dificuldades que encontrou no seu caminho. No Getsêmani, parecia que o Pai não o queria ouvir; ele, então, orou com mais intensidade, até que foi ouvido (Hb 5.7). No caminho vivo que abriu para nós, ele aprendeu a obediência através das coisas que sofreu e, dessa forma, foi aperfeiçoado (Hb 5.8,9). Sua vontade foi entregue a Deus, sua fé em Deus, provada e fortalecida, o príncipe deste mundo, com todas suas tentações, vencido.

É este o novo e vivo caminho que ele consagrou para nós. É na oração persistente que andamos com Jesus e tornamo-nos participantes do seu próprio espírito. Oração é um dos meios para sermos crucificados, sendo participantes da cruz de Cristo, entregando nossa carne à morte. Ó cristãos, não nos envergonhamos da nossa relutância em sacrificar a carne, a vontade e o mundo, para nos dedicarmos à oração persistente? Não devemos aprender a lição que tanto a natureza quanto Jesus querem nos ensinar? A dificuldade da oração importunadora é o mais alto privilégio que podemos ter. As dificuldades a serem superadas nela são responsáveis pelas mais ricas bênçãos.

 

Orando como o Apóstolo Paulo

 

 

Adaptado de uma apresentação feita na Conferência de Oração do Meio-Oeste do Harvest Prayer Ministries, em outubro de 2007 na Maryland Community Church em Terre Haute, Indiana (EUA).

O apóstolo Paulo oferece um quadro interessante sobre a oração em 2 Coríntios 1.8-11. Referindo-se a todas as dificuldades que havia passado, juntamente com a equipe, numa das viagens missionárias, ele diz: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; o qual nos livrou e livrará de tão grande morte…”

A equipe estava sentindo que a morte poderia alcançá-los a qualquer momento. Porém, Paulo continua: “… em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos, ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos”.

Paulo não estava falando sobre uma oração casual, nem simplesmente afirmando que durante sua viagem missionária recebera conforto por saber que algumas pessoas estavam em casa orando. Não! Ele acreditava que uma batalha estava sendo travada no mundo celestial que exigia um modo diferente de orar, oração como aquela mencionada em Mateus 11.12: “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele”. Como eles “se apoderam” do reino, sobrepujando as portas do inferno? Por meio da oração. Paulo acreditava que, durante aquela viagem, havia pessoas em Corinto que esforçavam-se para entrar na batalha de oração, e que a oração delas causara um profundo e visível impacto sobre o que estava acontecendo com a equipe na linha de frente!

Encorajando as pessoas a se unirem com ele em oração, Paulo escreveu em Romanos 15.30: “Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor”.

Paulo usa outra imagem em Colossenses 4.12. Falando a respeito de um amigo, Epafras, que os colossenses conheciam, ele disse: “Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus”. Se quiséssemos que pessoas orassem por nós, será que usaríamos a terminologia de Paulo: “… que luteis juntamente comigo nas orações”, ”… se esforça sobremaneira … por vós nas orações” (ou “batalhando na oração” em outra tradução). Batalhar ou esforçar-se não é algo passivo, tranquilo. As orações do apóstolo Paulo eram bem diferentes daquilo que vemos, em geral, nas reuniões de oração hoje.

A maioria dos crentes faz orações usando o que chamo de “pequenas solicitações”. São pedidos em favor das necessidades cotidianas de soluções ou “consertinhos” na nossa vida. Essas necessidades surgem porque, embora a vida esteja razoavelmente boa, algo sempre acontece para desequilibrá-la, e queremos orar para eliminar aquele empecilho e voltar à normalidade.

Na qualidade de crentes ocidentais, temos uma tendência de achar que temos direitos, que a vida deveria ser boa para o cristão. A maioria da nossa atividade na oração, como igreja e como indivíduos, tem o objetivo de buscar esse tipo de solução para os problemas da vida. “Livra-nos disto”, “muda a situação para que fulano seja liberto daquela dor ou daquela doença”, “supra a necessidade financeira”. São orações horizontais e não orações voltadas para o alto.

Geralmente, oramos nessas situações por causa de uma espécie de respeito ou obrigação para com a pessoa necessitada. Como queremos demonstrar amor por ela, oramos exatamente conforme o pedido. Oramos em favor do óbvio – não pensando no que Deus possa querer fazer por meio da situação.

Não há nada de errado com esse tipo de pedido nem com o fato de orar em favor das pessoas em problemas. É uma maneira de demonstrar amor pelo Corpo de Cristo. Contudo, raramente oramos a respeito das coisas mais importantes do Reino. Precisamos concentrar uma parcela maior do nosso tempo de oração em coisas mais amplas, em assuntos mais pertinentes ao Reino.

 

Oração em favor do Reino 

 

Como podemos mudar nossas orações para serem mais focadas no Reino? O que é orar em favor do Reino? Acho que existem dois aspectos importantes:

  1. Orar pelo Reino significa orar em favor de algo que tenha valor e importância permanentes no Reino de Deus. Podemos orar pela salvação de alguém, por exemplo. Podemos orar para que um país se abra para o Evangelho.
  2. Também podemos orar em favor do Reino em situações de “pequenas solicitações”. Estamos orando em favor do Reino quando sabemos que estamos orando de acordo com a vontade de Deus naquela situação. Em Romanos 8.26-27, vemos a tarefa do Espírito Santo na oração. Lemos ali que quando não sabemos como orar, “o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos”. Às vezes, fico tão focado naquilo que quero ver Deus realizar que perco de vista o que ele já está fazendo. Por meio da intercessão, o Espírito Santo me ajuda a orar de acordo com a vontade de Deus.

Orações modelo de Paulo

 

A fim de nos ajudar a focalizar mais as coisas do Reino, vamos dar uma olhada em algumas das orações de Paulo. Elas podem servir de modelo para nós. Paulo tinha muitas pessoas necessitadas debaixo de sua liderança. Ele havia começado igrejas por toda a Ásia Menor, e muita gente estava sofrendo perseguições e tribulações. Apesar disso, nas vinte e uma passagens bíblicas em que Paulo pede a Deus para fazer alguma coisa, não há nenhuma, dentre todas as suas orações, em que ele orou por uma necessidade específica de uma pessoa em particular.

Eu ficaria surpreso se descobrisse que Paulo nunca orou por necessidades pessoais, porém o fato é que não vemos nenhum exemplo disso na Escritura. Na época em que Paulo viveu, teria sido muito difícil ficar atualizado com necessidades específicas das pessoas porque a comunicação era bem mais difícil do que hoje. Levaria um mês ou mais para receber uma notícia de uma igreja distante ou para saber o que estava acontecendo na vida de alguém.

A conclusão que posso tirar das orações de Paulo registradas na Bíblia não é que não devo orar por necessidades específicas ou pessoais. No entanto, se Paulo dedicou a maior parte do seu tempo orando em outra direção, talvez eu deva seguir seu exemplo e fazer o mesmo.

Em 2 Coríntios 12, Paulo até que orou de forma específica em favor de si mesmo. Ele orou para que o “espinho” na carne fosse removido. Não sabemos o que era, mas Paulo sentia que era um obstáculo ao seu ministério, impedindo-o de ser plenamente eficaz. Por isso, ele diz nessa passagem que pediu a Deus para removê-lo.

E o que Deus lhe respondeu? “A minha graça te basta” (v. 9). Paulo entendeu com isso que Deus seria mais glorificado se o espinho permanecesse em sua vida e ele buscasse no Senhor a capacidade sobrenatural de superá-lo e continuar ministrando apesar da dificuldade. Por isso, ele parou de orar nesse sentido.

Muitos cristãos hoje observam o “Dia Internacional de Oração pela Igreja Perseguida”. Normalmente, oramos para que os irmãos perseguidos sejam livres das tribulações, assim como Paulo orou inicialmente, pedindo para retirar seu “espinho”. Não sou a favor da perseguição aos cristãos, mas sei que, na história, sempre que a Igreja foi perseguida, ela prosperou.

Na igreja da Aliança Cristã e Missionária, na qual fui criado, o maior campo missionário que a denominação tinha na década de 1970 ficava no Vietnã. Havia de 70 a 80 mil cristãos e centenas de igrejas em todo o país. Porém, em 1975, quando o Vietnã foi tomado pelos comunistas, os missionários estrangeiros foram obrigados a sair, pastores foram perseguidos e muitos ficaram anos na prisão.

Recentemente, depois da abertura política, cristãos ocidentais estão entrando no país e avaliando a situação das igrejas. Por 30 anos ficaram sem ajuda dos missionários ou apoio algum de fora. Apesar disso, a igreja no Vietnã hoje tem mais ou menos um milhão de crentes em Jesus. Por que tamanho crescimento? Tem algo a ver com a perseguição.

Muitas vezes, queremos orar para que as pessoas se livrem dos problemas quando Deus quer usar exatamente essas coisas para levá-las a ter uma mente mais voltada para o Reino, para atraí-las às coisas do Reino. Era para isso que Paulo orava.

fonte jornal o arauto de sua vinda

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net