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Educação cristã (1)
Educação cristã (1)

 

    EDUCAÇÃO CRISTÃ, RESPONSABILIDADE DOS                                            PAIS.N.8 

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PALAVRA CHAVE Educação: Processo de desenvolvimento das capacidades física, intelectual e oral da criança e do ser humano em gerai, visando a sua melhor integração individual e social.

 

                   COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

 

Educar os filhos não é uma tarefa fácil. Deus, porem, confiou-nos essa Tarefa, e dela não podemos fugir. Infelizmente, muitos pais estão terceirizando a educação de seus filhos, e isso tem enfraquecido a família crista. Para que cumpramos essa tão nobre missão é necessário que busquemos a sabedoria que somete Deus pode conceder-nos (Tg 1. 5; 3. 17). Ainda que contemos  com a ajuda da igreja, a responsabilidade de educar é dos pais.

 

I - EDUCAÇÃO. A MISSÃO PRIORITÁRIA DOS PAIS

 

  1. O que significa educar? Segundo o Dicionário Houalss “a palavra educar vem do latim educo e significa ‘criar uma criança: cuidar, instruir”. Podemos definir educação como ensino e instrução. Não podemos jamais nos esquecer que a Igreja do Senhor tem uma função educadora. Como sal e luz deste mundo ela deve educar e Instruir segundo a Palavra de Deus (Mt 28.19-20). Como crentes precisamos ser guiados e orientados segundo as Escrituras, pois ela nos protege das sutilezas do Maligno.
  2. Educação Crista. Se quisermos uma sociedade melhor, mais justa e solidaria, precisamos: com Igreja do Senhor, valorizar o ensino da Palavra de Deus. Para isso, é Imprescindível investir na educação Crista, pois o seu principal objetivo é levar o crente a conhecer mais a Deus (Os 6. 3), contribuindo para que o fiel tenha uma vida reta perante o Senhor e a sociedade. Nesse processo, a participação da liderança é decisiva. alias, ensinar é um dos deveres do pastor (1.Tm 3.2: 2 Tm 2.24).

3 - A educação nas escolas. Vivemos em uma sociedade permissiva, onde faltam valorei morais e éticos. Tanto nas escolas publicas quanto nas privadas as crianças e os jovens estão em contato com filosofias ateístas, materialistas e pragmáticas. Tais ensinos, nocivos a fé cristã, já fazem parte do currículo de muitas escolas. Por Isso, os pais não podem negligenciara educação dos seus filhos. Eles precisam, com a ajuda da Igreja, ser Instruídos para orientar seus filhos (Ef 6. l -4). Os resultados da educação divorciada dos valores cristãos podem ser os piores possíveis milhares de adolescentes gravidas, aumento das doenças sexualmente transmissíveis, aumento do numero de casos de AIDS, etc.

Educar é proporcionar uma formação completa ao educando: espiritual, moral e social.

 

II - A EDUCAÇÃO NO ANTIGO E EM O NOVO TESTAMENTO.

  1. No Antigo Testamento. A ordem do Senhor aos israelitas era para que estes priorizassem a educação. Os pais tinham a responsabilidade de ensinar os filhos a respeito dos atos do Senhor em favor do povo de Israel (Sl 73-5) Assim os filhos, mediante o testemunho dos pais conheceriam a Deus e aprenderiam a teme-lo (Dt 4. 9,10). No livro de Josué lemos a respeito do memorial erguido com doze pedras retiradas do rio Jordão (Js 4.20-24). Este memorial serviria para lembrar ao povo o dia em que o Senhor os fez passar a pês secos pelo rio. Ao verem esse memorial, as crianças ouviriam a sua historia e aprenderiam mais sobre o Deus de seus pais. É preciso que façamos o mesmo com nossas crianças, testemunhando do poder de Deus as próximas gerações, É preciso aproveitar cada momento para mostrarmos a nossa gratidão a Deus, de modo que o nosso exemplo de vida fale tato quanto nossas palavras.
  2. Em o Novo Testamento. As sinagogas também eram um centro de instrução onde os meninos judeus aprendiam a respeito da Lei. Mesmo havendo essas "escolas" a educação no lar era prioritária. Jesus, como menino judeu, provavelmente participou do ensino nas sinagogas, pois seus pais cumpriam os rituais Judaicos (Lc 2. 21-24, 35 -42). Em sua pré-adolescência, Jesus já sabia de cor a Tora, chegando a confundir os doutores no Templo (Lc 2.46,47), Em o Novo Testamento vemos que a educação começava no lar, passava pela sinagoga e se fortalecia no templo. Temos também o exemplo do jovem obreiro Timóteo. O apostolo Paulo escreveu a Timóteo exortando-o a permanecer nas Sagradas Escrituras, que havia aprendido ainda menino (2 Tm 1. 5,6; 3.14-17).
  3. Na atualidade. A Escola Dominical é a maior e a mais acessível agencia de educação religiosa das igrejas evangélicas, ela auxilia todas as faixas etárias na compreensão das Sagradas escrituras. Porem, a Escola Dominical não pode ser a única responsável pela formação espiritual e moral de nossas crianças, adolescentes e jovens. A responsabilidade maior cabe aos pais. Alias, a educação de nossos filhos deve começar, prioritariamente, em nosso lar, pois assim Deus recomenda em sua Palavra (Ef 6. 1-4).

No Antigo Testamento os israelitas priorizavam a educação dos filhos em casa. Em o Novo Testamento, as sinagogas eram os centros de instrução para os meninos aprenderem a Lei.

Ill - A EDUCAÇÃO CRISTÃ NA FAMÍLIA

  1. Os filhos são herança do Senhor. Os pais precisam cuidar dos filhos com zelo, carinho e amor, oferecendo uma educação de qualidade, pois eles são "herança do Senhor" e a nossa grande recompensa (Sl 127.3); portanto, agradeça a Deus pelos seus filhos. Como forma de gratidão, procure ensina-los e educa-los no temor do Senhor (Ef 6.1-4). Não seja negligente com a educação deles (Pv 22 ,6).
  2. O ensino da Palavra de Deus no lar. Os pais são, por natureza, os primeiros professores dos filhos. A criança conhece a Deus primeiramente através dos pais, por isso, não deixe de fazer o culto domestico. Reserve ao menos 10 minutos por dia para louvar e adorar ao Senhor com seus filhos. Tais momentos são especiais e ajudam a fortalecer a família. Não permita que a televisão ou quaisquer meios de distração impeçam a sua família de desfrutar desses minutos tão especiais.
  3. Leve seus filhos a igreja. Lamentavelmente, muitos pais vão a Igreja sem seus filhos. As crianças e os jovens devem ser persuadidos, com amor, a ir à Casa do Senhor. Se ainda na infância forem conduzidos a Casa de Deus, quando jovens darão valor a essa pratica saudável (Mc 10. 13-16). A educação Crista começa no lar e é fortalecida na igreja, notadamente na Escola Dominical.

Na família, a Educação Crista deve estar eminentemente presente.

"Educação é dever do Estado e direito do cidadão", porem, a educação começa na família. Os pais receberam de Deus uma das mais nobres missões; educar seus filhos. Aqueles que amam ao Senhor e a sua Palavra vão fazer de tudo para que seus filhos sejam educados segundo os princípios bíblico. Somente assim livraremos nossos filhos dos horrores destes últimos dias.

 

"Educação Cristã e a ciência magistério da Igreja Crista que. fundamentada na Bíblia Sagrada, tem por objetivos:

  1. a) A instrução do ser humano no conhecimento divino, a fim de que ele volte a reatar a comunhão com o Criador, e venha a usufruir plenamente dos benefícios do Plano de Salvação que Deus estabeleceu em seu amado Filho. Q apostolo Paulo compreendeu perfeitamente o objetivo da Educação Crista: Admoestando a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo homem perfeito em Jesus Cristo' (Cl 1,28}.
  2. b) A educação do crente, para que este logre alcançar a perfeição preconizada nas Sagradas Escrituras: Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra (2 Tm 3.16,17).

c} A preparação dos santos., visando capacitamos a cumprir integralmente os preceitos divinos da Grande Comissão: 'Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade(2 Tm 2.15)” (ANDRADE, Claudionor. Teologia da Educação Crista: A missão educativa da igreja e suas implicações bíblicas e doutrinarias. I. ed. Rio de Janeiro; CPAD, 2002, pp.5-6).

 

 [A educação cristã] FOI PRATICADA PELA IGREJA PRIMITIVA

Não há a menor sombra de dúvida de que o Novo Testamento ordena a Igreja a ensinar. Mas a Igreja primitiva obedeceu mesmo a esse mandamento?Em Atos 2.41-47, temos um retrato da Igreja primitiva, o qual nos informa que eles “perseveravam na doutrina [ensino] dos apóstolos” (At 2.42). Este era o padrão contínuo; não uma exceção.

 

 

 

Efésios 4 confirma o compromisso de ensinar. Jesus Cristo, após subir aos céus, deu dons aos homens, a fim de que servissem à Igreja, conforme está escrito: “Uns [...] para pastores e doutores [mestres, professores]” (Ef 4.11). O propósito? “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12); mais outra prova de que os talentosos são chamados para o ministério da multiplicação e não da adição.

Para o judeu, não havia uma posição mais alta na escada da sociedade do que a de rabino. Por conseguinte, quando a Igreja do primeiro século foi ensinada sobre a doutrina dos dons espirituais, confrontou-se com um problema. As pessoas clamavam pelo “dom de ensino” com todos os privilégios a ele pertencentes. Como resultado, Tiago teve de emitir esta advertência: “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres [professores], sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tg 3.1). Considerando que o professor é compelido a falar e que a língua é o último membro a ser dominado (Tg 3.2), deve-se ter muito cuidado, ao aspirar tal responsabilidade, ponderada e sensata.

A educação da criança é responsabilidade dos pais, e o mesmo ocorre quando se fala em educação cristã. Os pais cristãos são responsáveis por educarem seus filhos e transmitir a eles as verdades sobre a Bíblia e o Evangelho. É evidente que a igreja, por meio da Escola Dominical, terá sua participação na transmissão do Evangelho de forma didática e direcionada, mas isso não exime os pais de ensinarem seus filhos em casa e com o próprio exemplo de vida.

Lembremo-nos de que o mundo se utiliza dos meios escolares vigentes para transmitir aos nossos filhos ensinos que zombam da fé cristã, o que reforça a necessidade de investirmos em uma excelente educação cristã para nossos filhos.

No Antigo Testamento, não havia a ideia de "educação cristã", pois não existia ainda o cristianismo, mas existia a obrigatoriedade de os pais ensinarem seus filhos a temerem ao Senhor, respeitar Sua Lei e ter ao Senhor como seu Deus. O ensino também era demonstrado por meio de monumentos, como as doze pedras retiradas do Jordão, que seria memorial para as futuras gerações se lembrassem de como Deus cumpriu sua promessa de colocar o povo na terra prometida, fazendo com que o Jordão fosse aberto na época das chuvas e o povo pudesse ultrapassar essa barreira geográfica. No futuro, as crianças perguntariam sobre aquele conjunto de pedras, e os pais deveriam contar como Deus havia realizado aquele milagre.

Mesmo com o passados anos, quando os judeus não tinham mais o Templo, instituíram as sinagogas para reunir os membros da comunidade e ensinar às crianças a lei de Deus. Foi essa instituição - a sinagoga - que Deus posteriormente utilizou para difundir o Evangelho aos judeus, quando Paulo, em suas viagens missionárias, ia de cidade em cidade para falar de Jesus. Paulo ia primeiramente às sinagogas, anunciando Jesus aos seus irmãos, e depois pregava aos gentios em outros lugares.

A educação cristã de nossos filhos deve ser de suma importância para nós, tanto quanto a educação secular nas escolas. Por isso, é importante levá-los à  escola Dominical, onde aprenderão sistemática e didaticamente a Palavra, por meio de histórias, leitura da Bíblia e outros meios utilizados para fazer com que as crianças entendam a fé cristã e tomem uma decisão por Cristo. Além de aprender a Palavra, eles desenvolverão amizades cristãs e já terão contato com ministérios próprios do culto, como a música e a adoração.

 

                          COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

 

A educação com base nos princípios bíblicos fortalece o caráter e desenvolve a cidadania cristã. Em tempos mais antigos, a educação começava no lar, e se fortalecia no meio da família. Há algumas décadas, os pais em geral eram os principais educadores da família. Com o passar dos séculos, a educação formal passou a utilizar-se das instituições educacionais para desenvolver o processo educativo. Foi um avanço, sem dúvida.

A educação na família deixava a desejar em termos de conteúdo, embora fosse eficaz na formação do caráter, na maioria dos lares. Quando os pais eram os educadores da família, os filhos, verdadeiros alunos, na escola da vida, procuravam adotar o comportamento esperado pelos seus genitores. Lembro-me do tempo em que um adolescente levantava-se para ceder o lugar a um ancião, em qualquer ambiente, no lar, no transporte, nas repartições, etc. Hoje, esses gestos de civismo parecem estar esquecidos, ou nunca foram valorizados. Para que idosos tenham prioridade, foi necessária a intervenção da lei, concedendo-lhes o direito ao atendimento nos diversos lugares.

A educação formal, desenvolvida nas instituições educacionais, utilizando conteúdos programáticos e currículos elaborados tecnicamente, amplia o leque de conhecimentos a serem apreendidos pelo alunado. Mas, infelizmente, grande parte das escolas não transmite educação.

Certo autor escreveu: “Perdi minha educação, quando entrei na escola”. Parece exagero, mas a experiência comum confirma que, na escola, os valores morais e éticos são desprezados. Esse é o tipo de ensino que despreza os princípios da Palavra de Deus.

A educação a que nos referimos, neste estudo, não é a educação secular simplesmente. Mas a educação cristã, fundada nos sagrados princípios, que emanam da palavra de Deus. Esses princípios são, antes de tudo, espirituais. Contemplam e valorizam a existência do Criador de todas as coisas, conforme a explicação da sua palavra. Esses princípios são “cláusulas pétreas”, em termos absolutos de ética e de moral.

Na educação cristã, o aluno deve ser instruído nos fundamentos espirituais e morais, cuja fonte é a Palavra de Deus.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 91-92.

 

I - EDUCAÇÃO. A MISSÃO PRIORITÁRIA DOS PAIS

  1. O que significa educar?

 

O que é educação? “A Educação não é mais do que o desenvolvimento consciente e livre das faculdades inatas do homem” (Sciacca); “a Educação é o processo externo de adaptação do ser humano, física e mentalmente desenvolvido, livre e consciente, a Deus, tal como se manifesta no meio intelectual, emocional e volitivo do homem” (Herman Horse); “E toda a espécie de formação que surge da influência espiritual” (Krieck, p. 62,63).

Ação e efeito de educar, de desenvolver as faculdades físicas, intelectuais e morais da criança e, em geral, do ser humano; disciplinamento, instrução, ensino” (Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa, Caldas Aulete). “Ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações jovens para adaptá-las à vida social; trabalho sistematizado, seletivo, orientador, pelo qual nos ajustamos à vida, de acordo com as necessidades ideais e propósitos dominantes; ato ou efeito de educar; aperfeiçoamento integral de todas as faculdades humanas, polidez, cortesia” {Pequeno Dicionário Brasileiro de Língua Portuguesa, Aurélio Buarque de Holanda)”.

Há muitas definições de educação. Pode-se dizer que educação é um processo que integra o ensino e a aprendizagem, com vistas à formação de indivíduos com personalidade capaz de desenvolver-se e aperfeiçoar-se para a vida. E diferente de instrução, de treinamento ou adestramento. A educação verdadeira prepara cidadãos conscientes para exercerem papel construtivo na sociedade.

“Podemos dizer que a educação é um processo contínuo de desenvolvimento e aperfeiçoamento da vida”; Gregory vê dois conceitos de educação: “Primeiro, o desenvolvimento das capacidades; segundo, a aquisição de experiência”. “E a arte de exercitar e a arte de ensinar”.

Com isso, o resultado esperado é “uma personalidade bem desenvolvida física, intelectual e moralmente, com recursos tais que tornem a vida útil e feliz, e habilitem o indivíduo a continuar aprendendo através de todas as atividades da vida”.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 92-93.

 

I.PALAVRA E SUAS DEFINIÇÕES.

 

A educação é o desenvolvimento e o cultivo sistemático das capacidades naturais, por meio do ensino, do exemplo e da prática. Inclui tanto o conhecimento te6rico quanto a experiência prática, no desenvolvimento de habilidades diversas. Em um sentido formal, essa palavra indica o ensino como um sistema, servindo de sinônimo da palavra «pedagogia», No sentido bíblico, porém, o processo da educação combina-se com os princípios espirituais que, segundo se espera, emprestam poder e significado aos ensinos que transcendem os meios intelectuais normais e os meios humanos práticos. A revelação é a inspiração saem em ajuda da educação, pelo que também o Senhor Jesus Cristo é o supremo exemplo que as pessoas bem - educadas deveriam seguir e tentar duplicar, tanto na natureza quanto na prática.

O moderno vocábulo hebraico para «treinar» deriva-se do mandamento que aparece em Provérbios 22:6 e que nossa versão portuguesa traduz por: «Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele». Outros termos relacionados à educação são aqueles que denotam as ideias de instrução e aprendizagem. Todos os bons processos de educação dispõem do Compêndios adequados. No tocante ao processo da educação espiritual, o texto principal é a Bíblia, havendo outras obras que suplementam o conhecimento adquirido através da Bíblia, que fornecem instrução quanto a todas as variedades de conhecimento que podem ter alguma aplicação espiritual.

Mestres são providos para ajudar no processo, a fim de proverem o exemplo e as instruções adequados.

Esses professores são descritos como sábios (ver Pro. 13:14 e 15:7). Seus alunos eram chamados, antigamente, de «filhos. (ver I Crê, 25:8 e Pro. 2:1), porquanto a educação processa-se melhor quando os princípios espirituais da família divina estão sendo ensinados e seguidos.

No Novo Testamento encontramos menção aos rabinos (professores) e aos mestres (professores). No grego, esta última palavra é didáskalos, termo usado por cerca de cinquenta vezes nos evangelhos, mas aplicado de modo supremo a Jesus. Ele ensinava às multidões (Mar. 2:13), nas sinagogas (1:21), ou então, particularmente, aos. seus discípulos (Mat. 5:1,2). Os discípulos (aprendizes) foram mencionados por mais de duzentas vezes nos evangelhos. Ele lhes ensinava doutrina (no grego, didache). Parte da Grande Comissão era o ministério do ensino, conforme se vê em Mat. 28:19,20.

 

Educação FORMAL E INFORMAL.

 

A educação formal , adquirida através do estudo bem organizado, usualmente administrado nas escolas. Esse ensino se faz por graus, havendo certo número de disciplinas requeridas, dentro de um determinado número de anos. A educação informal é aquela adquirida mediante o estudo privado, ou mediante a experiência diária, incluindo aquilo que se aprende através de comunicações, livros, revistas, rádio, televisão, cinema, etc. Educação é o nome daquela ciência ou ramo de estudos que trata, histórica e contemporaneamente, dos princípios e práticas do ensino e do aprendizado.CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 268-269.

 

28:19: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do filho, e do Espírito Santo;

  • Ide. portanto, fazei discípulos...·. Algumas traduções dizem ·ensinai todas as nações». Porém, «fazei discípulos· é tradução melhor, embora em Mat. 13:52 seja usada essa expressão com 0 sentido de «instruir». O fazer discípulos envolve, em primeiro lugar, a necessidade do evangelismo ou da pregação do evangelho; mas também subentende um exercício de treinamento e orientação, de forma que esses discípulos sejam melhor firmados e instruídos na plenitude da mensagem das Escrituras Sagradas. A palavra «portanto·, provavelmente é uma glosa, pois é omitida pelos mss Aleph, AEFHKMSU V, Gamma e outros. Todavia c porção muito antiga do texto, por causa do Códex do Vaticano, como também dos mss Delta e Fam Pi. A glosa é excelente, conforme a maioria dos intérpretes concorda prontamente, porque mostra que essa ação de fazer discípulos dentre todas as nações, repousa na autoridade universal de Cristo. Por conseguinte, sem importar o que aconteça, algum sucesso está garantido; e o que parece ser fracasso, cm realidade não pode sê-lo. Se tragédias aconteceram. se mártires surgirem, se um tratamento vergonhoso for dado aos pregadores, se desumanidades forem perpetradas contra os discípulos, devemos saber que tudo será por causa de Jesus, e que a vitória e o sucesso final estão plenamente assegurados. Se males forem cometidos contra os discípulos de Cristo ״ o que parece não ter remédio, toda via Deus curará a tudo, porque cm Cristo está toda a autoridade, não somente neste mundo, mas também no céu. E, assim sendo, dessa promessa flui um rio de paz e de segurança. Da mesma maneira como a horrenda crucificação de Jesus foi prontamente sarada, final c completamente, pela ressurreição, assim também todos os recuos e derrotas dos verdadeiros discípulos serão sarados, porquanto a autoridade de Jesus Cristo garante isso.
  • ...de todas as nações...» Todas as limitações fronteiriças são aqui removidas, como também se verifica em Mat. 10:5. Assim foi estabelecida a universalidade da comissão apostólica. A questão sobre como os discípulos haveriam de receber de incorporar-se na igreja, ainda não fora respondida; c ainda não haviam sido feitas as revelações, dadas a Paulo, que identificam a igreja como organismo quase totalmente gentílico. uma noiva gentílica, e também aquelas outras que falam da alta chamada dessa igreja, que será transformada completamente segundo a imagem de Cristo. Todas essas coisas haveriam de ser esclarecidas mais tarde. e podemos ler acerca delas cm trechos como Rom.8; Efé. 1; Col. 1; Heb. 5. O desenvolvimento dessa semente é deixado nas mãos do Espirito Santo, através do ministério dos apóstolos. Todas as nações certamente incluiria os judeus; mas a mensagem não teria mais alcance provinciano. Um dos principais temas deste cristã; e este é o trecho central desse tema. Assim sendo, encontramos nesta passagem a grande ·Magna Carta· do empreendimento missionário do cristianismo.CHAMPLIN, Russell Norman, Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 654.Atividade (w. 19, 20a). O verbo grego traduzido por ide na verdade não é uma ordem, mas sim um gerúndio (indo). O único mandamento de toda a grande comissão é "fazei discípulos" ("de todas as nações").

Jesus disse: "Enquanto estiverem indo, façam discípulos em todas as nações". Não importa onde estamos, devemos testemunhar sobre Jesus Cristo e procurar ganhar outros para ele (At 11:19-21).

O termo "discípulos" era o nome mais comum para os cristãos primitivos. Ser um discípulo significa mais do que ser um convertido ou um membro da igreja. Aprendiz talvez seja um bom termo equivalente. Um discípulo apega-se a seu mestre, identificasse com ele, aprende e vive com ele. Aprende não apenas ouvindo, mas também praticando.

Jesus chamou doze discípulos e os ensinou de modo que fossem capazes de ensinar a outros (Mc 3:13ss).

Assim, um discípulo é alguém que crê em Jesus Cristo, expressa essa fé ao ser batizado e permanece em comunhão com os irmãos a fim de aprender as verdades da fé (At 2:41-47) e então ser capaz de ir e ensinar a outros. Esse era o padrão da Igreja do Novo Testamento (2 Tm 2:1, 2). Em vários aspectos, desviamo-nos desse padrão. Na maioria das igrejas, a congregação paga o pastor para pregar, ganhar o perdido e ajudar o salvo, enquanto os membros da igreja atuam apenas como torcedores (se estiverem animados), ou então, como meros espectadores. Os "convertidos" são ganhos, batizados e aceitos como membros, para depois se juntarem aos espectadores.

Nossas igrejas cresceriam muito mais rapidamente, e os cristãos seriam muito mais fortes e felizes, se discipulassem uns aos outros. A única forma de uma igreja local "crescer e se multiplicar" (em vez de crescer por "acréscimo") é por meio de um programa sistemático de discipulado. Trata-se de uma responsabilidade de todo cristão, não apenas de um pequeno grupo "chamado para ir".

Jesus abriu a mente de seus discípulos para que entendessem as Escrituras (Lc 24:44, 45). Descobriram o que Jesus desejava que ensinassem aos convertidos. Não basta ganhar pessoas para o Senhor. Também é preciso ensinar a Palavra de Deus a elas, pois isso faz parte da grande comissão.WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 140.

 

  1. Educação Crista.

 

Educação cristã. Na igreja cristã, há um espaço especial para a Educação Cristã. Esta é o processo de ensino-aprendizagem proporcionado por Deus, através de sua Palavra, pelo poder do Espírito Santo, transmitindo valores e princípios divinos. E diferente da educação secular, que só transmite instruções e conhecimentos, deixando de lado os valores éticos, morais e espirituais. Por isso, a base da Educação Cristã é a Bíblia Sagrada.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 93.

EDUCAÇÃO CRISTÃ

Introdução. Dentro da economia judaica, a educação era, essencialmente, um produto do lar, envolvendo o aprendizado da religião, de alguma profissão e estava usualmente associada à atividades agrícolas. Quando surgiram as artes e ofícios, esses eram ensinados mediante o aprendizado. Quando surgiram as escolas, as sinagogas tomaram-se o centro da erudição. No cristianismo primitivo, a situação era muito parecida com isso, excetuando que, na cultura romana, havia escolas profissionais, que não somente ensinaram artes e ofícios, e os cristãos tinham acesso a esses meios. Uma vez que a Igreja deixou de ser perseguida, após a conversão de Constantino ao cristianismo, a Igreja começou a ser a mestra do estado. Sucedeu, pois.. que na Idade Média, a educação tornou-se-essencialmente uma função da Igreja. Após cerca de mil anos em que essa condição prevaleceu, o secularismo e o nacionalismo debilitaram o poder da Igreja. A renascença e a Reforma protestante deram prosseguimento a esse processo, época em que o estado começou a recuperar o poder que havia perdido quando da queda do império romano do Ocidente, e, uma vez mais, tomou-se uma entidade educadora, independente da Igreja. Ver os artigos sobre a Cristandade e a Civilização Cristã.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 275.

Apto para ensinar (v. 2g). O ensinamento da Palavra de Deus é um dos principais ministérios do presbítero. Na verdade, muitos estudiosos acreditam que "pastores e mestres", em Efésios 4:11, se refere a uma só pessoa com duas funções. Um pastor é, automaticamente, um mestre (2 Tm 2:2, 24). Phillips Brooks, famoso bispo norte-americano do século XIX, disse: "A aptidão para ensinar não é algo que se obtém por acidente nem por um irrompimento de zelo ardente".

O pastor deve ser um estudioso dedicado da Palavra de Deus e de tudo o que o ajude a conhecer e a ensinar a Palavra. O pastor que tem preguiça de estudar é uma calamidade no púlpito.

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 286.

2 Tm 2.23-26 - Como ensinador. Timóteo ajudou os que estavam confusos em relação à verdade. O conselho de Paulo a Timóteo, e a todos aqueles que ensinam a verdade de Deus, é que sejam generosos e brandos, explicando a verdade de modo paciente e cortês.

O bom ensino nunca promove disputas ou falatórios inúteis. Se você estiver ensinando em uma classe de escola dominical de sua igreja. liderando um estudo bíblico, ou pregando na igreja, lembre-se de ouvir as perguntas das pessoas e tratá-las respeitosamente ao mesmo tempo que evita debates tolos. Se você fizer isto aqueles que se lhe opõem estarão mais dispostos a ouvir o que você tem a dizer e talvez reconsiderem o erro deles.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD pag. 1714.

3 - A educação nas escolas.

 

EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE

  1. A educação repressiva

Nas décadas passadas, os pais criavam os filhos na base do autoritarismo. Tudo era feito com base de um relacionamento rígido. A igreja evangélica, em muitos casos, colaborou para esse tipo de educação. Eram comuns os castigos físicos, com o uso da “vara” para as falhas mais simples. Teve seu aspecto positivo, pois os filhos eram obrigados a respeitar os limites que lhes eram impostos. Havia respeito aos pais, aos mais velhos, e às normas. Os aspectos negativos dessa educação manifestavam-se tempos depois, quando os filhos tornavam-se independentes. De certa forma, essa educação contrariava a Bíblia, que manda criar os filhos sem provocá-los à ira (Ef 6.4).

  1. A educação permissiva

Na educação moderna, os psicólogos levaram os pais a não ter autoridade sobre seus filhos, para não serem repressivos. Assim, grande parte dos filhos passou a ter uma educação permissiva. Para eles, quase tudo é permitido. Os especialistas aconselham que não se deve reprimir para que os filhos não fiquem frustrados. O resulta do dessa educação é um a libertinagem e uma permissividade absurda, a ponto de pais permitirem que suas filhas pratiquem sexo com os namorados em suas próprias residências.

Esse tipo de educação leva os filhos, desde crianças, a não respeitarem limites, normas e princípios. Aliás, essa educação “moderna”, em gera não tem princípios morais, éticos, e muito menos espirituais. E uma agressão aos princípios bíblicos, que exorta aos pais a criarem seus filhos “na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4b); e manda ensinar ao menino o caminho em que deve andar, para que, quando envelhecer, não se esqueça dele (Pv 22.6).(notas estudaalicao.blogpsot.com)

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net