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escola biblica dominical
escola biblica dominical

                                 
                                                     ESCOLA DOMINICAL

                           Definição de educação cristã


Temos aqui auxílios para professores da escola dominical em geral . 
Artigos do professor da escola e professor de teologia e escritor comentarista:
                       Mauricio Berwald )                                          
  A palavra  "educação"cristã origina-se a partir do vocabulo latino "educare"que sua vez possui sua ligação com a palavra "educar",sendo que esta é formada de uma dupla raiz latina :"ducare"que significa "conduzir"e do prefixo que quer dizer "de fora" significando assim "Conduzir "em termos pedagógicos ,educar pressupõe o desenvolvimento pleno das faculdades ,morais ,etc do ser humano implicando em continuos aperfeiçoamentos destes em virtude da educação recebida(notas dic. c.c. Andrade cpad).
             
                             Conceito de Educação Cristã

Educação:é o processo direcionado ao homem ,no seu periodo de formação,visando desEnvolver-lhes as faculdades morais ,intelectuais e fisica,pelo qual ele adquirirá atitudes e preciações novas e aprenderá a praticar ações coerentes.é o processo de aprendizagem e aceitação de Jesus Cristo como salvador ,´e conduzir a praticas dos conceitos cristãos como padrão de vida incluindo adestramento para as funções da igreja  e a motivação para uma vida se serviço em nome de Cristo.(notas apost,gilsa pancote 2001,sp).
                                     Educação cristã                
   Sob o prisma biblico teológico o processo da educação combina-se com os principios biblicos ,que tem emprestaram poder e significativo ao ensino intelectual,todavia transcedem o meio intelectual normal.Partindo desse raciocinio ,podemos conceituar "educação cristã"sendo o conjunto de idéias e de meios reconhecidamente divinos ,aplicados com o objetivo de educar com relação a Deus e sua obra. É  aprefeiçoar ,transformar ,edificar ,ampliar ,desenvlover ,enriquecer vida do individuo á luz de sua vida com Dues ,em Jesus Cristo(nota gilsa pancote apost.educação cristã).
                É o que ocorre por onde flui o cristianismo vital.Na verdade ,é a nascente de tudo que é importante e significativo.(ibid).É um processo de aprendizagem guiada pelo Espirito Santoque:1.providencia uma base de dados para o conheciemento e sabedoria atravez da palavra de Deus.2.Possibilita o discipulo aprendiz ter visão para discernir o melhor em qualquer situação e fazer decisões as quais encarecem sua comunhão com Cristo e com outros.3.providenciar desenvolvimento de habilidades para habilitar o discipulo aprendiz para contribuir como um membro do corpo de Cristo e ser menssageiro eficaz da menssagem de reconciliação(ibid p3,4).4.É o processo pelo qual uma pessoa se desenvolve atravez de seus conhecimentos de Deus em Jesus.


Educação cristã é progama pedagógico ,que tendo por base a biblia ,visa aprefeiçoamento espiritual ,moral e cultural dos cristãos e daqueles que venham atender ao chamado do evangelho de Cristo,no desempenho de suas fuñções ,a educação cristã conta com seguintes disciplinas:
   1° fundamentais:teológico da educação cristã ,pedagogia ,comparada e histórica da educação cristã.
         2°auxiliares;didatica ,sociologia da educação cristã.
       Aeducaçao cristã ,de modo especifico desenvolve-se na escola dominical e,de maneira genericamente ,em toda a igreja.Ela serve ainda dos seminariose institutos biblicos que hoje vão se concientizando ,cada vez mais ,de sua vocação educadora(notas dic.teo,andadre cpad ).
      Educação cristã se propõe a modificar a conduta e o carater das pessoas  então sua sociedade cristã pretende educar os seus membros com grau de sucesso significativo ,e de suma importancia que faça algo para modificar toda estrutura educacional biblica das nossas igrejas ,onde tenha uma participação ativa de modo influenciar na formação do cristão na sua totalidade (RM 8.280,ou seja sabemos que todas as coisas contribuem para educação daquele que amam a Deus(notas prof.G.Pancote 2001).

                          Definição sobre a escola dominical

A escola secular instrui e contribui para a formação de bons habitos,mas não promove a formação do carater genuinamente cristão.Ela visa com prioridade o intelecto do aluno.Já na escola dominical,sendo genuinamente biblica,educa e instrui,mediante o ensino da Palavra,visando prioriamente o coração do aluno.A ordem divina vista em hebreus 10.16 não deve ser alterada:coração e mente,e não ao contrario.A escola dominical evangeliza enquanto ensina.Para tanto,toda lição nunca deve ser concluída sem uma aplicação pessoal,especifica,evangelística.Quem evangeliza fala ao coração,á inteligencia,dependendo é evidente,do Espirito Santo.(notas,manual da escola dominical,Antonio G.2005,cpad). 
A biblia é a revelação progressiva de Deus,o seu constante estudo sob ajuda do Espirito Santo,conduz-nos a uma crescente revelação dele e a visões mais gloriosas de sua divina Pessoa.É evidente que tal estudo seja gradual,dosado,em classes,de acordo com as diversas idades,respeitando-se assim as grandes divisões da vida humana,para um real aproveitamento.Assim fazem também as escolas seculares.(notas ibid,pp.126).


                                           Arqueologia Biblica  
                                 Ferramenta aliada da Escola Dominical

A palavra"Arqueologia"origina-se de duas palavras gregas(archaios e logos),que significam literalmente"um estudo das coisas antigas".Mas o termo foi mais refinado do que isto,e geralmente se aplica ao estudo de materiais escavados pertencentes a uma era antiga.A arqueologia da biblia pode ser definida como um exame das coisas antigas,que foram perdidas e encontradas novamente,como objetos recuperados ligados ao estudo das Escrituras,e o retrato da vida nos tempos antigos biblicos.(notas dic,Wicliff,cpad,2009).

                               Funções da Arqueologia biblica

A arqueologia desempenha o serviço muito útil de nos ajudar a compreender a biblia.A arqueologia revela como era vida nos tempos biblicos,o que as passagens obscuras realmente significam,e como as narrativas históricas, e o contexto da biblia devem ser entendidos.
O estudo arqueológico também ajuda a confirmar a precisão do texto biblico e seu conteúdo.Também demonstra a falsidade de algumas teorias críticas de interpretação biblica.Tem ajudado a restabelecer a precisão do grego e hebraico originais e a mostrar que o texto biblico tem sido transmitido com um alto grau de precisão.Também confirmou a precisão de muitas das passagens das Escrituras,como por exemplo,declarações relativas a vários reis e toda a narrativa patriarcal.(ibid,pp.193). 
Um individuo não deve ser dogmático em suas declarações relativas á confirmação.A arqueologia também já criou inúmeros problemas,para os estudiosos da biblia.Por exemplo,a  recuperação dos relatos da Babilônia e da Suméria sobre a criação e o diluvio tem paralelos  com o antigo testamento,e são questões que atormentam os estudiosos da biblia Sagrada.(ibid,pp.193).


                             O valor da Arqueologia para escola dominical

A arqueologia,com relação á biblia presta-se a confirmar,corrigir,esclarecer e completar a menssagem teológica contida no texto sagrado.Uma vez que a Palavra foi anunciada á humanidade em lugares em tempos específicos,torna-se necessários compreendermos o contexto histórico,cultural e religioso do seu destinatarios.E,quando mais claramente percebemos o significado original da menssagem,conforme comunica o tempo antigo,tanto melhor poderemos aplicar suas verdades eternas ás nossas vidas,no mundo moderno.A arqueologia ajuda-nos a entender esse contexto,de modo que a verdade teológica não seja mal interpretada ou mal aplicada indevidamente.(ibid,pp.193).  
Em última analise,a biblia é o melhor exemplo de documento arquelógico.Enquanto possuímos apenas um número limitado de artefatos arqueológicos do periodo biblíco,a biblia apresenta o mais completo registro literário dos tempos antigos.Sobrevindo de uma forma ou de outra desde que os seus primeiros livros foram escritos por Moisés há cerca de 3.400 anos,a biblia continua sendo a mais exata e confiavel narrativa da antiguidade.(Randall Price,arqueologia biblica,cpad,2006).
  
                                      História da Escola dominical
                                                Introdução
Uma das grandes énfase das Escrituras diz respeito á educação do povo de Deus.Deus fala insistentemente com povo para que preserve  a Sua palavra,guardando-a(praticando)e ensinando aos seus descendentes.O método estabelecido por Deus,que perpassa a todos os outros,é o da repetição(DT6.6 etc).Não deixa de ser elucidativo,o que(Shemá),o"credo judeu"(que consistia na leitura de Deutoronômio  6.4-9 11.13-21 e Números 15.37-41),fosse repetido três vezes ao dia.(revista expressão,pp.83,apud).
A revelação de Deus foi´nos confiada para que a conheçamos e a pratiquemos(DT29.29).Deus provê os principios,os meios e os fins.Ele mesmo que se designou em nos dar sua palavra,tem propósitos definidos e meios estabelecidos para que a sua vontade se cumpra.No antigo testamento vemos a educação sendo amplamente praticada dentro do lar,send os mestres os própios pais.Mesmo dentro de um processo evolutivo,a educação familiar jamais foi substituída ou ´preterida.(ibid,pp.83).
Quando comemoramos o dia da Escola Dominical(3° domingo de setembro),normalmente nos lembramos do seu fundador(Robert Raikes 1736-1811,um jornalista que iniciou em Gloucester,na Inglaterra.Apesar de tentativas anteriores,e  ele devemos o inicio sistemático dessa escola tão singular,que se espalhou rapidamente por toda a Inglaterra.É verdade que ele encontrou oposição,todavia contou com o entusiasmo e apoio de inúmeraveis pessoas,tais como,Jhon Wesley(1703-1791) e William Fox,que"fundou a primeira organização para promover escolas dominicais.Em 1788 a Escola dominical já possuía,só na Inglaterra,mais de 250 mil alunos matriculados.(ibid,pp.83).
Quando os primeiros missíonarios começaram a chegar no Brasil,o movimento das Escolas Dominicais já estava firmado na Inglaterra,tendo também se tronado muitos forte nos Estados Unidos.Isso explica parcialmente o porquê deste trabalho ter sido logo implantado no Brasil,muitas vezes até mesmo antes de se estabelecer formalmente  o culto público.

                                 Os metodistas os pioneiros

O reverendo Spaulding, que desembarcou no Rio de Janeiro em 29 de abril de 1836,demonstrou ser muito empreendedor em seu trabalho.Em carta ao secretários correspondente da Sociedade Missíonaria da igreja Metodista Episcopal (IME),data 5/5/1836,mencionava que já organizou uma pequena escola dominical com grupo de Metodistas que o reverendo Pitts reunira.Posteriormente,em outro relatório datado de 1/9/1836 diz:
  "...Conseguimos organizar uma escola dominical,denominada escola dominical Missíonaria Sul-Americana,auxiliar da União das escolas dominicais da igreja Metodista Episcopal...mais de 40 crianças e jovens se tornaram interessados na escola...Está dividida  em 8 classes,com 4 professores e 4 professoras.Nós nos reunimos ás 16:30 aos domingos.temos duas classes,uma fala inglês e a outra português.Atualmente pareceu muito interessados e ansiosos por aprender..."
Dessa forma,baseados nos documentos que existem antigos,podemos afirmar que a primeira Escola Dominical no Brasil dirigida em português,foi organizada no dia 1 de maio de 1836.Mesmo o trabalho tendo tido bem iniciado,teve curto tempo,a missão Metodista por diversas razões,encerrou as suas atividades no Brasil em 1841,o reverendo Spaulding retornou aos Estados Unidos.

                      Os congregacionais;uma escola definitiva

O médico e pastor escocês Robert Reid Kalley(1809-1888),e sua esposa Sarah Poulton Kalley(1825-1907),aqui chegaram em 1855.A escola dominical foi inaugurada pelo casal date oficial 19 de agosto de 1855.Passado 2 ou 3 domingos,a escola dominical passou a funcionar com uma classe de crianças e outra de adulto,sendo esta dirigida pelo reverendo Kelley,constando alunos africanos,com desejo de aprender a biblia.As classes da escola dominical continuaram a funcionar apesar de muitas dificuldades,tais como-os maus caminhos em ocasiões de grandes chuvas,doenças,distrações sociais,festas religiosas,visitas de amigos e,mais tarde,as ausencias da amável professora,quando acompanhava o seu esposo ao Rio de Janeiro,para animar os irmãos que tinham as suas reuniões no Bairro da Saúdade.(ibid,pp.84). 
Não se dispõe de dados estatísticos de matriculados e frequencia dessa incipiente escola dominical,temos apenas ,alguns informes esparsos que nos revelam o seu crescimento constante.Em no dia 11 de maio de 1856,a senhora Kelley começou a ler a biblia em português a algumas crianças e a duas  de suas criadas (alemãs).Neste mesmo ano as reuniões passaram a ser realizadas em portugu~es,inglês e alemã.No dia 8 de junho de 1856,além da presença de adultos,a escola dominical contava com 10 crianças.
Em 1 de julho de 1856,há o registro de 13 alunos presentes.Num domingo de setembro,compareceram 13 alunos.A partir de outubro,a frequencia média passou a ser 25,as vezes aumentava.Uma aluna dessa época,Chistina Fernanda Braga-avó da famosa historiadora Henriqueta Rosa Fernandes Braga-,mais tarde,em 1917,relembra com indisfarçavel satisfação a sua infância,quando estudou com Sara Kelley:
"Quando eu tinha a idade de 7 anos,em 1856,frequentava a classe biblica do Dr.Robert Reid Kalley em Petrópoles,em sua chácara,á rua Joinville,hoje Ypiranga.Reunia-se ali,das 2 ou 3 4 horas da tarde,aos domingos,para o estudo da biblia reunidos em volta de uma mesa grande,na sala de jantar,cerca de 30 a 40 alemães,crianças,em sua maioria,cada um trazendo o novo testamento.Quem levasse decorado 3 versiculos,recebia um cartãozinho com um texto biblico,quem conseguisse adquirir 10 cartãozinhos,recebia um cartão maios,e quem conseguisse 3 maiores recebia um livro...'
"...em todas as reuniões,cantavam-se hinos.Á saida,encontravamos os que vinham para o estudo biblico em português-esses eram em menor numero...Após o estudo em portugues,reunia-se a"classe Inglêsa(...)deve-se notar que a (classe Alemã),era mais numerosos,pois o idioma alemão era mais comum em Petrópolis,naquele tempo.Tanto o Dr.Kalley,como sua esposa,senhora Kelley,falavam bem esse idioma...Mrs,Kalley só matriculava alunos de 8 anos para cima,no entanto,fui matriculada antes dessa idade,devido a minha persistencia e porque sabia diversos capitulos de cor...'"
Com mudança de endereço da familia Kalley a escola dominical também tinha o seu local transferido.A partir de 18 de julho de 1864,nova mudança,agora o casal vai para o Rio de Janeiro,passando a residir provisóriamente na rua do Propósito,até que  a reforma da sua nova casa fosse concluída,o que ocorreu em 18 de novembro,quando  então foram morar  atravessa das Partilhas,n.34.Nessa residência a escola dominical continuou funcionando na sala de jantar."Terminada a lição,os discipulos deciam a grande escadaria que ia ter ao salão da travessa das partilhas,onde então se realizava o culto público e a pregação do evangelho.(ibid,pp85).
Com isso ,os irmãos de Petrópolis que podiam,passaram a frequentar a escola dominical do Rio de Janeiro,enfraquecendo assim gradativamente a escola dominical de Petrópolis.(Henrique de Sousa,história da escola dominical,pp.109).
No jornal O Christão-órgão da União Evangélica Congregacional do Brasil e de Portugal.-de 15 de agosto de 1927,p.7,encontramos um desabafo de alguém que subscrevia o seu artigo com as iniciais "A.A',lamentando pelo termino do trabalho em Petrópolis,ao mesmo tempo em que estimulava sua igreja e reiniciar a obra evangélica naquela cidade.Podemos observar que a escola dominical organizada pelo casal Kalley se caracterizou pela preocupação de se ensinar a biblia e hinos evangélicos.(ibid,pp,85).
Recordemos o testemunho de sua antiga aluna:!Em todas as partes reuniões cantavam hinos".É digno de menção que eles editaram em 1861 um hinario com 50 hinos,intitulado,(psalmos e Hinos para o uso Daqueles que amão  nosso Senhor Cristo),hinario seria ampliado ao longo dos anos:2° edição em 1865,com 83 hinos:,3° edição em 1868 com 100 hinos;,4° edição em 1873,130 hinos.Observação,o casal Kalley retornou definitivamente para a Escócia em 1876.(ibid,pp.86,rev.expressão).

                      Os Presbiterianos e a Escola Dominical

O reverendo Ahbel Green Simonton(1833-1867) foi o primeiro missíonario presbiteriano a se estabelecer no Brasil 12 de agosto de 1859,antes dele teve o reverendo James Cooley Fletcher(1823-1901),todavia,ele não pregou em portugues nem fundou igreja alguma,pois essa ,não era a sua missão,contudo,realizou um trabalho notável.Simonton antes de vir ao Brasil,estudou um pouco o portugues em Nova York,no entanto,não sentia seguro,como é natural,para pregar nessa nova e dificil lingua.Em 2 de janeiro de 1860 ele foi morar com uma familía que falava português:"muitos esforços e orações foram coroados de êxito e moro em casa onde posso ouvir e falar o portugues(...).Estou bem instalado,mais do que esperava em casa de fala português,já era mais que tempo de saber a lingua da terra"(diario de Sinmonton(1852-1867).  Finalmente ,22 de abril 1860,ele começou uma classe de escola dominical no Rio de Janeiro,ao que parece na casa do senhor Grunting,onde havia alugado um quarto  para sua residencia,desde 10 de abril de 1860,por um período  de quase 6 meses.Este foi o seu primeiro  em portugues.Os textos usados  com 5 crianças presentes(3 americanas da familia Eubank e 2 alemãs da familia Kanaack),foram,a biblia, o catesismo de história sagrada,e o progresso do peregrino,de Bunnyan.AS 2 das crianças,Amália e e mariete(Kanaack),confessaram ou demonstraram na segunda aula em 29 de abril de 1860,terem dificuldade em entender Jhon Bunyan.Diario de Sinmonton,1852-1867,28 maio/1860).
Aqui nós vemos delineados os principios que caraterizam a nosso escola dominical:O estudo das Escrituras,o estudo da história biblica atravez do Catecismo da história Sagrada e com uma aplicação ética ,por meio do progresso do peregrino.A organização da primeira escola dominical em São Paulo pelos Presbiterianos ocorreu no dia 17 de abril de 1864,ás 15 horas,com 7 crianças,sob a direção de reverendo Alexandre I.Blackford91829-1890)que se encontrava no Brasil desde 1860 e em São Paulo desde 1863.Esse trabalho permaneceu e,posteriormente o seu horário foi transferido para ás 10 horas,sendo seguido de um ato culto.(rev.expressão,ibid,pp.86). 

                                  Os Batistas no Brasil

Em 1882,quando foi organizada a primeira igreja batista,voltada a evangelização do brasil,já esistiam duas outras batistas,organizadas por imigrantes norte americanos,residentes na região de Santa Barbara D"Oeste e Americana,São Paulo.Os casais de missínarios batistas norte americanos,recém chegados ao brasil,Willian Buck Bagby e Anne Luther Bagby,os pioneiros,e Zacharias Clay Taylor,Kate Stevens Crawford Taylor,auxiliados pelo ex-padre Antônio Texeira de Albuquerque,batizado em Santa Bárbara D"Oeste,decidiram iniciar a sua missão na cidade de Salvador Bahia,com 250.000 habitantes.Ali chegaram no 31 de agosto de 1882 e no dia 15 de outubro,organizaram a PIB do Brasil com 5 membros,os dois casais de missionarios e o ex´padre Antonio Texeira.(ibid,pp.87).
A educação é uma marca vivível do povo batista.Sua dedicação pelo estudo da biblia desenvolveu-se o interesse pela educação,cultivada nas igrejas através das organizações de treinamento e da escola dominical.Os templos se tornaram verdadeiros complexos educacionais.(ibid,pp.87).
Após o inicio com os congregacionais,presbiterianos e batistas,a escola dominical não parou mais em nosso país.No anos de 1913,Herculano de Gouvêa Jr. escreveu um artigo para a revista de missões nacionais,intitulado:"o que se deve esperar da escola dominical",o artuculista apresentou 3 beneficios"que a igreja pode receber na escola dominical",a seber:1.a conservação dos filhos mais da igreja no meio da igreja,2.um conhecimento mais metódico,regular e completo da biblia,ministrado aos membros da igreja,3.conversões.

                   A escola dominical e  Assembleia de Deus

É inestimavel a contribuição da ´CPAD ao ensino teológico nas igrejas.Cerca de mais de 2 milhões de alunos utilizam´se de seus manuais destinados ás escolas dominicais,usados em várias denominações pentecostais.Esta realidade evidencia a importancia das Lições biblicas no que diz respeito á unidade doutrinaria das Assembléias de Deus e á teologia ensinada no país.Homens e mulheres reconhecidos como as maiores autoridades em doutrina e pedagogia,nas Assembleia de Deus,tem sido convocados para nelas colaborar como comentadores,desde quando ainda eram um modesto suplemento do Jornal"Boa Semente".  
Com uma tradição de quase 90 anos anos,a revista lições biblicas da CPAD é a principal responssavel pela coesão doutrinaria de nossa igreja no Brasil.De norte a Sul e de leste a oeste,verefica-se que as questões de usos e costumes e pouquissima diferenças liturgicas,as Assembleias de Deus são doutrinariamente coesas.Isso deve ao cuidado de nossa liderança que desde o suplemento denominado"estudos dominicaes",escritos pelo Missionario Samuel Nystrôm e publicados no primeiro jornal da denominação-(Boa Semente"-que circulou em Belém,Pará,no inicio da década de 20,passando pelo lançamento oficial da revista "Lições Biblicas",o qual se iniciou em 1930,na cidade do Rio de Janeiro,até os dias de hoje com o atual curriculo,repito,devemos nossa coesão doutrinaria ás revistas e ao trabalho voluntario de milhões de professores que,a cada domingo,ministram o mesmo conteúdo biblico em nossas igrejas  em todo território nacional.(notas rev.ensinador,cpad)

                            A importancia das Lições Biblicas da CPAD

Responssavel pela coesão doutrinaria nas ADS,a revista Lições Biblicas vem sendo objetivo de estudos de inúmeros academicos das mais distintas faculdades(história,pedagogia,sociologia,sem falar em teologia e os cursos.Todo interesse tem explicação:entender como a quantidade de cerca de 8 milhões de fiéis é tão coesa.(ibid,ensinador cristão).
Um pequeno vislumbre histórico demonstra desde a criação dos principais periódicos da denominação,os quais tratavam de temas como batismo no Espirito Santo,os dons espirituais e escatologia,que o principal intento da imprenssa pentecostal"não é propiamente a noticia,e sim a divulgação doutrinaria".É reconhecido pelo mesmo catedrático,Gary B. McGee,que,além do jornal "voz da verdade",e dos jornais Boa Semente(1919),e Som Alegre(1929),os quais na primeira Assembléia Geral Ordinária da CGADB em 1930,,realizada na cidade de Natal(RN),se "uniram"dando origem ao "Menssageiro da Paz",existe ainda um elemento fundamental na divulgação das doutrinas pentecostais.(ibid,rev.ensinador,2010). 
Outro fator de progresso do ensino teológico no meio pentecostal brasileiro foram as escolas biblicas dominicais.Realizadas como o apoio de literatura fornecida pela CPAD,constitui-se no principal instrumento de divulgação entre os crentes das doutrinas que caracterizam o movimento,ensejando-lhea a oportunidade de apregoar com segurança a sua fé.
Como foi dito,no inicio era apenas um suplemento publicado na segundo jornal da denominação"Boa Semente'-intitulado de Estudos Dominicais",mas pouco tempo depois um anúcio nesse mesmo período dá conta da existencia de revistas propiamente ditas:"Está em andamento a Revista de Escola Dominical que havemos de  publicar para auxilio dos estudos dominicais.O preço será mais razoavel possivel".O anuncio  consta do ano de 1923 no periódico,quando a denominação tinha apenas 12 anos de fundação.Em 1935(cinco anos após o lançamento das Lições Biblicas),um aviso do missionário Nils Kasberg no menssageiro da paz evidencia a importancia das revistas:"embora tenhamos aumentado ,consideravelmente,a tiragem das lições,lamentamos já terem acabados todos os exemplares(...).Isso,entretanto,nos mostra o progresso glorioso das Assembléias de Deus".(ibid rev.ensinador).
Conhecido todo esse esforço inicial,a conclusão a que chegou Gary McGee serve como uma resposta aos que erroneamente acreditam que o pentecostalismo é antagonista é reflexão teológica:"como se ve,os pentecostais brasileiros,ainda que empiricamente,sempre se preocupam com o ensino teológico".Se apenas ou tão somente os anos de sua existencia fossem levados em consideração,já não haveria dúvidas quanto a importancia das lições biblicas.

                        A evolução curricular da Escola Dominical

Em toda a sua trajetória,as revistas da Escola Dominical,posteriormente,o então Departamento de Escola Dominical,mais tarde Divisão de Educação Cristã e,finalmente Setor de Educação Cristã,contou com os seguintes responssaveis,por ordem cronológica:Samuel Nistrom,Nils Kastberg,Emilio Conde,e José Pimentel de Carvalho(este ultimo,anos depois,foi também diretor do já criado Departemento de Escola Dominical)",Geziel Gomes e Antonio Gilberto(denominados coordenadores,sendo que o ultimo foi criador e,posteriormente,diretor do departamento de escola dominical),Adilson Faria,Raimundo de Oliveira,Antonio Mardônico  Nogueira,Gilmar Vieira Chaves,Claudionor de Andrade,Israel de Araujo e Marcos Tuller.(notas,ibid,ensinador).
Todos esses nomes contribuiram para que a CPAD possuisse o cúrriculo completo que temos atualmente,mas vale dizer que a intensificação de todo esse processo teve dois grandes momentos:o primeiro,com o pastor Antonio Gilberto,a partir de 1974 com a criação do Caped, e do Departamento de Escola Dominical da Casa,e o segundo,com o atual diretor executivo Ronaldo Rodrigues de Sousa que,desde sua posse  em 4 de março de 1993,vem consolidando o projeto inicial dos nossos pioneiros e cristalizando a idéia de a CPAD possuir um curriculo abragente (idealizado pelo pr.Antonio Gilberto em 1980,já na administração da atual diretoria),atravez de grandes projetos como,por exemplo,a campanha Biênio da escola dominical 96/97,e o lançamento em 31 de outubro de 2006(com vigência para o primeiro trimestre de 2007),do curriculo atual que é,sem dúvida,o mais completo(vai dese berçario até a vida adulta,ou seja,nove faixas etárias,mais duas revistas para grupos especificos sendo as do discipulado e de não crente).

Todos os que temos o privilégio de hoje desfrutar dos efeitos salutares de um progama de educação cristã planejado,é importante lembrar que não foi  sem dificuldades que o pastor Antonio Gilberto iniciou a essa nova fase na ED nas Assembléias de Deus,passando da publicação de uma revista(e outras duas infantis)para o lançamento de um curriculo que contemplasse o ser humano em suas diversas etapas da vida.Se esse fatores condicionados do aprendizado,não fossem levados em consideração no ensino,o aproveitamento escolar será praticamente nulo,pois as leis do ensino e da aprendizagem são universais e imutáveis..veis,quer se trate do campo de ação secular ou religioso.Como pode obedecer á visão divina para educação cristã nas Assembléias de Deus no brasil significou inúmeros esforços de muitas pessoas que se dispuseram a tal empreendimento.É disso que este texto ligeiramente tratou.


  Nada mais do que aquilo que Deus achou por bem revelar
  Manejar bem a Palavra
Artigo Charles Haddon Spurgeon
 
              Não precisamos de nada mais do que aquilo que Deus      
                                          achou por bem revelar.
 
Certos espíritos errantes nunca estão em casa até que estejam viajando pelo exterior: têm fome de algo que nunca encontrarão "no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra" (Êx 20.4) enquanto tiverem o pensamento que têm agora. Nunca descansam, porque não querem ter nada que ver com uma revelação infalível, por isso, eles estão fadados a perambular através do tempo e da eternidade e a não encontrar nenhuma cidade em que possam descansar. Pois, no momento, eles se gloriam como se satisfeitos com seu último brinquedo novo, mas em poucos meses o esporte deles será quebrar em pedaços todas as noções que anteriormente prepararam com cuidado e exibiram com deleite. Sobem um morro apenas para descê-lo de novo. De fato, dizem que a busca da verdade é melhor do que a própria verdade. Gostam de pescar mais do que do peixe; o que pode bem ser verdade, visto que seus peixes são muito pequenos e cheios de ossos.
            Esses homens são tão profícuos em destruir suas teorias, como certos indigentes em esfarrapar suas roupas. Mais uma vez começam de novo, vezes sem conta; sua casa está sempre com os alicerces expostos. Devem ser bons em inícios, pois desde que os conhecemos sempre estão começando. São como aquilo que roda no redemoinho, ou "como o mar agitado, incapaz de sossegar e cujas águas expelem lama e lodo" (Is 57.20). Embora sua nuvem não seja aquela que indica a presença divina, contudo está sempre andando à frente deles e suas tendas nem estão bem armadas e já é tempo de levantar de novo as estacas. Esses homens nem mesmo procuram certeza; seu céu é evitar toda verdade fixa e seguir toda quimera de especulação; estão sempre aprendendo, mas nunca chegam ao conhecimento da verdade.
            Quanto a nós, lançamos âncora no abrigo da Palavra de Deus. Eis aí nossa paz, nossa força, nossa vida, nosso motivo, nossa esperança, nossa felicidade. A Palavra de Deus é nosso ultimato. Aqui nós o temos. Nosso entendimento clama: "Encontrei"; nossa consciência afirma que aqui está a verdade; e nosso coração encontra aqui um suporte ao qual toda sua afeição pode se agarrar e, por isso, descansamos contentes.
                    A revelação de Deus é suficiente para nossa fé
            O que poderíamos acrescentar se a revelação de Deus não                                            fosse suficiente para nossa fé?
Quem pode responder essa pergunta? O que qualquer pessoa proporia acrescentar à Palavra sagrada? Um momento de reflexão nos levaria a escarnecer das mais atraentes palavras de homens, se fosse proposto acrescentá-las à Palavra de Deus. O tecido não estaria em uma peça única. Você adicionaria remendos a uma veste real? Você guardaria a sujeira das ruas no tesouro do rei? Você juntaria as pedrinhas da praia aos diamantes preciosos da antiga Golconda? Qualquer coisa que não seja a Palavra de Deus posta diante de nós para que creiamos e preguemos como se fosse a vida do homem nos parece totalmente absurda, contudo, enfrentamos uma geração de homens que sempre querem descobrir uma nova força motriz e um novo evangelho para suas igrejas. A manta de sua cama parece não ser suficientemente longa, e eles querem pegar emprestado um metro ou dois de tecido misto e incongruente dos unitaristas, agnósticos ou mesmo dos ateístas.
            Bem, se existe qualquer força espiritual ou poder dirigido aos céus, além daquele relatado nesse Livro, acho que podemos passar sem ele. Na verdade, deve ser uma falsificação tão grande que estamos melhor sem ela. As Escrituras em sua própria esfera são como Deus no universo--Todo-suficiente. Nelas estão reveladas toda a luz e poder que a mente do homem pode precisar em relação às coisas espirituais. Ouvimos falar de outra força motriz além daquela encontrada nas Escrituras, mas cremos que tal força é um nada muito pretensioso. Um trem está descarrilado, ou incapaz de prosseguir por outro motivo, quando chega a turma do conserto. Trazem locomotivas para tirar o grande impedimento. A princípio parece que nada se mexe: a força da locomotiva não é suficiente. Escutem! Um garotinho tem uma idéia. Ele grita: "Pai, se eles não têm força suficiente, eu empresto meu cavalo de balanço para ajudá-los". Ultimamente, recebemos a oferta de um considerável número de cavalos de balanço. Pelo que vejo, eles não têm conseguido muito, mas prometeram bastante. Temo que o efeito disso tenha sido mais maléfico que benéfico: eles já levaram pessoas a zombar e as retiraram dos lugares de culto que antes gostavam de freqüentar. Os novos brinquedos foram exibidos, e as pessoas, depois de olhá-los um pouco, foram adiante, à procura de outras lojas de brinquedos. Esses belos e novos nadas não lhes fizeram bem nenhum e nunca farão enquanto o mundo existir.
            A Palavra de Deus é suficiente para atrair e abençoar a alma do homem ao longo dos tempos; mas as novidades logo fracassam. Alguém pode bradar: "Certamente, precisamos acrescentar nossos pensamentos a isso". Meu irmão, pense o que quiser, mas os pensamentos de Deus são melhores do que os seus. Você pode ter lindos pensamentos, como as árvores no outono soltam suas folhas, mas há alguém que sabe mais sobre seus pensamentos do que você e os julga de pouco valor. Não é verdade que está escrito: "O Senhor conhece os pensa-mentos do homem, e sabe como são fúteis?" (Sl 94.11). Comparar nossos pensamentos aos grandes pensamentos de Deus, seria total absurdo. Você traria sua vela para mostrá-la ao sol? O seu nada para reabastecer o todo eterno? É melhor calar diante do Senhor, do que sonhar em complementar o que ele falou. A Palavra do Senhor está para a concepção dos homens como um pequeno jardim, para o deserto. Mantenha-se no escopo do livro sagrado e estará na terra que mana leite e mel; por que tentar lhe acrescentar as areias do deserto? 
O que você encontra nele permita que ali fique, e o faça seu para pregar conforme a analogia e o tamanho da fé. Aquilo que é digno de ser revelado por Deus é digno de nossa pregação--isso é o mínimo que posso dizer a respeito. "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mt 4.4; Dt 8.3). "Cada palavra de Deus é compro-vadamente pura; ele é um escudo para quem nele se refugia" (Pv 30.5). Permita que cada verdade revelada seja apre-sentada a seu tempo. Não procure assunto em qualquer outro lugar, pois com tal infinitude de temas diante de você não há necessidade de assim fazer; com tão gloriosa verdade para pregar seria uma audaciosa crueldade fazer isso.

         Já testamos a adoção de toda essa provisão para nossa guerra:


As armas de nosso arsenal são as mais excelentes; pois já as experimentamos e sabemos que são. Alguns de vocês, irmãos mais jovens, até agora só testaram um pouco a Escritura; mas outros de nós, já de cabelos prateados, podemos assegurar que já testamos a Palavra, como a prata é testada em uma fornalha de terra, e ela passou em todos os testes, até setenta vezes sete. A Palavra sagrada suportou mais crítica do que a mais bem aceita forma de filosofia ou ciência e sobreviveu a toda prova. Como disse um clérigo abençoado: "Quando os atuais críticos da Bíblia morrerem, os sermões funerais deles serão pregados com esse Livro--sem se omitir um só versículo--da primeira página de Gênesis à última página de Apocalipse". Alguns de nós, por muitos anos, temos vivido em conflito diário, sempre pondo à prova a Palavra de Deus e, com honestidade, podemos garantir que dá resultado em qualquer emergência. Depois de usar essa espada de dois gumes contra vestes de malha de metal e escudos de bronze, não encontramos nenhuma fenda nela. Não está quebrada nem perdeu o gume nos embates. Cortaria o próprio demônio do topo da cabeça à sola do pé, e mesmo assim não apresentaria nem um sinal qualquer de falha.
            Hoje ainda é a mesma poderosa Palavra de Deus que foi nas mãos do Senhor Jesus. Como ela nos fortalece quando lembramos as muitas almas conquistadas com essa espada do Espírito! Será que algum de vocês já conheceu ou ouviu falar de conversão operada por qualquer outra doutrina que não aquela que está na Palavra? Gostaria de ter um catálogo das conversões realizadas pelas teologias modernas. Compraria um exemplar de tal obra. Não digo o que faria com ela depois que a tivesse lido; mas pelo menos aumentaria as vendas em um exemplar, só para ver o que a doutrina da divindade progressista diz ter feito. Conversões por meio da doutrina de restituição universal! Conversões feitas por doutrinas de inspiração duvidosa! Conversões ao amor de Deus e à fé em seu Cristo ao ouvir que a morte do Salvador foi apenas a consumação de um grandioso exemplo, mas não um sacrifício vicário! Conversões por meio de um evangelho do qual todo o evangelho foi drenado! Eles dizem: "As maravilhas nunca cessarão"; mas tais maravilhas nunca começaram.
 Que eles relatem a mudança de coração operada desse modo, e nos dêem oportunidade para testá-la, talvez assim possamos considerar se vale nosso tempo deixar aquela Palavra que experimentamos em centenas e em alguns de nós, em milhares e milhares de casos, e que sempre tem sido eficaz para a salvação. Sabemos por que eles zombam das conversões. Estas são as uvas que tais raposas não podem alcançar, portanto, dizem que estão verdes. Como cremos no novo nascimento e esperamos vê-lo em milhares de casos, nos apegamos àquela Palavra de verdade pela qual o Espírito Santo opera a regeneração. Em suma, em nossa guerra ficaremos com a velha arma da espada do Espírito, até que encontremos uma melhor. Hoje, nosso veredicto é: "Não há nada como ela, e eu a quero para mim".
Quantas vezes já vimos a Palavra ser eficaz para consolar! Como um irmão expressou em oração, é difícil tratar de corações partidos. Tenho me sentido tão tolo quando tento tirar um prisioneiro do Castelo do Desespero Gigante! Como é difícil persuadir o próprio desconsolo a ter esperança! Tenho tentado muito capturar minha presa, empregando toda arte que conheço, mas quando quase consigo tê-lo em minha mão, a criatura já cavou outro buraco! Já o tirara de vinte buracos, mas depois tenho que começar de novo. O pecador convicto usa todo tipo de argumento para provar que não pode ser salvo. As invenções do desespero são tantas quanto os estrata-gemas da autoconfiança.
            Não há como deixar a luz entrar no porão escuro da dúvida, a não ser pela janela da Palavra de Deus. Nas Escrituras há um bálsamo para cada ferida, um ungüento para cada machucado. Ah, o poder maravilhoso da Bíblia para criar uma alma de esperança nas costelas do desespero e levar luz eterna para as trevas que fizeram uma longa noite no íntimo da alma! Com freqüência, experimentamos a Palavra do Senhor como "cálice da consolação" (Jr 16.7), e ela nunca deixou de alegrar o desconsolado. Sabemos sobre o que falamos, pois testemu-nhamos os fatos abençoados: as Escrituras da verdade, aplicadas pelo Espírito Santo, têm trazido paz e alegria àqueles que se sentavam no escuro e no vale da sombra da morte.
Também observamos a excelência da Palavra na edificação de crentes e na produção de justiça, santidade e benefício. Hoje, sempre nos falam sobre o lado "ético" do evangelho. Tenho pena daqueles para quem isso é novidade. Não descobriram isso antes? Sempre estivemos lidando com a ética do evangelho; na verdade, ele é inteiramente ético. Não há doutrina verdadeira que não tenha sido abundante em boas obras. Payson, com sabedoria, disse: "Se há um fato, uma doutrina ou promessa na Bíblia que não produziu nenhum efeito prático em seu temperamento ou conduta, tenha certeza de que você não creu sinceramente". Todo ensino bíblico tem um objetivo e um resultado prático; e o que temos a dizer, não como matéria de descoberta, mas como assunto de simples senso comum, é o seguinte: se temos tido menos frutos do que desejaríamos com a árvore, suspeitamos que não haverá nenhum fruto quando a árvore não estiver mais ali e as raízes já tiverem sido arrancadas. A própria raiz da santidade está no evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, e removê-la, visando mais frutos, seria a maior insensatez.
  Já vimos as doutrinas da graça produzirem excelente moralidade, séria integridade, delicada pureza, e, mais ainda, devota santidade. Vemos consagração na vida, calma resignação na hora do sofrimento, alegre confiança no que se refere à morte, e todas essas coisas, não em poucos casos, em geral, são resultado da fé inteligente nos ensinos das Escrituras. Maravilhamo-nos mesmo com os sagrados efeitos do velho evangelho. Embora acostumados a ver isso com freqüência, isso nunca perde seu encanto. Já vimos pobres homens e mulheres se entregando a Cristo e vivendo por ele de uma forma que faz nosso coração se curvar em adoração ao Deus da graça. E dizemos: "Apenas o evangelho verdadeiro este que pode produzir vidas como essas". Se não falamos tanto em ética como alguns, lembramos um velho conceito do povo do campo: "Vá a tal lugar para ouvir falar de boas obras, mas vá a outro lugar para vê-las". Muita fala, poucas obras. Muito barulho é sinal de pouca lã.
Alguns têm pregado boas obras até que dificilmente sobre uma pessoa decente na igreja, enquanto outros pregam a graça e amor vicário de tal modo que pecadores se tornam santos, e santos se tornam galhos carregados de frutos para o louvor e a glória de Deus. Em vista da colheita que vem de nossa semente não vamos mudá-la de acordo com os ditames desta era cheia de caprichos.
Vimos e testamos a eficácia da Palavra de Deus, em especial, quando estamos junto ao leito de doentes. Há poucos dias, estive ao lado de um de nossos presbíteros que parecia estar morrendo e conversar com ele foi como estar no céu aqui na terra. Nunca vi tanta alegria em um casamento como vi naquele calmo aposento. Ele esperava estar logo com Jesus e estava cheio de alegria com a expectativa. Ele disse: "Não tenho nenhuma dúvida, nenhuma sombra, nenhuma dificuldade, nenhuma falta; não, nem mesmo tenho nenhum desejo. A doutrina que você me ensinou serviu para eu viver de acordo com ela e agora, para morrer de acordo com ela. Descanso no precioso sangue de Cristo e isso é um firme fundamento". E acrescentou: "Como me parecem tolas agora todas aquelas palavras contra o evangelho! Li algumas delas e vi os ataques contra a velha fé, mas elas me parecem bastante absurdas agora que estou à beira da eternidade. O que a nova doutrina poderia fazer por mim agora?"
Terminei minha entrevista bastante fortalecido e alegre pelo testemunho do bom homem, fiquei pessoalmente mais confortado, porque foi a Palavra que eu mesmo pregara constantemente que trouxera tão grande bênção para meu amigo. Senti que a Palavra em si devia ser mesmo boa já que Deus a reconhecera, mesmo vindo de tão pobre instrumento. Não fico tão feliz em meio a gritos de jovens se divertindo como no dia em que ouvi o testemunho moribundo de quem descansa no evangelho eterno da graça de Deus. O resultado final, como se vê em um leito de morte, é um teste verdadeiro e inevitável. Preguem o que pode capacitar os homens para enfrentar a morte sem medo e pregarão apenas o velho evangelho. Irmãos, vestiremos o que Deus nos supriu no arsenal da Escritura inspirada, porque testou-se e comprovou-se de muitas formas cada arma dela e nunca qualquer parte de nossa panóplia nos falhou.
            Além disso, sempre nos conservaremos perto da Palavra de Deus, porque temos a experiência de seu poder em nós mesmos. Não faz tanto tempo a ponto de você se ter esquecido o modo que, como martelo, a Palavra de Deus quebrou seu coração duro, empedernido e derrubou sua vontade obstinada. Pela Palavra do Senhor, você foi trazido à cruz e consolado pela expiação. Essa Palavra soprou em você uma nova vida e quando, pela primeira vez, reconheceu ser filho de Deus, você sentiu o poder enobrecedor do evangelho recebido pela fé. O Espírito Santo operou sua salvação por meio da Santa Escritura. Tenho certeza que você traça sua conversão até a Palavra do Senhor; pois só ela é "perfeita, e revigora a alma".
 Não importa quem foi o homem que falou ou o livro em que leu, não foi a palavra nem o pensamento do homem a respeito da Palavra de Deus, mas a Palavra em si fez com que você conhecesse a salvação no Senhor Jesus. Não foi lógica humana, nem força de eloqüência, nem poder de persuasão moral, e sim a onipotência do Espírito, aplicando a Palavra em você que lhe deu descanso, e paz, e alegria em crer. Nós mesmos somos troféus do poder da espada do Espírito; e ele nos dirige, os cativos voluntários de sua graça, em triunfo em todo lugar. Que nenhum homem se admire por nos atermos a ela.
            Quantas vezes, desde sua conversão, a Escritura Sagrada tem sido tudo para você! Imagino que você teve seus ataques de desânimo: você não foi restaurado pelo precioso alimento da promessa do Deus Fiel? Um texto da Escritura acolhido no coração rapidamente desperta o débil coração. Os homens falam de líquidos que reavivam os espíritos, e de tônicos que fortificam o físico; mas, vezes sem-fim, a Palavra de Deus tem sido mais do que isso para nós. A Palavra do Senhor nos preserva em meio a cruciantes e fortes tentações e ferozes e amargas provações. Em meio a desalentos, que diminuem nossa esperança, e desapontamentos, que ferem nosso coração, sentimo-nos fortes para fazer e suportar, porque as garantias de socorro que encontramos na Bíblia nos nutrem com energia secreta, invencível.
 Irmãos, temos tido experiência da elevação que a Palavra de Deus pode dar--elevação em direção a Deus e ao céu. Se você estuda livros que se opõe àquele inspirado, será que não está consciente de que isso leva ao declínio? Conheci algumas pessoas para as quais tal leitura tem sido como um vapor pestilento, cercando-os com o frio da morte. Além disso, acrescente-se que deixar de ler a Bíblia, mesmo para fazer um estudo minucioso de bons livros, em pouco tempo acarreta um abatimento consciente da alma. Você ainda não descobriu que mesmos livros agradáveis podem ser como uma planície sobre a qual olha para baixo, em vez de aspirar ao cume? Há muito tempo você ultrapassou o nível deles e ao lê-los não chegará mais alto: é inútil gastar um tempo precioso debruçado sobre eles. Será que foi sempre assim com você e o Livro de Deus? Alguma vez, você se levantou acima do mais simples ensinamento dele, e sentiu que ele tinha a tendência de levá-lo ao declínio? Nunca! À medida que sua mente se torna saturada com a Santa Escritura, você fica consciente de ser imediatamente elevado e conduzido para cima, como se estivesse sobre asas de águias.
 Poucas vezes você desce de uma leitura solitária da Bíblia sem sentir que se aproximou de Deus. Digo solitária, pois o perigo de ler com outras pessoas é que os comentários sem interesse possam ser como moscas no pote de ungüento. O estudo da Palavra com oração não é apenas um meio de instrução, mas também um ato de devoção no qual o poder transformador da graça é muitas vezes exercido, nos mudando à imagem daquele em quem a Palavra é espelhada. Por fim, será que há algo que seja como a Palavra de Deus quando livros abertos encontram corações abertos? Quando leio sobre as vidas de homens tais como Baxter, Brainerd, McCheyne e muitos outros, eu me sinto como alguém que se banhou em algum riacho fresco depois de ter feito uma viagem através de um campo árido que o deixou empoeirado e deprimido; e isso é resultado do fato de que tais homens incorporaram a Bíblia em suas vidas e a ilustraram em sua experiência.
 O lavar-se pela Palavra foi o que eles tiveram, e é o que nós precisamos. Precisamos obter isso no lugar em que eles o encontraram. Ver os efeitos da verdade de Deus nas vidas de homens santos confirma a fé e estimula a aspiração santa. Não há outras influências que nos ajudem a chegar a tão sublime ideal de consagração. Se você ler os livros babilônicos de hoje, alcançará o espírito deles, e é um espírito estranho que o desviará do Senhor seu Deus. Você também pode sofrer grande dano com sacerdotes que têm a pretensão de falar o dialeto de Jerusalém, mas metade de sua mensagem é de Asdode: eles confundirão sua mente e profanarão sua fé. Pode acontecer que um livro que em seu todo seja excelente, com poucas máculas, possa lhe fazer mais mal do que um completamente mau. Cuide-se, obras dessa natureza são lançadas como nuvens de gafanhotos.
Quase não se pode achar nesses dias um livro que seja inteiramente isento do levedo moderno, e a menor partícula dele fermenta até produzir o erro mais insano. Ao ler livros da nova ordem, embora possa não aparecer nenhuma mentira palpável, você fica consciente de estar recebendo uma distorção e um declínio no tom de seu espírito, portanto, esteja alerta. Mas com a Bíblia você sempre pode estar descansado; ali todo sopro de cada direção traz vida e saúde. Se você se conserva próximo do livro inspirado, não sofrerá mal algum; ao contrário, estará no manancial de todo bem moral e espiritual. Isso é alimento adequado para homens de Deus: é o pão que nutre a vida mais elevada.
  Depois de pregar o evangelho durante quarenta anos, e imprimir os sermões que preguei durante mais de trinta e seis anos, chegando agora a 2200 sermões, feitos em semanas sucessivas, ganhei o direito de falar sobre a superabundância e riqueza da Bíblia como o livro do pastor. Irmãos, ela é inesgotável. Se permanecermos junto ao livro sagrado não teremos nenhum problema de frescor nos textos. Não há dificuldade alguma para encontrar temas totalmente distintos daqueles que tratamos antes; a variedade é tão infinita quanto a plenitude. Uma longa vida será suficiente apenas para margear as costas desse imenso continente de luz. Em meus quarenta anos de ministério só toquei a orla da veste da verdade divina, mas quanta verdade fluiu dela! A Palavra é como seu Autor, infinita, imensurável, sem-fim. Se você fosse ordenado para ser pregador ao longo da eternidade, teria diante de si um tema à altura das demandas eternas.
 Irmãos, será que em alguma parte entre os corpos celestes cada um de nós terá um púlpito? Teremos uma igreja de milhões de léguas? Teremos vozes tão fortalecidas a ponto de alcançar constelações atentas? Seremos testemunhas para o Senhor da graça a miríades de mundos que ficarão atônitos e maravilhados ao ouvir sobre o Deus encarnado? Estaremos rodeados por inteligências puras perguntando sobre o mistério do Deus manifesto na carne e tentando entendê-lo? Os mundos não caídos desejarão ser instruídos no glorioso evangelho do Deus abençoado? E cada um de nós terá uma história pessoal para narrar nossa experiência de amor infinito? Acho que sim, visto que o Senhor nos salvou para "que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais" (Ef 3.10). Se tal é o caso, nossas Bíblias serão suficientes ao longo de eras futuras para prover novos temas a cada manhã, e cantos e mensagens novas por eras sem-fim.
  Estamos resolvidos, portanto, visto que temos esse arsenal vindo do Senhor e que não queremos nenhum outro, a usar somente a Palavra de Deus, e usá-la com grande energia. Estamos resolvidos--e espero que não haja discordância entre nós--a conhecer melhor nossas Bíblias. Será que conhecemos o volume sagrado tão bem, pelo menos metade de como deveríamos conhecer? Temos trabalhado para ter um conheci-mento tão completo da Palavra de Deus, como muitos críticos têm conseguido de seu escritor clássico favorito? É possível que ainda nos deparemos com passagens da Bíblia que são novas para nós? Isso devia acontecer? Há qualquer passagem do que o Senhor escreveu que você nunca leu? Foi interessante a observação do meu irmão, Archibald Brown. Ele se impressionou com a constatação de que a não ser que lesse toda a Bíblia, de ponta a ponta, poderia haver ensinos inspirados que nunca conheceria, portanto, resolveu ler os livros na ordem em que são apresentados; e, depois de ler uma vez, ele continuou com o hábito. Será que qualquer um de nós deixou de fazer isso? Vamos começar imediatamente.
Amo ver com que prontidão alguns de nossos irmãos apresentam uma passagem apropriada, depois citam outra semelhante e coroam tudo com uma terceira. Parecem conhecer exatamente o texto que acerta em cheio. Eles têm suas Bíblias, não só em seus corações, mas na ponta dos dedos. Esse é um conhecimento muito valioso para o ministro. Um bom textualista é um bom teólogo. Alguns outros, que estimo por outras coisas, ainda são fracos nesse ponto e raramente citam um texto da Escritura corretamente; na verdade, fazem alterações que ferem o ouvido do leitor da Bíblia. Infelizmente, é comum que ministros acrescentem ou suprimam uma palavra da passagem, ou de alguma forma desvalorizem a linguagem do relato sagrado. Ouço, com freqüência, irmãos falarem sobre garantir "seu chamado e salvação"! Provavelmente, não se deleitaram tanto quanto nós com a palavra calvinista "eleição" e, por essa razão, deduzem seu significado; mais ainda, em alguns casos o contradizem.
 Nossa reverência pelo grande Autor das Escrituras deveria proibir qualquer dilaceração de suas palavras. Nenhuma alteração da Escritura pode de forma alguma melhorá-la. Os crentes, em relação à inspiração, devem ser muito cuidadosos para ser verbalmente corretos. Os senhores que vêem erros na Escritura podem se achar competentes para consertar a linguagem do Senhor dos exércitos, mas nós que cremos em Deus e aceitamos as palavras específicas que ele usa, não podemos ousar fazer isso. Citemos as palavras como estão em sua melhor versão, melhor ainda seria saber o original e corrigir quando nossa versão não dá o sentido correto. Quanto dano poderá surgir da alteração acidental da Palavra! Abençoados aqueles que estão de acordo com o ensino divino e recebem seu sentido verdadeiro, conforme o Espírito Santo os ensina! Ah, que possamos conhecer totalmente o Espírito da Santa Bíblia, bebendo-o até que estejamos impregnados dele! Essa é a bênção que queremos alcançar.
                        Crer mais intensamente na Palavra de Deus

 Pela graça de Deus firmamos o propósito de crer mais intensamente na Palavra de Deus. Há crença, e crenças. Você crê em todos seus irmãos aqui reunidos, mas em alguns deles tem uma confiança real visto que em uma hora de dificuldade, eles o ajudaram e provaram ser irmãos nascidos para a adversidade. Você tem certeza absoluta que pode confiar nestes, pois os testou pessoalmente. Você tinha fé antes, mas agora sente uma confiança superior, mais firme, mais segura. Creia no livro que foi inspirado do início ao fim. Creia em todo ele, completamente, com todas as forças de seu ser. Deixe que as verdades da Escritura se tornem os principais elementos de sua vida, as principais forças operantes em sua ação. Que os grandes relatos da história do evangelho sejam fatos tão reais e práticos como qualquer outro que encontra no ambiente doméstico ou no mundo lá fora, verdades tão vívidas quanto seu corpo presente, com suas dores e sofrimentos, seus apetites e alegrias. Se pudermos deixar a esfera de ficção e imaginação e entrar no mundo real, encontraremos um veio de poder que nos trará um grande tesouro de fortaleza. Assim, tornar-se "poderoso na Escritura" significa se tornar "poderoso por meio de Deus". 

                                      Citar mais a Bíblia Sagrada

 Também devemos decidir que vamos citar mais a Bíblia Sagrada. Os sermões devem estar cheios da Bíblia; adoçados, fortalecidos e santificados com a essência da Bíblia. A espécie de sermões que as pessoas precisam ouvir são os que brotam da Bíblia. Se não gostam de ouvi-los, essa é mais uma razão pela qual devem ser pregados para eles. O evangelho tem a singular faculdade de criar o gosto por ele. As pessoas que ouvem a Bíblia de verdade tornam-se amantes da Bíblia. A mera apresentação de textos em conjunto é uma maneira infeliz de fazer sermões; embora alguns o tenham tentado, e não duvido que Deus os tenha abençoado, uma vez que fizeram seu melhor. É muito melhor apresentar os textos, do que despejar os medíocres pensamentos pessoais em uma torrente estéril. Pelo menos, haverá algo sobre o que se pensar e para lembrar se a Palavra Santa for citada; caso contrário, pode não haver nada.
            Contudo, os textos bíblicos não precisam ser apresentados em conjunto, eles devem ser apresentados de maneira adequada para trazer agudeza e sentido à mensagem. Eles são a força do sermão. Nossas palavras são meras bolinhas de papel se comparadas com o tiro de canhão da Palavra. A Escritura é a conclusão de tudo. Não há argumento depois que sabemos que "está escrito". Para a maioria dos ouvintes, no coração e na consciência, o debate está terminado quando o Senhor fala. "Assim diz o SENHOR" é o fim de qualquer discussão para os cristãos; mesmo os iníquos não podem resistir à Escritura sem resistir ao Espírito que a escreveu. Para ser convincentes devemos falar biblicamente.

                                  Pregar apenas a Palavra de Deus

 Também estamos resolvidos a pregar apenas a Palavra de Deus. Em grande parte, a alienação das massas ao ouvir o evangelho se explica pelo triste fato de que nem sempre é o evangelho que ouvem quando se dirigem aos lugares de culto, e tudo o mais fracassa em fornecer o que suas almas precisam. Será que você nunca ouviu falar de um rei que fez uma série de grandes banquetes e convidou muitas pessoas, semana após semana? Ele tinha um bom número de servos encarregados de servir sua mesa; e, nos dias marcados, estes saíram e falaram com as pessoas. Mas, de alguma forma, depois de um tempo a maior parte das pessoas não vinha às festas. O número de convidados que comparecia era decrescente; a grande massa de cidadãos dava as costas aos banquetes. O rei indagou e descobriu que o alimento providenciado não parecia satisfazer os homens que vinham olhar os banquetes e, por isso, não vinham mais. Ele resolveu examinar pessoalmente as mesas e os alimentos servidos. Viu muita coisa fina e muitas peças expostas que não eram de seus armazéns. Olhou a comida e disse: "Mas o que é isso? Como esses pratos chegaram aqui? Não são do meu suprimento. Meus bois cevados foram mortos, mas não vejo carne de animais engordados, e sim carne dura de gado magro e faminto. Os ossos estão aqui, onde está a gordura e o tutano? O pão também é de má qualidade, onde está o meu que é feito do melhor trigo? O vinho está misturado com água, e a água não é de um poço limpo".
 Um dos presentes respondeu: "Ó rei, achamos que o povo estaria farto de tutano e gordura, assim lhes demos osso e cartilagem para pôr seus dentes à prova. Achamos também que estariam cansados do melhor pão branco, por isso assamos uns poucos em nossas casas, nos quais deixamos o farelo e a casca dos cereais. É opinião dos doutos que nosso alimento é mais adequado a esses tempos do que aquele que vossa majestade prescreveu há tanto tempo. Em relação aos vinhos com borra, o gosto dos homens não é esse na época atual; além disso, um líquido tão transparente como a água pura é uma bebida leve demais para homens que estão acostumados a beber do rio do Egito, cujo gosto é do barro que vem das montanhas da Lua".
 Assim, o rei entendeu porque as pessoas não vinham aos banquetes. Será que esse é o motivo pelo qual a casa de Deus tem se tornado tão desagradável para uma grande parcela da população? Creio que sim. Será que os servos do Senhor têm picado seus restos de miscelâneas e pequenas máculas para com isso fazer uma carne cozida para os milhões de fiéis, e, por isso, estes se afastam? Ouça o resto da minha parábola. O rei indignado exclamou: "Esvaziem as mesas! Joguem todo esse lixo para os cães. Tragam os barões da carne, mostrem minha comida real. Tirem essas bugigangas do salão e aquele pão adulterado da mesa e lancem fora a água do rio barrento". Eles fizeram como o rei mandou, e se minha parábola estiver certa, logo houve um rumor pelas ruas de que verdadeiras delícias reais eram oferecidas ali, o povo encheu o palácio e o nome do rei tornou-se de grande excelência por toda terra. Vamos experimentar esse plano. Quem sabe logo estaremos nos regozijando em ver o banquete do Mestre cheio de hóspedes.

                                    A certeza de sua inspiração

   Estamos resolvidos a usar mais plenamente o que Deus providenciou para nós neste Livro, pois temos certeza de sua inspiração. Deixe-me repetir. Temos a certeza de sua inspiração . Note que, com freqüência, os ataques são contra sua inspiração verbal. A forma escolhida é mero pretexto. Inspiração verbal é a forma verbal do assalto, mas o ataque está realmente apontado à própria inspiração. Você não tem de ler muito do ensaio antes de descobrir que a pessoa que começou a contestar a teoria de inspiração, nunca aceita por nenhum de nós, por fim revela as cartas que tem na mão, e essas cartas travam guerra contra a própria inspiração. Aí está o verdadeiro ponto. Não damos muita importância para qualquer teoria de inspiração: na verdade, não temos nenhuma. Para nós, a plena inspiração verbal da Santa Escritura é fato, não hipótese. É uma pena teorizar sobre um assunto que é profundamente misterioso e exige fé, não imaginação. Creia na inspiração da Escritura, e creia da maneira mais intensa. Você não crerá em uma inspiração mais verdadeira e mais plena do que a que existe de fato. Ninguém pode errar nessa direção, mesmo que haja possibilidade de erro. Se você adotar teorias que tiram um pedacinho aqui, negam autoridade a uma passagem ali, no fim não restará nenhuma inspiração merecedora desse nome.
            Devemos crer agora que os eruditos possuem a infalibilidade? Ora, fazendeiro Smith, amanhã cedo, depois de ler sua Bíblia e se deleitar com suas promessas preciosas, você deve descer a rua para perguntar ao homem de erudição, lá na casa pastoral, se essa porção da Bíblia pertence à parte inspirada da Palavra ou se é de fonte duvidosa. É bom você saber se foi escritapelo Isaías original ou pelo segundo dos "dois Obadias". Toda possibilidade de certeza é transferida do homem espiritual para uma classe de pessoas cuja erudição é pretensiosa e nem mesmo simula espiritualidade.
            Aos poucos ficamos tão cheios de dúvidas e críticas, que apenas uns poucos, mais profundos, saberão o que é ou não Bíblia e determinarão todo o resto para nós. Não tenho fé na misericórdia deles nem em sua precisão teórica: eles nos tirarão tudo que estimamos como mais precioso e orgulhar-se-ão desse ato cruel. Não suportaremos esse reinado de terror, pois ainda cremos que Deus se revela a inocentes bebês mais do que aos doutos e prudentes, além de estarmos plenamente confiantes de que nossa versão das Escrituras é suficiente para homens simples em todos os propósitos de vida, e de salvação e de religiosidade. Não desprezamos o saber, mas nunca diremos sobre a cultura ou a crítica: "Eis aí os seus deuses, ó Israel!" (Êx 32.4).
            Você percebe por que os homens querem diminuir o grau de inspiração da Escritura Sagrada a uma quantidade infinitesimal? Porque para eles a verdade de Deus deve ser suplantada. Se você for a uma loja à noite para comprar alguns itens que dependem da cor e da textura, não seria melhor julgá-las à luz do dia? E, quando você entrar, se o comerciante diminui o lume ou tira o lampião, e depois lhe mostra a mercadoria, você fica desconfiado e conclui que ele quer lhe vender um artigo inferior. Tenho mais do que suspeita de que esse é o joguinho dos depreciadores da inspiração bíblica. Sempre que uma pessoa começa a baixar a visão que você tem sobre a inspiração, ela tem uma segunda intenção, um truque que não pode ser feito na claridade. Ele alega ser uma sessão de espíritos maus e pede: "Diminuam a luz". Nós, irmãos, estamos dispostos a atribuir à Palavra de Deus toda a inspiração que lhe possa ser atribuída e, corajosamente, dizemos que se nossa pregação não está de acordo com essa Palavra é por que não há luz nenhuma em nossa pregação. Queremos ser experimentados e testados por isso de todas as maneiras e contamos com os mais nobres de nossos ouvintes, aqueles que examinam as Escrituras diariamente, para ver se as coisas são assim, mas não nos sujeitamos nem por um momento àqueles que depreciam a inspiração. 
            Ouço alguém dizer: "Mas você precisa se sujeitar às conclusões da ciência, não é?". Ninguém está mais pronto do que nós para aceitar os fatos evidentes da ciência. Mas o que você quer dizer com ciência? Essa coisa chamada "ciência" é infalível? Será que o nome ciência não é utilizado de forma enganosa? A história da ignorância humana que se denomina a si mesma "filosofia" é absolutamente idêntica à história dos tolos, exceto quando se desvia para loucura. Se outro Erasmo surgisse e escrevesse a história da tolice, ele deveria dedicar vários capítulos à filosofia e à ciência, e esses capítulos seriam mais reveladores do que quaisquer outros. Eu mesmo não ouso dizer que, no geral, os filósofos e cientistas são tolos; mas permitiria que falassem uns dos outros, e no fim eu diria: "Senhores, vocês são menos elogiosos um em relação ao outro do que eu teria sido". 
            Deixaria os sábios de cada geração falarem da geração que os antecedeu, ou hoje cada metade de uma geração poderia falar da meia-geração anterior, pois pouca teoria da ciência de hoje sobreviverá por vinte anos e menos ainda verá o século XX. Agora viajamos em tão rápida velocidade que passamos por conjuntos de hipóteses científicas tão depressa como passamos por postes de telégrafo quando viajamos em um trem expresso. Tudo de que estamos certos hoje é o seguinte: aquilo de que os doutos tinham certeza há poucos anos está agora jogado no limbo do esquecimento de erros descartados. Eu creio na ciência, mas não naquilo que é chamado "ciência". Nenhum fato provado na natureza é oposto à revelação. Não podemos reconciliar com a Bíblia as bonitas especulações dos pretensiosos, e não o faríamos se pudéssemos.
            Sinto-me como o homem que disse: "Posso entender em algum grau como esses grandes homens descobriram o peso das estrelas, a distância que têm uma da outra e até como, pelo espectroscópio, descobriram de que materiais são compostas; mas não posso adivinhar como descobriram seus nomes". Apenas isso. A parte fantasiosa da ciência, tão valorizada por tantos, é o que não aceitamos. Essa é a parte importante para muitos--aquela parte que é mera adivinhação, pela qual lutam com unhas e dentes. A mitologia da ciência é tão falsa como a dos pagãos, mas é assim que se faz um deus. Repito, os fatos da ciência nunca estão em conflito com as verdades da Sagrada Escritura, mas as deduções extraídas desses fatos e as invenções classificadas como fatos são opostas à Escritura, e isso por que necessariamente o que é mentira não concorda com a verdade.
            Dois tipos de indivíduos têm forjado grande dano, contudo, nenhum desses deve ser considerado como juiz no assunto: ambos são desqualificados. É essencial que um juiz conheça os dois lados da questão, e nenhum destes tem esse conhecimento. O primeiro é o cientista sem religião. O que ele sabe sobre religião? O que pode saber? Ele está fora de lugar quando a pergunta é: a ciência concorda com a religião? Obviamente, aquele que pode responder essa pergunta precisa conhecer os dois lados da questão. O segundo é um homem melhor, mas capaz de causar mais dano ainda. Refiro-me ao cristão não-cientista que se preocupará em conciliar a Bíblia com a ciência. É melhor que ele deixe isso de lado e não comece seu conserto. O erro foi cometido por homens que ao tentar resolver uma dificuldade distorceram a Bíblia ou a ciência. Essa solução logo foi considerada errônea, e depois ouvimos os clamores de que a Escritura foi derrotada.
            Nada disso; de forma alguma. Isso não passa de um comentário inútil que foi removido como um verniz inútil. Eis aí, um bom irmão escreve um tremendo livro para provar que os seis dias da criação representam seis grandes períodos geológicos e mostra como as camadas geológicas, e os organismos delas, seguem a ordem da história da criação de Gênesis. Pode ser assim ou não, mas se depois de pouco tempo qualquer pessoa mostrar que as camadas não estão em tal ordem, qual seria minha resposta? Eu diria que a Bíblia nunca ensinou que estão nessa ordem. A Bíblia diz: "No princípio Deus criou os céus e a terra" (Gn 1.1). Isso deixa qualquer espaço de tempo para as eras de fogo e períodos de gelo e tudo isso antes do estabelecimento da presente era do homem.
            Depois, chegamos aos seis dias em que o Senhor fez os céus e a terra e descansou no sétimo. Nada é dito sobre longos períodos de tempo, ao contrário, "a tarde e a manhã; esse foi o primeiro dia" (Gn 1.5), e "a tarde e a manhã; esse foi o segundo dia" (Gn 1.8); e assim por diante. Não apresento nenhuma teoria, simplesmente digo que se o grande livro de nosso amigo é todo lorota, a Bíblia não é responsável por isso. É verdade que sua teoria parece ter suporte no paralelismo que descobre entre a vida orgânica das eras e aquela dos sete dias, mas isso pode ser explicado pelo fato de que Deus geralmente segue uma certa ordem, quer opere em longos quer em curtos períodos. Não sei e não me importo tanto com a questão; mas devo dizer, se você derruba uma explicação não pode imaginar que prejudicou a verdade bíblica, que lhe pareceu exigir uma explicação: você só queimou as estacas de madeira, com as quais homens bem intencionados pensavam proteger um forte invencível que não precisava de tal defesa.
            No geral, é melhor deixarmos a dificuldade como está, em vez de criar outra dificuldade com nossa teoria. Por que fazer um segundo furo na chaleira para remendar o primeiro? Especialmente, quando o primeiro furo não está lá e não precisa de nenhum remendo. Creia, não há muita coisa provada na ciência. Não precisa temer que sua fé seja sobrecarregada. Assim, creia em tudo que está dito claramente na Palavra de Deus, quer seja provada por evidência exterior quer não. Nenhuma prova é necessária quando Deus fala. Se ele o disse, isso é prova suficiente.            

            Temos o pensamento do guerreiro a quem ofereceram presentes para comprá-lo e a quem disseram que se aceitasse tanto ouro ou território, ele poderia voltar para casa em triunfo e se gloriar no ganho fácil. Mas ele disse: "Os gregos não dão valor a concessões. Encontram glória não em presentes, mas em espólio". Com a espada do Espírito manteremos toda a verdade como nossa e não aceitaremos parte dela como concessão dos inimigos de Deus. Manteremos a verdade de Deus como a verdade de Deus, e não a reteremos por que a mente filosófica permite fazer isso. Se os cientistas concordam que creiamos em uma parte da Bíblia, não os agradeceremos por nada: já cremos nela quer queiram quer não. O consentimento deles não tem mais conseqüência para nossa fé que a permissão de um francês para que um inglês defenda Londres, ou que o consentimento da toupeira para que a águia tenha uma visão perspicaz. Deus estando conosco, não cessaremos esse gloriar, manteremos toda a verdade revelada até o fim.

            Mas agora, irmãos, apesar de manter essa primeira parte de meu tema, talvez longa demais, eu lhes digo que crendo nisso, aceitamos a obrigação de pregar tudo que está na Palavra de Deus até onde vemos. Não queremos esquecer voluntaria-mente qualquer porção da revelação de Deus, pois queremos poder dizer no final: "Não deixamos de lhes transmitir todo conselho de Deus". Que mal pode haver em se deixar de fora qualquer porção da verdade ou acrescentar um elemento alheio a ela! Todos os homens bons concordarão quando digo que a adição do batismo infantil à Palavra de Deus--, pois certamente não está lá--é um perigo. Regeneração batismal anda nos ombros do pedobatismo. Agora falo do que conheço.
            Tenho recebido cartas de missionários, não-batistas, mas weslianos e congregacionais que me têm dito: "Depois que estive aqui (não mencionarei as localidades para não pôr os bons homens em dificuldades) encontramos um grupo de pessoas, filhos de ex-convertidos, que foram batizados e, por isso, são chamados de cristãos; mas não são nem um pouquinho melhores do que os pagãos a sua volta. Parecem pensar que são cristãos por causa de seu batismo, mas, ao mesmo tempo, sendo considerados cristãos pelos pagãos, sua vida má é escândalo perpétuo e uma terrível pedra de tropeço". Em muitos casos, isso deve ser verdade. Uso o fato apenas como ilustração.

            Mas supondo que seja algum outro erro inventado ou alguma grande verdade negligenciada, acabará por produzir o mal. No caso das terríveis verdades que conhecemos como "o terror do SENHOR" (2Cr 14.14), sua omissão produz os mais tristes resultados. Um homem bom que não aceitamos que esteja ministrando exatamente a verdade sobre esse assunto sério, não obstante, tem muito fielmente escrito para os jornais repetidas vezes, dizendo que a grande fraqueza do púlpito moderno é ignorar a justiça de Deus e o castigo do pecado. Seu testemunho é verdadeiro, e o mal que ele aponta é incalculavelmente grande. Não se pode omitir essa parte da verdade que é tão obscura e solene, sem enfraquecer a força de todas as outras verdades que pregamos. Você rouba o brilho e a importância premente das verdades que tratam da salvação da ira vindoura.
          Irmãos, não omitam nada. Tenham ousadia suficiente para pregar a verdade indigesta e impopular. O mal que fazemos acrescentando ou tirando da Palavra do Senhor pode não acontecer em nossos dias; mas se chegar à maturidade em outra geração seremos igualmente culpados. Não duvido que, mais tarde, a omissão de certas verdades pela igreja primitiva levou a sério erro, enquanto certas adições na forma de ritos e cerimônias, que pareceram bastante inocentes em si, levaram ao ritualismo e depois à grande apostasia do romanismo! Tenham muito cuidado. Não passem uma polegada além da linha da Escritura, e não fiquem uma polegada aquém dela.
            Conservem-se na linha reta da Palavra de Deus, até onde o Espírito Santo lhe ensinou e não retenham nada que ele lhe tenha revelado. Não seja tão ousado a ponto de abolir as duas ordenanças que o Senhor Jesus estabeleceu, embora alguns tenham se aventurado nessa grave presunção; nem exagere aquelas ordenanças em canais inevitáveis de graça, como supersticiosamente outros têm feito. Mantenha-se na revelação do Espírito. Lembre-se, você terá que prestar contas e não será com alegria se tiver brincado falsamente com a verdade de Deus. Lembre a história de Gilipo, a quem Lisandro confiou sacos de ouro para levar às autoridades da cidade. Os sacos estavam amarrados e lacrados, Gilipo achou que se cortasse a parte de baixo dos sacos poderia tirar uma parte das moedas, depois costurar o fundo de novo, assim os lacres não seriam quebrados e ninguém suspeitaria que o ouro fora tirado. Para seu horror e surpresa, havia um papel em cada saco declarando quanto deveria conter, e assim ele foi descoberto.
            A Palavra de Deus tem cláusulas auto-verificadoras, de modo que você não pode sumir com uma parte dela, sem que o restante do texto o acuse e sentencie. Como você responderá "naquele dia" se tiver acrescentado ou tirado da Palavra do Senhor? Não estou aqui para decidir o que você deve considerar ser a verdade de Deus; mas seja o que você julgar que seja, pregue-a toda, definitiva e claramente. Se formos igualmente honestos, diretos, e tementes a Deus, não devemos discordar em muita coisa. O caminho para alcançar a paz não é o da ocultação de convicções, e sim o da expressão honesta delas no poder do Espírito Santo.(notas,preparados para o combate da fé,ed.Shedd,edições,1998).
                 Hermenêutica ferramenta útil para escola dominical
                                      Artigo Mauricio Berwald

Definição da palavra:O termo (Hermenêutica)é derivado da palavra grega (hermeneutike),do verbo (hermeneuo.Platão foi o primeiro a usar o termo(hermenetike),como um termo técnico(uso do sufixo techne).Herminêutica é arte de interpretar,é ciência que nos ensina os princípios,leis e métodos de interpretação.É a ciência e a arte da interpretação biblica..É uma ciência porque é orientada atravez de regras com um sistema.É arte porque a aplicação das regras prética,e não por imitação.
A tarefa da hermenêutica,basicamente é levar o intérprete da biblia ao lado do autor do texto sagrado,buscando o sentido dado pelo autor,ou seja,procurando entender o que o autor quis dizer.É eliminar a distancia entre o interprete e o autor.Além disso é necessário procurar entender ou conhecer .(notas,apost.ibm,maua,2002).

                                     A teoria da hermenêutica 
A teoria da hermenêutica divide-se,ás vezes,em duas subcategorias:a geral e a especial.A geral é o estudo das regras que regem a interpretação do texto biblico inteiro.Inclui os tópicos.A especial é o estudo das regras que se aplicam a genêros específicos,como parábola,alegorias,tipos,e profecia.

1°. Objetivo:O objetivo da hermenêutica é levar a fidelidade do texto,não usando de subterfúgio na interpretação do mesmo,e nem usar de engano diante do povo.Os que usam de infidelidade no texto,certamente,suas palavras roerão como grangrena(destruição completa da vida orgânica em uma parte do corpo),2°tm 2.17.Convém ao leitor uma completa dedicação na aprendizagem da palavra do nosso Deus(RM12.7).(notas apostila,introdução a hermenêutica,itad,Campinas,pp2,)
2°.Sua importancia:A primeira doutrina que todo pregador deve conhecer é a hermenêutica,porque é a hermenêutica(com ajuda do Espirito Santo)quem dá ao pregador a capacidade para interpretar o texto sagrado com o qual ele está lidando.Entretanto quantos pregadores há que nem de nome conhecem!que é a hermenêutica?"A arte de interpretar textos",responde o dicionario.A hermenêutica da qual nos ocupamos,forma parte da teologia exegética,ou seja,a que trata da reta inteligencia e interpretações das Escrituras Sagradas.
3°Exegese:A palavra"exegese"vem do grego"ex",que significa"fora"e"agein" que significa"guiar",ou seja"liderar" ou "explicar".A palavra portuguesa exegese é usada para indicar"narrativa","tradução" ou "interpretação',de modos formais de explicação que podem ser aplicados a algum texto,a fim de se compreender o seu sentido.Na linguagem técnica,a exegese aponta para a interpretação de alguma passagem literária especifica,ao mesmo tempo em que os princípios gerais em tais interpretações são chamados hermenêutica.(notas,ibid,pp.3)
3°Não  torcer o sentido do texto:O temor do Senhor é razão para torcemos o verdadeiro sentido da sua gloriosa Palavra.Muitos torcem o verdadeiro sentido do texto sacro para uso própio.Uns fazem isto cegamente para manter seus caprichos e defender o seu ponto de visto religioso,outros,fazem propositamente para combater a verdade.Seja como for,quem pratica tal infração responderá por ela.Quando falta o temor de Deus na vida do pessoa,significa que tal leitor está a beira do abismo.Ao fazer alterações no sentido do texto sagrado o homem cai em erros e confusões,cujos erros tem levado muitos á tremendas heresias que têm causado tantos danos na vida de muitas pessoas que antes eram piedosas.(notas,ibid,pp.3)
4°Regras gerais:
1.A biblia interpreta a biblia.Embora a sabedoria humana,em varios aspectos,seja bonita,contudo não é ela a interprete da Palavra de Deus.Deus nos deu o modo de tratarmos com Sua Palavra.Veja em (1COR 2.13).O bem estudante da biblia,é aquele que vive sobre a real dependencia do Espirito Santo,em completa dependencia de Deus,porque a Palavra de Deus só pode ser corretamente interpretada atravez da iluminação do Espirito Santo.Há coisas que a mente analitica não consegue galgar.Precisamos do auxilio do Espirito Santo para entendermos as Palavras.A biblia não deve ser interpretada á luz da experência pessoal,mas a experiencia pessoal a luz da biblia(JO14.26).(notas,ibid,pp.11). 
2°Fugindo da interpretação particular.Ao fazer uso da palavra de Deus,muitos tem se feito hereges.Na verdade,há na biblia passagem de dificil interpretação,por isso devem serem cuidadosamente estudadas antes de serem pregados no púlpito da igreja.Os indoutos torcem o sentido do texto sacro,fazendo assim uma doutrina própia.(HEB5.11,2PD1.20).O apóstolo nos dá o exemplo,exortando-nos a não interpretarmos arbitrariamente a Palavra de Deus,porque nem ele mesmo com toda a sua experiencia com Cristo nunca fazia isto.(notas,ibid,pp11).
3°Examinar as Escrituras.Devemos examinar as Escrituras a fim de encontrarmos a verdade,e não estabelecer a nossa própia "verdade"de forma arbitária(JO5.39).Quando nos convertemos a Cristo,chagamos com muitas idéias fixas em nossos penssamentos.Tais idéias venham dos pais ou de um credo religioso qualquer.E isto influencia no contato com a biblia Sagrada.Essas idéias devem serem colocadas de lado a fim de vivermos em novidade de vida.Agora que você encontrou a verdade,não tente domina-la com idéias errôneas que foram fixadas num passado da sua vida.Em Cristo tudo se fez novo.(notas,ibid,pp.12).
Conclusão.Que este breve artigo amigo professor da escola dominical tenha te ajudado,pois pouco se fala sobre este assunto,mas que a partir de hoje,desejo que a hermenêutica possa ser mais utilizada pelos professores da escola biblia,se não utilizava,passe a usar esta ferramenta útil que muito pode enriquecer a suas aulas na EB.


                               ESCOLA DOMINICAL O PROFESSOR E O ALUNO

      

O que é estudar? Seria apenas reler ou refazer o conteúdo de um livro ou explanação de um professor? Claro que não é tão simples assim! A maioria dos autores concorda que estudar consiste no processo de concentrar toda atenção em um fato, assunto ou objeto, com o fim de apreender-lhe a essência, funcionalidade, utilização, relações de causa e consequências. Estudar, de fato, exige certas aptidões intelectuais, tais como aprender a ver, ouvir, redigir, ler, memorizar e raciocinar. 

E, acima de tudo, estudar envolve prazer em aprender, conhecer. Isso depreendemos da própria origem etmológica da palavra estudo (studium), que indica ardor, zelo e aplicação. O termo estudante remete àquele que se aplica em algo, portanto, não faz apenas porque alguém mandou, mas possui um ardor próprio. Assim também pensava Comênios 

“A escola, portanto, erra na educação das crianças quando elas são obrigadas a estudar a contragosto, [...] é imprescindível despertar nas crianças o amor pelo saber e pelo aprender [...]. Nas crianças, o amor pelo estudo deve ser suscitado e avivado pelos pais, pelos professores, pela escola, pelas próprias coisas, pelo método, pelas autoridades”. 

O problema é que os professores concentram a maior parte do tempo no conteúdo, acreditando que as habilidades cognitivas serão algo decorrente. Mas de acordo com Crawford W. Lindsey Jr, “se ensinarmos habilidades cognitivas, o conteúdo emergirá como um efeito colateral desejável e necessário”. Aí se sentirá o tal desejo de aprender.

                                      I. Objetivo do estudo 

De modo geral podemos dizer que o estudo visa levar o indivíduo a alcançar a compreensão, obter informes ou conseguir eficiência em uma habilidade, referente a um fato. Pode-se dizer, também, que o estudo é uma atividade mental provocada por uma situação problemática, de natureza variada, que o indivíduo se propõe a resolver, superar ou dominar. 

Por que estudar? Devemos estudar simplesmente porque não há outro processo mais fácil e eficiente para se chegar ao saber. Todo aprendizado requer esforço e perseverança por parte do estudante. O estudo não precisa ser feito prioritariamente por meio de livros, isto é mediante a leitura de textos, às vezes, basta o estudante valer-se do diálogo ou conversação com um bom mestre. Assim se fazia nos tempos em que não existia a imprensa e em que a posse de manuscritos era um privilégio reservado a poucos. 

Portanto, o que caracteriza o estudo não é um grande esforço mental ou concentração atentiva na captação dos materiais a ser aprendido, mas a aptidão para vencer as dificuldades de compreensão, de um modo perseverante e sistemático, seja qual for o modo de consegui-lo. 

                                  II. Condições para o estudo 

Reiterando, estudar não é apenas ler trechos de um bom livro, copiar artigos da internet, ou compendiar conhecimentos prontos. Estudar requer muita concentração, tempo, ambiente apropriado, força de vontade e abnegação. Para que o professor de Escola Dominical estude com boas possibilidades de sucesso é preciso que algumas condições sejam atendidas, satisfatoriamente. Essas condições podem ser classificadas em extrínsecas e intrínsecas. Vejamos:

                                1. Condições extrínsecas 

As condições extrínsecas de estudos são aquelas que não se relacionam com a pessoa de quem estuda. Referem-se àquelas circunstâncias materiais e de ambiente, quais sejam: local, conforto, material de estudo, ordem, interrupções, períodos de estudo e horas de estudo.

                                         a) Local 

É importante que se estabeleça um local de estudo isolado do burburinho da rua ou da própria casa. É aconselhável que o local de estudo não seja utilizado para outros fins, tendo em vista estabelecer condicionamento propício às atitudes de estudo. Assim, o local de estudo não se deve prestar para outras práticas que não sejam com as relacionadas com o estudo. O local deve ser suficientemente iluminado, devendo vir à luz, tanto natural como artificial, da esquerda para a direita, com relação à posição do estudante. Sempre que possível, dar preferência a luz natural. É conveniente afastar da vista do estudante, coisas que lhe posam desviar a atenção, como fotos, revistas, televisão e mesmo evitar a permanência no local, de pessoas que, entretidas em outras atividades, possam roubar a atenção de quem deseja estudar. Não há dúvida, no entanto, que, segundo certas circunstâncias, música suave pode até ser estimulante para os estudos. 

                                           b) Conforto 

O local de estudos requer condições mínimas de conforto e higiene, como cadeira e mesa de trabalho adequados, luminosidade e temperatura satisfatórias. Estes elementos, quando corretos, contribuem para diminuir a fadiga e aumentar a concentração mental. É conveniente que o estudante, quando sentado, conserve a coluna vertebral ereta e assuma uma postura física que permita o relaxamento dos músculos. Posição física incorreta pode, em pouco tempo, determinar cansaço muscular, acarretando, fatalmente, queda no rendimento intelectual. É claro que outros prejuízos físicos podem advir da má postura na cadeira. A iluminação, também, pode acarretar, quando inadequada, fadiga mental, além de outros prejuízos para a própria vista. 

                                     Objetivo do estudo 

Todo estudo requer um mínimo de material informativo que permita esclarecimentos e aprofundamentos referentes aos temas estudados. Assim, claro é que, para estudar, é necessário que haja ao alcance das mãos, enciclopédias, dicionários de língua portuguesa e bíblico, atlas geográfico bíblico, concordâncias; manuais bíblicos... e compêndios, além dos elementos específicos em instrumentos ou livros, referentes ao tema que esteja sendo estudado. 

                                         d) Ordem. 

Todo material de estudo deve estar separado e selecionado quanto ao tipo de informes que possa oferecer. Devem ser providenciadas fichas e pastas referentes a temas em geral e especificamente para cada tema, que contenham indicações bibliográficas, anotações, indicações de fontes de estudos, resumos e todo tipo de notas, a fim de não sobrecarregar a memória. 

Importante é que o material de estudo, seja de que natureza for, volte para seus respectivos lugares, a fim de ser evitada aquela perda de tempo com enervantes buscas à mínima consulta a ser feita ou à mínima necessidade de uso de instrumentos a ser levada a efeito. 

Importante, também, anotar as dúvidas, conceitos, comentários ou informações, logo que forem surgindo, não deixando para depois, quando poderá ser tarde, devido a possíveis falhas de memória. Quando estiver lendo e encontrar uma palavra que não conheça, sublinhe imediatamente e consulte o dicionário assim que puder. 

                                     e) Interrupções. 

É aconselhável interromper o estudo aos primeiros sintomas de cansaço, com descanso de alguns minutos, pondo o corpo em movimento, respirando fundo ou relaxando os músculos, voltando, a seguir, ao trabalho. De pouco adianta teimar a continuar estudando, sentindo cansaço, porque haverá maior dispêndio de energia, com mínimo ou nenhum rendimento. 

É aconselhável, também, segundo condições pessoais, realizar interrupções nos trabalhos de estudo, de trinta em trinta minutos ou de hora em hora, para evitar que a fadiga maior se manifeste. Parece que é ideal a pausa de uns dez minutos, após um período de quarenta e cinco ou cinqüenta minutos de estudo.(notasartigo CPAD-Rio de Janeiro www.cpad.com.br) 

 

                     O  ADULTO PRECISA SER INCENTIVADO

Antes de iniciar a lição, o professor deve propiciar a seus alunos boas razões para continuarem assistindo suas aulas. Contar antes uma história interessante, uma ilustração curiosa, uma notícia de última hora ou uma experiência vivenciada por ele mesmo, constituem excelentes formas de incentivar o aluno. Ao escolher o elemento incentivador, o professor deve sempre levar em conta os interesses reais de seus alunos. Quais são as coisas que mais lhes interessam? Sobre que gostam de falar? Às vezes, é bom usar algum acontecimento do momento como ilustração, e assim relacionar a lição com eventos e atividades que estejam interessando os alunos na ocasião. 

Qualquer que seja essa incentivação, ela deve conduzir o pensamento, de maneira lógica e fácil, para a lição propriamente dita, relacionando o assunto à aspectos reais da vida. O relato de um acontecimento; a leitura de um texto paralelo da Bíblia; citações de outros comentaristas; apresentação de uma gravura, objeto etc. Estes são alguns dos variados recursos de que o professor de adultos pode dispor para vivificar o ensino e a aprendizagem, mediante sua aproximação com a realidade e com a atualidade. 

        O adulto precisa ser compreendido, respeitado e valorizado

O professor deve ouvir e dialogar com seus alunos, levantando as suas necessidades, procurando atendê-las dentro do possível, dedicando- -lhes tempo fora da classe da Escola Dominical.

Há professores que se colocam num pedestal julgando-se “donos do saber”. Tais professores esquecem que seus alunos, independente da “escolarização”, possuem experiências de vida dignas de serem compartilhadas. O conhecimento que possuem, embora, às vezes, assistemático constitui matéria indispensável para o enriquecimento do conteúdo da aula. O professor jamais pode subestimar seus alunos. Deve tratá-los com respeito, valorizando sempre suas participações e compartilhamento de idéias. Todo professor deve conhecer e praticar o princípio do respeito e igualdade. Quando o aluno percebe que seu professor o respeita, sente-se aceito e desenvolve um relacionamento de respeito e admiração com aquele professor. Vendo-se no mesmo nível de igualdade que ele, o aluno expressa-se com mais facilidade, fica à vontade para expor suas dúvidas, fazer perguntas e conversar sobre suas idéias. Sente-se valorizado. Ele acredita que o professor não irá censurá-lo ou constrangê-lo com julgamentos sobre sua capacidade intelectual, mas irá ajudá-lo a se expressar melhor. 

Lecionar para adultos pode ser um interessante desafio! Depende do professor

Ao contrário do que se pensa, lecionar para adultos pode ser um grande desafio. Basta ser criativo, dinâmico e empreendedor. Um bom professor nunca fica satisfeito com seu trabalho. Procura sempre melhorar seu desempenho. Vive na busca constante do novo, de como criar novas expectativas em seus alunos. O ensino dinâmico é aquele que provoca nos alunos uma sensação de intensa vontade de aprender. Os adultos precisam saber que são produtivos e podem compartilhar suas idéias e experiências. Essas experiências, consideradas conteúdo dinâmico, podem até influenciar positivamente no amadurecimento de outras pessoas. Isto porque, geralmente, o adulto aprende, quando suas necessidades são satisfeitas ou quando o objeto de estudo tem significado pessoal para ele. Caso contrário, se vier a freqüentar as aulas, será simplesmente para cumprir um protocolo eclesiástico. Ou, quem sabe, arranjar uma boa ocupação para as manhãs de domingo. Você sente a chamada de Deus para essa obra? Reconhece a importância de sua tarefa? Esforça-se para seguir o exemplo de Jesus, o Mestre dos mestres?
Os comportamentos do professor e dos alunos estão, portanto, dispostos em uma rede de interações que envolvem comunicação e complementação de papéis, onde há expectativas recíprocas. Nessas interações é importante que o professor se coloque no lugar dos alunos para compreendê-los (empatia), ao mesmo tempo em que os alunos podem conhecer as opiniões, os propósitos e as regras que seu mestre estabelece para o grupo. Na interação há constantes trocas de influências. O professor, a cada momento, procura entender as motivações e dificuldades dos aprendizes, suas maneiras de sentir e reagir diante de certas situações, fazendo com que as interações em sala de aula continuem de modo produtivo, superando os obstáculos que surgem no processo de construção partilhada de conhecimentos.

Assim, comportamentos como perguntar, expor, incentivar, escutar, coordenar, debater, explicar, ilustrar e outros podem ser expressos pelos alunos e pelo professor numa rede de participações onde as pessoas consideram-se reciprocamente, como interlocutores que constroem o conhecimento pelo diálogo. 

 

                      A INTERAÇÃO PROFESSORES E ALUNOS

 Na interação entre professores e alunos, supõe-se que os mestres ajudem inicialmente os estudantes na tarefa de aprender, visto que esse auxílio logo lhes possibilitará pensar com autonomia. Para aprender, o aluno precisa ter alguém ao seu lado que o acompanhe nos diferentes momentos de sua aprendizagem. Por meio da interação estabelecida entre o professor (parceiro mais experiente e sensível) e o aluno, constroí-se novos conhecimentos, habilidades, competências e significações. 

Cabe ao professor conhecer seus alunos profundamente, afim de familiarizar-se com os modos por meio dos quais eles raciocinam. Conhecendo bem o pensamento dos alunos, o mestre estará em condições de organizar a situação de aprendizagem e, sobretudo, interagir com eles, ajudando-os a elaborar hipóteses a respeito do conteúdo em pauta, mediante constante questionamento. Desta forma, os estudantes poderão, aos poucos e com os próprios esforços, formularem conceitos e noções da matéria de estudo.

Quem é o adulto? Quais são suas necessidades, interesses e expectativas?
 Segundo o dicionarista Aurélio, o termo “adulto” diz respeito ao “indivíduo que atingiu o completo desenvolvimento e chegou à idade vigorosa; que atingiu a maioridade.” No âmbito psicológico diz-se do “indivíduo que atingiu plena maturidade, expressa em termos de adequada integração social e adequado controle das funções intelectuais e emocionais.” 
Além dos aspectos físicos e psicológicos, podemos também observá-lo pelo prisma social e espiritual. A maioria dos adultos está estabilizada na área financeira, familiar e social. Buscam coisas concretas e reais. Suas expectativas estão calcadas e fundamentadas em aspectos reais da vida. Época da mais completa manifestação da vida; tempo de grande produtividade, período em que se manifesta a maior capacidade de discernimento; sérias responsabilidades, amizades estáveis, grande ambição e força de vontade. Também de comodismo espiritual, no sentido de imaginar que já sabem tudo que diz respeito as coisas espirituais. Como atingi-los com o ensino bíblico? Como motivá-los ao estudo da Palavra? Como reverter o quadro de estagnação e rotina?
Para melhorarmos a qualidade do ensino ajustado aos adultos, precisamos conhecer suas necessidades, preferências, expectativas e, principalmente, de que modo se disponibilizam à aprendizagem. Vejamos: 

O adulto precisa envolver-se totalmente no processo ensino-aprendizagem


 A participação ativa dos alunos constitui fator essencial à aquisição e principalmente a retenção do conteúdo da lição. O professor deve “abrir espaço” para seus alunos contarem suas próprias experiências relacionadas aos aspectos essenciais da lição. Todo ensino tem de ser ativo, e toda aprendizagem não pode deixar de ser ativa, pois ela somente se efetiva pelo esforço pessoal do aprendiz, visto que ninguém pode aprender por alguém. O professor deve solicitar, quer no início, quer no decurso de qualquer aula, a opinião, a iniciativa, o trabalho do aluno.
    
           O adulto também requer métodos flexíveis e variados 

Não devemos tornar nossos métodos tão rígidos a ponto de não admitirmos meios de comunicação mais práticos e flexíveis. Por exemplo, o método de preleção ou exposição oral, embora muito criticado, é o preferido, principalmente pelos professores de adultos. Neste método, o professor fala o tempo todo e, às vezes, responde algumas poucas perguntas. Dentre as desvantagens do uso exclusivo deste método, destacam-se duas: 1) A preleção “centraliza o ensino na figura do professor, exigindo pouco ou nenhum preparo da lição por parte dos alunos”. 2) Este método, “não permite que o professor dê atenção especial a todos os alunos, obrigando-o, em alguns casos, a nivelar a aula, por mera suposição.” (Como tornar o ensino eficaz, CPAD).


Precisamos diversificar nossos métodos e adequá-los eficientemente às novas circunstâncias. Ou seja, mudar a maneira de comunicar uma verdade sem alterá-la.Um dos maiores problemas do ensino na ED, atualmente, independente de faixa-etária, é a inadequação dos métodos de ensino. Os métodos (quando são usados) são escolhidos sem objetivar o aluno e a transformação de sua vida. O professor deve ser criterioso ao escolher o método que irá usar em sua classe.Cada situação específica requer um método apropriado.
     
                  O adulto também precisa de novidades

 
O professor deve cultivar sempre o senso de “novidade”. Deve criar um ambiente de constante expectativa do “novo”, do atraente, da curiosidade. O adulto quer livrar-se do tédio e da monotonia. Ele deseja entrar em atividade e demonstrar que é habilidoso e criativo.  O conteúdo da revista (informações e aplicações) por mais enriquecedor e profundo que seja não é suficiente, até mesmo em função do pouco espaço para desenvolvê-lo. Os alunos sempre esperam que o professor transmita à classe informações complementares.O professor que simplesmente reproduz enfadonha e rotineiramente o conteúdo da revista, sem empreender o esforço da pesquisa, está irremediavelmente fadado ao fracasso.

Muitos professores por não dominarem o conteúdo, chegam até ser intransigentes, acolhendo com olhar de desagrado a mínima participação da classe, ou interrupção de sua preleção. Temem, na verdade, que o aluno faça perguntas que não estejam atreladas direta ou indiretamente às suas idéias pré-concebidas ou estruturas mentais arrumadas. Isto evidencia indubitavelmente, total despreparo e descuidado com o ministério de ensino. “O professor deve conhecer muito bem o assunto que está ensinando. Um fraco domínio do conteúdo resulta num ensino deficiente” (John Milton Gregory).A Palavra diz que aqueles que possuem o dom de ensinar devem esmerar-se em fazê-lo: “... se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b).

            Chamada para o ensino e o desafio da globalização

                            ( artigo www.cpad.com.br)  

Atualmente, os que almejam cumprir o chamamento do Senhor para o ensino eclesiástico, hão de encarar desafios bem diferentes daqueles enfrentados por mestres do passado. Um mundo, que apesar de ultra-moderno, informatizado e globalizado, encontra-se cada vez mais distante, alienado de Deus.O educador cristão precisa conscientizar-se de que estamos vivendo em uma época de revolução de conceitos, idéias, princípios, juízos e valores; de mudanças tão profundas e de proporções tão amplas que nem sequer podemos mensurá-las. 

Dentre tantas situações novas que marcam esta época e acentuam nossos desafios, pelo menos três merecem destaque: o acelerado avanço tecnológico; a conspiração silenciosa da violência e o avassalador liberalismo teológico que campeia muitos de nossos educandários e até igrejas. 

                                       O avanço tecnológico

Nesse mundo pós-moderno, as notícias circulam em tempo real, os celulares estão por toda parte; computadores e Internet já são coisas triviais. Não há como imaginar a humanidade sem controle remoto, secretárias eletrônicas, DVDs, televisão a cabo ou via satélite. Estamos numa época de generalizada confusão entre digital e analógico, experiências genéticas sem controle e acelerado desenvolvimento científico. As pessoas olham para o passado com perplexidade e para o futuro com desconfiança. Como fazer com que parem para refletir em meio a tudo isso? Como conduzi-las a uma introspecção? Como fazer com que tenham interesse por Deus e sua promessa de vida eterna? Como pregar a Palavra de Deus para essas pessoas? Indubitavelmente, é um grande desafio!

                               A violência na era pós-moderna

A violência é outro grande inimigo a ser vencido na era pós-moderna. Desde tempos remotos, o ser humano utiliza-se de diversos meios e instrumentos a fim de exercer sua força bruta e satisfazer sua sede de poder e ganância, dominando seus semelhantes e usurpando suas riquezas materiais, espirituais e morais. 

Nestes últimos tempos, este problema social tem se propagado de forma engenhosa e sutil, ocasionando medo, crueldade e indiferença. Antigamente, o homem se limitava a disputar terras, agora, sua ganância e cobiça têm destruído a natureza, seus semelhantes, sua família e a si próprio. Se, antes, utilizava-se de métodos refinados e tênues para isso, hoje emprega os mais grotescos e animalescos. 

É urgente a necessidade de reconstruirmos novos alicerces, princípios e objetivos, tanto para a família quanto para a sociedade, fundamentados na Palavra de Deus. Somente o Evangelho pode transformar o homem, tornando-o uma nova criatura em Cristo Jesus por intermédio do Espírito Santo.Além disso, neste período conturbado de globalização e liberdade de pensamento, a igreja ainda enfrenta outro grande desafio: o liberalismo teológico, que procura conciliar a fé em Deus com os postulados do Racionalismo. 

                                      Liberalismo teológico

Muitos teólogos liberais, a despeito de afirmarem a existência de Deus, negam sua intervenção na história humana, quer através de revelação, providência ou milagres. Muitos pastores, educadores e estudiosos que antes criam na Bíblia como a Palavra de Deus, hoje, influenciados pela filosofia racionalista, humanista, adotam a razão como exclusivo sistema de interpretação da Bíblia, ou seja, o único instrumento para se compreender as Escrituras Sagradas. 

É imprescindível que os mestres da educação cristã relevante estejam atentos, quais atalaias, aos sinais dos tempos e ao clamor da humanidade, a fim de que nossa mensagem seja pertinente às carências e expectativas do mundo contemporâneo. Precisamos ter a capacidade de mergulhar nas questões que assolam os povos, com o intuito de as confrontarmos à luz dos princípios bíblicos e, à semelhança das garças, não nos contaminarmos. 

A globalização tem rompido imensas fronteiras, todavia, a verdade é que, junto com estas, têm caído os principais valores éticos, morais e espirituais estabelecidos por Deus para reger a vida do homem na face da terra. Certamente, quanto mais o homem se fechar no seu indiferentismo e individualismo, mais carente será do conhecimento de Deus e da Salvação pela graça em Jesus Cristo. 

Os fatos aqui apresentados têm condenado homens e mulheres a viverem em uma sociedade cada vez mais individualista, quase inacessível. Por conseguinte, ainda mais necessitada do amor de Deus que sempre será a resposta para os mais profundos dilemas humanos.
Diante desta realidade, sobretudo a que é imposta aos menos favorecidos, que sofrem sem uma verdadeira opção ou orientação para suas vidas, permanecem no ar algumas questões: Como a Igreja pode influenciar esta sociedade emergente? Que tipo de ensino e educação cristã deverá ser implementados nestes tempos pós-modernos? Quais são os instrumentos, as ferramentas mais eficazes? Como manipulá-las? O que cada educador nos mais diversos setores da igreja  pode fazer? 

São demandas que nos desafiam a sermos cuidadosos com a nossa vocação ministerial, a fim de que resgatemos do mundo os homens da era digital. A salvação pela graça de Deus, que é a solução para a humanidade, terá de se manifestar mediante a dedicação de homens e mulheres valorosos com o propósito de combater as forças escravizadoras do Inimigo, estabelecidas para suscitarem crises e instabilidade na família, nas comunidades e até nas igrejas. 

O valor de um homem ou de uma mulher de Deus não é mensurado apenas pela sua formação acadêmica ou capacidade intelectual, mas, principalmente, por sua espiritualidade e aplicação dos princípios de Deus em sua própria vida. Nós vivemos dias de profundas transformações e as necessidades humanas tornam-se ainda mais prementes diante dos falsos ensinos, do materialismo, do consumismo desenfreado, da exploração pelos poderosos, da falsa segurança representada por uma vida de pura aparência e, sobretudo, por uma religiosidade formal. 

A igreja de hoje é desafiada a perseverar diante da falta de compromisso com a fé e do esfriamento do amor, sinais do fim dos tempos. Faz-se necessário um empenho ainda maior, uma dedicação ainda mais sacrificial dos “obreiros dos bastidores”. É preciso ser destemido a fim de cumprir a chamada para o magistério perante tamanhos desafios. 

Como homens e mulheres de Deus nascidos nesta geração, encontramo-nos diante da responsabilidade de levar a Igreja de Cristo a defrontar-se com estas novas questões humanas e sociais. Cabe-nos, como conhecedores da Palavra de Deus, o papel de velarmos, para que as conquistas da Igreja não se restrinjam a uma simples organização religiosa, mas como organismo vivo produza transformações profundas e intensas em nossa sociedade. 

As experiências do passado, por mais válidas e consistentes que sejam por si só, não serão suficientes perante este tão grande desafio.
Para que nossa vocação ministerial seja cumprida, é necessário que tenhamos compromisso com a Verdade, percepção espiritual da obra de Deus, e sejamos obreiros de visão neste cenário de mutações constantes, sob pena de termos um ministério evasivo. 

Cada um de nós recebeu uma chamada específica de Deus. Um ministério especial. Não importa o que realizaremos ou onde atuaremos desde que nos mantenhamos firmes nos princípios de fidelidade a Deus e em nossa vocação ministerial. Como bem expressou o apóstolo Paulo em Colosensses 4:17: "Cuida do ministério que recebestes do Senhor, para o cumprires". 

Como servos de Deus, temos de obedecer ao chamado divino com entusiasmo, fé e amor à obra. Devemos aplicar-nos diligentemente para que a salvação e a Justiça de Deus se estabeleçam tanto nos palácios dos mais abastados quanto nas choupanas dos desafortunados.Como Igreja, precisamos escancarar as portas do Reino dos Céus a esta geração, levando aos lares, às ruas e praças a verdadeira mensagem da redenção. Direcionemos, pois, nossos ministérios para a transformação de vidas e não apenas para mudanças ocasionais! 
Afinal, como vaticinou o apóstolo Paulo em Romanos 1.16: "Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de

 

Como tornar a comunicação eficiente no âmbito da sala de aula 

Há professores que, por falta de conhecimento ou sensibilidade docente, não percebem que  são maus comunicadores. A impressão que temos é que se preocupam com a medíocre exposição de sua matéria em detrimento da educação propriamente dita. O professor acha que sua função consiste em transmitir conhecimentos e que é obrigação do aluno ouvir e compreender. Alguns educadores costumam chamar esta tendência ao monólogo de “salivação”, ou seja, o professor fala o tempo todo e os alunos, em atitude de extrema passividade, apenas ouvem. 

A comunicação entre alunos e professores deve ser bilateral ou multilateral e nunca unilateral. Em outras palavras, os alunos devem expressar livremente suas opiniões, idéias e sentimentos. Portanto, é aconselhável que o mestre promova entre eles debates, discussões, trabalhos em grupos, dinâmicas, incentivando a troca de experiências e informações. 

                                    A raiz do problema


Alguns, têm suas idéias tão mal, ou tão perfeitamente organizadas, que não há neles lugar para a imaginação criativa dos alunos. Quando as idéias do professor estão desorganizadas, sua mensagem é confusa e insegura. Os tais preferem o monólogo, isto é, a criticada “salivação”. Outros costumam ensinar partindo da seguinte premissa: “Se os alunos mais inteligentes dos primeiros assentos entendem o que eu falo, todos os demais também entenderão”. Ora, isso é simplesmente um absurdo! 

Em relação à linguagem, muitos são os que costumam utilizar conceitos ou termos que ainda não existem na experiência dos estudantes. Ao contrário destes, há os que assumem uma postura bem mais nociva: não se preocupam em enriquecer o vocabulário dos alunos. 

A maneira de expor a matéria é outro problema que dificulta a boa comunicação entre educadores e educandos. Muitos mestres colocam tantas idéias em cada exposição que somente algumas delas são compreendidas e retidas na mente do aluno. Falar rápido demais, articular mal as palavras, usar voz baixa e em tom monótono são comportamentos igualmente perniciosos. 

Se existem professores que não utilizam meios visuais para comunicar conceitos, ou relações que exigem apresentação gráfica, há também os que utilizam recursos visuais de forma inadequada: por exemplo, empregam o quadro-negro sem planejamento algum, escrevendo e desenhando ora aqui, ora ali, com muita confusão e desordem. Aqui está um breve resumo dos principais problemas que atrapalham a comunicação entre docentes e discentes em qualquer nível do processo ensino-aprendizagem. 

A eficiência da comunicação resulta fundamentalmente do seguinte: clareza, precisão, simplicidade, criatividade e objetividade da mensagem.  

                     Identifique o foco de interesse da aula


Seus alunos têm interesse no conteúdo da aula? 2) Em que tipo de matéria eles têm interesse? 3) Você costuma variar seus métodos? 
Os objetivos e os conteúdos merecem atenção especial. Refletem eles a necessidade e o interesse do aluno? É a partir desse foco que será realizado o contexto, ou situação estímulo, para que se processe a aprendizagem. Muitas vezes, a comunicação não se efetiva devido à ausência de um foco de interesse. O professor fala e os alunos fazem ou pensam outra coisa.

                  Ajuste a mensagem às condições dos alunos
 
Você conhece seus alunos? Certamente sua turma é heterogênea. Você conhece seus alunos individualmente? Qual o nível intelectual, escolar, sócio-cultural, e espiritual da sua classe? E quanto ao nível vocabular? E quanto a experiência cristã? “Você sabe como seus alunos se relacionam com a comunidade onde vivem?” “Conhece seus interesses, suas dificuldades e dúvidas?” “Sabe algo sobre seu desempenho nos estudos seculares ou no trabalho?” “Mantém boas relações com suas famílias?” “Conhece algum problema em particular em suas vidas?” “O que poderia dizer sobre seus testemunhos? “Há alguma coisa especial de que necessitam?” “Você está disposto a passar mais tempo com eles para guiá-los, instruí-los, consolá-los e desfrutar de sua amizade?” “Tem você orado com e por eles?” 
 
                           Avalie o potencial de sua classe

Faça um pré-teste no início de cada lição ou trimestre. A avaliação prévia ou diagnóstica tem por objetivo verificar o que a classe não sabe ou até que ponto conhece a matéria. 

Tarefas muito difíceis, confusas, ou muito fáceis não despertam o aluno para a ação. O aluno possui possibilidades de vocabulário que necessitam ser consideradas pelo professor. Só existe aprendizagem se o aluno modifica seu comportamento. Entretanto, ele não modificará seu comportamento se não possuir a base necessária para tal. As experiências dos alunos permitem ou facilitam a nova aprendizagem? Possuem eles capacidade para entender o que o professor está informando ou pretende informar?

Organize a mensagem equilibrando conhecimentos novos com antigos.Se tudo que se pretende transmitir já é conhecido do aluno, não há razão para a comunicação. Bem como, se a mensagem for totalmente estruturada com elementos novos o aluno não terá capacidade de apreendê-la.


Recapitule!Recapitular envolve três tempos: Explica o que vai ser estudado; reforça o que está sendo ensinado e revisa o que foi ensinado. Quando recapitular? No início da aula, após cada ponto importante, ao final da lição ou no término de uma série de lições sobre um mesmo tempo. Estabeleça uma seqüência permitindo que o aluno avance progressivamente até à assimilação da informação. Para chegar ao domínio de conceitos complexos, é necessário partir do exame de conceitos ordinários, sejam estes dominados ou não pelos alunos.

                          Seja conciso em sua exposição

Expor as idéias em poucas palavras é uma virtude extremamente necessária à práxis docente. Nos desligamos facilmente quando ouvimos pessoas prolixas. Aquelas que dizem muita coisa, porém, inútil e irrelevante. Desenvolva uma linguagem natural. Isto é, que seu comportamento verbal seja claro, consistente e coerente, expressando idéias bem conectadas.

                                   Utilize a linguagem didática
 
        O que é linguagem no ensino? O que é linguagem didática? 

A linguagem é o principal recurso de comunicação de que o professor se utiliza para ministrar informações, prestar esclarecimentos aos alunos e orientar-lhes todo o processo de aprendizagem. A linguagem didática se distingue tanto do linguajar vulgar, indisciplinado e quase sempre incorreto, como do estilo solene e formalizado. A linguagem didática situa-se a meio termo entre estes dois extremos.

                      Características: Instrutivas e educativas

                  Instrutivas: Em relação ao estilo e elocução

Quanto ao estilo, a linguagem deve ser:1) Simples, natural e fluente (vacilante, tortuosa, rebuscada).2) Sóbria, direta e incisiva (sem rodeios).
3) Clara e acessível (sem termos difíceis, pouco usados e incompreensíveis; neologismos, excesso de termos técnicos).4) Exata e precisa (sem ambigüidades, indecisões ou equívocos).5) Gramaticalmente correta.
Quanto à elocução, a linguagem dever ser:1) Bem articulada e com boa dicção.2) Enunciada com voz clara e firme.3) Animada, expressiva e enfática.4) Evitar maus hábitos, tais como: “hã”, “entendeu”, “muito bem”, interpolados com intervalos freqüentes.Obs: O uso de tais enchimentos é, em geral, uma reação nervosa e reflete uma tentativa oral de tomar tempo para os processos mentais do professor.

                                       Educativas:

1) Educar o ouvido dos alunos à boa linguagem, correta e expressiva.
2) Desenvolver nos alunos a apreciação e o bom gosto pela linguagem correta e apurada.
3) Formar nos alunos o hábito de falar com desenvoltura, clareza e correção.

                      Domine a arte de ouvir

O professor necessita ouvir com interesse e atenção. A audição inteligente é ainda facilitada quando atentamos para a fisionomia e para a gesticulação de quem fala. Concernente a esta séria questão, gostaria de contar aos meus leitores um episódio que me ocorreu quando lecionava em determinado seminário do Rio de Janeiro:Certa noite, entusiasmado com minhas observações sobre saber ouvir”, decidi fazer uma experiência com meus alunos do curso teológico. No transcurso de uma interessante aula, interrompi abruptamente minha preleção e disse: “Por hoje, é o bastante! Imediatamente depois, fiz duas perguntas: – No que é que vocês estavam pensando quando interrompi a aula? – O que é que eu estava falando? Não sendo possível detalhar o resultado da minha decepcionante pesquisa, contento-me em apenas informar aos leitores minha infeliz pasmaceira: apenas 28% dos meus alunos, de fato, me ouviam. Os outros, como diriam meus filhos, estavam em “off”, completamente desligados. 

Um dos maiores problemas de comunicação, tanto a de massa como a interpessoal, é como o receptor capta uma mensagem. Raríssimas são as pessoas que procuram ouvir exatamente o que a outra está dizendo.Ouvir depende de concentração. Ouvir é perceber através do sentido da audição. Escutar significa dirigir a atenção para ouvir. 

Enquanto uma pessoa normal fala, em média 120 a 150 palavras por minuto, nosso pensamento funciona três ou quatro vezes mais depressa. Conseqüentemente surge um mal hábito na audição. Muitas pessoas estão de tal forma ansiosas em provar sua rapidez de apreensão, que antecipam os pensamentos antes de ouvi-los dos lábios do interlocutor. Isso ocorre quando ouvimos a famigerada exclamação: “Já sei o que você vai dizer!” 

Ouvir, portanto, é muito raro. É necessário limpar a mente de todos os ruídos e interferências do próprio pensamento durante a fala alheia. Ouvir, implica uma atenção irrestrita ao outro. Daí a dificuldade de as pessoas com raciocínio rápido efetivamente ouvirem. Sua inteligência em funcionamento, seu hábito de pensar, avaliar, julgar e analisar tudo, interferem como um ruído, na plena recepção daquilo que lhe está sendo falado. 

Às vezes, imaginamos ter tanta coisa “interessante” para dizer, nossas idéias são tão originais e atrativas que é um castigo ouvir. Queremos falar. Falando aparecemos. Ouvindo nos omitimos. Só ouvir, acreditamos, dá aos outros uma impressão desfavorável de nossa inteligência. Por isso falamos, mesmo nada tendo a dizer. Porém não é esse o conselho bíblico. É melhor ouvir que falar. “...mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar...” (Tg 1.19).
É através dos sentidos que a alma humana comunica-se com o mundo. No ato de ouvir, percebemos e identificamos os sons pelo sentido da audição. Ouvindo atentamente interpretamos e assimilamos o sentido do que percebemos. 

Não é de hoje a dificuldade que as pessoas têm de ouvir atentamente o que os outros falam. O próprio Senhor Jesus discorreu sobre o tema quando explicava a seus discípulos a razão de falar-lhes por parábolas. Naquela ocasião, o Mestre usou a seguinte expressão: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça...” (Mt 13.9).  Segundo Champlim essa expressão, inclusive usada por Jesus outras vezes, sob diferentes circunstâncias (Mt 11.15; Mc 4.9,23; Ap 2.7,11,17,29; e 3.6,13,22), era um ditado comum entre os judeus, empregado especialmente pelos rabinos. 

“O adágio era usado para chamar a atenção sobre a importância do ensino apresentado, o sentido oculto do ensino e a total compreensão do que fica subentendido no ensino. Jesus queria dizer que seus ensinos deveriam ser ouvidos com atenção e diligência, e que por ausência disso, muitos não poderiam compreendê-lo”. 

Naturalmente que os ouvidos foram feitos para ouvir. Jesus usou o pleonasmo para realçar seus verdadeiros propósitos. Não era suficiente apenas ouvir no sentido de identificar os sons das palavras, era necessário interpretar o sentido delas para praticá-las. Significa: ter ouvidos com capacidade para ouvir e entender os mistérios de Deus. Jesus estava dizendo que, falando por parábolas, nem todos teriam capacidade de ouvir e compreender o pleno sentido de suas palavras. “Ouvindo, não ouvem, nem compreendem” (Mt 13.13). Ouviram com os seus ouvidos os seus ensinamentos, mas permaneceram surdos para as suas implicações. Isto porque a eficiência do aprendizado, através da audição, depende da predisposição da pessoa. Ou seja, a atitude mental de quem ouve é imprescindível. 

Deus outorgou ao homem meios para conhecer a personalidade divina, mas o uso desses meios não é obrigatório. Os indivíduos, por sua própria vontade, podem “fechar” seus ouvidos. Infelizmente, em nossas igrejas, muitos ouvem a pregação da Palavra de Deus apenas para cumprir um protocolo eclesiástico. Conforme o dito popular, as palavras “entram por um ouvido e saem por outro” sem sequer serem compreendidas racionalmente. Que dirá refletidas e interiorizadas pela alma e espírito.  

A emissão, transmissão e recepção do conteúdo didático são componentes da rede de comunicação entre professores e alunos. É necessário enfatizar que da excelente comunicação dependem não só a aprendizagem, mas também a admiração mútua, a cooperação e a criatividade em sala de aula. O professor, que também pretende ser bom comunicador, precisa desenvolver empatia, ou seja, colocar-se no lugar do aluno e, com ele, procurar as melhores respostas para que, ao mesmo tempo que aprende novos conteúdos, desenvolve sua habilidade de pensar.(notas M.Tuller,cpad Rio de Janeiro)(www.cpad.com.br).

 

        Planejamento para uma Escola Bíblica anual (1ª Parte)

A Escola Bíblica anual, tão tradicional nas Assembléias de Deus no Brasil, deve ser planejada com eficiência, assim como todos os demais eventos promovidos pela igreja. Este artigo em duas partes objetiva apresentar diretrizes básicas para a realização de uma eficiente Escola Bíblica.

Embora existam diferentes definições, planejamento (ou planificação) é, antes de mais nada, a formulação sistemática de um conjunto de decisões, devidamente integrado, que expressa os propósitos de um indivíduo, grupo ou associação de indivíduos, e que condiciona os meios disponíveis para estes mesmos propósitos, através do tempo. O planejamento é, assim, um processo dinâmico e, portanto, deve ser bem diferenciado de plano, programa e projeto, que são documentos, na forma de relatórios, contendo todas as informações necessárias à implantação, execução e controle das proposições feitas.

 

                              PLANEJAMENTO EFICIENTE

O primeiro passo para um planejamento eficiente é definir, com bastante antecedência, a data da Escola Bíblica, o local onde será realizada e a equipe que estará dirigindo a Escola. Essa equipe deve ser formada pelo diretor, que deve ser o próprio pastor da igreja; o coordenador; o secretário-geral e o secretário-adjunto.

Outra definição muito importante diz respeito ao ciclo acadêmico da Escola Bíblica anual. A EB deverá ter uma ciclagem acadêmica de dois, três ou quatro anos. Após o término de um ciclo completo, o currículo se repete, podendo então ser retocado, editado, alterado etc, visando ao atendimento de necessidades emergentes na igreja.Quanto à duração, recomenda-se que, tendo em vista um melhor e maior aprendizado dos alunos, a Escola Bíblica deverá ter, no mínimo, uma semana de duração.

                        PROFESSORES E SUA MATÉRIA 

Para uma Escola Bíblica Anual de uma semana, recomenda-se um máximo de quatro matérias e quatro professores para ministrá-las, ou seja, um para cada matéria.A seleção de matérias para a Escola deve ser motivo de muita oração, e também deve obedecer à metodologia de currículo para esse tipo de Escola Bíblica de curta duração, levando em consideração: a) O peso acadêmico do assunto (sua importância), visto no seu conteúdo programático (CP); b) carga horária (CH) de cada matéria; c) a necessidade da matéria; e d) a prioridade da matéria. A carga horária de cada matéria dependerá do seu peso acadêmico.

A matéria Teologia Sistemática deve entrar anualmente, pela sua importância central em relação às demais matérias de qualquer curso teológico. Na Escola Bíblica anual, por ser de curta duração, esta matéria deve entrar sob o título Doutrinas Fundamentais ou Doutrinas Bíblicas.É necessário ainda criar um banco de assuntos para a seleção de matérias de uma EB anual, conforme decisão da direção da respectiva EB. Segue, abaixo, uma sugestão.

1) Doutrinas Bíblicas (Doutrinas fundamentais; Teologia Sistemática);2) Bibliologia;3) Teologia Prática (A vida cristã na prática);4) Síntese Bíblica (Do Antigo e do Novo Testamento, e de grupos de livros da Bíblia);5) Ética Cristã (indicar a área da Ética Cristã);6) Tipologia Bíblica;7) Religiões comparadas,8) Heresiologia (religiões, seitas e doutrinas falsas);9) Escatologia Bíblica (Indicar a área da Escatologia);10) História da Igreja (incluir a História das Assembléias de Deus);11) Música Sacra (noções de teoria e prática);
12) Louvor e adoração ao Senhor (como doutrina bíblica);13) Homilética;14) Liturgia Geral;15) Geografia Bíblica;16) Cronologia Bíblica;17) Português prático (com ênfase no seu uso no púlpito);18) Didática (técnicas de ensino);19) Educação religiosa (incluir Escola Bíblica Dominical);20) Discipulado cristão;21) Verdades pentecostais (doutrinas da fé pentecostal);22) Evangelização e Missões;23) Hermenêutica e exegese bíblicas;24) Psicologia Pastoral (área da terapia da família);25) O ministério evangélico (Teologia Pastoral e Teologia Ministerial);26) Administração eclesiástica (liderança cristã);27) Regras parlamentares (liderança de reunião);28) Organização e Métodos;29) Os males do secularismo na Igreja;30) A personalidade e sua estrutura;31) Higiene.Muitos outros assuntos podem ser acrescentados a esta lista. Os assuntos aqui apresentados são básicos e, por isso, indispensáveis. 

        Planejamento para uma Escola Bíblica anual (2ª Parte)

Vejamos agora mais alguns pontos importantes no planejamento de uma Escola Bíblica anual.

                                       Material didático

O apostilamento das matérias e/ou emprego de livros pelos professores devem seguir o seguinte parâmetro:

1) A direção da Escola Bíblica anual emitirá uma norma geral de ação (NGA) que regerá o evento, inclusive dispondo sobre o conteúdo programático (CP) de cada matéria. 2) Cada professor elaborará a apostila de sua matéria em conformidade com a NGA recebida da direção da Escola Bíblica, e a enviará à direção da Escola Bíblica em tempo hábil para sua impressão e utilização durante as aulas. 3) Em caso de utilização do livro, o professor o indicará e, ao mesmo tempo, elaborará um apropriado questionário referente à seção do livro que ele utilizará em suas aulas. Esse questionário também será enviado à direção da Escola Bíblica com a devida antecipação, a menos que o referido livro já o contenha.

                     Ficha de aproveitamento escolar do aluno

Cada aluno matriculado na Escola Bíblica anual terá sua Ficha de Aproveitamento Escolar na secretaria da Escola, contendo espaço para o registro completo do seu aproveitamento escolar, conforme a ciclagem da escola (ciclo de dois, três ou quatro anos).

                             A avaliação escolar do aluno

A norma geral de ação (NGA), a qual nos referimos há pouco, disporá sobre a avaliação escolar do aluno, inclusive sobre a modalidade de avaliação, formulários, sistema de valoração dos quesitos etc.O Certificado de Aproveitamento Escolar também não pode ser esquecido. Após o aluno freqüentar um ciclo completo na escola, e quitar as devidas taxas de serviços, deverá receber um certificado de aproveitamento escolar, mediante requerimento seu, em modelo fornecido pela escola.

                     Distribuição de carga horária e turnos de aula

A seguir, apresentamos um modelo de distribuição de carga horária (CH) para uma Escola Bíblica de duração de uma semana.Ano: 1999. Período Letivo: 3 a 9 de maio. De 3 a 7 de maio, de segunda à sexta-feira, são cinco dias com seis horas/aula cada um. Ou seja, 30 horas/aula de 3 a 7 de maio. Nos dias 8 e 9, sábado e domingo, serão dois dias com quatro horas/aula cada, resultando em oito horas/aula na soma dos dois dias. Dessa forma, a Escola Bíblica anual de uma semana terá, ao todo, 38 horas/aula.

Aproveitando o mesmo exemplo, apresentamos a seguir como se daria a distribuição de carga horária por matéria.

1) Doutrinas Bíblicas (DB 1) – 10 horas/aula.2) Evangelização e Missões (EM) – 9 horas/aula.3) Hermenêutica e Exegese Bíblicas (HE 1) – 10 horas/aula.4) Português (PP 1) – 5 horas/aula5) Avaliação, uma por matéria (ou avaliação única) – 4 horas/aula.Total: 38 horas/aula.Vejamos, agora, um exemplo de distribuição de turnos de aula aproveitando o mesmo modelo. De 3 a 7 de maio, de segunda à sexta-feira, são cinco dias com três turnos (manhã/tarde/noite). Pode-se ter, nestes dias, duas aulas por turno, o que nos dá seis aulas por dia, resultando em 30 horas/aula de 3 a 7 de maio.

Nos dias 8 e 9 de maio, sábado e domingo, são dois dias que deverão ter dois turnos com aulas (manhã/tarde). Serão duas aulas por turno, ou seja, quatro aulas por dia, num total de 8 10 horas/aula nos dois últimos dias da Escola Bíblica. Ao todo, nos sete dias, 38 horas/aula.

                                     Conteúdo programático

Vejamos um exemplo de conteúdo programático para uma Escola Bíblica anual de uma semana de duração. Tomemos para o exemplo as matérias Doutrinas Bíblicas, Teologia Prática; Evangelização e Missões, e Hermenêutica e Exegese Bíblicas.

1) Doutrinas Bíblicas (DB 1) – Unidades de ensino (UE): Doutrina de Deus; Doutrina da Criação de Todas as Coisas; Doutrina do Pecado e Doutrina da Salvação. Cada assunto dessas unidades deve ser desdobrado. 2) Teologia prática (TP) (A vida cristã na prática) – Unidades de ensino (UE): a vida cristã em geral; o crente e a oração; o crente e o estudo da Palavra de Deus; o crente e o louvor e a adoração ao Senhor; o crente e a vontade de Deus em sua vida; o crente e a sua espiritualidade; o crente e a causa do Senhor; o crente e a contribuição financeira; o crente e a comunhão dos santos; o crente e a sua igreja local. 3) Evangelização e Missões (EM) – Unidades de ensino (UE): evangelização e missões vistas na Bíblia; evangelismo pessoal; evangelismo de massa; discipulado cristão; missões no passado e no presente,

4) Hermenêutica e Exegese Bíblicas (HE 1) – Unidades de ensino: Princípios de Hermenêutica Bíblica; Princípios de Exegese Bíblica e Exemplos Práticos de Hermenêutica e Exegese Bíblicas.Observação: Unidade de ensino (UE) é também conhecida como Plano de Unidade Didática (PUD).

 

        Crescer no conhecimento sem esquecer o poder do alto

Antes crescei na graça e conhecimento de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A Ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém”, 2 Pe 3.18. O apóstolo Pedro teve suas dificuldades no início da sua fé em Cristo, e também ao longo dela, como registra o Novo Testamento. Jesus, antes do calvário, chegou a adverti-lo de que Satanás estava a tramar contra os Doze, inclusive ele, Pedro, para arruinar a sua fé. “Disse-lhe também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos”, Lc 22.31,32. O texto bíblico que abre este artigo mostra-nos que na vida espiritual, do crente mais simples ao líder cristão mais destacado, o elemento basilar é a fé em Cristo, priorizada, mantida, fortalecida, purificada, renovada e, ao mesmo tempo, seguida do conhecimento de Deus.  

“Crescei na graça e conhecimento”, diz o texto sagrado. Essa ordem jamais deve ser invertida. Cuidar da nossa fé é cuidar do nosso crescente relacionamento e comunhão com Deus. Estamos falando da fé como elemento da natureza divina, como atributo de Deus (Atos 16: “...a fé que é por Ele...”; Gálatas 5.5: “...pelo Espírito da fé...”). 

A fé em Deus, basilar e primacial como é na vida do cristão, deve ser seguida do conhecimento espiritual. “Criado com as palavras da fé e da boa doutrina”, 1 Tm 4.6. Veja também 2 Pedro 1.5, onde o conhecimento deve seguir-se à fé. Fé sem conhecimento, segundo as Escrituras, leva ao descontrole, ao exagero, ao misticismo, ao sectarismo e ao fanatismo final e fatal. Sobre isso adverte-nos o versículo 17, anterior ao que abre o presente artigo, que os leitores farão bem em lê-lo. É oportuno observarmos que o dito versículo remete-nos claramente ao versículo 18, que estamos destacando. “Antes” é um termo conclusivo; refere-se a uma conclusão à qual se chega. 

“Antes crescei” – A vida cristã normal deve ser um crescer constante para a maturidade espiritual, como mostra 2 Coríntios 3.18: “Somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” Esse crescimento transformador deve ser homogêneo, uniforme, simétrico; caso contrário virão as anormalidades com suas consequências. Lembremo-nos do testemunho do apóstolo Paulo sobre si mesmo em 1 Coríntios 13.11, e o comparemos com o depoimento bíblico de Atos 9.19-30 e 11.25-30. Um crente sempre imaturo na graça e conhecimento de Deus é também um problema contínuo para ele mesmo, para outros à sua volta e para a sua congregação como um todo. E pior ainda é quando o cristão desavisado cuida apenas de seu conhecimento secular, terreno, humano, social, e também quando cuido do conhecimento bíblico e teológico sem antes e ao mesmo tempo renovar-se no poder do Alto, o poder do Espírito Santo, que nos vem pela imensurável graça de Deus em suas riquezas (Ef 2.7). Tudo mediante Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 

Crescimento do crente na graça de Deus – A graça de Deus é seu grandioso favor imerecido por todos nós pecadores. Essa maravilhosa graça divina é multiforme e abundante (1Pe 4.10; Ef 2.7). Nosso Deus é “o Deus de toda a graça” (1Pe 5.10). Menosprezar essa inefável graça divina é insultar o Espírito Santo, “o Espírito da graça” (Hb. 10.29). Só haverá crescimento na graça de Deus por parte do crente se este invocá-la, apoderar-se dela pela fé e cultivá-la em sua vida. “Minha graça te basta”, disse o Senhor a Paulo quando este orava por livramento (2 Co 12.8-10). 

Crescimento do crente no conhecimento – Esse conhecimento do crente na esfera da salvação, de que nos fala a Escritura, nos vem pelo Espírito Santo (Ef. 1.17, 18; Cl 1.9; 1Co 12.8). Cristo é a fonte e manancial da graça de Deus (Jo. 1.16, 17) e também o alvo do nosso conhecimento (Fp. 1.8,10). O conhecimento de Deus nos vem também pela comunhão com Ele, é óbvio, sendo um meio de usufruirmos mais de Sua graça (2Pe 1.2). Quem está crescendo na graça e no conhecimento de Deus ainda tem muito a crescer. Afirma o texto de João 1.17 “...e graça por graça...”. Se alguém estacionar no desenvolvimento de seu andar com Deus, virá o colapso. É como alguém sabiamente disse: “A verdadeira vida cristã é como andar de bicicleta; se você parar de avançar, você cai!”.

O Senhor Jesus ensinou, dizendo: “Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, Jo. 8.31,32. Não é, portanto, o conhecimento em si que liberta; ele é um meio provido por Deus para chegarmos à verdade. Há muitos na igreja com vasto conhecimento secular, teológico e bíblico, contudo repletos de dúvidas, interrogações, suposições e enganos quanto a Deus, quanto à salvação, quanto às Sagradas Escrituras etc. 

Como pode o crente crescer na graça e no conhecimento de Deus – Primeiro, orando sem cessar (1Ts 5.17; 2Co 12.8, 9; Jr 33.3). A oração é um precioso e eficaz meio de comunhão com Deus. Segundo, lendo e estudando a Bíblia continuamente (At 17.11; 1Pe 2.2; Sl 1.2, 3), e obedecendo a Deus, a partir da Sua Palavra (Sl 119.9. 11; Jo 14.21, 23). E também vivendo de modo agradável a Deus (e não somente em obediência a Deus) (Cl 1.10; 1Jo 3.22); testemunhando de Cristo e de Sua salvação (At 1.8; 5.42); permanecendo na doutrina do Senhor (At 2.42; Rm 6.17; 3Jo vv.3,4); frequentando a Casa de Deus (Hb 10.25; Lc 2.37; Sl 27.4); sendo ativo no serviço do Senhor (Mt 21.28); vivendo continuamente em santidade (Lc 1.75; 2Co 7.1); mantendo-se renovado espiritualmente (2Co 4.17; Ef 5.18) e experimentando a progressiva transformação espiritual pelo Espírito Santo, tendo Ele em nós plena liberdade para isso (2Co 3.18). 

Sinais de “meninice” (não-crescimento) espiritual – Os cristãos da igreja de corinto tiveram este problema (1 Co 3.1, 2). Ver também Hebreus 5.12- 14. Crianças, no sentido físico, são fáceis de detectar; no sentido espiritual, também – havendo exceções, é evidente. A criança fala muito, mas não diz nada ou quase nada. A criança, por natureza, é egoísta. Tudo sou “eu” e o todo é “meu”. A criança brinca muito e também “briga” muito. A criança normal dorme muito – e dorme em qualquer lugar! A criança gosta muito de ruído, de barulho, e geralmente no momento e no lugar impróprios para os adultos. Quanto mais barulho, mais a criança gosta! A criança gosta muito de doces (Ler Provérbios 25.16,27 e Levítico 2.11). Doces engordam, mas engordar não é crescer, e nem sempre é sinal de saúde. 

A criança é muito sentimentalista. Ela vive pelo que sente. Por coisa mínima, a criança chora, amua-se e some da cena. A criança é muito crédula. Ela não discute nem questiona as coisas da vida em geral. Ela crê em tudo, sem argumentar. Ela aceita praticamente tudo sem averiguar, sem filtrar, sem discutir. 

A criança não gosta de disciplina. Ela não gosta de obedecer. Também a criança é fantasiosa. Ela exagera as coisas. Ela cria o seu próprio mundo de fantasia para si e vive esse seu mundo. A criança pequena não tem equilíbrio. Não tem firmeza. Com facilidade, ela tropeça, escorrega, cai e levanta-se. A criança é imitadora. Ela, se puder, imita tudo, inclusive o ato de trabalhar dos adultos, mas tudo imitação, e às vezes machuca-se por isso. A criança, em geral, é fraca; ela não tem a resistência dos adultos. Finalmente, a criança não entende coisas difíceis.

 

                             Métodos e acessórios de ensino 

Métodos de ensino são modos de conduzir ou ministrar a aula e o ensino que se tem em mira. Método é um caminho na ministração do ensino pelo professor, para este atingir um determinado alvo na aprendizagem do aluno. Portanto, o método não é um fim em si mesmo. O professor deve conhecer a fundo não só aquilo que vai ensinar, mas também como ensiná-lo. É aqui que os métodos e os acessórios de ensino são de grande utilidade. 

                              Finalidade dos métodos de ensino 

É adaptar a lição ao aluno. Nunca o contrário. Os métodos de ensino atuam nos sentidos físicos do aluno. 


                                  O uso dos métodos de ensino 

Uma aula apresenta normalmente uma combinação de dois ou mais métodos. Nunca um só. Jesus ensinou usando métodos. Seguiremos seus passos no estudo dos métodos. Métodos somente não resolvem. É preciso que o professor (ou o obreiro cristão em geral) tenha também duas outras coisas – a mensagem dada por Deus, e a vida vibrante pelo Espírito Santo. O Mestre Jesus tinha as três coisas: MÉTODO (que comunica), MENSAGEM (que ensina) e VIDA (que conserva). Você pode preparar um trabalho, um sermão, um estudo bíblico, a lição bíblica etc, com todo carinho, esforço e boa vontade, mas somente Deus pode dar a mensagem cheia de vida espiritual. 


                   A escolha e combinação dos métodos de ensino 

Depende de vários fatores, como: 


• O grupo de idade, o qual tem suas características próprias, físicas, mentais, sociais e espirituais. 
• O material que vai ser utilizado.
 
• O tempo de duração da aulaO preparo da aula é calcado no espaço de tempo que se terá e de conformidade com a idade dos alunos. 

• As instalações de ensino da escolaNão se pode aplicar um determinado método sem haver condições para isso. 
• O conhecimento do professor. O conhecimento que ele já tem do assunto em mira, bem como o das leis de ensino e da aprendizagem. 
• Os objetivos da lição do diaIsso deve muito influir na escolha dos métodos de ensino da lição pelo professor. 

                                     Os métodos de ensino 

Os métodos de ensino afetam os sentidos físicos, os quais são meios de comunicação da alma com o mundo exterior. É por meio deles que ela explora o mundo em volta de si, bem como recebe suas impressões. 


                                  1) Método de Preleção

Também chamado expositivo (Mt 5.1-2 e Lc 4.22). Nunca deve ser usado só. Em combinação com outros métodos, como Jesus usou, é de grande valor no ensino. Sozinho, tem mais desvantagens do que vantagens. Nem sempre falar quer dizer ensinar! É praticamente nulo com os infantis (Não confundi-lo com o método da Narração, que veremos logo mais). 

                               2 ) Método de Perguntas e Respostas.

 Também conhecido por Método Socrático, por ter sido largamente 19 usado por Sócrates. Por exemplo: Mateus 22.42-45, encerra quatro perguntas de Jesus. 

Vantagens deste método: 
• Serve como ponto de contato entre o professor e o aluno. 
• Ajuda a medir o conhecimento do aluno. Como o professor pode saber se o aluno entendeu a verdade ensinada? (Ver Mateus 13.51; 16.9-12; 22.20; Marcos 13.2). 
• Desperta o interesse. É, portanto um método utilíssimo para o início e fim de aula. Jesus iniciou uma palestra com um doutor, perguntando: “Como interpretas a lei?”, Lc 10.26. Felipe, o evangelista, iniciou sua fala com o alto funcionário de Candace, perguntando: “Compreendes o que vens lendo?”. 
• Estimula e orienta o pensamento. Uma pergunta bem feita leva de fato o aluno a pensar (ver Mateus 9.28). É preciso técnica na formulação de perguntas. Observe isto: 

• Faça perguntas resumidas e claras. • Evite perguntas cujas respostas serão sim ou não. Exemplo de pergunta errada: “Jesus mudou água em vinho, em Caná da Galiléia?” A pergunta correta seria: “Que milagre fez Jesus em Caná da Galiléia?”. 
• Ao lançar uma pergunta, você como professor: 
1) Dirija-se à classe toda. 
2) Faça uma pausa de 5 a 6 segundos para que todos pensem na resposta. 
3) Em seguida, chame um aluno pelo nome para respondê-la. Evite seguir uma ordem exata na chamada dos alunos. 
4) Dê importância à resposta certa. O método de perguntas e respostas leva o aluno a participar ativamente da aula. Pode ser usado em todos os grupos de idade. Aos alunos de mais idade, o professor deve mostrar a diferença entre perguntar para querer saber, e simplesmente especular. 

                              3) Método de Discussão

É também chamado Debate Orientado. A sequência na condução do Método da Discussão é: pergunta, seguida de argumentação, seguida de análise, seguida de resposta (Lc 24.15-27,32; At 17.3,17; 18.4; 19.9). Para discutir um assunto, subentende-se que os alunos já têm informação sobre o mesmo. O professor precisa manter o equilíbrio da argumentação e não permitir que o tema seja desviado, ou que um aluno fale mais tempo que o estritamente necessário. Se o método não for habilmente conduzido pelo professor, resultará em desorganização, confusão e até aborrecimentos. 

                                  4) Método Audiovisual. 

Os registros mais antigos das primeiras civilizações trazidos à luz pela arqueologia estão em forma visual, principalmente desenhos e esculturas. No método audiovisual, a mensagem que se quer transmitir é ouvida e vista, combinando assim dois poderosos canais de comunicação na aprendizagem. Ela atrai e domina a atenção, aumentando portanto a retenção. Os psicólogos ensinam que as impressões que entram pelos olhos são as mais duradouras. 20 Exemplos de Jesus utilizando esse método: Mateus 6.26 (“Olhai para as aves do céu”); Mateus 6.28 (“Olhai para os lírios do campo”); João 10.9 (“Eu sou a porta”); João 15.5 (“Eu sou a videira, vós as varas”); Marcos 12.15- 16 (“Trazei-me um denário. De quem é esta efígie?”); Lucas 9.47 (Tomou uma criança, colocou-a junto a si); Ezequiel 4.1 (Deus mandando Ezequiel gravar o perfil de Jerusalém num tijolo). Portanto, esse método utiliza material o mais variado. Seu emprego é de grande valor no setor infantil, mas também nos demais. Depende do emprego dosado. 

                               5) O Método de Narração.

São as histórias. E nesse campo, nada suplanta a Bíblia. Jesus usou muito esse método, apresentando histórias em forma de parábolas, como em Mateus capítulo 13 (todo). A história é qual janela deixando a luz entrar. Na Bíblia, a maior fonte de história é o Antigo Testamento. Pode ser aplicado a todas as idades. A história, depois de narrada, precisa ser aplicada. Veja o caso de Natã ensinando Davi, em 2Samuel 12.1-4 e, em seguida, aplicando o ensino no versículo 7 do mesmo capítulo. O Novo Testamento também contém muitas histórias. A história é para a criança o que o sermão é para o adulto. Exemplos de Jesus usando o método de narração: • O Bom Samaritano (Lc 10. 30-37). • A Ovelha Perdida (Lc 15. 3-7). • As Dez Virgens (Mt 25. 1-13). • O Filho Pródigo (Lc 15. 11-32). Há muitas outras fontes de histórias além da Bíblia, como a natureza, as biografias, os fatos do momento etc. 1) Três distintas finalidades de uma história: • Usada como lição em si. • Usada como ilustração em apoio a um tema. • Usada como introdução de uma lição ou tema. 2) Três regras básicas para o êxito ao contar histórias: • Conheça de fato a história. • Mentalize a história, mesmo conhecendo- a. • Viva a história; isto é, “sinta-a” ao contá-la e dramatizá-la. 

                               6) O Método de Leitura

 (Lc 4.16 e Jo 8.6). O professor pode mandar os alunos procurar textos em suas bíblias e ler. Isto tem um valor maior do que se pensa. A leitura pode ser de outra fonte além da Bíblia. 

                                 7) O Método de Tarefas. 

Esse é um grande método – aprender fazendo. Método ideal para crianças desde a mais tenra idade. A criança aprende de fato quando faz a lição, devidamente instruída pelo professor. Jesus, para ensinar certa lição a Pedro, usou este método (Mt 17.24-27). Outros exemplos: Mateus 17.16-21; Marcos 6.45-52; Lucas 9.14-17; João 9.6,7; 21 (o capítulo todo); Atos 17.11. 

Aqui estão incluídos: 
• Trabalhos de pesquisa. 
• Trabalhos de redação. 
• Trabalhos manuais (desenhos, esboços, mapas, montagens de lições ilustrados, figuras, labirintos, enigmas, palavras cruzadas).  

O professor, ao aplicar esse método, deve dar instruções as mais claras possíveis se quiser ver resultados satisfatórios. 

                              8) O Método Demonstrativo. 

É o método do exemplo, altamente influente e convincente. É ensinar fazendo. Jesus usou-o. Ele fazia antes de ensinar (Jo 13.15; At 1.1; 1Pd 2.21). É o método “faça como eu faço”. É o método do exemplo (Ed 7.10; Mt 4.19; 6.9; 11.2-5; Jo 13.15; 1Co 11.1). Os alunos precisam não somente aprender de Cristo, mas “aprender a Cristo” (Ef 4.20). Só é possível “aprender a Cristo” quando Ele tem expressão por meio da vida de alguém.

As marchas e cânticos com gestos para os pequeninos têm grande valor aqui, assim como as dramatizações. 

Todos os métodos de ensino conduzem às duas coisas quanto ao aluno: impressão expressão. Isto é, os métodos visam impressionar a mente e o coração do aluno, para levá-lo a expressar-se educativamente. 

                                       Acessórios de ensino

 
Alguns deles são: • Quadros, gravuras (especialmente os coloridos). 

• Flanelógrafos (de diferentes tipos).• Projetores de variados tipos (dependendo de custo e finalidades).• Retroprojetor.• Episcópio.• Transparências, eslaides educativos e de boa fonte, quanto à qualidade e conteúdo.• Mapas bíblicos para aula.• Livros de trabalhos manuais. • Lápis em cores, cartolina etc.• Modelos (do tabernáculo, do Templo de Salomão, de casas orientais etc).(notas,M.Tuller,www.cpad.com.br)      

  

                          METODOS DE CRESCIMENTO PARTE 3


                          Identificar o problema, assumi-lo e liderar 

 
Nossa reflexão avança agora no tempo e tomamos o livro e, particularmente a vida de Neemias como fio condutor. Neemias, ocupando a função importantíssima de copeiro do rei Artaxerxes recebeu a visita de um de seus patrícios e, ao perguntar sobre a situação de Jerusalém, foi surpreendido pela informação de que, além de os muros fendidos e as portas queimadas, o povo da cidadeestava em grande miséria (Ne 1.1-3).

Aqui Neemias toma consciência do problema e todos sabem que a identificação de um problema é o caminho mais curto para sua resolução. Os mais otimistas afirmam que só este ato constitui 50% de resposta para a equação. Mas, o que poderia ter acontecido? Ele simplesmente poderia ter ignorado. Mas, Neemias não fez isso, pelo contrário, ele não só identificou o problema e entristeceu-se por isso (v.4), mas o assumiu tornando-se parte dele e conseqüentemente ocupou a liderança do movimento (vv.5-11; 2.1-5).
Assim deve ocorrer conosco na Escola Dominical. Mesmo assumindo a postura mais otimista e considerando a metade do problema solucionado, existe ainda um longo caminho para implementarmos as mudanças exigidas e alcançarmos o nível ideal para termos uma ED de qualidade. É bom não esquecer que, Neemias, assim como Esdras, contava com “a boa mão do Senhor” (2.8). O pastor, superintendente, professores e todos os demais envolvidos na Educação Cristã para empreender as mudanças necessárias na Escola Dominical, deverão contar, acima de tudo, com a mão do Senhor.
Além disso, é preciso que saibam avaliar causas do problema, identificar essas causas, assumir-se como parte do problema e tomar a iniciativa de liderar o movimento de “reforma”. Isso implica em desgaste de imagem, impopularidade e até mesmo inimizades, pois, lamentavelmente, alguns (ignorante ou conscientemente) perseguem a Escola Dominical e acreditam que estão prestando um serviço a Deus. 
 

           Passo 3   Avaliar causas, planejar e preparar a operação 

 
Neemias sabia ― e todos os povos daquela época, principalmente os inimigos ― que uma das evidências de que uma cidade possuía liderança era o fato de o povo ter suprimentos e esta possuir muros e portas. Por este motivo, Neemias, como ótimo empreendedor, administrador e líder, realizou uma viagem com propósitos definidos: a) Fazer parcerias (2.9); b) Guardar os planos em segredo por um tempo (2.12,16); c) Avaliar as causas e inspecionar (2.13).É preciso proceder da mesma forma em relação à Escola Dominical.
 
                       Passo 4 Lançar uma campanha (divulgar)

 
O povo agora precisava de incentivo. Uma das formas de incentivar é fomentar boas notícias e reavivar a esperança de que nem tudo está perdido. Além disso, o trabalho e o envolvimento de todos, faz com que as pessoas amem o projeto, pois elas desenvolvem o senso de pertencimento. Foi o que fez Neemias (2.17,18).Envolver a todos no projeto de reformulação da Escola Dominical é uma das melhores formas de incentivar o crescimento da Escola Dominical. 

 E Passso 5 estar pronto à “colocar a mão na massa” e lidar com a oposição. 
 
O capítulo 3 do livro de Neemias é um vigoroso exemplo de como o trabalho em equipe é importante na Obra do Senhor. Quando o objetivo é o mesmo os cargos e as posições são esquecidos, pois prevalece o alvo comum. É preciso também entender que haverá oposição (Ne 2.19,20; 4.1-3), e, lamentavelmente, às vezes a oposição consegue desanimar a equipe (4.4-23; capítulos 5 e 6). Em nosso livro, dedicamos mais de 50 páginas somente a importância do trabalho em equipe. Vamos conferir um trecho introdutório ao trabalho grupal:
 
                             4) Organização da equipe
 
A equipe incumbida de determinada missão pode ou não levá-la a efeito. Tudo depende de sua organização, visão de trabalho, política de qualidade e acima de tudo coesão. Jesus Cristo expressou essa grande verdade ao dizer que um “país que se divide em grupos que lutam entre si certamente será destruído; a família que se divide em grupos que lutam entre si também será destruída” (Lc 11.17; NTLH). Não é raro atualmente, muitas Escolas Dominicais não progredirem pelo fato de não haver uma visão essencialmente unitária em sua equipe de trabalho. É bem verdade que cada pessoa possui suas diferenças, mas o alvo de uma equipe é o mesmo, logo não há motivo para os seus membros se digladiarem. 

                        a) Estabelecimento de objetivos

 Antes de formar qualquer equipe, devemos pensar em que cada pessoa irá se ocupar. Após esse procedimento, devemos estabelecer alguns parâmetros para recrutá-las e pedir a graça de Deus para a seleção dos membros. Jesus Cristo bem sabia o porquê de ter formado uma equipe (Jo 15.16). Após esse procedimento, o próximo passo é reunir periodicamente a equipe para a definição de objetivos mensuráveis para se alcançar, ou seja, de acordo com a direção de Deus e da liderança da Nova Escola Dominical.

                           b) Reuniões Periódicas:

 A equipe da Nova Escola Dominical deve reunir-se em todo final e início de novo trimestre, para fazer um balanço de suas atividades e auto-avaliação de cada membro. As reuniões devem servir como catalisação do trabalho e missão da equipe. Nela será visto os pontos fracos e fortes, onde a equipe acertou e falhou, o que é preciso fazer para o próximo trimestre etc.

                          c) Elaboração de Projetos:

 A projeção é vital para a consecução de grandes empreendimentos, por isso, a equipe precisa projetar os seus planos para campanhas de incentivo á Escola Dominical, para o exercício da filantropia, para a aquisição de algum bem para o educandário etc.

               d) Quantidade de pessoas à Altura da Demanda na ED:

 O crescimento do corpo discente determinará o crescimento do corpo docente e da equipe da Nova Escola Dominical. É importante que esse “detalhe” seja observado. Nada de sobrecarregar uma só pessoa com a desculpa que não existe outras pessoas de confiança e competência. Lembremo-nos do conselho de Jetro (Êx 18.14-24). É bom atentar para as qualidades que os escolhidos deveriam ter (Êx 18. 21).

                       e) Qualidade na Prestação dos Serviços:

 Até pouco tempo atrás era comum ouvirmos pessoas dizerem ao serem convidadas para cantar: “Olhem irmãos, eu não ensaiei, mas é para louvar a Jesus mesmo, por isso, se houver alguma falha peço perdão”. Ora, usava-se esse argumento como se isso fosse humildade. Para louvarmos a Deus devemos estar o mais preparado possível. A Nova Escola Dominical exige a certificação qualitativa de todos que nela trabalham. Não há como prestar um bom serviço na Obra de Deus, se não houver qualificação para tal. A Obra de Deus pode ser glorificada ou banalizada segundo o nosso desempenho.

                     Passo 6 Promover uma festa de reinício

Em nosso livro Marketing para a Escola Dominical ― Como atrair, conquistar e manter alunos na Escola Dominical (CPAD), retratamos este momento e o contextualizamos para a realidade de uma Escola Dominical:Observe como as coisas mudam, quando as pessoas entendem que o ensino ministrado é para o bem delas, e que poderá ser praticado:E levaram o livro, na Lei de Deus, e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.E Neemias (que era o tirsata), e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo disseram a todo o povo: este dia é consagrado ao Senhor, vosso Deus, pelo que não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei.
Disse-lhes mais: Ide, e comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não tem nada preparado para si; porque esse dia é consagrado ao nosso Senhor, portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força.E os levitas fizeram calar todo o povo, dizendo: Calai-vos, porque este dia é santo; por isso, não vos entristeçais.

Então, todo o povo se foi a comer, e a beber, e a enviar porções, e a fazer grandes festas, porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber (Ne 8.8-12).No texto acima vemos claramente os requisitos que uma boa Escola Dominical precisa preencher para que seu número de alunos cresça e a cada dia ela se torne mais popularizada.

                                    A equipe possuía...

1 Apoio do líder majoritário (Neemias; representando o pastor);2 Orientação do líder departamental (Esdras; representando o superintendente da ED);3 Auxiliares instruídos e capacitados (seis homens à direita de Esdras e sete à sua esquerda; representando os porteiros e introdutores da ED);4 Professores qualificados e entendidos (Os Levitas; representando os professores da ED).

.                                funcionava sincronicamente

1 O líder majoritário convocou o povo (Ne 8.1);2 O líder departamental “prendeu” a atenção de todos com a leitura do Livro (Ne 8.3);3 Os auxiliares estavam “em pé”, ou seja, prontos para orientar o povo (Ne 8.4).4 Os professores (re)liam, explicavam e interpretavam* a lição (Lei), para que os alunos (povo) entendessem (Ne 8.7).

..         .e unia-se no momento final para alcançar o objetivo geral:

E Neemias (pastor), e o sacerdote Esdras (superintendente), e os Levitas (professores), disseram a todos:Este dia é consagrado ao Senhor, vosso Deus, pelo que não lamenteis, nem choreis.Então todo o povo saiu para comer, beber, repartir com os que nada tinham preparado e para celebrar com grande alegria, pois agora compreendiam as palavras que lhes foram explicadas (Ne 8.12; Nova Versão Internacional.
É necessário saber que esse acontecimento tinha toda uma estrutura preparada anteriormente, pois os muros da cidade foram reconstruídos em apenas 52 dias, equipes qualificadas foram estabelecidas para atender o povo, e o líder principal, Esdras, havia se habilitado para tal mister (Ed 7.8-10). Assim a necessidade precípua da nação que era a questão espiritual foi suprida. Não só essa, mas várias outras, como necessidade de auto-afirmação (Jerusalém era o símbolo do poderio da nação), de segurança com a reconstrução da “proteção” da cidade, de sociabilidade com a reabitação do povo etc.

Tudo o que aconteceu aqui, na verdade nada mais foi do que a conscientização do povo acerca de sua real necessidade (Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça, e todas essas coisas, ou seja, as outras necessidades serão supridas, contidas ou dirigidas). Com essa atitude eles conseguiram fazer uma convergência entre o sentimento e o pensamento do povo, o que conseqüentemente resultou em uma ação. E essa ação era o objetivo que Neemias e toda a sua equipe havia vislumbrado previamente, por isso conseguiram atingi-lo.

        Mas como conseguir isso em minha Escola Dominical?[1]

Uma das formas é exatamente observar os sete passos dessa reflexão.

                               Passo7 Restabelecer a Equipe

Após todo o trabalho de reestruturação, vemos que a equipe que se desdobrou deveria agora ser restabelecida, ocupando os membros suas funções originais (12.44-47; 13.30,31). Seria uma impropriedade deixar o serviço por fazer.Depois de todos se empenharem neste momento inicial, é preciso que novos postos de trabalho sejam criados e os demais voltem as suas atividades originais. Manter a supervisão nesse sentido é crucial para manter o esforço e o ritmo, combustível eficiente no trabalho.
Esse texto, e nossa fala, não objetivaram a pretensa esgotação do assunto em pauta, mas simplesmente oferecer uma nova visão acerca da organização, administração da Escola Dominical bem como dos seus métodos de crescimento. Convém ressaltar que nessa estrutura da Nova Escola Dominical, a descentralização organizacional deverá ser implementada, ou seja, o superintendente deve ser o diretor geral, mas nem sempre, dependendo do tamanho da Escola Dominical, ele terá condições de dar a importância devida aos quatro ciclos organizacionais do educandário. A posição mais sensata é aquela de Moisés perante o conselho de Jetro (Ex 18.13-26).(notas M.Tuller, www.cpad.com.br -Rio de Janeiro)

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