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Ética cristã (5)
Ética cristã (5)

 

                              ETICA CRISTÃ N.5

 

TEXTO 1 – A vida de solteiro - Em nossa sociedade as pessoas solteiras são definidas como aquelas que não são casadas. Podemos separar em três grupos distintos:

 

1 - Aquelas vidas que nunca se casaram.

2 – Aquelas que se divorciaram ou estão em processo de divórcio.

3 – E aquelas que são viúvas.

 

1 – As que nunca se casaram. Em muitos lugares do mundo, a família é que dá amparo e companhia para os solteiros que fazem parte dela. Entretanto, tem se tornado comum o fato de muitos solteiros deixarem suas famílias e se mudarem para outras cidades, seja por causa de um emprego, seja por uma razão qualquer. Os sentimentos mais comuns encontrados naqueles que nunca se casaram é medo, incerteza, contentamento e desesperança.

 

2 – As que são divorciadas. Muitos problemas enfrentam os divorciados como solteiros. É possível que o divorciado sinta-se rejeitado, ou tenha a sensação de que as pessoas o estão condenando duramente pelo seu fracasso do seu casamento. Pode ser que enfrente sofrimento e até perca as esperanças. Sua rotina poderá mudar drasticamente, principalmente quando a responsabilidade pela criação dos filhos não é dividida. É possível que tenha de lidar com sentimentos de raiva, amargura, rancor, solidão e de dor pela perda do cônjuge.

 

 

3 – As que são viuvas. A grande maioria dos problemas enfrentados pelos viúvos são: tristeza, solidão, mudança drástica de rotina, falta de alvos e sentimentos de abandono. É possível que passem também por dificuldades financeiras e tenham que se ajustar (principalmente a mulher) à sua nova condição.

 

Alguns versículos bíblicos para estas situações:

 

Sofrimento por ter sido maltratados por alguém. (Sl 91.4; 1ª Pe 4.12-19; Hb 2.18)

Sentimentos de rejeição. (2ª Co 12.9; Is 53.3; Jo 1.11; Sl 130.4-5)

Medo. (Dt 33.12; 1ª Jo 1.9; Js 1.9; 2ª Co 12.10)

Tristeza, sofrimento. (Sl 18.29; Sl 66.10-12; 2ª Co 1.3-4,6)

 

A - Aspectos positivos da vida de solteiro.

 

1 - Deus aprova o celibato como alternativa para o casamento - Quando falamos em celibato, estamos falando da pessoa que não possui nenhum tipo de envolvimento sexual, ou seja, que é sozinha. Por causa da situação difícil em que o mundo se encontra e devido aos problemas que a vida de casado pode trazer, o apóstolo Paulo sugere que o melhor para os solteiros é permanecerem como estão. Segundo ele, quem não é casado está livre das preocupações e das dificuldades que a responsabilidade por uma família traz. (1ª Co 7.26-32) Ao sugerir isso, Paulo não estava querendo obrigar ninguém a permanecer solteiro. Estava apenas dando uma boa alternativa àqueles que, de fato, não desejam se casar. (1ª Co 7.35)

 

2 – O celibato é um dom especial – Para que alguém se mantenha na condição de solteiro é preciso que tenha um dom para isso. Creio que esse dom é dado livremente por Deus a qualquer pessoa que dele precise, quando e pelo tempo em que ele for necessário. Tanto Jesus quanto Paulo se referiram ao celibato e ao casamento como sendo dons. Deus nos ama e pode suprir todas as nossas necessidades, sejam elas quais forem e no momento em que precisarmos.

 

A pessoa que deixa de se casar para poder dedicar sua vida à edificação do reino dos céus é uma dádiva especial para a Igreja. Conheço muitas mulheres e homens dedicados ao Senhor, que mesmo tendo a oportunidade de se casarem, preferiram investir a vida no ministério; alguns deles servindo como missionários em paises distantes. Fizeram essa escolha porque sabiam que de outro modo seria impossível efetuarem aquilo que Deus os chamara para fazer. O apóstolo Paulo é um exemplo disso. Ele disse em 1ª Co 7.7.

 

3 – O celibato é uma oportunidade – (Mt 19.11-12 e 1ª Co 7.32-35)

 

Vamos refletir um pouco sobre isto: Paulo destaca esse mesmo motivo para que alguém opte pelo celibato. Ele observa que o homem solteiro é livre para cuidar das coisas do Senhor, enquanto que o casado fica dividido. De modo análogo, a mulher casada preocupa-se em agradar o seu marido (o que é certo), ao passo que a solteira é livre para se dedicar completamente e sem reservas ao serviço do Senhor. É claro que todos os crentes são chamados a uma vida de dedicação completa a Deus. Contudo, os solteiros têm muito mais oportunidades de se dedicar do que aqueles que têm uma família para cuidar. (Mt 6.33). Aqueles que escolheram não se casar a fim de se dedicarem completamente à obra do Senhor, descobrirão que Deus os ajudará continuamente a entregarem suas necessidades a Ele e a servi-Lo de todo o coração. Grande é a recompensa que o Senhor dará aos assumirem esse compromisso. (Mt 19.29)

 

B – Casar ou não casar? Algumas pessoas solteiras sentem que não tiveram outra escolha. Aquele que se divorciou não escolheu esta situação, da mesma sorte a viúva não escolheu essa situação. Pode ser que essas pessoas não desejem permanecer na mesma condição pelo resto da vida.

 

Como devem proceder? A graça de Deus é suficiente para que enfrentemos qualquer problema. O Senhor não exige que suportemos um fardo maior do que as nossas forças. Cada luta que enfrentamos é uma oportunidade que temos de nos tornarmos mais íntimos Dele e de experimentarmos Seu amor e cuidado conosco. Temos aqui uma outra oportunidade onde teremos de identificar o problema, entrega-lo a Deus e esperar que Ele faça com que as coisas cooperem para o nosso bem. Ele nunca falhará. A pressão que as pessoas sentem para se casar, quer seja de si mesmas quer seja da sociedade, geralmente as leva a usar métodos incorretos para chegarem a casamento, ou mesmo para se casarem com uma pessoa qualquer, ao invés de se casarem com alguém que Deus tem para elas. Entre a pessoa certa que parece não chegar e uma outra qualquer, não faça a segunda opção! A vontade de Deus é, em primeiro lugar, que sejamos santos, e não que sejamos casados. (1ª Ts 4.1)

 

O tempo é fundamental em todos os aspectos do plano de Deus para as nossas vidas. Casamentos por impulso, muito rápidos, ou, antes da pessoa estar preparada, têm acabado por essa razão. Em alguns casos, os casais se enganaram um em relação ao outro, ou talvez fossem muito imaturos para administrar as pressões da vida de casados. Os solteiros não devem se precipitar em relacionamentos que não são da vontade do Senhor, Deus pode e suprirá as necessidades sociais das pessoas solteiras através da comunidade cristã e da comunhão com os irmãos e irmãs em Cristo. Todos nós, quer casados quer solteiros, devemos nos empenhar em desenvolver e preservar um caráter cristão forte e maduro. Os padrões de Deus são os mesmos – tanto para casados quanto para os solteiros. Assim, se Deus conduzir alguém ao casamento, a base já estará firme.

 

C – Enfrentando problemas específicos - A grande maioria dos problemas se encontram dentro das pessoas. Aqui vão algumas orientações que o ajudarão a encontrar soluções para os problemas que você pode enfrentar como solteiro.

 

1 – Olhe para dentro de você. Pode ser que você não seja capaz de mudar as circunstâncias ao seu redor, mas pode mudar sua atitude em relação a elas. Lembre-se de que alegria do Senhor é a nossa força! E, tudo posso naquele que me fortalece!

 

2 - Reconheça sua posição em Cristo. Cristo deu a Sua vida por você! Ele o ama e Nele você é aperfeiçoado (Cl 2.10). Você é uma dádiva especial para a Igreja. Aproveite a liberdade especial que você tem, para se dedicar totalmente à obra de Deus. Agradeça-Lhe a oportunidade de servi-Lo e de ser tudo o que você pode ser para Ele.

 

3 – Envolva-se em ajudar os outros. Há muitas pessoas que se dentem mais solitárias, mais deprimidas e que estão sofrendo mais do que você. Descubra maneiras de amenizar o fardo que elas carregam. Seja sociável. Mantenha-se ocupado. Tenha sempre algo para fazer. Tenha sempre um alvo a atingir.

 

4 – Aumente o tempo de leitura bíblica, meditação e oração.

 

 

5 – Aplique os princípios cristãos para a solução dos seus problemas – Se há uma solução definitiva para o problema, Deus lhe mostrará a resposta quando você se aplicar ao problema. Se não puder enxergar nenhuma saída, entregue o problema a Deus e confie que Ele fará tudo cooperar para o seu bem. Independentemente das circunstâncias, você pode viver uma vida cristã vitoriosa e feliz. Quanto maiores as lutas, maior será o testemunho para as pessoas. Basta que você confie e obedeça ao Senhor, deixando que Ele realize Sua vontade em sua vida.

 

D – Como a Igreja pode ajudar - A Igreja pode desenvolver um ministério importante e eficaz para as pessoas solteiras. Nas epístolas, os crentes são, várias vezes, incentivados a cuidarem uns dos outros. Vejamos: Gl 6.2; Ef 4.32; Gl 6.10; Tg 5.16; Rm 12.5,10,13,15; Fp 2.4. A melhor maneira de os crentes casados ajudarem é tornando-se sensíveis aos sentimentos e às necessidades especiais dos crentes solteiros. Devem ser evitados apelidos pejorativos como “solteirona”, “encalhado”, e etc, Devem ser integrados em atividades proveitosas, onde eles possam exercitar os seus dons, tirando partido (sem abusar, é claro!) da facilidade que têm de dedicar mais tempo para o ministério. Eles podem ser de grande ajuda para os pastores e outros líderes da Igreja. Os mais tímidos e aqueles que parecem não querer s envolver com nada, devem receber uma atenção especial, Pode ser que estes estejam extremamente feridos e necessitados de alguém que lhes passe segurança e que lhes mostre o quanto são amados.

Se observarmos todas estas condições, teremos condições abençoadoras, condições em Deus para um grande relacionamento. O namoro do crente deve ser Santo. O namoro do crente nada mais é do que um relacionamento entre irmãos com objetivos futuros. É um tempo de estudos e confirmações. Deus tem o melhor para a vida dos solteiros. Descanse n’Ele.

 

TEXTO 2 – Problemas conjugais - Seria impossível nesse pequeno espaço discutir e encontrar soluções para todos os problemas enfrentados no âmbito familiar. Quando discutimos os relacionamentos em sociedade, cobrimos muitas áreas de problemas que podem também ser aplicadas ao universo familiar. Nesta lição, nós nos esforçaremos para discutir aqueles problemas que são unicamente familiares e procuraremos os princípios bíblicos que nos darão orientação em cada estância. Primeiramente, examinaremos alguns problemas mais sérios que podem existir entre o marido e a esposa.

 

1 – Diferenças espirituais - Os problemas surgem em alguns casamentos pelo fato de um dos cônjuges ser crente e o outro não ser. Muitas vezes as pessoas se casam com um incrédulo, achando que após se casarem serão capazes de ganha-lo para o Senhor. Uma outra situação ocorre, quando após o casamento um dos cônjuges se converte e o outro não.

 

Os problemas que surgem de tal circunstância são enormes: o cônjuge crente passa a se interessar pelas coisas de Deus, quer freqüentar a Igreja e desenvolver a maturidade cristã, enquanto o outro permanece atraído, e envolvido pelos prazeres mundanos. Não há consenso quanto a criação dos filhos, e as possibilidades desses aceitarem a Cristo, como seu Salvador pessoal, são muito menores, dado o exemplo antibíblico que recebem do pai e da mãe incrédulo(a). Às vezes o crente, levado pelo cônjuge que ainda não aceitou a Jesus, pode até mesmo vir a se desviar de sua fé em Deus e a cair no pecado. A melhor solução para esse problema e para qualquer outro, naturalmente, é evitá-lo. O casamento entre o crente e o incrédulo é proibido, de acordo com a palavra de Deus. (2ª Co 6.14-18)

 

É claro que não pode haver comunhão ou entendimento entre o certo e o errado, a luz e as trevas, Cristo e Satanás. Além das necessidades humanas básicas, não há nada em comum entre o crente e o não-crente. O jovem ou a jovem que deseja de tal forma se casar e que esteja disposto(a) a ignorar este importante ensinamento bíblico, estará abrindo a porta para uma vida de sofrimento e de problemas. O modo como Deus espera é, de fato o melhor, e Ele suprirá todas as nossas necessidades se O obedecermos.

 

Para o crente que é casado com um incrédulo, possivelmente porque se casou antes de se converter, o apóstolo Paulo deixou algumas instruções específicas em 1ª Co 7.12-16. O apóstolo Paulo aconselha o crente a permanecer casado enquanto houver consentimento do outro com o casamento. O crente não deve nunca abandonar o seu cônjuge. Nesse caso também, Deus é poderoso para suprir o amor e a graça necessária. E quem sabe o cônjuge não se converterá um dia? Por que você acha que o crente é instruído a permanecer casado com o incrédulo, em casas como este que acabamos de citar? (Leia Mt 19.4-6).

 

Em muitos lares é a mulher quem tem de assumir a responsabilidade da liderança espiritual em sua família. Isso não agrada a Deus, pois Ele determinou que o marido fosse o cabeça do lar, e isso abrange, também, a liderança espiritual. Normalmente os filhos seguem o exemplo do pai; e este não pode esperar que sua família chegue a um nível espiritual mais elevado do que o dele próprio. Os problemas espirituais enfrentados em casa só podem ser resolvidos através da obediência aos princípios bíblicos.

 

2 – Diferenciando as necessidades sexuais - As vezes em um casamento é possível que um dos cônjuges tenha mais necessidade de ter relações sexuais que o outro. Privar-se um ao outro de relações sexuais é algo contrário à Bíblia, salvo quando há mútuo consentimento e por curto período (1ª Co 7.5). O marido é a esposa que desejam se agradar mutuamente, concederão um ao outro o que lhes é devido, como ensina a Palavra de Deus (1ª Co 7.3-4). Ao mesmo tempo, ambos devem estar sensíveis às verdadeiras necessidades de seu cônjuge por outras formas de expressão de amor e afeto que não tenham como objetivo a relação sexual. O casal que seguir os ensinamentos bíblicos com relação a esse assunto, descobrirá que a satisfação sexual no casamento os ajudará a ficarem unidos para enfrentar problemas em outras áreas.

 

- Infidelidade - Provavelmente o problema que mais ameaça os casamentos é a infidelidade (relações sexuais ilícitas ou adultério). Tanto no Velho Testamento quanto o Novo proíbem categoricamente o adultério. Estaremos agora, abordando este assunto do ponto de vista do cônjuge inocente ou traído.

 

- Como você deve reagir se o seu cônjuge cometer adultério?

- Será que deve pedir o divórcio imediatamente?

- Você deve manter o casamento se a traição continuar se repetindo?

- De acordo com Mt 19.9, o divórcio é permitido somente em casos de adultério.

- Se um casamento terminou por causa de infidelidade, o cônjuge traído poderá se casar novamente?

  

 

Os estudiosos da Bíblia não chegaram a um consenso no tocante à interpretação do que a Bíblia diz sobre isso. Para alguns, as palavras de Jesus me Mt 19.9, permitem um novo casamento em tais circunstâncias. Por essa interpretação, quando há adultério a pessoa rompe o vínculo que a torna “uma só carne” com o seu cônjuge, e esse, portanto, deixa de estar unido a ela. Em casos assim, a pessoa traída estaria livre para se casar novamente com alguém que não esteja, de alguma forma, impedido de se casar. Muitos fatores podem contribuir para que haja adultério. Por exemplo, quando o esposo ou a esposa se nega a ter relações sexuais, seu cônjuge poderá ser induzido a procurar satisfazer suas necessidades com outra pessoa. Um outro exemplo é quando um dos cônjuges, despreparado espiritualmente e numa situação de grande tentação, dá lugar a ela. Ambas as situações constituem pecado e certamente Deus não isenta de culpa ninguém que as pratica.

 

Entretanto, vamos supor que a pessoa que foi infiel se arrependa profundamente de seu pecado e peça perdão. Nesse caso, será que o cônjuge traído deve perdoar e renovar a unidade de seu casamento? Provavelmente essa é uma das ofensas mais difíceis de perdoar que alguém pode enfrentar em sua vida. A dor oriunda de situações em que a confiança no outro é perdida se instala no fundo do coração, sendo muito difícil confiar novamente. Entretanto, o princípio do perdão é um dos ensinamentos mais poderosos em toda a Bíblia. Cristo não apenas ensinou a perdoar (Mt 6.14), como também perdou (Lc 7.47-50). Deus abomina o pecado, mas ama os pecadores de tal forma que permitiu que Seu próprio Filho amado fosse ferido, insultado, e pendurado no madeiro para que os nossos pecados fossem perdoados. Cristo também perdoou a mulher adultera (Jo 8.3-11). Que maior amor poderia ser demonstrado a um cônjuge do que lhe conceder a mesma medida de perdão que Cristo demonstrou a nós? Se o casamento puder ser salvo e um lar cristão preservado, e se tanto o marido quanto a esposa puderem renovar seus votos, um para com o outro, e para com o Senhor.

 

Deus abençoará aquele que se dispuser a perdoar. Em tal situação, nenhum dos dois deverá discutir o assunto novamente – nem entre si, nem com outras pessoas. Esse assunto deve ser perdoado e esquecido. A experiência deve servir apenas como lembrete do poder que Satanás tem de levar-nos a pecar.

 

O divórcio - Estaremos expondo os princípios gerais referentes ao divórcio, que se aplicam aos crentes. (Ml 2.13-16). Vemos claramente qual é a opinião do Senhor em relação ao divórcio. Neste trecho das Escrituras, o Senhor explica que a razão pela qual Ele espera que o marido e a esposa sejam fiéis, um ao outro, é para que seus filhos sejam, verdadeiramente, parte do povo de Deus. Os filhos de um casamento cristão são do Senhor num sentido especial. As crianças que são vítimas do divórcio enfrentam sérios problemas. Conheço um pastor que passou dois anos lecionando quarenta meninos delinqüentes que haviam sido levados por ordem das autoridades legais para um lar de menores. Foram para lá porque haviam se envolvido com muitos crimes. Aquele pastor me contou que a única experiência que todos aqueles garotos tinham em comum era a de terem pais divorciados. Não estou dizendo que todos os filhos de pais divorciados se envolvem com a criminalidade; entretanto, a maioria deles acaba sofrendo de uma forma ou de outra.

  

 

Regras gerais referentes ao divórcio são:

 

1) O divórcio é proibido (vedado) para o crente. (1ª Co 7.10-11)

2) É proibido casar-se com pessoas divorciadas. (Lc 16.18; Mt 5.32; Mt 19.9; 1ª Co 7.11)

3) Os divorciados não podem se casar novamente. (1ª Co 7.10-11)

4) Segundo a opinião de alguns, a única situação em que é possível que um crente se divorcie e se case novamente é o adultério. Mas mesmo em tal circunstância, há um preço a ser pago em termos de sofrimento, de danos emocionais para os filhos e do testemunho cristão.

 

Por isso, para os casos em que o divórcio já aconteceu e não há nenhuma possibilidade de renovação dos votos matrimoniais porque um dos cônjuges se casou novamente, então os irmãos da Igreja devem servir como fonte de apoio e consolo para os divorciados.  Deus não dá as costas a ninguém que clame a Ele por ajuda. Ele dará a estes a força para reconstruírem sua vida e para enfrentarem os problemas que o divórcio traz. 

 

“Creio que quando um homem e uma mulher se unem em matrimônio, uma aliança espiritual é realizada, pois a Bíblia afirma que o que Deus uniu não separe o homem. Se Deus uniu, e Deus é espírito, logo é uma união espiritual. Nenhum ser humano pode separar. Mas, no natural, o homem criou o divórcio. Na realidade o que se separa são os corpos e não a aliança, pois ela é até que a morte os separe. Mesmo divorciados ambos se encontram unidos em uma aliança, por Deus. Por isso, este Ministério não estimula e não compactua com o divórcio. Deus nos manda perdoar. O perdão é a base do cristianismo. Mas, se o homem ou a mulher recebem a Jesus neste estado, necessitamos entender o que a Palavra de Deus nos orienta. (1ª Co 7.17-24)”.

 

TEXTO 3 – Problemas conjugais (continuação)

 

Outros problemas conjugais - Vamos mencionar outros problemas que podem trazer tristeza e discórdia para a família.

 

1) Falta de confiança e respeito mútuo - Conheço um marido que tem prazer em humilhar a esposa na presença de outras pessoas. Conheço também uma mulher que parece aproveitar todas as oportunidades que tem para depreciar seu marido, discordando dele ou corrigindo tudo o que ele diz, na frente dos outros. Talvez estejam agindo assim para descontar no outro alguma lacuna no comportamento. Essa lacuna pode ser: omissão de amor e de submissão; entretanto, essa, certamente, não é a maneira como o crente deve lidar com seus problemas de relacionamento. O padrão bíblico designa que o marido ame a sua esposa como Cristo amou a Igreja (Ef 5.25-26) e que a esposa honre e respeite seu marido (Ef 5.33). Nenhum dos dois deve dar motivos para que o outro sinta ciúme. O casal cristão que enfrenta esse problema deve discuti-lo junto e abertamente e ambos devem concordar em evitar situações que propiciem esse tipo de sentimento. A pessoa que está sempre enciumada, sem que haja um motivo justo, deve pedir ao Senhor que a ajude a vencer esse sentimento e a desenvolver confiança em seu cônjuge. O ciúme ocorre quando falta respeito, submissão, compromisso e confiança.

 

 

2) Falta de comunicação - “Meu marido nunca conversa comigo”. Essa é uma reclamação comum às mulheres que muito provavelmente passam o dia inteiro cuidando dos filhos pequenos, e quando chega a noite, estão desejosas de conversar com o marido. Para que o casamento seja bom, é preciso haver boa comunicação. O marido e a esposa devem dividir um com o outro, mais do que qualquer outra pessoa, tanto suas alegrias, tristezas, esperanças e sonhos, quanto os problemas do dia-a-dia.

 

3) Excesso de compromisso - Um psicólogo cristão de renome afirmou ser este o problema número um de muitos lares cristãos, inclusive de pastores e de outras pessoas que trabalham em tempo integral no Ministério. É fácil envolver-se em muitas atividades fora de nossa casa e quase não sobra tempo para a vida familiar. O lar se torna um lugar apenas para comer, tomar banho e dormir. Muitas famílias são negligenciadas enquanto o pai trabalha para ganhar dinheiro, ou fica ocupado ministrando às necessidades espirituais dos outros. Ele dá o melhor de si em seu trabalho, mas muito pouco ou até mesmo nada para sua esposa e filhos. Deus espera que utilizemos a inteligência que Ele nos deu para estabelecer corretamente nossas prioridades. Se é papel do marido assumir a liderança espiritual de seu lar, então ele precisa passar tempo em comunhão com sua família, ensinando-a. (1ª Tm 3.1-12)

 

4) Problemas financeiros - O marido e a esposa devem juntos estabelecer um orçamento familiar que cubra suas despesas essenciais e que evite que fiquem cheios de dívidas difíceis de serem quitadas. O melhor princípio é o de entregar fielmente a décima parte da renda familiar ao Senhor, de acordo com o ensinamento bíblico (Ml 3.8 e Mt 23.23). Acredito firmemente que muitas famílias enfrentam desnecessariamente problemas financeiros, doenças e gastos não programados porque não dão com alegria ao Senhor à parte de sua renda que Lhe é devida.

 

A Palavra de Deus enfatiza repetidamente que devemos dar. No entanto, por mais que demos, não poderemos ser mais generosos que o Senhor. Ele prometeu suprir nossas necessidades se Lhe formos fiéis. (Lc 6.38). O apóstolo Paulo mencionou ter aprendido a estar contente fosse na fartura, fosse na escassez (Fp 4.11). A felicidade certamente independe das riquezas. O Senhor não quer que nos preocupemos em acumular tesouros. O que Ele quer é que confiemos que Ele suprirá nossas necessidades diárias.

 

5) Diferenças na forma de criar os filhos - Muitos problemas surgem porque os pais não conseguem chegar a um consenso quanto à forma de criar e disciplinar seus filhos. Isso pode ser evitado se eles obedecerem aos princípios que a Bíblia oferece sobre esse assunto. Falaremos deles um pouco mais adiante nessa lição. Os pais devem sempre mostrar unidade nas decisões que dizem respeito aos filhos e devem discutir suas diferenças de opinião a sós, para que as crianças não tirem proveito delas e criem mais discórdia entre eles.

 

6) Problemas relacionados aos familiares - Ao se casar, o homem deverá deixar seu pai e sua mãe e dedicar-se à sua esposa (Mt 19.5). Sua responsabilidade é para com ela e seus filhos e, portanto, não deve permitir que nada desestabilize a unidade de seu casamento. Entretanto, a Bíblia ensina que se algum membro da família estiver passando por alguma necessidade séria, não devemos virar as costas para ele. A Bíblia nos afirma em 1Tm 5.4-8 sobre a dimensão da responsabilidade do crente incluir os avós, os demais parentes e as viúvas da família.

 

  

TEXTO 4 – Problemas com os filhos

 

A desobediência -  A desobediência aos pais é um dos sinais dos últimos tempos. O único mandamento que traz uma promessa é o que se encontra em Ex 20.12. Os filhos precisam aprender a ser obedientes através de um ensinamento rigoroso e da disciplina dos pais (Pv 22.6). O ensinamento não acontece da noite para o dia – é necessário ter disposição e determinação para se ter controle das situações (Pv 29.15). Os pais não devem permitir que seus filhos, enquanto pequenos, os desobedeçam, se quiserem ter maior controle sobre eles nos anos da adolescência. A rebeldia dos filhos adolescentes tem entristecido o coração de muitos pais, atualmente. Um outro agravante é a crescente tentação que os jovens enfrentam de experimentar drogas, bebidas alcoólicas e aventuras sexuais. A Igreja tem sentido o impacto dessas pressões quando as próprias famílias cristãs enfrentam a dor de ver uma filha solteira grávida, um filho viciado em drogas, ou um filho ou uma filha abandonando a família, fugindo de casa para buscar satisfação de forma que não agradam a Deus. Se a sua família está enfrentando algum desses problemas, gostaria de incentivá-lo a fortalecer sua fé e a não desistir. O Senhor se importa com você e ama seu filho rebelde. Leia a parábola do filho pródigo (Lc 15.11-32) e arme-se de coragem.

 

Os pais cristãos podem tomar posse da promessa de Deus em Pv 22.6. Pode haver situações em que tudo o que você poderá fazer é entregar o seu filho problemático ao Senhor e confiar que Ele fará tudo cooperar para o bem. Entretanto, esteja sempre pronto para ajudar seu filho a sair do problema, quando ele lhe pedir ajuda. Da mesma forma que o Pai celestial aceita de braços abertos o pecador arrependido, não importando o que ele tenha feito. Os pais crentes devem mostrar amor e compaixão aos seus filhos rebeldes quando estes lhes pedirem ajuda.

 

Falta de ensino e disciplina - Quando o pai e a mãe trabalham fora, é comum que não sejam tão enérgicos para encarar a responsabilidade de ensinar e disciplinar os seus filhos. Normalmente o que ocorre é que eles esperam que a Igreja e a escola cumpram essa função, que na verdade foi dada a eles por Deus. Ensinar uma criança não é uma tarefa simples. Não há como faze-lo, simplesmente lhe dizendo como ela deve viver. É preciso acompanhá-la de perto, corrigir cada erro, mostrar-lhe o que é certo e errado e ensinar-lhe o que a Palavra de Deus diz. É um processo que deve durar até que ele atinja a maturidade para sair de casa e assumir as responsabilidades de um adulto.

 

Falta de amor e compreensão - Todas as pessoas têm necessidade de amor e afeição. As crianças que são criadas em um lar onde há pouca demonstração de amor, encontram dificuldade em expressar amor às outras pessoas. É importante que os pais tenham o cuidado de mostrar constantemente aos seus filhos o quanto eles são amados. Os pais agem com falta de entendimento quando exigem muito de seus filhos ou quando são muito liberais ou tolerantes, deixando que os filhos façam tudo o que querem. Esses são dois extremos que podem causar problemas. A criança que é constantemente criticada ou ridicularizada se sentirá inferior e insegura, e esses sentimentos a acompanharão mesmo na fase adulta. Entretanto, se a criação dos filhos for encarada da maneira correta, será fácil evitar esses problemas.

 

Todo mundo recebe bem a aprovação e as palavras de elogio. A repreensão pelo erro deve ser contrabalançada com palavras de elogio quando a criança agir corretamente.

 

Os pais devem agir com base nos princípios do amor, seja no relacionamento com os filhos, seja nos demais relacionamentos. Todos têm o direito de ser tratados com dignidade e respeito, independentemente da idade.(fonte mjcp.com)

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net