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Ética cristã conceitos e definiçãoes (7)
Ética cristã conceitos e definiçãoes (7)

 

                   ETICA CRISTÃ CONCEITOS E DEFINIÇÕES

 

 

A dignidade da vida cristã tem a ver com o nosso compor­tamento ético neste mundo. 

 

"E vos revistais do novo homem, que, segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade" (Ef 4.24). 

 

Precisamos viver a realidade da verdade que está em Cristo, como te­mos ouvido e aprendido, andando nEle e deixando-nos instruir. Precisamos subjugar nossos pensamentos, palavras e ações à obediência de Cristo. E, por fim, ficarmos em cons­tante estado de alerta, prontos a testemunhar e a combater contra as hostes espirituais deste mundo. Pau­lo nos instrui sobre o despojamento do velho homem com sua natureza pecaminosa e, o consequente reves­timento do novo, que se renova para a eternidade. Ou seja, não devemos andar como o homem natural não re­generado e, sim, em novidade de vida, verdadeira justiça e santidade.

 

 O homem natural anda e vive na futilidade, no desregramento dos valores éticos e entregue às paixões car­nais. Quando se converte, aprende com Cristo a despojar-se da velha cri­atura e a andar num excelente e novo caminho traçado pelo Pai para o al­cance da vida eterna. É nosso dever, conforme asseverou o apóstolo Pau­lo em outras partes das Sagradas Escrituras, resplandecermos como as­tros no mundo. Como "fontes lumi­nosas" devemos revelar e condenar as trevas do pecado no mundo. 

 

Paulo nos ensina que não basta tomar posição em relação ao homem velho, porque seria preciso recome­çar sempre. O apóstolo convida os efésios a "serem renovados no espí­rito de seu sentido", e a serem "rejuvenescidos em seu espírito e em seu entendimento", revestindo por um segundo ato de fé, o novo homem criado por Deus, na justiça e na san­tidade que produz a verdade. 

 

Paulo começa o cap. 4 com um apelo para que andemos dignamen­te no sentido de preservar a unidade do Espírito (vv.1-3). Agora, no v.17 do mesmo capítulo, Paulo apela para que andemos com um comportamento que seja diferente do praticado pelos não-crentes. O novo "andar em Cristo" afeta as nossas atitudes, há­bitos e linguagem.

 

 

 

UM NOVO ANDAR 

 

1. Não devemos andar como o homem natural (vv.17-19). Que é o homem natural? É o gentio não regenerado. O homem natural é todo aquele que está sob a égide da natu­reza pecaminosa. "Andar na vaida­de do seu sentido" significa andar e viver na futilidade e sem propósito na vida. A vaidade da inteligência humana faz com que a pessoa subes­time a Deus e viva distanciado dos valores éticos e, portanto, entregue às paixões da sua carne. A Bíblia mostra, aqui, (vv.17,18), que uma mente vaidosa leva a um raciocínio tenebroso e a um coração endureci­do. O homem natural é o típico gen­tio sem Cristo, não convertido (Rm 1.21-32). 

 

2. Devemos nos despojar do velho homem (vv.20-22). O v.20 começa reprovando as atitudes do homem natural e diz "vós não aprendestes assim a Cristo". Isso sig­nifica que como crentes temos uma nova ordem de vida. A essência dos ensinos de Cristo também estão nos ensinos de Paulo e dos demais após­tolos, inspirados pelo Espírito San­to. O novo andar é o santo viver como nova criatura em Cristo. É um despojamento total da velha vida, do velho andar (v.22). A palavra "despojar" significa "despir", "desapossar", "privar de posse". No novo an­dar, os velhos andrajos do pecado são tirados, ou seja, a velha nature­za pecaminosa é despida dos velhos hábitos para uma nova vida.

 

 

 

3. Devemos nos revestir do ho­mem espiritual (vv.23,24). A linguagem é metafórica na expressão "novo homem", pois fala do novo modus vivendi do crente redimido por Cristo. Esse novo homem agora se manifesta na vida e no caráter cristão. Ele é renovado pela ação poderosa do Espírito Santo de todo o passado de condenação e ruína. Essa renovação implica viver uma nova vida (Ef 2.10,15; 2 Co 5.17). 

 

4. Devemos andar em verdadei­ra justiça e santidade (v.24). O novo homem é uma nova criação segundo Deus. Não se trata de criação física, mas espiritual (Jo 3.3-6). Todos os sinais da velha criatura, do velho ho­mem, foram desfeitos na cruz para que o novo convertido viva uma nova vida em Cristo. O novo homem é o crente regenerado pelo Espírito San­to. Duas características de Deus são a justiça e a santidade. Eles fazem parte do caráter de Deus. Quando o pecador é regenerado, pelo Espírito Santo na conversão, ele é criado "se­gundo Deus", isto é, à semelhança de Deus em "justiça e santidade".

 

 

 

O NOVO HOMEM E O SEU PROCEDER 

 

1. O novo homem não vive men­tindo (v.25). O verbo "deixar" tem a mesma conotação do verbo "despojar" do v.22. A mentira não é própria da nova vida em Cristo. No original gre­go a palavra mentira aparece como pseudo, que pode significar qualquer tipo de desonestidade ou falsidade proferida ou vivida. A mentira é própria do velho homem. A vida do novo ho­mem é gerada "em verdade", por isso, devemos falar apenas a verdade.

 

 

 

2. O novo homem não vive se exasperando (v.26). "Irai-vos, e não pequeis" é uma expressão que deve merecer nossa atenção. Sabemos que a "ira" é uma obra da carne (Gl 5.20); por que então a Bíblia diz: "irai-vos?" Isto parece um paradoxo. O sentido permissivo para a ira pode significar na vida do novo homem uma forma de reação contra qualquer tipo de pe­cado que afete a nova vida. Quando somos tentados pelo Diabo, reagimos com ira contra as insinuações do ini­migo, "irai-vos", não com o tipo de ira acionado pela carne, mas "irai-vos" naturalmente contra tudo que possa ofender a santidade de Deus. 

 

3. O novo homem não abre es­paço para o Diabo (v.27). "Não deis lugar ao Diabo". Este versícu­lo está diretamente ligado ao v.26 que fala da ira. Se dermos lugar à ira, isto é, se permitirmos que a ira surja em nossos sentimentos, facil­mente estaremos abrindo as portas para o Diabo entrar em nossa vida (2 Co 2.10,11; 1 Pe 5.8). São mui­tas as brechas que abrimos em nos­sa vida emocional, física e espiritu­al para a entrada do Diabo. Deve­mos sempre fechar essas possibili­dades com a meditação e o estudo da Palavra de Deus. Devemos man­ter um controle severo das portas da nossa mente, sentidos físicos, pen­samentos, e sentimentos. 

 

4. O novo homem não pratica as coisas da velha vida (vv.28,29). Práticas negativas do velho homem não fazem muita diferença entre o certo e o errado. Como novas cria­turas em Cristo, às vezes, pratica­mos certas coisas erradas que não aparecem em manchetes, mas que se constituem em pecados que afe­tam a nossa vida espiritual. Furtar nas arrecadações legais do gover­no, deixar de dar os dízimos e ofer­tas à Casa de Deus não fogem a responsabilidade de apropriação indébita (Ml 3.8-10; Rm 13.7;Ex 20.15). Outra prática negativa que não deve estar no cotidiano do crente é o uso de "palavras torpes" (v.29). Que é uma palavra "torpe"? E toda palavra impudica, indecen­te, obscena, asquerosa. A lingua­gem do novo homem em Cristo deve ser pura, simples e sem malí­cia. Crentes há que são flagrados proferindo palavras torpes e outras igualmente repulsivas.

 

 

 

O NOVO HOMEM EVITA OS PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO

 

 

 

1. O novo homem não entriste­ce o Espírito Santo (v.30). O Espíri­to habita no crente, no novo homem, e pode ser ofendido com atitudes impuras. O texto diz que "fomos sela­dos com o Espírito Santo para o dia da redenção". Esse selo é a marca de propriedade que impede que Satanás interfira nem rasure a vida espiritual. O dia da redenção refere-se à redenção do nosso corpo de pecado, que acontecerá na vinda do Senhor. A re­denção tem um aspecto passado por­que diz respeito ao que Jesus reali­zou no Calvário. Tem um sentido pre­sente porque refere-se à contínua li­bertação do poder do pecado que ope­ra em nossa carne. E, finalmente, a redenção tem um aspecto futuro, que é a esperança da glória, a libertação plena do corpo de pecado e a conquis­ta de um novo estado para um corpo espiritual (1 Co 15.51-53). 

 

2. O novo homem evita os pe­cados que magoam o Espírito San­to (v.31). Todas as manifestações pecaminosas como "amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias e toda a malícia". São aquelas ações próprias do velho homem que não devem interferir na "nova vida". Atitudes de amargura não combinam com a natureza amorosa do Espírito Santo. A amargura torna as pessoas amargas em seus relacionamentos, e as torna duras e insensíveis para a operação de Deus. "Iras, cólera e gri­taria" são atitudes que sempre andam juntas. Ódios profundos, arraigados no coração contra pessoas, provocam essas manifestações negativas. As "blasfêmias" referem-se àpalavras injuriosas, que ferem a moral das pessoas e que produzem grandes dissabores. A "malícia" é a fonte dos pecados contra o Espírito Santo. A malícia está ligada diretamente ao Diabo (Rm 1.29; Cl 3.8). 

 

3. O novo homem procura de­senvolver as qualidades próprias do crente (v.32). "Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos per­doou em Cristo". Na verdade, quem nasce do Espírito tem as caraterísticas do Espírito. Qualidades como benignidade, misericórdia e perdão são indispensáveis ao culti­vo da vida cristã. 

Os crentes autênticos procuram andar dignamente na presença de Deus e do mundo. Nosso comporta­mento deve ser o reflexo da nova vida recebida pela obra de Cristo no Calvário. É uma exigência bíblica constante que os crentes deem pro­vas às pessoas ao seu redor de que têm um novo viver, o qual se revela, principalmente, mediante a prática de atitudes e atividades cristãs. 

 

"Depois de examinarmos as con­dições morais do mundo pagão, tere­mos melhores condições de reconhe­cer de que tipo de vida os efésios fo­ram salvos e quais as tentações que os cercavam. Os divertimentos da­queles dias eram brutais e degradan­tes. Baixos padrões de comportamen­to eram ensinados nos teatros. Nos anfiteatros, escravos cativos e criminosos lutavam entre si até a morte, para satisfazer o desejo do povo — ver sangue. O casamento perdera a sua santidade; era levianamente con­tratado porque era facilmente anula­do. Crianças malformadas ou doen­tes eram abandonadas e expostas para morrer. A sociedade era indulgente para com o vício, 'desviar-se é huma­no' era o seu lema. 

 

Para um grupo de pessoas habi­tantes, mas libertas de tal mundo foi que Paulo endereçou suas exorta­ções. Depois de descrever o caráter moral do mundo pagão (4.17-19), diz: 'Mas vós não aprendestes assim de Cristo, se é que o tendes ouvido e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus'. Noutras palavras, os efésios tinham aprendido outro padrão de conduta mediante o ouvir do evangelho." 

 

"A palavra 'mundo' (gr. Kosmos) frequentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomenta­do por Satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos pra­zeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas tam­bém se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus e, de resis­tência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo. Na presente era, Satanás emprega as ideias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, gover­nos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura etc, para opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de reti­dão (Mt 16.26; 1 Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1 Jo 2.15,16). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica para defender e promover a matança de seres humanos nasciturnos; a agri­cultura para produzir drogas destruidoras de vidas, tais como álcool e narcóticos; a educação para promo­ver a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de to­dos os empreendimentos meramen­te humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e sua Palavra." notas Bibliografia E. Cabral,comentário de efésios,2000,cpad                           

  

                                                  ETICA CRISTà                        

 

Entender o que é certo e o que é errado, num mundo em que estão invertidos os valores moraisgravados por Deus na consciência do ser humano e ao mesmo tempo exarados no Livro do Senhor, não é tarefa fácilGraças a Deus, temos o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu: a Palavra de Deus. Ela é lâmpada e luz divinas, tanto para nosso ser interior como para nosso viver exterior. Neste trimestre, apresentaremos uma visão panorâmica da Ética partindo do ponto de vistabíblico sobre o qual o cristianismo fundamenta seus valores. Esperamos contribuir para o entendimento do assunto, tecendo considerações sobre alguns casos éticos típicos, considerando o limitado espaço dos comentários que não permite uma abordagem mais ampla.

 

                                    CONCEITUAÇÃO E DEFINIÇÕES

 

 Ética como ciência secular. A Ética é um aspecto da filosofia. A Filosofia está segmentada em seis sistemas tradicionais: Política, Lógica, Gnosiologia, Estética, Metafísica e Ética que é o objeto de estudo de Lições Bíblicas neste trimestre.Para compreendermos melhor o sentido de Ética, vejamos, de forma sintética, em que se constituem os outros aspectos aos quais ela está agregada no contexto filosófico.Dentre suas muitas acepções, filosofia é o saber a respeito das coisas, a direção ou orientação para o mundo e para a vida e, finalmente, consiste em especulações acerca da forma ideal de vida. Em suma, é a história das ideias. Tudo isto sob a ética humana. Precisamos aferir o pensamento humano com os ditames da Palavra de Deus que são terminantes, peremptórias, finais. O homem, seja ele quem for, é criatura, mas Deus é o Criador (Os 11.9; Nm 23.19; Rm 1.25; Jó 38.4).

Todos os campos de pensamento e de atividades têm suas respectivas filosofias. Há uma filosofia da biologia, da educação, da religião, da sociologia, da medicina, da história, da ciência etc. Consideremos entretanto, os seis sistemas acima mencionados que foram sistematizados por três antigos pensadores: Sócrates, Platão e Aristóteles.

a) Política — Este vocábulo vem do grego polis e significa “cidade”. A política procura determinar a conduta ideal do Estado, pelo que seria uma ética social. Ela procura definir quais são o caráter, a natureza e os alvos do governo. Trata-se do estudo do governo ideal.

b) Lógica — É um sistema que aborda os princípios do raciocínio, suas capacidades, seus erros e suas maneiras exatas de expressão. Trata-se de uma ciência normativa, que investiga os princípios do raciocínio válido e das inferências corretas quer seja partindo da lógica dedutiva quer seja da indutiva.

c) Gnosiologia — É a disciplina que estuda o conhecimento em sua natureza, origem, limites, possibilidades, métodos, objetos e objetivos.

d) Estética — É empregada para designar a filosofia das belas-artes: a música, a escultura e a pintura. Esse sistema procura definir qual seja o propósito ou ideal orientador das artes, apresentando descrições da atividade que apontam para certos alvos.

e) Metafísica — Refere-se a considerações e especulações concernentes a entidades, agências e causas não materiais. Aborda assuntos como Deus, a alma, o livre arbítrio, o destino, a liberdade, a imortalidade, o problema do mal etc.

f) Ética — É a investigação no campo da conduta ideal, bem como sobre as regras e teorias que a governam. A ética, o homem distanciado de Deus por sua incredulidade e seus pecados, a estuda, entende e até se propõe a observá-la, mas não consegue, por estar subjugado pelo seu eu, pelos vícios, pelo mundo, pelo pecado (Rm 2.15-19). Já os servos de Deus, pelo Espírito Santo que neles habita, triunfam sobre o pecado (Rm 8.2).

Existem inúmeros argumentos e considerações acerca deste tema, que será tratado aqui do ponto de vista da ética bíblica a qual expõe Deus como fundamento e alvo da conduta ideal.

 

                                             Origem da palavra

 

. Ética vem do grego, ethos, que significa “costume”, “disposição”, “hábito”. No latim, vem de mos(mores), com o sentido de vontade, costume, uso, regra.

 Definição. Ética é, na prática, a conduta ideal e reta esperada de cada indivíduo. Na teoria, é o estudo dos deveres do indivíduo, isolado ou em grupo, visando a exata conceituação do que é certo e do que é errado. Reiterando, Ética Cristã é o conjunto de regras de conduta, para o cristão, tendo por fundamento a Palavra de Deus. Para nós, crentes em Jesus, o certo e o errado devem ter como base a Bíblia Sagrada, a nossa “regra de fé e prática”.

O termo ética, ethos, aparece várias vezes no Novo Testamento, significando conduta, comportamento, porte e compostura (habituais).

A ética cristã deve ser fundamentada no conhecimento de Deus como revelado na Bíblia, principalmente nos ensinos de Cristo, de modo que “...ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.15; Ef 2.10).

 

            VISÃO GERAL DA ÉTICA SECULAR E DA ÉTICA CRISTÃ

 

                                                    Antinomismo

 

 Esse ensino errôneo é humanista e secular. Tudo depende das pessoas, e das circunstâncias. O filósofo incrédulo e existencialista Jean Paul Sartre, um dos seus promotores, afirma que o homem é plenamente livre. Num dos seus textos, ele escreve: “Eu sou minha liberdade; eu sou minha própria lei”.

a) Posicionamento cristão. Esta teoria não serve para o cristão. Nela, o homem se faz seu próprio deus. A Bíblia diz: “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14.12). “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem” (Ec 12.13). O antinomismo é relativista, isto é, cada um age como quiser. É o que ocorria com o povo de Israel quando estava desviado, sem líder e sem pastor (Jz 17.6 e 21.25).

 

                                                    Generalismo

 

 Essa falsa doutrina prega que devem haver normas gerais de conduta, mas não universais. A conduta de alguém para ser chamada de certa ou errada depende de seus resultados. É o que ensinava, no século XV, o descrente, político e filósofo italiano Nicolau Maquiavel: “Os fins justificam os meios”.

a) Posicionamento cristão. O generalismo não se coaduna com a ética cristã, pois, para o crente em Jesus, não são os fins, nem os meios, que indicam se uma conduta ou ação é certa ou errada. A Palavra de Deus é que é a regra absoluta que define se um ato é certo ou errado. Ela tem aplicação universal. O dever de todo homem é temer a Deus e guardar seus mandamentos (Ec 12.13). A Palavra de Deus não muda de acordo com as circunstâncias, os meios ou os resultados. Deus vela para a cumprir (Jr 1.12b; Mc 13.31).

Há outras modalidades, formas e expressões da ética secularista, como o situacionismo, o absolutismo e o hierarquismo, mas nada disso se coaduna ou se enquadra na ética bíblica, tanto a declarativa, como a tipológica e a ilustrativa. Estamos mencionando estas formas aqui porque o mundo fala muito nelas, mas não as cumpre.

O cristão ortodoxo na sua fé, e fiel ao seu Senhor, terá sempre no manancial da Palavra de Deus tudo o que carece sobre a ética, na sua expressão prática em forma de conduta, compostura, costumes, usos, hábitos e práticas diuturnas da nossa vida para agradar a Deus e dar bom testemunho dEle diante dos homens.As abordagens éticas humanas são todas contraditórias. Como seus autores, humanos e falhos. Uma, como vimos, procura suprir as deficiências das outras. As abordagens éticas conflitam entre si, deixando um rastro de dúvida e confusão em sua aplicação. Por isso, devemos ficar com a Palavra de Deus, que não confunde o crente, nem pode ser deixada de lado ao sabor dos meios, dos fins ou das situações. A Palavra de Deus satisfaz plenamente. 

Princípios morais, que são os mais abrangentes e importantes conceitos éticos, não se aplicam a algumas atividades, mas a todas.São, portanto, princípios sem exceção, que não cedem a qualquer tipo de conveniência. ‘Que é o que o Senhor pede de ti... senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?’ (Mq 6.8). Nunca estamos dispensados de agir em justiça e amor.

Observe esses dois princípios neste contexto. Ambos se referem a pessoas, à maneira justa de tratá-las, e interesse em seu bem (bem mais elevado, e não apenas alegria ou sucesso na vida). ‘O Senhor faz... justiça a todos os oprimidos’ (Sl 103.6) e devemos fazê-lo também. Leis justas, governo justo, economia justa, preços justos, salários justos, relações equânimes entre marido e mulher fiéis um ao outro, relação pacífica equânime também entre as nações deste mundo. Devem ser esses os nossos conceitos, pois procedem de Deus (Is 9.2-7; 11.1-5). A justiça é um princípio distributivo que trata igualmente as pessoas” (notasÉtica:As Decisões Morais à Luz da Bíblia. CPAD, pág.60).

 

“A relevância do sal e da luz pode ser notada pelos efeitos que exercem. Se o sal for insípido, perderá totalmente o seu valor. Se a luz estiver apagada ou escondida, nenhum benefício trará ao ambiente. Partindo desse pressuposto, há três aspectos em que se espera a valorização da relevância cristã.

O primeiro é pelo exemplo. Atitudes falam mais alto do que mil palavras. Quando o nosso comportamento não condiz com o que falamos, de nada adianta eloquência e verbosidade, porque o que fica é a marca do que fazemos. As palavras vão ao vento, mas os traços do nosso exemplo, bom ou ruim, permanecem. A falta de lisura e nitidez em nossas ações leva-nos à perda da credibilidade naquilo que propomos e à consequente ausência de relevância do ponto de vista da fé. Foi o testemunho de Eliseu que permitiu à sunamita identificá-lo como homem de Deus.

Nossos atos podem ser positivos ou negativos e sempre terão influência para o bem ou para o mal. Quanto mais a nossa vida é exposta ao público, os rastros de nossas ações terão número cada vez mais considerável de seguidores, que, em muitos casos, não questionarão o que fazemos, mas simplesmente copiarão o nosso modelo tal é a força.( fonte CPAD )

 

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net