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Familia cristã base do casamento (4)
Familia cristã base do casamento (4)

              AS BASES DO CASAMENTO CRISTÃO n.4

 

Um casal de jovens, casados há poucos meses, chegou ao gabinete pastoral, procurando ajuda, pois estavam passando por sérias dificuldades. Brigas constantes, desavenças, e já não sentiam mais amor um pelo outro. Com certa experiência no assunto, começamos a fazer algumas perguntas aos dois. Indagamos se eles estavam orando a Deus, diariamente; se costumavam ler a Bíblia juntos; se caminhavam para a igreja local; se adoravam a Deus, etc.

 

Eles responderam que não oravam mais, não liam a Bíblia, e que tinham perdido o estímulo de ir à igreja. Dentro de poucos minutos, a jovem encarou o seu esposo e lhe indagou: “Você não acha que devemos confessar o nosso erro?”. Fiquei esperando a resposta do esposo, e ele disse: “Se quiser, pode dizer”. Então a jovem voltou-se para mim e disse que, no seu noivado, já praticavam sexo. E que sabia que a mão de Deus estava pesando sobre eles, lembrando o seu pecado não confessado, por terem fornicado, no namoro. Lemos em Provérbios 28.13 que “quem confessa suas transgressões e as deixa, alcança misericórdia; mas o que as encobre nunca prosperará”. Eles sentiram-se aliviados por confessarem o seu erro, cometido na prática do sexo antes do casamento. Aconselhamos-lhes a procurarem o dirigente da congregação para confessar o pecado oculto e aceitarem a disciplina eclesiástica. Eles aceitaram o conselho, e depois puderam normalizar sua vida, diante de Deus e no seu lar.

Se um noivo vive faltando com respeito à noiva; se é grosseiro com ela; se demonstra um ciúme doentio, a ponto de não permitir que a jovem converse até com pessoas da família, é um péssimo sinal de que Deus não aprova a união para o casamento. A menos que haja arrependimento sincero e mudança de atitudes. O mesmo se aplica à jovem. Se demonstra esse tipo de comportamento, provavelmente não será uma boa esposa. Não é da vontade de Deus um casamento marcado para ser palco de brigas, intrigas, competição ou carnalidade.

De grande importância é observar a vida espiritual do noivo ou da noiva. Quando o casamento é da vontade de Deus, os dois demonstram, tanto no namoro, como no noivado, que amam ao Senhor de todo o coração, de todo o entendimento e de todas as suas forças (Mt 12.30), e se amam um ao outro como a si mesmos (Mt 12.31), é ótimo sinal de um futuro casamento abençoado e feliz, pois o amor é o fundamento do verdadeiro casamento cristão. Essas observações têm muito mais valor do que profecias sobre casamento.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 31, 33.

  1. c) Naturalidade.

Não há necessidade de um casal de noivos sair procurando a casa de profetas ou profetisas para saber se o casamento é da vontade de Deus. Aliás, na minha experiência pastoral, a maioria das profecias envolvendo casamento é falsa. Não se cumpre. Porque, em geral, não são de Deus, mas da vontade do profeta, que deseja agradar aos que o procuram. Ressaltamos que Deus pode, sim, usar uma serva sua ou um servo seu, com o dom de profecia, para orientar decisões sobre casamento. Mas esse não é um meio comum. É ocasional. Conheço um casal, muito bem casado, ele, pastor; ela, uma ótima serva de Deus, que trabalha ao lado do seu marido. Quando namoravam, uma profeta disse de alto e bom som, dizendo-se ser usada por Deus, que “ele” não seria “o seu”, dado por Deus. E que não era a vontade de Deus o casamento. Felizmente, os jovens não levaram em consideração a vontade da profetisa. O problema é que, em muitas igrejas locais, pessoas que têm o dom de profecia passam a ser oráculos privilegiados para dirigir a vida das pessoas. Essa não é a finalidade da profecia no Novo Testamento.

Passou o tempo em que o profeta era consultado para dizer se alguém deveria ir para a direita ou para a esquerda. Saul foi consultar o profeta Samuel acerca das jumentas extraviadas de seu pai. O profeta o tranquilizou, pois os animais já haviam sido encontrados. Esse foi um ministério passado, em que o profeta era o vidente para toda a nação, e para fatos envolvendo pessoas. No Novo Testamento, a nosso ver, é muito mais proveitoso orar e buscar a presença de Deus reservadamente, entrando no seu quarto, como ensinou Jesus, para ter a orientação do Senhor (Mt 6.6). Como resultado dessa busca, Deus fala através das circunstâncias. Um jovem fiel, que busca a Deus, que serve a Deus em sua casa, que se santifica, certamente terá a bênção de Deus sobre as circunstâncias da sua vida. Ele é abençoado nos estudos. Deus abre portas de emprego. A família da noiva demonstra estar feliz, aprovando a amizade dos noivos. O pastor da igreja local vê com bons olhos o noivado. A jovem demonstra que ama o rapaz, e expressa isso com palavras e carinho. Em tudo isso, pode-se perceber Deus dando a sua aprovação ao casamento.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 33, 34.

  1. d) Os princípios de santidade.

Se desrespeitam esse princípio da santidade, e se envolvem em carícias e práticas sexuais, certamente estão fora da vontade de Deus. Colherão os frutos de sua desobediência, logo, ou depois que se casarem (G1 6.7). Li um livro com o título O D ivórcio Começa no Namoro. Chamou-me a atenção. Meditando, achei que o autor tem razão. As bases do casamento são lançadas no namoro e alicerçadas no noivado. Se essas bases forem lançadas sobre a desobediência a Deus, na prática da fornicação, estão correndo sério risco de não terem a bênção de Deus. Não adiantará uma cerimônia pomposa, com dezenas de testemunhas, vestido de noiva com véu e grinalda, com modelo personalizado, nem uma recepção no melhor clube da cidade. Mais importante é ter a bênção de Deus no casamento.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 34.

6.19 — O templo (1 Co 3.16,17) era a congregação de cristãos, reconhecido como a habitação sagrada de Deus. A gloria (shekinah) do Senhor encheu o tabernáculo (Ex 40.34) e o templo (1 Rs 8.10,11). Agora, a gloria de Deus, por intermédio do Espirito Santo, habita em cada cristão (Jo 14-16,17) e, consequentemente, em toda a igreja. Os sacerdotes do Antigo Testamento não poupavam esforços para manter o santuário puro para a presença de Deus. Todo cristão também deveria cuidar com diligencia de seu corpo, o templo do Espirito Santo, para honrar o Senhor e a Igreja.

6.20 — Comprados por bom preço se refere a alguém que esta comprando um escravo em um leilão. Com Sua morte, Jesus Cristo pagou o preço para nos resgatar da escravidão do pecado (Ef 1.7; 1 Pe 1.18,19). Embora seja verdade que essa obra se aplique a todas as pessoas, mesmo aquelas que negam o Senhor (2 Pe 2.1), isso tem um significado muito singular e especial para o cristão (compare com 1 Pe 2.9; 1 Tm 4.10). Paulo conclui com o imperativo glorificai, pois, a Deus no vosso corpo. Em outras palavras, use seu corpo para que outras pessoas possam ver que você pertence a Deus.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 421, 422.

1 Co 6 19, 20. O que Paulo quis dizer quando mencionou que o nosso corpo pertence a Deus? Muitas pessoas dizem que tem o direito de fazer o que quiserem com seu corpo. Embora pensem que isso soja liberdade, estão na realidade escravizadas por seus próprios desejos. Quando nos tornamos cristãos, o Espirito Santo passa a habitar em nos. Assim sendo, o nosso corpo não nos pertence mais. O fato de Deus ter nos comprado ‘por bom preço alude nossa condição de escravos adquiridos em um leilão. A morte de Cristo nos libertou do pecado, mas nos obriga a servi-lo. Se alguém viver em um edifício de propriedade de outra pessoa, procurara evitar violar as regras do edifício. Por seu corpo pertencer a Deus. você não deve violar os padrões de vida estabelecidos pelo Senhor

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD pag. 1591.

6.19 não sois de vos mesmos. O corpo do cristão pertence ao Senhor (v. 13), e um membro de Cristo (v. 15) e templo do Espirito Santo. Veja notas em Rm 2.1-2. Todo ato de formicação , adultério ou qualquer outro pecado é cometido pelo cristão no santuário, o Santo dos Santos, onde Deus habita. N o AT, o sumo sacerdote entrava lá apenas uma vez por ano, e somente apos uma extensiva limpeza, caso contrario ele seria morto (Lv 16). 6 .2 0 por preço. O precioso sangue de Cristo. O  glorificai a Deus. O proposito supremo do cristão (10.31).

MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag.1535.

II - O AMOR VERDADEIRO NO CASAMENTO

  1. O dever primordial do casal.

O dever de amar está acima dos outros deveres conjugais. Esse versículo é sempre lido pelo ministro religioso no dia do casamento de alguém. Muitos maridos, porém, despreparados para o matrimônio, ouvem essa recomendação por pura formalidade. As palavras entram-lhes por um ouvido e saem pelo outro: não dão importância ao que está contido nas Escrituras. A nosso ver, se um jovem não está consciente do que é amar a esposa, não deve casar, e muito menos ter a bênção matrimonial dada na igreja do Senhor. Casamento sem amor é como planta sem água: acaba morrendo.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 34, 35.

5.25ss Alguns cristãos pensavam que Paulo adotasse uma posicao contraria ao casamento por causa de seu conselho em 1 Corintios 7.32-38. Entretanto, estes versículos de Efésios mostram seu alto conceito sobre o casamento. Aqui o casamento não representa uma necessidade pratica ou a cura para a luxuria, mas o retrato do relacionamento entre Cristo e sua Igreja! Mas por que essa aparente diferença? O conselho de Paulo em 1 Coríntios foi elaborado sob uma situação de emergência durante o período da crise da perseguição. O conselho de Paulo aos efésios, por outro lado, traduz o ideal bíblico do matrimonio. Para ele, o casamento e uma união santificada, um símbolo vivo, um precioso relacionamento que necessita de terno e abnegado carinho, um relacionamento sacrifical.

5.25-30 - Paulo dedica o dobro de palavras para aconselhar os maridos a amar as esposas do que para pedir as esposas que obedeçam aos maridos. Como um homem deve amar sua esposa? (1) Deve estar disposto a sacrificar tudo por ela. (2) dar a maior importância ao seu bem -estar e (3) cuidar dela como cuida de seu próprio corpo. Nenhuma esposa precisa temer submeter- se a um homem que a trata dessa maneira.

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD pag. 1654.

As responsabilidades especiais que se aplicam ao marido como cabeça são tratadas em mais detalhes do que as que se referem à subordinação da mulher. O padrão celestial é novamente apresentado, de modo que o marido cristão deve amar sua esposa como Cristo amou a Igreja. A atitude do marido para com a esposa não deve ser de domínio, mas de sacrifício próprio. Oxalá que as esposas aprendessem a lição dos versos que lhes são endereçados, e que os maridos, de sua parte, aplicassem, a si mesmos, os versos dirigidos a eles e não vice-versa! Paulo salienta, não os direitos, mas sim as responsabilidades. A harmonia e a felicidade serão adquiridas ao se cumprirem as responsabilidades antes de se insistir nos direitos.

NOVO. Comentário da Bíblia. Efésios. pag. 39.

  1. Maridos, amai vossa mulher. As obrigações não são simplesmente unilaterais. A responsabilidade do marido é tão constrangedora quanto a da esposa. Esta não é uma referência ao amor normal do marido, que não necessitaria ser ordenado, mas ao amor volitivo que brota de Deus e assemelha-se ao Seu próprio amor. Em contraste com o desejo sexual normal, que por sua natureza é egoísta, este amor é altruísta. Como também Cristo amou a igreja. Embora os maridos humanos jamais possam alcançar esse grau de amor que Cristo manifestou, são exortados a demonstrarem o mesmo tipo de amor, que assim se prova, a si mesmo se entregou por ela.

MOODY. Comentário Bíblico. Efésios. pag.34,35.

Algumas vezes se descarta por completo a ênfase desta passagem. É lida como se a essência da mesma estivesse na subordinação da mulher ao marido. A frase "o marido é cabeça da mulher", cita-se isoladamente. Mas há muito mais. O fundamento de toda esta passagem não é o controle, mas sim o amor. Paulo refere-se ao amor que o marido deve ter para com sua mulher.

(1) Deve ser um amor sacrifical. Deve amar a sua mulher como Cristo amou a Igreja e deu-se a si mesmo por ela. Nunca deve ser um amor egoísta. Cristo não amou a Igreja para que a Igreja fizesse algo por Ele, senão para Ele fazer coisas por ela.

Crisóstomo se espraiou admiravelmente nesta passagem: "Viu a medida da obediência? Escuta também a medida do amor. Quer que sua mulher lhe obedeça como a Igreja obedece a Cristo? Preocupe-se por ela assim como Cristo se preocupou com a Igreja. E se for necessário que deva entregar sua vida por ela ou ser despedaçado, ou suportar o que for, não fuja disso... Cristo levou a Igreja a seus pés por sua grande solicitude, não pelas ameaças, o temor ou coisa que o valha; esta mesma deve ser sua conduta com respeito a sua mulher".

O marido é cabeça da mulher — é verdade que Paulo afirmou isto. Mas o apóstolo diz também que o marido deve amar a sua mulher como Cristo amou a Igreja, com um amor que jamais recorre à tirania do controle, mas sim está disposto a qualquer sacrifício por seu bem.

(2) Tem que ser um amor purificador. Cristo purificou e consagrou a Igreja pelo lavar da água, no dia em que cada membro fez sua profissão de fé. Pode ser que aqui Paulo tenha em mente um costume grego.

Um dos costumes nupciais gregos era que a esposa antes de ser conduzida ao altar devia banhar-se nas águas de um rio consagrado a um deus ou a uma deusa. Em Atenas, por exemplo, banhava-se nas águas do Calírroe consagrado à deusa Atenas para que as águas sagradas a purificassem de toda impureza. Paulo pensa no batismo. Pela lavagem do batismo e a profissão da fé Cristo faz com que a Igreja seja para Ele limpa, pura e consagrada, de tal maneira que não se encontre nela nenhum lugar sujo nem ruga que a desfigure. Todo amor que arrasta a uma pessoa para baixo é um amor falso. Todo amor que em lugar de refinar o caráter o torna mais grosseiro, que necessita do engano que debilita a fibra moral, que torna má uma pessoa, não é amor. O amor verdadeiro é o grande purificador e limpador da vida toda.

(3) Deve ser um amor solícito. Um homem deve amar a sua mulher como ama a seu próprio corpo. No dizer de Paulo, como nutre e cuida de seu corpo, o amor cuida da pessoa amada. Não ama para procurar serviço nem para assegurar a atenção de sua comodidade física. Não ama por própria conveniência, mas sim cuida da pessoa amada. Há algo que não está em ordem quando um homem olha a sua mulher consciente ou inconscientemente, como a que deve preparar a comida, lavar a roupa, limpar a casa e educar os filhos. Não deve ser tida como um tipo de diarista permanente, mas sim como a pessoa com quem alguém tem o dever de brindar-se.

(4) É um amor inquebrantável. Por este amor o homem deixa pai e mãe e se adere à sua mulher. Tornam-se uma carne. Une-se a ela como os membros do corpo estão unidos entre si. Não pensa em separar-se dela, o qual equivaleria a rasgar seu próprio corpo. De fato, estamos aqui perante um ideal que contrasta com uma época em que homens e mulheres mudavam de consorte com a facilidade com que mudavam a roupa.

(5) Esta é uma relação como diz Paulo, no Senhor. Vive-se na presença do Senhor, em sua atmosfera; cada iniciativa é dirigida pelo Senhor; cada decisão é tomada no Senhor. No lar cristão Jesus é o hóspede que sempre se tem presente ainda que esteja em forma invisível. No casamento cristão não participam dois, mas sim três e o terceiro é Cristo.

BARCLAY. William. Comentário do Novo Testamento William Barclay. Efésios. pag. 126- 128.

  1. O amor gera união plena.

A união física tem papel importantíssimo nesse aspecto. Essa união plena tem inimigos terríveis. Um deles, muito comum, é a irritação. A vida em família sofre bastante desgaste quando o casal não se previne acerca disso. E pequenas coisas, pequenos transtornos, chamados irritações, que são como picadas de mosquitos em noites de calor, perturbam mais do que coisas de grande vulto. A vida conjugal exige convivência em qualquer situação, na prosperidade ou na escassez, na saúde ou na doença. E necessário que haja muita compreensão e muito amor para evitar a irritação que surge com os problemas normais da vida. O amor, diz a Bíblia, “tudo espera, tudo suporta; não se irrita.” Isso é difícil, mas não é impossível para o cristão que tem a ajuda direta de Deus. Há esposos que se irritam com tudo, dando lugar à quebra da união plena com a esposa. Se a comida não está do agrado do marido, ele reclama, não dissimula: fica aborrecido, de cara feia. A camisa está sem um botão, justamente na hora de sair para a igreja, surge uma discussão. Os chinelos não estão no lugar, mais reclamações. São as irritações que vão se somando, pequenas, mas constantes. Um dia, “a casa cai”. O marido conclui que a vida está “insuportável” ao lado da esposa, Satanás fica torcendo pelo pior, e faz com que aquelas “coisinhas” pareçam montes intransponíveis.

O esposo cristão quer exigir da esposa o cumprimento fiel de todos os seus deveres, sem faltar nada. Porém, muitas vezes, não cumpre os próprios deveres para com ela, conforme a Bíblia manda. Será que, por causa de qualquer coisa, Cristo irrita-se com a Igreja? Certamente não.

Se assim fosse, onde estaríamos nós? Do mesmo modo, é necessário o esposo cristão evitar as irritações com a esposa. Como isso é possível? Parece-nos que, com poucas medidas simples, torna-se viável vencer a tentação das irritações:

  • O esposo deve orar com a esposa todos os dias.
  • O esposo deve ler a Bíblia ao lado da esposa.
  • O esposo deve manter diálogo constante com a esposa sobre as coisas do lar.
  • Quando algo estiver errado, o esposo deve conversar sobre o assunto com compreensão. Pedir sugestões à esposa sobre a melhor maneira de, juntos, resolverem o problema.
  • Ambos devem dar graças a Deus pelos problemas. Eles tendem a desaparecer quando ações de graças sobem aos céus (1 Ts 5.18).
  • Ambos devem procurar cultivar o verdadeiro amor.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 35, 36.

5.31 -33 • A união pelo matrimonio faz com que o marido e a esposa tornem-se uma só pessoa, de tal forma que muito pouco pode afetar a uma delas sem afetar a outra. A unidade do matrimonio não significa que os cônjuges percam a própria personalidade. Ao contrario, significa cuidar da outra pessoa com o mesmo cuidado dispensado a si mesmo, aprender a prever e a antecipar as necessidades do outro, fazendo com que este se torne tudo aquilo que foi idealizado. A historia da criação nos

fala do plano de Deus em que o marido e a esposa devem ser uma única pessoa (Gn 2.24). Jesus também se referiu a esse plano (Mt 19.4-6).

APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD pag. 1655.

Essa citação foi extraída do trecho de Gen. 2:24, de acordo com a versão da Septuaginta (tradução do original hebraico do A.T. para o grego, completada cerca de duzentos anos antes da era crista).

≪...por que ...≫, ou seja, ≪por essa causa≫, porquanto e' referida aqui a ideia geral da intima relação entre um homem e sua esposa. Tal relação é tão intima que ninguém pode impedi-la. Por isso e que um homem deixara seu lar, seu pai e sua mãe, todo o seu antigo relacionamento de familiares e de amigos, a fim de que os vínculos com sua .esposa se revistam do caráter sem-par que tenham. Nossos laços de família, com os próprios pais, são muito fortes, laços de ≪carne e sangue≫; mas isso não nos torna ≪uma só carne≫ com eles. Somente no matrimonio e que ha uma união espiritual, tanto de corpo como de espirito, o que não se verifica nos laços com nossos progenitores.

Os vínculos matrimoniais, naturalmente, não eliminam nossos deveres

para com os nossos pais ou quaisquer outros relacionamentos importantes, mas ultrapassam a todos eles, no sentido de sua importância e intimidade. O matrimonio e o mais sagrado de todos os vínculos, exigindo uma espécie peculiar de dedicação e atenção. Aqueles que se recusam a permitir que o matrimonio transcenda a outros laços não demoram a aprender que isso convida perturbação; e os pais que tentam dominar seus filhos mesmo após se casarem, são impulsionados por um amor・egoísta que mais se assemelha ao ódio, pelo menos quanto aos seus resultados. E cena entristecedora ver mãe e noras a competir pelo amor e atenção de um homem. Isso é contrario a ordem natural das coisas, e nunca deixara de ser acompanhado por lamentações e lagrimas.

... .se unira a sua mulher...≫ Esse verbo vem do termo grego ≪proskollao≫, que quer dizer ≪aderir intimamente a≫, e cujo sentido literal e ≪grudar≫. Tal palavra fala da união intima e enlaçam-te que deve haver no matrimonio. Adam Clarke (in loc.) desenvolve a ideia dessa palavra com uma metáfora, ao dizer: ≪Ele será ‘grudado’ ou ‘cimentado’ a ela; e assim como uma tabua bem ‘colada’ se partira antes por inteiro do que na junta colada, assim também somente a morte pode separar marido e mulher≫. Sim, e algumas pessoas acreditam que nem mesmo a morte física tem esse poder, porquanto o amor dos casais transcende a sepultura. A doutrina das ≪almas gêmeas≫, ou das ≪almas cônjuges≫ não permite qualquer separação, como se esposo e esposa fossem gêmeos em suas almas. ≪...se tornarão os dois uma só carne ...≫ A metáfora da ≪costela≫ e aqui aludida, na qual o marido e sua mulher são encarados como se, de alguma maneira literal, compartilhassem da mesma substancia carnal. Porem, o sentido aqui e o mesmo que aparece no vigésimo oitavo versículo, onde a esposa figura como corpo do esposo. Essas são expressões que indicam a intima comunhão entre eles, que chega a ter um caráter místico, pois entre eles ha uma união das energias vitais. A passagem do livro de Genesis, entendida alegoricamente, expressa uma grande verdade.. A mulher, por haver sido criada da costela do homem, simboliza a relação intima entre eles, tanto em sua natureza como em suas energias vitais, mormente no que tange as relações matrimoniais. Essa e outra maneira de chamar a mulher de corpo do homem (o que foi dito no vigésimo oitavo versículo), embora sob um simbolismo diverso. Também e outra maneira de dizer que a esposa faz parte do seu esposo, o que também e dito no mesmo versículo, e em cujas notas expositivas essas ideias são mais expandidas. A união vital entre marido e mulher, que atinge ate mesmo suas energias vitais, simboliza aquela unidade espiritual ainda mais vasta de Cristo e sua igreja, e na qual. ha a participação da mesma natureza essencial, posto que os crentes serão inteiramente transformados segundo a imagem de Cristo, por atuação do Espirito Santo. (Ver II Cor. 3:18 e as notas expositivas ali existentes).

≪No matrimonio natural, marido e mulher se combinam para formar um ser humano perfeito, um e o complemento do outro. Assim também Cristo, na posição de Deus-homem, teve por seu prazer fazer da igreja, o corpo, um adjunto necessário de si mesmo, que e o Cabeça. Ele e o arquétipo da igreja, a imagem de quem, qual modelo, ela e formada. Ele e seu Cabeça, assim como o marido e o cabeça de sua mulher (ver Rom. 6:5; I Cor. 11:3 e 15:45). Cristo jamais permitira que qualquer poder estabeleça separação entre ele mesmo e sua noiva. (Ver Mat. 19:6; Joao 10:28,29 e 13:1)≫. (Faucett, in loc.).

Ha certa interpretação alegórica deste versículo. Muitos elementos antigos e alguns modernos interpretam este versículo como uma alegoria sobre as relações entre Cristo e sua igreja. O versículo seguinte mostra-nos que pelo menos algum sentido simbólico deve ser incluído, porquanto aquilo que Paulo deixou escrito tem um duplo significado, tal como sucede por toda esta passagem: ha certa aplicação aos laços matrimoniais literais, entre homem e mulher; e ha outra aplicação ao vinculo entre Cristo e sua igreja, os quais são expostos como o noivo e sua noiva. Mas, visto que nenhuma definição exata foi registrada pelo próprio auto sagrado, muitas variedades de interpretação sobre os elementos dessa ≪alegoria≫ tem sido expostas, do que damos os seguintes exemplos:

  1. O ≪esposo≫ seria Cristo, e a ≪esposa≫ seria a igreja. E nos verbos usados no tempo futuro, que ha neste versículo, alguns estudiosos veem a ≪parousia≫ ou segunda vinda de Cristo. Todavia Alford (in loc.), ver ≪elementos passados, presentes e futuros≫, como parte do intuito da

passagem. Portanto, conforme diz ele ainda, ≪Cristo deixou o seio do Pai, no passado; esta preparando gradualmente a união com a igreja, no presente; e haverá de consuma-la plenamente, o que e futuro≫.

  1. Outros estudiosos ampliam e exageram essa alegoria, pensando que a ≪mãe≫ hipotética que Cristo deixou seria a Jerusalém celestial (os lugares celestiais), ou então o Espirito Santo. Jeremy Taylor opinou: ≪Cristo desceu do seio do Pai e ligou sua divindade com carne e sangue, tendo-se casado com a nossa natureza; e assim nos tornamos a igreja≫.
  2. Outros incluem a cerimonia da Ceia do Senhor na ideia da coabitação

conjugal.

  1. Ha interpretes que rejeitam inteiramente a interpretação alegórica, pois esta, naturalmente, tem sofrido algumas distorções estranhas e abusivas. Mas o trigésimo segundo versículo deste capitulo exige, pelo menos, uma aplicação secundaria das declarações deste versículo. A aplicação primaria e que as relações matrimoniais transcendem todos os demais laços terrenos. Em certo sentido espiritual, nossas relações com Cristo transcendem quaisquer vínculos de qualquer categoria. E mister abandonar tudo para que se possa segui-lo, conforme o evangelho mesmo nos ensina, em Mat. 16:24-27.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora HAGNOS. Vol. 4. pag. 663.

III - A FIDELIDADE CONJUGAL

  1. Fator indispensável à estabilidade no casamento.

O padrão de amor não é o falso amor das novelas, dos filmes e das revistas sociais. O padrão para o amor conjugal é o amor de Cristo para com a sua Igreja! E Cristo jamais foi ou virá a ser infiel à sua Noiva. Da mesma forma os cônjuges cristãos devem ser fiéis uns aos outros, para que Satanás não encontre brecha para destruir a aliança matrimonial.

O esposo, amando sua esposa de todo o coração, como Cristo à Igreja. A esposa, amando o esposo da mesma forma e lhe sendo submissa pelo amor. Em termos práticos, é necessário cultivar, tratar, regar e cuidar da planta do amor, para que as ervas daninhas da infidelidade não germinem no coração de um dos cônjuges. E bom que os cristãos casados saibam que a santidade do cristianismo não faz ninguém deixar de ser humano. Nesta vida, precisamos de amor, de alegria, de paz, de carinho, de afeto. O leito conjugal precisa ser bem aproveitado, e a união sexual, legítima entre os casados, deve continuar sendo fator de integração, não apenas física, afetiva, mas também espiritual. Deus se agrada da união entre os casados, especialmente entre cristãos (Hb 13.4). Reconhecemos que há muita infidelidade que começa por mera tentação, para o que o outro cônjuge, às vezes, em nada contribui. Mas havemos de reconhecer que o casal bem unido em torno do Senhor Jesus terá condições de vencer o Inimigo. Paulo doutrinou bastante sobre o assunto (1 Co 3.16,17, por exemplo).

O homem, ou a mulher cristã, deve tomar em consideração esta advertência solene e grave da Bíblia: Se alguém destruir o seu próprio corpo, pelo pecado, Deus o destruirá. Mais clara ainda é a exortação quando lemos o trecho de 1 Coríntios 6.18-20. O corpo não é nosso propriamente, pois somos propriedade de Deus. Não somos de nós mesmos. Esta constatação é extraordinária. Para aceitá-la, é preciso que tenhamos a consciência espiritual em harmonia com a mente de Deus. Diante disso, o casal cristão não pode adulterar, nem usar o corpo de qualquer maneira no leito conjugal, para não cometer infidelidade no uso do “templo de Deus”. A prática do sexo, fora do que é natural, como por exemplo a sodomia e outras aberrações sexuais, é profanação do “templo de Deus”.

Um casal bem ajustado espiritual e fisicamente não necessita recorrer a práticas eróticas desrespeitosas no leito conjugal. Havendo o verdadeiro amor, não haverá frieza sexual. Haverá interesse, atração de um pelo outro; haverá prazer no ato. É necessário evitar a infidelidade sob qualquer forma ou pretexto. Quem é fiel ao seu cônjuge é fiel, acima de tudo, a Deus, o criador do casamento.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 36, 38.

6,15-17 — A vida dos cristãos sofre uma mudança muito grande quando eles estão unidos a Cristo. A união afeta tanto o cristão como Cristo.

Quando o cristão se envolve com a imoralidade, ele esta arrastando a união com o Salvador para o relacionamento ilícito. Ao citar: Serão [...] dois numa só carne, fazendo menção ao texto de Genesis 2.24, Paulo ilustrou a seriedade do pecado sexual.

6.18 — Todo pecado que o homem comete e fora do corpo era outro lema usado pelos coríntios para justificar sua imoralidade (1 Co 6.12,13). Paulo mostrou que o contrario e verdadeiro: o pecado sexual e cometido contra o corpo, não fora dele. Fugi. Paulo exortou os coríntios a fugirem de qualquer tentação de ceder ao pecado sexual (Gn 39.1-12).

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 421.

1 Coríntios 6:12-20

Nesta passagem Paulo enfrenta uma série de problemas. Termina com uma ordem: "Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo" (v. 20, RC). É o grito de batalha de Paulo na passagem. Os gregos sempre desprezaram seus corpos. Havia um provérbio que dizia: "O corpo é uma tumba". Epicteto dizia "Sou uma pobre alma encadeada a um cadáver." O que importava era a alma, o espírito do homem; o corpo não interessava. Isto dava como resultado duas atitudes. Ou dava origem ao mais rigoroso ascetismo no qual tudo se realizava para dominar e humilhar os desejos e instintos do corpo. Ou — e em Corinto prevalecia a segunda atitude — significava que visto que o corpo não importava, podia-se fazer o que se quisesse com ele: podia-se deixá-lo saciar e satisfazer os seus apetites. Não interessava absolutamente. Se o que interessa é a alma, diziam, então não tem importância o que o homem faça com seu corpo.

O que complicava isto era a doutrina da liberdade cristã que Paulo pregava. Se o homem cristão era o mais livre de todos, não está livre para fazer o que desejar, especialmente com esse corpo tão insignificante que lhe pertence? De modo que — argumentavam os coríntios — de uma maneira que consideravam muito sábia, era preciso deixar que o corpo fizesse o que quisesse. Mas o que é o que o corpo quer? O estômago foi criado para a comida e a comida para o estômago, diziam os coríntios. Comida e estômago inevitável e naturalmente vão lado a lado. Precisamente da mesma maneira — diziam — o corpo estava feito para seus instintos, está feito para o ato sexual e este está feito para ele; portanto era preciso deixar que os desejos do corpo seguissem seu caminho.

A resposta de Paulo é clara. O estômago e a comida são coisas passageiras; chegará o dia em que ambos passarão. Mas o corpo, a personalidade, o homem como uma totalidade não perecerá, foi criado para unir-se com Cristo neste mundo e estreitar esta união no além.

Cristo e todo o homem estão inevitavelmente relacionados. O que acontece então se o homem fornicar? Entrega seu corpo a uma rameira, pois as Escrituras dizem que o ato sexual faz com que duas pessoas sejam uma só carne. Esta é uma citação de Gênesis 2:24. O que quer dizer que o corpo que pertence a Cristo foi literalmente prostituído

Lembremos que Paulo não está escrevendo um tratado sistemático, está pregando, rogando com um coração fogoso e com uma língua que está disposta a utilizar todos os argumentos que possa. Diz que de todos os pecados, a fornicação é aquele que afeta ao corpo do homem e o ofende. Agora, isto não é estritamente certo — o alcoolismo pode fazer o mesmo. Mas Paulo não escreve para satisfazer a um examinador, está suplicando para que os coríntios se salvem em corpo e em alma, de modo que aduz que os outros pecados são externos ao homem, enquanto que neste está pecando contra seu próprio corpo, aquele que está destinado a unir-se a Cristo.

E finalmente realiza um último chamado. Devido ao fato de que o espírito de Deus habita em nós, convertemo-nos em templos de Deus; e se isto é assim nossos corpos são sagrados. E o que é mais — Cristo morreu não para salvar uma parte do homem, mas sim a sua totalidade, salvá-lo em corpo e espírito. Cristo deu sua vida para outorgar ao homem uma alma redimiu a e um corpo puro. E devido a isto o corpo do homem não é sua propriedade com a qual pode fazer o que deseja, pertence a Cristo, e o homem deve utilizar esse corpo não para satisfazer seus próprios apetites, mas sim para a glória do Salvador.

Há dois grandes pensamentos nisto.

(1) Paulo insiste em que, apesar de estar livre para fazer o que deseja, não deixará que nada o domine. Uma das grandezas da fé cristã é que não liberta o homem para pecar, mas sim para que não o faça. É muito fácil deixar que hábitos, práticas e formas de vida nos dominem, mas a força cristã nos permite dominá-los. Quando um homem experimenta realmente o poder cristão se converte, não em um escravo de seu corpo, de seus instintos e de seus desejos, mas sim em amo dos mesmos. Muitas vezes o homem diz "Farei o que me agrada", quando em realidade quer dizer que acessará o hábito ou a paixão que o domina; só quando o homem tem a força de Cristo nele pode dizer real e verdadeiramente: "Farei o que quiser", e não, "Satisfarei as coisas que me dominam."

(2) Paulo insiste em que não nos pertencemos. Não existe no mundo um homem que se criou a si mesmo. Não podemos fazer nada que só nos faça sofrer. O cristão não pensa em seus direitos, mas sim em seus deveres. Nunca pode fazer o que lhe agrada devido ao fato de que não se pertence a si mesmo, deve fazer sempre o que Cristo deseja, devido ao fato de que ele o comprou com sua vida.

Na seção de nossa carta que está compreendida entre os caps. 7 a 15 Paulo se dedica a responder uma série de perguntas e a tratar certos problemas sobre os quais a Igreja de Corinto lhe pediu conselho. Começa a seção dizendo: “Quanto ao que me escrevestes...” Em linguagem moderna diríamos: "Com referência à sua carta."

Daremos um esboço do problema à medida que o consideremos. O capítulo 7 trata de uma série de problemas com respeito ao casamento.

Este é um resumo dos assuntos sobre os quais a Igreja de Corinto desejava o conselho de Paulo.

Versículos 1 e 2: Conselho para os que pensam que os cristãos não deveriam casar.

Versículos 3-7: Conselho para aqueles que sustentam que até aqueles que estão casados deviam abster-se de manter relações sexuais.

Versículos 8 e 9: Conselhos para os solteiros e as viúvas.

Versículos 10 e 11: Conselho para os que pensam que os casados deviam separar-se.

Versículos 12-17: Conselho para os que pensam em se os casamentos entre um cristão e um pagão teriam que dissolver-se.

Versículos 18 e 24: Instruções para viver a vida cristã em qualquer estado civil.

Versículo 25 e versículos 36-38: Conselhos a respeito das virgens.

Versículos 26-35: Exortação a que nada impeça o concentrar-se no serviço de Cristo, devido ao fato de que o tempo é curto e Cristo virá muito em breve outra vez.

Versículos 38-40: Conselhos para os que desejem voltar a casar-se.

Devemos estudar este capítulo tendo em conta firmemente dois aspectos:

(1) Paulo está escrevendo a Corinto, que era a cidade mais imoral do mundo. Para viver numa situação e num meio como esse, era muito melhor ser muito estrito que ser muito frouxo.

(2) O que domina e dita cada uma das respostas de Paulo é a convicção de que a segunda vinda de Cristo ia ser imediata. Não se realizou esta expectativa. Mas Paulo estava convencido de que estava aconselhando para uma situação puramente transitiva. Podemos estar seguros de que em muitos casos seus conselhos teria sido algo distintos se tivesse visualizado uma situação permanente. Agora consideremos o capítulo em detalhe.

BARCLAY. William. Comentário do Novo Testamento William Barclay. 1 Cor. pag. 61-64.

 

  1. Cuidado com os falsos padrões.

No Antigo Testamento, vemos um texto, em que Deus condena a infidelidade entre os esposos. Em Malaquias 2.13-16, vemos a repreensão ao povo de Israel, pelo fato de haver grande incidência de infidelidade conjugal. Deus não mais aceitava as ofertas do povo, pelo fato de haver deslealdade entre esposos e suas respectivas esposas. Quando os cristãos se casam dentro da vontade divina, Deus se faz presente na cerimônia, e se torna testemunha divina daquela união, daquele compromisso, assumido perante a autoridade pastoral que Deus confere aos ministros do evangelho. Eles representam Deus no casamento. Quando os crentes se casam, assumem o compromisso, perante Deus, perante sua Igreja, perante as testemunhas e perante a sociedade, perante a lei civil que regula o matrimônio. O casamento não deve ser visto como um “contrato”.

Contrato tem cláusulas, que podem sofrer modificações mediante o instrumento de aditivo contratual. No casamento não há aditivo. Há pacto solene, celebrado perante o criador do casamento. Os contratos têm prazo de vigência. O casamento é uma aliança, que deve perdurar “até que a morte os separe”. E, para que isso ocorra, é indispensável a fidelidade entre os cônjuges. Estatísticas oficiais demonstram que o número de divórcios entre os evangélicos está quase equivalente ao índice de divórcios entre os cônjuges descrentes. Esse é um fenômeno dos tempos pós-modernos. Há algumas décadas, pouco se falava em divórcio entre cristãos. Mas, nos últimos tempos, as separações têm ocorrido com frequência acentuada nas igrejas. Por quê? Por vários motivos. Um deles, talvez o mais terrível, seja o da infidelidade, do adultério, do homossexualismo, e de outros pecados graves, cometido contra a Lei de Deus. Ultimamente, há inúmeros casos, no seio das igrejas, de casais em crise conjugal. Alguns não se separam por mera conveniência, mesmo sendo vítima de infidelidade conjugal. Uns não querem divorciar-se porque aspiram ao ministério. E precisam manter-se casados, mesmo que haja uma união de fachada. Isso não condiz com o caráter cristão. Para evitar a infidelidade, é necessário que o casal se mantenha debaixo da orientação da Palavra de Deus.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 36, 37.

Os que cometem impiedade se edificam (15), isto é, alcançam prosperidade.

Quanto ao versículo 16, alguns, seguindo a Septuaginta, preferem ler: "Tais coisas falaram aqueles que temiam ao Senhor, um para o outro". Porém, é melhor seguir o hebraico: "Então aqueles que temiam ao Senhor falavam frequentemente um para o outro". As palavras do versículo 14 são as queixas dos céticos. Os fiéis se recusavam a aceitar esses argumentos e procuravam aprofundar sua comunhão uns com os outros e se assegurarem entre si da justiça de Deus. Seus nomes e seus feitos haviam sido inscritos no Seu memorial.

NOVO. Comentário da Bíblia. Malaquias. pag. 12.

O versículo 13. vossas palavras foram agressivas para mim Ele fala aqui para infiéis abrir e maldizentes.

Que temos falado Eles estão prontos ou negar o todo, ou despudoradamente para manter e defender o que tinha falado!  Versículo 14. Vós dizeis: É inútil servir a Deus eles se esforçavam para destruir o culto divino, eles afirmaram que era vaidade; que, se realizados os atos de adoração, eles não deve ser nada melhor, e se eles se abstiveram, eles deve haver nada pior. Este foi o seu ensinamento para o povo.

Andar de luto Mesmo no arrependimento eles declararam ser inútil. Este foi um passo elevado de impiedade, mas ver o que se segue; eis que as conclusões gerais destes réprobos.

O versículo 15. E agora nós chamamos os orgulhosos felizes homens orgulhosos e insolentes são as únicas pessoas felizes, pois dominar toda parte, e ninguém se atreve a resistir a eles.

Os que cometem impiedade são edificados O humilde e santo está deprimido e infeliz, o orgulhoso e ímpio estão em lugares de confiança e lucro. Muitas vezes é assim.

Os que tentam a Deus e escapam. Mesmo aqueles que desprezam a Deus, e insultam a sua justiça e providência, são preservados de perigos, enquanto o justo cai por eles.

Versículo 16. Eles que temem ao Senhor Havia uns poucos piedosos na terra, que, ao ouvir a língua e ver o desregramento dos rebeldes acima, concluiu que alguma marca sinal da vingança de Deus deve cair sobre eles, pois eles, portanto, como o aumento da corrupção, clivada o mais perto de seu Criador. Há três características dadas por este povo, a saber:

1º Eles temiam o Senhor. Eles tiveram reverência para o Senhor, que fez com que eles se desviam do mal, e para manter os seus juízos.

2º Eles falaram frequentemente um ao outro. Eles mantiveram a comunhão dos santos. Por exortação mútua fortaleceram-se as mãos no Senhor.

3º Eles pensaram no seu nome. Seu nome era sagrado para eles, era uma fonte fecunda de profunda e edificante meditação. O nome de Deus é o próprio Deus na plenitude de seu poder, a onisciência, justiça, bondade, misericórdia e verdade. O que uma fonte de pensamento e contemplação! Veja como Deus trata essas pessoas: O Senhor ouviu a conversa, ouviu as meditações de seu coração, e assim aprovado do todo que um memorial foi escrito diante do Senhor todos os seus nomes foram cuidadosamente registrados no céu. Aqui é uma alusão a registros mantidos por reis, Ester 6:1, de como havia realizado serviços de sinal, e quem deve ser o primeiro a ser recompensado.fonte estudaalicao.blogpsot.com

CLARKE. Adam. Comentário Malaquias cap. 3.13-16.

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net