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historia dos puritanos
historia dos puritanos

                       

                                                   OS PURITANOS( INICIO 1560)

                         Puritanismo notas para introdução


O puritanismo surgiu como uma consequência da implantação doprotestantismo em Inglaterra, após a rutura com a Igreja Católica causada pelodivórcio de Henrique VIII com Catarina de Aragão, em 1532. O protestantismofoi-se enraizando nos reinados de Eduardo VI e de Isabel I, com o interregnocatólico de Maria Tudor (cuja perseguição aos protestantes lhe valeu a alcunhade "Bloody Mary").

 

 No entanto, esta doutrina estava estritamente ligada aosestamentos de governação mais elevados, como o soberano reinante, o quenão conferia a necessária solidez e rigor religioso queridos pelos praticantes noseio da Igreja AnglicanaAssim,procurou- uma sistematização doutrinal e depráticas litúrgicas que rompessem definitivamente com o catolicismo, pois haviaainda bastantes usos em comum no século XVI. 

 Surgiu então o denominadopuritanismo, que preconizava, na senda de Calvino, uma regência absoluta deDeus sobre tudo o que diz respeito aos homens, e que era sobretudo aintervenção da graça divina sobre cada indivíduo - puritano - que o podia salvare conduzir pelo caminho da humildade (predestinação). Alé do mais, adesignação de "puritanismo" originou-se na convicção que lhes foi própria deque as Igrejas existentes tinham perdido a sua autenticidade e pureza originaiscom o passar dos tempos, o contacto com o paganismo e a intervenção dospapas e dos reis

 

 Pela mesma razão, condenavam a pompa excessiva dasvestes litúrgicas e da ornamentação das igrejas com imagens, peças em metaispreciosos e pedrarias e têxteis. A resistência que encontraram em Inglaterradurante o reinado de Carlos I adveio sobretudo porque além do âmbito religiosoos puritanos pretendiam igualmente reformar todos os setores da vidaquotidiana dos homens, o que interferia drasticamente com a economia e apolítica. 

Manifestaram- depois, no final do século, duas vertentes destadoutrina, sendo elas a congregacionista, que procurava implantar núcleos locaisindependentes, e a presbiteriana, que, pelo contrário, queria centralizar a Igrejae nomear os seus próprios presbíteros (maioritária na Escócia). Logo no iníciodo século XVII a ação que os puritanos empreenderam para reformar a IgrejaAnglicana foi tal que chegaram a ser expulsos da mesma, tendo grande partedeles emigrado para a América do Norte e se fixado sobretudo em NovaInglaterra, onde puderam praticar sem restrições.


Como referenciar este artigo:Puritanismo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-05-14].  

Puritanos e Assembléia de Westminster 

 

 

 

                      OS PURITANOS: SUA ORIGEM E SUA HISTÓRIA

 

Introdução

O sentido positivo/negativo original do termo “puritano” e o sentido pejorativo atual (rigidez, moralismo, intolerância).

A imagem distorcida dos puritanos na história. H. L. Mencken: “O puritanismo é o temor persistente de que alguém, em algum lugar, possa ser feliz”.Ênfase principal: preocupação com a pureza e integridade da igreja, do indivíduo e da sociedade.Movimento muito influente na Inglaterra; principal tradição religiosa na história dos Estados Unidos.


1. Definições

Movimento em prol da reforma completa da Igreja da Inglaterra que teve início no reinado de Elizabete I (1558) e continuou por mais de um século como uma grande força religiosa na Inglaterra e também nos Estados Unidos. “Uma versão militante da fé reformada” (Dewey D. Wallace, Jr.).Movimento religioso protestante dos séculos 16 e 17 que buscou “purificar” a Igreja da Inglaterra em linhas mais reformadas. O movimento foi calvinista quanto à teologia e presbiteriano ou congregacional quanto ao governo eclesiástico (Donald K. McKim).


Pessoas preocupadas com a reforma mais plena da Igreja da Inglaterra na época de Elizabete e dos Stuarts em virtude de sua experiência religiosa particular e do seu compromisso com a teologia reformada (I. Breward).


2. Antecedentes (raízes)

O puritanismo é uma mentalidade ou atitude religiosa que começou cedo na história da Inglaterra.

Desde o século 14, surgiu uma tradição de profundo apreço pelas Escrituras e questionamento de dogmas e práticas da igreja medieval com base nas mesmas.Começou com o “pré-reformador” João Wycliffe e os seus seguidores, os lolardos. Publicação da primeira Bíblia Inglesa completa em 1384, na época do “Grande Cisma”.

Wycliffe afirmou a autoridade suprema das Escrituras, definiu a igreja verdadeira como o conjunto dos eleitos, questionou o papado e a transubstanciação.O protestantismo inglês sofreu a influência de Lutero e especialmente da teologia reformada continental, a Reforma Suíça de Zurique (Zuínglio, Bullinger) e Genebra (Calvino, Beza).

Começou com o trabalho teológico da primeira geração de reformadores ingleses, influenciados pela Reforma Suíça. Ênfases: colocação da verdade antes da tradição e da autoridade; insistência na liberdade de servir a Deus da maneira que se julgava mais acertada (ver Lloyd-Jones, O puritanismo e suas origens).

William Tyndale (†1536) – compromisso com as Escrituras, ênfase na teologia do pacto. Tradutor da Bíblia - NT (1525); cruelmente perseguido; estrangulado e queimado em Antuérpia, na Bélgica.

John Hooper (†1555) – as Escrituras devem regular a estrutura eclesiástica e o comportamento pessoal.

John Knox (†1572) – reforma completa da igreja e do estado.

3. História

(a) Henrique VIII (1509-1547) – criou a Igreja Anglicana, uma igreja nacional inglesa de orientação nitidamente católica. Em 1539, impôs os Seis Artigos, com severas punições para os transgressores (“o açoite sangrento de seis cordas”). Incluíam a transubstanciação, a comunhão em uma só espécie, o celibato clerical, votos de castidade para leigos, missas particulares, confissão auricular, etc.

Duas reações dos protestantes: conformação – por exemplo, o arcebispo Thomas Cranmer a princípio de opôs, mas depois se submeteu e separou-se da esposa; protesto – Miles Coverdale, John Hooper e outros, que tiveram de fugir do país e foram para a Suíça. Sob a influência continental, começaram a se opor ao cerimonialismo religioso.

(b) Eduardo VI (1547-1553) – nessa época, a influência dos partidários de uma reforma profunda da igreja inglesa se tornou mais forte. John Hooper dispôs-se a aceitar um bispado que lhe foi oferecido, mas não a ser investido no ofício do modo prescrito, com o uso das vestes litúrgicas. Acabou sendo lançado na prisão por algum tempo. Foi o primeiro a expor claramente o argumento acerca das vestes. Não eram coisas indiferentes, e sim resquícios do catolicismo. Começa a surgir uma nítida distinção entre anglicanismo e puritanismo.

(c) Maria I (1553-1558) – tentou restaurar a Igreja Católica na Inglaterra e perseguiu os líderes protestantes. Muitos foram executados – Hugh Latimer (†1555), Nicholas Ridley (†1555) e Thomas Cranmer (†1556) – mártires marianos. Outros fugiram para o continente (Genebra, Zurique, Frankfurt), entre eles John Knox e William Whittingham, o principal responsável pela Bíblia de Genebra. Nesse período surgiram em Londres as primeiras igrejas independentes.

(d) Elizabete I (1558-1603) – inicialmente esperançosos, os puritanos se decepcionaram amargamente. A rainha insistiu em controlar a igreja, manteve os bispos e as cerimônias. A mesma divisão anterior se manifestou entre os líderes imbuídos de convicções protestantes – alguns, como Matthew Parker, Richard Cox, Edmund Grindal e John Jewel, protestaram no início, mas acabaram acomodando-se ao status quo. Aceitaram bispados e outras posições eclesiásticas sob o argumento de que, se recusassem esses ofícios, Elizabete nomearia católicos romanos em lugar deles. Outros, como Thomas Sampson, Miles Coverdale, John Foxe e Lawrence Humphrey, desafiaram a rainha.

- Os puritanos surgem com esse nome no contexto da “Controvérsia das Vestimentas” (1563-1567) – protesto contra vestimentas clericais (propunham o uso de togas genebrinas) e cerimônias como ajoelhar-se à Ceia do Senhor, dias santos e sinal da cruz no batismo. Nas décadas seguintes, intensificaram-se as medidas disciplinares da igreja e do estado contra os puritanos estritos (“não-conformistas”). Cristalizou-se o anglicanismo clássico, cujo principal teórico foi Richard Hooker, com sua obra Leis de Política Eclesiástica (1593). Em 1593 foi aprovado o rigoroso “Ato contra os Puritanos”.

(e) Tiago I (1603-1625) – esse rei havia recebido uma educação calvinista na Escócia, o que encheu de esperanças os puritanos. Eles lhe apresentaram a Petição Milenária, que foi totalmente rejeitada na Conferência de Hampton Court (1604). Alguns puritanos se desligaram inteiramente da Igreja da Inglaterra, entre eles um grupo que foi para a Holanda e depois para a América, fundando em 1620 a Colônia de Plymouth, em Massachusetts.

(f) Carlos I (1625-1649) – esse rei manteve a política de repressão contra os puritanos, o que levou um grupo não-separatista a ir para Massachusetts em 1630. No final do seu reinado, entrou em guerra contra os presbiterianos escoceses e contra os puritanos ingleses. Estes eram maioria no Parlamento e convocaram a Assembléia de Westminster (1643-49), que elaborou os famosos e influentes documentos da fé reformada.

Infelizmente, os puritanos não formavam um movimento coeso. Estavam divididos principalmente no que se refere à forma de governo da igreja. Existiam vários grupos: presbiterianos, congregacionais, episcopais, batistas. Alguns eram separatistas e outros não-separatistas, como os “independentes” (congregacionais moderados). A Guerra Civil terminou com a derrota e execução do rei.

(g) Oliver Cromwell – congregacional, líder das forças parlamentares que derrotaram o rei Carlos I. Tornou-se o “Lorde Protetor” da Inglaterra. Durante o Protetorado ou Comunidade Puritana (1649-1658), a Igreja da Inglaterra foi inicialmente presbiteriana e depois congregacional. Todavia, as rivalidades religiosas levaram ao restabelecimento da monarquia – a Restauração.


(h) Carlos II (1660-1685) - expulsou cerca de 2000 ministros puritanos da Igreja da Inglaterra. A Grande Expulsão (1662) marcou o fim do puritanismo anglicano. Embora perseguidos, sobreviveram como dissidentes (“dissenters”) fora da igreja estatal e eventualmente criaram igrejas batistas, congregacionais e presbiterianas.


(i) Tiago II (1685-1689) – tentou restaurar o catolicismo, mas foi derrotado pelo holandês Guilherme de Orange, esposo de sua filha Maria – a Revolução Gloriosa.


(j) Guilherme e Maria (1689-1702) – mediante um decreto, foi concedida tolerância aos “dissenters” (presbiterianos, congregacionais e batistas), cerca de um décimo da população. A essa altura, os melhores dias do puritanismo já haviam ficado para trás.

O puritanismo americano foi muito dinâmico e influente por pouco mais de um século, desde os primórdios na Nova Inglaterra (1620) até o Grande Despertamento (1740). Alguns nomes notáveis dessa tradição foram John Cotton, William Bradford, John Winthrop, John Eliot, Thomas Hooker, Cotton Mather e Jonathan Edwards.

Herdeiros recentes da tradição puritana: Charles H. Spurgeon, D. M. Lloyd-Jones, J. I. Packer, James M. Boice e outros.

 


4. O Perfil Puritano


4.1. Terminologia


Não-conformistas: esse termo surgiu na história inglesa quando puritanos e separatistas não quiseram aderir à Igreja da Inglaterra (oficial) desde 1660 até o Ato de Tolerância (1689). Não-conformidade é a atitude de não se submeter a uma igreja oficial.


Separatistas: termo aplicado ao puritano inglês Robert Browne (c.1550-1633) e seus seguidores, que se separaram da Igreja da Inglaterra. Mais tarde foi aplicado aos congregacionais ingleses e outros grupos que formaram suas próprias igrejas.

Não-separatistas: os puritanos anglicanos, aqueles que não queriam separar-se da igreja oficial, mas procuravam reformá-la. Os fundadores de Salem e Boston (1629-1630) estavam nessa categoria.

Independentes: nos séculos 17 e 18, os adeptos da forma de governo congregacional, em contraste com o governo episcopal da igreja estatal inglesa.

Dissidentes (“dissenters”): aqueles que se retiraram da igreja nacional da Inglaterra (anglicana) por motivos de consciência. O termo inclui congregacionais, presbiterianos e batistas.



4.2. Características gerais

Os “não-conformistas”, como também eram chamados, em geral eram ministros com educação universitária, oriundos principalmente de Cambridge, embora também houvesse leigos ardorosos entre eles.

Entendiam que a Igreja Inglesa devia adotar como modelo as igrejas reformadas do continente.

O puritanismo influenciou a tradição reformada no culto, governo eclesiástico, teologia, ética e espiritualidade. Quatro convicções básicas: (1) a salvação pessoal vem inteiramente de Deus; (2) a Bíblia constitui o guia indispensável para a vida; (3) a igreja deve refletir o ensino expresso das Escrituras; (4) a sociedade é um todo unificado.

O sentido original do termo “puritano” apontava para a purificação da igreja, na medida que os puritanos queriam descartar os elementos arquitetônicos, litúrgicos e cerimoniais que consideravam conflitantes com a simplicidade bíblica. Por exemplo, eles objetavam contra o sinal da cruz no batismo e a genuflexão para receber a Santa Ceia.

Ao invés de paramentos elaborados (sobrepeliz), eles preferiam uma toga preta que simbolizava o caráter do ministro como um expositor culto da Bíblia.Queriam que cada paróquia tivesse um ministro residente capaz de pregar. Para alcançar esse objetivo, promoviam reuniões de ministros para ouvir sermões e receber orientação pastoral (suprimidas por Elizabete).

Sofrendo oposição dos bispos e estando comprometidos com uma eclesiologia que dava ênfase à igreja como uma comunidade pactuada, muitos puritanos rejeitaram o episcopado.Thomas Cartwright promoveu o presbiterianismo (1570). Robert Browne, mais radical, advogou um sistema congregacional e defendeu a imediata separação da “corrupta” Igreja da Inglaterra (1582). Alguns de seus seguidores “separatistas” foram para a Holanda.

Congregacionais mais moderados, conhecidos como “independentes”, não chegaram a defender a separação. Eles influenciaram os puritanos da Baía de Massachusetts e se tornaram a corrente principal do congregacionalismo inglês.

Outros puritanos, como Richard Baxter (†1691), queriam um “episcopado atenuado” que associava características presbiterianas e episcopais.Os puritanos não estavam interessados somente na purificação do culto e do governo eclesiástico. Todo o corpo político também precisava de purificação. Apoiando-se em Martin Bucer e João Calvino, eles insistiram na criação de uma sociedade cristã disciplinada. Achavam que uma nação inteira podia fazer uma aliança com Deus para a realização desse ideal. Esperanças milenaristas e o exemplo do Israel bíblico os impeliram nessa direção.


4.3. Experiência religiosa

A Bíblia, interpretada no espírito dos teólogos reformados continentais, era considerada a única fonte legítima para a doutrina, liturgia, governo eclesiástico e espiritualidade pessoal. Incentivavam a leitura doméstica da Bíblia de Genebra (1560), uma edição comentada. Além da pregação expositiva regular aos domingos, havia a instrução dos membros em seus lares durante a semana. Deram grande ênfase à preparação de ministros pregadores (ex: Emmanuel College, em Cambridge).


Os pregadores-teólogos puritanos escreveram com detalhes sobre a maneira pela qual a graça de Deus poderia ser identificada na experiência humana, indo além de religiosidade formal e expressando-se numa transformação interior da morte no pecado para a vida em Cristo, com base na fé. Os diários e autobiografias dos puritanos revelam quão intensa essa luta podia ser e como se tornaram pessoais os grandes temas da teologia reformada.

· Sem negligenciar a obra e o ser de Deus ou os grandes temas da eleição, vocação, justificação, adoção, santificação e glorificação, a ênfase dos teólogos puritanos na experiência religiosa e na piedade prática deu aos seus escritos um teor incomum entre os teólogos reformados de outras partes da Europa. Um bom exemplo disso é O Peregrino (1676), de John Bunyan.

A ênfase prática da teologia puritana levou-a a dar grande atenção à ética pessoal e social em casos de consciência, discussões sobre vocação e o relacionamento entre a família, a igreja e a comunidade no propósito redentor de Deus.

A reforma do culto e da prática religiosa popular, ouvindo e obedecendo a palavra de Deus, bem como a santificação do tempo convergiram no desenvolvimento do sabatarianismo, um dos legados mais duradouros da teologia puritana aplicada.

4.4. Teologia

Segundo William Ames, a teologia “é para nós a suprema e a mais nobre das disciplinas exatas. É um guia e plano-mestre para o nosso fim mais elevado, enviado por Deus de maneira especial, tratando das coisas divinas... Não existe preceito de verdade universal relevante para se viver bem em economia doméstica, moralidade, vida política e legislação que não pertença legitimamente à teologia” (A medula da teologia, 1623).


Os puritanos eram estritos defensores da teologia reformada, que inicialmente tinham em comum com a Igreja da Inglaterra (os Trinta e Nove Artigos ensinavam a doutrina reformada da Ceia do Senhor e afirmavam a predestinação). Depois que muitos anglicanos adotaram uma posição mais arminiana (1620s), os puritanos defenderam vigorosamente o calvinismo devido à sua afirmação intransigente da graça imerecida de Deus.

Alguns puritanos, como William Perkins, William Ames e John Owen, deram importante contribuição para o desenvolvimento da ortodoxia reformada.Uma contribuição puritana mais específica foi a articulação do aspecto prático e afetivo da religiosidade. Richard Rogers, John Dod e Richard Sibbes foram fontes de um movimento devocional puritano que floresceu especialmente após a Restauração (1660) com grandes autores como Richard Baxter, Joseph Alleine e John Flavel.

Os puritanos escreveram uma enorme literatura sobre a vida espiritual, incluindo sermões, meditações, exposições bíblicas práticas, aforismos de orientação espiritual, biografias e autobiografias.Essa literatura dava ênfase a temas como a experiência pessoal de conversão, a regeneração pelo Espírito Santo, a união mística da alma com Cristo, a busca de certeza da salvação e o crescimento em santidade de vida.

A maior expressão dessa “teologia afetiva” foi a alegoria de John Bunyan (†1688), O Peregrino, que retratou a vida cristã como peregrinação e luta espiritual.A maioria dos puritanos estavam firmemente comprometidos com uma igreja nacional, dando forte ênfase à pureza do culto e do governo bíblicos como parte de uma reforma contínua. Uma pequena minoria não via esperança de reforma sem separação da igreja oficial e a criação de uma igreja de santos em relação pactual.

“A fidelidade da teologia puritana à revelação bíblica, sua abrangência, sua integração com outros tipos de conhecimento, sua profundidade pastoral e espiritual, seu êxito em criar uma tradição duradoura de culto, pregação e espiritualidade fazem dela uma tradição de permanente importância no cristianismo de língua inglesa e na tradição reformada mais ampla” (I. Breward).


4.5. Contribuições dos puritanos


Ver Leland Ryken, Santos no Mundo:
- Vida teocêntrica - Toda a vida pertence a Deus 
- Vendo Deus nos lugares comuns 
- A importância da vida 
- Vivendo num espírito de expectativa 
- O impulso prático do puritanismo 
- A vida cristã equilibrada 
- A simplicidade que dignifica


4.6. Puritanos notáveis

William Perkins 
(1558-1602) – sua teologia foi o primeiro grande exemplo de uma síntese da teologia reformada aplicada à transformação da sociedade, igreja e indivíduos da Inglaterra elizabetana. Em sua obra mais famosa, Armilla Aurea (A corrente de ouro – 1590), ele expôs a tradição reformada em torno do tema da teologia como “a arte de viver bem”. Deu ênfase à majestade da ordem de Deus e sua implicações sociais e pessoais. Foi o primeiro teólogo elizabetano com uma reputação internacional. Também destacou-se extraordinariamente como pregador.


William Ames (1576-1633) – discípulo mais destacado de Perkins e prolífico escritor. Sua críticas contra a Igreja da Inglaterra causaram o seu exílio na Holanda (onde foi professor) e a proibição dos seus livros na Inglaterra. Suas obras mais famosas são: A Medula da Teologia (1623) e Casos de Consciência (1630). Morreu poucos antes de uma planejada mudança para Massachusetts, onde sua influência, bem como na Holanda, persistiu até o século 18. Sua teologia prática acentuou como cada aspecto da vida devia ser dedicado à glória de Deus.

Richard Sibbes (1577-1635) – foi estudante e professor em Cambridge. Exemplificou a síntese entre profundidade bíblica e sensibilidade pastoral que caracterizou a teologia puritana no que tinha de melhor. Seus escritos são práticos antes que sistemáticos e mostram claramente porque as ênfases puritanas foram assimiladas tão plenamente pelos leigos. Escritos seus como A Porção do Cristão A Exaltação de Cristo Comprada por sua Humilhação revelam não só uma rica soteriologia, mas profundas percepções sobre a criação e a encarnação.

Thomas Goodwin (1600-1680) – foi influenciado por Sibbes e outros. Estava destinado a uma promissora carreira eclesiástica, mas abriu mão da mesma ao ser convencido por John Cotton (1584-1652) da legitimidade da independência. Depois de algum tempo na Holanda, desempenhou um papel importante na Assembléia de Westminster. Teve atuação destacada no regime de Cromwell e foi presidente do Magdalen College, em Oxford. Buscou unir independentes e presbiterianos em Cristo, o Pacificador Universal(1651). Seu profundo encontro pessoal com Cristo permeou todos os seus escritos.

Richard Baxter (1615-1691) – foi ordenado em 1638 e dois anos depois rejeitou o episcopalismo. De 1641 a 1660 foi ministro de uma paróquia em Kidderminster. Após a guerra civil, apoiou a Restauração e tornou-se capelão de Carlos II. Excluído da Igreja da Inglaterra após o Ato de Uniformidade (1662), continuou a pregar e foi encarcerado em 1685 e 1686. Tomou parte na deposição de Tiago II e deu as boas-vindas ao Ato de Tolerância de Guilherme e Maria. Suas obras incluem O Repouso Eterno dos Santos(1650) e O Pastor Reformado (1656).

John Owen (1616-1683) – ao lado de Baxter, o grande pensador sistemático da tradição teológica puritana. Educado em Oxford, enfrentou uma longa luta espiritual em busca da certeza de salvação, que terminou por volta de 1642. Dedicou seus formidáveis dotes intelectuais à causa parlamentar. Inicialmente presbiteriano, converteu-se à posição independente através da leitura de John Cotton. Fez uma vigorosa exposição do calvinismo clássico em Uma Exibição do Arminianismo (1643). Em A Morte da Morte na Morte de Cristo (1647) fez uma brilhante apresentação da doutrina da expiação limitada. Até o fim da vida trabalhou por uma igreja nacional mais abrangente e pela reconciliação dos dissidentes rivais.

John Bunyan (1628-1688) – após lutar na guerra civil, em 1653 filiou-se a uma igreja independente em Bedford. Um ou dois anos depois, começou a pregar com boa aceitação. Foi aprisionado de modo intermitente entre 1660 e 1672, o que lhe permitiu escrever sua obra-prima, O Progresso do Peregrino (1678), e outros escritos. Após 1672, dedicou-se à pregação e ao evangelismo em sua região. Outras obras famosas de sua lavra são A Guerra Santa (1682) e Graça Abundante para o Principal dos Pecadores(1666). 

(notas fontes PORTAL Makezie São Paulo)

 

            

Quem foram essas pessoas chamadas de “Os Puritanos”?

Por   John Winthrop


Primeiro foram os “Peregrinos”, nos anos 1620. Eles foram seguidos por milhares de Puritanos nos anos 1630 e estes deixaram suas fortes marcas em sua nova terra, tornando-se a mais dinâmica força nas colônias Americanas. Reportando-nos à Inglaterra, os Puritanos foram influentes pessoas na vida política do país, até que o Rei Charles não tolerou mais suas tentativas de reformar a Igreja da Inglaterra. Estava montada a perseguição. Veio então a idéia de que a única esperança seria deixar o país. Quem sabe na América eles poderiam estabelecer uma colônia cujo governo, sociedade e igreja fosse totalmente baseadas na Bíblia. A “Nova Inglaterra” poderia vir a ser a velha Inglaterra sem todos os defeitos de incredulidade e corrupção. “Puritanos” foi um termo ridiculamente usado durante o reinado da Rainha Elizabeth.

Eles eram os cristãos que desejavam uma Igreja da Inglaterra isenta de qualquer liturgia, cerimônia ou práticas que não estivessem absolutamente com base bíblica. A Bíblia era sua única autoridade, e eles defendiam que deveria ser usada em todos os níveis e áreas da vida.


UMA BRECHA ALTERNATIVA, UMA OMISSÃO PROVIDENCIAL

Quando o Rei Charles permitiu (ou concedeu) uma carta de privilégios à Massachusetts Bay Company, o documento falhou em não especificar que a sede e a direção da Companhia tinha de permanecer na Inglaterra. Os acionistas Puritanos tiraram proveito dessa omissão e combinaram em transferir a Empresa e toda a sua direção para a América. Fizeram todo o esforço então para estabelecer uma comunidade bíblica, uma república santa e cristã, como um verdadeiro exemplo para a Inglaterra e para o mundo.


NOVA INGLATERRA” - UM NOVO JEITO DE SER

No país de origem, todo cidadão britânico fazia parte da Igreja Nacional da Inglaterra. Na nova Inglaterra apenas os verdadeiros convertidos eram membros da igreja. Somente aqueles indivíduos cujas vidas haviam sido transformadas pela crença no Evangelho de Cristo, tinham acesso ao Rol de Membros da Igreja. Somente estes tinham direito de voto na Colônia. Eles tentavam estabelecer normas para uma ordem social piedosa, uma sociedade que verdadeiramente glorificasse a Deus. Como a Lei Mosaica regulamentou a sociedade de Israel nos Dias do Velho Testamento, do mesmo modo a Igreja sob a autoridade das Escrituras poderia ser regulamentada na sociedade da Nova Inglaterra. Não havia lugar para concessões na América Puritana. Todos aqueles que não estivessem de acordo com os sublimes propósitos da colônia, estavam livres para se mudar para qualquer lugar. Em que pese serem os puritanos pessoas de uma convicção e fé muito fortes, eles não eram individualistas. Eles vieram para a América em grupos, não como povoadores individuais. Muitas vezes, congregações inteiras, lideradas pelos seus Ministros, deixaram a Inglaterra e se estabeleceram juntas na Nova Inglaterra. Organizadamente se estabeleceram nas vilas, construindo seus templos ou pequenas casas de reunião bem no centro da cidade. A Igreja era o centro de sua comunidade, provendo propósito e direção para suas vidas.


HONRA AO DIA DO SENHOR

Os Puritanos defendiam tenazmente que o Senhor e o Seu culto eram importantes o suficientemente para que fosse reservado um dia inteiro na semana para total dedicação ao Senhor. E os Puritanos dedicavam seriamente o domingo ao Senhor. Os sermões tinham importância vital para a vida intelectual dos Puritanos e eles raramente gastavam menos do que uma hora nas exposições. Os instantes de oração podiam ser igualmente longos. A princípio não havia cânticos de hinos nos cultos dos Puritanos. Apenas os Salmos ou textos parafraseados da Bíblia eram cantados. O primeiro livro impresso na América foi o “Livro Geral dos Salmos”, uma versão métrica dos Salmos de Davi, impresso em 1640. A família era a instituição básica mais importante da sociedade Puritana, e funcionava como uma igreja em miniatura. Estabelecida por Deus antes de qualquer outra instituição e antes da queda do homem, a família era considerada o fundamento de toda vida civil, social e eclesiástica. Todos os dias, pela manha e a noite, a família se reunia para cultuar, a aos domingos se alegravam em poder cultuar junto com outras famílias.


CUIDADOS PARALELOS DO INTELECTO E DA ALMA

A instrução e o treinamento das crianças eram levadas muito a sério e os pais oravam para que os filhos se tornassem vigorosos para a glória do Senhor. Logo nos seus primeiros cinco anos de estabelecimento, Massachusetts organizou escolas para crianças. Toda criança deveria aprender a ler, pois somente assim teria condições de ler a Bíblia. Como uma das Leis de Massachusetts mencionava - “Sendo um antigo projeto do velho Enganador Satanás impedir que os homens tomem conhecimento das verdades bíblicas, escolas têm de ser estabelecidas”. Em 1636 a colônia fundou o Harvard College, especialmente para preparar pastores. As principais regras do Harvard testificam o compromisso cristão que os alunos assumiam: “Todos os estudantes devem ser plenamente instruídos e seriamente pressionados a considerar bem o principal propósito de suas vidas e estudos, isto é, conhecer a Deus e a Jesus Cristo - que é a vida eterna (João 17:3), e, por conseguinte, ter consciência que somente tendo Cristo por fundamento terá um perfeito aprendizado e conhecimento”.


TUDO É DO SENHOR

Tendo por fundamento sua crença de que todas as áreas da vida deveriam ser moldadas pelos princípios cristãos, os Puritanos defendiam que toda a profissão honrosa deveria ser exercida para a glória de Deus. Tudo na vida pertence ao Senhor, não havendo distinção entre trabalho secular e sagrado. Deus chama cada pessoa para uma vocação específica, e os cristãos devem atuar como verdadeiros despenseiros dos talentos e dons com os quais o Senhor os contempla. Atender ao chamado do Senhor era uma forma de servi-lo, assim como aos homens. A preguiça era considerada um grande pecado; dedicação ao chamado, uma grande virtude.


FORMANDO A AMÉRICA

Os Puritanos que se estabeleceram na Nova Inglaterra deixaram um legado para a formação de uma nação única na História. Eles tiveram também uma significativa influência no desenvolvimento subseqüente da América. Uma grande parte dos demais pioneiros que vieram a seguir e ocupantes do longínquo oeste, eram descendentes daqueles primitivos Puritanos. Seus valores e princípios, embora muitas vezes secularizados e distanciados dos fundamentos religiosos, continuaram a moldar o pensamento Americano e suas práticas nos séculos a seguir.

Notas fontes.Christian History Institute's - Glimpses of people, events, life and faith from the Church Across the Ages.

Fonte: Jornal OS PURITANOS, Ano I - Número 2 - Junho/1992

 

Os valores dos puritanos se tornam realidade no pastorado. O Puritanismo é uma realidade que se expressa na pregação e no cuidado pastoral realizados semanalmente. Muitos podem testemunhar a maravilhosa ajuda proporcionada pela redescoberta dos valores exemplificados pelos Puritanos. O encorajamento obtido é incalculável.É quase impossível negar que os Puritanos (usando a palavra no sentido amplo e inclusivo) se mostraram mais fortes naquilo que os evangélicos de nossos dias são mais fracos. E os escritos dos Puritanos podem fornecer mais ajuda do que qualquer outro grupo de ensinadores cristãos, do passado e do presente, desde os dias dos apóstolos. Esta é uma afirmação categórica, mas existe base sólida para ela. Considere as características do cristianismo Puritano.Eles eram homens de extraordinária capacidade intelectual, cujos hábitos mentais, fomentados pela elevada erudição, estavam unidos a zelo intenso para com Deus e a minuciosa familiaridade com o coração humano. Todas as obras dos Puritanos revelam esta fusão singular de dons e graça. A apreciação deles para com a soberana majestade de Deus era profunda, assim como o era a sua reverência em lidar com a Palavra de Deus. Eles entendiam os caminhos de Deus para com os homens, a glória de Cristo como Mediador e a obra do Espírito Santo no crente e na Igreja, de maneira tão rica e tão completa como ninguém mais os compreendeu desde a época deles. O conhecimento dos Puritanos não era apenas uma ortodoxia teórica. Eles procuravam “transformar em prática” (expressão deles mesmos) tudo o que Deus lhes ensinava. Sujeitavam sua consciência às Escrituras, disciplinando-se para encontrar uma justificação teológica, distinta de uma justificação apenas pragmática, para tudo o que faziam.                                              

Eles viam a família, a Igreja, o Estado, as artes e as ciências,o comércio e a indústria e o envolvimento das pessoas nestas diferentes circunstâncias como as diversas áreas nas quais o Senhor e Criador de todas as coisas poderia ser glorificado e servido.Então, conhecendo a Deus, os Puritanos também conheciam o homem. Eles o viam como um ser essencialmente nobre, criado à imagem de Deus, para governar o mundo, mas que agora está embrutecido e corrompido pelo pecado. À luz da lei, da santidade e do senhorio de Deus, os Puritanos viam o pecado em seu caráter tríplice: a) transgressão e culpa; b) rebelião e usurpação; c) impureza, corrupção e incapacidade para o bem. Vendo essas coisas e conhecendo (conforme eles conheciam) os caminhos e os meios pelos quais o Espírito Santo traz os pecadores à fé e à nova vida em Cristo e leva os santos a se tornarem mais e mais semelhantes à imagem de seu Salvador, por decrescerem em direção à humildade e crescerem na dependência da graça, os Puritanos se tornaram pastores excelentes em seu tempo. Por isso, eles podem, mesmo depois de mortos, ainda falar conosco, para nos oferecer orientação e direção.Nós, evangélicos, precisamos de ajuda. Enquanto os Puritanos exigiam ordem, disciplina, profundidade e inteireza, nosso temperamento é caracterizado por casualidade e impaciência inquietante. Temos um intenso desejo por novidades, coisas sensacionais e entretenimento.  

Temos perdido nosso prazer por estudo consistente, humilde auto-análise, meditação disciplinada e trabalho árduo e comum, em nossa vocação e nossas orações. Enquanto o Puritanismo tinha a Deus e a sua glória como o elemento que os unia, nossa maneira de pensar gira em torno de nós mesmos, como se fôssemos o centro do universo. A superficialidade de nosso biblicismo se torna aparente sempre que separamos as coisas que Deus uniu. Por conseguinte, nos preocupamos com o indivíduo, em vez de nos preocuparmos com a igreja; e nos preocupamos em falar, em vez de nos preocuparmos com a adoração. Ao evangelizarmos, pregamos o evangelho sem a Lei e a fé sem o arrependimento, enfatizando o dom da salvação e encobrindo o custo do discipulado. Não é de admirar que muitos dos que professam a conversão retornem à incredulidade.Então, ao ensinarmos a respeito da vida cristã, nosso costume é apresentá-la como um caminho de sentimentos comoventes, em vez de a apresentarmos como um andar de fé operante, e um caminho de intervenções sobrenaturais, em vez de um caminho de santidade racional. E, ao lidarmos com a experiência cristã, nos demoramos muito em falar constantemente sobre alegria, felicidade, satisfação e descanso da alma, sem qualquer menção equilibrada sobre o descontentamento espiritual de Romanos 7, a batalha da fé, de Salmos 73, ou sobre as responsabilidades e disciplinas providenciais que constituem o quinhão de um filho de Deus.

A alegria espontânea do extrovertido chega a ser equiparada com o viver cristão saudável, e os extrovertidos joviais de nossas igrejas se tornam complacentes na carnalidade, enquanto as almas piedosas de temperamento menos extrovertido são deixadas de lado como anormais, porque não podem demonstrar alegria e entusiasmo de conformidade com a maneira prescrita. Eles consultam seu pastor a respeito desse assunto, mas ele não lhes pode oferecer melhor remédio do que dizer-lhes que procurem um psicanalista! Na verdade, precisamos de ajuda, e os Puritanos nos podem dar esta ajuda.Reconhecemos que não é o Puritanismo que encherá a terra. A verdade bíblica está destinada a encher a terra, como as águas cobrem o mar. Visto que o Puritanismo, no sentido popular e amplo, está muito próximo da verdade bíblica, não podemos falar de maneira tão pessimista a respeito de sua ruína. Spurgeon se referiu, em seus dias, àqueles que intentavam pintar mal as janelas da verdade e zombavam do Puritanismo. Mas virá o dia, afirmou Spurgeon, em que eles se envergonharão, ao contemplarem a luz do céu irrompendo uma vez mais. E isso tem acontecido! 

FONTE: http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=166

 

 

                             O EXEMPLO DOS PURITANOS INGLESES

notas  Erroll Hulse, editor da Reforma Hoje revista

 

or que os cristãos de hoje deve estar interessado nos puritanos ingleses? A resposta para isso é que os puritanos ingleses deixaram a Igreja Cristã uma biblioteca de mais valioso de livros expositivos. Nos últimos anos tem havido uma redescoberta desse patrimônio literário.

Quem eram os puritanos ingleses?

Quando o século 16-Reforma ocorreu três setores distintos de reforma desenvolvidos: o alemão, o suíço (incluindo a França) eo inglês. Destes três, o esperançoso mais fracos e menos foi o Inglês. Na primeira oposição era feroz. 277 líderes cristãos foram queimados até a morte na fogueira, durante o reinado da rainha Mary. Ela ganhou o título de "Bloody Mary" durante seu reinado 1553-1558. Felizmente o seu reinado foi curto. No entanto, ele estava fora do sangue derramado e as cinzas dos mártires que a causa de Cristo cresceram e prosperaram queimado. Foi durante o reinado da rainha Elizabeth (1558-1603) que o movimento puritano nasceu. Ministros piedosos multiplicado através da nação.

Esses ministros apoiaram um ao outro em uma fraternidade dos deuses. A princípio, os puritanos recebeu o nome puritano porque buscavam a purificar a Igreja Nacional da Inglaterra. Em tempos posteriores, eles foram chamados de Puritanos por causa da pureza de vida que eles procuravam. Eles partiram para a reforma da Igreja da Inglaterra. Seu desejo era se conformar a Igreja nacional com a Palavra de Deus no governo, culto e prática.

Rainha Elizabeth era o chefe da Igreja nacional e ela se opôs e bloqueou reforma. Quando James I (que reinou 1603-1625) chegou ao trono não havia esperança de que finalmente a reforma progredisse. Em vez disso, a luta se intensificou.Ele não melhorou quando Charles I subiu ao trono em 1625. Ministros começou a se desesperar de melhoria e alguma esquerda para a América, onde uma nova raça de puritanos desenvolvidos. A situação chegou a um clímax quando a guerra civil eclodiu durante a década de 1640. Durante esse tempo Oliver Cromwell tornou-se o governador supremo no lugar do rei. Quando Cromwell morreu não havia ninguém adequado para substituí-lo. A nação voltou à monarquia.Charles II subiu ao trono.

A luta na Igreja foi renovada com ainda mais conflitos do que antes. Um ato do Parlamento foi aprovada que exigia conformidade com regras que os Puritanos simplesmente não foram capazes de seguir. Em 1662 mais de 2.000 pastores e líderes da Igreja da Inglaterra foram forçados a sair. Ao invés de comprometer suas consciências eles deixaram. Os historiadores consideram o período puritano como chegando ao fim em 1662. No entanto, foi depois de 1662 que os Puritanos escreveu algumas de suas melhores exposições. John Bunyan foi preso por 12 anos depois de 1662. Foi na prisão que ele escreveu O Peregrino .

Dois Puritanos que viveram neste período posterior merecem especial atenção.

John Owen (1616-1683) é chamado de "O Príncipe dos puritanos". Ele era um capelão no exército de Oliver Cromwell e vice-chanceler da Universidade de Oxford, mas a maior parte de sua vida ele serviu como ministro de uma igreja. Suasobras escritas somam 24 volumes e representam o melhor recurso para a teologia no idioma Inglês. Em vários assuntos importantes, como o Espírito Santo, a mortificação do pecado e da apostasia, ele é insuperável.

Richard Baxter (1615-1691) foi um escritor prolífico e incluiu em suas obras é o Christian Directory , que consiste em uma aplicação prática detalhada do evangelho a todos os aspectos da vida. Esta é provavelmente a exposição mais abrangente do seu tipo alguma vez escrito.

Na exposição da vida cristã de Baxter, vemos a idéia puritana que a graça é a permear a natureza.

Durante a graça de tempo pré-reforma ea natureza foram separados. Este é o conceito de um universo de dois andares.No andar de cima é espiritual e santo. Lá embaixo é pecaminosa, carnal e profano. Por exemplo, os sacerdotes eram proibidos de se casar como se o casamento fosse terrestre e, portanto, pecaminoso. Lutero reformou isso em parte e trouxe graça ao lado da natureza. Por exemplo, ele se casou com uma ex-freira, Katherine. João Calvino foi mais longe e ensinou que a graça deve permear a natureza. O terreno deve ser santificado pelo celestial. Os Puritanos foi mais longe ainda e ensinado em mais detalhes do que Calvino que os princípios bíblicos devem ser aplicados a todos os aspectos da vida. Há princípios bíblicos ou ética bíblica para o casamento, a educação dos filhos e da casa, para professores e professores universitários, médicos, advogados, arquitetos e artistas, para os agricultores e jardineiros, políticos e magistrados, para os empresários e lojistas e para os homens da indústria e do comércio, para os militares e para os banqueiros. Para os Puritanos a dicotomia (divisão) entre natureza e graça, a visão predominante de teólogos medievais, era essencialmente errado. Não é como se as coisas celestiais são santas, mas as coisas terrenas amaldiçoado ou manchada. Para a graça puritanos deve penetrar e permear toda a vida terrena e santificá-lo. Até mesmo as campainhas dos cavalos são santificados ao Senhor (Zc 14:20).

Em contraste com isso, os anabatistas se retiraram da sociedade com o argumento de que a sociedade era pecaminosa e corrupta. Os anabatistas desencorajado os homens se tornem políticos ou magistrados. No que diz respeito à guerra Calvino e os Puritanos ensinaram que a defesa era lícito. Os anabatistas eram pacifistas e não teria nada a ver com assuntos militares. É importante que nos lembremos de que existem diferentes tipos de batistas. Por exemplo John Bunyan era um batista firmemente na tradição puritana, assim como os batistas reformados de hoje. Nós vemos o quão perto os Batistas Reformados são os presbiterianos (os filhos de João Calvino) quando comparamos a 1689, segundo Batista de Londres Confissão de Fé com a Confissão de Westminster. 28 dos 32 capítulos são praticamente os mesmos.Estas confissões de fé representam a marca d'água alta do puritanismo. Os puritanos ingleses seguiram o exemplo de Calvino em estar envolvido em todos os aspectos da vida.

Por exemplo Calvin era ativo na promoção da educação. Em 1559 ele fundou a Academia de Genebra, com o objetivo de construir uma Comunidade Cristã. Esta Academia atraiu estudantes de toda a Europa e pelo tempo da morte de Calvino, em 1564, havia 1.200 alunos. Os puritanos também estavam apaixonadamente preocupado com a educação e altos padrões acadêmicos. Quase todos os puritanos eram graduados de Oxford e Cambridge. Sidney Sussex College e Emmanuel College, em Cambridge, eram famosas instituições de ensino puritanas.

Calvin estava preocupado com provisão para as 5.000 famílias de refugiados que se reuniram para Genebra entre 1542 e 1560. Ele foi fundamental no estabelecimento de dois hospitais e em um havia uma indústria de fabricação de pano, bem como tecelagem e confecção jarro. (Cf Construir uma Visão Cristã Mundial , vol 2, p 242, editado por W. Andrew Hoffecker, Presbiteriana e Reformada, de 1988.) que descrevi Calvino em termos positivos. Como Lutero e como todos os líderes que ele tinha pés de barro. Havia tendências autoritárias em Genebra que marcaram o ministério de Calvino. Os ensaios no volume editado por Hoffecker são elogiados por apresentar uma visão equilibrada de Calvino e não um que idolatra que Reformer.

Este interesse universal no bem-estar humano e preocupação social se reflete na vida dos puritanos. Ao olharmos para trás neste período devemos notar que as pressões e provações podem trazer o melhor dos cristãos. A exposição bíblica de alta qualidade, equilibrada entre doutrina, experiência e aplicação prática saiu de tribulação. Em nossa geração a republicação destes recursos pela Banner of Truth na Grã-Bretanha, e posteriormente pela editora americana Soli Deo Gloria tornou disponíveis muitos livros puritanos valiosos.

A pergunta é feita: Por que os Puritanos eficaz no ensino teologia reformada enquanto tantos outros não? A resposta é que o gênio espiritual dos puritanos estava no fato de serem homens de oração. Para eles, a teologia não era simplesmente um exercício acadêmico ou intelectual. A teologia reformada é projetado para transformar vidas e inspirar ação. Esse gênio era um gênio espiritual no qual os Puritanos manteve oração, doutrina, experiência e aplicação prática em equilíbrio e harmonia. Hoje ouvimos o grito que Cristo une, mas divide a doutrina! Dê-nos a Cristo, não a doutrina, é o grito! Para os puritanos, que era um disparate superficial. Cristo vem a nós envolto no ensino bíblico, ou seja, a doutrina.Além disso doutrina dirige vida. Doutrina é essencial. É básico de tudo, mas ele deve ser aplicado de uma maneira amorosa e persuasiva.

 

O exemplo puritano de aplicar a doutrina cristã eo mandato cultural

As cartas do Novo Testamento de Romanos, Efésios e Pedro ilustram o princípio de uma aplicação tríplice do evangelho: primeiro a nossa posição na igreja, segundo casamento e da família, e terceiro a nossa posição no mundo.

Primeiro, a vida deve ser mudado e trouxe sob o domínio de Cristo. A partir da Igreja como o centro onde o crente deve ser inspirado pela pregação ele sai para o mundo. Há no mundo que ele é ser o sal da terra ea luz do mundo (Mt 5:13-16).

Como podemos ver a partir da Confissão de Westminster ea Confissão Batista de 1689 os puritanos acreditavam nas doutrinas da graça, como eleição e redenção particular (Rm 8:28-30). Eles seguiram Calvino em resistir racionalizações humanas falsas. Por exemplo, eles resistiram à idéia de que Deus só ama os eleitos e odeia os não-eleitos. Este erro é chamado de hiper-calvinismo. É um erro muito grave, que é recorrente hoje. Os puritanos eram especialistas em seu entendimento do conceito de graça comum apesar de não usar esse termo. Seus acordos de ensino totalmente com a maneira pela qual a doutrina da Graça Comum é exposta pelo Prof John Murray (cf funciona). Eles acreditavam que o Espírito Santo está constantemente ativo na restringindo o mal e promover a boa em toda a sociedade. Os Puritanos acreditavam no amor universal de Deus para toda a humanidade (1 Timóteo 2:1-6, 2 Pedro 3:9). Eles acreditavam na provisão universal de Deus para toda a humanidade de acordo com o pacto feito com Noé como representante de todo o mundo (Gn 8:20-22 e Sl 145).

Os puritanos sustentavam que o mandato cultural para explorar e desenvolver toda a criação foi baseada em Gênesis 1:28-30. O cristão deve esforçar-se para ser perfeito em toda boa obra e como ele se esforça para que ele sabe que é só Deus que pode torná-lo perfeito em toda boa obra (ver Hb 13:21 NVI). Incluído em boas obras é todos os aspectos do trabalho e pesquisa. Toda vocação lícita deve ser prosseguido com os princípios bíblicos como um guia. O princípio importante é que os Puritanos trabalharam de dentro para fora, isto é, da Igreja para o mundo. É certo que os cristãos encorajar a reforma da sociedade em todos os domínios: educação, política, economia, medicina, ciência. No entanto, é possível tornar-se tão absortos em nossa vocação secular com todos os seus requisitos exigentes que perdemos o equilíbrio da Igreja e da família. O equilíbrio é essencial. Os puritanos exemplificado esse equilíbrio.

Sermões foram pregados em temas como o cuidado universal sobre detalhes no trabalho que incluiu a necessidade de confiabilidade absoluta, confiabilidade e honestidade no cumprimento de contratos ou acordos. Os puritanos eram rigorosos na oposição a corrupção eo nepotismo na vida empresarial. Eles não hesitaram em pregar em textos, tais como: "O Senhor abomina escalas desonestas, mas os pesos exatos são o seu deleite" (Provérbios 11:1).

Quase todos os puritanos pregavam sermões expositivos consecutivos e assim coberto cada assunto na Bíblia. Mas eles estavam preparados para romper com este método, sempre que foi necessário. Durante a guerra civil na década de 1640 a cidade foi invadida por soldados monárquicos. Estes soldados se comportaram muito mal. Parte do seu mau comportamento estava xingando e amaldiçoando. O ministro de que cidade era um puritano pelo nome de Robert Harris.Ele pregou um sermão em Tiago 5:12:

Acima de tudo, meus irmãos, não juro - não pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outra coisa. Deixe o seu sim, sim, eo vosso não, não, e você não será condenado . Isso foi tão eficaz e tão condenados os soldados rudes que eles ameaçaram atirar Harris se ele pregasse a partir desse texto novamente. Sem medo do próximo domingo ele anunciou como seu texto Tiago 5:12 e começou a expor! Ele viu um dos soldados que se preparavam sua arma pronta para atirar nele. Mas o soldado foi contido e não teve coragem de atirar o pregador. A crença em seguir a ética bíblica em todos os assuntos custar os puritanos muito caro. Na adoração a Deus eles não estavam preparados para comprometer submetendo-se a regras feitas por homens ou formados pela tradição.

O mesmo aconteceu na vida de negócios ou no comércio. A ética puritana do trabalho tornou-se famoso. Ele é chamado a ética protestante do trabalho. Isso significa que o trabalhador sempre dá o seu melhor serviço honestamente. Ele nunca rouba tempo ou bens de seu empregador. Por outro lado, o empregador cristão deve ser justo com seus trabalhadores e tratá-los bem (Tiago 5:1-6).

Escrupuloso cuidado sobre detalhe é refletido no documento Puritano conhecido como o Catecismo Maior de Westminster.

Qual é o oitavo mandamento? Resposta: O oitavo mandamento é; Não furtarás.

Que deveres são exigidos pelo oitavo mandamento? Resposta: Os deveres exigidos no oitavo mandamento incluem o seguinte: manter a verdade ea fidelidade ea justiça nos contratos e no comércio, entre homem e homem; processamento para cada um o seu vencimento; restituição de bens ilicitamente tirados de seus legítimos donos; ... evitando ações judiciais desnecessárias, o cuidado de preservar e respeitar a propriedade e os direitos de outras pessoas da mesma forma que se importam com a nossa.

Os puritanos se destacou na pregação de uma forma prática e muitos de seus sermões refletem essa preocupação para ser prático. Aqui estão alguns exemplos de títulos de sermões extraídos dos famosos sermões pregados Cripplegate em Londres e recentemente republicados em seis grandes volumes:

      Que luz deve brilhar em nosso trabalho? (Richard Baxter)

      Como pode ser criança que carrega as mulheres mais encorajadas e apoiadas na época de procriação? (Richard Adams)

      Como podemos perguntar por notícias não como atenienses, mas como cristãos? (Henry Hurst)

 

A esperança Puritana eo futuro

Para a segunda petição da Oração do Senhor, venha o teu reino, o Catecismo de Westminster sugere que devemos orar para que o reino de pecado e de Satanás podem ser destruídos, o evangelho seja propagado por todo o mundo, os judeus chamados, a plenitude dos gentios ser trazido em, a Igreja equipados com todos os oficiais-evangelho e ordenanças, purificada da corrupção e aprovada e mantida pelos magistrados civis.

Os Puritanos acreditavam no presente reinado de Cristo. Eles ensinaram que não devemos ser desencorajados pela escuridão que prevalece. Podemos sempre esperar a oposição feroz e ódio de Satanás. No entanto, estamos a observar a soberania de Deus. Devemos lembrar a promessa de que Cristo reinará até que todos os seus inimigos se tornam escabelo de seus pés. Quando seu programa de evangelização do mundo está completo ele virá, e conquistar o último inimigo que é a morte (Sl 110:1; 1 Co 15:25). Os puritanos considerou que estamos nos últimos dias, que é a última e definitiva dispensação. É durante este tempo que o monte da casa do SENHOR será estabelecido como o principal entre as montanhas (Is 2:2). É duringthis tempo que a pedra de que fala Daniel quando ele interpretou o sonho de Nabucodonosor, vai se tornar uma enorme montanha e encha toda a terra (Dan 2:35 e 44). De acordo com os puritanos estes são os momentos em que devemos interceder para que as nações se tornam a herança de Cristo e os confins da terra tornar-se sua possessão (Sl 2:8). A Confissão de Westminster puritano não é pré-milenista em seu ensino.

A visão puritana dá lugar à esperança em que declara que a grande apostasia predita em 2 Tessalonicenses 2 é cumprida no papado (ver cap 25 parágrafo 6). Isso é importante porque significa que temos de resistir a uma atitude negativa de derrotismo como se Satanás terá a vitória final. Estamos a cumprir a grande comissão para ensinar todas as nações. Como ficado Murray mostra em seu livro The Puritan esperança a escatologia dos puritanos ingleses estava no coração do grande movimento missionário mundial do século 19. Esta visão positiva do futuro conhecida como escatologia da vitória tem tremendas implicações porque inspira visão. Ela motiva esforço e da empresa. Se acreditarmos que o mal vai superar tudo o que estará sujeito ao medo e desespero. Nós não será inclinado a tentar muito. Se o evangelho é destinado a prevalecer em todas as nações então seremos inspirados a tentar grandes coisas para Deus. Vamos procurar ganhar as nações para Cristo. E ganhar as nações para Cristo significa que os corações dos homens e mulheres são renovados e trazidos para a obediência ao evangelho. O reino de Deus está dentro de nós. A partir dessa posição de estar "em Cristo" que, em seguida, aplicar os ensinamentos da Bíblia para todas as esferas da vida como Calvino e os puritanos ingleses procuraram fazer.

No que diz respeito à cultura, temos um mandato para desenvolver todas as esferas e trazer todas as áreas da vida humana sob o domínio eo domínio do Príncipe da Paz (Sl 8). Devemos orar sempre para que sua justiça prevalecerá.Devemos orar a oração do Salmo 72. Devemos alegar que o Príncipe da Paz irá prevalecer. Esperamos que ele defenda os aflitos entre as pessoas e salvar os filhos do necessitado. Devemos orar para que toda a terra se encha da sua glória como as águas cobrem o mar (Sl 72). Estas perspectivas foram acreditados pelos puritanos como mais certa de realização. O futuro era tão brilhante quanto as promessas de Deus. Estas promessas têm um efeito radical em nossas vidas de oração.Que possamos ser agitada para dar o Senhor não descansa até que ele estabelece sua Igreja e faz dela o louvor da terra.


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