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introdução as cartas de Paulo
introdução as cartas de Paulo

   

                                              AS CARTAS DE PAULO

                     CRONOLOGIA DA VIDA DE PAULO 

 

 

 

AS CARTAS DE PAULOA literatura das cartas do Novo Testamento

Vinte e um dos vinte e sete livros que formam o Novo Testamento pertencem ao gênero epistolar. 
São cartas escritas com a finalidade de dirigir, aconselhar e instruir nos seus primeiros desenvolvimentos as igrejas recém-formadas ou para ajudar os responsáveis por pastoreá-las e administrá-las. 

No livro de Atos dos Apóstolos, se relata como a fé cristã começou a propagar-se pela Palestina, Ásia Menor e diversos pontos da Grécia, nos anos que se seguiram à ascensão do Senhor. A rapidez dessa expansão veio, muito cedo, revelar que o trabalho missionário não se reduzia a promover pequenos grupos de crentes em diversos lugares, mas exigia, também, manter com as novas comunidades um relacionamento vital que contribuísse para edificá-las espiritualmente e para orientar a sua conduta de acordo com os preceitos da sua fé em Cristo. Como conseqüência de tal necessidade, o anúncio do evangelho, basicamente oral no princípio, teve de ser suplementado não muito tempo depois pela comunicação por carta. Isso tornou possível aos pregadores continuar o seu labor de extensão missionária sem por isso abandonar a atenção às igrejas já estabelecidas. 

As epístolas, como os demais livros do Novo Testamento, estão escritas em grego, o que não significa que o estilo literário epistolar estivesse especialmente difundido no mundo grego da época. Mas era um estilo muito difundido entre os romanos, que fizeram uso normal do correio como instrumento idôneo para vincular a metrópole com as legações políticas e militares de serviços nas províncias do Império. 

Quanto ao que se refere a Israel, o Antigo Testamento conservou o texto de algumas cartas importantes (cf. 2Sm 11.15 1Rs 21.9-10 Ed 4.11-16 4.17-22 5.6-17 Ne 2.7-9 6.6-7 Jr 29.1-29) e a referência a outras (Et 9.20,25,30 Is 39.1). O Novo Testamento, além das epístolas que compõem o cânon, inclui a cópia de outras duas nos livros de Atos (15.23-29 e 23.26-30), além das sete dirigidas às igrejas da Ásia Menor (Ap 2-3). 

Classificação das epístolas

De acordo com certas características comuns, podemos agrupar as epístolas do Novo Testamento do seguinte modo: 

1. Epístolas paulinas (13): 
a) Primeiras epístolas: 1Tessalonicenses e 2Tessalonicenses (alguns a consideram posterior).
b) Grandes epístolas: Romanos, 1Coríntios, 2Coríntios e Gálatas.
c) Epístolas da prisão: Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom.
d) Epístolas pastorais: 1Timóteo, 2Timóteo e Tito. 

2. Epístola aos Hebreus (1) 

3. Epístolas universais (7): 
Tiago, 1Pedro, 2Pedro, 1João, 2João, 3João e Judas. 

O título que recebe cada grupo está inspirado no tema ou propósito geral das cartas que o integram ou nas circunstâncias que rodearam a sua redação. Alguns dos títulos se explicam por si mesmos e não precisam de maiores comentários porém, nos seguintes casos, convém fazer algum esclarecimento:
 
Primeiras epístolas: É uma epígrafe que faz referência à época em que foram compostas. Não somente se considera que são os escritos mais antigos do apóstolo Paulo, mas também de todo o Novo Testamento. 
Grandes Epístolas: Entre elas está incluída a de Gálatas apesar da pequena extensão do texto. A razão está no seu estreito parentesco com Romanos, o que requer considerá-las juntamente. 
Epístolas da prisão: Quando Paulo redigia estas cartas, se encontrava preso em algum lugar que não se conseguiu determinar. Muitos pensam que se tratava de Roma outros sugerem Éfeso entretanto, na realidade, nem sequer se pode afirmar com certeza que as quatro epístolas tenham sido escritas desde uma mesma prisão. 
Epístolas pastorais: Correspondem a um tempo em que o Cristianismo, tendo já progredido na fixação da doutrina e na elaboração da estrutura eclesiástica, precisava ordenar administrativa e pastoralmente a sua vida e o seu trabalho.Epístolas universais (ou gerais): Começou a se aplicar este título no séc. II, quando ainda estava se formando o cânon dos livros do Novo Testamento. Significa que as sete cartas do grupo (exceto 2Jo e 3Jo, que foram incluídas aqui por seu parentesco com 1Jo) não são dirigidas a um destinatário determinado, mas aos crentes em geral. 

Características do gênero epistolar 

A estrutura literária das epístolas apostólicas não é uniforme. Inclusive algumas delas (Hebreus e Tiago) parecem mais sermões ou tratados doutrinais, aos que, por alguma razão pastoral, agregou-se algum aspecto de caráter epistolar (como o cap. 13 de Hebreus ou o começo de Tiago). 

As cartas que, com maior propriedade podem assim chamar-se, respondem em termos globais ao modelo clássico romano, que consistia em: 

a) uma saudação inicial, precedida da apresentação do autor e a indicação do destinatário 
b) o texto ou o corpo da carta propriamente dito 
c) a despedida, que incluía saudações de pessoas conhecidas do autor e do receptor e saudações para essas pessoas. 

Os autores cristãos modificaram, em certas ocasiões, esse modelo de carta em alguns dos seus detalhes. Paulo, p. ex., no lugar da característica saudação inicial romana "Saúde", introduz no começo de quase todas as suas epístolas uma expressão mais complexa, que dá testemunho da sua fé: 
"Graça a vós outros e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo" (cf., p. ex., Rm 1.7). 
Essas palavras vão normalmente seguidas de uma ação de graça ou de uma oração em favor dos destinatários da carta. Do mesmo modo, a despedida não se limita ao simples e frio "Saúde", que lemos, p. ex., na carta do tribuno Cláudio Lísias ao governador Félix (At 23.30), mas freqüentemente inclui, junto às saudações pessoais, uma exortação, bênção ou doxologia, que é como uma afirmação final da sua fé, com a qual o autor encerra os seus escritos.

Redação das epístolas

Na época em que surgiram as epístolas neo-testamentárias era prática habitual que o autor ditasse o texto a um assistente ou amanuense. É muito provável que Romanos tenha sido ditada pelo apóstolo Paulo a um crente que se identifica a si mesmo como "Tércio, que escrevi esta epístola" (Rm 16.22). 

Em certas ocasiões, o autor não se valia de um escrevente, mas de um autêntico secretário, que, uma vez informado dos assuntos a tratar, se encarregava de compor e redigir a carta do princípio ao fim. Em qualquer caso, também era comum que, ao término do escrito, o próprio autor acrescentasse, do próprio punho, o seu nome e umas poucas palavras de saudação (cf. 1Co 16.21 Gl 6.11 e, talvez, 1Pe 5.12). 

Também freqüentemente sucedia que um livro, cujo autor queria oferecer o pensamento ou os ensinamentos de um personagem de reconhecido prestígio, era publicado com o nome desse último, sem se importar se ainda estava vivo ou já havia morrido. Em tais casos de nome ou título figurado, o autor, evidentemente, permanecia anônimo. Alguns estudiosos pensam que esse procedimento, admitido nos usos literários da antigüidade hebraica, grega e latina, possivelmente tenha sido introduzido em certas ocasiões no Novo Testamento. Entretanto, seja como fosse, a autoridade das Escrituras, suporte da fé cristã e norma da vida e da conduta do povo de Deus, em nada ficou por isso depreciada.

 



Fonte:
iLúmina - A Bíblia do século XXI

 

 

 

 

 

mmmmmmivisão da Bíblia

ANTIGO TESTAMENTO 
O Antigo Testamento conta a história do povo de Israel. Essa história retrata a fé do povo no Deus de Israel e descreve a vida religiosa dos israelitas como povo de Deus. Os autores destes livros escreveram o que Deus fez por eles como povo e como eles deveriam adorá-lo e obedecer-lhe em resposta a seu amor. O quadro seguinte ensina graficamente como estão agrupados os livros que formam o Antigo Testamento. 

A Lei: 
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Históricos, Josué, Juízes, Rute, 1Samuel, 2Samuel, 1Reis, 2Reis, 1Crônicas, 2Crônicas, Esdras, Neemias, Ester. 
Poéticos E De Sabedoria:
Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares. 

Profetas Maiores: 
Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel.
Profetas Menores: 
Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias. 

NOVO TESTAMENTO 
Os livros do Novo Testamento foram escritos pelos discípulos de Jesus Cristo. Eles queriam que outros ouvissem a respeito da nova vida que é possível através da morte e ressurreição de Jesus. 
O quadro que segue mostra os diferentes grupos de livros que compõem o Novo Testamento. Embora os eruditos divirjam em suas opiniões, tradicionalmente se diz que o apóstolo Paulo escreveu as cartas a ele atribuídas. 

Evangelhos: 
Mateus, Marcos, Lucas, João. 
Cartas Paulinas: 
Romanos, 1Coríntios, 2Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1Tessalonicenses, 2Tessalonicenses, 1Timóteo, 2Timóteo, Tito, Filemom.Cartas Gerais: 
Hebreus, Tiago, 1Pedro, 2Pedro, 1João, 2João, 3João, Judas. 
Histórico: 
Atos dos Apóstolos 
Profético: Apocalipse 

Conteúdo da Bíblia Nesta seção você vai encontrar resumos de cada livro da Bíblia. É evidente que, por sua brevidade, não são descrições completas. No entanto, podem ser úteis como uma referência adequada ao conteúdo da Bíblia. 

ANTIGO TESTAMENTO

GÊNESIS:
 Este livro, que mostra como era "no princípio", faz uma narrativa da criação, da relação de Deus com o homem e da promessa de Deus a Abraão e seus descendentes. 

ÊXODO: O nome Êxodo significa "saída". Este livro conta como Deus livrou os israelitas de uma vida de penúrias e escravidão no Egito. Deus fez um pacto com eles e lhes deu leis para ordenar e governar sua vida. 
LEVíTICO: O nome do livro se deriva do nome de uma das doze tribos de Israel. O livro registra todas as leis e regulamentos a respeito de rituais e cerimônias. 
NÚMEROS: Os israelitas vagaram pelo deserto durante quarenta anos, antes de entrar em Canaã, "a terra prometida". O nome do livro se deriva dos censos promovidos durante esse tempo no deserto. 
DEUTERONÔMIO: Moisés pronunciou três discursos de despedida pouco antes de morrer. Neles recapitulou, com o povo, todas as leis de Deus para os israelitas. O nome do livro expressa essa "recapitulação" ou "segunda lei".
JOSUÉ: Josué foi o líder dos exércitos israelitas em suas vitórias sobre seus inimigos, os cananeus. O livro termina descrevendo a divisão da terra entre as doze tribos de Israel. 
JUíZES: Os israelitas constantemente desobedeciam a Deus e caíam nas mãos de países opressores. Deus constituiu juízes para livrá-los da opressão. 
RUTE: O amor e a dedicação de Rute à sua sogra, Noemi, são o tema deste livro. 
1SAMUEL: Samuel foi o líder de Israel no período compreendido entre os Juízes e Saul, o primeiro rei. Quando a liderança de Saul falhou, Samuel ungiu a Davi como rei. 
2SAMUEL: Sob o reinado de Davi, a nação se unificou e se fortaleceu. No entanto, depois dos pecados de Davi, adultério e assassinato, tanto a nação como a família do rei sofreram muito. 
1REIS: Este livro inicia com o reinado de Salomão em Israel. Depois de sua morte, o reino se dividiu em conseqüência da guerra civil entre o Norte e o Sul, resultando no surgimento de duas nações: Israel no Norte e Judá no Sul.
2REIS: Israel foi conquistada pela Assíria em 721 a.C. Judá, pela Babilônia, em 586 a.C. Estes acontecimentos foram considerados como um castigo ao povo pela desobediência às leis de Deus. 
1CRÔNICAS: Este livro inicia com as genealogias de Adão até Davi e, em seguida, conta os acontecimentos do reinado de Davi. 
2CRÔNICAS: Este livro abrange o mesmo período que 2Reis, mas com ênfase em Judá, o reino do Sul, e seus governantes. 
ESDRAS: Depois de estar cativo na Babilônia por algumas décadas, o povo de Deus retornou a Jerusalém. Um de seus líderes era Esdras. Este livro contém a admoestação que Esdras fez ao povo para que este seguisse e honrasse a lei de Deus. 
NEEMIAS: Depois do templo, também foi reconstruída a muralha de Jerusalém. Neemias foi quem dirigiu esse empreendimento. Ele também colaborou com Esdras para restaurar o fervor religioso do povo. 
ESTER: Este livro relata a história de uma rainha judia da Pérsia, que denunciou um complô que visava destruir seus compatriotas. Com isso ela evitou que todos fossem aniquilados. 
JÓ: A pergunta "Por que sofrem os inocentes?" é tratada nesta história bíblica.
SALMOS: Estas 150 orações foram usadas pelos hebreus para expressar sua relação com Deus. Abrangem todo o campo das emoções humanas, desde a alegria até o ódio, da esperança ao desespero. 
PROVÉRBIOS: Este é um livro de máximas de sabedoria, de ensinamentos éticos e de senso comum acerca de como viver uma vida reta. 
ECLESIASTES: Na sua busca por felicidade e pelo sentido da vida, este escritor, conhecido como "filósofo" ou "pregador", faz perguntas que continuam presentes na sociedade contemporânea. 
CANTARES DE SALOMÃO: Este poema descreve o gozo e o êxtase do amor. Simbolicamente tem sido aplicado ao amor de Deus por Israel e ao amor de Cristo pela Igreja. 
ISAíAS: O profeta Isaías trouxe a mensagem do juízo de Deus às nações, anunciou um rei futuro, à semelhança de Davi, e prometeu uma era de paz e tranqüilidade. 
JEREMIAS: Muito antes da destruição de Judá pela Babilônia, Jeremias predisse o justo juízo de Deus. Embora sua mensagem seja majoritariamente de destruição, Jeremias também falou do novo pacto com Deus. 
LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS: Tal qual Jeremias havia predito, Jerusalém caiu cativa da Babilônia. Este livro registra cinco "lamentos" pela cidade caída.
EZEQUIEL: A mensagem de Ezequiel foi dada aos judeus cativos na Babilônia. Ezequiel usou histórias e parábolas para falar do juízo, da esperança e da restauração de Israel. 
DANIEL: Daniel se manteve fiel a Deus, mesmo enfrentando muitas pressões quando cativo na Babilônia. Este livro inclui as visões proféticas de Daniel.
OSÉIAIS: Oséias se vale de sua experiência conjugal, em que ele era dedicado à sua esposa, mesmo sabendo que ela lhe era infiel, para ilustrar o adultério que Israel tinha cometido contra Deus e para mostrar como o fiel amor de Deus pelo seu povo nunca muda. 
JOEL: Depois de uma praga de gafanhotos, Joel admoesta o povo para que se arrependa. 
AMÓS: Durante um tempo de prosperidade, este profeta de Judá pregou aos ricos líderes de Israel sobre o juízo de Deus; insistia em que pensassem nos pobres e oprimidos, antes de pensarem em sua própria satisfação. 
OBADIAS: Obadias profetizou o juízo sobre Edom, um país vizinho de Israel.
JONAS: Jonas não queria pregar para a gente de Nínive, que era inimiga de seu próprio país. Quando, finalmente, levou a mensagem enviada por Deus, seus habitantes se arrependeram. 
MIQUÉIAS: A mensagem de Miquéias para Judá era de juízo, em vez de perdão, esperança e restauração. Especialmente notável é um versículo em que resume o que Deus requer de nós (6.8). 
NAUM: Naum anunciou que Deus destruiria o povo de Nínive por sua crueldade na guerra. 
HABACUQUE: Este livro apresenta um diálogo entre Deus e Habacuque sobre a justiça e o sofrimento. 
SOFONIAS: Este profeta anunciou o Dia do Senhor, que traria juízo a Judá e às nações vizinhas. Esse dia, que haveria de vir, seria de destruição para muitos, mas um pequeno remanescente, sempre fiel a Deus, sobreviveria para abençoar o mundo inteiro. 
AGEU: Depois que o povo voltou do exílio, Ageu o admoestou para que dessem prioridade a Deus e reconstruíssem em primeiro lugar o templo, mesmo antes de reconstruírem suas casas. 
ZACARIAS: Como Ageu, Zacarias instou o povo a reconstruir o templo, assegurando-lhes a ajuda e bênçãos de Deus. Suas visões apontavam para um futuro brilhante. 
MALAQUIAS: Após o retorno do exílio, o povo voltou a descuidar de sua vida religiosa. Malaquias passou a inspirá-los novamente, falando-lhes do "Dia do Senhor". 

NOVO TESTAMENTO 

MATEUS:
 Este Evangelho cita muitos textos do Velho Testamento. Ele se destinava primordialmente ao público judeu, para o qual apresentava Jesus como o Messias prometido nas Escrituras do Velho Testamento. Mateus narra a história de Jesus desde seu nascimento até sua ressurreição e põe ênfase especial nos ensinamentos do Mestre. 

MARCOS: Marcos escreveu um Evangelho curto, conciso e cheio de ação. Seu objetivo era aprofundar a fé e a dedicação da comunidade para a qual ele escrevia. 
LUCAS: Neste Evangelho é enfatizado como a salvação em Jesus está ao alcance de todos. O evangelista mostra como Jesus estava em contato com as pessoas pobres, com os necessitados e com os que são desprezados pela sociedade. 
JOÃO: O Evangelho de João, pela sua forma, se coloca à parte dos outros três. João organiza sua mensagem enfocando sete sinais que apontam para Jesus como Filho de Deus. Seu estilo literário é reflexivo e cheio de imagens e figuras. 
ATOS DOS APÓSTOLOS: Quando Jesus deixou os seus discípulos, o Espírito Santo veio habitar com eles. Este livro foi escrito por Lucas para ser um complemento ao seu Evangelho. Ele relata eventos da história e da ação da igreja cristã primitiva, mostrando como a fé se propagou no mundo mediterrâneo de então. 
ROMANOS: Nesta importante carta, Paulo escreve aos romanos sobre a vida no Espírito, que é dada pela fé aos que crêem em Cristo. O apóstolo reafirma a grande bondade de Deus e declara que, através de Jesus Cristo, Deus nos aceita e nos liberta de nossos pecados. 
1CORíNTIOS: Esta carta trata especificamente dos problemas que a igreja de Corinto estava enfrentando: dissensão, imoralidade, problemas quanto à forma da adoração pública e confusão sobre os dons do Espírito. 
2CORíNTIOS: Nesta carta o apóstolo Paulo escreve sobre seu relacionamento com a igreja de Corinto e as dificuldades que alguns falsos profetas haviam trazido ao seu ministério. 
GÁLATAS: Esta carta expõe a liberdade da pessoa que crê em Cristo com respeito à lei. Paulo declara que é somente pela fé que as pessoas são reconciliadas com Deus. 
EFÉSIOS: O tema central desta carta é o propósito eterno de Deus: Jesus Cristo é a cabeça da Igreja, que é formada a partir de muitas nações e raças.
FILIPENSES: A ênfase desta carta está no gozo que o crente em Cristo encontra em todas as circunstâncias da vida. O apóstolo Paulo a escreveu quando estava encarcerado. 
COLOSSENSES: Nesta carta o apóstolo Paulo diz aos cristãos de Colossos que abandonem suas superstições e que Cristo seja o centro de sua vida.
1TESSALONICENSES: O apóstolo Paulo dá orientações aos cristãos de Tessalônica a respeito da volta de Jesus ao mundo. 
2TESSALONICENSES: Como em sua primeira carta, o apóstolo Paulo fala do retorno de Jesus ao mundo. Também trata de preparar os cristãos para a vinda do Senhor. 
1TIMÓTEO: Esta carta serve de orientação a Timóteo, um jovem líder da igreja primitiva. O apóstolo Paulo lhe dá conselhos sobre a adoração, o ministério e os relacionamentos dentro da igreja. 
2TIMÓTEO: Esta é a última carta escrita pelo apóstolo Paulo. Nela lança um último desafio a seus companheiros de trabalho. 
TITO: Tito era ministro em Creta. Nesta carta o apóstolo Paulo o orienta sobre como ajudar os novos cristãos. 
FILEMOM: Filemom é instado a perdoar seu escravo, Onésimo, que havia fugido. Filemom deveria aceitá-lo de volta como a um amigo em Cristo.
HEBREUS: Esta carta exorta os novos cristãos a não observarem mais rituais e cerimônias tradicionais, pois, em Cristo, eles já foram cumpridos. 
TIAGO: Tiago aconselha os cristãos a viverem na prática sua fé e, além disso, oferece idéias sobre como isso pode ser feito. 
1PEDRO: Esta carta foi escrita para confortar os cristãos da igreja primitiva que estavam sendo perseguidos por causa de sua fé. 
2PEDRO: Nesta carta o apóstolo Pedro adverte os cristãos sobre os falsos mestres e os estimula a continuarem leais a Deus. 
1JOÃO: Esta carta explica verdades básicas sobre a vida cristã com ênfase no mandamento de amarem uns aos outros. 
2JOÃO: Esta carta, dirigida à "senhora eleita e aos seus filhos", adverte os cristãos quanto aos falsos profetas. 
3JOÃO: Em contraste com sua Segunda Carta, esta fala da necessidade de receber os que pregam a Cristo. 
JUDAS: Judas adverte seus leitores sobre a má influência de pessoas alheias à irmandade dos cristãos. 
APOCALIPSE: Este livro foi escrito para encorajar os cristãos que estavam sendo perseguidos e para firmá-los na confiança de que Deus cuidará deles. Usando símbolos e visões, o escritor ilustra o triunfo do bem sobre o mal e a criação de uma nova terra e um novo céu.

Fonte:
iLúmina - A Bíblia do século XXI

 

 

 

 

                                     CRONOLOGIA DAS CARTAS PAULINAS

Ante as dificuldades que apresenta toda e qualquer cronologia, não admira que no caso das epístolas de Paulo seja difícil atingirmos aquela certeza que todos desejariam. Vejamos:

I. A primeira epístola: Gálatas

Supunha-se, outrora, que esta epístola tivesse sido escrita cerca do ano 57, ou seja na mesma altura em que foi a de Romanos, e talvez Coríntios. Não faltou quem reunisse casos paralelos de doutrina e de estilo em Gálatas e Romanos, mas não se trata de prova convincente de maneira a concluir-se que essas epístolas são contemporâneas, pois os temas comuns a ambas, nomeadamente o da justificação, adaptam-se a qualquer época. Julgou-se, ainda, que Gálatas fosse uma espécie de "rascunho" que Romanos aperfeiçoou, uma vez que se admitem alguns anos de diferença entre a publicação ou aparecimento das duas cartas. Do mesmo modo poderíamos também frisar, que alguns anos medeiam entre a doutrina da crucificação com Cristo e do batismo "em Cristo" dos Gálatas com os mesmos temas mais desenvolvidos em #Rm 6.3-11.

Há, no entanto, um caso que pode levar-nos a supor que a epístola aos Gálatas foi escrita antes de 57, e dirigida aos crentes da Galácia do Sul. Supõe-se, na realidade, que Paulo a destinou às igrejas de Antioquia da Psídia, de Icônio, de Listra e de Derbe, -regiões evangelizadas pelo Apóstolo durante a sua primeira viagem missionária. Ora Paulo regressou desta viagem a Jerusalém provavelmente no verão do ano 49, e a carta tinha por fim impedir as atividades de certos doutrinadores judaizantes entre os neoconvertidos da Galácia, sendo, portanto, escrita ainda nesse mesmo ano. Assim, tudo leva crer, que esta carta foi a primeira que Paulo escreveu.

II. Epístolas da segunda viagem missionária: 1 e 2 Tessalonicenses

Durante a segunda viagem missionária Paulo partiu da cidade de Trôade, na Ásia Menor, para a Europa, com o fim de evangelizar as cidades de Filipos, Tessalônica, Beréia, Atenas e Corinto, onde chegou por fins do ano 51. Nesta última cidade encontrou-se com Timóteo e Silas, que lhe narraram pormenorizadamente a situação dos neoconvertidos de Tessalônica (At 18.5), aos quais Paulo logo dirigiu a sua 1Ts, possivelmente durante o ano de 52. A 2Ts deve ter sido escrita pouco depois, também de Corinto.

III. Epístolas da terceira viagem missionária: 1 e 2 Coríntios e Romanos

Nesta viagem Paulo passou cerca de 3 anos em Éfeso (53-56), de cuja cidade escreveu a 1 aos Coríntios, talvez no ano de 55 (1Co 16.8). Depois seguiu para a Macedônia, onde redigiu a 2 aos Coríntios, talvez só em 56 (2Co 7.5). Percorrendo, em seguida, diversos lugares da Grécia (Acaia), permaneceu perto de três meses em Corinto, sendo hóspede de Gaio (Rm 16.23; 1Co 1.14), e aí teve oportunidade de dirigir a sua epístola aos Romanos, possivelmente cedo no ano 57.

IV. Epístolas escritas na prisão em Roma: Efésios, Colossenses, Filemom e Filipenses

Após tormentosa viagem marítima, Paulo chega a Roma, talvez no ano 60. No ano seguinte, ou seja em 61, escreveu Efésios, Colossenses e Filemom, com pequenos intervalos. As duas primeiras contêm vários passos paralelos e foram enviadas pelo mesmo mensageiro, Tíquico (Ef 6.21; Cl 4.7). A Carta a Filemom foi dirigida a um cristão de destaque, que se encontrava em Colossos. Também deve ter tido o mesmo portador que as precedentes, embora desta vez o acompanhasse um escravo de nome Onésimo (Cl 4.7-9). Só mais tarde, provavelmente em 62, apareceu a epístola aos Filipenses, em que Paulo aguarda para breve a sua libertação (cf. Fp 1.25; Fp 2.23-24).

V. Epístolas pastorais: 1Timóteo, Tito e 2Timóteo

É muito possível que realmente só no ano 62 se tenha verificado a libertação do Apóstolo, seguindo-se depois uma viagem à Espanha, que planejara há muito (Rm 15.24), e mais tarde a Colossos (Fm 22), e outras cidades, sobretudo a Filipos (Fp 2.24) e a Éfeso (1Tm 1.3). Pelo menos é certo, que visitou a ilha de Creta, onde deixou Tito, que até então o acompanhava (Tt 1.5). Talvez em 64, da Macedônia, tenha escrito a sua primeira carta a Timóteo, que deixara em Éfeso (1Tm 1.3). Da mesma data deve ser a epístola a Tito. A 2Timóteo foi enviada de Roma, quando da segunda prisão de Paulo (2Tm 1.8,16; 2Tm 2.9), na companhia de Lucas (2Tm 4.11), entre 66 e 67. O Apóstolo sabe que não tarda a hora do martírio, aguardado com serenidade e confiança (cf. 2Tm 1.10-12; 2Tm 4.6-8).

                              CRONOLOGIA DA VIDA DE PAULO

 

. O que se conhece acerca da vida de Paulo encontra-se somente em Atos e em seus escritos antigos, conforme preservados no Novo Testamento. Assim, muito pouco se conhece acerca de Paulo antes de seu aparecimento em Atos 7:58. Para se ter informação sobre seus primeiros anos, é necessário colher-se os poucos dados disponíveis do Novo Testamento e interpolar-se nestes dados o que se conhece acerca da época em que Paulo viveu, um rapaz judeu da diáspora que recebera treinamento rabínico em Jerusalém.

A palavra que Lucas usou para apresentar Paulo a seus leitores em Atos 7:58 pode referir-se a qualquer pessoa do sexo masculino de até quarenta anos de idade. Isto indicaria que Paulo nasceu próximo ao início da era cristã. O pai de Paulo, judeu da tribo de  (Fil. 3:5) e fariseu (At. 23:6), era cidadão romano que vivia no importante centro metropolitano de Tarso, na Cilícia, Ásia Menor. A cidade era um centro de educação, superado no tempo de Paulo somente por Atenas e Alexandria. Como seu pai era cidadão romano, Paulo herdou essa cidadania. Dentro do círculo da família, ele teria recebido suas primeiras instruções religiosas de seus pais e, um pouco mais tarde, teria freqüentado a escola da sinagoga local, como qualquer criança judia. Talvez ele também tenha freqüentado uma das muitas universidades de Tarso, para obter uma educação mais formal nos princípios de retórica, lógica e filosofia. Isto, contudo, é somente conjetura baseada na maneira pela qual Paulo demonstrou, em suas cartas, sua familiaridade com a argumentação filosófica vigente. Ele tinha dois nomes dados, um em latim (Paulus), que denotaria sua cidadania legal romana, e o outro em hebraico (Saulo), que seria usado na família e nos círculos judaicos. O nome em grego é uma transliteração do nome latino, e não uma tradução do nome hebraico. Dos irmãos e irmãs de Paulo, sabe-se somente que ele tinha uma irmã morando em Jerusalém na ocasião de sua prisão lá (At. 23:16).

Em certa época, nos anos iniciais de Paulo, ele foi enviado a Jerusalém para estudar a lei rabínica, sob a orientação do bem conhecido  (At. 22:3). Pareceria que Paulo estava em Jerusalém durante o ministério ativo e a ocasião da morte de Jesus. Contudo, Paulo não dá certeza se viu Jesus nos dias em que esteve em carne (II Cor. 5:16). Houve muita discussão acerca de se Paulo foi casado alguma vez. Pelo fato de que era necessário um rabi ser casado e era uma vergonha um adulto não ser casado, é mais provável que Paulo fora casado. Contudo, porque não há nenhuma referência em suas cartas acerca de uma esposa, é lógico pressupor-se que ela morrera antes da perseguição ativa, de Paulo, da igreja, conforme registrado em Atos 8. Alguns interpretaram as palavras de Paulo em Atos 26:10 “...dei o meu voto contra eles quando os matavam” — como significando que Paulo fora um membro do Sinédrio. Estas palavras dificilmente significam nada mais que Paulo concordava com o julgamento do conselho. Um “mancebo” (At. 7:58) dificilmente pertenceria a um conselho de “anciãos” (At. 5:21). Em nenhuma parte, em suas cartas, Paulo sugere que tenha sido membro da corte suprema judaica. Atos 9:1,2 e 22:5 apresentam Paulo como sendo mais um funcionário que membro do Sinédrio.

Em Atos, Paulo aparece pela primeira vez na ocasião da morte de Estevão. Foi o zelo farisaico de Paulo pelas “tradições dos pais” que o levou a um conflito severo com os seguidores de Jesus (Fil. 3:5-9). Ele era um dos líderes, e, provavelmente, o mais ardoroso, na perseguição inicial da igreja pelos líderes religiosos judeus. Quando os crentes fugiram de Jerusalém, Paulo pediu e recebeu permissão do sumo sacerdote para procurar e prender os cristãos que ele esperava encontrar em Damasco (At. 9:1,2). Como fariseu leal e consciencioso, Paulo realmente pensava que estivesse fazendo a Deus um serviço ao tentar destruir a nova seita blasfema (At. 22:3; 26:9; ver João 16:2, onde Jesus havia predito tal ação).

A conversão de Paulo na estrada para Damasco deve ter sido vista por Lucas como um dos mais importantes acontecimentos do cristianismo primitivo. Há três narrativas deste evento em Atos: uma narrada por Lucas (9:3-19) e duas por Paulo (22:6-16; 26:12-18). Embora haja algumas variações em cada uma das narrativas, estas podem ser explicadas pelo propósito de cada narrativa e a audiência para a qual cada uma foi pretendida. O elemento importante é que a experiência na estrada de Damasco transformou Paulo de um perseguidor fanático da igreja em seu mais ardente e capaz defensor e propagador.

De Gálatas (1:17,18) sabe-se que Paulo passou algum tempo em Damasco, foi para a Arábia e retornou a Jerusalém depois de três anos. Ele foi recebido com suspeita pelos irmãos de Jerusalém, até que Barnabé o aceitou e apresentou aos apóstolos (At. 9:26,27). Uma trama dos judeus helenizantes contra sua vida fez a igreja persuadi-lo a deixar Jerusalém. Ele assim o fez, e foi para sua cidade de Tarso (At. 9:28-30). Dos anos passados em Tarso nada se sabe. Possivelmente uns dez anos foram passados lá. Esses anos são chamados os "anos de silêncio" do ministério de Paulo.

Lucas registra que Barnabé, enviado pela igreja em Jerusalém a Antioquia da Síria, foi a Tarso para obter a ajuda de Paulo em seu trabalho entre os gentios de Antioquia (At. 11:25). Atos 11:27-30 também registra uma “visita na época da fome” a Jerusalém por Paulo e Barnabé, que não é mencionada em mais nenhuma parte no Novo Testamento. Os anos de fome ocorreram nos dias de Cláudio César (41:54 d.C.) e por volta da época da morte de Herodes Agripa I (44 d.C). Há vários problemas críticos sobre a harmonização de Atos 11-12 com Gálatas 2, mas estes serão discutidos no capítulo sobre Gálatas. Neste ponto pressupõe-se que Gálatas 2 se refere à viagem de Paulo a Jerusalém, conforme apresentada em Atos 15.

Depois de terem retornado de Antioquia, Paulo e Barnabé foram enviados para fazerem o que é Comumente chamado a “Primeira Viagem Missionária” (At. 13:1-14:28). Esta viagem de fundação de igrejas foi limitada à Ilha de Chipre e às regiões da Ásia Menor sul-central, conhecidas como Panfília, Pisídia, Licaônia e Lícia. Isto foi identificado por W. Ramsay, como parte da província romana da Galácia. Ao retornarem a Antioquia, para relatar sobre seu trabalho, Atos expõe o problema que os levou à Jerusalém, conforme Atos 15. Este mesmo acontecimento é apresentado em Gálatas 2:1 como tendo acontecido quatorze anos após a saída apressada de Paulo daquela cidade, para Tarso. Atos 15 e Gálatas têm tantos dados em comum que pouca dúvida pode haver de as duas passagens se referirem à mesma ocorrência. Supondo-se que as referências de Paulo são das viagens que ele fez a Jerusalém, para consultar os apóstolos lá, na ocasião, é mais provável que a visita de Atos 11-12 não foi mencionada em Gálatas. Tendo obtido a aprovação da igreja em Jerusalém, sobre seu trabalho entre os gentios Paulo e Barnabé retornaram a Antioquia e passaram mais algum tempo lá (At. 15:35). Este escritor crê que foi durante sua estadia em Antioquia antes da Segunda Viagem Missionária que Paulo escreveu a Epístola aos Gálatas. Outra vez, a data da escrita de Gálatas será discutida no capítulo sobre esse livro.

Na Segunda Viagem Missionária (At. 15:36-18:22), Paulo e Silas visitaram as igrejas anteriormente estabelecidas e viajaram para Trôade. Impedidos, pelo Espírito Santo, de evangelizarem mais na Ásia Menor, eles atravessaram para a Europa e fundaram igrejas na Macedônia e em Acaia. Quando esteve em Corinto (Acaia), Paulo entrou em contato com Priscila e Áqüila, judeus cristãos que haviam recentemente sido expulsos de Roma por Cláudio. O edito de expulsão foi ordenado no nono ano do reinado de Cláudio (cerca de 49 d.C). Foi de Corinto que Paulo escreveu as duas cartas à igreja de Tessalônica (na Macedônia). Depois de dezoito meses em Corinto, Paulo foi acusado por judeus descrentes perante Gálio, o novo procônsul romano. Gálio chegou a Corinto por volta de 51 d.C, para assumir suas funções. Paulo foi inocentado das acusações trazidas contra ele e, após passar um pouco mais de tempo em Corinto, viajou, via Éfeso e Jerusalém, para Antioquia da Síria, chegando na primavera de 52 d.C.

A narrativa da Terceira Viagem Missionária é transferida quase que inteiramente para o ministério de três anos de Paulo em Éfeso (At. 19). Quando em Éfeso, Paulo escreveu pelo menos três cartas à igreja em Corinto: uma carta perdida (referida em I Cor. 5:9), a I Coríntios canônica, e uma carta “angustiosa” (referida em II Cor. 2:4; 7:8). De II Coríntios (12:14; 13:1), sabe-se que Paulo fez uma rápida visita a Corinto e voltou a Éfeso. Deixando Éfeso após o tumulto, Paulo foi para Trôade e depois para a Macedônia. Lá ele escreveu II Coríntios. prosseguindo para Corinto, Paulo escreveu Romanos, na antecipação de visitar Roma em seu caminho para a Espanha, depois de levar uma oferta aos santos pobres de Jerusalém (Rom. 15:22-28). A Epístola aos Romanos teria sido escrita durante o inverno de 55-56 d.C.

Em Jerusalém, Paulo foi preso e, a fim de salvar sua vida, foi enviado ao procurador Romano em Cesaréia (At. 23:12-35). Em Cesaréia, ele foi julgado perante Félix, o procurador de cerca de 51-57 d.C. A datação da procuradoria de Félix é um dos itens mais indefiníveis nos estudos do Novo Testamento. Isto foi tratado no capítulo anterior, sobre Atos. Supõe-se, nesse livro, que Félix foi chamado de volta por Nero em 57 d.C, e Festo tomou seu lugar naquele ano. Atos 24:27 afirma que Félix manteve Paulo em prisão domiciliar por dois anos. Seguindo-se à chegada de Festo, tais eram as circunstâncias, que Paulo alegando a prerrogativa de cidadão romano, apelou para a corte de César. No outono de 57 d.C, a perigosa viagem de inverno até Roma se iniciou, chegando-se lá após grande apuro na primavera de 58 d.C. (At. 27:1-28:14). Lucas não relata em Atos o resultado do julgamento perante Nero, mas ele dá a entender que, após dois anos de confinamento, Paulo foi posto em liberdade (At. 28:30), por volta do ano 60 d.C. Durante os dois anos em Roma, Paulo escreveu as Epístolas da prisão: Filemom, Colossenses, Efésios e Filipenses. 

Com o encerramento de Atos, qualquer história de maior atividade de Paulo deve vir ou de seus escritos ou dos pais antigos da Igreja. Clemente de Roma (por volta de 96 d.C.) escreveu que Paulo foi solto e pregou até "as extremidades do Ocidente". Para um romano, isto só poderia significar Espanha, a Península Ibérica. Das Epístolas Pastorais, sabe-se que Paulo voltou para o Oriente, passando por Creta, Éfeso, Trôade e Macedônia, mas não, necessariamente, nessa ordem. Provavelmente, da Macedônia ele escreveu I Timóteo, tendo enviado Timóteo anteriormente a Éfeso. Ou da Macedônia ou de Corinto, Paulo escreveu a Epístola a Tito, que ele havia deixado em Creta. Dos historiadores romanos, sabe-se que, em 19 de julho de 64, Roma foi incendiada, e, para transferir a suspeita de sua pessoa, Nero pôs a culpa nos cristãos. Porque Paulo, um notável líder da Igreja, havia sido julgado uma vez perante Nero, pensa-se que Nero ordenou sua prisão e retorno a Roma, para julgamento. Foi durante este segundo aprisionamento em Roma que II Timóteo foi escrita. Uma tradição antiga afirma que Paulo foi martirizado durante o ano do incêndio de Roma. A evidência para esta tradição é mais forte que a sugestão de Paulo e Pedro, ambos, terem sido mortos no ano da morte de Nero (68 d.C.). Portanto, Paulo foi decapitado pelas autoridades romanas (conforme se supõe em 29 de junho de 65.

Deve ser reconhecido que, por causa de dados conflitantes entre os historiadores antigos e o uso de pelo menos três sistemas de calendários diferentes, a maior parte das datas é, no máximo, só aproximada. As de precisão razoável são: a morte de Herodes Agripa I (44 d.C), o decreto de Cláudio, expulsando os judeus de Roma (49 d.C), a designa¬ção de Gálio (51 d.C), o incêndio de Roma (64 d.C), e a morte de Nero (9 de junho de 68). Mediante estas datas, uma história razoavelmente precisa da vida de Paulo pode ser construída:



A.D.1 ......................... Nascimento
33-34 ......................... Conversão
45 .................................. Visita a Jerusalém pela época da fome
46-48 ............................. Primeira Viagem Missionária
49.................................. Conferência de Jerusalém (dezessete anos após sua conversão)

49-52............................. Segunda Viagem Missionária
52-56............................. Terceira Viagem Missionária
56-57............................. Prisão em Jerusalém e dois anos na prisão em Cesaréia
57-58............................. Viagem a Roma
58-60............................. Primeiro aprisionamento em Roma
60-64............................. Viagem a Espanha, Creta, Macedônia e Acaia
64-65............................. Prisão, segundo aprisionamento em Roma e morte

 

 

     

 

A Importância de Paulo

 

 

 

Esboço:

 

 

 

I.             Vida

 

 

 

1.      Fontes de Informação

 

2.      Passado

 

3.      Primeira Viagem Missionária

 

4.      O Concilio Apostólico

 

5.      Segunda Viagem Missionária

 

6.      Terceira Viagem Missionária

 

7.      Aprisionamento e Encarceramento em Roma

 

8.      Paulo, de Novo Livre, Vai à Espanha

 

9.      Segundo Encarceramento e Morte

 

10.    Cronologia da Vida de Paulo

 

 

 

II.           Significação de Paulo

 

 

 

1.      As Escolas Críticas e Paulo

 

2.      As Epístolas Paulinas

 

3.      O Servo de Cristo

 

4.      O Apóstolo dos Gentios

 

5.      A Doutrina de Paulo

 

6.      Paulo e Jesus

 

7.      Como Paulo Comprovou seu Apostolado

 

 

 

I. Vida

 

 

 

1. Fontes de Informação

 

 

 

Sabe-se muito mais acerca de Paulo do que acerca de qualquer outro personagem apostólico. Nosso conhecimento sobre esse apóstolo e a sua carreira é praticamente tudo quanto se sabe acerca do desenvolvimento do cristianismo, durante aqueles dias. Fora de suas próprias epístolas e do livro de Atos dos Apóstolos, no N.T., temos apenas uma referência adicional a ele, a saber, em II Pe 3:15, onde se lê: «...o nosso amado irmão Paulo...» A fonte primária de informação, portanto, é o livro de Atos; a fonte secundária de informação são as suas epístolas e as alusões incidentais que ele faz a si mesmo e às suas viagens. Entretanto, alguns têm ensinado que apesar de fornecerem menos informações sobre ele, as epístolas são mais valiosas para o estabelecimento da cronologia — pelo menos uma cronologia que é mais extensa e que inclui os últimos poucos anos de sua vida, acerca dos quais o livro de Atos nada nos diz. Isso incluiria o seu período de liberdade entre os dois encarceramentos a que foi sujeito em Roma, e seu martírio final.

 

 

 

Fora do N.T. há algum material informativo, mas normalmente esse não é reputado como digno de muita confiança. Por exemplo, temos o livro apócrifo «Atos de Paulo», que só foi escrito na segunda metade do século II D.C. Essa obra contém alguns incidentes e viagens de Paulo que não se encontram nas páginas do N.T., mas parecem ser quase totalmente lendários. A arqueologia em nada tem podido contribuir para comprovar esse material e atualmente não há modo como afirmarmos a validade de qualquer informação adicional, sobre a vida de Paulo, contida nesse livro apócrifo. Há muitas declarações sobre Paulo nos escritos dos pais da igreja, mas quase todos esses se derivam, de algum modo, do livro de Atos ou das epístolas de Paulo, e outra parte se deve, provavel­mente, ao material legendário que foi se avolumando em torno da pessoa de Paulo. A comunidade cristã, em sua maior parte, compunha-se de pessoas vindas das classes humildes, pelo que também os historia­dores antigos ignoraram-na quase completamente; e é por esse motivo que temos tão escassa informação acerca do desenvolvimento inicial do cristianismo, nos escritos desses autores seculares. A arqueologia nos fornece alguma informação sobre os muitos lugares que foram visitados por Paulo, bem como acerca de sua cidade natal, Tarso; porém, excetuan­do-se as influências culturais que tais localidades devem ter exercido sobre Paulo, não se pode extrair, dessas informações, qualquer elemento adicional sobre a pessoa do próprio Paulo. Por conseguinte, resta-nos analisar o livro de Atos dos Apóstolos e as epístolas paulinas; e toda outra informação deve ser aceita apenas experimentalmente.

 

 

 

2. Passado

 

 

 

Neste ponto, estamos mais limitados do que acerca dos anos posteriores de Paulo. Do nascimento de Paulo até o seu aparecimento em Jerusalém, como perseguidor dos crentes, temos apenas informações muito esparsas. Sabemos que ele nasceu em Tarso, «cidade não insignificante» (ver At 21:39), descrição essa que tem sido confirmada pelas escavações arqueológicas de Sir William Ramsay. Naquele tempo Tarso (na Cilícia) foi incorporada à província da Síria. Tarso, por essa época, já tinha história antiga, e fora cidade importante por muitos séculos antes da era cristã. Tarso chegou a ser a cidade mais importante da Cilícia. Essa cidade se tornou uma região de síntese entre o Oriente e o Ocidente, entre a cultura grega, a cultura oriental e, finalmente, a cultura romana. Também se sabe que era um centro cultural, e que ali era muito forte a variedade do estoicismo romano.

 

 

 

Paulo nasceu como cidadão romano, provavelmen­te porque o seu pai também já era cidadão romano. Ao nascer, o menino recebeu o nome de Saulo, provavelmente devido ao rei Saul, mas é provável que também fosse chamado Paulo como cognome latino. Paulo significa pequeno e isso pode ter-se dado devido ao fato de que seus pais o chamavam de «pequerrucho»; mas também é possível que ele tenha recebido o nome de Paulo, simplesmente por ter som semelhante ao nome de «Saulo». Também é possível que o apóstolo tivesse um nome romano; mas, nesse caso, não deve tê-lo usado com frequência, porquanto não temos nenhuma informação sobre qual seria esse nome. A alteração posterior de seu nome, de Saulo para Paulo, mui provavelmente foi apenas a adoção de seu apelido como nome próprio. Não se sabe qual o ano de seu nascimento; porém, quando do apedrejamento de Estêvão (que ocorreu em cerca de 32 D.C), lemos que Saulo era um jovem. É razoável supor, por conseguinte, que ele tenha nascido na primeira década do século I D.C., sendo, assim, um contemporâneo mais jovem de Jesus, embora não haja qualquer evidência de que ele tenha visto alguma vez ao Senhor. E não é mesmo provável que o tenha visto, pois Paulo jamais se refere ao fato.

 

 

 

As passagens de I Co 2:3 e II Co 10:10 indicam que a aparência física de Paulo não era impressionan­te, e a descrição que há sobre ele, no livro apócrifo Atos de Paulo e Tecla, concorda com esse ponto de vista: «E ele viu Paulo que se aproximava, um homem de baixa estatura, quase calvo, pernas tortas, de corpo volumoso, sobrancelhas unidas, um nariz um tanto adunco, cheio de graça: pois algumas vezes parecia um homem, e outras vezes tinha a fisionomia de um anjo».

 

 

 

Os genitores de Paulo eram judeus muito religiosos, pertencentes à seita dos fariseus, ou, pelomenos, fortemente influenciados por esse grupo; e pertenciam à tribo de Benjamim. Nada se sabe acerca da ocupação do pai de Paulo, e nem mesmo sabemos —qual era o seu nome. Jerônimo cita uma tradição que assevera que a família de Paulo viera originalmente da Galiléia, e que dali migrara para Tarso. Se essa tradição expressa a verdade, então o fato de que eram cidadãos romanos mostra que essa imigração tivera lugar em tempo considerável antes do nascimento de Paulo. De conformidade com o livro de Atos, Paulo tinha uma irmã que vivia em Jerusalém (ver At 23:16), mas não há menção de qualquer irmão. O próprio Paulo aprendera uma profissão, provavel­mente em Tarso, a de fabricante de tendas (ver At 18:3), posto que eracostume entre os judeus ensinar aos filhos alguma profissão. Não é improvável, pois, que o seu pai também tivesse sido fabricante de tendas, o qual teria ensinado essa arte ao seu filho. Paulo foi instruído no judaísmo estrito, e os seus principais interesses se centralizaram nas questões religiosas, éticas e metafísicas. Alguns acreditam que ele era bem instruído na cultura, na estética e na filosofia grega e romana (à base de textos como At 17). Mas outros, alicerçando-se em At 22:3 e 26:4, procuram mostrar que a permanência de Paulo em Tarso, quando menino, deve ter sido muito breve, porquanto ele mesmo diz que se criara em Jerusalém. Quanto a esses detalhes não podemos ter certeza, mas o exame detido das epístolas de Paulo mostra que ele deve ter estudado a filosofia estóica (por causa da grande similaridade aos escritos de Sêneca, oestóico romano); e o seu grego é uma excelente variedade do grego helenista, não dando evidências de ter sido uma linguagem «adquirida». Em Jerusalém, Paulo estudou sob orientaçãodo grande Rabban Gamaliel, o Velho, que era altamente respeitado como mestre.

 

 

 

As Palavras de Paulo, em Gl 1:14, mostram-nos que ele era indivíduo intensamente religiosodesde a juventude, tendo-se destacado nessas questões acima dos outros jovens de sua idade. Frequentava regularmente a sinagoga, e é muito provável que geralmente tomasse parte na adoração. Mais tarde seguiu sua tradição farisaica, tornando-se membro dessa seita. Sendo indivíduo religioso tão intenso, tinha alta consideração pelas Escrituras, e a sua conversão não alterou a sua atitude, embora talvez ele tenha compreendido que algumas passagens eram alegóricas e outras literais, conforme se vê em I Co 10:1-11 e Gl 4:22-31. Apesar dele reconheceresse fato, as suas epístolas demonstram a influência de outros treinamentos. Os filósofosestóicos e cínicos de Tarso eram, geralmente, evangélicos em suas abordagens, porquanto, — pregavam nas esquinas das ruas, nos mercados e em outros lugares públicos. Por essa causa, Paulo deve tê-los conhecido; e mui provavelmente também estudou em suas escolas.

 

 

 

Sabemos mais acerca do apóstolo Paulo do que sobre qualquer outra das personagens apostólicas. No N.T., as nossas fontes informativas a seu respeito são o livro de Atos e as suas próprias epístolas. Fora disso só há mais uma alusão a ele, em II Pe 3:15, onde ele é chamado denosso amado irmão.

 

 

 

A arqueologia nos fornece muitas informações quanto aos locais visitados por Paulo, embora não sobre a sua pessoa. Nossos conhecimentos sobre os primeiros anos de sua vida são escassos. Desde o seu nascimento até o seu aparecimento, em Jerusalém, como perseguidor dos cristãos, possuímos informa­ções meramente esparsas, parte das quais não passa de conjectura. Sabemos, contudo, que ele nasceu em Tarso, «...cidade não insignificante da Cilícia...» (At 21:39), descrição essa que as escavações arqueológicas de Sir William Ramsay confirmaram amplamente. Tarso da Cilícia foi incorporada à província da Síria e tivera história importante durante um período de muitos séculos. Era a principal cidade da Cilícia e como que sua região sintetizava o Oriente e o Ocidente, isto é, as culturas grega e oriental, incluindo, por igual modo, por fim, a cultura romana que representava o verdadeiro helenismo. Era centro da filosofiaestóica da variedade romana, onde os filósofos pregavam as suas doutrinas nos mercados e nas praças públicas, mais ou menos como os missionários de Cristo têm feito tradicionalmente. As epístolas de Paulo, em suas ilustrações e em algumas de suas ideias básicas, por isso mesmo, refletem o que há de melhor no estoicismo. É ponto muito bem conhecido e amplamente discutido que Paulo deixa transparecer muito da mesma erudição refletida por Sêneca, o importante filósofo estóico romano, que foi igualmente martirizado por Nero, à semelhança de Paulo.

 

 

 

O Treinamento de Saulo, quanto à sabedoria profana, mui provavelmente incluiu a educaçãofilosófica normal, a retórica e a matemática, sem falarmos em seus estudos sobre a religião judaica (ver At 22:3; 26:4 e diversas referências, em suas epístolas, a questões como coroas,jogos atléticos, lutas, etc, o que também servia de principais ilustrações entre os filósofosestóicos para ilustrar os princípios éticos). O fato é que o grego utilizado por Paulo, em suas epístolas, é uma excelente variedade do grego literário «koiné», o que nos mostra quão bem alicerçada fora a sua educação na linguagem, além de ficar demonstrado o fato de que ele falava o grego como seu idioma nativo, provavelmente do mesmo modo que o hebraico (isto é, o aramaico). Não se há de duvidar que esse apóstolo também conhecia o latim, e, antes do fim de suas viagens missionárias, já teria aprendido mais um idioma ou dois.

 

 

 

O Testemunho Pessoal de Paulo, em Gl 1:14, mostra que ele era indivíduo intensamente religioso, desde a juventude. Costumava frequentar regularmente as sinagogas judaicas, antes de sua conversão e quando já atingira idade suficiente, tornou-se seguidor fiel do farisaísmo. Esse versículo também indica que, mui provavelmente, ele era o jovem que mais se destacava em Jerusalém, sendo grande a sua fama como homem de grande zelo religioso. Sabemos também que ele estudou com o famosíssimo rabino fariseu, Gamaliel (ver At 5:34 e 22:3). A erudição maior de Paulo fora adquirida em Jerusalém, naquela escola de fariseus, o que também contribui com algo para explicar o caráter geral de sua vida e de suas crenças, alicerçadas firmemente no judaísmo tradi­cional.

 

 

 

Conversão de Saulo. Intensa discussão se tem centralizado em redor das razões psicológicas pordetrás de sua conversão a Cristo. Saulo se tornara um intenso perseguidor de cristãos, tendo chegado ao assassínio, não poupando nem as mulheres. — E, no entanto, repentinamente, tornou-se igualmente zeloso defensor e propagador do evangelho de Cristo. Que ocorrência teria sido suficientemente drástica e decisiva para produzir tão notável modificação em suas atitudes? As respostas dadas por certos indivíduos são repugnantes para a fé e a sensibilidade cristãs. Porquanto alguns querem fazer-nos crer que Paulo era um esquizofrênico, ou que de outra maneira sofrerá um desequilíbrio mental qualquer, e que teriam sido essas aberrações mentais que criaram as condições necessárias para suas experiências místicas. No entanto, não nos devemos admirar ante essa opinião adversa sobre Paulo, porque até mesmo pessoas moderadamente dotadas de dons psíquicos são consideradas um tanto estranhas. Quanto mais poderosos são esses dons e quanto mais elas reivindicam possuir experiências místicas, mais são consideradas fracas da cabeça. Todavia, a verdade é que tais pessoas geralmente não sãosubnormais, e sim, supranormais. Por isso mesmo é que santos e homens piedosos, bem como os operadores de milagres, geralmente servem de escândalo para o mundo. Isso continuará nesse pé, até que o mundo seja suficientemente espiritualizado para compreen­der (se é que isso algum dia se tornará realidade) que assim deve ser a «normalidade» para a humanidade, embora, normalmente, os homens não passem de feras um pouco mais inteligentes do que os animais irracionais.

 

 

 

Outros críticos supõem que o senso de culpa, reprimido durante anos, em face de suas perseguições e assassínios contra os cristãos, teria subitamente explodido em experiências pseudomísticas, o que resultou em vir a ser ele justamente o contrário do que vinha sendo, ou seja, a sua conversão. Assim sendo, ainda segundo esse ponto de vista, a experiência de Saulo poderia ter sido meramente «psicológica», e não verdadeiramente mística. Ora, nesse caso, Lucas, o autor do livro de Atos, teria exagerado em suas narrativas, adornando com um colorido mais vivo a realidade da vida de Paulo.

 

 

 

É perfeitamente possível, entretanto, que o próprio Paulo soubesse muito bem que aquilo que lhe ocorrera era uma experiência mística da mais elevada ordem, ou seja, um encontro pessoal com o próprio Senhor Jesus. Nada existe no campo do bom senso ou da experiência religiosa sã que contradiga tal coisa. De fato, a maioria das doutrinas e das práticas religiosas, originalmente, se alicerçam em alguma forma de experiência mística. Os modernos estudos da parapsicologia tendem a confirmar a realidade das experiências místicas válidas, embora algumas dessas experiências, como é normal, não passem de ilusões psicológicas. O fato de que a personalidade de Paulo foi transformada tão radical e permanentemente é um ponto positivo em favor da validade de sua experiência e em prol da realidade de sua origem, porquanto o Senhor Jesus está vivo, e não se há de duvidar que teve contatos pessoais, após a sua morte, ressurreição e ascensão aos céus, com Paulo, desde o momento de sua conversão, na estrada de Damasco.

 

 

 

A história da conversão de Saulo de Tarso é narrada em três lugares do livro de Atos (ver At 9:3-19; 22:6-21 e 26:12-18), havendo algumas variações quanto às minúcias, o que nenhuma pessoa sensata pode negar, ante a simples leitura dessas passagens. É possível que o próprio Paulo, ao narrar a história, inconscientemente tenha variado um tanto o seu conteúdo. No entanto, muitos eruditos, até mesmo da escola liberal, concordam que há uma harmonia essencial entre essas várias narrativas bíblicas, além de certas coincidências verbais que confirmam o fato de que há uma fonte informativa única para todas elas. Dessa maneira, essas narrativas são interdependentes entre si, e não narrativas independentes umas das outras. As histórias narradas por Lucas, mui provavelmente, — se basearam em narrativas pessoais, apresentadas pelo próprio Paulo. A história nos mostra que Lucas foi quase constante companheiro de viagens daquele apóstolo, em suas jornadas missionárias. Os sentimentos de temor, a luz brilhante, a purificação psicológica, a sua renovação, a sua conversão, são todos sinais de uma experiência mística genuína; e são exatamente esses os elementos que reaparecem em todas as narrativas sobre o evento da conversão de Saulo. Em sua vida posterior, Paulo recebeu outras grandes e importantes visões, e a sua doutrina repousa essencialmente sobre essas diversas revelações. Por que pensarmos ser estranho que Deus se revele a, alguém? De fato, o cristianismo, como revelação distintiva de Deus, se alicerça em tais revelações, sobretudo sobre as revelações outorgadas ao apóstolo Paulo, porquanto nelas é que encontramos as grandes distinções que separam o cristianismo do judaísmo.

 

 

 

condição original para alguém entrar no apostolado, entre outras, era que o candidato tivessevisto ao Senhor (ver At 1:21). Ora, essa exigência teve cumprimento na experiência de Saulo. Quando já apóstolo, refere-se Paulo por quatro vezes, em suas epístolas, à sua experiência de conversão; essas passagens mostram que ele estava convicto da realidade objetiva da mesma, considerando-a como equivalente a «ver» a Cristo, o que o qualificava ao ofício apostólico (ver Gl1:15,16; I Co 9:1; 15:8 e II Co 4:6). Paulo não estabeleceu distinção alguma entre essa forma de ver e aquelas que os demais apóstolos experimentaram, antes da ascensão de Cristo, porquanto todas essas aparições foram do «Senhor ressurrecto».

 

 

 

As duas grandes pedras fundamentais, que servem de características distintivas do cristianismo, são a ressurreição do Senhor Jesus e a conversão de Saulo, bem como as proposições que se seguem, coerentemente, desses dois fatos históricos.

 

 

 

Naturalmente, essa não foi a única experiência mística de Paulo, pois ele também menciona algumas outras (tal como a visita ao terceiro céu, em II Co 12). Parece que ele recebeu nada menos que sete grandes visões e a sua doutrina repousa sobre a informação transmitida por meio delas. O cristianis­mo repousa sobre o aparecimento do Cristo ressurrecto aos vários apóstolos e sobre a mensagem que ele lhes trouxe quando voltou dentre os mortos. Se esse fundamento for removido, restar-nos-á um judaísmo reformado (que também repousa em experiências místicas, como as de Moisés). Removendo-se essas formas de experiência, quando muito, nos restará uma forma de filosofia religiosa, e não a religião revelada que certamente o cristianismo é. Mas, por que se pensaria ser impossível que Deus se revelasse aos homens? E por que se pensaria ser impossível, neste mundo admirável, que Jesus, o Cristo, um personagem metafísico altamente exaltado não pudesse revelar-se aos homens?

 

 

 

A conversão de Paulo talvez tenha ocorrido por volta de 35 D.C. Após sua conversão, Paulo passou alguns poucos dias com os discípulos de Damasco. Pregou ali, por algumas vezes, ensinando, particu­larmente, que Jesus era o Messias. Depois disso, retirou-se para a Arábia, possivelmente para a região de Haurã, uma bacia fértil, que fica cerca de oitenta quilômetros ao sul da cidade de Damasco, diretamen­te a leste do extremo sul do mar da Galiléia. Outros creem que a área aludida era o país dos nabateus e a península do Sinai. Aquele era mais acessível para quem partisse de Damasco, mas este último lugar revestia-se de grande significação religiosa, por causa de sua conexão com a transmissão da lei, sendo possível que Paulo tivesse preferido essa atmosfera. Passou algum tempo em seu retiro, e dali, como é provável, esteve por diversas vezes em Damasco e voltou. A sua mensagem era essencialmente a mesma — desde o princípio — mas por essa altura, Paulo «...mais e mais se fortalecia e confundia os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo» (At 9:22).

 

 

 

Pouco depois disso, Paulo visitou Jerusalém pela primeira vez, após a sua conversão, tendo ficado com Pedro por quinze dias, para consulta e consolo mútuo (ver Gl 1:18). Dali partiu para as regiões da Síria e da Cilícia (ver Gl 1:21). É provável que teria visitado sua cidade natal — Tarso, tendo permanecido naquela região por algum tempo, embora não tenhamos qualquer informação acerca disso. Enquanto Paulo pregava em Tarso, Barnabé e outros líderes cristãos se encontravam em Antioquia, onde se ia desenvolvendo uma poderosa comunidade cristã. A passagem de At 11:25 nos diz que Barnabé foi a Tarso, à procura de Paulo, sem dúvida para obter a sua ajuda na igreja em Antioquia, que precisava de uma liderança maior e mais forte. Isso foi um movimento provocado pela providência divina, pois armou o palco para a longa carreira de Paulo como apóstolo-missionário.

 

 

 

3. Primeira Viagem Missionária

 

 

 

Em cerca de 46 D.C., Paulo e Barnabé foram comissionados pela igreja em Antioquia a se atirarem numa excursão evangelística. Essa viagem fê-los atravessar a ilha de Chipre (onde Barnabé nascera), tendo passado pelo «sul da Galácia» (ver At 13 e 14). Na companhia de Paulo e Barnabé ia também João Marcos, autor do chamado evangelho de Marcos. Este era primo de Barnabé. Ao chegarem a Perge, capital da Panfília, por razões para nós desconheci­das, Marcos preferiu interromper a expedição e regressou a Jerusalém, sua terra. Talvez Marcos não estivesse disposto a dar prosseguimento a uma viagem tão difícil. — Paulo ressentiu a sua partida, julgando-a como ato de deserção, e mais tarde não consentiu que ele o acompanhasse em outra excursão missionária (ver At 15:38). Isso tornou-se motivo de acirrado debate entre Paulo e Barnabé, pois também eram humanos e também estavam sujeitos a errar. De Pergeviajaram a Pisídia, um distrito em uma ilha, onde realmente teve começo a evangelização da Ásia Menor. Em Antioquia da Pisídia, em um dia de sábado, os dois missionários expuseram a sua importante mensagem messiânica, e foram bem acolhidos. No sábado seguinte, entretanto, já fora criada uma amarga oposição por parte de alguns judeus radicais. E os missionários cristãos foram obrigados a abandonar a cidade.

 

 

 

Dali partiram para Icônio, importante cidade Comercial da Licaônia. Seguindo seu costume original, pregaram na sinagoga dos judeus, e obviamente tiveram êxito, pois ficaram ali por tempo considerável. Mas eis que os radicais novamente provocaram um levante, que forçou Paulo e Barnabé a fugirem, finalmente. Dali foram para Listra e Derbe, nenhuma das quais era considerada cidade de grande importância. Essas cidades ficavam localiza­das na parte oriental da Licaônia. As superstições locais levaram as multidões a identificarem os missionários com Zeus (Barnabé) e com Hermes (Paulo). Um culto improvisado na hora, por alguns sacerdotes locais, em honra aos dois «deuses», teve de ser interrompido pelos missionários, porque sabiam que tal título não era merecido. Mas não demorou que os judeus radicais atacassem novamente, e em Listra (At 14) Paulo foi apedrejado.

 

 

 

Alguns intérpretes acreditam que foi nessa ocasião que Paulo teve a sua visão do terceiro céu (II Co 12), e que ele realmente esteve morto, mas reviveu. É possível que sua alma tenha sido momentaneamente liberta de seu corpo dormente e à beira da morte, o que algumas vezes ocorre, conforme também se tem aprendido em estudos parapsicológicos. O certo é que os enviados, tendo partido de Listra, foram pregar em Derbe. Começaram a voltar desse ponto, a fim de confirmarem na fé os novos convertidos, e assim passaram sucessivamente por Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia. Oficiais foram eleitos para as congregações. — Dali, eles partiram para Perge, e, finalmente, para Atalia, — importante porto marítimo da Panfília. Ali chegando, embarcaram em um navio a fim de irem para Antioquia da Síria, de onde tinham partido dois anos antes. Essa primeira viagem os levara às áreas de Chipre, Panfília, Pisídia e Licaônia e nesses lugares novas igrejas cristãs foram estabelecidas.

 

 

 

4. O Concilio Apostólico

 

 

 

O grande influxo de gentios na Igreja cristã que se ia formando, criava grandes problemas entre os elementos judaicos, especialmente no tocante às expe­riências da lei mosaica, e particularmente no que dizia respeito à lei cerimonial e à questão da circuncisão. A fim de dar solução a esses problemas e com o fito de fornecer uma resposta universal e autoritária às mesmas, Paulo e Barnabé subiram a Jerusalém, a fim de conferenciarem ali com os apóstolos (ver At 15). Corria o ano de 49 D.C., calculadamente. O concilio determinou que os gentios nãoeram obrigados a cumprir as exigências da lei, e que não deveria haver maior «carga» do que se absterem de alimentos oferecidos a ídolos, do sangue, da carne de animais sufocados e da falta de castidade, isto é, de todas as formas de pecados sexuais. As restrições visavam uma aplicação essencialmente local, e não como padrão universal para todos os gentios, embora talvez tenham servido de precedentes para a solução de problemas que surgissem posteriormente. Tudo foi feito (isto é, as decisões de proibir certas coisas, esboçadas na lei cerimonial) a fim de ajudar os membros judeus e gentios da igreja a se darem bem uns com os outros com mais facilidade.

 

 

 

5. Segunda Viagem Missionária

 

 

 

Paulo, então já dono de maior experiência em viagens missionárias, ansiava por partir novamente. Mas, devido às divergências com Barnabé, por causa de João Marcos, dessa vez Paulo preferiu levar a Silas (ver At 15:40 — 18:22). Partindo de Antioquia, seguiram por terra para as igrejas do «sul da Galácia», e em Listra o grupo foi engrossado com a adesão do jovem Timóteo. Ali chegando, o Espírito Santo desviou-os da direção ocidental, e passaram a viajar na direção norte, atravessando o norte da Galácia. Em Trôade, uma visão indicou que a Macedônia (no continente europeu) era um dos alvos dessa viagem. Assim sendo, começou a evangelização da Grécia. Foram visitadas as cidades de Filipos, Tessalônica e Beréia. Na Acaia (sul da Grécia), foram visitadas as cidades de Atenas e Corinto. Paulo demorou-se em Corinto por quase dois anos. Em Trôade, Lucas se reunira ao grupo missionário, e parece certo que nesse tempo começou ele a escrever a sua importantíssima narrativa da igreja primitiva, chamada de Atos dos Apóstolos, obra da qual se obtém quase todo o conhecimento de que dispomos acerca de Paulo e suas viagens, bem como do desenvolvimento da igreja primitiva em geral.

 

 

 

Durante as suas viagens, Paulo se mantinha em contato com as congregações cristãs anteriormente organizadas por meio de epístolas, certo número das quais têm chegado até nós, tendo-se tornado parte de nosso N.T. As epístolas de I e II Tessalonicenses devem ter sido escritas nesse tempo. De Corinto, Paulo partiu para Éfeso, onde ficou durante pouco tempo. Dali, em viagem apressada, passou por Jerusalém e chegou a Antioquia da Síria. Dessa maneira se encerrou a sua segunda viagem missioná­ria. Essa segunda viagem missionária evidentemente ocupou de ano e meio a dois anos, e provavelmente terminou em cerca de 51 D.C. Depois disso Paulo passou mais algum tempo (quanto, exatamente, não sabemos), em Antioquia da Síria.

 

 

 

6. Terceira Viagem Missionária

 

 

 

Foi a época do ministério em volta do mar Egeu (ver At 18:23 — 20:38). Sob diversos aspectos, esse foi o período mais importante da vida de Paulo. A província da Ásia foi evangelizada, e postos avançados do cristianismo foram lançados na Grécia. Durante esses anos, Paulo escreveu I e II Coríntios, Romanos, e talvez (ainda que não todas) algumas das chamadas epístolas da prisão— I e II Timóteo e Tito. De Antioquia, Paulo partiu para Éfeso. Ali passou cerca de três anos, tendo estabelecido um dos centros mais importantes do cristianismo, a despeito da feroz oposição, movida tanto pelos judeus como pelos aderentes da adoração à deusa Ártemisa(Diana). Desse ponto, provavelmente, Paulo visitou diversas outras áreas ao redor, mas seu trabalho principal se concentrou em Éfeso. Também tornou a visitar as congregações cristãs ao redor do mar Egeu, que haviam sido anteriormente fundadas. Atravessando Trôade, Paulo chegou à Macedônia, onde escreveu a epístola chamada II Coríntios, e dali partiu para Corinto. Nessa cidade ele passou o inverno e escreveu a epístola aos Romanos, antes de continuar viagem até Mileto, um porto próximo de Éfeso.

 

 

 

Por essa altura, Paulo desejou subir a Jerusalém, a fim de levar auxílios aos crentes pobres dali (empobrecidos pela perseguição e pela fome), enviados pelos crentes gentílicos. A princípio ele queria ir à Síria por via marítima, mas, devido a uma armadilha que lhe fizeram para tirar-lhe a vida, preferiu viajar por terra, tendo atravessado a Macedônia. Dali, ele e seus companheiros de viagem tomaram um navio e velejaram ao longo das costas ocidentais da Ásia Menor. Breves paradas foram efetuadas em diversos lugares, incluindo Mileto, cidade portuária de Éfeso, o que forneceu a Paulo a oportunidade de se despedir finalmente, dos crentes que ali habitavam. Finalmente, desembarcaram em Tiro, na costa da Síria. A despeito das várias advertências sobre os perigos que ele teria de enfrentar em Jerusalém, Paulo prosseguiu viagem. Paulo chegou emJerusalém no Pentecoste, provavel­mente em cerca de 56 D.C. Sua terceira viagem missionária, por conseguinte, terminou após um pouco mais de três anos de atividades.

 

 

 

7. Aprisionamento e Encarceramento em Roma

 

 

 

Paulo se movimentara com admirável liberdade, embora nunca o tivesse feito sem teste, tribulação e perseguição. Jerusalém rejeitara muitos homens piedosos, muitos profetas, e o próprio Jesus; e Paulo não estava destinado a conseguir maior êxito ali. O trecho de At 21:17 — 28:16 conta a história. Os judeus radicais, nessa ocasião, não tiveram de perseguir a Paulo, mas ele caiu direto na armadilha que lhe armaram. — O mais estranho é que a confusão foi provocada por alguns judeus que vinham da província da Ásia, que por acaso estavam no templo e reconheceram Paulo; foram eles que agitaram as multidões e fizeram-nas atacar o apóstolo. As autoridades romanas aprisionaram Paulo por estar perturbando a ordem. A essa altura, Paulo fez um discurso na escadaria do templo, contando com pormenores como ele fora perseguidor dos crentes, como ele se convertera, e como pregara a Jesus como Messias de Israel. Paulo foi ameaçado de açoites pelas autoridades romanas, mas, informando-as de que era cidadão romano, o tribuno militar o soltou. Mas essa ação causou tal protesto, por parte dos judeus que, para sua própria proteção, Paulo foi levado de volta às barracas militares. Os judeus, ato contínuo, conspiraram em matá-lo, e por isso Paulo foi removido para Cesaréia, com um grupo armado. Ali Paulo foi conduzido à residência de Félix, procurador romano. Paulo foi guardado sob sentinela, no palácio de Herodes. Aparentemente, esteve em Cesaréia pelo espaço de dois anos, e alguns creem que ali ele escreveu a sua epístola aos Colossenses, aos Efésios e aFilemom; mas uma data posterior para essas epístolas é mais provável.

 

 

 

Após dois anos de administração malsucedida, Félix foi chamado de volta a Roma, e Pórcio Festo tomou o seu lugar. Este era homem de caráter amargo. (Isso aconteceu em cerca de 58 D.C.). Quando o novo procurador se recusou a ouvir o caso de Paulo, em Jerusalém, os judeus desceram a Cesaréia, a fim de acusarem a Paulo ali. Assacaram graves acusações contra ele, mas que Paulo negou categoricamente. Foi então que Paulo apelou para César, que era direito de todos os cidadãos romanos, e dessa maneira se criou o motivo de sua viagem a Roma. Antes de partir para Roma, Paulo falou perante o rei Agripa II e sua irmã, Berenice. Esse Herodes era o bisneto de Herodes, o Grande. Nessa oportunidade, Paulo repetiu a história de sua conversão, e é óbvio que impressionou favoravelmente os que o ouviram.

 

 

 

Dali, viajando pelo mar, Paulo partiu para Roma, juntamente com muitos outros prisioneiros. Fez diversas paradas ao longo do caminho, incluindo uma permanência de três meses em Malta. Paulo chegou a Roma em 59 D.C, não como homem livre, mas, não obstante, como poderosa testemunha do cristianismo. Chegando a Roma, Paulo não foi tratado como prisioneiro no sentido ordinário, e nem como criminoso. Ali ele desfrutou do que se denominava «libera custodia», isto é, podia viver em sua própria casa, desfrutando de muitos privilégios de liberdade de ação, mas sempre acompanhado de um guarda. Paulo pregava àqueles que o visitavam, explicando-lhes as razões de seu aprisionamento; e também enviava epístolas a lugares distantes. Foi nesse período que, provavelmente, foram escritas as epístolas aos Colossenses, aFilemom, aos Filipenses (e, provavelmente, aos Efésios).

 

 

 

O livro de Atos dos Apóstolos encerra-se brusca­mente, não como um livro inacabado, e, sim, dando a ideia de que o autor tencionava escrever outra seção ou livro a fim de suplementá-lo. Lucas escrevera um evangelho, e então essa história, e não é de modo algum impossível que ele tivesse planejado ainda um outro volume. De conformidade com a tradição cristã primitiva, Lucas continuou sendo fiel auxiliar de Paulo até o martírio deste, e então deu continuação ao seu ministério, no evangelho, por mais vinte anos (até 84 D.C), até que, finalmente, faleceu em Beócia, na Grécia, com a idade de oitenta e quatro anos. Se podemos confiar nessa tradição, ficamos completa­mente atônitos, por não sabermos por que não foi completada a história de Paulo, em um escrito subsequente, juntamente com outros importantes acontecimentos que estariam ocorrendo na igreja, após o falecimento de Paulo.

 

 

 

8. Paulo, de Novo Livre, Vai à Espanha

 

 

 

Nenhum relato bíblico nos diz que Paulo foi libertado novamente a fim de ministrar outra vez; mas existem algumas evidências que dão essa indicação. É possível que Paulo tenha sido libertado em cerca de 63 D.C, e que tenha visitado tanto a Espanha como a área do mar Egeu, uma vez mais. A epístola de Clemente (em vss. 5-7, 95 D.C), — o cânon muratoriano (170 D.C) e o livro apócrifo Atos de Pedro (1:3 — 200 D.C.) falam de uma visita de Paulo à Espanha. As epístolas pastorais, ou pelo menos II Timóteo, parecem envolver um ministério posterior à história narrada no livro de Atos, desenvolvido no Oriente, pelo que também parece que Paulo pôde cumprir o seu desejo de visitar a Espanha, conforme expressou em Rm 15:24.

 

 

 

9. Segundo Encarceramento e Morte

 

 

 

Não se sabe quais as circunstâncias do segundo encarceramento de Paulo, embora a tradição indique que ele foi aprisionado pela segunda vez, levado de volta a Roma e lançado na prisão. Sabe-se que Nero odiava os cristãos e que chegou mesmo a usar os seus jardins pessoais como local de torturas cruéis, nos quais os cristãos eram obrigados a enfrentar animais ferozes. Essa perseguição rebentou em cerca de 64 D.C. Provavelmente, Paulo foi aprisionado, com muitos outros cristãos, em cerca de 64 D.C. Na qualidade de cidadão romano, é provável que tenha sido julgado por um tribunal, mas, quais tenham sido as acusações contra ele ou quais as condições do julgamento, não temos meios de saber. Paulo sofreu o martírio em Roma, provavelmente no ano de 65 D.C. De acordo com certa tradição, foi decapitado. É possí­vel que nesse período final de sua vida tenha sido escritas as chamadas epístolas pastorais — I e II Timóteo, e Tito — e, igualmente, a epístola aos Efésios. Assim terminou a carreira do maior e mais influente exponente do cristianismo em toda a sua história, após ter combatido o bom combate, ter terminado a carreira e ter conservado a fé. Não há que duvidar que o esperam as coroas prometidas (ver II Tm 4:7).

 

 

 

10. Cronologia da Vida de Paulo

 

 

 

I. Vida de Paulo antes do contato com os segui­dores de Jesus

 

1. Provável nascimento e infância em Tarso

 

(judeu da dispersão) (At 22:3; Gl 1:21) 5 D.C.

 

2. Vida como judeu zeloso, da seita dos fariseus

 

(Gl 1:13,14; Fp 3:3-6; At 26:4,5) 20-26 D.C.

 

 

 

II. Vida como perseguidor dos seguidores de Jesus

 

(Gl 1:13; I Co 15:9; At 8:3; 9:1) 32 D.C.

 

 

 

III. Conversão de Paulo

 

(Gl 1:15; I Co 9:1; talvez II Co 12:1-4; At 9:1-19; 22:4-16; 26:9-18). Cerca de 35 D.C?

 

 

 

IV. Carreira de Paulo como apóstolo

 

1. Três anos na Arábia e em Damasco (e outras áreas)

 

(Gl 1:17) 32-39 D.C. Problema: Sobre o que ele meditava, ou quais suas

 

atividades?

 

2. Quinze dias de visita a Jerusalém — Paulo viu a Pedro e a Tiago, irmão de Jesus

 

(Gl 1:27).

 

3. Sua obra na Síria, Cilícia e Galácia, e talvez nas regiões ocidentais — Macedônia e Grécia (14 anos)

 

(Gl 1:21) 35—93 D.C.

 

A. Escreveu a maioria de suas epístolas:

 

I e II Tessalonicenses (II Co 6:14 — 7:1)

 

B. Possível aprisionamento em Éfeso

 

Colossenses, Filipenses e Filemom

 

C. Visita a Jerusalém — Visita de conferên­cia

 

(Gl 2:1; At 15) 49 D.C.

 

D. Volta à Ásia (província romana)

 

I e II Co 10 – 13

 

Período de crise com os cristãos judaizantes —

 

(Gálatas inteiro; II Co 10—13; Fp 3:2 - 4:7)

 

4. Solução da Crise

 

A. Termina a coleta para os pobres de Jerusalém 55 D.C.

 

(II Co 1—9 exceto 6:14-7:1 - I Co 16:1-4; II Co 9:1-15; Rm 15:14-32)

 

B. Planos de visitar a Espanha e Roma

 

(Rm 15:24,28) 56 D.C.

 

II Co 1-9; Romanos 16 (Pedro e Febe)

 

5. Viagem a Jerusalém, levando a oferta — Não há referências diretas, exceto as que anteci­pam o evento. 57 D.C.

 

6. Aprisionamento em Roma — Conforme a tradição cristã (At 20). 59 D.C.

 

7. Novamente livre, talvez com um ministério na Espanha — cerca de um ano. (Só tradição cristã, sem qualquer alusão bíblica).

 

8. Segundo aprisionamento e morte. (Só tradição cristã, sem qualquer alusão bíblica). 65 D.C.

 

 

 

II. Significação de Paulo

 

 

 

1. As Escolas Criticas e Paulo

 

 

 

Albert Schweitzer (Paul and His Interpretefs, 1912) salientou o fato de que com frequência as Escrituras têm sido usadas por pessoas comuns e por intérpretes tão somente como uma mina de textos de prova, sem qualquer consideração histórica ou exegética. Esses dizem que qualquer argumento pode ser solucionado simplesmente abrindo-se a Bíblia em certa passagem que, alegadamente, traz a resposta. Os opositores, em qualquer debate, pareciam igualmente habilidosos em apelar para «textos de prova», empregando esse método. O século XVIII testemunhou uma revolta contra tais princípios, pelos pietistas e racionalistas, os quais, por razões diferentes entre si, procuravam distinguir a exegese das conclusões providas pelas considerações dos credos e pelo simples exame de «textos de prova»:

 

 

 

a. O trabalho de J.S. Semler (1725-91) e J.D. Michaelis. Esses homens tentaram aplicar métodos de critica histórica-literária às Escrituras, tendo esboça­do normas hermenêuticas, na esperança de mostra­rem que o N.T. não se desenvolveu em um vácuo, mas que se devem aplicar indagações históricas e literárias, se quisermos entender apropriadamente a sua mensagem. A filologia foi introduzida como parte da abordagem histórica na interpretação e na solução dos problemas. À base desses estudos, mostrou-se que em I e II Coríntios temos uma correspondência do apóstolo com os crentes em Corinto, e não meramente duas epístolas, incluindo, talvez, um grupo de quatro epístolas, que, finalmente, foram reunidas em duas divisões principais. E outras sugestões semelhantes foram feitas, no tocante às epístolas de Paulo.

 

 

 

b. A escola de Tubingen. No século XIX, na Alemanha, surgiram formas mais radicais de escolas críticas da Bíbia. Obras de autores tais como G.W. Bramiley (Biblical Criticism) e J.E. Schmidt,Schleiermacher e F.C. Baur (de Tubingen), levantaram dúvidas sobre a autenticidade de I e II Timóteo e de II Tessalonicenses, à base de considerações literárias, linguísticas e de vocabulário.Baur só deixou intactos cinco dos vinte e sete livros do N.T., como testemunhos incontestáveis do período apostólico e escritos pelos próprios apóstolos. — Ele tentou distinguir a verdadeira literatura apostólica mediante o princípio interpretativo da «tendência». As duas grandes tendências que teriam dado colorido à literatura apostólica eram o conflito entre Paulo (e o cristianismo gentílico), de um lado, e o cristianismo judaico estrito e a ameaça do gnosticismo, do outro; tendência, sob a qual teriam sido escritas as chamadas epístolas gerais. De conformidade com essa teoria da «tendência», toda literatura que tentasse reconciliar a controvérsia judaico-paulina, ou tentasse reconciliar em parte o gnosticismo, foi classificada como não-apostólica, e isso extirpava a maior parte dos livros existentes do N.T., tornando-os não apostólicos. Baur também ensinava que Paulo foi o helenizador do cristianismo.

 

 

 

Em resultado disso, essa escola convenceu a bem poucos, além de a si mesma. Não é lógico supormos que um homem só, e em tão pouco tempo, pudesse ter helenizado o cristianismo (e assim tivesse alterado seu caráter original). Também é verdade que esse elemento helenístico, apesar de presente, tem sido altamente exagerado; e Paulo, sendo judeu criado em Jerusalém e ali criado como fariseu, certamente não foi quem helenizara a si mesmo. A citação de Paulo, feita em I Clemente (95 D.C.) e nos escritos de Inácio (110 D.C), onde não se vê qualquer reflexo de um suposto conflito entre Paulo e uma tendência judaizante, nesse período, são argumentos fatais às teorias da Escola de Tubingen. Baur ficou na mira de vários conservadores, principalmente J.C.K. Hofman e os seguidores de Schleiermacher. Mas o golpe mais devastador foi dado por um ex-discípulo de Baur, A. Ritschl, o qual abandonou a ideia da alegada hostilidade entre Paulo e os discípulos originais de Cristo. Ele salientou a unidade dos discípulos e a unidade essencial da mensagem cristã. Os discípulos posteriores dessa escola deTubingen começaram a aceitar como paulinas quase todas as epístolas atribuídas a Paulo (exceto II Tessalonicenses, as epístolas pastorais e Efésios, cuja aceitação, em muitos lugares, não era mais considerada essencial à ortodoxia).

 

 

 

As controvérsias sobre a autoria revolvem em torno de Efésios, Colossenses e as epístolas pastorais, sobretudo essas últimas; e as discussões podem ser vistas in loc. Os «clássicos paulinos» (que poucos duvidam ser de autoria paulina) são Romanos, Gálatas, I e II Coríntios. A essas quatro, outras cinco são adicionadas pela maioria dos estudiosos, com pouca hesitação, a saber, I e II Tessalonicenses, Filipenses, Colossenses e Filemom.

 

 

 

Somos forçados a reconhecer, entretanto, que algum bem surgiu dessa controvérsia, pois os intérpretes foram alertados para a necessidade de levar-se em conta as considerações históricas e literárias, para que se faça bom juízo do N.T. Baur trouxe à luz uma abordagem indutiva histórica ao cristianismo primitivo, e libertou as pesquisas da ideia de que nada havia a ser aprendido, posto que todas as conclusões já haviam sido formadas.

 

 

 

c. Os eruditos britânicos e norte-americanos examinaram a reconstrução apresentada por Baur, mas, na maioria dos casos, não se deixaram persuadir. O conjunto de escritos paulinos (com exceção de Hebreus, que poucos eruditos têm atribuído a Paulo, porquanto o próprio livro não reivindica tal autoria) permaneceu de pé. Sólida exegese histórica saiu da pena de Lightfoot e deRamsay. Este último só escreveu após intensa pesquisa arqueológica. Tais autores confirmaram a autoria lucana do livro de Atos; e isso aumentou a credibilidade e esclareceu a cronologia desse livro, no que se relaciona a Paulo.

 

 

 

d. Outros eruditos têm produzido teorias sobre o conjunto paulino de escritos. E. J. Goodspeedconjecturou que em cerca de 90 D.C, algum admirador de Paulo (talvez Onésimo, conforme J.Knox sugeriu mais tarde) tenha publicado as epístolas de Paulo, tendo escrito pessoalmente a epístola aos Efésios como epístola generalizadora ou como tratado introdutório.

 

 

 

De conformidade com a tradição, Onésimo, ex-escravo, finalmente, veio a tornar-se superinten­dente da igreja de Éfeso, pelo que estaria em posição de fazer isso. Toda essa ideia, todavia, se esvai em fumaça, quando consideramos que nada há, na própria epístola aos Efésios, que indique que ela tenha encabeçado ou terminado um conjunto de epístolas paulinas; e nem se pode provar que essa epístola contenha um sumário não escrito por Paulo acerca do pensamento desse apóstolo.

 

 

 

e. A crítica literária do século atual tem procurado discutir e desenvolver os seguintes temas:

 

a. Esforço contínuo para obter uma construção histórica geral das epístolas de Paulo e de seu pensamento,

 

b. Determinação exata de quais epístolas Paulo teria escrito ou não.

 

c. Determinação da origem e das datas das epístolas pastorais, que alguns supõem terem sido escritas por algum discípulo de Paulo, que procurava expressar as atitudes desse apóstolo,

 

d. Determinação das epístolas paulinas e não-paulinas.

 

e. Solução para várias questões relativas a unidade, a autoria e a interpretação das epístolas paulinas individuais.

 

 

 

Outras implicações dessas pesquisas se encontram no parágrafo abaixo acerca das epístolas paulinas.

 

 

 

2. As Epístolas Paulinas

 

 

 

Embora, ao longo dos séculos, toda correspondência que tem chegado até nós com o epíteto depaulina, isto é, escrita por Paulo, tenha sido posta em dúvida, por alguns, como autêntica.Existem quatro escritos paulinos clássicos que nem mesmo os eruditos modernos põem em dúvida, mesmo entre os mais liberais. Trata-se das epístolas aos Romanos, aos Gálatas e I e II Coríntios. Lutero dizia que se pudéssemos ao menos preservar o evangelho de João e a epístola aos Romanos, o cristianismo não poderia ser extinto. Entretanto, mais geralmente aceitam-se os nove livros seguintes como saídos realmente da pena de Paulo: Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses e Filemom. Para muitos, as epístolas de I e II Timóteo e Tito (as epístolas pastorais), além de Efésios, são consideradas obras dos discípulos de Paulo (escritas em seu nome). E a epístola aos Hebreus (apesar de não ter sido rejeitada do cânon do N.T.) é quase universalmente rejeitada como epístola escrita por Paulo. De modo geral, nas pesquisas mais recentes, a atenção se tem desviado da autoria das epístolas para outras questões. Por exemplo, costuma-se discutir sobre a forma original das epístolas ou a sua unidade essencial. Teria sido escrita realmente aos crentes de Roma a chamada epístola aos Romanos? Nesse caso, por que alguns manuscritos omitem as palavras «A todos... queestais em Roma», em 1:7, e «...em Roma», em 1:15? Qual teria sido a forma original dessa epístola, porque alguns mss contêm mais de uma doxologia finalizadora. Por exemplo, adoxologia em Rm 16:25-27 se encontra em L, 1175 e no Sy(n), em 14:23, ao passo que os mss A, P, 5 e 33, além de algumas traduções armênias, têm-na em ambos os lugares. O antigo ms P(46) tem-na somente após o cap. 15. Teriam sido escritas duas epístolas — uma mais longa e outra mais breve, que finalmente foram combinadas para formar uma só, deixando incerto o local exato da doxologia?. Nas epístolas aos Coríntios, alguns eruditos distinguem nada menos de quatro epístolas diversas, que finalmente foram combinadas para formar somente duas. Os melhores mss de Efésios não trazem as palavras «em Éfeso», em 1:1 dessa epístola. Foi essa epístola realmente escrita aos crentes de Éfeso, ou teria ela sido, originalmente uma circular enviada às igrejas da Ásia Menor, sem qualquer designação específica quanto ao destino? Como as palavras em Éfeso vieram a fazer parte do texto?. Essas questões são expostas aqui a fim de dar exemplos, ao leitor, sobre os tipos de problemas que são discutidos nos artigos sobre as epístolas, bem como na exposição geral.

 

 

 

3. O Servo de Cristo

 

 

 

As epístolas de Paulo frequentemente apresentam-no como servo «escravo» de Cristo. No original o termo usado é doulos, e geralmente, tem sido mal traduzido por «servo», e não pela sua tradução mais exata, «escravo». Paulo usou um termo forte a fim de indicar que ele fora comprado por bom preço, porquanto, tendo sido antes um homem indigno, por ter perseguido e morto aos cristãos, a sua dívida era imensa e insolúvel. Sua vida toda, da conversão por diante, foi um esforço por contrabalançar suas más ações, e disso se originou uma dedicação que tem inspirado o mundo inteiro durante séculos, e que tem sido eternamente usada, em sermões, como ilustração do discipulado cristão. Todo aquele que é chamado para perto do Senhor, o Mestre, torna-se um — escravo — como Paulo (conforme é indicado em I Co 3:23 e 7:22,23), e isso forma a ideia básica do discipulado totalmente dedicado que Paulo requer dos seguidores de Cristo. O Senhor (tal como os senhores de escravos) exerce direitos absolutos sobre todo pensamento, ambição, palavra, ação e alvo das vidas de seus escravos. Outro tanto se aplica à liberdade de ação dos escravos; mas, segundo a concepção paulina, estar verdadeiramente livre é ser escravo completo de Jesus, pois é então que o crente encontra a verdadeira liberdade de alma, além de completo livramento do pecado e de seus efeitos, sem falar na completa transformação segundo a imagem de Cristo. Paulo descreve o pecado como uma carência da glória de Deus (Rm 3:23), e com isso ele revela a sua correta atitude para com o pecado. O pecado é a degradação da personalidade humana. Os homens foram criados para coisas exaltadas, para serem exaltados acima dos próprios anjos, porque, ao serem transformados segundo a imagem de Cristo (ver Ef 1 e Rm 8), tornam-se, realmente, superiores aos anjos. O pecado é a marca da humanidade envilecida, não transformada segundo o modelo divino. O verdadeiro escravo de Jesus progride muito mais rapidamente no caminho da absoluta transformação segundo a imagem de Cristo, e isso contribui para a verdadeira glória de Deus. Aqueles que persistem no pecado, portanto, «carecem» dessa glória. O verdadei­ro escravo do Senhor, por conseguinte, é, realmente, um homem liberto, pois somente no cumprimento de seu destino é que o homem é libertado de seu estado inferiorizado pelo pecado.

 

 

 

Aos seus escravos é que Cristo ensina o seu amor, e é então que aprendemos a mansidão, a graça e a gentileza de Cristo (ver II Co 10:1; Rm 12:1 e I Co 1:10). Aos seus escravos é que Cristo transmite os pensamentos de sua mente (Fp 2:1-18), e isso fala de certa comunhão mística com o Senhor ressurreto e assento ao céu. Para Paulo, esse companheirismo era muito real, e ele procurou transmitir o sentido dessa experiência aos discípulos de Jesus. Com grande frequência, expressões tais como «em Cristo» e «mente de Cristo», são termos vazios para a igreja moderna, porque temos perdido de vista o sentido dessas coisas. E temo-lo perdido não nos nossos estudos de teologia, ou nos livros impressos, ou nos sermões falados, e, sim, na experiência e na realidade diárias.

 

 

 

Paulo ensinava a obediência da fé, porquanto a fé em Cristo era vista pelo apóstolo como uma realidade vital, como uma transmissão da própria vida de Deus, através da pessoa real, viva, ativa e comunicadora chamada Espírito Santo. O apóstolo Paulo compara­va-se a uma ama que cuidava ternamente de infantes, ajustando a dieta dos mesmos às suas necessidades e capacidades (ver I Co 3:1-3 e I Ts 2:7). Também comparou-se àquele que apresenta uma noiva ao seu noivo (ver II Co 11:2,3). Paulo, igualmente — comparou a igreja — ao campo de Deus, onde ele trabalhava a fim de produzir frutos. Dessas e de outras maneiras, Paulo demonstrou quanta dedicação se exige desse serviço absoluto a Cristo. Acima de tudo, o apóstolo esclareceu que o amor de Deus exige tais sacrifícios (ver Rm 5:5; II Co 5:14). Mostrou, ainda, que antes de sua conversão traçara uma trilha de violência, ódio e homicídio, e justamente contra aqueles que menos mereciam tal tratamento, isto é, os cristãos. Mas eis que o amor de Deus, através de Cristo, modificara tudo isso, e foi justamente esse amor que o tornara escravo de Cristo, posição na qual Paulo se sentia verdadeiramente livre. Desde que fora conquistado por esse amor, ele é que passara a receber os golpes violentos da parte de homens ímpios e desarrazoados. Por conseguinte, quando contem­plamos ainda que superficialmente a vida desse homem, compreendemos por que motivo os traduto­res não têm sido capazes de traduzir o termo doulospor «escravo», preferindo um vocábulo mais suave, como «servo». Infelizmente, nossas vidas também refletem essa substituição. Nesse exemplo de total consagração à causa do Senhor, encontramos uma das significações da vida de Paulo.

 

 

 

4. O Apóstolo aos Gentios

 

 

 

Outra das grandes significações da vida de Paulo é o fato de que ele representava aquele princípio dá nova religião revelada que não somente aceitava os pecadores, os publicanos e os desprezados, mas que também lhes prometia um destino mais elevado do que qualquer coisa exposta pelo judaísmo. Em seu caráter essencial (pelo menos até os tempos helenistas) o judaísmo tem sido uma religião terrena, com alvos e promessas terrenos. O cristianismo, porém, volta-se para as coisas da outra vida, e é essa atitude, em seu ensino acerca da total transformação do crente segundo a imagem de Jesus, o Messias, o Senhor eterno, que, aos olhos dos judeus, inspirava aos gentios «pretensões» e «ambições» jamais ouvidas. Paulo tornou-se o porta-voz mais proeminente dessa nova mensagem, sendo bem reconhecido o fato de que somente Paulo expõe, com clareza e pormenores, a mensagem central da posição e do destino da «igreja», que declaradamente, e na realidade, viria a ser essencialmente uma igreja gentílica.

 

 

 

Paulo se opusera amargamente a essa mensagem, até mesmo quando ela ainda estava em sua forma primitiva, nas mãos dos outros apóstolos, antes das grandes revelações que encontramos em Romanos, em Efésios e em Colossenses, as quais, verdadeira­mente, deram à igreja cristã a sua definição final. Paulo não podia aceitar antes da sua conversão, e até mesmo abominava, uma mensagem que falava de um Messias que fora crucificado e que ressuscitara. Aquele filho de Benjamim, o fariseu, era por demais astuto para não ser capaz de discriminar o possível impacto que esse Messias crucificado e ressurreto haveria de impor à comunidade judaica.Outrossim, certos porta-vozes da nova religião tinham anunciado publicamente, que Deus ab-rogara as exigências da lei antiga, tais como a circuncisão, a justiça mediante a observância da lei, e os sacrifícios no templo, porque tudo isso eram símbolos que haviam sido cumpridos pelo Messias, o antítipo de todos esses tipos simbólicos. Além disso, também haviam anunciado que esse mesmo Messias era Senhor de todos, e que em breve estabeleceria o longamente esperado Reino de Deus, e que a nação judaica, como um todo, corria o perigo de perder a participação nesse reino. Sendo fariseu, Paulo sentia repugnância por tais ensinos, e, em seu zelo pela justiça que lhe parecia autêntica, que ele reputava estar exclusivamente na lei e nos ritos que saturavam o judaísmo, tornou-se o mais temível opositor do cristianismo. Não haveria de descansar enquanto não desaparecesse da face da terra o último vestígio dessa nova heresia. Sabia ao que fazia oposição, e por quais motivos.

 

 

 

Mas eis que, repentinamente, o próprio Jesus resolveu interferir na loucura do jovem, apanhando-o no ato de intensificar os seus violentos esforços de derrubar a igreja. A experiência mística de Paulo, pois, «purificou-o» e «modificou-o», mas deixou perfeitamente intacta a sua natureza ardente e zelosa. A princípio, Paulo podia pregar apenas a mensagem messiânica, pois até aquele ponto ainda não recebera maiores luzes sobre o sentido da morte de Cristo, as vastas implicações de sua ressurreição e ascensão. Por isso é que, em Damasco, ele pregou que Jesus era o Messias. É provável que em sua retirada para a «Arábia» tenha recebido as visões preliminares e as revelações que o equiparam para a tarefa de quarenta anos que tinha a sua frente. O trecho de Gl 1:14,15 indica que um dos ingredientes essenciais das revelações recebidas por Paulo é que o seu ministério seria entre os «gentios». Posteriormente, no concilio efetuado em Jerusalém (sobre o qual lemos no segundo capítulo da epístola aos Gálatas), vemos que a sua missão especial foi reconhecida e aprovada pelos demais apóstolos. Dessa forma, Paulo lançou-se ao cumprimento do grandioso desígnio de Deus, como nem mesmo os profetas da antiguidade haviam imaginado. Alguns deles tinham previsto a salvação dos gentios, mas as indicações acerca da igreja — a noiva de Cristo — são escassas no V.T., e mesmo assim foram expostas de forma velada, em tipos e sombras. O grande propósito do oitavo capítulo de Romanos e do primeiro capítulo de Efésios jamais havia sido exposto por lábios judeus antes de Paulo.

 

 

 

Paulo aprendeu qual o propósito da cruz, conforme ele explica no décimo quinto capitulo de I Coríntios, onde se vê que a expiação ali efetuada faz parte integral do plano geral do evangelho. Ele percebeu que o esforço humano jamais poderia realizar o que foi realizado na cruz do Calvário. E assim também os seus esforços anteriores, como fariseu, assumiram um novo significado, pois em seus frenéticos esforços para obter a justiça própria, mediante a observância da lei, Paulo recebeu uma lição perfeitamente objetiva da total necessidade da justiça que vem por meio de Cristo. Posteriormente, ele usou sua própria experiên­cia como lição objetiva (Fp cap. 3), pois ninguém podia vangloriar-se de mais obras na carne do que o jovem Paulo. «Mas foi exatamente esse jovem» que chegou a compreender que o destino do homem está nas mãos de Cristo. Viver corretamente não é o alvo principal do destino humano. Isso deve ser feito e será feito por todos os verdadeiros discípulos de Cristo, mas essa vida resulta da transformação do crente à imagem mesma de Jesus Cristo. Paulo passou da noção de que a vida é aquilo que um homem faz para a ideia muito mais elevada de que a vida é aquilo em que tornamos metafísica e moralmente transformados segundo a imagem do Caminho, que é ao mesmo tempo o pioneiro do caminho, e o próprio caminho que devemos palmilhar. Paulo começou a perceber que o destino humano é uma longa e grande busca, que finalmente conduz à própria presença de Deus, e aqueles que ali chegam são transformados em seres que serão a própria imagem de Deus impressa neles, e que, de fato, não serão menos santos do que o próprio Deus. Essa grandiosa e elevada mensagem tornou-se o grande poder impulsionador por detrás do zelo de Paulo, e ele foi por toda parte do mundo gentílico com o intuito de proclamá-la.Os capítulos 9 a 11 da epístola aos Romanos consistem de revelações concer­nentes ao destino de Israel e à base dessas revelações Paulo sabia que a nação de Israel seria posta de lado por algum tempo, que a época dos gentios deveria chegar ao término de seu curso, até que toda a igreja tivesse sido chamada. Por essa razão, passou a buscar ainda com maior determinação a salvação dos gentios, a fim de estabelecer a igreja, permitindo, assim, que Deus tornasse a chamar a nação de Israel, a qual, no fim, teria um destino um tanto diferente do da igreja.

 

 

 

A cruz também se revestia de significação simbólica na missão de Paulo como apóstolo aos gentios. Significava sacrifício, conformidade com a morte de Cristo (ver Rm 6), o que, por outro lado, significa não-conformação com o mundo. A cruz fala de dor, de sofrimento e de angústia em sua forma mais intensa, e Paulo aceitava essas coisas como sinais de seu ministério. Por toda parte era assediado pelos radicais, e sua longa lista de sofrimentos, em II Co 11:23-28, menciona espancamentos, muitos aprisionamentos (dos quais temos o registro de apenas alguns, talvez em número de três), apedrejamentos, açoites com flagelos e com varas, naufrágios, perigos de assaltantes e inundações, fome, exaustão física devido a trabalhos contínuos e árduos, frio e falta de vestes apropriadas. Acima de tudo, pesava-lhe nas costas o fardo psicológico do cuidado por todas as igrejas locais. Trazia em seu próprio corpo as marcas do Senhor Jesus, tal como Jesus levava, em suas mãos e em seus pés, os sinais dos cravos da cruz. Isso fazia parte da significação de Paulo como apóstolo dos gentios. Era um autêntico soldado da cruz, e exibia um discipulado de consagração sem-par, que o mundo jamais pôde esquecer, e que ficou para sempre gravado nas páginas das Santas Escrituras, para escrutínio de todos. Paulo anunciou uma mensagem distintiva, que falava do exaltado destino da humanidade, e foi um mensageiro distinto dessa mensagem, e é desses dois fatores que aprendemos um outro significado da vida de Paulo.

 

 

 

5. A Doutrina de Paulo

 

 

 

A descrição mais completa da doutrina de Paulo pode ser encontrada nas diversas centenas de páginas sobre suas epístolas nesta enciclopédia. Aqui temos apenas uma tentativa de salientar o caráter central dessa mensagem, em torno da qual tudo o mais é subserviente.

 

 

 

A Reforma protestante salientava a justiça ou justificação mediante a fé e nos séculos seguintes, esse continuou sendo o fator controlador de toda interpretação dos escritos de Paulo. Mui infelizmente, os intérpretes não sondaram ainda com mais profundidade o pensamento do apóstolo, pois apesar dele ter salientado a justiça e a justificação, essas ideias tão-somente são parte de uma mensagem maior, porções necessárias, para dizer a verdade, mas apenas partes componentes de um grande plano. É possível que se os reformadores e aqueles que os seguiram tivessem tido mais compreensão, a igreja atual talvez compreendesse melhor a descrição dogrande evangelho de Paulo. Desafortunadamente, porém, a igreja tem estacado mais ou menos onde a reforma a deixou, e mui raramente o evangelho completo de Paulo é pregado na igreja comum. Não será isso um dos motivos para a intranquilidade? Muitos não se sentem desassossegados e, algumas vezes, até mesmo famintos de informações pertinentes à inquirição espiritual? Sim, parece que o povo evangélico anela por uma mensagem mais profunda, por uma tentativa mais profunda de compreender por que estamos aqui e para onde nos dirigimos. Paulo, nos dá essa informação, mas esta dificilmente é pregada. Certamente a salvação é mais do que o perdão dos pecados e a mudança de endereço para o «céu». Porém, com que frequência ouvimos prédicas que vão além disso? Seria declaração por demais ousada dizer que o evangelho de Paulo, na sua forma completa, raramente é pregado na igreja moderna?

 

 

 

Homens como L. Usteri (1824) e A.F. Daehne (1835) explicaram Paulo em termos da justiça imputada, segundo é ensinado na epístola aos Romanos. Em contraste com isso, H.E.G. Paulussalientou a «nova criação» e a «santificação» (conforme se vê em passagens como II Co 5:17 e Rm 6). Grande discernimento foi exposto por Paulus, o qual declarou que a fé em Jesus, significa, na análise final, a fé de Jesus. E que coisa admirável seria se pudéssemos aprender esse conceito, pois nos conduziria a uma compreensão mais profunda do apóstolo Paulo. Imaginemo-nos, por um momento, a exercer realmente a fé de Jesus, a mesma fé que ele exercia. Porém, isso é impossível, a menos que sejamos pessoas «como Jesus», moralmente transfor­madas para sermos como ele era. Não obstante, avançar da fé em Jesus para a fé de Jesus, foi um discernimento que a reforma não doou à igreja, e que a igreja atual só pode explicar e compreender da maneira mais nebulosa.

 

 

 

F. C. Baur, que interpretava à base do arcabouço do idealismo de Hegel (1845), procurou primeiramente compreender a Paulo em termos do Espírito, dado mediante a união com Cristo,através da fé — e talvez, um tanto inconscientemente, ele conseguiu notável avanço na interpretação, pois não resta a menor dúvida de que o Espírito é a grande chave para o cumprimento do tema central de Paulo. Por semelhante modo, a ideia da união com Cristo é importante, embora esse conceito místico tenha geralmente desaparecido dos sermões da igreja e da literatura da Escola Dominical. A despeito de Paulo ter sido um místico, parece que o misticismo tem caído no esquecimento, ou mesmo tenha sido geralmente rejeitado. Entretanto,Baur mais tarde retrocedeu e voltou ao padrão estabelecido pela reforma, dividindo as diversas doutrinas paulinas em compartimentos, sem qualquer tentativa de vê-las como um conceito unificado. Muitos outros escritores seguiram esse padrão, e ingenuamente pensaram que, ao descreverem individualmente as diversas doutri­nas, ao mesmo tempo, expunham o pensamento de Paulo.

 

 

 

R.A. Lipsius (1853) deu um grande passo à frente quando reconheceu a «redenção» como o grande princípio unificador na doutrina de Paulo, e definiu também dois pontos de vista: ojurídico (a justificação) e o ético (a nova criação). Seguindo essa orientação, HermannLuedemann, em seu livro «The Anthropology of the Apostole Paul» (1872), concluiu que os dois lados da redenção realmente repousam sobre esses dois aspectos da natureza humana. Do ponto de vista «judaico» anterior de Paulo (Gálatas e Romanos 1—4), a redenção aparece como um veredicto judicial de inocência; mas, para o Paulo mais maduro (Rm 5—8 e Ef 1), a redenção surge como uma transformação ético-física da «carne» para o «espírito», mediante a comunhão com o Espírito Santo. A fonte da primeira ideia é a morte de Cristo e a nossa participação nessa morte. A fonte da segunda ideia é a ressurreição de Cristo e a nossa participação nessa ressurreição, com sua implicação de um tipo de vida nova e transformada. Richard Kabischrecuou ao supor que essa redenção visa unicamente a livrar a alma do julgamento vindouro. Pois o destino humano envolve muito mais do que isso, embora, ouvindo alguém os sermões que geralmente se pregam nas igrejas, talvez não chegue a conclusão mais elevada do que essa. Albert Schweitzer, seguindo as indicações de Luedemann e Kabisch, desenvolveu uma síntese com a qual ensinava que Paulo tencionava que sua «redenção» fosse principalmente escatológica, isto é, um fim dos acontecimentos mundiais. Mas o fato é que o segundo capítulo da epístola aos Filipenses contradiz essa posição, como também o quinto capítulo da segunda epístola aos Coríntios. E também errou ao pensar que posto que o mundo não terminou imediatamente, conforme Paulo pensava, passou o apóstolo a expor um «misticismo físico», no qual os sacramentos, através da mediação do Espírito Santo, servem de mediador da ressurrei­ção de Cristo e de seus efeitos sobre o crente. «Misticismo», sim; mas misticismo físico, através dos elementos físicos dos sacramentos, jamais. Nada poderia estar mais distante do pensamento de Paulo, porque ele sempre destacou o puramente espiritual em detrimento do físico. Tinha razão, todavia, ao supor que Paulo ensinou que a união com Cristo, nesta vida, através do Espírito, assegura ao crente a participação na ressurreição espiritual de Cristo, quando de sua «parousia».

 

 

 

O grande tema central de Paulo — qual é ele? É a salvação. Mas um ponto de vista muito especial da salvação. O grande tema de Paulo é soteriológico, e, se o quisermos, bem podemos usar o termo «redenção», pois isso diz exatamente a mesma coisa. Que espécie de salvação Paulo ensinava? Permitamos que os versículos seguintes falem por si mesmos: «Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade... e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as cousas debaixo dos seus pés, e, para ser o cabeça sobre todas as cousas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas» (Ef 1:4,5, 19-23). «Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus... o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo: se com ele sofrermos, para que também com ele sejamos glorificados... a ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus... gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo... Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conforme a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou... nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor» (Rm 8:14,16,19,28,30,39).

 

 

 

A participação na Imagem metafísica de Cristo indica a participação na natureza divina, segundo Cl 2:9,10 mostra claramente (ver também Ef 3:19). Participamos da «natureza divina» quando participamos da «imagem de Cristo». Naturalmente, disso participamos de modo finito, pois Deus é «infinito». Todavia, trata-se do mesmo «tipo» de «forma de vida», da mesma «essência de ser» que o próprio Cristo tem, o que é infinitamente exemplificado em Deus Pai. Diferimos da natureza de Deus Pai na «extensão» da participação na essência divina, mas não quanto ao «tipo», ver Jo 5:25,26 e 6:57 sobre a vida «necessária» e «independente» de Deus, e como os homens, mediante a participação na ressurreição de Cristo, chegam a participar desse tipo de vida. Já que Deus é infinito, e será sempre o alvo da existência humana, terrena ou celestial, mortal ou imortal, sempre haverá um progresso infinito na direção desse alvo. Não pode haver estagnação na inquirição espiritual, pois seus horizontes são infinitos. Já que há uma infinitudecom a qual seremos cheios, também haverá um preenchi­mento infinito. (Ver II Pe 1:4.

 

 

 

O plano é imenso e sua realização é além das capacidades humanas. Portanto, a salvação se realiza pela graça de Deus. Abaixo estão os pontos mais destacados desse evangelho:

 

 

 

a. Plano divino da redenção e transformação dos homens segundo a própria imagem de Cristo, a imagem absolutamente moral e metafísica de Cristo, que é um plano eterno, e que, em realidade, é a razão mesma da existência da criação. (Essa é, igualmente, a mensagem do primeiro capítulo do evangelho de João, porquanto a vida — a criação física — existe para prover material para a «luz» ou criação espiritual. — O primeiro capítulo da epístola aos Colossenses ensina a mesma verdade).

 

b. O alvo de Deus é a adoção de muitos filhos, que ainda serão iguais (sempre em potencial) e totalmente semelhantes (em essência de ser) a seu Filho, Jesus Cristo.

 

c. Deus enviou Jesus, não só para ser o Caminho, mas também para mostrá-lo. Em sua vida humana, Jesus viveu o tipo de experiência que devemos ter. Sua vida não foi somente um espetáculo para ser admirado, mas é um padrão que precisa ser duplicado em nós. Jesus, em sua vida humana, «...aprendeu a obediência pelas cousas que sofreu...», e, como homem, em sua existência humana, «...tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem» (Hb 5:8,9). Os que lhe obedecem são aqueles que agem como ele agiu e sãoo que ele foi, mediante uma obediência verdadeiramente completa e perfeita. Não obstante, esse é o alvo, e a transformação moral provoca a transformação metafísica, exatamente como ocorreu no caso de Jesus, o qual, devido à sua comunhão íntima com o Pai, mediante o Espírito (que é o agente transformador. II Co 3:18), foi capaz de multiplicar pães, andar sobre a água e até mesmo ressuscitar a mortos, incluindo a si mesmo, após a sua morte. Ele vivificou o seu próprio corpo, tão grande foi o seu poder espiritual.

 

 

 

Lembremo-nos da lição da encarnação: Jesus, manifestação do Verbo Eterno, veio participar literalmente da natureza humana. Ele não era um anjo que fazia um papel teatral. E assim como ele participou literalmente da natureza humana, fundin­do a natureza humana com a divina, assim também abriu tal caminho para todos os homens. Pois todos os remidos haverão de participar de sua «natureza glorificada», de sua divindade de modo real, tal como sua participação da natureza humana foi real. Essa é a grande lição mística da encarnação. Ele é divino a fim de ser «admirado»; mas também é divino a fim de ser «duplicado» em «outros filhos», pois os remidos são filhos do mesmo Pai. Naturalmente, o Filho participou infinitamente da divindade, mas nossa participação será sempre finita. Contudo, a essência dessa partici­pação é real; não é uma imitação. A eternidade inteira será passada enchendo o finito com o infinito, enchendo o que é secundário com o que é primário, havendo uma gradual e prodigiosa transformação da alma humana segundo a imagem e a natureza de Cristo (ver II Pe 1:4 e Cl 2:9-10).

 

 

 

Lembremo-nos das outras lições: a lição de sua vida, a lição de sua morte, a lição de sua ressurreição e ascensão, a lição de sua infinita e interminável glorificação. Em tudo isso temossímbolos místicos do progresso e da redenção humanos. Pois em todos os pontos seremos assemelhados a ele, tal como em todos os pontos ele se fez como nós.

 

 

 

«E todos nós com o rosto desvendado, contemplan­do como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito» (II Co 3:18).

 

 

 

d. Jesus cumpriu a sua missão, tendo vivido a admirável vida que teve, tendo morrido como expiação pelo pecado, tendo sido ressuscitado dentre os mortos, e, nesse processo, foi transformado de homem mortal em homem imortal, assento ao céu e glorificado — e tudo isso como homem — pois ele foi o primeiro homem imortal de Deus, o padrão para o resto da humanidade. Nessa glorificação ele foi ainda mais profundamente transformado, e continua esperando sua glorificação maior, quando receber a sua Noiva, a igreja. A última porção do primeiro capítulo de Efésios demonstra que foi o infinito poder de Deus que realizou tudo isso, o poder de Deus através do Espírito. Eis que esse mesmo Espírito está em nós, e tenciona realizar em nós a mesma obra. Morremos a morte de Cristo, compartilhamos, de sua ressurreição e de sua ascensão e participamos de sua glorificação. Ele é quem preenche tudo em todos, e que está acima de todos; a despeito do que, o completamos, pois somos a sua plenitude, e nada tão elevado tem sido jamais dito acerca dos anjos. (Ef 1:23).

 

 

 

O próprio espírito sussurra aos nossos ouvidos qual é nosso elevadíssimo destino, pois o destino de Cristo é o nosso e sabemos quão grande ele é, e quão vasto é o seu destino, como cabeça do universo inteiro. A criação física inteira se impacienta, esperando essa poderosíssima manifestação dos filhos de Deus, como homens imortais, transformados e espantosamente glorificados — pois eles serão — verdadeiramente filhos e irmãos de Cristo, e não menos perfeitos (potencialmente sempre) e exaltados, embora cabeça e corpo tenham ofícios distintos. Outro tanto se dá com Cristo e a igreja. E assim como a cabeça de um corpo tem certa ascendência sobre esse corpo, assim também Cristo tem proeminência sobre a igreja. Não seremos sub-herdeiros dele, e, sim, co-herdeiros. Não estamos seguindo uma estrada diferente da dele, nem um alvo diferente do seu — seguimos exatamente a mesma estrada que Cristo, e visamos ao mesmo alvo. A predestinação de Deus assegura a obtenção desse alvo, e é nas provisões dessa predestinação que seremos totalmente «transformados», e não apenas perdoados de nossos pecados, nem apenas nos aproximando do «céu», conforme há muito tempo, o «evangelho» vem sendo pregado por partes da igreja.

 

 

 

e. Por conseguinte, no que consiste a justificação? Consiste em um passo na direção do alvo, e que envolve o pecado que precisa ser eliminado, porque os filhos devem ser tão santos quanto o próprio Deus. E o que será a santificação? É apenas a estrada pela qual estamos caminhando, enquanto vamos sendo trans­formados moralmente à imagem de Cristo, o que também produz uma transformação metafísica, isto é, a transformação literal da natureza de nossos próprios seres. O nosso alvo, portanto, é a absoluta perfeição moral, não menos santa do que a santidade de Deus, que nos torna não (potencialmente) menos amorosos, não menos compassivos, não menos eficazes (em nossas respectivas esferas) na realização de sua obra e na expressão de sua natureza. Obteremos a imagem moral de Deus que os anjos não possuem e talvez jamaispossuirão. O próprio Jesus ordenou que fôssemos perfeitos, tal como o Pai, nos céus, é perfeito (ver Mt 5:48). Esse é o nosso alvo eterno e a nossa transformação total tornar-se-á uma realidade. Possuiremos a natureza moral de Deus. Mais do que isso, possuiremos a imagem metafísica de Cristo, que está acima de todos, de todos os nomes, de todos os poderes, até mesmo dos poderes angelicais. Nossa participação nisso será total. Os termos «filhos de Deus» e «irmãos de Cristo» indicam algo tremendamente elevado e ainda que tivéssemos a perfeita descrição dessas verdades, do ponto de vista metafísico, não poderíamos compreender suas impli­cações. O nosso atual desenvolvimento não permitiria a completa apreensão dessas verdades profundíssi­mas. Portanto, que significa estar alguém em Cristo? Isso fala da atual comunhão mística com ele, por meio do Espírito. Já conhecemos algo da transformação à sua imagem, porque já estamos começando a viver a sua vida. A energia de sua vida, em sentido bem real, já transparece em nós, e o céu já desceu à terra, e ele

 

nos circunda através de seu Espírito. De maneiras ainda desconhecidas, ele está conosco, mas esse estar conosco, com toda a probabilidade, consiste de uma real transferência de alguma espécie de energia espiritualizada que o Espírito de Deus transmite, e essa energia, mui provavelmente, é a substância da própria vida. Essa é a «salvação» presente, e a participação nessa salvação é que produz os atuais padrões de «santificação». E a santificação presente provoca as transformações metafísicas de nossas naturezas. E tudo isso está prenhe de autêntica imortalidade. Daí o crente parte para a ressurreição, então para a ascensão e, finalmente, para a glorificação, que não se trata de um ato isolado, mas de um processo, o que continua acontecendo até mesmo com Cristo, nosso irmão mais velho. E o alvo final é a perfeição e a transformação absolutas. É a tudo isso que se denomina de salvação, e esse é o evangelho anunciado por Paulo. O leitor poderá julgar, por si mesmo, quanto dessa verdade épregada atualmente nas igrejas evangélicas. A simplificação do evangelho como — se resumisse ao perdão dos pecados e a uma viagem ao céu — tem prejudicado — a todos nós. E tem deixado os crentes desassossegados, porque, interna ou externamente, perguntam se não há mais nadaalém disso? Os crentes, pois, ficam descontentes, pois o cristianismo tem perdido o seu fio cortante e desafiador. Precisamos pregar o evangelho de Paulo. Precisamos aprender o que isso significa na experiência diária. Precisamos conhecer, na realidade diária, o que significa estar alguém «em Cristo».

 

 

 

6. Paulo e Jesus

 

 

 

Os estudos sobre o pensamento paulino, neste século XX, se têm devotado, especialmente, a três perguntas: 1. Qual a relação entre Paulo e Jesus? 2. Quais as fontes do pensamento de Paulo? e 3. Qual o papel da escatologia na doutrina de Paulo? Dessas três, a primeira — Qual arelação entre Paulo e Jesus? é mais vexatória e problemática. A distinção entre os dois pensamentos básicos de Paulo — justiça jurídica (Rm 1—4) e justiça /ética/ (Rm 58), tem-sedesenvolvido em um estudo muito importante, e a maioria dos escritores sobre o assunto se tem pronunciado a favor da ideia «ética» como mais básica ao pensamento paulino posterior, como mais repre­sentativa de Paulo em seus anos maduros. Pelo menos pode-se dizer que isso certamente se parece mais com o pensamento expresso nas epístolas de Efésios e Colossenses e com a mensagem geral da redenção ou «salvação» (conforme se explicou na seção anterior), e que certamente essa é a mensagem central do apóstolo Paulo. Por conseguinte, temos um certo tipo de «misticismo de Cristo», a saber, Cristo, o Deus-homem que do céu desce a este mundo rodeado pelo mal, incluindo uma espessa nuvem de poder demoníaco. A união com Cristo (isto é, a comunhão mística com ele) tornou-se o principal conceito acerca do sentido e da direção da atual experiência humana. E essa união assegura a «ressurreição» juntamente com ele, que é o passo inicial da glorificação da alma.

 

 

 

Esses pensamentos lançaram os fundamentos para uma série de estudos, e muitos intérpretes, ao lerem os evangelhos e as palavras de Jesus, segundo elas estão ali escritas, para em seguida lerem a Paulo, especialmente seus «escritos posteriores», como as epístolas aos Efésios e aos Colossenses, começaram a indagar se as duas mensagens ou «evangelhos» seriam realmente uma só. Alguns negaram isso em termos inequívocos. W. Wrede, em sua obra Paulus (1905), expôs a questão nos termos mais francos. Ali Paulo é visto não como verdadeiro discípulo do rabino Jesus, mas realmente um segundo fundador do cristianismo. A piedade individual e a salvação futura ensinadas por Jesus (ideias comuns ao judaísmo dos dias de Jesus) haviam sido transformadas, pelo teólogo Paulo, em uma redenção presente através da morte e da ressurreição do Cristo-Deus. Quem aceitar esse ponto de vista terá de escolher entre Jesus, e assim permanecer bem perto do judaísmo, ou terá de preferir a Paulo, entrando em uma esfera religiosa diferente. A tendência parecia permanecer com Jesus, e não levar muito a sério as ideias de Paulo.

 

 

 

A controvérsia acerca da suposta diferença entre Paulo e Jesus conduziu a uma investigação ainda mais detalhada sobre as origens do pensamento paulino. F. C. Baur explicava o pensamento de Paulo à base dá controvérsia eclesiástica, isto é, Paulo era contrário ao judaísmo antigo, e, sendo o «helenizador» do cristianismo, fez declarações diversas que visam a afastar o cristianismo o mais possível do judaísmo. Schweitzer explicava que a origem do pensamento de Paulo era o seu problema escatológico peculiar, que era uma adaptação quase exclusiva das ideias do judaísmo posterior. Mas as pesquisas na história judaica não têm contribuído para consubstanciar essa ideia.

 

 

 

Outros, como R. Reitzenstein e W. Bousset, pensavam que tinham encontrado o manancial do pensamento paulino, em uma espécie de mistura das religiões misteriosas orientais helenistas e de elemen­tos doutrinários do judaísmo. É verdade que os mistérios falavam de deuses que morriam e tornavam a viver, de «senhores» e de redenção por meio de sacramentos. Qualquer um que leia os clássicos, e suas adaptações religiosas posteriores, naturalmente verá os paralelos. Estudos poste­riormente feitos abrandaram o impacto dessa ideia, mostrando, acima de tudo, que tais ideias não eram totalmente estranhas ao pensamento judaico, espe­cialmente ao pensamento judaico posterior. Final­mente, observamos que a ideia da «religião misterio­sa» não conquistou muita aprovação, embora tenha continuado a exercer grande influência sobre os estudos acerca de Paulo.

 

 

 

Alguns também tentaram ligar o pensamento de Paulo com as ideias gnósticas, especialmente as ideias gnósticas acerca da natureza do mundo, seus muitos níveis de espíritos, autoridades, etc. (conforme alguns creem estar refletido em Efésios e no primeiro capítulo de Colossenses). Sabemos, todavia, que essas duas epístolas de fato são livros escritos contra as formas iniciais da heresia gnóstica, e não é provável que Paulo tivesse apoiado um acordo justamente com a heresia que atacava. Essas ideias sobre muitos níveis de espíritos, autoridades, etc, eram comuns ao judaísmo posterior, e Paulo não teria que tomar de empréstimo dos primitivos gnósticos essas ideias. Alguns têm argumentado que a menção de Paulo sobre «principados», «poderes», «potestades», e «do­mínios» não significa que ele tivesse aceito como verídicos os muitos níveis de poderes espirituais nos lugares celestiais, mas que meramente ao usar esses termos, dizia que, sem importar quais poderes existam, Cristo é o cabeça desses poderes, sendo Deus sobre todos. Mas isso equivale a subestimar o pensamento de Paulo, pois parece perfeitamente claro, na análise dessas passagens, que Paulo aceitava tais níveis de poder, embora não os tivesse descrito. Bultmann aproximou-se mais da verdade ao mostrar que Paulo estava alicerçado no judaísmo helenista e no cristianismo helenista, que tem seus conceitosbásicos de dualismo ético em uma redenção sacramental; porém, dizer, como Bultmann asseve­rou, que essas ideias foram tingidas pelo gnosticismo, é um erro; porque, segundo elas aparecem nas epístolas de Paulo, dificilmente precisamos atribuí-las a quaisquer ideias gnósticas.

 

 

 

Paulo concordava essencialmente com a declaração gnóstica de que existem vários níveis de seres espirituais, que existem princípios bons e maus neste mundo, cada qual investido de sua própria autorida­de, tanto no céu como na terra. Porém, contrariamen­te aos gnósticos, o apóstolo ensinava que à testa de todos esses poderes avulta a pessoa de Cristo, que é o Deus e criador de tudo (ver Cl 2:8-16). Cristo não pode ser classificado em qualquer das categorias de espíritos. Os manuscritos do Mar Morto foram um embaraço para a identificação do gnosticismo com o pensamento paulino, segundo dizia Bultmann, posto que ali já se encontraexpresso o dualismo ético que Paulo teria encontrado, supostamente, no gnosticis­mo, e que, subsequentemente, teria influenciado a sua doutrina. Portanto, essas ideias são anteriores ao gnosticismo. Contudo, não havia necessidade de esperar pelo descobrimento dos manuscritos do Mar Morto para sabermos isso, pois, a simples leitura da literatura antiga nos fornece essas ideias básicas. Para começar, o estudioso deve ler Platão, onde se encontram todas as ideias dualistas que alguém poderia desejar. Outrossim, no gnosticismo primitivo, não há a doutrina da «descida de um redentor» (esse foi um desenvolvimento posterior, no gnosticismo, sobre o qual o apóstolo não teve conhecimento), o que mostra que é impossível que a ideia paulina tivesse sido tomada de empréstimo do gnosticismo. E assim tem continuado a controvérsia, em que vários autores assumem diversas posições em torno da questão, como é o caso de Grant, que vê Paulo como homem cujo mundo espiritual se situa entre as ideias apocalípticas judaicas e o gnosticismo plenamente desenvolvido do segundo século da era cristã. Ele acha que a tendência de Paulo, ao interpretar a ressurreição, era, entre outras coisas, torná-la um triunfosobre os poderes cósmicos. (De fato, Cl 2:15 diz exatamente isso). Mas Paulo não tinha de apelar para o gnosticismo para encontrar essa ideia, porque a necessidade de tal triunfo era comum ao judaísmo posterior e o próprio Jesus expressou a mesma ideia, ao declarar: «Eu via a Satanás caindo do céu como um relâmpago», ver Lc 10:18 que contém detalhes sobre este assunto que concorda com a tese de Paulo que a obra redentora de Cristo, finalmente, triunfará sobre todos os poderes cósmicos malignos.

 

 

 

Naturalmente, o próprio gnosticismo era sistema altamente misturado, pois tomava elementos empres­tados da mitologia grega, da filosofia, das religiões misteriosas, de várias formas de misticismo oriental, e, diretamente, do próprio judaísmo, como também do cristianismo, depois que este entrou em cena. Portanto, é quase impossível dizer-se, «Isto Paulo tomou por empréstimo do gnosticismo», até mesmo nos casos que parecem «empréstimos» feitos daquele sistema. O mais provável é que ideias que Paulo e os gnósticos tinham em comum, eram simplesmente pontos de concordância, sem que houvesse qualquer empréstimo direto. A tendência, mais recentemente, tem sido negar, ignorar ou suavizar a suposta «Influência gnóstica sobre Paulo», à proporção que se vai entendendo melhor qual era o «meio ambiente de conceitos» do primeiro século. Não se pode negar, é claro, que muitas das ideias e expressões desse apóstolo refletem sua própria cultura, pelo que são «empréstimos» tirados das ideias correntes. Contudo, cremos que as grandes pedras fundamentais de sua doutrina se derivam de uma fonte superior, repousando sobre alicerce mais firme que a mera repetição de ideias comuns a todos. Levamos a sério sua reivindicação de haver recebido «muitas» revela­ções (ver II Co 12:1). Ele recebeu «visões e revelações», e fala de sua experiência no «terceiro céu», como ilustração desse fato. Ver Gl 1 e Ef 3:3 ss. Paulo era um místico de primeira ordem, e grande parte dos pontos distintivos do cristianismo repousa sobre suas visões, que se concretizaram nas Escritu­ras, preservadas para nós no Novo Testamento.

 

 

 

A discussão acima, sobre as origens do pensamento paulino, leva-nos à conclusão de que apesar de grande parte da doutrina de Paulo não ser geralmente ouvida dos lábios de Jesus, isto é, na exposição que os evangelhos fazem dos ensinos de Jesus, em coisa alguma estava em desacordo com os ensinos essenciais dele. Paulo não teve, por outro lado, de pedir emprestado as ideias do gnosticismo. Outrossim, pode-se observar que a discussão inteira sobre as «origens» conforme ela é apresentada pelos autores mencionados, ignora por completo a questão da inspiração, dando a entender que Paulo não era inspirado pelo Espírito Santo, segundo ele declarava que era, ou que ele não aprendeu o seu evangelho por revelação, conforme ele mesmo declarou (Gl 1:12). A leitura das epístolas de Paulo não nos pode deixar de convencer que, quer isso expresse a verdade, quer não, o apóstolo pensava que aquilo que ensinava chegara ao seu conhecimento por meio de visões e revelações e que ele alicerçava o seu evangelho sobre esses fundamentos.

 

 

 

Mais especificamente, acerca de Jesus e Paulo, podem-se fazer as seguintes observações. Os seus ensinamentos, descobre-se que Jesus era bom representante do judaísmo, em sua forma mais excelente; mas é um erro vê-lo apenas como tal. Pois ele se reputava divino, igual ao Pai, em uma posição metafísica altamente exaltada. Por exemplo, consideremos a sua declaração: «Eu o sou; entretanto, eu vos declaro que desde agora vereis o Filho do homem assentado à direita do Todo-poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu» (Mt 26:64). O sumo sacerdote ficou extremamente perturbado ante essa declaração, e rasgou as próprias vestes, pois para ele tal declaração parecia uma grande blasfêmia. Outrossim, o capítulo vigésimo quarto de Mateus (o «pequeno apocalipse» como é chamado), ensina de maneira bem definida um Jesus metafísico altamente exaltado, e não meramente um rabino judeu que não tinha as credenciais fornecidas pelas escolas judaicas. Parece claro, pela narrativa dos dias finais de Jesus e sua crucificação, que a principal acusação contra ele foi de que blasfemava, ao declarar-se mais do que um mero homem. O ponto de vista de Jesus sobre sua missão messiânica não se limitava à de um mero homem que cumpria uma incumbência. Para ele, o Messias era um homem de origem celestial, dotado de um ministério celestial e terreno. Foi justamente esse o conceito que o levou à cruz, mas de fato ele não foi apenas um reformador. Sua declaração, em Mt 20:28, que diz: «...tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos», indica o conceito de Jesus acerca de sua vida e morte, cuja finalidade era oferecer expiação e vida espiritual, e não meramente servir de exemplo. A mesma verdade é destacada nos trechos de Mt 26:26-29; Mc 14:22-26 e Lc 22:14-20, onde Jesus instituiu a ceia memorial, á qual indica que Jesus contemplava sua missão como realizadora da expiação e de uma redenção sacramen­tal.

 

 

 

Não se pode dizer, por conseguinte, que Paulo tenha criado essa ideia, porquanto a sua passagem central sobre a questão — I Co 11:23-26 — é apenas uma compilação ou sumário do mesmo material de ensino que se reflete nos evangelhos. Portanto, a doutrina que alguns querem fazer-nos crer que foi tomada de empréstimo de alguma forma de gnosticismo ou de judaísmo helenizado, em realidade já estava presente nas palavras mesmas de Jesus.

 

 

 

expiação subentende a ideia básica da justifica­ção pela fé. Essa doutrina não é claramente ensinada nos evangelhos; e poucos afirmam tal coisa. Mas a expiação é o alicerce dessa doutrina, e de fato, todo o sistema sacrificial dos judeus aponta para esse ensino. A expiação só se torna necessária quando o indivíduo não é capaz de fazer tudo por si mesmo, ou seja, quando a salvação, o «livramento» está fora de seus próprios recursos. O judaísmo inteiro, pois, salientava essa verdade. É verdade que a doutrina formal da justificação pela fé não é esboçada nos evangelhos, embora existam ali as condições básicas que requeiram a sua delineação final. É verdade que Paulo foi além do que se lê nas palavras de Jesus, nos evangelhos, mas isso não significa, necessariamente, que ele tenha contradito o Senhor. Ninguém procura ocultar o fato de que o cristianismo é um desenvolvimento dos pontos de vista preliminares dos evangelhos, e, realmente, esse fato é confiantemente proclamado, pois o próprio Paulo, ao mencionar as revelações que recebeu, declara que as doutrinas da igreja lhe tinham sido dadas para serem expostas por ele. Também ninguém afirma que os evangelhos fornecem uma clara apresentação da igreja. A Paulo foi dado o privilégio de fazê-lo. Mas Jesus antecipou e mesmo predisse que a sua igreja seria uma comunidade religiosa separada do judaísmo. Por conseguinte, dificilmente alguém pode pensar em Jesus tão-somente como um reformador do judaísmo. Há evidências de que Jesus se alienou da corrente principal do judaísmo desde quase o princípio de seu ministério. De fato, já no décimo sexto capítulo do evangelho de Mateus vê-se que uma nova comunidade estava se formando. No décimo oitavo capítulo do mesmo livro veem-se as regras básicas que os discípulos deveriam seguir em suas relações mútuas no seio da igreja. A partir do décimo sexto capítulo do evangelho de Mateus temos o arcabouço básico da «nova comunidade religiosa». Portanto, o que Paulo fez foi adicionar estatura a esse arcabouço, e, através das revelações que recebeu, indicou o destino da igreja, o qual, para sermos verazes, se encontra só nos escritos paulinos. Paulo nos fornece dimensões vastamente ampliadas acerca do destino do homem (que é descrito de modo breve sobre a seção «e» deste mesmo artigo). Ninguém afirma que Jesus, nos evangelhos, expôs qualquer coisa assim; mas as ideias não são contraditórias, e, sim, suplementares.

 

 

 

Devemos dar atenção à declaração de Paulo, em Gl 2:2,6-8, onde ele mostra que propositalmente visou aos demais apóstolos, a fim de verificar se o seu evangelho não estava de acordo em alguma coisa com o que pregavam. Assim, descobriu que não havia desacordo algum, e, além disso, que nada podiam acrescentar ao que ele ensinava. Verificou que o evangelho de Pedro era igual ao seu, embora as suas esferas de atividade fossem diferentes, pois Pedro fora enviado aos judeus, ao passo que Paulo fora enviado aos gentios. Pedro confirma o fato com suas próprias palavras, no segundo capítulo de Atos, ao falar sobre a expiação. E em At 15:10, lemos que Pedro disse: «E não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes pela fé os corações. Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós? Nessa oportunidade, como é claro, Pedro declarou a necessidade da «justificação mediante a fé». O ponto disso é que Paulo, quanto aos pontos básicos — sem pensarmos por enquanto sobre os grandes suplementos com que ele contribuiu para a mensagem cristã total, ou seja, as revelações especiais que recebeu — em coisa alguma estava em desacordo com os outros apóstolos quanto a essa doutrina.

 

 

 

Certamente os outros apóstolos, que andaram com Jesus durante três anos, conheciam perfeitamente a sua doutrina e as suas intenções, e não se teriam deixado enganar por Paulo, se seus ensinos estivessem equivocados. É verdade que os ensinamentos de Jesus, conforme os encontramos registrados, eram principal­mente éticos, mas essa ética não é contrária ao cristianismo paulino. Também é verdade que muitas das ideias de Paulo não se encontram nos registros sobre as palavras de Jesus, isto é, o silêncio reina nesses particulares; mas o próprio Paulo foi o primeiro a admitir tal fenômeno, ao dizer que as revelações lhe confiaram explicações novas quanto ao destino da humanidade. Nada mais se pode fazer, no sentido de pesquisar o Jesus histórico, do que aceitar o testemunho daqueles que foram seus íntimos, que o viram e que o imitaram. Os outros apóstolos também declaram-no Senhor da glória, personagem de elevadíssima estatura metafísica. O evangelho de João é uma declaração expandida dessa verdade. E um pequeno fragmento desse evangelho intitulado P(52), definidamente escrito em cerca de 100 D.C., mostra que esse evangelho provavelmente foi escrito antes do ano 100 D.C. Assim sendo, temos no evangelho de João uma das primeiras interpretações apostólicas da pessoa de Jesus. Pedro declarou, no primeiro capítulo de sua primeira epístola, que aguardamos do céu o SENHOR, o aparecimento de Jesus Cristo (ver I Pe 1:7), e que, através de sua morte e ressurreição, chega até nós a redenção e a expiação dos pecados (I Pe 1:18-20). A passagem de IIPe 1:17,18 menciona a glória da transfiguração que foi contemplada pelos apóstolos originais (conforme é descrita no décimo sétimo capítulo de Mateus), e isso faz parte da descrição de Jesus como personagem metafísico altamente exaltado, o Senhor da glória, conforme Paulo o denomina em I Co 2:8. No trecho de I Pe 4:11 nos é ensinado o domínio eterno de Jesus. Portanto, concluímos que o «Jesus teológico» se destaca com grande evidência nos escritos dos apóstolos primitivos de Jesus, como Pedro. Se Pedro não era capaz de interpretar corretamente a pessoa de Jesus, após tão longa e intensa associação que teve com ele (e o livro de Atos reflete o alto conceito que os apóstolos tinham de Jesus como personagem metafísi­co), então resta-nos conjecturar para descobrir quem era realmente Jesus. É importante notar que também nessa particularidade, Pedro e Paulo estavam de pleno acordo. Pode-se dizer, pois, que não pode ser comprovada qualquer contradição entre Jesus e Paulo. O que permanece de pé, e ninguém se aventuraria a negá-lo, é que estava reservado a Paulo revelar, através do Espírito Santo, as doutrinas mais profundas sobre a natureza do mundo dos espíritos, e o chamamento e o alto destino da igreja, conforme o judaísmo jamais pudera imaginar, e que Jesus meramente indicou de passagem.

 

 

 

7. Como Paulo comprovou seu apostolado.

 

 

 

Uma multiplicidade de maneiras:

 

 

 

a. Ele foi diretamente comissionado por Cristo, o Senhor ressurreto, para esse elevado ofício, o que fica implícito na sua pergunta, «...não vi a Jesus, nosso Senhor?...» Essa mesma ideia é expandida em Gl 1:11 e ss.

 

 

 

b. Seu poderoso ministério é salientado como uma prova do caráter genuíno de seu ministério, prova de sua comissão divina. E isso é declarado através da seguinte pergunta: «...acaso não sois fruto do meu trabalho no Senhor?...» Essa ideia é desenvolvida em várias outras passagens, como no segundo capítulo da epístola aos Gálatas, embora o seja mais particular­mente ainda nos capítulos décimo a décimo segundo da segunda epístola aos Coríntios. Por essa razão é que Paulo pode asseverar: «...trabalhei muito mais do que todos eles...» (I Co 15:10). E isso não constitui uma reivindicação de pouca monta, proveniente como foi do contexto do cristianismo do primeiro século, quando foram realizados labores realmente extraor­dinários.

 

 

 

c. O trecho dos capítulos décimo a décimo segundo da segunda epístola aos Coríntios nos fornece outras provas do apostolado de Paulo, incluindo suas experiências místicas e visões, que foram dadas a Cristo para confirmar o seu ministério e autoridade, bem como para aumentar a sua eficácia. (Ver especialmente o décimo segundo capítulo da citada epístola).

 

 

 

d. Os sofrimentos especiais pelos quais Paulo passou também são apresentados como provas de seu ofício apostólico. (Ver II Cor. 11:23 e ss).

 

e. Operações miraculosas, levadas a efeito por meio de dons especiais do Espírito Santo, também tiveram por propósito servir de prova dos verdadeiros apóstolos de Cristo. Os trechos de II Co 12:12 e o nono capítulo do livro de Atos em diante fornecem provas tanto das grandes realizações como dos extraordinários sinais operados por Paulo, tudo o que fazia parte integrante de seu ministério apostólico. Grande porção do livro de Atos serve de demonstra­ção desses fatos, embora esse livro do N.T. não tenha sido escrito diretamente com essa finalidade, visto que, para Lucas, não havia necessidade alguma de apresentar defesa do apostolado de Paulo, já que o próprio Espírito de Deus lhe autenticava o ministério.

 

 

 

f. O elevadíssimo conhecimento espiritual de Paulo, bem como o fato de que ele atuava como instrumento para revelar à igreja cristã o seu exaltado destino, no que Paulo se destacou acima de qualquer outro homem da história, também serve de prova de seu apostolado. Todas as suas epístolas, bem como os sublimes ensinamentos ali contidos, ilustram esse ponto (ver II Co 11:6 e Gl 2:2 e ss).

 

 

 

g. Paulo foi um instrumento especial no avanço do evangelho de Cristo, tendo sido escolhido para essa tarefa desde o berço, tendo sido preservado para a mesma, até mesmo durante seus anos de rebeldia (ver Gl 1:13-24). A leitura dos trechos dos capítulos primeiro e segundo da epístola aos Gálatas e dos capítulos décimo segundo da segunda epístola aos Coríntios, fornece-nos várias outras provas menos decisivas, como aquelas aqui mencionadas, em defesa do apostolado de Paulo.

 

 

 

Fonte: http://www.ebdareiabranca.com/

 

 

                                                                  

                                        1 CORINTIOS AOS 

                                             introdução

                                   Antecedentes Históricos

Corinto tinha uma longa história que remonta à Idade do Bronze (antes de 1200 aC). [1] Nos dias de Paulo era uma colônia romana e capital da província de Acaia. A população foi composta por cidadãos romanos que tinham migrado da Itália, gregos nativos, judeus (Atos 18:04), e outras pessoas de vários lugares que escolheram se estabelecer lá.

A antiga cidade de Corinto desfrutaram de uma situação ideal como um centro comercial. Ficava a sudoeste do Istmo de Corinto, a ponte de terra que ligava norte da Grécia e sul da Grécia, o Peloponeso. Este site feito Corinto uma encruzilhada para o comércio por via terrestre, norte e sul, bem como por mar, leste e oeste. Nos dias de Paulo navios de grande porte iria transferir suas cargas de veículos terrestres que carrinho-los a partir do Golfo de Corinto, a oeste do istmo, ao Golfo de Salónica, a leste do istmo, ou vice-versa. Lá, os estivadores que recarregá-las para outros navios. Se um navio é pequeno o suficiente, eles iriam arrastar todo o navio através do istmo de quatro e meia milha de um abismo para o outro. Isso acabou com a longa viagem ao redor do Peloponeso. Mais tarde, os gregos cortar um canal que liga estes dois golfos. Nero começou este canal, mas foi finalmente concluída em 1893.

A localização estratégica de Corinto trouxe commerce e tudo o que se passa com ele ao seu povo: a riqueza, um fluxo constante de viajantes e comerciantes, e vice. Nos dias de Paulo muitas das religiões pagãs incluído a prostituição como parte do culto de seu deus ou deusa. Consequentemente prostituição floresceu em Corinto.

"Old Corinto tinha ganhado uma reputação para vice-sexual que Aristófanes (cerca de 450-385 aC) cunhou o korinthiazo verbo (= a agir como um coríntio, ou seja, para que se prostituam)". [3]

"A cidade velha tinha sido a cidade mais licencioso na Grécia, e talvez a cidade mais licencioso no Império". [4]

O santuário mais notório foi o templo de Afrodite, que estava em cima de uma cerca de 1.900 metros de altura da montanha ao sul da cidade, o Acrocorinto. Centenas de escravas serviu aos homens que "adoravam" lá. O geógrafo grego Estrabão escreveu de 1.000 prostitutas, mas isso provavelmente referiu-se ao início da história da cidade velha, e que pode ter sido um exagero. [5] Outros grandes divindades homenageadas em Corinto incluído Melicertes, o patrono dos marítimos, e Poseidon, o deus do mar.

"Todas estas evidências em conjunto sugere que Corinto de Paulo era de uma só vez a Nova York, Los Angeles e Las Vegas do mundo antigo". [6]

Havia vários outros sites locais de importância para o aluno de 1 Coríntios. Estes incluíram a bema (tribunal ou plataforma), o lugar onde os juízes tentaram casos importantes, incluindo Paulo (Atos 18:12). [7] Cencréia, o porto de Corinto sobre o Golfo de Salónica sobre o Mar Egeu, foi a cidade de que Paulo partiu para Éfeso durante sua segunda viagem missionária (Atos 18:18). Isthmia foi outro pouco a leste da cidade de Corinto, ao norte de Cencréia, que sediou os Jogos Ístmicos a cada dois ou três anos. Estas competições atléticas eram importantes na vida dos gregos, e Paulo se referiu a eles nesta epístola (9:24-27).

 

Paulo chegou a Corinto primeiro de Atenas, que ficava a leste. Em Corinto, ele pregou o evangelho e plantou uma igreja. Há, também, que ele conheceu Priscila e Aquila, judeus que tinham recentemente deixou Roma. Após funcionários judeus locais expulso da igreja da sinagoga, ele reuniu-se em uma grande casa ao lado que Tício Justo propriedade. Paulo ministrou em Corinto por 18 meses, provavelmente em 51 dC e 52. Ele saiu levando Priscila e Áquila com ele para Éfeso. Paulo, então, passou para Antioquia da Síria por meio de Cesaréia.

Voltando a Éfeso em sua terceira viagem Paulo fez naquela cidade sua base de operações durante quase três anos (AD 53-56). Lá ele ouviu notícias inquietantes sobre a imoralidade na igreja de Corinto. Portanto, ele escreveu uma carta exortando os fiéis a não tolerar tal conduta no meio deles. Paulo referiu-se a esta carta como seu "ex-ofício" (1 Coríntios. 5:9). Não é existente hoje.

Em seguida, ele ouviu de "pessoas de Chloe" que as facções tinham desenvolvido na igreja (01:11). Ele também recebeu uma carta da igreja em Corinto solicitando sua orientação em certos assuntos (07:01). Estas questões foram casamento, divórcio, alimentos oferecidos aos ídolos, o exercício dos dons espirituais na igreja, e à coleta para os santos pobres em Jerusalém. Aqueles que levou esta carta também relataram outras condições perturbadoras na igreja (5:1; 16:17). Estas condições foram a apologia ao invés de disciplinar de imoralidade, os cristãos processando uns aos outros nos tribunais pagãos e distúrbios em suas reuniões da igreja. Esses fatores levaram Paulo para compor uma outra carta: "1 Coríntios." Nela, ele lidou com o problema de facções, prometeu visitá-los em breve, e disse que ele estava enviando Timóteo a Corinto (capítulos 1-4). Paulo acrescentou suas respostas às perguntas do Corinthians para o que ele já havia escrito. Ele tratou próximo com os relatos orais (capítulos 5-6) e, em seguida, com as perguntas que os crentes de Corinto havia escrito para ele (capítulos 7-16). Ele, evidentemente, enviou esta carta de Éfeso por mensageiros de confiança no final do inverno ou início da primavera de AD 56 (cf. 16:08).

Parece que um conflito se desenvolveu entre a igreja de Corinto e de seu fundador, Paul. Houve conflitos internos na igreja, como a epístola deixa claro. No entanto, o problema maior parece ter sido a de que alguns membros da comunidade estavam levando a igreja em uma visão das coisas que era contrário ao de Paul. Isso resultou em um questionamento da autoridade de Paulo e seu evangelho (cf. Gal.). A questão-chave entre Paulo e os coríntios era o que significa ser "espiritual". [8]

 

"Ela [1 Coríntios] não é a declaração mais completa e mais clara do Evangelho de Paulo; para isso devemos nos voltar para Romanos. Também não é a carta que mostra o coração de Paul mais claramente, no presente contexto, é superada por 2 Coríntios, e talvez por outras epístolas também. Mas tem o grande valor de mostrar teologia no trabalho, a teologia a ser utilizado, uma vez que se destina a ser utilizado, na crítica e estabelecimento de pessoas, instituições, práticas e idéias ". [9]

"Se em Romanos Paulo lembra o professor moderno de Teologia Bíblica, em I Coríntios, ele lembra o pastor-professor, confrontado com o cuidado da igreja na linha de fogo da guerra cristã". [10]

 

 

                                                                           O CONTEXTO DA ÉPOCA

 

 

 

 Propósito da epístola. Ao ser informado dos muitos e graves problemas dos crentes de Corinto, Paulo escreveu-lhes uma carta, não para envergonhá-los, mas para admoestá-los como filhos amados (1 Co 1.11). O propósito do apóstolo era tríplice: 1) Exortá-los a mudar sua conduta (desunião, imoralidade, processos judiciais, culto escandaloso, etc.; 2) Doutriná-los sobre assuntos gerais e comuns da vida cristã (matrimônio, amor ao próximo, a consciência e a liberdade cristã); e 3) Explanar a doutrina fundamental da ressurreição de Cristo e corrigir os falsos ensinos. Também doutrinar sobre o arrebatamento da Igreja por Cristo, começando com a ressurreição em glória dos mortos salvos, e a transformação dos vivos e sua transladação para o céu.

 

 Ser cristão em meio a um povo ímpio. Ser crente em Corinto, uma cidade afundada no pecado, era um grande desafio. Ali, ninguém sabia o que é ser um santo de Deus. Porém, ser ímpio, fornicário, beberrão, ladrão, enganador, imoral, assassino, pervertido sexualmente, viciado, idólatra, era normal. Havia, inclusive, a “prostituição cultural” em que o templo dedicado a Afrodite reunia mil sacerdotisas prostitutas que ofereciam religiosamente seus corpos à luxúria e aos demônios.

 

Nestes últimos dias antes da volta de Cristo, o pecado sob todas as formas, avoluma-se por toda parte, como um rolo compressor. Esta é uma das causas de haver tantos crentes frios espiritualmente: "E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará" (Mt 24.12).

 

 

 

             O FERVOR RELIGIOSO E A ESPIRITUALIDADE

 

 

 

 Fervor e espiritualidade. Os crentes de Corinto tinham dons espirituais (1.7), mas muitos eram imaturos, insubmissos, ignorantes da doutrina reveladora dos dons, além de carnais. Em uma igreja é possível haver crentes fervorosos, que gostam de movimento e agitação sem, contudo, haver espiritualidade real, advinda do Espírito Santo. Às vezes o que parece fervor espiritual é mais emocionalismo, resultante de motivações e mecanismos externos. Tal fervor é passageiro, ao passo que a verdadeira espiritualidade está intimamente relacionada ao exercício da piedade e da vida cristã consagrada (Ef 4.17-32).

 

O crente experiente na fé pode ser “fervoroso no espírito” (Rm 12.1,2,11). Todavia, é preciso compreender que essa maturidade cristã não vem primeiramente pelo exercício dos dons ou pelo tempo de conversão.

 

 Dons espirituais sem o fruto do Espírito (Gl 5.22; Ef 5.9). Havia abundância de dons na igreja de Corinto (1 Co 1.7), todavia não eram utilizados de forma equilibrada, visando o progresso da obra do Senhor. Os crentes exerciam os dons para demonstrar níveis de maturidade e de santificação, tornando-se assim, carnais (1 Co 3.1), ignorantes (1 Co 12.1) e meninos (1 Co 14.20).

 

Não são os atos miraculosos realizados e os diversos dons espirituais (ver Mt 7.22) exercidos que identificam os autênticos servos de Deus, mas os seus frutos. É o fruto que revela a natureza da árvore. O que atesta a autenticidade de um cristão não é primeiramente o que ele faz, mas o que ele é ante a Palavra de Deus (Mt 5.13-16). Os dons têm a ver com o que fazemos para Deus. O caráter cristão com o que somos para Ele.

 

 O culto e a utilização dos dons na igreja. Os dons não se destinam a realização individual ou manipulação seja do que for, mas servem para o desenvolvimento, crescimento, amadurecimento e edificação do corpo de Cristo (1 Co 14.3-5,12,26). Os principais elementos de um culto espiritual encontram-se em 1 Coríntios 14.26.

 

 

 

                    A MISSÃO DISCIPULADORA DA IGREJA

 

 

 

Discipular é fazer de cada novo crente um autêntico e fiel seguidor de Jesus Cristo (Mt 28.19).

 

 Quantidade e qualidade na igreja. Enquanto o crescimento quantitativo da igreja vem pelo novo nascimento (At 2.41-47), o qualitativo se dá pelo discipulado. Paulo, por causa da perseguição, não pôde passar tanto tempo em Corinto (At 18.11) quanto em Éfeso (At 19.8, 10; 20.31). Daí, a razão das grandes diferenças no tocante à conduta cristã dessas duas igrejas. O apóstolo foi um incansável discipulador, fortalecendo a fé dos novos crentes e edificando-os na doutrina do Senhor. Ver At 14.22; 15.36; 18.23; 1 Ts 5.14.

 

 Falsos crentes na igreja. Havia crentes na igreja de Corinto que não eram convertidos ao Senhor (1 Co 15.34). O mesmo ocorreu com o povo de Israel quando Deus o tirou do Egito. As pessoas saíram, mas o "Egito" não saiu da vida de muitas delas. É que o "Egito" para sair do coração dos israelitas, dependia também deles e não só de Deus. É o caso do crente e o mundo com seus enganos, seduções e pecados (Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17). O problema de Israel foi pior, porque um povo estranho que não conhecia o Senhor saiu com eles do Egito (Êx 12.38). O mesmo aconteceu após a morte de Josué quando o povo de Deus se desviou (Jz 2.10).

 

Toda igreja tem na sua congregação muitos que não são nascidos de novo, inclusive na Escola Dominical (1 Jo 2.19). O professor deve sempre em oração, cautela e sabedoria, verificar quais alunos de sua classe ainda não são salvos e conduzi-los a Cristo, o Salvador.

 

 Ostentação - uma fraqueza entre os coríntios. Isto está muito claro no capítulo 4, versículos 8, 15 e 16 da epístola em estudo. Eles poderiam ter até dez mil professores na igreja (“em Cristo”, v.15), mas não tinham pais espirituais. Precisamos, sim, dos mestres, instrutores e guias, mas a partir de pais espirituais, que pelo Espírito Santo gerem filhos na fé para Deus.

 

Dez vezes na Primeira Epístola aos Coríntios aparece a pergunta “não sabeis?”, referente a ensinos básicos da fé cristã, a começar pelo capítulo 3, versículo 16. Os crentes de Corinto se envaideciam de tanto saber, mas desconheciam as coisas básicas da fé. Na Segunda Epístola, não ocorre a referida pergunta. Ao contrário, há no seu contexto várias declarações revelando que agora eles sabiam segundo Deus.

 

 Coisas boas na igreja de Corinto. Fatos bons em Corinto, relatados logo no início da epístola:

 

a) Em Corinto, por ocasião da epístola, havia muitos crentes “santificados em Cristo” (1.2).

 

b) Paulo dava “graças ao meu Deus” pelos crentes de Corinto, apesar de seus problemas (1.4).

 

c) Paulo chama os crentes coríntios de “irmãos”, apesar de muitos deles, na Segunda Epístola, falarem mal da pessoa de Paulo e do seu ministério (1.10,11).

 

d) Os crentes de Corinto, de um modo geral, com suas fraquezas, defeitos, falhas e pecados, pertenciam a Cristo, porque foram salvos por Ele (1.30).

 

e) Os crentes de Corinto melhoraram à medida que o apóstolo e pai na fé, Paulo, os admoestava biblicamente (11.2). Paulo lhes escreveu outros tratados (2 Co 10.9).

 

 

 

Fervor religioso sem maturidade espiritual pode gerar divisões, tal como ocorria entre os "profetas" da igreja de Corinto (1 Co 14.26-40). Inversamente, o Senhor Jesus disse que os cristãos devem ser conhecidos pelo amor demonstrado entre si (Jo 13.35). Essa é a principal característica e marca de uma igreja espiritualmente madura e sadia (At 17.11). O segredo deste maravilhoso amor sempre derramado em nós é a livre e desimpedida ação do Espírito Santo em nosso ser (Rm 5.5).

 

 

 

 

 

 

 

“1 Coríntios: exposição e observações práticas.Corinto era uma das principais cidades da Grécia, localizada naquela divisão particular conhecida pelo nome de Acaia. Ela estava situada no istmo (estreito de terra) que unia o Paleponeso ao resto da Grécia, no lado sul, e possuía dois portos adjacentes, um no extremo do golfo de Corinto, chamado Lacaeum, não distante da cidade, de onde eles faziam comércio com a Itália e o Ocidente, o outro na extremidade do Sinus Saronicos, chamado Cencréia, a uma distância mais remota, de onde eles faziam comércio com a Ásia.

 

Com base nessa situação, não é de admirar que Corinto fosse um lugar de intenso comércio e prosperidade; e, como a afluência é adequada para produzir luxo de todos os tipos, nem é de admirar que um lugar tão famoso pela prosperidade e artes fosse infame pelos vícios. Ela era famosa de maneira específica pela fornicação, de tal maneira que mulher coríntia era uma expressão proverbial para uma prostituta, e korinthiazein, korinthiasesthai - agir como coríntia, é agir como prostituta, ou tolerar inclinações indecorosas”.Notas (HENRY, M. Comentário Bíblico: Novo Testamento, Atos a Apocalipse.RJ: CPAD, 2008, p.425.)

 

 

 

 

 

A espiritualidade não é uma propriedade do caráter decaído do homem, mas uma virtude que se adquire, aprende e se vive diariamente através do fruto do Espírito Santo. Ela é oposta à carnalidade e ao mundanismo. É muito mais fácil identificar a verdadeira espiritualidade nos personagens bíblicos do que explicar o que eles entendiam acerca da vida teologal. Em Abraão, a espiritualidade é identificada como a fé (Gn 15.6). Em Jó, como paciência ou perseverança (Tg 5.11). Em Moisés, como mansidão e comunhão com Deus (Êx 33.11; Nm 12.3). Em Josué, como leitura diária e meditativa das Escrituras (Js 1.7,8). Em Davi, como contrição e adoração (Sl 51). Em Jeremias, como lágrimas torrenciais a favor dos patrícios rebeldes (Jr 9.1). Em Paulo, como obediência à vocação celeste (At 26.19). Em Dorcas, como boas obras (At 9.36). Em Barnabé, como cheio do Espírito (At 11.24). Fé, paciência, perseverança, mansidão, comunhão com Deus, leitura das Escrituras, contrição, adoração, lágrimas, obediência, boas obras e cheio do Espírito; estas são algumas virtudes teologais da espiritualidade cristã integral.

 

De Paulo de Corinto Contactos

Visita fundadora de Paulo

Sua "carta anterior"

Carta do Corinthians para ele

 Primeira Carta aos Coríntios

"Visita dolorosa" de Paulo

Sua "carta severa"

segunda aos Coríntios

Visita antecipada de Paulo

 

esboço

 

I. Introdução 1:1-9

A. Saudação 1:1-3

B. Ação de Graças 1:4-9

II. Condições relatados para Paul 01:10-06:20

A. Divisões na igreja 01:10-04:21

1. A manifestação do problema 1:10-17

2. O Evangelho como uma contradição à sabedoria humana 01:18-02:05

3. Ministério do Espírito de revelar a sabedoria de Deus 2:6-16

4. As condições imaturos e carnais 3:1-4

5. O papel dos servos de Deus 3:5-17

6. Sabedoria humana e bênção limitada 3:18-23

Relacionamento 7. Dos coríntios com Paul ch. 4

B. A falta de disciplina nos caps da igreja. 5-6

1. Incesto no ch igreja. 5

2. Contencioso na igreja 6:1-11

3. Prostituição na igreja 6:12-20

III. Perguntas feitas de Paulo 7:01-16:12

A. Casamento e assuntos relacionados ch. 7

1. Conselhos para a 7:1-16 casados ​​ou ex-casados

 

2. Princípios básicos 7:17-24

3. Conselho, quanto às virgens 7:25-40

B. Food oferecida aos ídolos 8:01-11:01

1. A prioridade do amor sobre o conhecimento em conduta ch cristã. 8

2. Ch defesa apostólica de Paulo. 9

3. A pecaminosidade de idolatria 10:1-22

4. A questão do mercado de alimentos 10:23-11:01

C. decoro na adoração 11:2-16

1. O argumento da cultura 11:2-6

2. O argumento da criação 11:7-12

3. O argumento da propriedade 11:13-16

Ceia do Senhor D. 11:17-34

1. Os abusos 11:17-26

2. Correctivos O 11:27-34

E. Os dons espirituais e pessoas caps espirituais. 12-14

1. O teste de Espírito controlar 12:1-3

2. A necessidade de diversidade de dons espirituais 12:4-31

3. A supremacia do amor ch. 13

4. A necessidade de inteligibilidade 14:1-25

5. A necessidade de ordem 14:26-40

F. A ressurreição dos crentes ch. 15

l. A ressurreição de Jesus Cristo 15:1-11

2. A certeza da ressurreição 15:12-34

3. O corpo da ressurreição 15:35-49

4. A garantia de vitória sobre a morte 15:50-58

G. A coleta para os crentes de Jerusalém 16:1-12

 

1. Disposições relativas à cobrança 16:1-4

2. Os planos de viagem de Paulo e seus companheiros apóstolos 16:5-12

IV. conclusão 16:13-24

A. exortações finais 16:13-18

Saudações B. finais e bênção 16:19-24

 

                           LIVRO DE SEGUNDO AOS CORINTIOS

  introdução

Antecedentes históricos

Primeira Carta aos Coríntios não dissipou os problemas na igreja de Corinto completamente. Enquanto ele resolveu alguns deles, a oposição ao Apóstolo Paulo persistiu e os críticos de Paulo continuou a falar contra ele na igreja. Um homem em particular parece ter sido o líder da oposição (10:07). Ele reuniu o apoio de uma minoria significativa. A questão era a autoridade apostólica de Paulo. Seus críticos estavam reivindicando autoridade igual com Paulo. Este foi na verdade uma pretensão de autoridade apostólica de sua parte e ou uma negação da autoridade apostólica cheia de Paul.

Notícias de problemas persistentes em Corinto chegou a Paulo em Éfeso durante sua estada prolongada lá durante sua terceira viagem missionária. Ele, então, fez uma breve visita a Corinto. No entanto seus esforços para resolver os conflitos não foi bem sucedida (2:1; 12:14; 13:1-2). Paul aparentemente sofreu insultos e rosto perdido durante essa visita (2:5-8; 7:12). Consequentemente, esta foi uma visita dolorosa para Paul. Ele então retornou para Éfeso.

Próximo passo de Paulo em lidar com a situação em Corinto foi enviar uma carta severa de Éfeso, pela mão de Tito e um outro irmão sem nome (2:3-4; 7:8-12; 12:18). Ele aparentemente dirigida esta carta, agora perdido, na festa oposição a ele e, particularmente, seu líder. Alguns comentaristas acreditam que 2 Coríntios 10-13 contém parte desta carta, mas as evidências para isso não é convincente. [1]

Paul evidentemente destinado a receber relatório de Tito sobre os efeitos dessa grave carta em Éfeso. No entanto, a perseguição não fez expediente para Paul deixar essa cidade mais cedo do que ele havia previsto (Atos 20:1). Ele encontrou uma porta aberta para o evangelho para o norte em Trôade. Ansioso para conhecer Tito, que estava tomando a rota terrestre de Corinto de volta a Éfeso, Paulo mudou-se para o oeste em Macedónia (2:12-13). Não encontrou Tito e lhe deu um relatório encorajador (7:6-16). A maior parte da igreja tinha respondido às directivas de Paulo, ea igreja tinha disciplinado os desordeiros (2:5-11). Infelizmente, alguns na congregação ainda se recusou a reconhecer a autoridade de Paulo sobre eles (10:01-13:10).

Paulo alegrou-se com o arrependimento da maioria. No entanto sua preocupação com a minoria impenitente e seu desejo de pegar o dinheiro que o Corinthians tinha começado a recolher para os seus irmãos mais pobres em Jerusalém levou a escrever 2 Coríntios. Junto com estes motivos primários Paulo também se sentiu obrigado a refutar a acusação de inconstância feitas a ele por seus críticos. Ele tinha mudado seus planos de viagem e não tinha vindo para vê-los, como tinha dito que faria. Toda a situação deu-lhe uma oportunidade para esclarecer a natureza do ministério cristão.

Paulo escreveu a Segunda Epístola aos Coríntios da Macedônia, talvez Filipos, Tessalônica, ou Berea, provavelmente no outono ou no inverno de 56 dC. Uma data um ano antes ou mais tarde é possível.

Alguns comentaristas acreditam Paulo escreveu 1 Coríntios após sua visita doloroso e depois que ele escreveu a carta severa. [2] Outros, e eu, acredito que é mais provável que ele escreveu 1 Coríntios antes destes dois eventos. [3] É muito difícil reconstruir os detalhes das atividades de Paulo desde que os dados disponíveis para nós é incompleta. 

 

 

 

 A Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios foi uma resposta ao antagonismo que havia se levantado contra a sua autoridade apostólica, pois o seu modo incisivo de doutrinar havia chocado alguns conceitos dos cristãos de Corinto. Conceitos esses, aliás, que feriam os ensinos de Cristo. Em face dessa oposição, Paulo fez uma defesa do seu apostolado, refutando falsos cristãos que, embora se autodenominassem apóstolos, contradiziam os ensinos genuínos do evangelho de Cristo que Paulo pregava (2 Co 11.4,13).

 

Esta carta pode ser identificada sob três divisões. Os capítulos 1 a 7 consistem numa exposição do ministério apostólico de Paulo. Nos capítulos 8 e 9, Paulo defende a causa das ofertas enviadas aos cristãos pobres de Jerusalém. Os capítulos 10 a 13, mais uma vez, de forma incisiva e enérgica, são uma defesa da autoridade apostólica de Paulo.

 

 

 

                                                                     A CIDADE DE CORINTO

 

 

 

 Uma metrópole estratégica do século I d.C. Corinto achava-se localizada estrategicamente numa região que facilitava as viagens dos povos mediterrâneos dedicados ao comércio. A cidade era muito antiga e fora construída sobre uma estreita faixa de terra, que unia o norte e o sul da Grécia. O bronze, a cerâmica e outros produtos eram escoados através de seu território. Entre 51 a 55 d.C, sua população era estimada entre 100 a 500 mil habitantes; cifras que, para os padrões da época, significavam grandeza e orgulho. Capital da província romana da Acaia, era uma cidade altamente influenciada pela filosofia grega. “Uma cidade muito antiga.Os primeiros colonizadores chegaram à Corinto no quinto ou sexto milênio a.C. Mas a Corinto do período clássico foi realmente estabelecida com a invasão dos dórios. Por volta de 1000 a.C, esse povo grego se estabeleceu no sopé da acrópole de Corinto. Ocupando um lugar de segurança, eles também controlavam a principal rota comercial por terra entre o Peloponeso e a Grécia central, como também a rota Istmiana. Chegando logo a um alto grau de prosperidade, a cidade colonizou Siracusa na Sicília e a ilha de Corcira (a atual Corfu) e alcançou um pico de prosperidade através do desenvolvimento comercial e industrial. A cerâmica e o bronze de Corinto foram largamente exportados pelo Mediterrâneo.

 

[...] Corinto entrou em conflito com Roma durante o século II a.C, foi finalmente destruída pelos romanos em 146 a.C, e permaneceu virtualmente desabitada até que Júlio César fundou-a novamente em 44 a.C. O crescimento de Corinto foi rápido e, na época de Paulo, ou logo depois, a cidade se tornou o maior e mais próspero centro no sul da Grécia. [...] A prostituição religiosa era comumente praticada em conexão com os templos da cidade. [...] A partir da mobilidade social e dos males das práticas religiosas ali, surgiu uma corrupção geral da sociedade. A péssima ‘moral de Corinto’ se tornou um provérbio pejorativo até mesmo no mundo romano pagão”.Notas (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. RJ: CPAD, 2006, pp.460-62).

 

 

 

 Uma cidade histórica e libertina. No século II a.C, Corinto havia chegado a um alto grau de prosperidade. Mas, por causa de seu conflito com Roma, foi destruída em 146 a.C. Reconstruída pelo imperador Júlio César, em 44 a.C, logo floresceu, tornando-se o mais próspero centro do sul da Grécia.Nos dias de Paulo, a cidade era um “pólo” terrível e vergonhoso de idolatria. A mensagem do evangelho confrontava e condenava esse estado de coisas (2 Co 5.17).Assim, a atitude correta e firme de Paulo acabou por gerar uma oposição ao seu ministério por parte de alguns crentes daquela localidade (2 Co 2.1-13).

 

 Local da carta. Paulo estava na província da Macedônia, possivelmente em Filipos, quando escreveu esta Carta. Filipos foi a primeira igreja fundada na Europa pelo apóstolo Paulo, na qual ele desfrutava de boa aceitação e carinho (Fp 4.15).

 

 

 

                                    OBJETIVO DA CARTA

 

 

 

 Autoria e características da carta. A carta começa com a forma típica do tratamento e endereçamento do primeiro século, com o apóstolo, literalmente, identificando-se: “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo” (1.1). Nesta saudação, temos a evidência da autenticidade da carta. Além disso, o estilo e a linguagem indubitáveis de Paulo indicam ter sido ele quem a escreveu.

 

 A carta tem um caráter pessoal. A Segunda Epístola aos Coríntios é a mais autobiográfica das cartas do apóstolo Paulo e, portanto, possui uma marca bastante pessoal. Por causa dos constantes ataques que sofreu da parte dos coríntios (e dos “superapóstolos”, que se infiltraram na igreja), ela é denominada “a carta contristada” ou a “carta dolorosa”. A influência negativa do estilo de vida extremamente pecaminoso da cidade, marcado pela degradação moral e orgulho intelectual, afetou muitos cristãos chegando até mesmo a dominá-los. Isso fez com que Paulo reagisse com firmeza, condenando suas práticas imorais e, ao mesmo tempo, obrigando-o a se expor muito mais do que em qualquer outro de seus escritos.

 

 A exposição do ministério e apostolado paulinos e a coleta para os necessitados. Há, basicamente, três objetivos pelos quais Paulo escreveu esta carta. Os pseudocristãos, que viviam e se movimentavam no seio da igreja, levantaram dúvidas acerca do apostolado de Paulo, suscitando contenda e rejeição ao apóstolo por parte do povo (Ver 2 Co 11.26b; Cl 2.4). Esses falsos irmãos promoveram um mal-estar na comunidade de fé coríntia, de tal forma, que trouxe muita aflição de espírito a Paulo. A despeito de tudo, o apóstolo amava essa igreja. Corinto foi a igreja que mais preocupação causou ao doutor dos gentios. É evidente que o apóstolo tratou de outros assuntos (6.14-18 é apenas um desses), entretanto, de certa forma, esses objetivos também oferecem uma estrutura para o estudo de 2 Coríntios:

 

a) A exposição do ministério paulino (capítulos 1-7). Foi grande o problema enfrentado por Paulo ante a crítica severa à integridade do seu ministério. Duas de suas defesas foram: 1) A apresentação de sua vida ao exame público (algo que o tranquilizava, pois era irrepreensível diante de todos, 2 Co 3.1-4); 2) e o próprio fato de ele padecer por estar realizando a obra de Deus (algo que, longe de o desqualificar, era na verdade uma das provas de que ele era realmente chamado por Deus, 2 Co 6.1-13). Na realidade, a defesa do ministério paulino contém lições preciosas para todos nós sobre como agir e reagir diante de ataques gratuitos e de circunstâncias negativas. Por isso, o objetivo dessa carta (à parte da defesa do apostolado paulino), mesmo tendo sido escrita em “tribulação e angústia do coração”, por causa dos “falsos apóstolos” (2 Co 11.13), é promover a unidade e o crescimento da igreja, com vistas ao amor fraternal.

 

b) A coleta para os necessitados (capítulos 8-9). Estes dois capítulos, se bem estudados, podem oferecer uma ampla visão do que significa filantropia e oferta como louvor e gratidão a Deus.

 

c) A defesa do apostolado paulino (capítulos 10-13). Nos capítulos finais, Paulo retoma o assunto e, de maneira ainda mais contundente, defende o seu apostolado como um ministério recebido de Deus. Ele se vê “obrigado” a expor algumas de suas credenciais para contrastar com o perfil dos falsos apóstolos e “superapóstolos”.

 

 

 

                AS LIÇÕES QUE APRENDEMOS COM PAULO

 

 

 

 Amar sem ser conivente com o erro. Paulo amava a igreja, que gerara em Cristo, e muito zelava pelo seu vínculo com aqueles irmãos. Por isso, não podia, em sã consciência e segundo as Escrituras, compactuar, nem permitir o mau e escandaloso testemunho de alguns de seus membros (1 Co 5-6; 8). A comunhão com tais pessoas causaria estrago espiritual à igreja. A primeira carta foi enviada, provavelmente, através de Timóteo (1 Co 4.17), mas não produziu o resultado esperado pelo apóstolo. Ao contrário, a igreja continuava envolvida com pecados através de seus membros. Paulo, então, deixou a igreja em Éfeso, e foi a Corinto (2 Co 2.1; 12.14). Nesta viagem missionária, Paulo passou o inverno em Corinto, antes de prosseguir para Jerusalém e levar as ofertas recebidas das igrejas da Ásia Menor aos cristãos necessitados.

 

 Ser obreiro é estar disposto a sofrer perseguições internas. Aprendemos com esta carta de 2 Coríntios, e com Paulo, que não estamos livres de enfrentar oposições na vida cristã e no trabalho do Senhor. Ninguém está livre de passar por tristezas, angústias e perseguições. Todavia, Deus não nos abandonará se tivermos sempre em vista o propósito da sua chamada em nossa vida.

 

3. Paulo não tomou todos por alguns. Apesar de tudo, o apóstolo Paulo sabia que havia crentes fiéis em Corinto, que não tinham entrado pelo caminho da murmuração e da rebeldia. Apesar dos males diversos causados ao apóstolo, ele não desistiu daquelas ovelhas; como pastor espiritual daquele rebanho, estava pronto a defender os fiéis.Além de todos os aspectos históricos e geográficos que contribuem para que entendamos que Deus conduz a história na realização da sua soberana vontade, é preciso não perder de vista a vocação que cada um de nós recebeu da parte do Senhor. Na realidade; é preciso ir além: Que saibamos, assim como o apóstolo Paulo, sofrer por amor a Cristo, a fim de cumprir o chamado dEle em nossa vida (2 Co 1.5-7; 6.4; Cl 1.24; 2 Tm 1.8; 2.3; 3.11; 4.5).

 

 

 

 

 

O Relacionamento de Paulo com a Igreja.“1 Coríntios, enviada provavelmente por intermédio de Timóteo (1 Co 4.17), não produziu os resultados desejados. O relatório que [Paulo] recebeu informava que as condições da igreja estavam se tornando piores. Portanto, Paulo deixou seu trabalho em Éfeso e fez algo que classificou como uma visita dolorosa a Corinto (2 Co 2.1). Parece que alguma pessoa em particular, algum chefe dos revoltosos, havia se levantado em um arrogante desafio a Paulo (2 Co 2.5-8; 7.12). A igreja ficou do lado deste, e Paulo foi obrigado a fugir às pressas.

 

2 Coríntios é uma prova de que a polêmica contra o apóstolo havia aumentado e eram muitas as acusações e as críticas contra a sua pessoa. Questionavam a integridade dos seus motivos, do seu comportamento e até do seu ministério apostólico (1.13; 3.1). Até sua coragem (10.1,10) e sua capacidade foram atacadas (10.11; 11.6). Parece que as críticas a Paulo vieram de uma minoria (2.6) e estavam centralizadas em alguns judeus cristãos (2.6), que haviam conseguido penetrar na congregação através de recomendações e da sua própria indicação (3.1; 10.12,18). De acordo com Kuemmel, eles não eram ‘judaizantes’, mas opositores palestinos da missão de Paulo e da dignidade apostólica que haviam se juntado a um grupo divergente, e aparentemente gnóstico, do ministério de Paulo e que já era evidente em 1 Coríntios.

 

Ao retornar a Éfeso dessa ‘dolorosa visita’, Paulo escreveu uma ‘carta triste’ (2.3,4) e enviou Tito (7.6) para entregá-la em Corinto e tentar recuperar a igreja para ele. Depois da partida de Tito, esta preocupação de Paulo iria impedi-lo de continuar seu trabalho, portanto ele partiu para Trôade e depois para a Macedônia (2.12,13), a fim de aguardar o retorno de Tito. Quando este chegou trazendo a informação de que a igreja havia cuidado do ofensor e que havia novamente se submetido à autoridade do apóstolo, Paulo sentiu-se reconfortado. Portanto, depois de um ano na Macedônia (8.10) e depois de ter escrito 1 Coríntios, Paulo escreveu à igreja de Deus em Corinto. Ele incluiu ‘todos os santos que estão em toda a Acaia’ e lhes pediu para preparar o caminho para sua terceira visita. Nessa carta ele expressa seu alívio com o sucesso da missão reconciliadora de Tito e responde às aviltantes acusações dos seus críticos. Em toda essa carta, mas especialmente nos capítulos 10-13, ele entendeu ser necessário defender a legitimidade do seu apostolado. Embora as relações entre o apóstolo e a igreja como um todo tivessem sido restauradas, ainda permanecia alguma oposição a Paulo em Corinto”.  Notas (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 8: Romanos a 1 e 2 Coríntios. RJ: CPAD, 2005, p.400,401)

 

 

De Paulo de Corinto Contactos

Visita fundadora de Paulo

Sua "carta anterior

Carta do Corinthians para ele

Primeira Carta aos Coríntios

"Visita dolorosa" de Paulo

Sua "carta severa"

segunda aos Coríntios

Visita antecipada de Paulo

características

"2 Coríntios é muito diferente entre as letras que foi escrita, 1 Coríntios e romanos. Considerando que cada uma dessas cartas é, à sua maneira, sistemático e ordenado, 2 Coríntios é, em face disso, desigual e degressiva. Não é nenhuma surpresa, portanto, que muitos estudiosos têm sugerido que 2 Coríntios é realmente uma coleção de cartas juntos mais tarde, como uma única letra ".

"Second Corinthians apresenta muitos textos inspiradores e passagens para o leitor e professor da Palavra de Deus. Uma pesquisa rápida revela cerca de oitenta versos individuais emprestando-se a meditação prolongada e exposição, além dos sessenta ou mais parágrafos que constituem a carta. Esta carta é um filão rico para a edificação do povo de Deus ". [5]

 

esboço

I. Introdução 1:1-11

A. Saudação 1:1-2

B. Ação de Graças para o conforto na aflição 1:3-11

1. Ação de Graças para o conforto 1:3-7

2. Ação de Graças pelo livramento 1:8-11

II. Respostas às insinuações sobre a sinceridade do compromisso de Paulo aos Coríntios e ao ministério 01:12-07:16

A. Defesa da conduta de Paulo em relação a sua visita prometida eo agressor 1:12-02:17

1. O adiamento da visita prevista 1:12-02:04

2. O tratamento do infrator eo resultado da severa carta 2:5-17

B. Exposição da visão de Paulo do ministério 03:01-06:10

1. A superioridade do ministério cristão ao ministério Mosaic 3:1-11

2. A grande ousadia dos novos ministros 3:12-04:06

3. Os sofrimentos e apoios de um ministro do evangelho 04:07-05:10

4. A vida de um ministro de Cristo 05:11 - 06:10

C. Recurso para a restauração da confiança do Corinthians em Paul 06:11-07:16

1. Um apelo para a grande de coração e consistência 06:11 - 07:04

2. A resposta encorajadora do Corinthians até agora 7:5-16

III. Instruções relativas à coleta para os santos pobres da Judéia 8:01-09:15

A. O exemplo dos macedônios 8:1-7

B. O motivo supremo de dar 8:8-15

C. Os delegados das igrejas 8:16-24

D. A visita antecipada de Paul 9:1-5

E. Os benefícios do generoso dando 9:6-15

IV. Recursos relativos a autoridade apostólica de Paulo 10:01-13:10

A. Respostas às acusações feitas contra Paulo 10:1-18

1. Responder à acusação de covardia 10:1-6

2. Responder à acusação de fraqueza 10:7-11

3. Responder à acusação de invasão 10:12-18

B. As reclamações feitas por Paul 11:01-00:18

1. Razões de Paulo para fazer essas afirmações 11:1-6

2. Liberdade para ministrar sem acusação 11:7-15

 

3. Serviço e sofrimentos 11:16-33 de Paulo

4. Revelações especiais Paul recebidos 12:1-10

5. Milagres sobrenaturais de Paulo e amor paternal 12:11-18

C. Exortações em vista da visita se aproximando de Paulo 12:19-13:10

1. Preocupações de Paulo 12:19-21

2. Advertências de Paulo 13:1-10

V. Conclusão 13:11-14

A. A exortação 13:11-12

B. A saudação 13:13

C. A bênção 13:14

Esboço simples, memorável de Brommall Vale notar [6

I. A conciliação 1:01-7:16

II. A coleção 8:01-9:15

 

III. As credenciais 10:01-13:01

 

   CARTAS AOS GALARTAS

introdução 

Antecedentes Históricos

 

Gálatas tem sido a menos disputada de qualquer das epístolas de Paulo. 

"A questão mais uncontroverted no estudo de Gálatas é que a carta foi escrita por Paulo, o apóstolo cristão cujo ministério é retratado em Atos dos Apóstolos". [1]

O apóstolo Paulo dirigiu esta carta às igrejas da Galácia (1:2), e chamou seus destinatários Gálatas (3:1). No entanto quem eram essas pessoas e onde viviam são problemas que se revelaram difíceis de identificar.

A opinião tradicional sustentou que os destinatários viveu no distrito geográfica conhecida como Galácia localizado na parte norte da província romana chamada Galácia, na Ásia Menor. [2] Este ponto de vista sustenta que Paulo fundou essas igrejas em sua segunda viagem missionária segundo o Espírito proibiu ele pregar na província da Ásia (Atos 16:6). Paulo poderia ter escrito esta carta, em seguida, durante sua terceira viagem ou de Éfeso sobre AD 54 ou de Corinto sobre AD 57. Os principais argumentos para esta "teoria do Norte da Galácia" são os seguintes. O uso popular do termo "Gálatas" geralmente significava pessoas nesta área. Em segundo lugar, Lucas normalmente referidos distritos geográficas, em vez de províncias romanas em Atos. Em terceiro lugar, há alguma semelhança entre os Gálatas como Paulo se referiu a eles nesta epístola e os habitantes da Gália do norte da Galácia. Em quarto lugar, Paulo viajou por esta região durante sua segunda viagem (Atos 16:6-8).

A visão mais popular hoje sustenta que Paulo escreveu às igrejas localizadas na província romana da Galácia, que ele fundou em sua primeira viagem missionária (cf. Atos 13:38-39, 46, 48; 14:03, 8-10). [3] Os argumentos para esta "teoria da Galácia do Sul" são os seguintes. Atos 16:6 e 18:23 oferta nenhum apoio à teoria de que Paul fez uma viagem para a parte norte da província da Galácia. Em segundo lugar, não há nenhuma informação específica sobre as igrejas da Galácia do Norte em Atos. Em terceiro lugar, o isolamento geográfico do distrito de North Galácia faz uma visita de Paul improvável. Em quarto lugar, Paulo geralmente referidos títulos provinciais em seus escritos. Em quinto lugar, o nome de "Gálatas" era apropriado para a zona sul. Em sexto lugar, a menção de Barnabé em Gálatas 2 sugere que os gálatas o encontrara. Em sétimo lugar, a ausência de um representante do Norte da Galácia na delegação de colheita referido em 1 Coríntios 16:01 implica que não era uma área evangelizados. Em oitavo lugar, a influência dos judaizantes foi extensa no sul da Galácia. 

Se Paulo escreveu esta epístola às igrejas da Galácia do Sul, como eu acho que ele fez, ele provavelmente fez em um dos dois tempos. Se a visita de Paulo referiu-se em Gálatas 4:13 é o mesmo descrito em Atos 16:06, ele deve ter escrito esta carta após o Concílio de Jerusalém (ou seja, em ou depois de 49 dC). No entanto, parece mais provável que Gálatas 4:13 refere-se à visita descrito em Atos 14:21, assim que Paulo deve ter escrito antes do Concílio de Jerusalém (ou seja, antes ou em 49 dC). Assumindo que a data anterior, Paulo provavelmente escreveu Gálatas de Antioquia da Síria, logo após sua primeira viagem missionária e antes do Concílio de Jerusalém. [4] Outra possibilidade menos provável é que ele escreveu de Éfeso durante sua terceira viagem missionária. [5]

A datação da epístola afeta a ocasião para a escrita. Assumindo que a teoria da Galácia do Sul e uma data de início da escrita, Paul escreveu principalmente para conter a onda de judaizar heresia a que ele se referiu toda a carta. Romanos e 1 e 2 Coríntios também lidar com a controvérsia judaizante em algum grau. Paulo mencionou as pessoas que se opunham a ele em cada capítulo (1:6-7; 2:4-5, 3:1, 4:17; 5:7-12; 6:12-13).

A identidade dos judaizantes também é importante. Seu método incluído desacreditar Paulo. Os dois primeiros capítulos de Gálatas especialmente lidar com críticas feitas contra ele pessoalmente. Seus críticos parecem ter sido judeus que afirmavam ser cristãos e cristãos que queriam se submeter à autoridade da lei mosaica e suas instituições. Eles provavelmente vieram de Jerusalém e, evidentemente, teve uma influência grande (cf. Atos 15). Um homem parece ter sido o seu porta-voz (3:1; 5:7, 10). Embora houvesse várias judaizantes na Galácia como as muitas referências a "eles" e "eles" espalhados por toda a epístola sugerir [6] 

 

 

Gálatas é o grito de liberda­de contra toda a forma de legalismo religioso, consoante a doutrina da justificação pela fé sem as obras da lei.

 

"Estai, pois, firmes na li­berdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servi­dão" (Gl 5.1).

 

 

 

O estudo da epístola aos Gálatas é a oportunidade que todos os cren­tes têm de se aprofundar nos funda­mentos do cristianismo. Precisamos compreender inteiramente a salva­ção pela graça e a liberdade espiritual que temos em Cristo. Por isso, nesta primeira aula, mostraremos a importância de se valori­zar a liberdade conquistada por Cristo.

 

 

 

Se tivéssemos que cumprir a lei cabalmente, estaríamos per­didos, pois ao menor desvio nos exporíamos ao castigo. Além dis­so, aproveitamos para conscientizar do perigo que correm aqueles que deixam suas igrejas para se unirem a inovações de dou­trinas estabelecidas e difundidas por pessoas desautorizadas por Deus e até mesmo com interesses escusos, como foi o caso dos judaizantes entre as igrejas da Galácia.

 

 

 

Esta lição introdutória mostra que a epístola aos Gálatas foi escrita para salvar o cristianismo do legalismo judaico, o qual, na atuali­dade, representa o legalismo religi­oso. Em qualquer época há sempre o risco de alguém, ou de um segmen­to da Igreja se inclinar para este pro­blema. Paulo, em sua primeira via­gem missionária junto com Barnabé, fundou igrejas entre os gentios nas cidades de Listra, Derbe, Icônio e Antioquia da Psídia, região da Galácia. Por causa da Diáspora, ha­via muitos judeus espalhados por essa região, os quais também acei­taram o evangelho. Todavia, esses convertidos ao cristianismo queriam impor aos crentes gentios as práti­cas judaicas como condição para a salvação. Com isso, a situação das igrejas da Galácia ficou crítica, co­locando em risco não só a fé desses irmãos e a autoridade apostólica de Paulo, mas principalmente o futuro do cristianismo. Acrescentar, pois, algo mais à salvação, descaracteriza total­mente o autêntico cristianismo reve­lado no Novo Testamento, como diz o pastor Urias, Jesus, mais sete mergulhos, Jesus mais um galho de arruda etc.

 

 

 

A epístola aos Gálatas foi escri­ta para salvar o cristianismo do legalismo judaico, como já vimos. Apesar de ser uma das mais breves epístolas do apóstolo Paulo, tem exercido gran­de influência na vida da Igreja. Seu assunto continua atual, pois em qual­quer época há sempre o risco de al­guém, ou de um segmento da Igreja se inclinar para o legalismo religio­so. Hoje vamos estudar a origem das igrejas da Galácia como introdução à série de estudos dessa epístola nes­te trimestre.

 

 

 

                 As duas primeiras viagens do Apóstolo Paulo

 

 

 

1.       Igrejas da primeira viagem de Paulo. É muito importante conhecer a origem das igrejas da Galácia, pois isso ajuda a compreender a epís­tola aos Gálatas. Essas igrejas foram fundadas por Paulo e Barnabé. A primeira viagem missionária de Paulo começou em 46 e terminou em 48 d.C. e ocupa os capítulos 13 e 14 de Atos. Atravessando a ilha de Chipre, terra natal de Barnabé (At 4.36), foram para o continente pas­sando por Perge, cidade da Panfília, e depois para Antioquia da Pisídia.

 

 

 

2.       As cidades da Galácia. Ex­pulsos da cidade da Antioquia da Pisídia, Paulo e Barnabé partiram para Icônio. Como as hostilidades eram as mesmas da cidade anterior, e havendo motim tanto dos judeus como dos gentios, foram para a região da Licaônia, fundando igrejas nas cidades de Listra e Derbe. De onde retomam para Antioquia da Síria, visitando e con­firmando as igrejas em Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia (14.22) e estabele­cendo pastores nativos para cada uma dessas igrejas (14.23).

 

 

 

3.       O concilio de Jerusalém. À luz de Atos 14.27 - 15.2, o concilio de Jerusalém aconteceu depois dessa vi­agem em virtude do grande número de gentios convertidos e a intensa con­trovérsia sobre o modus vivendi - "maneira de viver" desses novos cren­tes. Havia judeus convertidos ao cris­tianismo que queriam impor aos gen­tios as práticas judaicas como condi­ção para a salvação. Depois desse con­cilio o apóstolo Paulo inicia sua se­gunda viagem com dois propósitos fundamentais: revisitar as igrejas que ele fundara, juntamente com Barnabé na sua primeira viagem e abrir novas frentes de trabalho.

 

 

 

4.       A segunda viagem de Paulo. Partiu com Silas seguindo direto para Derbe, Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia, para fortalecer as igrejas. Em Listra conheceu Timóteo, que passou a integrar a comitiva do apóstolo acompanhando-o em sua viagem. Depois disso foram paraTrôade "pas­sando pela Frígia e pela província da Galácia" ou "região frígio-gálata" (Versão Almeida Atualizada) — re­gião norte da Galácia, (At 16.6).

 

 

 

OS GÁLATAS

 

 

 

1.       Origem dos Gálatas. O nome "Galácia" deriva dos gauleses, povo que invadiu a Ásia Menor no séc. III a.C., também chamado de povo celta pelos escritores clássicos da antigüi­dade. O termo "Galácia" foi aplicado a esse povo por volta do séc. III a.C, foi adotado pelos gregos e, aos pou­cos, foi se generalizando. Os Gálatas estabeleceram seu reino na região de Péssina,Távia, Ancira — atual Ankara, capital da Turquia, que corresponde à região frígio-gálata, mencionada em Atos 16.6; 18.23.

 

 

 

2.       A Galácia dos dias do apósto­lo Paulo. Na época do ministério do apóstolo Paulo a Galácia não era ape­nas a terra dos gauleses ou celtas. Abrangia também a região de Antio­quia daPisídia, Listra, Icônio e Derbe, na Licaônia, cidades que formam o que chamamos hoje de Galácia do Sul. A Galácia do Norte é a região mencio­nada em Atos 16.6; 18.23. De modo que toda aquela região era chamada de Galácia.

 

 

 

3.       Quem são os destinatários da epístola? A dificuldade que muitos acham é saber se o apóstolo enviou essa epístola para as igrejas da Galácia do Norte ou para a Galácia do Sul, vis­to que ele apenas diz: "às igrejas da Galácia" (Gl 1.2). As duas linhas de interpretação apresentam argumentos consistentes mas nenhum deles é de­cisivo.

 

 

 

Por que a Galácia do Sul? Os ar­gumentos em favor da Galácia do Sul nos parecem mais convincentes. O Novo Testamento não registra nenhu­ma atividade de Paulo e sua comitiva na Galácia do Norte. O texto apenas diz: "e passando pela Frígia e pela pro­víncia da Galácia" (At 16.6) e "pas­sando sucessivamente pela província da Galácia e da Frígia" (At 18.23). Não está, pois, declarado que Paulo fundou igrejas nessas regiões. Não há qualquer citação referente à Galácia do Norte.

 

 

 

Autoria e Data

 

 

 

1.       Paulo, o autor de Gálatas. O apóstolo Paulo tinha amanuenses; Tércio era um deles (Rm 16.22), en­quanto Silvano foi o do apóstolo Pedro (1 Pe 5.12); como no Antigo Testa­mento,Baruque foi escriba do profeta Jeremias (Jr 36.4). A maioria das car­tas de Paulo foi escrita por seus amanuenses ou escribas. Como a situ­ação das igrejas da Galácia era crítica, estava em jogo não só a fé desses ir­mãos e nem apenas a autoridade apos­tólica de Paulo, mas principalmente o futuro do cristianismo. Ele mesmo es­creveu de seu próprio punho (Gl 6.11), pois não queria deixar margem para os Gálatas duvidarem da autenticida­de da carta.

 

 

 

2.       Data da epístola. Tem havido muita controvérsia quanto à data e des­tinatário dessa epístola. Há três possí­veis datas, mas todas elas têm os seus "senões" — 49, 53 e 56 d-C. A se­qüência de eventos é a seguinte: pri­meira viagem missionária, em segui­da foi escrita a epístola aos Gálatas, depois ocorreu o concilio de Jerusa­lém e segue-se a segunda viagem. Isso nos dá subsídios para datá-la por vol­ta de 49 d.C, e escrita da região entre Antioquia da Síria e Jerusalém.

 

 

 

Conteúdo de Gálatas

 

 

 

1.       Tema. Os expositores do Novo Testamento deram vários títulos à epís­tola aos Gálatas. Hoje ela é conhecida como: "a escritura da liberdade cristã, carta magna de emancipação espiritu­al, grito de guerra da Reforma, a gran­de carta da liberdade religiosa, decla­ração cristã de independência", além de outros. É a apologia da liberdade cris­tã, contra toda a forma de legalismo. A salvação é um ato da graça de Deus; somos salvos pela fé em Jesus (Gl 2.16).Acrescentar algo aí, como condição para salvação, descaracteriza totalmente o autêntico cristianismo revelado no Novo Testamento.

 

 

 

2.       Gálatas e Romanos. Gálatas é a epístola paulina que mais se apro­xima de Romanos. Podemos apre­sentar cerca de 25 passagens parale­las entre essas epístolas, defenden­do os mesmos ensinos (compare Rm 4.3 com Gl 3.6; Rm 4.10,11 com Gl 3.7). Ambas livraram o cristianis­mo de se tornar uma seita do judaís­mo. Se Romanos foi o estopim que incendiou toda a Europa do século XVI, com a Reforma Protestante, Gálatas foi para Lutero a pedra fun­damental usada contra a hierarquia e todo o ritualismo da Igreja Roma­na. Depois de Romanos, é o livro da Bíblia que exerceu mais influência na história do cristianismo.

 

 

 

3.       Atualidade de Gálatas. Como uma pequena carta, dirigida a uma comunidade cristã do pri­meiro século para resolver um pro­blema local, pode continuar sendo um poderoso e eficaz documento atual no limiar do terceiro milênio para suplantar um mal de tantos séculos? É porque o perigo do legalismo sempre existiu e sempre existirá durante toda a história do cristianismo. Sempre foi do ho­mem o desejo de conquistar a sal­vação por seus próprios esforços.

 

 

 

Por mais sincero que sejam os legalistas da Igreja da atualidade, devemos lembrar que os opositores contemporâneos do apóstolo Pau­lo, como muitos adeptos de seitas, vêm lutando contra a verdade do evangelho. Devemos tomar muito cuidado, pois, as aparências, formalismos, fanatismos, ritos e práti­cas legalistas não são características do cristianismo do Novo Testamen­to. Cristianismo é a religião da li­berdade cristã para servirmos a Deus em espírito e em verdade e não religião de ritos.

 

 

 

Se os Gálatas não fossem dura­mente corrigidos e continuassem a concordar e a praticar os ensinos dos judaizantes, o fundamento do evan­gelho desmoronaria. A fé em Cristo seria mais um dos passos da salva­ção e não o único. O evangelho em si mesmo seria deturpado (1.6-9). Paulo enxergou perigos ameaçadores diante da Igreja de Cristo em ex­pansão. A insistência dos Gálatas na observância de severas regras do ju­daísmo trariam efeitos colaterais. As distinções sutis entre os crentes ine­vitavelmente os arrastariam para: "fé em Cristo é bom, mas uma pessoa circuncidada que guarda a lei judai­ca... é muito melhor?". Bem cedo, tais ensinos contagiaram dois estimados apóstolos, Pedro e Barnabé. Crentes circuncidados consideravam os não-círcuncidados como cidadãos de se­gunda classe. A epístola aos Gálatas, então, é um golpe duro contra os pe­rigos sutis que podiam perverter o evangelho e dividir a Igreja.

 

 

 

O legalismo é, conforme defi­ne o Dicionário Teológico, CPAD, a "tendência a se reduzir a fé cris­tã aos aspectos puramente materi­ais e formais das observâncias, prá­ticas e obrigações eclesiásticas". A epístola foi escrita contra o lega­lismo do judaísmo, ritualismo, romanismo e toda a forma de exterioridade como exigência para a salvação e que venha ameaçar a liberdade e a espiritualidade do evangelho. Seu ensino está em con­sonância com as demais epístolas paulinas, especialmente com Rm 14, Ef 2 e Cl 2 (confira).

 

 

 

Os trechos de 2.11-14 e 4.10 mostram-nos quão grande era o caos nas igrejas da Galácia. O concilio, ocorrido por volta de 48 d. C, tratou de determinar o quanto do judaísmo os cren­tes gentios precisavam observar apenas que se abstivessem das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, é da fornicação. (Ler At 15.20,29.)

 

 

 

esboço 

I. Introdução 1:1-10 

A. Saudação 1:1-5 

B. A denúncia 1:6-10 

II. Defesa pessoal do evangelho de Paulo 01:11-02:21 

A. Independência de outros apóstolos 1:11-24 

1. A fonte do evangelho de Paulo 1:11-17 

2. Os eventos do ministério inicial de Paulo 1:18-24 

B. A interdependência com outros apóstolos 2:1-10 

C. Correção de outro apóstolo 2:11-21 

III. Afirmação teológica da salvação pela fé 03:01-04:31 

A. Vindication do ch doutrina. 3 

1. O argumento experiencial 3:1-5 

2. O argumento bíblico 3:6-14 

3. O argumento lógico 3:15-29 

B. Clarificação do ch doutrina. 4 

1. A ilustração doméstica 4:1-11 

2. A ilustração histórica 4:12-20 

3. A figura bíblica 4:21-31 

IV. A aplicação prática à vida cristã 05:01-06:10 

A. Balance no ch vida cristã. 5 

1. Viver sem a Lei 5:1-12 

2. Viver sem licença 5:13-15 

3. Vivendo pelo Espírito Santo 5:16-26 

B. Responsabilidades da vida cristã 6:1-10 

1. Toward cristãos Sinning 06:01 

2. Toward cristãos sobrecarregados 6:2-5 

3. Toward professores 6:6-9 

4. Toward todas as pessoas 06:10 

V. Conclusão 6:11-18 

 

 

                                               CARTAS AOS EFESIOS

introdução

Antecedentes históricos 

Quase todos os cristãos acreditavam na autoria paulina de Efésios até o século XIX, quando a crítica bíblica destrutiva ganhou muita influência (cf. 1:1; 3:1). [1] Os críticos construiu um caso contra a autoria paulina de recursos lingüísticos e estilísticos, comparações literárias principalmente com Colossenses, a evidência histórica e peculiaridades doutrinárias. 

"Quando todas as objeções são cuidadosamente considerado, será visto que o peso da evidência é insuficiente para derrubar o atestado externa esmagadora a autoria paulina, e próprias reivindicações da Epístola". [2]

A maioria dos estudiosos do Novo Testamento conservadores manter a tradição que Paulo escreveu Efésios, juntamente com Colossenses, Filemon e Filipenses, o outro "Prison Epístolas", durante a sua primeira prisão romana, AD 60-62 (3:1, 4:1, 6: 20;. cf Atos 28:16-31). Durante esse tempo, Paulo estava em prisão domiciliar. Ele viveu em seus próprios quartos alugados sob a guarda de soldados romanos. Ele poderia ter visitantes e poderia ministro sem obstáculos, na medida do seu confinamento permitida (Atos 28:16, 30-31). Ele não estava acorrentado em uma cela de prisão, neste momento, já que ele foi durante a sua segunda prisão romana, quando escreveu 2 Timóteo (cf. 2 Tm. 1:16). Para alguns intérpretes, a referência a Paul ter enviado recentemente Tíquico a Éfeso em 2 Timóteo 4:12 parece colocar a composição de Efésios na segunda prisão (cf. Ef. 6:21-22). No entanto, as semelhanças entre Efésios e Colossenses, levaram a maioria dos estudiosos a concluir que Paulo escreveu estas duas cartas ao mesmo tempo. [3] A evidência para o fato de ter escrito Colossenses e Filemon durante a primeira prisão é forte. 

"Efésios dá muito a mesma relação com Colossenses que Romanos faz com Gálatas, um tratamento mais completo do mesmo tema geral de uma forma mais distanciada e impessoal". [4]

Robertson acredita Paulo escreveu Colossenses antes Efésios. 

Paulo sabia Éfeso ea igreja naquela cidade também. Ele ministrou na Ásia Menor, da província romana da qual Éfeso era a capital, com Éfeso como seu quartel-general, por cerca de três anos, AD 53-56 (Atos 19:01-20:01). Parece que ele enviou esta carta à igreja de Éfeso para que os cristãos não haveria posteriormente distribuí-la entre as outras igrejas. [5]. 

Pelo menos três outros livros do Novo Testamento foi o primeiro a Éfeso: 1 e 2 Timóteo, e Apocalipse (cf. Ap 2:1). O Evangelho de João e seus três epístolas provavelmente fez bem. Tíquico evidentemente entregue esta carta para a igreja de Éfeso (Ef 6:21-22).

propósito 

Freqüentes referências de Paulo à Igreja como um mistério (segredo), até então desconhecido, mas agora revelado, identificar principal objetivo do apóstolo, por escrito, tendo sido a exposição do mistério da Igreja (1:9; 3:3-4, 9; 5:32; 6:19). Sua ênfase na igreja como o corpo de Cristo em que ambos os crentes judeus e gentios são um sugere que Paulo escreveu para promover a unidade na igreja de Éfeso e na Igreja universal. A ênfase na importância do amor também é forte. [6] Mais de um sexto de referências de Paulo ao amor em suas 13 epístolas ocorrer em Efésios. Isso também mostra que ele queria promover a unidade dos cristãos na igreja. 

"Possivelmente percebendo que os efésios estavam começando a abandonar o seu primeiro amor, Paulo escreveu esta carta para incentivá-los a amar a Deus e seus companheiros santos mais profundamente." [7]."A carta se concentra no que Deus fez por meio da obra histórica de Jesus Cristo e não por meio de seu Espírito, hoje, a fim de construir sua nova sociedade em meio à idade". [8]

 

 

 

CARTA À IGREJA DE ÉFESO (2.1-7)

 

 

 

1. Destino (2.1a)

 

 

 

A primeira carta foi escrita ao anjo da igreja que está em Éfeso, (João é informado de que as sete estrelas representam os anjos das sete igrejas. Uma vez que a palavra grega angelos significa "mensageiro" e é claramente usada para mensageiros humanos em Lc 7.24; 9.52 e Tg 2.25, muitos acreditam que a referên­cia aqui seja aos mensageiros que seriam enviados com as cartas às sete igrejas — talvez delegados que vieram daqueles lugares para visitar João — ou mais simplesmente, os "pastores" das igrejas. Essa idéia é contestada, visto que nas mais de 60 vezes que a palavra angelos é usada nesse livro dissociada da conexão com as igrejas, ela sempre se refere a seres sobre-humanos. Swete conclui: "Há, portanto, uma forte conjectura de que os angeloi ton ecclesion são 'anjos' no sentido que a palavra tem em outras partes do livro". Charles concorda plenamente. Swete também não concorda em identificá-los como "anjos guardiões" das igrejas. Ele finalmente chega a uma conclusão: "Conseqüen­temente, a única interpretação que sobra é a que entende que esses anjos são duplicatas ou contrapartes celestiais das sete Igrejas, que, assim, vêm a ser identificadas com as próprias Igrejas".Provavelmente, mais aceitável é o ponto de vista de Erdman de que "anjo" é "o espírito predominante" na igreja, "uma personificação do caráter, temperamento e conduta da igreja".

 

Parece que um ponto de vista melhor formulado é o de Alfred Plummer. Ele escreve: "A identificação do anjo de cada igreja com a própria Igreja é mostrada de uma maneira marcante pelo fato de, embora cada epístola ser dirigida ao anjo, ainda assim, a estrofe recorrente seja: "ouça o que o Espírito diz às igrejas", não "aos anjos das igrejas". O anjo e a Igreja são os mesmos sob diferentes aspectos: um no seu caráter espiritual personifi­cado; o outro, na congregação dos crentes que coletivamente possuem esse caráter.

 

Mas nos perguntamos se essa interpretação deixa espaço adequado para a distinção entre as estrelas e os castiçais. Este comentarista é relutante em desistir da visão popu­lar de que os anjos são os pastores das igrejas — um pensamento grandemente confortador: eles são guardados nas próprias mãos de Cristo.).

 

Essa era a cidade principal da província da Ásia, do lado oeste da Ásia Menor. Na época em que João a escreveu, essa cidade era um grande porto, situ­ado perto da boca do rio Caister. Caravanas nas estradas romanas do norte, leste e sul convergiam aqui, para deixar suas cargas em navios que velejavam para o oeste em direção a Corinto ou mesmo até a Itália. Éfeso era uma metrópole agitada. Essa cidade era a porta de entrada da Ásia. O procônsul precisava desembarcar aqui quando iniciava o seu ofício como governador da Ásia. Ao mesmo tempo, ela era a estrada principal para Roma. No início do segundo século, quando os cristãos estavam sendo enviados por navio para Roma para alimentar os leões, Inácio chamou Éfeso de a Rota dos Mártires.

 

Politicamente, Éfeso era uma cidade livre. Isso significava que ela desfrutava de uma medida considerável de autonomia autônomo. Nessa cidade também ocorriam os famosos jogos anuais.

 

Na área da religião, Éfeso era o centro de adoração de Ártemis. Seu templo era uma das sete maravilhas do mundo antigo. Éfeso era chamada de "A Luz da Ásia". Contudo, ela era uma cidade pagã, repleta de trevas da superstição pagã. Swete escreve: "A cidade era um canteiro de ritu­ais e superstições, um local de encontro do ocidente e do oriente, onde gregos, romanos e asiáticos se acotovelavam nas ruas".

 

Por causa da sua importância estratégica, Paulo havia passado mais tempo aqui (perto de três anos, At 20.31) do que em qualquer outro lugar nas suas três viagens missionárias. Ele fez muitos convertidos, tanto judeus quanto gentios (At 19.10) e construiu uma igreja forte. Nos anos 60 d.C, Timóteo foi colocado lá (1 Tm 1.3). A tradição da Igreja Primitiva afirma que João passou os últimos anos da sua vida nesse terceiro grande centro do cristianismo (depois de Jerusalém e Antioquia).

 

Hoje essa metrópole poderosa do passado é um monte de ruínas. O rio Caister en­cheu o porto com lodo, de maneira que a cidade é somente um pântano de juncos. O mar fica a cerca de dez quilômetros de distância.

 

Há três razões lógicas para João escrever primeiro para a igreja de Éfeso.

 

a) Ela era a principal igreja na Ásia e estava situada na principal cidade da província,

 

b) Ela era a cidade mais próxima de Patmos, a cerca de 100 quilômetros. Ela seria a primeira cidade a ser alcançada pelo mensageiro que levava essas cartas,

 

c) Ela era a igreja-mãe de João. O idoso apóstolo estava indubitavelmente pensando acerca das necessidades e problemas dessa igreja, bem como das outras seis igrejas que podem ter estado sob a sua jurisdição.

 

 

 

2. Autor (2.16)

 

 

 

O Autor divino dessas sete cartas é Jesus Cristo. No início de cada epístola, após a saudação, Ele é descrito de uma maneira singular e que se ajusta à mensagem dessa carta. Cada vez o Autor é apresentado com as palavras: Isto diz. Então segue a descrição do Senhor glorificado. Swete diz o seguinte a respeito dessa fórmula introdutória: "Ela é seguida em cada caso por uma descrição de um Locutor, em que Ele é caracteriza­do por um ou mais dos aspectos da visão do capítulo 1 [...] ou por um ou mais dos seus títulos [...] os aspectos ou títulos escolhidos parecem corresponder com as circunstâncias da igreja a que a carta está sendo dirigida". Mas, ele também observa: "Para a Igreja de Éfeso, a mãe das igrejas da Ásia, o Senhor escreve debaixo de títulos que expressam sua relação com as igrejas em geral".

 

Nesse versículo, Ele é descrito da seguinte maneira: aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro. Isso nos leva de volta à descrição de Cristo em 1.12-20. Embora os castiçais (candelabros) sejam claramente identificados por Jesus como que simbolizando as igrejas, a interpretação das estrelas como "anjos" é explicada de maneira variada. Deve­mos confessar que temos uma forte afinidade com o ponto de vista apresentado por Richardson. Depois de identificar os "anjos" como mensageiros e sete como que signifi­cando "totalidade", ele diz: "Todos os verdadeiros ministros de todas as igrejas estão nas mãos de Cristo [...] A medida que Cristo se move no meio das igrejas, Ele segura os ministros nas suas mãos". Se essa interpretação pode ser aceita, ela fornece grande consolo ao pastor sobrecarregado.

 

 

 

3. Aprovação (2.2-3, 6)

 

 

 

Deus nunca está desatento ao que fazemos por Ele. Jesus diz à igreja de Éfeso: Eu sei (2). Sempre é um conforto lembrar que nosso Senhor nos conhece corretamente.

 

A igreja de Éfeso é primeiramente elogiada por suas obras. Encontramos isso nova­mente em 2.19; 3.1,8,15. Trabalho (kopos) é um termo forte. Barclay diz que ele descre­ve "trabalho até suar; trabalho até ficar exausto; o tipo de labuta que suga toda a energia e mente que um homem possui".

 

Paciência dificilmente é uma tradução adequada para a palavra grega aqui, que significa "persistência imperturbável". Barclaycomenta: "Hupomone não é a paciência inflexível que resignadamente aceita as coisas, e que curva sua cabeça quando preocupações aparecem. Hupomone é a bravura corajosa que aceita sofrimento, privação e perda e os transforma em graça e glória".

 

Smith faz uma observação interessante acerca desses três termos usados aqui. Ele escreve: "Fé, esperança e amorlamentavelmente estão faltando aqui. Contraste essa igreja com a de Tessalonicenses: Éfeso tinha obras, mas não obras de fé; trabalho, mas não trabalho de amor; paciência, mas não paciência de amor" (1 Ts 1.3). Ele então torna essa declaração significativa: "Não é demais dizer que uma igreja pode ter todas essas virtudes mencionadas e mesmo assim estar destituída de vida espiritual". Poderíamos acrescentar o seguinte: e o mesmo vale para cada indivíduo.

 

A igreja de Éfeso não era apenas diligente, mas também cautelosa em termos de disciplina: ela não podia sofrer ("suportar", ARA; "tolerar", NVI) os maus. Diferentemente de Corinto, ela não tolerava o pecado dentro da igreja. Ela havia colocado à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e os havia achado mentirosos. A íntima conexão dessas cláusulas sugere que os maus devem ser identificados com os falsos após­tolos. Swete explica quem eram essas pessoas: "Os falsos mestres afirmavam ser apostoloi num sentido mais amplo, mestres itinerantes com uma missão que os colocava num nível mais elevado do que os anciãos locais" (cf. 1 Co 12.28; Ef4.11).

 

Esses apóstolos itinerantes se tornaram um verdadeiro problema na Igreja Primitiva. Evidentemente, era requerido que levassem "cartas de recomendação" de alguma igreja estabelecida (2 Co 3.1). Em sua primeira epístola, João adverte: "provai [testai] se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1 Jo 4.1). O Didaquê, escrita em meados do segundo século, relata como esses itinerantes deveriam ser testados: "E cada apóstolo que vem a vocês, que seja recebido como o Se­nhor; mas ele não deverá permanecer mais do que um dia; se, no entanto, for necessário, que fique mais um dia; mas se permanecer três dias, ele é falso profeta". Em outras palavras, ele não deve se aproveitar da hospitalidade da igreja.

 

No melhor manuscrito grego, tens paciência (3) vem antes de sofreste, que está conectado com pelo meu nome; ou seja: "Vocês têm pacientemente sofrido por causa do meu nome". E trabalhaste pelo meu nome e não te cansaste no grego significa sim­plesmente: "e vocês não têm desfalecido". Os cristãos de Éfeso eram obreiros incansáveis.

 

Acerca da descrição da igreja em Éfeso, Ramsay escreve: "O melhor comentário dis­so é encontrado na carta de Inácio aos Efésios [...] As características que ele elogia na Igreja de Éfeso são as mesmas que São João menciona [...] 'Devo ser treinado para a disputa convosco na fé, na admoestação, na perseverança e na longanimidade' (v. 3): 'porque todos vós viveis de acordo com a verdade e nenhuma heresia tem se alojado no meio de vós' (v. 6)".

 

A igreja em Éfeso é também aprovada porque aborrece as obras dos nicolaítas (6). Não se sabe ao certo quem eram essas pessoas (Eles são mencionados novamente no v. 15). Irineu (cerca de 180 d.C.) diz que eles foram estabelecidos por Nicolau de Antioquia, mencionado em Atos 6.5. Mas Clemente de Alexandria questiona isso. Depois de discutir as várias teorias, Swete conclui: "Como um todo parece melhor aceitar a suposição de que um partido levando esse nome existia na Ásia quando o Apocalipse foi escrito, quer devesse sua origem a Nicolau de Antioquia, que não é improvável [...] ou a algum outro falso mestre com esse nome".

 

Na expressão as quais eu também aborreço, Swete faz esta observação pertinen­te: "Aborrecer obras más [...] é uma verdadeira contrapartida do amor ao bem e ambos são divinos".

 

 

 

4. Censura (2.4)

 

 

 

O grande Cabeça da Igreja viu apenas uma coisa errada na congregação em Éfeso. Embora essa congregação fosse ortodoxa, perseverante e zelosa, ela carecia do amor. Sem isso, tudo o mais era em vão.

 

A tradução da KJV minimiza a seriedade da acusação ao inserir em itálico a pala­vra somewhat (depois substituída por something,que quer dizer "algo" ou "alguma coisa"). Isso distorce a afirmação do original. O grego diz: "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor" (cf. ARA), como é o titulo da nossa lição dominical. Isso não era um insignificante "alguma coisa". O texto seguinte mostra que a situação era uma completa tragédia, requerendo um remédio drástico.

 

Muitas vezes é dito que a igreja de Éfeso tinha "perdido" seu primeiro amor. Mas, não é isso que o texto diz. Lemos: que deixaste[o teu primeiro amor]. O verbo é aphiemi, que significa "deixar ir, mandar embora, desistir, abandonar". Tudo isso sugere uma negligência voluntária. É por isso que se exigiu o arrependimento. Pecados de omissão podem ser tão fatais em suas conseqüências quanto que pecados de ação.

 

O que era essa primeira caridade que a igreja de Éfeso havia deixado? Quase todos os comentaristas concordam que a palavraprimeira precisa ser interpretada cronologicamente: esse era o amor da igreja primitiva em Éfeso, especialmente durante os dias do ministério de Paulo ali (cf. At 19.20; 20.37). A tentativa de alguns de interpretá-la qualitativamente como que significando "amor de primeira classe" não parece encon­trar apoio adequado na palavra grega usada aqui. É verdade que ela pode significar "principal" ou "superior". Mas a idéia é de prioridade e não de qualidade.

 

O termo caridade (ou "amor") é interpretado pela maioria como significando "amor fraternal". Os Pais gregos da Igreja Primitiva acreditavam que a referência era à falta de cuidado pelos irmãos pobres. Outros associam essa passagem a Jeremias 2.2, em que Deus acusa Israel de ter esquecido "do teu amor quando noiva". Isto é, os Efésios haviam deixado o seu amor por Cristo. A melhor proposta é a posição inclusiva de Charles R. Erdman: "Esse era o amor por Cristo e o amor pelos companheiros cristãos. Os dois aspectos são inseparáveis".

 

Inevitavelmente aparece uma pergunta: Porventura, o zelo da igreja de Éfeso na sua defesa pela ortodoxia contribuiu para a perda do amor? Isso é bem provável. Ao defender a verdade e disciplinar membros instáveis, é fácil desenvolver um espírito severo e crítico que acaba destruindo o amor. E, com freqüência, quando o calor do amor divino desaparece, as pessoas tornam-se mais zelosas na luta por doutrinas e padrões ortodoxos. Esse é um perigo contra o qual todos devem vigiar.

 

 

 

5. Exortação (2.5)

 

 

 

O primeiro passo de volta para Deus é: Lembra-te (5). Lembra-te dos dias passados de bênção espiritual. Essa igreja tinha caído,não meramente tropeçado. Ela estava abatida. Esse era o caso do filho pródigo, de um modo geral. Mas ele lembrou-se (Lc 15.17) e voltou.

 

De que maneira essa igreja poderia se levantar outra vez? A resposta é: arrepende-te. Isso significa "mude sua mente". Entãopratica as primeiras obras; isto é, creia e obedeça. Hebreus 6.1 fala do "funda­mento do arrependimento [...] e de fé em Deus". Essa é evidentemente a combinação aqui. Swete ressalta que lembra-te, arrepende-te pratica "obedecem aos três está­gios na história da conversão".

 

Se a igreja de Éfeso rejeitasse ou falhasse em se arrepender e praticar as primeiras obras, Jesus advertiu: brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Isto é, a igreja de Éfeso deixaria de existir como congregação cristã. Isso finalmente ocorreu em uma época posterior, mas a advertên­cia foi evidentemente anunciada naquela época. Cerca de 20 anos mais tarde Inácio escreveu aos Efésios: "Dei as boas-vindas à sua igreja que se tornou tão estimada entre nós por causa da sua natureza honesta, marcada pela fé em Jesus Cristo, nosso Salva­dor, e pelo amor a Ele".

 

A igreja teria uma oportunidade justificada de se arrepender. Swete observa que a palavra grega para tirarei pode ser entendida como indicando "ponderação e calma judi­cial; não haveria um extermínio em um momento de raiva, mas um movimento que acaba­ria na perda do lugar que a Igreja tinha sido chamada a cumprir; a não ser que houvesse uma mudança para melhor, as primeiras sete lâmpadas da Ásia desapareceriam".

 

 

 

6. Convite (2.7a)

 

 

 

A exortação Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas ocorre em cada uma das sete cartas. Nas três primeiras, a exortação precede a promessa ao vencedor. Nas últimas quatro, a exortação vem após a promessa. Veja também 13.9.

 

Esse é um eco das palavras de Jesus nos evangelhos, quando ele diz: "Quem tem ouvidos para ouvir ouça" (Mt 11.15; 13.9, 43; Mc 4.9, 23; Lc 8.8; 14.35).

 

 

 

7. Recompensa (2.76)

 

 

 

Em cada carta há uma promessa para aquele que vence. O verbo ocorre freqüentemente no livro de Apocalipse, cujo tema principal é a Igreja, por meio de Cristo, vencendo todo mal. Swete diz que o termo indica " 'o vencedor', o membro vitorioso da Igreja, como tal, à parte de todas as circunstâncias".

 

A promessa aqui para o vencedor é que ele terá o direito de comer da árvore da vida. Adão falhou quando testado e perdeu esse direito. Agora esse direito é prometido àqueles que serão fiéis diante da tentação. Swete comenta: "Comer da árvore é desfrutar de tudo o que a vida futura tem a oferecer para a humanidade redimida".

 

A palavra paraíso obviamente nos leva de volta ao Éden, onde a árvore da vida é mencionada primeiramente como estando "no meio do jardim" (Gn 2.9). Agora lemos que ela está no meio do paraíso de Deus. Acerca do significado desse termo Swete observa: "O 'Paraíso' do N.T. ou é o estado dos mortos abençoados (Lc 23.43) ou uma esfera supramundana identificada com o terceiro céu para o qual as pessoas chegam em um êxtase (2 Co 12.2ss); ou, como aqui, a alegria final dos santos na presença de Deus e de Cristo".

 

Na mensagem para Éfeso vemos:

 

1) A insuficiência das obras (w. 2,3);

 

2) A necessi­dade do amor (v. 4);

 

3) A natureza do arrependimento (v. 5).

 

 

 

Bibliografia R. Earle

 

 

 

 

 

esboço 

I. Saudação 1:1-2 

II. O cristão está chamando 01:03 - 03:21 

A. Individual chamando 1:03-02:10 

1 A propósito:. Glória 1:3-14 

. 2 O significa: conhecimento 1:15-23 

3 O motivo:. Graça 2:1-10 

B. Corporativo chamando 02:11-03:19 

1. Unidade Present 2:11-22 

2. Ignorância Passado 3:1-13 

3. Compreensão Futuro 3:14-19 

C. Doxologia 3:20-21 

III. A conduta do cristão 4:01-06:20

 

A. caminhada espiritual 04:01-06:09 

1. Andar em unidade 4:1-16 

2. Andar em santidade 4:17-32 

3. Andar em amor 5:1-6 

4. Andar na luz 5:7-14 

5. Andar em sabedoria 05:15-06:09 

B. A guerra espiritual 6:10-20 

IV. conclusão 6:21-24

 

                                 CARTA AOS FILIPENSSES

Introdução 

Antecedentes Históricos 

O Nome da Cidade de Filipos era originalmente Krinides (molas Literatura). Ele. ficou cerca de 10 Milhas par o interior do Mar Egeu, na Província romana da Macedónia. Em 356 aC Filipe II, rei da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande, rebatizou a Cidade DEPOIS de si MESMO e ampliou. 

Em 42 aC OS ROMANOS Octavian, Antony e Lépido derrotado Brutus e Cassius los UMA Batalha travada apenas AO oeste de Filipos. APOS ESSA Batalha Filipos se tornou UMA colônia militar. Batalhas subsequentes 42 e 31 aC resultou los Filipos recebendo Estado AINDA Mais Elevado. Os cidadaos gostava de Governo Autônomo, a Imunidade de Impostos, e Tratamento Como se vivessem na Itália. [1] Alguns comentaristas TEM Visto Indicações fazer Orgulho dos filipenses tiveram los SUA Cidade, EM Atos 16:20-21 e Filipenses 1:27 e 3: 20. A DESCRIÇÃO de Lucas de Filipos Como "Cidade principais do Distrito da Macedônia" (Atos 16:12) provavelmente se, comunique a seu status colonial, Uma Vez Que era uma colônia romana Única na área. Anfípolis era uma capital do Distrito, e Tessalônica era uma capital da Província. 

A Via Egnatia, principal Rodovia de Roma par o leste, percorreu Philippi e Trouxe Muito Comércio e muitos Viajantes a Filipos. TAMBEM NAS próximidades Gangites (moderno angeíte) outra era Rio Vantagem naturais, Uma Vez Que constitui UMA outra via Antiga (cf. Atos 16:13). 

A História da Fundação da Igreja los Filipos Aparece los Atos 16. Filipos was a Primeira Cidade los Opaco Paulo pregou DEPOIS Que elementos cruzou o Mar Egeu de Tróade e Entrou o Opaco Hoje chamamos Europa. Entao, EM 50 dC, uma Cidade Teve alguns moradores judeus e OS Primeiros convertidos FORAM Lídia, Uma Mulher de Negócios Gentile de Tiatira, na Província da Ásia Menor, EO carcereiro de Filipos. A Igreja, evidentemente, se reuniu na casa de Lydia não Início (Atos 16:15). Companheiros de Paulo na SUA Primeira Visita a Filipos incluido Silas, Timóteo e Lucas. Lucas PODE ter ficado los Filipos parágrafo estabelecer OS Novos convertidos QUANDO OS OUTROS Membros da Equipe Missionária de Paulo Mudou-se par Tessalônica. Lucas Caiu o USO de "nãos" de Atos 17:01 ATRAVES 20:04. Os cristãos de Filipos enviou Apoio Financeiro a Paulo los Tessalônica Mais de UMA Vez (Filipenses 4:15-16). 

Provavelmente Paulo visitou Filipos Novamente Durante SUA Terceira Viagem Missionária, EM 57 dC. Ele. viajou de Éfeso a Corinto POR terra e, EM SEGUIDA, a Partir de Corinto Volta a Mileto, EM SUA maioria POR terra. De la, elemento Tomou hum Navio parágrafo Jerusalém. A rota terrestre Tomou los Ambas ocasiões como o térios levado atraves de Filipe. 

Nenhuma pergunta Séria sobre uma autoria paulina Desta Epístola surgiu Ate O Século XIX. Paul alegou ter Escrito (Filipenses 1:01), e como REFERÊNCIAS um SEUs conhecidos, eventos A Vida los SUA, e SUA Maneira de Pensar Todos apontam parágrafo elemento Como o Escritor. 

O apóstolo estava Preso QUANDO ESTA escreveu carta (Filipenses 1:07, 13, 16). Como REFERÊNCIAS A Guarda do Palácio (01:13) e casa de César (4:22), levaram a maioria dos Intérpretes de concluir Opaco Paulo escreveu de Roma (cf. 1:19-24; 02:24), embora alguns Autores TEM UMA defendido cesariana Origem parágrafo ESTA Epístola. [2] Alguns also TEM defendido Éfeso Como Sendo o local, de Origem. [3] A Marcionita Prologue (ca. 170 dC) REFERÊ-se a Paulo Escrevendo Filipenses de Roma. Evidentemente, elemento Durante fez um SUA Primeira Prisão romana (AD 60-62), Durante o quali elementos also escreveu Efésios, Colossenses e Filemom, A Outra Prisão Epístolas. Gordon Fee acreditava Opaco uma Evidência interna de Filipenses Colocasia um SUA Escrita Para O FIM dEste PERÍODO. [4] 

O Objetivo diretor Paulo tinha los Mente AO escrever ESTA Epístola parece ter Sido parágrafo tranquilizar Filipenses. Epafrodito, um QUEM tinha enviado com hum Presente parágrafo Paulo e Pará ministrar como SUAS Necessidades de Prisão, havia se RECUPERADO DE UMA Doença de túmulo e estava Prestes a voltar par Filipos. Paul construiu Epafrodito nos Olhos de SEUS Leitores (2:25-30), o Opaco SUGERE Opaco ELES PODEM Não Te-lo apreciado adequadamente POR sândalo Motivo. Razões secundarias par o envio Desta carta incluem agradecendo o dom filipenses a Paulo na Prisão (4:10-14) e anunciando Visita aproximando de Timóteo (2:19). Robert Lightner sugeriu Opaco O Livro "PODE Ser Chamado de UMA nota de agradecimento AOS santos los Filipos parágrafo OS SEUS presentes generosos". [5] Paulo also queria explicar Seu Desejo de revisitar SEUS Leitores (02:24) Das e parágrafo LIDAR com o problem Duas Mulheres na Igreja Opaco precisavam conciliar (04:02). Um Comentarista identificado o Gênero Desta Epístola, Como UMA carta de amizade e de exortação moral. [6] 

Das epístolas de Paulo Tudo Filipenses E o Mais consistentemente Positiva e Pessoal. Ele. reflete hum Espírito alegre. Uma Exposição populares de Filipenses salienta a importancia de Viver com alegria, apesar Das circunstancias. [7] Paulo Localidade: Não repreendeu ESTA Igreja acentuadamente NEM se referir a QUALQUÉR hum dos principais Problemas na MESMA. SUAS advertências São de Natureza cautelar. Suá ocupação com Jesus Cristo also se Destaca. O Em 104 versos ha 51 REFERÊNCIAS AO Senhor Jesus POR Nome. A Há muitas tambem REFERÊNCIAS AO EVANGELHO (01:05, 7, 12, 27; 02:22; 04:03, 15) e na Comunhão Que da Filipenses Paulo e Os compartilhado nenhum Ministério do Evangelho (1:05​​, 7; 2: 1 ; 03:10; 04:14, 16). 

"... O Opaco e Mais perceptível Nesta carta E uma escassez Geral de Vocabulário Teológico Mais Especializado de Paulo ea raridade que explicativo 'Pará', Que è sempre hum Morto Opaco Paulo ESTA envolvido na argumentação Pesado". [8]

 

 

 

 

 

 A cidade de Filipos. Localizada no Norte da Grécia, foi fundada por Filipe II. Outras cidades como Anfípolis, Apolônia, Tessalônica e Bereia também faziam parte daquela região (At 17.1,10). Filipos, porém, era uma colônia romana (At 16.12) e um importante centro mercantil, pois estava situada no cruzamento das rotas comerciais entre a Europa e a Ásia.

 

 O Evangelho chega à Filipos. Por volta do ano 52 d.C, o apóstolo Paulo, acompanhado por Silas e Timóteo, empreendeu uma segunda viagem missionária (At 15.40; 16.1-3). Ao entrar numa cidade estrangeira, a estratégia usada por Paulo para anunciar o Evangelho era sempre a mesma: dirigir-se em primeiro lugar a uma sinagoga. Ali, o apóstolo esperava encontrar judeus dispostos a ouvi-lo. Mas, na sinagoga de Filipos, havia uma comunidade não muito inclinada a escutá-lo. Por isso, Paulo concentrou-se num lugar público e informal para falar a homens e mulheres desejosos por discutir assuntos religiosos.

 

“[Filipos]

 

A cidade de Filipos foi fundada em 360 a.C. por Filipe da Macedônia. Foi construída na aldeia de Krenides em Trácia e serviu como um centro militar significativo. Quando Roma conquistou a área duzentos anos mais tarde, Filipos se tornou a principal cidade na Macedônia, um dos quatro distritos romanos do que é hoje conhecido como a Grécia. Lá, aconteceu a famosa batalha entre os exércitos de Brutus e Cassius e aqueles de Otávio e Marco Antônio (42 a.C.). A vitória de Otávio levou ao estabelecimento do Império Romano, e ele é lembrado pelo nome sob o qual governou aquele império — Augustus. Filipos floresceu como uma cidade colonial no Império Romano; é a única cidade romana chamada de ‘colônia’ no Novo Testamento (At 16.12). Muitos veteranos de guerras romanas, particularmente do conflito mais antigo entre Antônio e Otávio, povoaram este lugar, tendo recebido porções de terras por seu serviço a Roma. A cidade teve orgulho deste estado como uma colônia romana, desfrutando dos privilégios de isenção de impostos. Promoveu o latim como sua língua oficial e modelou muitas de suas instituições segundo as de Roma (por exemplo, o governo cívico). Os magistrados que Paulo e seus companheiros encontraram primeiro em Atos 16 trouxeram o título honorário de ‘pretores’. O sentimento de orgulho dos filipenses é evidente em Atos 16.21, onde vários cidadãos se referem a si mesmos como ‘Romanos’” (ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal:Novo Testamento. 4 ed., Vol. 2, RJ: CPAD, 2009, p.470).

 

 

 

 

 

Lá, o apóstolo encontrou Lídia, de Tiatira, uma comerciante que negociava púrpura (At 16.14). Ela se converteu a Cristo e levou o primeiro grupo de cristãos de Filipos a congregar-se em sua casa. No lar da irmã Lídia, a igreja começou a florescer (At 16.15-40).

 

 Data e local da autoria. Apesar das dificuldades para se referendar a data e o local da Epístola aos Filipenses, os especialistas em Novo Testamento dizem que a carta foi redigida entre os anos 60 e 63 d.C, provavelmente em Roma. Na ocasião, o apóstolo Paulo estava encarcerado numa prisão, e recebeu a visita de um membro da igreja em Filipos, chamado Epafrodito. Este chegara a ficar gravemente adoentado, “mas Deus se apiedou dele” que, agora recuperado, acabou por levar a mensagem do apóstolo aos filipenses.

 

 

 

                       AUTORIA E DESTINATÁRIOS

 

 

 

 Paulo e Timóteo. O nome de Timóteo aparece juntamente com o de Paulo na introdução da epístola filipense (v.1). Apesar de Timóteo ser apresentado como coautor da carta, a autoria principal pertence ao apóstolo Paulo. Este certamente tratou com Timóteo, seu discípulo, os assuntos expostos na carta. O apóstolo Paulo também não desfrutava de boa saúde, e este fato fazia com que dependesse constantemente da ajuda de um auxiliar na composição de seus escritos (Rm 16.22; 1Co 1.1; Cl 1.1).

 

 Os destinatários da carta: “todos os santos”. Paulo chama os cristãos de Filipos de “santos” (v.1). Isto é, aqueles que foram salvos e separados, por Deus, para viver uma nova vida em Cristo. Este era o tratamento comum dado por Paulo às igrejas (Rm 1.7; 1Co 1.2). Quando o apóstolo dos gentios usa a expressão “em Cristo Jesus”, ele quer ilustrar a relação íntima dos crentes com o Cristo de Deus — semelhante ao recurso usado por Jesus quando da ilustração da “videira e os ramos” (cf. Jo 15.1-7).

 

 Alguns destinatários distintos: “bispos e diáconos”. A distinção entre “bispos e diáconos” expressa a preocupação paulina quanto à liderança espiritual da igreja (v.1). O modelo de liderança adotado pelas igrejas do primeiro século funcionava assim: os “bispos” eram responsáveis pelas necessidades espirituais da igreja local e os “diáconos” pelo serviço à igreja sob a supervisão dos bispos.

 

 

 

AÇÃO DE GRAÇAS E PETIÇÃO PELA IGREJA DE FILIPOS (1.3-11)

 

 

 

 As razões pela ação de graças. “Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós” (v.3). A razão de o apóstolo Paulo lembrar-se dos filipenses nas suas orações, e alegrar-se por isto, foi a compaixão deles para com o apóstolo quando da sua prisão, defesa e confirmação do Evangelho (v.7). Esta lembrança fortalecia Paulo na sua solidão, pois, apesar de estar longe fisicamente dos filipenses, aproximava-se deles pela oração, onde não há fronteiras.

 

 Uma oração de gratidão (vv.3-8). Paulo lembra a experiência amarga sofrida juntamente com Silas em Filipos (v.7). Eles foram arrastados à presença das autoridades, açoitados em público, condenados sumariamente e jogados no cárcere, tendo os pés atados ao tronco (At 16.19,23,24). Essa dura experiência fez o apóstolo recordar o grande livramento de Deus concedido a ele, a Silas e ao carcereiro (At 16.27-33).

 

Os filipenses participaram das aflições do apóstolo e proveram-no, inclusive, de recursos financeiros (4.15-18), ao passo que os coríntios fecharam-lhe as mãos (1Co 9.8-12). Por isso, quando lemos a Epístola aos Filipenses percebemos o amor, a amizade e a grande estima que Paulo nutria para com aquela igreja (v.8).

 

 Uma oração de petição (vv.9-11). Após agradecer a Deus pelos filipenses, o apóstolo passa a rogar a Deus por eles:

 

a) Que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento (v.9). O desejo do apóstolo é que o amor cresça e se desenvolva de modo mais profundo, levando cada crente em Filipos a ter um maior conhecimento de Cristo.

 

b) Para que aproveis as coisas excelentes para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de Cristo (v.10). Paulo intercedia pelos filipenses, pedindo ao Senhor que lhes concedesse a capacidade de discernir entre o certo e o errado. Esta capacidade fará do crente uma pessoa sincera e sem escândalo até a volta do Senhor.

 

c) Cheios de frutos de justiça (v.11). O apóstolo desejava que os crentes filipenses não fossem estéreis, mas cheios do fruto da justiça para a glória de Deus. A justiça que vem de Deus manifesta-se com perfeição no caráter e nas obras do crente.As adversidades ministeriais na vida do apóstolo Paulo eram amenizadas na demonstração de amor das igrejas plantadas por ele. Ao longo deste trimestre, veremos o quanto a igreja de Filipos foi pastoreada por aquele que não media esforços nem limites para proclamar o Evangelho: o apóstolo Paulo.

 

 

 

 

 

Paulo e a Igreja de Filipos. A Carta do Apóstolo Paulo aos Filipenses é o assunto deste trimestre. Para planejarmos com eficiência a aula de cada lição, precisamos considerar o contexto histórico da Epístola. Mas, antes, é de bom alvitre ler toda a Carta. Assim, o professor se apropriará do panorama geral da Epístola. Em seguida, sua atenção deve se voltar para as seguintes questões: a cidade de Filipos, as circunstâncias sociais da redação da Epístola e o seu propósito.

 

Filipos foi a primeira cidade européia a receber o Evangelho (At 16.6-40). Foi na casa de uma negociante de púrpura, Lídia, que se estabeleceu o primeiro núcleo da comunidade cristã fundada por Paulo em Filipos. O apóstolo visitou a cidade muitas vezes, quando das suas viagens para a Macedônia.Quando o apóstolo Paulo escreveu a Epístola aos Filipenses, ele achava-se preso. Correntes, pés presos aos troncos, solidão e longos períodos de prisão são umas das muitas consequências daquilo que significava ser preso no Novo Testamento. O sofrimento na prisão é um tema muito explorado pelo apóstolo nesta Epístola.

 

A Carta aos Filipenses retrata a assistência oferecida pela igreja ao apóstolo. Aqui está todo o contexto que impulsiona Paulo a redigir uma carta à comunidade que lhe assiste em tudo. A melhor maneira que o apóstolo encontrou de agradecer aquela igreja foi escrevendo a ela sobre o sentimento de gratidão que transbordara no seu coração pela generosidade da igreja filipense. Além desse motivo, podemos encontrar outros que constituem o propósito da Epístola:

 

 

 

(1) Agradecer a ajuda enviada pela comunidade filipense (2.25);

 

(2) informar a visita de Timóteo e explicar o motivo do retorno inesperado de Epafrodito (2.19-30);

 

(3) prevenir a comunidade cristã do perigo de se cultivar o “espírito” de competição, egoísmo e individualismo de alguns (2.1-4);

 

(4) alertar a comunidade de Filipos acerca dos pregadores judaizantes que depositavam a salvação nos costumes passageiros e na observação da Lei (3.2-11), como se esses elementos tivessem algum valor espiritual para conter os impulsos da carne (Cl 2.23).

 

Em sua Epístola aos Filipenses, o apóstolo Paulo mostra com vigor que a salvação não depende de observar a lei judaica e as suas tradições, mas apenas de Jesus Cristo, o Senhor Jesus é tanto o início como o fim da Lei. Ele é a própria Lei: “Misericórdia quero e não sacrifício” (Mateus 12.7).

 

 

 

Esboço 

I. Saudação 1:1-2 

II. Prólogo 1:3-26 

A. Ação de Graças 1:3-8 

B. Oração 1:9-11 

Relatório C. Progresso 1:12-26 

1. Paul Presente Prisão 1:12-18 

2. Antecipou a Libertação de Paulo 1:19-26 

III. Parceria nenhum Evangelho 01:27-04:09 

A. Um Passeio Digno 1:27-30 

B. Unidade e firmeza 2:01-04:01 

Andar cap Unidade los 1.. 2 

2. Andar na firmeza 03:01-04:01 

DIREITOS ESPECÍFICOS C. de Os 4:2-9 

1. Restaurar Unidade 4:2-3 

2. Manter um Tranqüilidade 4:4-9 

IV. Epílogo 4:10-20 

A. O Presente RECENTE 4:10-14 

Dons B. de Os Anteriores 4:15-20 

V. Saudações e Bênção 4:21-23

 

 

                                       CARTA AOS COLOSSENSES

introdução 

Antecedentes históricos 

A cidade de Colossos estava no belo Vale do Lico cerca de 100 km a leste de Éfeso. Tinha sido uma cidade importante durante a guerra grega e persa do século V aC Desde então, novas rotas comerciais tinha levado mais tráfego para as cidades vizinhas de Laodicéia e Hierápolis e Colossos tinha deixado apenas uma aldeia país. Ao contrário de Laodicéia e Hierápolis, os arqueólogos nunca escavou o sítio de Colossos. [1] Os habitantes eram principalmente colonos gregos e frígios nativos quando Paulo escreveu esta epístola, embora houvesse muitos judeus que vivem na área também. Antíoco, o Grande (223-187 aC), havia se mudado centenas de famílias judias da Mesopotâmia para a região. Eles parecem ter sido mais liberal do que os judeus na vizinha província da Galácia, a leste. 

"Na província vizinha de Galácia a fé infantil foi ameaçado por legalismo, uma heresia judaizante; aqui, como em Éfeso (cf. At 19:14, 18), o perigo estava em um sincretismo religioso judaico-helenístico ". [2]

"Sem dúvida Colossos era a igreja menos importante que qualquer epístola de São Paulo são os destinatários". [3]Igrejas tinham raízes em Colossos, Laodicéia (4:16), e, provavelmente, Hierapolis (4:13). Paul não tinha visitado o Vale do Lico, quando escreveu esta epístola (1:4, 2:1), mas ele tinha aprendido da propagação do evangelho lá através de Epafras (1:8) e, provavelmente, outros [4]. 

Epafras parece ter sido o fundador ou um dos fundadores da igreja de Colossos (1:7; 4:12-13). Ele era um Colossos e tinha instruído os cristãos lá (01:07) e, provavelmente, em Laodicéia e Hierápolis. Talvez Paul levou-o a Cristo, talvez em Éfeso (cf. At 19:10). Seu nome mais formal foi, provavelmente, Epafrodito. 

Epafras pode ter viajado para Roma para se encontrar com Paul para garantir a sua ajuda na luta contra a influência dos falsos mestres que estavam pregando em Colossos. Arquipo pode ter ficado em por Epafras durante sua ausência (4:17;. Filemon 2). 

A única informação disponível para nos ajudar a reconstruir a heresia ameaçando a igreja vem de alusões indiretas e as ênfases nesta epístola. Conclui-se que os falsos mestres não estavam dando a pessoa ea obra de Cristo interpretação ou ênfase adequada. Eles estavam distorcendo e minimizar essas doutrinas. O falso ensino também continha um apelo filosófico, seja oriental ou helenístico, não podemos ter certeza (2:8). No entanto, houve uma ênfase na maior conhecimento da ordem cósmica. Havia também elementos do ritualismo Judaistic e tradicionalismo presente (2:8, 11, 16; 3:11). No entanto, ao contrário do judaísmo ortodoxo, os falsos mestres estavam encorajando a veneração de anjos que eles acreditavam que controlava as operações da natureza em algum grau (2:18-19). Houve uma ênfase na auto-negação ascética (2:20-23) e, aparentemente, a idéia de que apenas aqueles com pleno conhecimento da verdade, como ensinado pelos falsos mestres poderiam compreender e experimentar a maturidade espiritual (1:20, 28; 3: 11). Estas ênfases mais tarde evoluiu para o gnosticismo, embora em Colossos a ênfase judaica era mais proeminente do que mais tarde grego gnosticismo. [5] É fácil ver como um tal culto poderia desenvolver e ganhar adeptos na cultura greco-judaica do Vale do Lico. 

". . . dado. . . vários fatores. . ., Incluindo a provável origem da igreja de Colossos de dentro dos círculos da sinagoga, a provável presença de sectarismo israelita dentro da diáspora, a falta de outras provas de sincretismo judeu na Ásia Menor, e da disponibilidade de alguns judeus para promover suas práticas religiosas distintas em desculpas auto-confiante. . ., Não precisamos ir mais longe do que uma ou mais das sinagogas judaicas em Colossos para a fonte de tudo o que influências foram pensados ​​para ameaçar a jovem igreja lá ". [6]

O principal objetivo da carta era claramente para combater este falso ensino. Os dois problemas principais foram a doutrina de Cristo e como isso afeta a doutrina da vida cristã. As principais passagens cristológicas (1:14-23; 2:9-15) apresentar Cristo como absolutamente preeminente e perfeitamente adequado para o cristão. A vida cristã, Paulo explicou, flui naturalmente fora desta revelação. A vida cristã é realmente a vida do Cristo interno que Deus se manifesta através do crente. 

Paulo provavelmente escreveu esta epístola a partir de Roma para o meio ou final de sua primeira prisão domiciliar há entre 60 dC e 62. Ele experimentou o confinamento que ele gostava de considerável liberdade há cerca de dois anos. Muitos dos colegas de trabalho de Paulo estavam com ele quando compôs esta epístola (4:7-14). Este ponto de vista da origem da carta geralmente se encaixa os fatos melhor do que as teorias de cesariana e de Éfeso de origem. 

Há muitas semelhanças entre Efésios e Colossenses. A principal distinção entre eles é que em Efésios a ênfase é sobre a igreja como o corpo de Cristo. Em Colossenses a ênfase está em Cristo como a cabeça do corpo. Estilisticamente Colossenses é um pouco tenso e abrupta enquanto Efésios é mais difusa e fluindo. Colossenses tende a ser mais específico, concreto e elíptica enquanto Efésios é mais abstrato, didática, e geral. O clima de Colossenses é argumentativa e polêmico, mas que de Efésios é calmo e conciliador. O primeiro é uma carta de discussão; o último é uma carta de reflexão. [7] Paul evidentemente escreveu letras sobre o mesmo tempo. Estas duas epístolas, juntamente com Filipenses e Filemom, constituem a prisão epístolas de Paulo. [8] 

propósito 

Três fins de emergir a partir do conteúdo desta epístola. Paul queria expressar seu interesse pessoal nesta igreja, que ele evidentemente não tinha visitado. Ele escreveu para avisar aos Colossenses sobre o perigo de retornar às suas antigas crenças e práticas. Ele também refutou o falso ensino que ameaçava esta congregação. A doutrina cristã notável que esta carta é lida com a cristologia. Grande propósito de Paulo era estabelecido a supremacia absoluta e exclusiva suficiência de Jesus Cristo. 

"A igreja de hoje necessita desesperadamente da mensagem de Colossenses. Vivemos numa época em que a tolerância religiosa é interpretada para significar "uma religião é tão bom quanto qualquer outro." Algumas pessoas tentam tirar o melhor de vários sistemas religiosos e fabricar sua própria religião privada. Para muitas pessoas, Jesus Cristo é apenas um dos vários grandes mestres religiosos, com mais autoridade do que eles. Ele pode ser proeminente, mas ele definitivamente não é proeminente.

"Esta é uma época de" sincretismo ". As pessoas estão tentando harmonizar e unir muitos diferentes escolas de pensamento e chegar a uma religião superior. Nossas igrejas evangélicas estão em perigo de diluir a fé em sua tentativa de amor para entender as crenças dos outros. Misticismo, o legalismo, religiões orientais, o ascetismo, e filosofias feitas pelo homem estão secretamente rastejar em igrejas. Eles não estão negando a Cristo, mas estão destronando Ele e roubando de seu legítimo lugar de preeminência ". [9]

 

A Cidade de Colossos

 

Colossos era uma cidade importante, situada nas proximidades do rio Meander, no vale do Lico e, por isso, acompanhava a principal rota comercial que ligava as cidades da Frígia, no leste, com Éfeso, no oeste. Os registros históricos indicam que essa cidade desfrutava de imensa riqueza e prestígio, nos tempos antigos (anterior a 400 a.C.). Graças a seus interesses comerciais, Colossos havia sido uma cidade cosmopolita importante, que incluía diferentes elementos religiosos e culturais. A população judaica devia-se em parte a Antíoco III, que fixou cerca de dois mil judeus da Mesopotâmia e da Babilônia nessa área, em torno do ano 200 a.C. Observa G.L. Munn que "ao redor de 62 a.C. os judeus do vale do Lico eram tão numerosos que o governador romano proibiu a exportação de dinheiro destinado a pagar o imposto do templo." Conforme Cícero, haveria uns dez mil judeus residentes naquela área daFrígia.

A importância de Colossos como cidade diminuiu nos períodos helenístico e romano. Na época do apóstolo Paulo, era a cidade menos importante da área. Registram os historiadores que ela havia sido severamente devastada por um terremoto em 61 d.C. e, diferentemente das cidades vizinhas de Laodicéia (cerca de dezesseis quilômetros a oeste), e Hierápolis (cerca de vinte e cinco quilômetros), Colossos jamais foi reconstruída. O local havia sido completamente abandonado em torno do século oitavo d.C, e até hoje nenhuma obra arqueológica foi realizada em suas ruínas.

 

A Igreja em Colossos

 

Pouco se sabe a respeito da fundação da igreja colossense. O livro de Atos não registra especificamente uma visita que Paulo houvesse realizado a Colossos, embora alguns eruditos como Bo Reicke tenham sugerido que o apóstolo poderia ter ido a essa cidade e a outras do vale do Lico, em sua terceira viagem missionária. Teria sido quando Paulo passou "sucessivamente pela província da Galácia e da Frígia" (18:23) e "pela estrada do interior" a caminho de Éfeso (19:1). Para Reicke, isto significa os vales do Lico e do Meander, que teriam sido acessíveis pela estrada comercial que ligava Colossos à Antioquia da Pisídia.

Se isto for verdade, Paulo poderia ser considerado o fundador da igreja. Ele conhece vários membros da congregação (4:7-17; Filemom); os que não o conhecem pessoalmente (2:1) poderiam ser novos convertidos. As evidências internas da epístola induzem o leitor a crer que os colossenses haviam ouvido as boas-novas pela primeira vez da parte de Epafras (1:7), que era de Colossos (4:12), e se tornara um dos colaboradores de Paulo no vale do Lico(4:13). É possível que Epafras tenha ouvido o ensino de Paulo em Éfeso, tenha-se convertido ao cristianismo e voltado para sua terra a fim de fundar ali uma igreja. De acordo com esta reconstrução, Paulo estaria relacionado — indiretamente — à fundação dessa igreja. Dir-se-ia o mesmo a respeito de outras igrejas que foram fundadas como resultado de seu ministério em Éfeso ("de modo que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, tanto judeus como gregos", Atos 19:10).

 

Os Falsos Ensinos

 

Os falsos ensinos que estavam ameaçando a igreja colossense são melhor descritos como um sistema religioso sincrético, isto é, uma mistura de elementos religiosos e filosóficos diversificados, provenientes de culturas orientais, gregas, romanas e judaicas. A Frígia, área em que se localizava a cidade de Colossos, era a terra de Cibele, a grande mãe e deusa da fertilidade. Certas descrições das características das heresias colossenses podem relacionar-se às crenças e costumes dessa seita popular.

Visto que Paulo não enquadra a heresia colossense de maneira sistemática, temos que reconstruí-la com base em algumas palavras e idéias que ele emprega, bem como em nossa compreensão dos sistemas religiosos de seus dias. Os leitores de Paulo já conheciam os pontos básicos de seu ensino, pelo que se tornava desnecessário que o apóstolo os descrevesse em minúcias. É possível que a complexidade do sistema herético teria induzido os cristãos colossenses a crer que ali estava uma solução melhor para as esperanças e temores religiosos do povo, em vez do evangelho simples que haviam ouvido da parte de Epafras.

Os falsos ensinos tinham vários componentes principais, todos interligados de várias maneiras:

 

Astrologia. Na carta, Paulo adverte seus leitores a respeito de "os rudimentos do mundo" (stoicheia toukosmou, 2:8), "os principados e as potestades" (2:15), e "culto aos anjos" (2:18). No pensamento antigo, Moicheiaeram os princípios básicos ou fundamentais do conhecimento e da criação, constituindo a totalidade do mundo. Sob a influência do sincretismo helenístico, inclusive a filosofia de Pitágoras, estes "rudimentos do mundo" foram promovidos ao status de "espíritos", personificados como governantes cósmicos, e divinizados de acordo com todos os demais corpos astrais do universo.

Um dos princípios básicos da astrologia é que existe correspondência entre os movimentos dos deuses lá em cima, e as alterações que ocorrem aqui em baixo, na terra. As pessoas acreditavam que suas vidas eram controladas por essas divindades estelares, e por isso procuravam aplacá-las mediante adoração, ou diminuir-lhes o poder mediante a feitiçaria, os rituais mágicos, despachos, e assim por diante. Certas crendices e costumes que Paulo expõe em sua carta relacionam-se à astrologia. Até mesmo o culto aos anjos pode ter vindo da idéia de que eles são poderes que controlam os destinos das pessoas (a sorte), e precisam ser venerados. Lohse sugere que em alguns meandros da especulação judaica, "as próprias estrelas eram consideradas como um tipo distinto de anjos."

 

Gnosticismo. Este componente da heresia colossense pode explicar algumas referências como "filosofias e vãs sutilezas" (2:8), "tradição dos homens" (2:8), julgamentos "pelo comer, ou pelo beber" (2:16, 20-22), pessoas enfatuadas "sem motivo algum na sua mente carnal" (2:18), "humildade fingida" (2:23), e "severidade para com o corpo" (2:23).

Gnosticismo é o nome que se dá a um sistema religioso complexo, sincrético, em cujo ensino o conhecimento(gnosis) assume importância crucial. Visto que o gnosticismo subsiste numa grande variedade de formas, não há um movimento unificado que possa ser apropriadamente chamado de gnosticismo. Grande parte do debate erudito de hoje centraliza-se ao redor da datação e das doutrinas desta heresia, que confrontou a Igreja em seus primórdios históricos.

Pode-se encontrar em Colossenses alguns traços de cosmologia, soteriologia (teorias concernentes à salvação), e de ética. Os gnósticos aceitavam a idéia grega de um dualismo radical entre o espírito (Deus) e a matéria (o mundo). Ensinavam que a humanidade estaria separada de Deus por uma variedade de esferas cósmicas (usualmente sete), habitadas e governadas por todo tipo de governadores, principados e poderes espirituais. Estas são as regiões em que devemos penetrar, se quisermos obter acesso ao céu.

A salvação, que consiste basicamente da ascensão da alma da terra ao céu, torna-se possível mediante o gnosis.Este conhecimento salvífico está a nossa disposição mediante alguns meios, tais como a instrução doutrinária, ritualismo, a profecia, a iniciação sacramental e a descoberta de si próprio; tudo isso capacita a pessoa a voltar ao reino da luz, onde a alma de novo se une a Deus.

A vida ética dos gnósticos tomou duas direções principais. Alguns partiram para um ascetismo rígido. Por acreditar que o mundo é mau, separaram-se da "matéria" com o objetivo de evitar maior contaminação. Todos os apetites do corpo tinham que ser severamente restringidos. Entretanto, outros gnósticos praticavam a libertinagem, raciocinando que à vista de ser o corpo mau por natureza, a indulgência maior nas práticas imorais não teria quaisquer conseqüências sérias. Além disso, achavam que possuíam um gnosis sobrenatural de sua "verdadeira" natureza, pelo que pouco importava o modo por que viviam.

Os falsos mestres de Colossos apegavam-se a um sistema rígido de leis e regulamentos que julgavam necessário para controlar seu comportamento. Tais regras, combinadas com certas formas de legalismo judaico, explicam "manifesto da liberdade cristã" de Paulo, em 2:16-23. Basicamente ele ensina que tais dogmas são transitórios (2:17), causam divisões (2:18), escravizam (2:20), são temporários (2:22) e inúteis (2:23). Para Paulo, trata-se de "preceitos e ensinamentos dos homens" (2:22), nada tendo que ver com o verdadeiro evangelho que vem de Cristo (2:8).

 

Religiões de Mistério. O termo religião de mistério é nome dado a uma diversidade de credos e práticas que existiram em certa época, entre o oitavo e o quarto século a.C. Chamam-se de mistério porque grande parte de seu ensino e atividades ritualísticas se faziam em segredo.

Em Colossenses, pode haver uma alusão aos mistérios nas frases "plenitude da divindade" (2:9), "afetando humildade" e "baseando-se em visões" (2:18). Os iniciados nos mistérios receberiam conhecimento e visões especiais sobre os segredos do universo. Isto, por sua vez, separaria tais pessoas dos não-iniciados, criando divisões na sociedade.

Judaísmo Helenístico. As referências à circuncisão (2:11), a dias santificados, à festa da lua nova, ao sábado (2:16) e ao culto aos anjos (2:18), definitivamente são elementos judaicos. Entretanto, não se trata do judaísmo ortodoxo da Palestina; antes, é o judaísmo que sofreu o processo da helenização. Assim, faz parte da "filosofia" sincrética (2:8) que ameaçava os cristãos de Colossos. Paulo não seleciona esse elemento judaico, mas ataca-o juntamente com todo o sistema.

A solução paulina para a heresia colossense encontra-se na aplicação do hino a Cristo (1:15-20), que estabelece a preeminência de Cristo no universo (cosmicamente), e na Igreja (eclesiasticamente). Visto ser Cristo superior a todo e qualquer poder do cosmos (1:15-17; 2:10) e ter, efetivamente, derrotado esses poderes na cruz (2:15), por que continuariam os crentes a viver como se ainda se lhes estivessem sujeitos? Os cristãos foram libertados de tais poderes por causa de sua união com Cristo no batismo (2:20).

Grande parte disso aplica-se à vida espiritual do crente. O crescimento, a maturidade e a integridade dos membros do corpo advêm de seu relacionamento com Cristo, a Cabeça (2:19), excluindo o retorno às regras e regulamentos escravizadoras, legalísticos, que Cristo anulou mediante sua morte (2:14). O propósito da exortação de 3:1, e versículos seguintes, é lembrar a esses crentes de que precisam viver eticamente aquilo que lhes pertence, segundo a teologia, visto serem membros do Corpo de Cristo.

 

O Propósito da Carta

 

Se a razão por que Colossenses foi escrita liga-se ao relatório de Epafras a respeito dos falsos ensinos que ameaçavam a igreja, daí se segue que o propósito da carta foi advertir seus leitores contra essas heresias, e fazê-los lembrar-se da verdade do evangelho que já haviam recebido, e na qual agora viviam (1:5). Basicamente Paulo está dizendo-lhes que Cristo derrotou os poderes do mal mediante sua morte na cruz (2:15). Isto significa que os falsos ensinos e as leis escravizadoras provenientes da sabedoria humana, e dos espíritos que governam o universo (2:8), nenhuma autoridade exercem sobre os crentes (2:10); a prisão em que antigamente atormentavam as pessoas, na forma de débitos não-pagos, foi cancelada (2:14). Paulo quer que seus leitores entendam esta verdade, pelo que os leva a lembrar-se de que devem andar na luz das tradições que receberam sobre Cristo e o evangelho.

Este fato explica as muitas referências à verdade do evangelho (1:5, 6, 25-27; 2:8, 9, 12, 13), e as admoestações a que se compreenda e se viva tal esperança (1:9, 10, 12, 23, 28; 2:2, 3, 5-7). As exortações éticas (3:1ss.) constituem um lembrete adicional aos colossenses, para que vivam em união com Cristo, e sob a autoridade do Senhor exaltado.

Segundo o modo de Paulo entender o evangelho, não há lugar para nenhum tipo de exclusivismo. Seu conceito do "mistério" que ele foi chamado para proclamar é que judeus e gentios, bem como o universo inteiro, foram incluídos no plano de Deus de redenção (1:20, 25-29). Assim é que ele se regozija porque "em todo o mundo este evangelho vai frutificando" (1:6, 23). O desejo de Paulo é que durante seu encarceramento — e também depois — ele possa continuar sua proclamação desse mistério (4:3, 4).

Um dos perigos dos falsos ensinos em qualquer congregação é que eles distorcem o plano de Deus, transformando-o em exclusivismo. Os que seguem as "tradições dos homens" colocam-se no topo, como elite espiritual iluminada, crendo que sua sabedoria e legalismo tornam-nos diferentes dos demais membros do corpo de Cristo. Em oposição ao exclusivismo, Paulo é inspirado a escrever que os crentes já foram circuncidados na união com Cristo (2:11, 12) e, como resultado de tal união, "não há grego nem judeu" (3:11; observe GNB: "deixa de existir quaisquer distinções entre gentios e judeus").

 

Autoria

 

A autoria paulina de Colossenses foi aceita universalmente até o erudito alemão E. Meyerhoff vir a questioná-la em 1893, em grande parte por causa dessa carta depender muito de Efésios. Seguiu-se-lhe F.C. Baur, que ensinava que a heresia descrita em Colossenses só poderia pertencer ao segundo século. A partir de então, alguns eruditos têm entendido que Colossenses é carta paulina, ou se trata de uma das epístolas deutero-paulinas, isto é, seria uma carta escrita por alguém que usa o nome de Paulo.

As questões sobre a autoria centralizam-se nos pontos usuais do vocabulário, estilo e teologia. Colossenses possui um número inusitadamente elevado de hapax legomema, a saber, contém trinta e quatro palavras que não aparecem em nenhuma outra parte do NT. Além disso, há vinte e oito palavras que aparecem no NT, não porém nos escritos de Paulo. Certo número de eruditos questionam se isto poderia ocorrer, não fosse Colossenses obra de outro autor.

O estilo da carta é algo diferente das outras atribuídas indiscutivelmente a Paulo. Os eruditos observaram que Paulo geralmente trata dos problemas teológicos de maneira vigorosa, ou polêmica (cf. Gálatas, Coríntios, Filipenses). Em Colossenses, o tratamento é amenizado e menos argumentativo. O estilo possui uma qualidade litúrgica, como se fosse um hino, e a carta toda mostra uma quantidade considerável de material tradicional, isto é, ensinamentos cristãos que eram comuns na igreja primitiva, usados por Paulo e outros escritores do NT.

A despeito das diferenças de vocabulário e de estilo, entretanto, quase todos os eruditos concordam em que esses fatores, por si mesmos, não podem decidir a questão da autoria. Alguns acham que "as circunstâncias especiais do contexto e dos propósitos da carta" explicam tais diferenças; outros afirmam que por causa da alta porcentagem de material não-paulino na carta, a saber, material tradicional, torna-se impossível fazer quaisquer comparações confiáveis com as demais cartas de Paulo."

E. Lohse, que declara com firmeza que Colossenses é uma carta deutero-paulina, reconhece que os estudos sobre linguagem e estilo não podem resolver essa questão. Para ele, é o ensino teológico que coloca Colossenses à parte de Paulo, e leva-nos à conclusão de que essa carta é obra de uma escola paulina que usa as cartas de Paulo a fim de dirigir um novo desafio à Igreja.

Em seu minucioso e útil trabalho intitulado "A Carta aos Colossenses e a Teologia Paulina", Lohse examina aCristologia (o ensino sobre Cristo), a Eclesiologia (o ensino sobre a Igreja), a Escatologia (o ensino sobre o fim dos tempos), e o Sacramentalismo (o estudo sobre o batismo como sacramento) de Colossenses, e chega à conclusão de que em todas essas áreas há diferenças substanciais em relação à teologia de Paulo, conforme o ensino refletido em suas cartas genuínas. É verdade que a situação histórica precisava de algumas formulações teológicas novas, mas as diferenças são divergentes demais, segundo Lohse, para dar-se apoio à autoria paulina.

Entretanto, nem todos os eruditos estão convencidos de que a teologia de Colossenses não seja paulina. Alguns acreditam que a ameaça dos falsos ensinos exigia que Paulo declarasse e aplicasse seu evangelho de modos diferentes, mas negam que o apóstolo o houvesse mudado ou apresentado uma contradição. G. Cannon acusa Lohse de negligenciar o interrelacionamento dessas categorias, e deixar de enxergar o fato de que muitas das idéias que ele rotula de deutero-paulinas podem ser encontradas nas principais cartas de Paulo, e nas declarações teológicas do material tradicional usado em Colossenses.

Outro argumento a favor da autoria paulina é a íntima conexão existente entre Colossenses e Filemom. Visto que a autoria paulina de Filemom raramente é questionada, segue-se que Colossenses também veio da mão de Paulo. Ambas as epístolas contêm o nome de Timóteo (Colossenses 1:1; Filemom 1), e incluem saudações das mesmas pessoas (Colossenses 4:10-14; Filemom 23, 24). Além disso, Onésimo, assunto da carta a Filemom, é mencionado como membro do grupo em Colossos (4:9).

Conquanto todas as evidências contrárias precisem ser avaliadas cuidadosamente, parece razoável concluir com G. Cannon "que o autor de Colossenses foi Paulo, o apóstolo, e que ele escreveu às igrejas do vale do Lico a fim de adverti-las a respeito de ensinos que advogavam costumes que os colocariam numa situação pré-cristã, ensinos que contradiziam tudo que haviam recebido a respeito de Cristo, no evangelho, e nas instruções batismais."

 

Origem

 

Se Colossenses não foi escrita por Paulo, deve ter sido produto da escola paulina que provavelmente estava relacionada com Éfeso. Contudo, se Paulo é seu autor, ela pertence então à categoria das "cartas do cativeiro." Há três lugares de origem que normalmente são propostos — Roma, Cesaréia e Éfeso.

 

Roma. O ponto de vista tradicional, retraçado a partir do livro de Atos, é que Paulo escreveu as cartas do cativeiro enquanto estava na prisão em Roma (At 28:16-31; veja-se também a obra Ecclesiastical History de Eusébio, 11.22.1, que identifica o lugar do encarceramento de Paulo em Colossenses 4:10 como sendo Roma). A relativa liberdade que Paulo usufruía na prisão, e o companheirismo de seus colaboradores, fazem de Roma um lugar provável. É muito possível, também, que Onésimo, o escravo fugitivo, teria procurado o anonimato de uma grande cidade como Roma.

Todavia, há alguns fatores que pesam contra a aceitação demasiado rápida de Roma como a origem da carta aos Colossenses. Por um lado, a distância entre Roma e Colossos é de cerca de mil e novecentos quilômetros. Teria Onésimo tentado uma viagem tão longa, havendo tão grande risco de ser apanhado? Por outro lado, de acordo com Filemom 22, Paulo esperava ser libertado logo, a fim de visitar Colossos. Seu pedido que se lhe apronte um quarto deixa a impressão de que essa libertação está bem próxima. R.P. Martin observa também que uma viagem de Roma na direção do leste, para Colossos, representaria uma mudança na estratégia missionária de Paulo que, segundo Romanos15:28, significaria partir para o ocidente, para a Espanha.

 

Cesaréia. Depois de Paulo ser preso em Jerusalém (At 21:27ss.), ele passou dois anos na prisão de Cesaréia, antes de ser levado a Roma (At 23:33-26:32). Bo Reicke, que é um dos principais proponentes deste ponto de vista, argumenta que Cesaréia é o lugar mais propício como origem dessa carta.

Há vários argumentos que apóiam esta opinião. Primeiro, o número de amigos que acompanharam Paulo a Jerusalém, e que estiveram com ele na prisão na Ásia (At 20:4; 24:23; cf. Cl 4:7-14 e Fm 23,24). Segundo, as atividades missionárias que Paulo planejava, ao escrever Colossenses e Filemom, e a remessa dessas cartas para Colossos, por meio de Tíquico, fazem sentido se o ponto de partida é Cesaréia. Terceiro Onésimo teria vindo a Cesaréia porque tinha amigos dessa área, e teria voltado, depois, a Colossos com Tíquico. Estas considerações, ao lado de outras, induziram Bo Reicke a entender que "Filemom e Colossenses foram enviadas de Cesaréia a Colossos cerca de 59 d.C."

 

Éfeso. Os argumentos segundo os quais houve um encarceramento de Paulo em Éfeso, de onde o apóstolo teria escrito certas cartas como a dirigida aos Colossenses, em grande parte são argumentos derivados do silêncio. Atos não registra nenhuma prisão do apóstolo em Éfeso. Tudo que se pode dizer é que as lutas que Paulo sofreu em Efeso (At19:23-41) podem ter-se refletido na correspondência dele com os Coríntios (1 Co 4:9-13; 2 Co 1:8-10; 4:4-12; 6:4,5; 11:23,25). A referência a uma luta contra "bestas selvagens" em Efeso (1 Co 15:32) pode ser uma expressão metafórica indicativa de confronto verbal com seus adversários, em vez de luta de caráter físico com animais, como ocorria na arena dos gladiadores. Para Bo Reicke, "trata-se de pura imaginação falar-se de um cativeiro paulino em Éfeso."

A despeito de falta de evidências diretas, um número surpreendente de eruditos apóia a tese do encarceramentoefésio, e uma origem efésia para Colossenses. A proximidade entre Éfeso e Colossos, a forte probabilidade de os colaboradores de Paulo (mencionados na carta aos Colossenses e em Filemom) estarem com o apóstolo em Éfeso, mais a gravidade do tumulto ocasionado pela pregação de Paulo, são mencionados como fatores merecedores de consideração. R.P. Martin examinou a maior parte das teorias atuais e concluiu que a carta aos Colossenses "pertence àquele período tumultuado da vida de Paulo, representado em Atos 19-20, quando seus labores missionários foram interrompidos momentaneamente por um período de prisão, como détenu [prisioneiro] perto de Éfeso."

Embora todas estas sugestões a respeito da origem de Colossenses contenham pontos fortes e pontos fracos, não parece haver nenhuma evidência decisiva que nos leve a abandonar a opinião tradicional: Roma. O encarceramento em Éfeso é hipotético e inconclusivo; tal fato, aliado à cristologia cósmica adiantada de Colossenses, fazem que fique mais plausível que a carta tenha surgido num período posterior da vida de Paulo (cerca de 60 d.C), e de um ambiente como o de Roma.

 

Bibliografia G. Patzia

 

 

 

esboço 

I. Introdução 1:1-14 

A. Saudação 1:1-2 

B. Ação de Graças 1:3-8 

C. Oração 1:9-14 

II. Explicação da pessoa e obra de Cristo 1:15-29 

A. A pessoa proeminente de Cristo 1:15-20 

1. Em relação a Deus, o Pai 1:15 a 

2. Em relação a toda a criação 1:15 b-17 

3. Em relação à igreja 1:18-20 

B. O trabalho de reconciliação de Cristo 1:21-29 

1. Vivida pelos Colossenses 1:21-23 

2. Como ministrada por Paul 1:24-29 

III. Advertências contra as filosofias dos homens ch. 2 

A. Exortação a perseverar na verdade 2:1-7 

1. Preocupação de Paulo 2:1-5 

2. Exortação de Paulo 2:6-7 

B. A verdadeira doutrina de Cristo 2:8-15 

C. As falsas doutrinas dos homens 2:16-23 

IV. Exortações à prática da vida cristã 03:01-04:06 

A. O princípio básico 3:1-4 

B. O método adequado 3:5-17 

1. Coisas para adiar 3:5-11 

2. Coisas para colocar em 3:12-17 

C. As relações fundamentais 03:18-04:01 

1. Esposas e maridos 3:18-19 

2. Crianças e os pais 3:20-21 

3. Escravos e senhores 03:22-04:01 

D. A prática essencial 4:2-6 

V. Conclusão 4:7-18 

A. Os portadores desta epístola 4:7-9 

B. Saudações de companheiros de Paulo 4:10-14 

C. Saudações a outros 4:15-17 

Conclusão pessoal de D. Paul 04:18 

Esboço de Colossenses de Norman Geisler também é útil. [10] 

I. Doutrinal: vida mais profunda em Cristo 01:01-02:07 

II. Polêmica: a vida Superior em Cristo 2:8-23 

III. Espiritual: A vida interior em Cristo 3:1-17 

IV. Prático: a vida exterior em Cristo 03:18-04:18

 

  1 Tessalonicenses

introdução 

Antecedentes históricos

 

Tessalônica era originalmente uma cidade antiga chamada Thermai, ou seja, "Hot Springs." A cidade deu seu nome ao Golfo de Salónica sobre o Mar Egeu, em cujo litoral se apresentava. Com o tempo, tornou-se uma importante cidade por causa de sua localização estratégica. Cassandro, o rei macedônio, fundou a cidade mais moderna, em 315 aC e nomeou-o para a sua esposa, que era meia-irmã de Alexandre, o Grande. Foi a capital da província romana da Macedônia, e ele estava em pé na Via Egnatia, a estrada romana para o Oriente. Nos dias de Paulo era uma comunidade auto-governar com judeus suficientes na residência para justificar uma sinagoga (Atos 17:1). 

"Sob os romanos, era a capital da segunda das quatro divisões da Macedónia, e quando estes foram unidos para formar uma única província em 146 aC tornou-se a capital, bem como a maior cidade da província ". [1]

Paul visitou pela primeira vez Tessalônica durante sua segunda viagem missionária com Silas, Timóteo e talvez outros. Eles tinham acabado de sair da prisão em Filipos e fizeram o seu caminho para o sul a Tessalônica. Por pelo menos três sábados Paul disputava na sinagoga com os presentes, e muitos creram no evangelho (Atos 17:2). No entanto, ele provavelmente ministrado em Tessalônica durante mais tempo do que apenas três semanas, tendo em vista o que ele escreveu que tinha feito lá (por exemplo, 1 Tessalonicenses 2:9;... Cf Phil 4:15-16). [2] aqueles que responderam à mensagem de sofrimentos e ressurreição de Cristo (Atos 17:03, 7) eram judeus (Atos 17:04) e tementes a Deus prosélitos ao judaísmo. Havia também algumas mulheres líderes da cidade e muitos pagãos adoradores de ídolos (Atos 17:4-5). [3] 

"Se Macedônia produziu talvez o grupo mais competente dos homens que o mundo tinha visto ainda, as mulheres estavam em todos os aspectos homólogos dos homens; que desempenhou um grande papel nos assuntos, recebeu emissários e obtido concessões a partir deles para seus maridos, templos construídos, cidades fundadas, mercenários contratados, comandado exércitos, fortalezas realizadas, e agiu na ocasião como regentes ou mesmo co-regentes ". [4]

Quando os judeus incrédulos ouviu falar da conversão dos prosélitos, quem foram discipulado, eles despertou uma gangue de valentões que atacou a casa de Jason. Paul e seus amigos tinham ficado com ele. Incapaz de encontrar os missionários, a multidão arrastou Jason antes que os magistrados que simplesmente lhe tinha ordenado para manter a paz. Convencido do perigo para Paul e Jason, os cristãos enviaram Paulo e Silas para longe da cidade de noite para Beréia (Atos 17:10). 

Paul e seu partido começaram seu trabalho evangelístico em Berea na sinagoga, como era seu costume. No entanto, quando muitos judeus não acreditavam, os judeus de Tessalônica desceu para Berea e suscitou mais problemas (Atos 17:10-13). Os cristãos de Beréia enviado Paul longe de Atenas, mas Silas e Timóteo ficaram em Beréia (Atos 17:14). Depois de ter sido enviado para por Paulo, Silas e Timóteo se juntou a Paulo em Atenas, mas ele logo mandou Silas de volta para Filipos e ou Berea, e Timóteo de volta a Tessalônica (1 Tessalonicenses 3:1-3;. Atos 17:15). Mais tarde, os dois homens voltaram a Paulo enquanto ele estava praticando seu ofício em Corinto (Atos 18:3, 5) com um presente dos cristãos nessas cidades da Macedônia (2 Coríntios 11:09;... Cf Phil 4:15). 

Relatório de Timóteo de condições na igreja Tessalônica levou Paulo a escrever esta carta. Alguns dos tessalonicenses aparentemente acreditavam que Jesus Cristo estava prestes a voltar momentaneamente e, consequentemente, tinha desistido de seus postos de trabalho e tornou-se desordenada (cf. 1 Ts 4:11;. 5:14). Alguns preocupados com o que tinha acontecido com os seus entes queridos que tinham morrido antes de o Senhor havia retornado (4:13, 18). A perseguição dos gentios, assim como os judeus ainda oprimidos os crentes (02:17 - 03:10), que foram, no entanto, apegar-se à verdade e ansiosos para ver Paul novamente (3:6-8). Alguns fora da igreja, no entanto, manteve-se hostil a Paulo (2:1-12). Não parece ter havido algum mau uso dos dons espirituais na assembléia, bem como uma tendência infeliz por parte de alguns para voltar aos seus antigos hábitos envolvendo impureza sexual (4:1-8; 5:19-21). 

Parece claro que Paulo escreveu esta epístola, logo depois que ele chegou em Corinto (1:7-9, 2:17, 3:1, 6, Atos 18:05, 11), cerca de 51 dC Se alguém segue o namoro precoce de. Gálatas antes do Concílio de Jerusalém (Atos 15), o que eu faço, esta carta teria sido escrita segundo inspirada de Paulo. Se Paulo escreveu Gálatas após a segunda viagem missionária, 1 Tessalonicenses poderia ter sido sua primeira epístola inspirada. [5] No entanto, a primeira opção parece mais provável [6]. 

Alguns estudiosos têm sugerido que Paulo escreveu 2 Tessalonicenses antes de escrever um Tessalonicenses. [7] De acordo com esta teoria 1 Tessalonicenses responde a questões aludidas em 2 Tessalonicenses. Isso não é tão improvável quanto possa parecer à primeira desde a seqüência tradicional de cartas paulinas às igrejas baseia-se em comprimento ao invés de data. No entanto, essa teoria não convenceu a maioria dos estudiosos. [8] 

propósito 

Tendo em vista o conteúdo desta epístola, Paulo teve pelo menos três objetivos em mente quando ele escreveu. Primeiro, ele queria encorajar os cristãos de Tessalônica que estavam fazendo um bom progresso em sua nova fé (1:2-10). Em segundo lugar, ele desejava corrigir a desinformação sobre si mesmo e seus colegas missionários que alguns de seus críticos de Tessalônica estavam circulando (02:01 - 03:13). Em terceiro lugar, ele escreveu para dar instruções adicionais que contribuem para o crescimento espiritual dos tessalonicenses (4:01-5:24). Considerando que consideramos 1 e 2 Timóteo e Tito como Epístolas Pastorais, 1 e 2 Tessalonicenses são tão pastoral e pessoal, como é 2 Coríntios. Eles revelam muito sobre "zelo pastoral de Paulo e seu intenso interesse no bem-estar espiritual de seus convertidos". [9] Como tal, são um recurso inestimável para as pessoas no ministério pastoral. 

"De longe a maior contribuição teológica do Epístolas [1 e 2 Tessalonicenses] está no que eles dizem sobre a escatologia". [10]

". . . mais de um quarto de 1 Tessalonicenses e quase metade dos 2 Tessalonicenses lidar com problemas e questões relativas à parusia ou vinda de Cristo do céu ". [11]

"As letras tessalonicenses apresentar a primeira evidência literária para o uso de parousía. . . no sentido do futuro Advento de Cristo: ele ocorre, nesse sentido, seis vezes nas duas cartas. O evento é descrito repetidamente em linguagem emprestada de retratos de teofanias do Antigo Testamento. Mas são as implicações éticas que são principalmente estressados​​: os escritores ansiosos para a Parusia especialmente como o momento em que seu serviço vai ser revisto e recompensados ​​pelo Senhor que os comissionados, e eles serão o conteúdo, dizem eles, para tê-lo avaliado pela qualidade de seus convertidos ". [12]

Esboço  

I. Saudação e saudação 01:01 

II. Comendas pessoais e explicações 01:02-03:13 

A. Ação de Graças para os Tessalonicenses 1:2-10 

1. Declaração Resumo 1:2-3 

2. Razões específicas 1:4-10 

B. Lembretes para o Tessalonicenses 2:1-16 

1. Como o evangelho foi entregue 2:1-12 

2. Como o evangelho foi recebido 2:13-16 

C. preocupações para os Tessalonicenses 2:17 - 3:13 

1. Desejos de vê-los novamente 02:17-03:05 

2. Alegria ao ouvir sobre eles 3:6-13 

III. Instruções práticas e exortações 4:01-5:24 

A. vida cristã 4:1-12 

1. Continuação 4:1-2 crescimento 

2. Pureza Sexual 4:3-8 

3. Amor fraternal 4:9-12 

B. The Rapture 4:13-18 

C. Pessoal vigilância 5:1-11 

Vida D. Church 5:12-15 

1. Atitudes em relação a líderes 5:12-13 

2. Relacionamentos entre si 5:14-15 

Comportamento E. Individual 5:16-24 

1. Ações e atitudes pessoais 5:16-18 

2. Ações e atitudes na vida corporativa 5:19-22 

3. Capacitação divina 5:23-24 

IV. conclusão 5:25-28

 

 

 

                               2 Tessalonicenses 

 

introdução 

Antecedentes históricos

 

Esta carta contém provas de que Paul tinha ouvido recentemente notícias sobre as condições atuais da igreja de Tessalônica. Provavelmente, a maioria desta informação veio a ele a partir da pessoa que tinha levado um Tessalonicenses aos seus destinatários e havia retornado para Paulo em Corinto. Talvez outras pessoas que tinham notícias da igreja havia informado Paulo, Silas e Timóteo também. Algumas das notícias era bom. A maioria dos tessalonicenses continuavam a crescer e permanecer fiéis a Cristo, apesar das perseguições. Infelizmente, algumas das novidades foi ruim. O ensino falso sobre o dia do Senhor havia entrado na igreja e estava causando confusão e levando alguns dos cristãos a abandonar seus empregos na expectativa do retorno iminente do Senhor.

 

Em vista desses relatórios Paul evidentemente sentiu constrangido a escrever esta carta. Ele elogiou os seus filhos na fé para o seu crescimento e fidelidade, corrigiu o erro doutrinário sobre o dia do Senhor, e advertiu os ociosos para voltar ao trabalho.

 

Quase todos os estudiosos conservadores acreditam que Paulo escreveu 2 Tessalonicenses de Corinto. A base para esta conclusão é que Paulo, Silas e Timóteo estavam presentes juntos em Corinto (Atos 18:05). O Novo Testamento se refere a eles estarem juntos a partir de então, embora possam ter sido. Paul evidentemente escreveu 1 Tessalonicenses de Corinto. Os temas tratados ele na segunda epístola parecem crescer fora de situações que ele aludiu no primeiro epístola. Eles refletem uma situação muito semelhante na igreja de Tessalônica. Corinto, portanto, parece ser o provável local de composição de 2 Tessalonicenses.

 

Por estas razões, parece que Paul compôs 2 Tessalonicenses bastante logo após 1 Tessalonicenses, talvez dentro de 12 meses. Isso colocaria a data de composição nos anos 50 AD cedo, talvez 51 dC, e gostaria de fazer isso, o terceiro dos escritos canônicos de Paulo, assumindo Gálatas foi o seu primeiro. Alguns estudiosos [1] argumentou que Paulo escreveu 2 Tessalonicenses 1 Tessalonicenses antes. Mas esta visão não encontrou ampla aceitação.

 

"A evidência externa para a autoria paulina de 2 Tessalonicenses é mais forte do que para 1 Tessalonicenses". [2]

propósito

 

Três efeitos são evidentes a partir do conteúdo da epístola. Paulo escreveu para encorajar os crentes de Tessalônica para continuar a perseverar em face da contínua perseguição (1:3-10). Ele também queria esclarecer os eventos que antecedem o dia do Senhor para dissipar falsos ensinos (2:1-12). Finalmente, ele instruiu a igreja como lidar com os cristãos preguiçosos em seu meio (3:6-15).

 

Esboço [3]

 

I. Saudação 1:1-2

 

II. Louvor para o progresso passado 1:3-12

 

A. Ação de Graças para 1:3-4 crescimento

 

B. Incentivo a perseverar 1:5-10

 

C. Oração para o sucesso 1:11-12

 

III. Correção de erro presente 2:1-12

 

A. O início do dia do Senhor 2:1-5

 

B. O mistério da iniqüidade 2:6-12

 

IV. Ação de graças e oração 2:13-17

 

A. Ação de Graças para chamar 2:13-15

 

B. Oração pela força 2:16-17

 

V. Exortações para futuro crescimento 3:1-15

 

A. oração recíproco 3:1-5

 

1. Oração para os missionários 3:1-2

 

2. Oração pela Tessalonicenses 3:3-5

 

Disciplina B. Church 3:6-15

 

1. Princípios gerais respeitando conduta desordeira 3:6-10

 

2. Instruções específicas relativas à ocioso 3:11-13

 

3. Além disso disciplina para os impenitentes 3:14-15

 

VI. conclusão 3:16-18

 

 

                                            1 Timóteo 

 

introdução

 

Antecedentes históricos

 

Timothy aparentemente se tornou um cristão, como resultado do trabalho missionário de Paulo em Listra (At 14:6-23). Ele se juntou a Paulo na segunda viagem missionária quando a equipe evangelística do apóstolo passou por aquela área onde Timothy morava (Atos 16:1-3). Na segunda jornada Timóteo ajudou Paulo em Trôade, Filipos, Berea, Tessalônica, Atenas e Corinto. Durante a terceira viagem, ele estava com Paulo em Éfeso. De lá, Paul mandou para a Macedônia (Atos 19:22). Mais tarde, ele estava com Paulo na Macedônia (2 Coríntios. 1:1, 19) e, aparentemente, viajou com o apóstolo a Corinto (Rm 16:21). Na viagem de volta a Éfeso, Timóteo acompanhou Paulo pela Macedônia, tanto quanto Trôade (Atos 20:3-6). Ainda mais tarde Timóteo estava com Paulo em Roma (Cl 1:1; Phile 1;.. Phil 1:1), ea partir daí ele provavelmente fez uma viagem para Filipos (Filipenses 2:19-23).

 

No final do livro de Atos, Paulo estava sob prisão domiciliar em Roma (Atos 28:30-31). Nosso conhecimento de suas atividades depois que o tempo vem principalmente de escassas referências em suas epístolas e conjecturas, uma vez que não têm história canônica desta parte da sua obra.

 

 

Depois de seu julgamento perante César e sua absolvição, Paulo evidentemente deixou Roma. Ele fez o seu caminho para o leste e, eventualmente, chegou a Éfeso. Enquanto em Éfeso, Paulo, sem dúvida, visitou outras igrejas da região e mais tarde partiu para Macedônia e provavelmente para outras províncias que pretendem continuar o seu pioneiro trabalho missionário (cf. Rom. 15:24, 28). Quando Paulo partiu de Éfeso, ele deixou Timóteo responsável como seu representante especial para continuar o trabalho lá (1 Tm. 1:3). Algum tempo depois que Timóteo evidentemente escreveu a Paul, provavelmente, perguntando se ele poderia deixar Éfeso, talvez para se juntar a Paulo. Paulo respondeu com esta carta em que ele instruiu Timóteo a permanecer em Éfeso e continuar seu ministério necessário até que Paul iria se juntar a ele lá (3:14, 4:13).

 

"À medida que as igrejas do primeiro século aumentaram em número, as questões de ordem da igreja, solidez na fé, e disciplina surgiu. Os próprios apóstolos lidado com estas questões, mas a aproximação do fim do período apostólico fez necessário ensinamento autorizado acerca da fé e ordem para o futuro orientação das igrejas. Este ensinamento é revelado nas Epístolas Pastorais ". [1]

Função de Timóteo em Éfeso era representar Paulo à igreja. "A Igreja", em Éfeso, neste momento teria consistido de uma série de casas-igrejas (cf. 1 Cor. 16:19). Ele, evidentemente, não era um ancião naquela igreja. Paulo falou dos anciãos de Éfeso nesta epístola como indivíduos diferentes de Timóteo.

 

Quando Paulo se reuniu com os anciãos de Éfeso para o fim de sua terceira viagem missionária, ele os advertiu sobre falsos mestres que se levantariam no meio deles (Atos 20:29-30). Esta situação tinha acontecido (cf. 1:6; 6:21;. 2 Tm 2:18). Evidentemente Himeneu e Alexandre foram dois dos "lobos" (1:20). Paul fez alusão a outros nesta epístola, bem como (1:3-11; 4:1-5; 6:3-10). Devemos considerar os seus erros na exposição a seguir.

 

Se César lançou Paul da prisão em Roma cerca de 62 dC, ele pode ter escrito esta carta nos anos 60 médios, talvez 63-66 AD. A referência de Paulo a sua ida a partir de Éfeso para a Macedônia (1:3) sugere que ele pode ter sido na Macedônia quando escreveu 1 Timóteo. No entanto, já que não temos outras referências para nos guiar, ele poderia ter sido em qualquer um de uma série de outras províncias também.

 

A autoria das Pastorais é um grande problema crítico em estudos do Novo Testamento, mas acredito que os argumentos para a autoria paulina são mais convincentes. Desde o século XIX, os estudiosos têm atacado a autoria paulina das Pastorais Epístolas mais do que a autoria paulina de qualquer um dos outros escritos do apóstolo. Este é um problema introdutório que pode ser estudada, referindo-se os principais comentários sobre as Pastorais e as mais abrangentes Introduções Novo Testamento. [2] William Mounce defendeu Luke sendo amanuense de Paulo em todas as três Epístolas Pastorais. [3] Mas isso é impossível de provar.

 

"A maioria dos estudiosos modernos afirmam que as Epístolas Pastorais são-pseudepigráfica que é, escrito sob pseudônimo (em nome de Paulo) em algum momento após a morte de Paul (assim Dibelius e Conzelmann, Brox, Barrett, Hanson, Houlden, Karris, Hultgren). A maioria hoje localizar estas três letras em torno da virada do século, o que sugere que o autor teve como objetivo reviver ensinamento paulino para o seu dia ou para compor um manual de Pauline definitivo e com autoridade para denunciar a heresia na igreja postapostolic ". [4]

propósito

 

Primeiro e 2 Timóteo e Tito são chamadas de "Epístolas Pastorais" porque Paulo escreveu aos pastores (pastores) das igrejas delineando suas funções pastorais. O termo "Epístolas Pastorais" apareceu pela primeira vez no século XVIII, embora já no século II haviam sido agrupadas no corpus paulino. [5] principais deveres pastorais Esses líderes foram para defender a sã doutrina e para manter a disciplina de som. [6]

 

"As Epístolas pastorais são essencialmente prática e não teológica. A ênfase reside sim na defesa da doutrina do que na sua explicação ou elaboração. As passagens doutrinárias distintamente compreendem apenas uma pequena parte do todo; Timóteo e Tito já havia sido instruído ". [7]

"Pode ser a hora de dizer adeus à nomenclatura" Epístolas Pastorais ". Este termo, que muitos vestígios de volta para Paul Anton, no século XVIII, tornou-se algo de um dispositivo de retenção. Seu uso para descrever o conteúdo das letras é benigno o suficiente, mas as suposições sobre as letras e sua intenção em que se descansa já trair uma tendência de contenção.

"O termo PE [Epístolas Pastorais] não é mais útil, mesmo se é conveniente, para o que se ganha com economia de referência é mais do que perdeu pelo peso da bagagem, o termo tem acumulado ao longo do caminho". [8]

Towner acreditava que ao agrupar essas três epístolas em conjunto, como "Epístolas Pastorais" e tratá-los como uma unidade da igreja se afastou de interpretar cada um como uma epístola individual. Ele reconheceu que esses três têm certas características em comum, mas ele sentiu que interpretá-los juntos como uma unidade faz mais mal do que bem. Várias das outras epístolas de Paulo são tão pastoral como estes três, porém, concedido, estes três lidam com questões de liderança pastoral.

 

"Tem. . . várias razões que Paulo escreveu a primeira epístola a Timóteo: (a) para encorajar Timóteo a permanecer em Éfeso e lidar com as questões significativas e difíceis que surgiram; (b) fornecer instrução oficial sobre a forma como a família de Deus era realizar-se em caso Paul atrasado em vir; e (c) para combater diretamente os adversários e seu ensino e para lembrar Timóteo de como ele estava se comportar eo que era para ensinar. O propósito subjacente era então para incentivar Timóteo em seu trabalho, mas também para transferir a autoridade de Paulo a Timóteo em sua luta contra os adversários ". [9]

Principais temas nas Pastorais são a fé, salvador (salvação), as boas obras, repreensão, a integridade pessoal, o evangelho, a ética, a escatologia, e ordem da igreja. [10]

 

esboço

 

I. Saudação 1:1-2

 

II. A missão de Timóteo em Éfeso 1:3-20

 

A. A tarefa Timóteo enfrentou 1:3-11

 

B. Exortações para ser fiel 1:12-20

 

1. Um incentivo positivo 1:12-17

 

2. Uma advertência negativa 1:18-20

 

III. Instruções relativas à vida da igreja local 2:01-04:05

 

A. A prioridade da oração para a salvação dos povos 2:1-7

 

B. As principais responsabilidades dos homens e das mulheres em reuniões da igreja 2:8-15

 

C. As qualificações para os líderes da igreja 3:1-13

 

1. Qualificações para anciãos 3:1-7

 

2. Qualificações para diáconos 3:8-13

 

D. A natureza da igreja local 3:14-16

 

E. O problema da apostasia na igreja 4:1-5

 

IV. Instruções relativas a liderança da igreja local 04:06-05:25

 

A. vida pessoal do líder e do ministério público 4:6-16

 

Princípios básicos de B. relações interpessoais eficazes 5:1-2

 

C. Como lidar com as viúvas e os anciãos 5:3-25

 

1. Provisões para viúvas 5:3-16

 

2. A disciplina ea seleção de anciãos 5:17-25

 

V. Instruções para grupos dentro da igreja 6:1-19

 

A. Escravos 6:1-2

 

B. Os falsos mestres 6:3-10

 

C. Aqueles comprometidos com Cristo 6:11-16

 

D. Os ricos 6:17-19

 

VI. Concluindo carga e bênção 6:20-21

 

 

                                          2 TIMOTIO

introdução 

Antecedentes Históricos

 

Apos um SUA Libertação da Prisão domiciliar los Roma, EM 62 DC, Paulo retomou SEU MINISTERIO itinerante não Mediterrâneo Mundo. Escrevendo a Tito de sândalo Lugar da Macedônia, provavelmente Entre 62 dC e 66, elemento Disse Que planejava VISITAR Nicapolis (Tito 3:12). Supondo Opaco elemento visitou Nicapolis, Paulo Passou de la parágrafo Roma, evidentemente, de forma indireta. Suá Visita a Tróade (2 Tm. 4:13), provavelmente, ocorreu Pouco Antes, elemento escreveu 2 Timóteo. PoDE Ser Opaco uma Prisão de Paulo exigido SUA SAÍDA SUA capa, Livros e pergaminhos LA, mas ISSO E apenas Especulação. Em Qualquer Caso, Paul acabou los Roma Como Prisioneiro Novamente (2:09). Ele. JÁ tinha Tido SUA Primeira Audiência e was à Espera de Julgamento, when elemento escreveu ESTA Epístola (4:16). Ele. acreditava Opaco como autoridades romanas Iria executá-lo breve em (04:06).

 

Timothy parece ter permanecido los Éfeso POR sândalo ritmo apos uma SUA Recepção da Primeira Epístola de Paulo um elemento e entao, presumivelmente, uma Visita Pessoal de Paul DELE La (03:14 1 Tm.). Era Ele, evidentemente, EM Éfeso, Paulo escreveu QUANDO ESTA Segunda Epístola um elemento (2 Tm 1,16-18;... 04:14 cf 1 Tm 1:20;. 2 Tm 4:19). 

 

From that Roma tinha Queimado los julho de 64 dC, e Nero culpou cristãos sistema operacional, tornou-se Perigoso parágrafo hum Ser Cristão. Era tambem Perigoso ter Contato com OS Líderes da Igreja, Como Paulo. [1] POR ISSO muitos crentes, incluíndo alguns dos Colegas de Trabalho de Paulo, tinha escolhido parágrafos Procurar UM PERFIL Muito Mais Baixo e si tornam Menos agressivos EM SEUS Ministérios. Timóteo enfrentou uma Tentação de Fazer o MESMO. Paulo escreveu ESTA carta parágrafo Insta-lo um Manter-se fiel à vocação SUA e leal a Seu pai na Fé. Timóteo precisava Estar Ombro a Ombro com Paulo e OS OUTROS crentes e continuar 'a "pregar a Palavra", Como elemento tinha Feito.

 

Paulo provavelmente escreveu 2 Timóteo, não Outono de 67 dC. Dados ESTA DUAS ha Razões para. According to a Tradição da Igreja primitiva Paulo sofreu golos Execuções Pouco Antes de Nero se suicidou los junho do Ano 68 dC. Segundo, Paulo escreveu ESTA jornal Última de epístolas canônicas SUAS Bastante Perto da Hora de SUA Execuções, embora os antes de o inverno de 67-68 dC (04:21).

 

"2 Timóteo E Diferente de QUALQUÉR hum 1 Timóteo UO Tito. E UMA carta Muito Pessoal Escrito parágrafo encorajar Timóteo los SUA Tarefa Difícil e de PEDIR-LHE parágrafo vir a Roma. From that was Escrito parágrafo UM DOS MELHORES AMIGOS DE Paulo Opaco conheciam um SUA Teologia, e uma Localidade: Não uMA Igreja Opaco Localidade: Não Sabia Que SUA Teologia (Tito), OU uMA uma Igreja Opaco Teologia conhecia SUA, mas estava escolhendo Ignora-lo (1 Timóteo), um e Localidade: Não se surpreendeu 2 Timóteo Localidade: Não subir Como OUTRAS letras . Localidade: Não tinha a intenção de Ser hum TRATADO Teológico ". [2]

esboço

 

I. Saudação 1:1-2

 

II. Ação de Graças parágrafo Cooperadores Fiéis 1:3-18

 

Fidelidade O Passado de A. Timóteo 1:3-7

 

B. Encargos Permanecer leal 1:8-14

 

1. Exortação Ser corajoso 1:8-12

 

2. Exortação parágrafo GUARDAR O EVANGELHO 1:13-14

 

C. Exemplos de Fiéis e infiéis SERVIÇO 1:15-18

 

III. Exortações parágrafo perseverar 2:1-26

 

A. Carga parágrafo suportar como dificuldades 2:1-13

 

1. Dever de Timóteo 2:1-7

 

2. Os Exemplos de Jesus e Paulo 2:8-10

 

3. Um Ditado popular, 2:11-13

 

B. Carregue parágrafo Permanecer fiel 2:14-26

 

1. Fidelidade não Público Ministério 2:14-18

 

2. Fidelidade na Vida Pessoal 2:19-21

 

3. Aplicações Resumo 2:22-26

 

IV. ULTIMOS INSTRUÇÕES sobre Os Dias 3:01-04:08

 

A. Características dos Ultimos Dias 3:1-13

 

1. Evidências de infidelidade 3:1-7

 

2. Ilustrações Negativos e positivos 3:8-13

 

B. Conduta n º s Ultimos Dias 3:14-04:05

 

1. Adesão à Verdade 3:14-17

 

2. Proclamaçao da Verdade 4:1-5

 

O Papel de C. Paul nn Ultimos Dias 4:6-8

 

V. Concluindo INSTRUÇÕES e Informações Pessoais 4:9-22

 

Trabalhadores A. Companheiros e hum oponente 4:9-15

 

Audiência preliminar fazer B. Paulo los tribunal 4:16-18

 

C. saudações e INSTRUÇÕES ADICIONAIS 4:19-21

FONTE BIBLIA LUMINIA

 

 

 

                                                                CARTA DE TITO

                                         Introdução 

 

                                  Antecedentes Históricos

Paul PODE ter visitado Creta Mais de Vez UMA. Parece Improvável Opaco Elemento Terios Tido ritmo Parágrafo UMA plantar Igreja los Creta los Seu Caminho Parágrafo Roma Como Prisioneiro (Atos 27:7-13, 21). Um JÁ PODE ter existido los SEGUIDA (cf. Atos 02:11). TALVEZ Paul Voltou a Creta APOS SUA uma romana Libertação da SUA Primeira Prisão. Em Qualquer Caso, Elemento tinha Estado Lá e tinha instruído Tito Parágrafo Permanecer Lá quando partiu Elemento (Tito 1:5). 



Evidentemente, Paulo escreveu Tito DEPOIS Que Elemento escreveu 1 Timóteo e Antes Que Elemento escreveu 2 Timóteo. Tito 3:12 parece INDICAR Opaco SEUS Planos FORAM Mais estável Fazer que quando Elemento escreveu 1 Timóteo 3:14. [1] 

Tito era hum gentio Grego (Gl 2:03). Ele. provavelmente tinha se tornado hum hum Cristão Solúcar Influência de Paulo e tornou-Se UM DOS Protegidos apóstolo Fazer (Tito 1:04). Tito Esteve com Paulo de Cedo Ministério do apóstolo. Ele. acompanhou Paulo e Barnabé los SUA Missão de Misericórdia do Pará com a Igreja de Jerusalém, quando Paulo estava Trabalhando los Antioquia da Síria, casa de Tito. ISSO Aconteceu Antes da Primeira Viagem Missionária de Paulo (Gl 2:01;. Atos 11:27-30). Tito também foi Representante especial de Paulo à Igreja de Corinto Durante a Terceira Viagem Missionária de Paulo. Ele. levou Uma "carta severa" de Éfeso (2 Coríntios 0:18; ... CF 2 Coríntios 2:3-4; 7:8-12) e, retornando a Éfeso Pela Macedônia, encontrou Paulo na Macedônia (2 Coríntios 7. :6-16). FOI, ALÉM Disso, o Líder do Grupo de Homens Paul enviado Pará Como Igrejas na Macedônia e Acaia Parágrafo Pegar UMA Coleta de par os Santos Pobres de Jerusalém (2 Coríntios. 08:06, 16, 23). 

"A Tradição Conta Que Tito, Tendo-se tornado O Primeiro bispo de Creta, ali Morreu los idade avançada sucessor Seu, Andreas Cretensis, elogiou-o N º s seguintes TERMOS:.« A PRIMEIRA PEDRA de Fundamentos da Igreja de Creta, o pilar da Verdade, Uma permanencia da Fé, Uma trombeta Nunca silenciosa da MENSAGEM evangélica; o eco da Voz Própria exaltada de Paulo ". [2] 
Paulo deixou Tito los Creta Parágrafo Definir a la Igreja los Ordem (Tito 1:5). No entanto, Elementos planejava enviar Artemas UO Tíquico par aliviar a Tito Parágrafo Opaco Tito poderia juntar Paul los Nicapolis Parágrafo o inverno (03:12). Havia varias Cidades com o nomo de "Nicapolis" na Arena de Paulo de Ministério. Este FOI, provavelmente, o de iliria (Contraditório da moderna Croácia, Bósnia-Herzegovina, e do norte da Albânia) Que estava a Leste do Norte da Italia atraves do Mar Adriático. QUANDO Paulo escreveu 2 Timóteo, Tito estava com Ele (2 Tm. 4:10, Dalmácia SERVICOS hum Outro Nome de hum parágrafo iliria). TALVEZ Paulo também escreveu ESTA carta de Nicapolis OU TALVEZ da Macedônia (1 Tm. 1:03) UO Sândalo Outro Lugar. A empre Dados 62 dC e 66 parece UMA Estimativa segura par o ritmo de SUA Composição. Zenas e Apolo PODE ter entregue ESTA carta a Tito los Creta (Tito 3:13). 

Como Igrejas da Ilha de Creta, desorganizados ERAM embora Localidade: Não parecem TER cristãos Sido OS los muitas de SUAS Cidades (01:05). Tarefa de Tito de Definir Como Igrejas, um Incluido FIM mestres LIDAR COM Falsos (1:10-11). Cretenses tinham de Os UMA Reputação de Ser hum Pouco ocioso e corrupto (01:12). Traços de Estes aparentemente caracterizado alguns DOS cristãos, mestres Bem Como OS Falsos (3:14). Parte da Tarefa de Tito consistia de motiva-los a se mudar se. 

"Em nenhum Outro Lugar Opaco Paulo com Mais Força exortar hum LigAção essencial empreendedorismo A evangélica ea Verdade Moralidade Mais pura Fazer Opaco Nesta carta breve". [3] 
"O Tema dominante los Tito, portanto, E de boas Obras (01:08, 16; 02:07, 14; 03:01, 8, 14), Isto É, o Comportamento Cristão exemplar e Opaco POR Causa de PESSOAS de Fora (2:. 5, 7, 8, 10, 11; 03:01, 8) "[4] 

 

«...Creta...» Essa é uma ilha montanhosa que fica no mar Mediterrâneo, ao sul do mar Egeu. Tem cerca de duzentos e cinqüenta quilômetros de comprimento, variando em largura de onze a cinqüenta e seis quilômetros. É provável que os «quereteus», que faziam parte da guarda pessoal de Davi, fossem provenientes da ilha de Creta, embora a própria ilha nunca seja chamada por nome nas páginas do A.T. As referências a essa ilha, no N.T., ficam em At27:7,12,13,21 e aqui. É dito, em At 2:11, que havia cretenses presentes no dia de Pentecoste, quando houve o derramamento inicial do Espírito Santo. Paulo fez uma parada em Creta, durante a sua viagem a Roma, antes do seu primeiro período de encarceramento. (Ver At 27:7-13,21). Paulo também aconselhou aos marinheiros que passassem ali o inverno; mas, preferindo eles ignorar seus conselhos, mais tarde tiveram de sofrer naufrágio, segundo se vê no vigésimo sétimo capítulo do livro de Atos.

O que sabemos acerca da história dessa ilha se deriva principalmente das descobertas arqueológicas. Desde a era neolítica já havia ali a ocupação humana (quarto milênio A.C.), e na idade do bronze já se tinha erguido uma poderosa civilização. O centro dessa civilização era Cnossos, um local escavado por Sir Arthur Evans. No período de 2600 - 2000 A.C. houve significativa expansão comercial. A escrita, em tabletes de argila e de cobre têm sobrevividodaquele período, onde uma primitiva escrita pictográfica era usada (2000 - 1650 A.C). Posteriormente foi uma escrita chamada linear A, uma forma simplificada daquela (1750 - 1450 A.C).

O clímax da civilização cretense foi atingido na primeira metade da idade do bronze (minoano posterior, 1600-1400 A.C). O linear B, uma forma arcaica do grego, era o idioma desse tempo, o qual foi decifrado em 1953 por M.Ventris. Mui provavelmente invasores gregos tinham modificado a linguagem para isso, ao passo que a escrita anterior provavelmente era de origem semita. Perto do fim da idade do bronze (minoano posterior III, 1400 - 1125 A.C), gregos dórios chegaram à ilha, a qual, então, se tornou essencialmente uma colônia grega.

Já desde o início de sua história registrada havia muitas cidades na ilha, levando-se em conta seu tamanho minúsculo. Se pudermos crer na Odisséia de Homero (lib. xix.v. 172-179), contava com noventa cidades naqueles tempos tão remotos, embora outras fontes informativas falem até em cem cidades. Nos dias do apóstolo Paulo, o número de judeus ali habitantes era grande, provavelmente devido à sua importância comercial. As localidades mencionadas nas páginas do N.T., pertencentes àquela ilha, são Bons Portos (um porto marítimo) e a cidade de Laséia, nas proximidades (ver At 27:8). A população atual dessa ilha é de cerca de quinhentos mil habitantes. Creta também tem o nome de Candia.

Pelo que se lê nesta passagem de Tito, conclui-se que já havia um bom número de igrejas ali, quando Paulo enviou Tito para aquele lugar, porquanto o apóstolo dos gentios e outros já haviam evangelizado bastante aquela ilha. É provável que após ter sido solto de seu primeiro aprisionamento em Roma o apóstolo tenha visitado a ilha e feito algum trabalho ali. Porém, tendo a necessidade de dirigir-se a outros lugares, exortou a Tito que desse prosseguimento a seu trabalho, consagrando anciãos ou pastores qualificados nas igrejas. Esta carta a Tito nos dá a impressão que reflete esse período de liberdade de Paulo, antes de seu segundo encarceramento em Roma e seu martírio final; e isso significa que essa epístola foi escrita antes da segunda epístola a Timóteo.

Não dispomos da narrativa da quarta viagem missionária de Paulo ao ocidente, mais especificamente, à Espanha, excetuando várias alusões à mesma nos escritos dos primeiros pais da igreja, pelo que é impossível fazermos qualquer declaração dogmática sobre o tempo em que Paulo evangelizou a ilha de Creta. Todavia, a resposta comumente dada a essa indagação é que isso foi feito entre o primeiro e o segundo período de aprisionamento. Na verdade, a narrativa do livro de Atos fornece-nos apenas um boquejo rápido, sendo possível que tal trabalho tenha sido efetuado rapidamente, antes de seu primeiro período de aprisionamento, mas acerca do que simplesmente não dispomos de qualquer registro histórico na Bíblia.

 

«...te deixei em Creta...» Na qualidade de «supervisor» daquele lugar, Timóteo tinha autoridade sobre a ilha inteira, com a responsabilidade de nomear pastores apropriados para as congregações locais dos cristãos. Isso é mencionado para que todos vissem que Tito agia debaixo da autoridade de Paulo. Portanto, Tito representa o «supervisor missionário», que trabalha em uma área onde já há igrejas locais, embora frouxamente organizadas e firmadas, conforme este mesmo versículo passa-nos a dizer. Os mestres gnósticos andavam atarefados em Creta; e assim ficaria evidente que todos quantos rejeitassem a doutrina e a autoridade apostólica de Paulo, não eram ministros autênticos da igreja. Essa é a polêmica que há por detrás destes versículos. Às «epístolas pastorais» mostra-nos como Timóteo e Tito são representantes dos ministros do evangelho, devidamente nomeados, dotados da autoridade delegada pelo apóstolo dos gentios, em contraste com os falsos mestres gnósticos, aos quais faltava qualquer autoridade legítima.

 

«...para que pusesses em ordem as cousas restantes...» Essa frase também poderia ter sido traduzida como «...para que corrigisses o que fosse defeituoso...» Havia certa desordem nas comunidades cristãs de Creta, tanto porque as igrejas dali ainda não se tinham desenvolvido corretamente em sua organização, como também porque os hereges tinham começado a agitar e a estragar o trabalho que se fizera, com base nesse ponto que estudaremos a lição 6 e voltaremos a falar no 1º trimestre de 2007. Tito deveria fazer oposição aos hereges, ao mesmo tempo que deveria encontrar homens qualificados que ensinassem aos crentes a autêntica tradição cristã. O original grego diz aqui, literalmente, «...endireitar...», palavra usada pelos médicos para indicar a correção de membros quebrados ou distorcidos. Na passagem de Hb 9:10 é usada uma forma dessa palavra, com o sentido de «reforma». Esse vocábulo, «epidortoo», é usado exclusivamente aqui em todo o N.T., sendo uma das cento e setenta e cinco dessas palavras nas «epístolas pastorais». As três «epístolas pastorais» contam com trezentos e seis vocábulos que não se acham nos outros escritos paulinos.

 

«...cousas restantes...» No grego temos as palavras «ta leipanta», literalmente, «...o que resta...» Mas alguns estudiosos pensam que isso significa «defeituoso», o que indica que as coisas andavam ali em uma «condição errônea», e não meramente que a organização da igreja ainda não se completara. O ponto principal, aqui salientado, entretanto, é a falta de organização e a falta de nomeação de pastores devidamente levantados. O décimo versículo deste capítulo mostra-nos que a heresia tinha entrado facilmente nas comunidades cristãs de Creta, e também que havia pouquíssimos pastores de qualidade que defendessem a verdade cristã.

 

«...em cada cidade...» Quantas seriam essas cidades e essas comunidades cristãs, não sabemos dizê-lo; mas havia nada menos de cem cidades nos tempos antigos. Quantas igrejas locais tinham sido estabelecidas ali, também não sabemos dizê-lo, mas tudo parece indicar que seu número era regularmente bom. É possível que as comunidades cristãs dali tivessem tido início com cretenses convertidos ao cristianismo, no dia de Pentecoste, que retornaram à sua ilha, levando com eles a mensagem do evangelho (ver At 2:11). Mas parece que o principal evangelizador da ilha fora o apóstolo Paulo, ainda que não exista qualquer registro histórico sobre esse seu trabalho de evangelismo. Plínio 1,4,apg. 12, indica que havia em Creta cerca de cem cidades; e podemos aceitar que isso dizia respeito à época em geral em que Paulo ali esteve, o que significa que havia imensa oportunidade para a trabalho evangelizador, sendo altamente provável que muitas daquelas cidades ainda não contassem com qualquer comunidade cristã. Mas, ao «supervisor missionário», que era Tito, cabia evangelizar as mesmas. (Ver II Tm 4:5).

 

«...constituísses...» No grego é usado o verbo «kathistemi», que significa «conduzir», «trazer», mas que ao ser usado formalmente, como neste caso, quer dizer «nomear», «determinar», «consagrar». Trata-se de um importante conceito das «epístolas pastorais». De acordo com escritos posteriores dos pais da igreja, cria-se que a pureza da igreja seria preservada se fossem nomeados supervisores qualificados e anciãos que assumissem a responsabilidade deguardiães das igrejas locais, porquanto esses se esforçariam por conservar as tradições paulinas. Mas isso não deve ser confundido com a idéia errônea da «sucessão apostólica», conforme alguns intérpretes posteriores começaram a dizer.Contudo, dá apoio à idéia da consagração de ministros devidamente dotados, os quais, por sua vez, se tornam a autoridade devidamente apontada nas igrejas. Se qualquer indivíduo pudesse tornar-se ministro, simplesmente porque assim quisesse fazê-lo, sem o reconhecimento devido das autoridades levantadas por Deus, a igreja em breve seria desviada para um caminho estranho e prejudicial.

Já naquela época inicial da história cristã, devemos supor que eram consagrados certos homens aos ministérios diversos quando demonstravam a fé cristã devida e a posse dos dons espirituais. O apóstolo Paulo possuía essas qualificações (ver I Tm 1:11,12), e os supervisores por ele nomeados (sob sua autoridade, pelo menos), também deveriam dar provas disso em seu ministério. Posteriormente, quando os dons ministeriais e espirituais começaram a desaparecer, e quando o ministério «profissional» veio tomar o lugar desse ministério divinamente levantado, então bastava um voto, da parte da congregação, para conferir autoridade a novos pastores. Esse voto é correto, mas deveria alicerçar-se sobre qualificações espirituais autênticas e sobre sinais do Espírito Santo.

 

«...presbíteros...» (também traduzido por «ancião», porquanto não houve homogeneidade na tradução do termo grego «presbuteros») aparece por sessenta e seis vezes no N.T. Nos evangelhos, com freqüência se refere aos anciãos dos judeus, os líderes das sinagogas locais, os membros do tribunal superior do judaísmo. Já na igreja cristã, os «anciãos» exerciam autoridade sobre igrejas locais como governantes daquela organização. Um «bispo» ou «supervisor» tinha autoridade sobre uma região, e era quem nomeava aos «anciãos», conforme se vê aqui. Na igrejaneotestamentária, o pastorado era sempre plural, havendo «pastores» de cada congregação local. Mas, quando o ministério profissionalizado veio à luz, um único «pastor» tomou o lugar antes atribuído aos «anciãos»; e foi criado um cargo de muito menor autoridade e influência, chamado «presbitério», formado pelos anciãos. (Isso é o que ocorre até hoje em certos grupos denominacionais, como a Assembléia de Deus, por exemplo). Não obstante, muitos «anciãos» conservam posições de ensino, embora não da igreja em geral.

Originalmente, as funções dos anciãos consistiam de:

1. «Governar» (função administrativa), conforme se vê em I Tm 3:4,5 e 5:17.

2. Defender a doutrina cristã, opondo-se aos falsos ensinos na igreja, segundo se aprende em Tt 1:9.

3. Desempenhar a função pastoral, supervisionando e cuidando do rebanho, segundo se lê em At 20:28; Jo 21:16; Hb 13:17 e I Pe 5:2.

4. Ensinar e pregar, conforme se vê em I Tm 5:17. Além disso, deveriam ser homens devidamente nomeados (ver At 14:23).

 

«...conforme te prescrevi...» Esta última palavra significa «determinar», «ordenar», o que significa que Tito estava debaixo da autoridade apostólica de Paulo. É por essa razão que alguns estudiosos vêem, nestas «epístolas pastorais», textos de prova em favor da idéia da sucessão apostólica; naturalmente que o texto pode ser encarado desse modo, mas tal interpretação parece excessivamente «eclesiástica». Certamente, isso não confere a qualquer denominação cristã essa «autoridade». As formulações de tal doutrina são dogmáticas, e não genuinamente firmadas nos ensinamentos neotestamentários.

 

Bibliografia Champlin,comentário do novo testamento 2000

 

 

 

 

 

 

 


Esboço 

I. Saudação 1:1-4 

II. INSTRUÇÕES Para configurar UMA Igreja los Ordem 1:05-3:11 

A. A nomeação de anciãos 1:5-9 

Mestres B. A Correção DOS Falsos 1:10-16 

C. A Conduta dos santos 02:01-03:11 

1. O Comportamento de Vários Grupos na Igreja 2:1-15 

2. O Comportamento de Todos na Igreja 3:1-11 

III. Conclusão 3:12-15 

      CARTA A FILEMON

Introdução 

Antecedentes Históricos 



Filemon parece ter Sido hum Colossos comparativamente rico, dono de Escravos, Como Fez uma maioria dos ricos Localidade: Não Seu dia. Como muitos Como hum terço dos Habitantes da maioria dos Grandes Centros Urbanos, incluíndo Roma, Escravos Terios Sido, Opaco, Nao Império Romano, ERAM EMPREGADOS Mais Como Domésticos na Inglaterra vitoriana, Opaco Opaco Como Escravos los antebellum América do Norte. [1] Um Escritor alegou Opaco cerca de hum Terço da População da Grécia e da Itália de Escravos ERAM. [2] 

Philemon evidentemente Veio hum Cristo Como Fé los hum Resultado da Influência de Paulo (v. 19), TALVEZ QUANDO Paulo estava residindo los Éfeso. Onésimo era hum dos escravos de Filemom e de Liberdade de Informação, provavelmente, um frigio Nativa. Ele. fugiu de Seu mestre, TALVEZ Localidade: Não o tratou cruelmente o Porque Filemon, mas o o Porque Elemento Lidou com Elementos graciosamente. Onésimo PODE ter Sido hum escravo fugitivo, OU PODE Elemento Simplesmente ter Sido envolvido los Sândalo Problema interno com Filemon. [3] Ele. Finalmente fez o Seu Caminho Parágrafo Roma, Onde Elemento poderia ter escondido no Meio da Multidão. Lá, Como Resultado da Providência divina, Elemento Entrou los Contato com Paulo e se tornou hum Cristão (v. 10). 

DEPOIS de SUA Conversão Onésimo se tornou hum Ajudante Valioso Fazer apóstolo (v. 11). Paulo desejava Manter Onésimo com Ele, mas senti UMA Responsabilidade Maior Parágrafo Devolver o escravo AO Seu mestre Cristão (vv. 13-14). Onésimo tinha Que Fazer Coisas Como Direito com Philemon QUEM Elemento havia ofendido. Paulo e Onésimo Ambos sabiam o Perigo do Escravo enfrentaram los voltar de que OS proprietários de Escravos tinham Autoridade absoluta sobre SEUS Escravos E os tratava Como Propriedade, muitas Vezes, EM Vez de PESSOAS. [4] 

Paulo escreveu ESSE breve Apelo Parágrafo pacificar Philemon e afetar a Reconciliação Entre o escravo e Seu mestre. Parágrafos SEUS OUTROS FORAM barbatanas de elogiar Filemon Parágrafo mostrar Compaixão para nos link COM OS crentes (vv. 1-7), Pará anunciar SEUS Planos parágrafos VISITAR Filemom apos hum SUA Libertação antecipada (vv. 8-22) e parágrafos enviar saudações de SEUs Associados (vv. 23-25​​). 

"... Filemon fornece UMA Visão Tanto Parágrafo Como Realidades Sociais da Sociedade Antiga, Neste Caso, Como Relações Entre o senhor EO escravo, Que E superado apenas Pelô 1 Coríntios, e na Maneira los de que era um empreendedorismo Influência exercida Dentro das Primeiras Igrejas Contraditório de Diferentes Sociais estado ". [5] 
Paulo provavelmente Dirigida a Epístola a Apia, a Arquipo, ea reuniao da Igreja na casa de Filemon Parágrafo reunir o Apoio de OUTROS cristãos Parágrafo incentivar Philemon los SUA Responsabilidade Crista. 

QUANDO Paulo enviou Tíquico com epístolas AOS Efésios e Colossenses, Onésimo, provavelmente, FOI com Elementos. Paul pretende Opaco ESTA carta, juntamente com UMA súplica Pessoal Tíquico 'Onésimo para, garantiria o Perdão ea aceitação do Escravo. Uma Vez Que Paulo enviou ESTA carta, evidentemente, com a Epístola AOS Colossenses, Como UMA comparação dos Dois Documentos SUGERE, Elemento provavelmente escreveu los Roma, AO MESMO ritmo (60-62 dC). Disso de Além, Como PESSOAS mesmas estavam com Paulo quando escreveu Elemento SUA carta AOS Colossenses, OU SEJA, Epafras, Marcos, Aristarco, Demas e Lucas (vv. 23-24;. Cf. Col. 4:10, 12, 14). 

EJ Goodspeed sugeriu Opaco UMA Epístola a Filemon E UMA TRADUÇÃO perdida Parágrafo OS Loadiceans Opaco Paulo mencionou los Colossenses 4:16. [6] John Knox concordou com Goodspeed mas ACREDITA Arquipo viveu los Colossos, de Propriedade Onésimo, e recebeu ESTA Epístola. [7] Os pontos de vista de nenhum Deusas comentaristas influentes derrubado UMA Opinião da maioria Que eu expressei Acima. Alguns comentaristas acreditavam Paulo escreveu ESTA carta de Éfeso. [8] Mas ISSO E UMA também Opinião minoritária. 

Esboço 

I. Saudação 1-3 

II. Ação de Graças e Oração Parágrafo Filemom 4-7 

III. Apelo POR Onésimo 8-21 

O Apelo de Paulo A. 8-11 

Os Motivos de B. Paulo 12-16 

O Pedido de Paul C. 17 

A Oferta de D. Paul 18-20 

A Confiança de Paul E. 21 

IV. Concluindo importa 22-25 

 

                                        LIVRO DE HEBREUS OU CARTA

 

 

 

Introdução

 

 

 

dados

 

 

 

O Escritor Disse Que elementos e aqueles a quem de elementos escreveu tinha chegado um fe los Jesus Cristo POR Meio da Pregação de OUTROS Opaco tinham Ouvido Jesus (2:3-4). Aparentemente, Os pregadores tinham morrido from (13:07). Os Leitores Originais haviam Sido cristãos POR UM PERÍODO Longo de tempo (5:12). Entao, provavelmente, o Mais Próxima Possível dados de Composição FOI cerca de 60 AD.

 

 

 

Alguns estudiosos acreditam Opaco O Livro DEVE ter Sido Escrito Antes de 70 dC, Uma Vez Que o Escritor falou sobre OS Sacrificios Como Sendo oferecido when elemento escreveu (7:27-28; 8:3-5; 9:7-8, 25 ; 10:01 -3, 8; 13:10-11). No entanto, o Escritor Localidade: Não demonstrou nenhuma INTERESSE Templo, falou mas dos Sacrificios Opaco OS israelitas ofereceu-lhes when o tabernáculo se levantou. Ele, evidentemente, usou o ritmo Presente par dar uma UMA essas REFERÊNCIAS Qualidade atemporal, EM Vez de o Opaco Opaco indica uma Adoração não Templo AINDA estava los Prática. No entanto, os dados de Composição UMA os antes de 70 dC parece provável. [1], pp lxii-LXVI; Andrew H. Trotter Jr., Interpretar uma Epístola AOS Hebreus, pp 27-38.

 

 

 

"O Melhor Argumento parágrafo a superação da Antiga Aliança térios Sido a Destruição do Templo". [2]

 

 

 

A Referência à Libertação de Timóteo da Prisão (13:23) parece DATAR O Livro Mais Tarde na Vida fazer Opaco O Homem excepcional. Quase de Todos os estudiosos acreditam Que o referido Timothy los Hebreus E o MESMO nomeado los Outro Lugar nenhum Novo Testamento. Nenhum Outro Escritor fazer Novo Testamento mencionado de Timóteo Prisão. A Prisão de cristãos parece ter Sido hum Fato Bem conhecido da Vida (10:34; 13:03). Era Isto É Verdade DEPOIS de Nero lançou UMA Perseguição los TODO o Império los 64 dC. Todos sos Fatores when tomados los Conjunto parecem apontar parágrafo UMA Escrita dados Perto AD 68-69.

 

 

 

Escritor

 

 

 

Quanto à autoria, a maioria dos Estudantes de Este ASSUNTO Localidade: Não São dogmáticos Certo OU MESMO, POR UMA boa Razão. [3] JA EM Orígenes, o pai da Igreja de Alexandria, Que Morreu POR Volta do Ano 255, sabiá Ninguem era quem de o autor, com Certeza. DEPOIS de hum Estudo cuidadoso da autoria de Hebreus, Orígenes escreveu: "Mas QUEM FOI Que Realmente escreveu uma carta, Só Deus SABE". [4] 

 

"A Linguagem da Epístola E Tanto não Vocabulário e Mais Puro Estilo e Mais vigoroso fazer Opaco o de QUALQUÉR Outro Livro do Novo Testamento.

 

 

 

"... O Vocabulário E singularmente abundante. Ele. inclui hum grande number of that Palavras Localidade: Não São encontradas los OUTROS Lugares nn Escritos apostólicos, Muito muitas das cais Quais d'Orsay ocorrem Neste Livro Só empreendedorismo como Escrituras Gregas ..." [5]

 

 

 

"Tudo o Que se PODE DiZer com Certeza E that was Hebreus Composta POR UM teólogo Criativo, that was Bem treinado na Exposição das Escrituras Gregas .... era Ele. certamente hum helenístico judaico-Cristã". [6]

 

 

 

Comentaristas fizeram Casos de para o Escritor Sendo Paulo, Apolo, Barnabé, Lucas, Pedro, Judas, Stephen, Silvano (Silas), Epafras (Epafrodito), Filipe, o Evangelista, Priscila, Maria, Mãe de Jesus, Clemente de Roma, Aristion, e OUTROS. No entanto, o Particípio masculino diegoumenon ("DiZer Pará"), Que se REFERÊ AO Escritor los 11:32, parece Descartar UMA Fêmea. Testemunho Antigo mencionado apenas Quatro possibilidades: Paulo, Lucas, Barnabé e Clement. Nenhuma dessas Sugestões encontrou Recepção Geral entusiasmado POR VARIAS Razões. Provavelmente devemos Estar contentes de compartilhar agnosticismo de Orígenes sobre ESTA Questão e ESTAMOS ansiosos par obter uma RESPOSTA não Céu. [7]

 

 

 

Os Primeiros cristãos aceitaram originalmente de Todos os Livros fazer Novo Testamento Como inspirado POR Deus, o Porque enguias continham o ensino fazer apóstolo oficial. Razão Por ESTA, o Escritor FOI, provavelmente, UO hum hum apóstolo UO Colaborador Próximo de, Pelo Menos, um dos apóstolos (cf. 13:23).

 

 

 

 

 

Destinatários

 

 

 

 

 

Os Destinatários Originais da Epístola also São Desconhecidas. O Título "A Epístola AOS Hebreus" implicações Opaco ELES ERAM cristãos judeus. Este Título E Antigo E E provavelmente UMA Guia segura de para uma Identidade dos Primeiros Leitores. Referencias nd Epístola also sugerem Opaco OS Leitores Originais ERAM principalmente judaica. O Escritor assumiu Opaco enguias estavam familiarizados com Muito Instituições como fazer judaísmo. Como advertências contra a afastar-se de Jesus Cristo de Volta parágrafo a Antiga Aliança also implicações ESTA Identidade. Otras Indicações São uma ênfase não de superiores sacerdócio Jesus E os muitos apelos à Autoridade das Escrituras hebraicas. No entanto, uma Marca que judaísmo, tendão los vista parece ter Sido helenístico, EM Vez de Palestino.

 

 

 

A Referência à generosidade DOS SEUS Leitores e Ajudando To Us Link crentes (6:10) SUGERE Opaco O Público originais Localidade: Não viveu na Palestina. Como Igrejas da Palestina tinha UMA Reputação de Opaco necessitam Assistência materiais AO INVES de Da-lo a cristãos outros (cf. Rm 15:25-31;. 1. Co 16:03). Provavelmente ELES ERAM judeus da diáspora, portanto. This Conclusão temperatura Apoio los OSU consistente fazer Escritor da version Septuaginta do Velho Testamento. Judeus helenistas USADO ESTA tradução Muito, mas OS judeus da Palestina Localidade: Não EUA-lo Tanto. Argumentos parágrafo OS Destinatários Sendo judeus palestinos Incluir o Seu Conhecimento íntimo que ritual do Templo e da OPORTUNIDADE Opaco tinham de fazer Escapar Sofrimento, retornando à observância de Práticas e festas judaicas. [8] Eu Acho Que OS Argumentos Para a Vida Fora da Palestina São Mais Fortes.

 

 

 

Na Maior Parte fazer Igrejas Novo Testamento, houve UMA Mistura de crentes judeus e gentios. O Apelo Desta Epístola certamente térios Sido Ótimo parágrafo OS gentios tentados a voltar AO paganismo Como térios Sido parágrafo OS judeus enfrentando Tentação de voltar AO judaísmo. No entanto um Preocupação principal faria Escritor parece ter Sido um de Opaco SEUS Leitores judeus estavam Deixando de apreciar Opaco o Cristianismo E o sucessor divinamente revelado AO judaísmo. Localidade: Não queria Ele. Que enguias uma abandonar o Cristianismo e retornar AO judaísmo.

 

 

 

Provavelmente, uma carta FOI UMA parágrafo casa-Igreja fóruns da Palestina that tinha UMA População judaica helenística forte originais. This Igreja PODE ter Sido los UO Perto de Galacia, tendão los vista como CONDIÇÔES Opaco existiam Lá Que a Epístola EAo Gálatas reflete. No entanto, ELES PODEM Muito Bem ter Vivido los outra área. Muitos estudiosos acreditam that was uma carta Primeiro parágrafo UMA Igreja los Roma UO NAS próximidades. [9] Evidentemente Conhecimento de Onde OS Destinatários Originais viveu desapareceu Quase AO MESMO ritmo Como o Conhecimento de Quem era o autor. [10]

 

 

 

proveniência

 

 

 

Perante 13:24 b pareceu um alguns estudiosos Opaco o Escritor estava na Itália, QUANDO ESTA elemento enviou carta, TALVEZ los Roma. No entanto, a Expressão "da Itália", EM Que o verso provavelmente se REFERÊ como PESSOAS Que Vivem fóruns da Itália, Como Priscila e Áquila, Opaco FORAM OS judeus Forcados a deixar Roma POR decreto do Imperador Cláudio, EM 49 dC (Atos 18 : 02). [11] Este Expressão SUGERE Opaco o Escritor Localidade: Não estava na Itália, when elemento escreveu.

 

 

 

 

 

Gênero

 

 

 

Muitos Estudantes do Livro TEM observado Opaco Hebreus e Mais hum Sermão los forma Escrita de UMA Epístola, não tradicional SENTIDO fazer Novo Testamento. [12] O Escritor AINDA descreveu-o de Como Uma "Palavra de exortação" (13:22). Hebreus E hum Sermão Reduzido a Escrito (cf. 13:22; Tiago, Judas). Indicações dEste Fato São como REFERÊNCIAS fazer Escritor parágrafo FALAR e Ouvir (cf. 02:05; 05:11; 08:01; 09:05; 11:32). Suá Epístola e Mais Típico da Fala fazer Opaco da Escrita.

 

 

 

"... Hebreus E hum Sermão enraizada na Vida real. Dirige-se a UMA reuniao locais dos Homens e Mulheres Que descobriram Que podiam Ser penetrada POR circunstancias adversas sobre como cais Quais d'Orsay exerciam nenhum Controle. ELE pulsações COM UMA Consciência que Privilégio e fazer clien fazer discipulado. e UMA RESPOSTA pastoral Sensível um fe flacidez de indivíduos Mais Velhos e Cansados ​​Opaco estavam los Perigo de abandonar Seu Compromisso Cristão. Destina-se a fortalecê-los los cara de uMA nova Crise parágrafo Que possam Manter-se firme los SUA Fé. Ele. Adverte-os de o Juízo de Deus Opaco incorreria se fossem uma Seu Compromisso vacilar em. Exortações à Fidelidade Aliança e perseverança São baseadas los uMA nova compreensão do significado de Jesus e de Seu Sacrifício ". [13]

 

 

 

A Há UMA alternância não Gênero da Epístola de Exposição à exortação à Exposição à exortação e ASSIM POR Diante. Observando essas Mudanças FAZ interpretar o Livro Muito Mais Fácil. De Os blocos de material de POR género São Como se Segue. Vou observar como Mudanças NAS Notas Que se seguem also.

 

 

 

 

A epístola aos Hebreus contém alguns enigmas. Não esclarece quem foi seu autor; a quem foi realmente destinada, nem a data em que foi escrita. No primeiro século, os chamados pais da Igreja não esclareceram tais detalhes. Clemente de Alexandria e Orígenes entenderam que Paulo escrevera Hebreus. No Século II, Tertuliano discordava da autoria paulina, e cria que Barnabé era o autor da epístola. Agostinho, de início, julgou que fosse Paulo mas, depois, afirmou que ela era anônima. Martinho Lutero sugeriu que a carta poderia ter sido escrita por Apolo (At 18.24). Quanto à data, os estudiosos situam-na entre 68 a 70 d.C. Com relação aos destinatários da carta, Hebreus deve ter sido inicialmente dirigida a judeus helenistas convertidos ao Cristianismo. O propósito deste comentário não é discutir tais pormenores, pois a resposta só teremos no céu, quando nos encontrarmos com o escritor. É fundamental que nestas lições sobre a Epístola aos Hebreus, vejamos a pessoa de Jesus Cristo como o resplendor da glória de Deus, o Salvador perfeito.

 

 

 

                         DEUS FALOU DE MODO DEFINITIVO

 

 

 

 A antiga revelação. No versículo primeiro, o escritor assevera que, “antigamente”, Deus falou “muitas vezes, e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas”. Moisés foi um profeta especial. No Salmo 103.7, lemos: “Fez notórios seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel”. Na galeria dos profetas, destacam-se Isaías, que recebeu a revelação do nascimento, vida, ministério, morte e ressurreição do Messias; Jeremias, Ezequiel, Daniel, Joel, Malaquias, e outros, foram instrumentos da revelação, não só para Israel, mas para a Igreja e para o mundo. (Ver 1 Pe 1.12.)

 

 Deus falou de muitas maneiras (v.1b). Nas páginas do Antigo Testamento, vemos que Deus não falou de modo uniforme pelos profetas. A uns, como a Moisés, Ele falou direto, “cara a cara”; a outros, como Daniel, falou por sonhos; a Jonas, em voz audível, e por meio do vento, do mar e do peixe. Por esses meios, Deus se revelou de modo progressivo, nas diversas dispensações, até que chegasse “...a posteridade, a quem a promessa tinha sido feita” (Gl 3.19), e a posteridade era Cristo.

 

 A última e definitiva revelação. Deus, “a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (v.1b). Essa afirmação é fundamental para a fé cristã. Primeiro, porque Deus falou. Segundo, porque nos falou “pelo Filho”. A revelação pelos profetas foi divina e progressiva. Eles, com convicção, diziam: “Assim diz o Senhor” (Êx 5.1; Is 7.7; Jr 2.5; Ez 3.11). A revelação pelo Filho, Jesus, é divina e superior, visto ser conclusiva e definitiva. Em Hebreus, vemos a melhor e mais perfeita comunicação do Altíssimo. Ele, nestes “últimos dias”, falou pelo seu próprio Filho, de modo completo, direto e definitivo (cf. Lc 21.33; Mc 13.31). Os ímpios não entenderam esta revelação: os espíritas dizem que o espiritismo é a “terceira revelação”, depois de Moisés e Cristo. Os adeptos da “Nova Era” dizem que virá a “Era de Aquários”, para substituir o Cristianismo. Com esse engodo, o Diabo engana os incrédulos, a fim de que sejam lançados no inferno (cf. Sl 9.17). Jesus é a última e definitiva revelação de Deus aos homens. Ele falou e está falado! “Cale-se diante dele toda a terra” (Hc 2.20). Nós cristãos, precisamos estar seguros, fundamentados na Palavra de Deus, para refutar toda e qualquer doutrina falsa, que apresente qualquer outra revelação divina.

 

 

 

                                             O PERFIL MAJESTOSO DE CRISTO

 

 

 

. Herdeiro de tudo e criador do mundo. No v.2, lemos que Deus constituiu Jesus como “herdeiro de tudo e criador do mundo”.

 

a) Todas as coisas foram feitas por Jesus. No evangelho segundo João (1.1), temos uma declaração profunda da divindade de Cristo, quando lemos: “Todas as coisas foram feitas por ele, e nada do que foi feito sem ele se fez”. Ele foi o agente de Deus na Criação, fazendo vir à luz as coisas criadas pelo poder do Espírito Santo.

 

b) Todas as coisas foram feitas para Ele. Jesus teve do Pai a outorga para criar todas as coisas, e também para ser o herdeiro de todas as coisas criadas. Paulo, escrevendo aos Colossenses, diz: “Tudo foi criado por Ele e para Ele” (Cl 1.16). O Diabo usurpou parte da criação, mas, na sua vinda, Jesus tomará posse de tudo o que lhe pertence por direito de criação, de autoria e por direito de herança.

 

 Cristo, o resplendor da glória de Deus (v.3). Esta é uma revelação da maior transcendência. No Antigo Testamento, Deus manifestou a sua glória, em certas ocasiões, de modo terrível e aterrador. Em alguns momentos, a glória de Deus se manifestou sobre o povo de Israel, deixando-o atordoado. Ezequiel viu a glória de Deus junto ao rio Quebar de modo estranho e terrível. E concluiu, dizendo: “Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí sobre o meu rosto e ouvi a voz de quem falava” (Ez 1.1-28). Tudo isso que o profeta viu foi apenas a “semelhança da glória do Senhor”. Mas em Cristo, Deus revelou “o esplendor da sua glória”.

 

 Cristo, “a expressa imagem” de Deus (v.3). Essa revelação, no texto, amplia a visão de Cristo, dada ao escritor. Mostra que Ele não é só o resplendor da glória de Deus, mas tem a mesma natureza, o mesmo caráter. O termo, no grego, para “expressa imagem” ou “a expressa imagem de seu ser” é charakter, que dá idéia de um carimbo, uma gravação, de gravura indelével. Sendo o Filho do Homem quanto à sua condição humana, Cristo apresentou-se ao mesmo tempo com a natureza do Pai, divina. Ele disse: “eu e o Pai somos um” (Jo 10.30).

 

 Cristo sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder (v.3). Jesus é o agente da criação de Deus. Sua palavra criadora teve efeito não apenas imediato, mas transformou-se em lei, executada no momento em que, como Deus, Ele disse: “Haja luz”; “haja uma expansão...”; “façamos o homem...” (Gn 1.1-26). O poder da palavra de Deus foi tão grande, que sua eficácia continua por todos os séculos. O salmista diz: “tu coroas o ano da tua bondade, e as tuas veredas destilam gordura” (Sl 65.11). No Gênesis, lemos: “Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite não cessarão” (Gn 8.22). Devemos agradecer a Deus por todos os dias que despertamos, pois, vendo a luz do sol, sentindo o ar que respiramos, vendo as pessoas à nossa volta, cada animal que nasce, e cada ser humano que vem à luz, constatamos que isso é obra da criação de Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 Cristo, o Salvador, fez a purificação dos nossos pecados (v.3). O escritor aos Hebreus recebeu a revelação da obra redentora de Cristo, como aquele que, pelo seu sangue, nos purifica de todo o pecado (cf. 1 Jo 1.7). As religiões feitas pelos homens e seus líderes não têm esse poder. Pelo contrário, as religiões orientais, como o Budismo, o Hinduísmo e o Islamismo, pregam uma salvação que pretende purgar os pecados, através de reencarnações, dum carma, ou de obras, levando o homem a crer na mentira da salvação efetuada pelo próprio homem. Com Cristo é diferente. Ele é o agente eficaz da salvação, remindo o homem que o aceita como Salvador.

 

 Assentado à direita de Deus (v.3). Nos antigos impérios e reinos, o lugar de honra era ao lado do monarca, ou do imperador. A comunicação sobre a posição de Cristo, quando elevado aos céus, evoca essa metáfora. Após sua ascensão, Jesus foi recebido à direita de Deus (Mc 16.19); Estêvão viu Jesus à destra de Deus, no momento de seu martírio (At 7.55); (ver ainda Rm 8.34). 

 

 

 

Alegremo-nos por não servirmos a um deus qualquer, produto da mente humana, ou da necessidade imanente de se acreditar em algo ou em alguém superior, como os indígenas e outros povos tidos como primitivos. O nosso Deus é o excelso Criador. O nosso Cristo é o Verbo Divino, o Salvador, que, cumprida sua missão, assentou-se “à direita da majestade nas alturas”. 

 

 

 

“‘Falou-nos... pelo Filho’ (Hb 1.1,2). Estes dois primeiros versículos estabelecem o tema principal deste livro. No passado, o instrumento principal de Deus para sua revelação foram os profetas, mas agora Ele tem falado, ou se revelado pelo seu Filho Jesus Cristo, que é supremo sobre todas as coisas. A Palavra de Deus falada mediante seu Filho é final: ela cumpre e transcende tudo o que foi anteriormente falado da parte de Deus. Absolutamente nada, nem os profetas (v.1) nem os anjos (v.4) têm maior autoridade do que Cristo. Ele é o único caminho para a salvação eterna e o único mediador entre Deus e o homem. O escritor de Hebreus confirma a supremacia de Cristo ao enumerar dEle sete grandes revelações (vv.2,3).

 

Assentou-se à destra’ (1.3). Depois de Cristo ter efetuado o perdão dos nossos pecados mediante a sua morte na cruz, assumiu o seu lugar de autoridade à destra de Deus. A atividade redentora de Cristo no céu envolve seu ministério de mediador divino (8.6; 13.15; 1 Jo 2.1,2), de sumo sacerdote (2.17,18; 4.14-16; 8.1-3) de intercessor (7.25) e de batizador no Espírito (At 2.33)” Notas Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pág.1899).

 

 “Por designação divina, herdeiro de todas as coisas (1.1,2). Deus, desde a eternidade, predestinou seu Filho para ser Possuidor e Soberano de todas as coisas. Mas foi pela encarnação que Cristo alcançou o senhorio messiânico. Como resultado da encarnação, Ele veio tomar posse de algo antes não necessariamente disponível por sua condição de Filho. Era o seu direito de primogenitura, mas foi de sua humanidade, morte e ressurreição que surgiu o tipo de soberania que se tornou sua somente em razão de seu triunfo sobre o pecado na carne (v.3), e como resultado de sua identificação com os homens numa condição de irmandade. O senhorio messiânico não lhe poderia pertencer enquanto estivesse no seu estado pré-encarnado, visto ser uma questão relativa à função e não a poder e majestade inerentes. Em essência, sempre foi o ‘Filho de Deus’, mas isto não o fazia Messias; era necessário que se tornasse o ‘Filho do Homem’”Notas (Comentário Bíblico Hebreus, CPAD, págs.116,117).

 

 

Exposição

 

Exortação

 

 

 

ch. 1

 

 

 

2:1-4

 

 

 

2:5-18

 

 

 

3:01 - 4:14

 

 

 

04:15-05:10

 

 

 

05:11-06:12

 

 

 

6:13-10:18

 

 

 

10:19-39

 

 

 

ch. 11

 

 

 

caps. 12-13 [14] also HÁ alternância de exortação e Exposição, embora o diretor Gênero E uma exortação: exortação (12:1-2), Exposição (12:3-11), exortação (12:12-13); e exortação (12:14-17), Exposição (12:18-24), exortação (12:25-29).

 

 

 

Dentro Das Duas contraditório fazer Capítulo 12 also HÁ alternância de exortação e Exposição, embora o diretor Gênero E uma exortação: exortação (12:1-2), Exposição (12:3-11), exortação (12:12-13); e exortação (12:14-17), Exposição (12:18-24), exortação (12:25-29).

 

 

 

Propósito

 

 

 

O Escritor pediu AOS Leitores Originais de perseverar los SUA Fé, EM Vez de Virar fazer Cristianismo e retornar AO judaísmo. Uma nota de urgencia e Preocupação pastoral permeia Toda uma carta. ESSE tom VEM ATRAVES especialmente Fortemente NAS cinco passagens de advertencia e nn Incentivos Opaco seguem cessos Avisos.

 

 

 

"... O Propósito fazer Escritor AOS Hebreus Localidade: Não E parágrafo nn dar UMA Interpretação da Profecia que Antigo Testamento .... Usando materiais NAO DOS Profetas, mas principalmente dos Salmos, com OUTROS materiais adicionados parágrafo elaborar o Argumento, o Objetivo fazer Escritor FOI o de estabelecer uma superioridade que Evangelho los contraste com Tudo o que Aconteceu Antes, EM particular, o Sistema levítico. uma Evidência diretor da supremacia fazer Cristianismo E apresentado los SUA Finalidade. Vir a Cristo significa o Acesso parágrafo final de Deus, SEM QUALQUÉR Barreira ". [15]

 

 

 

Estilo

 

 

 

Vários Dispositivos estilísticos Capacitar o Aluno dEste Livro de para identificar como Seções fazer Pensamento fazer Escritor. Estes Dispositivos incluem inclusio, Palavras de Ligação, a repetição de TERMOS-chave, alternância Entre Exposição e admoestação, e OUTROS, Que Vou apontar Onde apropriado. ESSES artifícios retóricos Comuns ERAM nd Cultura do Escritor, e Seu USO Deles indicado parágrafo OS Leitores Originais, Onde SEUS Pensamentos estavam em Movimento.

 

 

 

Esboço [16]

 

 

 

I. A Revelação culminante de chs Deus. 1-2

 

 

 

A. O Agente da Revelação definitiva de Deus 1:1-4

 

 

 

B. A superioridade fazer Filho 1:5-14

 

 

 

C. O Perigo da negligencia (O Primeiro aviso) 2:1-4

 

 

 

D. A humilhação e Glória do Filho de Deus 2:5-9

 

 

 

E. Solidariedade não Filho COM a Humanidade 2:10-18

 

 

 

II. O carater Alta sacerdotal fazer Filho 03:01-05:10

 

 

 

A. A Fidelidade fazer Filho 3:1-6

 

 

 

B. O Perigo da descrença (o Segundo aviso) 3:7-19

 

 

 

C. A possibilidade de descanso parágrafo O Povo de Deus 4:1-14

 

 

 

D. A Compaixão fazer Filho 04:15-05:10

 

 

 

III. O alto carga sacerdotal fazer Filho 5:11-10:39

 

 

 

A. O Perigo de imaturidade (o Terceiro aviso) 5:11-06:12

 

 

 

1. Condição dos Leitores 5:11-14

 

 

 

2. O Remédio necessario 6:1-3

 

 

 

3. Uma Terrível alternativa 6:4-8

 

 

 

4. Uma Perspectiva incentivando 6:9-12

 

 

 

B. Um parágrafo base de uma Confiança e firmeza 6:13-20

 

 

 

Alta Ministério sacerdotal C. O Filho 7:01-10:18

 

 

 

1. Uma Pessoa de Nossa Alta ch Sacerdote. 7

 

 

 

2. O Trabalho de nossos tampas de Sumo Sacerdote. 8-9

 

 

 

3. Uma Realização de Nosso sumo Sacerdote 10:1-18

 

 

 

D. O Perigo de pecar deliberadamente (O Quarto aviso) 10:19-39

 

 

 

1. Uma tríplice admoestação 10:19-25

 

 

 

2. O aviso de Julgamento 10:26-31

 

 

 

3. Incentivo O parágrafo perseverar 10:32-39

 

 

 

IV. A adequada RESPOSTA 11:01-00:13

 

 

 

A. A Perseverança na Fé, cap. 11

 

 

 

1. Era Fé na antediluviana 11:1-7

 

 

 

2. Era Fé na patriarcal 11:8-22

 

 

 

3. Era Fé na Mosaic 11:23-31

 

 

 

4. Fé los eras Posteriores 11:32-40

 

 

 

B. Demonstrar necessario Resistência 12:1-13

 

 

 

1. Um Exemplo de Jesus 12:1-3

 

 

 

2. Uma Visão adequada de Ensaios 12:4-11

 

 

 

3. Uma necessidade de Força Maior 12:12-13

 

 

 

V. A Vida em hum Mundo hostil 12:14-13:25

 

 

 

A. O Perigo de Falta de RESPOSTA (o quinto aviso) 12:14-29

 

 

 

1. O Objetivo da paz 12:14-17

 

 

 

2. Uma superioridade da Nova Aliança 12:18-24

 

 

 

3. Conforme Consequências da apostasia 12:25-29

 

 

 

B. A vida dentro do ch igreja. 13

 

 

 

1. Lembretes Pastorais 13:1-21

 

 

 

2. Explicações pessoais 13:22-25

 


NOTAS BIBLIA LUMINIA