Translate this Page

Rating: 3.0/5 (946 votos)



ONLINE
6




Partilhe este Site...

 

 

<

Flag Counter

mmmmmmmmmmm


// ]]>


introdução do antigo testamento
introdução do antigo testamento

 

 

                                                  O CANON JUDAICO (A.T)

 

         O cânon do Antigo Testamento e os livros apócrifos N. 1

                                           A Canon dos judeus 

                                  Introdução ao Antigo Testamento

 

Antigo testamento (AT) é o nome que os cristãos dão ao conjunto das Escrituras Sagradas do povo de Israel. Esses livros, originalmente escrito em hebraico, fazem parte também da Bíblia Sagrada dos cristãos.

O Antigo Testamento fala sobre a antiga aliança de Deus, por meio dos patriarcas e de Moisés, fez com o seu povo. Já o Novo Testamento trata da nova aliança que Deus, por meio de Jesus Cristo, fez com o seu povo.

 

Os israelitas agrupam os livros do antigo Testamento em três divisões:

 

1- Lei:

A Lei agrupa os primeiros cinco livros do AT.

 

2- Profetas:

Os profetas têm duas divisões: Os Profetas Anteriores (de Josué a 2Reis), e os Posteriores (Isaias a Malaquias). Os profetas de Oséias a Malaquias recebem dos israelitas o nome de “O Livro dos Doze”.

 

3- Escritos: 
fazem parte desta divisão os seguintes livros: Salmos, Jó, Provérbios, Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações, Ester, Daniel, Esdras, Neemias e Crônicas.

 

As três divisões correspondem à ordem histórica em que os seus livros foram aceitos como autorizados a fazerem parte do cânon dos israelitas. “Cânon” é a coleção de livros aceitos como Escrituras Sagradas.

 

As Igrejas Cristãs seguem, em geral, um arranjo diferente do dos israelitas, mas os livros são os mesmos, em número de trinta e nove. Essa ordem se encontra nas antigas versões gregas e latinas usadas pela igreja primitiva.

 

Os primeiros cinco livros do AT são chamados de “Pentateuco” ou “Os Livros da Lei”. A palavra “Pentateuco” quer dizer “cinco volumes”. Eles falam sobre a criação do mundo e da humanidade e contam a história dos hebreus, começando com a chamada de Abraão e continuando até a morte de Moisés, que aconteceu quando o povo de Israel estava para entrar em Canaã, a Terra Prometida.

Os doze livros seguintes, de Josué até Ester, são livros históricos, que narram os principais acontecimentos da história de Israel desde a sua entrada na Terra Prometida até o tempo em que as muralhas de Jerusalém foram reconstruídas, depois da volta dos israelitas do cativeiro. Isso aconteceu uns quatrocentos e quarenta e cinco anos antes do nascimento de Cristo.

Os livros de Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos e Lamentações de Jeremias são chamados de Livros Poéticos.

Os últimos dezessete livros do AT contêm mensagens de Deus anunciadas ao povo de Israel pelos profetas. Esses mensageiros de Deus condenavam os pecados do povo, exigiam o arrependimento e prometiam as bênçãos divinas para as pessoas que confiassem em Deus e vivessem de acordo com a vontade dele. Es livros estão divididos em dois grupos: Profetas Maiores (Isaias a Daniel) e Profetas Menores (Oséias a Malaquias).

 

Algumas versões antigas, tais como a Septuaginta, em grego, e a Vulgata, em latim, incluem no AT alguns livros que não se encontram na Bíblia Hebraica de Israel. Esses livros foram escritos no período intertestamentário. A Igreja Romana os aceita e os chama de “Deuterocanônicos”, isto é, pertencem a um “segundo cânon”. São eles: Tobias, Judite, Ester Grego, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, Carta de Jeremias e os acréscimos a Daniel, que são a Oração de Azarias e as histórias de Suzana, de Bel e do Dragão.

 

A formação do Antigo Testamento

 

Os trinta e nove livros que compõem o AT foram escritos durante um período de mais de mil anos. As histórias, os hinos, as mensagens dos profetas e as palavras de sabedoria foram agrupadas em coleções, que, com o tempo foram juntadas e aceitas como escritura sagrada.

Alguns livros de história que são mencionados no AT se perderam. São eles: Livro do Justo (Js 10.13), a História de Salomão (1Rs 11.41), a História dos Reis de Israel (1Rs 14.19) e a História dos Reis de Judá (1Rs 14.29).

Os livros de Salmos e de Provérbios são obra de vários autores.

 

Para o povo de Israel conhecer o autor de determinado livro das  Escrituras não era tão importante como reconhecer que se tratava de livro que tinha sido escrito por inspiração divina e que continha mensagem ou mensagens de valor permanente a respeito de Deus e de seus relacionamentos com o povo de Israel em particular e com os povos do mundo em geral. São variadas e divididas as opiniões dos estudiosos das Escrituras quanto à autoria de cada livro em particular.

 

Prosa e Poesia no Antigo Testamento

 

Boa parte do AT está escrita em prosa. Estão escritos em prosa os relatos da vida de pessoas, como se pode ver em Gênesis e Rute. Outros livros narram a história de Israel, por exemplo, Êxodo 1-19, partes de Números, Josué, Juizes, Samuel, Reis, Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. Estão em prosa os registros das leis dadas por Deus a Israel, bem como os assuntos relacionados ao culto.

O Livro de Deuteronômio consta principalmente de discurso pronunciados por Moisés.

Há livros de profetas escritos em prosa, como, por exemplo, Jeremias (boa parte), Ezequiel, Daniel e os profetas menores, menos Naum e Habacuque.

Nos livros de Provérbios e Eclesiastes, aparece uma forma especial de prosa apropriada à literatura de sabedoria.

 

Há vários livros e partes de livros que foram escritos em forma de poesia. A poesia hebraica se expressa de uma forma especial chamada de paralelismo. As características desse tipo de poesia são tratadas em Salmos, ela se chama litúrgica, porque os Salmos forma escritos para serem usados no culto.

O livro de Jó também é poético. Há livros proféticos que empregam a linguagem poética, como Isaías, partes de Jeremias, Lamentações, Naum e Habacuque.

 

Geografia de Israel

 

Incluindo-se os territórios dos dois lados do rio Jordão, o Israel antigo ocupava uma área de mais ou menos 16.000 km quadrados. De norte a sul, isto é, de Dã até Berseba, a distância era de 240 km. De leste a oeste, isto é, de Gaza até o mar Morto, a distância é de 86 km. Mas é impressionante o fato de que um país tão pequeno tenha exercido uma influência religiosa tão poderosa que se estende pelo mundo inteiro até hoje.

Os vizinhos mais próximos de Israel eram, no litoral, os filisteus e os fenícios; ao norte, estavam os heteus e os arameus (sírios); a leste do Jordão, habitavam os amonitas e os moabitas; e, ao sul, os edomitas. Os vizinhos mais distantes eram o Egito e a Assíria.

 

Durante o período da conquista dos Juízes, o país foi dividido pelas tribos de Israel. No período do Reino unido, a capital era Jerusalém. Após a divisão a capital de Judá (Reino do Sul), era Jerusalém e capital de Israel (Reino do Norte), era Samaria.

 

Na terra de Israel, observam-se quatro zonas paralelas, na direção norte-sul. A primeira zona é a planície costeira. A segunda, no centro, é a região montanhosa. A terceira é o vale do Jordão, rio que desemboca no mar Morto. E a quarta é o planalto onde hoje está a Jordânia.

Os Israelitas dividiam o ano em duas estações. No verão, fazia calor e se colhiam frutas; no inverno, terminavam as colheitas, chovia e fazia frio.

 

Períodos da História de Israel

 

A história do povo de Deus no AT divide-se em oito períodos.

1º Período: De mais ou menos 1900 a 1700 aC, e nele viveram os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó.

2º Período: Escravidão no Egito e êxodo, mais ou menos de 1250 a 1030 aC. O líder nesse período é Moisés.

3º Período: Conquista e posse de Canaã, mais ou menos de 1250 a 1030 aC. O povo é comandado por Josué e pelos Juízes. O último juiz foi Samuel.

4º Período: O Reino unido, mais ou menos de 1030 a 932 aC. O povo é governado por três reis: Saul, Davi e Salomão.

5º Período: O Reino dividido, de 931 a 586 aC. O Reino de Israel, ao norte, durou 200 anos. Samaria, sua capital, caiu em 722 aC. Conquistada pelos assírios. O Reino de Judá, ao sul, durou 345 anos, tendo chegado ao fim com a conquista de Jerusalém pelos babilônios em 587 ou 586 aC.

6º Período: O período do cativeiro, também chamado de exílio, começou em 722, com a conquista de Samaria. Os moradores do Reino do norte foram levados como prisioneiros para a Assíria. 136 anos depois, em 587 ou 586, Jerusalém foi conquistada, e os moradores do Reino do sul foram levados para a Babilônia.

7º Período: A volta do povo de Deus à Terra Prometida começou em 538 aC, por ordem de Ciro, rei da Pérsia, que havia dominado a Babilônia. Vários grupos de judeus voltaram para a terra de Israel, ficaram morando nela e reconstruíram o templo (520 aC) e as muralhas de Jerusalém (445-443 aC).

8º Período: É o intertestamentário, isto é, o que fica entre o fim do Antigo Testamento e o começo do Novo Testamento. Ele vai de Malaquias, o último profeta, que profetizou entre 500 e 450 aC, até o nascimento de Cristo.

Este período é chamado de helenístico por causa do domínio e da cultura grega. O rei grego Alexandre, o Grande, começou a governar Israel em 333 aC.

De 323 a 198, o governo foi exercido pelos ptolomeus, descendentes de um general de Alexandre. De 198 a 166, o domínio foi dos selêucidas, descendentes de um general de Alexandre que havia governado a Síria. De 166 a 63, Israel viveu 123 anos de independência, sendo o país governado pelos asmoneus, que eram descendentes de Judas Macabeu, o líder da libertação de Israel. Em 63 aC, Jerusalém caiu em poder dos romanos e passou a fazer parte do Império Romano. O governo em Israel era exercido por reis nomeados pelo Imperador de Roma. Um desses reis foi Herodes, o Grande, que governou de 37 a 4 aC.

 

Valores Religiosos

 

O Antigo Testamento registra a experiência que os seus autores e o povo de Israel tiveram com Javé, o verdadeiro Deus. As nações vizinhas tinham vários deuses e deusas, que eram adorados na forma de imagens (ídolos). A crença de Israel era diferente. Javé era o único Deus de Israel, e dele não se faziam imagens. Javé era o Deus único, Criador e Senhor do Universo. Ele era um Deus vivo e salvador, sempre vivendo com o seu povo.

Esse Deus impunha aos seus adoradores leis e normas morais que tinha em vista um procedimento correto nos relacionamentos da vida. E havia leis sociais que protegiam interesses das outras pessoas, inclusive as marginalizadas, e do povo como um todo. Javé perdoava as pessoas que quebravam suas leis. Mas o perdão era somente concedido na condição de as pessoas se arrependerem, confessarem os seus erro e se disporem a corrigir-se. As pessoas que permaneciam em pecado, eram julgadas por Deus e castigadas.

Javé fez com o povo de Israel uma aliança, pela qual ele prometeu ser o Deus de Israel; e o povo, por sua vez, prometeu ser fiel a Deus, disposto a seguir e obedecer às suas leis. Essa doutrina fundamental da crença do povo de Israel é complementada por estas palavras que Jesus pronunciou na ocasião da instituição da Ceia: “Este cálice é a nova aliança feita por Deus com o seu povo, aliança que é garantida pelo meu sangue, derramado em favor de vocês” (Lc 22.20).

Por meio de símbolos e de profecias, o AT preparou o povo de Deus para a vinda do Messias, aquele que Deus iria enviar a fim de trazer a salvação completa para as pessoas.

Para se entender bem o Novo Testamento, é necessário recorrer ao AT, porque este forma a base para os ensinamentos encontrados no Novo Testamento. Mas nem todo os ensinamentos encontrados no AT têm validade para os cristãos. O cristão lê o AT com a luz que vem da maneira de Jesus interpretá-lo e completá-lo. Jesus disse: “Não pensem que eu vim acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo” (Mt 5.17). E, logo adiante Jesus afirmou algo que é totalmente novo: “Vocês sabem o que foi dito: ‘Ame os seus amigos e odeie os seus inimigos.’ Mas eu lhes digo: ‘Ame os seus inimigos e amem os que perseguem vocês’” (Mt 5.43,44). Essas palavras de Jesus sobre inimigos vão muito além dos ensinamentos do AT sobre o assunto.

Os ensinamentos do AT sobre a lei, o culto, a conduta das pessoas, a sua vida, a sua morte e a sua vida após a morte são entendidos e vividos pelos cristãos à luz da revelação completa e final que se encontra no Novo Testamento.

Fonte: Bíblia de Estudo  NTLH 

 

 

TEXTO E FORMA

Antigo Testamento é o nome dado, desde os primórdios do Cristianismo, às escrituras sagradas do povo de Israel, formadas por um conjunto de livros muito diferentes uns dos outros em caráter e gênero literário e pertencentes a diversas épocas e autores.

O Antigo Testamento ocupa, sem dúvida, um lugar preeminente no quadro geral da importante literatura surgida no Antigo Oriente Médio. No decorrer da sua longa história, egípcios, sumérios, assírios, babilônicos, fenícios, hititas, persas e outros povos da região produziram um importante tesouro de obras literárias porém nenhuma delas se compara ao Antigo Testamento quanto à riqueza dos temas e beleza de expressão e, muito menos, quanto ao valor religioso.

Os gêneros literários do Antigo Testamento

 Em termos gerais, todos os escritos do Antigo Testamento podem ser incluídos em um ou outro dos dois grandes gêneros literários que são a prosa e a poesia em tudo, uma segunda aproximação permite apreciar a grande diversidade de classes e estilos que, muitas vezes misturados entre si, configuram ambos os gêneros.

Quanto à prosa, é o gênero no qual estão escritos textos como os seguintes:

a) relatos históricos, presentes sobretudo nos livros de caráter narrativo e que, a partir de Abraão (Gn 11.27-25.11), referem-se ou diretamente ao povo de Israel e aos seus personagens mais significativos ou indiretamente aos povos e nações cuja história está relacionada muito de perto com Israel;
b) o relato de Gn 1-3 sobre as origens do mundo e da humanidade, o qual, do ponto de vista literário, merece referência à parte;
c) passagens especiais (p. ex., a história dos patriarcas), narrações épicas (p. ex., o êxodo do Egito e a conquista de Canaã), quadros familiares (p. ex., o livro de Rute), profecias (em parte), visões, crônicas oficiais, diálogos, discursos, instruções, exortações e genealogias;
d) textos legais e normas de conduta e regulamentação da prática religiosa coletiva e pessoal.

Quanto à poesia, o Antigo Testamento oferece vários modelos literários, que podem ser resumidos em:

a) cúlticos (p. ex., Salmos e Lamentações);
b) proféticos (uma parte muito importante dos textos dos profetas de Israel);
c) sapienciais, os quais recolhem reflexões e ensinamentos relativos à vida diária (Provérbios e Eclesiastes) ou que giram em torno de algum problema de caráter teológico (Jó).

Autores e tradição

De acordo com a sua origem, os livros do Antigo Testamento podem ser classificados em dois grandes grupos. O primeiro é formado pelos escritos que deixam transparecer a atividade criadora do autor e parecem ser marcados pelo selo da sua personalidade. Tal é o caso de boa parte dos textos proféticos, cuja mensagem inicial foi, às vezes, ampliada, chegando, posteriormente, ao seu pleno desenvolvimento em âmbitos onde a inspiração do profeta original se deixava sentir com intensidade.

No segundo grupo são incluídos os livros nos quais, não tendo permanecido marcas próprias do autor, foram as tradições que se encarregaram de transmitir a mensagem preservada pelo povo, proclamando-a e aplicando-a às circunstâncias próprias de cada tempo novo. A esse grupo pertence uma boa parte da narrativa histórica e da literatura cúltica e sapiencial.

Transmissão do texto 

A passagem da tradição oral para a escrita chega ao Antigo Testamento num tempo em que o papiro e o pergaminho já estavam em uso como materiais de escrita. Deles se faziam longas tiras que, convenientemente unidas, formavam os chamados "rolos", uma espécie de cilindros de peso e volume às vezes consideráveis. Assim, chegaram até nós os textos do Antigo Testamento (cf. Jr 36), ainda que não nos seus manuscritos hebraicos originais, porque com o tempo todos desapareceram, mas graças à grande quantidade de cópias feitas ao longo de muitos séculos. Dentre elas, as mais antigas que temos pertencem ao séc. I a.C. Foram descobertas em lugares como Qumran, a oeste do mar Morto, algumas em muito bom estado de conservação e outras, muito deterioradas e reduzidas a fragmentos.

Das cópias que contêm o texto integral da Bíblia Hebraica, a mais antiga é o Códice de Alepo, que data do séc. X d.C. e é o reflexo da tradição tiberiense.

O sistema alfabético utilizado nos primitivos manuscritos hebraicos carecia de vogais: na sua época e de acordo com um uso comum de diversas línguas semíticas, somente as consoantes tinham representação gráfica. Essa peculiaridade era, obviamente, uma fonte de sérios problemas de leitura e interpretação dos escritos bíblicos, cuja unificação realizaram os especialistas judeus do final do séc. I d.C.

O trabalho daqueles sábios foi favorecido na última parte do séc. V a.C. pelo desenvolvimento, sobretudo em Tiberíades e Babilônia, de um sistema de leitura que culminou entre os séculos VIII e XI d.C. com a composição do texto chamado "massorético". Nele, fruto do intenso trabalho realizado pelos "massoretas" (ou "transmissores da tradição"), ficou definitivamente fixada a leitura da Bíblia Hebraica através de um complicado conjunto de sinais vocálicos e entonação.

Apesar do excelente cuidado que os copistas tiveram para fazer e conservar as cópias do texto bíblico, nem sempre puderam evitar que aqui e ali fossem introduzidas pequenas variantes na escrita. Por isso, a fim de descobrir e avaliar tais variantes, o estudo dos antigos manuscritos implica uma minuciosa tarefa de comparação de textos, não somente entre umas ou outras cópias hebraicas, mas também em antigas traduções para outras línguas:
o texto samaritano do Pentateuco (escrita samaritana)
as versões gregas, especialmente a LXX (feita em Alexandria entre os séculos III e II a.C. e utilizada freqüentemente pelos escritores do Novo Testamento)
as aramaicas (os targumim, versões parafrásticas)
as latinas, em especial a Vulgata
as siríacas, as coptas ou a armênia. Os resultados desse trabalho de fixação do texto se encontram sintetizados nas edições críticas da Bíblia Hebraica.

GEOGRAFIA E RELIGIÃO

A Palestina do Antigo Testamento

A região onde se desenrolaram os acontecimentos mais importantes registrados no Antigo Testamento está situada na zona imediatamente a leste da bacia do Mediterrâneo. O nome mais antigo dela registrado na Bíblia é "terra de Canaã" (Gn 11.31), substituído posteriormente, entre os israelitas, por "terra de Israel" (1Sm 13.19 Ez 11.17 Mt 2.20). Os gregos e romanos preferiram chamá-la de "Palestina", termo derivado do apelativo "filisteu", pelo qual era conhecido o povo que habitava a costa do Mediterrâneo. No tempo em que o Império Romano dominou o país, pelo menos uma região deste recebeu o nome de "Judéia". Durante a maior parte do período monárquico (931-586 a.C.), a terra de Israel esteve dividida em duas: ao sul, o reino de Judá, sendo Jerusalém sua capital e ao norte, o reino de Israel, tendo a cidade de Samaria como capital. As grandes diferenças políticas que separavam ambos os reinos aumentaram ainda mais quando, em 721 a.C., o reino do Norte foi conquistado pelo exército assírio.

O território palestino é formado por três grandes faixas paralelas que se estendem do Norte ao Sul. A ocidental, uma planície banhada pelo Mediterrâneo, estreita-se em direção ao Norte, na Galiléia, e depois fica cercada pelo monte Carmelo. Nessa planície se encontravam as antigas cidades de Gaza, Asquelom, Asdode e Jope (atualmente um subúrbio de Tel Aviv) e a Cesaréia romana, de construção mais recente.

A faixa central é formada por uma série de montanhas que, desde o Norte, como que se desprendendo da cordilheira do Líbano, descem paralelas pela costa até penetrar no Sul, no deserto de Neguebe. O vale de Jezreel (ou de Esdrelom), entre a Galiléia e Samaria, cortava a cadeia montanhosa, cujas duas alturas máximas estão uma (1.208 m) na Galiléia e a outra (1.020 m), na Judéia. Nessa faixa central do país, encontra-se a cidade de Jerusalém (cerca de 800 m acima do nível do mar) e outras importantes da Judéia, Samaria e Galiléia.

A oriente da região montanhosa serpenteia o rio Jordão, o maior rio da Palestina, o qual nasce ao norte da Galiléi

a, no monte Hermom, e caminha em direção ao sul ao longo de 300 km, (pouco mais de 100 km, em linha reta). No seu curso, atravessa o lago Merom e depois o mar ou lago da Galiléia (ou ainda "mar de Tiberíades") e corre por uma depressão que se torna cada vez mais profunda, até desembocar no mar Morto, a 392 m abaixo do nível do Mediterrâneo.

Mais além da depressão do Jordão, no seu lado oriental, o terreno torna a elevar-se. Sobretudo na região norte há cumes importantes, como, já fora da Palestina, o monte Hermom, com até 2.758 m de altura.

A Palestina é predominantemente seca, desértica em extensas regiões do Leste e Sul do país, com montanhas muito pedregosas e poucos espaços com condições favoráveis para o cultivo. Os terrenos férteis, próprios para a agricultura, encontram-se, sobretudo, na planície de Jezreel, ao norte, no vale do Jordão e nas terras baixas que, ao ocidente, acompanham a costa. As altas temperaturas predominantes se atenuam nas partes elevadas, onde as noites podem chegar a ser frias. As duas estações mais importantes são o inverno e o verão (cf. Gn 8.22 Mt 24.20,32), mas, quanto ao clima, o essencial para os trabalhos agrícolas é a regularidade na chegada das chuvas: as temporãs (entre outubro e novembro) e as serôdias (entre dezembro e janeiro). Armazena-se, então, a água em algibes (ou cisternas), para poder tê-la durante os outros meses do ano.

Valorização religiosa do Antigo Testamento

No Antigo Testamento, como em toda a Bíblia, é reconhecida, em sua origem, uma autêntica experiência religiosa. Deus se revelou ao povo de Israel na realidade da sua história e fez isso como o único Deus, Criador e Senhor do universo e da história, não se assemelhando a nenhuma outra experiência humana, nem identificando-se com alguma imagem feita pelos homens. Deus é o Autor da vida, o Criador da existência de todos os seres e é um Deus salvador, que está sempre ao lado do seu povo, mas que não se deixa manipular por ele que impõe obrigações morais e sociais, que não se deixa subornar, que protege os fracos e ama a justiça. É um Deus que se achega ao povo, especialmente no culto um Deus perdoador, que quer que o pecador viva, porém julga com justiça e castiga a maldade. As idéias e a linguagem do Antigo Testamento transparecem nos escritos do Novo Testamento, em cujo pano de fundo está sempre presente o Deus do Antigo Testamento, o Pai de Jesus Cristo, em quem é revelado, definitivamente, o seu amor e a sua vontade salvadora para todo aquele que o recebe pela fé.

O Antigo Testamento dá especial atenção ao relacionamento de Deus com Israel, o seu povo escolhido. Um dos mais importantes aspectos desse relacionamento é a Aliança com Israel, mediante a qual Javé se compromete a ser o Deus daquele povo que tomou como a sua possessão particular e dele exige o cumprimento religioso dos mandamentos e das leis divinas. Assim, a fé comum, as celebrações cúlticas e a observância da Lei são os elementos que configuram a unidade de Israel, uma unidade que se rompe quando se torna infiel ao Deus ao qual pertence. A história de Israel como povo escolhido revela que o mais importante é manter a sua identidade religiosa em meio ao mundo ao seu redor, passo necessário que será dado em direção à mensagem universal que depois, em Jesus Cristo, será proclamada pelo Novo Testamento.

Nem todos os aspectos do Antigo Testamento mantêm igual vigência para o cristão. O Antigo Testamento deve ser interpretado à luz da sua máxima instância, que é Jesus Cristo. A projeção histórica e profética do povo de Israel no Antigo Testamento é uma etapa precursora no caminho que conduz à plena revelação divina em Cristo (Hb 1.1-2). Por outro lado, o Novo Testamento é o testemunho de fé de que as promessas feitas por Deus a Israel são cumpridas com a vinda do Messias (cf., p. ex., Mt 1.23 Lc 3.4-6 At 2.16-21 Rm 15.9-12). Por isso, certas instruções absolutamente válidas para o povo judeu deixam de ser igualmente vigentes para o novo povo de Deus, que é a Igreja (cf. At 15 Gl 3.23-29 Cl 2.16-17 Hb 7.11-10.18) e alguns aspectos da lei de Moisés, do culto do Antigo Testamento e da doutrina sobre o destino do ser humano, pessoal e comunitariamente considerado, devem ser interpretados à luz do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

HISTÓRIA E CULTURA

A existência de Israel como povo remonta, provavelmente, ao último período do séc. XI a.C. Era o tempo do nascimento da monarquia e da unificação das diversas tribos, que viviam separadas entre si até que, sob o governo do rei Davi, constituiu-se o Estado nacional, com Jerusalém por capital.

Até chegar a esse momento, a formação do povo havia sido lenta e difícil, mesclada freqüentemente com a história das mais antigas civilizações que floresceram no Egito, às margens do Nilo e na Mesopotâmia, nas terras regadas pelo Tigre e o Eufrates. As fontes extrabíblicas da história de Israel naquela época são muito limitadas, carentes da base documental necessária para se estabelecerem com precisão as origens do povo hebreu. Nesse aspecto, o livro de Gênesis proporciona alguns dados de valor inestimável, pois o estudo dos relatos patriarcais permite descobrir alguns aspectos fundamentais da origem do povo israelita.

A época dos patriarcas Os personagens do Antigo Testamento, habitualmente denominadas "patriarcas", eram chefes de grupos familiares seminômades que iam de um lugar a outro em busca de comida e água para os seus rebanhos. Não havendo chegado ainda à fase cultural do sedentarismo e dos trabalhos agrícolas, os seus assentamentos eram, em geral, eventuais: duravam o tempo em que os seus gados demoravam para consumir os pastos.

Gênesis oferece uma visão particular do começo da história de Israel, que é mais propriamente a história de uma família. Procedentes da cidade mesopotâmica de Ur dos caldeus, situada junto ao Eufrates, Abraão e a sua esposa chegaram ao país de Canaã. Deus havia prometido a Abraão que faria dele uma grande nação (Gn 12.1-3 cf. 15.1-21 17.1-4) e, conforme essa promessa, nasceu o seu filho Isaque, que, por sua vez, foi o pai de Jacó. Durante a sua longa viagem, primeiro na direção norte e depois na direção sul, Abraão deteve-se em diversos lugares mencionados na Bíblia: Harã, Siquém, Ai e Betel (Gn 11.31-12.9) atravessou a região desértica do Neguebe e chegou até o Egito, de onde, mais tarde, regressou para, finalmente, estabelecer-se em um lugar conhecido como "os carvalhais de Manre", junto a Hebrom (Gn 13.1-3,18). Ao morrer Abraão (Gn 25.7-11 cf. 23.2,17-20), Isaque converte-se no protagonista do relato bíblico, que o apresenta como habitante de Gerar e Berseba (Gn 26.6,23), lugares do Neguebe (Gn 24.62), na região meridional da Palestina. Isaque, herdeiro das promessas de Deus a Abraão, aparece no meio de um quadro descritivo da vida seminômade do segundo milênio a.C.: busca de campos de pastoreio, assentamentos provisórios, ocasionais trabalhos agrícolas nos limites de povoados fronteiriços e discussões por causa dos poços de água onde se dava de beber ao gado (Gn 26).

Depois de Isaque, a atenção do relato concentra-se nos conflitos pessoais surgidos entre Jacó e o seu irmão Esaú, que são como que uma visão antecipada dos graves problemas que, posteriormente, haveriam de acontecer entre os israelitas, descendentes de Jacó, e os edomitas, descendentes de Esaú. A história de Jacó é mais longa e complicada que as anteriores. Consta de uma série de relatos entrelaçados: a fuga do patriarca para a região mesopotâmica de Padã-Arã a inteligência e a riqueza de Jacó o regresso a Canaã o episódio de Peniel, onde Deus mudou o nome de Jacó para Israel (Gn 32.28) a revelação de Deus e a renovação das suas promessas (Gn 35.1-15) a história de José e a morte de Jacó no Egito (Gn 37.1-50.14).

A saída do Egito

A situação política e social das tribos israelitas, do Egito e dos países do Oriente Médio, no período que vai da morte de José à época de Moisés, sofreu mudanças consideráveis.

O Egito viveu um tempo de prosperidade depois de expulsar do país os invasores hicsos. Este povo oriundo da Mesopotâmia, depois de passar por Canaã, havia se apropriado, no início do séc. XVIII a.C., da fértil região egípcia do delta do Nilo. Os hicsos dominaram no Egito cerca de um século e meio, e, provavelmente, foi nesse tempo que Jacó se instalou ali com toda a sua família. Esta poderia ser a explicação da acolhida favorável que foi dispensada ao patriarca, e de que alguns dos seus descendentes, como aconteceu com José (Gn 41.37-43), chegaram a ocupar postos importantes no governo do país.

A situação mudou quando os hicsos foram finalmente expulsos do Egito. Os estrangeiros residentes, entre os quais encontravam-se os israelitas, foram submetidos a uma dura opressão. Essa mudança na situação política está registrada em Êx 1.8, que diz que subiu ao trono do Egito um novo rei "que não conhecera a José." Durante o mandato daquele faraó, os israelitas foram obrigados a trabalhar em condições subumanas na edificação das cidades egípcias de Pitom e Ramessés (Êx 1.11). Porém, em tais circunstâncias, teve lugar um acontecimento que haveria de permanecer gravado, para sempre, nos anais de Israel: Deus levantou um homem, Moisés, para constituí-lo libertador do seu povo.

Moisés, apesar de hebreu por nascimento, recebeu uma educação esmerada na própria corte do faraó. Certo dia, Moisés viu-se obrigado a fugir para o deserto, e ali Javé (nome explicado em Êx 3.14 como "EU SOU O QUE SOU") revelou-se a ele e lhe deu a missão de libertar os israelitas da escravidão a que estavam submetidos no Egito (Êx 3.1-4.17). Regressou Moisés ao Egito e, depois de vencer com palavras e ações maravilhosas a resistência do faraó, conseguiu que a multidão dos israelitas se colocasse em marcha em direção ao deserto do Sinai.

Esse capítulo da história de Israel, a libertação do jugo egípcio, marcou indelevelmente a vida e a religião do povo. A data precisa desse acontecimento não pode ser determinada. Têm-se sugerido duas possibilidades: até meados do séc. XV e até meados do séc. XIII. (Neste último caso seria durante o reinado de Ramsés II ou do seu filho Meneptá.).

Durante os anos de permanência no deserto do Sinai, enquanto os israelitas dirigiam-se para Canaã, produziu-se um acontecimento de importância capital: Deus instituiu a sua Aliança com o seu povo escolhido (Êx 19). Essa Aliança significou o estabelecimento de um relacionamento singular entre Javé e Israel, com estipulações fundamentais que ficaram fixadas na lei mosaica, cuja síntese é o Decálogo (Êx 20.1-17). A conquista de Canaã e o período dos juízes.

Depois da morte de Moisés (Dt 34), a direção do povo foi colocada nas mãos de Josué, a quem coube guiá-lo ao país de Canaã, a Terra Prometida. A entrada naqueles territórios iniciou-se com a passagem do Jordão, fato de grande significação histórica, porque com ela inaugurava-se um período decisivo para a constituição da futura nação israelita (Js 1-3).

Conquistar e assentar-se em Canaã não se tornou empresa fácil. Foi um longo e duro processo (cf. Jz 1), às vezes, de avanço pacífico, mas, às vezes, de inflamados choques com os hostis povos cananeus (cf. Jz 4-5), formados por populações diferentes entre si, ainda que todas pertencentes ao comum tronco semítico muitas delas terminaram absorvidas por Israel (cf. Js 9).

Naquele tempo da chegada e conquista de Canaã, os grandes impérios do Egito e da Mesopotâmia já haviam iniciado a sua decadência. Destes eram vassalos os pequenos Estados cananeus, de economia agrícola e cuja administração política limitava-se, geralmente, a uma cidade de relativa importância nos limites das suas terras. Em relação à religião, caracterizava-se sobretudo pelos ritos em honra a Baal, Aserá e Astarote, e a deuses secundários, geralmente divindades da fecundidade.

A etapa conhecida como "período dos juízes de Israel" sucedeu à morte de Josué (Js 24.29-32). Desenvolveu-se entre os anos 1200 e 1050 a.C., e a sua característica mais evidente foi, talvez, a distribuição dos israelitas em grupos tribais, mais ou menos independentes e sem um governo central que lhes desse um mínimo sentido de organização política. Naquelas circunstâncias surgiram alguns personagens que assumiram a direção de Israel e que, ocasionalmente, atuaram como estrategistas e o guiaram nas suas ações de guerra (ver, p. ex., em Jz 5, o Cântico de Débora, que celebra o triunfo de grupos israelitas aliados contra as forças cananéias). Entre todos os povos vizinhos, foram, provavelmente, os filisteus que representaram para Israel a mais grave ameaça. Procedentes de Creta e de outras ilhas do Mediterrâneo oriental, os filisteus, conhecidos também como "os povos do mar", que primeiramente haviam intentado sem êxito penetrar no Egito, apoderaram-se depois (por volta de 1175 a.C.) das planícies costeiras da Palestina meridional. Ali estabeleceram-se e constituíram a "Pentápolis", o grupo das cinco cidades filistéias: Asdode, Gaza, Asquelom, Gate e Ecrom (1Sm 6.17), cujo poder reforçou-se com a sua aliança e também com o monopólio da manufatura do ferro, utilizado tanto nos seus trabalhos agrícolas quanto nas suas ações militares (1Sm 13.19-22).

O início da monarquia de Israel 

A figura política dos "juízes", apta para resolver assuntos de caráter tribal, mostrou-se ineficaz ante os problemas que, mais tarde, haveriam de ameaçar a sobrevivência do conjunto de Israel no mundo palestino. Assim, pouco a pouco, veio a implantação da monarquia e, com ela, uma forma de governo unificado, dotado da autoridade necessária para manter uma administração nacional estável. Ainda que a monarquia tenha enfrentado, no início, fortes resistências internas (1Sm 8), paulatinamente chegou a impor-se e consolidar-se. Samuel, o último dos juízes de Israel, foi sucedido por Saul, que em 1040 a.C. iniciou o período da monarquia, que se prolongou até 586 a.C., quando, durante o reinado de Zedequias, os babilônios sitiaram e destruíram Jerusalém, tendo Nabucodonosor à frente. Saul, que começou a reinar depois de ter obtido uma vitória militar (1Sm 11) e de ter triunfado em outras ocasiões, todavia, nunca conseguiu acabar com os filisteus, e foi lutando contra eles no monte Gilboa que morreram os seus três filhos e ele próprio (1Sm 31.1-6).

Saul foi sucedido por Davi, proclamado rei pelos homens de Judá na cidade de Hebrom (2Sm 2.4-5). O seu reinado iniciou-se, pois, na região meridional da Palestina, mas depois estendeu-se em direção ao norte. Reconhecido como rei por todas as tribos israelitas, conseguiu unificá-las sob o seu governo. Durante o tempo em que Davi viveu, produziram-se acontecimentos de grande importância: a anexação à nova entidade nacional de algumas cidades cananéias antes independentes, a submissão de povos vizinhos e a conquista de Jerusalém, convertida desde então na capital do reino e centro religioso por excelência. Próximo já da sua morte, Davi designou por sucessor o seu filho Salomão, sob cujo governo alcançou o reino as mais altas cotas de esplendor. Salomão soube estabelecer importantes relacionamentos políticos e comerciais, geradores de grandes benefícios para Israel. As riquezas acumuladas sob o seu governo permitiram realizar em Jerusalém construções de enorme envergadura, como o Templo e o palácio real. O prestígio de Salomão fez-se proverbial, e a fama da sua prudência e sabedoria nunca tiveram paralelo na história dos reis de Israel (1Rs 5-10).

A ruptura da unidade nacional

A despeito de todas as circunstâncias favoráveis que rodearam o reinado de Salomão, foi precisamente aí que a unidade do reino começou a fender-se. Por um e outro lado do país, surgiam vozes de protesto pelos abusos de autoridade, pelos maus tratos infligidos à classe trabalhadora e pelo agravamento dos tributos destinados a cobrir os gastos que originavam as grandes construções. Tudo isso, fomentando atitudes de descontentamento e rebeldia, foi causa do ressurgimento de antigas rivalidades entre as tribos do Norte e do Sul.

Os problemas chegaram ao extremo quando, morto Salomão, ocupou o trono o seu filho Roboão (1Rs 12.1-24). Sem a sensatez do seu pai, Roboão provocou, com imprudentes atitudes pessoais, a ruptura do reino: de um lado, a tribo de Judá, que seguiu fiel a Roboão e manteve a capital em Jerusalém de outro, as tribos do Norte, que proclamaram rei a Jeroboão, antigo funcionário da corte de Salomão. Desde esse momento, a divisão da nação em reino do Norte e reino do Sul se fez inevitável.

Judá, sempre governada por um membro da dinastia davídica, subsistiu por mais de trezentos anos, ainda que a sua independência nacional tivesse sofrido importantes oscilações desde que, no final do séc. VIII a.C., a Assíria a submeteu a uma dura vassalagem. Aquele antigo império dominou a Palestina até que medos e caldeus, já próximo do séc. VI a.C., apagaram-na do panorama da história (Na 1-3). Então, em Judá, onde reinava Josias, renasceram as esperanças de recuperar a perdida independência mas, depois da batalha de Megido (609 a.C.), com a derrota de Judá e a morte de Josias (2Cr 35.20-24), o reino entrou em uma rápida decadência, que terminou com a destruição de Jerusalém em 586 a.C. O Templo e toda a capital foram arrasados, um número grande dos seus habitantes foi levado ao exílio, e a dinastia davídica chegou ao seu fim (2Rs 25.1-21). Ao que parece, a perda da independência de Judá supôs a sua incorporação à província babilônica de Samaria mas, além disso, o país havia ficado arruinado, primeiro pela devastação que causaram os invasores e em seguida pelos saques a que o submeteram os seus povos vizinhos, Edom (Ob 11), Amom e outros (Ez 25.1-4).

O reino do Norte, Israel, nunca chegou a gozar uma situação politicamente estável. A sua capital mudou de lugar em diversas ocasiões, antes de ficar finalmente instalada na cidade de Samaria (1Rs 16.24), e várias tentativas para constituir dinastias duradouras terminaram em fracasso, freqüentemente de modo violento (Os 8.4). A aniquilação do reino do Norte sob a dominação assíria ocorreu gradualmente: primeiro foi a imposição de um grande tributo (2Rs 15.19-20) em seguida, a conquista de algumas povoações e a conseqüente redução das fronteiras do reino e, por último, a destruição de Samaria, o exílio de uma parte da população e a instalação de um governo estrangeiro no país conquistado.

O exílio 

Os babilônios permitiram que os exilados do reino de Judá formassem famílias, construíssem casas, cultivassem pomares (Jr 29.5-7) e chegassem a consultar os seus próprios chefes e anciãos (Ez 20.1-44) e, igualmente, permitiram-lhes viver em comunidade, em um lugar chamado Tel-Abibe, às margens do rio Quebar (Ez 3.15). Assim, pouco a pouco, foram-se habituando à sua situação de exilados na Babilônia. Em semelhantes circunstâncias, a participação comum nas práticas da religião foi, provavelmente, o vínculo mais forte de união entre os membros da comunidade exilada e a instituição da sinagoga teve um papel relevante como ponto de encontro para a oração, a leitura e o ensinamento da Lei, o canto dos Salmos e o comentário dos escritos dos profetas.

Desta maneira, com o exílio, a Babilônia converteu-se num centro de atividade religiosa, onde um grupo de sacerdotes entregou-se com empenho à tarefa de reunir e preservar os textos sagrados que constituíam o patrimônio espiritual de Israel. Entre os componentes desse grupo se contava Ezequiel, que, na sua dupla condição de sacerdote e profeta (Ez 1.1-3 2.1-5), exerceu uma influência singular.

Dadas as condições de tolerância e até de bem-estar em que viviam os exilados na Babilônia, não é de estranhar que muitos deles renunciassem, no seu tempo, regressar ao seu país. Outros, pelo contrário, mantendo vivo o ressentimento contra a nação que os havia arrancado da sua pátria e que era causa dos males que lhes haviam sobrevindo, suspiravam pelo momento do regresso ao seu longínquo país (Sl 137 Is 47.1-3).

Retorno e restauração

A esperança de uma rápida libertação cresceu entre os exilados quando Ciro, rei de Anshan, empreendeu a sua carreira de conquistador e fundador de um novo império. Elevado já ao trono da Pérsia (559-530 a.C.), as suas qualidades de estrategista e de político permitiram-lhe superar rapidamente três etapas decisivas: primeiro, a fundação do reino medo-persa, com a sua capital Ecbatana (553 a.C.) segundo, a conquista de quase toda a Ásia Menor, culminada com a vitória sobre o rei de Lídia (546 a.C.) terceiro, a entrada triunfal na Babilônia (539 a.C.). Desse modo, ficou configurado o império persa, que, durante mais de dois séculos, dominou o panorama político do Oriente Médio.

Ciro praticou uma política de bom relacionamento com os povos submetidos. Permitiu que cada um conservasse os seus usos, costumes e tradições e que praticasse a sua própria religião, atitude que redundou em benefício aos judeus residentes na Babilônia, os quais, por decreto real, ficaram com a liberdade de regressar à Palestina.

O livro de Esdras contém duas versões do referido decreto (Ed 1.2-4 e 6.3-12), no qual se ampararam os exilados que quiseram voltar à pátria. E é importante assinalar que o imperador persa não somente permitiu aquele regresso, mas também devolveu aos judeus os ricos utensílios do culto que Nabucodonosor lhes havia arrebatado e levado à Babilônia. Para maior abundância, Ciro ordenou também uma contribuição de caráter oficial para apoiar economicamente a reconstrução do templo de Jerusalém.

O retorno dos exilados realizou-se de forma paulatina, por grupos, o primeiro dos quais chegou a Jerusalém sob a liderança de Sesbazar (Ed 1.11). Tempos depois iniciaram-se as obras de reconstrução do Templo, que se prolongaram até 515 a.C. Para dirigir o trabalho e animar os operários contribuíram o governador Zorobabel e o sumo sacerdote Josué, apoiados pelos profetas Ageu e Zacarias (Ed 5.1). O passar do tempo deu lugar a muitos problemas de índole muito diversa. As duras dificuldades econômicas às quais tiveram que fazer frente, as divisões no seio da comunidade e, muito particularmente, as atitudes hostis dos samaritanos foram causa da degradação da convivência entre os repatriados em Jerusalém e em todo Judá.

Ao conhecer os problemas que afligiam o seu povo, um judeu chamado Neemias, residente na cidade de Susã, copeiro do rei persa Artaxerxes (Ne 2.1), solicitou que, com o título de governador de Judá, tivesse a permissão de ajudar o seu povo (445 a.C.). Neemias revelou-se um grande reformador, que atuou com capacidade e eficácia. A sua presença na Palestina foi decisiva, não somente para que se reconstruíssem os muros de Jerusalém, mas também para que a vida da comunidade judaica experimentasse uma mudança profunda e positiva (cf. Ne 8-10).

Artaxerxes investiu, também de poderes extraordinários, ao sacerdote e escriba Esdras, a fim de que este, dotado de plena autoridade, se ocupasse de todas as necessidades do Templo e do culto em Jerusalém e cuidasse de colocar sob a lei de Deus tanto os judeus recém-repatriados como os que nunca haviam saído da Palestina (Ed 7.12-26). Entre eles, promoveu Esdras uma mudança religiosa e moral tão profunda, que, a partir de então, Israel converteu-se no "povo do Livro". A sua figura ocupa nas tradições judaicas um lugar comparável ao de Moisés. Com relação às referências a Artaxerxes no livro de Esdras (7.7) e no de Neemias (2.1), se correspondem a um só personagem ou a dois, os historiadores não têm chegado a uma conclusão definitiva.

O período helenístico

O domínio persa no Oriente Médio chegou ao seu fim quando o exército de Dario III sucumbiu em Isso (333 a.C.) ante as forças de Alexandre Magno (356-323 a.C.). Ali começou a hegemonia do helenismo, que se manteve até 63 a.C. e que entre os seus sucessos contou com o estabelecimento de importantes vínculos entre Oriente e Ocidente. Mas as rivalidades surgidas entre os sucessores de Alexandre (os Diádocos) impediram o estabelecimento de uma unidade política eficaz nos territórios que ele havia conquistado. De tais divisões originou-se, com referência à Palestina, a que fora dominada primeiro pelos ptolomeus (ou lágidas) do Egito e depois pelos selêucidas da Síria, duas das dinastias fundadas pelos generais sucessores de Alexandre. Durante a época helenística estendeu-se consideravelmente o uso do grego, e muitos judeus residentes na "diáspora" (ou "dispersão") habituaram-se a utilizá-lo como língua própria. Chegou um momento em que se fez necessário traduzir a Bíblia Hebraica para atender às necessidades religiosas das colônias judaicas de fala grega. Essa tradução, chamada de Septuaginta ou Versão dos Setenta, foi feita aproximadamente entre os anos 250 e 150 a.C.

Durante o reinado do selêucida Antíoco IV Epífanes (175-163 a.C.), produziu-se na Palestina um intento de helenização do povo judeu, que causou entre os seus membros uma grave dissensão. Muitos adotaram abertamente costumes próprios da cultura grega, divergentes das práticas judaicas tradicionais, enquanto que outros se agarraram com tenaz fanatismo à lei mosaica. A tensão entre eles foi crescendo até desembocar na rebelião dos macabeus. Essa rebelião desencadeou-se quando um ancião sacerdote chamado Matatias e os seus cinco filhos organizaram a luta contra o exército sírio. Depois da morte de Matatias, Judas, o seu terceiro filho, ficou à frente da resistência e, chefiando os seus, reconquistou o templo de Jerusalém, que havia sido profanado pelos sírios, e o purificou e o dedicou. A Hannuká ou Festa da Dedicação (Jo 10.22) comemora esse fato. Convertido em herói nacional, Judas foi o primeiro a receber o sobrenome de "macabeu" (provavelmente "martelo"), que depois foi dado também aos seus irmãos.

Depois da morte de Simão, o último dos macabeus, a sucessão recaiu sobre o seu filho João Hircano I (134-104 a.C.), com quem teve início a dinastia hasmonéia. Ainda viveu a Judéia alguns dias de esplendor, mas, em geral, durante o governo dos hasmoneus, a estabilidade política deteriorou-se progressivamente. Mais tarde, entrou em jogo o Império Romano, e, no ano 63 a.C., o general Pompeu conquistou Jerusalém e a anexou, com toda a Palestina, à que já era oficialmente província da Síria. A partir desse momento, a própria vida religiosa judaica ficou hipotecada, dirigida aparentemente pelo sumo sacerdote em exercício, mas submetida, em última instância, à autoridade imperial.

Fonte:
iLúmina - A Bíblia do século XXI

 

 

É importante para determinar o cânon da Bíblia hebraica antes da era da Igreja, porque, como o apóstolo Paulo declara, os judeus estavam comprometidos com os 'oráculos de Deus "(Rm 3:02). Esta é uma declaração importante indicando que havia um corpo de escritos divinamente inspirados e autoritárias produzidas exclusivamente por meio da nação judaica. Identificá-los é fundamental para a questão da autoridade, porque só os livros que são verdadeiramente 'os oráculos de Deus "têm autoridade para a Igreja. A questão é: Será que o termo 'os oráculos de Deus ", referem-se a um corpo reconhecido de escritos de um número específico, ou se foi o cânone abrir?Apologistas romanos afirmam que o cânon dos judeus estava aberto e, de fato, chegou a incluir os livros apócrifos. Roma aponta para dois principais eventos históricos para apoiar a sua reivindicação. O primeiro é o Conselho de Jamnia, que se reuniu entre 75 dC e 117. Este conselho incluído anciãos judeus que estavam supostamente responsável por fechar oficialmente o cânon das Escrituras judaicas.Em segundo lugar, em Roma aponta para os judeus de Alexandria que usaram a Septuaginta, a tradução grega das Escrituras Hebraicas.Argumenta-se que eles incluíram os Apócrifos junto com as Escrituras Hebraicas como seu corpus canônico, porque os manuscritos mais antigos que possuímos da Septuaginta contêm alguns dos livros apócrifos. protestantes rejeitar esses argumentos porque eles são uma deturpação dos fatos. Na época do Novo Testamento, o cânon da Bíblia hebraica consistia de um número preciso de livros e foram ordenados de acordo com uma estrutura específica, provando que foi fechado muito antes da época de Cristo. Testemunhas do número e estrutura dos livros do cânon é confirmada por várias fontes independentes, incluindo:

1. Jesus eo Novo Testamento 
2. Os apócrifos 
3. O Pseudepigrapha 
4. Philo 
5. Josephus 
6. Os fariseus e essênios 
7. A tradução grega de Áquila da Bíblia Hebraica 
8. Os Pais da Igreja 
9. A literatura rabínica

 

                            O Testemunho de Jesus e o Novo Testamento

 

Assim como Paulo referiu-se às Escrituras do Antigo Testamento em sentido geral como 'os oráculos de Deus,' Jesus (e outros escritores do Novo Testamento) também se referiu ao Antigo Testamento em termos gerais. Isso deixa claro que Jesus e os apóstolos tinham em mente alguns livros que seriam incluídas em uma destas posições gerais. Por exemplo, Jesus referiu-se ao Antigo Testamento como a Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. A "Lei de Moisés" foi universalmente entendido para representar o Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Quando Jesus falou com os discípulos no caminho de Emaús, Lucas registrou estes comentários: "E começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras" (Lc 24:27). Novamente, essas são descrições gerais. Moisés e os profetas são chamados de "as Escrituras." Mas Moisés e os Profetas compreendia um conjunto específico de livros. Outros títulos utilizados para representar os livros do Antigo Testamento como uma coleção foram: "a Lei", "a Lei e os Profetas", "as Escrituras" e "a palavra de Deus. ' Esses títulos gerais confirmam que certos livros foram autoritariamente recebido como Escritura canônica. Quando um judeu utilizou o termo 'a Prophets'-todos sabiam quais os livros que ele queria dizer. Este teria sido o caso de Paul, bem como quando ele usou o termo 'os oráculos de Deus.' Enquanto Jesus referiu-se às Escrituras, em termos gerais, ele também freqüentemente especificada particulares livros que ele considerava ser divinamente inspirada. Por exemplo, depois de ler Isaías na sinagoga no início do seu ministério, ele disse: "Hoje, esta passagem da Escritura se cumpriu aos vossos ouvidos" (Lc 4:21). Em seu conflito com os saduceus, Jesus citou Gênesis, prefaciar seu discurso com: 'Não lestes o que Deus disse a você' E em Marcos 12:10, Jesus cita o Salmo como Escrituras. Ele também era uma prática comum em Israel, para prefaciar uma referência a uma Escritura canônica com a declaração: "Está escrito." Em sua tentação com Satanás, Jesus citou Deuteronômio três vezes, cada vez que a introdução de seu discurso com: "Está escrito" (Mt 4:04, 7, 10). Vemos isso de novo em Lucas 19:46, onde ele cita Isaías e Jeremias, e em Marcos 14:27, onde ele cita Zacarias.

Claramente, então, quando Jesus se referiu às Escrituras, ele tinha um conjunto específico de livros em mente. Jesus e os apóstolos aceitaram o cânon autoritariamente estabelecido pelos judeus. Foi pelos judeus que Deus havia produzido as Escrituras e aos judeus que Deus lhes confiou. 

Como FF Bruce escreveu:Nosso Senhor e seus apóstolos podem ser diferentes de os líderes religiosos de Israel sobre o significado das escrituras; não há nenhuma sugestão de que eles diferem sobre os limites das escrituras. 'As escrituras "sobre cujo significado eles diferiam não eram uma coleção amorfa: quando falavam de" as escrituras "eles sabiam que os escritos que tinham em mente e poderia distingui-los de outros escritos que não foram incluídos em 0,2" as escrituras "

Se sabemos que o cânon que Jesus abraçou então sabemos que os livros são os "oráculos de Deus. ' Roger Beckwith ressalta o significado desta:

Para os cristãos, no entanto, o ensinamento de Jesus, os apóstolos e os outros escritores do Novo Testamento tem também um significado teológico; pois se eles nos ensinam o que era o seu cânon do Antigo Testamento, que eles não também nos ensinam que, para os cristãos, o cânon do Antigo Testamento deveria ser?

Jesus não nos deixou uma lista de livros inspirados do Antigo Testamento. No entanto, seguindo a visão judaica tradicional do cânon, ele referiu-se às Escrituras pela divisão tríplice da Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. O termo salmos era uma outra maneira de se referir à terceira grande categoria dos escritos canônicos hebreus, vulgarmente conhecido como o Hagiographa, dos quais os Salmos ocupou o lugar mais proeminente. Assim, se pode determinar quais livros composta cada uma dessas três categorias para os hebreus, vamos então saber quais os livros Jesus acreditava inspirada.

 

                                       A estrutura do hebraico Canon

 

Historicamente, o cânon do Antigo Testamento foi dividido em três categorias principais sob os títulos gerais: a Lei, os Profetas e os Hagiographa. Como mencionado acima, essa classificação tríplice é referido por Jesus, mas há muitas testemunhas adicionais também, provando que não era apenas o ponto de vista pessoal de Jesus, mas a tradição do povo judeu como um todo. Antes de Jesus, não há validação histórica para esta classificação tripla, principalmente a partir do livro apócrifo de Eccelsiasticus; o historiador judeu, Josephus;o filósofo judeu de Alexandria, Philo; o pai da Igreja, Jerônimo; ea literatura rabínica.

 O prólogo da tradução grega do Eclesiástico, escrito por volta de 130 aC pelo neto de Jesus ben Sirah, declarou:Enquanto muitas e grandes coisas me foram entregues a nós pela lei e os profetas, e por outros que seguiram seus passos, para as coisas que Israel deveria ser elogiado por aprendizado e sabedoria e da qual não só os leitores devem ficar mais hábil necessidades si, mas também os que o desejo de aprender a ser capaz de lucro que estão de fora, tanto falando e escrevendo: meu avô Jesus, quando ele tinha muito dado a si mesmo para a leitura da lei, e os profetas, e outros livros de nossos pais, e tinha ficado ali o bom senso, foi desenhado em também se a escrever algo relacionado ao aprendizado e sabedoria; com a intenção de que aqueles que estão desejosos de aprender, e é viciado em essas coisas, pode lucrar muito mais em viver de acordo com a lei. Portanto, deixe-me suplicar que você lê-lo com atenção e favor, e para nos perdoar, onde podemos parecem vir curto de algumas palavras, o que temos trabalhado para interpretar; para as mesmas coisas ditas em hebraico, e traduzido para outra língua, não tem a mesma força em si. E não só essas coisas, mas a própria lei, e os profetas, eo resto dos livros, não têm pequena diferença, quando se fala em seu próprio language.

Roger Beckwith comenta estas declarações:Parece, então, que, para este autor, existem três grupos de livros que têm uma autoridade única, e que seu avô escreveu só depois de ganhar grande familiaridade com eles, como seu intérprete e não como sua rival. O tradutor distingue explicitamente 'essas coisas' (ou seja, Eclesiástico, ou composições hebraicos não-canônicos como Eclesiástico) "da própria Lei e os Profetas eo resto dos livros." Além disso, ele considera até mesmo o Hagiographa como (patrivwn) livros 'ancestrais', tempo suficiente estimado para ter sido traduzido para o grego, e seu número como completo ("os outros que se seguiram seus passos ',' os outros livros dos pais ',' o resto dos livros "). E não só ele afirmar que, em sua época não havia essa tríplice canon, que se distingue de todos os outros escritos, em que mesmo o Hagiographa formaram uma coleção fechada de livros antigos, mas ele implica que tal era o caso na época de seu avô também.

É significativo, como Beckwith aponta, que o autor separa o livro de Eclesiástico das Escrituras canônicas e não incluí-lo com eles. 
Outra testemunha da divisão tripartite do cânon do Antigo Testamento é Joesphus, um sacerdote, Fariseu e historiador judeu que testemunhou a queda de Jerusalém em 70 dC Ele escreveu: Não possuímos miríades de livros incoerentes, contraditórios entre si, [como os gregos fazem]; mas os nossos livros, aqueles que são justamente acreditava, são apenas 22 ... Destes, cinco são os livros de Moisés, os profetas ... depois que Moisés escreveu os eventos de suas próprias épocas em treze livros. Os restantes quatro livros contêm hinos a Deus e preceitos para a realização de vida humano

Josephus dividiram os livros em três seções: a Lei de Moisés, nos Profetas e que ele chamou de 'hinos a Deus e preceitos para a vida humana ", também conhecido como as Escrituras ou o Hagiographa. Philo, um judeu alexandrino do início do século primeiro, em sua obra, De Vita Contemplativa, também testemunhou a divisão tripartite do cânon do Antigo Testamento. 

Beckwith dá a seguinte explicação de fundo e comentários de Philo:O De Vita Contemplativa dá uma conta significativa de coisas que cada um dos Therepeutae leva com ele em sua oratória.Ele não toma nenhuma das coisas comuns da vida, mas "(as) A legislação, e (as) Oráculos dadas por inspiração através de (as) Profetas, e (a) Salmos (u {mnou ~), e os outros livros em que o conhecimento e piedade são aumentadas e completou ... (De Vit. Cont. 25).

Os primeiros três grupos de livros aqui listados (sem o artigo, como é comum em títulos) parecem corresponder de perto às referidas pelo neto de Ben Sira e especialmente por Jesus, em Lucas 24. {Umnoi como observações Conybeare, é Philo nome regular para os Salmos; e que aqui mais uma vez, não se refere simplesmente ao Saltério, mas para o Hagiographa em geral é sugerido pelos apelos de Filo a Jó e Provérbios como Escritura, e por apelos da comunidade Qumran a Provérbios e Daniel como Escritura ... O Therapeutae, com sua monaquismo , suas peculiaridades de calendário e seus livros sectárias e hinos, eram claramente semelhante a da comunidade de Qumran, e declaração de Philo pode indicar que não só ele, com suas inclinações Pharasaic, mas também os terapeutas, com suas inclinações essênios, estavam acostumados a dividir o cânone em três seções. O único problema é que se entende por "outros livros (ou coisas) através do qual o conhecimento ea devoção são aumentadas e completou. Estes também são evidentemente livros, tanto por causa do contexto e que eles aumentam o conhecimento. " A explicação mais provável é que eles são os livros fora do cânone ao qual o Therapeutae atribuídas quase igual autoridade. Philo não necessariamente compartilhar seu próprio ponto de vista, mais do que em alguns outros pontos em que ele registra views.7 distintivo do Thrapeutae

É altamente significativo que Philo, vindo de Alexandria, onde a Septuaginta originou, nunca citou os apócrifos. Herbert Edward Ryle faz estas observações sobre Philo e sua relação com os livros apócrifos:

Os escritos de Philo, que morreu cerca de 50 dC, não jogue muito luz positiva sobre a história da Canon. Para ele, como para outros judeus alexandrinos, a Lei só foi no sentido mais elevado do cânon das Escrituras, e só participou de inspiração divina no grau mais absoluto. Escritos de Filo, no entanto, mostram que ele estava bem familiarizado com muitos outros livros do Antigo Testamento, além do Pentateuco. Ele cita a partir de Josué, Juízes, Samuel, Reis, Isaías, Jeremias, os Profetas Menores, Salmos, Provérbios, Jó, e Esdras. Segundo alguns estudiosos, ele é dito para mostrar familiaridade com os livros apócrifos. Mas isso é muito duvidoso; e, mesmo que lhe fosse concedida, ele certamente nunca agrada a eles em apoio de sua doutrina da maneira que ele faz aos livros incluídos no cânon hebraico, e nunca se aplica a eles as fórmulas de citação que ele emprega, quando se refere ao livros reconhecidos das Escrituras judaicas. Em comparação com as citações do Pentateuco, suas citações de outros escritos sagrados são muito escassos; mas é observável que, mesmo nestes poucos extratos ele atribui uma origem inspirada a Josué, Samuel, Reis, Esdras, Salmos, Provérbios, Isaías, Jeremias, Oséias e Zacarias. O valor negativo de seu testemunho é forte, embora não conclusivos, contra a canonicidade de qualquer livro dos apócrifos, ou de qualquer trabalho não acabou incluído no hebraico Canon.

FF Bruce acrescenta o seguinte:Filo de Alexandria (c 20 BC-AD 50), evidentemente, sabia que as escrituras nos apenas a versão grega. Ele era um ilustre representante do judaísmo alexandrino, e se, de fato, o judaísmo alexandrino reconhecer uma forma mais abrangente do que o cânone judaísmo palestino, se poderia esperar para encontrar algum vestígio desse em volumosos escritos de Filo. Mas, de fato, enquanto Philo não nos deu uma declaração formal sobre os limites do cânone, como temos em Josefo, os livros que ele reconheceu como Sagrada Escritura foram muito certamente livros incluídos na Bíblia hebraica tradicional ... ele não mostra nenhum sinal de aceitar a autoridade de qualquer dos livros que conhecemos como o Apocrypha.

Jerome foi um estudioso do hebraico com os professores judeus que viveu por muitos anos na Palestina e escreveu no quarto e quinto primeiros séculos atrasados. No prefácio de sua tradução para o latim da Vulgata do Livro de Samuel e Reis, Jerome deixou clara a sua aceitação do cânon judaico da estrutura tríplice da Lei, nos Profetas e nos Hagiographa:

O primeiro desses livros é chamado Bresith, a que damos o nome de Gênesis. O segundo, Elle Smoth, que leva o nome de Êxodo; a terceira, Vaiecra, que é Lv; a quarta, Vaiedabber, que chamamos de números; o quinto, Elle Addabarim, intitulado Deuteronômio. Estes são os cinco livros de Moisés, que eles chamam corretamente Thorath, que é lei. A segunda classe é composta pelos profetas ... Para a terceira classe pertencem a Hagiographa ...

Além disso, a literatura rabínica dos primeiros séculos cristãos também falou de uma divisão tripla do Antigo Testamento. 

O Talmude Babilônico em Baba Bathra 14 se refere a esta divisão, documentando os livros reais e sua ordem:Nossos rabinos ensinaram: a ordem dos Profetas é, Josué, Juízes, Samuel, Reis, Jeremias, Ezequiel, Isaías, os doze profetas menores ... [Nossos rabinos ensinaram:] A ordem do Hagiographa é Ruth, o livro dos Salmos , Jó, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, lamentação, Daniel eo pergaminho de Ester, Esdras e Chronicles.

FF Bruce observa que esta era uma tradição judaica de longa data, possivelmente a partir do primeiro século:Uma das declarações mais claras e mais antigos dessas três divisões e seus respectivos conteúdos vem em uma Baraitha (uma tradição do período AD 70-200) citado no Talmud babilônico, no tratado Baba Bathra.

McDonald explica a importância da elaboração deste documento:Embora preservadas no Talmud babilônico, essa passagem é geralmente entendida como uma baraita, isto é, uma tradição do período tannaitic, 70 CE-200 CE .... É uma referência muito importante porque identifica claramente os escritos que compõem a vinte e quatro coleção de livros de escritos sagrados para os judeus e assume uma divisão tríplice da canon. bíblica

 

                              O número de livros no cânon hebraico

 

A Bíblia hebraica não só foi estruturado de uma certa maneira, mas os livros que compunham o cânon foram limitadas a um número específico de qualquer um e vinte e dois ou vinte e quatro, dependendo de como os livros foram organizados. Às vezes, Ruth foi anexado ao Juízes e Lamentações a Jeremias, fazendo com que o número vinte e dois. Quando listados separadamente o número aumentou para vinte e quatro. Esta numeração é encontrado em muitos escritos históricos. Uma das primeiras testemunhas do número vinte e dois é Josefo:Porque não temos uma multidão inumerável de livros entre nós, discordando de e contraditórias entre si, [como os gregos têm], mas apenas vinte e dois books.

Josefo não só deu o número exato dos livros canônicos, mas afirmou que a nação Jewsish reconhecido estes vinte e dois anos sozinho como canônica. O que é importante sobre o seu testemunho é que ele usou a versão Septuaginta do Velho Testamento. Assim, mesmo que ele usou a versão grega, ele citou o limitado cânone dos hebreus. E, como mencionado anteriormente, Philo também usou a Septuaginta e não incluiu os apócrifos como Escritura canônica autoritário. Estes casos demonstram que não se segue que aqueles que usaram a Septuaginta aceitou um cânone expandido, em particular, Jesus e os apóstolos. Comentários Ryle sobre a importância do testemunho de Josefo:

Devemos lembrar que Josefo escreve como o porta-voz de seu povo, a fim de defender a exatidão e suficiência das suas Escrituras, em comparação com as recentes e contraditórias histórias por escritores gregos ... Neste controvérsia ele defende o julgamento do seu povo. Ele não se limita a expressar uma opinião pessoal, ele diz representar seus conterrâneos ... Como, então, ele descreve os Livros Sagrados? Ele menciona o seu número; ele fala deles como consistindo de vinte e dois livros ".Ele os considera como uma coleção nacional bem definida. Isto quer dizer, Josephus e seus compatriotas, no início do segundo cento. AD, reconheceu uma coleção do que ele, pelo menos, chama vinte e dois livros, e não mais, como a Canon da Sagrada Escritura. Esta Canon era profanação de pensar em ampliar, diminuir, ou alterar em qualquer way.

Um número de pais da igreja também atestou a numeração tradicional judaica do cânon. Orígenes, que teve contato com judeus escreveu que o número de livros canônicos, transmitida por eles foi de vinte e two.16 Outros pais que listaram o número de livros como vinte e dois eram Hilário de Poitiers, 17 Cirilo de Jerusalém, 18 Atanásio, 19 Epifânio, 20, que era um nativo da Palestina, Gregório de Nazianzo, Basílio, o Grande 21, 22 e Rufino, 23, enquanto Jerome deu numerações de ambos os vinte e dois e vinte e quatro. O trabalho pseudepigraphal, Jubileus, encontrada entre a comunidade dos essênios em Qumran, também numerados livros do Antigo Testamento, aos vinte e dois anos e foi provavelmente o mais antigo testemunho do número de livros que compunham o cânon hebraico, antecipando Josefo.

 Lee McDonald explica a importância deste trabalho:Em uma edição posterior do livro antigo conhecido como Jubileus, há uma referência a uma coleção de vinte e dois livros de escrituras, bem como a vários grupos importantes de vinte e dois anos na tradição judaica ... O texto em questão diz:Havia vinte e dois chefes de Adão até Jacó, e vinte e dois tipos de obras foram feitas antes do sétimo dia. O primeiro é abençoado e santificado, e este último também é abençoado e santificado. Um deles era como o outro com respeito à santificação e bênção. E foi concedido ao ex que devem sempre ser os abençoado e santificado do testemunho e da primeira lei exatamente como ele havia santificado e abençoado dia de sábado no sétimo dia (Jubileus 2,23).

O texto Simeão Logothetes é semelhante ao anterior, exceto que ele lê no meio "Pelo que também existem vinte e duas letras eo mesmo número de livros entre os hebreus" e em vez de "ele diz que" este texto lê "Moisés diz. Beckwith observa uma outra forma de este texto ocorrendo em Georgius Syncellus (ca. 800CE) que diz: "Todas as obras estão juntos vinte e dois, iguais em número de vinte e dois fundadores de Adão a Jacob. Qual destas três tradições textuais é o mais antigo é discutível, mas se eles podem ser datados no primeiro século aC, ou mesmo CE, todos eles fornecem evidência de que a primeira instância de vinte e dois livros cânone pode ser encontrada no livro dos Jubileus, que foi descoberto em fragmentos em Qumran.

A literatura talmúdica Rabínica em Baba Bathra deu a listagem como vinte e quatro. Como se observa, esta escrita era considerada uma antiga tradição entre os judeus e, como veremos, dá uma identidade precisa dos vinte e quatro livros. Não incluía os Apócrifos. Aquila, o prosélito judeu, é outro importante, se testemunha indireta do primeiro século com o número de livros. Ele traduziu o Antigo Testamento hebraico para o grego, substituindo a Septuaginta em torno de AD 128-129. Os judeus haviam se desencantado com a Septuaginta por causa de seu uso pelos cristãos. Aquila trabalharam para tornar uma tradução muito literal, sob os auspícios dos judeus palestinos. Ele, portanto, teria seguido o tradicional cânon hebraico de vinte e dois ou vinte e quatro livros, excluindo os apócrifos. 

Swete dá a este fundo em Aquila:Aquila foi o tradutor do Ponto, da famosa Sinope porto de mar ... mas ele era de origem gentílica. Ele viveu durante o reinado de Adriano (117-138 dC), e foi uma ligação do Imperador Adriano ... empregadas seu parente para supervisionar a construção da Aelia Capitolina no local de Jerusalém, e enquanto não Aquila se converteu ao cristianismo pelos cristãos que havia retornado de Pella. Recusando-se, no entanto, abandonar a prática pagã de astrologia, ele foi excomungado; sobre a qual ele usou de seu ressentimento, submetendo-se à circuncisão e anexando-se aos rabinos judeus. O propósito de sua tradução foi deixar de lado a interpretação da LXX, na medida em que ele apareceu para apoiar os pontos de vista da Igreja Cristã ... Depois de sua conversão ao judaísmo, Aquila se tornou um aluno de R. Elezer e R. Joshua ... ou , de acordo com outra autoridade, de R. Akiba ... Era natural que a versão de Áquila deve ser recebido com aclamação pelos seus correligionários. Seus professores felicitou-o nas palavras de Salmos xlv.3. O Talmud cita ou refere-se a sua tradução não poucas passagens ... No tempo de Orígenes, foi de confiança implícita nos círculos judaicos, e utilizados por todos os judeus que não entendiam hebraico ... e ao mesmo preferência por Aquila parece ter sido característica dos judeus na quarta e quinta centuries.

Swete observa que Aquila foi aprovado pelo Talmud, e desde o Talmud aprovado apenas os tradicionais livros do cânon hebraico, parece claro que o número de livros traduzidos Aquila teria sido vinte e dois ou vinte e quatro. 



                           Identidade do hebraico livros canônicos

 

O cânon judaico não só incluía uma tríplice divisão clara de um número específico de livros, mas sua identidade foi bem estabelecido também. Obviamente, se Josefo e outros poderiam dizer que o cânon consistia de vinte e dois ou vinte e quatro livros que eles sabiam quais os livros que eram. A questão é: seria um cânone limitado a vinte e dois ou vinte e quatro livros de permitir a inclusão de todas as obras do apócrifos? Os fatos históricos revelam que a resposta seja não. Para começar, os livros específicos que compõem o cânon do Antigo Testamento hebraico pode ser deduzida a partir de observações de Josefo. Sua é a mais antiga evidência existente que possuímos dos livros do cânone:Porque não temos uma multidão inumerável de livros entre nós, discordando de e contraditórias entre si, [como os gregos têm], mas apenas vinte e dois livros, que contêm os registros de todos os tempos passados; que são justamente acreditava ser divino; e deles cinco pertencem a Moisés, que contêm as suas leis e as tradições da origem da humanidade até sua morte.Este intervalo de tempo foi de pouco menos de três mil anos; mas quanto ao tempo da morte de Moisés até o reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, que reinou depois de Xerxes, os profetas, que eram depois de Moisés, escreveu o que foi feito em suas épocas em treze livros. 

Os restantes quatro livros contêm hinos a Deus, e preceitos para a conduta da vida humana. É verdade, a nossa história estão escritos desde Artaxerxes muito particularmente, mas não vos foi estimado da autoridade como com o anterior pelos nossos antepassados, porque nunca houve uma sucessão exata de profetas desde aquela época; e como firmemente que temos dado crédito a esses livros da nossa própria nação é evidente pelo que fazemos; pois durante tantos séculos como já se passaram, ninguém foi tão ousado ou adicionar qualquer coisa a eles, para tirar as coisas a partir deles, ou fazer qualquer alteração neles; mas tornou-se natural a todos os judeus imediatamente, e de seu nascimento, para estimar esses livros para conter doutrinas divinas, e persistir neles, e, se a ocasião se voluntariamente para morrer por them.

Josefo escreve que o cânon consistia em os cinco livros de Moisés, treze dos Profetas e quatro do que ele se referia como hinos a Deus e preceitos para a vida humana. É claro que essa perspectiva foi uma realizada por um longo tempo pelos judeus, que considerava esses vinte e dois livros por si só ser de origem divina e tiveram o cuidado de preservar a integridade e número deles. Na verdade, tão grande foi a sua veneração destes livros, eles estavam dispostos a morrer por eles. Certamente, tal compromisso implica a convicção de que esses livros só foram verdadeiramente canônico. Além disso, é claro que o cânone referido por Josefo não incluiu os livros apócrifos, e que ele considerava o cânone a ser fechado. Ele afirma que os vinte e dois livros foram escritos no período específico de tempo de Moisés até Artaxerxes e há livros escritos após este tempo foram considerados inspirados. Ele menciona outros livros escritos após os profetas, que não foram considerados pelos judeus para realizar a mesma autoridade, ou seja, eles não foram inspirados e eram, portanto, não canônicos. Esta é uma clara referência a um número de livros apócrifos.

 John Wenham resume a importância de Josefo e os seus escritos:Josefo, nascido por volta do ano 37, foi, talvez, o judeu mais distinto e mais erudito de sua época. Seu pai era um sacerdote e sua mãe era descendente de reis macabeus. Dada a melhor educação possível, ele provou ser uma espécie de prodígio ... O que é particularmente interessante sobre a declaração de Josefo é a clara distinção entre os livros canônicos, que foram concluídas no tempo de Artaxerxes, e aqueles escritos mais tarde, que não foram considerados dignos como de crédito ", porque a sucessão exata dos profetas cessou". A idéia, evidentemente, é que os livros canônicos eram ou escrito (ou acreditado), pelos profetas, mas que, quando a era profética acabou, não há mais livros adequados para a Canon foram escritos ... Josephus se compromete com uma data bastante precisa para o fechamento de a Canon. Artaxerxes reinou durante quarenta anos, 465-425 aC. Esdras chegou a Jerusalém, no sétimo, e Neemias no século XX, ano de seu reinado (Ez 7:1, 8;. Ne 2:1). Além de Josefo, existem várias outras testemunhas que apontam para o tempo de Esdras e Neemias, com ocasionalmente uma referência para os ministérios de Ageu, Zacarias e Malaquias, que no momento da coleta, realização e reconhecimento do Testamento Velho Canon.

FF Bruce explica como os livros precisos pode ser inferida a partir de declarações de Josefo:Quando Josefo fala de vinte e dois livros, ele provavelmente se refere a exatamente os mesmos documentos que os vinte e quatro do cômputo judaico tradicional, Ruth sendo contado como um apêndice de juízes e Lamentações a Jeremias. Suas três divisões pode ser chamado de a Lei, os Profetas e os Escritos. Sua primeira divisão compreende os mesmos cinco livros como a primeira divisão do arranjo tradicional. Mas a sua segunda divisão tem treze livros, e não oito, o adicional de cinco, sendo talvez Jó, Ester, Daniel, Crônicas e Esdras-Neemias. Os quatro livros da terceira divisão, então, seria Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos. É impossível ter a certeza, porque ele não especifica os livros das três divisões, um por um. É improvável que a classificação dos livros de Josefo era o seu próprio; provavelmente ele reproduz uma tradição com a qual ele tinha sido familiar por muito tempo, depois de ter aprendido tanto no círculo sacerdotal em que ele nasceu, ou entre os fariseus, com cujo partido ele próprio associado como uma jovem man.

Ryle oferece essa observação adicional:Ele grava um teste de sua canonicidade. Ele menciona o padrão que, aparentemente, na opinião judaica atual, todos os livros satisfeito que foram incluídos no Cânon. Não há textos históricos, ao que parece, pertencia a ele, que foram considerados como tendo sido composto até o reinado de Assuero. A menção a este limite particular, parece ser feita de forma expressa com referência ao livro de Ester, no qual só o Artaxerxes de Josephus (o Assuero do livro hebraico de Esther) figuras. Assim, ficamos a saber que um teste popularmente aceita, a de data de composição, no entanto, erroneamente aplicada, determinada a questão da canonicidade. Na primeira cento. AD, a impressão que prevaleceu os livros da Canon foram todos antiga, que nenhum era mais recente que Assuero, e que toda a longa tinha sido considerado como canônico. O mesmo limite de data, embora não de forma tão clara aplicada aos livros poéticos, foi, com toda a probabilidade, a intenção de aplicar-se igualmente a eles, já que combinados com os livros dos profetas para lançar luz sobre o mesmo intervalo de história. Que tal padrão de canonicidade como o de antiguidade deve ser afirmado, bruto que possa parecer, deve ser suficiente para nos convencer de que os limites da Canon teve durante muito tempo estiveram undisturbed.

Jerônimo, famosa por traduzir o Antigo Testamento hebraico para o latim, tinha a intenção de traduzir apenas os livros considerados canônicos pelos judeus. Ele não só testemunha a classificação tradicional tríplice da Bíblia hebraica, mas também para que os livros composta cada categoria. Sua lista é essencialmente a mesma que a inferida a partir dos escritos de Josefo. 

 

Os livros específicos que ele enumera são:

 

1) A Lei de Moisés:. Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio 
2) Os Profetas: Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, Isaías, Jeremias, Ezequiel e os doze profetas menores. 
3 ) O Hagiographa: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Daniel, Crônicas, Esdras-Neemias e Esther.

Obviamente, se o número de livros canônicos é vinte e dois esta excluiria os apócrifos. Jerome afirmou claramente que os judeus não receberam os livros apócrifos como canonical. Agostinho concordou, escrevendo:

Durante o mesmo tempo, também as coisas foram feitas, que estão escritas no livro de Judith, o que, de fato, os judeus dizem não ter recebido no cânone das escrituras ... E o acerto de contas de suas datas é encontrado; não nas Sagradas Escrituras que são chamados canônicos, mas em outros, entre os quais, são também os livros dos Macabeus. Estas são realizadas como canônicos, não, pelos judeus, mas pela Igreja, por causa da extrema e 'maravilhosas sofrimentos de certos mártires ... Os judeus não têm esta passagem da Escritura, que é chamado Macabeus, como fazem a lei e os profetas , para que o Senhor dá testemunho a respeito de suas testemunhas. Mas ele é recebido pela Igreja não sem vantagem, se for lido e ouvido sobriamente, especialmente por causa da história dos Macabeus, que sofreram muito com a mão de perseguidores por causa da lei de God.

Orígenes e Epifânio também testemunhou que os judeus rejeitaram certo dos apócrifos. Orígenes escreveu que os judeus tinham uma baixa relação de Judith e Tobias, nunca aceitando-os como canônicos, 34 e Epifânio afirmou que eles rejeitaram Eclesiástico, Sabedoria, Baruc ea Epístola de Jeremias. Isto é confirmado por Beckwith em seus comentários sobre a lista Antigo Testamento canônico dada por Epifânio:Os conteúdos das listas parecem ser exactamente idêntica quanto ao conteúdo de Jerome. Os únicos apêndices livros são Ruth acrescentou a Juízes e Lamentações adicionado a Jeremias. Eclesiástico e Sabedoria estão firmemente declarou estar fora do cânon judaico ... no cap. 5 ele fala de "as epístolas de Baruch (tradução siríaca," de Jeremy e Baruch ') a ser contada com Jeremias. Mas no lugar de última chamada, acrescenta que as duas epístolas não estão incluídos pelos judeus ...

Outra evidência histórica para o número de livros canônicos do Antigo Testamento é o Pseudepigraphal trabalho apocalíptico 2 Esdras, mais tarde conhecido como 4 Esdras, composto por volta do ano 100 AD. Ele contaram os livros do cânon hebraico, aos vinte e quatro anos, o que implica que quanto uma coleção, esses livros foram aceitos como canônicos, desde os dias de Esdras e Neemias. Beckwith fornece as seguintes fundo sobre este trabalho e sua importância na questão do cânone:No cap. 14 de 2 Esdras, afirma-se que algumas das coisas reveladas a Moisés que ele foi dito para publicar abertamente e alguns para se esconder (vv. 4-6), mas que, quando os babilônios conquistaram Judá Lei de Deus foi queimado (v. 21) . Ezra é, portanto, representado como sendo inspirado pelo Espírito Santo a ditar lei de Deus mais uma vez para os escribas, e como receber o comando 'quando tiveres feito, algumas coisas, tu publicar abertamente, e algumas coisas, tu entregar em segredo para o sábio "(vv. 22-26). Tudo isto é realizado no espaço de 40 dias. (Vv. 36-43).

Assim, em 40 dias foram escritos e oitenta e quatorze livros. E sucedeu que, quando os 40 dias foram cumpridos, que o Altíssimo me falou, dizendo: 'O primeiro que tens escrito publicar abertamente, e deixar que o digno e indigno lê-lo, mas manter a setenta passado, que tu possas entregá-los a como ser sábio entre o teu povo: porque nelas é a primavera do entendimento, a fonte da sabedoria, e os fluxos de conhecimento ". E eu fiz isso (vv. 44-8).

Desses 94 livros, os setenta que Ezra é ordenado a manter para os poucos privilegiados são, sem dúvida, os numerosos apocalipses pseudônimas dos quais 2 Esdras é em si um exemplo, livros acarinhados em círculos limitados, ao passo que o 24 que ele é ordenado a publicar abertamente dignos e indignos tanto de ler devem ser os livros da canon.

 Outra testemunha aos livros precisos do cânon vem do Talmud judaico, escritos rabínicos datados de 200 a 500 dC No Talmude Babilônico, Baba Bathra 14b, datado do final do século V, há uma declaração explícita dos livros que composta a estrutura tripartida do cânon:Nossos rabinos ensinaram: a ordem dos Profetas é, Josué, Juízes, Samuel, Reis, Jeremias, Ezequiel, Isaías, os doze profetas menores ... [Nossos rabinos ensinaram:] A ordem do Hagiographa é Ruth, o livro dos Salmos , Jó, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, lamentação, Daniel eo pergaminho de Ester, Esdras e Crônicas ... Quem escreveu as Escrituras?-Moisés escreveu seu próprio livro ea parte de Balaão e Job. Josué escreveu o livro que leva seu nome e [os] últimos oito versículos do Pentateuco. Samuel escreveu o livro que leva seu nome eo livro de Juízes e Rute. David escreveu o livro de Salmos, incluindo nele o trabalho dos dez anciãos, ou seja, Adão, Melquisedeque, Abraão, Moisés, Heman, Yeduthun, Asafe e os três filhos de Coré. Jeremias escreveu o livro que leva seu nome, o livro dos Reis, e Lamentações. Ezequias e seus colegas escreveram (mnemônico YMSHQ) Isaías, Provérbios, o Cântico dos Cânticos e Eclesiastes. Os Homens da Grande Assembléia escreveu (QNDG mnemônico) Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Daniel eo pergaminho de Ester. Esdras escreveu o livro que leva seu nome e as genealogias do livro de Crônicas até seu próprio tempo. Isto confirma a opinião de Rab (220 ~ 450), uma vez que Rab Judá (250-290) disse em nome de Rab: Ezra não deixou a Babilônia para ir até Eretz Yisrael até que ele tinha escrito a sua própria genealogia. Quem, então, terminar [o livro de Crônicas]?-Neemias, filho de Hachaliah.

Como observamos anteriormente, este anúncio foi apresentado como uma antiga tradição, como algo proferidas pelos rabinos.Comentários McDonald pena repetir:Embora preservadas no Talmud babilônico, essa passagem é geralmente entendida como uma baraita, isto é, uma tradição do período tannaitic, 70 CE-200 CE .... É uma referência muito importante porque identifica claramente os escritos que compõem a vinte e quatro coleção de livros de escritos sagrados para os judeus e assume uma divisão tríplice da canon.38 bíblica

Ao listar os livros canônicos, o Talmud exclui os apócrifos e é precisamente o mesmo em conteúdo que foi dada por Jerome e que é inferida a partir dos escritos de Flávio Josefo, no primeiro século. Isso nos traz de volta a Aquila, que, como vimos, traduziu a Bíblia do hebraico para o grego, sob os auspícios do judaísmo palestino. Portanto, ele teria seguido o cânone tradicional dos judeus dos vinte e dois ou vinte e quatro livros, como expresso por Jerome eo baraita dos escritos talmúdicos, excluindo assim os apócrifos. Além disso, havia outras versões gregas das Escrituras, que não incluem os apócrifos, como a produzida por Theodotion. Outro ponto a salientar é que dois dos livros apócrifos eliminar-se da consideração canônico devido ao seu testemunho interno. O autor de I Macabeus escreveu que, no momento da escrita do seu trabalho não havia profeta em Israel (I Macc. 4,46). Ao fazê-lo ele estava admitindo que ele não era um profeta e, portanto, não inspirada.

 Mc Donald explica:O autor do 1 Macabeus 9 (ca. 100 aC), escrevendo sobre os tempos difíceis em Israel após a morte de Judas Macabeu, pensei que os profetas de Israel, bem como o espírito de profecia foram embora e que a literatura inspirada tinha, portanto, cessou. Depois de Judas Macabeu haviam retomado o templo dos Selêucidas, que havia contaminado, ele atribuiu sacerdotes para purificá-la, e nós lemos que os sacerdotes derrubou o altar do templo "e armazenadas as pedras em um lugar conveniente na colina do templo até deve vir um profeta para dizer o que fazer com eles "(1 Macc. 04:46 RSV). A visão de que não havia nenhum profeta na terra era uma parte do pensamento do escritor de 1 Macabeus (1 Macc 9:27;. 14:41) .

O neto do autor de Eclesiástico deixou claro que o cânon estava no local muito antes de seu avô escreveu e que ele escreveu apenas como intérprete e comentarista, não como um profeta. Estes livros nunca foram recebidos como canônicos pelos judeus. Claramente, o cânon protestante é consistente com o cânon hebraico. A Enciclopédia Católica New afirma o seguinte:

Para os protestantes Testamento velhos seguem o cânone judaico; eles têm apenas os livros que estão na Bíblia Hebraica. Os católicos têm, além disso, sete livros deuterocanônicos do Antigo Testament.

Apologistas católicos romanos opor a estas conclusões a respeito da estrutura e número de livros no cânon em três pontos fundamentais.Em primeiro lugar, eles afirmam que o uso da Septuaginta por alguns dos Judeus sugere que os judeus não tinham cânone fixo. Eles alegam que, embora os judeus da Palestina eram mais conservador, os judeus de Alexandria abraçou um cânon mais amplo que incluiu os apócrifos. Isto é visto, dizem eles, o fato de que a Septuaginta, que se originou na Alexandria, incluiu os livros apócrifos e foi a Bíblia comumente usada por Jesus e os escritores do Novo Testamento. Conseqüentemente, eles sustentam que, uma vez que usou a Septuaginta, eles devem ter aceito os apócrifos também. Em segundo lugar, os católicos romanos afirmam que o Conselho de Jamnia, composto de anciãos judeus depois da queda de Jerusalém em 70 dC, debateu o status canônico de uma série de livros, provando que o cânon da Palestina não era uma questão fechada ou liquidado. Em terceiro lugar, os católicos afirmam que os essênios realizada a uma mais ampla cânone do que tradicionalmente realizada na Palestina. Iremos abordar cada uma dessas objeções.

 

                          A Septuaginta e o Dois Canon Teoria

A Septuaginta é a tradução grega do Antigo Testamento hebraico. Na época de Cristo era a Bíblia usada por judeus de língua grega e de certa forma até mesmo pelos judeus na Palestina. Ele é citado por Jesus e os escritores do Novo Testamento, embora não exclusivamente.Na época do Novo Testamento, a Septuaginta foi acreditado inspirado principalmente devido a uma lenda sobre sua origem. Esta lenda foi amplamente considerado pelos pais da igreja primitiva, que muito influenciaram a sua veneração pela Septuaginta.

 FF Bruce dá o seguinte plano:No decorrer do tempo, uma lenda ligou-se a esta versão grega da lei, contando como foi o trabalho de setenta ou melhor, setenta e dois anciãos de Israel que foram trazidos para Alexandria para o efeito. É por causa desta lenda que o termo Septuaginta (do latim septuaginta, 'setenta') veio a ser anexado à versão. Conforme o tempo passava, o termo passou a ser anexado a todo o Antigo Testamento em grego, e da lenda original do setenta foi ainda mais embelezada. A lenda é gravado originalmente em um documento chamado Carta de Aristeu, que conta como os anciãos completou a tradução do Pentateuco, em 72 dias, alcançando uma versão acordada como o resultado da conferência e comparação regular. Enfeites posteriores não só estendeu seu trabalho para cobrir todo o Antigo Testamento, mas contou que eles estavam isolados uns dos outros em celas separadas para todo o período e produziu setenta e dois idênticos prova versões-conclusivos, foi instado, da inspiração divina da trabalho!

Uma das razões que os católicos romanos defendem um cânon mais amplo é que os mais antigos manuscritos existentes da Septuaginta contêm uma série de livros apócrifos. Estes manuscritos são: Vaticanus (início do século 4), Sinaiticus (início do século 4) e Alexandria (início do século 5 º). Os livros apócrifos da Sabedoria, Eclesiástico, Judite e Tobias estão incluídos em todas as três, mas também há diferenças. Não Vaticanus não incluir qualquer um dos livros dos Macabeus, enquanto Sinaiticus inclui 1 e 4 Macabeus e de Alexandria inclui 1, 2, 3 e 4 Macabeus e uma obra conhecida como os Salmos de Salomão. Se a inclusão de um livro no manuscrito prova sua canonicidade, como católicos romanos afirmam, em seguida, 3 e 4 Macabeus eram canônicos. No entanto, sabemos com certeza que este não era o caso. Também é verdade que a Septuaginta incluía uma série de apêndices aos livros canônicos do Antigo Testamento, como Ester, 1 Esdras, as adições ao Daniel (Canção dos Três Filhos, Bel eo Dragão e Susana) e as adições ao Jeremias ( Baruch e da Epístola de Jeremy). 

Mas, como Henry Swete aponta, nenhum desses livros, ou o resto dos apócrifos, faziam parte do cânon hebraico:O MSS. e muitas das listas de Antigo Testamento grego incluem certos livros que não encontram lugar no cânon hebraico. O número desses livros varia ... mas as coleções mais completas conter o seguinte: I Esdras, Sabedoria de Salomão, a Sabedoria de Sirac, Judite, Tobias, Baruque ea Epístola de Jeremias, i.-iv. Macabeus. Podemos acrescentar os Salmos de Salomão, um livro que foi algumas vezes incluído no MSS. de livros salomónicas, ou, em Bíblias completa, no final da Canon 42 ...

Além disso, temos de contar com o testemunho de Josephus. Ele usou a Septuaginta, mas sua citação do cânon hebraico não incluiu os apócrifos. Há uma série de problemas com os pressupostos da Igreja Católica Romana. Primeiro de tudo, os manuscritos da Septuaginta são todos de origem cristã dos séculos IV e V ao contrário de Alexandria, no Egito. Não sabemos com certeza que a própria Septuaginta incluía os livros apócrifos como canônicos Escrituras. Em segundo lugar, como já mencionado, havia livros nesses manuscritos que nunca foram considerados canônicos pelos judeus ou da Igreja, em particular, 3 e 4 Macabeus. Portanto, só porque um livro foi listado nos manuscritos não quis dizer que era canônico. Significa simplesmente que esses livros foram lidos na Igreja. Isso provavelmente se assemelha a perspectiva geral de muitos dos pais da Igreja primitiva. Durante a era da Igreja, certos livros foram designados canônica, enquanto outros foram chamados eclesiástica, mas todos foram agrupados sem distinção. Os livros eclesiásticos eram úteis para a leitura e edificação, mas não tinham autoridade para o estabelecimento de doutrina. Esta posição foi mantida por ambos Atanásio e Cirilo de Jerusalém, que usou a Septuaginta, mas tiveram o cuidado de excluir os livros apócrifos do estatuto de Escritura canônica. Esta foi também a prática dos judeus da Palestina. Embora rejeitando Tobias e Judite como canônicos, eles ainda lê-los. Isto é visto a partir das declarações de Josephus que usaram a Septuaginta, mas excluídos os livros apócrifos de status canônico. Uma situação semelhante provavelmente existia entre os judeus de língua grega que pode ter incluído-los na Septuaginta. Philo, que residia em Alexandria e usou a Septuaginta, não citou os apócrifos como canônicos, mas se referia a uma quarta classe de livros que eram altamente estimados, mas não são considerados canônicos. 

Como Lee McDonald escreve, não há nenhuma evidência de que os judeus de Alexandria realizada a uma mais ampla cânone do que aqueles na Palestina:O maior problema com a teoria do cânon Alexandrino é que não existem listas ou coleções se pode olhar para a fim de ver o que os livros composta lo. Pfeiffer próprio reconheceu que ninguém sabe o que o cânone dos alexandrinos e outros judeus da diáspora era antes da LXX foi condenada na Palestina, ca. 130 CE. Há muito tempo atrás E. Reuss concluiu que não sabemos nada sobre a LXX antes do momento em que a Igreja fez uso extensivo do mesmo. Isso inclui a condição do texto e da sua forma, bem como a sua extensão. Outro problema com a teoria cânon Alexandrino é que não foi mostrado de forma conclusiva que os judeus de Alexandria ou os outros judeus da Dispersão eram mais propensos a adotar outros escritos como escrituras sagradas do que foram os judeus da Palestina no BCE dois séculos ea primeira CE do século. Além disso, não há evidências ainda de que mostra a existência de um cânon diferente das escrituras em Alexandria do que na Palestina a partir do segundo século aC ao século II dC .... Desde as comunicações entre Jerusalém e Alexandria foram consideradas muito bom durante o primeiro século BCE e CE, não é certo que tanto a noção ou a extensão da escritura divina seria muito diferente entre os dois locais durante o período antes de 70 EC ... Embora os judeus da Dispersão foram mais afetados por helenismo que foram os judeus da Palestina, há pouca evidência para mostrar que essa influência também afetou sua noção de escritura ou os limites de sua scriptures.

FF Bruce confirma estas conclusões quando ele diz:Tem sido frequentemente sugerido que, enquanto o cânon dos judeus palestinos foi limitada a vinte e quatro livros da Lei, Profetas e Escritos, o cânon dos judeus de Alexandria foi mais abrangente. Não há nenhuma evidência de que isso era tão: na verdade, não há nenhuma evidência de que os judeus alexandrinos já promulgou um cânone de scripture.

John Wenham fornece esses comentários perspicazes sobre o cânone judaico e da popularidade da Septuaginta:A verdade parece ser que os judeus eram perfeitamente claro quanto aos limites da Canon, apesar do fato de que eles lêem e estimado altamente uma série de outros livros. Os escritos apocalípticos tiveram especial popularidade em um Palestina fervendo de esperança messiânica, e os livros apócrifos que buscavam efetivar a reconciliação entre o judaísmo ea filosofia grega tinha uma popularidade especial no judaísmo helenístico, especialmente em centros culturais como Alexandria. Mas, como Josefo e Philo show de suas citações, bem como por seus comentários diretos sobre o assunto, o conhecimento eo uso da tradução Septuaginta da Lei, Profetas e Hagiographa não implica o reconhecimento da canonicidade dos livros apócrifos que foram incorporados no codices.45 depois.

 

                                           O Conselho de Jâmnia

 

Tem sido frequentemente argumentado que, como o Conselho de Jâmnia debateu o status canônico de vários livros do Antigo Testamento, os rabinos envolvidos tinha a autoridade para tomar uma decisão final sobre a extensão do cânon. Historicamente, houve uma série de livros no cânon hebraico, que eram uma fonte de debate dentro do judaísmo como a sua inspiração. Tradicionalmente, estes eram Ezequiel, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos e Ester. Mas só porque não houve debate, não se segue que não havia dúvida de que nunca sério entre a maioria do seu estatuto canônico ou que o cânon estava aberta. Este é certamente o caso de Jâmnia. O fato é que a discussão dos livros não era sobre se certos livros, anteriormente considerados uncanonical, deve ser elevado ao status canônico, mas se aqueles tradicionalmente realizada como canônicos, deve continuar assim. Nunca houve discussão de aceitar qualquer um dos livros apócrifos no cânon.

 Roger Beckwith deixa isso claro:A teoria de que um cânone aberto foi fechado no Sínodo de Jâmnia sobre AD 90 volta a Heinrich Graetz, em 1871, que propôs (e com mais cautela do que tem sido desde que o costume) que o Sínodo de Jâmnia levou ao fechamento do cânon.Embora outros manifestaram recentemente hesitações sobre a teoria, sua refutação completa tem sido o trabalho de JP Lewis e SZ Leiman. Os resultados combinados das suas investigações é como se segue:

(A) O termo "sínodo" ou "conselho" é inadequada. A academia em Jâmnia, estabelecida pelo rabino Johanan ben Zakkai pouco antes da queda de Jerusalém em 70 dC, era ao mesmo tempo uma faculdade e um corpo legislativo, ea ocasião em questão era uma sessão dos anciãos lá. 
(b) A data do sessão pode ter sido tão cedo quanto AD 75 ou tão tarde como AD 117. 
(c) No que respeita aos livros em disputa, a discussão foi confinada à pergunta se Eccelsiastes e do Cântico dos Cânticos (ou possivelmente Eccelsiastes sozinho) fazer as mãos impuras, ou seja, são divinamente inspirado. 
(d) A decisão tomada não foi considerado como autoritário, uma vez que as opiniões contrárias continuou a ser expresso ao longo do segundo century.

Como Bruce confirma, o Conselho de Jamnia não mudou nada em relação ao status canônico de qualquer um dos livros do Antigo Testamento:Na medida em que as escrituras estão em causa, os rabinos em Jâmnia introduziu nenhuma inovação; revisaram a tradição que tinham recebido e deixou-o mais ou menos como era. É provavelmente imprudente falar como se houvesse um Conselho ou Sínodo de Jâmnia, que estabeleceu os limites da canon.47 do Antigo Testamento.A teoria de Jamnia é insustentável porque os apócrifos nunca foi considerado para o cânone. Ele nunca foi sequer discutido. Mesmo Jâmnia fechado o cânon (sugerindo que tinha sido aberta) os apócrifos nunca fez parte da discussão. E a história do judaísmo seguinte Jâmnia demonstra que os apócrifos nunca foi aceito pelos judeus. Mais uma vez, observamos isso no testemunho de Aquila, que traduziu a Bíblia do hebraico para o grego após Jâmnia. Sua canon concorda com os escritos do Talmude, que foi o cânone catalogadas por Jerome e Josefo. A obra de Aquila prova que a Bíblia judaica aceitou incluiu os cinco livros disputados, como no tempo de Josefo, mas não os livros apócrifos. Jâmnia não mudou nada em relação ao cânone. Como Beckwith aponta:

Temos provas nos fragmentos sobreviventes da tradução de Áquila que (embora não há nenhum indício de que inclusive qualquer livro apócrifo) incluiu todos os cinco livros em disputa ... credenciais rabínicas de Aquila são incontestáveis, e seu trabalho mostra que, rabinos qualquer que seja individuais podem ter disse antes de AD 128-129 ou mais tarde, a Bíblia judaica aceitou nessa data incluiu os livros em disputa, tal como aconteceu na época de Josefo, trinta ou mais anos earlier.

Isso nos leva à conclusão de Ryle:A Mishná registra como surgiram disputas entre rabinos judeus sobre a canonicidade de certos livros, e, em particular, de livros no Hagiographa, e como as dúvidas foram dissipadas através da influência de homens como o rabino Johanan ben Zaccai e Rabi Akiba, que morreu cerca de 135 AD (Yadaim, III.5). A linguagem que eles são relatados para ter usado mostra, além de qualquer dúvida, que eles aceitaram a divisão tripartida da Canon, e que, mesmo enquanto eles estavam discutindo as qualidades de livros cujo direito a uma posição no cânon das Escrituras foi questionado por alguns, que nunca duvidou de que o conteúdo da Canon tinha sido determined.

 

                                                   Os essênios

 

Os essênios eram um grupo marginal judeu que se tinham separado Judaísmo ortodoxo durante o segundo século aC. Seus escritos foram descobertos nos Manuscritos do Mar Morto em Qumran. Eles pareciam ter aprovado uma categoria mais ampla de livros do que o tradicional vinte e dois ou vinte e quatro do cânon hebraico, o que sugere para alguns que o cânon não foi fechado em Palestenian judaísmo. As descobertas dos Manuscritos do Mar Morto que demonstrar que havia muitos escritos adicionais às Escrituras canônicas do Antigo Testamento hebraico na comunidade dos essênios. No entanto, isso não significa que eles realizada para um cânone mais amplo.Os essênios produzido um conjunto significativo de literatura apocalíptica pseudepigraphal, mas eles não consideraram estas a ser inspirado. Eles eram altamente estimados como interpretações autorizadas dos livros canônicos, mas não se acreditava serem Escritura canônica. O trabalho pseudepigraphal, Jubileus, originou-se com os essênios e cita o número de livros canônicos a ser vinte e dois, a mesma que a dada por Josefo, o fariseu. Este fato prejudica a teoria de um essênio cânone mais amplo e leva à conclusão de que o cânon dos Essênios era a mesma que a do judaísmo em geral. FF Bruce enfatiza houve nenhum desacordo fundamental entre os fariseus, saduceus e essênios sobre a natureza do cânone:

É provável, aliás, que, no início da era cristã os essênios (incluindo a comunidade de Qumran) estavam de acordo substancial com os fariseus e os saduceus sobre os limites da escritura hebraica. Pode ter havido algumas diferenças de opinião e prática em relação a um ou dois dos "Escritos", mas as divergências entre partidos lembrado na tradição judaica tem muito pouco a ver com os limites do cânon. A idéia de que os saduceus (como os samaritanos) reconheceu o Pentateuco apenas como Sagrada Escritura é baseado em um mal-entendido: quando Josefo, por exemplo, diz que os saduceus não admitem observância a todos para além das leis ', ele quer dizer não o Pentateuco com a exclusão dos Profetas e os Escritos, mas a lei escrita (do Pentateuco) para a exclusão da lei oral (a interpretação farisaica e aplicação da lei escrita, que, como a própria lei escrita, foi realizada, em teoria, ter foi recebida e transmitida por Moisés) .

Como Beckwith observa, já que a estrutura tríplice e número preciso de livros é apoiada por tantas fontes, a evidência sugere fortemente que esta estrutura e número estavam no local por tempos do Novo Testamento. Portanto, Jesus e seus apóstolos estavam familiarizados com um cânone fechado de Escrituras do Antigo Testamento, que por si só são inspirados-os oráculos de Deus entregue aos judeus:É difícil conceber o cânone a ser organizado de acordo com um princípio racional, ou de seus livros que estão sendo organizados em uma ordem definida, a menos que a identidade desses livros já foi resolvido eo cânon fechado, é ainda mais difícil de conceber os livros que estão sendo contados, eo número a ser geralmente aceite e bem conhecido, se o cânon permaneceu aberto ea identidade de seus livros incerto. Mesmo se não houvesse (como de fato há) evidências que mostram que os livros-se que foram contados, por vezes, em ordem alfabética, como 22, às vezes mais simplesmente como 24, a presunção que ainda se mantêm de que a identidade dos livros deve ter sido decidido antes que pudessem ser contados, e que o acordo sobre o número implica um acordo sobre a sua identidade. E tal acordo, como nós já vimos, provavelmente tinha sido alcançado pelo segundo século antes de Cristo ... O fato de que o cânon do Antigo Testamento em que o Novo Testamento em várias outras formas refere-se tinha um número estabelecido de livros pelo Novo Testamento vezes é mais uma indicação de que Jesus e seus primeiros seguidores estavam familiarizados com um cânone fechado, e elogiou um cânone fechado ao Church.51 Christian

Algum objeto a essas conclusões, dizendo que há muitas referências por escritores do Novo Testamento para os apócrifos e, portanto, não podemos legitimamente manter a visão de que Jesus e os apóstolos inscrito para o limitado cânone dos judeus palestinos. As provas oferecidas para isto é as citações listadas pela edição Nestle-Aland do grego do Novo Testamento, que inclui um apêndice de supostas referências e alusões ao apócrifos e outros escritos utilizados pelos escritores do Novo Testamento. No entanto, a ilegitimidade deste apêndice torna-se aparente após exame de algumas das alusões dadas. Por exemplo, somos informados de que Mateus 4:4 é uma alusão a Sabedoria de Salomão 16:26. Na verdade, é uma citação direta de Deuteronômio 08:03. Também nos é dito que Mateus 4:15 é uma alusão a uma Macabeus 5:15, mas o verso é uma citação direta de Isaías 9:01. FF Bruce dá esta crítica da compilação Nestle-Aland:

A edição de Nestle-Aland do grego do Novo Testamento (1979) tem um índice de textos do Antigo Testamento citados ou aludidos no Novo Testamento, seguido por um índice de alusões não só para o "Septuagintal plus ', mas também para várias outras obras não incluídos na Septuaginta. Muitos destes últimos são semelhanças ao invés de alusões conscientes; apenas um é uma citação reta expressamente atribuída à sua origem. Essa é a citação de "Enoch na sétima geração de Adão" em Judas 14; isso vem reconhecidamente do livro apocalíptico de Enoque (1 Enoque 1:9) .

A citação direta a partir de 1 Enoque não significa que Jude considerado o trabalho seja canônico ou inspirou mais do que a citação de poetas pagãos por Paul iria dar credibilidade a qualquer idéia que ele considerou os inspiraram. O livro de 1 Enoque nunca foi considerado canônico ou inspirados pelos judeus por isso é completamente fora dos limites do presente consideração dos apócrifos eo cânon dos judeus. Os fatos revelam que não há um único apelo por Jesus ou os escritores do Novo Testamento para os apócrifos. Roger Nicole faz o seguinte comentário:É de notar que todo o Novo Testamento não contém sequer uma citação explícita de qualquer um dos Apócrifos do Antigo Testamento que são considerados como canônicos pela Igreja Católica Romana. Esta omissão dificilmente pode ser visto como accidental.

G. Douglas Young faz uma avaliação semelhante:O Novo Testamento citam os apócrifos? A resposta é um não categórico. Não há um único citação de qualquer um dos 14 ou 15 livros. Sem dúvida, os escritores do Novo Testamento sabiam da existência desses livros. Não em uma única instância, no entanto, é um deles citado, quer como escritura inspirado, ou como entidade, ou de qualquer forma. Não em um único caso é um deles citado de alguma maneira para qualquer finalidade. Professor CC Torrey, que, em sua Os apócrifos Literatura, lista um número muito grande de supostas citações apócrifos ou alusões, é forçado a admitir do Novo Testamento que "em geral, os apócrifos Escrituras foram deixados despercebidos" (p. 18). As supostas citações foram retiradas de livros fora daqueles em apreço, os apócrifos. Um exemplo é a citação de Enoque em Judas. Tudo o que se pode dizer é que os autores do Novo Testamento têm alguma convivência com materiais escritos mais cedo, para que, no máximo, aludem indiretamente, ou de fatos que, eventualmente, aparecem em ambos documents.54 bíblica e não-bíblica

Bruce Metzger confirma a conclusão de Nicole e Young:Ao discutir o tema de paralelos e alusões ao apócrifos encontrados no Novo Testamento, às vezes é instado que nenhuma passagem da apócrifos nunca é citado expressamente por um autor do Novo Testamento como processo de uma autoridade sagrada. Isto é, sem dúvida, true.

Uma objeção freqüentemente levantada é que este é um argumento de silêncio. Alguns argumentam que podemos legitimamente questionar a atitude de Jesus e dos apóstolos para algumas das Escrituras Hebraicas que nunca são referidos por eles com base neste argumento. Bruce Metzger vozes essa preocupação com estas declarações imediatamente após os citados acima:Por outro lado, no entanto, também é verdade que em nenhum lugar do Novo Testamento há uma citação direta a partir dos livros canônicos de Josué, Juízes, Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Abdias, Sofonias, e Naum; e alusões do Novo Testamento para eles são poucos em number.

A lógica não se sustenta. Não há paralelo real entre a falta de alusão a certos livros do Antigo Testamento e da falta de alusão aos apócrifos. Como vimos, o cânon do Antigo Testamento estava bem estabelecida na época de Jesus. Ele próprio menciona sua tripla divisão e Josefo nos diz que essas três divisões foram composta de vinte e dois livros, um número confirmado por muitas outras fontes históricas judaicas. Além disso, não há absolutamente nenhuma evidência de que qualquer dos escritos apócrifos jamais foram recebidos como canônicos pelos judeus. As fontes históricas consistentemente demonstram o contrário. Alguns dos livros apócrifos eliminam-se do status canônico, com base em seu próprio testemunho. Os pais da Igreja primitiva consistentemente testemunhar que os judeus não receberam os livros apócrifos. Assim, a falta de alusão a certos livros do Antigo Testamento não tem qualquer influência sobre se Jesus e os autores do Novo Testamento aceita-los como parte do cânone, porque eles faziam parte da coleção de vinte e dois livros, que foi aceito por Jesus sob o títulos gerais da Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. A falta de alusões ao apócrifos, no entanto, é significativo porque confirma o fato de que o cânon judaico, eo cânone aceito por Jesus e os apóstolos, não incluiu os apócrifos. É-nos dito pelo apóstolo Paulo de que os judeus foram confiados os "oráculos de Deus" (Rom. 3:02) por Deus. Embora mais tarde rejeitou a Cristo, isso em nada minimiza o fato de que as Escrituras do Antigo Testamento autoritários foram cometidos exclusivamente para eles e eles por si só. A documentação acima revelou os livros que tinham sido comunicadas à autoridade do povo judeu. É a vinte e dois ou vinte e quatro livro canônico do judaísmo palestino conhecido como 'Lei', 'a Lei e os Profetas ", ou pela designação tríplice dada por Jesus de" a Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. " É este cânon que é respeitado pela Igreja Protestante, mas contestadas pela Igreja de Roma. 

Terminamos esta seção com a pergunta feita por Beckwith:Para os cristãos, no entanto, o ensinamento de Jesus, os apóstolos e os outros escritores do Novo Testamento tem também um significado teológico; pois se eles nos ensinam o que era o seu cânon do Antigo Testamento, que eles não também nos ensinam que, para os cristãos, o cânon do Antigo Testamento deveria ser? 57

 

       O cânon do Antigo Testamento e os livros apócrifos

        N. 2, Desde o início da Era da Igreja de Jerome

                   


A Bíblia da maioria da Igreja primitiva era a Septuaginta grega. Mesmo a versão latino-velho usado pela Igreja Ocidental era uma tradução da Septuaginta. Como vimos, é provável que incluía adições para os livros do Antigo Testamento hebraico, que não foram recebidos como canônicos pelos judeus. Alguns dos pais, especialmente aqueles no Ocidente, geralmente aceita esses trabalhos por se presumir que eles faziam parte do corpus canônico legítimo. Fica claro a partir dos escritos dos Padres da Igreja que havia muita confusão sobre o que o verdadeiro cânon hebraico era. O Oriente eo Ocidente em geral realizada diferentes perspectivas. Quando a versão Septuaginta foi apropriado pela Igreja, os manuscritos não foram diferenciados um do outro, de modo que as cópias dos livros canônicos foram intercaladas indiscriminadamente com os dos Apócrifos. Com a grande maioria dos pais da Igreja não ter nenhum contato com os judeus, eles simplesmente assumiram que todos os livros da Septuaginta faziam parte do original cânon hebraico, especialmente porque muitos deles considerados a Septuaginta para ser inspirado. 

Bruce Metzger dá o seguinte fundo sobre a recepção da Septuaginta pela comunidade cristã primitiva:A Igreja Cristã Primitiva, que começou no seio do judaísmo palestino, recebeu suas primeiras Escrituras (os livros do Antigo Testamento) a partir da sinagoga judaica. Como, no entanto, os gentios convertidos ao cristianismo não conseguia ler hebraico, a tradução grega do Antigo Testamento (chamada de Septuaginta), que muitos judeus também tinha vindo a utilizar, foi amplamente empregado pela Igreja. Por causa do antagonismo que se desenvolveu entre a Sinagoga ea Igreja, os judeus abandonaram o uso da Septuaginta grega, e esta circulou doravante unicamente entre os cristãos. Quase as únicas cópias manuscritas da Septuaginta, que chegaram até nós hoje foram escritos por escribas cristãos ... As cópias da Septuaginta conter uma dúzia ou mais de outros livros intercaladas entre os livros do cânon hebraico. A maioria destes são idênticos os apócrifos tradicional ... Deve ser entendido que estes vários livros estão nas cópias da Septuaginta com nenhuma indicação de que eles não estão incluídos no cânon hebraico ... A questão permanece, no entanto, como esses livros vieram ficar tão intimamente associado com os livros canônicos como fazem nos manuscritos da Septuaginta. Na tentativa de encontrar pelo menos uma resposta parcial a este problema, não deve ser esquecido que a mudança na produção de manuscritos do formulário de rolagem para o códice ou folha-forma deve ter tido um papel importante a desempenhar na atribuição de autoridade a certos livros sobre a periferia do cânon. O fato de que havia uma controvérsia nos tempos talmúdicos se era legítimo para incluir a Lei, os Profetas e os Escritos, tudo em um único livro, indica que o costume que prevalece entre os judeus era a produção de volumes separados para cada parte do Bíblia Hebraica. Alguns rabinos foi tão longe como a insistir que cada livro da Escritura deve formar um volume separado. A recente descoberta de vários pergaminhos em cavernas perto do Mar Morto, cada um contendo uma cópia de um único livro bíblico, atesta a prevalência desse sentimento entre os judeus. 
Quando foi adotado o códice ou folha-forma de produção do livro, no entanto, tornou-se possível pela primeira vez para incluir um grande número de livros separados dentro dos mesmos dois covers. De todas as provas recentemente acumulando a partir de papiros, parece que foram os primeiros cristãos, que passou de pergaminhos para códices como o formato para seus livros sagrados, talvez em oposição direta ao uso de pergaminhos na sinagoga. Por alguma razão a mudança foi instituída, ela agora se tornou possível para os livros canônicos e apócrifos para ser trazido para perto justaposição física.Livros que até então nunca tinha sido considerado pelos judeus como tendo mais do que um certo significado edificante foram agora colocados por escribas cristãos de um lado códice a lado com os livros reconhecidos do cânon hebraico. Assim que isso iria acontecer que o que estava em primeiro lugar uma questão de conveniência em fazer tais livros de status secundário disponível entre os cristãos tornou-se um factor de dar a impressão de que todos os livros dentro de um tal codex devesse ser considerado como autoridade. Além disso, como o número de cristãos gentios cresceu, quase nenhum dos quais tinha conhecimento exato da extensão do original cânon hebraico, tornou-se cada vez mais natural para as cotações a serem feitas de forma indiscriminada de todos os livros incluídos no codex.58 um grego

A versão Septuaginta recebida pela Igreja foi, em grande parte, fiel ao texto hebraico, mas ainda assim continha muitos erros. Jerônimo, em particular, apontou as divergências ea necessidade de uma tradução fiel do hebraico para o latim. Assim como os pais às vezes eram enganados em sua exegese das Escrituras por causa do texto da Septuaginta com defeito, alguns também foram enganados pela adição dos livros apócrifos aos manuscritos da Septuaginta. Tudo o que podemos dizer em relação à sua prática é que onde eles desviaram do cânone de Jesus e os judeus que estavam em erro. Alguns católicos romanos, é claro, vigorosamente objeto. Os católicos romanos admitem prontamente que, com base no cânon decretado pelos Conselhos africanos norte de Hipona e Cartago, pais, como Atanásio e Cirilo de Jerusalém, que não concordavam com o Africano cânone do Norte, estavam enganados e no erro. Concordamos que os pais poderiam errar em relação ao cânone, mas o nosso padrão não é Hipona e Cartago, mas o hebraico Canon que representa os "oráculos de Deus" (Rm 3:02). As diferenças entre a Igreja Ocidental Norte Africano e os pais orientais, Atanásio e Cirilo, ressaltam a realidade geral que existia na Igreja da época patrística, que houve diferenças significativas entre os pais do Oriente e do Ocidente sobre a extensão do Antigo Testamento canônico.

 

                       A Igreja Oriental

A Igreja Oriental tendiam a ser mais conservador em sua abordagem para o cânon do Antigo Testamento, em grande parte porque ela beneficiou de pais que viviam perto Palestina e tiveram contato com os judeus. A mais antiga lista cristã do Antigo Testamento canônico foi a de Melito de Sardes, em meados do segundo século. Ele foi para a Palestina para determinar o número preciso de livros canônicos do Antigo Testamento. O número que ele deu foi de vinte e dois, o mesmo que Josefo, embora ele omitiu o livro de Ester:

Melito, ao seu irmão Onésimo, saudação: Desde que tu tens muitas vezes, em teu zelo pela palavra, manifestou o desejo de ter extratos feitos a partir da Lei e os Profetas a respeito do Salvador, e em matéria de toda a nossa fé, e tens também desejava ter uma declaração exata do antigo livro, quanto ao seu número e sua ordem, tenho me esforçado para executar a tarefa, sabendo o teu zelo pela fé, eo teu desejo de obter informações a respeito da palavra, e sabendo que tu no teu anseio depois de Deus, considera o essas coisas acima de tudo, lutando para alcançar a salvação eterna. Assim, quando cheguei Médio e veio para o lugar onde essas coisas foram pregadas e feito, eu aprendi com precisão os livros do Antigo Testamento, e enviá-las para ti, como escrito abaixo. Seus nomes são os seguintes: de Moisés, cinco livros: Gênesis, Êxodo, Números, Levítico, Deuteronômio; Jesus Nave, juízes, Ruth; dos Reis, quatro livros; de Crônicas, dois; os Salmos de Davi, os Provérbios de Salomão, Sabedoria, também, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Jó; dos Profetas, Isaías, Jeremias; dos doze profetas, um livro; Daniel, Ezequiel, Esdras.

Ele provavelmente recebeu essa lista a partir da Igreja Cristã perto Palestina assim seu cânone reflete uma perspectiva cristã e uma consciência da numeração hebraica e canon. Ele claramente não inclui os apócrifos. Alguns foram confundidos pela referência de Melito de Sabedoria, acreditando ser o livro apócrifo, Sabedoria de Salomão. Mas, como FF Bruce assinala, esta era uma outra maneira de se referir ao livro de Provérbios:

Nenhum dos escritos do 'Septuagintal plus' está listado: a "sabedoria" incluído não é o livro grega da sabedoria, mas um nome alternativo para provérbios. De acordo com Eusébio, Hegessipus e Irineu e muitos outros escritores de sua época chamado de Provérbios de Salomão "Sabedoria todo-virtuoso.

Orígenes foi o maior estudioso bíblico do início idade patrística que tiveram contato direto com os judeus. Eusébio preservou o catálogo de livros canônicos judeus que Orígenes diz que recebeu deles:Deve-se afirmar que os livros canônicos, como os hebreus entregaram-los, são vinte e dois ... Os vinte e dois livros dos hebreus são os seguintes: Genesis ... Êxodo Levítico ... ... ... Números Deuteronômio. .. Jesus, filho de Nave ... Juízes e Rute ... o primeiro eo segundo dos Reis ... o terceiro eo quarto de Reis ... as Crônicas, o primeiro eo segundo lugar em um ... Esdras, Primeiro e Segundo em um ... o livro de Salmos ... os Provérbios de Salomão ... Eclesiastes .. Cântico dos Cânticos ... Isaías ... Jeremias, com Lamentações ea epístola em um ... Daniel ... Ezequiel. .. trabalho ... Esther. E, além destes, existem os Macabeus ...

Lista de Orígenes corresponde substancialmente com a de Josefo e inclui Esther. O livro dos profetas menores está faltando, mas isso era ou um descuido da parte de Orígenes ou um erro do copista. Ele colocou Macabeus além das Escrituras canônicas. Uma área de divergência da lista verdadeiramente canônico dos judeus é que ele incluiu a Epístola de Jeremias com o livro canônico do profeta Jeremias. Isso os judeus não fazem. Orígenes simplesmente afirmado a sua própria opinião, acreditando que a carta deve ser anexado ao Jeremias. Ele também incluiu o livro apócrifo de 1 Esdras juntamente com 2 Esdras como um livro mas apenas a 2 Esdras foi reconhecido como canônico pelos judeus. Note-se que na citação acima de Eusébio, Orígenes refere-se especificamente os limites do cânon judaico. Isso não quer dizer que ele, pessoalmente, concordou com ele ou aderiram a ele. Ele, pessoalmente, aceitou a Septuaginta e as adições apócrifos que ele continha. Isso fica claro em sua carta a Júlio Africanus.

Julius ele havia escrito, questionando a sabedoria de Orígenes de citando o trabalho, A História de Susanna , como se fosse uma parte legítima do livro de Daniel. Ele também criticou as outras adições a Daniel: Bel eo Dragão e A Canção dos três jovens. Orígenes respondeu dizendo que, embora os judeus rejeitaram estas obras, ele acreditou neles legítimo porque foram usadas nas Igrejas. Além disso, ele escreveu que só porque havia muitas variações entre o texto hebraico e da Septuaginta, que não significa que a Igreja deve dar-se a Septuaginta. Foi peculiarmente Bíblia da Igreja. Por esta altura, os judeus tinham abandonado completamente a Septuaginta para a tradução grega de Áquila. Ao longo de sua carta, Orígenes contrastou o que chamou de sua Escritura (os judeus) e as nossas (os cristãos).Orígenes acreditava que a Septuaginta foi a Escritura recebida pela Igreja e onde existia uma variação entre o hebraico e da Septuaginta, a Septuaginta tinha precedência porque era a Escritura da Igreja. Ele acreditava que a Septuaginta tinha sido dado providencialmente à Igreja por Deus. Ao lidar com os judeus, ele limitou-se a as Escrituras Hebraicas, sabendo que não iria aceitar argumentos retirados de livros considerados fora dos limites do seu cânon. No entanto, ele não estava disposto a desistir de os livros que ele sentia era uma parte da Septuaginta e usado nas Igrejas, embora não encontrado nas Escrituras Hebraicas. Está claro que Orígenes realizada a Septuaginta em alta conta e senti que um número do livros apócrifos eram parte da revelação dada por Deus. Ele acreditava que a Septuaginta para ser inspirado. Obviamente, ele estava enganado. Até mesmo a Igreja Católica Romana admite isso. A evidência disso é visto no fato de que o funcionário da Bíblia Católica Romana é a Vulgata Latina produzido por Jerome, que destacou os erros no texto da Septuaginta e foi baseado em uma tradução do hebraico. Roma repudiou oficialmente a Septuaginta. Assim, a veneração dos pais da igreja primitiva (como Orígenes) para a crença Septuaginta e alguns dos livros apócrifos, e em sua inspiração, foi equivocada. Antes de Orígenes, Clemente de Alexandria, não só citou uma série de livros apócrifos como Escritura, especificamente Sabedoria, Eclesiástico e Tobias, mas também certa pseudepigraphal funciona tão bem.

 Beckwith documenta sua utilização dessas obras:Na virada dos séculos II e III, Clemente de Alexandria inclui em suas Seleções da Profetas 2.1; 53,4, as duas passagens 1 Suite. 19,3 e 7,1-8,3; cita 2 Esdras (4 Esdras) 5.35 como "Esdras, o profeta" (Stromata 3,16, ou 3.100.3); cita o perdido Apocalipse de Sofonias como 'Sofonias, profeta "(Stromata 5,11 ou 5.77.2) e que pode ser o apocalipse perdido de Elias como" Escritura "(Exortação 10.94.4); e faz com que uma série de outras referências a estes livros, incluindo dois para a Assunção de Moisés ...

Os principais pais orientais que seguiam Clemente e Orígenes eram realmente mais conservadora em sua opinião quanto ao que constituía o cânon do Antigo Testamento. Por exemplo, Cirilo de Jerusalém, em meados do século IV, deu um catálogo completo dos livros canônicos do Antigo Testamento recebidos pela Igreja de seu tempo em suas palestras catequético. Como apontado anteriormente, ele mencionou a numeração judaica de vinte e dois livros e deu uma lista dos livros específicos que compõem o canon.64 Há uma série de fatos importantes a observar nos comentários de Cirilo. Em primeiro lugar, ele afirma que este anúncio é o cânone autoritário que foi transmitida pela Igreja. Em segundo lugar, ele afirma que o cânone deu veio da Septuaginta, mas excluiu a maioria dos livros apócrifos.Os únicos livros apócrifos ele indicados foram os de Baruch ea Epístola de Jeremias que ele erroneamente pensado para ter sido parte do original Jeremias canônica. É provavelmente verdade que ele também incluiu as adições ao profeta Daniel de Bel eo dragão, A Canção dos Três crianças e Susanna uma vez que estes eram comumente associado com Daniel. Ele não menciona-los, mas ele faz cotação com eles em suas palestras catequético. Atanásio de Alexandria, também deu uma lista do cânon do Antigo Testamento. Como Cyril ele listou o número de livros em vinte e dois e citeed sua identidade. Ele menciona que os livros que ele indicados eram aqueles que tinham sido transmitidos pela tradição no Church.65 Atanásio fez algumas declarações muito significativas em seus comentários. Ele deu o mesmo cânone como Cirilo de Jerusalém, mas ele omitiu Esther. Ele também incluiu Baruch ea Epístola de Jeremias como adições ao canônica Jeremias e provavelmente teria incluído os acréscimos ao livro de Daniel. Ele disse que estes, juntamente com o Cânon do Novo Testamento que ele também catalogado, foram as Escrituras divinamente inspiradas a partir do qual a igreja foi para desenhar sua doutrina da salvação. Ele foi tão longe a ponto de dizer que nenhum homem foi adicionar a estes livros e tinha o cuidado de distinguir entre aqueles que eram verdadeiramente autoritário e canônico e aqueles que eram úteis apenas para fins de leitura. Ele listou uma série de livros apócrifos nesta última categoria, bem como Esther. apologistas católicos romanos são inconsistentes em seu apelo à autoridade da Igreja no que se refere ao assunto do cânon. Assinalou-se que Joe Gallegos exaltou a autoridade da Igreja, apelando para Cirilo de Jerusalém e Atanásio, num sentido geral, onde eles afirmaram que tinham recebido o cânon da Igreja. No entanto Gallegos rejeita a própria canon Cirilo e Atanásio esposada.

Ele fala em termos gerais sobre a autoridade da Igreja, mas utiliza ilustrações que são auto contraditório, como evidenciado a partir das seguintes afirmações sobre Cirilo, Atanásio e Papa Dâmaso:Foi a Igreja que decidiu quais livros foram e não foram incluídos no cânon das Escrituras ... Cirilo de Jerusalém discute onde se encontra o autêntico cânon da Bíblia em suas palestras sobre a fé: "Aprendei também diligentemente, e da Igreja, o que são os livros do Antigo Testamento, e quais os do Novo ". Da mesma forma, Atanásio mãos para baixo o cânone como dado a ele pela Igreja e seus pais na fé ... Papa Dâmaso e do Conselho de Roma no século IV aceitar apenas o cânone que foi recebido pela Igreja Católica: "Da mesma forma como já foi dito :. Agora, de fato, devemos tratar das divinas Escrituras, que a Igreja Católica universal aceita e que ela deveria evitar

A implicação dessas declarações, é claro, é que, assim como esses pais submetido à autoridade da Igreja, para os crentes de hoje devem apresentar à autoridade de Roma, representado por Dâmaso e do Conselho, de Roma. Ele leva o leitor a acreditar que Cirilo, Atanásio e Dâmaso todos concordaram com o outro. No entanto, eles não concordaram. Gallegos não consegue dar as citações completas de Cirilo, Atanásio e do Conselho de Roma, em sua totalidade. Ele cita-los fora do contexto, propositadamente omitindo os cânones que eles listados. As citações completas de Cirilo e Atanásio são citados acima e os livros que eles alegaram foram proferidas pela Igreja. 

O cânon do Antigo Testamento citado por Dâmaso e do Conselho de Roma é a seguinte:A ordem do Antigo Testamento começa aqui: Gênesis um livro, um livro de Êxodo, Levítico um livro, um livro de Números, Deuteronômio um livro, Josue Nave um livro, um livro de Juízes, Ruth um livro, Reis quatro livros, Paralipômenos dois livros, Salmos um livro, Salomão três livros, Provérbios um livro, um livro de Eclesiastes, Cântico dos Cânticos um livro, também um livro Sabedoria, Eclesiástico um livro. Da mesma forma a ordem dos escritos dos profetas. Isaias um livro, Jeremias um livro, com Ginoth, isto é, com os seus lamentos, Ezequiel um livro, um livro de Daniel, Oséias um livro, um livro de Miquéias, Joel um livro, um livro de Abdias, Jonas um livro, um livro de Naum, Habacuc um livro, um livro de Sofonias, Ageu um livro, um livro de Zacarias, Malachias um livro. Da mesma forma a ordem das histórias. Job um livro, um livro de Tobias, Esdras dois livros, Esther um livro, um livro de Judith, Macabeus dois books.

Note-se que o cânon dada pelo Concílio de Roma é diferente da que foi dada por Atanásio e Cirilo. Ambos os pais afirmaram que a Igreja proferiu um cânone que rejeitou os principais livros apócrifos. O Conselho de Roma e Dâmaso, por outro lado, ensinou que o cânone transmitida a eles incluíram os Apócrifos. Gallegos nos admoesta a olhar para a Igreja como uma autoridade para o nosso cânone. Qual Igreja? Ele deixa seus leitores com a impressão de que ele está de acordo com Cirilo e Atanásio, mas seu apelo para Atanásio e Cirilo não tem sentido, porque ele rejeita o cânone eles acreditavam foi autoritariamente entregue a eles pela Igreja. Além disso, é óbvio a partir de Cirilo e Atanásio que, ao contrário das afirmações do Concílio de Roma, o cânon que listadas não foi universalmente recebida pela Igreja.Isso fica claro também a partir do ensino de outros pais orientais como Gregório de Nazianzo,  Basílio, o Grande,  Epiphanius e Amphilochius. Cada um desses pais listou o cânone como consistindo de vinte e dois livros em que os principais livros apócrifos são excluídos. Deve-se notar, porém, que, após a Septuaginta, muitos incluídos Septuaginta 1 Esdras com Esdras-Neemias, a Epístola de Jeremias e Baruque com Jeremias e Bel eo Dragão, A Canção dos Três crianças e Susanna como adições ao livro de Daniel . 

Assim, o cânone mais reflexivo da Igreja Oriental é aquele expresso por Atanásio e Cirilo de Jerusalém. Swete explica a posição da Igreja do Oriente, com estas palavras:A próxima lista vem de Orígenes. Ela pertence ao seu comentário sobre o primeiro Salmo, que foi escrito em Alexandria, ou seja, antes de AD 231. Os livros incluídos nela estão expressamente dito ser o vinte e dois do cânon hebraico ... No entanto, entre eles estão o primeiro livro de Esdras ea Epístola de Jeremias, que os judeus nunca reconheceu. Com a adição de Baruch, lista de Orígenes é repetido por Atanásio, Cirilo, Epifânio, e no cânon de Laodicéia; Amphilochius menciona dois livros de Esdras, e é pelo menos possível que os Esdras de Gregório de Nazianzo pretende incluir ambos os livros, e que a epístola, ou Baruch e da Epístola, devem ser entendidas como parte de Jeremias nas listas tanto de Gregory e Amphilochius.Assim, parece que uma expansão do cânon hebraico, que não comporta qualquer adição ao número de livros, foi predominante no Oriente durante o século IV. As listas de Leste conter outros livros, mas eles estão definitivamente colocado fora do Canon. Esta prática parece ter começado com Orígenes, que depois de enumerar os vinte e dois livros acrescenta: "e, além destes, existem os Macabeus. Atanásio retoma a expressão, mas nomes de outros livros-o duas sabedorias, Ester, Judite, e Tobit. Palestina foi, talvez, naturalmente conservador nesta matéria; Cyril não permitirá que seus catecúmenos ir além da Canon, e Epifânio menciona apenas, e que, com alguma hesitação, os dois livros de sabedoria ... E esta foi a atitude predominante do Oriente mesmo em um time.72 mais tarde

JND Kelly confirma isso:O ponto de vista que agora ordenou-se bastante geralmente na Igreja Oriental, como representado por Atanásio, Cirilo de Jerusalém, Gregório de Nazianzo e Epifânio foi que os livros deuterocanônicos deve ser relegado a uma posição subordinada fora da proper.73 canon

 

                       A Igreja Ocidental

No Ocidente, especialmente na Igreja do Norte Africano, houve uma tendência a aceitar um muito mais amplo do que o cânone que foi defendida no Oriente. Como Kelly escreve:O Ocidente, como um todo, estava inclinado para formar uma estimativa muito mais favorável do Apocrypha.

Em meados do século para secundário atrasado AD, a Escritura da Igreja Ocidental era o latim antigo. Esta foi uma tradução da Septuaginta grega que incluía muitos dos livros apócrifos. Assim, os pais ocidentais, a maioria dos quais eram ignorantes do hebraico e não tiveram contato com os judeus, aceito sem críticas a acréscimos ao cânon hebraico, por engano pensando que tinha sido originalmente parte dela.

 FF Bruce escreve:Até Jerome produziu uma nova tradução do Antigo Testamento do texto hebraico, no final do século IV, o latim do Antigo Testamento era uma tradução da Septuaginta, incluindo o 'Septugintal plus. " Havia pouco ou nada para indicar aos leitores da antiga versão latina que o "Septuagintal plus 'ficou em pé diferente do resto do Velho Testament.

Swete dá a seguinte documentação dos livros apócrifos encontrados nos manuscritos latinos velhos existentes:Codex B y A contêm as duas sabedorias, Tobit e Judith; 1-2 Macabeus são adicionados em y, e 1-4 Macabeus em A; cod. C exibe as duas sabedorias e quando completa pode ter contido os outros livros do mesmo class.

Nós encontramos referências ao apócrifos começando com a primeira epístola de Clemente de Roma, no primeiro século. Ele fez alusão ao livro de Sabedoria e citou o livro de Judith embora não citá-los como a Escritura. O Didache citado Eclesiástico e Cipriano também fez inúmeras referências a ele. Irineu citou Eclesiástico, Sabedoria e Susanna, enquanto Tertuliano citou Sabedoria, I Macabeus e Judith.Mas ele também citou a partir de 1 Enoque, citando-o como Scripture.77 Ambrose referência a um grande número de Apócrifos incluindo 2 Esdras, Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, Susanna, Bel eo Dragão e 1 e 2 Macabeus. No entanto, nem todos os pais ocidentais aceitaram essa visão ampla do cânon. Hilário de Poitiers realizada para a numeração tradicional judaica de vinte e dois livros, apesar de ter anexado a Epístola de Jeremias Jeremias. 

Ele escreveu que a numeração e conteúdo do cânon foi dada por uma antiga tradição dos pais:A lei do Antigo Testamento é contado em vinte e dois livros, para que pudessem caber o número de letras hebraicas. Eles são contados de acordo com a tradição dos antigos pais, de modo que os de Moisés são cinco livros; o sexto de Josué; o sétimo de Juízes e Rute; o oitavo dos primeiro e segundo dos Reis; o décimo dos dois livros chamados de Crônicas; o décimo primeiro de Esdras, (onde Neemias foi compreendido :) o livro dos Salmos fez o décimo segundo; Provérbios de Salomão, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos, fez o décimo terceiro, décimo quarto, décimo quinto e; os doze profetas fez a XVI; Então Isaías, e Jeremy, junto com seus lamentos e sua Epístola, (hoje o vigésimo nono capítulo de sua profecia) Daniel e Ezequiel, e Jó, e Esther, composto o número total de vinte e dois books.

A distinção que Atanásio feita entre as Escrituras canônicas e outros escritos que não eram canônicos, mas, no entanto usado para a edificação da Igreja, também foi expresso por Rufinus no início do quinto século. Ele foi muito influenciado por Orígenes e também listou os livros canônicos de acordo com a numeração judaica. Ele alegou que o cânon que ele deu foi que tinha sido transmitida pela tradição através dos pais como autoridade e que os livros específicos que ele enumerou estavam sozinhos a ser utilizado para estabelecer as doutrinas da faith. Ele citou as principais obras do Apocrypha , especificamente a Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Tobias, Judite, e os Macabeus como livros que não eram canônicos, mas eclesiástica. Estes eram adequadas para ser lido nas igrejas, mas não eram de autoridade para a confirmação da doutrina. Essa, diz Rufino, foi a tradição transmitida de pais. Significativamente, Rufinus expressou esta opinião depois dos Concílios de Hipona e Cartago, demonstrando que eles não possuem autoridade universal para a Igreja em geral.Uma perspectiva semelhante ao Rufino foi realizada por Jerônimo. Ele e Orígenes são os únicos pais considerados verdadeiros estudiosos da Bíblia na Igreja primitiva, e Jerônimo, sozinho entre todos os pais, é considerado um estudioso do hebraico. Dadas as muitas erros de tradução encontrados na Septuaginta, Jerome comprometeu-se a fornecer uma tradução fresco diretamente do hebraico para a Igreja Latina. Ele recebeu uma grande quantidade de críticas porque muitos sentiram, ao realizar essa tradução, ele estava lançando aspersão sobre a Septuaginta que consideravam inspirados. Sua tradução tornou-se conhecida como a Vulgata Latina e tornou-se o padrão de tradução da Bíblia usada pela Igreja Ocidental ao longo dos tempos medievais e da Igreja Católica Romana pós-tridentino. Jerome viveu na Palestina e consultou com os judeus. Como resultado, ele recusou-se a traduzir os apócrifos porque os livros não faziam parte do cânon hebraico. Sua posição era a de Rufino e Atanásio. 

Ele deixou claro que a Igreja de sua época não concedeu status canônico aos escritos apócrifos como sendo inspirados. Ao comentar sobre a Sabedoria de Salomão e Eclesiástico, Jerome fez estas declarações sobre os livros de Judite, Tobias e Macabeus:Como, então, a Igreja lê Judite, Tobias, e os livros dos Macabeus, mas não admiti-los entre as Escrituras canônicas, então vamos também ler estes dois volumes (Sabedoria de Salomão e Eclesiástico) para a edificação do povo, não para dar autoridade às doutrinas da Igreja (grifo meu) .80

Convicções de Jerome sobre o cânone foram claramente expressas em vários lugares em seus escritos, em particular, os prefácios que escreveu os livros do Antigo Testamento. Nestes, ele enumerou os livros canônicos de acordo com o cânon hebraico, rejeitando, assim, a Apocrypha. Alguns sugeriram que Jerome depois mudou de opinião e incluiu os apócrifos no cânon da Vulgata. No entanto, não há nenhuma evidência para apoiar isso. Jerome continuou a escrever comentários sobre livros do Antigo Testamento até a sua morte. Não há nenhum registro de que ele nunca se retratou de suas declarações originais sobre os apócrifos. Em sua obra, Contra Rufino, escrito em 401-402 AD, reiterou e defendeu sua posição anterior sobre os apócrifos. Mais uma vez, seus comentários vêm após os conselhos do Norte Africano. Embora não considere os livros apócrifos para ser canônico, no sentido estrito, Jerome citou los de acordo com suas próprias convicções, para fins de edificação. Mais uma vez, esta é a mesma distinção (entre livros canônicos e eclesiásticas) por Atanásio e Rufino. Como veremos, as visões de Jerome teve enorme influência sobre a Igreja de idades subseqüentes até de nosso próprio tempo.Parece, então, que alguns elementos da Igreja mantinham diferentes pontos de vista de canonicidade, um amplo, o outro estreito. A visão ampla incluía tanto os livros canônicos e eclesiásticas sob o título geral de livros recebidos pela Igreja-canônico no sentido geral em que era permitido para que todos possam ser lidos na Igreja. A visão estreita limitado canonicidade apenas aos vinte e dois livros do Antigo Testamento. Os livros apócrifos e certos livros escritos durante a era da Igreja, tais como 1 Clemente e do Pastor de Hermas, foram classificadas sob a designação geral de eclesiástica. Ao mesmo tempo em que Jerome estava envolvida em seu trabalho de tradução e escrever seus prefácios, o Norte Conselhos africanos de Hipona e Cartago se reuniram em AD 393 e 397, respectivamente, e emitiu um decreto sobre o cânone que incluiu as obras de Apócrifos. Não possuímos os decretos originais de Hipona e Cartago, mas eles foram mais tarde ratificado por um próximo Conselho em Cartago em 419 dC O decreto sobre o Antigo Testamento diz o seguinte.:Além da canônica Escrituras, nada deve ser lido, na igreja, sob o título de "escritos divinos." Os livros canônicos são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reis, os dois livros de Paraleipomena (Crônicas), Jó, os Salmos de Davi, os cinco livros de Salomão, o doze livros da (Minor) Profetas, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, Tobias, Judite, Ester, os dois livros de Esdras, dois livros da Maccabees.Esse decreto termina com a afirmação de que era para ser submetido ao Bispo de Roma, assim como outros bispos da Igreja do Ocidente para confirmação.

 Afirma o fato de que os livros listados são aqueles que têm recebido a sanção dos pais das igrejas do Norte Africano para ser lido na Igreja:Que este ser enviado para o nosso irmão e companheiro bispo, Boniface, e os outros bispos daquelas partes, para que possam confirmar este cânon, pois estas são as coisas que temos recebido de nossos pais para serem lidos na church.Os decretos foram submetidos a Igreja Romana para a confirmação que estava próxima. É o ensinamento comum entre os apologistas católicos romanos que estes Conselhos estabeleceram oficialmente o cânone para a Igreja em geral. Os fatos, no entanto, não suportam esta afirmação por dois motivos principais. O primeiro é a natureza dos Conselhos africanos do Norte e os livros que decretou a ser canônico. A segunda é a história ea prática da Igreja em relação ao apócrifos posterior a esses Conselhos e até o tempo do Concílio de Trento, no século XVI.

 

          Agostinho e os Conselhos do Norte da África

O primeiro ponto a ser observado em relação aos Conselhos de Hipona e Cartago é que eles foram os Conselhos provinciais que não tinham autoridade para se pronunciar sobre o cânone para a Igreja como um todo. 

Agostinho, que era o espírito que norteia estes Conselhos, admitiu isso:Agora, no que diz respeito às Escrituras canônicas, ele deve seguir o julgamento do maior número de igrejas católicas; e entre estes, é claro, um lugar alto deve ser dada aos que têm sido considerado digno de ser a sede de um apóstolo e de receber epístolas. Assim, entre as Escrituras canônicas de julgar de acordo com o seguinte padrão: a preferir aqueles que são recebidos por todas as igrejas católicas para aqueles que alguns não recebem. Entre aqueles que, mais uma vez, que não são recebidos por todos, ele vai preferir como ter a sanção do maior número e os de maior autoridade, para, como são realizadas pelo menor número e os de menos autoridade. Se, no entanto, ele deve achar que alguns livros são mantidos pelo maior número de igrejas, e outros pelas igrejas de maior autoridade (embora isso não seja uma coisa muito provável de acontecer), eu acho que, em tal caso, a autoridade em os dois lados deve ser encarado como equal.

 Agostinho reconheceu a falta de unanimidade nas igrejas a respeito do cânone e deu conselhos sobre como determinar quais livros eram verdadeiramente canônico. Na verdade, ele disse que um era seguir o julgamento da maioria das igrejas. Assim, se se pudesse demonstrar que alguns dos livros sancionadas pelo Hipona e Cartago não foram aceitos como canônicos pela maioria das Igrejas, em seguida, as Igrejas da África do Norte deve ceder neste ponto. Obviamente, então, ao promulgar o decreto sobre o cânone, Hipona e Cartago não foram, que estabelece uma lei para a Igreja universal, mas expressando a opinião ea prática da sua região particular. Visto que a Bíblia usada pela Igreja Norte Africano foi o latim antigo, uma tradução da Septuaginta, que incluiu uma série de livros apócrifos, estes conselhos foram simplesmente confirmando o cânone tradicional para a Igreja norte-Africano baseado na Septuaginta.

 Philip Schaff confirma o fato de que a Igreja norte-Africano seguiu a Septuaginta:Agostinho ... firmemente seguido o cânon Alexandrino da Septuaginta, ea tradição preponderante em referência à disputa Católica Epístolas e Apocalipse .

A veneração que esta Igreja realizou para a Septuaginta, com base na crença implícita na sua inspiração, é bem representado por Agostinho. Ele acreditava que o mito dos setenta e dois tradutores judeus que, sob Ptolmey, foram colocados individualmente em isolamento e prestados a mesma tradução do hebraico o Antigo Testament. A adesão por Agostinho ea Igreja norte-Africano para a Septuaginta tem algumas implicações significativas para toda a questão do estabelecimento do cânone. Mais uma vez, os apologistas católicos argumentam que o cânon foi resolvido com autoridade para a Igreja universal nos Concílios de Hipona e Cartago. No entanto, o cânone decretado pelos Conselhos do Norte de África diferiu daquela decretado pelo Concílio de Trento, no século XVI em um ponto importante. Hipona e Cartago afirmou que um Esdras e 2 Esdras eram canônicos, referindo-se a versão da Septuaginta de 1 e 2 Esdras, a Bíblia a sua versão latina foi baseado. Nessa versão, 1 Esdras era as adições apócrifos a Esdras e Neemias não encontradas na Bíblia hebraica, enquanto 2 Esdras era a versão canônica judaica de Esdras-Neemias. Os judeus só reconheceu Esdras e Neemias que combinados em um único livro. Este foi 2 Esdras na versão Septuaginta. Foi Jerome (em sua Vulgata Latina) que se separou Esdras e Neemias em dois livros, chamando-os de 1 Esdras e 2 Esdras, respectivamente. Isto tornou-se padrão para a Vulgata ea base sobre a qual Trento declarou a Septuaginta I Esdras para ser não-canônico. 1 Esdras na Septuaginta, em seguida, tornou-se 3 Esdras na Vulgata e outro trabalho apocalíptico apócrifo de Esdras 3 tornou-se 4 Esdras na Vulgata. Nos primeiros manuscritos da Septuaginta, o Codex Vaticanus (início do século 4 º) eo Códice Alexandrino (início do século 5), eu Esdras é listado como um livro e Esdras-Neemias é listada separadamente como um segundo livro. 

Enciclopédia Católica New confirma estes fatos:Quatro livros são atribuídos a Esdras (Esdras na grafia hebraica). A distinção entre esses livros é confuso por causa das diferenças de manuscritos e denominacionais:

 Vulgata (católica)

 Septuaginta

  Texto hebraico

 Protestante e judaica

 1 Esdras (Esdras) *

 

 Ezra *

  Ezra *

 2 Esdras (Neemias) *

 2 Esdras (Esdras / Neemias) *

 Neemias *

  Neemias *

 3 Esdras

 1 Esdras

 desaparecido

  1 Esdras

 4 Esdras

 3 Esdras

 desaparecido

  2 Esdras

 * Canonical Books

     

III Esdras (I Esdras na Septuaginta) foi certamente compilados antes de 90 dC, para o historiador judeu Flávio Josefo citou ele (Ant. 11); mas a sua preocupação exclusiva com os interesses judaicos coloca a sua composição antes da era cristã, mais perto de 100 aC até o século 5, os cristãos muito freqüentemente como 3 Esdras com os livros canônicos; ela é encontrada em muitos LXX MSS (manuscritos da Septuaginta) e na Vulgata Latina (Vulg) de São Jerônimo. Protestantes, portanto, incluir 3 Esdras com outros apócrifos (deuterocanônicos) livros como Tobit ou Judith. O Concílio de Trento removido definitivamente do canon.87

Ryle dá a seguinte história de as diferenças entre os livros de Esdras, conforme representado na Septuaginta e da Vulgata:Nas listas do Antigo Testamento, que incluem os livros apócrifos, um elemento de confusão é causada pela apócrifo 'Ezra, "nosso primeiro livro de Esdras. Na versão LXX, a Velha Latina e Siríaca, este apócrifo grego livro foi colocado, fora da relação, provavelmente, para a cronologia, antes do hebraico Ezra, e foi chamado o Primeiro de Ezra ... enquanto o nosso Esdras e Neemias apareceu como um livro, com o título da Segunda de Esdras. Em sua tradução da Vulgata, Jerônimo não reconheceu a canonicidade dos apócrifos Books. Ele traduziu o hebraico Ezra (nosso Esdras e Neemias), como um livro com o título de Esdras; mas ele concordou com a divisão da Canonical Ezra em dois livros, pois ele fala dos livros apócrifos como o terceiro eo quarto de Esdras ... Na Vulgata, consequentemente, Esdras e Neemias foram chamados de Primeiro e Segundo de Esdras; o apócrifo grego Esdras foi chamado de Terceiro de Esdras; o trabalho Apocalyptic, o quarto de Ezra ... A influência da Vulgata fez com que os nomes aplicados nos livros em que a versão a ser geralmente adotado no Ocidente. No Concílio de Trento, Esdras e Neemias são chamados de "o primeiro livro de Esdras eo segundo de Esdras, que é chamado Neemias.

Essas referências deixam claro que a versão Septuaginta de 1 e 2 Esdras era diferente da decretado por Trent. 

Nova Enciclopédia Católica (citado acima) afirma que, para os primeiros cinco séculos, muitos pais da Igreja considerado um Esdras da Septuaginta para ser canônico, pois seguiu a Septuaginta. Jerônimo foi o primeiro a separar Esdras e Neemias em livros separados e para atribuir o título de I Esdras de Esdras e 2 Esdras com Neemias, a fim de estar em conformidade com o cânon hebraico. A versão Septuaginta de 1 Esdras é citado, por exemplo, Justino Mártir, Orígenes, Clemente de Alexandria, Eusébio, Atanásio, Gregório de Nazianzo, Efrém Syrus, Basílio Magno, Crisóstomo, Cipriano, Ambrósio, Teófilo de Antioquia, Dionísio de Alexandria , Agostinho e Prosper de Aquaitaine.89 Agostinho citou o livro de Esdras III (I Esdras na Septuaginta), em sua obra A Cidade de God.90 Assim, quando o Concílio de Cartago deu a sua lista de livros canônicos para o Antigo Testamento, seguido da tradução Septuaginta. Referindo-se a Esdras como compreendendo dois livros que eles estavam se referindo a I e II Esdras da Septuaginta. E quando Cartago enviou estes decretos a Roma para confirmação, foram esses livros que foram confirmados como canônicos. Inocêncio afirmei isso em sua carta aos Exuperius91 e eles foram posteriormente incluídos nos decretos de papas Gelásio e Hormisdas.

 BF Westcott confirma estes fatos:O cânon ampliado de Agostinho, que era, como ele vai ser visto, totalmente suportado por qualquer autoridade grega, foi aprovado pelo Conselho de Cartago (397 dC?), Embora com uma reserva (can. 47, De confirmando ist Canone transmarinas ecclesia consulatur) e, posteriormente, publicado nos decretos que levam o nome de Inocêncio, Dâmaso, e Gelásio ... e se repete em muitos writers. mais tardeIsto contradiz o decreto passou por Trent que se seguiu Jerome na atribuição de I e II Esdras para os livros canônicos hebraico de Esdras e Neemias, respectivamente. Portanto, Trento declarou uncanonical o que o Concílio de Cartago e os bispos de Roma, em quarto, quinto e sexto séculos, declarou ser canônico. Claramente, então, Cartago não autoritariamente estabelecer o cânone para a Igreja universal. As reivindicações dos apologistas católicos romanos são espúrias. 

De fato, a Nova Enciclopédia Católica afirma que o cânon não foi oficialmente estabelecido para a Igreja ocidental como um todo até que o Concílio de Trento, no século XVI:São Jerônimo distinção entre livros canônicos e livros eclesiásticos. O último julgou circularam pelo quanto uma boa leitura espiritual da Igreja, mas não foram reconhecidos como Escritura autorizada. A situação permaneceu obscura nos séculos que se seguiram ... por exemplo, João Damasceno, Gregório Magno, Walafrid, Nicolas de Lyra e Tostado continuou a duvidar da canonicidade dos livros deuterocanônicos ... De acordo com a doutrina católica, o critério próxima de o cânon bíblico é a decisão infalível da Igreja. Esta decisão não foi dada até muito tarde na história da Igreja no Concílio de Trento ... O Concílio de Trento se estabeleceu definitivamente a questão do cânon do Antigo Testamento. Que isso não tinha sido feito anteriormente, resulta da incerteza que persistiu até a época de Trent.

Isso também é confirmado por Yves Congar:... Uma lista oficial e definitiva de escritos inspirados não existia na Igreja Católica até que o Concílio de Trento

Segundo Congar eo New Catholic Encylopedia a primeira decisão infalível sobre a declaração de autoridade do cânone, do ponto de vista católico romano, foi o Concílio de Trento, não Hipona e Cartago. O tanslator Inglês do Concílio de Trento, HJ Schroeder, OP, escreveu:A lista Tridentina ou decreto foi a primeira declaração infalível e efetivamente promulgadas na Canon do Santo Scriptures.

 

Nova Enciclopédia Católica afirma que a razão que o cânon não foi definitivamente resolvida pela Igreja até que o Concílio de Trento é que a questão ainda não está claro, nos séculos posteriores a Jerônimo; o que significa que muitos teólogos de renome, cardeais e bispos não aceitaram os apócrifos como canônicos. Isso nos leva a uma reflexão sobre o nosso terceiro maior seção, a história do cânon de Jerome para a Reforma.

 

O cânon do Antigo Testamento e os livros apócrifos N. 3 A partir de Jerome para a Reforma.

Este artigo fornece extensas traduções dos escritos de muitos dos principais teólogos ocidentais a partir do quinto para os séculos XVI sobre a sua visão do Canon, pela primeira vez em Inglês. As traduções são encontradas na seção Notas ligada acima.A prática geral da Igreja do Ocidente em relação ao cânone da época de Jerônimo (século V) até a Reforma foi seguir o julgamento de Jerônimo. Os livros apócrifos foram concedido um status deuterocanonical, mas não eram considerados canônicos, no sentido estrito. Ou seja, eles não foram aceitos como autoridade para o estabelecimento de doutrina, mas eram usados ​​para o propósito de edificação. Assim, a Igreja manteve as distinções estabelecidas por Jerônimo, Rufino e Atanásio de livros eclesiásticas e canônicas.

A Igreja Oriental

A Igreja Oriental geralmente seguido a opinião de Atanásio, Cirilo de Jerusalém e Ephiphanius. Por exemplo, o sexto bispo do século, Anastácio de Antioquia, ensinou que o cânon do Antigo Testamento consistia de vinte e dois livros.  Isto não inclui os livros apócrifos. 
Um dos Conselhos citados pelos apologistas católicos em favor da Conselhos de Hipona e Cartago é o Conselho "Quinisext ', também conhecido como Conselho de Trullo. Esta foi realizada alguns anos após o sexto Concílio Ecumênico (Constantinopla III) e foi considerado uma continuação do quinto e sexto conselhos gerais. Foi principalmente um Conselho de Leste. O sexto Concílio Ecumênico promulgada sem decretos, mas, historicamente, os decretos de Trullo foram reconhecidos como parte do III Constantinopla. Como resultado, tem-se reconhecido como fazendo parte do Conselho ecumênico. 

No cânone I do Sétimo Concílio Ecumênico (Nicéia II), o Conselho afirma:Vendo estas coisas são assim, sendo, portanto, bem-testemunhou a nós, nós regozijarão sobre eles, como aquele que tem encontrado grande despojo, e pressione para nosso peito com alegria os cânones divinos, retendo todos os preceitos da mesma, completa e sem alterações , se foram estabelecidos pelas trombetas sagradas do Espírito, os Apóstolos de renome, ou pelos Conselhos Seis Ecumênicos, ou pelos Conselhos montados localmente para promulgar os decretos dos referidos Concílios Ecumênicos, ou por nossos santos Padres. Por tudo isso, sendo iluminada pelo mesmo Espírito, definida coisas como eram expediente. Assim as pessoas que elas colocada sob um anátema, nós também anathematize; aqueles a quem eles deposto, também depor; aqueles a quem eles excomungados, também excomungar; e aqueles a quem eles entregues ao castigo, nós sujeitos à mesma pena.  Note-se a referência a "Conselhos montados localmente para promulgar os decretos dos referidos Concílios Ecumênicos. Esta é uma referência direta ao / Conselho Trullan Quinisext. II Nicéia considerados os decretos do Concílio de Trullo a ser aqueles do sexto Concílio Ecumênico. Historiador católico romano, Charles Joseph Hefele, afirma que este foi o caso:

Que o sétimo Concílio Ecumênico de Nicéia atribuída aos cânones Trullan ao sexto Concílio Ecumênico, e falou deles inteiramente no espírito grego, não pode surpreender-nos, uma vez que contou com a presença quase que exclusivamente pelos gregos. Eles especialmente pronunciado o reconhecimento dos cânones em causa no seu próprio primeiro cânone Philip Schaff fornece os seguintes comentários de Beveridge sobre CANON I de Nicéia II:

Aqui são reconhecidos e confirmados os cânones estabelecidos pelo Sexto Concílio Ecumênico. E, embora todos concordem que o quinto e sexto Sínodos adoptadas quaisquer cânones, a menos que as do Conselho de Trullo ser atribuído a eles, mas quando Tarasius o Patriarca de Constantinopla alegou Canon 82 dos Cânones Trullan como tendo sido estabelecido pelo sexto sínodo , todos os cânones de Trullo parecem ser confirmados como tendo emitido a partir do VI Sínodo. 

O sétimo Concílio Ecumênico aceitou oficialmente os Cânones Trullan como parte do sexto Concílio Ecumênico. A importância disso é ressaltada pela canon II de Trullo que oficialmente autorizado os decretos de Cartago, elevando-os a um lugar de autoridade ecumênica. católicos romanos são rápidos em apontar que os cânones de Hipona e Cartago foram dadas autoridade ecumênica e, portanto, força de lei para toda a Igreja por este Conselho. Assim, os seus decretos sobre o cânon foram oficialmente sancionados. No entanto, o Conselho sancionou também os cânones de Atanásio e Amphilochius que tinham a ver com o cânone e ambos os pais rejeitaram os principais livros apócrifos. Além disso, o Conselho sancionou os cânones Apostólicas que, canon oitenta e cinco, deu uma lista de livros canônicos que incluíram 3 Macabeus, um livro nunca aceita como canônica no Ocidente. 101 Além disso, os cânones Apostólicas foram condenados e rejeitados como apócrifo nos decretos dos Papas Gelásio e Hormisdas. 102 Estes fatos provam que o Conselho recebeu os cânones de Cartago com o entendimento de que o termo "canônico" deve ser interpretado em um sentido geral em que os livros listados foram autoritariamente recebido para leitura no Igreja. 

Como Henry Percival ressalta:Temos, assim, quatro [cinco, se aceitarmos a lista de Laodicéia como verdadeiros] diferentes cânones da Sagrada Escritura, todos com a aprovação do Conselho, em Trullo e do Sétimo Ecumênico. A partir deste, parece apenas uma conclusão possível, a saber:. Que a aprovação dada não foi específico, mas geral. 103

João Damasceno, no século VIII manifestou a mesma opinião que a de Atanásio. 104 Ele afirmou que os livros apócrifos da Sabedoria de Salomão, Eclesiástico e não foram recebidos como canônicos, mas foram colocados em uma categoria subordinada pela Igreja. Esta opinião foi repetida por Nicéforo, o patriarca de Constantinopla, no século IX. Ele citou o número de livros canônicos do Antigo Testamento aos vinte e dois e afirmou que os livros apócrifos não foram recebidos como canônicos pela Igreja. 105 A perspectiva do Conselho Trullan também foi reiterada pelo Zonaras  e Theodore Balsamon,  Patriarca de Antioquia no século XII. Ambos escreveu comentários sobre os cânones do Concílio de Cartago, no século IV. Eles escreveram que aqueles livros que foram autorizados para a leitura na Igreja eram os mesmos que os listados por Atanásio, Amphilochius e Gregório de Nazianzo. 

 



                       A Igreja Ocidental

Na Igreja ocidental, opiniões entre os teólogos variou sobre a extensão do cânon eo status dos Apócrifos. Alguns seguiram Agostinho enquanto outros seguiram Jerome. Cassiodoro, o escritor romano do século VI, estadista e monge, relacionada a opinião de ambos Agostinho e Jerônimo, sem render um julgamento a respeito de que estava correta.  Mas um exame do registro histórico revela que, apesar de alguns seguido Agostinho, e os Conselhos de Hipona e Cartago, a maioria seguiu o julgamento de Jerônimo. 

Influência de Agostinho

Há uma série de defensores importantes do estado canônico dos livros apócrifos como expressas por Agostinho. Papa Inocêncio I, no início do século V, sancionou o cânone ratificado por Agostinho e os conselhos do Norte Africano em sua carta aos Exuperius.  Ao fazê-lo, ele confirmou os livros de I e II Esdras de acordo com o seu uso na Septuaginta, dando status canônico de um livro (I Esdras) mais tarde considerado não-canônico pelo Concílio de Trento. Seu julgamento foi seguido no sexto séculos V e início do pelos Papas Gelásio  e Hormisdas, 111 cada um dos quais fornecido uma lista oficial dos livros canônicos do Antigo e do Novo Testamento, que incluía os apócrifos. Como foi apontado anteriormente, estes decretos papais também condenou os cânones Apostólicas, que foram posteriormente aprovadas pelo conselho Trullan, cujos decretos foram ratificadas pelo II Nicéia (o seveneth Concílio Ecumênico). Isidoro de Sevilha, em meados do século VII, reflete a visão de Agostinho:

Os judeus receber o Antigo Testamento em 22 livros, de acordo com o número de suas cartas, dividindo-os em três seções: a Lei, os profetas, e Hagiógrafo ... Há uma quarta parte do Antigo Testamento entre nós, cujos livros não estão em o cânon judaico. A primeira delas é o livro da Sabedoria; segundo Eclesiástico; terceiro Tobit; quarta Judith; quinto e sexto livros dos Macabeus; que embora os judeus separar entre os apócrifos, a Igreja de Cristo honra e prega entre os livros divinos. 

 Outro exemplo é o de Rábano Mauro, no século IX. Ele foi o arcebispo de Mainz, um escritor prolífico, e fama de ser o homem mais culto de sua idade. Ele escreveu comentários sobre quase todos os livros do Antigo Testamento, a listagem dos livros canônicos do Antigo Testamento aos quarenta e cinco anos, o mesmo número citado por Agostinho. Ele reiterou a opinião de Isidoro dado acima que, enquanto o cânon hebraico consistia de apenas vinte e dois livros, a Igreja adotou uma quarta categoria de livros, não recebidos como canônicos pelos judeus, mas considerado divino pela Igreja, e venerados como tal. Os livros desta categoria foram Sabedoria, Eclesiástico, Macabeus, Tobias, e Judith.  Outro teólogo que concordou com Agostinho foi Peter Blensensis (século XII). 

Enciclopédia Católica dá o seguinte fundo sobre ele:Um estadista e teólogo, nascido em Blois a 1130; morreu cerca de 1203 Ele parece ter estudado pela primeira vez em Tours, e foi, talvez, o discípulo de Jean de Salisbury, que ensinou em Paris 1140-1150.; estudou Direito em Bolonha, e teologia em Paris, onde ensinou as artes liberais. Em 1167 Contagem Stephen du Perche trouxe para a Sicília (1167). Aqui, ele tornou-se preceptor do rei, guardião do selo real, e um dos principais conselheiros da rainha. Mas o favoritismo mostrado o estrangeiro provocou a inveja dos nobres e ele foi obrigado a deixar a Sicília (1169). Depois de vários anos em França, ele foi para a Inglaterra, onde se tornou um dos agentes diplomáticos de Henrique II e foi acusado de negociações com o papa eo rei da França. Em 1176 ele tornou-se chanceler do arcebispo de Canterbury e arcediago de banho ... Ele entrou ao serviço da rainha Eleanor de Aquitânia, a quem foi secretário (1190-1195), e foi feito Archdeacon de Londres ... Não só ele era o chefe do rei conselheiro, mas muitos bispos consultou ele e obteve o seu conselho sobre questões importantes a respeito de suas dioceses. Ele escreveu numerosas cartas, modelos de sua época ... Ele também escreveu numerosos tratados ... Seus outros escritos são sermões, comentários sobre as Escrituras, tratados morais e ascéticos, no qual ele ataca com franqueza contundente a moral dos ingleses e Aquitainian bispos tratado intitulado, 'Quales sunt

Posição de Pedro no cânone era o mesmo que Isidore e Rábano Mauro. Ele escreveu que o cânon hebraico consistia de vinte e dois livros em três categorias: a Lei, os profetas e os Hagiographa. Ele listou os livros canônicos de nome de acordo com a prestação hebraico, e, em seguida, declarou que, embora os judeus rejeitaram os livros apócrifos da Sabedoria, Eclesiástico, Tobias, Judite e Macabeus, a Igreja recebeu como uma quarta categoria de livros divinos.  Tomás de Aquino , no século XIII, também seguiu Agostinho em aceitar o status canônico completo dos apócrifos. Ele escreveu:

Jerome designa uma quarta divisão de livros, ou seja, os apócrifos. Apócrifos é chamado de 'apo', que significa 'muito' e 'cryphon', que significa obscuro, porque os seus ensinamentos e os autores estão em dúvida. Mas a Igreja Católica recebeu esses livros na categoria de escrituras sagradas, cujos ensinamentos não estiver em dúvida, embora os seus autores são; não porque os autores desses livros são desconhecidas, mas porque estes homens não eram de autoridade conhecido. Assim, os livros têm o seu poder não da autoridade dos autores, mas sim a partir da recepção da igreja.  Além disso, havia conselhos que concedidos a livros deuterocanônicos status canônico completo. No século XV, o Concílio de Florença citados Eclesiástico, Sabedoria, Tobias e Susanna como autoritário. Florence também emitiu um decreto sobre o cânon no ano 1442, precisamente o mesmo que Trent, na Bula papal de Eugênio IV intitulado Bula de União com os coptas,  , mas isso não foi considerado infalível de uma perspectiva católica romana. A Enciclopédia Católica New informa-nos que o único aspecto infalível do Conselho foi o decreto de união entre os gregos e latinos, Laetentur Caeli. Ele afirma: "Laetentur Caeli é um documento infalível, a única do Conselho. 118

                       A Influência de Jeronimo

Enquanto houve alguns que seguiram Agostinho e os Conselhos de Hipona e Cartago em aceitar os livros apócrifos, a grande maioria dos teólogos, bispos e cardeais durante a Idade Média seguiu Jerome. Isto é visto em três grandes exemplos históricos: as declarações expressas do Glossa ordinaria-o comentário bíblico oficial utilizada durante a Idade Média, o ensinamento dos grandes teólogos que citou Jerome como a autoridade para determinar o cânone autoritário do Antigo Testamento e da Bíblia traduções e comentários produzidos pouco antes da Reforma. 

                          The Glossa Ordinaria

O Ordinário Gloss, conhecida como a ordinaria Glossa, é uma testemunha importante para a posição da Igreja do Ocidente sobre o status dos apócrifos porque foi o comentário bíblico de autoridade padrão para toda a Igreja Ocidental. Ele transportava imensa autoridade e foi utilizado em todas as escolas para a formação de teólogos. 

A Enciclopédia Católica New descreve a sua importância:A designação dada durante a Idade Média a certas compilações de 'glosses' sobre o texto de um determinado MS. O mais antigo ordinaria Glossa é que fez da Bíblia, provavelmente feito no século 12 ... Embora glosas inicialmente consistia em algumas palavras apenas, eles cresceram em comprimento como glosadores ampliado-los com seus próprios comentários e citações dos Padres. Assim, o pequeno brilho evoluiu para um breve comentário de um livro inteiro. O comentário mais conhecido deste tipo é o vasto ordinaria Glossa do séculos 12 e 13 ... Tão grande foi a influência dos ordinaria Glossa em estudos bíblicos e filosóficos da Idade Média que foi chamado de "a língua das Escrituras" e "a bíblia da escolástica '. 

 Karlfried Froehlich resume a importância, autoridade e influência dos ordinaria Glossa sobre a Idade Média:Para os cristãos medievais esta ferramenta era extremamente necessário, indispensável para a leitura do livro sagrado, que não pode ser entendida sem ele. Em seu prefácio de 1617, tomando-se a observação de Peter Lombard sobre os Gloss como a 'língua' da Escritura, os teólogos Douai deu voz a este sentimento. Muitas gerações, eles sugeriram, pensou desta coleção de interpretação bíblica tão altamente que eles chamaram de "língua normal" (glossa ordinaria), a própria linguagem (lingua) das Escrituras, como se fosse. Quando a Escritura fala com ele, nós entendemos. Mas quando lemos as palavras sagradas sem ele, nós pensamos que nós ouvimos uma língua que nós não sabemos Alister McGrath acrescenta estes comentários:... O Glossa Ordinaria pode ser considerado como um comentário composta corrida sobre o texto da Bíblia, caracteriza-se pela sua brevidade, clareza e authoritativeness, baseando-se as principais fontes do período patrístico ... Tão influente que este comentário tornou que, até o final de do século XII, muito comentário bíblico e exegese foi reduzida a repetir os comentários do brilho.  Os originais ordinaria Glossa começou como um gloss marginal na Bíblia e foi atribuída a Walafrid Estrabão no século décimo. Ao longo do tempo o brilho entrelinhas foi adicionado, que provavelmente se originou no século XII com Anselmo de Laon. Margaret Gibson confirma isso:

Nesta medida a antiga heresia não é sem fundamento: que Walafrid Estrabão (a carolíngia) escreveu o gloss marginal, enquanto Anselmo de Laon (o escolar precoce) escreveu o interlinear. O namoro é sólida o suficiente.  O trabalho consistiu de comentários padrão sobre os livros da Bíblia por parte de grandes Padres da Igreja e os teólogos da época carolíngia. Os principais Padres da Igreja e teólogos que prestaram comentário autoritária nas Gloss são descritos

por Margaret Gibson:Em última análise, o principal contribuinte para o Gloss-o gigante que carrega sobre os ombros-é Jerome. Ele era responsável pelo texto da Bíblia, para muitos dos prefácios explicativas livros individuais, e pela exegese aprendeu e abrangente da maioria do Antigo Testamento e parte do Novo. Atrás Jerome está Orígenes, cujo trabalho era conhecido diretamente para Jerome, mas para os estudiosos posteriores indiretamente (e parcialmente), em tradução Rufino. Agostinho contribuiu para Gênesis e Ambrose Lucas; Cassiodoro para os Salmos, e Gregório, o Grande, pelo menos, a Jó e, talvez, com Ezequiel e os Evangelhos. A próxima grande figura é Bede. Ele é o jogador que leva em Esdras-Neemias, Mark, os Atos dos Apóstolos e as Epístolas Canonical. O material básico de Jerome para Bede, foi editado no século IX por Rábano Mauro, que comentou todo o Antigo Testamento (exceto Baruch) e grande parte do Novo. Paschasius Radbertus fornecido um comentário sobre Lamentações e revisto o comentário de Jerome em Mateus. 

 A importância do Glossa ordinaria relação à questão dos apócrifos é visto a partir das declarações do Prefácio da obra em geral. Ele repete o julgamento de Jerônimo que a Igreja permite a leitura dos livros apócrifos somente para a devoção e instrução de boas maneiras, mas que eles não têm autoridade para concluir controvérsias em matéria de fé. Ele afirma que há vinte e dois livros do Antigo Testamento, citando o testemunho de Orígenes, Jerônimo e Rufino como apoio. Ao comentar sobre os livros apócrifos, ele prefixos uma introdução a eles dizendo: "Aqui começa o livro de Tobias, que não está no cânon; aqui começa o livro de Judith, que não está no cânon 'e assim por diante para Eclesiástico, Sabedoria e Macabeus etc Esses prólogos ao Antigo Testamento e os livros apócrifos repetiu as palavras de Jerome. Por exemplo, o seguinte é um trecho do Prólogo aos ordinaria Glossa escritos em AD 1498, também encontrado em uma obra atribuída a Walafrid Estrabão no século X, sob o título de livros canônicos e não-canônicos. Ele começa por explicar as distinções que devem ser mantidos entre os livros canônicos e não-canônicos ou apócrifos:

Muitas pessoas, que não dão muita atenção para as escrituras sagradas, acho que todos os livros contidos na Bíblia deve ser honrado e adorado com igual veneração, sem saber como distinguir entre os livros canônicos e não-canônicos, o último dos quais os judeus número entre os apócrifos. Por isso, eles muitas vezes aparecem ridículo diante dos doutos; e eles são perturbados e escandalizado quando ouvem que alguém não honrar algo lemos na Bíblia com a mesma veneração como todo o resto. Aqui, então, podemos distinguir e número distintamente primeiro os livros canônicos e depois o não-canônicos, entre os quais podemos mais distinguir entre o certo eo duvidoso. 
Os livros canônicos foram trazidas através da direção do Espírito Santo. Não se sabe, no entanto, no momento em que ou através da qual os livros autores não canónicas ou apócrifos foram produzidos. Uma vez que, no entanto, eles são muito bons e úteis, e nada é encontrado neles o que contradiz os livros canônicos, a Igreja lê-los e permite que sejam lidos pelos fiéis para a devoção e edificação. Sua autoridade, no entanto, não é considerado adequado para provar as coisas que entram em dúvida ou disputa, ou para confirmar a autoridade do dogma eclesiástico, como abençoado Jerônimo afirma em seu prólogo para Judith e os livros de Salomão. Mas os livros canônicos são de tal autoridade que tudo o que está contido nela é realizada para ser verdade com firmeza e, indiscutivelmente, e da mesma forma que o que é claramente demonstrado a partir deles.Pois, assim como na filosofia a verdade é conhecida através da redução aos primeiros princípios auto-evidentes, assim também, nos escritos transmitidos de professores sagrados, a verdade é conhecida, tanto quanto as coisas que devem ser realizadas pela fé, por meio da redução de as escrituras canônicas que tenham sido produzidos por revelação divina, que podem conter nada falso. Assim, em relação aos mesmos Agostinho diz Jerome: Para aqueles escritores só que são chamados canônico Aprendi a oferecer essa reverência e honra: eu segurar mais firmemente que nenhum deles cometeu um erro na escrita. Assim, se eu encontrar algo neles que parece contrário à verdade, eu simplesmente acho que o manuscrito está incorreta, ou eu me pergunto se o tradutor tenha descoberto o que a palavra significa, ou se eu entendi ele em tudo. Mas eu li outros escritores da seguinte forma: por mais que abundam em santidade ou de ensino, não considero o que diz a verdade, porque eles julgaram-lo assim, mas sim porque eles foram capazes de me convencer a partir desses autores canônicos, ou a partir de argumentos prováveis, que concorda com a verdade.  O Prólogo, em seguida, cataloga os livros precisos que compõem o cânon do Antigo Testamento,  e aqueles dos apócrifos não-canônicos,  tudo de acordo com o ensinamento de Jerome. Mais uma vez, o significado disso é que a ordinaria Glossa foi o comentário bíblico oficial utilizada durante a Idade Média em todos os centros teológicos para a formação de teólogos. Por isso, ela representa a visão de conjunto da Igreja como um todo, o que demonstra o vazio das reivindicações dos apologistas romanos que os decretos de Hipona e Cartago estabeleceram oficialmente o cânone para a Igreja universal. Voltamos novamente para a Nova Enciclopédia Católica , que afirma que o cânon não foi oficialmente estabelecido para a Igreja Católica Romana até o século XVI, com o Concílio de Trento.

 

    O Ensino de Grandes ocidentais teólogos da Idade Média

A perspectiva da ordinaria Glossa se reflete nos pontos de vista dos teólogos mais influentes da Igreja durante a Idade Média. Eles separaram os apócrifos do cânon, consistentemente citando o cânon hebraico e Jerome como autoridades. Bruce Metzger afirma esta realidade:

Após o tempo de Jerônimo e para baixo para o período da reforma uma sucessão contínua dos Padres mais aprendidas e teólogos do Ocidente manteve a autoridade distinta e única dos livros do cânon hebraico.  Já notamos os comentários de Anastácio de Antioquia, Leôncio de Bizâncio, Nicéforo de Constantinopla, João de Damasco e do Conselho Trullan no Oriente. Os teólogos ocidentais documentados no restante deste capítulo abrangem os séculos seguintes de Jerome para a Reforma e são representativos de suas respectivas idades.

Cardeal Caetano

A visão da maioria é expressa pelo Cardeal Caetano (Tommaso de Vio Gaetani Caetano), o grande adversário de Lutero, no século XVI.

A Enciclopédia Católica dá o seguinte fundo em sua importância e influência:Cardeal dominicano, filósofo, teólogo e exegeta; nascido 20 de fevereiro de 1469 em Gaeta, Itália; morreu 09 de agosto de 1534, em Roma ... Em 1501 ele foi nomeado procurador-geral de sua ordem e apontado para as cadeiras de filosofia e exegese no Sapienza. Com a morte do mestre geral, John Clérée de 1507, Caetano foi nomeado vigário-geral da ordem, e no ano seguinte ele foi eleito para o generalato. Com perspicácia e habilidade, ele devotou suas energias à promoção da disciplina religiosa, enfatizando o estudo da ciência sagrada como o principal meio de alcançar o fim da ordem .... Sobre o quarto ano de seu generalato, Caetano prestado importante serviço à Santa Sé, aparecendo antes do Pseudo-Conselho de Pisa (1511), onde denunciou a desobediência dos cardeais e bispos que participam e oprimido-los com seus argumentos. Esta foi a ocasião de sua defesa do poder e da supremacia monárquica do papa ... Em 1 de Julho de 1517, Caetano foi criado cardeal pelo Papa Leão X ... Mais tarde ele foi feito bispo de Gaeta ... Na teologia Caetano é justamente classificado como um dos defensores mais destacados e expoentes da escola tomista ... Para Clemente VII era a "lâmpada da Igreja", e em todos os lugares em sua carreira, como a luz teológica da Itália, ele foi ouvido com respeito e prazer por cardeais, as universidades, o clero, nobreza e povoCaetano escreveu um comentário sobre todos os livros canônicos do Antigo Testamento, que ele dedicou ao papa. Ele afirmou que os livros apócrifos não eram canônicos, no sentido estrito, explicando que havia dois conceitos do termo "canônico", como aplicado ao Antigo Testamento. 

Ele deu o seguinte conselho sobre como interpretar corretamente os decretos dos Concílios de Hipona e Cartago sob Agostinho:Aqui nós fechamos os comentários sobre os livros históricos do Antigo Testamento. Para o resto (ou seja, Judith, Tobit, e os livros dos Macabeus) são contados por São Jerônimo dos livros canônicos, e são colocados entre os apócrifos, junto com Sabedoria e Eclesiástico, como é normal a partir da Prologus Galeatus. Nem sê perturbado, como um estudioso cru, se deves encontrar em qualquer lugar, seja nos conselhos sagrados ou os médicos sagrados, estes livros reconhecidos como canônicos.Para as palavras, bem como de conselhos de médicos devem ser reduzidos para a correção de Jerome. Agora, de acordo com o seu julgamento, na epístola aos bispos Cromácio e Heliodoro, esses livros (e qualquer outro como livros no cânon da Bíblia) não são canônicos, isto é, não na natureza de uma regra para confirmar a questões de fé. No entanto, eles podem ser chamados de canônico, ou seja, na natureza de uma regra para a edificação dos fiéis, como sendo recebidos e autorizados no cânon da Bíblia para o efeito. Com a ajuda desta distinção vejas o teu caminho claramente através do que Agostinho diz, eo que está escrito no conselho provincial de Cartago.  Este é um resumo justo da visão geral da Igreja do Ocidente desde a Idade Média até o século XVI. Opinião de Jerônimo dominado como será evidente a partir dos escritos dos teólogos a seguir. Sempre que possível, fundo biográfico será fornecido pela Enciclopédia Católica.

 

Primasius

Primasius foi um sexto bispo Africano século que estava presente no Quinto Concílio Ecumênico. Em seu comentário sobre o livro do Apocalipse, ele citou o número de livros do Velho Testamento com autoridade canônica aos vinte e quatro anos, igualando o número de livros com o número de idosos retratados nos capítulos quatro e cinco que adoram diante do trono de Deus. Este viria a ser uma prática comum dos teólogos nas idades de seguir

Gregório Magno

Gregório Magno é um doutor da Igreja e foi bispo de Roma a partir de AD 590-604. Em seu comentário sobre o livro de Jó, ele afirmou que o livro de 1 Macabeus não era canônico:

Com referência a que particular, não estão agindo de forma irregular, se a partir dos livros, embora não Canonical, ainda trouxe para a edificação da Igreja, nós apresentar testemunho. Assim Eleazar na batalha feriu e derrubou um elefante, mas caiu sob a muito besta que ele matou (1 Macc. 6,46).  Isso é significativo, já que vem de um bispo de Roma, que negou status canônico de um longo Macabeus após os Conselhos de Hipona e Cartago. Mas ele ensinou que o livro era útil para o propósito de edificação, o mesmo sentimento expresso por Jerome. Isto está em contradição direta com o que a Igreja Romana decretou anteriormente sob Inocêncio I, que confirmou os livros sancionados como canônicos por Agostinho e os Conselhos de Hipona e Cartago. Os comentários de Gregory em um Macabeus são de seus Moral no Trabalho . Há alguns que sugerem que esta era simplesmente a opinião de Gregory como teólogo privado e que ele não escrever seu comentário, enquanto bispo de Roma. A verdade é, porém, que ele escreveu parte de seu comentário antes de sua posição como bispo romano, enquanto ele estava em Constantinopla, e parte, enquanto ele era o papa de Roma. Católica Romana patrística estudioso, William Jurgens, profere o presente de fundo sobre o comentário de Gregory:

Quando Gregory, enquanto Apocrisarius em Constantinopla, reuniu-se Bispo Leander de Sevilha por volta do ano 578, Leander pediu-lhe para escrever um comentário sobre o livro de Job. A resposta de Gregory era o seu Moralia ou Moralium libri ou Expositio in librum Iob, em que ele trabalhou de forma intermitente durante muitos anos, finalmente a conclusão da obra em trinta e cinco livros sobre o ano 595 dC A Moral Ensinamentos é dedicado principalmente às discussões sobre questões de teologia moral e de aplicações práticas de soluções de Gregory. Em certo sentido, pode ser considerado como o primeiro manual de teologia moral e ascética

Note-se que Jurgens afirma que Gregory fez escrever seu comentário, enquanto ele estava papa. Além disso, ao afirmar que I Macabeus não era canônico, Gregório foi não compartilhar a sua opinião pessoal como teólogo privado, mas afirmando a posição da Igreja de sua época. Gregory nunca teria propositalmente ensinou uma opinião contrária ao que ele sabia que tinha sido estabelecido com autoridade pela Igreja. Claramente, quando a Igreja recebeu os livros apócrifos como canônicos que definiu o termo no sentido expresso pelo Cardeal Caetano acima. O termo teve tanto um amplo e um sentido estreito. Em termos gerais, que incluía todos os livros que eram aceitáveis ​​para a leitura nas Igrejas, que incluiu os apócrifos. Mas, no seu sentido mais restrito, apenas os livros do cânon hebraico foram sancionados como verdadeiramente canônico para efeitos de criação de doutrina. Além disso, a afirmação de que de Gregory Moral no trabalho não era um documento oficial da Igreja é errônea. No final da Idade Média, sua moral foi o comentário padrão para toda a Igreja Ocidental em Job. Que este comentário foi escrito enquanto ele estava papa e foi usado como um comentário oficial para toda a Igreja ocidental é prova suficiente de que este trabalho foi um documento oficial da Igreja. Além disso, Gregory nunca retratou o que ele escreveu sobre os apócrifos. Assim, temos a perspectiva oficial e autorizada do bispo de Roma na sexta tarde e início do século sétimo a respeito do estado canônico dos Apócrifos.

O Venerável Bede

Historiador e Doutor da Igreja, nascido 672 ou 673; morreram 735. No último capítulo de sua grande obra sobre a "História Eclesiástica do Povo Inglês" Bede nos contou um pouco de sua própria vida, e é, na prática, tudo o que sabemos. Suas palavras, escritas em 731, quando a morte não foi muito longe, mostrar não só a simplicidade ea piedade característica do homem, mas eles lançam uma luz sobre a composição da obra pela qual ele é mais lembrado pelo mundo em geral.

 Ele escreve:Nasci no território do referido mosteiro, e com a idade de sete anos que eu era, pelo cuidado das minhas relações, dado ao Reverendíssimo Abade Bento [St. Bento Biscop] e, posteriormente, para Ceolfrid, para ser educado. A partir desse momento eu passei toda a minha vida dentro daquele mosteiro, dedicando todas as minhas dores para o estudo das Escrituras, e em meio a observância da disciplina monástica e à taxa diária de cantar na Igreja, tem sido sempre o meu prazer de aprender ou ensinar ou escrever. No meu décimo nono ano fui admitido ao diaconato, no meu trigésimo ao sacerdócio, tanto pelas mãos do Reverendíssimo Bispo John [St.João de Beverley], e sob as ordens do Abade Ceolfrid. Desde o tempo de minha admissão ao sacerdócio para meu presente ano quinquagésimo nono, me esforcei para meu próprio uso e dos meus irmãos, para fazer breves notas sobre a Sagrada Escritura, seja por as obras dos veneráveis ​​Padres ou em da conformidade com o seu significado e interpretação.

Influência de Beda tanto sobre Inglês e bolsa estrangeira era muito grande ... No ponto de bolsa de estudos que ele era, sem dúvida, o homem mais erudito de seu tempo.  Como mencionado acima, os comentários de Bede sobre Esdras-Neemias, o Evangelho de Marcos, o livro de Atos e as epístolas canônicas foram incluídos nos ordinaria Glossa como os comentários oficiais sobre esses livros para a Igreja como um todo. Em seu comentário sobre o Apocalipse, ele registrou os livros canônicos do Antigo Testamento, aos vinte e quatro anos. 

Agobard de Lyon

Agobard era um bispo de Lyon, na França durante o século IX. Ele seguiu o cânon hebraico, afirmando que os livros que carregam autoridade divina do Antigo Testamento eram vinte e dois em número, excluindo assim os livros apócrifos. 

 Alcuíno

Um educador eminente, erudito e teólogo nascido por volta de 735; morreu em 19 de maio, 804. Ele veio de parentesco Northumbrian nobre, mas o lugar de seu nascimento é uma questão de disputa. Foi provavelmente em ou perto de York.Enquanto ainda era apenas uma criança, ele entrou na escola da catedral fundada naquele lugar pelo arcebispo Egbert. Sua aptidão e piedade cedo atraiu a atenção de Aelbert, mestre da escola, bem como do arcebispo, tanto de quem dedicou especial atenção à sua instrução. Em companhia de seu mestre, ele fez várias visitas ao continente, enquanto jovem, e quando, em 767, Aelbert sucedeu ao Arcebispado de York, o dever de dirigir a escola naturalmente recaiu sobre Alcuíno.Durante os quinze anos seguintes, dedicou-se ao trabalho de instrução em York, atraindo numerosos estudantes e enriquecer a biblioteca já valioso. Ao voltar de Roma, em março de 781, ele conheceu Carlos Magno em Parma, e foi induzido por aquele príncipe, a quem ele admirava, para remover a França e passar a residir na corte real como "Mestre da Escola Palace" ... Em 796, quando o passado de seu sexagésimo ano, estar ansioso para retirar-se do mundo, ele foi nomeado por Carlos Magno Abade de St. Martin em passeios. Aqui, em seus anos de declínio, mas com zelo não diminuiu, ele pôs-se a construir uma escola monástica modelo, reunindo livros e desenhar os alunos, como antes, em Aachen e York, de longe e de perto. Ele morreu 19 de maio de 804 ... É o seu trabalho como educador e estudioso pode-se dizer, de uma forma geral, que teve a maior participação no movimento para o renascimento de aprendizagem, que distingue a época em que ele viveu, e que tornou possível o grande renascimento intelectual do três séculos mais tarde ... Sob sua liderança a Escola Palácio se tornou o que Charles tinha a esperança de fazê-lo, o centro de conhecimento e cultura para todo o reino, e na verdade para toda a Europa

Em um treastise escrito contra Elipantus, o bispo de Toledo, na Espanha, Alcuíno rejeitou a autoridade do livro de Eclesiástico, manutenção, sob a autoridade de Jerome e Isidoro, que o livro era apócrifo e de autoridade duvidosa, porque não foi escrito durante o tempo dos profetas.

Walafrid Estrabão

Poeta alemão e teólogo do século IX ... Em 829 ele se tornou precepter do jovem príncipe Charles (o Careca) no Tribunal de Luís, o Piedoso. Em 838 ele conseguiu Erlebold como abade de Reichenau ... obras de Walafrid, escritos em fluente, elegante Latina, composto de poemas e de tratados teológicos em prosa ... de sua prosa da fábrica o mais famoso é o "ordinaria Glossa ', um comentário sobre as Escrituras , compilado a partir de várias fontes. O trabalho teve a maior renome em toda a Idade Média.  Como a Enciclopédia Católica menciona, Walafrid tem a fama de ter sido o autor dos ordinaria Glossa. Já vimos que ele seguiu Jerome separando os livros apócrifos de status canônico em seu prólogo ao Glossa.

 

Haymo de Halberstadt

A data exata eo local do seu nascimento são desconhecidos. Quando jovem, ele entrou para a Ordem de São Bento de Fulda, onde o célebre Rábano Mauro era um de seus colegas estudantes. Ele foi junto com ele para o Mosteiro de São Martinho de Tours para lucrar com as lições de seu grande mestre, Alcuíno. Após uma breve estadia em Tours, ambos os amigos voltaram para a casa beneditina de Fulda, e passou lá a maior parte de sua vida anterior à sua promoção à dignidade episcopal. Haymo tornou-se chanceler do mosteiro, como é provado por seus registros de suas operações, que ainda existem. Na verdade, é provável que, devido à sua grande erudição, ele também foi confiada com o ensino da teologia no mesmo mosteiro; ainda não há nenhuma prova de que tal era realmente o caso. Ele vivia há pouco tempo no mosteiro beneditino em Hersfeld, talvez como seu abade, quando nas últimas semanas de 840 ele foi nomeado para o bispado de Halberstadt ... 
Apesar de um certo número de trabalhos têm sido erroneamente atribuída a Haymo de Halberstadt, não há dúvida de que ele era um escritor prolífico. A maioria de suas obras genuínas são comentários sobre a Sagrada Escritura ... Como seria naturalmente esperado dos métodos exegéticos de sua época, Haymo não é um comentarista original; ele simplesmente repete ou condensa as explicações bíblicas, que ele encontra nos escritos patrísticos

Em seu comentário sobre o livro do Apocalipse, Haymo seguiu a exegese de Primasius e contaram os livros do Antigo Testamento com autoridade canônica aos vinte e quatro anos. 

 Ambrósio de Autperto

Ambrose, um teólogo do século IX, escreveu um comentário sobre o livro do Apocalipse, em que ele, como Haymo de Halberstadt e Primasius antes dele, citou o número de livros canônicos do Antigo Testamento, aos vinte e quatro anos.  Radulphus Flavicencius

Radulphus foi um teólogo do século décimo. Em seu comentário sobre Levítico, ele afirmou que os livros de Tobias, Judite e Macabeus foram úteis para a leitura na Igreja, mas não foram considerados para ser autorizada, uma vez que não foram considerados canônicos

Hugo de São Vítor

Hugo de São Vítor (1096-1141) foi um teólogo líder do século XII, que teve grande influência sobre os teólogos dos séculos subseqüentes. . '. Que maior figura teológica do século XII "Ele era o prior da escola de St. Victor 1133-1141 George Tavard se refere a ele como  A Enciclopédia Católica diz que isso de sua influência e importância:

Um grande escritor místico, ele também era um filósofo e um teólogo escolástico de primeira ordem. Primeiramente, ele foi um grande professor, e esse fato explica a dispersão inicial de suas obras como seus ouvintes dispersos, sua incorporação frequente em tratados posteriores, ea publicação com o seu nome de tantos tratados inautênticos. Seu ensinamento foi um dos fundamentos da teologia escolástica, e sua influência afetou todo o desenvolvimento da Escolástica, pois ele foi o primeiro que depois sintetizar os tesouros dogmáticos da época patrística sistematizado eles e formou-os em um corpo coerente e completa da doutrina .  Hugh escreveu que a totalidade das Escrituras está contida no Antigo e Novo Testamentos. Ambos os Testamentos são divididos em três classes distintas de livros, que o Antigo Testamento ser a Lei, os Profetas, a Hagiograph. Ele listou os livros canônicos do Antigo Testamento, assim como Jerome fez e afirma que eles são vinte e dois em número. Ele concluiu dizendo que, no Antigo Testamento, há alguns livros que não foram incluídos no cânon e ainda foram lidos, especificamente a Sabedoria de Salomão, o livro de Jesus, filho de Siraque (Eclesiástico), Judith, Tobit, e os livros . dos Macabeus 145 FF Bruce escreve sobre a importância de Hugh e sua atitude em relação aos livros apócrifos:

Hugo de São Vítor ... enumera os livros da Bíblia hebraica em um capítulo "Sobre o número de livros nas Sagradas Escrituras" e continua a dizer: "Há também no Antigo Testamento, alguns outros livros que são lidos de fato [na igreja], mas não estão inscritos no corpo do texto ou no cânone da autoridade: tais são os livros de Tobias, Judite e Macabeus, o chamado Sabedoria de Salomão e Eclesiástico. Aqui, é claro, a influência de Jerome podem ser discernidos: para estudantes medievais da Bíblia na Igreja latina não havia mestre para ser comparado com ele.

 

 Richard de São Victor

Richard, um nativo da Escócia, foi um discípulo de Hugo de São Vítor e, eventualmente, prior do mosteiro. Ele morreu no ano 1155. Ele era um teólogo altamente influente. Ele compartilhou a mesma opinião sobre o cânon como que documentou por Hugh. Ele listou os livros canônicos do Antigo Testamento de acordo com a prestação hebraico em vinte e quatro em número e afirmou que os livros apócrifos da Sabedoria, Eclesiástico, Tobias, Judite e os Macabeus, embora autorizado para a leitura na Igreja, não foram recebidos como canônicos. 

 

 João de Salisbury

Nascido perto de Salisbury, ele entrou em uma idade precoce para Paris, onde estudou artes e filosofia (1136-1138), sob Pedro Abelardo, Alberico de Reims, e Robert de Melun; então sob William de Conches, Richard l'Evêque, e Teodorico de Chartres, na famosa escola nesta última cidade (1138-1140); finalmente de novo em Paris, completando seus estudos em teologia sob Gilbert de La Porree, Robert Pullus, e Simão de Poissy (1141-1145). Esta educação sólida, sob tais mestres brilhantes, ele aperfeiçoou por algum ensino privado, talvez com seu amigo de longa data Peter, Abade de Moutier La Celle, perto de Troyes, com quem estava vivendo em 1148 ... João de Salisbury foi um dos estudiosos mais cultas do seu dia .... Suas cartas recolhidas (mais de 300 em número), nada menos do que seus outros trabalhos, formar uma fonte inestimável de história do pensamento e da atividade no século XII. Seu bom gosto e de formação superior, fez dele o escritor latino mais elegante do seu tempo. Ele é igualmente distinguido como um historiador e como um filósofo:. Ele foi o primeiro escritor medieval para enfatizar a importância dos estudos históricos na filosofia e em todos os outros ramos do conhecimento 

John foi um dos principais estudiosos do século XII e no final da vida tornou-se bispo de Chartres. Em uma carta dirigida a Henry I, conde de Champagne, ele respondeu a uma série de questões teológicas que tinham sido submetidos a ele. Em particular, Henry Eu queria saber a opinião de John quanto ao número de livros do Antigo e do Novo Testamento. John respondeu que ele seguiu Jerome. 149Ele então listados os livros específicos do cânon autoritário, totalizando o número de vinte e dois. Depois de enumerar os livros do Novo Testamento, ele disse sobre o catálogo que ele tinha desde que era a tradição bem conhecida e inquestionável da Igreja, que este era o número de livros que foram aceitos no cânon das Sagradas Escrituras, e que estes livros só foram consideradas verdadeiramente inspirado. Ele explicou ainda que os livros apócrifos, embora não canônica, no entanto, foram recebidos pela Igreja com o propósito de edificação.

Peter Cellensis

Peter foi o sucessor de João de Salisbúria como Bispo de Chartres. Ele foi anteriormente o Abbott de La Celle em Troyes. Ele também escreveu que o cânon do Antigo Testamento consistia em vinte e quatro livros. 

 Rupert de Deutz

Rupert foi um teólogo início do século XII. Em seu comentário sobre Gênesis, ele ensinou que o livro da Sabedoria não era canônica. 151Além disso, em seu comentário sobre o livro do Apocalipse, em suas observações sobre os vinte e quatro anciãos, ele aplicou esse número para os livros do cânon do Antigo Testamento , como fez Primasius, Haymo de Halberstadt e Ambrósio de Autperto antes dele.

 

 Honório de Autun (Augustodunensis)

Um teólogo, filósofo e escritor enciclopédico que viveu na primeira metade do século XII ... Ele floresceu entre os anos de 1106 e 1135, que ele passou a maior parte desse tempo no sul da Alemanha, e que ele escreveu um número muito grande de obras, a maioria dos quais chegaram até nós. Ele geralmente é dito ter sido um nativo de Autun, na Borgonha, e em uma de suas obras (De Luminaribus Ecclesiae) ele mesmo estilos 'padre e diretor da escola (scholasticus) de Autun. Por outro lado, suas referências a acontecimentos contemporâneos na Alemanha, a frequência de glosas alemães em seus escritos, e da possibilidade de leitura "Augustodunensis" para significar "um nativo de Augst '(perto de Basileia) ou' de Augsburg" (na Suábia ), induziram alguns historiadores a concluir que ele era um alemão. Nos últimos tempos, tem sido sugerido que ele era um monge de St. Agostinho em Canterbury, caso em que 'Augstodunensis' deve ser lido 'Augustinensis' ... A lista de escritos de Honorius é muito longa. Em de Pez 'Thesaurus' ... encontramos até trinta e oito títulos. 

 Honório fez menção da cânon do Antigo Testamento em várias de suas obras, dividindo-a em três categorias hebraicas tradicionais da Lei, nos Profetas e nos Hagiographa, a última categoria que ele também conhecido sob o título geral do livro de Salmos. Ele observou que os livros de Judite e Tobias não foram incluídos entre os livros canônicos pelos judeus, mas foram considerados dignos para a leitura na Igreja. Ele colocou os livros na categoria eclesiástica, em contraposição ao seu ser totalmente canônica

Peter Comestor

Ele foi o primeiro ligado à Igreja de Notre-Dame em Troyes e habitualmente assinado a si mesmo como "Presbítero Trecensis '. Antes de 1148, tornou-se reitor do capítulo e recebeu um benefício em 1148. Sobre 1160, ele formou uma das capítulo de Notre-Dame em Paris, e aproximadamente o mesmo ano em que ele substituiu Eudes (Odon) como chanceler.Ao mesmo tempo ele tinha o encargo da escola teológica. Foi em Paris que Pedro Comestor composta e certamente terminou sua "Historia Escolástica '... O apelido de' Comestor ', dado a Pedro, durante sua vida, também comprova a estima em que a sua aprendizagem se realizou

Em sua obra Historia Escolástica , Peter alinhou com Jerome em separar os livros apócrifos dos livros canônicos do Antigo Testamento.

Pedro Maurício (Venerabilis)

Teólogo do século XII e abade de Clugny na França, Pedro Maurício listou os livros do Antigo autoritária Testamentcanon como aqueles que refletiu cânon hebraico. 

Adam Scotus

Um teólogo e historiador da Igreja da última parte do século XII. Ele nasceu ou na Escócia ou Inglaterra, e juntou-se a ordem recém-fundada de São Norberto. Acredita-se também que ele se tornou o abade e bispo de Candida Casa, ou Whithorn na Escócia, e morreu depois de 1180 ... Ele foi um dos autores mais apreciados místicos da Idade Média; tanto em estilo e importa suas obras mostram doçura incomum e espiritualidade. Ele também é conhecido como Adam Anglicus e anglo-Scotus. 

 Adam identificou os livros canônicos do Antigo Testamento, como a numeração de vinte e dois de acordo com o cânon hebraico de cinco livros da Lei, oito dos Profetas e nove dos Hagiographa. 

 

 Hugo de São Cher (Hugo Cardinalis) (1200-1263)

Um cardeal dominicano do século XIII; b. em St-Cher, perto de Vienne, no Dauphiné (França), cerca de 1200; d. em Orvieto (Itália), 19, Março 1263. Ele estudou filosofia, teologia e jurisprudência, em Paris, e no próximo ensinou direito na mesma cidade. Em 1225 ele entrou na Ordem de S. Domingos, e logo ali descarregado o cargo de provincial, e no próximo (1230), que de prior do mosteiro dominicano em Paris. Ele se tornou o confidente e conselheiro de vários bispos, eo emissário de confiança de Gregório IX a Constantinopla (1233). Em 1244 Inocêncio IV ressuscitou ao cardinalato, e foi muito ajudado por ele no Concílio de Lyon (1245) ... 
Principalmente através de esforços de Hugh, os dominicanos foram fornecidos com um novo bíblica 'Correctorium ", que ainda existe em manuscrito, e que ainda é conhecido como 'Correctorium Hugonis' e 'Correctorium praedicatorum'. Sua 'Postillae em Universa Biblia justa quadruplicem sensum, litteralem, allegoricum, moralem, anagogicum "tem sido muitas vezes impressa, e testemunha a sua indústria incansável como um compilador de explicações do texto sagrado. Ele é justamente considerado como o primeiro autor de um 'Concordância' verbal a Escritura Sagrada, uma obra que se tornou o modelo para todas as seguintes publicações do gênero. 

 No prólogo ao seu comentário sobre o livro de Josué, Hugh deu uma lista dos livros do Antigo Testamento, de acordo com o cânon hebraico, o que indica que a totalidade do Antigo Testamento foi formado nos livros específicos listados. Ele também fez menção dos apócrifos, mas afirmou que eles não foram contados no cânon. A Igreja, disse ele, aceita-los, mas o que ele quis dizer com isso, já que ele seguiu a opinião de Jerônimo, foi a de que a Igreja colocou-os na categoria secundária de ser útil para a edificação, mas não para fins de estabelecimento de ensino. 

 Philip de Harvengt

Abade Praemonstratensian e escritor eclesiástico; b. (?) Harvengt, perto de Mons (Bélgica), no início do século 12; d.Bonne-Esperance, 11 de abril (13?), 1183. Ele recebeu uma boa educação clássica, provavelmente na escola catedral de Cambrai. Ele entrou para o mosteiro de Bonne-Esperance e em 1130 foi feito antes com o primeiro abade, Odo. Dificuldades seguiu com São Bernardo de Claraval sobre um incidente envolvendo um monge de Bonne-Esperance que desejavam unir-se a casa de Clairvaux. O conflito causou notoriedade considerável, ea oposição a Filipe estava excitado. Em 1149 ele foi removido de sua posição pelo capítulo geral da ordem, e com outros sete monges, ele foi enviado para um outro mosteiro.Ele foi reintegrado em Bonne-Esperance em 1151, e em 1158 ele conseguiu Odo como abade. Sob o governo de Felipe, o abadia prosperou, a coleção de manuscritos continuaram e atividade intelectual entre os monges floresceu. 
Seus escritos revelam um vasto conhecimento dos clássicos antigos, a Bíblia e os escritos dos Padres da Igreja. Ele permanece como um ilustre representante da filosofia agostiniana prescholastic. Muitos de seus trabalhos foram escritos para a educação e inspiração de seus próprios monges. Destes, o institutione clericorum De é um espelho de suas opiniões sobre a vida monástica e clerical. Em seus comentários sobre as Escrituras, de que esse sobre o Cântico é o mais importante, ele empregou as explicações alegóricos típicos de seu tempo. Ele também escreveu uma série de biografias, incluindo os de Santo Agostinho e de Odo Rivreuille. 

 Philip aderiu à autoridade do cânon hebraico e rejeitou os apócrifos do status canônico. 

 

 Nicholas de Lyra

Nicholas de Lyra (1270-1340) foi um dos teólogos mais respeitados e influentes da Idade Média, superando até mesmo Tomás de Aquino em autoridade como comentarista bíblico. Sua influência é evidente na medida em que seu comentário foi incluído nos ordinaria Glossa.Michael Woodward dá o seguinte fundo em sua importância:

Hoje, Nicolau de Lyra (c.1270-1349) é conhecido como o comentarista bíblico mais influente do fim da Idade Média. Bem no século 17, a sua obra foi amplamente lido e apreciado por ambos os exegetas católicos e protestantes. Seu comentário corrente em toda a Escritura, Postillae perpetuae de super totam Bibliam, foi o primeiro de seu tipo a ser impresso (Roma: Sweynheym e Pannartz, 1471-1472). A partir deste editio princeps até a Biblia Maxima de Johannes de La Haye (Paris 1660), os litteralis Postilla foi impresso não menos do que 37 vezes, muitas vezes acompanha os ordinaria Glossa em seis volumes folio. Chamado "o professor clara e útil (líquen plano médico et utilis)," Nicholas era famoso por seu conhecimento de hebraico ... Em 1322, Nicholas começou a trabalhar em sua obra magna, a Postilla litteralis ... O gênero Postilla consiste em glosas versículo por versículo na Bíblia, assim chamado porque eles vêm depois dos (pós illa) glosses coletadas no Glossa ordinaria ... Em seus litteralis Postilla, Nicholas comentou sobre cada livro canônico e deutero-canônico, embora este último foram tratados mais sumariamente ... Os litteralis Postilla tornou-se extremamente popular. Além das centenas de manuscritos e edições impressas de todo o trabalho, muitas cópias de extratos da Postilla circulou como obras separadas e foram traduzidas para o francês, alemão e italiano ... A prima Vita Benedicti XII, datado de 1337, chamado Nicholas 'o mestre mais erudito da teologia, que comentou sobre (postillavit) toda a Bíblia mais profundamente e mais sutilmente. " 164Os inúmeros manuscritos de suas obras em toda a Europa, cerca de 100 dos quais estão na Bibliothèque Nationale em Paris sozinho, testemunha de Nicholas 'popularidade duradoura ... Margaret Deanesly afirma que Nicholas 'Postill, ou comentário, sobre a Bíblia tornou-se o livro universal para os estudiosos, nos séculos XIV e XV. 165 Mas Hans Rost é direito de acrescentar que o seu lugar de destaque nos estudos bíblicos durou até o período da Reforma. 166 ... Na verdade, Nicholas 'autoridade na interpretação bíblica dominou até o século 18, como as inúmeras edições de suas obras nos séculos 16 e 17 testemunhar

Nicholas era um estudioso do hebraico que endossou o cânon hebraico de acordo com o julgamento de Jerônimo. Em seu prefácio ao livro de Tobit, ele escreveu que os livros de Sabedoria, Eclesiástico, Judite, Tobias e Macabeus não eram considerados canônicos, mas foram recebido e lido pela Igreja apenas para fins de edificação e encorajamento moral. 168 Em seu observações introdutórias ao livro de Esdras, Nicholas afirmou que ele iria renunciar a fazer comentários sobre os livros de Tobias, Judite e Macabeus, porque, apesar de terem sido incluídos na Bíblia, eles não foram recebidos como canônicos nem pelos judeus ou cristãos.  Quando ele fez comentários sobre o texto de um dos livros apócrifos, ele iria começar por afirmar a sua condição de não-canônica. Por exemplo, com Tobit, ele escreveu: "Aqui começa o livro de Tobias, que não é no cânon."1 Ou, "Aqui começa o livro de Judith, que não está no cânone,"  e, "Aqui começa o livro de . sabedoria que não é no cânon '  Michael Woodward afirma:

Quando ele veio para o uso legítimo da argumento bíblico, Nicholas não só seguiu a visão comum nas escolas por omitir interpretações místicas, mas também evitado o uso dos livros deuterocanônicos ... Para Nicholas, os livros deuterocanônicos, como interpretações místicas, eram úteis apenas para a instrução moral. Em seu Postilla litteralis em Esdr. . 1.1, Nicholas justificado pular Tobias, Judite e Macabeus, até que ele tinha anotado os livros canônicos 173 In De visione divinae essentiae, Nicholas novamente confirmou a condição de não-canônico destes livros:

A segunda forma de manifestação é pelas autoridades da Sagrada Escritura e canônicas. Eu digo 'canônico' por causa dos livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico e Macabeus, cuja autoridade não é eficaz para provar qualquer coisa que entra em disputa, como diz Jerônimo, em seu capacete Prólogo, colocado antes do livro de Reis

No prólogo citado, Jerome tinha excluído os livros questionáveis ​​do cânone. 

 E, em seu prólogo ao Judith, Jerome tinha aprovado a abordagem judaica para os apócrifos, "cuja autoridade para apoiar as coisas que entram em disputa não é considerado suficiente. '  Esta posição foi adotado mais tarde pelos protestantes, enquanto a determinação Católica do cânon do Antigo Testamento não veio até o Concílio de Trento. 

 William de Ockham

Ele disse ter estudado no Merton College, Oxford, e de ter tido John Duns Scotus para o professor. Em tenra idade, ele entrou para a Ordem de São Francisco. Rumo a 1310 ele foi para Paris, onde ele pode ter tido Scotus mais uma vez para um professor. Sobre 1320, ele tornou-se professor (magister) da Universidade de Paris ... Em 1323 ele renunciou a sua cadeira na universidade, a fim de dedicar-se à política eclesiástica .... atitude de Ockham para a ordem estabelecida na Igreja e para o sistema reconhecido de filosofia no mundo acadêmico de sua época foi um dos protesto. Ele, de fato, sido chamado de "o primeiro protestante". No entanto, ele reconheceu em seus escritos polêmicos a autoridade da Igreja em assuntos espirituais, e não diminuiu a autoridade em qualquer aspecto. 

 Em seus diálogos , Ockham escreveu que a Igreja não recebeu os livros apócrifos como canônicos e, portanto, não foram utilizados para a confirmação das doutrinas da fé. Ele mencionou Judith, Tobit, Macabeus, Eclesiástico e Sabedoria pelo nome a este respeito. Referiu-se à autoridade de Jerônimo e Gregório Magno como uma confirmação dessa visão. 


Antonino

Na idade de quinze (1404) Antonino aplicada à beata. John Dominic, o grande reformador religioso italiano do período, em seguida, no Convento de Santa Maria Novella, em Florença, para a admissão à Ordem Dominicana. Foi só um ano depois que ele foi aceito, e ele foi o primeiro a receber o hábito para o Convento de Fiesole prestes a ser construída pelo beato. John Dominic ... Em 1414 ele foi vigário do Convento de Foligno, em seguida, por sua vez, sub-antes e antes do convento de Cortona, e mais tarde, antes de os conventos de Roma (Minerva), Nápoles (São Pedro Mártir), Gaeta, Sienna , como Fiesolo (várias vezes). De 1433-1446 foi vigário da Congregação Toscana formado pelo Beato. John Dominic de conventos abraçando uma disciplina mais rigorosa. Durante este período, ele estabeleceu (1436) o famoso convento de São Marcos, em Florença, onde formou uma comunidade notável dos irmãos do convento de Fiesole ... Como teólogo, ele participou do Concílio de Florença (1439) e deu hospitalidade em São Marcos para os teólogos dominicanos chamados ao conselho por Eugene IV ... Apesar de todos os esforços de Santo Antonino de escapar dignidades eclesiásticas, ele foi forçado por Eugene IV, que tinha conhecimento pessoal de seu caráter santo e capacidade administrativa, a aceitar Arcebispado de Florença. Ele foi consagrado no convento de Fiesole, Março 13, 1446, e imediatamente tomou posse do ver sobre o qual ele governou até sua morte ... Ele foi chamado por Eugene IV para auxiliá-lo em suas horas agonizantes. Ele era freqüentemente consultado por Nicolau V em questões da Igreja e do Estado, e foi cobrado por Pio II para realizar, com vários cardeais, a reforma do Tribunal Romano. Quando de sua morte ocorreu, 02 de maio de 1459, Pio II deu instruções para o funeral, e presidiu a ele oito dias depois. Foi canonizado por Adrian VI, 31 de maio de 1523 ... As produções literárias de Santo Antonino, dando provas do turno eminentemente prático de sua mente, mostrar que ele era um estudante profundo da história e teologia. Sua principal obra é a "Summa Theologica Moralis, partibus IV distincta", escrito pouco antes de sua morte, que marcou um desenvolvimento novo e muito considerável na teologia moral

Antonino escreveu que os livros apócrifos não foram considerados canônicos pela Igreja e, portanto, não autorizado para a confirmação de doutrinas da fé. Ele contaram os livros canônicos do Antigo Testamento, aos vinte e dois, o que indica que ele seguiu o cânon hebraico e citou Jerome e Nicolau de Lyra como autoridades para a sua posição

Alonso Tostado

Depois de um curso de gramática sob os franciscanos ele entrou na Universidade de Salamanca, onde, além de filosofia e teologia, estudou direito civil e canônico, grego, hebraico, e os outros ramos, em seguida, que integram o currículo de uma universidade. Por grande aplicação se juntou a uma mente extraordinariamente brilhante e uma memória extraordinariamente retentiva ele acumulou um vasto estoque tão grande de conhecimento que seus contemporâneos estilo dele a maravilha do mundo. Aos vinte e dois, ele começou a palestra em uma ampla variedade de assuntos para grandes audiências atraídas por sua aprendizagem. Mais tarde, ele ajudou com distinção no Concílio de Basileia ... Ele foi nomeado Grão-Chanceler de Castela, e em 1449 bispo de Ávila, de onde seu título Abulensis. Além de um comentário espanhol sobre as crônicas de Eusébio e outras obras menores, ele escreveu comentários sobre os livros históricos do Antigo Testamento, tanto quanto II Par., E no evangelho de São Mateus. 

 Em seus comentários, e, em especial, em seu Prefácio ao Evangelho de Mateus, Tostado ensinou que os livros apócrifos eram não-canônico e, como tal, não eram de autoridade para estabelecer pontos de doutrina. Ele também afirmou que a Igreja permitiu que os livros a serem lidos e estudados com o propósito de edification.

Dionísio (Denys) o cartuxo

Nascido em 1402, em que parte da província belga de Limburg que antigamente era composta, no condado de Hesbaye;morreu 12 de março, 1471 ... Depois de aplicada para o ingresso no mosteiro em Roermond (Holanda Limburg), ele foi recusado porque ele não tinha atingido a idade (20 anos) exigida pelos estatutos da ordem; mas o anterior deu-lhe esperanças de que ele iria ser recebido, mais tarde, e aconselhou-o a continuar enquanto isso os estudos eclesiásticos. Então ele foi imediatamente para o então celebrado Universidade de Colônia, onde permaneceu três anos, a estudar filosofia, teologia, as Escrituras Sagradas, etc Depois de tomar o seu grau de Master of Arts, ele voltou para o mosteiro de Roermond e desta vez foi admitido (1423). Em sua cela Denys entregou-se de coração e alma para os deveres da vida dos Cartuxos, realizando tudo com sua seriedade e força de vontade característica, e deixando seu zelo levá-lo até muito além do que a regra exigia ... Parece maravilhoso que, gastando tanto tempo em oração, ele deveria ter sido capaz de ler tão vasto número de livros; mas o que excede todo o entendimento é que ele encontrou tempo para escrever, e escrever tanto que suas obras podem tornar-se vinte e cinco volumes folio. Nenhuma outra caneta, cujas produções têm chegado até nós, foi tão prolífico ... Começou (1434), comentando os Salmos e, em seguida, passou a comentar a todo o Antigo eo Novo Testamento. Ele também comentou as obras de Boécio, Pedro Lombardo, João Clímaco, bem como as de, ou atribuída a, Dionísio, o Areopagita, e traduzido em mais fácil Cassiano Latina. Foi depois de ver um de seus comentários que o papa Eugênio IV, exclamou: 'Vamos Igreja Matriz regozijar de ter um tal filho' Ele escreveu tratados teológicos ... um grande número de tratados relativos à moral, ascetismo, disciplina da igreja, liturgia, etc; sermões e homilias para todos os domingos e festas do ano, etc ... Ele tem sido chamado de o último dos escolásticos, e ele é assim, no sentido de que ele é o último importante escritor Scholastic, e que suas obras podem ser consideradas para formar uma vasta enciclopédia, um resumo completo do ensino escolástico da Idade Média; esta é a sua principal característica e seu mérito principal. Sua fama de aprendizagem e, sobretudo, para a santidade, atraiu sobre si a relação considerável com o mundo exterior. Ele foi consultado como um oráculo por homens de diferentes status social, de bispos e príncipes para baixo; eles se reuniram para sua cela, e letras inúmeras veio a ele de todas as partes da Holanda e da Alemanha ... a posteridade tem sobrenome dele 'Doctor ecstaticus' ... São Francisco de Sales, Santo Afonso de Ligório, e outros escritores do estilo da nota dele "Bem-aventurados '

Em seu comentário sobre Gênesis , Denys comentou sobre os livros do cânon. Ele deu uma lista dos livros canônicos do Antigo Testamento repetindo de Jerônimo Prólogo do livro de Reis, em que ele listou os livros canônicos do Antigo Testamento como correspondente ao cânon hebraico e compreendendo vinte e dois em número. Ele também fez menção aos livros de Judite, Tobias, Macabeus, Susanna, Bel eo Dragão e Eclesiástico afirmando que eles não foram incluídos no cânone e, portanto, não foram utilizados para provar artigos da fé. 

 Thomas Walden (Netter)

Teólogo e polemista, b. em Saffron Waldon, Essex, Inglaterra, cerca de 1375; d. em Rouen, França, 02 novembro de 1430;de sua terra natal, ele era comumente chamado Waldensis. Ele entrou na Ordem Carmelita, em Londres, e prosseguiu os seus estudos, em parte lá e, em parte, em Oxford, onde tomou graus, e passou um número de anos no ensino, como pode ser obtida a partir dos títulos de seus escritos (obras reais sendo para o maior parte perdida), que abraça toda a filosofia, a Escritura, Direito Canónico, e da teologia, ou seja, um curso universitário completo. Ele foi bem lido os clássicos e os escritores eclesiásticos conhecidos no início do século XV, como é provado por numerosas citações em seus próprios escritos ... na Inglaterra, ele teve um papel proeminente na acusação de Wycliffites e Lollards, auxiliando nos julgamentos de William Alfaiate (1410), Sir John Oldcastle (1413), William White (1428), pregando a cruz de St Paul contra Lollardism, e escrevendo copiosamente sobre as questões em disputa ('De religione perfectorum', 'De paupertate Christi', 'De Corpore Christi', etc.) A Casa de Lancaster ter escolhido frades carmelitas para confessores, um escritório que inclui as funções de capelão, esmoler, e secretário e que muitas vezes foi recompensado com um pequeno bispado, Netter conseguiu Stephen Patrington como confessor de Henrique V e provincial dos Carmelitas (1414 ) ... 
De suas numerosas obras apenas o 'doctrinale Antiquitatum fidei eccleaisæ catholicae' tem valor permanente. É dividido em três partes, a primeira das quais poderia ser chamado de 'De vera religione', o segundo tem o título 'De sacramentis adversus Wiclefistas ", etc, ea última' De Sacramentalibus '. Os dois primeiros foram apresentados ao papa, que em 08 de agosto de 1427, expressou sua satisfação, incentivando o autor a continuar a sua utilidade e aprendeu empreendimento, e comunicar-lhe o texto do Touro condenando os erros de Wyclif 'Dudum ab apostolorum' ... É uma apologia completa do dogma católico e ritual contra os ataques do Wycliffites, e foi amplamente mobilizados pelos polemistas dos séculos XVI e XVII. 

 Thomas ensinou que a Igreja de sua época aceitou apenas vinte e dois livros do Antigo Testamento como sendo de autoridade canônica.Ele citou o julgamento de Jerônimo de seu prólogo ao livro de Reis chamado Prologus Geleato. 

 Jean Driedo

Jean Driedo foi um teólogo e membro do corpo docente da Universidade Católica de Louvain, que condenou os ensinamentos de Lutero em 1519 século XVI. Ele afirmou que os livros apócrifos não eram considerados parte do cânon do Antigo Testamento. A Igreja usou para fins de edificação, mas eles não carregam a mesma autoridade que os livros canônicos, que só foram utilizados para a confirmação das doutrinas da fé. 

 John Ferus

Em seu livro, O Exame dos que estavam a ser ordenado para o Ministério Sagrado da Igreja , John Ferus listados os livros dos quais, segundo ele, compreendeu o cânon do Antigo Testamento. Ele incluiu os livros apócrifos entre nessa lista. Ao fazê-lo ele fez uma distinção entre aqueles que eram verdadeiramente canônico e autoritária e os apócrifos que ele disse que não era canônica, mas foi útil para leitura privada na própria casa

Jacobus Faber Stapulensis

Jacobus Faber Stapulensis foi um teólogo do século XVI e doutor pela Universidade de Paris. Ao referir-se os livros apócrifos seguiu Jerome em afirmar que aqueles livros particulares não eram considerados parte do cânone e, conseqüentemente, não possuía a autoridade das Escrituras canônicas, apesar de serem úteis para a edificação dos crentes

Traduções da Bíblia

No início do século XVI, pouco antes da Reforma, o cardeal Ximenes, o arcebispo de Toledo, em colaboração com os principais teólogos de seu tempo, produziu uma edição da Bíblia chamado Biblia Complutensia. Há uma advertência no Prefácio sobre os apócrifos, que os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Macabeus, as adições a Ester e Daniel, não são Escritura canônica e, portanto, não foram utilizados pela Igreja para confirmar a autoridade da todos os pontos fundamentais da doutrina, embora a Igreja permitiu que eles fossem lidos para fins de edificação. 191 BF Westcott comenta:

No alvorecer da Reforma, os grandes estudiosos romanistas se manteve fiel ao julgamento da Canon que Jerome tinha seguido em sua tradução. E o cardeal Ximenes no prefácio de seu magnífico Poliglota Biblia Complutensia-o monumento duradouro da Universidade que ele fundou em Complutum ou Alcala, ea grande glória do espanhol press-separa os apócrifos dos livros canônicos. Os livros, escreve ele, que são sem a Canon, que a Igreja recebe e não para a edificação do povo do que para o estabelecimento da doutrina, são dadas apenas em grego, mas com uma tradução de casal. 

 Esta Bíblia, bem como o seu prefácio, foi publicado pela autoridade e consentimento do Papa Leão X, a quem toda a obra foi dedicada.A Nova Enciclopédia Católica nos dá as seguintes informações sobre esta Bíblia:

A primeira Bíblia que pode ser considerado um poliglota que é editada em Alcala (em latim Complutum, daí o nome Complutense Bíblia), Espanha, em 1517, sob a supervisão e à custa do Cardeal Ximenes, por estudiosos da universidade fundada em que cidade pelo mesmo grande Cardeal. Foi publicado em 1520, com a sanção do Leão X. Ximenes desejava, escreve ele, "para reviver o estudo definhando das Sagradas Escrituras"; e para atingir esse objetivo, ele comprometeu-se a fornecer aos alunos com textos impressos precisos do Antigo Testamento em hebraico, grego e línguas latinas, e do Novo Testamento em grego e latim. Sua Bíblia contém também o caldeu Targum do Pentateuco e uma tradução interlinear em latim do Antigo Testamento grego. O trabalho é em seis grandes volumes, o último dos quais é composta de um dicionário hebraico e caldeu, uma gramática hebraica, e dicionário grego. Diz-se que apenas seis centenas de exemplares foram emitidos; mas eles encontraram seu caminho para as principais bibliotecas da Europa e teve uma influência considerável sobre as edições posteriores da Bíblia. 

 Bruce Metzger fornece informações adicionais sobre o ponto de vista da Igreja ocidental durante o século XVI:

A versão latina mais antiga da Bíblia nos tempos modernos, feita a partir das línguas originais pelo dominicano acadêmico, Sanctes Pagnini, e publicado em Lyon em 1528, com cartas de recomendação de Papa Adriano VI e Papa Clemente VII, separa nitidamente o texto do canônico livros de texto dos livros apócrifos. Ainda uma outra Bíblia latina, este acréscimo de Vulgata de Jerônimo publicado no Nuermberg por Johannes Petreius em 1527, apresenta a ordem dos livros como na Vulgata, mas especifica, no início de cada livro apócrifo que não é canônico. Além disso, em seu discurso para o leitor cristão o editor lista os livros controvertidas como «Libri Apocryphi, sive não Canonici, qui nusquam apud Hebraeos existente. 

 Versão Petrius 'de Vulgata de Jerônimo também incluiu todos os prólogos de Jerome para os livros do Antigo e Novo Testamentos e os apócrifos. Ele confirmou o cânon hebraico, excluindo-se os livros apócrifos de status canônico. Metzger descreve brevemente a situação histórica para a Igreja do Ocidente pouco antes da Reforma:

Após o tempo de Jerônimo e para baixo para o período da reforma uma sucessão contínua dos Padres mais aprendidas e teólogos do Ocidente manteve a autoridade distinta e única dos livros do cânon hebraico. Tal julgamento, por exemplo, foi reiterada na véspera da Reforma pelo Cardeal Ximenes, no prefácio da magnífica edição Poliglota Complutense da Bíblia que ele editou (1514-1517) ... Mesmo o Cardeal Caetano, adversário de Lutero em Augsburg em 1518, deu uma aprovação sem hesitação ao cânon hebraico em seu comentário sobre Todos os autênticos livros históricos do Antigo Testamento, que ele dedicado em 1532 ao Papa Clemente VII. Ele expressamente chamou a atenção para a separação de Jerônimo da canônica dos livros não-canônicos, e sustentou que esta não deve ser invocada para estabelecer pontos de fé, mas usado apenas para a edificação dos fiéis. 

A Bíblia Poliglota do Cardeal Ximenes foi sancionada pelo Papa Leão X. Ele separou os apócrifos do cânon do Antigo Testamento e recebeu sanção papal. Apologistas católicos romanos fazer muita aprovação papal como aquele dado por Inocêncio I para o Conselho de Cartago, em sua carta aos Exuperius. A sanção de Leão X é tão autoritária como a de Inocêncio, mas eles são fundamentalmente contraditório, demonstrando mais uma vez que a alegação de Roma que determinou o cânon da Igreja universal no quarto e no início do século quinto final não é apoiada pelos factos históricos. A peso da evidência histórica apoia a exclusão dos apócrifos da categoria de Escritura canônica. Assim, devemos concluir que os decretos do Concílio de Trento, em relação ao verdadeiro cânon das Escrituras, foram feitas com flagrante desrespeito pelos evidência histórica judaica e patrística, bem como para o consenso histórico geral da Igreja antes desse Conselho.

 Renomado estudioso, BF Westcott, faz com que esses comentários sobre o decreto de Trento:Este decreto fatal, em que o Conselho ... deu um novo aspecto a toda a questão de, a Canon, foi ratificada por cinquenta e três prelados, entre os quais não havia um alemão, não um estudioso distinguido para a aprendizagem histórica, não aquele que foi montado pelo estudo especial para o exame de um assunto em que a verdade só pode ser determinada pela voz de antiguidade. Como a decisão foi completamente contrário ao espírito e à letra dos julgamentos originais do grego eo latim Igrejas, como agora na equalização doutrinária dos livros contestados e reconhecidos do Antigo Testamento era em desacordo com a opinião tradicional do Ocidente, como absolutamente sem precedentes foi a conversão de um uso eccelesiatical em um artigo de fé, será visto a partir da evidência que já foi apresentado. 

 Além dessas razões históricas para rejeitar os apócrifos como sendo inspirados e, portanto, não é verdadeiramente canônico, também há heresias, incoerências e imprecisões históricas nos próprios escritos que os desqualificam de ser atribuído o estatuto de Escritura.

 O exemplo a seguir de Bruce Metzger sobre o Livro de Judite é um caso em questão:Uma das primeiras questões que se levanta naturalmente a respeito deste livro é saber se é histórica. O consenso, pelo menos entre os estudiosos protestantes e judeus, é que a história é, pura ficção ... O livro está repleto de cronológicas, históricas e geográficas improbabilidades e erros francamente ... Por exemplo, Holofernes move um imenso exército cerca de trezentos quilômetros em três dias (2:21). As palavras de abertura do livro, quando tomado com 2,1 ss. e 4:21, envolver o absurdo histórico mais surpreendente, para o autor coloca o reinado de Nabucodonosor, ao longo dos assírios (na realidade, ele era o rei de Babilônia) em Nínive (que caiu sete anos antes de sua ascensão!) em um momento, quando os judeus só recentemente voltou do cativeiro (na verdade, neste momento eles estavam sofrendo mais deportações)! Nabucodonosor não fazer guerra de Mídia (1:7), nem capturar Ecbátana (1:14) ... A reconstrução do templo (4:13) é datado, por um anacronismo flagrante, cerca de um século cedo demais. Além disso, o Estado judeu é representado como estando sob o governo de um sumo sacerdote, e uma espécie de Sinédrio (6:6-14; 15:8), que é compatível apenas com uma data pós-exílica várias centenas de anos depois presumido do livro cenário histórico

 FONTE NOTAS www.christiantruth.com



Bíblia - Antigo Testamento

                                          TEXTO E FORMA

Antigo Testamento é o nome dado, desde os primórdios do Cristianismo, às escrituras sagradas do povo de Israel, formadas por um conjunto de livros muito diferentes uns dos outros em caráter e gênero literário e pertencentes a diversas épocas e autores. 

O Antigo Testamento ocupa, sem dúvida, um lugar preeminente no quadro geral da importante literatura surgida no Antigo Oriente Médio. No decorrer da sua longa história, egípcios, sumérios, assírios, babilônicos, fenícios, hititas, persas e outros povos da região produziram um importante tesouro de obras literárias porém nenhuma delas se compara ao Antigo Testamento quanto à riqueza dos temas e beleza de expressão e, muito menos, quanto ao valor religioso. 

Os gêneros literários do Antigo Testamento

 Em termos gerais, todos os escritos do Antigo Testamento podem ser incluídos em um ou outro dos dois grandes gêneros literários que são a prosa e a poesia em tudo, uma segunda aproximação permite apreciar a grande diversidade de classes e estilos que, muitas vezes misturados entre si, configuram ambos os gêneros. 

Quanto à prosa, é o gênero no qual estão escritos textos como os seguintes:

a) relatos históricos, presentes sobretudo nos livros de caráter narrativo e que, a partir de Abraão (Gn 11.27-25.11), referem-se ou diretamente ao povo de Israel e aos seus personagens mais significativos ou indiretamente aos povos e nações cuja história está relacionada muito de perto com Israel; 
b) o relato de Gn 1-3 sobre as origens do mundo e da humanidade, o qual, do ponto de vista literário, merece referência à parte; 
c) passagens especiais (p. ex., a história dos patriarcas), narrações épicas (p. ex., o êxodo do Egito e a conquista de Canaã), quadros familiares (p. ex., o livro de Rute), profecias (em parte), visões, crônicas oficiais, diálogos, discursos, instruções, exortações e genealogias; 
d) textos legais e normas de conduta e regulamentação da prática religiosa coletiva e pessoal. 

Quanto à poesia, o Antigo Testamento oferece vários modelos literários, que podem ser resumidos em:

a) cúlticos (p. ex., Salmos e Lamentações); 
b) proféticos (uma parte muito importante dos textos dos profetas de Israel);
c) sapienciais, os quais recolhem reflexões e ensinamentos relativos à vida diária (Provérbios e Eclesiastes) ou que giram em torno de algum problema de caráter teológico (Jó). 

Autores e tradição

De acordo com a sua origem, os livros do Antigo Testamento podem ser classificados em dois grandes grupos. O primeiro é formado pelos escritos que deixam transparecer a atividade criadora do autor e parecem ser marcados pelo selo da sua personalidade. Tal é o caso de boa parte dos textos proféticos, cuja mensagem inicial foi, às vezes, ampliada, chegando, posteriormente, ao seu pleno desenvolvimento em âmbitos onde a inspiração do profeta original se deixava sentir com intensidade. 

No segundo grupo são incluídos os livros nos quais, não tendo permanecido marcas próprias do autor, foram as tradições que se encarregaram de transmitir a mensagem preservada pelo povo, proclamando-a e aplicando-a às circunstâncias próprias de cada tempo novo. A esse grupo pertence uma boa parte da narrativa histórica e da literatura cúltica e sapiencial. 

Transmissão do texto 

A passagem da tradição oral para a escrita chega ao Antigo Testamento num tempo em que o papiro e o pergaminho já estavam em uso como materiais de escrita. Deles se faziam longas tiras que, convenientemente unidas, formavam os chamados "rolos", uma espécie de cilindros de peso e volume às vezes consideráveis. Assim, chegaram até nós os textos do Antigo Testamento (cf. Jr 36), ainda que não nos seus manuscritos hebraicos originais, porque com o tempo todos desapareceram, mas graças à grande quantidade de cópias feitas ao longo de muitos séculos. Dentre elas, as mais antigas que temos pertencem ao séc. I a.C. Foram descobertas em lugares como Qumran, a oeste do mar Morto, algumas em muito bom estado de conservação e outras, muito deterioradas e reduzidas a fragmentos. 

Das cópias que contêm o texto integral da Bíblia Hebraica, a mais antiga é o Códice de Alepo, que data do séc. X d.C. e é o reflexo da tradição tiberiense.

O sistema alfabético utilizado nos primitivos manuscritos hebraicos carecia de vogais: na sua época e de acordo com um uso comum de diversas línguas semíticas, somente as consoantes tinham representação gráfica. Essa peculiaridade era, obviamente, uma fonte de sérios problemas de leitura e interpretação dos escritos bíblicos, cuja unificação realizaram os especialistas judeus do final do séc. I d.C. 

O trabalho daqueles sábios foi favorecido na última parte do séc. V a.C. pelo desenvolvimento, sobretudo em Tiberíades e Babilônia, de um sistema de leitura que culminou entre os séculos VIII e XI d.C. com a composição do texto chamado "massorético". Nele, fruto do intenso trabalho realizado pelos "massoretas" (ou "transmissores da tradição"), ficou definitivamente fixada a leitura da Bíblia Hebraica através de um complicado conjunto de sinais vocálicos e entonação. 

Apesar do excelente cuidado que os copistas tiveram para fazer e conservar as cópias do texto bíblico, nem sempre puderam evitar que aqui e ali fossem introduzidas pequenas variantes na escrita. Por isso, a fim de descobrir e avaliar tais variantes, o estudo dos antigos manuscritos implica uma minuciosa tarefa de comparação de textos, não somente entre umas ou outras cópias hebraicas, mas também em antigas traduções para outras línguas:
o texto samaritano do Pentateuco (escrita samaritana)
as versões gregas, especialmente a LXX (feita em Alexandria entre os séculos III e II a.C. e utilizada freqüentemente pelos escritores do Novo Testamento)
as aramaicas (os targumim, versões parafrásticas) 
as latinas, em especial a Vulgata 
as siríacas, as coptas ou a armênia. Os resultados desse trabalho de fixação do texto se encontram sintetizados nas edições críticas da Bíblia Hebraica.

GEOGRAFIA E RELIGIÃO

A Palestina do Antigo Testamento

A região onde se desenrolaram os acontecimentos mais importantes registrados no Antigo Testamento está situada na zona imediatamente a leste da bacia do Mediterrâneo. O nome mais antigo dela registrado na Bíblia é "terra de Canaã" (Gn 11.31), substituído posteriormente, entre os israelitas, por "terra de Israel" (1Sm 13.19 Ez 11.17 Mt 2.20). Os gregos e romanos preferiram chamá-la de "Palestina", termo derivado do apelativo "filisteu", pelo qual era conhecido o povo que habitava a costa do Mediterrâneo. No tempo em que o Império Romano dominou o país, pelo menos uma região deste recebeu o nome de "Judéia". Durante a maior parte do período monárquico (931-586 a.C.), a terra de Israel esteve dividida em duas: ao sul, o reino de Judá, sendo Jerusalém sua capital e ao norte, o reino de Israel, tendo a cidade de Samaria como capital. As grandes diferenças políticas que separavam ambos os reinos aumentaram ainda mais quando, em 721 a.C., o reino do Norte foi conquistado pelo exército assírio. 

O território palestino é formado por três grandes faixas paralelas que se estendem do Norte ao Sul. A ocidental, uma planície banhada pelo Mediterrâneo, estreita-se em direção ao Norte, na Galiléia, e depois fica cercada pelo monte Carmelo. Nessa planície se encontravam as antigas cidades de Gaza, Asquelom, Asdode e Jope (atualmente um subúrbio de Tel Aviv) e a Cesaréia romana, de construção mais recente. 

A faixa central é formada por uma série de montanhas que, desde o Norte, como que se desprendendo da cordilheira do Líbano, descem paralelas pela costa até penetrar no Sul, no deserto de Neguebe. O vale de Jezreel (ou de Esdrelom), entre a Galiléia e Samaria, cortava a cadeia montanhosa, cujas duas alturas máximas estão uma (1.208 m) na Galiléia e a outra (1.020 m), na Judéia. Nessa faixa central do país, encontra-se a cidade de Jerusalém (cerca de 800 m acima do nível do mar) e outras importantes da Judéia, Samaria e Galiléia. 

A oriente da região montanhosa serpenteia o rio Jordão, o maior rio da Palestina, o qual nasce ao norte da Galiléi

a, no monte Hermom, e caminha em direção ao sul ao longo de 300 km, (pouco mais de 100 km, em linha reta). No seu curso, atravessa o lago Merom e depois o mar ou lago da Galiléia (ou ainda "mar de Tiberíades") e corre por uma depressão que se torna cada vez mais profunda, até desembocar no mar Morto, a 392 m abaixo do nível do Mediterrâneo. 

Mais além da depressão do Jordão, no seu lado oriental, o terreno torna a elevar-se. Sobretudo na região norte há cumes importantes, como, já fora da Palestina, o monte Hermom, com até 2.758 m de altura. 

A Palestina é predominantemente seca, desértica em extensas regiões do Leste e Sul do país, com montanhas muito pedregosas e poucos espaços com condições favoráveis para o cultivo. Os terrenos férteis, próprios para a agricultura, encontram-se, sobretudo, na planície de Jezreel, ao norte, no vale do Jordão e nas terras baixas que, ao ocidente, acompanham a costa. As altas temperaturas predominantes se atenuam nas partes elevadas, onde as noites podem chegar a ser frias. As duas estações mais importantes são o inverno e o verão (cf. Gn 8.22 Mt 24.20,32), mas, quanto ao clima, o essencial para os trabalhos agrícolas é a regularidade na chegada das chuvas: as temporãs (entre outubro e novembro) e as serôdias (entre dezembro e janeiro). Armazena-se, então, a água em algibes (ou cisternas), para poder tê-la durante os outros meses do ano. 

Valorização religiosa do Antigo Testamento

No Antigo Testamento, como em toda a Bíblia, é reconhecida, em sua origem, uma autêntica experiência religiosa. Deus se revelou ao povo de Israel na realidade da sua história e fez isso como o único Deus, Criador e Senhor do universo e da história, não se assemelhando a nenhuma outra experiência humana, nem identificando-se com alguma imagem feita pelos homens. Deus é o Autor da vida, o Criador da existência de todos os seres e é um Deus salvador, que está sempre ao lado do seu povo, mas que não se deixa manipular por ele que impõe obrigações morais e sociais, que não se deixa subornar, que protege os fracos e ama a justiça. É um Deus que se achega ao povo, especialmente no culto um Deus perdoador, que quer que o pecador viva, porém julga com justiça e castiga a maldade. As idéias e a linguagem do Antigo Testamento transparecem nos escritos do Novo Testamento, em cujo pano de fundo está sempre presente o Deus do Antigo Testamento, o Pai de Jesus Cristo, em quem é revelado, definitivamente, o seu amor e a sua vontade salvadora para todo aquele que o recebe pela fé. 

O Antigo Testamento dá especial atenção ao relacionamento de Deus com Israel, o seu povo escolhido. Um dos mais importantes aspectos desse relacionamento é a Aliança com Israel, mediante a qual Javé se compromete a ser o Deus daquele povo que tomou como a sua possessão particular e dele exige o cumprimento religioso dos mandamentos e das leis divinas. Assim, a fé comum, as celebrações cúlticas e a observância da Lei são os elementos que configuram a unidade de Israel, uma unidade que se rompe quando se torna infiel ao Deus ao qual pertence. A história de Israel como povo escolhido revela que o mais importante é manter a sua identidade religiosa em meio ao mundo ao seu redor, passo necessário que será dado em direção à mensagem universal que depois, em Jesus Cristo, será proclamada pelo Novo Testamento.

Nem todos os aspectos do Antigo Testamento mantêm igual vigência para o cristão. O Antigo Testamento deve ser interpretado à luz da sua máxima instância, que é Jesus Cristo. A projeção histórica e profética do povo de Israel no Antigo Testamento é uma etapa precursora no caminho que conduz à plena revelação divina em Cristo (Hb 1.1-2). Por outro lado, o Novo Testamento é o testemunho de fé de que as promessas feitas por Deus a Israel são cumpridas com a vinda do Messias (cf., p. ex., Mt 1.23 Lc 3.4-6 At 2.16-21 Rm 15.9-12). Por isso, certas instruções absolutamente válidas para o povo judeu deixam de ser igualmente vigentes para o novo povo de Deus, que é a Igreja (cf. At 15 Gl 3.23-29 Cl 2.16-17 Hb 7.11-10.18) e alguns aspectos da lei de Moisés, do culto do Antigo Testamento e da doutrina sobre o destino do ser humano, pessoal e comunitariamente considerado, devem ser interpretados à luz do evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus. 

HISTÓRIA E CULTURA

A existência de Israel como povo remonta, provavelmente, ao último período do séc. XI a.C. Era o tempo do nascimento da monarquia e da unificação das diversas tribos, que viviam separadas entre si até que, sob o governo do rei Davi, constituiu-se o Estado nacional, com Jerusalém por capital. 

Até chegar a esse momento, a formação do povo havia sido lenta e difícil, mesclada freqüentemente com a história das mais antigas civilizações que floresceram no Egito, às margens do Nilo e na Mesopotâmia, nas terras regadas pelo Tigre e o Eufrates. As fontes extrabíblicas da história de Israel naquela época são muito limitadas, carentes da base documental necessária para se estabelecerem com precisão as origens do povo hebreu. Nesse aspecto, o livro de Gênesis proporciona alguns dados de valor inestimável, pois o estudo dos relatos patriarcais permite descobrir alguns aspectos fundamentais da origem do povo israelita. 

A época dos patriarcas Os personagens do Antigo Testamento, habitualmente denominadas "patriarcas", eram chefes de grupos familiares seminômades que iam de um lugar a outro em busca de comida e água para os seus rebanhos. Não havendo chegado ainda à fase cultural do sedentarismo e dos trabalhos agrícolas, os seus assentamentos eram, em geral, eventuais: duravam o tempo em que os seus gados demoravam para consumir os pastos.

Gênesis oferece uma visão particular do começo da história de Israel, que é mais propriamente a história de uma família. Procedentes da cidade mesopotâmica de Ur dos caldeus, situada junto ao Eufrates, Abraão e a sua esposa chegaram ao país de Canaã. Deus havia prometido a Abraão que faria dele uma grande nação (Gn 12.1-3 cf. 15.1-21 17.1-4) e, conforme essa promessa, nasceu o seu filho Isaque, que, por sua vez, foi o pai de Jacó. Durante a sua longa viagem, primeiro na direção norte e depois na direção sul, Abraão deteve-se em diversos lugares mencionados na Bíblia: Harã, Siquém, Ai e Betel (Gn 11.31-12.9) atravessou a região desértica do Neguebe e chegou até o Egito, de onde, mais tarde, regressou para, finalmente, estabelecer-se em um lugar conhecido como "os carvalhais de Manre", junto a Hebrom (Gn 13.1-3,18). Ao morrer Abraão (Gn 25.7-11 cf. 23.2,17-20), Isaque converte-se no protagonista do relato bíblico, que o apresenta como habitante de Gerar e Berseba (Gn 26.6,23), lugares do Neguebe (Gn 24.62), na região meridional da Palestina. Isaque, herdeiro das promessas de Deus a Abraão, aparece no meio de um quadro descritivo da vida seminômade do segundo milênio a.C.: busca de campos de pastoreio, assentamentos provisórios, ocasionais trabalhos agrícolas nos limites de povoados fronteiriços e discussões por causa dos poços de água onde se dava de beber ao gado (Gn 26). 

Depois de Isaque, a atenção do relato concentra-se nos conflitos pessoais surgidos entre Jacó e o seu irmão Esaú, que são como que uma visão antecipada dos graves problemas que, posteriormente, haveriam de acontecer entre os israelitas, descendentes de Jacó, e os edomitas, descendentes de Esaú. A história de Jacó é mais longa e complicada que as anteriores. Consta de uma série de relatos entrelaçados: a fuga do patriarca para a região mesopotâmica de Padã-Arã a inteligência e a riqueza de Jacó o regresso a Canaã o episódio de Peniel, onde Deus mudou o nome de Jacó para Israel (Gn 32.28) a revelação de Deus e a renovação das suas promessas (Gn 35.1-15) a história de José e a morte de Jacó no Egito (Gn 37.1-50.14). 

A saída do Egito

A situação política e social das tribos israelitas, do Egito e dos países do Oriente Médio, no período que vai da morte de José à época de Moisés, sofreu mudanças consideráveis. 

O Egito viveu um tempo de prosperidade depois de expulsar do país os invasores hicsos. Este povo oriundo da Mesopotâmia, depois de passar por Canaã, havia se apropriado, no início do séc. XVIII a.C., da fértil região egípcia do delta do Nilo. Os hicsos dominaram no Egito cerca de um século e meio, e, provavelmente, foi nesse tempo que Jacó se instalou ali com toda a sua família. Esta poderia ser a explicação da acolhida favorável que foi dispensada ao patriarca, e de que alguns dos seus descendentes, como aconteceu com José (Gn 41.37-43), chegaram a ocupar postos importantes no governo do país. 

A situação mudou quando os hicsos foram finalmente expulsos do Egito. Os estrangeiros residentes, entre os quais encontravam-se os israelitas, foram submetidos a uma dura opressão. Essa mudança na situação política está registrada em Êx 1.8, que diz que subiu ao trono do Egito um novo rei "que não conhecera a José." Durante o mandato daquele faraó, os israelitas foram obrigados a trabalhar em condições subumanas na edificação das cidades egípcias de Pitom e Ramessés (Êx 1.11). Porém, em tais circunstâncias, teve lugar um acontecimento que haveria de permanecer gravado, para sempre, nos anais de Israel: Deus levantou um homem, Moisés, para constituí-lo libertador do seu povo. 

Moisés, apesar de hebreu por nascimento, recebeu uma educação esmerada na própria corte do faraó. Certo dia, Moisés viu-se obrigado a fugir para o deserto, e ali Javé (nome explicado em Êx 3.14 como "EU SOU O QUE SOU") revelou-se a ele e lhe deu a missão de libertar os israelitas da escravidão a que estavam submetidos no Egito (Êx 3.1-4.17). Regressou Moisés ao Egito e, depois de vencer com palavras e ações maravilhosas a resistência do faraó, conseguiu que a multidão dos israelitas se colocasse em marcha em direção ao deserto do Sinai. 

Esse capítulo da história de Israel, a libertação do jugo egípcio, marcou indelevelmente a vida e a religião do povo. A data precisa desse acontecimento não pode ser determinada. Têm-se sugerido duas possibilidades: até meados do séc. XV e até meados do séc. XIII. (Neste último caso seria durante o reinado de Ramsés II ou do seu filho Meneptá.).

Durante os anos de permanência no deserto do Sinai, enquanto os israelitas dirigiam-se para Canaã, produziu-se um acontecimento de importância capital: Deus instituiu a sua Aliança com o seu povo escolhido (Êx 19). Essa Aliança significou o estabelecimento de um relacionamento singular entre Javé e Israel, com estipulações fundamentais que ficaram fixadas na lei mosaica, cuja síntese é o Decálogo (Êx 20.1-17). A conquista de Canaã e o período dos juízes.

Depois da morte de Moisés (Dt 34), a direção do povo foi colocada nas mãos de Josué, a quem coube guiá-lo ao país de Canaã, a Terra Prometida. A entrada naqueles territórios iniciou-se com a passagem do Jordão, fato de grande significação histórica, porque com ela inaugurava-se um período decisivo para a constituição da futura nação israelita (Js 1-3). 

Conquistar e assentar-se em Canaã não se tornou empresa fácil. Foi um longo e duro processo (cf. Jz 1), às vezes, de avanço pacífico, mas, às vezes, de inflamados choques com os hostis povos cananeus (cf. Jz 4-5), formados por populações diferentes entre si, ainda que todas pertencentes ao comum tronco semítico muitas delas terminaram absorvidas por Israel (cf. Js 9).

Naquele tempo da chegada e conquista de Canaã, os grandes impérios do Egito e da Mesopotâmia já haviam iniciado a sua decadência. Destes eram vassalos os pequenos Estados cananeus, de economia agrícola e cuja administração política limitava-se, geralmente, a uma cidade de relativa importância nos limites das suas terras. Em relação à religião, caracterizava-se sobretudo pelos ritos em honra a Baal, Aserá e Astarote, e a deuses secundários, geralmente divindades da fecundidade. 

A etapa conhecida como "período dos juízes de Israel" sucedeu à morte de Josué (Js 24.29-32). Desenvolveu-se entre os anos 1200 e 1050 a.C., e a sua característica mais evidente foi, talvez, a distribuição dos israelitas em grupos tribais, mais ou menos independentes e sem um governo central que lhes desse um mínimo sentido de organização política. Naquelas circunstâncias surgiram alguns personagens que assumiram a direção de Israel e que, ocasionalmente, atuaram como estrategistas e o guiaram nas suas ações de guerra (ver, p. ex., em Jz 5, o Cântico de Débora, que celebra o triunfo de grupos israelitas aliados contra as forças cananéias). Entre todos os povos vizinhos, foram, provavelmente, os filisteus que representaram para Israel a mais grave ameaça. Procedentes de Creta e de outras ilhas do Mediterrâneo oriental, os filisteus, conhecidos também como "os povos do mar", que primeiramente haviam intentado sem êxito penetrar no Egito, apoderaram-se depois (por volta de 1175 a.C.) das planícies costeiras da Palestina meridional. Ali estabeleceram-se e constituíram a "Pentápolis", o grupo das cinco cidades filistéias: Asdode, Gaza, Asquelom, Gate e Ecrom (1Sm 6.17), cujo poder reforçou-se com a sua aliança e também com o monopólio da manufatura do ferro, utilizado tanto nos seus trabalhos agrícolas quanto nas suas ações militares (1Sm 13.19-22). 

O início da monarquia de Israel 

A figura política dos "juízes", apta para resolver assuntos de caráter tribal, mostrou-se ineficaz ante os problemas que, mais tarde, haveriam de ameaçar a sobrevivência do conjunto de Israel no mundo palestino. Assim, pouco a pouco, veio a implantação da monarquia e, com ela, uma forma de governo unificado, dotado da autoridade necessária para manter uma administração nacional estável. Ainda que a monarquia tenha enfrentado, no início, fortes resistências internas (1Sm 8), paulatinamente chegou a impor-se e consolidar-se. Samuel, o último dos juízes de Israel, foi sucedido por Saul, que em 1040 a.C. iniciou o período da monarquia, que se prolongou até 586 a.C., quando, durante o reinado de Zedequias, os babilônios sitiaram e destruíram Jerusalém, tendo Nabucodonosor à frente. Saul, que começou a reinar depois de ter obtido uma vitória militar (1Sm 11) e de ter triunfado em outras ocasiões, todavia, nunca conseguiu acabar com os filisteus, e foi lutando contra eles no monte Gilboa que morreram os seus três filhos e ele próprio (1Sm 31.1-6). 

Saul foi sucedido por Davi, proclamado rei pelos homens de Judá na cidade de Hebrom (2Sm 2.4-5). O seu reinado iniciou-se, pois, na região meridional da Palestina, mas depois estendeu-se em direção ao norte. Reconhecido como rei por todas as tribos israelitas, conseguiu unificá-las sob o seu governo. Durante o tempo em que Davi viveu, produziram-se acontecimentos de grande importância: a anexação à nova entidade nacional de algumas cidades cananéias antes independentes, a submissão de povos vizinhos e a conquista de Jerusalém, convertida desde então na capital do reino e centro religioso por excelência. Próximo já da sua morte, Davi designou por sucessor o seu filho Salomão, sob cujo governo alcançou o reino as mais altas cotas de esplendor. Salomão soube estabelecer importantes relacionamentos políticos e comerciais, geradores de grandes benefícios para Israel. As riquezas acumuladas sob o seu governo permitiram realizar em Jerusalém construções de enorme envergadura, como o Templo e o palácio real. O prestígio de Salomão fez-se proverbial, e a fama da sua prudência e sabedoria nunca tiveram paralelo na história dos reis de Israel (1Rs 5-10). 

A ruptura da unidade nacional

A despeito de todas as circunstâncias favoráveis que rodearam o reinado de Salomão, foi precisamente aí que a unidade do reino começou a fender-se. Por um e outro lado do país, surgiam vozes de protesto pelos abusos de autoridade, pelos maus tratos infligidos à classe trabalhadora e pelo agravamento dos tributos destinados a cobrir os gastos que originavam as grandes construções. Tudo isso, fomentando atitudes de descontentamento e rebeldia, foi causa do ressurgimento de antigas rivalidades entre as tribos do Norte e do Sul. 

Os problemas chegaram ao extremo quando, morto Salomão, ocupou o trono o seu filho Roboão (1Rs 12.1-24). Sem a sensatez do seu pai, Roboão provocou, com imprudentes atitudes pessoais, a ruptura do reino: de um lado, a tribo de Judá, que seguiu fiel a Roboão e manteve a capital em Jerusalém de outro, as tribos do Norte, que proclamaram rei a Jeroboão, antigo funcionário da corte de Salomão. Desde esse momento, a divisão da nação em reino do Norte e reino do Sul se fez inevitável. 

Judá, sempre governada por um membro da dinastia davídica, subsistiu por mais de trezentos anos, ainda que a sua independência nacional tivesse sofrido importantes oscilações desde que, no final do séc. VIII a.C., a Assíria a submeteu a uma dura vassalagem. Aquele antigo império dominou a Palestina até que medos e caldeus, já próximo do séc. VI a.C., apagaram-na do panorama da história (Na 1-3). Então, em Judá, onde reinava Josias, renasceram as esperanças de recuperar a perdida independência mas, depois da batalha de Megido (609 a.C.), com a derrota de Judá e a morte de Josias (2Cr 35.20-24), o reino entrou em uma rápida decadência, que terminou com a destruição de Jerusalém em 586 a.C. O Templo e toda a capital foram arrasados, um número grande dos seus habitantes foi levado ao exílio, e a dinastia davídica chegou ao seu fim (2Rs 25.1-21). Ao que parece, a perda da independência de Judá supôs a sua incorporação à província babilônica de Samaria mas, além disso, o país havia ficado arruinado, primeiro pela devastação que causaram os invasores e em seguida pelos saques a que o submeteram os seus povos vizinhos, Edom (Ob 11), Amom e outros (Ez 25.1-4). 

O reino do Norte, Israel, nunca chegou a gozar uma situação politicamente estável. A sua capital mudou de lugar em diversas ocasiões, antes de ficar finalmente instalada na cidade de Samaria (1Rs 16.24), e várias tentativas para constituir dinastias duradouras terminaram em fracasso, freqüentemente de modo violento (Os 8.4). A aniquilação do reino do Norte sob a dominação assíria ocorreu gradualmente: primeiro foi a imposição de um grande tributo (2Rs 15.19-20) em seguida, a conquista de algumas povoações e a conseqüente redução das fronteiras do reino e, por último, a destruição de Samaria, o exílio de uma parte da população e a instalação de um governo estrangeiro no país conquistado. 

O exílio 

Os babilônios permitiram que os exilados do reino de Judá formassem famílias, construíssem casas, cultivassem pomares (Jr 29.5-7) e chegassem a consultar os seus próprios chefes e anciãos (Ez 20.1-44) e, igualmente, permitiram-lhes viver em comunidade, em um lugar chamado Tel-Abibe, às margens do rio Quebar (Ez 3.15). Assim, pouco a pouco, foram-se habituando à sua situação de exilados na Babilônia. Em semelhantes circunstâncias, a participação comum nas práticas da religião foi, provavelmente, o vínculo mais forte de união entre os membros da comunidade exilada e a instituição da sinagoga teve um papel relevante como ponto de encontro para a oração, a leitura e o ensinamento da Lei, o canto dos Salmos e o comentário dos escritos dos profetas. 

Desta maneira, com o exílio, a Babilônia converteu-se num centro de atividade religiosa, onde um grupo de sacerdotes entregou-se com empenho à tarefa de reunir e preservar os textos sagrados que constituíam o patrimônio espiritual de Israel. Entre os componentes desse grupo se contava Ezequiel, que, na sua dupla condição de sacerdote e profeta (Ez 1.1-3 2.1-5), exerceu uma influência singular. 

Dadas as condições de tolerância e até de bem-estar em que viviam os exilados na Babilônia, não é de estranhar que muitos deles renunciassem, no seu tempo, regressar ao seu país. Outros, pelo contrário, mantendo vivo o ressentimento contra a nação que os havia arrancado da sua pátria e que era causa dos males que lhes haviam sobrevindo, suspiravam pelo momento do regresso ao seu longínquo país (Sl 137 Is 47.1-3). 

Retorno e restauração

A esperança de uma rápida libertação cresceu entre os exilados quando Ciro, rei de Anshan, empreendeu a sua carreira de conquistador e fundador de um novo império. Elevado já ao trono da Pérsia (559-530 a.C.), as suas qualidades de estrategista e de político permitiram-lhe superar rapidamente três etapas decisivas: primeiro, a fundação do reino medo-persa, com a sua capital Ecbatana (553 a.C.) segundo, a conquista de quase toda a Ásia Menor, culminada com a vitória sobre o rei de Lídia (546 a.C.) terceiro, a entrada triunfal na Babilônia (539 a.C.). Desse modo, ficou configurado o império persa, que, durante mais de dois séculos, dominou o panorama político do Oriente Médio. 

Ciro praticou uma política de bom relacionamento com os povos submetidos. Permitiu que cada um conservasse os seus usos, costumes e tradições e que praticasse a sua própria religião, atitude que redundou em benefício aos judeus residentes na Babilônia, os quais, por decreto real, ficaram com a liberdade de regressar à Palestina. 

O livro de Esdras contém duas versões do referido decreto (Ed 1.2-4 e 6.3-12), no qual se ampararam os exilados que quiseram voltar à pátria. E é importante assinalar que o imperador persa não somente permitiu aquele regresso, mas também devolveu aos judeus os ricos utensílios do culto que Nabucodonosor lhes havia arrebatado e levado à Babilônia. Para maior abundância, Ciro ordenou também uma contribuição de caráter oficial para apoiar economicamente a reconstrução do templo de Jerusalém. 

O retorno dos exilados realizou-se de forma paulatina, por grupos, o primeiro dos quais chegou a Jerusalém sob a liderança de Sesbazar (Ed 1.11). Tempos depois iniciaram-se as obras de reconstrução do Templo, que se prolongaram até 515 a.C. Para dirigir o trabalho e animar os operários contribuíram o governador Zorobabel e o sumo sacerdote Josué, apoiados pelos profetas Ageu e Zacarias (Ed 5.1). O passar do tempo deu lugar a muitos problemas de índole muito diversa. As duras dificuldades econômicas às quais tiveram que fazer frente, as divisões no seio da comunidade e, muito particularmente, as atitudes hostis dos samaritanos foram causa da degradação da convivência entre os repatriados em Jerusalém e em todo Judá. 

Ao conhecer os problemas que afligiam o seu povo, um judeu chamado Neemias, residente na cidade de Susã, copeiro do rei persa Artaxerxes (Ne 2.1), solicitou que, com o título de governador de Judá, tivesse a permissão de ajudar o seu povo (445 a.C.). Neemias revelou-se um grande reformador, que atuou com capacidade e eficácia. A sua presença na Palestina foi decisiva, não somente para que se reconstruíssem os muros de Jerusalém, mas também para que a vida da comunidade judaica experimentasse uma mudança profunda e positiva (cf. Ne 8-10). 

Artaxerxes investiu, também de poderes extraordinários, ao sacerdote e escriba Esdras, a fim de que este, dotado de plena autoridade, se ocupasse de todas as necessidades do Templo e do culto em Jerusalém e cuidasse de colocar sob a lei de Deus tanto os judeus recém-repatriados como os que nunca haviam saído da Palestina (Ed 7.12-26). Entre eles, promoveu Esdras uma mudança religiosa e moral tão profunda, que, a partir de então, Israel converteu-se no "povo do Livro". A sua figura ocupa nas tradições judaicas um lugar comparável ao de Moisés. Com relação às referências a Artaxerxes no livro de Esdras (7.7) e no de Neemias (2.1), se correspondem a um só personagem ou a dois, os historiadores não têm chegado a uma conclusão definitiva. 

O período helenístico

O domínio persa no Oriente Médio chegou ao seu fim quando o exército de Dario III sucumbiu em Isso (333 a.C.) ante as forças de Alexandre Magno (356-323 a.C.). Ali começou a hegemonia do helenismo, que se manteve até 63 a.C. e que entre os seus sucessos contou com o estabelecimento de importantes vínculos entre Oriente e Ocidente. Mas as rivalidades surgidas entre os sucessores de Alexandre (os Diádocos) impediram o estabelecimento de uma unidade política eficaz nos territórios que ele havia conquistado. De tais divisões originou-se, com referência à Palestina, a que fora dominada primeiro pelos ptolomeus (ou lágidas) do Egito e depois pelos selêucidas da Síria, duas das dinastias fundadas pelos generais sucessores de Alexandre. Durante a época helenística estendeu-se consideravelmente o uso do grego, e muitos judeus residentes na "diáspora" (ou "dispersão") habituaram-se a utilizá-lo como língua própria. Chegou um momento em que se fez necessário traduzir a Bíblia Hebraica para atender às necessidades religiosas das colônias judaicas de fala grega. Essa tradução, chamada de Septuaginta ou Versão dos Setenta, foi feita aproximadamente entre os anos 250 e 150 a.C. 

Durante o reinado do selêucida Antíoco IV Epífanes (175-163 a.C.), produziu-se na Palestina um intento de helenização do povo judeu, que causou entre os seus membros uma grave dissensão. Muitos adotaram abertamente costumes próprios da cultura grega, divergentes das práticas judaicas tradicionais, enquanto que outros se agarraram com tenaz fanatismo à lei mosaica. A tensão entre eles foi crescendo até desembocar na rebelião dos macabeus. Essa rebelião desencadeou-se quando um ancião sacerdote chamado Matatias e os seus cinco filhos organizaram a luta contra o exército sírio. Depois da morte de Matatias, Judas, o seu terceiro filho, ficou à frente da resistência e, chefiando os seus, reconquistou o templo de Jerusalém, que havia sido profanado pelos sírios, e o purificou e o dedicou. A Hannuká ou Festa da Dedicação (Jo 10.22) comemora esse fato. Convertido em herói nacional, Judas foi o primeiro a receber o sobrenome de "macabeu" (provavelmente "martelo"), que depois foi dado também aos seus irmãos. 

Depois da morte de Simão, o último dos macabeus, a sucessão recaiu sobre o seu filho João Hircano I (134-104 a.C.), com quem teve início a dinastia hasmonéia. Ainda viveu a Judéia alguns dias de esplendor, mas, em geral, durante o governo dos hasmoneus, a estabilidade política deteriorou-se progressivamente. Mais tarde, entrou em jogo o Império Romano, e, no ano 63 a.C., o general Pompeu conquistou Jerusalém e a anexou, com toda a Palestina, à que já era oficialmente província da Síria. A partir desse momento, a própria vida religiosa judaica ficou hipotecada, dirigida aparentemente pelo sumo sacerdote em exercício, mas submetida, em última instância, à autoridade imperial. 

Fonte:
iLúmina - A Bíblia do século XXI

 

Introdução ao Antigo Testamento

 

Antigo testamento (AT) é o nome que os cristãos dão ao conjunto das Escrituras Sagradas do povo de Israel. Esses livros, originalmente escrito em hebraico, fazem parte também da Bíblia Sagrada dos cristãos.

O Antigo Testamento fala sobre a antiga aliança de Deus, por meio dos patriarcas e de Moisés, fez com o seu povo. Já o Novo Testamento trata da nova aliança que Deus, por meio de Jesus Cristo, fez com o seu povo.

 

Os israelitas agrupam os livros do antigo Testamento em três divisões:

 

1- Lei:

A Lei agrupa os primeiros cinco livros do AT.

 

2- Profetas:

Os profetas têm duas divisões: Os Profetas Anteriores (de Josué a 2Reis), e os Posteriores (Isaias a Malaquias). Os profetas de Oséias a Malaquias recebem dos israelitas o nome de “O Livro dos Doze”.

 

3- Escritos: 
fazem parte desta divisão os seguintes livros: Salmos, Jó, Provérbios, Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações, Ester, Daniel, Esdras, Neemias e Crônicas.

 

As três divisões correspondem à ordem histórica em que os seus livros foram aceitos como autorizados a fazerem parte do cânon dos israelitas. “Cânon” é a coleção de livros aceitos como Escrituras Sagradas.

 

As Igrejas Cristãs seguem, em geral, um arranjo diferente do dos israelitas, mas os livros são os mesmos, em número de trinta e nove. Essa ordem se encontra nas antigas versões gregas e latinas usadas pela igreja primitiva.

 

Os primeiros cinco livros do AT são chamados de “Pentateuco” ou “Os Livros da Lei”. A palavra “Pentateuco” quer dizer “cinco volumes”. Eles falam sobre a criação do mundo e da humanidade e contam a história dos hebreus, começando com a chamada de Abraão e continuando até a morte de Moisés, que aconteceu quando o povo de Israel estava para entrar em Canaã, a Terra Prometida.

Os doze livros seguintes, de Josué até Ester, são livros históricos, que narram os principais acontecimentos da história de Israel desde a sua entrada na Terra Prometida até o tempo em que as muralhas de Jerusalém foram reconstruídas, depois da volta dos israelitas do cativeiro. Isso aconteceu uns quatrocentos e quarenta e cinco anos antes do nascimento de Cristo.

Os livros de Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos e Lamentações de Jeremias são chamados de Livros Poéticos.

Os últimos dezessete livros do AT contêm mensagens de Deus anunciadas ao povo de Israel pelos profetas. Esses mensageiros de Deus condenavam os pecados do povo, exigiam o arrependimento e prometiam as bênçãos divinas para as pessoas que confiassem em Deus e vivessem de acordo com a vontade dele. Es livros estão divididos em dois grupos: Profetas Maiores (Isaias a Daniel) e Profetas Menores (Oséias a Malaquias).

 

Algumas versões antigas, tais como a Septuaginta, em grego, e a Vulgata, em latim, incluem no AT alguns livros que não se encontram na Bíblia Hebraica de Israel. Esses livros foram escritos no período intertestamentário. A Igreja Romana os aceita e os chama de “Deuterocanônicos”, isto é, pertencem a um “segundo cânon”. São eles: Tobias, Judite, Ester Grego, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, Carta de Jeremias e os acréscimos a Daniel, que são a Oração de Azarias e as histórias de Suzana, de Bel e do Dragão.

 

A formação do Antigo Testamento

 

Os trinta e nove livros que compõem o AT foram escritos durante um período de mais de mil anos. As histórias, os hinos, as mensagens dos profetas e as palavras de sabedoria foram agrupadas em coleções, que, com o tempo foram juntadas e aceitas como escritura sagrada.

Alguns livros de história que são mencionados no AT se perderam. São eles: Livro do Justo (Js 10.13), a História de Salomão (1Rs 11.41), a História dos Reis de Israel (1Rs 14.19) e a História dos Reis de Judá (1Rs 14.29).

Os livros de Salmos e de Provérbios são obra de vários autores.

 

Para o povo de Israel conhecer o autor de determinado livro das  Escrituras não era tão importante como reconhecer que se tratava de livro que tinha sido escrito por inspiração divina e que continha mensagem ou mensagens de valor permanente a respeito de Deus e de seus relacionamentos com o povo de Israel em particular e com os povos do mundo em geral. São variadas e divididas as opiniões dos estudiosos das Escrituras quanto à autoria de cada livro em particular.

 

Prosa e Poesia no Antigo Testamento

 

Boa parte do AT está escrita em prosa. Estão escritos em prosa os relatos da vida de pessoas, como se pode ver em Gênesis e Rute. Outros livros narram a história de Israel, por exemplo, Êxodo 1-19, partes de Números, Josué, Juizes, Samuel, Reis, Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. Estão em prosa os registros das leis dadas por Deus a Israel, bem como os assuntos relacionados ao culto.

O Livro de Deuteronômio consta principalmente de discurso pronunciados por Moisés.

Há livros de profetas escritos em prosa, como, por exemplo, Jeremias (boa parte), Ezequiel, Daniel e os profetas menores, menos Naum e Habacuque.

Nos livros de Provérbios e Eclesiastes, aparece uma forma especial de prosa apropriada à literatura de sabedoria.

 

Há vários livros e partes de livros que foram escritos em forma de poesia. A poesia hebraica se expressa de uma forma especial chamada de paralelismo. As características desse tipo de poesia são tratadas em Salmos, ela se chama litúrgica, porque os Salmos forma escritos para serem usados no culto.

O livro de Jó também é poético. Há livros proféticos que empregam a linguagem poética, como Isaías, partes de Jeremias, Lamentações, Naum e Habacuque.

 

Geografia de Israel

 

Incluindo-se os territórios dos dois lados do rio Jordão, o Israel antigo ocupava uma área de mais ou menos 16.000 km quadrados. De norte a sul, isto é, de Dã até Berseba, a distância era de 240 km. De leste a oeste, isto é, de Gaza até o mar Morto, a distância é de 86 km. Mas é impressionante o fato de que um país tão pequeno tenha exercido uma influência religiosa tão poderosa que se estende pelo mundo inteiro até hoje.

Os vizinhos mais próximos de Israel eram, no litoral, os filisteus e os fenícios; ao norte, estavam os heteus e os arameus (sírios); a leste do Jordão, habitavam os amonitas e os moabitas; e, ao sul, os edomitas. Os vizinhos mais distantes eram o Egito e a Assíria.

 

Durante o período da conquista dos Juízes, o país foi dividido pelas tribos de Israel. No período do Reino unido, a capital era Jerusalém. Após a divisão a capital de Judá (Reino do Sul), era Jerusalém e capital de Israel (Reino do Norte), era Samaria.

 

Na terra de Israel, observam-se quatro zonas paralelas, na direção norte-sul. A primeira zona é a planície costeira. A segunda, no centro, é a região montanhosa. A terceira é o vale do Jordão, rio que desemboca no mar Morto. E a quarta é o planalto onde hoje está a Jordânia.

Os Israelitas dividiam o ano em duas estações. No verão, fazia calor e se colhiam frutas; no inverno, terminavam as colheitas, chovia e fazia frio.

 

Períodos da História de Israel

 

A história do povo de Deus no AT divide-se em oito períodos.

1º Período: De mais ou menos 1900 a 1700 aC, e nele viveram os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó.

2º Período: Escravidão no Egito e êxodo, mais ou menos de 1250 a 1030 aC. O líder nesse período é Moisés.

3º Período: Conquista e posse de Canaã, mais ou menos de 1250 a 1030 aC. O povo é comandado por Josué e pelos Juízes. O último juiz foi Samuel.

4º Período: O Reino unido, mais ou menos de 1030 a 932 aC. O povo é governado por três reis: Saul, Davi e Salomão.

5º Período: O Reino dividido, de 931 a 586 aC. O Reino de Israel, ao norte, durou 200 anos. Samaria, sua capital, caiu em 722 aC. Conquistada pelos assírios. O Reino de Judá, ao sul, durou 345 anos, tendo chegado ao fim com a conquista de Jerusalém pelos babilônios em 587 ou 586 aC.

6º Período: O período do cativeiro, também chamado de exílio, começou em 722, com a conquista de Samaria. Os moradores do Reino do norte foram levados como prisioneiros para a Assíria. 136 anos depois, em 587 ou 586, Jerusalém foi conquistada, e os moradores do Reino do sul foram levados para a Babilônia.

7º Período: A volta do povo de Deus à Terra Prometida começou em 538 aC, por ordem de Ciro, rei da Pérsia, que havia dominado a Babilônia. Vários grupos de judeus voltaram para a terra de Israel, ficaram morando nela e reconstruíram o templo (520 aC) e as muralhas de Jerusalém (445-443 aC).

8º Período: É o intertestamentário, isto é, o que fica entre o fim do Antigo Testamento e o começo do Novo Testamento. Ele vai de Malaquias, o último profeta, que profetizou entre 500 e 450 aC, até o nascimento de Cristo.

Este período é chamado de helenístico por causa do domínio e da cultura grega. O rei grego Alexandre, o Grande, começou a governar Israel em 333 aC.

De 323 a 198, o governo foi exercido pelos ptolomeus, descendentes de um general de Alexandre. De 198 a 166, o domínio foi dos selêucidas, descendentes de um general de Alexandre que havia governado a Síria. De 166 a 63, Israel viveu 123 anos de independência, sendo o país governado pelos asmoneus, que eram descendentes de Judas Macabeu, o líder da libertação de Israel. Em 63 aC, Jerusalém caiu em poder dos romanos e passou a fazer parte do Império Romano. O governo em Israel era exercido por reis nomeados pelo Imperador de Roma. Um desses reis foi Herodes, o Grande, que governou de 37 a 4 aC.

 

Valores Religiosos

 

O Antigo Testamento registra a experiência que os seus autores e o povo de Israel tiveram com Javé, o verdadeiro Deus. As nações vizinhas tinham vários deuses e deusas, que eram adorados na forma de imagens (ídolos). A crença de Israel era diferente. Javé era o único Deus de Israel, e dele não se faziam imagens. Javé era o Deus único, Criador e Senhor do Universo. Ele era um Deus vivo e salvador, sempre vivendo com o seu povo.

Esse Deus impunha aos seus adoradores leis e normas morais que tinha em vista um procedimento correto nos relacionamentos da vida. E havia leis sociais que protegiam interesses das outras pessoas, inclusive as marginalizadas, e do povo como um todo. Javé perdoava as pessoas que quebravam suas leis. Mas o perdão era somente concedido na condição de as pessoas se arrependerem, confessarem os seus erro e se disporem a corrigir-se. As pessoas que permaneciam em pecado, eram julgadas por Deus e castigadas.

Javé fez com o povo de Israel uma aliança, pela qual ele prometeu ser o Deus de Israel; e o povo, por sua vez, prometeu ser fiel a Deus, disposto a seguir e obedecer às suas leis. Essa doutrina fundamental da crença do povo de Israel é complementada por estas palavras que Jesus pronunciou na ocasião da instituição da Ceia: “Este cálice é a nova aliança feita por Deus com o seu povo, aliança que é garantida pelo meu sangue, derramado em favor de vocês” (Lc 22.20).

Por meio de símbolos e de profecias, o AT preparou o povo de Deus para a vinda do Messias, aquele que Deus iria enviar a fim de trazer a salvação completa para as pessoas.

Para se entender bem o Novo Testamento, é necessário recorrer ao AT, porque este forma a base para os ensinamentos encontrados no Novo Testamento. Mas nem todo os ensinamentos encontrados no AT têm validade para os cristãos. O cristão lê o AT com a luz que vem da maneira de Jesus interpretá-lo e completá-lo. Jesus disse: “Não pensem que eu vim acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo” (Mt 5.17). E, logo adiante Jesus afirmou algo que é totalmente novo: “Vocês sabem o que foi dito: ‘Ame os seus amigos e odeie os seus inimigos.’ Mas eu lhes digo: ‘Ame os seus inimigos e amem os que perseguem vocês’” (Mt 5.43,44). Essas palavras de Jesus sobre inimigos vão muito além dos ensinamentos do AT sobre o assunto.

Os ensinamentos do AT sobre a lei, o culto, a conduta das pessoas, a sua vida, a sua morte e a sua vida após a morte são entendidos e vividos pelos cristãos à luz da revelação completa e final que se encontra no Novo Testamento.



Fonte:
Bíblia de Estudo  NTLH

 

 

 

                   Cronologia Bíblica do Antigo Testamento

 

A seguinte lista cronológica é uma adaptação de A cronologia da Bíblia. Seu objetivo é ajudar a desenvolver a sua compreensão global da ordem de as pessoas e eventos da Bíblia importantes. As datas estão em disputa; mas, em geral, eles podem dar-lhe uma referência ao tempo e em ordem.

 

A pré-existência de Cristo 
Criação 
Satanás expulso do céu 
Os seis dias da criação 
do Jardim do Éden 
Queda de Adão e Eva 
's expulsão do Éden 
Caim mata Abel 
Nascimento de Noé 
'Flood s

João 1 
Ge 01:01 
Isaías 14:12-17 
1:3-26 Ge 
Ge 2:8-17 
3:1-7 Ge 


Ge 3:21-24 
Gênesis 4 
Ge 5:28-29 
Ge 7:10-24

 

Da Criação ao Dilúvio

A Torre de Babel 
nascimento de Abrão (Abraão) 
Job 
Abrão torna-se Abraão 
Nascimento de Isaac, Jacó e 
José

Gênesis 11 
Gênesis 11:27 
Job 1 
Gênesis 17 
Gênesis 21-30

A partir do Dilúvio 
aos Patriarcas

As 10 pragas contra o Egito 
Hebreus são liberados e perseguiu 
Travessia do Mar Vermelho 
Recebendo os 10 Mandamentos 
Israel vagando no deserto por 40 anos

 

Exodo 7-11 
Êxodo 12 
Êxodo 13-15 
Êxodo 20 
Números 14

De Êxodo a entrar em Canaã 
1462 - 1422 AC

A conquista ea divisão de Canaã 
Israel torna-se poderosa nação 
nascimento de Sansão 
Saul torna-se o primeiro rei

 

Josué 6-12 
de 1200-750 aC 
Juízes 13 
1 Samuel 9

De Canaã, para o reinado do rei Saul 
1422 - 1065 AC

David e Golias 
David torna-se rei 
Davi com Bate-Seba 
a rebelião de Absalão 
David Temple prepara materiais

 

1 Samuel 17 
2 Samuel Maio 
2 Samuel 11 
2 Samuel 15-18 
1 Crônicas 22

O Reino de David 
1025 - 985 aC

Salomão torna-se rei 
Salomão pediu a Deus sabedoria 
construção do Templo 
de Salomão queda

 

1 Reis 1 
Reis 3 1 
1 6 Reis 
1 Reis 11

O reino de Salomão 
985-945 aC

A nação de Israel é dividido em dois: Israel no norte e Judá no sul.Este período foi cheio de reis que governaram reinos cada. Muitos desses reis eram maus. Outros, relativamente boa, por vezes, adorado.Durante esse tempo, Elias teve o seu ministério; Oséias pregou; Jonas tentou Nínive; Roma foi fundada eo Templo restaurado.

 

A Divisão do Reino 
(Israel e Judá) 
De Salomão à Queda de Israel 
945-586 aC

Tanto Israel e Judá caiu para potências estrangeiras. Miquéias profetiza. Isaías é martirizado. Nascido Jeremias e Daniel. Sofonias profetiza. Ezequiel nasceu. Profetiza Jeremias.

 

Desde a queda de Israel para a queda de Judá 
721-586 aC

 

Ezequiel profetiza a queda de Jerusalém 
imagem de Nabucodonosor 
na visão de Daniel dos quatro animais 
da visão de Daniel das 70 semanas 
a queda de Babilônia para os persas

Ezequiel 33 
Daniel 3 
Daniel 7 
Daniel 9 
Isaías 13, Jeremias 25

 

Israel é levado 
ao cativeiro 
586-516 aC

A Dedicação do Templo 
libertação dos judeus 
Ezra se prepara para voltar a Jerusalém 
construção do muro de Jerusalém 
profecias de Malaquias

Esdras 6 
Esther 8 
7 Esdras 
Neemias 2 
Malaquias

 

Do cativeiro 
para a Restauração
AC 516 -400

A Grécia é o poder no mundo 
Roma é o poder no mundo 
Deus pára de falar para cerca de 400 anos

331-168 aC 
168 aC - 476 dC

Tempo entre
o Testamento 
de 400 AC - 5 DC.

 

 

 

  1.      CRONOLOGIA DOS PERÍODOS HISTÓRICOS DA BÍBLIA E                               HISTÓRIA UNIVERSAL CONTEMPO­RÂNEA

 

  1. Período Antediluuiano: 1656 anos (Gn caps. 2-6) Tempo: de Adão (4004 a.C.) ao Dilúvio (2348 a.C.) Adão criado em 4004 a.C. O Dilúvio ocorreu em 2348 a.C. Nesse período, Babilônia - berço da raça humana - atinge elevado grau de civilização. Primeira dinas­tia de Ur: 2800-2400 a.C. Ur era cidade-reino predo­minante na época, no mundo então conhecido. Era a cidade de Abraão. Foi depois eclipsada pela cida­de de Babilônia. Reinos do Alto e Baixo Egito. Me-nes unifica o Egito: 2900 a.C. Cidades-estados su-merianas. 2. Período do Dilúvio d Dispersão das Raças: 100 anos (Gn caps. 7-11).Tempo: 2348-2248 a.C.
  2. Nascimento de Abraão: 1996 a.C. De Adão a Abraão: 2008 anos Sem (filho de Noé) viveu 98 anos até o Dilúvio, e mais 502 após. Foi um traço de união entre as gerações poste­riores ao Dilúvio.3. Período dos Patriarcas: 430 anos (Gn cap. 12 a Êx cap. 12)Tempo: da chamada de Abraão ao Êxodo (1921-1491 a.C.)Chamada de Abraão: 1921 a.C.Do Dilúvio à chamada de Abraão: 427 anos (2348-1921 a.C.)As provações de Jó: cerca de 1845 a.C. Nascimento de José: 1800 a.C.Imigração de Jacó e sua família para o Egito: cerca de 1706 a.C.Nascimento de Moisés: 1571 a.C. Permanência de Israel no Egito: cerca de 400 anos. Período da escravidão no Egito: cerca de 100 anos. Egito - 1?
  3.  império mundial: 1600-1200 (18? e 19? dinas­tias).Êxodo dos Israelitas: 1491 a.C. Outro cômputo dá 1450 a.C.4. Período da Jornada no Deserto e Conquista de Canaã: 46 anos (Êx cap. 13 a Js cap. 24).Tempo: do Êxodo à conquista de Canaã (1491-1445 a.C.)Peregrinação no deserto: 40 anos (Nm 10.11 com Dt 2.14).Passagem do Jordão: 1451 a.C.Conquista de Canaã: 6 anos (1451-1445 a.C.)
  4. Apogeu do Império Hitita: 1400 a.C.Projeção dos gregos e colonização da Ásia Menor por eles.5. Período da Teocracia: 345 anos (Jz cap. 1 a 1 Sm cap. 10) (Ver Juizes 11.26.)Tempo: época dos Juizes até Samuel (1445-1100 a.C.)Ministério de Samuel: 1100-1053 a.C. - cerca de 47 anos.Egito: centro de cultura geral.Projeção da Grécia. Destruição de Tróia: 1184 a.C.Os navegantes exploradores fenícios chegam a Gibraltar: 1100 a.C.Até aqui, a cronologia é por demais incerta. A época dosJuizes é uma das piores.
  5. (A partir do período seguinte, aHistória já fornece dados mais seguros para cálculos).6. Período do Reino Unido ou Monarquia: 120 anos (1 Sm cap. 11 a 2 Cr cap. 9).Tempo: de Saul (1053) a Salomão (933 a.C.) Saul: 1053-1013, reinado de 40 anos (At 13.21). Davi: 1013-973, reinado de 40 anos (2 Sm 5.4). Salomão: 973-933, reinado de 40 anos (1 Rs 11.42). Assíria - império mundial: 900-607 a.C.7. Período do Reino Dividido: 347 anos (1 Rs 12 a 2 Cr 36) Tempo: de Roboão (933) a Zedequias (586 a.C.) Reino do Norte (Israel) durou mais de 200 anos (933-721 a.C.)Reino do Sul (Judá) durou mais de 300 anos (933-586 a.C.)
  6. Início do cativeiro do Reino do Norte (Galiléia): 734 a.C. Cativeiro total do Reino do Norte: 721 a.C. Início do cativeiro de Judá: 606 a.C. 1ª leva de cativos, inclusive Daniel. (Ver 2 Crônicas 36.6,7 com Daniel 1.1-3.)Templo saqueado. Jeoaquim subjugado. Segunda leva de cativos de Judá: 597 a.C. Nesta leva foi o profeta Ezequiel, o rei Jeoaquim e 10.000 homens esco­lhidos (2 Rs 24.14-16). Mais tesouros do templo foram levados.Terceira leva de cativos: 586 a.C. Desta vez Nabucodo-nosor destruiu Jerusalém e incendiou o templo, levando entre os cativos o rei Zedequias (2 Rs 25.8-12; Jr 52.28-30).Roma é fundada em 753 a.C.
  7. Os fenícios dão volta à África em 600 a.C. Faraó Neco II tenta construir um canal ligando o mar Vermelho ao Mediterrâneo utilizando 120.000 homens.(Fato concretizado no Canal de Suez, no século passa­do.)A Pérsia esmaga o Egito: 525 a.C. Projeção dos estados gregos - Atenas e Esparta.8. Período do Cativeiro e Restauração: 174 anos (2 Cr 36 a Ne 13).Tempo: da primeira leva de cativos de Judá por Babilô­nia (606 a.C.), ao final do registro da história bíblica (cerca de 430 a.C.)
  8. Cativeiro: 70 anos. Restauração: 104 anos.Decreto de Ciro para a volta dos judeus do cativeiro: 536 a.C.Reconstrução do templo: 536-516 a.C. (20 anos) Deposição de Vasti: 482 a.C. Ester, rainha da Pérsia: 478 a.C. Ageu e Zacarias - profetas da restauração: 520 a.C. em dianteEsdras chega à província de Judá como sacerdote: 457 a.C.
  9. Neemias nomeado governador: 445 a.C. Reedifica os muros e a cidade de Jerusalém, em 444. Volta à Pérsia em 434. Retorna a Jerusalém em 432 a.C. (Ne 13.6).9. Período Interbíblico: cerca de 400 anos (De Neemias ao início da Era Cristã).Impérios dominantes: o Persa: 536-330; o Grego: 330-146; O Romano: 146 a.C. a 476 d.C.

 

 

  1. Resumo geral da cronologia do Antigo Testamento4004-2400 a.C Mundo antediluviano................................cerca de 1600 anos2400-2000 a.C Do Dilúvio a Abraão                                           400 anos2000-1800 a.C Patriarcas: Abraão, Isaque e Jacó...........            200 anos1800-1400 a.C Israel no Egito.........                                            400 anos1400-1100 a.C Período dos Juizes...                                           300 anos1053-933 a.C A Monarquia Israeli­ta (Saul, Davi e Salo­mão) ...     120 anos933-586    a.C O Reino Dividido.....                                        350 anos606-536    a.C O Cativeiro..............                                         70 anos536-432    a.C Restauração  da  na ção israelita.............                  100 anos10.
  2. Período do Novo TestamentoNascimento de Jesus: Ano 5 antes do início da atualEra Cristã.Tibério associado com Augusto no governo do Império Romano: 11-14 d.C.Tibério, imperador: 14 d.C.Ministério de João Batista: 26 ou 27 d.C. Evidências disso:a) Em Lucas 3.1,o 15º ano de Tibério é contado a partir de seu governo associado com Augusto em 11 d.C. Logo 11 + 15 = 26 d.C.b)  Em João 2.20, se diz que o templo fora construído em 46 anos. De acordo com a História, a construção teve início em 19 a.C.Logo: 19 a.C + 27 d.C. = 46 anos.
  3. Batismo de Jesus: 26 ou 27 d.C. (Corrigindo-se o calen­dário: 30-31 d.C.)Ministério de Jesus: 26-29 d.C. Sua idade 29 d.C + 4 (devido ao erro do calendário) = 33 anos e meses.
  4. Fundação da Igreja: 29 d.C. ( + 4 anos devido ao erro do calendário = 33 d.C.) Conversão de Saul: 32 ou 35 d.C. Fundação da igreja gentílica de Antioquia: 42 d.C. (At 11.19-26).Antioquia era a terceira cidade do império, sendo as outras, Roma e Alexandria.Primeira viagem missionária de Paulo: 47 d.C. (At 13.4-15.4).
  5. Concilio de Jerusalém: 50 d.C. (At 15). Segunda viagem missionária de Paulo: 50 d.C. (At 15.36-18.22).Terceira viagem missionária de Paulo: 54-47 d.C. (At 18.23-21.20).Fundação das igrejas da Ásia Menor e Europa por Pau­lo: 50-63 d.C. Fim do livro de Atos: 62 d.C.Viagem de Paulo a Roma, preso: 60 d.C.Incêndio de Roma, atribuído aos cristãos, por Nero: 64 d.C.Começa a grande perseguição aos cristãos.
  6. Acaba a construção do templo: 64 d.C.Morte de Pedro: 64/65 d.C.Início da revolta dos judeus contra os romanos: 66 d.C.Morte de Paulo: 67 d.C, por Nero.Destruição de Jerusalém e seu templo pelos romanos: 70 d.C.Destruição de Pompéia e Herculano 79 d.C. por uma erupção do Vesúvio.Perseguições  contínuas  aos cristãos e progresso do Evangelho, esvaziando os templos pagãos do Império Romano: 80 d.C. até o fim do Século I.
  7.                                CRONOLOGIAS DIVERSAS.
  8. Cronologia dos livros da BíbliaConforme os mais abalizados mestres no assunto em questão, é a seguinte a ordem cronológica dos livros da Bíblia. Quanto aos profetas, o ano mencionado é o do início do ministério de cada um:
  9.                                ANTIGO    TESTAMENTO

 

  1. Jó.........................................................................      1521 a.C.-Gênesis........................................................ 1521-1500 a. C.-Êxodo..................................................................       1490a.C.-Levítico.................................................................      1489a.C.-Números...............................................................      1451 a.C.-Deuteronômio......................................................       1451 a.C.-Josué....................................................................      1424 a.C.-Juizes...................................................................      1126 a.C.-Rute......................................................................      1050 a.C.-1 Samuel...............................................................         1050 a.C.-2 Samuel...............................................................         1018 a.C.-1 e 2 Reis..............................................................     1015 a.C.-Salmos.............................................................     1050-975 a.C.-Cantares..............................................................       1013a.C.-1 e 2 Crônicas......................................................     1004a.C.-Provérbios...........................................................       1000 a.C.- Eclesiastes..........................................................       975 a.C.-Joel......................................................................       840 a.C.-Jonas...................................................................       790 a.C.-Amos....................................................................      780 a.C.-Oséias..................................................................      760 a.C.-Isaías....................................................................      745 a.C.- Miquéias..............................................................       740 a.C.- Sofonias...............................................................      639a.C.-Naum....................................................................      630 a.C.- Jeremias..............................................................       626a.C.- Lamentações........................................................      626 a.C.- Habacuque..........................................................        606 a.C.- Daniel..................................................................        606 a. C.-Ezequiel................................................................      592 a.C.- Obadias..............................................................        586a.C.-Ageu.....................................................................      520 a.C.- Zacarias............................................................                    520 a.C.-Ester....................................................................       509 a.C.- Esdras.................................................................       457a.C.- Neemias..............................................................        434 a.C.- Malaquias............................................................       432a.C.