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lições biblicas CPAD JOVENS 3 TRIMESTRE 2015
lições biblicas CPAD JOVENS 3 TRIMESTRE 2015

                                Lições Bíblicas CPAD

                     Jovens2º Trimestre de 2015 

                          

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI       Comentarista: César Moisés Carvalho 

                                     Lição 1: A Igreja em um Mundo Novo

                                             Data: 5 de Julho de 2015

 

TEXTO DO DIA

 

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).

 

SÍNTESE 

A Igreja atual enfrenta desafios que devem ser superados com sabedoria e, acima de tudo, sob a direção de Deus. 

AGENDA DE LEITURA 

SEGUNDA — Jo 16.33

No mundo teremos aflições  

TERÇA — Jo 17.1

Cristo não pediu que Deus nos tirasse do mundo  

QUARTA — Jo 17.18

Cristo enviou-nos ao mundo  

QUINTA — Jo 18.20

Cristo falou abertamente ao mundo  

SEXTA — Jo 18.36

O Reino de Cristo não é deste mundo 

SÁBADO — Rm 1.8; 10.18

A fé deve ser anunciada em todo o mundo 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

SABER como se deu a transição do mundo veterotestamentário para o neotestamentário.

EXPLICAR os aspectos políticos e socioculturais do mundo enfrentado pela igreja do primeiro século.

CONSCIENTIZAR de que precisamos fazer uma leitura crítica do mundo para transformá-lo mediante o nosso testemunho.

 

INTERAÇÃO 

Prezado professor, inicie a primeira aula desse trimestre apresentando aos alunos o tema geral: “Novos Tempos, Novos Desafios”. Explique que as treze lições analisam as principais mudanças ocorridas no mundo na primeira década do século 21. Como Igreja do Senhor precisamos fazer uma leitura crítica da nossa realidade, do nosso tempo, para que possamos viver o Evangelho de Cristo e ensiná-lo a esta geração de forma ungida e inteligente. O comentarista das lições é o pastor César Moisés Carvalho — escritor, conferencista, chefe do setor de Educação Cristã da CPAD, professor da FAECAD, graduado em Pedagogia e pós-graduado em Teologia pela PUC-Rio. 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Sugerimos que você reproduza o quadro abaixo. Explique aos alunos que estamos vivendo um tempo de mudanças em diversas áreas — econômica, política, social, religiosa, etc. Em seguida faça as seguintes indagações: “Estas mudanças afetam a igreja?”; “Qual deve ser a atitude da igreja frente a estas mudanças?”. Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Em seguida peça que, utilizando apenas uma palavra, preencham o quadro. Conclua enfatizando que a Igreja do Senhor precisa fazer uma leitura crítica do nosso mundo para que possa transformá-lo mediante a pregação da Palavra de Deus.  

TEXTO BÍBLICO

 Mateus 11.16-19; 16.1-3. 

Mateus 11

16 — Mas a quem assemelharei esta geração? É semelhante aos meninos que se assentam nas praças, e clamam aos seus companheiros,

17 — e dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes.

18 — Porquanto veio João, não comendo, nem bebendo, e dizem: Tem demônio.

19 — Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos.

 Mateus 16

1 — E, chegando-se os fariseus e os saduceus para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu.

2 — Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro.

3 — E pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis diferençar a face do céu e não conheceis os sinais dos tempos?

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 

INTRODUÇÃO 

Neste trimestre, estudaremos acerca das principais mudanças que o mundo enfrentou na primeira década do século 21. Na lição de hoje, veremos que o tempo e o mundo em que vivemos são muito distintos dos originais em que a Igreja nasceu. Como viver os mesmos princípios doutrinários que marcaram os primeiros cristãos em situações tão diferentes?

Esse desafio só pode ser vencido com o que disse certo teólogo acerca de o cristão carregar em uma das mãos a Bíblia e, na outra, o jornal. Em termos diretos, precisamos fazer com que o Evangelho faça sentido à sociedade atual. 

I. DO MUNDO VETEROTESTAMENTÁRIO AO NEOTESTAMENTÁRIO 

1. A transição do mundo veterotestamentário para o neotestamentário. O período de quatrocentos anos entre o livro do profeta Malaquias e o nascimento de João Batista e de Jesus Cristo é conhecido como “intertestamentário”. Tal designação deve-se ao fato de os acontecimentos que se deram nesse tempo terem ocorrido entre os testamentos bíblicos, em uma época em que Deus não levantou profeta algum para levar uma mensagem coletiva a Israel (Ml 4.5,6). É importante observar que nesse período Deus falou isoladamente com algumas pessoas, pois se revelou a Zacarias e a Isabel (Lc 1.5-25,36,41-45), a Simeão e a Ana, a profetisa (Lc 2.25-38), e ainda a Maria e, posteriormente, a José (Lc 1.26-38; Mt 1.18-25). Após essa sequência de revelações, iniciou-se um novo tempo, quando Deus então cumpriu sua promessa vaticinada por Malaquias de enviar um profeta com as mesmas características de “Elias”. Esse profeta teve como missão preparar os corações para a mensagem de Jesus Cristo, o Messias (Mt 11.9,10,14; Lc 7.24-27; 1.16,17,76-79). Assim estava feita a transição entre o mundo do Antigo para o do Novo Testamento.

2. Da separação social à imersão comunitária. João Batista, além de precursor do Messias, foi, nas palavras de Jesus Cristo, o último dos profetas e também o marco de transição entre a Antiga e a Nova Aliança (Mt 11.13). O Batista foi, sem dúvida alguma, um homem de Deus, mas é possível verificar alguns contrastes entre a sua postura em relação à de Jesus Cristo.

Enquanto o primeiro recolhia-se no deserto (Mt 3.1,3; 11.7; Lc 1.80; 7.24) e adotava um estilo de vida solitário (Mt 11.18), o segundo vivia entre as pessoas e, por isso mesmo, foi acusado de ser alguém comum (Mt 11.19). O exemplo deixado pelo Filho de Deus é muito claro: É plenamente possível viver em meio a uma sociedade corrompida sem contaminar-se com o estilo de vida pecaminoso do mundo (Hb 4.15).

3. Jesus — Um Homem do seu tempo. À acusação de que deveria apartar-se dos pecadores, Jesus respondia que os “sãos não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes” (Mc 2.17). O Mestre procurava estar onde as pessoas se concentravam, pois a sua missão consistia exatamente em resgatá-las (Mt 9.13; Mc 1.38,39; Lc 5.32). Evidentemente que Jesus também se recolhia em momentos oportunos ou a fim de falar com Deus (Mt 14.13; Mc 1.32-37), o primeiro milagre que o Filho de Deus realizou foi em um casamento, celebrando dessa forma o matrimônio (Jo 2.1-11). Em outra ocasião, participando de um jantar na casa de um fariseu, transformou a vida de uma mulher (Lc 7.36-50). Para dizer de forma direta, Cristo jamais se recusou a participar da vida comum e social das pessoas. 

 

Pense! 

É possível viver em meio a uma sociedade corrompida sem contaminar-se com o estilo de vida pecaminoso do mundo?

  Ponto Importante

 Jesus Cristo jamais se recusou a participar da vida comum e social das pessoas.

   II. O MUNDO ENFRENTADO PELA IGREJA NO PRIMEIRO SÉCULO 

1. O aspecto político e sociocultural. A Igreja foi fundada em um período muito diferente da época em que viveram os profetas e o Israel liderado por Moisés, Josué, os juízes e os reis. O mundo vivia sob o domínio do Império Romano, mas a influência do império anterior — o Grego — era nítida e evidente.

A Igreja teve de enfrentar a burocracia das leis romanas e, ao mesmo tempo, defrontou-se com a filosofia grega que vicejava na sociedade, tornando-a mística e, contraditoriamente, racionalista (At 17.22).

2. O aspecto religioso. Como se não bastasse o desafio externo, a Igreja enfrentava ainda a perseguição do judaísmo. Inicialmente, de forma hostil e violenta; posteriormente, de maneira camuflada e sutil (At 4.1-31; 5.17-42; 6.8—7.60; 15.1-29; Gl 1.6,7, etc.). À semelhança dos nossos dias, torna-se desnecessário dizer que esta última forma de “perseguição” acaba sendo muito mais nociva à saúde da Igreja, pois age de maneira camuflada e sob a desculpa de um “novo ensino” ou de um “ensino complementar”.

3. O gnosticismo. Apesar de não se saber exatamente quando a doutrina gnóstica teve início, é fato que ela, ou algo muito parecido, ameaçava a simplicidade do Evangelho, pois pregava a salvação através de um determinado conhecimento e, além disso, considerava a matéria inerentemente má. Assim, ensinava que a forma física de Jesus Cristo era apenas aparente, o que levou o apóstolo João a combater tal ensinamento (1Jo 4.2,3; 2Jo 1.7). 

Pense!

 Qual foi a postura da Igreja do primeiro século ao enfrentar os desafios em seu tempo? 

Ponto Importante 

Na atualidade, a “perseguição religiosa” é mais nociva à saúde da Igreja, pois age de maneira camuflada e sob a desculpa de um “novo ensino” ou de um “ensino complementar”.   

III. A IGREJA EM UM MUNDO NOVO

 1. Ler o tempo. A repreensão de Jesus Cristo à falta de discernimento e perspicácia dos fariseus e saduceus que, deliberadamente, não reconheciam as obras do Mestre como sinais messiânicos (Mt 16.1-3) deve ensinar-nos que é necessário que saibamos ler a realidade. Por não entender — e também por não querer admitir — que um novo tempo havia chegado, Israel rejeitou o Messias (Hb 8.6-13).

A Igreja do Senhor precisa manter a sensibilidade e a direção do Espírito Santo que marcou sua fundação (At 13.2; 15.28). Para isso, é preciso continuar na presença do Senhor, reconhecendo que dependemos totalmente dEle.

2. Viver no mundo sem amoldar-se ao sistema que o rege. A recomendação paulina à igreja que estava em Roma repete-nos a verdade exaustivamente demonstrada, na prática, por Jesus Cristo: É preciso — e possível — viver em meio a este mundo sem, contudo, deixar-nos enredar por seu modo de proceder (Rm 12.2). Paulo até instrui que, se for preciso, devemos nos apartar de alguns, mas não se referia aos que possuem uma vida decadente, e sim aos que se dizendo “irmãos”, vivem de forma descompromissada e pervertida (1Co 5.9-11).

3. Conhecer o mundo para transformá-lo. É inegável a verdade de que o século 21 iniciou um novo tempo para a Igreja. Estamos vivendo em um mundo que parece não ter quase nenhuma relação ao de apenas duas décadas atrás. Tal constatação aponta para a realidade de que a Igreja, para manter a sua relevância e influência, precisa conhecer as principais mudanças, identificar os desafios que estas nos apresentam, para só então podermos superá-los e vencê-los. À Igreja o Senhor confiou a missão de salgar e iluminar (Mt 5.13-16). No entanto, se ela não conhecer o seu campo de atuação, jamais poderá cumprir tal incumbência.

 Pense! 

É possível viver no mundo sem amoldar-se ao sistema que o rege? 

Ponto Importante 

A Igreja precisa conhecer as principais mudanças do nosso tempo, identificar os desfios que estas nos apresentam, para só então superá-los e vencê-los. 

 

IV. A PRIMEIRA DÉCADA E MEIA DO SÉCULO 21 

1. Um tempo de mudanças. Já se tornou lugar-comum falar que o tempo atual é um período de mudanças. O que isso significa? Para as pessoas acostumadas à estabilidade do século passado, quando as mudanças ocorriam de forma muito mais lenta, significa ter de aprender — rapidamente — a conviver nesse novo cenário. As coisas não são produzidas para serem duradouras, ao contrário, são pensadas visando a dependência e o consumo ao mesmo tempo em que se tornam perecíveis.

2. Um tempo de desafios. Em apenas quinze anos incompletos, o século 21 pode ser considerado um período de grandes desafios à convivência em sociedade. A tecnologia aproximou e, concomitamente, afastou as pessoas. A facilidade em locomover-se e transitar de um país, ou continente, para outro, trouxe a insegurança generalizada.

3. Um tempo de transformações. Como esse período, em tão pouco tempo, conseguiu alterar de tal forma a vida das pessoas? Por causa das transformações proporcionadas através de suas mudanças e desafios. Vamos conhecê-los?  

Pense!

É possível sobreviver socialmente nesse tempo? 

Ponto Importante 

A possibilidade de sobrevivência está relacionada ao conhecimento desse tempo atual suas mudanças, desafios e transformações. 

CONCLUSÃO 

Em todos os tempos e em suas diversas gerações, a Igreja sempre enfrentou desafios que fizeram com que ela clamasse pela ajuda do Alto, mas também contasse com a atuação consciente de seus membros. Em nosso tempo não pode ser diferente: se quisermos passar à próxima geração 0 legado que recebemos dos pioneiros, precisamos ler a realidade, viver o Evangelho, e ensiná-lo de forma ungida e inteligente. Assim continuaremos influenciando, mas não seremos negativamente influenciados.

 ESTANTE DO PROFESSOR 

PIPER, John; TAYLOR, Justin. A Supremacia de Cristo em um Mundo Pós-Moderno. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007.

 HORA DA REVISÃO

 1. De acordo com o que vemos na história da Igreja Primitiva, devemos imitar João Batista ou Jesus?

Devemos imitar Jesus.

 2. O que a Igreja precisou enfrentar do Império Romano e ainda do Grego?

A Igreja teve de enfrentar a burocracia das leis romanas e, ao mesmo tempo, defrontou-se com a filosofia grega que vicejava na sociedade, tornando-a mística.

 3. O que aconteceu a Israel por não ter reconhecido o Messias?

Por não entender — e também por não querer admitir — que um novo tempo havia chegado, Israel rejeitou o Messias.

 4. De acordo com 1 Coríntios 5.9-11, de quem o apóstolo Paulo manda que nos afastemos?

Ele nos instrui a nos afastar dos que, se dizendo “irmãos”, vivem de forma descompromissada e pervertida.

 5. É possível a Igreja influenciar sem ser influenciada?

Sim, é perfeitamente possível.

 SUBSÍDIO

 “Mudanças e a tensão a serem vivenciadas pela igreja

Essas mudanças que ocorrem na sociedade a cada dia não são absolutamente irrelevantes para a igreja. Ao contrário, criam um dilema que, principalmente nos dias atuais, necessita de uma resposta: Deve ela também mudar ou deve evitar a todo custo qualquer tentativa de mudança? A primeira alternativa, que se apresenta tentadora diante do quadro pouco animador das consequências das mudanças, parece ser a opção monástica, que corresponderia à atitude de guardar distância do mundo para não ser contaminada por ele. A história, no entanto, atesta que essa solução não é a mais apropriada, mesmo porque os cristãos precisam continuar sendo sal e luz (Mt 5.13,14).

Uma segunda alternativa seria assumir que, para se contextualizar, ela deve assimilar sem preconceito toda e qualquer mudança, justificando essa opção como a mais apropriada, pois através dela a igreja poderia ter uma melhor compreensão da sociedade, inclusive de forma empática. Desnecessário seria dizer que isso equivale a mundanizar-se.

A terceira alternativa, que seria mais viável para a igreja, atuar adequadamente no mundo contemporâneo, corresponde a exercer uma atuação equilibrada frente às mudanças, não se fechando totalmente a elas como uma ostra dentro de si mesma, nem aceitando inconsequentemente suas implicações como uma esponja que a tudo absorve. Tal postura representaria, na verdade, ser fiel à revelação de ontem, tendo a consciência das necessidades de hoje” (AYRES, Antônio Tadeu. Reflexos da Globalização sobre a Igreja: Até que ponto as últimas tendências mundiais afetam o Corpo de Cristo? 1ª Edição. RJ: CPAD, 2001. pp.11-12).

 

  

                         Lições Bíblicas CPAD

                                                  Jovens 

                                      3º Trimestre de 2015 

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI

Comentarista: César Moisés Carvalho 

Lição 2: O processo de globalização

Data: 12 de Julho de 2015

 

TEXTO DO DIA

 

E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra” (Gn 11.4).

 

SÍNTESE

 

A globalização política é contrária aos planos de Deus, pois significa o domínio de poucos sobre muitos e a afirmação da suficiência humana em detrimento da soberania divina.

 

AGENDA DE LEITURA

 

SEGUNDA — Gn 1.11,20

Deus cria a diversidade

 

 

 

TERÇA — Gn 6.1-7,11,12

A globalização da violência

 

 

 

QUARTA — Gn 7.6-24

A destruição global

 

 

 

QUINTA — Gn 9.1-17

O pacto global entre Deus e o homem

 

 

 

SEXTA — Gn 11.1-9

A primeira tentativa de globalização

 

 

 

SÁBADO — Fp 2.11; Ap 5.9; 7.9

A diversidade no Reino de Cristo

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • EXPLICAR as principais diferenças entre a globalização divina e a humana;
  • COMPREENDER como se deu a globalização nos antigos impérios;
  • ELENCAR algumas das principais questões da moderna globalização.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, você terá a oportunidade ímpar de tratar de um assunto atual, relevante e extremamente importante para que venhamos entender as questões cruciais do nosso tempo — a globalização. A Igreja do Senhor não pode ficar como uma ostra, recolhida dentro da sua concha. Precisamos sair, ser “sal fora do saleiro”, para que venhamos fazer diferença neste mundo. Como cristãos, precisamos compreender o que vem a ser a globalização e quais mudanças ela é capaz de gerar. Este sistema não dita apenas a moda e os modismos, porém dita valores, e estes liberais, que fazem com que a moral os bons princípios e o pudor sejam proscritos da vida social.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, para introduzir a lição sugerimos, que você promova um debate em classe. Escreva no quadro as seguintes questões:

“A globalização visa o bem comum das nações ou a supremacia e o domínio de alguns países ricos sobre os outros mais pobres?”

“Qual o maior risco que o cristão corre ao viver em um mundo globalizado?”

O debate é um valioso método, pois favorece a participação ativa dos alunos, tornando a aula mais dinâmica e interativa. Ele também ajuda a descobrir qual é o conhecimento prévio do aluno a respeito de determinado tema. Ouça os alunos com atenção e faça as considerações que achar necessário.

 

TEXTO BÍBLICO

 

Gênesis 11.1-9.

 

1 — E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala.

2 — E aconteceu que, partindo eles do Oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali.

3 — E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume, por cal.

4 — E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.

5 — Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;

6 — e o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.

7 — Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.

8 — Assim, o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.

9 — Por isso, se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

Nesta lição estudaremos, à luz da Bíblia, um assunto que ganhou notoriedade no início e final dos anos 90. Trata-se da “globalização” — Nova Ordem Mundial — um processo antigo de tentativa de integralizar os países, sobretudo a partir da economia.

Mesmo com a queda dos regimes comunistas na Europa e a abertura econômica da China, a globalização continua a ser criticada, pois a sua suposta integralização não inclui pessoas, mas apenas sistemas financeiros que passam a ditar, inclusive culturalmente, as modas e o consumismo nos países com menor poder aquisitivo e em desenvolvimento.

A globalização, na realidade, constitui-se numa prova viva de que uma das principais características humanas ainda é a necessidade de estar junto. Contudo, desde a Torre de Babel, lamentavelmente tal “união” não tem significado solidariedade, mas altivez e orgulho em relação a Deus e uma forma de expropriar ainda mais o semelhante.

 

I. DA GLOBALIZAÇÃO DIVINA A GLOBALIZAÇÃO HUMANA

 

1. A diversidade criada por Deus. Apesar de a Bíblia não afirmar, depreende-se que a descendência de Adão e Eva tinha condições de povoar a terra, proporcionando uma civilização que, embora diversa, fosse solidária e cumprisse os propósitos divinos. Apesar de a Queda ter tornado a vida difícil (Gn 3.14-23), os seus efeitos não anularam o projeto de Deus e, como pode ser visto, após o dilúvio, os filhos de Noé — Sem, Cam e Jafé — voltaram a repovoar a terra segundo os propósitos divinos (Gn 9.18,19).

2. A globalização divina. O desígnio divino objetivava, como se pode ver no início, uma integralização cuja harmonia entre o Criador e os seres humanos, o meio ambiente, a fauna, etc., proporcionasse uma vida sustentável (Gn 1.20-31; 2.4-17). Tal verdade pode ser verificada nas leis dadas pelo Senhor a Israel, nas promessas do futuro reino messiânico e até mesmo na Igreja do primeiro século (Dt 15.7-11; Is 11.1-9; At 2.44-46; 4-34,35).

3. O projeto frustrado da globalização humana. Logo após o dilúvio, segue-se o processo de repovoamento da terra a partir dos filhos de Noé (Gn 9.18,19; 10.1,32). Não obstante, 120 anos depois, verificamos que pelo fato de o mundo inteiro falar a mesma língua, os homens estabeleceram-se em uma planície na antiga Suméria (atual Iraque), e ali iniciaram a construção de uma torre ou zigurate (Gn 11.1-3), não como obra de engenharia ou arte arquitetônica, mas como uma forma de afronta e demonstração de autossuficiência em relação a Deus (Gn 11.4-6). Tal “globalização” não visava ao bem comum, mas à supremacia e ao domínio de alguns sobre todos. Foi justamente para preservar a diversidade e garantir a ocupação populacional em outros pontos do mundo, que Deus os espalhou (Gn 11.5-9).

 

 

 

Pense!

 

Deus se opõe à globalização solidária ou à globalização econômica que expropria ainda mais os menos favorecidos?

 

 

 

Ponto Importante

 

Deus criou-nos como seres sociáveis, portanto, o afastamento social com finalidades exclusivistas e egoístas, é uma postura reprovável.

 

 

 

II. OS ANTIGOS IMPÉRIOS E SUAS GLOBALIZAÇÕES

 

1. A Bíblia e a história. A Palavra de Deus não foi produzida à parte da história, mas desta é testemunha e coautora. Em suas páginas encontramos a menção (direta ou indireta) a, pelo menos, seis grandes impérios do mundo antigo (Gn 15.13-16; At 7.9-14,17-37; Is 19.23-25; 20.4; 44.21-28; Gn 10.11; 2Rs 15.19; Et 1.1-4; Na 3.1-19; Dn 1.1-3; 7.7; Mt 2.14,16; Jo 11.48; 19.12,15). Se pudéssemos estudá-los, veríamos que todos eles, apesar de existirem por permissão divina, intentaram as suas “globalizações” à parte de Deus.

2. Os Impérios Egípcio, Assírio e Babilônio. A história de Israel está entrelaçada às de dois grandes impérios do mundo antigo. Sob o Império Egípcio, por exemplo, os hebreus viveram 430 anos (Êx 12.40). Após o êxodo, depois de 40 anos de peregrinação no deserto (Êx 16.35; Nm 14.33,34; Js 5.6), Israel passou à ocupação da terra (Js 1.1-9). O período que se segue, conhecido como dos juizes, é cercado por especulações cronológicas. O tempo da monarquia divide-se em duas fases, sendo estas denominadas de “reino unido” e “reino dividido”. A do reino unido, que teve a duração de 120 anos, divididos por três reinados de 40 anos cada, teve como reis a Saul, Davi e Salomão, respectivamente.

Em 931 a.C., inicia-se uma época difícil para o povo de Deus com a divisão do reino de Israel, formando os Reinos do Sul (Judá e Benjamin) e do Norte (também conhecido como Israel, composto por dez tribos). Este último existiu até 722 a.C., quando então foi invadido pelas tropas assírias, império que dominava à época. Já o Reino do Sul ainda existiu até 606 a.C., sendo então capturado pelo Império Babilônio que era a potência mundial no período.

3. Os Impérios Persa, Grego e Romano. Israel permaneceu no exílio babilônico durante 70 anos. Somente no período do Império Persa foi que os judeus puderam voltar à sua terra e assim “desfrutar” um pouco do que um dia haviam sido (Ed 1.2-4; Ne 2.1-8). Em 333 a.C., Alexandre Magno derrotou o exército medo-persa e tomou a Macedônia a maior potência da época.

Apesar de o Império Grego não constar explicitamente nas páginas da Bíblia, pelo simples fato de sua ascensão ter-se dado no período intertestamentário, é possível vê-lo na profecia de Daniel 11.4. Sua importância para o cristianismo decorre do fato de que a língua grega em sua forma popular (koiné) tornou-se o idioma do mundo conhecido na época e, posteriormente, foi utilizado por Paulo e os demais apóstolos na propagação da mensagem do Evangelho. Assim como os persas, os gregos também foram tolerantes com os judeus.

Com a ascensão do Império Romano em 63 a.C., inicia-se uma nova fase para os judeus. Os descendentes de Abraão perdem qualquer resquício de soberania nacional, restando apenas a expectativa na instauração do reinado messiânico. Foi sob o longo domínio desse império (63 a.C — 476 d.C.) que a Igreja foi fundada e o cristianismo propagou-se.

 

 

 

Pense!

 

Além do relato bíblico, a história geral também pode ser uma fonte de confirmação para a contrariedade divina da globalização à parte de Deus?

 

 

 

Ponto Importante

 

Os sucessivos reinos do mundo antigo, mostram com sua queda que qualquer projeto de globalização, à parte de Deus, sucumbirá.

 

 

 

III. A MODERNA GLOBALIZAÇÃO

 

1. Escatologia e globalização. Muito se escreveu nas décadas de 70 e 80 acerca do cenário político que estava sendo preparado para o Anticristo. Porém, com o surgimento da geopolítica, não mais se fala em ascensão de um país, mas de vários países que, conflagrados, formam blocos e se fortalecem perante a economia mundial. A criação de uma moeda única é uma das prerrogativas para o surgimento de um governo mundial (Ap 13.16,17). Evidentemente que não se deve fazer nenhuma afirmação conclusiva quando o assunto é escatologia, pois estamos em pleno desenvolvimento da história (Dt 29.29; At 1.6,7),

2. Globalização e tecnologia. Não há como negar que o estreitamento do processo de globalização ganhou novo impulso neste século por conta da expansão dos sistemas de comunicação, incluindo-se a internet.

3. Globalização e cristianismo. A globalização, conforme projetada pelos seus proponentes, não visa integralizar os mais fracos para que estes sejam beneficiados, antes o contrário. A questão mais séria para a fé cristã é que a globalização econômica não dita apenas as modas, mas também os valores do bloco predominante, fazendo com que a moral e o pudor sejam extintos.

 

 

 

Pense!

 

Você acha que a moderna globalização tem produzido um mundo melhor?

 

 

 

Ponto Importante

 

A moderna globalização dita nao apenas as modas e tendências, mas também os valores da sociedade.

 

 

 

IV. A MODERNA GLOBALIZAÇÃO EXCLUI

 

1. Disseminando um padrão. Sem que se perceba, a globalização visa padronizar as ideias e, sobretudo, os valores, para que as pessoas tenham desejos e aspirações parecidos ou, em alguns casos, iguais. Se tal projeto visasse diminuir as diferenças com o objetivo de disseminar o valor inerente dos seres humanos e, com isso, provocasse um constrangimento para que as pessoas se respeitassem, tudo bem. Não obstante, verifica-se justamente o contrário.

2. Padronizando para dominar. Uma vez padronizada, as pessoas tornam-se desprovidas de vontade própria, passando a ter uma vontade condicionada pelos canais responsáveis pelo controle social. Nesse estágio perde-se uma das principais características humanas: o livre arbítrio. Assim, domina-se mais facilmente levando as pessoas a pensar que são “livres”.

3. Padronizando para excluir. Impossibilitadas de uma condição igual aos que ditam as modas e os valores, as pessoas sentem-se excluídas e lutam, de todas as formas, para se adequar a um padrão que, talvez, jamais alcançarão. Isso não é globalizar, e sim excluir!

 

 

 

Pense!

 

Temos uma globalização ou um sistema de exclusão em massa?

 

 

 

Ponto Importante

 

A melhor forma de globalização ainda é a intentada pelo Criador.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Ainda que de maneira sucinta, os acontecimentos estudados nesta lição apontam para a veracidade da mensagem das Escrituras. À parte dos aspectos desumanos da globalização pensada somente do ponto de vista econômico do mais forte, verificamos também que esta traz desafios para a Igreja. Como os venceremos se não nos prepararmos para atuar como cidadãos do Reino de Deus na “Nova Ordem Mundial”?

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

AYRES, Antônio Tadeu Reflexos da Globalização sobre a igreja: Até que ponto as últimas tendências mundiais afetam o Corpo de Cristo? 1ª Edição. RJ: CPAD, 2001.
CARVALHO. César Moisés. Uma Pedagogia para a Educação Cristã: Noções Básicas da Ciência da Educação a Pessoas não Especializadas. 1ª Edição. RJ: CPAD. 2015.

 

HORA DA REVISÃO

 

1. A globalização é um reflexo de quê?

Da necessidade humana de se relacionar.

 

2. Como seria a globalização divina?

A globalização divina seria uma integralização entre o Criador e os seres humanos, e o meio ambiente.

 

3. O que significa a globalização humana?

Significa uma forma de afronta e demonstração de autossuficiência em relação a Deus.

 

4. O povo de Israel viveu sob quais impérios?

Egípcio, Assírio, Babilônio, Persa, Grego e Romano.

 

5. Relacione escatologia com a globalização.

A globalização é a preparação para o governo temporário do Anticristo.

 

SUBSÍDIO

 

 

“Novo Cenário Mundial

A unificação das duas Alemanhas; o desmantelamento do império soviético; o fim oficial da política do Apartheid na África do Sul; as disputas étnicas e territoriais em regiões como a Bósnia Ezergovina; o conflito entre judeus e árabes pelo reconhecimento de um Estado Palestino; a Guerra do Golfo, que, com o final da guerra fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, fez nascer um novo oponente para os americanos; a luta por reconhecimento por parte do povo e a democratização das antigas ditaduras latino-americanas são apenas alguns dos exemplos das mudanças que têm ocorrido no cenário mundial.

Com a formação de blocos de países, como o MCE — Mercado Comum Europeu (conhecido também como Unidade Européia); o NAFTA — North American Free Trade Agreement, ou Acordo de Livre Comércio da América do Norte e o MERCOSUL (do qual o Brasil é importante membro), entre outros, as relações entre os países deixaram de ser meramente bilaterais.

Elas passaram a fazer parte de um contexto muito maior, no qual a globalização de mercados é a principal prioridade. Em blocos, os países menos fragilizados diante de potências economicamente mais forte, e com maior poder de barganha” (AYRES, Antônio Tadeu. Reflexos da Globalização sobre a Igreja: Até que ponto as últimas tendências mundiais afetam o Corpo de Cristo? 1ª Edição. RJ: CPAD, 2001, p.20). 

 

 

                           Lições Bíblicas CPAD 

                                                     Jovens   

                                         3º Trimestre de 2015 

 

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI 

Comentarista: César Moisés Carvalho  

 

Lição 3: O terrorismo marca o novo século

 

Data: 19 de Julho de 2015 

 

 

TEXTO DO DIA

 

 

 

E, quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis. Porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas o fim não será logo” (Lc 21.9).

 

 

 

SÍNTESE

 

 

 

O terrorismo, como qualquer outro mal, revela o que há no coração da humanidade, que não conhece a paz que a Igreja já desfruta em Cristo Jesus.

 

 

 

AGENDA DE LEITURA

 

 

 

SEGUNDA — Gn 4.8

 

O primeiro homicídio

 

 

 

 

 

 

 

TERÇA — Gn 6.11

 

A terra cheia de violência

 

 

 

 

 

 

 

QUARTA — Gn 14.1-11

 

Guerra de quatro reis contra cinco

 

 

 

 

 

 

 

QUINTA — Dt 20.10; Lc 14.32

 

O acordo de paz evita a guerra 

 

 

 

SEXTA — 1Cr 22.7-10

 

Por causa das guerras, Davi não pôde construir o Templo

 

 

             

                                                   Lições Bíblicas CPAD

                    Jovens      3º Trimestre de 2015 

ítulo: Novos Tempos, Novos Desafios —nhecendo os desafios do Século XXI

Comentarista: César Moisé Carvalho 

Lição 7: As catástrofes ambientais

Data: 16 de Agosto de 2015

 

TEXTO DO DIA 

Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador, ao que jura como ao que teme o juramento” (Ec 9.2).

 

SÍNTESE

 

Diante das catástrofes ambientais, demonstremos o cuidado do Senhor por meio da solidariedade cristã.

 

AGENDA DE LEITURA

 

SEGUNDA — Gn 7.17-24

A primeira grande catástrofe

 

 

TERÇA — Am 1.1

Terremoto no mundo antigo

 

 

QUARTA — Lc 21.11

Os fenômenos naturais no final dos tempos

 

 

QUINTA — At 27.14

Um “pé de vento” chamado Euroaquilão

 

 

SEXTA — Mc 4.41

O vento e o mar acalmados por Jesus

 

 

SÁBADO — Ap 16.18

O último terremoto

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • DISSERTARa respeito das catástrofes naturais dos tempos bíblicos.
  • RELACIONARalgumas das piores tragédias naturais deste novo século.
  • CONSCIENTIZARdo papel da igreja diante das tragédias naturais.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, como está sendo a expectativa de seus alunos em relação aos temas abordados neste trimestre? Eles estão motivados e interessados no estudo, na discussão, a respeito da Igreja no século XXI? Nesta sétima lição, estudaremos algumas catástrofes ambientais ocorridas neste século. A pergunta que ouvimos diante dos desastres naturais acabou se tomando título de uma obra publicada pela CPAD: “Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom?”. Sabemos, por intermédio das Escrituras Sagradas, que Deus não aboliu o sofrimento. Enquanto vivermos neste mundo estamos sujeitos às intempéries desta vida. Embora Deus tenha o controle e governo da história, e permita que alguns desastres naturais aconteçam, Ele não pode ser responsabilizado pelo mal que temos presenciado neste século. As tragédias ambientais não são resultado da ação divina, mas da ganância do homem, da destruição da natureza e do descaso de alguns governantes com a vida humana.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Para introduzir o segundo tópico da lição, sugerimos que você mostre algumas figuras, extraídas de revistas antigas ou da internet, a respeito de alguma tragédia natural recente. Peça que os alunos observem as imagens com atenção. Em seguida faça a seguinte indagação: “As catástrofes deste século são um sinal da vinda de Jesus?”. Ouça a todos com atenção. Explique que a volta de Jesus poderá acontecer a qualquer momento, pois os sinais bíblicos da sua vinda estão se cumprindo a cada dia. Contudo, o impacto ambiental que o planeta vem sofrendo, resultado da ganância do homem sem Deus, tem aumentado o número de tragédias ambientais. Conclua enfatizando que a igreja não pode ficar de fora, se excluir, diante das questões ambientais do nosso tempo, pois grande parte das catástrofes deste século, segundo os especialistas, é resultado do aquecimento global, e os crentes também sofrem com os danos deste aquecimento.

 

TEXTO BÍBLICO

 

Lucas 13.1-5.

 

1 — E, naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios.

2 — E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas?

3 — Não, vos digo: antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.

4 — E aqueles dezoito sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém?

5 — Não, vos digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

A lição de hoje aborda um assunto que, neste tempo, muito tem contribuído para a descrença e o abandono da fé em Deus. Curiosamente, não são os países assolados e as pessoas que perderam familiares os que se revoltam contra o Criador, mas analistas que vivem confortavelmente em regiões onde não há registros de tragédias ambientais.

Em momentos de dor, em vez de condenarmos as pessoas, aproveitemos a oportunidade para falar do amor de Cristo e demonstrar a todos a solidariedade cristã. Quanto a nós, estejamos alertas aos sinais: Jesus está às portas.

 

  1. AS TRAGÉDIAS NATURAIS DOS TEMPOS BÍBLICOS

 

  1. Da parte de Deus.Após a Queda, quando a humanidade resolveu rebelar-se contra o Criador (Gn 3.1-24), a primeira grande catástrofe deliberadamente provocada por Deus para punir a rebeldia humana generalizada foi uma inundação de proporções inimagináveis que dizimou todas as pessoas do mundo antigo (Gn 7.17-24), com exceção de apenas uma família de pessoas tementes ao Criador, a família de Noé (Gn 7.13; 9.18,19). A Bíblia também registra várias outras ocasiões em que Deus, de forma proposital, provocou determinados fenômenos para punir o ser humano (Gn 19.24-28; Êx 7.19 — 10.29; 14.15-31; Js 10.11-14; 1Sm 5.1-12; etc.).
  2. Permitidas por Deus.As Escrituras Sagradas registram tragédias sem que estas necessariamente tenham sido realizadas pela vontade diretiva de Deus com a finalidade de punir alguém, ou seja, elas foram apenas permitidas pelo Senhor (Jó 1.18,19; At 27.13-15).
  3. Por ação maligna.Satanás, ou alguém usado por ele, não detém poder em si mesmo, e sua atuação só se dá por permissão divina e fica circunscrita à vontade de Deus (Jó 2.3-7; Jo 10.17,18; 19.9-11). Evidentemente que isso não significa que devamos ignorá-lo ou subestimá-lo (2Co 2.10b,11).

 

 

Pense!

 

É possível diferençar “vontade diretiva” de “vontade permissiva” de Deus?

 

 

Ponto Importante

 

As tragédias ocorridas no mundo antigo trazem uma lição contundente: Somos frágeis e dependentes de Deus.

 

 

  1. TRAGÉDIAS NATURAIS DESTE NOVO SÉCULO

 

  1. O tsunami asiático.A mais chocante catástrofe natural deste século foi, sem dúvida, o Tsunami do sudeste asiático, em dezembro de 2004. Esse maremoto atingiu onze países, fazendo com que cidades inteiras sumissem instantaneamente. Foram mais de 300 mil vitimas. Ao lembrar-se desse triste acontecimento, é impossível não recordar as profecias de Cristo quanto aos últimos dias.
  2. Terremotos e furacões.No primeiro ano do novo século, 2001, com um intervalo exato de um mês entre si, El Salvador sofreu dois violentos terremotos, matando 3.100 pessoas. No mesmo ano, em 26 de janeiro, um tremor em Gujarat, Índia, fez mais de 20 mil vítimas. Em 2002, também houve abalos sísmicos, mas no final de 2003, um terremoto no Irã matou mais de 31 mil pessoas. O ano de 2005 foi marcado por violentos furacões, a exemplo dos Katrina e Ofélia.

Algo que chama a atenção é que há mais de setenta anos não ocorriam tantos abalos sísmicos. Os terremotos no Irã, na Indonésia, na Índia e no Paquistão também aconteceram em 2005, sendo que nesses dois últimos países o total de mortos ultrapassou a casa dos 75 mil. Assim, o ano de 2005 entrou para a história como um dos piores em relação a catástrofes naturais. As tragédias se intensificaram nos anos que se seguiram, sendo que, em 2010, o terremoto no Haiti ceifou mais de 200 mil vidas, arruinando uma nação em que a pobreza já assola de forma assustadora.

Um mês após o terremoto que devastou Porto Príncipe, foi a vez do Chile. Apesar de não gerarem notícia, por serem considerados de “menor tamanho”, só no último ano da primeira década do século 21, foram registrados 373 desastres naturais que resultaram na morte de quase 300 mil pessoas. Terremotos e outros desastres, inclusive no Brasil, demonstram a fragilidade humana diante da fúria da natureza que “geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Rm 8.22). Estamos vivendo dias difíceis.

  1. Deslizamentos.O Brasil quase nunca aparecia em manchetes relacionadas a tragédias naturais, salvo algumas enchentes que atingiram grande parte do suL, sudeste e até o norte do país e viraram notícia. Surpreendentemente, no início de 2011, fortes e intensas chuvas castigaram a região serrana do Estado do Rio de Janeiro, provocando a maior tragédia da história do país. O número de mortos passou de 900, sendo que mais de 7 mil pessoas ficaram desabriqadas e quase 5 mil desalojadas.

 

 

Pense!

 

A intensidade com que tragédias naturais se abatem sobre o mundo, além de ser um sinal da Vinda de Cristo, demonstra também o quê?

 

 

Ponto Importante

 

Mesmo com o espantoso volume do saber atual, as tragédias que devastaram países nesse novo século apontam para a verdade de que o ser humano, e o universo, dependem de Deus.

 

 

III. AS MÁS AÇÕES HUMANAS COMO CAUSAS DE ALGUMAS TRAGÉDIAS

 

  1. O pecado na origem de todos os males.Se por um lado não há dúvida de que a Queda é a grande responsável por todos os males que acontecem (Rm 8.19-23), por outro, é obrigatório refletir a respeito do fato de que a falta de responsabilidade do ser humano, sobretudo, por causa de sua ambição desenfreada não ter limites, também é um dos principais fatores que ocasionam algumas tragédias. Dois exemplos ilustram perfeitamente essa verdade.
  2. A tese do aquecimento global.É compreensível e até legítimo que as tragédias chamem a atenção de analistas para pensar as possíveis causas dos desastres naturais. Existem diversas teorias, dentre as quais a mais famosa é a do aquecimento global, ou seja, a tese, segundo a qual, o aumento da temperatura terrestre de todo o planeta, originou-se, segundo alguns cientistas, principalmente pela utilização humana de combustíveis fósseis. Existem também muitos pontos de vista contrários a essa conclusão, sendo que alguns chegam a dizer que não existe aquecimento global algum.
  3. O impacto ambiental.O impacto ambiental — representado pela poluição, o desmatamento e a falta de planejamento urbano — é fruto da ganância humana, originada na Queda, fazendo com que a busca desenfreada pelo “ter” destrua o planeta (Pv 27.20; Dt 20.19; Pv 12.10). É inegável que tal irresponsabilidade com a administração dos recursos naturais também contribui para a ocorrência de muitas tragédias.

 

 

Pense!

 

Atribuir todas as tragédias ambientais à desobediência do casal progenitor não é algo que nos torna irresponsáveis diante do cuidado com a natureza?

 

 

Ponto Importante

 

Conhecer mais acerca do aquecimento global e do impacto ambiental provocados pelo ser humano é uma atitude sábia, pois mostra a nossa responsabilidade no cuidado ou no trato com a terra.

 

 

  1. O PAPEL DA IGREJA DIANTE DAS TRAGÉDIAS NATURAIS

 

  1. As respostas teológicas para as causas dos desastres.Para situar corretamente os casos de calamidade social, é preciso sempre relacioná-las com a Queda, ou seja, ao pecado original (Gn 3.15-17), à rebelião humana que submeteu a criação (Rm 8.18-23) como um todo, aos infortúnios e revezes que, de forma contingencial, atingem indiscriminadamente a todos (Ec 9.1,2).

O texto da Leitura Bíblica em Classe é um exemplo claro de que a adversidade atinge a todos, seja por crueldade, no caso dos galileus (Lc 13.1), seja por fatalidade, no caso dos 18 judeus (Lc 13.4). Aos que assistem, em vez de ficar buscando uma causa teológica ou relacionando o infortúnio diretamente ao pecado pessoal, Jesus advertiu-os a se arrependerem para que não venham a perecer, de igual modo, em seus pecados (Lc 13.3.5).

  1. As tragédias ambientais e a Vinda de Cristo.Inundações, terremotos, enchentes e furacões sempre aconteceram ao longo da história. No entanto, devido à brevidade cada vez menor entre um e outro desastre natural, podemos perceber que tais acontecimentos prenunciam a Vinda de Cristo (Mt 24.7,8,29). Isso, contudo, não justifica a postura aventureira de alguns que vivem a fazer predições, tendo até mesmo a audácia de “marcar data” para o retorno do Senhor. Tal postura é incorreta, pois o próprio Jesus Cristo a desaprovou (At 1.4-7).
  2. O papel da Igreja diante das catástrofes naturais.Diante da inevitabilidade das catástrofes atuais, o papel da Igreja é estender a mão aos necessitados, ajudando as famílias e demonstrando o amor de Deus (Mt 5.42; Lc 6.35; Tg 2.14-20; 1Jo 3.17,18). O Corpo de Cristo tem ainda a nobre função de proclamar a esperança escatológica de uma restauração divina, ou seja, os novos céus e a nova terra, onde não mais haverá catástrofes ambientais e muito menos a ganância humana que tanto tem prejudicado a natureza (Is 65.17; 2Pe 3.13; Ap 21.1).

Além disso, ao povo de Deus compete a tarefa de ensinar a sociedade como cuidar da criação que o Eterno Deus confiou-nos. Se o mundo não tem essa consciência, cabe à Igreja de Cristo desenvolvê-la.

 

 

Pense!

 

Você acha que a Igreja deve instruir a sociedade a respeito do cuidado que todos devemos ter com a terra?

 

 

Ponto Importante

 

É grande a responsabilidade da Igreja na educação do mundo a respeito do cuidado com a natureza.

 

 

CONCLUSÃO

 

É imprescindível que a igreja não se esqueça de que, a cada dia, aproxima-se a Vinda do Senhor Jesus. Mas, enquanto aqui estiver, o Mestre ordena que ela faça a sua obra (Mt 28.19,20). Que amemos a Vinda de Cristo, mas também salvemos alguns, arrebatando-os do fogo (2Tm 4.8; Jd 23).

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

CABRAL, Elienai. Mordomia Cristã: Aprenda como Servir Melhor a Deus. 1ª Edição. RJ: CPAD. 2003.
COLSON, CharLes; PEARCEY, Nancy. E agora, como viveremos? 2ª Edição. RJ: CPAD. 2000.

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. Quais as três causas dos desastres naturais, segundo a Bíblia?

Deliberadamente realizadas por Deus; permitidas por Deus e por ação maligna.

 

  1. Satanás é o causador das catástrofes naturais? Por quê?

O Diabo, ou alguém usado por ele, não detém poder em si mesmo, e sua atuação só se dá por permissão divina e fica circunscrita à vontade de Deus. Evidentemente que isso não significa que devamos ignorá-lo ou subestimá-lo.

 

  1. Você acha que as tragédias naturais desse novo século são fruto da ira divina? Por quê?

Resposta pessoal.

 

  1. Excetuando a tese do aquecimento global, qual é a principal causa das catástrofes ambientais?

O impacto ambiental, representado pela poluição, o desmatamento, e a falta de planejamento urbano, causado pela ganância do homem.

 

  1. Qual o papel da Igreja diante das adversidades que acometem aqueles que são atingidos por desastres?

O papel da igreja é estender a mão aos necessitados, ajudando as famílias e demonstrando o amor de Deus.

 

SUBSÍDIO

 

“Desenvolvimento sustentável, o desafio da preservação

Na verdade, a expressão ‘desenvolvimento sustentável’ é o fruto da necessidade e a preocupação dos governos mundiais com a preservação das fontes de vida na terra. Nestes tempos modernos, deveria a igreja se preocupar com esse tema? Não seria assunto apenas para os políticos? É claro que não! Esse é um assunto que deve preocupar a Igreja, porque como Igreja somos ‘o sal da terra e a luz do mundo’ (Mt 5.13,14). No mundo inteiro, congressos e ‘fóruns’ internacionais tem se realizado em vários pontos do planeta visando promover uma nova consciência ecológica nos povos e nos governos mundiais.

O vislumbre sonhado pelos ecologistas é que o desenvolvimento sustentável deve ser a base da construção da humanidade. Ora, o que é ‘desenvolvimento sustentável’ senão um modo de utilizar os recursos naturais disponíveis sem destruí-los? A Igreja não pode omitir-se do papel de guardiã dos oráculos de Deus, que ensinam a preservar as fontes vitais de subsistência” (CABRAL, Elienai. Mordomia Cristã: Aprenda como Servir Melhor a Deus. 1ª Edição. RJ: CPAD. 2003, p.35).

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

                                           Lições Bíblicas CPAD

                      Jovens  3º Trimestre de 2015

 

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI

Comentarista: César Moisés Carvalho 

Lição 8: As mudanças dos valores morais

Data: 23 de Agosto de 2015

 

TEXTO DO DIA

 

Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra” (Sl 2.10).

 

SÍNTESE

 

Acima das leis humanas, está a Lei de Deus. Quando as primeiras atropelam a segunda, a Igreja precisa sempre obedecer ao Senhor, e não aos homens.

 

AGENDA DE LEITURA

 

SEGUNDA — Gn 18.25

O Juiz de toda a Terra

 

 

TERÇA — Êx 18.13

O primeiro legislador do povo de Deus

 

 

QUARTA — Dt 16.18

O estabelecimento dos juízes

 

 

QUINTA — Lv 19.15

Julgar o povo com justiça

 

 

SEXTA — Pv 21.3

O julgamento justo vale mais que sacrifícios

 

 

SÁBADO — At 4.19

A Deus devemos toda a nossa obediência

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • DISSERTARa respeito da existência dos valores morais desde o princípio.
  • ELENCARalguns exemplos das absurdas novas leis.
  • CONSCIENTIZARde que a Igreja do Senhor deve estar preparada para enfrentar um mundo de valores invertidos.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, a lição de hoje tem como objetivo discutir acerca do futuro da igreja em relação às mudanças das Leis e dos valores morais em nosso tempo. Qual deve ser a posição da igreja quando as Leis dos homens atropelam as Leis divinas? Sabemos que para o cristão as leis de Deus devem estar acima das Leis dos homens. Porém, diante dos muitos projetos de leis que contrariam as Escrituras, e que atualmente tramitam no Congresso Nacional à espera de aprovação, não podemos deixar de fazer a seguinte indagação: “Como servos do Senhor, estamos dispostos até mesmo sofrer prisões e outros tipos de crueldade por amor a Cristo?”. Esta é uma questão relevante do nosso tempo que precisa, com urgência, ser debatida, à luz da Palavra de Deus, pela Igreja do Senhor.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Divida a classe em três grupos. Depois que já estiverem formados, entregue a cada grupo uma das questões abaixo. Cada grupo terá, no máximo, três minutos para discutir seu tema e outros dois minutos para expor sua opinião à classe. Conclua o debate explicando que embora vivamos em uma sociedade que tem procurado erradicar os princípios morais e éticos do cristianismo, não podemos ser complacentes com o pecado, pois sua prática é fatal para a igreja e para a sociedade em que estamos inseridos. A lei de Deus deve estar acima das leis dos homens.

  1. “Importa obedecer a Deus ou aos homens?”.
  2. “O que devemos fazer quando as leis dos homens atropelam as leis de Deus?”.
  3. “A igreja está preparada para lidar com questões como, por exemplo, o casamento homossexual?”.

 

TEXTO BÍBLICO

 

Romanos 13.1-7.

 

1 — Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus.

2 — Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.

3 — Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela.

4 — Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal.

5 — Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.

6 — Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.

7 — Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

As leis que visam regulamentar a prostituição como atividade profissional e tornar a “união civil entre pessoas do mesmo sexo” reconhecida pelo Estado não pretendem outra coisa senão uma mudança na concepção dos valores morais.

O proselitismo homossexual, inclusive com o patrocínio do Estado, já é uma realidade. O que será das novas gerações? Quais valores morais orientarão a vida das futuras famílias? A lição de hoje tem como objetivo discutir o papel da igreja em relação a esse contexto.

 

  1. A EXISTÊNCIA DOS VALORES MORAIS DESDE O PRINCÍPIO

 

  1. O ilusório sonho de um mundo sem valores morais.A mentalidade moderna acostumou-se à ideia de que um mundo melhor só será possível quando não mais houver nenhum valor moral, nenhuma regra e quando cada um puder andar conforme os seus caprichos. Já houve um tempo assim na história de Israel e, podemos seguramente dizer, não deu certo (Jz 21.25). Nessa época houve a necessidade de o Senhor levantar os juízes para orientar o povo (Jz 2.10-23).
  2. A existência dos princípios em um mundo perfeito.Ainda no Éden, em meio a um mundo perfeito, o Criador orientou o casal progenitor, oferecendo-lhe uma constituição que é básica para qualquer sociedade até os dias atuais:
  3. a) Deveres:“E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar”.
  4. b) Direitos:“E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente,”
  5. c) Restrições/Proibições:“mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás;”
  6. d) Punições:“porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

Adão e Eva não foram deixados à mercê da sorte ou de suas vontades próprias, mas receberam, da parte do Senhor, as necessárias normas para o seu viver e agir (Gn 2.15-17).

  1. A luta humana contra a inclinação para o mal.Ao primeiro assassino da história humana, disse o Senhor: “Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta, o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4.7b —ARA). Séculos depois, o apóstolo Paulo falou de uma luta interior constante que existia em seu ser, de forma que mesmo querendo fazer o bem, não conseguia fazê-lo. Trata-se do poder do pecado, inerente à natureza humana (Rm 7.7-24).

Inclinados naturalmente ao mal, todas as nossas tentivas de livrarmo-nos, por nós mesmos e com mecanismos e exercícios puramente humanos, da maldição do pecado, é como tentar fugir da própria sombra. Precisamos do auxílio do Espírito Santo de Deus que nos ajuda e acompanha-nos em nossas fraquezas (Rm 8.26; 2Co 12.9). Na realidade, as práticas religiosas que têm como objetivo “proteger” as pessoas do pecado, redundam em fracasso e, invariavelmente, transformam muitos em orgulhosos que vivem a contar vantagem, pois acreditam ser eles mesmos a causa de seu próprio processo de santificação.

 

 

Pense!

 

Sendo o homem perfeito, como se explica o fato de Deus ter concedido um breve código legislativo a ele, mesmo antes da Queda?

 

 

Ponto Importante

 

Inclinados ao mal, precisamos da graça de Deus que, através do sacrifício de Jesus Cristo e da companhia do Espírito Santo, nos capacita a viver em santidade.

 

 

  1. ALGUNS EXEMPLOS DAS ABSURDAS “NOVAS LEIS”

 

  1. União civil entre pessoas do mesmo sexo.Totalmente à revelia da própria Carta Magna, a constituição federal (que fala acerca do casamento ser entre um homem e uma mulher), ativistas políticos e judiciais propõem uma flexibilização no texto constitucional, conferindostatus de família à união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Para a aceitação popular da ideia, os programas, seriados e folhetins televisivos, sob o patrocínio do próprio Estado, fazem uma ampla divulgação, transformando-se em um verdadeiro proselitismo homossexual. Tal perversão é condenada na Bíblia do Antigo ao Novo Testamento (Gn 18.17-19.29; Lv 18.22; 1Co 6.10).

A aprovação do casamento homossexual visa institucionalizar o pecado, como se a legalidade pudesse fazer dessa atitude algo admirável. Nesse caso, a Palavra de Deus não apenas reprova quem pratica tais atos, mas inclui nessa mesma reprovação, os que os aprovam (Rm 1.32).

  1. A homofobia.O que eles denominam crime de homofobia é a aversão à homossexualidade. O cristão evangélico não tem aversão às pessoas, e sim aos seus pecados. Biblicamente, o homossexualismo é algo imoral e pecaminoso (Rm 1.26-32). Não podemos chamar o mal de bem (Is 5.20; 1Co 6.10,11). Não obstante, nossa condenação da prática do homossexualismo, é prudente lembrar que a incitação ao ódio e outras posturas de reconhecido teor de violência, não devem ser vistas entre aqueles que foram chamados por Deus e aceitaram a Palavra do Evangelho.
  2. Entorpecentes e aborto generalizado.Lamentavelmente, todos os dias, milhares de pessoas destroem suas vidas por causa das drogas. Portanto, a legalização de entorpecentes, como a maconha, por exemplo, é uma perversão total dos bons valores. É institucionalizar a destruição do próprio corpo (1Co 3.16,17). A prática criminosa do aborto é claramente condenada na Palavra de Deus (Êx 20.13), pois a vida pertence ao bondoso Criador (Dt 32.39; Ne 9.6; Jó 33.4),

A ilusória promessa de que o uso de drogas e a prática do aborto darão liberdade às pessoas, não leva em conta a questão do pecado e muito menos os efeitos físicos e psicológicos que tais abominações produzem. São muitos os prejuízos decorrentes desses crimes.

 

 

Pense!

 

É possível ser combativo em relação ao pecado sem incorrer na chamada homofobia?

 

 

Ponto Importante

 

As novas leis que tramitam no Congresso soam, a muitos desavisados, como um avanço social, mas na verdade subjugam o ser humano ao levá-lo a cometer crimes que, mesmo dentro da legalidade humana, continuarão sendo pecados graves.

 

 

III. A IGREJA PREPARADA PARA ENFRENTAR UM MUNDO DE VALORES INVERTIDOS

 

  1. As autoridades como “ministros de Deus”.Paulo fala sobre a submissão às autoridades, e afirma que elas foram constituídas por Deus (Rm 13.1-7). Evidentemente que o Criador não poderia deixar uma humanidade, divorciada dEle, fazer o que achasse correto (Gn 6.5; Rm 3.10). Assim, as autoridades foram instituídas por Deus — Paulo utiliza a expressão “ministro”, querendo dizer que elas são instrumentos do Senhor — para o bem da sociedade e, ao mesmo tempo, para punir o mal(Rm 13.4).

É nessa perspectiva que o apóstolo dos gentios instrui-nos a sermos obedientes às autoridades, até mesmo na questão tributária (Rm 13.6,7). Em outras palavras, Paulo fala de representantes do poder público que têm compromisso com o bem-estar social, com a manutenção da ordem, e servem para correção divina na terra (Rm 13.1,2).

Não obstante, fica a dúvida: E quando a “lei” humana contraria a vontade de Deus? Nesse caso específico, a nossa atitude deve ser a mesma dos apóstolos diante das autoridades religiosas, pois não se acovardaram quando lhes proibiram de pregar, antes responderam: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29b). Assim agiram também em relação às autoridades políticas (At 24.1—26.32). Aliás, o fato de padecerem perseguições era motivo de alegria para os primeiros crentes (At 5.40,41).

  1. A inversão dos papéis pelos legisladores.Pelos poucos exemplos das leis absurdas que citamos concluímos que, infelizmente, os que deveriam servir como “ministros de Deus” preferiram desobedecer tal chamado e passaram a defender o indefensável. Nesse particular, a igreja não pode curvar-se à imoralidade, ainda que essa tenha sido institucionalizada (Dn 3.1-30; 6.1-27).

Infelizmente esse é o cenário que temos diante de nós ainda nesse início de século. O que será das gerações futuras? Qual referência de família elas terão? Como podemos ajudá-las?

  1. Uma real e dolorosa conclusão.Diante do exposto, perguntamos: “Será que, em vez de ficarmos unicamente tentando evitar que determinadas leis sejam aprovadas — uma vez que mais cedo ou mais tarde elas acabarão sendo uma realidade —, não deveríamos ensinar a igreja a lidar com tais situações?”.

Tal raciocínio está não apenas correto, mas também é bíblico, pois o próprio Cristo disse: “bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mt 5.11,12). Tal constatação leva-nos a refletir acerca da verdade de que, mesmo lutando contra o pecado, não poderemos deter a marcha insana do mal no mundo (Sl 11.3). O que podemos fazer?

Para enfrentarmos os tempos trabalhosos prenunciados pelo apóstolo dos gentios (2Tm 3.1-5; 4.1-5), uma das medidas mais eficazes consiste em solidificar nossos valores cristãos, através de um vigoroso e qualitativo programa de educação cristã na igreja local (At 2.42; 5.42; 15.35; 16.4,5: Ef 4.11-16; 6.4; 2Tm 2.2; 3.14-17).

 

 

Pense!

 

Enquanto cristãos, como proceder caso tais leis sejam aprovadas?

 

 

Ponto Importante

 

A conclusão de que, cedo ou tarde, tais leis serão aprovadas, leva-nos a pensar em formas de, ainda que não aceitando, conviver com tais práticas pecaminosas.

 

 

CONCLUSÃO

 

Precisamos, independentemente das circunstâncias, estar preparados até mesmo a sofrer prisões e outros tipos de crueldade por amor a Cristo (Jo 16.2; Fp 1.29). Demonstremos amor pelas pessoas que não servem a Deus, mas sejamos rigorosos com os atos imorais, pois para isso nos chamou o Senhor (Ef 5.11).

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

COLSON, Charles; PEARCEY. Nancy. E agora, como viveremos? 2ª Edição. RJ: CPAD, 2000.
PIPER, John; TAYLOR, Justin. A Supremacia de Cristo em um mundo Pós-Moderno. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007.

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. Como é chamado o período histórico vivido por Israel quando o povo de Deus ficou sem orientação?

O período dos juízes.

 

  1. Cite os quatro pontos da constituição que Deus determinou a Adão e Eva.

Deveres, Direitos, Restrições/Proibições, Punições.

 

  1. Enumere os quatro exemplos de Leis absurdas que estão tramitando no Brasil.

Casamento homossexual, crime de homofobía, a legalização da maconha e do aborto.

 

  1. Que perfil devem ter as autoridades que Paulo disse para obedecermos?

Devem ter compromisso com o bem-estar social e com a manutenção da ordem.

 

  1. Em vez de simplesmente combater, o que podemos ensinar à Igreja em relação a tais leis?

Ensinar a igreja a lidar com tais leis de acordo com a Palavra de Deus.

 

SUBSÍDIO 1

 

“A defesa da liberdade

A Bíblia não é um documento político, mas tem implicações políticas profundas que são importantes para o bem-estar geral de todos os cidadãos. Aqueles que dizem que Jesus e os apóstolos ignoravam a política deixam de ver as implicações políticas da máxima: ‘Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus’ (Mt 22.21). Os cristãos do século I sabiam exatamente o que significavam essas palavras de Jesus — e foi por causa de um ato político (eles não iriam dizer ‘César é o Senhor’) que eles foram crucificados, torturados e atirados aos leões.

Qual o ensinamento escritural fundamental no Estado? Por um lado, devemos viver submissos ao Estado. Para o nosso bem, Deus apontou reis e governantes para executar as tarefas do Estado: restringir o mal, preservar a ordem e promover a justiça. Assim, devemos ‘honrar o rei’ e submetermos ‘às autoridades superiores; porque... as autoridades que há foram ordenadas por Deus’. Algumas pessoas interpretam estas passagens como uma outorga absoluta de autoridade, significando que o governo deve ser obedecido em todas as épocas e em todas as circunstâncias. Mas a ordem para obedecer é condicionada pela suposição de que oficiais e magistrados estão realizando os objetivos para os quais Deus ordenou o governo (em Romanos 13.4, o governo é chamado de ‘ministro de Deus’). Assim, se os governantes agirem de modo contrário à sua delegação de autoridade, se não agirem como servos de Deus, então os cristãos não são obrigados a obedecer-lhes” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje: Desenvolvendo uma visão de mundo autenticamente cristã. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, pp.212,213).

 

SUBSÍDIO 2

 

“Tomás de Aquino fala sobre a Lei e a Justiça

O Tratado sobre a Lei de Tomás de Aquino, começa com uma discussão na Questão 90 da Suma Teológica que trata das qualidades que todas as leis devem ter. Tomás de Aquino argumenta primeiramente que todas as Leis devem ser determinadas pela razão. Quer dizer, as leis não podem ser insensatamente arbitrárias. As leis são feitas para alcançar um fim, e só usando a razão podemos determinar como alcançar esses fins. Assim, a razão tem de entrar na elaboração de todas as leis.

Tomás de Aquino sustenta que todas as leis devem ser projetadas para alcançar o bem da sociedade inteira. Fazemos leis para assegurar nossa felicidade, mas só podemos fazer isso se a sociedade como um todo passar a funcionar bem. É evidente então que se devemos alcançar a felicidade, temos de projetar nossas leis de forma a beneficiar toda a sociedade. Tomás de Aquino assevera que só o povo como um todo — ou alguém que esteja preocupado com o bem da sociedade inteira — tem o direito de fazer leis. As leis devem ser projetadas para obter o bem de toda a sociedade, portanto devem ser feitas por alguém que tenha este bem em mente. Mas só o povo como um todo ou um representante agindo em seu benefício se lembrará do bem de toda sociedade” (MCNUTT, Dennis. Panorama do Pensamento Cristão: Política para Cristãos (e Outros Pecadores). 1ª Edição. RJ: CPAD, 2001, p.456).

 

                         

                                           Lições Bíblicas CPAD

                        Jovens   3º Trimestre de 2015

 

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI

Comentarista: César Moisés Carvalho  

Lição 9: A nova religiosidade

Data: 30 de Agosto de 2015

 

TEXTO DO DIA

 

Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3.13 — ARA).

 

SÍNTESE

 

Se não agirmos como sal da terra e luz do mundo, não seremos conhecidos como discípulos de Cristo.

 

AGENDA DE LEITURA

 

SEGUNDA — Ez 34.1-10

A condenação dos pastores de Israel

 

 

TERÇA — Os 6.6; Am 5.21-27; Mq 6.1-8

A exposição profética do desejo divino

 

 

QUARTA — Mt 5.9,14

Doutrinas de guias cegos

 

 

QUINTA — Jo 13.34,35

Devemos ser conhecidos pelo amor

 

 

SEXTA — 1Pe 2.12; 3.16

Devemos ser conhecidos pelo bom exemplo

 

 

SÁBADO — Tg 1.26,27

A verdadeira religião

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • DISSERTARa respeito da falência da religião oficial de Israel.
  • CONSCIENTIZARdos perigos do novo “fenômeno dos desigrejados”.
  • COMPREENDERque a Igreja, como organismo vivo, precisa ser preservada.

 

INTERAÇÃO

 

Caro professor, nesta lição estudaremos a respeito de um fenômeno religioso e social que vem ocorrendo na atualidade, a nova religiosidade e o chamado “movimento dos desigrejados”. O avanço científico, as novas tecnologias e as mudanças sociais e econômicas pelas quais o mundo vem sofrendo, não promoveram o ateísmo como alguns apregoavam. O homem tem sede de Deus e continua tentando encontrá-lo através das muitas religiões do nosso tempo. O ateísmo não “assusta” ou preocupa mais a igreja. Todavia, um novo fenômeno tem chamado a atenção dos teólogos e sociólogos e a igreja deveria também estar atenta a ele, é o grande número de pessoas que a cada dia se decepcionam com a igreja enquanto instituição.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Reproduza, segundo as suas possibilidades, o quadro abaixo. Peça que os alunos observem com atenção o ranking dos grupos por número de adeptos, segundo dados do censo do IBGE de 2010. Em seguida faça a seguinte indagação: “O que tem contribuído para que o número dos sem religião no Brasil venha crescendo?”. Ouça a todos com atenção e faça as considerações que achar necessárias. Conclua enfatizando a necessidade de a igreja refletir e avaliar a sua postura enquanto igreja visível e institucional, pois temos uma tarefa e essa é inadiável e intransferível (Mt 28.19,20).

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

Romanos 2.17-24.

 

17 — Eis que tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;

18 — e sabes a sua vontade, e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei;

19 — e confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas,

20 — instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei;

21 — tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?

22 — Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio?

23 — Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?

24 — Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

Desde o início do século passado, com as novas descobertas científicas, temia-se que o mundo se tornasse ateu. Todavia, o mundo tem se mostrado extremamente propenso à religiosidade. Dentro de cada ser humano existe um vazio existencial que só pode ser preenchido pelo Criador.

Neste início de século, um novo fenômeno já começa a despontar; trata-se do que está sendo chamado de movimento dos “desigrejados”. A cada dia muitos dizem estar desiludidos com a igreja enquanto instituição. Porém, não podemos nos esquecer de que a Igreja, como Corpo de Cristo, deve reunir-se e os irmãos precisam estar juntos, pois tal postura não é algo opcional (Hb 10.25). Esse fenômeno é, na verdade, cumprimento das Escrituras, que afirmam que “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12).

Como lidar com estes que se dizem desiludidos com a igreja? É sobre este assunto que estaremos refletindo neste domingo.

 

  1. A FALÊNCIA DA RELIGIÃO OFICIAL DE ISRAEL

 

  1. O nascimento da religião oficial de Israel.A religião de Israel, o judaísmo, é a institucionalização do sistema de vida prescrito por Deus para o povo eleito (Dt 4.5-8). Ao passar 430 anos no Egito, o povo da promessa assimilou suas práticas gentias, inclusive religiosas, que passaram a ser reproduzidas entre os santos (Êx 12.40; 32.1-24; Lv 18.1-5). Após o cisma israelita que dividiu Israel em Reino do Sul e Reino do Norte (1Rs 12.1-33), os profetas tornaram-se cada vez mais incisivos em suas denúncias da apostasia nacional, principalmente em relação aos reis e aos sacerdotes (Jr 7.21-26; 25.4; 29.19).

Tal denúncia chamava a atenção para a verdade de que os rituais sem a observação dos mandamentos era apenas liturgia mecânica e vazia.

Assim, após a extinção de ambos os Reinos, quando o povo foi para o cativeiro e retornou, é que, segundo alguns estudiosos, de fato nasceu o judaísmo — a religião oficial e institucionalizada de Israel —, durante a restauração dos muros de Jerusalém sob a liderança política de Neemias, e a religiosa de Esdras (Ne 8.1-18).

  1. A boa consciência de Esdras e a distorção posterior.Além de sacerdote, Esdras também era escriba, ou seja, um copista que, ao retornar do cativeiro babilônico, inspirado pelo Senhor, tornou-se “hábil na Lei de Moisés, dada pelo SENHOR, Deus de Israel” (Ed 7.6). Assim, como “Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do SENHOR, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus direitos” (Ed 7.10), depois do assentimento desse propósito, ele deixa de ser apenas um copista estatal e passa a ser “o escriba das palavras, dos mandamentos do SENHOR e dos seus estatutos sobre Israel” (Ed 7.11). Depois dessa decisão, uma mudança de paradigma ocorreu: Não somente o próprio Esdras, mas toda a classe de escribas (contemporânea e posterior), passaram a serem professores do povo.

O fato de o Senhor Jesus, séculos depois, referir-se aos escribas de forma negativa (Mt 23.1-39; Lc 11.37-54) é claramente explicável, visto que nesse tempo eles já pertenciam à seita dos fariseus, que “complementavam” a Lei com suas tradições, tornando-a obscura e sem efeito. É assim que, em o Novo Testamento, Jesus depara-se com um Israel em que não faltava ensino da Lei, mas vivência (Mt 7.28,29); havia prática tradicionalista exterior e mecânica, mas não sinceridade interior (Mt 15.1-9).

  1. Um perigo para a igreja do primeiro século e para a de hoje.Um dos grandes adversários internos da igreja do primeiro século foi justamente o judaísmo (At 15.1-29). Quem continuasse apegado a ele não poderia servir a Cristo verdadeiramente (Gl 2.1-21; 5.1-15). Apesar de Israel ter sido escolhido para representar a Deus, Paulo diz que o tradicionalismo os cegou e eles então promoviam a vergonha do nome do Senhor por causa do mau testemunho (Rm 2.17-24). Jesus então inicia um novo tempo (Mc 1.1,15), institui a Igreja (Mt 16.18) e esta agora passa a ser a fiel representante de Deus na terra (1Pe 2.9).

É importante relembrar que tal representatividade significa cumprir o que Israel fora chamado para fazer, e não desfrutar de benefícios que, de forma equivocada, o Povo Escolhido pensou que tinha. Em Êxodo 19.6, o texto mostra claramente que Deus chamou Israel para ser um “reino sacerdotal”. Em o Novo Testamento, especificamente em 1 Pedro 2.9, a Palavra de Deus afirma que a igreja é o “sacerdócio real”. O que fazia o sacerdote? Além de oficiar o culto, intercedia a Deus pelo povo (Êx 30.30; 1Sm 2.35; Hb 5.1). A igreja foi chamada para apresentar sacrifícios espirituais, que consiste no ato de anunciar as obras maravilhosas do Deus que nos tirou das trevas e nos trouxe para sua maravilhosa luz (1Pe 2.5,9). Portanto, a Igreja assim deve proceder como forma de gratidão e chamado, e não a fim de ser premiada.

 

 

Pense!

 

O que significa dizer que a Igreja é, atualmente, a fiel representante de Deus na face da terra?

 

 

Ponto Importante

 

O sacerdócio da igreja consiste em representar o Senhor na face da terra de tal forma, que as pessoas tenham desejo de servir a Jesus Cristo por causa do bom exemplo de seus representantes.

 

 

  1. O “FENÔMENO DOS DESIGREJADOS”

 

  1. O fenômeno.O fenômeno dos desigrejados é novo, nasceu no final do século 20 nos Estados Unidos, e lá foi denominado de Emerging Church (Igreja Emergente). Há no Brasil adeptos dessa nova forma de “ser igreja”. Porém, não é este fenômeno específico apontado pelo censo 2010 do IBGE, mas algo que possivelmente faça parte do que o instituto classifica como sendo os “sem religião”. Esse “grupo” — que não tem nada em comum a não ser a crença, ou não, em Deus e o não nutrir simpatia por nenhuma denominação — já é o segundo maior do país. É possível que entre as pessoas pesquisadas haja adeptos do “movimento igreja emergente”, porém, tanto um quanto o outro, erroneamente, desistiram das igrejas convencionais (1Jo 2.19). Sabemos que “estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontram” (Mt 7.14).
  2. As possíveis causas.Não há dúvida que muitos desse grupo foram enganados e seduzidos por ideias, doutrinas e demais pensamentos que têm origem nas ações ou nas astutas ciladas do Maligno (Ef 6.11). Outros saem por insubordinação, falta de compromisso e também por quererem dominar sobre o povo (At 15.24; Tt 1.10-16). Contudo, é preciso ponderar o fato inegável de que existem também outras causas, dentre estas, questões de ordem pessoal (Rm 2.24). A despeito disso, a recomendação da Palavra de Deus é clara: O crente não pode deixar de congregar com os irmãos (Hb 10.25).
  3. A pior causa da rejeição.Em relação aos que já pertenciam às igrejas e por uma razão ou outra saíram, talvez a preocupação seja menor. Entretanto, para os que nunca pertenceram a igreja alguma e dizem acreditar em Deus, mas não querem pertencer a nenhuma denominação por causa de maus testemunhos, é algo que deve nos preocupar (Lc 17.1). A igreja deve comportar-se como sal da terra e luz do mundo. Precisa demonstrar à sociedade secularizada e relativista que não existe outro caminho, outra verdade que não seja Jesus Cristo — cabeça da Igreja (Ef 4.15). Além do mais, não podemos nos esquecer que, um dia, todos — líderes, liderados e desigrejados — teremos de prestar contas dos nossos atos Àquele que conhece todas as coisas e sonda os corações (Rm 14.12).

 

 

Pense!

 

O que podemos fazer para conter o crescimento desse novo grupo de pessoas?

 

 

Ponto Importante

 

Apesar de não ser correto deixar de congregar, é preciso sensibilidade para compreender as causas especificas que ocasionaram o afastamento de cada uma dessas pessoas

 

 

III. PRESERVANDO A IGREJA COMO ORGANISMO VIVO

 

  1. O perigoso ciclo da igreja como instituição.Um perigoso ciclo forma o caminho da igreja enquanto instituição. Ele é composto de avivamento, movimento e monumento. De fato, a história mostra-nos esse percurso: A Igreja nasceu no Pentecostes (At 2.1-13), tornou-se um poderoso movimento (At 2.42-47) e foi preciso reformá-la na Idade Média, por ter se transformado em um monumento. E quando no século 17 ela caiu no formalismo, Deus soprou o seu Espírito, culminando em avivamentos, a exemplo dos que aconteceram nos EUA no início do século passado, alcançando-nos aqui no Brasil.
  2. Avaliando nossa atuação.Se por um lado o fenômeno dos sem-igreja é um sinal da falta do senso de pertença que está em sintonia com o espírito dos novos tempos, por outro, deve, no mínimo, levar-nos a refletir qual tem sido o nosso testemunho (1Co 10.32). Como novos representantes de Deus na face da terra, precisamos ter muito cuidado para não escandalizarmos o nome do Senhor. O exemplo de Israel deve nos ensinar tal cuidado (Rm 2.24).
  3. O valor do pentecostalismo clássico.Uma das características desse novo “grupo religioso” é a valorização da experiência religiosa que, para eles, deve ser pessoal e significativa. Não existe segmento do cristianismo que valorize mais esse aspecto que o pentecostalismo clássico. Por isso, podemos oferecer-lhes, de forma bíblica, exatamente o que tanto procuram (At 19.2-6).

Por outro lado, mesmo entre aqueles que pertencem a uma denominação, é inegável o fato de que existe um clamor, praticamente geral, por um novo avivamento ou por uma nova reforma. Isso aponta para a verdade de que carecemos diuturnamente da presença do Espírito Santo de Deus.

 

 

Pense!

 

O clamor por uma nova reforma aponta para o quê?

 

 

Ponto Importante

 

O valor da experiência de fé onde cada pessoa, individualmente, experimenta o seu encontro com Deus é algo que deve ser preservado.

 

 

CONCLUSÃO

 

É urgente que vivamos como sal e luz deste mundo, pois temos uma tarefa que é inadiável e intransferível (Mt 28.19,20). Sejamos exemplo em tudo, para que o nome do nosso Pai celestial seja glorificado pelas nossas boas obras (Mt 5.16).

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

DANIEL, Silas: A Sedução das Novas Teologias: O perigo por trás de modismos como Igreja Emergente, Teologia Narrativa, Teismo Aberto, Teologia Quântica, Ortodoxia Generosa e Evangelho da Auto-Ajuda. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007.

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. O que era a religião oficial de Israel?

A religião de Israel, o judaísmo, era a institucionalização do sistema de vida prescrito por Deus para o povo eleito.

 

  1. Quem fundou o judaísmo?

Segundo alguns estudiosos foi Neemias e Esdras.

 

  1. Qual é a pior causa da rejeição da igreja pelos “desigrejados”?

O fato das pessoas não quererem pertencer a nenhuma denominação por causa de maus testemunhos.

 

  1. Quais são os três estágios da igreja enquanto instituição?

Avivamento, movimento e monumento.

 

  1. O que os “sem-igreja” mais valorizam?

Valorizam a experiência religiosa que, para eles, deve ser pessoal e significativa.

 

SUBSÍDIO

 

“A Igreja Emergente e seus Pressupostos Enganosos

O modismo denominado igreja Emergente é muitíssimo novo. Nasceu no final do século XX, mas floresceu no início do século XXI. Trata-se de um movimento que prega a necessidade de uma nova compreensão do evangelho e da espiritualidade, e de uma nova teologia com uma nova abordagem da Bíblia. Um de seus mais famosos proponentes é o pastor americano Dan Kimball, que lançou em 2003 o livro The Emerging Church: Vintage Christianity for New Generations (Zondervan). Um pouco antes, porém, pesquisas de institutos cristãos já haviam constatado uma tendência diferente no meio evangélico dos Estados Unidos e que nada mais era do que o movimento já em formação. O livro de Kimball foi apenas o marco para que o movimento da Igreja Emergente finalmente ganhasse corpo, se cristalizasse e se tornasse uma realidade.

Em síntese, a Igreja Emergente ou a Igreja Pós-moderna, como também é chamada, é um movimento nascido no meio evangélico e que procura atrair cristãos influenciados pela pós-modernidade, principalmente aqueles cristãos sem igreja ou que se definem como desiludidos ou insatisfeitos com suas igrejas ou com todas as igrejas. Gente que se diz cansada ou frustrada com a organização e a tradição de suas denominações (o que chamam invariavelmente de ‘legalísmo’, termo que também tem outros sentidos para os emergentes) e com o ‘sistema’ e ‘jeito de ser’ do meio evangélico” (DANIEL. Silas. A Sedução das Novas Teologias. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007, pp.30-31).

fonte avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

                              

                                Lições Bíblicas CPAD

                             Jovens  3º Trimestre de 2015 

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI

Comentarista: César Moisés Carvalho 

Lição 10: A ascensão econômica

Data: 6 de Setembro de 2015

 

TEXTO DO DIA

 

E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui(Lc 12.15).

 

SÍNTESE

 

A ética e a moral cristãs são tão essenciais quanto a justiça social.

 

AGENDA DE LEITURA

 

SEGUNDA — Gn 3.17

A origem da pobreza

 

 

TERÇA — Sl 62.10

Não colocar o coração nas riquezas

 

 

QUARTA — Sl 119.14,72

A Palavra de Deus é melhor que as riquezas

 

 

QUINTA — Pv 30.8

Nem riqueza, nem pobreza

 

 

SEXTA — Pv 23.4

Não devemos ambicionar a riqueza

 

 

SÁBADO — Fp 4.4-20

As circunstâncias não devem abalar a fé

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • DISSERTARa respeito da justiça social e do profetismo no Antigo Testamento.
  • COMPREENDERcomo se dá a política econômica na atualidade.
  • CONSCIENTIZARdo perigo do “casamento” da igreja com o estado.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, o enfoque principal da lição de hoje é acerca das mudanças políticas que vêm alterando a organização social das nações. É função do governo, independente de sua ideologia ou partido, proporcionar qualidade de vida para toda a população. Os governantes não podem legislar em causa própria ou para uma minoria. Todo cidadão deve ter seus direitos básicos assegurados, como por exemplo, o direito à moradia, à educação, a um sistema público de saúde (que funcione!), ao trabalho, etc.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, reproduza o quadro abaixo. Em classe, distribua as cópias para os alunos. Em seguida peça que eles formem duplas. Oriente-os para que completem o quadro marcando uma das opções: sim ou não. Depois reúna os alunos formando novamente um único grupo. Analise, juntamente com eles, se a proporção de sim foi maior que a de não ou vice-versa. Depois, em conjunto, discuta com os alunos as seguintes questões: “Qual seria o papel do governo em relação às políticas sociais?” e “Como igreja do Senhor, o que devemos fazer quando os governos não têm políticas sociais justas?”. Ouça a todos com atenção. Explique que, como servos de Deus, devemos orar e pedir a direção dEle antes de votar, pois não queremos ser levados pelo discurso populista de qualquer candidato.

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

1 Timóteo 6.7-10

 

7 — Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele.

8 — Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.

9 — Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.

10 — Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

Na breve lição de hoje, refletiremos acerca das mudanças políticas que vêm alterando a organização familiar e social. A implementação de novas políticas com a ascensão de governos que nunca haviam chegado ao poder surpreende, causando impacto econômico positivo. Entretanto, ao mesmo tempo em que proporcionam melhorias na qualidade de vida dos cidadãos, esses mesmos regimes introduzem políticas de minorias bastante perigosas. Até que ponto o populismo não está “dando com uma mão” para “tirar com dez outras”, fazendo com que até mesmo a moralidade seja extinta?

 

  1. A JUSTIÇA SOCIAL E O PROFETISMO

 

  1. O cuidado divino com a justiça social.Desde a Queda, devido às consequências do pecado, a desonestidade e a ganância fazem parte das relações humanas. Pessoas acham-se no direito de oprimir as outras. Assim, quando da promulgação da Lei, é possível observar o cuidado divino com os menos favorecidos (Êx 22.25-27; 23.6; Lv 19.10; 23.22), diferentemente de outros códigos legislativos do mundo antigo que pouco se importavam com a situação das pessoas.
  2. Justiça divina não é paternalismo.A despeito do amor de Deus pelos órfãos, viúvas e pobres, o Senhor não age de forma paternalista, favorecendo um em detrimento do outro, pois Ele é justo (Êx 23.1-3; Lv 19.15). A Lei é tão precisa que chega a orientar o legislador a não aceitar presentes, de uma ou de outra parte, para que tenha isenção e não seja levado a favorecer alguém no processo de julgamento (Êx 23.8).
  3. O ministério profético e a justiça social.Quando no período dos reis os judeus, de forma deliberada e em demonstração de rebeldia, passaram a negligenciar o que a Lei prescrevia sobre a questão social (Êx 23.10,11; Dt 24.14-22) — sobretudo, do jubileu que incluía, entre outras coisas, a obrigatoriedade de libertar os os escravos e liquidar as contas e/ou empréstimos dos endividados (Lv 25.1-55) —, o Senhor então levantava os profetas para condenar essa postura (Jr 34.8-22).

Na realidade, é impossível não notar que o profetismo, como movimento, nasce justamente por causa da injustiça social e da falta de defesa dos menos favorecidos, pois se o próprio Deus que libertara Israel era esquecido, que dirá aqueles que, sem posse alguma, ficavam à mercê da sensibilidade dos seus irmãos no cumprimento da Lei (Is 3.12-15; 58.1-14; Dn 4.27; Am 2.6-12). O Senhor, porém, não permitiu que tal descaso ficasse impune (Sl 9.1-20; 12.5; Zc 7.5-14).

 

 

Pense!

 

Mudando-se o modo de a humanidade relacionar-se com Deus, isto é, havendo a graça substituído a Lei, existe ainda a necessidade de se cuidar do necessitado?

 

 

Ponto Importante

 

A leitura de Isaías 58.1-14 mostra claramente que Deus não se importa com ritualismo desprovido de prática.

 

 

  1. A POLÍTICA ECONÔMICA

 

  1. O governo e a justiça social.Em qualquer civilização, existem os liderados e os que lideram (Rm 13.1-7). Um dos principais deveres dos governantes é justamente assegurar o cumprimento da ordem e do direito. Em qualquer sociedade, a dependência dos governos por parte dos menos favorecidos é uma realidade. Não havendo justiça social, as classes populares certamente serão as mais prejudicadas. No mundo antigo, cria-se que o apoio aos pobres era uma das condições para o êxito de qualquer governante (Pv 29.14). Um exemplo claro dessa verdade pode ser visto no “conselho” dado por Daniel a Nabucodonosor: “Portanto, ó rei, aceita o meu conselho e desfaze os teus pecados pela justiça e as tuas iniquidades, usando de misericórdia para com os pobres, e talvez se prolongue a tua tranquilidade” (Dn 4.27).
  2. O governo e as classes populares.Quando partidos, cujas propostas de governo incluem políticas sociais voltadas ao menos favorecidos, ascendem ao poder, teoricamente acontecem melhorias que beneficiam os pobres. Estes, mesmo não realizando todos os seus sonhos, ao conseguir um pouco mais de recursos — seja através de programas sociais, seja com a geração de empregos —, veem-se como devedores dos governantes e assim passam a concordar com todas as ações do governo.
  3. O perigo do populismo.Se imediatamente o assistencialismo melhora a situação dos pobres, em longo prazo, ele em nada contribui para a efetiva ascensão social destes. Em países emergentes, o populismo proporciona a perpetuação de tais governos no poder, acabando por instaurar um despotismo em lugar da democracia. Isso porque a ajuda que deveria proporcionar as condições de as pessoas adquirirem autonomia econômica, transforma-se em moeda de troca, gerando dependência e, consequentemente, manutenção da pobreza ao mesmo tempo em que garante a perpetuação do governo.

 

 

Pense!

 

Em sua opinião, se o assistencialismo não fosse a política utilizada para atender as classes populares, qual seria a melhor forma de se cuidar dos menos favorecidos?

 

 

Ponto Importante

 

Na perspectiva do Evangelho, a justiça social precisa ser uma realidade em nosso meio.

 

 

III. O PERIGO DO CASAMENTO DA IGREJA COM O ESTADO

 

  1. O artifício romano para obter o apoio dos líderes religiosos.O chamado “Templo de Herodes” é a melhor explicação para o “bom relacionamento” entre os governadores romanos e os sacerdotes dos tempos de Jesus. De alguma forma, eles recebiam apoio do governo para manter o povo submisso ao jugo romano, pois, quando da acusação de Jesus Cristo, vemos claramente que havia entre eles uma ligação que transcendia a obediência estritamente civil (Lc 23.2; Jo 19.12,15).
  2. A era Constantino.Em 313, o imperador romano Constantino, depois de se tornar “cristão” de forma inusitada, decretou, no chamado Edito de Milão, a liberdade de culto, terminando por oficializar o cristianismo como uma religião estatal. Foi assim que se deu o espúrio e danoso casamento da Igreja com o Estado. Tanto é verdade que o primeiro Concílio da Igreja, ocorrido em 325, foi convocado por ele.
  3. O cuidado da Igreja atual.Tais lições da história devem servir-nos como alerta para os nossos dias. Antes, assim como a Igreja do primeiro século, éramos ignorados; hoje, devido ao número de evangélicos, os poderosos cada vez mais se aproximam de nós. Que a nossa relação com os políticos seja ética e que jamais venhamos a negociar com eles os nossos valores supremos (2Tm 2.4). Que o Senhor nos ajude a sempre agirmos assim.

 

 

Pense!

 

O que você acha do “casamento” da Igreja com o Estado?

 

 

Ponto Importante

 

Se o Estado, e a Igreja, cada qual em seus respectivos âmbitos, cumprir o seu papel, é possível haver justiça social.

 

 

CONCLUSÃO

 

Não há dúvida de que a função do governo é proporcionar melhores condições para a população ter assegurada a sua qualidade de vida. Não obstante, isso não pode acontecer como sistema de troca de voto para que projetos imorais sepultem os bons valores. Que possamos ser vigilantes para que isso não venha acontecer.

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

SOARES, Esequias. O Ministério Profético na Bíblia: A Voz de Deus na Terra. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012.
PALMER, Michael D. (Org). Panorama do Pensamento Cristão. 1ª Edição. RJ: CPAD. 2001.

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. Cite um dos principais cuidados divinos.

O cuidado divino com a justiça.

 

  1. O assistencialismo resolve o problema da pobreza?

Não, ele apenas remedia a situação dos pobres; a longo prazo, ele em nada contribuí para a efetiva ascensão social destes.

 

  1. Em sua opinião, qual seria o papel do governo em relação aos pobres: alimentá-los ou proporcionar-lhes trabalho? Explique.

Reposta pessoal.

 

  1. Como deve ser a nossa relação com os políticos?

Deve ser uma relação ética e que jamais venhamos negociar com eles os nossos valores supremos.

 

  1. De acordo com a lição, qual deve ser a função do governo?

A função do governo é proporcionar melhores condições para a população e ter assegurada a sua qualidade de vida.

 

SUBSÍDIO I

 

“Deus é o maior interessado no bem-estar de todas as suas criaturas, por isso suas leis são também de caráter social e não apenas espiritual. A Lei de Moisés não consiste apenas num compêndio religioso, trata de profecias, história, registros genealógicos e cronológicos, regulamentos, ritos, cerimônias, exortações, leis morais, civis e cerimoniais, sacerdotes, sacrifícios, ofertas, festas e o tabernáculo.

A justiça social está presente em toda a Bíblia e esse assunto envolve religião, política e economia. Assim como os aspectos políticos e sociais nos profetas revelam a forma como a profecia contribuiu na formação moral e ética nos períodos que se seguiram à geração dos profetas de Israel e entre as nações. Temos na Lei de Moisés a base e a estrutura social e política do Estado. O papel dos profetas do Antigo Testamento como porta-vozes de Deus e intérpretes da lei era o de conscientizar o povo do seu compromisso assumido no Sinai, colocando em prática a aliança feita com seus pais. A formação social e cultural de Israel e a sua grande influência entre todos os povos da terra devem-se à pregação e aos escritos desses profetas que o cristianismo difundiu por todo o mundo” (SOARES, Esequias. O Ministério Profético na Bíblia: A Voz de Deus na Terra. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.50).

 

SUBSÍDIO II

 

“Os Profetas e a Questão Social

Quanto à justiça social, o assunto é muito mais amplo na Lei. Ela legisla sobre a necessidade de ser benevolente com os necessitados (Dt 24.14), estabeleceu que o patrão deve cumprir suas obrigações com os assalariados (v.15), entra também na questão jurídica sobre aquele que violar a Lei (Dt 4.16), ordena respeitar o direito do estrangeiro e do órfão e não aceitar como penhor a roupa de ninguém e nem emprestar dinheiro com usura (Êx 22.22-27; Dt 24.17). Permite ao pobre entrar para comer até fartar-se na vinha e em qualquer plantação do próximo, desde que não leve embora na cesta (Dt 23.24,25). A servidão de hebreus é proibida, o que veio a ser comum com o passar do tempo era o fato de a própria pessoa se vender como escravo ao seu irmão, mesmo assim, a Lei manda libertá-lo no sétimo ano (Êx 21.2; Dt 15.1-18), estabelecendo a administração da justiça nos tribunais.

O compromisso do cristão direciona-se em dois sentidos: vertical — adoração, atividades espirituais; horizontal — servir à sociedade, às atividades filantrópicas e sociais. Por isso Deus estabeleceu ministérios na Igreja com o dom de Socorro (1Co 12.28) (Dt 16.18-20)” (SOARES, Esequias. O Ministério Profético na Bíblia: A Voz de Deus na Terra. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2012, pp.57-66).

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

                                                      Lições Bíblicas CPAD

                         Jovens   3º Trimestre de 2015 

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI

Comentarista: César Moisés Carvalho 

Lição 11: A superexposição midiática da Igreja

Data: 13 de Setembro de 2015

 

TEXTO DO DIA 

E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo"” (At 2.46,47a).

 

SÍNTESE 

A ordem de Jesus Cristo de pregar o evangelho a todas as pessoas pode ser obedecida com a utilização, sábia e prudente, dos meios de comunicação.

 

AGENDA DE LEITURA 

SEGUNDA — Mt 5.14-16

Somos a luz do mundo 

TERÇA — Jo 13.15

Jesus é o nosso referencial 

QUARTA — 1Ts 1.6,7

Uma igreja exemplar 

 

QUINTA — At 10.1-48

Um “ímpio” exemplar 

 

SEXTA — 1Pe 2.12

A Igreja deve ter um bom exemplo

 

SÁBADO — 1Pe 5.1-3

A liderança deve servir de exemplo 

OBJETIVOS 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

CONHECERa respeito da reputação de Cristo e da igreja do primeiro século.

DISCUTIRa respeito dos malefícios da superexposição midiática da igreja evangélica.

COMPREENDERque devemos utilizar a mídia de forma sábia e prudente. 

INTERAÇÃO

 

Prezado professor, nesta lição estudaremos acerca da exposição midiática da igreja. É importante enfatizar, no decorrer da lição, que utilizar a mídia para anunciar a Palavra de Deus não é errado, desde que o objetivo seja glorificar o nome do Senhor. A tevê é um veículo de comunicação de massa, seu poder de alcance é muito grande. Porém, precisamos utilizar este recurso midiático com sabedoria e coerência, nunca para proveito próprio. Infelizmente alguns utilizam este veículo com o objetivo de se tomarem famosos. A fama é efêmera e existe uma diferença entre ser famoso e ser bem-sucedido. Os cristãos do primeiro século não lutaram para se tomarem famosos, porém eles foram bem-sucedidos em sua missão. Muitos, erroneamente, acreditam que o crescimento de uma igreja ou denominação se dá apenas pela utilização da mídia, em especial a TV, mas quem sustenta a Igreja e faz com que ela cresça de modo saudável é o Senhor Jesus Cristo.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Escreva no quadro os perigos da superexposição midiática da igreja evangélica, relacionados abaixo. Discuta com os alunos esses pontos. Conclua explicando que só devemos fazer uso da mídia, em especial a televisão, para glorificar o Nome do Senhor.

 

Os perigos da superexposição midiática da igreja evangélica:

 A briga pela audiência e a necessidade de apresentar sempre algo novo que agrade o público.

 Buscar a fama e o sucesso pessoal e não glorificar o nome do Senhor.

 Ter um discurso que agrade a todos, dando enfoque às mensagens de autoajuda.

 Criar a impressão de que o crescimento da igreja se dá única e exclusivamente pela utilização da mídia.

 Utilizar todos os recursos financeiros para pagar programas de televisão e não investir em missões ou na própria igreja.

 

TEXTO BÍBLICO

 

1 Tessalonicenses 1.6-10.

 

6 — E vós fostes feitos nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo,

7 — de maneira que fostes exemplo para todos os fiéis na Macedônia e Acaia.

8 — Porque por vós soou a palavra do Senhor, não somente na Macedônia e Acaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se espalhou, de tal maneira que já dela não temos necessidade de falar coisa alguma;

9 — porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro,

10 — e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

Neste domingo estudaremos acerca da exposição midiática da Igreja. Desde os tempos de Constantino, em nenhum outro tempo a Igreja foi tão amplamente exposta. Milagres, ou algo parecido, dividem o horário nobre da TV aberta com novelas e outras programações. Até quando a “espetacularização da fé” auxilia o verdadeiro Evangelho?

Como buscar formas alternativas de evangelização sem parecer que estamos envolvidos na mesma competição religiosa por “almas”? Eis o nosso desafio.

 

A REPUTAÇÃO DE CRISTO E DA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO

 

João Batista e Jesus Cristo.A postura de João Batista em relação a Jesus, e a do último a respeito do primeiro, demonstram nitidamente o que significa saber conviver com a “fama” e com o “declínio” desta (Jo 1.26,27,29-34; 3.22-30; Lc 7.28).

Na realidade, a fama de ambos não era algo que eles buscassem, pois ela veio em função do ministério de cada um (Mt 3.4-6; Lc 4.14; 7,17). Quanto ao que vulgarmente poderíamos classificar como declínio, na verdade é o cumprimento da vocação soberana de Deus para ambos (Mt 16.21-23; Jo 3.28,30). Acabando-se o tempo de trabalho de cada um, inicia-se um novo ciclo e, com ele, vem a saída de um sendo a oportunidade estendida a outro.

Os pilares da notoriedade da igreja que nasceu no Cenáculo.A Palavra de Deus revela-nos que a igreja nascida no cenáculo, após ter sido revestida de poder (At 1.8; 2.1-13), e ter um crescimento inicial que saltou dos “quase 120” para os quase três mil, perseverava “na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (At 2.42). Esses quatro pilares — doutrina, comunhão, partilha e espiritualidade — proporcionaram segurança à igreja, resultando na confiança e na adesão popular que ela passou a desfrutar na sociedade daquela época (At 2.47).

Uma igreja formada por pessoas comuns.É muito perigoso idealizar o passado ou pessoas. Tiago falou acerca desse assunto ao dizer que o profeta Elias era um homem comum, ou seja, como qualquer um de nós (Tg 5.17,18). Uma vez que a igreja do primeiro século era formada por pessoas, ela não era perfeita, pois também possuia os seus problemas e dificuldades (At 15.1-39; Gl 2.9-14). Não obstante, é preciso destacar que na perseguição, nas lutas e até nas desavenças essa igreja jamais deixou de cumprir a sua missão (At 8.4; 15.36-39).

 

 

Pense!

 

Como se deu a influência da Igreja do primeiro século se ela não era numericamente volumosa?

 

 

Ponto Importante

 

Saber respeitar o período de atuação de cada ministério, ou de cada pessoa ou grupo, que serve a Deus em uma determinada sociedade e tempo, também é uma forma de adoração.

 

 

A SUPEREXPOSIÇÃO MIDIÁTICA DA IGREJA EVANGÉLICA

 

A mídia como meio de divulgação.É impossível ignorar o valor da mídia no que díz respeito à comunicação. Contudo, é fato que há diferentes públicos, e estes reclamam programações específicas. Quem apresenta um programa e quer manter a audiência sabe que precisa garantir a satisfação do público-alvo. Assim, se o objetivo de quem comunica é alcançar um grupo e cativá-lo, certamente deverá criar uma identidade de forma que as pessoas possam ter certeza de que sempre haverá, no mesmo programa, algo novo. De acordo com esse raciocínio, como é que a igreja deve portar-se ao utilizar os meios de comunicação? (Mt 5.13-16).

E a igreja descobriu a mídia.Sem falar da mídia impressa, que é utilizada desde o surgimento da igreja evangélica brasileira, há mais de sessenta anos as igrejas começaram a utilizar o rádio. Vinte anos depois, foi a vez da televisão. A partir de então, muitas igrejas passaram a utilizar os meios de comunicação como forma de alcançar as pessoas com a Palavra de Deus.

Qualidade da programação evangélica.Com o crescimento exponencial das denominações evangélicas, há uma diversidade de mídias utilizadas. Estas são definidas segundo a filosofia de trabalho e as condições financeiras de cada denominação. É inevitável também reconhecer que as prioridades inverteram-se. A programação não é mais totalmente voltada para os não crentes. Para garantir audiência e, principalmente, cooptar novos contribuintes, é possível perceber algumas apelações sensacionalistas que, em vez de glorificarem o nome de Cristo, acabam por envergonhá-lo (Rm 2.24).

 

 

Pense!

 

É legítimo utilizar os meios de comunicação, e nestes, apelar para o sensacionalismo como forma de propagar a mensagem evangélica?

 

 

Ponto Importante

 

No afã de conquistar adeptos, muitas denominações se excedem na mídia, e isso tem trazido escândalo ao Evangelho de Cristo.

 

 

III. USANDO A MÍDIA DE FORMA SÁBIA E PRUDENTE

 

Uma igreja famosa pelas suas boas ações.Estarmos expostos é uma consequência inevitável, mas a questão é: Como estamos sendo vistos? Por qual razão, ou motivo, estamos sendo conhecidos? A igreja em Tessalônica tornou-se notória pelas suas ações positivas e benéficas (1Ts 1.6-9).

O cuidado na utilização da mídia.Na edição de novembro de 2004, o jornalMensageiro da Paz, publicou um artigo do pastor José Wellington Costa Júnior sobre o “papel da mídia evangélica”, do qual destacamos o seguinte: “Sob o aspecto do ‘Ide’ de Jesus, é interessante que procuremos o maior número possível de caminhos para a divulgação de sua mensagem salvadora, mas sem precisar ‘inventar’ milagres ou usar o Evangelho para fazer sensacionalismo. Sabemos que Jesus Cristo cura enfermos, transforma vidas, expulsa demônios, mas a sua principal mensagem é que Ele salva e perdoa pecados. O próprio Jesus, quando operava algum milagre, orientava para que não houvesse divulgação. Isso quer dizer que as pessoas devem se sentir atraídas não pelo sensacionalismo evangélico, que às vezes temos visto em programas de televisão, mas pelo poder da mensagem da Palavra de Deus”.

O Evangelho deve ser pregado através da midia?Não há dúvida de que devemos utilizar os meios de comunicação para anunciar o Evangelho. Contudo, que o façamos de maneira sábia e relevante, pois não podemos lidar com vidas como se estivéssemos negociando, atitude esta que, inclusive, é condenada na Bíblia (1Tm 6.1-21; 2Pe 2.3). Além disso, temos de ter cuidado para não envergonharmos o nome de Cristo pela forma de nos apresentarmos.

 

 

Pense!

 

Como os evangélicos têm se tornado conhecidos no país?

 

 

Ponto Importante

 

Em termos de Evangelho e na perspectiva de Cristo, é preciso entender que a relação entre relevância e número, nem sempre será tão evidente.

 

 

CONCLUSÃO

 

Utilizar a mídia para pregar o Evangelho não é uma questão de sobrevivência, pois quem sustenta a Igreja é o Senhor Jesus Cristo (Mt 16.18). Pregar utilizando a mídia é algo estratégico, mas só devemos fazê-lo se isso glorificar o nome do Senhor.

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

PALMER, Michael D. (Org). Panorama do Pensamento Cristão. 1ª Edição. RJ: CPAD. 2001.
COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. O Cristão na Cultura de Hoje: Desenvolvendo uma visão de mundo autenticamente cristã. 1ª Edição. RJ: CPAD. 2006.

 

HORA DA REVISÃO

 

Quais são os quatro pilares da notoriedade da Igreja do primeiro século?

Esses quatro pilares são: ensinamento, fraternidade, partilha e espiritualidade.

 

Quais critérios utilizam as igrejas para definir suas mídias e as programações?

A filosofia de trabalho e as condições financeiras de cada denominação.

 

Por que a igreja de Tessalônica ficou conhecida?

A igreja em Tessalônica tornou-se notória pelas suas ações positivas e benéficas.

 

Quais os principais cuidados na utilização da mídia para pregar o Evangelho?

Não “inventar” milagres ou usar o Evangelho para fazer sensacionalismo.

 

Quais são os principais perigos da má utilização da mídia pela igreja?

Resposta pessoal.

 

SUBSÍDIO I

 

“O papel da mídía evangélica

A mídia evangélica no Brasil é um assunto que deve ser abordado pelo menos sob dois aspectos. Em primeiro lugar, tomemos como base o texto de Marcos 16.15, que assim nos diz: ‘E disse-lhes: Ide por todo mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura’. Todos sabem que estas são palavras do Senhor Jesus incentivando os discípulos a divulgarem o seu Evangelho. E para isso não podem existir barreiras ou limitações. A divulgação da Palavra de Deus tem de ser feita através de todos os meios de comunicação possíveis que estiverem ao nosso alcance, e esses meios estão em nossos dias, e cada vez mais sofisticados e penetrantes. Hoje é possível alcançar um executivo no seu local de trabalho com a Palavra de Deus sem deixar, no entanto, de alcançar um trabalhador rural.

É necessário que o trabalho de divulgação da Palavra de Deus através da mídia seja feito com muita responsabilidade, e aqui eu abordo o segundo aspecto, lembrando o que Jesus disse no Sermão da Montanha: ‘Vós sois o sal da Terra’ (Mt 5.13}” (COSTA, JR, José Wellington. O Papel da Mídia EvangélicaMensageiro da Paz. ano 74, nº 1.434. RJ: CPAD. 2004, p.6).

 

SUBSÍDIO II

 

“A nossa preocupação na questão da comunicação do Evangelho é: o que e como comunicar. Trata-se do conteúdo da mensagem e a forma de apresentá-lo. A forma deve prender o interesse e a atenção do espectador. O rádio, a televisão e os computadores, que possibilitam o acesso à internet, representam meios importantes para a divulgação da Palavra de Deus, mas não devemos copiar nada do que os programas seculares oferecem. Temos de conservar a nossa identidade, que caracteriza a nossa seriedade e responsabilidade. Já temos a melhor mensagem a ser transmitida: a salvação em Cristo Jesus e a vida eterna com Deus.

O nosso público alvo são as pessoas desgostosas com a vida, carregando o peso do pecado, sem esperança, cansadas de sofrer e de serem enganadas pelas religiões que, em alguns casos, estão mais interessadas no poder aquisitivo de seu público, não se importa com a sua situação espiritual. Portanto, o nosso papel na midia deve ser o mais transparente possível, não utilizando-a para promoções pessoais, não demonstrando interesse no retorno financeiro, mas pregando o Evangelho com responsabilidade” (COSTA, JR. José Wellington. O Papel da Midia EvangélicaMensageiro da Paz. ano 74, nº 1.434. RJ: CPAD, 2004, p.6).

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

 

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                  Jovens 3º Trimestre de 2015

 

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI

Comentarista: César Moisés Carvalho 

 

Lição 12: A secularização mais presente

Data: 20 de Setembro de 2015

 

TEXTO DO DIA

 

Na verdade, que já os fundamentos se transtornam: que pode fazer o justo?” (Sl 11.3).

 

SÍNTESE

 

O avanço do secularismo alerta-nos para a necessidade de uma maior atuação de todos nós, Igreja de Cristo, como luz do mundo e sal da terra.

 

AGENDA DE LEITURA 

SEGUNDA — Jr 8.5

A apostasia de Israel  

TERÇA — 1Sm 8.1-8

A rejeição do governo divino 

QUARTA — Jz 21.25

A anarquia em Israel 

QUINTA — Mt 9.36

Ovelhas sem pastor 

SEXTA — Sl 11.3

Fundamentos transtornados 

SÁBADO — 2Tm 3.1-5

Tempos trabalhosos

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • COMPREENDERque estamos vivendo tempos trabalhosos.
  • CONSCIENTIZARde que jamais devemos nos amoldar a este mundo.
  • EXPLICARa importância de se utilizar o “ciclo histórico do mundo”, como uma forma didática de “Ler” a realidade.

 

INTERAÇÃO

 

Prezado professor, nesta lição estudaremos acerca da secularização, um perigo que ronda a Igreja de Cristo. Veremos que o avanço do secularismo, já anunciado por Jesus nas Escrituras Sagradas, aponta para a necessidade de uma maior vigilância e atuação da igreja. Muitos cristãos estão se deixando levar pelas sutilezas malignas da secularização. Como consequência a fé de muitos tem sido destruída. Que jamais venhamos ser seduzidos pelas coisas deste mundo, pois quem ama e se deixa amoldar pela filosofia deste século, não pode desfrutar do amor divino. Sigamos a recomendação bíblica: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há” (1Jo 2.15).

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, reproduza o quadro abaixo em folhas de papel pardo. Divida a turma em três grupos. Em seguida dê uma folha para cada grupo e canetas hidrocores. Explique que cada grupo terá cinco minutos para preencherem os quadros. Depois, reúna os grupos novamente e peça que cada grupo exponha o seu quadro, explicando seus apontamentos. Conclua enfatizando que é urgente que reconheçamos a necessidade de buscarmos mais a Deus, sua Palavra e o conhecimento do que ocorre à nossa volta para levarmos adiante a obra do Senhor.

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

2Timóteo 3.1-5.

 

1 — Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;

2 — porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,

3 — sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,

4 — traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,

5 — tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

Na aula de hoje aprenderemos que em nenhum outro lugar o reflexo da secularização é tão evidente quanto na igreja. Apesar de serem as artes e a ciência (e a filosofia por trás delas) os grandes propulsores da chamada modernidade tardia, no campo religioso suas influências se revelam ainda mais presentes. A flexibilização dos valores do Evangelho, visando amoldá-los às mudanças da pós-modernidade, é um dos perigos mais sutis deste tempo para a Igreja.

O que seria, de fato, a “secularização”? A inserção de pensamentos puramente materiais na esfera religiosa ou a atribuição de uma dimensão religiosa às coisas puramente temporais? Tais indagações precisam ser devidamente esclarecidas a fim de que possamos saber a melhor forma de levar adiante a nossa missão.

 

  1. OS TEMPOS TRABALHOSOS

 

  1. A profecia paulina acerca dos “tempos trabalhosos” (2Tm 3.1).Ao jovem pastor Timóteo, o apóstoLo Paulo adverte acerca de um período que ele classificou como “tempos trabalhosos” (2Tm 3.1). Tal época seria caracterizada pela completa anulação dos valores humanos mais nobres, bem como àqueles que foram ensinados pelo Senhor Jesus Cristo (Mt 5—7). A despeito de o texto ter uma audiência imediata, ele igualmente aponta — profeticamente — para o futuro.
  2. O tema dos “tempos trabalhosos” nos escritos paulinos.Como um dos mais profícuos escritores do Novo Testamento, Paulo trata de alguns temas em mais de uma ocasião (1Co 5.9). O assunto dos “tempos trabalhosos”, por exemplo, cerca de uma década antes, já havia sido tratado pelo apóstolo dos gentios em sua Epístola dirigida aos judeus que viviam em Roma (1.18-32).
  3. Características dos “tempos trabalhosos”.Escrevendo a Timóteo, Paulo destaca como características dos tempos trabalhosos que, segundo ele, também são os últimos tempos, a anulação dos valores e a perversão religiosa através de um ascetismo que se parece com piedade (1Tm 4.1-5; 2Tm 3.1-5). Em Romanos 1.18-32, o apóstolo dos gentios realça os aspectos pagãos, religiosos, filosóficos e imorais que caracterizarão tal momento histórico. Com o quadro que o apóstolo apresenta, é possível avaliar a sociedade atual e o tempo de hoje, comparando-os e verificando se há algum paralelo e até similaridade entre si.

 

 

Pense!

 

Cientes de que a advertência paulina é circunstancial, mas também profética, podemos dizer que estamos vivendo nos “tempos trabalhosos” referidos por Paulo?

 

 

Ponto Importante

 

Em cada período da história, o povo de Deus sempre enfrentou desafios difíceis de superar, portanto, é preciso evitar qualquer especulação escatológica.

 

 

  1. A IGREJA EM UM MUNDO PÓS-CRISTÃO

 

  1. A secularização.Por incrível que pareça, a secularização, ou seja, a perda da influência da religião sobre a sociedade, decorre em parte do Iluminismo (chamado também de “século das luzes”) que, por sua vez, juntamente com a Renascença (ou Renascimento, das artes, da filosofia e da cultura pré-cristã, chamada de “antiguidade clássica”), é fruto da Reforma Protestante que acabou com a hegemonia do catolicismo romano.

Por isso, quando se fala em secularização e imediatamente a relacionamos à fé, tem-se a impressão de que tal postura afeta unicamente a igreja. Não é bem assim, mas pelo fato de o Ocidente ser o que é por causa da cultura judaico-cristã e pelo longo período do predomínio da igreja na Idade Média, é fato que a comunidade de fé acaba sentindo — muito mais que qualquer outro setor da sociedade —, de forma mais sensível e agressiva, os reflexos da secularização (Mt 7.21-23; 2Tm 2.14-21,23-26).

  1. A pós-modernidade (2Tm 3.1-5).Também conhecida como hipermodernidade ou ainda modernidade tardia, de forma simples é uma reação ao mundo moderno (que foi criado confiando cegamente na razão, e formou-se no impacto de três acontecimentos: Reforma Protestante, Iluminismo e Renascença) e, ao contrário deste, é a desconstrução das certezas, tanto as que se baseiam na ciência como as que se fundamentam na revelação. Entre as suas características mais marcantes, figura a inaceitabilidade da ideia de qualquer narrativa que pretenda ter uma abrangência global. Por isso, ela anuncia o fim da história como a conhecemos e herdamos da visão judaico-cristã, possuindo início, meio e fim, e procura retomar a antiga noção cíclica do tempo: sem início, sem fim e, portanto, sem possibilidade alguma de se pensar em transmutação dos valores ocidentais, ou quaisquer outros, como norma para o mundo, pois não há civilização que tenha autoridade, ou que seja melhor que as demais, para prescrevê-los.
  2. A cultura pós-cristã.Atualmente, tornou-se comum falar de era ou cultura pós-cristã. Esta é resultado direto do processo de secularização e da filosofia pós-modernista. Pós-cristianismo é a ideia de que a visão de mundo que o cristianismo apresentava como forma de explicar a realidade já não dá mais conta de fazê-lo. Não obstante, a cultura pós-cristã não é anticristã como muitos, equivocadamente, pensam. Ao contrário, a secularização e o pensamento pós-modernista tornaram possível ao mundo saltar de uma época em que era praticamente impossível ser ateu, para outra em que se pode não apenas ser ateu, mas agnóstico, cético, crente, místico, panteísta, etc. Os seus defensores dizem não existir verdade absoluta em nenhuma área, seja na religião, seja na ciência, na ética e até mesmo na moralidade. Com isso, tem-se a falsa impressão de que assim o mundo será melhor, mais tolerante e respeitoso em relação ao diferente e não convencional.

 

 

Pense!

 

De acordo com as características elencadas da hipermodemidade, você considera o seu país, culturalmente, pós-modemo?

 

 

Ponto Importante

 

Todos os períodos históricos possuem aspectos positivos e negativos, por isso, é preciso saber a melhor maneira de viver em cada momento.

 

 

III. NÃO SE AMOLDEM AO MUNDO

 

  1. “Quando os fundamentos se corrompem, o que os justos podem fazer?”.O questionamento do salmista no Salmo 11.3, é o mesmo em que nos encontramos atualmente. Constatamos, sem sombra de dúvidas, que os fundamentos estão sendo transtornados, mas a grande questão é: O que podemos fazer?
  2. “Não se amoldem às estruturas deste mundo”.Não tomar a forma ou entrar na fôrma não é necessariamente ser reacionário; implica não aceitar acriticamente o que nos é imposto pelo sistema pecaminoso da sociedade. A recomendação paulina não se encerra na negação e na resistência de amoldar-se às estruturas deste século, mas avança instruindo que devemos transformar-nos pela renovação do entendimento, ou seja, fazer uma manutenção constante em nossa visão de mundo cristã, a fim de conhecer ou distinguir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que é perfeito e o que é agradável a Ele (Rm 12.2).
  3. Saber interpretar o tempo.Em 1 Crônicas 12.32, há uma informação interessante sobre a pequena tribo de Issacar: “dos filhos de Issacar, destros na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer, duzentos de seus chefes e todos os seus irmãos, que seguiam a sua palavra”. É claro que a habilidade dos descendentes de Issacar a que faz referência o cronista, dizia respeito à capacidade estratégica para guerrear. No entanto, o Senhor Jesus Cristo, ao falar sobre os últimos tempos e censurar a postura hipócrita do povo que sabia distinguir o clima estiado de quando poderia chover, questionou: “Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis, então, discernir este tempo?” (Lc 12.56). Interpretando o tempo e não tomando a forma do sistema pecaminoso em vigência no mundo, podemos continuar cumprindo nossa missão de sermos salda terra e luz do mundo (Mt 5.13,14).

 

 

Pense!

 

É possível conterá marcha evolutiva — ou involutiva — do mundo?

 

 

Ponto Importante

 

O conhecimento da realidade é fundamental, não apenas para quem quer preservar a cultura, mas, sobretudo, para quem pensa em transformá-la.

 

 

  1. O CICLO HISTÓRICO DO MUNDO

 

  1. O “encantamento” do mundo.Apesar de parecer simplista, a ideia de divisão histórica pelo âmbito das perspectivas com as quais se enxerga o mundo, é um exercício didático e aceitável. Partindo desse ponto de vista, é possível não apenas dividir a história passada, mas, até mesmo, em termos de ciclo civilizatório, pensar a sociedade de forma futura.

Como se sabe, o mundo antigo fora marcado pela tentativa humana de se explicar a realidade através dos mitos. Tal atitude corresponde com o surgimento da religião, ou do sentimento religioso, entre a humanidade. O mundo era “encantado” e todas as coisas se explicavam através do mito. A filosofia foi uma tentativa de racionalizar a fala a respeito dos mitos, procurando questionar respostas simplistas e oferecendo “explicações” mais elaboradas e menos transcendentais. Falando-se em ocidente, tal postura perdurou até a Idade Média.

  1. O “desencantamento” do mundo.Com a descoberta progressiva da física, ou seja, de como funciona o universo, as explicações religiosas são substituídas por explicações lógicas e racionais. No mundo ocidental esse período corresponde à modernidade, chamada por Max Weber de “desencantamento do mundo”.
  2. O “reencantamento” do mundo.O próximo estágio só é possível quando se descobre que nem tudo pode ser explicado de forma racional. O ser humano não vive sem mistério e de forma puramente lógica. As coisas mais importantes da vida ainda são inexplicáveis: Quem somos, de onde viemos, para onde vamos? Esse momento, ocidentalmente falando, corresponde à pós-modernidade. Nesta, é possível coexistir fé e razão, ciência e religião.

 

 

Pense!

 

Em qual momento do ciclo histórico você acha que a sociedade encontra-se?

 

 

Ponto Importante

 

A teoria dos ciclos históricos demonstra que é possível experimentar tais momentos de forma concomitante.

 

 

CONCLUSÃO

 

É urgente, para dizer o mínimo, que reconheçamos a necessidade de buscarmos mais a Deus, sua Palavra e o conhecimento do que ocorre à nossa volta para levarmos adiante a obra do Senhor. Em todas as épocas, a Igreja sempre enfrentou dificuldades e jamais desistiu. Que possamos cumprir a nossa parte, pois talvez sejamos a geração da última hora da Igreja na face da terra (Lc 18.8; 1Jo 2.18).

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

BERGSTÉN, Euríco. Teologia Sistemática. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2005.
LEBAR, Lois E. Educação que é Cristã. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009.

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. Cite as características dos “tempos trabalhosos” apontadas na lição.

Anulação dos valores cristãos e a perversão religiosa através de um ascetismo que se parece com piedade.

 

  1. A secularização, involuntariamente, foi originada por qual acontecimento?

Iluminismo, Renascença e Reforma Protestante.

 

  1. A cultura pós-cristã é anticristã? Por quê?

Não. Porque a secularização e o pensamento pós-modernista tornaram possível ao mundo saltar de uma época em que era praticamente impossível ser ateu, para outra em que se pode não apenas ser ateu, mas agnóstico, cético, crente, místico, panteísta etc.

 

  1. O que significa não se amoldar ao mundo?

Significa não aceitar acriticamente o que nos é imposto pelo sistema pecaminoso da sociedade.

 

  1. Quais as duas atitudes que a igreja precisa tomar para restabelecer os fundamentos?

Interpretar o tempo e não tomar a forma do sistema pecaminoso em vigência no mundo.

 

SUBSÍDIO

 

“Da Cosmovisão Centrada em Deus para a Cosmovisão Centrada no Homem

Duzentos anos depois da Reforma do século XVI, a Europa conheceu o iluminismo. O iluminismo não era contra a religião; apenas declarava que nosso conhecimento de Deus não deveria vir da Bíblia, mas pela luz universal da natureza. Como tais, todas as religiões do mundo eram essencialmente iguais, fundamentadas como estavam na observação natural e na experiência. A Bíblia foi vista como um livro proveitoso, mas não considerada a revelação de um Deus pessoal. A razão humana foi elevada acima da revelação.

O iluminismo foi uma bênção mesclada. Por um lado, enfatizou a liberdade religiosa e a tolerância no melhor sentido da palavra. Dois séculos antes, a Reforma tinha inspirado nova vida espiritual em religiões da Europa. Esta luz. porém, era frequentemente oculta, senão extinta, pelas controvérsias religiosas que se seguiram anos mais tarde. Podemos entender por que as pessoas foram alimentadas com a intolerância da era. Ele deu ênfase muito necessária na liberdade de aprendizagem e na liberdade da consciência.

Infelizmente, o iluminismo também introduziu densas trevas” (LUTZER, Erwin E. Cristo Entre Outros Deuses: Uma defesa da fé cristã numa era de tolerância. 1ª Edição. RJ: CPAD. 2000, pp. 34-35).

 

 fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

                             Lições Bíblicas CPAD

                   Jovens  3º Trimestre de 2015 

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI

Comentarista: César Moisés Carvalho

Lição 13: A Igreja do Século 21

Data: 27 de Setembro de 2015

 

TEXTO DO DIA

 

Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).

 

SÍNTESE

 

Apesar das duras provações pelas quais tem passado, a Igreja de Cristo segue em direção ao alvo que Deus lhe designou.

 

AGENDA DE LEITURA

 

SEGUNDA — Mt 16.18

A revelação da Igreja

 

 

TERÇA — At 2.1-47

A inauguração da Igreja

 

 

QUARTA — 1Co 14.12

Os dons e a edificação da Igreja

 

 

QUINTA — Ef 5.32

O mistério de Cristo e a Igreja

 

 

SEXTA — 1Tm 3.15

A igreja, a Casa de Deus

 

 

SÁBADO — Ap 1.11

As sete igrejas do Apocalipse

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • DESCREVERa respeito do perfil da igreja neotestamentária.
  • DISCUTIRacerca da igreja do século XXI.
  • ELENCARos principais desafios da igreja do século XXI.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, pela graça do Senhor Jesus Cristo, chegamos ao final de mais um trimestre. Estudamos a respeito dos desafios da igreja no século XXI. Sabemos que as lutas são muitas, assim como as investidas do maligno. Porém a Igreja de Cristo segue vitoriosa em direção ao alvo que Deus lhe designou. Satanás, por mais que tente, jamais conseguirá prevalecer sobre a igreja do Senhor [...] “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Nesta última lição enfocaremos o perfil da igreja do primeiro século e a do século atual.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Para introduzir o tópico III da lição e fazer a conclusão, sugerimos que você reproduza o quadro abaixo. Divida a turma em dois grupos (rapazes e moças). Primeiro peça que o grupo feminino aponte um desafio. À medida que forem falando vá anotando no quadro. Em seguida, o grupo dos rapazes terá que apresentar uma estratégia capaz de vencer o desafio apontado petas irmãs. À medida que os grupos forem falando vá preenchendo a tabela. Depois que ela estiver completa, conclua explicando que muitos são os desafios da igreja atual e que sozinhos não conseguiremos vencê-los, porém podemos contar com a ajuda do Espírito Santo. Ele foi enviado pelo Pai para ajudar os crentes e guiar a sua Igreja em toda verdade até a segunda vinda de Jesus Cristo (Jo 16.13).

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

Atos 15.1-6,28,29.

 

1 — Então, alguns que tinham descido da Judeia ensinavam assim os irmãos: Se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.

2 — Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo, Barnabé e alguns dentre eles subissem a Jerusalém aos apóstolos e aos anciãos sobre aquela questão.

3 — E eles, sendo acompanhados pela igreja, passaram pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios, e davam grande alegria a todos os irmãos.

4 — Quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos e lhes anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles.

5 — Alguns, porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés.

6 — Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto.

28 — Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:

29 — Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

Na lição de hoje, refletiremos de forma breve acerca dos perfis da igreja do primeiro século e a do século atual. Esse exercício se faz necessário visto que estamos vivendo em um novo tempo. Enquanto a modernidade desmotivava o estudo teológico, fala-se agora da necessidade de uma teologia pública, ou seja, a mensagem cristã adequada em termos de linguagem, forma e conteúdo às necessidades das pessoas do mundo atual.

Se ela fechar-se em si, poderá tornar-se sectária, obsoleta e incomunicável às pessoas que dela mais precisam. Não obstante, abrir-se em demasia pode levar a comunidade de fé ao perigo de descaracterizar-se diante das absorções indiscriminadas de modelos que não servem para a sua vivência.

 

  1. O PERFIL DA IGREJA NEOTESTAMENTÁRIA

 

  1. Comunitária.Era simplesmente impossível ignorar a Igreja do primeiro século. Empenhada no cumprimento da missão que lhe confiou o Senhor, os bens materiais não eram, nem de longe, o que ela mais valorizava. Daí o porquê da facilidade em partilhar (At 2.44,45). A doutrina era única, assim como todas as coisas lhes eram comuns (At 2.42-47). Até o sofrimento era encarado de forma muito diferente dos dias de hoje. Em vez de revolta, este gerava orgulho e honra, pois isso os identificava com Cristo (At 5.41; 1Pe 3.14; 5.9).
  2. Carismática.A Igreja dava liberdade ao Espírito Santo e seus membros eram revestidos de poder (At 2.4). Os crentes perseveravam nas orações e eram tementes ao Senhor, o que fez com que o povo de Deus experimentasse sinais e prodígios por intermédio dos apóstolos (At 2.42,43).
  3. Dirigida pelo Espírito por meio de homens de Deus.A sintonia com o Espírito Santo era tão fina que, quando da infrutífera discussão acerca da necessidade de circuncidar os gentios, a decisão final não foi um arrazoado puramente humano; antes, partiu do Espírito para os líderes e desses para a igreja (At 15.28,29).

 

 

Pense!

 

É possível identificar na igreja dos dias atuais, as mesmas características da Igreja do primeiro século?

 

 

Ponto Importante

 

A igreja de hoje precisa ser comunitária, carismática e dirigida pelo Espírito Santo.

 

 

  1. A IGREJA DO SÉCULO 21

 

  1. A Igreja em meio ao ativismo.Até por uma questão de organização social, é praticamente impossível que, no tempo presente, consigamos reproduzir o “estar juntos” todos os dias à semelhança da Igreja do primeiro século (At 2.42). Entretanto, com as redes sociais e a televisão, a Igreja do século 21 tornou-se ainda menos comunitária. As reuniões semanais não são bem frequentadas como deveriam ser, enquanto o domingo à noite é bastante concorrido. Ocorre, porém, que, ao terminar o culto, devido às obrigações que já se iniciam na segunda-feira e a dificuldade com o transporte coletivo, os irmãos não têm condições de passar um período juntos. Essa desagregação, para dizer o óbvio, traz danos à saúde da igreja local.
  2. A multiplicidade de denominações.O crescimento das denominações é algo que impressiona os sociólogos. As últimas pesquisas apontam para um número muito grande de trânsito ou mobilidade religiosa. As pessoas “trocam” de igreja como de roupa, não tendo nenhum compromisso com as raízes denominacionais (Hb 10.25). Esse fenômeno também foi identificado pelo censo IBGE de 2010 que apontou a existência do grupo (ou classificação), chamado de “múltiplo pertencimento”.
  3. A descaracterização da mensagem bíblica.Infelizmente, a mensagem da Palavra de Deus tem sido distorcida para fundamentar as mais estranhas visões acerca de Deus, de Jesus Cristo, do Espírito Santo e do Evangelho. Há muitos anos, o pastor Antonio Gilberto escreveu que a Bíblia sofre, por falta de conhecimento, muito mais na boca dos que a pregam do que na dos críticos e ateus.

 

 

Pense!

 

O que mais prejudica a vivência comuntária na igreja do século 21?

 

 

Ponto Importante

 

Se as redes sociais fossem utilizadas de forma inteligente, não afastaria a igreja, antes a aproximaria ainda mais entre si, e com a sociedade toda.

 

 

III. DESAFIOS DA IGREJA DO SÉCULO 21

 

  1. Manter a essência.Embora não seja possível após vinte séculos reproduzir fielmente a Igreja do Novo Testamento, é obrigatório manter a essência do Corpo de Cristo (Rm 12.5; 1Co 12.12,27). É impossível estarmos ligados à cabeça, que é Cristo, e agirmos de modo diferente do que Ele preceitua e exige (Ef 4.12-16; Cl 2.16-19).
  2. Fortalecer o seu programa de educação cristã.Uma das ordens do Senhor Jesus Cristo foi que pregássemos e ensinássemos (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20). Essa prática caracterizou a Igreja do primeiro século e foi assim que ela cresceu (At 5.42; 6.7; 15.32-36). Invariavelmente, verificamos que a Igreja prega, ou seja, realiza cinquenta por cento de sua missão. Não obstante, os outros cinquenta porcento, que dizem respeito ao ensino e são muito mais difíceis de cumprir, acabam sendo esquecidos.

A educação cristã é um processo contínuo e ininterrupto que não pode ser realizado de qualquer maneira (Rm 12.7; 15.4; 1Tm 4.13; 2Tm 2.1,2; 3.10-17). Isso sob pena de não estarmos de fato obedecendo integralmente ao “ide” do Meigo Nazareno (Jo 15.1-27). Diante desse contexto e por reconhecermos que estamos em outro tempo, uma Escola Dominical de qualidade faz toda a diferença.

  1. Não abdicar a sua identidade bíblica.Mesmo cientes do crescimento das denominações, a Igreja não pode, em hipótese alguma, negociar a sua identidade. Algumas, por quererem se tornar muito palatáveis, acabarão apostatando da genuína fé em Cristo (2Tm 4.1-4). “Versões alternativas” do Evangelho são oferecidas como se fosse possível negociar com a Palavra de Deus (Gl 1.8). Tudo voltado à conquista, simpatia e a adesão das pessoas, sem que estas tenham um compromisso com o Senhor da Igreja.

 

 

Pense!

 

Como viver o Evangelho em meio à multiplicidade denominacional?

 

 

Ponto Importante

 

Se por um lado não se pode reproduzir o passado, por outro, a completa perda de identificação da igreja de hoje com a do primeiro século, pode ser indício de algo muito grave.

 

 

CONCLUSÃO

 

O Evangelho é tão atemporal que, se pudermos comunicá-lo sem deturpar-lhe o conteúdo, certamente as pessoas deste século nos ouvirão. Entretanto, se insistirmos em uma prática que nada tem com a do Senhor Jesus, com a desculpa de estarmos “fazendo a obra de Deus”, certamente fracassaremos, pois Ele nenhum compromisso terá conosco {Mt 7.21-23).

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

AYRES, Antônio Tadeu Reflexos da Globalização Sobre a Igreja: Até que ponto as ultimas tendências mundiais afetam o Corpo de Cristo? 1ª Edição. RJ: CPAD. 2001.
RENOVATO, Elinaldo Perigos da Pós-Modernidade. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007.

 

HORA DA REVISÃO

 

  1. Cite três características da Igreja do primeiro século.

Comunitária, carismática, dirigida pelo Espírito através de homens de Deus.

 

  1. Cite três características da Igreja do século 21.

Ativismo, a multiplicidade de denominações e a descaracterização da mensagem bíblica.

 

  1. Quais são os desafios da Igreja do século 21?

Manter a essência, fortalecer o seu programa de educação cristã e não negociar a sua identidade.

 

  1. O que você acha que poderia ser feito para melhorar a educação cristã em sua igreja local?

Resposta pessoal.

 

  1. Segundo o texto de Mateus 7.21-23, o que muitos que dizem estar “fazendo a obra de Deus” escutarão de Jesus?

“Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.21).

 

SUBSÍDIO I

 

“A Igreja e a consciência do seu papel profético

Aqui está, a nosso ver, uma das mais importantes saídas para a igreja, tanto no sentido de se autopreservar da mundanização; quanto no sentido de atuar em meio à sociedade onde está inserida: ter consciência de seu papel profético, denunciando toda a sorte de injustiças e impiedades, que contrariam frontalmente a expressa vontade de Deus exarada nas páginas Sagradas.

Como conforto para os cristãos que se dispuserem a isso, ficam as palavras dirigidas pelo Senhor ao profeta do exílio, Ezequiel, encarregado de levar a mensagem a um povo apóstata e cativo (portanto, no plano espiritual, não muito diferente da geração atual): ‘Eia, pois, vai aos do cativeiro, aos filhos do teu povo, e lhes falarás, e lhes dirás: Assim diz o Senhor JEOVÁ, quer ouçam, quer deixem de ouvir’ (Ez 3.11).

Semelhantemente, a igreja atual deve ser a voz profética desta geração, ‘quer ela ouça, quer deixe de ouvir’. Sua missão é cumprir as ordenanças de seu Senhor e jamais se calar. A salvação ou a aplicação do juízo é prerrogativa de Deus” (AYRES, Antônio Tadeu. Reflexos da Globalização Sobre a Igreja: Até que ponto as últimas tendências mundiais afetam o Corpo de Cristo?1ª Edição. RJ: CPAD, 2001. p.68).

 

SUBSÍDIO II

 

Caro professor,

“a educação está sempre sendo moldada por uma determinada teoria ou concepção de mundo, homem, natureza e realidade. E estas são fruto da produção de determinado grupo que, estando na liderança, impõe sua ideologia sobre outros. Isso é verdade tanto para quem quer reproduzir o status quo, quanto para quem quer transformar a realidade. Assim, conforme disserta Saviani, a ‘apropriação de conceitos e teorias é feita a partir dos interesses, da visão de mundo e da posição que os indivíduos ocupam no quadro’. Portanto, antes de se pensar em método, forma ou conteúdo, é preciso entender que até mesmo o ‘próprio aspecto físico das salas de aula se modifica à medida que a concepção de educação se altera e vice-versa’. Essa é a ordem: antes de se pensar em qualquer alteração estrutural ou organizacional, é necessário ir às raízes e aquilatar as concepções exigidas pela nova proposta teórica” (CARVALHO, César Moisés. Uma Pedagogia para a Educação Cristã. Noções básicas da Ciência da Educação a pessoas não especializadas. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2015. pp.89-90).

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net