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lições CPAD ADULTOS 4 trim-2015 Genesis (N.1-13)
lições CPAD ADULTOS 4 trim-2015 Genesis (N.1-13)

                  

               LIÇÃO  PARA OS PROFESSORES                   

                                      

  

                                          Lições Bíblicas CPAD

                 Adultos  4º Trimestre de 2015 

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade 

Lição 1: Gênesis, o livro da Criação Divina

Data: 4 de Outubro de 2015

 

TEXTO ÁUREO

 

No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Sem o livro de Gênesis, as grandes perguntas da vida ainda estariam sem resposta.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Gn 1.1

Deus cria, no princípio, os céus e a terra

 

 

Terça — Gn 2.7

A criação do ser humano, obra prima da criação

 

 

Quarta — Gn 3.1-7

A Queda do homem e a entrada do pecado no mundo

 

 

Quinta — Gn 7.1-12

A maldade humana se multiplica e Deus ordena o dilúvio

 

 

Sexta — Gn 12.1-3

Deus chama Abraão e dá início à nação de Israel

 

 

Sábado — Gn 45.5

José, o governo da providência divina

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 1.1-10,14,26.

 

1 — No princípio, criou Deus os céus e a terra.

2 — E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

3 — E disse Deus: Haja luz. E houve luz.

4 — E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.

5 — E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro.

6 — E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.

7 — E fez Deus a expansão e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi.

8 — E chamou Deus à expansão Céus; e foi a tarde e a manhã: o dia segundo.

9 — E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi.

10 — E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom.

14 — E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.

26 — E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.

 

HINOS SUGERIDOS

 

216, 526 e 527 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

 

Apresentar um panorama geral do livro de Gênesis.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • Apresentaro tema, data, autoria e local do livro de Gênesis;
  • Conheceros objetivos do livro de Gênesis;
  • Explicaro conteúdo do livro de Gênesis.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Prezado professor, neste último trimestre do ano estudaremos a respeito do livro de Gênesis. O autor deste primeiro livro do Pentateuco é Moisés. Mediante o estudo desse livro respondemos a duas grandes perguntas da humanidade: “Quem criou o universo?” e “De onde viemos?”. Os principais temas do livro de Gênesis, que serão estudados ao longo das lições são: A criação, a Queda, o dilúvio, o recomeço da civilização e a origem da nação de Israel.

O comentarista é o pastor Claudionor de Andrade — autor de diversos livros e Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD.

Que o Deus que tudo criou o abençoe, e que você tenha experiências marcantes mediante o estudo do livro de Gênesis.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Sem o Gênesis, não teríamos condições de responder às grandes perguntas da vida: “Quem fez os céus e a terra?” e “De onde viemos?”. Tendo em vista a sua importância à nossa fé, começaremos a estudar, a partir de agora, essa porção tão querida das Sagradas Escrituras.

Que o Senhor nos ajude a entender a sua obra criadora e os propósitos da sua criação. E que o Espírito Santo nos ilumine com as histórias e doutrinas do livro que, escrito há três mil e quinhentos anos, jamais perdeu a influência e a atualidade.

Estude metodicamente o Gênesis. Destaque as partes que mais lhe tocarem o coração, aplicando-as à sua vida. Você comprovará a eficácia desse livro da Bíblia em seu cotidiano.

 

 

PONTO CENTRAL

 

O livro de Gênesis responde as grandes pergunta da vida: “Quem criou o universo?” e “De onde viemos?”.

 

 

  1. TEMA, DATA, AUTORIA E LOCAL

 

Neste tópico, buscaremos algumas informações bibliológicas sobre o primeiro livro da Bíblia Sagrada.

  1. Tema.O tema de Gênesis pode ser resumido em seu primeiro versículo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). O assunto central do livro, portanto, é a origem divina dos céus, da terra, da humanidade e do povo de Israel.
  2. Data.A cronologia de que dispomos indica que o Gênesis foi escrito no século 15 antes do nascimento do Salvador. É a obra mais antiga a chegar-nos integralmente às mãos. Dos textos mesopotâmios e egípcios, por exemplo, só nos restam fragmentos confusos e bastante duvidosos. Quanto ao Gênesis, nós o temos em sua integridade.
  3. Autoria.As evidências da própria Bíblia indicam que o livro de Gênesis foi escrito por Moisés (Lc 24.44). Inspirado pelo Espírito Santo, ele selecionou as narrativas orais e os registros genealógicos conservados pelos hebreus, redigindo-os como um todo homogêneo, coerente e lógico. Trata-se de um texto confiável e sem contaminação mitológica. Jesus mesmo atestou-lhe a historicidade (Mt 19.4-6; Lc 11.51). Sua inspiração divina é incontestável.
  4. Local.O livro de Gênesis foi escrito durante a peregrinação dos filhos de Israel rumo à Terra Prometida, isto é, entre o Egito e o deserto do Sinai (Êx 24.4).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

O tema central do livro de Gênesis se encontra no primeiro capítulo e versículo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Professor, reproduza o esquema abaixo. Para introduzir a aula faça as seguintes indagações: “Quem é o autor do livro de Gênesis?”; “Qual o objetivo do livro?”; “Quais são os principais temas abordados pelo autor?”. Explique que fazer e responder estas perguntas é fundamental para a compreensão de qualquer livro da Bíblia.

 

 

 

 

 

  1. OBJETIVOS DO GÊNESIS

 

Todos os livros da Bíblia Sagrada foram escritos com objetivos bem definidos, pois o propósito de Deus sempre foi a redenção plena de Israel e dos gentios (2 Tm 3.16). Na leitura de Gênesis, ressaltamos dois intuitos divinos.

  1. Fortalecer a fé da geração do êxodo.Os leitores ou ouvintes imediatos do Gênesis foram a geração dos filhos de Israel que, resgatada do Egito, peregrinava em direção a Canaã. Na redenção dos hebreus, o Espírito Santo usou não somente a doutrina do Único e Verdadeiro Deus, mas também a narrativa da salvação (Êx 3.14-16).

Os israelitas, pois, careciam inteirar-se de uma grande verdade: o mesmo Senhor, que criou todas as coisas e se revelou a Abraão, era poderoso o bastante para introduzi-los na Terra Prometida (Êx 3.17). Eles precisavam saber, igualmente, que a região de Canaã pertencia-lhes por direito, como atestam as várias escrituras de posse registradas em Gênesis (Gn 12.1; 15.18; 17.8; 26.3; 28.13; 50.24).

  1. Responder às grandes perguntas da vida.Paulo sabia como empregar as verdades do Gênesis. No Areópago de Atenas, ele deixou bem patente aos filósofos que o Deus Desconhecido, tão venerado pelos gregos, era de fato o Criador de todas as coisas (At 17.19-31). Além de evangelizá-los, o apóstolo respondeu-lhes as grandes perguntas da vida: “Quem fez o Universo?”; “E de onde viemos?”. Até então, eles haviam buscado respostas em seus poetas e filósofos, mas a mitologia é incapaz de satisfazer-nos à sede espiritual.

Na proclamação do Evangelho, faz-se necessária a evocação de três verdades que se acham em Gênesis: 1) Deus criou os céus, a terra e o homem; 2) Em Adão, todos pecamos, tornando-nos réus da morte eterna; 3) Entretanto, Deus providenciou-nos eficaz salvação através da semente da mulher: Jesus Cristo, nosso Salvador.

A leitura do Gênesis nunca se fez tão necessária como nos dias de hoje. Nossas crianças precisam saber quem fez todas as coisas. O que eles veem não é obra do acaso; é criação divina. Se não formos precavidos, doutrinas fúteis, como o evolucionismo, lhes roubarão a fé salvadora.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

Um dos objetivos de Moisés ao escrever o livro de Gênesis, era fortalecer a fé da geração do êxodo mostrando que Deus é o grande criador dos céus, da Terra e do homem.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Gênesis leva-nos a retroceder além da história oficial. Pela revelação, desvenda a origem tanto do universo quanto do ser humano. A introdução da mensagem do livro da criação é a seguinte: para entender quem somos de onde viemos, precisamos começar a partir de Deus.

Existem realmente apenas duas maneiras de entender a origem de todas as coisas. Uma pessoa pode ver tudo como resultado de um acaso fortuito operando num universo impessoal ou como obra artesanal de uma pessoa talentosa. Gênesis contundentemente corrobora com a segunda posição. O livro da Bíblia associa a criação do universo a um Deus pessoal. Retrata os seres humanos como incomparáveis, criações especiais desse Deus. Gênesis explica ainda a origem do pecado e do mal, afirma a responsabilidade moral do homem e lança a base para a doutrina da redenção.

O livro de Gênesis registra a história dos hebreus, um povo escolhido por Deus para servir como um canal de bênçãos a todo o mundo. Promessas especiais dadas a Abraão, o grande patriarca, são evidências que Deus tem um propósito permanente para o homem.

Este livro dá subsídios que favorecem o entendimento das Escrituras. A Bíblia inteira fala do contexto definido em Gênesis. Deus é Deus e preocupa-se unicamente com os seres humanos. Ele julgará o pecado. No entanto, coloca em ação um processo capaz de trazer os pecadores de volta ao santo caminho. Em um grande plano para benefício da humanidade, revelado no chamado de Abraão, o Senhor demonstra a maravilha do seu infinito e redentor amor” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia:Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.22).

 

 

III. O CONTEÚDO DO GÊNESIS

 

O livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da civilização através de Noé. E, do capítulo 12 ao 50, entramos em contato com o início da História de Israel. Todavia, para efeitos didáticos, adotaremos uma divisão mais analítica.

  1. Criação.Em seus dois capítulos iniciais, o autor sagrado mostra como vieram a existir os céus, a terra e a humanidade. Tudo quanto vemos, e também o que não podemos ver, foi criado por Deus (Gn 1-2).

O capítulo dois é dedicado à criação do homem e da mulher e à instituição do casamento. Temos aqui uma história real, e não uma parábola como alegam os incrédulos.

  1. A Queda e a degradação humana.Nos capítulos três, quatro e cinco, vemos como o pecado foi introduzido no mundo e as suas terríveis consequências. Em meio a essa tragédia, porém, o Senhor anuncia a redenção da humanidade através da semente da mulher (Gn 3.15).
  2. O dilúvio.Devido à degradação da raça humana, o Senhor decreta o fim da primeira civilização. A descendência de Adão, porém, seria preservada por intermédio de Noé (Gn 6-8).
  3. O recomeço da civilização.Passado o grande dilúvio, Noé dá início a um novo ciclo civilizatório. A história do recomeço é contada dos capítulos nove a 11 de Gênesis. Dessa forma, o clã noético acaba por gerar nações, línguas e culturas diferentes.
  4. A origem da nação de Israel.A partir do capítulo 12 até ao fim do livro, o autor sagrado dedica-se à formação da nação de Israel. A história do povo eleito, no Gênesis, tem início com Abraão e encerra-se com José.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Podemos encontrar no livro de Gênesis temas como a Criação; Queda e a degradação humana; o dilúvio; o recomeço da civilização e a origem da nação de Israel.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Sete características principais assinalam Gênesis. (1) Foi o primeiro livro da Bíblia a ser escrito (com possível exceção de Jó) e registra o começo da humanidade, do pecado, do povo hebreu e da redenção. (2) A história contida em Gênesis abrange um período de tempo, maior que o restante da Bíblia, e começa com o primeiro casal humano; dilata-se, abrangendo o mundo antediluviano, e a seguir limita-se à história do povo hebreu, o qual semelhante a uma torrente, conduz à redenção até o final do AT. (3) Gênesis revela que o universo material e a vida na terra são categoricamente obra de Deus, e não um processo independente da natureza. Cinquenta vezes nos capítulos 1-2, Deus é o sujeito de verbos que demonstram o que Ele fez como Criador. (4) Gênesis é o livro das primeiras coisas -a primeira família, o primeiro nascimento, o primeiro pecado, o primeiro homicídio, o primeiro polígamo, os primeiros instrumentos musicais, a primeira promessa de redenção, e assim por diante. (5) O concerto de Deus com Abraão, que começou com a chamada deste (12.1-3), foi formalizado no capítulo 15, e ratificado no capítulo 17, e é da máxima importância em toda a Bíblia. (6) Somente Gênesis explica a origem das doze tribos de Israel. (7) Revela como os descendentes de Abraão, por fim, se fixam no Egito (durante 430 anos) e assim preparam o caminho para o êxodo, o evento central do Antigo Testamento” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1991, p.29).

 

 

CONCLUSÃO

 

Veja como são contrastantes o primeiro e o último versículo de Gênesis. Na abertura do livro, um toque de indescritível alegria: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). No último, uma nota de condolências: “E morreu José da idade de cento e dez anos; e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito” (Gn 50.26).

Apesar do luto que encerra o Gênesis, todos, judeus e gentios, somos chamados a herdar a vida eterna. Foi o que o Senhor prometeu a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Essa promessa é disponibilizada aos que creem em Jesus e receberam o perdão de seus pecados.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito do livro de Gênesis:

 

Quem escreveu o Gênesis?

As evidências da própria Bíblia indicam que o livro de Gênesis foi escrito por Moisés (Lc 24.44).

 

Quais foram os leitores imediatos do Gênesis?

Os leitores ou ouvintes imediatos do Gênesis foram a geração dos filhos de Israel.

 

Discorra sobre os dois principais objetivos do Gênesis.

Os dois principais objetivos do livro de Gênesis são: Fortalecer a fé da geração do êxodo e responder as grandes perguntas da vida.

 

Qual o conteúdo do livro de Gênesis?

O livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da civilização através de Noé. E, do capítulo 12 ao 50, entramos em contato com a História de Israel. Todavia, para efeitos didáticos nossa lição dividiu o conteúdo do livro da seguinte forma: Criação; a Queda e a degradação humana; o dilúvio; o recomeço da civilização.

 

Por que Gênesis nos é tão importante?

Porque este livro nos mostra que o universo e a humanidade não são obra do acaso; trata-se de criação divina.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Gênesis, o livro da Criação Divina

 

 

Como apresentado na tabela acima, o livro de Gênesis se divide em quatro partes principais: (1) a Criação; (2) a narrativa pré-patriarcal; (3) os patriarcas na Palestina; e 4) os patriarcas no Egito. Os 50 capítulos de Gênesis darão conta desse esboço, do desenvolvimento da história do povo de Deus.

Tecnicamente, pode-se dizer que o gênero literário predominante no livro de Gênesis é o da narrativa. As narrativas variam entre antes e depois da Era do Patriarcado na Palestina. Esse gênero literário nos permite perceber que as histórias ali narradas foram elaboradas de maneira a prender a atenção do leitor a ponto de levá-lo ao clímax da história: a saga do povo de Deus rumo à Terra Prometida.

A partir dessa percepção, podemos inferir o propósito do livro de Moisés: contar a maneira e motivo de o Deus de Israel escolher a família de Abraão e fazer uma eterna aliança com ela. Para os cristãos, essa aliança tem uma importância preponderante, pois foi a partir da aliança de Deus com Abraão que Jesus de Nazaré foi feito o Messias prometido: o Messias seria judeu, da família de Davi, descendente direto da casa de Abraão. De modo que também a Igreja de Cristo foi pensada sob a aliança estabelecida entre Deus e Abraão. Por isso, o apóstolo Paulo escreve convictamente: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então, sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa” (Gl 3.28,29).

Portanto, há razão suficiente para dedicarmo-nos ao estudo do livro de Gênesis. Ele apresenta o início da história da salvação. Em Gênesis, somos convidados a compreender como começou a história do povo de Deus que culminou na revelação de Jesus Cristo, a fim de que hoje fôssemos alcançados pela graça de Deus em Cristo Jesus, o nosso Senhor.

 

 

 SUBSIDIOS PARA AUXILIAR NAS AULAS DOS

PROFESSORES, TOTAL SÃO TRÊS OS SUBSIDIOS

 

               PRIMEIRO LIVRO DE MOISÉS, CHAMADO

                                       GENESIS. 

                                 SUBSIDIOS N.1

O livro de Gênesis é um registro do mais alto interesse, não só como sendo provavelmente a escrita mais antiga do mundo, mas também porque é a base sobre a qual toda a Bíblia é construído. Bem como a judaica como as religiões cristãs têm suas raízes neste livro, e há ainda nenhuma doutrina do cristianismo, no entanto avançado, que não é para ser encontrado, pelo menos em linhas gerais, nela. Inscrita na própria infância da raça humana, sujeita, como são todas as Escrituras, às condições externas de suas épocas, tendo em cima de suas provas superfície muito que a arte de escrever estava em sua infância, e a ciência da aritmética mal avançado além de seus primeiros princípios, que, no entanto, contém o germe de toda a verdade futuro da revelação, enquanto que, de acordo com a lei que regula o crescimento e desenvolvimento da Palavra escrita, ele nunca vai além dos limites que foram depois de ser atingido. Nenhuma parte do Gênesis tem de ser omitido como incompatíveis com a verdade que foi posteriormente a ser revelado. Necessariamente, as verdades que ela ensina são imperfeitos e incompletos, pois esta é a regra de toda a Escrituras do Antigo Testamento (Hebreus 1: 1); mas eles são a preparação adequada para a luz de brilho que era para iluminar o mundo.

Essa consistência da Sagrada Escritura com si é feito ainda mais notável pelo fato de que em Gênesis temos registros de uma época muito anterior ao êxodo do Egito. Embora a mão ser a mão de Moisés, os documentos sobre os quais se funda a narrativa, e que são incorporados na mesma, data a partir tempos primevos. Sobre eles Moisés base a Lei, e, posteriormente, os profetas construídas sobre o Pentateuco a preparação maravilhosa para Cristo. Mas, apesar de dado, portanto, "por diversas porções e de diversas maneiras", através de um vasto período de tempo, e debaixo de toda possível variedade de cultura e circunstância externa, a Bíblia é um livro que do primeiro ao último está em uníssono com ele mesmo. Ela cresce, prossegue para a frente, se desenvolve, mas sempre no mesmo plano. Não é nenhuma antologia nacional, cheia de transições bruscas e contrastes violentos, com os escritos de uma idade em desacordo com os de outro, e com as gerações subseqüentes envergonhar e destruindo o que se passou antes. Um pouco como alguns carvalho poderoso que tem crescido lentamente através de longos séculos, mas sem membros em decomposição, não há ramos que tiveram de ser podada de distância. O cristianismo se desenvolveu, também. A partir de um nível muito mais elevado, e em meio a uma cultura mais madura, ela também ampliou seu credo; mas todos esses desenvolvimentos que são mais do que o arranjo e expressão consistente de seu primeiro ensinamento são rejeitadas pelas partes mais iluminadas da cristandade como corrupções em desacordo com a verdade.

Judaísmo também teve seu desenvolvimento no Talmud, mas o desenvolvimento é inferior ao ponto de partida. e é marcado por uma mistura curiosa de bobeira. De Gênesis a Malaquias existe na Sagrada Escritura um crescimento constante e homogênea, avançando para cima, para um estágio tão elevado que ser uma preparação apto para o pleno sol do Evangelho; e no Livro de Gênesis, encontramos as primeiras fases deste trabalho baseou em documentos de pré-Mosaic. Nós lemos lá da formação de um ser à imagem de Deus, da queda do que o ser, da promessa dada de restauração, e das primeiras medidas tomadas para o cumprimento dessa promessa; e não só é a base, assim, colocada para o futuro revelação, mas muitos uma dica grávida é dada do curso que essa revelação viria a seguir. Mas, embora preservando, assim, para nós, registros de grande antiguidade, o livro de Gênesis é providenciado mediante um plano definido. Tendo definido o homem diante de nós como o objetivo da criação, mas, no entanto, como incapazes de servir a Deus corretamente e de salvar a si mesmo por seus poderes naturais, e, assim, alcançar até o fim e propósito para o qual ele foi feito, ele seguinte estabelece as bases para o plano da religião sobrenatural pela promessa feita a Eva, no exato momento de sua punição, de um Libertador, que deve surgir a partir de sua semente. Daí em diante o cumprimento desta promessa é constantemente mantido em vista; e ao mesmo tempo muito conhecimento subsidiária valioso é concedida a nós, mas fá-lo diretamente Moisés antecedência em diante o seu propósito, que até o final de Gênesis, temos a família escolhidos para serem os depositários de revelação localizado em uma região vasta e fértil, na qual foram a multiplicar-se em uma nação. Tão essencial é o Livro de Gênesis a Bíblia, que, sem ela Sagrada Escritura seria dificilmente inteligível: com esta introdução tudo está em ordem e segue na devida altura.

No que respeita o seu conteúdo, que consiste em uma conta da criação dada em Gênesis 1: 1 de Gênesis 2: 3, e, como já mostrado na Digressão D, de dez histórias, chamado em hebraico Toldoth, ou genealogias, escrito cada um em o seu próprio estilo, e com uma coloração distinto local, mas com evidentes marcas de arranjo para um propósito estabelecido. Para ter em conta essas diferenças de estilo inúmeras teorias foram criadas, uma das quais especialmente exerceu a ingenuidade de um grande número de escritores, entre os quais o mais conhecido neste país é Bishop Colenso. Descartando, ou não observar, que o próprio livro afirma que ele consiste de onze partes, no início de cada um dos quais é cuidadosamente observado, esses comentaristas têm tentado dividir Genesis em porções de acordo com a prevalência neles solidariamente com os nomes de Elohim e Jeová. Com esta teoria eles também combinado tentativas para resolver as datas do Elohist eo Jehovist, geralmente trazendo-os para baixo para um período de tarde, e esforçando-se para encontrar na Sagrada Escritura alguma pessoa ou pessoas que poderiam ser creditados com o que era praticamente uma falsificação.

Os registros Chaldaic estender até o final de Gênesis 11:26, embora muita luz também é lançada pelo nosso conhecimento alargada da história caldeu sobre a invasão da Palestina por Chedorlaomer (Gênesis 14). De Gênesis 11:27 para Gênesis 37: 1, os arredores de Abraão, Isaac e Jacó são os de sheiks árabes. De Gênesis 37: 2 até o fim a coloração é o principal egípcia, e em todas as três seções não é só o aspecto geral de que é assim Chaldaic, árabe ou egípcia; mas mesmo os pontos Minuter são verdadeiras para o tempo e lugar. E o resultado do nosso aumento do conhecimento é que inúmeras dificuldades agora são eliminados. Eles costumavam ser só por causa dificuldades de nossa ignorância, mas pareceu dar um triunfo para a não se o crente só podia responder, -Nós temos conhecimento suficiente cético, e deve se contentar em esperar, descansando a nossa fé, entretanto, sobre as partes do revelação onde o conhecimento contemporâneo foi concedida. Nay, até mesmo o crente tem sido muitas vezes inquieto e descontente porque perguntas foram feitas que não eram fáceis de responder; ou, o que é pior, porque bem-intencionados defensores da fé deram respostas evidentemente insuficiente, e saborear mais do polemista do que da busca a verdade. Mesmo agora o nosso maior conhecimento não removeu todas as dificuldades, nem é de se esperar que algum dia haverá um momento em que nossa fé não terá que passar por julgamento. Mas, neste julgamento, é uma ajuda para a nossa fé se acharmos que o aumento do conhecimento diminui nossas dificuldades; e, como uma questão de fato, nada tão lucros por cada nova descoberta como a Bíblia. Se Galileo aclarado muitos um gloss equivocado colocar sobre a Escritura para torná-la conforme com o sistema solar Ptolemean, assim que tem os astrônomos e geólogos dos dias de hoje permitiu-nos, finalmente, de ver algo da grandeza e majestade do relato bíblico da criação. E o nosso maior conhecimento do país em que Abraão e seu clã tanto tempo peregrinou e do terreno onde seus descendentes cresceu em uma nação, é como a luz do sol iluminando uma região onde antes tínhamos apenas crepúsculo e sombra.

Vamos ganhar uma idéia melhor da natureza do livro, bem como das dificuldades com que abunda como também do elenco luz sobre eles por nosso maior conhecimento, se passar, pelo menos, as duas primeiras partes que o compõem algo totalmente em revista diante de nossos olhos, concluindo com algumas observações gerais.

A primeira narrativa é a história da criação, como disse em Gênesis 1: 1 de Gênesis 2: 3. Consiste em oito partes, das quais a primeira, depois de afirmar que Deus é o Criador de todas as coisas, e, consequentemente, que a matéria não é eterna, descreve a primeira etapa da criação como um vazio e sem forma de resíduos. O caos é uma noção grega, decorrente de sua teoria que a matéria era incriado e eterno. Agora nenhuma língua pode transmitir uma noção de um estado de existência destituído de toda forma, ordem e arranjo; mas é esboçado com a beleza maravilhosa como um abismo, uma profundidade sem limites, velado em trevas, mas em que o Espírito de Deus está pairando sobre as águas para acelerar-los com vida. Sem vida umidade em nosso planeta não pode existir; mas não devemos colocar qualquer interpretação comum sobre estas águas abissais. Eles ainda estavam vazio, vazio, sem forma; mas as palavras mostram que Deus tinha chamado a existir nesse abismo escuro da matéria da qual o universo era para ser moldada, e que seu poder estava presente lá para mofo e vivificar-lo. Após este prefácio nobre, que aniquila a maioria dos dogmas do paganismo, da filosofia grega, e de heresia pseudo-cristã, siga os seis dias criativos, e no dia de descanso sagrado.

Na divisão de nossa Bíblia em capítulos, com um descuido única igualada pela perversidade que formou o nono capítulo de Isaías fora da final eo início de duas profecias incongruentes, o descanso do sétimo dia é separado da conta dos seis trabalho dias, e assim o verdadeiro objectivo da narrativa está escondido. Lenta e gradualmente vemos nele a terra passando por etapas sucessivas, até que se torne a morada de um ser feito à imagem de Deus. Leis mecânicas são, antes de tudo imposta a matéria criada, e como gravitação atrai as partículas em conjunto, o atrito produz eletricidade, e com ele a luz eo calor. Em união próxima com as leis químicas, eles classificar e organizar os materiais desta nossa terra, e dividi-lo em terra e no mar. No terceiro dia, a energia criativa para o segundo tempo se manifesta, ea vida vegetal é chamado à existência; e no quarto dia houve aparentemente uma longa pausa, durante a qual a atmosfera foi purificado por meio de vegetação, até que o sol ea lua brilhava sobre a superfície de endurecimento, e tornou-o capaz de suportar tipos mais avançados de plantas, rapidamente seguido no quinto dia pelas formas inferiores de vida animal. Finalmente, quando a obra do sexto dia era muito avançada, e os mamíferos havia sido chamado à existência, o Criador leva conselho solene, e pelo homem intervenção especial é criada para ser a régua e governador de tudo o que tinha sido feito. Desde o começo, ele é apresentado como um ser religioso, feitos à semelhança de Deus; e no sétimo dia Deus descansa, para santificar o homem para o seu descanso semanal. Estamos agora vivendo neste sétimo dia de Deus, e isso vai continuar até o advento do dia do Senhor. Durante este dia de descanso a energia criativa faz uma pausa, e não ser maior do que o homem é chamado à existência. Não sei quanto tempo ele pode continuar, nem o que pode segui-lo; mas sabemos que os dias de Deus não são como os nossos dias. O registro não é um tratado geológico, mas um hino de louvor a Deus, ampliando suas obras poderosas, indicando alta relação do homem com Ele, e santificar o sábado semanal, que é o dia do homem de descanso, assim como todo o período de tempo que tem seguiu-se a criação do homem até o tempo presente é dia de descanso de Deus. Nela, ele não cria nenhum novo ser, modas nada maior que um homem, mas ele ainda protege e mantém todas as coisas criadas, porque no trabalho da providência e da graça de Deus não descansa. (Ver João 5:17.)

Outros efeitos secundários são, de facto, mantido em vista. O ensinamento de que Deus fez o sol ea lua, e que eles são colocados sob servidão para uso do homem, juntamente I com a inserção mal gramatical das palavras "as estrelas também", em Gênesis 1:16, a leitura como uma nota impulso marginal em o texto, tudo isso tinha claramente como objectivo "a prevenção da veneração idólatra dos luminares celestes. E ele conseguiu. Em qualquer outro lugar o sol ea lua e os planetas eram adorados com honras divinas. Mesmo nós cristãos chamamos os dias da semana depois deles. O judeu, melhor ensinada por este primeiro capítulo do Gênesis, nunca caiu em este erro. Para ele, os céus declara a glória de Deus, eo firmamento mostrou Seu handywork (Salmos 19: 1).

Assim, em Gênesis 1:21 não é um protesto contra a adoração do crocodilo, o animal, especialmente o significado da palavra baleias traduzidos. Agora aqui temos uma das muitas indicações de mão de Moisés. Se fosse esse registro que manteve Eber e sua raça livre da superstição degradante de estrela-adoração, e que fez Tera e sua família sair de sua casa em Ur dos caldeus, por isso, a inserção destas palavras Moisés protegido os israelitas do adoração de animais tão prevalente no Egito. Igualmente eles precisavam de proteção contra as atracções da estrela-adoração (Amos 5: 25-26), e encontrou-a onde os patriarcas tinha encontrado de idade.

A história da criação é, no entanto, não expressamente chamado um documento, assim como os outros dez porções do livro, e pode ter sido totalmente revelada a Moses. Tal era longa a minha própria opinião, mas há duas considerações que parecem tendem em direção contrária.

Pois, em primeiro lugar, esta narrativa parece essencial como o trabalho de base para a fé dos patriarcas. Não necessariamente na forma em que temos agora, e que foi dado por intermédio de Moisés, mas de alguma forma. E como deve ter sido inspirada, se era para ser a base para a fé do homem, bem podemos acreditar que Moisés, sendo guiado pela mesma inspiração divina, não faria quaisquer outras alterações nele do que como seria torná-lo mais apto para fazer a obra de Deus em todos os momentos que se sucedem. Se, então, os patriarcas possuído esta narrativa, principalmente, como é agora, eles tinham um documento de tão grande peso e autoridade como seriam responsáveis ​​por sua rejeição da idolatria e sua persistência na crença de uma única divindade. Pois não é, como as cosmogonias orientais, uma tentativa especulativa para resolver a grande dificuldade de criação, ou seja, como um ser perfeito e infinito ", com os quais pode haver variação" (Tiago 1:17), alterado a partir do estado passivo Não estou disposto a da existência do universo, para o estado ativo do disposto lo; e como, com onipotência e bondade sem limites, Ele chamou para ser um mundo imperfeito, e marcada por tristeza e pecado. Não é nenhum dispositivo sutil de pensar que encontramos, mas o conhecimento absoluto dado com autoridade, e dos quais o objetivo é mostrar que o homem desde o primeiro estava em uma relação próxima a Deus, foi feito para conversar com ele, e deve definir além de uma parte de seu tempo para o serviço de seu Criador. Essa narrativa está fora das ciências físicas, em que o homem é o de alcançar o conhecimento por seus próprios esforços. Mas quando a verdade é atingido, quer na física ou na metafísica, não poderíamos acreditar que um livro para ser inspirado que foi incapaz de ser mostrado para estar de acordo com a verdade. Em todas as épocas, a Bíblia fala aos homens de acordo com o seu conhecimento, e nossa maior conhecimento de astronomia e geologia tem mostrado que existem verdades profundas no relato bíblico da criação, sobre o qual até mesmo os mais hábeis comentaristas sem isto disse conhecimento lábios estranhos e pouco inteligente língua.

Como então tal conhecimento absoluto poderia ter sido dada apenas por inspiração (ver Jó 38: 4), seria um documento, sempre que depositaram em mim e que devem partir do primeiro ter sido altamente valorizada e religiosamente preservada. E se fosse essencial para a fé dos patriarcas seria concedidos a eles, e, provavelmente, desde os tempos primitivos, era um tesouro da família de Shem. Mesmo muito antes do dilúvio, Enoque era um profeta que atingiu uma notável proximidade a Deus, e predisse um dia de julgamento (Jude 1: 14-15). Havia também outros homens inspirados por meio de quem Deus falou, e cujas palavras provavelmente seriam gravados; e seu ensino, cuidadosamente preservado, seriam responsáveis ​​pela pureza da crença religiosa da família semita como um todo, e especialmente para a da corrida de Eber. Deus fez-se o direito de Sua obra que Ele nunca emprega causas secundárias, eo monoteísmo castigado da fé de Abraão deve ter tido algo para produzi-lo. Posteriormente ele próprio era o destinatário de revelações, mas estes foram concedido a ele, porque ele estava apto para eles. Se ele possuía essa narrativa da criação, seu credo puro, seu caráter nobre, seu abandono confiante de sua casa, tudo se tornar inteligível. E vivendo em um altamente civilizado, embora pagãos, comunidade e numa época em que as transações mais comuns da vida foram inscritos na comprimidos e garrafas de barro, não há nenhuma dificuldade em acreditar que Abraão teve o registro por escrito, e que era preservado até os dias de Moisés. E Moisés, o instinto com força profética, colocou-a sobre a vanguarda da revelação, e sendo ele mesmo um profeta, iria gravar-lo de tal forma que seria torná-lo apto para o uso permanente, em primeiro lugar, do judaica, e depois do Igreja Cristã.

Para um deles, devemos próxima chamar brevemente a atenção. A narrativa da invasão da Palestina por Chedorlaomer suscitou muitos comentários satírica por parte dos críticos. O que poderia ser dito em defesa de uma história que descreve um rei de Elam, uma espécie de Suíça situada a sul ea leste da Assíria e da Pérsia, como transportar seus braços através de uma região tão difícil como aquela que ficava ao norte da Babilônia, e daí em diante às margens do Mar Mediterrâneo? Além disso, este alpinista é representado como tendo entre seus vassalos um rei de Sinar, de modo que a Babilônia deve ter sido sujeito a ele. Mas nós temos agora documentos antigos decifrados para nós que mostram que sobre o tempo de Abraão os reis de Elam eram o poder primordial na Ásia, e que a planície de Babilônia foi dividido entre várias cidades, cujos pequenos reis estavam sujeitos a eles. De acordo com os registros assírios a supremacia Elamite durou vários séculos, e não foi finalmente derrubado até 1270 aC; e sobre o tempo de Abraão, um dos seus reis nomeados Kudur-mabuk realmente reivindicou o título de "Senhor da Fenícia", ou Palestina (ver Digressão E), de modo que temos a corroboração mais completa da narrativa bíblica. Os nomes também que ocorrem na história está tudo explicado pelo que agora sabemos da língua deste povo antigo; e nós provavelmente temos em Gênesis 14 um registro contemporâneo, cuidadosamente preservados desde os tempos de Abraão. Como o título de "Senhor da Fenícia" atesta as vitórias de Kudur-mabuk, concluímos que ele era quem impôs às cidades da planície o tributo que Kudur-Lagomar se esforçado para cumprir.

Primeiro, então, as palavras criativas no registro de Gênesis abertura são leis. Deus fala, e não só é feito, mas a lei é imutável resolvida por todo o tempo futuro. A lei dada no primeiro dia aparentemente era que a lei da gravitação universal grande, dando origem, como resultado do maior coesão da matéria, para as forças elétricas e químicas, de onde primavera maioria dos fenômenos da existência. A lei dada no segundo dia não foi um novo ponto de partida de energia criativa, mas simplesmente marca um ponto alcançado pela lei dada no primeiro. Aceitar a hipótese nebular como a única teoria que satisfatoriamente explica os fenômenos da Criação, havia um vasto período de tempo durante o qual a condensação da matéria produzida principalmente calor e luz, e só no último seria o nosso planeta ser tão avançados como para lá para ser uma "extensão" aberto em torno dele, e os sólidos e líquidos começando a coesas dentro deste anel. No terceiro dia, uma etapa suplementar é atingido. Os estratos formado por gravitação estão quebrados, em parte por química e em parte por forças mecânicas, ea terra seca aparecer. Isto é seguido por um novo ato criativo, chamando a vida vegetal à existência, e dando-lhe as suas leis. Para as formas superiores de vegetação não foram alcançados até que o homem apareceu sobre a terra, quando "Deus plantou um jardim", e não fez apenas árvores de fruto, mas também toda a vegetação mais nobre, descrito como "toda a árvore agradável à vista, "crescer fora da terra (Gênesis 2: 8-9). Após a pausa do quarto dia de vida animal é criado, que se estende por dois dias Divinas, até que o homem finalmente aparece. Como no quarto dia assim no sétimo. não há nenhuma nova energia criativa exibido, mas as leis dadas anteriormente seguir em frente em seu poder poderoso. E eles são imutáveis, porque eles são sempre presente a vontade de Deus imutável.

Há, em seguida, mas três atos do poder criador, dos quais o primeiro é o chamado da matéria à existência, como registrado em Gênesis 1: 1. A matéria é próxima sujeita a leis pelas quais é tão dispostas e combinadas para formar um mundo ordenado, em oposição ao desperdício e abismo vazio através do qual ele foi à primeira dispersa. O próximo ato criativo é a doação da vida vegetal, narrado em Gênesis 1:11. O terceiro e último ato é a doação da vida animal, registrada em Gênesis 1:20. Para este Atrevo-me a acrescentar a criação da razão humana e da natureza espiritual do homem. Tudo o resto não passa de arranjo; mas nestes quatro atos cheguemos a resultados que nenhuma força de leis mecânicos ou químicos poderiam produzir. Quando há algum tempo atrás, foi argumentado que a vida poderia ter vindo à Terra de uma Aerolite, homens de ciência, assim, confessou que não havia nada sobre este nosso globo para explicá-lo. Mas, como os materiais de aerólitos são praticamente os mesmos que os da Terra, e como eles são de fato partes de nosso sistema solar, temos de ir lá fora deles: e sempre em diante, até que encontrá-lo onde só é para ser encontrado, e onde Moisés colocou, em Deus.

Mas se, assim, a cosmogonia no Livro de Gênesis coloca diante de nós um avanço gradual na criação, dando-nos as suas fases sucessivas, e suas leis imutáveis, e marcando a introdução de tempos em tempos para o abismo de novas forças, e especialmente da vida, estamos a aceitar a evolução como a melhor exposição da maneira em que Deus operou? Eu respondo que o teólogo não tem nada a ver com essas questões. As disputas insensatas entre ciência e teologia quase sempre surgem de homens de ciência gritando que alguma nova teoria apenas chocado é uma refutação do sobrenatural, e de teólogos que debatem cada nova teoria em razão da exposição bíblica. É, mas apenas para o autor da teoria da evolução de dizer que ele nunca cometi este erro. Realmente, cada hipótese científica deve ser provada ou refutada no terreno da ciência por si só; mas quando os poucos sobreviventes das muitas teorias que os homens científicos sugerem ter atingido ao posto de verdades científicas, então, finalmente surge a necessidade de compará-los com a Sagrada Escritura, pois que não podia acreditar que ela seja a Palavra de Deus se contradisse o livro da natureza, que também vem Dele. Deus é a verdade, e Sua Palavra revelada deve ser verdade.

 

Agora evolução é muito longe de ter alcançado o posto de uma verdade científica; é, no máximo, uma teoria interessante e engenhoso. Mas caso venha a ganhar maior pontuação, o segundo relato da criação é em seu favor. Enquanto na primeira Elohim aparece em toda a grandeza da majestade divina, criando, em primeiro lugar, a matéria por uma palavra, e então a vida e, finalmente, a alma racional; no segundo ele aparece como o artífice Divino. Tudo é lento e gradual. Ele forma o homem, constrói-se a mulher, planta um jardim, faz com que as árvores cresçam. As duas contas, sem dúvida, são destinados a complementar uma outra, e é notável que, enquanto a segunda comprime a toda a criação em um dia, no entanto, que representa como um paciente e demorado processo; e quando Adão foi colocado na vida vegetal paraíso terrestre tinha alcançado o fruto da árvore, e vida animal tinha avançado para gado-animais, ou seja, apto para domesticação. E nós temos uma outra marca de duração do tempo no fato de que as águas não só tinha formado canais por si mesmos, mas que estes tinham se tornado tão fixo e se estabeleceu que dois dos rios do Éden existir e ter os mesmos nomes nos dias de hoje.

Infelizmente para a sua discussão temperado, a evolução está agora envolta por muitos de seus partidários na película feio do materialismo, e para isso existe na Bíblia nenhum lugar. Enquanto, por isso, estou contente de deixar todos os processos de criação para aqueles que fazem o universo material do objeto de seu estudo inteligente, eu opor à sua travessia além de seus próprios limites, o que fazem na argumentação de que nosso conhecimento alargada da matéria e suas leis milita com uma crença em uma mente governando e dando-lei: para a ciência material pode penetrar mais longe do que para os fenômenos da natureza. É o ensinamento nobre do Livro de Gênesis que a criação foi obra de uma inteligência All-sábio e todo-poderoso, e que a Mente Infinita, que reverentemente chamamos de Deus, até mesmo chamado importa em ser, e deu-lhe as leis que os homens de ciência estudo tão sabiamente. Eu estou contente em acreditar em tudo que se provar em seu próprio domínio; mas quando eles fazem suposições em regiões onde eles são, mas os invasores, é mera perda de tempo para disputar com eles. Mas eu não posso dizer isso sem ao mesmo tempo, reconhecer a imensa obrigação ao abrigo do qual os teólogos mentir para os mestres das ciências da astronomia e geologia; pois eles têm ampliado as nossas ideias, afastou muitos uma falácia popular, bruto, e nos permitiu entender mais e mais das formas perfeitas de Deus.

Partindo, portanto, a teoria da evolução de ser provada ou refutada por razões científicas, devemos observar que na próxima quantidade de luz é lançada sobre o relato bíblico da criação pelo nosso maior conhecimento da literatura de Babilônia. Vimos que a forma da narrativa eo arranjo da obra da criação em seis dias teve para um objeto principal a santificação de descanso no sétimo dia. Estamos agora conscientes de que a divisão do tempo em semanas de sete dias, e no dia de descanso semanal, é de extrema antiguidade. Comprimidos Accadian de data show muito cedo que o sábado foi estritamente observadas em tempos anterior às de Abraão. A história da enchente da Babilônia dá o número sete como marcou uma importância como é atribuído a ele na narrativa em Gênesis. Não é, no entanto, esta diferença marcante. Nos comprimidos Accadian os sete dias da semana estão conectados com o sol, a lua e os cinco planetas que foram, em seguida, todos conhecidos. Nossos próprios dias da semana, como mencionado antes, dar testemunho da prevalência geral desta idolatria dos corpos celestes. Assim, também, a narrativa da enchente da Babilônia é intensamente politeísta. No livro de Gênesis, temos o monoteísmo puro, sem um traço de até mesmo as formas mais antigas e mais sedutoras do paganismo.

Na segunda narrativa, Gênesis 2: 4 a Gênesis 4:26, criação aparece apenas como uma parte subsidiária da história. Para seguir a regra usual no Toldoth, é a descrição daquilo que se segue sobre o nome dado no título. O Toldoth de Adão é a história de seus descendentes até o dilúvio; a de Tera é a história de Abraão; a de Jacob é a história de Joseph. Assim, o Toldoth da criação é a narrativa da vida de Adão e Eva até que sua posteridade foi dividido em duas linhas de Seth e Caim. Naturalmente, portanto, a criação aparece como o trabalho de um único dia, embora os estágios são todos gravados lentamente atingido, e tem referência para o cuidado por Deus de nossos primeiros pais. Se o período de névoa é referido, quando a bola da Terra era tão quente como para expulsar dela a água na forma de vapor para o outro lado da extensão, isto é, em contraste com o jardim fresco, à sombra de floresta árvores, plantadas com escolha o tipo de fruta, e regados por rios que correm em canais resolvido. Produtos excelentes da terra, também são mencionados, ouro e pérolas e pedras preciosas, porque essas coisas adornam a vida civilizada. Animais e pássaros, também, estão lá, porque sobre eles Adam exercido sua inteligência brotação. Mas, mesmo no Paraíso Adão não é representado como sendo possuidor de altas potências metafísicas; pelo contrário, ele é descrito como em um estado muito rudimentar, e com seu intelecto pouco desenvolvido. Ele ainda não sabe a diferença entre o certo eo errado, uma das primeiras coisas que uma criança aprende, embora uma criança geralmente aprende-lo em muito da mesma maneira como fez Adão, fazendo algo errado e incorrer em punição. Mas também não é ele sem o uso da razão, para ele estuda os animais, e os nomes los após seus presentes ou formas peculiares. Ele possui, também, uma comunhão com Deus simples, que caminha com ele no jardim; e, portanto, mais uma vez, o homem aparece desde o primeiro como um ser religioso, capaz de e realmente ter relações com a Divindade.

Mas entre inúmeros pontos de interesse superando nesta segunda narrativa, um dos mais notável é o nome dado à Divindade. Na primeira narrativa Deus é Elohim, um expressivo termo do poder universal. Elohim é Deus em Sua onipotência. Na segunda narrativa é Jeová-Elohim. Agora, o nome Jeová ocupa um lugar misterioso no Apocalipse. É, se podemos falar assim com reverência, o nome pessoal de Deus. Não é nenhum título geral retirada Seus atributos, mas algo indivíduo, representando Deus, em primeiro lugar como uma pessoa, e em segundo lugar como a realização de relações pessoais para o homem. Os israelitas expressaram corretamente isso quando disse a Josué: "O Senhor é o nosso Deus" (Josué 24:18). Não era abstração que eles adoravam, mas um ser definido, que estava com eles em uma relação fixa e definida.

Curiosamente, o único nome agravado com Jeová, que ocorre antes do tempo de Moisés, que é de Joquebede ("O Senhor é glória"), sua própria mãe (Êxodo 06:20). Não pode, é claro, foram os outros, para os nomes de muito poucas pessoas foram preservados. Mas a existência de um mesmo este nome mostra que o título Jeová estava em uso, e foi muito honrada, e talvez até que ele foi se tornando mais comum. Mas a dificuldade é bastante aparente do que real, e desaparece em cima de um exame do significado do direito as palavras Êxodo 6: 3. Para se nos voltarmos para nossas Bíblias, e examinar a maneira pela qual a palavra "nome" é empregada lá, vamos encontrar, como tem sido apontado em inúmeros lugares pelos comentaristas, que em hebraico o nome representa para a coisa. O que realmente está destinado pela passagem em Êxodo é que o uso peculiar do nome Jeová, que há muito estava em processo de formação, foi agora totalmente estabelecido; e que a Divindade até então tinha sido El-Shaddai, o Poderoso, doravante, como sua aliança a Deus, Ele era para ser resolvida como o Senhor. Tinha sido sempre um título redonda que memórias amorosas em cluster, e que tinha sido utilizado com um profundo senso de sua importância. Deus tinha agora trouxe o significado do nome de uma forma em que nunca tinha sido interpretada antes. Eve tinha usado de seu filho, chamando-lhe "Ele deve ser" (Gênesis 4: 1); mas ela tinha sido amargamente desapontado. Deus agora se aplica a Si mesmo; para quando perguntado por Moisés qual era o epíteto especial pelo qual ele foi para anunciá-lo aos filhos de Israel no Egito, Ele respondeu: "Serei que serei" (Êxodo 3:14). Era um nome que aponta para a frente a um futuro manifestação de Si mesmo, e misteriosamente indicando que o cumprimento da promessa em Gênesis 3:15 seria por uma encarnação da Divindade. Jeová é a terceira pessoa do que Deus falou na primeira pessoa, e daí em diante era para ser o título peculiar da Divindade em Sua relação de aliança com Israel, porque nele foram misteriosamente resumiu todas essas esperanças messiânicas que os profetas estavam a desdobrar. Pacto por Deus de Israel era um "que se tornaria" o manifesto Emanuel, Deus na carne.

As palavras, em seguida, no Ex 6: 2-3, indicam que uma grande culminar tinha sido atingido. O Elohim de seus pais (Êxodo 03:13), que tinha sido adorado sob vários títulos, mas principalmente que tinha sido conhecido como o Onipotente, é doravante ter um título especial, indicativo de uma estreita relação entre Ele e Seu povo. Eles foram longamente uma nação, e estavam a ter, em poucos anos, um país de seus próprios; e em vez de o monoteísmo geral dos patriarcas, eles foram para adorar ainda um Deus, mas sob um título que defina-vem, e não algum atributo especial, mas que Ele iria manifestar-se de forma mais clara e totalmente a eles m tempo para vir. É o nome teocrático, e podiam razoavelmente ser dado somente quando a teocracia estava prestes a ser constituído. E, assim, o cuidado e discriminação tão claramente mostrado em Gênesis no uso dos nomes de Jeová e Elohim é explicado, e é um forte argumento para a Mosaic autoria. Se tivéssemos um mero amontoado de extractos de um Jehovist e um Elohist, tal exatidão teria sido possível; por isso teria sido uma mera questão de sorte que o nome foi empregado. Como é que eles muitas vezes aparecem em estreita justaposição, mas cada usado corretamente. E nesta segunda narrativa da criação, a razão para o título incomum Jeová-Elohim é simples. Deus não é mais o Onipotente, chamando matéria e da vida em existência, e dando-lhes leis que não podem ser quebrados; Ele é um ser amoroso, organizar e fornecer para o bem e felicidade do homem, tendo o cuidado de o mais perfeito de suas criaturas, e revelando-se a ele como seu amigo. Ainda mais importante é notar que nesta narrativa a fundação é colocada pelo Evangelho, e que o escritório especial do Senhor, ea razão do nome, são indicados em Gênesis 3:15. E eles são dadas em relação a toda a humanidade; para isso é um ponto distintivo do Livro do Gênesis, e que indica mais claramente que sua origem era anterior à entrega da Lei, que, enquanto se prepara para a teocracia, ele já representa a Deus como o Deus de todo o mundo. Não é nada disso exclusividade de vista que cresceu, posteriormente, na Igreja judaica: a forma muito mais nobre que nos é apresentado é o de Melquisedeque, o rei-sacerdote de uma cidade Gentile, e que por conta disso é o tipo de ajuste de Cristo, em quem uma vez mais os laços de união com a Igreja de Deus tornou-se tão grande quanto o mundo.

Os restantes Toldoth ter sido, eu confio, suficientemente considerado nas notas. Eu só seria, em conclusão. alertar o leitor contra esperando que todas as dificuldades podem ser eliminados. Se nossa visão ser verdade, que Moisés tinha diante de si documentos escritos antigos, alguns dos quais ainda foram realizadas pela família de Eber para a cidade rica e civilizada de Ur, enquanto outros, como o Toldoth dos patriarcas, foram registrados em sua tendas, então nós possuímos em Gênesis literatura mais antiga e mais venerável do mundo. Não há nenhuma razão para sup. posando que os patriarcas não conseguia escrever. Abraão veio de um lugar onde a escrita floresceu; nem foram os cananeus um povo sem instrução. Foram eles que carregava cartas para a Grécia, e ainda usamos no principal seu alfabeto. Também não há indícios de querer isso em sua história; para a cidade Debir, a oeste de Hebron, foi chamado Quiriate-Sefer-ie,-Book da cidade pelos cananeus (Josué 15:15); e Quiriate-Sannah (Josué 15:49), uma palavra difícil de interpretar, mas que muitos explicar no sentido de que algum material para a escrita foi preparado lá. Mas, independentemente disso, Abraão não prontamente perder uma arte bem conhecido por ele; seu filho e neto foram homens de hábitos domésticos; e antes da morte de Jacob os israelitas foram liquidados em aprendido Egito.

Muitas das dificuldades que foram sentidas na narrativa referem-se a números e questões de cronologia. Ora, Deus não conceder aos homens um sistema perfeito de numeração, mas deixou isso a eles para descobrir por si mesmos. E nem os hebreus, gregos, nem romanos que descobri-lo; mas os árabes, comparativamente a alguns séculos atrás, inventado por nós que o método simples, mas precisa que agora empregam. Os hebreus no presente dia expressar números por letras. Assim Aleph é colocado para um, Beth para dois, Yod para dez, Koph por cem, eo maior número que pode indicar, portanto, é quatrocentos por Tau. Acima de quatrocentos eles só podem acrescentar letras juntos, ou tentar fazê-los expressar números mais elevados por pontos. Mas não sabemos quando este sistema começou, nem mesmo quando seu alfabeto atingido a sua lotação de vinte e duas letras. De que forma os números foram previamente indicado é um mistério todo, e, provavelmente, as genealogias anteriores da humanidade eram da natureza de uma memoria technica, e teve que ser explicado pelo ensino oral. Além disso, o grande objetivo destas listas de nomes não era cronologia mas genealogia. Para isso, os patriarcas anexado o valor mais alto, ea sua justificação reside na genealogia de nosso Senhor. A partir do chamado de Abraão é possível construir uma cronologia que não pode estar muito errado, mais difícil que possa ser para fazer 1 Reis 6: 1 acordo com Atos 13:20. Anteriormente a essa data tudo é incerto, e embora em um ponto de vista religioso, temos tudo o que queremos, é tão impossível construir uma cronologia científica do mundo a partir dos registros em Gênesis, uma vez que é construir a partir desses mesmos registros a geologia ou astronomia científica. A Bíblia recusa-se a ser condenado à finalidade para a qual nunca foi destinado.

De numerosos pontos interessantes que permanecem, I vai notar, mas um, ou seja, a moralidade do livro de Gênesis. E aqui temos de começar com o princípio reconhecido que há progressos em toda a Bíblia, e que, à luz da revelação foi dada gradualmente, de modo que com ele foi há um crescimento na moralidade. O menor no reino dos céus é a este respeito maior do que João Batista, assim como ele em seu nível moral foi maior do que todos os que tinham ido antes (Mateus 11:11). Se, em seguida, nós olhamos para uma moralidade no Livro de Gênesis tão pura como a do Evangelho, vamos olhar em vão; e ao fazê-lo deve rejeitar o contraste do nosso Senhor no Sermão da Montanha entre Seu ensino e que dos grandes e bons de velhos tempos. No entanto, a moralidade do Livro do Génesis é absolutamente alto, e é também, como levaria para estágios mais elevados. Note como a partir da primeira a idéia da família, o que muitos consideram como bastante moderno, é a raiz e centro da vida patriarcal. A poligamia, a grande maldição da casa Oriental, é a partir do primeiro discountenanced. No paraíso terrestre temos apenas um par amoroso, ea mulher é descrita como contraparte do homem (Gênesis 2:18), e assim como seu igual. A lei do casamento é dada em termos tão rigorosos e vinculativos (Gênesis 2:24) que nosso Senhor poderia acrescentar nada para eles, embora Ele tira a sua força (Mateus 19: 5-6). Quando aparece a poligamia é em uma família Cainite, marcada pela arrogância e crueldade. Se Abraão toma para si uma concubina, é por sugestão de sua esposa, e com o propósito de ter filhos, e não para a luxúria. Isaac, embora muito tempo sem prole, permanece fiel à sua esposa estéril. E, posteriormente, quando Jacob se casa com duas irmãs, apesar de sua conduta cai muito abaixo do nível da moral cristã, mas ele considerava Rachel como sua esposa legítima injustamente retido a partir dele; e enquanto ele tinha pouco amor por Leah, e levou muito a sério a fraude praticada em cima dele, e para o qual ela havia se emprestou, mas ele não lançaram-la, mas cuidava dela, tratou com honra, e, finalmente, ao que parece, retribuído seu carinho. E assim no que diz respeito as servas, enquanto o quadro é ainda ofensivo para sentimento cristão, mais uma vez notar que a ideia dominante era a de descendentes, e que era o ato de as mulheres num momento em que cada um se considerava estéril, e teve por a sua finalidade o aumento de sua família. Não há nada nele de um personagem de baixo e sensual, e parece mesmo depois de ter sido considerado anormal; para os filhos de Jacó retornar novamente para a prática da monogamia. Em todo o orgulho eo poder do vice-reinado, Joseph se contenta com uma só mulher.

No que diz respeito a escravidão, Abraham recebe presentes de escravos do Faraó (Gênesis 0:16), além daqueles que ele tinha trazido com ele a partir de Haran, e tem tão grande como uma casa para ser capaz de levar com ele para a batalha com Chedorlaomer trezentos e dezoito homens treinados carregados em sua própria casa (Gênesis 14:14). Aparentemente, também, houve até um comércio de escravos (Gênesis 17:27). Esse também foi o caso quando o Novo Testamento foi escrito, e os apóstolos estavam satisfeitos em fornecer para o tratamento espécie de escravo, enquanto enunciar princípios que naturalmente levou à desaprovação popa do que no decorrer do tempo, embora a sua supressão foi muito adiado pela ganância humana. Agora, no Livro do Gênesis encontramos nada como a escravidão predial que tem desonrado tempos modernos. O escravo, se "nascidos em casa ou comprados com o dinheiro", foi a compartilhar todos os privilégios religiosos de seu mestre. A ordem expressa foi dada de que ele deve ser circuncidado, e admitiu em aliança com Deus de seu mestre (Gênesis 17:13). Sem dúvida uma grande massa da nação israelita foi suspensa a partir de aqueles que tinham assim formado as famílias dos patriarcas; e podemos imaginar nada que mais aliviar a sorte dos "servo", aumentaria a sua própria auto-estima, e garantir o seu tratamento gentil, que a sensação de que ele, portanto, adoravam o mesmo Deus como seu mestre, e estava vinculado ao ele na mesma fraternidade religiosa. Nós não perguntar depois deste ao descobrir que não seu sobrinho Ló, mas um escravo nascido em casa era o próximo na autoridade a Abraão sobre sua tribo, e seu herdeiro em potencial se ele não tinha nenhum filho (Gênesis 15: 2-3). Também não nos surpreende que Sheshan, um descendente highborn de Esrom, deve dar sua filha em casamento a um escravo (1 Crônicas 2:35); nem que seu escravo, Ziba, deveria ter sido o representante da casa de Saul até David chamado Mephi-Bosete, filho de Jonathan, fora da obscuridade, e restaurou-o a seu posto (2 Samuel 9: 2., & c).

 

Na negação de suas esposas Abraão e Isaac falhar no que diz respeito veracidade. É, sem dúvida, o caso que onde quer que os homens ocupam uma posição de perigo, eles são muito propensos a recorrer habitualmente a artifícios para garantir a sua segurança. No Oriente, até hoje ele é quase a regra universal para dar respostas falsas, não apenas para escapar do perigo, mas mesmo simplesmente para estar em conformidade com os supostos desejos de quem pergunta. Podemos muito bem supor que os poucos homens da raça semítica, cercado por um número esmagador de Elamites e alienígenas em Ur, e nas planícies da Babilônia, foram expostos a essa tentação; e provavelmente veracidade em face do perigo e da morte é uma virtude heróica que temos aprendido com os mártires cristãos. Mas enquanto nós, portanto, encontrar os patriarcas deficiente neste alta qualidade, as duas narrativas condenar sua falta de fé. Em ambos os casos, o seu ardil envolve-los em perigo e dificuldade. Eles são reprovados por bocas pagãos, e aprender que a veracidade teria sido a sua política mais sábia.

Finalmente, o sacrifício de Isaac por seu pai muitas vezes foi condenado em termos não medidos. Temos aqui, dizem, o pai dos fiéis tentados a cometer um crime, o que cada ditar de uma consciência pura teria condenado. O sacrifício humano é o resultado mais negro do fanatismo e da superstição mórbida, e nenhuma suposta revelação justificaria uma ação em oposição às leis da religião natural, e absolutamente errado em si. Um comando que exige o cometimento de um crime deve em todos os casos, sem exceção, a ser desobedecido. Mas, antes de tudo, o suposto efeito de uma justificação do sacrifício humano nunca como resultado de exemplo do patriarca. Nenhum judeu jamais derivada dela a conclusão de que pode haver circunstâncias em que um pai pode oferecer seu filho a Deus. A conclusão que deduzida a partir da ocorrência era "que Deus daria" o grande sacrifício (Gênesis 22:14, ver Notas). Como pode um ato imoral de que há conseqüências imorais ter resultado, e que já foi interpretada de modo a condenar o muito prática que esses críticos suposto que favoreceu? Mas, na verdade sóbrio, há considerações muito mais elevados envolvidos nesta história. A Bíblia deve e sempre será o objeto de ataque constante daqueles que estão do lado de fora, mas o que, pode o que pedimos, tem sido o ponto de vista de conduta de Abraão dentro da Igreja? Podemos dizer com segurança que há, pelo judeu de idade, e Christian agora, tem sido sempre considerado como o ato culminante da vida de Abraão. Para isso, acreditamos que nosso Senhor se referiu quando disse: "Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se" (João 8:56). Para lá todo o mistério do amor redentor de Deus foi estabelecido, e enquanto apenas os grandes fatos foram registrados como uma parábola, para que os homens muse sobre até que a interpretação veio, podemos concluir a partir de palavras do Senhor que a Abraão foi revelado a interpretação do o mistério solene em que ele havia tomado parte. Temos repetidamente salientado que no Livro de Gênesis, temos o germe de toda doutrina futuro da revelação. Isso não seria verdade se não tivéssemos nesta narrativa a antecipação do ensinamento de que "Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16).

D Excurso: nos livros das gerações.

O leitor mais superficial deve ser atingido pela maneira pela qual esta frase ocorre freqüentemente no Livro de Gênesis, e nunca mais até o início do Evangelho de São Mateus. Após a abertura magnífica e divina de Gênesis 1: 1 de Gênesis 2: 3, o resto do livro é uma série de "gerações", em cada um dos quais existem peculiaridades de dicção e estilo, mas também marcas Planície de um mestre- mão, que moldou-los em uma narrativa contínua. Essas gerações, ou Toldoth, são em número de dez, a saber: -

Chap

Gênesis 2: 4

Gênesis 4:26,

o Toldoth do céu e da terra.

Genesis 5: 1

Gênesis 6: 8,

 

,,

 

,,

 

Adam.

Gênesis 6: 9

Gênesis 9:29,

Noah.

Genesis 10: 1

Genesis 11: 9,

os filhos de Noé.

Gênesis 11:10

Gênesis 11:26,

Shem.

Gênesis 11:27

Gênesis 25:11,

Tera.

Gênesis 25:12

Gênesis 25:18,

 

,,

 

,,

 

Ismael.

 

-

 

Gênesis 25:19

 

Gênesis 35:29,

 

,,

 

,,

 

Isaac.

 

-

 

Genesis 36: 1

 

Gênesis 37: 1,

 

,,

 

,,

 

Esaú.

 

-

 

Gênesis 37: 2

 

Gênesis 50:26,

 

,,

 

,,

 

Jacob.

 

Agora, em primeiro lugar, modernas descobertas mostraram que não há nenhuma dificuldade, como alguns supõem, na crença de que os patriarcas sabiam ler e escrever. Ur dos Caldeus, de onde emigrou Tera, prova ter sido um famoso lugar de aprendizagem, eo Sr. Sayce (Entre-Chald. Gen., 24 p.), Afirma que as primeiras inscrições de qualquer importância que possuímos agora pertencem ao tempo de um rei de Ur, supostamente viveu três mil anos antes da era cristã. Essas inscrições, acrescenta, composto por textos em tijolos e em cilindros de sinete, e alguns destes últimos podem ser, ele pensa, de ainda maior antiguidade. Mesmo as operações diárias de negócios foram no tempo de Abrão perpetuada com a máxima pontualidade e decoro por meio daqueles contrato, e venda, e até mesmo comprimidos de empréstimo de terracota, que ainda estão em vigor; e sabe-se agora que, na Caldéia entre os Accadians, como no Egito, papiro foi usado como um material de escrita, bem como argila e, mais raramente, pedra (Tomkins, Estudos sobre o Times of Abraham, p. 45). Assim, longe de perder, o Livro de Gênesis ganha infinitamente em valor e importância, se não em seu divino, ainda em seu lado humano, se encontramos razão para acreditar que podemos ter nele o conteúdo de tijolos e garrafas transportadas por Abraão Ur para Haran primeiro, e daí para Canaã.

 

Em seguida, a única forma reverente de interpretar a Sagrada Escritura é, não para torná-lo dobrar a teorias humanas, mas para tornar os nossos pontos de vista dobrar para o que diz de si mesmo. Aqui, então, representa o livro de Gênesis como composta de documentos já existentes. "Não temos o direito de assumir que esses documentos eram menos inspirado porque pré-Mosaic. Enoque, Noé, Abraão são todos representados como homens muito próximo a Deus. Outros, como Shem, Jacob, José, eram pouco menos assim; e há peculiaridades no Toldoth de Jacob que sugerem que uma narrativa escrita por Joseph era, pelo menos com base nessa história. Agora, tinha Genesis sido obra de uma pena inspirada, certamente ele teria procedido a frente com firme propósito, e, como é a regra invariável da Sagrada Escritura, o escritor teria preservado o seu próprio estilo e individualidade por toda parte. Como é, a narrativa que começa em Gênesis 2: 4 é tão diverso da história da criação como isso poderia ser possível; e, aparentemente, que a história (Gênesis 1: 1 de Gênesis 2: 3), que não é um Toldoth, foi dada a fim de se proteger contra os erros que poderiam facilmente ter surgido a partir de incompreensão do relato feito na segunda narrativa. Agora, a história da criação deve ter sido inspirado diretamente. Não podemos, de fato, contar como o conhecimento que ele contém foi comunicada, seja por uma série de visões em transe ou por idéias imprimiu na mente do escritor; mas, obviamente, ele tinha a intenção de representar a criação como desenvolvido em uma progressão ordenada pela promulgação de leis divinas, seguindo em intervalos sucessivos, uma sobre a outra, e culminando no sábado de Elohim. Na segunda criação narrativa, mas é um assunto secundário, e é descrito simplesmente em contraste com o Jardim do Éden.

 

Mas o autor do livro de Gênesis e sabemos de ninguém cujos créditos ficar em tais razões fortes como os de Moisés, também mostra a sua individualidade, e organiza seus materiais em um plano saldado. Divinamente inspirada, como acreditamos, ele iria fazer, no entanto, nenhuma mudança ou alteração desnecessária nos documentos antes dele; Não, ele não está nem aí para a exatidão verbal (testemunha Gênesis 28: 9, em comparação com Gênesis 36: 3). No caldeu Gênesis temos um documento muito mais antigo que o tempo de Moisés; e no relato do dilúvio, no envio do corvo e uma pomba da arca, no sacrifício oferecido por Noé, ea escolha do arco-íris como sinal de reconciliação, há muita coisa que é comum para a inspirada e narrativas sem inspiração. Mas a leitura e comparação dos dois é mais instrutivo, e deixa a mente impressionado com a infinita superioridade da narrativa bíblica.

 

O plano do escritor era isso. Depois de dar-nos um relato da criação, na qual o homem aparece como obra-prima de Deus, e, em seguida, do Paraíso, na qual o homem é mostrado para ser o objeto especial do amor de Jeová, doravante o seu único propósito é a restauração do homem, ea seleção sucessivamente de Seth, Shem, Abraão e Jacó como as pessoas através de quem a promessa de um Libertador era para ser cumprida. Ele na verdade não excluir todas essas partes dos registros patriarcais como não tinha relação direta com seu assunto, mas depois de um aviso de passagem omite a menção a eles para o futuro. Assim, na segunda narração, dá a tentação, a queda, o seu resultado no pecado de Caim, e, em seguida, uma breve história da família de Cain, com o detalhe de seu avanço nas artes da civilização, em requinte, no luxo e no orgulho; e então ele deixa-os para sempre. Não sabemos nada mais sobre os cainitas, mas daí em diante a narrativa é ocupado com Seth e sua posteridade. A mesma regra é seguida uma e outra vez; e assim, enquanto o livro de Gênesis é cheio de informação mais interessante sobre o mundo antigo, não podemos deixar de sentir que seu único objetivo principal era mostrar que a redenção da humanidade pela doação de um Salvador não era pós-pensamento, mas a própria ponto de partida da mensagem revelada de amor de Deus às suas criaturas caídas.

 

            GENESIS  INTRODUÇÃO

                       SUBSIDIOS N.2

O nome Gênesis significa "origem" ou "começo" e é um nome adequado para o livro da Bíblia que fala das origens do universo, da raça humana, do pecado humano e de caminho da salvação de Deus. Embora ele está no início de nossas Bíblias como um livro individual, que era originalmente parte de um livro muito maior comumente chamado Pentateuco.

O Pentateuco

Hebraico, a língua materna do povo israelita, era a língua original do Antigo Testamento. Durante o século III aC esta hebraico o Antigo Testamento foi traduzido para o grego, a tradução a ser conhecida como a Septuaginta (LXX muitas vezes escrito), após "os setenta", que traduziu. A partir desses tradutores que têm emprestado a palavra Pentateuco como um nome para os primeiros cinco livros da Bíblia (a partir de duas palavras gregas, penta, que significa "cinco", e teuchos, que significa "um volume").

Originalmente, os cinco livros foram um, mas eles foram colocados em sua forma de cinco volumes presente para que pudessem caber convenientemente em cinco pergaminhos. Os hebreus que se refere a todo o Pentateuco simplesmente como 'a lei' (2 Crônicas 17: 9; Neemias 8: 1-3; Neh_8: 18; Mateus 5: 17-19; Mat_11: 13; Mat_12: 5; Lucas 24:44 ).

Tradição antiquíssima, hebraico e cristão, reconhece Moisés como o autor do Pentateuco (2 Crônicas 35:12; Neemias 8: 1; Neh_13: 1; Daniel 9:11; Marcos 00:26; Lucas 16: 29-31 ; Atos 15:21), embora o próprio Pentateuco não diz quem o escreveu. No entanto, ele menciona actividade literária de Moisés. Ele escreveu para baixo a lei que Deus deu a Israel (Êxodo 24: 4; Exo_34: 27; Deuteronômio 31: 9; Deu_31: 24), ele manteve registros da história de Israel (Êxodo 17:14; Números 33: 2) e ele escreveu poemas e canções (Êxodo 15: 1; Deuteronômio 01:22; Deu_1: 30).

Como líder da nação, Moisés era sem dúvida familiarizado com os registros da família, histórias e canções tradicionais antigas que pessoas de gerações anteriores tinham preservado e proferidas, seja de boca em boca ou na forma escrita (cf. Gênesis 5: 1; Gen_6 : 9; Gen_10: 1; Gen_11: 10; Gen_11: 27). Como outros escritores, ele teria usado o material de várias fontes, especialmente em escrever sobre lugares e eventos fora de sua própria experiência (Gênesis 26:33; Gen_35: 19-20; Gen_47: 26; Números 21:14). Além disso, ele teve contato direto com Deus e revelações recebidas divinos (Êxodo 3: 4-6; Exo_33: 9-11; Deuteronômio 34:10). Sob a mão orientadora de Deus, todo este material foi colocado em conjunto para produzir o que chamamos os cinco livros de Moisés.

As pessoas que estudam documentos bíblicos têm, por vezes sugerido que o Pentateuco chegou à sua forma final, muito mais tarde do que o tempo de Moisés. Eles baseiam as suas ideias sobre as semelhanças e contrastes que vêem em coisas como narrativas, os nomes usados ​​para Deus, o uso de certas palavras e frases, e os detalhes do sistema religioso de Israel. Alguns até ver uma série de documentos independentes que foram posteriormente combinados em um só.

No meio de toda a discussão que teve lugar relativamente a estas questões, as pessoas têm, por vezes, esquecer que a questão importante não é como o Pentateuco foi escrito, mas o que isso significa. E em ambos os hebraico e Bíblias cristãs ergue-se como um livro cuja unidade é clara e cuja mensagem é a Palavra viva de Deus (Neemias 8: 8; Neh_8: 14; Neh_9: 3; João 5:39; Joh_5: 46; Atos 28:23).

O livro de Gênesis

Aqueles que deu o nome de 'Genesis' para o primeiro livro da Bíblia eram os tradutores do Pentateuco. Os antigos hebreus chamou o livro por suas palavras de abertura, "No princípio '. A principal preocupação do livro, no entanto, não é com origens físicas, mas com o relacionamento Deus deseja ter com as pessoas que habitam sua terra.

Adão e Eva, embora sem pecado, quando criado, caiu em pecado, e as más conseqüências de seus pecados passados ​​para a raça humana descende de-los. Humanidade rebelde merecia, e recebeu, o julgamento de Deus, mas que o julgamento era sempre misturada com misericórdia. Deus não destruiu a vida humana que ele havia criado. Ao contrário, ele trabalhou com ele para fornecer um caminho de salvação ao alcance de todos. Seu caminho foi escolher um homem (Abraão), de quem ele iria construir uma nação (Israel), através do qual ele faria a sua vontade conhecida e, eventualmente, produzir o Salvador do mundo (Jesus).

O livro de Gênesis mostra como os seres humanos se rebelaram contra Deus e caiu sob seu julgamento, mas mostra também como Deus começou a realizar seu plano para a sua salvação. Depois de gravar as suas promessas de fazer de Abraão uma nação e para dar essa nação uma pátria na terra de Canaã, ele mostra como as promessas relativas tanto à terra e as pessoas começaram a ser cumpridas.

ESBOÇO

1: 1-2: 3 A história da criação

2: 4-4: 26 Início da vida humana

5: 1-32 Genealogia de Adão a Noé

6: 1-9: 29 rebelião e julgamento

10: 1-11: 26 Genealogias de Noé a Abraão

11: 27-15: 21 de Abrão entrada para a terra prometida

16: 25/01: 18 Abrão e do herdeiro prometido

25: 19-28: 9 Isaac passa sobre a herança

28: 10-36: 43 Jacob estabelece a família

37: 1-50: 26 crescimento da Família e da mudança para o Egito

 


                      GENESIS     INTRODUÇÃO

                              SUBSIDIOS N.3

 

Cada livro do Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento, chamada a Torá [instrução] pelos judeus) recebeu originalmente o título na Bíblia hebraica desde a primeira palavra ou palavras no livro. Há três divisões da Bíblia Hebraica: A Lei (Torá), os Profetas e os Escritos. A Torá era originalmente um livro, mas a Septuaginta dividiu em cinco livros que temos. Os judeus consideravam as histórias da Torá como instrução divina para eles, assim como os mandamentos e sermões, já que eles também ensinar teologia e ética.

A palavra hebraica traduzida por "no princípio" é transliterado beresit. O título Inglês "Gênesis", no entanto, chegou até nós a partir da tradução latina da Vulgata de Jerônimo (Liber Genesis). O título latino veio da tradução Septuaginta (a tradução grega do Antigo Testamento feita cerca de 300 anos antes de Cristo). "Genesis" é uma transliteração da palavra grega geneseos, a palavra grega que traduz o toledot hebraico. Esta palavra hebraica é a palavra-chave para identificar a estrutura do Gênesis, e os tradutores geralmente tornava "conta" ou "gerações" (2, 4, 5: 1, 6: 9, 10: 1; 11:10, 27 ; 25:12, 19; 36: 1, 9, 37: 2).

 

Data

Os eventos data gravada de volta para a criação do mundo.

Muitos cristãos acreditam que a Terra tem milhões de anos de idade. Baseiam esta opinião sobre as declarações de cientistas e compreender a Escritura à luz destas declarações. Da mesma forma, muitos cristãos acreditam que a raça humana começou a centenas de milhares de anos atrás, pela mesma razão.

Muitos evangélicos acreditam que a Terra não é muito mais velho do que 10 mil anos. Baseiam esta nas genealogias na Bíblia (Gn 5, 10, 11;. Et al), que eles entendem ser "aberto" (ou seja, não preencha). Os evangélicos costumam realizar para uma data mais recente para a criação do homem, também pelo mesmo motivo. Um pequeno grupo de evangélicos acredita que essas genealogias são ou "fechada" (ie, completa), ou muito perto de ser concluído. Isto leva-nos até à data da criação do mundo e do homem cerca de 6.000 anos atrás. Vou discutir a questão de como devemos interpretar as genealogias na exposição dos capítulos onde ocorrem.

Muitos intérpretes têm colocado a data da composição do Gênesis muito mais tarde do que o tempo de vida de Moisés. Alguns deles fazem isso porque Gênesis contém alguns nomes que se tornaram denominações comuns de pessoas e lugares após o tempo de Moisés (por exemplo, os filisteus, Dan, et al.). Discutirei essas anomalias como chegamos a eles. Veja também a seção a seguir: ". Escritor" Se alguém aceita a autoria mosaica, como a maioria dos evangélicos conservadores fazem, a data da composição do Gênesis deve estar dentro de Moisés vida (ca. 1525-1405 aC). Este livro foi, talvez, originalmente destinado a incentivar os israelitas a confiar em seus fiéis, Deus onipotente, pois antecipa a entrada na Terra Prometida de Cades Barnea ou das planícies de Moab. [1] Moisés pode ter escrito isso antes de prepará-los para o Exodus, [2] mas isso parece menos provável.

 

ESCRITOR

A autoria do Pentateuco (Gr. Penta, "cinco", e teuchos, "um caso para o transporte de rolos de papiro" e, em uso mais tarde, os "pergaminhos" próprios) tem sido objeto de grande controvérsia entre os cristãos professos desde Spinoza introduzidas "alta crítica" da Bíblia, no século XVII. A "hipótese documentária", que se desenvolveu a partir de sua obra, é que Moisés não escreveu o Pentateuco, como a maioria dos estudiosos do judaísmo e da igreja até o dia acreditou. Em vez disso, era o produto de vários escritores que viveram mais tarde do que Moisés. Um redator (editor) ou redatores combinou estes vários documentos para a forma que temos agora. Estes documentos (J, E, D, P e outros) representam uma tradição Yahwistic, uma tradição Elohistic, uma tradição deuteronomista, uma tradição sacerdotal, etc O tema do Testamento Introdução Old lida com estas questões. Um escritor resumiu o estado atual desta controvérsia da seguinte forma.

 

". . . a hipótese documentária é instável no melhor e em pouco tempo pode ter que ser abandonado totalmente pelo mundo acadêmico ". [3]

 

A evidência de que Moisés escreveu o Pentateuco parece concludente se se acredita que Jesus Cristo falou a verdade quando Ele atribuiu a autoria de Moisés (Mateus 19: 8., Marcos 07:10, Lucas 16: 29-31; 20:37; 24:27 ; João 7:19, 22; cf. Act 15, 1). Os escritores do Novo Testamento cotados ou alusão a Gênesis mais de 60 vezes em 17 livros. Jesus Cristo não diz especificamente que Moisés escreveu Gênesis, mas em dia de nosso Senhor os judeus consideravam o Pentateuco (Torah) como uma unidade inteira. Eles reconheceram Moisés como o autor de todos os cinco livros. Conseqüentemente, eles teriam entendido o que Jesus disse sobre qualquer um dos cinco livros de Moisés como um endosso da autoria do Mosaico de todos eles.

 

AMBITO

Os eventos registrados em Gênesis esticar historicamente desde a criação até a morte de Joseph, um período de pelo menos 2500 anos. A primeira parte do livro (ch. 1-11) não é tão fácil de datar com precisão como a segunda parte (ch. 12-50). A história dos patriarcas registrados nesta segunda principal divisão do texto abrange um período de cerca de 300 anos.

O escopo do livro de forma progressiva e consistente estreita. A seleção dos conteúdos incluídos em Gênesis aponta para o propósito do autor divino.: Para revelar a história do e princípios básicos envolvidos na relação de Deus com as pessoas

 

FINALIDADE

Gênesis fornece a base histórica para o resto da Bíblia e do Pentateuco, em particular a aliança abraâmica. Os capítulos 1-11 dar pano de fundo histórico essencial para a compreensão desse pacto, e os capítulos 12-50 registro do pacto e seu desenrolar inicial. O Pacto de Abraão continua a ser o arranjo básico pelo qual Deus opera em lidar com a humanidade em todo o Pentateuco e do resto da Bíblia.

"O verdadeiro tema do Pentateuco é a seleção de Israel dentre as nações e sua consagração ao serviço de Deus e Suas Leis em uma terra por Deus. O evento central no desenvolvimento deste tema é a aliança divina com Abraão e sua. . . prometem fazer a sua descendência para o povo de Deus e dar-lhes a terra de Canaã como herança eterna

Genesis oferece prólogo indispensável para o drama que se desenrola em Êxodo e no resto do Pentateuco. Os primeiros 11 capítulos constituem um prólogo do prólogo.

 

"Dois progressões opostos aparecem neste prólogo [cap. 1-11].: (A) Criação ordenada de Deus com o seu clímax na Sua bênção do homem, e (b) o trabalho totalmente desintegração do pecado com as suas duas maiores maldições sendo o Dilúvio ea dispersão em Babel [7] A primeira progressão demonstra o plano de Deus para trazer ordem perfeita, desde o início, apesar do que o leitor pode saber da experiência do homem. A segunda progressão demonstra a grande necessidade da intervenção de Deus para fornecer a solução para a raça humana corrupta ".

 

TEOLOGIA

 

O herói do Gênesis é o Senhor Deus, e suas histórias tratam da origem e da vida da comunidade crente sob a Sua soberania.

"O assunto da teologia em Gênesis é, certamente, a obra de Deus na criação de Israel como meio de abençoar as famílias da terra. Este livro constitui a introdução ao tema principal do Pentateuco da fundação da teocracia, isto é, a regra de Deus sobre toda a Criação. Apresenta as origens por trás da fundação da teocracia: a benção prometeu que os descendentes de Abraão seria na terra.

"Êxodo apresenta a redenção da semente da escravidão ea concessão de uma aliança com eles. Levítico é o manual de portarias que permitem o santo Deus habitar no meio de Seu povo, tornando-santo. Números registra o acordo militar e recenseamento das tribos do deserto, e mostra como Deus preserva Suas bênçãos prometidas contra ameaças internas e externas. Deuteronômio apresenta a renovação da aliança.

"No desenrolar deste grande programa de Deus, Gênesis apresenta ao leitor a natureza de Deus como o Senhor soberano sobre o universo que vai mover céus e terra para estabelecer a Sua vontade. Ele busca abençoar a humanidade, mas não tolera desobediência e incredulidade. Ao longo desta revelação, o leitor aprende que "sem fé é impossível agradar a Deus" (Hebreus 11: 6). ". 

 

ESBOÇO

 

A estrutura do Gênesis é muito clara. A frase "as gerações de" (toledot em hebraico, de yalad que significa "suportar, para gerar") ocorre dez vezes (realmente onze vezes desde 36: 9 repete 36: 1) e, em cada caso, que introduz uma nova seção do o livro. [10] a primeira parte do Gênesis é introdutório e estabelece o cenário para o que se segue. Um esboço do Genesis com base nesta estrutura é como se segue.

 

1.Introdução 1: 1-2: 3

2.Os gerações do céu e da terra 2: 4-4: 26

3.Os gerações de Adão 5: 1-6: 8

4.O gerações de Noé 6: 9-9: 29

5.Os gerações dos filhos de Noé, 10: 1-11: 9

6.Os gerações de Shem 11: 10-26

7.Os gerações de Tera 11: 27-25: 11

8.O gerações de Ismael 25: 12-18

9.O gerações de Isaque 25: 19-35: 29

10.Os gerações de Esaú, 36: 1-43

11.Os gerações de Jacó 37: 1-50: 26

Um esboço expositivo completo projetado para destacar a ênfase relativa do livro segue. Vou seguir este esquema nestas notas como eu busco para descompactar a mensagem do livro.

 

  1. eventos Primevas 1: 1-11: 26
  2. A história da criação 1: 1-2: 3

1 Uma declaração inicial de criação 1: 1

  1. As condições no momento da criação do 1: 2
  2. Os seis dias da criação 1: 3-31

4 O sétimo dia 2: 1-3

  1. O que aconteceu com a criação 2: 4-4: 26

1 O Jardim do Éden 2: 4-3: 24

2 O assassinato de Abel 4: 1-16

  1. A propagação da civilização e do pecado 4: 17-26
  2. O que aconteceu com Adam 5: 1-6: 8

1 Os efeitos da maldição sobre a humanidade ch. 5

 

  1. tristeza de Deus sobre a maldade do homem 6: 1-8
  2. O que aconteceu com Noé 6: 9-9: 29
  3. The Flood 6: 9-8: 22

2 A aliança de Noé 9: 1-17

 

3 A maldição sobre Canaã 9: 18-29

  1. O que aconteceu com os filhos de Noé 10: 1-11: 9

1 A tabela das nações ch. 10

2 A dispersão em Babel 11: 1-9

  1. O que aconteceu com Shem 11: 10-26
  2. Narrativas patriarcais 11: 27-50: 26
  3. O que aconteceu com Tera 11: 27-25: 11

1 Tera e Abraão de obediência 11: 27-12: 9

2 Abrão no Egito 12: 10-20

  1. separação de Abrão de Lot ch. 13

4 ch vitória militar de Abrão. 14

  1. O ch convênio de Abraão. 15
  2. O nascimento de Ismael ch. 16

7 O sinal da circuncisão ch. 17

8 visita do Senhor a Abraão 18: 1-15

Intercessão 9 de Abraão para o lote 18: 16-33

10 A destruição de Sodoma ch. 19

Permanência de 11 Abraão em Gerar ch. 20

12 O nascimento de Isaac 21: 1-21

Tratado de 13 Abimeleque com Abraham 21: 22-34

14 O sacrifício de Isaac 22: 1-19

  1. Os descendentes de Naor 22: 20-24

16 A compra do túmulo ch de Sarah. 23

17 A escolha de uma esposa para Isaac ch. 24

A morte de 18 Abraham 25: 1-11

  1. O que aconteceu com Ismael 25: 12-18

 

  1. O que aconteceu com Isaac 25: 19-35: 29
  2. filhos gêmeos de Isaque 25: 19-26

2 A venda da primogenitura 25: 27-34

  1. Isaac e Abimeleque 26: 1-11
  2. poços de Isaque 26: 12-33
  3. engano de Jacó pela bênção de Isaac 26: 34-28: 9
  4. visão de Jacó em Betel 28: 10-22

7 decepção de casamentos Jacó e Labão 29: 1-30

Maltrato 8 de Jacob das bênçãos de Deus 29: 31-30: 24

Novo contrato 9 de Jacó com Labão 30: 25-43

O vôo de 10 Jacó de Harã ch. 31

A tentativa de 11. Jacob para apaziguar Esaú 32: 1-21

12 Jacó no Jaboque 32: 22-32

O encontro de 13 Jacó com Esaú e seu retorno para Canaã ch. 33

14 O estupro de Diná ea vingança de Simeão e Levi ch. 34

Retorno de 15 Jacó a Betel ch. 35

  1. O que aconteceu com Esaú 36: 1-37: 1
  2. O que aconteceu com Jacob 37: 2-50: 26
  3. escolha de Deus de José 37: 2-11

2 A venda de José para o Egito 37: 12-36

3 Judá e Tamar ch. 38

4 Joseph na casa de Potifar ch. 39

  1. sonhos dos presos e interpretações de José ch. 40
  2. sonhos do Faraó e interpretação de José ch. 41

Primeira viagem para o Egito ch 7. irmãos de José '. 42

Segunda viagem para o Egito ch 8. irmãos de José '. 43

Último teste 9 de José e seus resultados ch. 44

Reconciliação de José com seus 10 irmãos 45: 1-15

Movimento 11 de Israel para o Egito 45: 16-46: 30

  1. liderança de José sábio 46: 31-47: 27

Adoração 13 de Jacó no Egito 47: 28-48: 22

A bênção de Jacó 14 de seus filhos 49: 1-28

 

 

 

 

Texto Áureo:

Gn 2.15 Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e guardar.

  2.15 E O PÔS NO JARDIM DO ÉDEN. Nesse tempo, Adão, o primeiro homem, era santo, livre do pecado, e vivendo em perfeita comunhão com Deus. Era o primor da criação de Deus e foi-lhe dada a responsabilidade de trabalhar sob as diretrizes de Deus, no cuidado da sua criação. Esse relacionamento harmônico entre Deus e a raça humana findou por causa da desobediência de

Adão e Eva (3.6,14-19; Is 43.27; Rm 5.12).

 

Verdade prática:

Quando DEUS criou a terra, não a deixou sem governo, mas criou, também, um mordomo habilitado para administrá-la.

 

Leitura Diária:

Segunda:- Gn 1.1(No princípio, criou Deus os céus e a terra.);

1.1 NO PRINCÍPIO, CRIOU DEUS. A expressão No princípio é enfática, e chama a atenção para o fato de um princípio real. Outras religiões antigas, ao falarem da criação, afirmam que esta ocorreu a partir de algo já existente. Referem-se à história como algo que ocorre em ciclos perpétuos. A Bíblia olha para a história de modo linear, com um alvo final determinado por Deus. Deus teve um plano na criação, o qual Ele levará a efeito. Para comentários sobre Deus e o seu papel como Criador, ver o estudo A CRIAÇÃO Várias conclusões decorrem da verdade contida no primeiro versículo da Bíblia. (1) Uma vez que Deus é a origem de tudo quanto existe, os seres humanos e a natureza não existem por si mesmos, mas devem a Ele sua existência e a sua propagação. (2) Toda existência e forma de vida são boas se estão corretamente relacionadas com Deus e dependentes dEle. (3) Toda vida e criação pode ter relevância e propósito eternos. (4) Deus tem direitos soberanos sobre toda a criação, em virtude de ser seu Criador. Num mundo caído, Ele reafirma esses direitos mediante a redenção (Êx 6.6; 15.13; Dt 21.8; Lc 1.68; Rm 3.24;

Gl 3.13 ;1 Pe 1.18)

Hb 11.3 3 Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.

 

 

11.3 OS MUNDOS, PELA PALAVRA DE DEUS, FORAM CRIADOS. A fé pela qual entendemos que Deus criou o mundo é a fé na revelação divinamente inspirada que se acha em Gn 1 e noutros trechos das Escrituras (cf. Sl 33.6,9; Is 55.11)

 

Terça: - Sl 36.6 (A tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um grande abismo; SENHOR, tu conservas os homens e os animais.);

 

 

 

Sl 65.9-13 (Tu visitas a terra e a refrescas; tu a enriqueces grandemente com o rio de Deus, que está cheio de água; tu lhe dás o trigo, quando assim a tens preparada; tu enches de água os seus sulcos, regulando a sua altura; tu a amoleces com a muita chuva; tu abençoas as suas novidades; tu coroas o ano da tua bondade, e as tuas veredas destilam gordura; destilam sobre os pastos do deserto, e os outeiros cingem-se de alegria.Os campos cobrem-se de rebanhos, e os vales vestem-se de trigo; por isso, eles se regozijam e cantam):

Quarta: - Ne 9.6(Tu só és SENHOR, tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há; e tu os guardas em vida a todos, e o exército dos céus te adora.):

Quinta: - Jo 1.3(Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez);

 

Cl 1.16,17(porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele):

 NELE FORAM CRIADAS TODAS AS COISAS. Paulo afirma a atividade criadora de Cristo.

(1) Todas as coisas, tanto as materiais quanto as espirituais, devem sua existência à obra de Cristo como comparecerem agente ativo na criação (Jo 1.3; Hb 1.2). (2) Todas as coisas

subsistem e são sustentadas por Ele (v. 17; Hb 1.3)

Sexta: - Ef 3.9(e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em Deus, que tudo criou;): -

Sábado: - Hb 1.3(O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas;):

 

Comentários:

 

Introdução:

    O tema "ECOLOGIA" tem sido negligenciado nos púlpitos da Igreja, talvez devido à falta de maiores subsídios bíblicos neotestamentários que trouxessem maior luz ao assunto, mas se buscarmos nos aprofundarmos no tema, com certeza encontraremos motivos para cuidarmos melhor do planeta em que vivemos como mordomos cristãos, ou seja, a serviço do Senhor, pois ELE mesmo anda em nosso meio.

 

Dt 23.12 Também terás um lugar fora do arraial, para onde sairás. 13 Entre os teus utensílios terás uma pá; e quando te assentares lá fora, então com ela cavarás e, virando-te, cobrirás o teu excremento; 14 porquanto o Senhor teu Deus anda no meio do teu arraial, para te livrar, e para te entregar a ti os teus inimigos; pelo que o teu arraial será santo, para que ele não veja coisa impura em ti, e de ti se aparte.

 

Tópico I - A Preservação Do Meio-Ambiente:

 

   ECOLOGIA

 

 O termo "ECOLOGIA" segundo o dicionário Aurélio significa "estudo das relações entre os seres vivos e o meio onde vivem, bem como de suas recíprocas influências". Em resumo, a ECOLOGIA é a preservação do meio-ambiente.

    Fomos criados para cuidarmos com carinho das coisas e seres criados por DEUS.    DEUS criou todos os animais, aves e répteis(Gn 1.30), em provérbios 12.10, DEUS nos ensina através de sua Palavra que devemos cuidar bem de nossos animais e no versículo 11 nos orienta a cuidar bem da terra para tenhamos sempre o que comer; também em Gn 1.11,29,30 aprendemos que DEUS criou a natureza para que dela nos alimentemos bem.

Gn 1.11 E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que, segundo as suas espécies, dêem fruto que tenha em si a sua semente, sobre a terra. E assim foi.

Pv 12.10 O justo olha pela vida dos seus animais; porém as entranhas dos ímpios são cruéis. 11 O que lavra a sua terra se fartará de pão; mas o que segue os ociosos é falto de entendimento.

 

ECOSSISTEMA

 

O termo "ECOSSISTEMA" segundo o dicionário Aurélio significa "Conjunto formado pela comunidade e meio-ambiente, nas relações que os seres vivos de uma comunidade estabelecem com os fatores ambientais como por exemplo, o Solo, o Ar, a Água, etc.... DEUS criou tudo para funcionar harmoniosamente, respeitando-se uns aos outros e tendo em mente que a vida em comum, neste planeta,  depende da boa vontade de cada habitante e principalmente dos seres humanos que são responsáveis pela mordomia, ou seja controle e sustentação do bem estar geral da terra.

    O crente deve dar exemplo quanto à preservação do meio em que vive, lembrando-se de que é nos pequenos detalhes, como não jogar lixo no chão, por exemplo, que conseguiremos manter nossa saúde e bem-estar para termos melhor qualidade de vida.

Revista Veja 1783/A =

A natureza contribui para o bem-estar humano por meio de vários tipos de serviços prestados pelos ecossistemas. A preservação de ecossistemas das bacias hídricas é um poderoso aliado na manutenção da qualidade da água. A administração da cidade de Nova York percebeu que recuperar o meio ambiente e a vida natural nas áreas de suas fontes custaria apenas 10% do valor necessário para construir estações de tratamento da água nas regiões degradadas. O ex-prefeito de Quito Roque Sevilla chama as florestas de "fábricas de água". Os serviços prestados pelos ecossistemas incluem a prevenção de desastres. A China baniu a extração de madeira e iniciou um processo de reflorestamento apenas com o objetivo de conter as enchentes devastadoras. "Desastre natural" é muitas vezes o nome errado de acontecimento em parte ou de todo provocado pelo homem.

Estima-se que os serviços prestados pelos ecossistemas tenham um valor econômico global de 33 trilhões de dólares por ano – mais que o produto mundial econômico bruto. Não é à toa que levam o assunto a sério – embora ainda não o suficiente – os governos de vários países e agências internacionais como o Banco Mundial (cujo vice-presidente para a América Latina e o Caribe me mandou uma carta, em 1985, agradecendo por tê-lo iniciado no assunto).

A lei brasileira só recentemente começou a prever multas rigorosas para empresas que lançam poluentes nas águas, voluntária ou involuntariamente. Até dois anos atrás, o valor máximo de multa que a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) podia aplicar era de 5 000 reais, importância inexpressiva para uma indústria. A situação mudou, e muito, depois do acidente da Petrobrás, em janeiro do mesmo ano, que derramou 1,3 milhão de litros de petróleo na Baía de Guanabara, em um vazamento que durou quatro horas seguidas. As imagens de aves cobertas de óleo e manguezais afetados ajudaram a aumentar o valor da multa para 50 milhões de reais. A multa salgada não é suficiente para cobrir as necessidades futuras de investimentos na área. A solução começa pela decisão da população de não mais se banhar em coliformes fecais, enganando-se com a idéia de que se está num paraíso tropical. Os países desenvolvidos ainda têm praias poluídas. A diferença em relação ao Brasil é que já aprenderam que, quanto antes começarem a trabalhar e quanto menos o trabalho for interrompido ao longo dos anos, menor será o prejuízo social e financeiro para o país.

  

   

Tópico II - O Ecossistema Criado Por DEUS:

 

       O homem foi feito do pó da terra, material utilizado por DEUS para construir tanto a terra como nossa casa terrestre (2C 5.1;2Pe 1.13). caso o homem fosse morar na Lua seria feito do pó de Lua, mas como DEUS escolheu criar colocar o homem para viver na terra, fê-lo de pó da terra.

       DEUS colocou o homem em um lindo jardim com a função de o cultivar (ou lavrar) e guardar; cultivar significa cuidar para que continue sendo um lugar agradável e que mantenha a sustentação alimentar do próprio homem; guardar significa que havia um ladrão disposto a destruir o jardim e a comunhão do homem com DEUS. É impressionante o cuidado de DEUS quanto a se mexer em um ninho de passarinho por exemplo, ou quanto a se semear sementes no campo, ou quanto à organização, limpeza e higiene dentro do acampamento dos hebreus; o ensino de DEUS para o homem é para que o homem seja um mordomo fiel, organizado e cuidadoso com sua criação.

Dt 22.6 Se encontrares pelo caminho, numa árvore ou no chão, um ninho de ave com passarinhos ou ovos, e a mãe posta sobre os passarinhos, ou sobre os ovos, não temerás a mãe com os filhotes; 7 sem falta deixarás ir a mãe, porém os filhotes poderás tomar; para que te vá bem, e para que prolongues os teus dias.

Dt 22.9 Não semearás a tua vinha de duas espécies de semente, para que não fique sagrado todo o produto, tanto da semente que semeares como do fruto da vinha. 10 Não lavrarás com boi e jumento juntamente.

Dt 23.12 Também terás um lugar fora do arraial, para onde sairás. 13 Entre os teus utensílios terás uma pá; e quando te assentares lá fora, então com ela cavarás e, virando-te, cobrirás o teu excremento; 14 porquanto o Senhor teu Deus anda no meio do teu arraial, para te livrar, e para te entregar a ti os teus inimigos; pelo que o teu arraial será santo, para que ele não veja coisa impura em ti, e de ti se aparte.

      Nunca devemos visitar os extremos do devido cuidado coma natureza, não devemos destruí-la, mas também não devemos e nem podemos adotar a natureza como deusa de nossa vida ou tratá-la como se DEUS fosse parte da natureza ou a própria natureza, como fazem as seitas e organizações ambientais ligadas à Nova Era.

      O homem foi criado à imagem e semelhança de DEUS, isto é, na mesma essência e qualidade de vida de DEUS, tendo comunhão com seu criador, sendo mordomo dedicado para cuidar da terra e de si mesmo, ser total, cuidado do corpo, da alma e do espírito; porém o pecado sendo gerado nesse homem criou uma barreira entre DEUS o criador e o homem criatura, fazendo com que o homem se tornasse inimigo de si mesmo, destruindo o seu próprio habitat, o seu próprio quintal.

      DEUS vendo a situação de caos em que se encontrava sua criatura, preparou um plano de redenção, para restaurar o homem ao seu convívio e ao seu domínio e cuidado de seu planeta até que um dia fosse morar definitivamente com ELE.

 

Concentração populacional nas cidades

Revista Veja 1783/A = www.veja.com.br

Um dos fenômenos mais marcantes da demografia nessa virada de milênio é a concentração populacional nas cidades. A ONU calcula que cinco em cada dez habitantes do planeta vivam nelas hoje, três deles em grandes núcleos urbanos de países pobres. Dentro de trinta anos, seis em cada dez pessoas viverão em cidades. Cinco delas estarão empilhadas em megalópoles do Terceiro Mundo. Nesses lugares, já se prevê hoje, o cotidiano deverá ser uma mistura de desigualdades, favelas abarrotadas, estrutura sanitária precária, poluição atmosférica e hordas de migrantes chegando sem parar das regiões mais pobres atrás de melhores condições de vida. Encaixam-se nesse modelo cidades como Calcutá, Délhi, Bombaim, Cidade do México, Jacarta e São Paulo, cuja fama de eldorado econômico atrai mais pobreza do que a riqueza que conseguem gerar. Como toda previsão feita por organismos internacionais, o vaticínio da ONU surge como um grito de alerta e clama por ações urgentes. E também ajuda a observar de maneira mais atenta exemplos que mostram que as grandes cidades não estão condenadas ao inferno urbano. Elas podem mudar seu destino.

Existem dezessete países no mundo considerados "megadiversos" pela comunidade ambiental. São nações que reúnem em seu território imensas variedades de espécies animais e vegetais. Sozinhas, detêm 70% de toda a biodiversidade global. Normalmente, a "megadiversidade" aparece em regiões de florestas tropicais úmidas. É o caso de países como Colômbia, Peru, Indonésia e Malásia. Nenhum deles, porém, chega perto do Brasil. O país abriga aproximadamente 20% de todas as espécies animais do planeta. A variedade da flora também é impressionante. De cada cinco espécies vegetais do mundo, uma está por aqui. A explicação para tamanha abundância é simples. Os 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território brasileiro englobam várias zonas climáticas, entre elas a equatorial do Norte, a semi-árida do Nordeste e a subtropical do Sul. A variação de climas é a principal mola para as diferenças ecológicas. O Brasil é dono de sete biomas (zonas biogeográficas distintas), entre eles a maior planície inundável (o Pantanal) e a maior floresta tropical úmida do mundo (a Amazônia).

 

Transgênicos

 

Transgênicos = O termo transgênico refere-se a animais ou plantas nos quais um novo segmento de DNA tenha sido incorporado na célula germinativa.

Os alimentos geneticamente modificados ainda assustam, mas diminuem o uso de agrotóxicos e podem ser uma nova "revolução verde"

Os perigos da biotecnologia

Ainda não foram suficientemente testados os riscos para a saúde dos alimentos modificados geneticamente.

Transgênicos são organismos criados em laboratório com técnicas de engenharia genética que permitem "cortar e colar" genes de um organismo para outro, mudando a sua forma e manipulando a sua estrutura natural, a fim de obter características específicas. Esse novo método da biotecnologia, que permite a manipulação genética, está causando muita discussão pelo mundo.

O principal argumento daqueles que defendem o uso de transgênicos,  é que o uso desse novo método aumentará a produtividade e que será mais econômico para os pequenos agricultores, alimentando os milhões de famintos pelo mundo com muito menor gasto.

http://www.apcefrs.com.br/jb/090702.htm

Produtos OGMs disponíveis para cultivo

Os principais produtos biotecnológicos disponíveis para comercialização, embora possam não estar sendo comercializados, são de 15 espécies vegetais com 75 OGMs. As espécies com maior número de OGMs são o milho (18), colza (18), tomate (7), algodão e soja ( 5 cada).

Nos EUA, já em 1999, a área plantada com transgênicos excedia 40% do milho, 50% do algodão e 45% da soja cultivada, e pelo menos 60% dos alimentos nos supermercados americanos continham organismos geneticamente modificados.

Banco de dados sobre OGMs da OECD - Organisation For Economic Cooperation And Development - permitem obter informações por organismo e por instituição detentora da inovação. http://www.biologianaweb.com/Livro2/C11/transg.html

 

Tópico III - A Importância Da Racionalidade Do Homem:

Devemos crer que DEUS tem maior interesse no homem, sua criação especial com capacidade de raciocínio, de adoração, de criação, do que em animais irracionais. Há muita diferença entre o homem e o animal. a salvação é oferecida ao homem pela graça de DEUS através da fé em JESUS CRISTO; não é oferecida a nenhum animal irracional pois os mesmos não adquirem fé, por ser a fé um elemento somente dado ao homem, os animais são para o homem e não o homem para os animais.

1 Co 15.38 Mas Deus lhe dá um corpo como lhe aprouve, e a cada uma das sementes um corpo próprio. 39 Nem toda carne é uma mesma carne; mas uma é a carne dos homens, outra a carne dos animais, outra a das aves e outra a dos peixes.

1 Co 9.9 Pois na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca do boi quando debulha. Porventura está Deus cuidando dos bois?

10 Ou não o diz certamente por nós? Com efeito, é por amor de nós que está escrito; porque o que lavra deve debulhar com esperança de participar do fruto.

1 Ts 5.23 E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 

BEP E DA REVISTA -  www.cpad.com.br

 

A CRIAÇÃO

Gn 1.1 “No princípio, criou Deus os céus e a terra.

O DEUS DA CRIAÇÃO.

(1) Deus se revela na Bíblia como um ser infinito, eterno, auto-existente e como a Causa Primária de tudo o que existe. Nunca houve um momento em que Deus não existisse. Conforme afirma Moisés: “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Sl 90.2). Noutras palavras, Deus existiu eterna e infinitamente antes de criar o universo finito. Ele é anterior a toda criação, no céu e na terra, está acima e independe dela (ver 1Tm 6.16; Cl 1.16).

(2) Deus se revela como um ser pessoal que criou Adão e Eva “à sua imagem” (1.27; ver 1.26). Porque Adão e Eva foram criados à imagem de Deus, podiam comunicar-se com Ele, e também com Ele ter comunhão de modo amoroso e pessoal.

3) Deus também se revela como um ser moral que criou tudo bom e, portanto, sem pecado. Ao terminar Deus a obra da criação, contemplou tudo o que fizera e observou que era “muito bom” (1.31). Posto que Adão e Eva foram criados à imagem e semelhança de Deus, eles também não tinham pecado (ver 1.26). O pecado entrou na existência humana quando Eva foi tentada pela serpente, ou Satanás (Gn 3; Rm 5.12; Ap 12.9).

A ATIVIDADE DA CRIAÇÃO.

(1) Deus criou todas as coisas em “os céus e a terra” (1.1; Is 40.28; 42.5; 45.18; Mc 13.19; Ef 3.9; Cl 1.16; Hb 1.2; Ap 10.6). O verbo “criar” (hb.“bara”) é usado exclusivamente em referência a uma atividade que somente Deus pode realizar. Significa que, num momento específico, Deus criou a matéria e a substância, que antes nunca existiram (ver 1.3).

(2) A Bíblia diz que no princípio da criação a terra estava informe, vazia e coberta de trevas (1.2). Naquele tempo o universo não tinha a forma ordenada que tem agora. O mundo estava vazio, sem nenhum ser vivente e destituído do mínimo vestígio de luz. Passada essa etapa inicial, Deus criou a luz para dissipar as trevas (1.3-5), deu forma ao universo (1.6-13) e encheu a terra de seres viventes (1.20-28).

(3) O método que Deus usou na criação foi o poder da sua palavra. Repetidas vezes está declarado: “E disse Deus...” (1.3, 6, 9, 11, 14, 20, 24, 26). Noutras palavras, Deus falou e os céus e a terra passaram a existir. Antes da palavra criadora de Deus, eles não existiam (Sl 33.6,9; 148.5; Is 48.13; Rm 4.17; Hb 11.3).

(4) Toda a Trindade, e não apenas o Pai, desempenhou sua parte na criação. (a) O próprio Filho é a Palavra (“Verbo”) poderosa, através de quem Deus criou todas as coisas. No prólogo do Evangelho segundo João, Cristo é revelado como a eterna Palavra de Deus (Jo 1.1). “Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Semelhantemente, o apóstolo Paulo afirma que por Cristo “foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis... tudo foi criado por Ele e para Ele” (Cl 1.16). Finalmente, o autor do Livro de Hebreus afirma enfaticamente que Deus fez o universo por meio do seu Filho (Hb 1.2). (b) Semelhantemente, o Espírito Santo desempenhou um papel ativo na obra da criação. Ele é descrito como “pairando”

(“se movia”) sobre a criação, preservando-a e preparando-a para as atividades criadoras adicionais de Deus. A palavra hebraica traduzida por “Espírito” (ruah) também pode ser traduzida por “vento” e “fôlego”. Por isso, o salmista testifica do papel do Espírito, ao declarar: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito (ruah) da sua boca” (Sl 33.6). Além disso, o

Espírito Santo continua a manter e sustentar a criação (Jó 33.4; Sl 104.30).

 

O PROPÓSITO E O ALVO DA CRIAÇÃO.

 

 Deus tinha razões específicas para criar o mundo. (1) Deus criou os céus e a terra como manifestação da sua glória, majestade e poder. Davi diz: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1; cf. 8.1). Ao olharmos a totalidade do cosmos criado — desde a imensa expansão do universo, à beleza e à ordem da natureza — ficamos tomados de temor reverente ante a majestade do Senhor Deus, nosso Criador.

(2) Deus criou os céus e a terra para receber a glória e a honra que lhe são devidas. Todos os elementos da natureza — e.g., o sol e a lua, as árvores da floresta, a chuva e a neve, os rios e os córregos, as colinas e as montanhas, os animais e as aves — rendem louvores ao Deus que os criou (Sl 98.7,8; 148.1-10; Is 55.12). Quanto mais Deus deseja e espera receber glória e louvor dos seres humanos! (3) Deus criou a terra para prover um lugar onde o seu propósito e alvos para a humanidade fossem cumpridos. (a) Deus criou Adão e Eva à sua própria imagem, para comunhão amorável e pessoal com o ser humano por toda a eternidade. Deus projetou o ser humano como um ser trino e uno (corpo, alma e espírito), que possui mente, emoção e vontade, para que possa comunicar-se espontaneamente com Ele como Senhor, adorá-lo e servi-lo com fé, lealdade e gratidão. (b) Deus desejou de tal maneira esse relacionamento com a raça humana que, quando Satanás conseguiu tentar Adão e Eva a ponto de se rebelarem contra Deus e desobedecer ao seu mandamento, Ele prometeu enviar um Salvador para redimir a humanidade das conseqüências do pecado (ver 3.15 nota). Daí Deus teria um povo para sua própria possessão, cujo prazer estaria nEle, que o glorificaria, e que viveria em retidão e santidade diante dEle (Is 60.21; 61.1-3; Ef 1.11,12; 1Pe 2.9). (c) A culminação do propósito de Deus na criação está no livro do Apocalipse, onde João descreve o fim da história com estas palavras:

“...com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus” (Ap 21.3).

 

 

CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO.

 

A evolução é o ponto de vista predominante, proposto pela comunidade científica e educacional do mundo atual, em se tratando da origem da vida e do universo. Quem crê, de fato, na Bíblia deve atentar para estas quatro observações a respeito da evolução. (1) A evolução é uma tentativa naturalista para explicar a origem e o desenvolvimento do universo. Tal intento começa com a pressuposição de que não existe nenhum Criador pessoal e divino que criou e formou o mundo; pelo contrário, tudo veio a existir mediante uma série de acontecimentos que decorreram por acaso, ao longo de bilhões de anos. Os postulantes da evolução alegam possuir dados científicos que apóiam a sua hipótese. (2) O ensino evolucionista não é realmente científico. Segundo o método científico, toda conclusão deve basear-se em evidências incontestáveis, oriundas de experiências que podem ser reproduzidas em qualquer laboratório. No entanto, nenhuma experiência foi idealizada, nem poderá sê-lo, para testar e comprovar teorias em torno da origem da matéria a partir de um hipotético “grande estrondo”, ou do desenvolvimento gradual dos seres vivos, a partir das formas mais simples às mais complexas. Por conseguinte, a evolução é

uma hipótese sem “evidência” científica, e somente quem crê em teorias humanas é que pode aceitá-la. A fé do povo de Deus, pelo

contrário, firma-se no Senhor e na sua revelação inspirada, a qual declara que Ele é quem criou do nada todas as coisas (Hb

11.3). (3) É inegável que alterações e melhoramentos ocorrem em várias espécies de seres viventes. Por exemplo: algumas

variedades dentro de várias espécies estão se extinguindo; por outro lado, ocasionalmente vemos novas raças surgindo dentre algumas das espécies. Não há, porém, nenhuma evidência, nem sequer no registro geológico, a apoiar a teoria de que um tipo de ser vivente já evoluiu doutro tipo. Pelo contrário, as evidências existentes apóiam a declaração da Bíblia, que Deus criou cada criatura vivente “conforme a sua espécie” (1.21,24,25). (4) Os crentes na Bíblia devem, também, rejeitar a teoria da chamada evolução teísta. Essa teoria aceita a maioria das conclusões da evolução naturalista; apenas acrescenta que Deus deu início ao processo evolutivo. Essa teoria nega a revelação bíblica que atribui a Deus um papel ativo em todos os aspectos da criação. Por exemplo, todos os verbos principais em Genesis 1 têm Deus como seu sujeito, a não ser em 1.12 (que cumpre o mandamento de Deus no v. 11) e a frase repetida “E foi a tarde e a manhã”. Deus não é um supervisor indiferente, de um processo evolutivo; pelo contrário, é o Criador ativo de todas as coisas (Cl 1.16).

fonte www.avivamentonosul.blogspot.com

 

 

                                           Lições Bíblicas CPAD

               Adultos   4º Trimestre de 2015 

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade 

Lição 1: Gênesis, o livro da Criação Divina

Data: 4 de Outubro de 2015

 

TEXTO ÁUREO

 

No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Sem o livro de Gênesis, as grandes perguntas da vida ainda estariam sem resposta.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Gn 1.1

Deus cria, no princípio, os céus e a terra

 

 

Terça — Gn 2.7

A criação do ser humano, obra prima da criação

 

 

Quarta — Gn 3.1-7

A Queda do homem e a entrada do pecado no mundo

 

 

Quinta — Gn 7.1-12

A maldade humana se multiplica e Deus ordena o dilúvio

 

 

Sexta — Gn 12.1-3

Deus chama Abraão e dá início à nação de Israel

 

 

Sábado — Gn 45.5

José, o governo da providência divina

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 1.1-10,14,26.

 

1 — No princípio, criou Deus os céus e a terra.

2 — E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

3 — E disse Deus: Haja luz. E houve luz.

4 — E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.

5 — E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro.

6 — E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.

7 — E fez Deus a expansão e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi.

8 — E chamou Deus à expansão Céus; e foi a tarde e a manhã: o dia segundo.

9 — E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi.

10 — E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom.

14 — E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.

26 — E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.

 

HINOS SUGERIDOS

 

216, 526 e 527 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

 

Apresentar um panorama geral do livro de Gênesis.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • Apresentaro tema, data, autoria e local do livro de Gênesis;
  • Conheceros objetivos do livro de Gênesis;
  • Explicaro conteúdo do livro de Gênesis.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Prezado professor, neste último trimestre do ano estudaremos a respeito do livro de Gênesis. O autor deste primeiro livro do Pentateuco é Moisés. Mediante o estudo desse livro respondemos a duas grandes perguntas da humanidade: “Quem criou o universo?” e “De onde viemos?”. Os principais temas do livro de Gênesis, que serão estudados ao longo das lições são: A criação, a Queda, o dilúvio, o recomeço da civilização e a origem da nação de Israel.

O comentarista é o pastor Claudionor de Andrade — autor de diversos livros e Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD.

Que o Deus que tudo criou o abençoe, e que você tenha experiências marcantes mediante o estudo do livro de Gênesis.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Sem o Gênesis, não teríamos condições de responder às grandes perguntas da vida: “Quem fez os céus e a terra?” e “De onde viemos?”. Tendo em vista a sua importância à nossa fé, começaremos a estudar, a partir de agora, essa porção tão querida das Sagradas Escrituras.

Que o Senhor nos ajude a entender a sua obra criadora e os propósitos da sua criação. E que o Espírito Santo nos ilumine com as histórias e doutrinas do livro que, escrito há três mil e quinhentos anos, jamais perdeu a influência e a atualidade.

Estude metodicamente o Gênesis. Destaque as partes que mais lhe tocarem o coração, aplicando-as à sua vida. Você comprovará a eficácia desse livro da Bíblia em seu cotidiano.

 

 

PONTO CENTRAL

 

O livro de Gênesis responde as grandes pergunta da vida: “Quem criou o universo?” e “De onde viemos?”.

 

 

  1. TEMA, DATA, AUTORIA E LOCAL

 

Neste tópico, buscaremos algumas informações bibliológicas sobre o primeiro livro da Bíblia Sagrada.

  1. Tema.O tema de Gênesis pode ser resumido em seu primeiro versículo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). O assunto central do livro, portanto, é a origem divina dos céus, da terra, da humanidade e do povo de Israel.
  2. Data.A cronologia de que dispomos indica que o Gênesis foi escrito no século 15 antes do nascimento do Salvador. É a obra mais antiga a chegar-nos integralmente às mãos. Dos textos mesopotâmios e egípcios, por exemplo, só nos restam fragmentos confusos e bastante duvidosos. Quanto ao Gênesis, nós o temos em sua integridade.
  3. Autoria.As evidências da própria Bíblia indicam que o livro de Gênesis foi escrito por Moisés (Lc 24.44). Inspirado pelo Espírito Santo, ele selecionou as narrativas orais e os registros genealógicos conservados pelos hebreus, redigindo-os como um todo homogêneo, coerente e lógico. Trata-se de um texto confiável e sem contaminação mitológica. Jesus mesmo atestou-lhe a historicidade (Mt 19.4-6; Lc 11.51). Sua inspiração divina é incontestável.
  4. Local.O livro de Gênesis foi escrito durante a peregrinação dos filhos de Israel rumo à Terra Prometida, isto é, entre o Egito e o deserto do Sinai (Êx 24.4).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

O tema central do livro de Gênesis se encontra no primeiro capítulo e versículo: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Professor, reproduza o esquema abaixo. Para introduzir a aula faça as seguintes indagações: “Quem é o autor do livro de Gênesis?”; “Qual o objetivo do livro?”; “Quais são os principais temas abordados pelo autor?”. Explique que fazer e responder estas perguntas é fundamental para a compreensão de qualquer livro da Bíblia.

 

 

 

 

 

  1. OBJETIVOS DO GÊNESIS

 

Todos os livros da Bíblia Sagrada foram escritos com objetivos bem definidos, pois o propósito de Deus sempre foi a redenção plena de Israel e dos gentios (2 Tm 3.16). Na leitura de Gênesis, ressaltamos dois intuitos divinos.

  1. Fortalecer a fé da geração do êxodo.Os leitores ou ouvintes imediatos do Gênesis foram a geração dos filhos de Israel que, resgatada do Egito, peregrinava em direção a Canaã. Na redenção dos hebreus, o Espírito Santo usou não somente a doutrina do Único e Verdadeiro Deus, mas também a narrativa da salvação (Êx 3.14-16).

Os israelitas, pois, careciam inteirar-se de uma grande verdade: o mesmo Senhor, que criou todas as coisas e se revelou a Abraão, era poderoso o bastante para introduzi-los na Terra Prometida (Êx 3.17). Eles precisavam saber, igualmente, que a região de Canaã pertencia-lhes por direito, como atestam as várias escrituras de posse registradas em Gênesis (Gn 12.1; 15.18; 17.8; 26.3; 28.13; 50.24).

  1. Responder às grandes perguntas da vida.Paulo sabia como empregar as verdades do Gênesis. No Areópago de Atenas, ele deixou bem patente aos filósofos que o Deus Desconhecido, tão venerado pelos gregos, era de fato o Criador de todas as coisas (At 17.19-31). Além de evangelizá-los, o apóstolo respondeu-lhes as grandes perguntas da vida: “Quem fez o Universo?”; “E de onde viemos?”. Até então, eles haviam buscado respostas em seus poetas e filósofos, mas a mitologia é incapaz de satisfazer-nos à sede espiritual.

Na proclamação do Evangelho, faz-se necessária a evocação de três verdades que se acham em Gênesis: 1) Deus criou os céus, a terra e o homem; 2) Em Adão, todos pecamos, tornando-nos réus da morte eterna; 3) Entretanto, Deus providenciou-nos eficaz salvação através da semente da mulher: Jesus Cristo, nosso Salvador.

A leitura do Gênesis nunca se fez tão necessária como nos dias de hoje. Nossas crianças precisam saber quem fez todas as coisas. O que eles veem não é obra do acaso; é criação divina. Se não formos precavidos, doutrinas fúteis, como o evolucionismo, lhes roubarão a fé salvadora.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

Um dos objetivos de Moisés ao escrever o livro de Gênesis, era fortalecer a fé da geração do êxodo mostrando que Deus é o grande criador dos céus, da Terra e do homem.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Gênesis leva-nos a retroceder além da história oficial. Pela revelação, desvenda a origem tanto do universo quanto do ser humano. A introdução da mensagem do livro da criação é a seguinte: para entender quem somos de onde viemos, precisamos começar a partir de Deus.

Existem realmente apenas duas maneiras de entender a origem de todas as coisas. Uma pessoa pode ver tudo como resultado de um acaso fortuito operando num universo impessoal ou como obra artesanal de uma pessoa talentosa. Gênesis contundentemente corrobora com a segunda posição. O livro da Bíblia associa a criação do universo a um Deus pessoal. Retrata os seres humanos como incomparáveis, criações especiais desse Deus. Gênesis explica ainda a origem do pecado e do mal, afirma a responsabilidade moral do homem e lança a base para a doutrina da redenção.

O livro de Gênesis registra a história dos hebreus, um povo escolhido por Deus para servir como um canal de bênçãos a todo o mundo. Promessas especiais dadas a Abraão, o grande patriarca, são evidências que Deus tem um propósito permanente para o homem.

Este livro dá subsídios que favorecem o entendimento das Escrituras. A Bíblia inteira fala do contexto definido em Gênesis. Deus é Deus e preocupa-se unicamente com os seres humanos. Ele julgará o pecado. No entanto, coloca em ação um processo capaz de trazer os pecadores de volta ao santo caminho. Em um grande plano para benefício da humanidade, revelado no chamado de Abraão, o Senhor demonstra a maravilha do seu infinito e redentor amor” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia:Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.22).

 

 

III. O CONTEÚDO DO GÊNESIS

 

O livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da civilização através de Noé. E, do capítulo 12 ao 50, entramos em contato com o início da História de Israel. Todavia, para efeitos didáticos, adotaremos uma divisão mais analítica.

  1. Criação.Em seus dois capítulos iniciais, o autor sagrado mostra como vieram a existir os céus, a terra e a humanidade. Tudo quanto vemos, e também o que não podemos ver, foi criado por Deus (Gn 1-2).

O capítulo dois é dedicado à criação do homem e da mulher e à instituição do casamento. Temos aqui uma história real, e não uma parábola como alegam os incrédulos.

  1. A Queda e a degradação humana.Nos capítulos três, quatro e cinco, vemos como o pecado foi introduzido no mundo e as suas terríveis consequências. Em meio a essa tragédia, porém, o Senhor anuncia a redenção da humanidade através da semente da mulher (Gn 3.15).
  2. O dilúvio.Devido à degradação da raça humana, o Senhor decreta o fim da primeira civilização. A descendência de Adão, porém, seria preservada por intermédio de Noé (Gn 6-8).
  3. O recomeço da civilização.Passado o grande dilúvio, Noé dá início a um novo ciclo civilizatório. A história do recomeço é contada dos capítulos nove a 11 de Gênesis. Dessa forma, o clã noético acaba por gerar nações, línguas e culturas diferentes.
  4. A origem da nação de Israel.A partir do capítulo 12 até ao fim do livro, o autor sagrado dedica-se à formação da nação de Israel. A história do povo eleito, no Gênesis, tem início com Abraão e encerra-se com José.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Podemos encontrar no livro de Gênesis temas como a Criação; Queda e a degradação humana; o dilúvio; o recomeço da civilização e a origem da nação de Israel.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Sete características principais assinalam Gênesis. (1) Foi o primeiro livro da Bíblia a ser escrito (com possível exceção de Jó) e registra o começo da humanidade, do pecado, do povo hebreu e da redenção. (2) A história contida em Gênesis abrange um período de tempo, maior que o restante da Bíblia, e começa com o primeiro casal humano; dilata-se, abrangendo o mundo antediluviano, e a seguir limita-se à história do povo hebreu, o qual semelhante a uma torrente, conduz à redenção até o final do AT. (3) Gênesis revela que o universo material e a vida na terra são categoricamente obra de Deus, e não um processo independente da natureza. Cinquenta vezes nos capítulos 1-2, Deus é o sujeito de verbos que demonstram o que Ele fez como Criador. (4) Gênesis é o livro das primeiras coisas -a primeira família, o primeiro nascimento, o primeiro pecado, o primeiro homicídio, o primeiro polígamo, os primeiros instrumentos musicais, a primeira promessa de redenção, e assim por diante. (5) O concerto de Deus com Abraão, que começou com a chamada deste (12.1-3), foi formalizado no capítulo 15, e ratificado no capítulo 17, e é da máxima importância em toda a Bíblia. (6) Somente Gênesis explica a origem das doze tribos de Israel. (7) Revela como os descendentes de Abraão, por fim, se fixam no Egito (durante 430 anos) e assim preparam o caminho para o êxodo, o evento central do Antigo Testamento” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1991, p.29).

 

 

CONCLUSÃO

 

Veja como são contrastantes o primeiro e o último versículo de Gênesis. Na abertura do livro, um toque de indescritível alegria: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). No último, uma nota de condolências: “E morreu José da idade de cento e dez anos; e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito” (Gn 50.26).

Apesar do luto que encerra o Gênesis, todos, judeus e gentios, somos chamados a herdar a vida eterna. Foi o que o Senhor prometeu a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Essa promessa é disponibilizada aos que creem em Jesus e receberam o perdão de seus pecados.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito do livro de Gênesis:

 

Quem escreveu o Gênesis?

As evidências da própria Bíblia indicam que o livro de Gênesis foi escrito por Moisés (Lc 24.44).

 

Quais foram os leitores imediatos do Gênesis?

Os leitores ou ouvintes imediatos do Gênesis foram a geração dos filhos de Israel.

 

Discorra sobre os dois principais objetivos do Gênesis.

Os dois principais objetivos do livro de Gênesis são: Fortalecer a fé da geração do êxodo e responder as grandes perguntas da vida.

 

Qual o conteúdo do livro de Gênesis?

O livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da civilização através de Noé. E, do capítulo 12 ao 50, entramos em contato com a História de Israel. Todavia, para efeitos didáticos nossa lição dividiu o conteúdo do livro da seguinte forma: Criação; a Queda e a degradação humana; o dilúvio; o recomeço da civilização.

 

Por que Gênesis nos é tão importante?

Porque este livro nos mostra que o universo e a humanidade não são obra do acaso; trata-se de criação divina.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Gênesis, o livro da Criação Divina

 

 

Como apresentado na tabela acima, o livro de Gênesis se divide em quatro partes principais: (1) a Criação; (2) a narrativa pré-patriarcal; (3) os patriarcas na Palestina; e 4) os patriarcas no Egito. Os 50 capítulos de Gênesis darão conta desse esboço, do desenvolvimento da história do povo de Deus.

Tecnicamente, pode-se dizer que o gênero literário predominante no livro de Gênesis é o da narrativa. As narrativas variam entre antes e depois da Era do Patriarcado na Palestina. Esse gênero literário nos permite perceber que as histórias ali narradas foram elaboradas de maneira a prender a atenção do leitor a ponto de levá-lo ao clímax da história: a saga do povo de Deus rumo à Terra Prometida.

A partir dessa percepção, podemos inferir o propósito do livro de Moisés: contar a maneira e motivo de o Deus de Israel escolher a família de Abraão e fazer uma eterna aliança com ela. Para os cristãos, essa aliança tem uma importância preponderante, pois foi a partir da aliança de Deus com Abraão que Jesus de Nazaré foi feito o Messias prometido: o Messias seria judeu, da família de Davi, descendente direto da casa de Abraão. De modo que também a Igreja de Cristo foi pensada sob a aliança estabelecida entre Deus e Abraão. Por isso, o apóstolo Paulo escreve convictamente: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então, sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa” (Gl 3.28,29).

Portanto, há razão suficiente para dedicarmo-nos ao estudo do livro de Gênesis. Ele apresenta o início da história da salvação. Em Gênesis, somos convidados a compreender como começou a história do povo de Deus que culminou na revelação de Jesus Cristo, a fim de que hoje fôssemos alcançados pela graça de Deus em Cristo Jesus, o nosso Senhor.

 

                       4º Trimestre de 2015 

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade 

Lição 3: E Deus os criou homem e mulher

Data: 18 de Outubro de 2015

 

 

TEXTO ÁUREO

 

“E de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação” (At 17.26).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Deus nos criou à sua imagem e semelhança, para que o amemos e vivamos para a sua glória.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — At 17.26

No princípio Deus criou a raça humana

 

 

 

Terça — Ml 2.10

Deus nos fez; logo, somos todos irmãos

 

 

 

Quarta — Gn 1.27

O homem e a mulher são obras primas da criação de Deus

 

 

 

Quinta — Hb 2.7

Deus nos criou menor do que os anjos

 

 

 

Sexta — Sl 100.3

Que toda a Terra saiba que Deus é o Criador

 

 

 

Sábado — Sl 95.6

Louvemos ao nosso Criador, pois só Ele é digno de receber o louvor

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 2.7,18-24.

 

7 — E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

18 — E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.

19 — Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.

20 — E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.

21 — Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.

22 — E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.

23 — E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

24 — Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

 

HINOS SUGERIDOS

 

210, 216 e 219 da Harpa Cristã

 

OBJETIVO GERAL

 

Evidenciar o fato de que Deus criou o homem e a mulher.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  1. Apresentar a maneira como o homem foi criado;
  2. Conhecer como se deu a criação da mulher;

III. Explicar a constituição do casamento.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Prezado professor, aproveite a aula de hoje para mostrar, mediante o relato bíblico da criação, que não somos o resultado da evolução de uma espécie. Diante de tantas teorias falsas a respeito da origem da vida humana, podemos perceber a relevância do tema da aula de hoje para a edificação da nossa fé. Temos um Criador que nos formou e nos dá a vida. Ele cuidadosamente preparou o Éden para receber o ser humano, a mais significativa das suas obras. Homem e mulher foram criados à imagem de Deus. A mulher tem a mesma natureza que o homem, embora fisicamente seja um ser distinto. Tanto o homem como a mulher possuem características próprias do Criador, tais como: o amor pelo belo (Gn 2.9), prazer pelo trabalho significativo (Gn 2.15), responsabilidade moral (Gn 2.16,17) e ambos se complementam por intermédio do casamento. Que a cada dia das nossas vidas venhamos a glorificar aquEle que nos formou e nos dá a vida.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Deus não criou o ser humano por mero acaso ou capricho. Fomos chamados à existência como resultado de um desígnio eterno da Santíssima Trindade: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra” (Gn 1.26).

Ao contrário do evolucionismo, que vê o homem como um simples fenômeno biológico, o Criacionismo Bíblico mostra-o como a concretização da vontade de um Deus amoroso, sábio e justo.

 

 

PONTO CENTRAL

 

Homem e mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus.

 

 

  1. COMO O HOMEM FOI CRIADO

 

O homem é da Terra e a Terra é do homem. A este planeta estamos intimamente ligados. Não podemos fugir a este solo, pois dele o Senhor nos chamou à vida, e para ele haveremos de voltar.

  1. A matéria prima do homem. Deus escolheu o pó da Terra para modelar o homem. Ele poderia ter optado pelo ouro, ou pelo mármore. Naquele momento, porém, o Senhor não tencionava fazer uma joia, nem talhar uma estátua. Era o seu propósito criar algo infinitamente mais precioso: o ser humano segundo a sua imagem e semelhança.

O próprio Deus criou o homem, a coroa da criação. E usou o pó da Terra para criar-nos, pois nela vivemos e dela nos alimentamos. Nenhum outro solo, a não ser o da Terra, serviria para dar-nos forma.

  1. O sopro divino. Após formar o homem do pó da terra, e nele imprimir a sua imagem, sopra-lhe Deus as narinas, tornando-o alma vivente (Gn 2.7). O Criador dispensou-nos cuidados paternos, de maneira que, embora pó e cinza, possuímos uma alma imortal que, um dia, a Ele tornará (Ec 12.7; 1Ts 5.23). Fomos criados no tempo, mas no coração vai-nos a eternidade (Ec 3.11).
  2. Adão, um ser imortal. Deus não criou o homem para que viesse a morrer. Pelo contrário, Ele o fez imortal (Gn 2.17). Se Adão e Eva não tivessem pecado, ainda estariam vivos, e nós não precisaríamos conviver com a morte.
  3. A missão do homem. Adão foi criado com uma tripla missão: governar a Terra, cultivar o solo de onde fora tomado e, especificamente, para guardar o jardim que o Senhor plantou no Éden (Gn 1.26; 2.15). O trabalho, por conseguinte, já fazia parte da vida humana antes mesmo da Queda. A partir do Éden, o homem deveria estender a civilização até aos confins do planeta, para que o Senhor fosse magnificado eternamente por seus filhos.

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

O homem foi criado do pó da Terra e recebeu de Deus o fôlego da vida.

 

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

“‘Adão’ é uma palavra hebraica, o nome do primeiro homem, mas também é o termo bíblico para humanidade. O homem sozinho foi direta e indiretamente formado pelo Senhor, que lhes deu o fôlego da vida (2.7); criado à imagem e semelhança de Deus (1.26,27); dado a ele o direito de governar a criação como representante de Deus (1.26,28-30); moralmente responsável para obedecer às ordens de Deus; e dado uma natureza que requer intimidade, relacionamento com Deus e as pessoas” (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.26).

 

 

 

 

 

 

 

  1. A CRIAÇÃO DA MULHER

 

O último dia da criação foi pleno de atividades: a criação do homem, o estabelecimento de suas tarefas, a nomeação dos animais, a feitura da mulher e, finalmente, a instituição do casamento.

  1. A solidão do homem. Para completar a felicidade de Adão e por fim à sua solidão, Deus criou Eva, nossa mãe. O Pai, na formação da mulher, simplesmente declara: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18 — ARA).

A matriz da raça humana, enfim, estava completa. Agora, homem e mulher haveriam de se propagar, multiplicar-se e espalhar-se por toda a Terra.

  1. A criação da mulher. Na criação de Eva, Deus atuou como anestesista, cirurgião e geneticista.
  2. a) Anestesista. Antes de tudo, Deus seda o homem, para que este adormeça profundamente (Gn 2.21). E, assim, o Senhor dá início, bem ali no Éden, a uma ciência que só viria a ser descoberta alguns milênios mais tarde: a anestesiologia.
  3. b) Cirurgião. Ato contínuo, o Criador submeteu Adão a uma intervenção cirúrgica: “e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar” (Gn 2.21). A operação foi tão perfeita que incluiu uma plástica. Somente aquele que nos conhece a estrutura haveria de praticar uma medicina tão perfeita (Sl 103.14).
  4. c) Geneticista. Como última etapa da cirurgia, o Senhor extraiu de Adão uma de suas costelas. E, desta, formou a mulher (Gn 2.22). Tinha início a engenharia genética. Nesse processo, Deus vai além da mera clonagem: traz à vida um ser autônomo e cônscio de si.
  5. A principal característica moral da mulher. Deus criou Eva, a fim de que ela estivesse ao lado de Adão, auxiliando-o com sabedoria e prudência. A idoneidade da mulher é pormenorizada em Provérbios 31. Diante de sua companheira Adão compõe um poema: “Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada” (Gn 2.23).

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

A mulher foi criada a partir da costela de Adão o que mostra que ambos têm a mesma origem, o pó da Terra.

 

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

  1. “Tanto o homem quanto a mulher foi uma criação especial de Deus, não um produto da evolução. O homem e a mulher, igualmente foram criados à ‘imagem’ e ‘semelhança’ de Deus. À base dessa imagem, podiam comunicar-se com Deus, ter comunhão com Ele e expressar de modo incomparável o seu amor, glória e santidade. Eles fariam isso conhecendo a Deus e obedecendo-o. Eles tinham semelhança moral com Deus, pois não tinham pecado, eram santos, tinham sabedoria, um coração amoroso e o poder de decisão para fazer o certo (Ef 4.24). Viviam em comunhão pessoal com Deus, que abrangia obediência moral e plena comunhão. Quando Adão e Eva pecaram, sua semelhança moral com Deus foi desvirtuada. Na redenção, os crentes devem ser renovados segundo a semelhança moral original. Adão e Eva possuíam semelhança natural com Deus. Foram criados como seres pessoais tendo espírito, mente, emoções, autoconsciência e livre-arbítrio. Em certo sentido, a constituição física do homem e da mulher retrata a imagem de Deus, o que não ocorre no reino animal. Deus pôs nos seres humanos a imagem pela qual Ele apareceria visualmente a eles e a forma que seu Filho um dia viria a ter. O fato dos seres humanos terem sido feitos à imagem de Deus não significa que são divinos. Foram criados segundo uma ordem inferior e dependente de Deus. Toda a vida humana provém inicialmente de Adão e Eva” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1991, p.33).
  2. “Uma linda tradição judaica observa que Deus não tirou Eva do pé de Adão, para que ele não tentasse dominá-la; ou da sua cabeça, para que ela se visse acima. Em vez disso, Deus tirou Eva da costela de Adão, para que os dois pudessem caminhar ao longo da vida” (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.26).

 

 

 

III. A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

 

O Senhor não permitiu que o homem, instintiva e levianamente, se ajuntasse à sua mulher. De forma solene, une-os através do casamento, decretando: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Estas, pois, são as características do casamento: monogâmico, heterossexual e indissolúvel.

  1. Monogâmico. O primeiro ideal do casamento é a monogamia: um homem para uma única mulher, e uma mulher para um único homem. Infelizmente, não demoraria a aparecer o primeiro caso de poligamia (Gn 4.19). Depois de Lameque, o costume generalizou-se, contaminando até varões piedosos como Jacó, Gideão e Davi (Gn 29.21-30; Jz 8.30; 2Sm 3.1-5). O mais notório dos polígamos foi Salomão (1Rs 11.1-7). Tal costume, que não era aprovado, mas temporariamente tolerado por Deus, sempre acabava por acarretar sérios problemas domésticos (1Sm 1.1-6).

A monogamia foi plenamente ratificada por Jesus e pelos apóstolos (Mt 19.4-6; 1Tm 3.2). Por isso, hoje a poligamia não tem lugar na Igreja de Deus.

  1. Heterossexual. A heterossexualidade é o segundo ideal do casamento (Gn 2.24). Deus fez a mulher para o homem e o homem para a mulher: ambos se completam (1Co 11.11,12). Portanto, o homossexualismo, quer masculino, quer feminino, é uma abominação aos olhos do Criador (Lv 18.22; Rm 1.26).
  2. A indissolubilidade. Finalmente, o terceiro ideal do casamento é a indissolubilidade (Mt 19.6). O casamento só pode ser dissolvido em três circunstâncias: morte (Rm 7.2,3), infidelidade (Mt 19.9) e abandono (1Co 7.15). No caso de traição conjugal, se houver guarida para o perdão, este não deve ser ignorado.

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Deus instituiu o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel.

 

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

Professor, para introduzir o tópico a respeito do casamento, faça a seguinte indagação: “O que significa ser adjutora?” Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Em seguida, explique o seu real significado de acordo com Lawrence Richards: “A frase ‘adjutora’ tem sido frequentemente mal-entendida e usada para manter uma visão distorcida do casamento. A palavra no original, ezer, significa ‘um apoio’, ‘uma ajudadora’, ou ‘uma assistente’. Isso não implica subordinação, pois a mesma palavra é usada para descrever Deus como auxílio do homem. O conceito decididamente sustenta as características da mulher como ajudadora. Somente uma que é ‘osso dos meus ossos e carne da minha carne’ poderia, de fato, ir ao encontro da mais profunda necessidade de outro. Na sua original concepção, então, o casamento era a união de um homem e uma mulher, iguais perante Deus, que se completavam por meio do respeito de um para com o outro, comprometidos com a ajuda mútua” (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.26).

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Em meio a tantas mentiras e falsas teorias, apregoemos com urgência que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Não somos produto de nenhum processo evolutivo, mas de um ato criativo de Deus. O ser humano, criado no sexto dia, tem a obrigação de glorificar o Autor e Preservador da vida.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito do livro de Gênesis:

 

Em que dia da obra divina o homem foi criado?

O homem foi criado no sexto dia.

 

Por que Deus criou o ser humano?

O homem foi criado para uma tripla missão: governar a Terra, cultivar o solo e guardar o jardim que o Senhor plantara.

 

Qual a principal característica da mulher em relação ao esposo?

A principal característica moral da mulher esta no fato de que Deus criou Eva, a fim de que ela estivesse ao lado de Adão, auxiliando-o.

 

Quais as características do casamento?

As principais características são: monogâmico, heterossexual e indissolubilidade.

 

Por que é importante conhecermos esta verdade?

Pelo fato de que existem muitas falsas teorias e mentiras a respeito da origem da vida humana e do casamento.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Qual a origem do homem?

 

É a grande pergunta da filosofia, da ciência e da religião. É a pergunta que nenhum postulado chegou a responder satisfatoriamente esta perguntra, no que diz respeito aos seus mínimos detalhes. A Teologia, a partir dos seus postulados sistemáticos, tenta dar conta da origem da vida em seus detalhes. A filosofia, com suas divagações e argumentações lógicas e complexas, realiza uma das mais bem elaboradas respostas, dentro da capacidade humana, para se chegar a bom termo sobre o início da vida humana, mas igualmente insatisfatória. A ciência, com a tecnologia, experiências em laboratórios e grandes postulados de seus teóricos, procura perscrutar ao máximo o mistério da vida.

Entretanto, no fim de todas as coisas, a palavra aos Hebreus é definitiva para quem crê: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela Palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb 11.3). Imaginemos se fosse possível explicar adequadamente a origem da vida, como se deu e se desenvolveu? Ainda assim, o “start” (início) de todas as coisas ficaria sem explicação para os cientistas, pois a ciência apenas tem a possibilidade de explorar o mundo material; o que é transcendental, e até mesmo o quântico, ela não consegue prescrutar. A fé, como expõe o escritor aos Hebreus, afirma que “os mundos” foram criados por Deus; isto é, tudo — não só a terra, mas o que está completamente fora do alcance do olhar humano — foi criado por Deus.

Por isso, não podemos ter uma posição excludente entre a fé e a ciência. Gênesis não é um livro de ciência, mas de fé. Ali Deus revelou ao ser humano o início de todas as coisas. O que cabe à ciência? Pesquisar e explorar o aspecto material dessa criação divina, e reconhecendo os seus próprios limites, como os primeiros grandes cientistas da humanidade, que foram cristãos e, ao mesmo tempo, grandes cientistas.

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

 

                                             Lições Bíblicas CPAD

                  Adultos 4º Trimestre de 2015 

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade 

Lição 4: A Queda da Raça Humana

Data: 25 de Outubro de 2015 

 

TEXTO ÁUREO

 

Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O pecado de Adão trouxe-nos a morte, mas a morte de Jesus Cristo garante-nos a vida eterna e plena comunhão com Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Gn 3.1-24

A triste história da Queda pelo pecado do homem

 

 

Terça — Rm 5.12,13

A Queda do homem trouxe o pecado e a morte

 

 

Quarta — Rm 3.23

Em Adão, todos os homens pecaram e foram afastados de Deus

 

 

Quinta — Gn 3.15

Em sua misericórdia, Deus faz uma promessa de salvação

 

 

Sexta — Jo 3.16

Deus proveu salvação para toda a humanidade

 

 

Sábado — 1Co 15.45-47

Jesus, o segundo Adão, veio libertar o homem do pecado

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Romanos 5.12-19.

 

12 — Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.

13 — Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não havendo lei.

14 — No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.

15 — Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.

16 — E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou; porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação.

17 — Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo.

18 — Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.

19 — Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos.

 

HINOS SUGERIDOS

 

5, 75 e 432 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Compreender que o pecado de Adão trouxe a morte, mas a morte de Jesus trouxe a vida.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • Explicarque o Éden foi o local criado por Deus para ser o habitat do homem;
  • Conhecercomo se deu a tentação de Adão e Eva;
  • Compreendero juízo de Deus sobre o pecado.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

No livro de Gênesis, encontramos no capítulo três, um dos relatos mais tristes da história da humanidade, a Queda. Mas Deus não foi pego de surpresa com o pecado de Adão e Eva, pois as Escrituras Sagradas afirmam que desde a fundação do mundo a morte redentora de Jesus, pela salvação da humanidade, já havia sido determinada (Ap 13.8). O homem pecou de modo deliberado contra Deus, mas o Criador não o deixou entregue à própria sorte. O Senhor providenciou a sua redenção. Com o pecado veio o sentimento de culpa. O homem não sabe lidar com esse sentimento, pois não fomos criados para o pecado, por isso, Adão culpou a Eva e o próprio Deus pelo seu pecado de desobediência. É difícil aceitar a responsabilidade por nossos erros. Sempre queremos encontrar um culpado.

O pecado além de afastar Adão da comunhão com Deus, também introduziu as hostilidades e dificuldades no relacionamento de Adão e Eva. O pecado continua a nos afastar de Deus e a prejudicar os nossos relacionamentos.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Por algum tempo, Adão e Eva viveram a mais completa ventura. Aquela harmonia, porém, estava para ser quebrada por uma personagem sinistra e inimiga de todo o bem.

No entanto, se o Diabo supôs que a obra divina achava-se arruinada para sempre, enganou-se, porque Deus, em seu infinito amor, já havia elaborado, desde a fundação do mundo, o Plano de Salvação para resgatar-nos do pecado.

A Queda de Adão haveria de ser revertida por Jesus Cristo através de sua morte na cruz.

 

 

PONTO CENTRAL

 

O homem pecou desobedecendo a Deus, porém o Senhor já havia providenciado um Redentor.

 

 

  1. O PARAÍSO NO ÉDEN

 

Após haver plantado um jardim, no Éden, nele o Senhor colocou o homem que criara (Gn 2.8). Dali, caberia a Adão governar o mundo como o representante de Deus na Terra. Ele tinha como tarefas cultivar a Terra e guardar o jardim.

  1. Cultivar a Terra.Adão deveria fazer a cultura da Terra (Gn 2.15). Ele não somente a cultivaria, como dela haveria de criar invenções, utilidades, ciências e artes. Observemos que o Éden localizava-se numa região abundante em ouro (Gn 2.11,12). Ao criar Adão, Deus o dotou de muitas habilidades.
  2. Guardar o Éden.Não podemos confundir a inocência de Adão com incapacidade intelectual. Santo no corpo e na alma, nosso pai era sábio e perfeitamente capaz de discernir entre o bem e o mal. Aliás, era mais inteligente que nós. Por isso mesmo, Deus o incumbiu de guardar o Éden, pois teria de enfrentar um inimigo mui astuto e sagaz.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Deus criou e preparou o jardim do Éden para abrigar o homem.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“O jardim do Éden estava localizado perto da planície aluvial do rio Tigre e do rio Eufrastes. Alguns acreditam que estava localizado na região correspondente ao atual sul do Iraque; outros sustentam que não há dados suficientes no relato bíblico.

Duas árvores do jardim do Éden tinham importância especial. (1) A ‘árvore da vida’ provavelmente tinha por fim impedir a morte física. É relacionada com a vida perpétua, em 3.22. O povo de Deus terá acesso à árvore da vida no novo céu e na nova terra (Ap 2.7; 22.2). (2) A ‘árvore da ciência do bem e do mal’ tinha a finalidade de testar a fé de Adão e sua obediência e à sua palavra. Deus criou o ser humano como ente moral capaz de optar livremente por amar e obedecer ao seu Criador, ou desobedecer-lhe e rebelar-se contra a sua vontade” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1991, pp.34,35).

 

 

 

 

  1. A TENTAÇÃO NO PARAÍSO

 

O Éden era um lugar perfeito. A partir daí, a humanidade poderia multiplicar-se e espalhar-se por todo o planeta, ampliando, em amoroso trabalho, o jardim que Deus plantara. Infelizmente, nossos pais caíram na tentação do Diabo.

  1. O agente ativo da tentação.A fim de induzir a raça humana ao pecado, Satanás instrumenta um animal astuto e sagaz, a serpente (Gn 3.1). E, por seu intermédio, dialoga com Eva levando-a à apostasia. Não podemos travar diálogos com o nosso Inimigo, independente do meio que ele usar para nos convencer, pois pecaremos contra Deus.
  2. O agente passivo da tentação.Adão era o guardião do Éden. Todavia, não soube como resguardar a esposa, que acabou sendo seduzida pelo Diabo. Iludida, Eva pecou: “E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela” (Gn 3.6). Adão e Eva deixaram-se levar pela concupiscência da carne, pela concupiscência dos olhos e pela soberba da vida (1Jo 3.16). Adão e Eva pecaram de forma voluntária e cônscia. Biblicamente, são os responsáveis pela introdução do pecado no mundo (Rm 5.12).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

Adão e Eva foram tentados por Satanás e cederam à tentação.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“A raça humana está ligada a Deus mediante a fé na sua palavra como a verdade absoluta. Satanás, porque sabia disso, procurou destruir a fé que Eva tinha no que Deus dissera, causando dúvidas contra a palavra divina. Satanás insinuou que Deus não estava falando sério no que dissera ao casal. Noutras palavras, a primeira mentira proposta por Satanás foi uma forma de antinominianismo, negando o castigo da morte pelo pecado e apostasia. Um dos pecados capitais da humanidade é a falta de fé na Palavra de Deus. É admitir que, de certo modo, Deus não fala sério sobre o que Ele diz da salvação, da justiça, do pecado, do julgamento e da morte. A mentira mais persistente de Satanás é que o pecado proposital e a rebelião contra Deus, sem arrependimento, não causarão, em absoluto, a separação de Deus e a condenação eterna.

Satanás, desde o princípio da raça humana, tenta os seres humanos a crer que podem ser semelhantes a Deus, inclusive decidindo por conta própria o que é bom e o que é mau. Os seres humanos, na sua tentativa de serem ‘como Deus’, abandonam o Deus onipotente e daí surgem os falsos deuses. O ser humano procura, hoje, obter conhecimento moral e discernimento ético partindo de sua própria mente e desejos, e não da Palavra de Deus. Porém, só Deus tem o direito de determinar aquilo que é bom ou mau” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.36).

 

 

III. O JUÍZO DE DEUS

 

Satanás enganou, mentiu e prometeu o que nem ele mesmo possuía. O juízo de Deus, portanto, não tardaria a vir sobre a serpente, sobre a mulher e sobre o homem.

  1. Sobre a serpente.Devido à sua natureza, a serpente é um tipo perfeito de Satanás: esperta, sagaz e oportunista (Ef 6.11). Agora, ela seria obrigada a comer pó (Gn 3.14). Mesmo no Milênio, quando a natureza dos animais for restaurada, ela não será redimida de sua degradação (Is 65.25).

Em seguida, Deus decreta a inimizade entre a serpente e a mulher, como também a promessa da redenção: “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). Apesar da Queda, Eva seria auxiliar de Deus. Veja suas declarações ao dar à luz Caim e Sete (Gn 4.1,25). Séculos mais tarde, Maria haveria de enaltecer o Eterno de Israel por ter sido escolhida como a mãe do Salvador do mundo (Lc 1.46-56).

  1. Sobre a mulher.A fim de punir a desobediência de Eva, o Senhor torna-lhe a maternidade estressante e mui dolorosa. Não bastasse, sujeita a mulher ao governo do homem: “Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará” (Gn 3.16; Ef 5.22,23).

Apesar da Queda, não são poucas as filhas de Eva elogiadas por sua incomum virtude e cooperação no Reino de Deus (Pv 31.10-30; 2Jo 1-13). Sara, Débora, Ester, Maria e Priscila são apenas alguns desses belos exemplos.

  1. Sobre o homem.Deus denuncia Adão como o responsável pela Queda da humanidade. Conforme escreve o apóstolo Paulo, o pecado entrou no mundo não por uma mulher, nem pelo Diabo, mas por intermédio de um homem (Rm 5.12). Por isso, o juízo divino recai com mais dureza sobre o nosso primeiro genitor. E, por causa dele, a Terra faz-se maldita. Por causa de sua desobediência a Deus, os dias de Adão e de seus descendentes seriam mais trabalhosos. Seu sustento seria obtido com um trabalho mais árduo, e teria de conviver com adversidades, e com o fim de sua própria existência: “No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3.19). Adão viu, a duras penas, o preço de se desobedecer a Deus e à sua Palavra.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

O juízo de Deus veio sobre Adão, Eva e a serpente.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Os pecados estão refletidos nas punições, as quais foram aplicadas em partes. A serpente foi amaldiçoada. A serpente posou como supremamente sábia, mas sua maneira de se locomover sempre seria símbolo de tal humilhação. A frase ‘sobre o teu ventre’ não significa que a serpente tinha originalmente pernas e a perdeu no momento em que a maldição foi imposta, mas que seu modo habitual de locomoção tipificava seu castigo. A frase ‘pó comerás’ é idiomaticamente equivalente a ‘tu serás humilhado’ (cf. Sl 72.9; Is 49.23), onde a frase ‘lamberão o pó’ tem claramente este significado. O castigo envolveria inimizade, hostilidade entre as pessoas. A semente da serpente, que Jesus relaciona aos ímpios (Mt 13.38,39; Jo 8.44), e a semente da mulher, têm ambas sentido fortemente pessoal.

O castigo da mulher seria o oposto do ‘prazer’ que ela procurou no versículo 6. Ela conheceria a dor no parto, que é bem diferente do novo tipo de vida que ela tentou alcançar pela desobediência. Igualmente, a futura ligação do seu desejo ao seu marido era repreensão à sua decisão de buscar independência.

Deus pôs uma maldição diretamente na terra em vez de colocá-la no homem. Adão foi comissionado a trabalhar com a terra, mas não seria por puro prazer” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.40).

 

 

CONCLUSÃO

 

Deus não foi apanhado de surpresa pela Queda de Adão, pois o Cordeiro, em sua presciência, já havia sido morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). Nossos primeiros pais, de fato, pecaram, mas Deus prometeu redimir toda a humanidade pelo sangue de Cristo, pois Jesus morreu por todos (Jo 1.29). Na genealogia de Jesus, registrada por Lucas, Adão é chamado de filho de Deus (Lc 3.38). Maravilhosa graça!

Portanto, apesar da aparente vitória do pecado, o Senhor Jesus, o segundo Adão, veio para resgatar-nos das mãos de Satanás: “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.22). Somente Jesus Cristo pode-nos resgatar do pecado.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito do livro de Gênesis:

 

A Queda foi um fato histórico e real?

Sim. Podemos ter tal certeza porque a Bíblia nos garante.

 

A serpente realmente falou?

Sim. Não se trata de uma parábola, mas de um fato histórico.

 

Que juízo recaiu sobre o homem e sobre a mulher?

Sobre a mulher: ela teria a sua dor na hora do parto multiplicada. Também teria que se sujeitar ao governo do homem.

 

Sobre o homem: O trabalho de Adão seria misturado com a dor.

Ambos sofreriam a morte física e foram expulsos do paraíso.

 

Por que Adão foi responsabilizado por Deus como o principal responsável pela Queda da humanidade?

Porque ele havia recebido a ordem diretamente de Deus.

 

Deus foi surpreendido pelo pecado do homem? Explique.

Deus não foi apanhado de surpresa pela queda de Adão, pois o Cordeiro, em sua presciência, já havia sido morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). Nossos primeiros pais, de fato, pecaram, mas foram prontamente redimidos pelo sangue de Cristo, pois Jesus morreu por toda a humanidade (Jo 1.29).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

 

Em sua clássica obra “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia”, o teólogo pentecostal Myer Pearlman destaca quatro pontos fundamentais que marcam a história espiritual do homem. Veja o esquema abaixo:

 

 

Segundo Myer Pearlman, a Tentação, desde o início, destaca ao ser humano que o caminho de obediência a Deus não é fácil. Isso quer dizer que o ser humano terá escolhas a fazer nos termos de Deuteronômio 30.15: “Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, a morte e o mal”. A Tentação está prevista na perspectiva da impossibilidade de conter a ansiedade de entrar em contato com o que foi proibido. Por isso, ela é sutil, pois, pela sua sutileza, a natureza humana será envolvida em seus desejos e vontades: nisto consiste a tentação.

Ao dizer “sim!” para a tentação e colocá-la em prática, se estabelece no ser humano o estado de Pecado. Em seguida, a culpa toma conta da sua consciência, ao ponto de o ser humano viver num estado de cauterização em sua consciência, de modo que ele não mais atende aos apelos do Espírito Santo: nisto consiste o estado da culpa.

Uma vez praticado o pecado, por intermédio da tentação, e estabelecido o sentimento de culpa, instala-se, na realidade humana, o Juízo.

No Éden, o Juízo se deu sobre a serpente (de formosa e honrada, a um animal degradado e maldito), sobre a mulher (multiplicação das dores de parto) e sobre o homem (comer com o suor do rosto), constituindo, porém, o maior de todos os juízos: a morte física e a morte eterna.

Entretanto, a história da humanidade não seria para sempre condenada à terrível realidade de viver para sempre longe de Deus. O Pai, por intermédio do Seu Filho, proveria um escape para redimir a vida do ser humano: “Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos” (Rm 5.17-19).

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

                      Lições Bíblicas CPAD

           Adultos    4º Trimestre de 2015 

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade 

Lição 5: Caim era do Maligno

Data: 1 de Novembro de 2015 

 

TEXTO ÁUREO

 

[...] Que nos amemos uns aos outros. Não como Caim, que era do maligno e matou a seu irmão [...]” (1Jo 3.11,12).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Quem ama de verdade não se deixa dominar nem pela inveja nem pelo ódio.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Gn 4.1

Caim, o primogênito de Adão, era mau

 

 

Terça — Gn 4.2

Caim, foi um importante lavrador da terra

 

 

Quarta — Gn 4.5

Caim e sua oferta foram rejeitados por Deus

 

 

Quinta — Gn 4.6

Caim tinha o seu coração tomado pelo rancor

 

 

Sexta — Gn 4.8

O ódio e o rancor fizeram de Caim um homicida

 

 

Sábado — 1Jo 3.12

Caim foi dominado pelo pecado, pois seu coração era mau

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 4.1-10.

 

1 — E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um varão.

2 — E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.

3 — E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.

4 — E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta.

5 — Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.

6 — E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante?

7 — Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás.

8 — E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou.

9 — E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?

10 — E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.

 

HINOS SUGERIDOS

 

75, 126 e 330 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Conscientizar dos perigos de se deixar dominar pela inveja e pelo ódio.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • Explicarporque Caim era do maligno;
  • Compreenderporque Deus rejeitou o sacrifício de Caim;
  • Explicarque ódio e a inveja de Caim o levaram a matar seu irmão.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

O capítulo 4 do livro de Gênesis nos mostra que o pecado de Adão e Eva não afetou somente eles, mas trouxe sérios infortúnios para seus descendentes. A história do pecado de Caim, muito se assemelha a de seus pais, pois podemos ver um ato de violação (4.8), uma cena de julgamento (4.9-15) e a execução da sentença divina sobre o pecador (4.16).

Caim tinha um coração mau, dominado pelo ódio e a inveja, por isso, teve o seu sacrifício rejeitado. Deus não olhou e não olha para a oferta em si, mas o mais importante é o coração do ofertante, por isso, Jesus declarou: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta” (Mt 5.23,24). Jamais poderemos comprar a Deus ou impressioná-lo com as nossas ofertas, pois tudo que existe nos céus e a Terra pertence ao Senhor. Ele é o dono da prata e do ouro. Sejamos fiéis ao Senhor em nossas ofertas, mas que jamais venhamos a permitir que nossos corações sejam contaminados pelo pecado.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

O capítulo 4 de Gênesis apresenta a triste história do primeiro homicídio da Terra. Caim, o primeiro homem nascido de mulher, matou o próprio irmão depois que teve sua oferta recusada por Deus. O que deveria ser uma ocasião de ações de graças enlutou a família de Adão. Caim demonstrou, dessa forma, que era do maligno, que tinha um coração e atitudes que desagradavam a Deus.

 

 

PONTO CENTRAL

 

O coração de Caim era mau, por isso, Deus rejeitou a sua oferta.

 

 

  1. CAIM, SEGUIDOR DE SATANÁS

 

  1. A semente da mulher.O nascimento de Caim foi acolhido com ações de graças a Deus. Ao contemplar o filhinho, exclamou Eva: “Alcancei do Senhor um varão” (Gn 4.1). Eva considerou que seu primeiro filho foi um presente de Deus. A seguir, nasceu Abel, o segundo filho, e a partir daí a narrativa bíbica vai apresentar as profissões de cada um dos irmãos: Caim se tornou um lavrador, e Abel, um pastor.

Satanás, pelo que inferimos dos fatos, não teve muito esforço em aliciar o primeiro filho de Adão. Dessa forma, Caim entra para a História Sagrada como o primeiro discípulo declarado do Diabo, cuja lista seria longa e enfadonha: Faraó, Herodes, Stalin, e alguns contemporâneos nossos.

  1. O agricultor.Já homem feito, pôs-se Caim a trabalhar a terra, conforme o Senhor havia ordenado (Gn 1.26-28). E, pelo que depreendemos, ele foi muito bem-sucedido como agricultor. A Terra, embora amaldiçoada pela transgressão de seu pai, não lhe negou colheita alguma. Solo arável não lhe faltava naquele mundo sem fronteira.
  2. A apostasia de Caim.Apesar de seu sucesso profissional, Caim não se voltou a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.23). Antes, deixou-se cooptar pelo Diabo. Este, sempre oportunista, fez daquele jovem o seu principal aliado, objetivando frustrar a redenção da humanidade.

Mas Satanás estava enganado. Embora sagaz, pouco sabia dos reais planos de Deus para a nossa salvação. Enquanto isso, ia o jovem Abel tangendo o seu gado na graça divina.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Caim entrou para a história de uma maneira triste, ele se tornou o primeiro homicida da humanidade.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“A história dos primeiros dois rapazes nascidos a Adão e Eva realça as repercussões do pecado dentro da unidade familiar. Caim e Abel, tinham temperamentos notavelmente opostos. Caim gostava de trabalhar com plantas. Abel gostava de estar com animais. Ambos tinham uma disposição de espírito religioso.

Os filhos de Adão levaram sacrifícios ao Senhor, o primeiro incidente sacrificial registrado na Bíblia. Que Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura não quer dizer necessariamente que animais são superiores a plantas para propósitos sacrificiais. Por que atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta fica evidente à medida que a história se desenrola. A primeira pista aparece quase imediatamente. Caim não suportava que algum outro ficasse em primeiro lugar. A preferência do Senhor por Abel encheu Caim de raiva. Só Caim podia ser o ‘número um’.

O Senhor não estava ausente na hora da adoração. Ele abordou Caim e lhe deu um aviso. Deus não o condenou diretamente, mas por meio de um jogo de palavras informou Caim que ele estava em real perigo. Em hebraico, a palavra aceitação é, literalmente, levantamento, e está em contraste com descaiu. Um olhar abatido não é companhia adequada de uma consciência pura ou de uma ação correta. O ímpeto das perguntas de Deus era levar Caim à introspecção e ao arrependimento” (Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume I. RJ: CPAD, 2005, p.43).

 

 

 

 

  1. O CULTO DE CAIM

 

A Escritura diz que, passado algum tempo, Caim e Abel trouxeram, do fruto do seu trabalho, uma oferenda ao Senhor.

  1. O sacrifício rejeitado.“E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor” (Gn 4.3). É provável que ele tenha aprendido a cultuar a Deus com o seu pai, Adão, pelo menos, exteriormente. Do fruto de sua colheita, separou uma oferta ao Criador. Podem ter sido frutas, legumes ou cereais, oferendas válidas (Lv 23.10).

Abel também pôs-se a cultuar o Senhor, oferecendo-lhe as primícias do rebanho (Gn 4.4). Diz o texto sagrado que Deus atentou para o sacrifício de Abel, mas rejeitou o de Caim (Gn 4.5). O problema não estava na oferta, mas no ofertante. Tanto a oferta de animais, como a de frutos da terra, eram igualmente aceitáveis no culto divino. Não nos esqueçamos de que o Senhor viria a reprovar até mesmo a oferta animal ao tornar-se esta formal e impiedosa (Jr 6.20).

  1. A atitude interior reprovada.Por que o Senhor reprovou o sacrifício de Caim? Porque o seu culto não passava de uma mera formalidade. Como se não bastasse, apresentava-se a Deus com a alma tomada pelo ódio. Naquele instante, indaga-lhe o Senhor: “Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante?” (Gn 4.6). Por esse motivo, recomenda-nos Paulo: “Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda” (1Tm 2.8).

Na Igreja de Deus não pode haver espaço para homens iracundos e contenciosos, que farão da obra do Senhor uma causa de ganho pessoal. Deus não se agrada de pessoas que agem dessa forma.

  1. O pecado sempre presente.Se Caim o quisesse, poderia reverter aquela situação, dominando o seu coração homicida. Eis o que lhe aconselha o amoroso Deus: “Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás” (Gn 4.7).

Caim racionaliza o seu pecado. Recusando-se a fazer o bem, permitiu que Satanás lhe tornasse mal o coração. Neste, o homicídio foi um processo que, germinado pela inveja, frutificou numa ira assassina (Tg 1.13-15). Se não quisermos pecar contra Deus, não permitamos que o pecado nos germine na alma. Arranquemos, pois, as ervas daninhas que Satanás nos lança no íntimo.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

O coração de Caim era mau, por isso, sua oferta foi rejeitada pelo Senhor.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“‘E irou-se Caim fortemente’ (4.5). A ira de Caim mostra quão decidido ele estava em agir por conta própria, sem se submeter a Deus. A ira é uma emoção destruidora. Nunca poderemos nos desculpar por ter ofendido alguém dizendo: ‘Tenho um temperamento agressivo’. Precisamos considerar a ira como pecado e conscientemente nos submeter à vontade de Deus” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.28).

 

 

III. CAIM NÃO GUARDOU O SEU IRMÃO

 

O crime de Caim foi doloso. Além de mover um ódio doentio contra o irmão, dissimuladamente levou-o até a cena do crime, onde veio a matá-lo.

  1. O crime.Narra o autor sagrado que, estando ambos no campo, longe dos olhos dos pais, Caim insurgiu-se contra Abel e o matou (Gn 4.8). Assassino dissimulado e cruel, aproveitou-se da confiança de seu irmão para matá-lo. Esse fato deve nos servir de aviso: até que ponto estamos nutrindo sentimentos perniciosos contra nossos irmãos a ponto de planejar contra eles o mal ou coisa pior? Que Deus nos faça refletir sobre nossas atitudes e não nos deixe ser pessoas como Caim.
  2. O álibi.Quando inquirido por Deus acerca do paradeiro do irmão, Caim desculpa-se, como se estivesse noutro lugar, quando da morte de Abel: “Não sei; sou eu guardador do meu irmão?” (Gn 4.9). O seu álibi é energicamente destruído pelo justo Senhor: “Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra” (Gn 4.10).

Há muito sangue clamando no mundo. A pergunta não haverá de ser emudecida: “Onde está Abel, teu irmão?” (Gn 4.9). O que responderemos? De fato, somos chamados a demonstrar amor e respeito uns pelos outros, pois somos guardadores de nossos irmãos.

  1. A marca do crime.Como a administração da justiça ainda não havia sido delegada à comunidade humana, o Senhor põe um sinal em Caim, para que ninguém viesse reivindicar-lhe o sangue de Abel (Gn 4.15).

Caim, de fato, não foi penalizado com a morte, mas ficou marcado para o resto de seus dias, dando início a uma geração de assassinos, devassos e inimigos de Deus.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

O ódio e a inveja levaram Caim a matar o seu irmão.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Caim foi amaldiçoado por Deus no sentido de Deus já não abençoar seus esforços para extrair da terra o seu sustento (vv.2,3). Caim não se humilhou com tristeza e arrependimento diante de Deus, pois afastou-se do Senhor e procurou viver sem a sua ajuda (v.16).

O sinal na testa de Caim (4.15) talvez deva ser entendido como posto em Caim para assegurá-lo da promessa de Deus. Caim não sofreu pena de morte nesse tempo. Posteriormente, quando a iniquidade e a violência da raça humana tornou-se extrema na terra, a pena de morte foi instituída (9.5,6).

Caim e seus descendentes foram os cabeças da civilização humana até hoje desviada de Deus. A motivação básica de todas as sociedades humanistas está em superar a maldição, buscar o prazer e reconquistar o ‘paraíso’, sem submissão a Deus. Noutras palavras, o sistema mundial fundamenta-se no princípio da autorredenção da raça humana na sua rebelião contra Deus” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.39).

 

 

CONCLUSÃO

 

O exemplo de Caim deve nos fazer lembrar de que precisamos ter uma vida íntegra diante de Deus e demonstrar amor e respeito para com o nosso próximo.

Abel foi o primeiro crente a ser arrolado entre os heróis da fé. Quanto a Caim, foi o primeiro ser humano a ter o nome riscado do Livro da Vida.

O que lhe faltava? Uma vida que agradasse a Deus e o exercício do amor fraternal. Quando não se ama como Jesus amou, o homicídio torna-se corriqueiro na vida do homem. Por isso, há tantos homicídios em nosso meio. Homicídios espirituais, morais e emocionais. Lembremo-nos das palavras de João: “Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. Não como Caim, que era do maligno e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas” (1Jo 3.11,12).

 

PARA REFLETIR

 

A respeito do livro de Gênesis:

 

O que levou Caim a odiar Abel?

O fato da oferta de Abel ser aceita e a dele não.

 

Como era o culto de Caim?

O culto de Caim era para satisfazer o seu ego.

 

Por que o ofertório de Caim foi reprovado?

Porque seu coração era mau, cheio de inveja e ódio.

 

Que desculpa deu Caim ao Senhor?

Ele afirmou estar em outro lugar quando da morte de Abel.

 

Quais as características da geração de Caim?

Uma geração perversa e contumaz.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Caim era do Maligno

 

O capítulo 4 do livro do Gênesis apresenta a consumação do pecado e sua história de implicações práticas para o gênero humano. O assassinato de Abel por seu irmão, Caim, é o símbolo do alcance do mal quando este domina o coração humano. E o consequente banimento de Caim da presença de Deus mostra o quanto o homem se afasta da presença do Altíssimo quando decide em seu coração fazer o mal.

O caminho de Caim se torna o caminho de todos nós, quando desejamos em nosso coração a vingança, o “dar o troco”, o revide, ou seja, tudo o que passa na contramão do filtro de Jesus Cristo: ame o vosso inimigo.

Tudo começa bem na vida do ser humano. Assim, Caim nasceu e cresceu numa família que devotava a vida a Deus, tanto que a sua mãe, Eva, devotou a Deus ação de graças: “Alcancei do Senhor um varão” (Gn 4.1). A vida de Caim para os seus pais era uma bênção de Deus. Um presente.

Adulto, Caim tornara-se um agricultor, pois trabalhava a terra, administrava-a e assim cumpria o plano de Deus estabelecido para a humanidade (Gn 1.26-28). Fazendo assim, Caim obedecia a Deus. Até que, num belo dia, o ciúme, a inveja e o desejo egoístico tomaram o coração de Caim. Seu sacrifício fora rejeitado por Deus e o de seu irmão, aprovado e aceito por Ele. A razão de o Senhor aceitar o sacrifício de Abel e rejeitar o de Caim, embora não esteja totalmente claro nas Escrituras, pelo menos deixa claro que o Senhor olhava e olha com atenção e justiça para o interior do ser humano, de modo que nada lhe escapa o olhar divino.

Caim não se achou aprovado, muito menos aceito, pelo olhar de Deus. Entretanto, essa reprovação de Deus não significava que Caim seria banido de sua presença, pois bastava outro sacrifício com a motivação correta, espontânea e voluntária que o Senhor não haveria de rejeitá-lo. Mas Caim não escolheu o caminho do bem. Ele matou o seu irmão covardemente. O resultado: Caim foi banido da presença de Deus.

O caminho de Caim é muito fácil de trilhar. Basta dar vazão ao ódio, à inveja, ao rancor, à raiva e a tudo que não esteja de acordo com o nosso interesse. O caminho de Caim está a cada dia próximo de nós, quando rejeitamos considerar o nosso próximo superior a nós mesmos. O caminho de Caim está mais próximo das nossas vidas, quando procuramos fugir da realidade inventando desculpas para não fazermos a nossa parte com retidão.

Qual o caminho que você deseja trilhar: o de Caim ou o de Jesus?

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

 

                     Lições Bíblicas CPAD

           Adultos   4º Trimestre de 2015 

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade 

Lição 6: O impiedoso mundo de Lameque

Data: 8 de Novembro de 2015 

 

TEXTO ÁUREO

 

E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gn 6.5).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O mundo de Lameque em nada diferia do nosso; resistindo à graça de Deus, entregaram-se à devassidão, à violência e à resistência ao Espírito Santo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Gn 4.19

Lameque, o bígamo que não andou segundo as leis de Deus

 

 

Terça — Gn 4.20-21

Lameque e sua descendência corrompida

 

 

Quarta — Gn 4.23,24

Lameque, o poeta da violência e da maldade

 

 

Quinta — Gn 6.1,2

Lameque e o seu mundo pecaminoso e distante de Deus

 

 

Sexta — Gn 6.3

O mundo de Lameque resiste ao Espírito de Deus

 

 

Sábado — Gn 6.5,6

O mundo de Lameque deteriora-se totalmente

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 6.1-8.

 

1 — E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas,

2 — viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.

3 — Então, disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.

4 — Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama.

5 — E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.

6 — Então, arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração.

7 — E disse o Senhor: Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal, até ao réptil e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.

8 — Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor.

 

HINOS SUGERIDOS

 

5, 141 e 232 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Compreender que o mundo de Lameque em nada difere do nosso, resistindo à graça de Deus.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • Explicara maravilha que era o mundo enquanto o pecado ainda não havia degenerado as pessoas;
  • Compreendercomo o pecado se espalhou pela raça humana produzindo um mundo depravado;
  • Explicarque o mundo depravado estava condenado à destruição.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Adão e Eva pecaram e a corrupção humana foi se alastrando e envolvendo toda a humanidade. Deus é santo e não poderia suportar o pecado, por isso, Ele resolveu dar fim a humanidade trazendo o seu juízo. Mas, Deus ama tanto o homem que deu um tempo para que as pessoas se arrependessem de seus pecados. O Senhor levantou Noé, um homem justo, e sua família para construir a arca e anunciar o juízo que viria caso não se arrependessem. Noé pregou durante anos, mas ninguém deu ouvidos a sua pregação. Hoje também pregamos e anunciamos o Dia do Juízo de Deus sobre essa Terra, porém, muitos não creem. Todavia, como nos dias de Noé, o juízo de Deus sobre o pecado virá.

Noé e sua família foram salvos, e isso nos mostra que Deus tem um compromisso com aqueles que pela fé lhe obedecem. Que possamos permanecer na fé e como Noé, seguirmos anunciando o amor e o juízo de Deus sobre o pecado.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

O exemplo de Caim não demorou a generalizar-se. Se por um lado, sua descendência destaca-se por empreendedores como Jabal e Jubal, por outro, é corrompida por homens devassos e violentos como Lameque. Primeiro bígamo da história, este viria a se notabilizar também por haver assassinado futilmente duas pessoas. E, para comemorar o feito, compôs um poema.

Os pecados de Caim e Lameque alastraram-se de tal maneira que viriam a depravar, inclusive, a linhagem piedosa de Sete.

Vivemos dias semelhantes. A devassidão e a violência nunca foram tão exaltadas. Esta geração existe como se não houvesse Deus. Entretanto, perto está o dia do juízo sobre os praticantes da iniquidade.

Lameque é o mais perfeito símbolo da depravação total daquele período.

 

 

PONTO CENTRAL

 

Deus julga a maldade do mundo de Lameque.

 

 

  1. UM MUNDO AINDA MARAVILHOSO

 

Apesar da Queda, o mundo antediluviano era farto e pródigo. Sua ecologia era perfeita; sua tecnologia, considerável.

  1. Fartura de pão.A Terra, embora amaldiçoada, era fértil e nada retinha à primeira civilização. Todos comiam e bebiam à vontade (Mt 24.38,39). O pão não precisava ser racionado, o azeite era abundante e o vinho escorria dos lagares.

Tem-se a impressão de que as pessoas daquela época viviam em permanente festança. Ninguém era capaz de reconhecer que do Senhor é a Terra e a sua plenitude (Sl 24.1).

  1. Saúde perfeita.Tais facilidades propiciaram aos antediluvianos uma saúde perfeita. Não era incomum encontrar pessoas de quase mil anos (Gn 5.27). Na genealogia de Adão, deparamo-nos com homens mais velhos que muitos dos países do mundo.

Imaginemos a folha corrida de um pecador de 900 anos. Nove séculos de completa depravação. Quantos roubos, assassinatos, adultérios, mentiras e intolerâncias. Aos olhos do santo Deus, era algo abominável.

  1. Beleza perfeita.Se a saúde era perfeita, a beleza daquela geração era singular, haja vista a formosura das filhas de Lameque. Não demorou para que viessem a encantar os filhos de Sete (Gn 6.1,2). Imitando a bigamia de Lameque, estes homens, outrora tão piedosos, tornaram-se polígamos incorrigíveis.

Com tanta comida e bebida, por que não viver em prazeres? Já que a vida era contada em séculos, ninguém haveria de morrer amanhã. Sua filosofia não era apenas a busca pelo prazer, mas também diabolicamente libertina. Aquela geração não possuía qualquer referência moral ou ética.

  1. Tecnologia avançada.O mundo de Lameque podia ostentar um surpreendente avanço tecnológico. Adão ainda vivia quando Tubalcaim começou a dedicar-se à metalurgia. Este foi um homem, filho de Lameque e de Zilá, se tornou conhecido pela sua habilidade em lidar com o cobre e o ferro (Gn 4.22).

Além da metalurgia, aquela geração sabia como trabalhar a madeira e a cerâmica. O próprio Noé, aliás, não teve dificuldades técnicas em construir a Arca, nem os seus descendentes, após o Dilúvio, viram-se impedidos de erguer a Torre de Babel.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Apesar da Queda, o mundo antediluviano ainda era maravilhoso.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Lameque

  1. Filho de Metusael, um descendente de Caim, que foi o primeiro polígamo, tendo se casado com Ada e Zilá (Gn 4.18-24). Seus filhos foram Jabal (pai dos que habitam em tendas e têm gado), e Jubal (pai de todos que tocam harpa e órgão), e Tubalcaim (mestre de toda a obra de cobre e de ferro). Lameque cantou para suas esposas, vangloriando-se de ter matado os homens que o feriram ou o golpearam. Essa vanglória é geralmente entendida como sendo a confiança nas armas de metal de seu filho, em oposição à confiança em Deus. Estes filhos parecem torná-lo o pai dos nômades, músicos e artífices em metal.
  2. O filho de Matusalém que, com a idade de 182 anos, se tornou o pai de Noé, e viveu até a idade de 777 anos (Gn 5.25-31). Por ocasião do nascimento de seu filho, ele expressou o desejo de que em Noé a maldição de Adão chegasse ao fim: ‘Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou’ (Gn 5.29). Ele está incluído na genealogia do Senhor Jesus (Lc 3.36)” (Dicionário Bíblico Wycliffe.1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.1130).

 

 

 

 

  1. UM MUNDO TOTALMENTE DEPRAVADO

 

O mundo de Lameque era ingrato e cruel. Voltando-se contra o Senhor, seus descendentes cometeram os pecados mais hediondos e abomináveis.

  1. Devassidão sexual.O exemplo de Lameque logo viria a replicar-se por toda a descendência de Adão. A família tradicional foi se degenerando. Os pecados sexuais, agora, eram cometidos como se nada fosse proibido; não havia limites à fornicação nem ao adultério.

Até os mesmos descendentes de Sete portaram-se levianamente em meio àquela imoralidade crassa e gritante; corromperam-se até o inferno. Relata o autor sagrado: “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram” (Gn 6.2).

  1. Violência sem limites.Os excessos daquela gente redundaram numa geração truculenta e implacável. Os assassinos eram cultuados como heróis: “Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama” (Gn 6.4).

O que dizer do nosso tempo? Embora não sejamos tão fortes, nem tão longevos, em nada diferençamo-nos dos filhos de Lameque. Nunca o homem fez-se tão imoral quanto hoje.

  1. Resistência à graça divina.Por muito tempo, o Espírito de Deus instou junto àquela geração para que se convertesse e deixasse seus maus caminhos. Chegou, porém, o dia em que Deus deu um basta em tudo aquilo. Declarou o Senhor: “Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos” (Gn 6.3).

A graça de Deus, ainda que perfeita e infalível, pode ser resistida, haja vista a geração que saíra do Egito rumo a Canaã. Não obstante os milagres que presenciara, endureceu o seu coração de tal forma, que veio a ser rejeitada pelo Senhor (Hb 3.8). Isso significa que, mesmo hoje, há crentes que reagem contrariamente à graça divina (Hb 3.15). Sim, apesar de saber que o juízo divino é certo.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

A maldade crescia a cada dia e as pessoas iam se tornando totalmente depravadas.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Nos dias de Noé, o pecado abertamente se manifestava no ser humano, de duas principais maneiras: a concupsciência carnal (v.2) e a violência (vv.11,12). A degeneração humana não mudou; o mal continua irrompendo desenfreado através da depravação e da violência. Hoje em dia, a imoralidade, a incredulidade, a pornografia e a violência dominam a sociedade inteira.

Deus se revela já nestes primeiros capítulos da Bíblia, como um Deus pessoal para com o ser humano, e que é passível de sentir emoção, desagrado e reação contra o pecado deliberado e a rebelião da humanidade. (1) A expressão ‘arrependeu-se’ (6.6) significa que, por causa do trágico pecado da raça humana, Deus mudou a sua disposição para com as pessoas; sua atitude de misericórdia e de longaminidade passou à atitude de juízo. (2) A existência de Deus, o seu caráter e seus eternos propósitos traçados, permanecem imutáveis, porém, Ele pode alterar seu tratamento para com o homem, dependendo da conduta deste. Deus altera, sim, seus sentimentos, atitudes, atos e intenções, conforme as pessoas agem diante da sua vontade (Êx 32.14; 2Sm 24.16).

(3) Essa revelação de Deus como um Deus que pode sentir pesar e tristeza, deixa claro que Ele, em relação à sua criação, age pessoalmente, como no recesso de uma família. Ele tem um amor intenso pelos seres humanos e solicitude divina ante a penosa situação da raça humana (Sl 139.7-18)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.41).

 

 

III. UM MUNDO CONDENADO À DESTRUIÇÃO

 

Noé pregou aos seus contemporâneos durante muito tempo. Mesmo assim, a sua geração não se curvou aos apelos divinos. Que diferença dos ninivitas, que deram ouvidos à pregação de Jonas (Jn 3.10).

  1. A pregação de Noé.Apresentado como pregador da justiça, Noé cumpriu um longo e penoso ministério (2Pe 2.5). Enquanto se dava à construção da arca, conclamava seus contemporâneos ao arrependimento (1Pe 3.20). Se levarmos em conta Gênesis 6.3, concluiremos que o seu ofício de pregoeiro teve a duração de 120 anos. Sem dúvida, foi o mais longo ministério profético da Bíblia.

Ele pregava com a voz e com as obras. A construção da arca, em si, já era uma pregação carregada de eloquência.

  1. Uma geração corrompida.Apesar das instâncias de Noé, seus contemporâneos corrompiam-se de tal forma, que se tornaram totalmente depravados. Ao Senhor, portanto, não restava outra alternativa a não ser destruir toda aquela civilização: “O fim de toda carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra” (Gn 6.13).

A geração atual assemelha-se à de Noé. Apesar da pregação do Evangelho, a iniquidade multiplica-se de tal modo que chega a contaminar, inclusive, o amor dos fiéis (Mt 24.12). Comem, bebem e entregam-se à sensualidade, como se não houvesse Deus.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

O mundo de Lameque estava condenado a destruição.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Professor, neste tópico procure enfatizar a fidelidade de Noé. Diga aos alunos que ele trabalhou durante 120 anos na pregação e na construção da arca. Noé trabalhou na construção de um barco em um tempo que não havia chuva e em uma região sem água (cf. 6.3). Com certeza, ele deve ter tido que lidar com a zombaria das pessoas e a incredulidade com relação a sua pregação. Todavia, permaneceu firme e não deixou de realizar o seu trabalho e de confiar em Deus. A postura de Noé era de obediência a Deus e à sua palavra. Muitos, diante da primeira dificuldade pensam em parar, desistir. Como Igreja do Senhor, temos que continuar pregando a Palavra de Deus, confiando, tendo a certeza que em breve Jesus voltará e o juízo divino se dará sobre aqueles que rejeitaram a mensagem da salvação.

 

 

CONCLUSÃO

 

À semelhança de Noé, proclamemos a Palavra de Deus a tempo e a fora de tempo; esta é a nossa missão. Se nos conformarmos com o mundo, que esperança haverá aos que ainda anseiam pelo Evangelho?

Levantemo-nos como pregoeiros da justiça. Ainda que soframos zombarias e escárnios, nossa missão não ficará inacabada.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito do livro de Gênesis:

 

O que caracterizava o mundo de Lameque?

Violência sem limites, devassidão sexual e resistência à graça divina.

 

Qual o ofício de Tubalcaim?

Metalurgia, fabricação de instrumentos cortantes.

 

Que pecados caracterizavam os contemporâneos de Noé?

Era uma geração corrompida pelo pecado e caracterizada pela depravação moral.

 

É possível resistir a graça divina?

A graça de Deus, ainda que perfeita e infalível, pode ser resistida.

 

De que forma Noé apregoava a justiça divina?

Ele pregava a justiça divina com a voz e com as obras.

 

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

O impiedoso mundo de Lameque

 

O relato dos capítulos 5 e 6 se refere à linhagem familiar de Adão, mais particularmente à geração de Sete. Essa genealogia faz um contraste com a linhagem de Caim descrita no capítulo anterior (Gn 4.17-24). Neste contraste, há a presença de dois “Lameques”, um no capítulo 4 (vv.18,23) e outro no capítulo 5 (vv.28-31). Qual a diferença entre esses dois “Lameques”?

O Lameque do capítulo 4 é o da linhagem de Caim, trata-se, pois, de um homem violento e odioso, conforme o autor sagrado descreveu: “E disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zilá ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai o meu dito: porque eu matei um varão, por me ferir, e um jovem, por me pisar. Porque sete vezes Caim será vingado; mas Lameque, setenta vezes sete” (vv.23,24). O Lameque do capítulo 4 cantava e entoava a impiedade e a violência. A intenção de fazer o mal pulsava em seu coração, pois Lameque matou um jovem só porque este o pisou.

O Lameque do capítulo 5 é o da geração de Sete. A geração que começou a buscar a face do Senhor Deus. Esse Lameque é o pai de Noé. Diferentemente das palavras do Lameque do capítulo 4, o pai de Noé se referiu ao seu amado filho, quando o nomeou, assim: “E chamou o seu nome Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o SENHOR amaldiçoou” (Gn 5.29). Este Lameque conhecia bem ao Senhor e sabia que a terra estava cheia de violência. Entretanto, ele depositou a sua esperança no seu filho, pois sabia que Noé agradaria o Senhor seu Deus.

Enquanto o Lameque do capítulo 4 simboliza a violência, o ódio, a desesperança, o mundo entregue ao mal, o plano de Caim que aprofundou o mal sobre a terra com a devassidão moral, a violência ilimitada e a terrível resistência à graça divina; o Lameque do capítulo 5 representa a esperança, o consolo de Deus a uma geração. Este Lameque é o Lameque que não prosperou em maldade, mas em bondade, misericórdia e consolação.

Por intermédio de Lameque, o pai de Noé, chegou o livramento de Deus para a humanidade. Lembremos de que Jesus de Nazaré é da linhagem de Noé. No Dilúvio, o plano de Deus apontava para o plano maior dEle para o mundo: a Cruz do Calvário.

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

 

 

                   Lições Bíblicas CPAD adultos 

                        4º Trimestre de 2015 

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade  

Lição 7: A família que sobreviveu ao Dilúvio

Data: 15 de Novembro de 2015

 

 

TEXTO ÁUREO

 

Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu, e, para salvação da sua família, preparou a arca [...]” (Hb 11.7).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Apesar da corrupção generalizada do mundo atual, é possível manter nossa família nos padrões da Palavra de Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Gn 6.13

Deus anuncia a Noé, seu servo, o Dilúvio

 

 

Terça — Gn 6.14-16

A arca de Noé como instrumento de salvação

 

 

Quarta — Gn 6.18

A aliança de Deus com seu servo fiel, Noé

 

 

Quinta — Gn 6.19

Arca, um lugar para a preservação da criação

 

 

Sexta — Gn 7.1-24

O Dilúvio sobre toda a terra, pois todos pecaram

 

 

Sábado — Gn 9.1-19

Por sua misericódia e graça, Deus prepara um novo começo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 7.1-12.

 

1 — Depois, disse o SENHOR a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque te hei visto justo diante de mim nesta geração.

2 — De todo animal limpo tomarás para ti sete e sete: o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois: o macho e sua fêmea.

3 — Também das aves dos céus sete e sete: macho e fêmea, para se conservar em vida a semente sobre a face de toda a terra.

4 — Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites; e desfarei de sobre a face da terra toda substância que fiz.

5 — E fez Noé conforme tudo o que o SENHOR lhe ordenara.

6 — E era Noé da idade de seiscentos anos, quando o dilúvio das águas veio sobre a terra.

7 — E entrou Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele na arca, por causa das águas do dilúvio.

8 — Dos animais limpos, e dos animais que não são limpos, e das aves, e de todo o réptil sobre a terra,

9 — entraram de dois em dois para Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a Noé.

10 — E aconteceu que, passados sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio.

11 — No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia, se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram,

12 — e houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.

 

HINOS SUGERIDOS

 

18, 38 e 210 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Compreender que apesar da corrupção do mundo atual é possível viver segundo os padrões bíblicos.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • Mostrarcomo se deu o anúncio do dilúvio;
  • Analisara respeito da construção da arca;
  • Explicaro dilúvio;
  • Saberque os contemporâneos de Noé fizeram-se surdos à proclamação do juízo divino.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

O Senhor levantou Noé, um homem justo e que buscava ter comunhão com Deus, mesmo vivendo em uma sociedade perversa, para anunciar o juízo divino em forma de dilúvio que viria sobre a terra.

Noé trabalhou na construção da arca e pregou a verdade divina durante 120 anos. Todos tiveram oportunidade e tempo para se arrependerem dos seus pecados, mas ninguém deu crédito a pregação de Noé. Somente ele, sua família e os animais foram salvos das águas do dilúvio. A arca construída por Noé é um tipo de Cristo, aquele que é o nosso único meio de Salvação. Somente Jesus pode livrar essa geração do juízo e da morte (1Pe 3.20,21), por isso, não podemos perder mais tempo e anunciar a todos os povos e nações a mensagem da salvação e o Salvador — Jesus.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Resistindo sistematicamente ao Espírito de Deus, o mundo de Lameque depravara-se irreversível e totalmente. A apostasia, agora, era universal. Adultos, jovens e crianças; todos corrompidos. Por isso, o Senhor anuncia um juízo também universal: o Dilúvio.

Em meio àquela geração, sobressai a justiça de Noé. Divinamente alertado, o patriarca constrói uma arca, na qual sobrevive, com a sua família, à grande inundação.

O mesmo desafio cabe hoje à igreja do Senhor. Se por um lado, cabe-nos proclamar o Evangelho até aos confins da Terra, por outro, devemos preservar nosso lar em meio a uma sociedade que jaz no maligno.

 

 

PONTO CENTRAL

 

É possível viver de modo santo e justo, mesmo vivendo em meio a uma sociedade corrompida pelo pecado.

 

 

  1. DEUS ANUNCIA O DILÚVIO

 

Em toda aquela geração, apenas Noé podia ser considerado justo e íntegro. Por essa razão, Deus anuncia-lhe o Dilúvio, instruindo-o a construir a arca de salvação.

  1. O anúncio do Dilúvio.Já decidido a destruir a Terra, o Senhor acha graça em Noé (Gn 6.8). O patriarca soube como preservar moral e espiritualmente a esposa e os filhos. No entanto, pelo que inferimos do texto sagrado, nada pôde fazer aos seus irmãos e sobrinhos, pois estes também haviam se deixado corromper pelo exemplo de Lameque.

Ao justo e íntegro Noé, anuncia Deus o Dilúvio; “O fim de toda carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra” (Gn 6.13). O patriarca sabia, através da fé, que o juízo era certo. Quanto aos seus contemporâneos, preferiram ignorar a iminência do castigo divino.

  1. Um juízo que parecia improvável.Se considerarmos Gênesis 2.5, concluiremos que, naquele tempo, a terra não era regada pela chuva como nos dias de hoje (Gn 2.6). Portanto, como acreditar no Dilúvio se nem chuva havia? Dessa forma, os “cientistas” da época devem ter questionado sarcasticamente a Noé. Nossa geração assim reage quanto à vinda de Cristo (2Pe 3.4). O que parece improvável, porém, está prestes a acontecer. Jesus está às portas.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Deus anuncia a Noé o Dilúvio.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Em meio à iniquidade e maldade generalizada daqueles dias, Deus chamou Noé um homem que ainda buscava comunhão com Ele e que era ‘varão justo’. (1) ‘Reto em suas gerações’, equivale dizer que ele se mantinha distanciado da iniquidade moral da sociedade ao seu redor. Por ser justo e temer a Deus e resistir à opinião e conduta condenáveis do público, Noé achou favor aos olhos de Deus. (2) Essa retidão de Noé era fruto da graça de Deus nele, por meio da sua fé e do seu andar com Deus. A salvação no Novo Testamento é obtida exatamente da mesma maneira, mediante a graça e a misericórdia de Deus, recebidas pela fé, cuja eficácia conduz o crente a um esforço para andar com Deus e permanecer separado da geração ímpia ao seu redor. Hebreus 11.7 declara que Noé ‘foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé’. (3) O Novo Testamento também declara que Noé não somente era justo, como também pregador da justiça (2Pe 2.5). Nisso, ele é exemplo do que os pregadores devem ser” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.42).

 

 

 

 

  1. A CONSTRUÇÃO DA ARCA

 

A fim de escapar ao Dilúvio, o patriarca foi orientado a construir um grande navio. Obediente, ele levou o projeto adiante.

  1. A planta da arca.A salvação é pela fé, mas a fé salvadora conduz-nos às boas obras (Ef 2.8-10). Por isso Noé, movido por uma forte convicção quanto à iminência do juízo divino, pôs-se a construir o grande barco.

A planta da arca, mesmo que bastante simples, era eficaz: “Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume. E desta maneira farás: de trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinquenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura. Farás na arca uma janela e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares baixos, segundos e terceiros” (Gn 6.14-16).

O texto sagrado nos mostra que a Arca era um enorme barco, e sem leme. A finalidade da arca não era navegar, mas flutuar durante a grande inundação. O patriarca cumpriu a vontade divina; em suas promessas, repousou. Deus é o nosso piloto. Não se aflija. Deus está no comando.

  1. A construção da arca.Enquanto Noé e seus filhos construíam a arca, apregoavam o juízo divino. Por isso, ele é chamado de pregoeiro da justiça (2Pe 2.5). Assim faz a Igreja. Enquanto aguardamos a volta de Cristo, proclamemos o Evangelho e o fim de todas as coisas (1Pe 3.20). O Senhor não tarda.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

Deus dá a Noé as instruções para a construção da arca.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“A arca não continha todas as espécies de animais, mas o protótipo de cada uma delas. Uma simples junta de gado portava os genes que provêm da ampla variação dessas classes animal. O relato bíblico da criação refuta a noção de que toda a vida animal evoluiu dos antepassados unicelulares. Contudo, não questiona o relato de evolucionistas sobre a variação dentro das espécies.

Maldade e violência. Essas palavras são usadas para caracterizar os pecados que causaram o dilúvio de Gênesis. Maldade érasah, atos criminosos que violam os direitos dos outros e tiram proveito do sofrimento deles. Violência é hamas, atos deliberadamente destrutivos que visam prejudicar outras pessoas” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.29).

 

 

III. O DILÚVIO

 

Concluída a arca, Noé e sua família entram na formidável embarcação. Passados sete dias, veio o Dilúvio.

  1. O Dilúvio.Caiu uma chuva torrencial durante quarenta dias e quarenta noites (Gn 7.12). Oceanos, mares e rios confundem-se em ondas sucessivas, intermináveis e destruidoras. O fim de um mundo corrupto e depravado havia chegado.

Noé, porém, estava seguro. Junto a ele, a esposa, os três filhos e suas respectivas mulheres. Ao todo oito pessoas (Gn 7.7). E, para conservar a vida sobre a nova Terra, os animais: dois de cada espécie, macho e fêmea (Gn 6.19).

  1. O Dilúvio foi local ou Universal?Em 26 de dezembro de 2004, ocorreu um tsunami no Oceano Índico, cujo epicentro deu-se na costa da Indonésia. Apesar de local, o fenônemo foi sentido em várias partes do mundo. O que não diremos do Dilúvio? Acreditamos na universalidade da grande inundação. A narrativa bíblica é bastante clara: “E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu foram cobertos” (Gn 7.19).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Deus envia o Dilúvio sobre toda a terra.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“O dilúvio

Cristãos que mantêm uma ampla visão das Escrituras debatem se o dilúvio descrito em Gênesis foi uma inundação universal, que cobriu a total superfície do globo, ou uma inundação limitada, que afetou somente áreas habitadas pelo homem. Versos como ‘todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu foram cobertos’ (7.19,20) e ‘tudo que tinha fôlego de espírito de vida em seus narizes, tudo o que havia no seco, morreu’ (vv.21-23) sugerem um cataclisma mundial. Mas como seria o fato de que não há água suficiente em nosso planeta e na atmosfera para cobrir montanhas tais como o Evereste? Aqueles que mantêm a visão universal acreditam que o dilúvio modificou a face da terra, levando o leito dos mares e formar reentrâncias e empurrando montanhas para um lugar mais alto. Seja qual for a nossa visão, está claro que o relato do dilúvio estabelece uma poderosa declaração. Ele afirmava que Deus é Regente moral deste universo, que tem o poder de julgar o pecado. 2 Pedro 3 lembra-nos daqueles que escarnecem da ideia do Juízo Final que o Senhor perpetuou nos tempos de Noé para julgar os homens ímpios e violentos. O Todo-Poderoso, cujo ódio ao pecado está revelado no dilúvio, não permitirá que os pecados continuem impunes” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.29).

 

 

  1. O JUÍZO DE DEUS

 

Os contemporâneos de Noé tiveram mais de um século para se arrependerem e voltar para Deus. Fizeram-se, porém surdos à proclamação do juízo divino.

  1. Um juízo universal.A inundação foi universal como universal foi o juízo divino sobre a Terra. O relato bíblico é impressionante e preciso: “E expirou toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado, e de feras, e de todo o réptil que rasteja sobre a terra, e de todo homem” (Gn 7.21).

Apenas Noé e a sua família, bem como os animais que se encontravam com eles na arca, foram preservados. A geração de Noé teve tempo para ouvir sua mensagem e ver a arca sendo construída, mas não deu ouvidos à pregação e ao trabalho daquele servo de Deus, e foi destruída. O pior juízo, contudo, achava-se no além.

  1. O juízo divino no inferno.Não resta dúvida de que toda aquela geração pereceu e foi lançada no inferno, onde aguarda a última ressurreição, a fim de comparecer ao Juízo Final (Ap 20.11-15). Eles sabem que isso acontecerá, pois o Senhor Jesus, no interlúdio entre a sua morte e ressurreição, esteve no Hades, onde lhes proclamou a eficácia da justiça divina.

Escreve o apóstolo Pedro: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito, no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água” (1Pe 3.18-20 — ARA).

A geração de Noé recusou-se a ouvi-lo, mas viu-se obrigada a escutar o Senhor Jesus que, além de pregoeiro da justiça, apresentava-se, agora, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Sua pregação não era redentiva, mas vindicativa.

 

 

CONCLUSÃO

 

Os antediluvianos não deram crédito à pregação de Noé. Viviam para pecar. Sua depravação não conhecia limites. A Deus não restou alternativa senão condená-los à destruição. Nosso mundo caminha no mesmo sentido. Todavia, se formos zelosos quanto à pregação do Evangelho, levaremos muitas almas a Cristo, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.

Sua família está segura? Jesus em breve virá.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito do livro de Gênesis:

 

O que foi o Dilúvio?

O fim de toda a carne. O juízo de Deus.

 

O Dilúvio foi local ou Universal? Explique.

A inundação foi universal como universal foi o juízo divino sobre a Terra. O relato bíblico é impressionante e preciso: “E expirou toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado, e de feras, e de todo o réptil que se roja sobre a terra, e de todo homem” (Gn 7.21).

 

Descreva a arca segundo a Bíblia.

A planta da arca, posto que bastante simples, era eficaz: “Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume. E desta maneira farás: de trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinquenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura. Farás na arca uma janela e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares baixos, segundos e terceiros” (Gn 6.14-16).

 

O que representou aos antediluvianos a construção da arca?

Representou a oportunidade de salvação, livrando aqueles que cressem do juízo divino. A arca é um tipo de Cristo.

 

O que fez Jesus entre a sua morte e ressurreição?

O Senhor Jesus, no interlúdio entre a sua morte e ressurreição, esteve no Hades, onde lhes proclamou a eficácia da justiça divina.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A família que sobreviveu ao Dilúvio

 

 

O quadro acima mostra fatos que a narrativa de Noé destaca em relação ao texto de Gênesis de 1 a 3. Em primeiro lugar, a expressão de que “andou Enoque com Deus” (Gn 5.24) e a repetição com a pessoa de Noé — “Noé andava com Deus” (Gn 6.9) — fazem eco para uma vida de justiça e se correlacionam com Adão e Eva, o primeiro casal, que andava com Deus no jardim. Neste sentido, a narrativa de Noé intensifica uma série de paralelos com a de Adão e Eva:

1) A terra se torna, de certa forma, novamente sem forma e vazia (Gn 7.17-24), como em Gênesis 1.1;

2) O restabelecimento do ciclo das estações (Gn 8.22), como em Gênesis 1.14;

3) Nova ordem para a multiplicação do gênero humano (Gn 9.6), como em Gênesis 1.27;

4) Houve, então, um novo começo (Gn 9.1), como tudo começou em Gênesis 1.1.

Entretanto, da mesma forma que Gênesis 3 narra a queda do primeiro casal, a narrativa de Noé mostra uma “queda” que envolveu a embriaguês de Noé e a maldição do filho mais novo de Cam, Canaã. Ou seja, a história de Noé repete a história do ser humano: Criação, Queda, mas promessa de Redenção. A narrativa conclui com a bênção sobre Sem, de cuja descendência virá a redenção da humanidade. A história do Dilúvio nos revela a chance que Deus deu para a humanidade, mergulhada em violência e corrupção, arrepender-se do mau caminho. Ela mostra que, para Deus, formar o homem conforme a Sua imagem e semelhança foi bom, apesar de tudo. O relato de Noé aponta para a pessoa bendita de Jesus Cristo, a grande “Arca” que deseja livrar mais uma vez a humanidade do caos existencial, do caos psicológico, espiritual, moral e ético, e de tudo o que força o ser humano a uma natureza que nada tem a ver com o que o Pai deseja a seus filhos. Como aconteceu nos dias de Noé, o caos insiste em aterrorizar nossa vida, mas “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1).

 

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

                                              Lições Bíblicas CPAD

                                     adultos              

4º Trimestre de 2015

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade

 

Lição 8: O início do Governo Humano

Data: 22 de Novembro de 2015

 

TEXTO ÁUREO 

“Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus” (Rm 13.1).

VERDADE PRÁTICA

Deus instituiu autoridades e leis, a fim de preservar a sociedade humana de uma depravação total e irreversível.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Gn 9.6

O livro de Gênesis e a origem do governo humano

Terça — Rm 13.1

O princípio do governo humano revelado na Palavra de Deus

Quarta — 1Pe 2.17

A Palavra de Deus e a honra devida às autoridades

Quinta — 1Tm 2.1,2

Orações devem ser feitas pelas autoridades

Sexta — 1Tm 1.9,10

A Palavra de Deus e o objetivo da lei

Sábado — Ap 19.6

Jesus Cristo, a suprema autoridade revelada à humanidade

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 9.1-13.

 

1 — E abençoou Deus a Noé e a seus filhos e disse-lhes: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra.

2 — E será o vosso temor e o vosso pavor sobre todo animal da terra e sobre toda ave dos céus; tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar na vossa mão são entregues.

3 — Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado, como a erva verde.

4 — A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.

5 — E certamente requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; da mão de todo animal o requererei, como também da mão do homem e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem.

6 — Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.

7 — Mas vós, frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra e multiplicai-vos nela.

8 — E falou Deus a Noé e a seus filhos com ele, dizendo:

9 — E eu, eis que estabeleço o meu concerto convosco, e com a vossa semente depois de vós,

10 — e com toda alma vivente, que convosco está, de aves, de reses, e de todo animal da terra convosco; desde todos que saíram da arca, até todo animal da terra.

11 — E eu convosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá mais dilúvio para destruir a terra.

12 — E disse Deus: Este é o sinal do concerto que ponho entre mim e vós e entre toda alma vivente, que está convosco, por gerações eternas.

13 — O meu arco tenho posto na nuvem; este será por sinal do concerto entre mim e a terra.

 

HINOS SUGERIDOS

531, 532 e 588 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL

Compreender que Deus instituiu autoridades e leis para preservar a humanidade.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • I. Mostrar que Deus estabeleceu um novo começo a partir da família de Noé;
  • II. Analisar o arco de Deus como símbolo do seu novo pacto com a humanidade;
  • III. Explicar o princípio do governo humano.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

As águas do dilúvio foram baixando até que Noé e sua família puderam deixar a arca e iniciar uma nova vida em um mundo novo, purificado do pecado pelas águas do dilúvio. Noé e sua família deram início a nova vida com sacrifício e adoração a Deus, o grande Criador (8.1-22). O Senhor então decide introduzir o governo humano no novo mundo. O governo humano é uma forma de governo onde Deus delega ao homem a direção do planeta e a administração da justiça. Esta forma de governo foi confirmada pela filho de Deus ao declarar: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.12). Deus também fez um pacto com a humanidade, prometendo que nunca mais destruiria a vida humana por intermédio de dilúvio. A Terra havia sido purificada, porém Noé e seus descendentes carregavam a semente do pecado em seus corações.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

 

Deus fez chover sobre a terra por quarenta dias e quarenta noites. As águas caíram e brotaram em tal quantidade, que vieram a prevalecer por quase um ano. Veio a perecer, assim, toda a primeira civilização humana. Enquanto isso, Noé e sua família, na grande arca, vagavam sobre as águas que, dia a dia, iam diminuindo até que o chão enxuto apareceu.

Já fora do grande barco, os sobreviventes empreendem uma nova obra civilizatória. E, para tanto, o patriarca recebe instruções específicas do Senhor, a fim de que ele e seus filhos cumpram-lhe fielmente a vontade: edificar uma sociedade baseada no amor a Deus e ao próximo. Uma sociedade que, distanciando-se daquela região, alcançasse os confins da terra.

Tinha início, naquele momento, o governo humano, que haveria de perdurar, apesar de tantos dramas e tragédias, até nossos dias.

 

PONTO CENTRAL

Deus estabeleceu o governo humano.

  1. UM NOVO COMEÇO

Noé e sua família permanecem a bordo da arca por quase um ano (Gn 7.11; 8.13). Ao deixarem a embarcação, conscientizam-se de que, de agora em diante, terão de se deparar com uma realidade inteiramente nova.

  1. Um novo relacionamento com a natureza. Se até aquele momento o homem havia convivido harmonicamente com a criação, a partir de agora, esse relacionamento será bastante traumático. Alerta o Senhor que os animais, por exemplo, terão medo e pavor do ser humano (Gn 9.2). Para combatê-los, haveriam de surgir grandes caçadores como Ninrode (Gn 10.9).

A natureza deveria ser domada a duras penas, a fim de que o habitat dos filhos de Noé se fizesse sustentável. Sobre o assunto, declara o apóstolo Paulo: “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (Rm 8.22 —ARA). No Milênio, porém, tal situação será revertida (Is 11.6). Por enquanto, todos jazemos sob um pesado cativeiro.

  1. Uma nova dieta. Se antes do Dilúvio todos dispunham de uma dieta vegetal rica e farta, agora teriam de complementá-la com nutrientes animais. Todavia, deveriam abster-se do sangue (Gn 9.4). Semelhante recomendação fariam os apóstolos em Jerusalém (At 15.19,20).
  2. A bênção divina. Reconstruir a sociedade humana era tarefa nada fácil. Noé e sua família teriam de recomeçar um processo civilizatório que, por causa da grande inundação, perdera quase dois mil anos de invenções, descobertas e avanços tecnológicos.

Nessa empreitada, o patriarca e seus filhos necessitariam da plenitude da bênção divina. Bem-aventurando-os, ordena-lhes o Senhor: “Mas vós, frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra e multiplicai-vos nela” (Gn 9.7). Não demoraria muito, conforme veremos nas próximas lições, para que o homem voltasse a progredir e a ocupar os mais remotos continentes.

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

A terra foi purificada pelas águas do dilúvio e Deus estabeleceu um novo começo a partir da família de Noé.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

Professor para a introdução do primeiro tópico da lição faça a seguinte indagação: “Quanto tempo durou o dilúvio?”. Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Explique que “Gênesis 7 e 8 registra detalhes sobre isso. Os animais entraram na arca no dia 10 do mês dois (7.8,9). A chuva começou sete dias depois (v.11), e o volume de água foi aumentando até dia 27 do mês três (v.12). A arca não toca a terra até dia 17 do mês sete (8.4). O cume de montanhas é visto no dia 1º do décimo mês (v.4), e as portas da arca finalmente são abertas em 1º do mês um (v.13). A terra estava seca o suficiente para Noé e sua família saírem em 27 do mês dois (v.14), um ano e dez dias depois que o dilúvio começou” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.30).

“O relato do dilúvio fala-nos, tanto do julgamento do mal, como da salvação (Hb 11.7). (1) O dilúvio, trazendo a total destruição de toda a vida humana fora da arca, foi necessário para extirpar a extrema corrupção moral dos homens e mulheres e para dar à raça humana uma nova oportunidade de ter comunhão com Deus. (2) O apóstolo Pedro declara que a salvação de Noé em meio às águas do dilúvio, seu livramento da morte, figurava o batismo do cristão” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.42).

  1. O ARCO DE DEUS

Antes do Dilúvio, não havia chuva. Um vapor regava a terra. A partir de agora, porém, haveria de cair regularmente sobre a terra, como sinal da bênção divina (Mt 5.45). A pergunta, todavia, era inevitável: “E se viesse outro dilúvio?”.

  1. Um novo pacto com a humanidade. Visando acalmar-lhes o espírito, promete-lhes o Senhor: o mundo não voltará a ser destruído por uma nova inundação. Sem essa promessa, a descendência de Noé teria desperdiçado seus esforços na construção de arcas, torres e barragens.

Em sua misericórdia, o Senhor promete: “E eu convosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá mais dilúvio para destruir a terra” (Gn 9.11).

  1. O sinal do pacto noético. A fim de que a humanidade se lembrasse da misericórdia de Deus, após cada chuva, o Senhor torna-lhes bem visível o seu pacto: “O meu arco tenho posto na nuvem; este será por sinal do concerto entre mim e a terra. E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens” (Gn 9.13,14).

O arco de Deus, seria um fenômeno tão novo como a chuva regular. Vendo-o a cada chuvarada, os descendentes de Noé poderiam repousar nos cuidados divinos.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Deus, por sua infinita misericórdia, estabeleceu um novo pacto com o homem. Este pacto teve como símbolo um arco nos céus.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

Peça que os alunos leiam Gênesis 9.9-17. Depois explique que estes versículos “falam do concerto que Deus fez com a humanidade e com a natureza, pelo qual Ele prometeu que nunca mais destruiria a terra e todos os seres viventes com um dilúvio (vv.11,15). O arco-íris foi o sinal de Deus e o memorial perpétuo da sua promessa, no sentido de nunca mais Ele destruir todos os habitantes da terra com um dilúvio. O arco-íris deve nos lembrar da misericórdia de Deus e da sua fidelidade à sua palavra” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.45).

 III. O PRINCÍPIO DO GOVERNO HUMANO

Uma nova civilização estava prestes a recomeçar. Mas, para que alcançasse plenamente os seus objetivos, era imperioso que ela se formasse sob o império das leis. Por esse motivo, Deus institui o governo humano.

  1. O governo humano. Teologicamente, o governo humano é a instituição estabelecida por Deus, logo após o Dilúvio, através da qual o Senhor delega ao homem não somente a governança do planeta, como também a administração da justiça (Rm 13.1). Essa instituição, sem a qual a civilização humana seria inviável, pode ser sumariada nesta única sentença divina: “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem” (Gn 9.6).

O Senhor Jesus, ao ratificar esse princípio, foi enfático ao realçar o lado benevolente e amoroso que deveria reger o governo humano: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.12).

  1. O aperfeiçoamento do governo humano. Israel teve em vários períodos de sua história, alguns governos que chegaram a ser perfeitos. Haja vista o reinado de Ezequias (2Cr 29.1,2). Aliás, esses homens procuraram cumprir a Lei de Moisés, porque sabiam que nenhum reino poderá ser construído anarquicamente.

Dessa forma, Noé e seus descendentes, sob as novas regras baixadas pelo Senhor, puderam dar continuidade a história humana, apesar das lacunas deixadas pelo Dilúvio.

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

O princípio do governo humano se deu a partir de Noé e seus descendentes.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

“A Instituição do Governo Humano

No século antediluviano não havia nenhum governo humano. Todo homem tinha liberdade para seguir ou rejeitar qualquer caminho. Mesmo rejeitando o Caminho, não havia refreio contra o pecado. O primeiro homicida, Caim, foi protegido contra um vingador (Gn 4.15). Sucessivos homicidas (Lameque, por exemplo) exigiram semelhante proteção (Gn 4.23,24). Durante séculos os homens haviam abusado do amor e da graça de Deus, e gastaram seu tempo entregues a toda qualidade de pecado e vício. Após o dilúvio, o caminho, o único Caminho para a vida eterna, ainda permaneceria aberto diante deles, e cabia-lhes o direito de aceitar ou rejeitá-lo. Mas se o rejeitassem, continuando desobedientes às leis divinas, eram passíveis de punição imediata por parte dos seus contemporâneos, pois Deus instituiu um governo terrestre que serviria de freio sobre os delitos dos ímpios. A ordem divina foi esta: ‘Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu’ (Gn 9.6). A pena capital é a função de maior seriedade do governo humano, e uma vez que Deus concedeu ao homem essa responsabilidade judicial, automaticamente todas as demais funções de governo foram também conferidas. O governo humano, assim construído, exercendo a prerrogativa da pena capital, foi e é sancionada pelo próprio Deus como um meio de deter os desobedientes (Rm 13.1-7; 1Tm 1.8-10). A investidura dessa autoridade e responsabilidade no homem foi uma novidade do novo pacto de Deus ao homem após o dilúvio.

Em comparação com a aliança adâmica, notamos que há: 1) maior domínio sobre o reino animal; 2) uma dieta mais ampla; 3) a promessa de Deus que não mais destruirá toda a carne; 4) e maior repressão sobre os ímpios, incluindo a prerrogativa da pena capital, que seria ao mesmo tempo uma ilustração do governo divino” (OLSON, Lawrence N. O Plano Divino Através dos Séculos: As dispensações que Deus estabeleceu para Israel, a Igreja e para o mundo. 26ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.69-71).

  CONCLUSÃO

O governo humano é uma instituição divina. Foi deixado pelo Senhor, objetivando levar a civilização a cumprir os seus objetivos, até que o seu Reino seja instaurado entre nós através de Jesus Cristo, seu Filho.

Enquanto isso, todos somos exortados a obedecer aos mandatários e governantes, desde que estes não baixem leis que contrariem a Palavra de Deus, que está acima de todas as legislações humanas. Por isso, eis o nosso texto áureo: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29).

PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis:

Após o Dilúvio, como seria o relacionamento do ser humano com a natureza?

Se até aquele momento, o homem havia convivido harmonicamente com a criação, a partir de agora, esse relacionamento será bastante traumático. Alerta o Senhor que os animais, por exemplo, terão medo e pavor do ser humano (Gn 9.2). Para combatê-los, haveriam de surgir grandes caçadores como Ninrode (Gn 10.9).

A dieta humana foi alterada com o Dilúvio?

Se antes do Dilúvio, todos dispunham de uma dieta vegetal rica e farta, doravante teriam de complementá-la com nutrientes animais, pois a terra já não era tão fértil como antes. Eis a razão por que Deus autoriza-os a enriquecer suas refeições com carne.

Qual a simbologia do arco de Deus?

Era um sinal do pacto de Deus de jamais destruir a humanidade novamente pelo dilúvio.

O que é o governo humano?

Teologicamente, o governo humano é a instituição estabelecida por Deus, logo após o Dilúvio, através da qual o Senhor delega ao homem não somente a governança do planeta, como também a administração da justiça (Rm 13.1).

 

Até que ponto devemos obedecer o governo humano?

Desde que estes não baixem leis que contrariem a Palavra de Deus, que está acima de todas as legislações humanas.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

O início do Governo Humano

“A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos” — frase atribuída a Winston Churchill. Dizem alguns filósofos que a história da humanidade pode se resumir na luta pelo poder. Ou como disse Karl Marx: “A história de toda a sociedade até aos nossos dias nada mais é do que a história da luta de classes”. Se Churchil e Marx estão certos, esta não é a discussão que desejamos levantar aqui — é bom lembrar que Churchil e Marx são cosmovisões completamente distintas uma da outra, conservadorismo x socialismo.

Entretanto, desde Noé e sua descendência, quando se começou a estabelecer um governo humano, até os dias contemporâneos, muita coisa aconteceu. Reinos se levantaram e reinos foram abatidos. Imperadores chegaram ao poder e imperadores foram retirados do poder. Os governos deixaram de ser uma pessoa para ser uma Carta Magna, com o advento das constituições federais. O Estado não é mais o indivíduo, como disse Luis XV da França (“O Estado sou eu”).

Tudo isso faz parte do plano de Deus para o governo humano. Nosso Senhor disse: “Nenhum poder terias contra mim, se de cima te não fosse dado” (Jo 19.11a). Nosso Senhor deixa claro que todo poder que existe no mundo foi estabelecido por Deus. O apóstolo Paulo escreveu: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus” (Rm 13.1).

A ideia bíblica de que a autoridade foi ordenada por Deus para garantir a ordem e o bom funcionamento para a sociedade é apresentada nas Escrituras desde a família de Noé, quando do novo começo da humanidade, passando pela história de toda civilização humana.

Essa é uma boa oportunidade para refletirmos sobre os governos atuais que flertam com a ditadura, com a falta de interesse de desenvolver a educação da nação e a prioridade de proteger o cidadão com estratégias de segurança pública. São questões atuais e necessárias para serem refletidas. Ainda em Romanos, o apóstolo Paulo diz: “Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela” (13.3). Neste texto, está implícito que o governo, segundo a perspectiva de Deus e das Escrituras, é para fazer o bem, proteger as pessoas de bem e fazer justiça a quem for vítima de um algoz que praticar o mal.

Todo poder estabelecido no mundo provém de Deus e prestará contas a Ele!

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

 

 

                  4º Trimestre de 2015 

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade 

Lição 9: Bênção e maldição na família de Noé

Data: 29 de Novembro de 2015

 

 

TEXTO ÁUREO

 

“Bendito seja o Senhor, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo” (Gn 9.26,27).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Por causa de sua irreverência e falta de respeito, Cam veio a perder boa parte de sua herança.

 

LEITURA DIÁRIA 

Segunda — Gn 9.22

A atitude desrespeitosa de Cam para com seu pai

 

Terça — Gn 9.23

A atitude reverente de Sem e Jafé para com seu pai

 

Quarta — Lc 3.36

Sem, ascendente do Messias que viria para salvar a humanidade 

Quinta — Gn 11.10,29

Abraão,amigo de Deus, é descendente de Sem 

Sexta — Gn.9.25

A maldade levou o filho de Cam a ser amaldiçoado

 

Sábado — Gn 17.8

Canaã perde suas terras, que são entregues a Abrão

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 9.20-29.

 

20 — E começou Noé a ser lavrador da terra e plantou uma vinha.

21 — E bebeu do vinho e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda.

22 — E viu Cam, o pai de Canaã, a nudez de seu pai e fê-lo saber a ambos seus irmãos, fora.

23 — Então, tomaram Sem e Jafé uma capa, puseram-na sobre ambos os seus ombros e, indo virados para trás, cobriram a nudez do seu pai; e os seus rostos eram virados, de maneira que não viram a nudez do seu pai.

24 — E despertou Noé do seu vinho e soube o que seu filho menor lhe fizera.

25 — E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos.

26 — E disse: Bendito seja o SENHOR, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.

27 — Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.

28 — E viveu Noé, depois do dilúvio, trezentos e cinquenta anos.

29 — E foram todos os dias de Noé novecentos e cinquenta anos, e morreu.

 

HINOS SUGERIDOS

 

305, 306 e 308 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Mostrar que, por não respeitar seu pai, Cam perdeu parte de sua herança.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  1. Saber a respeito da vinha que Noé plantou;
  2. Analisar o juízo de Noé sobre a irreverência de Cam;

III. Mostrar que a maldição de Canaã se cumpriu.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Na lição de hoje estudaremos o triste episódio da embriaguez de Noé e a trágica consequências de seu ato para a sua família. Este é o primeiro relato bíblico com relação ao uso exagerado do vinho. Com ele aprendemos que o crente precisa estar sóbrio. Deus advertiu inúmeras vezes o seu povo quanto ao uso do vinho. Os sacerdotes não podiam beber vinho antes de se apresentarem ao Senhor: “Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações” (Lv 10.9). Eles deveriam ser santos, diante de Deus e das pessoas. Hoje, somos a geração santa, sacerdotes do Senhor em Jesus Cristo (1Pe 2.9), e como tal devemos nos manter sóbrios, evitado o uso de bebidas alcoólicas.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

A história de Noé e de sua família não se encerra com sua saída da Arca. Houve um fato triste que trouxe julgamento a um de seus descendentes, e a futura divisão das terras do novo mundo.

Esta lição nos mostra o quanto devemos ensinar nossos filhos sobre o respeito para conosco, e o preço que se paga por não se ter o devido cuidado no tocante à embriaguez, mesmo para aqueles que já nasceram de novo.

Se por um lado a Bíblia nos adverte sobre o mau uso do vinho, do qual o crente deve se abster, por outro lado nos é dito sobre a consequência da bebida e do deboche no lar de pessoas que conhecem a Deus. Portanto, eduquemos a nós mesmos e aos nossos filhos.

 

 

PONTO CENTRAL

 

A atitude desrespeitosa de Cam para com o seu pai, Noé, resultou em maldição e a atitude reverente de Sem e Jafé para com o pai resultou em bênçãos.

 

 

  1. A VINHA DE NOÉ

 

Adaptando-se já à nova realidade, Noé faz-se lavrador e planta uma vinha (Gn 9.20). Do fruto desta, fermenta um vinho tão inebriante que o levou a escandalizar toda a família. O episódio serve-nos de grave advertência.

  1. A destemperança do patriarca. Embriagado, o patriarca desnuda-se em sua tenda, indiferente à censura que poderia sofrer da esposa, filhos e netos (Gn 9.21).

Se não vigiarmos, o mesmo ocorrerá conosco. Eis por que, devemos agir com sobriedade em todas as instâncias da vida. Não foi sem razão que Paulo recomendou aos obreiros a abstinência de bebidas alcoólicas (1Tm 3.3). Um bêbado, ainda que nascido de novo, age sempre de forma inconsequente.

  1. A irreverência de Cam. O destempero de Noé é flagrado por seu filho, Cam. Ao invés de calar-se e, discretamente, resguardar a honra do pai, saiu a depreciar-lhe a imagem (Gn 9.22). Ao que parece, ele não era muito diferente daqueles que pereceram no dilúvio. Mais tarde, atitudes como as de Cam seriam arroladas como faltas graves pela Lei de Moisés (Lv 18.7).

Não entreguemos o faltoso ao vitupério. Se agirmos com amor, poderemos recuperá-lo plenamente (Tg 5.20). Doutra forma, perderemos almas mui preciosas aos olhos de Deus. Lembremo-nos da recomendação de nosso Senhor, de buscar a reconciliação (Mt 18.15-18).

  1. O respeitoso gesto de Sem e Jafé. Diante da atitude irreverente e maldosa do irmão mais novo, Sem e Jafé tomaram “uma capa, puseram-na sobre ambos os seus ombros e, indo virados para trás, cobriram a nudez do seu pai; e os seus rostos eram virados, de maneira que não viram a nudez do seu pai” (Gn 9.23).

Ajamos como Sem e Jafé, e muitos escândalos serão evitados no arraial dos santos. Isso não significa que os pecados serão acobertados. Todavia, o pecador tem de ser tratado com dignidade, a fim de que venha a experimentar plena restauração. Como gostaríamos de ser tratados em semelhantes circunstâncias? Sem e Jafé agiram amorosa e nobremente.

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Noé plantou uma vinha, fez vinho e acabou por se embriagar.

 

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Noé era um lavrador da terra, como fora Caim. Cuidar de plantas se tornou sua grande paixão e entre elas estava a videira. Esta é a primeira vez que a produção de vinho é aludida na Bíblia, e é significativo que esteja ligada a uma situação de desgraça.

Noé pode ter sido inocente, não conhecendo o efeito que a fermentação causa no suco de uva nem o efeito que o vinho fermentado exerce no cérebro humano. Isto não impediu que a vergonha entrasse no círculo familiar. Perdendo os sentidos, Noé tirou a roupa e se deitou nu. A nudez era detestada pelos primitivos povos semíticos, sobretudo pelos hebreus que a associavam com a libertinagem sexual (cf. Lv 18.5-19; 20.17-21; 1Sm 20.30)” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.42).

 

 

 

 

 

 

 

  1. O JUÍZO DE NOÉ SOBRE A IRREVERÊNCIA DE CAM

 

Já passada a embriaguez, Noé toma conhecimento do que lhe fizera o filho mais novo. Todavia, sendo um homem justo, não poderia deixá-lo sem disciplina.

  1. A maldição de Canaã. O patriarca castiga indiretamente a Cam, lançando sobre o filho deste uma pesada maldição: “Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos” (Gn 9.25).

À primeira vista, parece que o patriarca condena os cananeus à servidão. Mas o caso era bem mais grave. Eles seriam punidos com a perda de suas terras aos filhos de Abraão, o mais notável descendente de Sem, depois de Jesus Cristo.

Quanto aos demais filhos de Cam, haveriam de construir grandes e admiráveis civilizações como a egípcia e a etiópica (Gn 10.6). Aliás, o Egito foi um poderoso e culto império, acerca do qual há uma profecia maravilhosa (Is 19.18-25).

  1. A bênção de Sem e Jafé. Ao galardoar a atitude respeitosa e reverente de Sem e Jafé, o patriarca concede-lhes uma bênção eterna: “Bendito seja o Senhor, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo” (Gn 9.26,27).

A irreverência e o deboche vêm destruindo muitos jovens promissores. A sociedade atual caracteriza-se pela insolência e por uma irreverência sem limites. Que tais coisas não nos invadam as igrejas, pois santidade convém à casa de Deus (Sl 93.5).

Eduquemos nossos filhos e netos, para que não sejam amaldiçoados e venham a perder a herança que lhes reservou o Senhor. Quem ama instrui, educa e disciplina.

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

Passada a embriaguez, Noé toma conhecimento do feito perverso de seu filho Cam e pronuncia uma palavra de juízo sobre ele.

 

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Recuperando os sentidos, Noé ficou sabendo do que aconteceu e falou com seus filhos. Ele deixou Cam sem bênção e concentrou sua reprimenda em Canaã, cujos os descendentes historicamente se tornaram um povo marcado por moralidades sórdidas e principalmente fonte de corrupção para os israelitas. A adoração Cananéia de Baal desceu às mais baixas profundezas da degradação moral. Embora os cananeus obtivessem certo poder, como os fenícios, pelo tráfico marítimo no Mediterrâneo, eles nunca conseguiram se tornar grande nação. Quase sempre foram dominados por outros povos” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.52).

 

 

 

III. CUMPRE-SE A MALDIÇÃO DE CANAÃ

 

Noé não se limitou a abençoar a Sem e a Jafé, nem a amaldiçoar a Cam. O patriarca, na verdade, definiu o futuro messiânico de seus filhos. Passados aproximadamente 700 anos, sua profecia começa a cumprir-se.

  1. Canaã perde a sua herança. Cam, através de seu caçula, Canaã, não demorou a ocupar toda a terra que, no tempo de Josué, seria conquistada pelos hebreus. As possessões cananitas iam de Sidom, passando por Gerar e Gaza, até Sodoma e Gomorra (Gn 10.19). Sim, os sodomitas também eram descendentes de Cam. Tratava-se, de fato, de uma gente tão vil e tão debochada quanto seu patriarca; não demonstrava nenhum temor a Deus.

Tendo em vista a degradação moral dos descendentes de Canaã, promete o Senhor ao semita Abraão: “À tua semente tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates, e o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, e o heteu, e o ferezeu, e os refains, e o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu” (Gn 15.18-21). Todas essas nações eram da linhagem de Canaã.

  1. A bênção de Sem na pessoa de Israel. Depois de uma peregrinação de quarenta anos pelo Sinai, Israel, o ramo messiânico da grande família de Sem, desapossa Canaã daquela terra tão formosa (Js 6.21). Os que lhe escapam à espada, são submetidos a trabalhados forçados (Js 17.13).
  2. Jafé participa da bênção de Sem. O Evangelho veio-nos através de Cristo, o mais ilustre dos semitas. Logo após a morte dos apóstolos, porém, foram os filhos de Jafé que se encarregariam de proclamar o Evangelho até os confins da Terra.

Jafé teve suas possessões alargadas desde a Europa às Américas. E, pela fé em Cristo, habitamos nas tendas de Sem (Gn 9.27). A profecia de Noé cumpriu-se rigorosamente.

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Canaã perde a sua herança dando cumprimento a maldição de Canaã.

 

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

“Maldito seja Canaã

Quando Noé ficou sabendo do ato desrespeitoso de Cam, pronunciou uma maldição sobre Canaã, filho de Cam (não sobre o próprio Cam). (1) Talvez Canaã tivesse de alguma maneira envolvido no pecado de Cam, ou tivesse os mesmos defeitos de caráter do seu pai. A maldição prescrevia que os descendentes de Canaã (os quais não eram negros) seriam oprimidos e controlados por outras nações. Por outro lado, os descendentes de Sem e Jafé teriam a bênção de Deus (vv.26,27). (2) Essa profecia de Noé era condicional a todas as pessoas a quem ela foi dirigida. Qualquer descendente de Canaã que se voltasse para Deus receberia, também, a bênção de Sem (Js 6.22-25; Hb 11.31), mas também quaisquer descendentes de Sem e de Jafé que desviassem de Deus teriam a maldição de Canaã (Jr 18.7-10)” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.42).

 

 

 

CONCLUSÃO

 

A grande lição que podemos extrair do texto que ora estudamos é que devemos agir com amor e cuidado ante nossos irmãos surpreendidos em faltas e pecados. Ajamos com amor, a fim de que sejam recuperados. Assim faria Jesus.

Que em nossos arraiais não haja lugar para irreverências nem desrespeitos. Além disso, cuidemos da educação de nossos filhos e netos. Somos responsáveis por suas almas.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito do livro de Gênesis:

 

Em que consistiu o pecado de Cam?

Ao invés de calar-se e, discretamente, resguardar a honra do pai, saiu a depreciar-lhe a imagem (Gn 9.22).

 

Em quem recaiu a maldição de Cam?

O patriarca castiga indiretamente a Cam, lançando sobre o filho deste uma pesada maldição.

 

Como Sem e Jafé foram abençoados?

Ao galardoar a atitude respeitosa e reverente de Sem e Jafé, o patriarca concede-lhes uma benção eterna: “Bendito seja o Senhor, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo” (Gn 9.26,27).

 

Como Canaã foi castigado?

Eles seriam punidos com a perda de suas terras aos filhos de Abraão, o mais notável descendente de Sem, depois de Jesus Cristo.

 

De que forma devemos agir ante os pecados alheios?

Não entreguemos o faltoso ao vitupério. Se agirmos com amor, poderemos recuperá-lo plenamente (Tg 5.20). Doutra forma, perderemos almas mui preciosas aos olhos de Deus. Lembremo-nos da recomendação de nosso Senhor (Mt 18.15-18).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Bênção e maldição na família de Noé

 

O capítulo 9 de Gênesis, infelizmente, e por muito tempo, foi usado para amaldiçoar outros povos e raças. A “maldição contra Cam”, mais especificamente em relação a Canaã, seu filho, muitas vezes tem sido relacionada às pessoas de raças não-brancas, especialmente às pessoas negras. Logo, essa interpretação tem sido empregada para apoiar a suposta superioridade da raça branca, bem como a justificativa para a escravidão, que era muito comum entre alguns protestantes do passado na região sul dos EUA, na África do Sul no regime do apartheid e em muitos tipos de discriminação.

É importante ressaltar esse fato, pois, no Brasil, recentemente, um conhecido pastor midiático trouxe à tona essa interpretação, trazendo grandes problemas e contundentes acusações de preconceito para os que pensam segundo essa corrente equivocada de interpretação bíblica.

Por que não se pode usar a “maldição de Canaã” para justificar, por exemplo, a miséria presente num continente como a África? Ora, em primeiro lugar, é difícil definir os “cananeus” como grupo racial específico, e ao que tudo indica, suas origens foram profundamente diversificadas. Segundo os estudiosos, possivelmente, os cananeus rumaram para a Arábia meridional e central, ao Egito, ao litoral do Mediterrâneo e à costa leste da África. Não se pode falar de um povo cananeu somente, mas de vários povos com cultura específica, língua própria etc: os jebuseus, os amorreus, os girgaseus, os heveus, os arqueus, os sineus, os arvadeus, os zemareus, os hamateus e a diversificação das famílias dos cananeus (Gn 10.15-18; cf. 15.18-21).

Nas Escrituras, o relato de Canaã foi exposto para explicar as implicações da conquista da terra de Israel no livro de Josué. De fato, a terra de Canaã, sua cultura e costumes, confrontavam diretamente a vontade e o plano de Deus. Entretanto, a maldição de Noé em relação a Cam, e especificamente ao seu neto Canaã, nada têm a ver com a África e, muito menos, com um recorte racial. Isso precisa ficar bem claro a seus alunos na classe!

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

                         Lições Bíblicas CPAD    Adultos

                      4º Trimestre de 2015 

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade

Lição 10: A origem da diversidade cultural da humanidade

Data: 06 de Dezembro de 2015

 

TEXTO ÁUREO

 

[...] Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer” (Gn 11.6).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Apesar da multiplicidade de línguas e dialetos, decorrente da confusão de Babel, o Evangelho de Cristo pode ser perfeitamente entendido em todos os idiomas e culturas.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Gn 11.1-9

Torre de Babel, um monumento à soberba humana

 

 

Terça — Gn 10.20

Os povos e nações são divididos em línguas

 

 

Quarta — Is 66.18

Povos e línguas contemplarão a glória de Deus

 

 

Quinta — Dn 3.4-7

Nações e línguas curvam-se à idolatria

 

 

Sexta — At 21.37-40; 27.31

Paulo, um missionário poliglota escolhido pelo Senhor

 

 

Sábado — At 2.1-4

A reversão de Babel em o Novo Testamento

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 11.1-9.

 

1 — E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala.

2 — E aconteceu que, partindo eles do Oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali.

3 — E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume, por cal.

4 — E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.

5 — Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;

6 — e o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.

7 — Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.

8 — Assim, o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.

9 — Por isso, se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra.

 

HINOS SUGERIDOS

 

71, 458 e 464 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Mostrar como se deu a diversidade cultural da humanidade.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • Sabera respeito da torre de Babel;
  • Analisarcomo se deu a confusão de línguas;
  • Mostrarque a multiplicidade linguística e cultural, depois da Torre de Babel, tornou-se um fato.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Na lição de hoje estudaremos a respeito da construção da Torre de Babel. Veremos que um dos fatores que contribuíram para que a depravação da humanidade viesse a crescer de forma vertiginosa foi o monolinguismo. A Terra havia sido purificada pelas águas do dilúvio, mas a semente do pecado estava em Noé e em seus descendentes. Não demorou muito para que o pecado se alastrasse novamente. Já que não havia impedimento quanto a língua, os homens cheios de soberba, e com um espírito de rebelião se unem para fazer um monumento que seria símbolo da sua empáfia. Deus não estava preocupado com a construção ou com o tamanho da torre, mas com a arrogância que dominava, mais uma vez o coração do homem. O Senhor abomina a altivez, o orgulho (Pv 6.17). Que venhamos guardar os nossos corações destes sentimentos tão nefastos.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Um dos fatores que levaram a primeira civilização humana à depravação total foi o monolinguismo. Entre os filhos imediatos de Adão e Eva, inexistiam fronteiras idiomáticas, culturais e geográficas. Eis por que os exemplos de Caim e Lameque alastraram-se logo por toda a terra.

Na lição de hoje, encontraremos a família noética correndo o mesmo perigo. Temendo um novo dilúvio, e recusando-se a povoar a terra, puseram-se os descendentes de Noé a construir uma torre, cujo topo, segundo imaginavam, tocaria os céus.

A fim de impedir a degeneração da segunda civilização, o Senhor confunde-lhes a língua, levando a linhagem de Sem, Cam e Jafé a espalhar-se pelos mais longínquos continentes.

Deste episódio, surge a multiplicidade línquística e cultural da humanidade.

 

 

PONTO CENTRAL

 

O monolinguismo contribuiu para que a primeira civilização humana se tornasse uma civilização depravada e distante do Criador.

 

 

  1. A TORRE DE BABEL

 

Não sabemos quanto tempo se havia passado desde que Noé saiu da arca até a construção da torre de Babel. De qualquer forma, seus filhos, Sem e Jafé, não puderam impedir seus descendentes de cair na apostasia de Cam.

  1. O monolinguismo.Naquele tempo, a humanidade ainda era monolíngue; todos falavam uma só língua (Gn 11.1). Sobre o idioma original da humanidade, há muita especulação.

Alguns sugerem o hebraico. Nada mais ilógico. Abraão, ao deixar a sua terra natal, falava o arameu (Dt 26.5) que, nos lábios de seus descendentes, sofreria sucessivas mudanças até transformar-se na belíssima língua hebreia. O interessante é que depois do cativeiro babilônico, os israelitas voltariam a usar o aramaico, inclusive Jesus (Mc 15.34).

  1. Uma nova apostasia.Se por um lado o monolinguismo facultava a rápida disseminação do conhecimento, por outro, propagava com a mesma rapidez as apostasias da nova civilização. E, assim, não demorou para que a revolta, misturada ao medo, se tornasse incontrolável. Por isso, revoltam-se os descendentes de Noé contra Deus: “Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra” (Gn 11.4).

Se Deus não tivesse intervindo a situação ficaria mais insustentável do que no período anterior ao Dilúvio.

Apesar das garantias divinas de que não haveria outro dilúvio, os filhos de Noé buscavam agora concentrar-se num lugar alto e forte. Entregando-se ao medo, acabaram por erguer um monumento à soberba e à rebelião.

A ordem do Senhor àquela gente era clara: espalhar-se até aos confins da terra (Gn 9.7; Mt 28.19,20). Séculos mais tarde, o Senhor Jesus Cristo também ordenou aos seus discípulos que fossem proclamar o Evangelho até os confins da Terra. Quando não a obedecemos, edificamos dispendiosas torres, onde a confusão é inevitável. Cada um fala a sua língua, e ninguém se entende mais.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

A soberba dos homens da primeira civilização os levaram a desejar construir uma torre, um monumento a soberba humana.

 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Professor, é importante que você leia com os alunos o capítulo 10 de Gênesis antes de introduzir a lição. Explique que os “descendentes de Sem povoaram as regiões asiáticas, desde as praias do Mediterrâneo até o oceano Índico, ocupando a maior parte do território de Jafé e Cam. Foi entre eles que Deus escolheu seu povo, cuja história constitui o tema central das Sagradas Escrituras.

Os descendentes de Cam foram notavelmente poderosos no princípio da história do mundo antigo. Constituem a base dos povos que mais relações travaram com os hebreus, seja como amigos, seja como inimigos. Eles estabeleceram-se na África, no litoral mediterrâneo da Arábia e na Mesopotâmia.

Os descendentes de Jafé foram os povos indo-europeus, ou arianos. Embora não tivessem sobressaído na história antiga, tornaram-se nas raças dominantes do mundo moderno” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.47). Se desejar, reproduza, da referida Bíblia, o mapa e a tabela abaixo para seus alunos.

 

 

 

 

  1. A CONFUSÃO DE LÍNGUAS

 

  1. Uma cidade à prova d'água.A engenharia dos descendentes de Noé era bastante avançada. De início, projetaram uma cidade cujo epicentro seria uma torre que, segundo imaginavam, arranharia o céu (Gn 9.4). Aquele lugar se tornaria uma fortaleza impenetrável, mas independente dos planos dos homens, Deus lhes frustraria os objetivos e cumpriria sua vontade espalhando-os pela terra.

Em seguida, prepararam o material: tijolos bem queimados e betume. O seu objetivo era construir uma cidade à prova d'água. Se houvesse algum dilúvio, escalariam a torre, e tudo estaria bem. Na verdade, não queriam cumprir o mandato cultural que o Senhor confiara ao patriarca: repovoar e trabalhar a terra (Gn 9.4).

  1. A torre que Deus não viu.Aos olhos dos homens, a torre parecia alta. Mas, à vista de Deus, nada era. Ironicamente, o Altíssimo teve de baixar à terra para vê-la: “Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam” (Gn 11.5).

Assim são os projetos firmados na vaidade humana. Aos nossos olhos, muita coisa; à vista de Deus, tolas pretensões. Se o Senhor não tivesse intervindo, a segunda civilização tornar-se-ia pior do que a primeira (Gn 11.6). Nenhum limite seria forte o bastante para conter aquela gente, que já começava a depravar-se totalmente.

  1. Quando ninguém mais se entende.Por isso mesmo, o Senhor decreta: “Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro” (Gn 11.7). Nascia ali, na planície de Sinear, o multilinguismo.

Como ninguém mais se entendia, os descendentes de Noé foram apartando-se uns dos outros, e reagrupando-se de acordo com a sua nova realidade idiomática. Os filhos de Sem formaram uma grande família linguística, da qual se originaram o aramaico, o moabita, o árabe e, mais tarde, o hebraico. O mesmo fenômeno deu-se entre as linhagens de Jafé e Cam. É bem provável que Pelegue tenha nascido nesse período (Gn 10.25).

Apesar da confusão da linguagem humana, Deus permitiu que os idiomas conservassem evidências de um passado, já bastante remoto, quando todos os seres humanos falavam uma só língua.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

Como uma forma de dificultar os intentos perversos dos homens, Deus confundiu as línguas.

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“A história nos conta que, em assembleia, os novos habitantes de Sinar tomaram uma decisão totalmente fora da vontade de Deus. O propósito da ação é claro. Queriam fama (Gn 11.4). E desejavam segurança: ‘Para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra’. Ambas as metas seriam alcançadas somente pelo empreendimento humano. Não há dúvida sobre a ingenuidade das pessoas. Não tendo pedras, fabricaram tijolos de barro e depois queimaram bem. Viram a utilidade do betume abundante na área e o usaram como argamassa.

O interesse principal desse povo não estava numa torre, embora também houvesse a construção de uma cidade. A torre ia alcançar os céus. Nada é dito sobre um templo no topo da torre, por isso não está claro se a torre era como os zigurates que houve mais tarde na Babilônia.

O paganismo está indiretamente envolvido nesta história, pois havia um ímpeto construtivo em direção ao céu e o único verdadeiro Deus foi definitivamente omitido de todo planejamento e de todas as etapas. Mas Deus não estava inativo. O julgamento de Deus logo veio. Para demonstrar que a unidade humana era superficial sem Deus, Ele introduziu confusão de som na língua humana. Imediatamente estabeleceu-se o caos. O grande projeto foi abandonado e a sociedade unida, sem temor de Deus, foi despedaçada em segmentos confusos. Em hebraico, um jogo de palavras no versículo 9 é pungente. Babel significa ‘confusão’ e a diversidade de línguas resultou em balbucius ou fala ininteligível” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.55).

 

 

III. A MULTIPLICIDADE LINGUÍSTICA E CULTURAL

 

O episódio da torre de Babel criou diversas fronteiras entre os descendentes de Noé: linguísticas, culturais e geográficas.

  1. Linguísticas.Da barreira idiomática, surgiu a noção de nacionalidade, responsável pela criação de países e reinos. Só os impérios, geralmente antagônicos a Deus, buscam unificar o que o Senhor separou em Sinear (Dn.3.7). A multiplicidade linguística dos povos oprimidos, porém, torna inviável tal unificação, ainda que possa ser considerada “duradoura”, como foi o império romano.

Já imaginou se toda a humanidade falasse o russo ou o alemão? Homens como Stalin e Hitler teriam certamente dominado toda a terra.

  1. Culturais.A diversidade linguística trouxe também a diversidade cultural. Cada povo, uma língua, uma cultura e costumes bem característicos. Tais fatores tornam inviável um Estado totalitário mundial. O governo do Anticristo, aliás, reinará absoluto por apenas 42 meses (Ap 13.5). Logo após, será destruído.
  2. Geográficas.Acrescente-se a essas dificuldades as fronteiras naturais: rios, mares, montanhas, vales, etc. Cada povo com o seu território. Deus sabe o que faz.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

A confusão das línguas contribuiu para a multiplicidade linguística e cultural da humanidade.

 

 

CONCLUSÃO

 

O episódio de Babel não impediu a proclamação do Evangelho, pois no Pentecostes, “todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4). A Palavra de Deus, atualmente, encontra-se em quase todas as línguas. O que parecia maldição fez-se bênção para todos os povos.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito do livro de Gênesis:

 

O que levou os descendentes de Noé a construírem a torre de Babel?

Eles queriam fama e desejavam segurança. Foram movidos pelo orgulho.

 

Como eles construíram a torre?

Eles prepararam o material: tijolos bem queimados e betume.

 

O que teria acontecido se eles tivessem alcançado o seu intento?

O homem não teria cumprido o mandato cultural que Deus havia lhe dado.

 

O que, hoje, separa os seres humanos?

A diversidade linguística, cultural e geográfica.

 

Que episódio bíblico é considerado o contraponto da torre de Babel?

A proclamação do Evangelho, pois no Pentecostes, “todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A origem da diversidade cultural da humanidade

 

 

O capítulo 11 de Gênesis expõe a história de Babel, concluindo todos os relatos pré-abraâmicos. Além de encerrar a série de narrativas das origens, a história de Babel leva o leitor diretamente para a narrativa de Abraão e a conseqüente à formação do povo de Deus. A história de Babel tem como um de seus intuitos apresentar o ambiente pagão e politeísta do nosso pai na fé, Abraão.

Gênesis 11 mostra que a confusão do idioma, quando Deus decidiu confundir as línguas da humanidade, ocorreu na quarta geração pós-diluviana. O propósito por trás do relato da Torre de Babel está paralelamente ligado ao mesmo propósito da narrativa de Adão e Eva em Gênesis 3: mostrar a busca pela própria autonomia e usurpar a glória de Deus. O povo de Babel tinha o propósito de transcender às limitações humanas. Queria mostrar que não dependia do auxílio de Deus, pois buscava a glória humana, e não a divina. Isso fica claro quando fazemos uma comparação da Torre de Babel com o Dia de Pentecoste (At 2):

 

 

A Torre de Babel representa a eterna tentativa do ser humano em ser autônomo, ser independente e dono do seu próprio destino. Mas o texto deixa claro que quando o ser humano porfia por esse caminho, ele entra pelo caminho da morte, da rebelião contra a vontade de Deus. De outro modo, o Dia de Pentecoste representa o ideal de Deus, por intermédio da Igreja, o Corpo de Cristo, em viver uma comunhão verdadeira e uma vida que faça sentido para o ser humano. A Torre de Babel é a tentativa da emancipação do homem por si mesmo; o Dia de Pentecoste é Deus, por intermédio do Espírito Santo, emancipando o ser humano.

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com.br

 

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Adultos

4º Trimestre de 2015 

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade 

Lição 11: Melquisedeque abençoa Abrão

Data: 13 de Dezembro de 2015

 

 

TEXTO ÁUREO

 

“E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra” (Gn 14.19).

 

VERDADE PRÁTICA 

A bênção de Melquisedeque não se limitou a Abraão, mas alcança todos os que recebem Jesus Cristo como sacerdote eterno.

 

LEITURA DIÁRIA 

Segunda — Hb 7.1

Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote de Deus 

Terça — Hb 7.2

Melquisedeque, rei de Salém e rei de justiça

Quarta — Hb 7.3

Melquisedeque, um sacerdócio eterno

Quinta — Gn 14.20

Melquisedeque recebe os dízimos de Abraão 

Sexta — Gn 14.18

Melquisedeque traz pão e vinho a Abraão 

Sábado — Sl 110.4

Jesus, Sacerdote da ordem de Melquisedeque

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 14.12-20.

 

12 — Também tomaram a Ló, que habitava em Sodoma, filho do irmão de Abrão, e a sua fazenda e foram-se.

13 — Então, veio um que escapara e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão.

14 — Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã.

15 — E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco.

16 — E tornou a trazer toda a fazenda e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e a sua fazenda, e também as mulheres, e o povo.

17 — E o rei de Sodoma saiu-lhes ao encontro (depois que voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele) no vale de Savé, que é o vale do Rei.

18 — E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo.

19 — E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra;

20 — e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu­lhe o dízimo de tudo.

 

HINOS SUGERIDOS

 

82, 126 e 198 da Harpa Cristã. 

OBJETIVO GERAL

 

Saber que a bênção de Melquesideque não se limitou a Abraão, mas alcança a todos que pela fé receberam a Jesus como Salvador.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  1. Saber a respeito de Melquisedeque como rei de Salém;
  2. Analisar a vida de Abraão como gentio;

III. Mostrar que Melquisedeque ao trazer pão e vinho a Abraão abençoa o patriarca.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Prezado professor, animado para o estudo e o preparo de mais uma lição? Esperamos que sim, pois um professor entusiasmado e bem preparado é importante, fundamental no processo de ensino-aprendizagem. Na lição de hoje, estudaremos a respeito de dois personagens: Melquisedeque e Abraão. Segundo o pastor Claudionor de Andrade, a história de Melquisedeque é pequena, mas a teologia e a sua importância são grandes. Melquisedeque era rei de Salém, que mais tarde veio a se tornar Jerusalém. Ele é um tipo de Cristo. Melquisedeque não era apenas rei, mas também um sacerdote. Seu nome significa “rei da justiça”. Ao aceitar a bênção de Melquisedeque, Abraão demonstra reconhecer a sua autoridade sacerdotal. Abraão não somente aceitou sua bênção, mas lhe deu o dízimo de tudo (v.20).

 

COMENTÁRIO 

INTRODUÇÃO

 

A história de Melquisedeque é tão breve que o autor sagrado pôde narrá-la em apenas três versículos (Gn 14.18-20). Aliás, nem biografia possui o misterioso homem. Sabemos apenas que ele era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo.

Se a história é pequena, a teologia é grande. A importância de Melquisedeque faz-se plena com a encarnação de Cristo que, desde o Calvário, exerce o seu sacerdócio junto ao Pai.

O rei de Salém entra em cena, quando sai ao encontro de Abraão, que vinha de uma renhida batalha para libertar a Ló, seu sobrinho. E ali na antiga Jerusalém, abençoa no patriarca toda a nação israelita. Nesta bênção, você também foi incluído. 

 

PONTO CENTRAL

 

O Senhor Jesus como sacerdote pertencia à ordem de Melquisedeque. 

 

  1. MELQUISEDEQUE, REI DE SALÉM

 

Uma história sem biografia. Assim podemos definir a aparição de Melquisedeque no relato do Gênesis.

  1. Rei de Jerusalém. A antiga Salém, cujo nome em hebraico significa paz, é identificada com a Jerusalém atual. O objetivo deste reino era promover a paz através da justiça divina, já que o nome de Melquisedeque traz este glorioso significado: rei de justiça (Hb 7.2).

Portanto, sua função era difundir o conhecimento divino em toda aquela região, pois Israel ainda não existia como o povo sacerdotal e profético do Senhor.

  1. Sacerdote do Deus Altíssimo. Melquisedeque foi o primeiro personagem da História Sagrada a receber o título de sacerdote. É claro que, desde o princípio, houve ações sacerdotais. Haja vista o oferecimento que Abel fez ao Senhor (Gn 4.4).

No texto bíblico, ele é identificado como sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14.18). Ao contrário do ofício de Arão, cuja continuidade era assegurada hereditariamente, o de Melquisedeque é eterno. Com um único sacrifício, o seu ministério plenificou-se. Sim, com a morte de Cristo foi-nos garantida eterna redenção perante Deus (Hb 7.23-28).

  1. Figura de Jesus. Filho do homem, Jesus tem uma genealogia que, em Mateus, remonta a Abraão (Mt 1.1,2), e, em Lucas, vai até ao próprio Deus (Lc 3.38). Mas, como Filho de Deus, Ele é eterno: não possui genealogia (Jo 1.1-3). Nesse sentido, Melquisedeque é uma figura perfeita de Cristo (Hb 7.1-6).

Isso não significa que Melquisedeque fosse eterno, ou uma pré-encarnação de Jesus Cristo. O que o autor sagrado diz é que este personagem, apesar de sua importância, não possui uma biografia escrita. Moisés foi inspirado a não registrar-lhe o nome dos pais, a idade, a procedência, nem o dia de sua morte.

 SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

Melquisedeque era sacerdote e rei de Salém.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO 

“Em hebraico malkisedeq ou ‘rei da justiça’, é mencionado em Gênesis 14.18; Salmo 110.4; Hebreus 5.6,10; 6.20; 7.1,10,11,15,17. No livro de Gênesis ele é um rei-sacerdote cananeu de Salém (Jerusalém) que abençoou Abraão quando este retornou depois de salvar Ló, e a quem Abraão pagou o dízimo do espólio da batalha. Devido ao mistério que cerca seu repentino aparecimento no cenário da história, e seu igualmente repentino desaparecimento, ele tem sido identificado com um anjo, com o Espírito Santo, com o Senhor Jesus Cristo, com Enoque. Quanto à religião, ele era ‘sacerdote do Deus Altíssimo’” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.1247).

 

  1. ABRAÃO, O GENTIO

 

Abraão era tão gentio quanto eu e você, quando Deus o chamou a formar o povo escolhido (Dt 26.5). No entanto, pela fé, tornou-se pai da nação hebreia e de todos os que creem.

  1. O pai da nação hebraica. Deus precisava de uma nação, através da qual pudesse redimir a humanidade, segundo anunciara a Adão e Eva (Gn 3.15). Esta nação teria de vir da linhagem de Sem, o filho mais velho de Noé (Gn 9.26,27). E, como todos sabemos, Abraão era semita. Sua escolha evidenciou-se por uma fé inabalável em Deus (Rm 4.3).

Nele seriam abençoadas todas as nações da terra, com a proclamação do Evangelho de Cristo (Gn 12.3). Afinal, Jesus, segundo a carne, veio da descendência de Abraão (Mt 1.1). A missão da família hebreia, portanto, era testemunhar ao mundo acerca do amor, da justiça e da Palavra de Deus (Rm 9.4,5). Apesar da aparente falha de Israel, sua missão foi plenamente cumprida, pois a salvação chegou-nos por intermédio dos judeus (Jo 4.22).

  1. O pai dos crentes. Quando chamado por Deus, o gentio Abraão creu e, sem demora, aceitou-lhe a ordem. Imediatamente foi justificado (Gn 15.6). A partir daquele momento, passou a ser visto pelo Senhor como se jamais tivesse cometido qualquer falha: um homem justo e perfeito. Enfim, um amigo de Deus (Is 41.8).

Por esse motivo, todos os que creem em Deus, à semelhança de Abraão, são tidos como seus filhos na fé (Gl 3.7).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II) 

Abraão, o pai da nação hebreia, era um gentio. 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO 

“Melquisedeque e seu sacerdócio são exemplo de Cristo e de seu sacerdócio. O sacerdócio de Melquisedeque não estava limitado a raça humana ou a tribo, sendo, portanto, universal. Sua realeza não foi herdada de seus pais. E essa realeza também não foi transmitida a um descendente; e assim ela era eterna. Portanto, Melquisedeque é uma tipologia de Cristo e de seu sacerdócio eterno e universal” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.1247).

 

III. A OCASIÃO DA BÊNÇÃO

 

Por causa da captura de Ló por Quedorlaomer, rei de Elão, o patriarca viu-se obrigado a formar um exército para libertar o sobrinho (Gn 14.14). Na volta, já vitorioso, é recebido por Melquisedeque.

  1. Objetivo da visita. Depois de uma vitória tão decisiva, Abraão, já nas imediações de Salém, agradece a Deus ao ser recepcionado por Melquisedeque. O maior recebe o menor (Hb 7.7). O patriarca sabia muito bem que estava diante do sacerdote do Deus Altíssimo. Por isso, reverencia-o com os dízimos de seus bens pessoais e não dos despojos de guerra, já que se recusou a recebê-los (Gn 14.20). Verdadeira adoração e serviço a Deus. Que exemplo para nós.
  2. A autoridade de Melquisedeque. Por intermédio de Abraão, toda a nação hebreia reverenciou Melquisedeque, até mesmo os sacerdotes da tribo de Levi, que sequer haviam nascido (Hb 7.9). Ora, se o sacerdócio levítico era temporário, o de Melquisedeque não podia ser interrompido pela morte, pois é eterno. Um sacerdócio, aliás, que haveria de ser exercido por Cristo (Sl 110.4).
  3. A simbologia da visita. Melquisedeque, ao trazer pão e vinho a Abraão, abençoa-o: “Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos” (Gn 14.19,20). O que poderia redundar numa derrota ao patriarca transforma-se num momento de triunfo. Seu pequenino exército dispersou as poderosas forças de Quedorlaomer.

No pão e vinho que Melquisedeque trouxera a Abraão estava a simbologia da morte de Jesus Cristo, o Cordeiro Imaculado. Mais tarde, o Filho de Deus servirá uma refeição semelhante aos seus discípulos (Mt 26.26-30). Com a morte do Filho de Deus cumpria-se o sacerdócio de Melquisedeque. 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Melquisedeque abençoa Abraão e este lhe entrega os dízimos. 

 

CONCLUSÃO

 

Em Abraão, todos os que cremos em Cristo fomos alcançados com a bênção de Melquisedeque. Hoje, temos o Senhor Jesus que, junto ao Pai, intercede por nós, conforme escreve o apóstolo João: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1Jo 2.1,2).

 

PARA REFLETIR 

A respeito do livro de Gênesis:

 

Quem foi Melquisedeque?

Melquisedeque era rei de Salém e sacerdote do Senhor. É um tipo de Cristo. 

Qual o significado de seu nome?

Melquisedeque traz este glorioso significado: rei de justiça (Hb 7.2). 

Descreva o sacerdócio de Melquisedeque.

Melquisedeque foi o primeiro personagem da História Sagrada a receber o título de sacerdote. No texto bíblico, ele é identificado como sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14.18). Ao contrário do ofício de Arão, cuja continuidade era assegurada hereditariamente, o de Melquisedeque é eterno. Com um único sacrifício, o seu ministério plenificou-se.

 

Faça um breve resumo da biografia de Abraão.

Abraão era gentio, quando Deus o chamou a formar o povo escolhido (Dt 26.5). No entanto, pela fé, tornou-se pai da nação hebreia e de todos os que creem. Abraão era semita. Sua escolha evidenciou-se por uma fé inabalável em Deus (Rm 4.3). Nele, seriam abençoadas todas as nações da terra, com a proclamação do Evangelho de Cristo (Gn 12.3).

 

Por que Jesus é sacerdote, de acordo com a ordem de Melquisedeque?

Porque Jesus é anterior a Abraão, a Levi e aos sacerdotes levíticos e maior que todos eles. Melquisedeque serve como tipo de Cristo, cujo sacerdócio e jamais terá fim.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO 

Melquisedeque abençoa Abraão

 

As narrativas sobre como Deus tratou Abraão, Isaque, Jacó e José, os patriarcas ancestrais do povo de Israel estão registras nos capítulos de 12 a 50 de Gênesis. Conhecer as raízes históricas e a formação do povo judeu é simples, a partir da leitura atenta desses capítulos que formam o Gênesis.

A história de Abraão inicia com a narrativa da família do patriarca, a caminho de Canaã (Gn 11.27-32), acrescentada de uma citação especial sobre a esterilidade de Sara, a esposa do pai da fé (Gn 11.30). Mas os momentos principais nas narrativas sobre a vida de Abraão estão em Gênesis 12.1-9, em que Deus chama Abraão para sair da terra de Harã, após a morte do seu pai Terá, e ser enviado a uma terra estranha (v.1), prometendo fazer dele “uma grande nação”, e abençoando, assim, por intermédio dele, “todas as famílias da terra” (vv.2,3).

Após viajar para a terra que o Senhor lhe falou, Abraão percorreu obedientemente a terra inteira. Em seguida, recebeu a promessa de Deus: “E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra” (Gn 12.7). Qual foi a reação de Abraão? Ora, edificar um altar ao Senhor e invocar o seu nome (vv.8,9). Ao longo da narrativa sobre o patriarca Abraão, expressões como “terra prometida”, “descendência prometida”, “uma grande nação”, “bênçãos para as nações” vão ganhando corpo e materialidade. E verbos como “adorar” e “confiar” em Deus, como único e verdadeiro, vão se constituindo como símbolo para uma adoração e uma fé adequadas ao único Deus do povo de Israel.

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

                                           Lições Bíblicas CPAD

                   Adultos  4º Trimestre de 2015 

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade 

Lição 12: Isaque, o sorriso de uma promessa

Data: 20 de Dezembro de 2015  

TEXTO ÁUREO 

“E disse Sara: Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo” (Gn 21.6).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A promessa divina, ainda que pareça tardia, sempre nos sorri no momento certo e na estação apropriada.

 

LEITURA DIÁRIA 

Segunda — Gn 18.10

Deus promete a Abraão um herdeiro

Terça — Gn 21.1,2

Deus é fiel, nasce o filho da promessa 

Quarta — Gn 24.58-67

Uma esposa para Isaque, o filho da promessa 

Quinta — Gn 25.21

Os filhos de Isaque, herdeiros da promessa

Sexta — Gn 27.1-46

Isaque, o filho da promessa, abençoa seus filhos 

Sábado — Gn 27,26

Isaque, o filho bendito do Senhor

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 21.1-8.

 

1 — E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha falado.

2 — E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha dito.

3 — E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque.

4 — E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado.

5 — E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.

6 — E disse Sara: Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.

7 — Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?

8 — E cresceu o menino e foi desmamado; então, Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.

 

HINOS SUGERIDOS

 

265, 295 e 315 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL 

Saber que Deus é fiel e que Ele nos “sorri” e cumpre o que prometeu no momento certo e na estação própria. 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  1. Conhecer a promessa de Deus a Abraão;
  2. Saber que Isaque era o bem mais precioso de Abraão;

III. Mostrar como se deu o casamento de Isaque com Rebeca;

  1. Compreender que Isaque era o filho bendito que o Senhor havia prometido.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR 

Deus havia prometido a Abraão um herdeiro, porém, sua idade e a da sua esposa já eram bem avançadas. Continuar esperando o cumprimento de uma promessa a essa altura da vida não parecia nada fácil. Mas, Deus é fiel e vela por sua palavra. Se Deus fez uma promessa a você, creia que no tempo certo ela se cumprirá. Todavia, Sara querendo resolver a situação do seu jeito pede que Abraão tenha um filho com sua escrava Agar. A princípio, parecia que o plano de Sara havia dado certo, porém, depois que o filho da promessa nasceu, começaram os conflitos. Abraão teve que lançar seu filho fora. Mas Deus não havia lançado fora Ismael. O Senhor livra o menino e sua mãe da aflição do deserto e transforma um caso que a princípio parecia de fracasso e morte, em bênção. Deus abençoou Ismael, mas Isaque era o filho da promessa e por seu intermédio, Deus cumpriria seu concerto com Abraão.

 

COMENTÁRIO 

INTRODUÇÃO 

Já haviam se passado 24 anos desde que Abraão saíra de Ur dos Caldeus. E, apesar da promessa que o Senhor lhe fizera quanto à posse das terras de Canaã, o patriarca continuava sem herdeiros. Ele já estava com 99 anos e Sara beirando à casa dos 90. Numa idade tão avançada, teriam eles ainda o prazer de embalar o próprio filho?

Para Deus nada é impossível. O Senhor prometeu ao patriarca que um filho haveria de nascer-lhe do ventre amortecido de Sara. Esta, ao ouvir a boa-nova, ri-se do que Deus disse. Logo ela veria que apesar de seu riso, o Senhor cumpriria sua promessa. Ele sempre nos surpreende em nossas limitações. 

PONTO CENTRAL

O nascimento de Isaque foi o cumprimento de uma promessa a Abraão. 

 

  1. ISAQUE, O SORRISO TÃO ESPERADO

 

Da promessa ao nascimento de Isaque, passou-se um ano (Gn 18.10). Para quem já havia esperado tanto tempo, aqueles meses correram rapidamente.

  1. O nascimento do “riso”. No tempo apontado pelo Senhor, eis que Sara dá à luz o seu unigênito. Na tenda do patriarca, ouve-se agora o choro do filho da promessa, através do qual viriam heróis, reis e o próprio Cristo (Mt 1.1,2). Ao embalar o filhinho, Sara comenta: “Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?” (Gn 21.7).
  2. Isaque e Ismael. Se Isaque era o filho da promessa, Ismael estava ali na conta do filho da desesperança e do arranjo carnal. Por isso, o filho de Abraão com Agar, sentindo-se enciumado com a chegada do meio-irmão, põe-se a zombar dele. A situação ficou tão insustentável que, quando do desmame de Isaque, Sara diz ao esposo: “Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque” (Gn 21.10).

Embora a palavra de Sara fosse-lhe dura, Abraão, orientado por Deus, despede a escrava e seu filho. O Senhor, no entanto, já tinha um plano para Agar e Ismael. Afinal, aquele menino também era descendência do patriarca (Gn 21.15-21).

  

SÍNTESE DO TÓPICO (I) 

Isaque, o tão esperado herdeiro, ao nascer encheu o coração dos seus pais de alegria.

 

SUBSÍDIO DEVOCIONAL 

“Idade de Noventa e Nove Anos

Abraão agora estava com noventa e nove anos e Sarai já há muito ultrapassara a idade de ter filhos. Mas treze anos após o nascimento de Ismael e vinte e quatro anos depois da promessa original de Deus, o Senhor apareceu a Abraão com uma mensagem e exigência. (1) Deus se revelou como o ‘Deus Todo-Poderoso’, significando que Ele era onipotente e que nada lhe era impossível. Como Deus Todo-Poderoso, Ele podia cumprir suas promessas, quando na esfera natural tudo dizia ser impossível o seu cumprimento. Então, seria por um milagre que Deus traria ao mundo o filho prometido a Abraão. (2) Deus ordenou que Abraão andasse diante dEle e que fosse ‘perfeito’. Assim como a fé de Abraão foi necessária na efetuação do concerto com Deus, assim também um esforço sincero para agradá-lo era agora necessário, para continuação das bênçãos de Deus, segundo o concerto feito. A fé de Abraão tinha que estar unida à sua obediência (Rm 1.5); senão ele estaria inabilitado para participar dos propósitos eternos de Deus. Noutras palavras, as promessas e os milagres de Deus somente serão realizados quando o seu povo busca viver de maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado para Ele” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 2006, p.56). 

 

  1. ISAQUE, O BEM MAIS PRECIOSO DE ABRAÃO

 

Em Moriá, o Senhor não somente provou a fidelidade de Abraão, como também introduziu Isaque na dimensão da fé confessada por seu pai.

  1. A provação das provações. Certa noite, o Senhor ordenou a Abraão: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi” (Gn 22.2). Na manhã seguinte, ainda de madrugada, o patriarca conduziu o filho amado ao sacrifício supremo.

O patriarca, todavia, tinha absoluta certeza de que retornaria do Moriá com o filho, pois aos servos ordenou claramente: “Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós” (Gn 22.5; Hb 11.17-19).

  1. O encontro de Isaque com Deus. Não há dúvida de que o Senhor queria provar a fé do patriarca. Todavia, era sua intenção também levar o jovem Isaque a um encontro pessoal e fortemente experimental com o Deus de seu pai.

A primeira lição que Isaque aprende é que Deus proverá todas as coisas (Gn 22.8). Por isso, deita-se e deixa-se amarrar pelo pai ao altar do holocausto (Gn 22.9). No momento certo, o Senhor haveria de intervir, como de fato interveio. Deus tinha planos para Isaque, e mostraria ao jovem que Ele cumpre suas promessas. O Deus de Abraão seria também o Deus de Isaque. 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Isaque tornou-se o bem mais precioso de seus pais. Somente Deus deve ter a primazia em nossos corações.  

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“Isaque

O nome dado por Deus antes do nascimento da criança (Gn 17.19) significa ‘ele ri’, ‘aquele que ri’, ou simplesmente ‘riso’.

Nada é conhecido sobre os dias da infância de Isaque. Em seguida, vemo-lo grande e forte o suficiente para carregar a madeira para o fogo do altar subindo a montanha, não sabendo que ele mesmo seria colocado no altar. A experiência de ter sido amarrado como uma vítima de sacrifício e então liberto pela intervenção divina deve ter afetado profundamente toda a sua vida” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.989). 

 

III. O CASAMENTO DE ISAQUE

 

Se Isaque quisesse, poderia ter se casado com uma das jovens daquela terra. Entretanto, ele sabia que as cananeias eram idólatras e dadas ao pecado. Por isso, resolveu confiar no Deus que tudo provê.

  1. Uma esposa para Isaque. Sabendo que Isaque era um homem espiritual e seletivo, Abraão encarregou seu mais antigo servo para buscar uma esposa na Mesopotâmia para seu filho (Gn 24.1-7).

Na cidade de Naor, o mordomo orou ao Eterno: “Seja, pois, que a donzela a quem eu disser: abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos, esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque” (Gn 24.14).

A moça que assim procedesse revelaria as seguintes virtudes: espiritualidade, gentileza, respeito, disposição e amor ao trabalho. Eis que aparece Rebeca, bela e formosa virgem, preenchendo todos esses requisitos.

  1. O casamento de Isaque. Tendo consultado sua família e recebido o consentimento desta, Rebeca acompanha Eliezer até chegarem onde Isaque morava. O encontro de Isaque com Rebeca foi singular e romântico. Ele saíra a orar, à tarde, quando avistou a jovem na feliz comitiva. Depois de ouvir o servo do pai, ele a conduz à tenda da mãe e a toma por esposa (Gn 24.67). Assim Isaque foi consolado da perda de sua mãe, Sara.
  2. Os filhos que não vinham. Rebeca também era estéril. Isaque, todavia, ao invés de arranjar um herdeiro através de um ventre escravo, como haviam feito seus pais, foi buscar a ajuda de Deus. Ele orou insistentemente ao Senhor por sua mulher (Gn 25.21). Isaque se casou com Rebeca quando tinha quarenta anos (Gn 25.20), e foi pai aos sessenta anos (Gn 25.26). Pela Palavra de Deus, entendemos que Isaque orou por vinte anos, até ter sua oração respondida. Ele era um homem de oração, e não se deixou abater pelo passar do tempo, pois tinha uma promessa de Deus para sua família. E Deus lhe deu dois filhos: Esaú e Jacó.

  

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Deus, ouviu o clamor do servo de Abraão e providenciou uma noiva para Isaque. 

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Professor, procure enfatizar as características de Isaque. Mostre que a sua mansidão “é vista em sua submissão sem resistência a seu pai ao tornar-se o sacrifício sobre o altar de Moriá, e em sua recusa a discutir quando os pastores de Gerar reivindicavam os poços. Ele possuía uma natureza afetuosa, profundamente ligado à mãe, chorando por sua morte, e sendo depois confortado em seu amor por Rebeca. Seu espírito mediador pode ter contribuído para seu afeto expansivo.

Ele era um homem que vivia em contato com Deus. Embora não tenha as visitações dramáticas que foram concedidas ao seu pai, Abraão, Isaque obedeceu aos mandamentos de Deus. O altar, a tenda e o poço simbolizavam os principais interesses de sua vida” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.990). 

 

  1. ISAQUE, O BENDITO DO SENHOR

 

Desde a sua experiência no Moriá, Isaque fez-se ousadíssimo na fé. As bênçãos sobre a sua vida multiplicaram-se de tal forma, que ele já era visto pelos reis de Canaã como um príncipe de Deus.

  1. Príncipe de Deus. Embora não fosse rei, Isaque tornou-se tão grande que chegou a incomodar até mesmo o poderoso Abimeleque, rei de Gerar (Gn 26.16). Este, vendo que o patriarca já lhe era superior em bens e força, pediu-lhe uma aliança chamando-o de “bendito do Senhor” (Gn 26.29).

Naquela época, tal título equivalia a ser chamado de príncipe de Deus.

  1. Profeta de Deus. A bênção de Isaque impetrada sobre os gêmeos, antecipa profeticamente o destino de cada um deles. Mesmo Jacó havendo-o enganado, fingindo ser Esaú a fim de roubar a primogenitura do irmão, o patriarca não pôde anulá-la, pois suas palavras eram, na verdade, de Deus. Por isso, diante dos rogos de Esaú, foi categórico: “Eis que o tenho posto por senhor sobre ti, e todos os seus irmãos lhe tenho dado por servos; e de trigo e de mosto o tenho fortalecido; que te farei, pois, agora a ti, meu filho?” (Gn 27.37).

Naquele momento, Isaque profetizou não acerca de Jacó e Esaú, mas dos povos que estes representavam.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (IV) 

Isaque foi o filho bendito de Abraão. Deus era com ele e o abençoou sobremaneira.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO

 

Professor, enfatize as caracteristicas de Isaque e as lições de vida que aprendemos com Ele. Mostre aos alunos que Isaque demonstrou ser um filho obediente, um homem paciente e um marido cuidadoso. Observe algumas das lições que aprendemos com o filho da promessa, Isaque. Se desejar, leia para os alunos e discuta com eles cada lição:

“ • A paciência sempre produz recompensas;

  • As promessas e os planos de Deus são maiores que os das pessoas.
  • Deus sempre cumpre suas promessas! Ele permanece fiel embora nossa fé seja pequena.
  • Exercer favoritismo certamente produz conflitos familiares” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2005, p.35).

 

CONCLUSÃO

 

A história de Isaque não é uma simples biografia. É um relato de fé e de superações no campo pessoal, doméstico e nacional. Do monte Moriá, onde se encontrou pessoal e experimentalmente com Deus, até a sua morte, ele viveu como um príncipe de Deus.

Portanto, não se deixe abater pelas provações. Exerça a sua fé no campo das impossibilidades.

 

PARA REFLETIR 

A respeito do livro de Gênesis: 

O que representou Isaque para Abraão?

Representou o cumprimento da promessa divina. 

O que significou o Moriá para Isaque?

Significou a oportunidade de ter um encontro pessoal e fortemente experimental com o Deus de seu pai. 

Quais as principais qualidades de Rebeca?

Espiritualidade, gentileza, disposição e amor ao trabalho.

 

O que fez Isaque em relação à esterilidade da esposa?

Ele orou e buscou a ajuda de Deus.

 

Em que sentido Isaque foi profeta?

Ao impetrar a bênção sobre seus filhos.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO 

Isaque, o sorriso de uma promessa

 

O nascimento de Isaque é a confirmação da promessa feita por Deus a Abraão, onde a descendência prometida viria do útero de uma mulher estéril, de sua esposa Sara. Embora a história de Isaque e de Jacó fosse contada simultaneamente, pois o relato de Jacó é contado dentro da história de Isaque (25.19-35.29), as promessas de Deus feitas a Abraão são repetidas a Isaque (26.3-5), como também para Jacó (28.13-15).

Igualmente, como aconteceu com Sara, o Senhor abriu a madre da mulher de Isaque, Rebeca, conforme está escrito: “E Isaque orou instantemente ao SENHOR por sua mulher, porquanto era estéril; e o SENHOR ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu” (Gn 25.21). Rebeca, não concebeu apenas uma vida, mas duas nações.

No capítulo 26, Isaque repetiu o fracasso de seu pai, Abraão, mentindo sobre a sua esposa (26.6,7), pois ao invés de afirmar ser Rebeca a sua esposa, ele disse a Abimeleque que ela era a sua irmã. Entretanto, Deus interviu na história para proteger a descendência do Seu povo e garantir o cumprimento da promessa feita a Abraão, o seu amigo (Gn 26.11,12).

Isaque era o “bem” mais precioso de Abraão. Foi com esse “bem” que o Senhor provou a fé de Abraão. Isaque foi exemplarmente obediente ao seu pai, e não questionou o fato de ser a “oferta” para o sacrifício apresentado por seu pai a Deus.

O convívio com Abraão, seu pai, ensinou Isaque a se relacionar com Deus. Sabendo quem é Deus e o quão importante é viver uma vida que o honre, Isaque foi forjado “aos pés de Abraão”, pois ele daria prosseguimento à promessa: conquistar a terra de Canaã.

Perceba que, até aqui, Abraão e Isaque representam aquela fase nômade do povo de Israel. Esse povo não tinha terra, não tinha casa e não tinha raízes. Viver é o grande desafio diário. Entrava numa terra, se estabelecia nela e, logo depois, saía, iniciando esse mesmo ciclo em outro lugar. Mas, em Isaque, esta realidade começa a ser quebrada.

Ele é o filho da promessa. É o filho da livre e não da escrava. Com essa imagem, o apóstolo Paulo fundamentou a doutrina da Graça de Deus: “Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. [...] Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós; porque está escrito: Alegra-te, estéril, que não dás à luz, esforça-te e clama, tu que não estás de parto; porque os filhos da solitária são mais do que os da que tem marido. Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa, como Isaque” (Gl 4.22,26-28).

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

 

 

                              Lições Bíblicas CPAD

                          Adultos   4º Trimestre de 2015 

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade 

Lição 13: José, a realidade de um sonho

Data: 27 de Dezembro de 2015 

 

 

TEXTO ÁUREO

 

“E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus?” (Gn 41.38).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Escravo, ou senhor, José sempre se destacou por uma vida de excelência e fidelidade a Deus.

 

LEITURA DIÁRIA 

Segunda — Gn 37.3

José, o filho amado e preferido do pai

Terça — Gn 37.5

José, um jovem que ousou sonhar os sonhos de Deus 

Quarta — Gn 37.23-28

A angústia de José diante da maldade de seus irmãos 

Quinta — Gn 39.7-20

José, um jovem que escolheu fazer o que era certo 

Sexta — Gn 39.21.23

José nos mostra que os que são de Deus prosperam em qualquer lugar 

 

Sábado — Gn 41.38-46

De escravo José se torna governador do Egito

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 45.1-8.

 

1 — Então, José não se podia conter diante de todos os que estavam com ele; e clamou: Fazei sair daqui a todo varão; e ninguém ficou com ele quando José se deu a conhecer a seus irmãos.

2 — E levantou a sua voz com choro, de maneira que os egípcios o ouviam, e a casa de Faraó o ouviu.

3 — E disse José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque estavam pasmados diante da sua face.

4 — E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse ele: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.

5 — Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face.

6 — Porque já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega.

7 — Pelo que Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento.

8 — Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito.

 

HINOS SUGERIDOS

 

225, 304 e 609 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Saber que os sonhos de José foram concedidos pelo Senhor.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  1. Conhecer a história de José;
  2. Analisar a vida de José como escravo;

III. Mostrar que Deus providenciou, por intermédio de José, um lugar de refúgio para Jacó e sua família.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Com a graça de Deus chegamos ao final do estudo do livro de Gênesis. Com certeza a sua fé, e a de seus alunos foram edificadas por intermédio de cada lição. Como é bom saber que o Deus que tudo criou é o nosso Pai. Um Deus que nos ama, cuida de nós e nos faz sonhar.

Na lição de hoje estudaremos a respeito da vida de José. Este jovem foi um sonhador. Seus sonhos o levaram até uma cova. Mas, a interpretação de alguns sonhos o levaram ao palácio e o fizeram governador do Egito. Com José aprendemos que os sonhos que Deus estabelece em nossos corações, não podem ser frustrados, embora, isso não nos impeça de passarmos por várias situações difíceis.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Neste domingo, veremos como Deus usou José para garantir a sobrevivência de Israel. Tudo começou com um sonho que, no devido tempo, fez-se realidade. Mas, do sonho à realidade, o jovem hebreu viu-se reduzido à escravidão até ser exaltado como governador de toda terra do Egito.

José soube esperar com paciência.

Quem tem sonhos dados por Deus não tem pressa. Sabe que tudo haverá de cumprir-se no tempo estabelecido pelo Eterno.

 

 

PONTO CENTRAL

 

José se destacou, na casa dos seus pais, na casa de Potifar e no palácio de Faraó, por sua vida de excelência e fidelidade a Deus.

 

 

  1. A HISTÓRIA DE JOSÉ

 

José era bisneto de Abraão, amigo de Deus. À semelhança de seu pai, Jacó, e do avô, Isaque, era um homem de profundas experiências com o Senhor. A seu modo, era um profeta e um especialista em sonhos.

  1. Filho da afeição. José era filho de Raquel, a esposa amada de Jacó (Gn 29.18-20,30). Seu nascimento foi celebrado por sua mãe (Gn 30.22-24). Em hebraico, José significa Jeová acrescenta.
  2. Filho da decisão. Talvez o seu nascimento tenha levado Jacó a munir-se de uma firme atitude diante de Labão, seu sogro: “Deixa-me ir; que me vá ao meu lugar e à minha terra” (Gn 30.25). O filho do coração mexeu com a alma do patriarca que, por longos anos, achava-se exilado em Padã-Arã. Enfim, chegara a hora de retornar à casa de Isaque, seu pai.
  3. Filho dos sonhos. Já deixando a adolescência, José teve dois sonhos. Assim ele relata o primeiro deles aos irmãos: “Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava e também ficava em pé; e eis que os vossos molhos o rodeavam e se inclinavam ao meu molho” (Gn 37.7). Embora campesinos e rudes, eles não tiveram dificuldades em interpretar-lhe o sonho: “Tu deveras terás domínio sobre nós?” (Gn 37.8).

Nem sempre nossos sonhos são compreendidos. Mas, se procedem de Deus, certamente se cumprirão no tempo da oportunidade.

O segundo sonho foi ainda mais significativo: “E eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim” (Gn 37.9). Ao ouvir o relato, indagou-lhe o pai: “Porventura viremos eu, e tua mãe, e teus irmãos a inclinar-nos perante ti em terra?” (Gn 37.10). Por causa disso, seus irmãos vieram a odiá-lo. Jacó, entretanto, tudo guardava no coração. Na qualidade de profeta e sacerdote de Deus, sabia que algo grandioso estava para acontecer com o filho sonhador.

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

A história de José nos mostra que é Deus quem estabelece alguns sonhos no coração do homem.

 

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“A história de José nos revela como os descendentes de Jacó vieram a ser uma nação dentro do Egito. Esta seção de Gênesis não somente nos prepara para a narrativa do êxodo do Egito, como também revela a fidelidade que José sempre teve para com Deus, e as muitas maneiras como Deus protegeu e dirigiu a sua vida para o bem doutras pessoas. Ressalta a verdade de que nos justos podem sofrer num mundo mau e iníquo, mas que, por fim, triunfará o propósito de Deus reservado para eles” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.90).

 

 

 

 

 

 

 

  1. UM ESCRAVO CHAMADO JOSÉ

 

Se em casa era o mais querido dos filhos, no exílio, José teria de experimentar as angústias de um escravo. O Senhor, porém, era com ele.

  1. O preço de um jovem. Os irmãos de José venderam-no a uns mercadores ismaelitas por vinte siclos de prata (Gn 37.28). Avaliaram-no abaixo da cotação do mercado para a compra de um escravo (Êx 21.32). As pessoas socialmente aviltantes não tinham muito valor. O valor de José, entretanto, excedia ao do próprio ouro.
  2. A pureza de um jovem. Quem serve a Deus prospera até mesmo na servidão. Não sabemos o preço que Potifar ofereceu por José. Mas logo descobriria ter adquirido um bem mui valioso, pois tudo o que o jovem hebreu punha-se a fazer prosperava (Gn 39.6,7). Quem serve a Deus prospera em qualquer circunstância (Sl 1.3).

Por ser um jovem formoso, não demorou a ser cobiçado pela esposa de seu amo (Gn 37.7). José, porém, temia a Deus, e guiava-se por uma ética superior. Por isso, respondeu à sua senhora: “Como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra Deus?” (Gn 39.9). Os Dez Mandamentos ainda não haviam sido decretados, mas a lei de Deus já estava gravada em seu coração (Rm 2.14).

  1. A prisão de um jovem. Embora muito o assediasse, a mulher de Potifar não conseguiu arrastá-lo ao pecado. Certo dia, porém, estando apenas os dois em casa, ela o agarrou pelas roupas. Ele, desvencilhando-se, deixou-lhes as vestes nas mãos, e fugiu nu (Gn 39.10-12). Só um homem revestido da graça de Deus é capaz de semelhante reação.

Vendo-se rejeitada, a mulher acusa-o de querer forçá-la. Quanto a Potifar, a fim de salvar as aparências, manda-o à prisão, onde eram apenados os oficiais do rei (Gn 39.20). O egípcio poderia ter executado o hebreu. Todavia, apesar de sua ira, preferiu não matá-lo.

Apesar do cárcere, José é bem-sucedido. Por isso, o carcereiro-mor entrega-lhe o cuidado dos outros presos, pois “tudo o que ele fazia o Senhor prosperava” (Gn 39.23).

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

A inveja e o ciúme levaram os irmãos de José a vendê-lo como escravo.

 

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“1. José tipo de Cristo

Muitos tomam José como um tipo de Cristo; uma pessoa inocente que sofreu por causa da maldade dos outros e, através do qual, o povo escolhido foi liberto da morte certa. O silêncio de José enquanto seus irmãos deliberam seu destino (Gn 37.12-35) prefigura o silêncio de Cristo perante seus juízes (1Pe 2.23).

  1. A mulher de Potifar

O contraste entre Judá e José é forte. Ambos foram tentados sexualmente. Judá procurou o sexo ilícito, enquanto José recusou repetidos apelos da mulher de seu senhor. José lembra-nos que nunca podemos dizer que o sexo nos leva a pecar. A escolha é nossa, agir como Judá ou como José" (RICAHRDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.45).

 

 

 

III. UM LUGAR DE REFÚGIO PARA ISRAEL

 

José não se limitava a sonhar; também interpretava sonhos. O seu ministério era parecido com o de Daniel.

  1. O intérprete de sonhos. Na prisão, José foi designado a cuidar pessoalmente de dois assessores de Faraó (Gn 40.4). E, certa manhã, ao ouvir-lhes os sonhos, interpretou-os fidedignamente. De acordo com as suas palavras, o copeiro-mor foi restituído ao cargo; o padeiro-mor, enforcado (Gn 40.6-22).

Quem sonha não despreza os sonhos alheios. José, porém, atribuía este poder não a si, mas ao Senhor: “Não são de Deus as interpretações?” (Gn 40.8). Quando atribuímos a glória a Deus, não nos tornamos arrogantes e jamais seremos esquecidos.

  1. Um economista de excelência. Passados dois anos completos, Faraó teve dois sonhos bem agropecuários. No primeiro, viu que sete vacas gordas eram devoradas por outras sete magras e feias. E, no segundo, observou que sete espigas boas e graúdas eram igualmente devoradas por outras sete mirradas e queimadas pelo vento oriental (Gn 41.2-7).

Ao interpretar o sonho ao rei, entregou-lhe também um plano econômico que, embora simples, se mostraria eficaz para salvar não somente o Egito, mas os povos vizinhos, entre os quais, os hebreus (Gn 41.32-36). O plano era bastante prático: a fartura dos primeiros sete anos deveria ser armazenada para socorrer a penúria dos sete anos seguintes. Ao ouvi-lo, Faraó constitui imediatamente José como governador do Egito: “Acharíamos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus?” (Gn 41.38). Seria muito bom se nossos ministros tomassem algum conselho com José.

  1. O salvador de seu povo. Foi como primeiro-ministro do Egito que José acolheu a família. Não somente perdoou as ofensas aos seus irmãos, como proveu-lhes toda a subsistência. Ele soube como interpretar as adversidades pelas quais passara. Diante da perplexidade de seus irmãos, declarou-lhes: “Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento” (Gn 45.7).

Após encontrar-se com o velho pai, Jacó, instala seus familiares na terra de Gósen, onde os sustenta. E, ali, distante da influência dos cananeus e dos egípcios, os hebreus puderam desenvolver-se até se tornarem uma grande e poderosa nação (Êx 1.6,7). Aquele isolamento seria benéfico a Israel.

 

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

José foi usado pelo Senhor para providenciar livramento para sua família e para o povo de Deus.

 

 

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

 

“As Escrituras deixam claro que a separação entre José e o seu povo estava sob o controle de Deus. O Senhor estava operando através de José e das circunstâncias deste, a fim de preservar a família de Israel e reuni-la segundo as suas promessas.

Quatro vezes no capítulo 39 está escrito que ‘o Senhor estava com José’ (vv.2,3,21,23). Porque José honrava a Deus, Deus honrava a ele. Aqueles que temem a Deus e o reconhecem em todos os seus caminhos têm a promessa de que Deus dirigirá todos os seus passos (Pv 3.5,6)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.39).

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Se fizermos a vontade de Deus, até as adversidades redundarão em bênçãos e livramentos aos que nos cercam. Todavia, não nos impacientemos se os sonhos que nos dá o Senhor demoram a se cumprir. Para tudo há um tempo determinado. Há tempo para sonhar e também para que cada sonho se realize. Que tudo ocorra, pois, de acordo com a vontade de Deus.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito do livro de Gênesis:

 

Quem foi José?

José era bisneto de Abraão, amigo de Deus. À semelhança de seu pai, Jacó, e do avô, Isaque, era um homem de profundas experiências com o Senhor. José era filho de Raquel, a esposa amada de Jacó (Gn 29.18-20,30).

 

Qual o significado dos sonhos de José?

Que ele dominaria sobre seu pai e seus irmãos.

 

Como você descreveria o caráter de José?

Como um caráter ilibado.

 

Que lição traz-nos as tribulações de José?

Quem serve a Deus prospera em qualquer circunstância (Sl 1.3). Se fizermos a vontade de Deus, até as adversidades redundarão em bênçãos e livramentos aos que nos cercam.

 

O que representou a região de Gósen para Israel?

Distante da influência dos cananeus e dos egípcios, os hebreus puderam desenvolver-se até se tornarem uma grande e poderosa nação. Aquele isolamento seria benéfico a Israel.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

José, a realidade de um sonho

 

A história de José é uma das histórias mais belas e famosas de toda a Bíblia. É a última história de família da narrativa dos patriarcas de Israel (Gn 37.2-50.26). José é a pessoa que Deus usou para resgatar a nação de Israel da fome intensa daquela época e, assim, preservar a descendência prometida para herdar a terra de Canaã.

Se você lê os capítulos 37.2 a 50.26, perceberá que se trata da narrativa mais longa de todo o livro e, principalmente, do gênero literário narrativo de toda a Bíblia. Nesta grande seção narrativa, é possível verificar três interrupções na história: a história de Judá (Gn 38); a genealogia dos filhos de Israel que foram ao Egito com Jacó (Gn 46.8-27); e a bênção de Jacó (Gn 49). São três interrupções que suspenderam momentaneamente a sequência da narrativa, o que é um recurso comum no gênero literário narrativo.