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lições CPAD escatologia doutrina 4 trim-2004
lições CPAD escatologia doutrina 4 trim-2004

                                                          Lições Bíblicas CPAD

                                                 Jovens e Adultos 

                                              4º Trimestre de 2004

 

Título: Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas

Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade 

Lição 1: A Doutrina das Últimas Coisas — Um ensino necessário e confortador

Data: 3 de Outubro de 2004 

TEXTO ÁUREO

 

Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade” (2 Pe 1.16).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A Doutrina das Últimas Coisas tem de ser encarada com amor e santa reverência. Através dela, somos alertados quanto à urgência da volta de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 1 Ts 2.19

A Doutrina das Últimas Coisas é consoladora

 

 

 

Terça - 1 Ts 3.13

A Doutrina das Últimas Coisas nos leva à santificação

 

 

 

Quarta - 1 Ts 5.23

A Doutrina das Últimas Coisas nos preserva do mal

 

 

 

Quinta - 2 Ts 2.1-2

A Doutrina das Últimas Coisas firma-nos doutrinariamente

 

 

 

Sexta - 2 Tm 4.1,2

A Doutrina das Últimas Coisas leva-nos a proclamar a Palavra

 

 

 

Sábado - 2 Pe 1.16

A Doutrina das Últimas Coisas é consistente

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Pedro 3.1-14.

 

1 - Amados, escrevo-vos, agora, esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero,

2 - para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas e do mandamento do Senhor e Salvador, mediante os vossos apóstolos,

3 - sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências

4 - e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.

5 - Eles voluntariamente ignoram isto: que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste;

6 - pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio.

7 - Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro e se guardam para o fogo, até o Dia do Juízo e da perdição dos homens ímpios.

8 - Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia.

9 - O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.

10 - Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão.

11 - Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade,

12 - aguardando e apressando-vos para a vinda do Dia de Deus, em que os céus, em fogo, se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?

13 - Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.

14 - Pelo que, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.

 

PONTO DE CONTATO

 

Enfim chegamos ao último trimestre de 2004! Ao fazermos uma retrospectiva dos trimestres anteriores, constataremos o quanto crescemos! Não apenas no conhecimento, mas também na graça de nosso Senhor Jesus Cristo.

Neste trimestre, estudaremos a Escatologia Bíblica. O estudo deste tema se justifica por três razões: é uma doutrina bíblica, acumula evidências históricas que a confirmam, e consola o cristão (1 Ts 4.17). Essa tríade, doutrina, evidência e consolo, resume os objetivos das treze lições. Portanto, caríssimo mestre, sua responsabilidade perante os alunos consiste em ensinar-lhes a escatologia, apresentar-lhes os sinais, e encorajá-los à perseverança.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir a Escatologia Bíblica.
  • Descrever os objetivos da doutrina escatológica.
  • Apontar as fontes da Doutrina das Últimas Coisas.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

A Segunda Epístola de Pedro foi escrita no início dos anos 60 d.C. para uma comunidade cristã dispersa em cinco províncias romanas (1 Pe 1.1). O texto da Leitura Bíblica em Classe apresenta dois propósitos pelos quais o Apóstolo escreveu a referida carta: exortá-los a permanecerem firmes na esperança vindoura (vv.1-2; 8-14); e adverti-los contra os zombadores que escarneciam da promessa da vinda de Cristo (vv.3-6). A fim de autenticar sua admoestação, Pedro usa dois fortes argumentos: o seu apostolado (2 Pe 1.16; 3.2b), e a mensagem dos profetas (2 Pe 3.2a; 1.21). No primeiro, ele fala acerca do que viu, e no segundo, do que ouviu. A doutrina da vinda de Cristo, aqui ensinada por Pedro, contraria os falsos mestres que fundamentam seus ensinos em fábulas (2 Pe 1.16). O termo grego para fábulas é mytos que tem o sentido de “ideia falsa ou fantasiosa”. A diferença entre o ensino falso e o verdadeiro é que, o primeiro, é desnecessário e conturba o coração dos fiéis. E, o último, necessário e confortador.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, que tal fazermos, nessa primeira lição, um organograma das lições que estudaremos durante o trimestre? Trata-se de um quadro que relaciona conceitos e valores que indicam as inter-relações de suas unidades constitutivas. O objetivo é apresentar uma síntese de todo o conteúdo do trimestre e recapitular os pontos fundamentais das lições. Complemente o gráfico abaixo preenchendo as colunas conforme o modelo. Faça treze linhas, uma para cada lição. Use materiais variados e coloridos de acordo com os recursos disponíveis. Exponha-o em sua classe.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Ao contrário do que muita gente pensa, a Doutrina das Últimas Coisas não constitui um emaranhado de enigmas, ou um quebra-cabeças. Ela é um conjunto de verdades cristalinas e bem estabelecidas a respeito do que Deus está para fazer nestes últimos dias.

Tendo em vista a urgência desta hora, passaremos a estudar, a partir de hoje, os fatos que compõem a Escatologia Bíblica. Desde já, em profundo espírito de oração, preparemo-nos para as verdades que, aceitas com amor e humildade, nos proporcionarão inexprimível conforto e grande alegria no Espírito Santo. Aleluia!

 

I. O QUE É A DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS

 

Afirmou o apóstolo Paulo: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Co 15.19). Mas como esperaremos em Cristo também na outra vida, se ignorarmos o plano de Deus para o final dos tempos? Daí a necessidade e a urgência de se compreender a Doutrina das Últimas Coisas.

1. Definição. A Doutrina das Últimas Coisas, por conseguinte, são as verdades da Bíblia Sagrada referentes aos derradeiros dias da história humana. Em Teologia Sistemática, recebe ela o nome de Escatologia que, em grego, significa, literalmente, estudo das últimas coisas.

2. No Antigo Testamento. A Escatologia do Antigo Testamento tem como pilares os seguintes pontos: a) A salvação e a restauração completa do remanescente fiel do povo judeu (Ez 36.17-38; Sf 3.13); b) O aparecimento glorioso e visível do Messias, que levará Israel à conversão nacional (Zc 12.10); c) O Dia do Senhor e o julgamento das nações (Jr 46.10; Ez 30.3; Ob v.15); d) O estabelecimento do Reino de Deus na terra (Is 11.1-16); e) A ressurreição e o Juízo Final (Dn 12.2); f) e: O aparecimento dos novos céus e da nova terra (Is 65.17).

3. No Novo Testamento. A Escatologia do Novo Testamento trata, basicamente, dos seguintes assuntos: a) O arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.13-17); b) O aparecimento do Anticristo (2 Ts 2.1-12); c) A grande tribulação (Mt 24.15-28); d) O reino milenial de Cristo (Ap 20.1-6); e) O julgamento final (Ap 20.11-15); f) e: A inauguração do perfeito e eterno estado, tendo a Nova e Celeste Jerusalém como capital (Ap 21.1-27).

 

II. O OBJETIVO DA DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS

 

Sumamente necessária e confortadora, a Doutrina das Últimas Coisas tem como objetivos:

1. Mostrar o que está prestes a acontecer. Assim o evangelista João encerra o Apocalipse: “Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus dos santos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer” (Ap 22.6).

2. Preparar o crente para encontrar-se com Deus. “E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (1 Jo 3.3).

3. Tranquilizar o povo de Deus quanto aos últimos acontecimentos. “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu pai há muitas moradas: se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar” (Jo 14.1,2).

4. Alertar a todos que o noivo está chegando. “E o Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida. Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.17,20).

 

III. AS FONTES DA DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS

 

Eis as principais fontes da Doutrina das Últimas Coisas:

1. A Bíblia Sagrada. Como a inspirada, inerrante, infalível e completa Palavra de Deus, é a Bíblia Sagrada a principal fonte da Escatologia Bíblica. É o tribunal supremo onde são julgados todos os enunciados teológicos (Is 8.20; 46.10; Ap 22.18,19). Sua autoridade é inquestionável.

2. Os credos e as declarações doutrinárias da igreja. Serão estes aceitos desde que estejam em conformidade absoluta com a Bíblia Sagrada. Caso contrário: que sejam enérgica e vigorosamente rejeitados.

3. A teologia. Se bíblica, conservadora e ortodoxa, haverá de ser acatada como fonte auxiliar da Doutrina das Últimas Coisas. Mas, se especulativa, humanista e liberal, que seja rechaçada; nada tem a dizer-nos.

4. A história. Comandada por Deus, mostra-nos a história, de forma clara e concludente, que Deus encaminha todas as coisas, visando o estabelecimento pleno de seu Reino. Deus está no controle de todos os fatos históricos e cotidianos.

5. O testemunho do Espírito Santo. O Espírito Santo atesta-nos que o Senhor Jesus está prestes a vir buscar a sua Igreja: “E o Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida” (Ap 22.17). Estejamos vigilantes para não ficarmos envergonhados naquele grande dia (1 Jo 2.28).

 

IV. COMO ESTUDAR A DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS

 

A fim de estudarmos com proveito a Doutrina das Últimas Coisas, observemos alguns procedimentos importantíssimos:

1. Recorrendo primeiro à Bíblia. Em perseverante oração a Deus, busque prioritariamente as respostas de que você necessita nas Sagradas Escrituras. Que a sua preocupação não seja um mero exercício de futurologia; que seja a de preparar-se melhor para a vinda do Senhor Jesus (Am 4.12).

2. Orando constantemente em profunda reverência. Enquanto estiver estudando a Doutrina das Últimas Coisas, permaneça em atitude de oração e de profunda humildade diante do Senhor. Somente assim, mostrar-lhe-á o Senhor as maravilhas da sua Palavra (Dn 9.20-27).

3. Evitando as especulações e as vãs sutilezas da falsa hermenêutica. Cuidado com as especulações e as sutilezas da falsa hermenêutica! Lembre-se! Há um severíssimo castigo àqueles que, desprezando a Palavra de Deus, torcem-na e entregam-se às apostasias (Ap 22.18,19). Atente também para a observação em Tg 3.1.

A regra de ouro da verdadeira interpretação bíblica é: a Palavra de Deus interpreta-se a si mesma.

4. Esperando com alegria a manifestação do Senhor da glória. Acima de tudo, atenhamo-nos à Doutrina das Últimas Coisas com indizível alegria, aguardando a chegada do Noivo Amado. O Senhor acha-se às portas! Aleluia! Aleluia! Aleluia!

 

CONCLUSÃO

 

A partir de agora, portanto, dedique-se à Escatologia Bíblica, não para satisfazer a sua curiosidade acerca do porvir; mas a fim de preparar-se melhor para a chegada do Rei. Você está preparado? Já nasceu de novo? Não perca esta oportunidade. “...Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3).

Senhor Jesus, ajuda-nos a estudar, com santa reverência, os fatos concernentes à tua vinda. Ó Cristo Amado, não tardes em vir buscar a tua Igreja. Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!

 

VOCABULÁRIO

 

Credo: Conjunto de doutrinas confessado pelas igrejas cristãs.
Emaranhado: Embaraçado; confuso.
Enigma: De difícil explicação ou compreensão.
Hermenêutica: Ciência bíblica que ensina as regras de interpretação das Escrituras.
Inerrante: Propriedade pela qual a Bíblia é isenta de erro e infalível.
Inexprimível: Que não se pode expressar; indizível.
Ortodoxa: Conforme a verdade bíblica.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

GILBERTO, A. O calendário da profecia. CPAD, 2003.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que é a doutrina das últimas coisas?

R. A Doutrina das Últimas Coisas são as verdades da Bíblia Sagrada referentes aos derradeiros dias da história humana.

 

2. Qual o conteúdo da Escatologia do Novo Testamento?

R. O arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.13-17); o aparecimento do Anticristo (2 Ts 2.1-12); a grande tribulação (Mt 24.15-28); o reino milenial de Cristo (Ap 20.1-6); o julgamento final (Ap 20.11-15); a inauguração do perfeito e eterno estado, tendo a Nova Jerusalém como capital (Ap 21.1-27).

 

3. Quais as fontes da Doutrina das Últimas Coisas?

R. A Bíblia Sagrada, os credos e as declarações doutrinárias da igreja, a teologia, a história e o testemunho do Espírito Santo.

 

4. Qual a principal fonte da Doutrina das Últimas Coisas?

R. A Bíblia Sagrada.

 

5. Como devemos estudar a Doutrina das Últimas Coisas?

R. Recorrer primeiro à Bíblia, orar constantemente em profunda reverência, evitar as especulações e as vãs sutilezas da falsa hermenêutica e esperar com alegria a manifestação do Senhor da glória.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Teológico

 

“1. Dúvidas e confusão em escatologia. Por quê? Pelo fato de muitas pessoas não saberem distinguir os eventos bíblicos que ocorrerão no fim da presente era bíblica, que se iniciará com a vinda de Jesus, resultam muitas dúvidas, confusões e interpretações absurdas do texto bíblico. Algumas causas desses caos, são:

a. Falta de afinidade do crente com o Espírito Santo. Daí a falta de introspecção espiritual. (Ler agora 1 Coríntios 2.10,14).

b. Falsa aplicação do texto bíblico nos seus variados aspectos. Falsa aplicação quanto a povos bíblicos, quanto a tempo; quanto a lugar, quanto aos sentidos do texto; quanto à mensagem do texto; e quanto à procedência da mensagem do texto.

c. Conhecimento bíblico desordenado. Há crentes, em nossas igrejas, portadores de um admirável saber bíblico, mas infelizmente, por falta de um estudo sistemático desses assuntos, o conhecimento deles é avulso, solto, sem sequência, desordenado.

d. Conhecimento especulativo. Este conhecimento é apenas especulação do intelecto humano. (Ler 1 Coríntios 2.14). Especular é querer saber apenas por saber, mas sem qualquer intenção de glorificar a Deus, de consagrar a vida a Ele, e muito menos de obedecer à sua vontade” (GILBERTO, A. O calendário da profecia. 16.ed., RJ: CPAD, 2003, pp.8,9).

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2004

 

Título: Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas

Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade

 

 

 

Lição 2: A apostasia dos últimos tempos

Data: 10 de Outubro de 2004

 

TEXTO ÁUREO

 

Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina” (Tt 2.1).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Somente uma igreja alicerçada na Bíblia Sagrada poderá opor-se à apostasia que ameaça o rebanho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Jr 8.5

A apostasia desvia o povo de Deus

 

 

 

Terça - 2 Ts 2.3

A apostasia tem sua origem no Diabo

 

 

 

Quarta - 1 Tm 4.1

A apostasia marcará os últimos tempos

 

 

 

Quinta - Jd v.4

A apostasia converte em dissolução a graça de Deus

 

 

 

Sexta - 2 Tm 4.3

A apostasia não suporta a sã doutrina

 

 

 

Sábado - 1 Tm 1.9.10

A apostasia é condenável

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Timóteo 3.1-9.

 

1 - Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;

2 - porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,

3 - sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,

4 - traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,

5 - tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

6 - Porque deste número são os que se introduzem pelas casas e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências,

7 - que aprendem sempre e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.

8 - E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.

9 - Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles.

 

PONTO DE CONTATO

 

Professor, o tema desta semana tem destacada importância na área da Escatologia Bíblica. Segundo as Escrituras, a apostasia é um pecado contra a fé cristã e, ao contrário do que alguns pensam, está presente nos dias atuais não apenas como um sinal da vinda de Cristo, mas como uma atividade maligna contra a Igreja do Senhor. Ore a Deus para que seus alunos não se desviem, seguindo a doutrinas de demônios e apartando-se da genuína fé cristã. Oriente-os para que tenham cuidado com as antigas e novas heresias que contrariam a Palavra de Deus.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir o termo apostasia.
  • Apontar as características dos apóstatas.
  • Identificar os sintomas da apostasia.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

As epístolas de Paulo a Timóteo foram escritas aproximadamente entre 61 a 65 d.C. Embora o Doutor dos Gentios tenha escrito a primeira, provavelmente na Macedônia, e a segunda em Roma, ambas tratam do mesmo tema: A apostasia dos últimos tempos (1 Tm 4.1-5; 2 Tm 3.1-9). Timóteo era um jovem pastor que dirigia a igreja de Éfeso na província da Ásia. Naquela época, não somente Éfeso, mas outras seis cidades da mesma província, estavam sendo assoladas por diversas heresias (Ap 2.6-20) relacionadas principalmente à idolatria, ao materialismo, ao profetismo e à imoralidade. Daí, a necessária e urgente admoestação dos apóstolos: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas... que nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé” (Ap 2.7a; 1 Tm 4.1a). Esta advertência não é apenas histórica, mas profética.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

No texto da Leitura Bíblica em Classe, temos diversos adjetivos que descrevem o caráter dos apóstatas dos últimos dias. Peça a seus alunos para classificá-los conforme a sugestão abaixo. Para a execução desta tarefa, confeccione um cartaz ou utilize um quadro-de-giz.

 

   •    EGOÍSTA: Amante de si mesmo. Ingrato, Irreconciliável.

   •    SACRÍLEGO: Blasfemo, profano, inimigo de Deus, hipócrita religioso.

   •    MATERIALISTA: Avarento.

   •    HEDONISTA: Amigo dos deleites, incontinente.

   •    VAIDOSO: Presunçoso, soberbo, orgulhoso.

   •    DESAFEIÇOADO: Sem afeto natural, desobediente a pais e mães, cruel, sem amor para com os bons, caluniador.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Inspirado pelo Espírito Santo, deixou-nos o apóstolo Paulo este gravíssimo alerta: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1). Infelizmente, essa profecia vem se cumprindo de forma alarmante.

Igrejas são corrompidas por falsos mestres; congregações inteiras são desviadas da simplicidade evangélica por videntes e profetas que se acham a serviço de Satanás; rebanhos são apartados da verdade pelos que mercadejam a Palavra de Deus. E os seminários que abandonaram a sã doutrina? E os púlpitos que se acham comprometidos com o liberalismo teológico? Tendo como base as cartas que o Senhor Jesus enviou, através de João, às igrejas de Éfeso, Pérgamo e Laodicéia, vejamos alguns sintomas da apostasia destes últimos dias. Antes, porém, vejamos o que é a apostasia.

 

I. O QUE É A APOSTASIA

 

O termo apostasia vem da palavra grega apostasia, e significa o abandono consciente e público da fé que, de uma vez por todas, foi confiada aos santos (Jd v.3).

A apostasia destes últimos dias visa atacar, prioritariamente, os seguintes artigos de fé:

1. A soberania de Deus (Jd v.4);

2. A divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo — verdadeiro homem e verdadeiro Deus, e único salvador e redentor da humanidade (At 4.12); e:

3. A realidade de sua vinda (2 Pe 3.1-10).

Através da apostasia, objetiva o Diabo minar a resistência da Igreja, induzindo-a a deixar de ser Reino de Deus para tornar-se uma simples organização religiosa.

Como a seguir veremos, um dos primeiros sintomas da apostasia é a perda do primeiro amor.

 

II. O ESFRIAMENTO DO AMOR CRISTÃO

 

Das igrejas da Ásia Menor, a de Éfeso era a mais conservadora e ortodoxa. Estava ela tão bem alicerçada teologicamente, que era capaz, inclusive, de diferençar entre um verdadeiro e um falso apóstolo. Não obstante todo esse preparo doutrinário, a igreja de Éfeso estava a ponto de perder a sua primazia, por haver perdido o seu primeiro amor. Ler Ap 2.1,2.

1. Cristo adverte a sua Igreja. Quão grave é esta advertência de Nosso Senhor: “Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres” (Ap 2.4,5).

Da reprimenda de Cristo, o que depreendemos? Se a ortodoxia bíblico-teológica não for acompanhada do primeiro amor, nenhuma utilidade terá. Pois a ausência do primeiro amor acabara por lançar a Igreja nas garras do formalismo e, finalmente, da apostasia.

No Sermão Profético, Jesus faz-nos outra advertência: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12).

2. Reavivando o primeiro amor. Que a Igreja reavive, urgentemente, o primeiro amor, observando, de forma integral, as exigências da Grande Comissão que nos confiou o Senhor Jesus: evangelizar, fazer missões e discipular (Mt 28.19; At 1.8); mantendo o amor fraternal e devotando a Cristo a mais provada e ardente adoração. Ler Hb 13.1. Menos do que isto é inaceitável!

A apostasia desta última hora não haverá de resistir a uma igreja entranhavelmente amorosa, santificada e fundamentada na Palavra de Deus. Você ama a Cristo? Ama as almas perdidas? Ou o seu amor cristão já esfriou?

 

III. A DOUTRINA DE BALAÃO

 

A doutrina de Balaão é um outro forte indício da apostasia destes últimos dias. Atenhamo-nos à advertência que o Senhor endereça ao anjo da Igreja de Pérgamo:

“Mas umas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem” (Ap 2.14).

Não são poucos os mestres que, torcendo as Escrituras e vendendo a alma ao Diabo, tentam introduzir o mundo na Igreja, sob a alegação de que esta não pode viver alheia à modernidade. Ora, ser contemporâneo não significa compactuar com este século; significa, antes de tudo, falar de Cristo, com ousadia e poder, a esta geração.

Cuidado! A doutrina de Balaão continua a fazer estragos! Ela quer comprometer a Igreja, impregnando-a com a cultura e com os costumes do mundo (Rm 12.1).

 

IV. O MISTICISMO HERÉTICO

 

A apostasia dos últimos tempos vem sendo caracterizada, também, por um misticismo herético e extravagante. Embora pareça espiritual, é extremamente nocivo à Obra de Deus. Assim o Senhor Jesus o desmascara:

“Mas tenho contra ti o tolerares que Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria” (Ap 2.20).

Na essência, esta profetisa em nada diferia de Balaão. Seu objetivo era, através de uma postura falsamente piedosa, induzir os crentes a um comportamento abominável. Conclui-se, do texto bíblico, que ela já havia conseguido, inclusive, as rédeas do governo eclesiástico de Pérgamo. Até o anjo da igreja achava-se em suas mãos.

O misticismo herético tem como principais características:

1. Culto aos anjos (Cl 2.18).

2. Falsas profecias (Mt 24.11).

3. Prodígios de origem demoníaca (Mt 24.24).

4. Doutrinas de demônios (1 Tm 4.1; 1 Jo 4.1).

Estejamos precavidos! Nem sempre fervor significa espiritualidade. Pode ser forjado, fingido ou meramente emocional. Quando a congregação de Israel apostatou da fé, no deserto, aquele ruidoso movimento até parecia um culto avivado; não passava, todavia, de uma rebelião desenfreada contra o Senhor (Êx 32.6,18).

Assim diz o Espírito Santo por intermédio do salmista: “Mui fiéis são os teus testemunhos; a santidade convém à tua casa, Senhor, para sempre” (Sl 93.5).

 

V. A PROSPERIDADE FATAL

 

A apóstata, rebelde e orgulhosa Laodicéia é um tipo perfeito da Teologia da Prosperidade. No auge de sua riqueza, afirmou o anjo dessa igreja: “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta” (Ap 3.17).

A Teologia da Prosperidade é um arremedo doutrinário. Afronta a simplicidade da Igreja de Cristo e torce, de forma escandalosa, a Bíblia Sagrada. Ensinando os santos a endeusar os bens materiais em detrimento dos eternos, vão os proponentes dessa teologia subsidiando mentiras, enganos, heresias e rebeliões contra o Cordeiro de Deus. Consciente, ou inconscientemente, vão dando sustento à estrutura sobre a qual o Anticristo acha-se a construir o seu império.

Tal apostasia vem encontrando generosos espaços em alguns púlpitos, produzindo uma geração de crentes cegos, despidos da graça e imperfeitos em suas convicções. Eles supõem, à semelhança dos amigos de Jó, serem os bens materiais a evidência maior da presença de Deus na vida humana.

Os proponentes da Teologia da Prosperidade amam a bênção mais do que ao Abençoador; não têm a fé em Cristo, mas a fé na fé; a mente de Cristo, trocaram-na por um pensamento enganosamente positivo; determinando tudo, acham-se indeterminados em sua esperança. E esperando em Cristo apenas nesta vida, tornam-se os mais desgraçados dos homens (1 Co 15.19).

 

CONCLUSÃO

 

Se não estivermos vigilantes, poderemos ser enganados pelos que, insolentemente, vêm substituindo a Palavra de Deus por doutrinas de demônios.

Você está firme na fé? E se Ele vier neste instante, está preparado para recepcioná-lo? Esta é a sua oportunidade! Renove, agora mesmo, a sua aliança com o Cordeiro de Deus, e não se deixe enganar pela apostasia dos últimos tempos.

Senhor Jesus, ajuda-nos a estar sempre vigilantes, a fim de não sermos contaminados e consumidos pelo engano. Oh! Senhor, que os nossos vestidos sejam sempre brancos, e que jamais nos falte o óleo sobre a cabeça. Amém!

 

VOCABULÁRIO

 

Arremedo: Cópia; imitação.
Conservador: Que conserva os ensinos apostólicos.
Contemporâneo: Ser atual ou da mesma época.
Forjado: Trabalhado; fabricado; inventado.
Liberalismo Teológico: Movimento que não crê nos eventos sobrenaturais da Bíblia. Nele não há lugar para os milagres e a divindade de Cristo Jesus.
Misticismo: Crença no sobrenatural e nas comunicações ocultas entre os homens e a divindade.
Teologia da Prosperidade: Movimento que apregoa a riqueza e o sucesso como essência da vida cristã.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

ANDRADE, C. C. Dicionário teológico. CPAD, 2001.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que é a apostasia?

R. O abandono consciente e público da fé que foi concedida aos santos (Jd v.3).

 

2. O que acontece com a Igreja, quando ela perde o primeiro amor?

R. É lançada nas garras do formalismo e da apostasia.

 

3. O que é a doutrina de Balaão?

R. É o ensino herético que objetiva comprometer a Igreja, impregnando-a da cultura e dos costumes do mundo.

 

4. O que é o misticismo espiritual?

R. É caracterizado por uma postura falsamente piedosa com o objetivo de induzir os crentes a um comportamento abominável.

 

5. Qual o grande problema da Teologia da Prosperidade?

R. Afronta a simplicidade da Igreja de Cristo e torce, de forma escandalosa, a Bíblia Sagrada.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Etimológico

 

“APOSTASIA - [Do gr.apostásis, afastamento]. Abandono premeditado e consciente da fé cristã. No Antigo Testamento, não foram poucas as apostasias cometidas por Israel. Só em Juízes, há sete desvios ou abjuração da verdadeira fé em Deus. Para os profetas, a apostasia constituía-se num adultério espiritual. Se a congregação hebréia era tida como a esposa de Jeová, deveria guardar-lhe fielmente os preceitos, e jamais curvar-se diante dos ídolos.

Jeremias e Ezequiel foram os profetas que mais enfocaram a apostasia israelita sob o prisma das relações matrimoniais.

No Primitivo Cristianismo, as apostasias não eram desconhecidas. Muitos crentes de origem israelita, por exemplo, sentindo-se isolados da comunidade judaica, deixavam a fé cristã, e voltavam aos rudimentos da Lei de Moisés e ao pomposo cerimonial levítico.

Há que se estabelecer, aqui, a diferença entre apostasia e heresia. A primeira é o abandono premeditado e completo da fé; a segunda, é a abjuração parcial da mesma fé.” (ANDRADE, C. C. Dicionário teológico. 9.ed., RJ: CPAD, 2001. p.48).

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2004

 

Título: Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas

Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade

 

 

 

Lição 3: Os sinais da volta de Cristo

Data: 17 de Outubro de 2004

 

TEXTO ÁUREO

 

Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima” (Lc 21.28).

 

VERDADE PRÁTICA

 

“Multiplicados os sinais estão; No oriente se vê o alvor; Breve, os crentes subirão; Quem dera hoje vir!” (Harpa Cristã 125).

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 2 Pe 1.20

A profecia tem de ser interpretada segundo a Bíblia

 

 

 

Terça - 2 Pe 1.21

A profecia da Bíblia veio do Espírito Santo

 

 

 

Quarta - Ap 1.3

Bem-aventurado o que lê a profecia bíblica

 

 

 

Quinta - Ap 22.7

Guardemos as palavras da profecia da Bíblia

 

 

 

Sexta - Ap 22.10

As palavras da profecia não estão seladas

 

 

 

Sábado - Ap 19.10

O testemunho de Jesus é o espírito da profecia

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Mateus 24.1-14.

 

1 - E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo.

2 - Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.

3 - E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?

4 - E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane,

5 - porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.

6 - E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.

7 - Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.

8 - Mas todas essas coisas são o princípio das dores.

9 - Então, vos hão de entregar para serdes atormentados e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome.

10 - Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão.

11 - E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.

12 - E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará.

13 - Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.

14 - E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.

 

PONTO DE CONTATO

 

Como foi a aula no domingo passado? Você alcançou os objetivos propostos? Os alunos participaram fazendo observações sobre o assunto? Percebeu a ação do Espírito Santo sobre sua classe? Lembre-se: a participação, a criatividade e o dinamismo são imprescindíveis ao aprendizado de seus alunos. Faça algo que lhes desperte o interesse. Inicie esta lição narrando algum fato jornalístico que ateste a atualidade dos sinais da vinda de Cristo. Dê aos seus alunos a possibilidade de discorrer sobre os eventos mundiais que comprovam as profecias bíblicas e, a partir dessas notícias, exponha a matéria com ênfase, temor e direção do Espírito Santo. Este tema é tanto profético quanto evangelístico, portanto, havendo visitantes não crentes, convide-os a aceitarem Cristo como Salvador.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir o que são os sinais da volta de Cristo.
  • Relacionar os fatos históricos de Israel à volta de Cristo.
  • Enumerar os sinais da volta de Cristo referentes ao mundo.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

Nos estudos proféticos, “sinal” é tudo aquilo que serve de advertência e, que possibilita prever ou reconhecer a aproximação de um fato profético relevante. O vocábulo, no grego sēmeion, tanto aponta para os atos milagrosos (Mt 12.38; 16.1), quanto para os eventos que antecedem a vinda de Cristo (Mt 24.3), podendo os dois sentidos virem combinados (At 2.19,22). Os sinais, no entanto, precisam ser interpretados como eventos que demarcam o tempo histórico e o profético. No primeiro, um fato real separa um tempo histórico do outro, como o Nascimento de Cristo que distingue a antiga da nova aliança, ou o Arrebatamento, que separa a Graça do período da Grande Tribulação. No segundo, são uma sucessão de eventos que anteveem a aproximação ou o fim de um tempo profético, como por exemplo, os sinais expostos em Mt 24.1-14; 1 Ts 5.1-3; 1 Tm 4.1-3; 2 Tm 3.1-9, que apontam para o fechamento do calendário profético para os gentios. Um estudo das Setenta Semanas de Daniel confirma tanto um argumento quanto o outro.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, para esta lição, usaremos um Diagrama Representativo. Trata-se de uma reprodução gráfica dos principais conceitos de um determinado conteúdo exemplificado através de palavras, traços e figuras que visam a síntese do assunto de forma criativa e eficaz. Tanto a Leitura Bíblica quanto o Comentário fornece-nos tipos de sinais que podem ser classificados da seguinte forma: Religioso (R), Político (P), Social (S) e Físico (F). Estes podem ser divididos em sinais referentes a Israel e ao Mundo.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Estudaremos, neste domingo, os sinais concernentes à volta de Cristo. Mostram-se estes tão claros e inequívocos que, confrontados com os jornais seculares, de imediato alertam-nos: Jesus está voltando! Não podemos encará-los, por conseguinte, de maneira pessimista e ansiosa. Pois o Senhor no-los aponta como o prenúncio de nossa completa redenção: “Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima” (Lc 21.28). Aleluia!

Dentro em breve, virá o Senhor arrebatar a sua Igreja. E, assim, estaremos para sempre com Ele. Você está preparado para este grande dia? Que as nossas vestes estejam sempre brancas, e que jamais nos falte o óleo sobre a cabeça!

 

1. O QUE SÃO OS SINAIS DA VOLTA DE JESUS

 

Os sinais relativos à volta de Nosso Senhor Jesus Cristo estão alinhados numa série de profecias, cujo principal objetivo é alertar os salvos a estarem convenientemente preparados para o arrebatamento da Igreja. No Sermão Profético, faz-nos o Senhor esta advertência: “Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, às portas” (Mt 24.33).

Tendo em vista à relevância desses sinais, consideremo-los:

1. Com amor. “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem, a sua vinda” (2 Tm 4.8).

2. Com sobriedade e vigilância. “E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração” (1 Pe 4.7).

3. Com paciência. “Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva têmpora e serôdia” (Tg 5.7).

4. Com discernimento. “Aprendei, pois, esta parábola da figueira: quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão” (Mt 24.32).

Vejamos, a seguir, alguns sinais que estão a prenunciar a iminência do rapto dos santos.

 

II. OS SINAIS DA VOLTA DE CRISTO REFERENTES A ISRAEL

 

Israel é o mais forte e claro prenúncio do iminente retorno de Cristo. Estes são os três momentos escatológicos mais importantes na vida do povo escolhido: 1) o renascimento de Israel como nação soberana; 2) a retomada de Jerusalém como a capital una e indivisível de Israel; e: 3) a reconstrução do Santo Templo como o lugar de adoração por excelência da nação judaica.

1. O renascimento de Israel como nação soberana. A volta dos judeus à terra de seus ancestrais foi um dos maiores milagres de todos os tempos. Eis o que predissera Isaías acerca daquele 14 de maio de 1948, quando o fundador do Estado de Israel, David Ben Gurion, lia a declaração de independência da jovem e milenar nação hebréia: “Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra em um só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos” (Is 66.8).

Aliás, o próprio Messias antecipou a restauração de Israel, ao evocar o renascimento da figueira (Mt 24.32). Leia ainda, com atenção, os capítulos 36 e 37 de Ezequiel.

2. A retomada de Jerusalém como a capital de Israel. O fato mais extraordinário ocorrido durante a Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, não foi a derrota infligida pelo exército de Israel às nações árabes. E, sim, a reconquista de Jerusalém que, desde que fora destruída por Nabucodonosor, em 586 a.C, vinha sendo pisoteada pelos gentios. Cumpria-se o que profetizara o Senhor Jesus: “E cairão a fio de espada e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem” (Lc 21.24). O tempo dos gentios, que teve início em 586 a.C, começa a chegar ao fim.

3. A reconstrução do Santo Templo. Há fortes evidências proféticas de que, em breve, o Santo Templo será reconstruído na Cidade Santa (Dn 9.27; Mt 24.15; 2 Ts 2.1-4). Isso pode ocorrer antes, ou depois, do arrebatamento da Igreja. De uma coisa, todavia, temos certeza: a Casa de Deus será reconstruída em Jerusalém. Essa possibilidade, por si própria, já se constitui num grande alerta àqueles que aguardam a volta de Cristo.

 

III. OS SINAIS DA VOLTA DE CRISTO REFERENTES AO MUNDO

 

Apesar de parecerem sem importância aos olhos dos incrédulos, todos os sinais relativos à vinda de Nosso Senhor tem de ser bíblica e teologicamente considerados. Vejamos mais alguns deles:

1. Proliferação de falsos profetas e doutores. “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos” (Mt 24.4,5).

2. Guerras e conturbações internacionais. “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares” (Mt 24.6,7).

3. Recrudescimento da perseguição contra os discípulos de Cristo. “Então, vos hão de entregar para serdes atormentados e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome” (Mt 24.9).

4. Aumento dos escândalos na Igreja de Cristo. “Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mt 24.10,11). Isso decorre da existência da igreja na terra, e do joio que cresce no meio do trigo (Mt 13.30,40-43).

5. Multiplicação da iniquidade. “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo” (Mt 24.12,13).

6. Fomes, pestes e terremotos. “e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares” (Mt 24.7).

7. A propagação universal do Evangelho de Cristo. “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mt 24.14).

Conquanto existam ainda muitos povos não-alcançados pelo Evangelho, não podemos ignorar que, em termos universais, o Evangelho já chegou aos confins da terra.

 

CONCLUSÃO

 

Não sabemos a data do arrebatamento da Igreja. De uma coisa, porém, temos absoluta certeza: Jesus não tarda a voltar . Os sinais e as profecias estão a alertar-nos de que esse dia está mui próximo: “Olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim” (Mt 24.6).

Alegremo-nos! Em breve, iremos ao encontro de Nosso Senhor!

Você está preparado para este grande dia? Ainda há tempo para você achegar-se ao Senhor, e aguardar o seu retorno.

Senhor Jesus, ajuda-nos a estar devidamente vigilantes. Que saibamos discernir os sinais, e interpretar corretamente os últimos acontecimentos desta era. Em teu nome, nós oramos. Amém!

 

VOCABULÁRIO

 

Iminência: A qualquer momento.
Inequívoco: Que não há erro.
Pessimista: Consideração negativa das coisas.
Recrudescimento: Ato ou efeito de aumentar; agravar.
Santo Templo: Santuário erigido em Jerusalém e consagrado ao culto do Único e Verdadeiro Deus.
Secular: Não religioso; relativo ao século.
Tempos dos Gentios: Refere-se ao calendário profético para as nações.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

ALMEIDA, A. Manual da profecia bíblica. CPAD, 1999.
Bíblia de Aplicação Pessoal. CPAD, 2004.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que são os sinais concernentes à volta de Cristo?

R. Uma sucessão de eventos, descritos na Bíblia, cujo principal objetivo é alertar os salvos a estarem convenientemente preparados para o arrebatamento da igreja.

 

2. Quantos sinais e profecias, acerca da volta de Cristo, são mencionados nesta lição?

R. Dez sinais alinhados numa série de profecias referentes a Israel e ao Mundo.

 

3. Quais os principais sinais no âmbito da história de Israel?

R. O seu renascimento como nação soberana, a retomada de Jerusalém como sua capital e a reconstrução do Santo Templo.

 

4. Quais os sinais no âmbito político mundial?

R. Guerras e conturbações internacionais.

 

5. Quais os sinais no âmbito da natureza?

R. Fomes, pestes e terremotos.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Teológico

 

“Entre os vários sinais que em nossos dias despontam no horizonte, e que apontam para a proximidade da Vinda de Jesus, pelo menos três se manifestam de forma sutil, sem que muitos percebam....

Um deles é a mudança da política mundial norte-americana. Os EUA sofrem um ônus político, social e econômico por sua política de proteção a Israel. Defendendo a soberania e a integridade do Estado judaico, os Estados Unidos têm feito muitos inimigos entre os países árabes, que postulam apoio irrestrito à causa palestina.

O alto ônus sócio-político-econômico, sofrido pela maior potência mundial, pode levar futuros presidentes dos EUA a diminuírem os cuidados dispensados hoje a Israel, e a abrirem um diálogo mais consistente com os seus inimigos. Este cenário de atenuamento de proteção aos filhos de Abraão permitirá que futuramente a Terra Santa sofra investidas...

Um outro sinal é a futura abertura do mundo muçulmano. Os países de tradição religiosa islâmica são predominantemente fechados e tendentes ao radicalismo sócio-político-religioso...

A necessidade de apoio que os países árabes terão das nações desenvolvidas fará com que os muçulmanos procedam algumas aberturas, que facilitarão, no futuro, o governo do Anticristo, já que seu governo abarcará todo o mundo. Sobre isso, há um terceiro e último a se destacar: o avanço tecnológico para controle total da humanidade. Esse último aponta para a marca da besta (Ap 13.16-18).” (AÍAS, F. In Mensageiro da Paz. Ano 72, N° 1.414, Março 2003, p.15).

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2004

 

Título: Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas

Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade

 

 

 

Lição 4: O arrebatamento da Igreja

Data: 24 de Outubro de 2004

 

TEXTO ÁUREO

 

Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Co 15.52).

 

VERDADE PRÁTICA

 

“O clarim já nos alerta; Nosso coração desperta; Pois a vinda é bem certa de Jesus” (Harpa Cristã 206).

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 1 Ts 4.17

Nós seremos arrebatados

 

 

 

Terça - 1 Ts 4.17

Nós iremos ao encontro do Senhor nos ares

 

 

 

Quarta - Lc 17.34-36

Nós seremos tomados pelo Senhor

 

 

 

Quinta - 1 Co 15.51,52

Nós seremos transformados

 

 

 

Sexta - Lc 20.34-36

Nós seremos iguais aos anjos

 

 

 

Sábado - 1 Jo 3.2

Nós seremos semelhantes a Cristo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 Tessalonicenses 4.13-18.

 

13 - Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.

14 - Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele.

15 - Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.

16 - Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro;

17 - depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.

18 - Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.

 

PONTO DE CONTATO

 

Sob a influência do racionalismo e da Teologia da Prosperidade, muitos crentes são tentados a viver confortavelmente nesta terra. Outros, já nem mais creem nas revelações bíblicas acerca da vida futura. Você já refletiu sobre isso? Percebeu o quanto o ensino escatológico está cada vez mais ausente dos púlpitos? Nesta lição, temos a responsabilidade de despertar nossos alunos para os eventos dos últimos dias, principalmente, o Arrebatamento da Igreja. Você crê no Arrebatamento? Tem esperança na vida futura? Pode dizer “Maranata”? Ore ao Senhor para que Ele desperte em seus alunos o anelo pelo triunfo glorioso da Igreja.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir a palavra arrebatamento.
  • Refletir sobre a iminência do arrebatamento.
  • Relatar como se dará o arrebatamento da igreja.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

O Arrebatamento da Igreja é comumente chamado de “a vinda ou a volta do Senhor”. No entanto, é necessário distinguirmos os eventos e os tempos proféticos que se relacionam a essa expressão. Nos estudos proféticos, a vinda do Senhor é uma só, porém, manifesta em duas fases distintas, envolvendo três tipos religiosos de povos (1 Co 10.32). Para a “Igreja”, o Senhor Jesus virá nos ares, invisível, quando ocorrerá a ressurreição dos mortos em Cristo e a transformação de nossos corpos mortais em gloriosos. Para Israel, virá à Terra e de forma visível, ocasião em que acontecerá a conversão nacional dos judeus e a destruição de seus inimigos. Para as Nações, também virá à Terra, de forma visível, quando os sistemas políticos serão julgados e governados por Cristo. Em suma, para a Igreja, Jesus virá como Noivo; para os Judeus, como Messias; e para os Gentios, como Juiz. O Arrebatamento da Igreja, que corresponde a primeira fase da volta do Senhor, será repentino. A segunda fase só se dará sete anos depois da primeira, época em que Jesus virá para libertar Israel e julgar as nações.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, para esta lição, recomendamos um recurso didático denominado “Linha do Tempo ou da História”. Esse auxílio tem por objetivo principal sintetizar fatos históricos relevantes. Ele indica passado, presente e futuro; tempo histórico e profético. Através de retas, intenta-se mostrar a relação de sequência, causa e efeito de determinados eventos significativos. Transcreva o gráfico abaixo para o quadro-de-giz. Nele, seus alunos poderão visualizar os principais conceitos da lição.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Na igreja de minha infância, havia uma inscrição acima do púlpito que, desenhada num estilo sóbrio, mas vívido, trazia uma advertência grave e urgente: “Jesus Breve Virá”. Não foram poucas as vezes que, sob a atmosfera de um daqueles cultos que relembravam o cenáculo, cheguei a pensar que o arrebatamento da Igreja de Cristo dar-se-ia naquele instante.

Dia desses voltei àquela igreja para rever alguns amigos e irmãos, e lá estava a velha inscrição: “Jesus Breve Virá”. Apesar dos mais de trinta anos já decorridos, tornei a sentir a mesma alegria, e não pude evitar a pergunta: “O que mais falta para Jesus vir buscar a sua Igreja?”. Conforme vimos nas lições anteriores, a maioria dos sinais, que prenunciam a volta de Nosso Senhor, já se cumpriu, ou estão cumprindo-se neste momento. Preparemo-nos! Jesus breve virá!

 

I. A VOLTA DO SENHOR JESUS

 

Houve tempo em que a palavra arrebatamento era praticamente ignorada fora dos círculos teológicos. A expressão mais usual era a volta de Cristo. Os mais eruditos preferiam o vocábulo advento. Também não se fazia muita questão de se detalhar os acontecimentos que se seguirão ao rapto dos santos. De modo geral, acreditava-se que, tão logo o Senhor Jesus levasse os salvos para o céu, seria deflagrado o Juízo Final com a sumária punição dos ímpios. Com o incremento dos estudos bíblicos, o vocábulo arrebatamento fez-se rapidamente conhecido. Hoje, é um dos termos bíblicos mais conhecidos no meio do povo evangélico.

1. Sentido literal. A palavra “arrebatamento”, no contexto da escatologia cristã, é procedente do verbo grego harpazō, e significa retirar algo com rapidez e de forma inesperada. Quando o Novo Testamento foi traduzido para o latim, optou-se pelo vocábulo raptus que, originando-se do verbo raptare, comporta os seguintes significados: tirar, arrancar, tomar das mãos alguma coisa de forma violenta.

2. Definição bíblico-teológica. O arrebatamento, por conseguinte, é a retirada brusca, inesperada e sobrenatural da Igreja deste mundo, a fim de que seja transportada às regiões celestes, onde unir-se-á, eterna e plenamente, com o Senhor Jesus. A essa doutrina, dedica o Novo Testamento, além de outras passagens, dois capítulos especiais: 1 Co 15 e 1 Ts 4.

Nesta passagem, descreve Paulo a transladação sobrenatural dos santos; naquela, mostra como nossos corpos serão transformados, instantaneamente, pelo poder do Espírito Santo. O evento constituir-se-á num dos maiores milagres de todos os tempos, por abranger, de maneira simultânea, diversos fatos que ultrapassam todos os precedentes históricos, científicos e lógicos do conhecimento humano.

 

II. QUANDO SE DARÁ O ARREBATAMENTO DA IGREJA

 

Muitos são os que, interpretando extravagantemente alguns textos isolados das Escrituras Sagradas, ousaram marcar a volta de Cristo. Hoje, servem-nos eles de advertência: não devemos especular com as coisas que Deus, em sua inquestionável soberania, reservou apenas para si (Mt 24.36; At 1.7; Dt 29.29).

1. O tempo do arrebatamento. A Bíblia é clara e não admite especulações: o arrebatamento dar-se-á a qualquer instante. Jesus Cristo virá como o ladrão na noite (1 Ts 5.4; 2 Pe 3.10). Vigiemos, pois, para que este dia não nos surpreenda. Uma das bem-aventuranças do Apocalipse é endereçada, justamente, àqueles que se acham vigilantes: “Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda às suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas” (Ap 16.15).

Por conseguinte, virá o Senhor Jesus inesperadamente, e surpreenderá a muitos que, ao invés de estarem vigiando, encontrar-se-ão embriagados com os cuidados e prazeres deste mundo. Você está esperando a Cristo? Encontra-se vigilante? Cuidado, para não ficar envergonhado naquele grande e glorioso dia.

2. Prenúncios do arrebatamento. Conforme já vimos nas duas lições anteriores, a maioria dos sinais e das profecias que nos deixou o Senhor Jesus, prenunciando seu glorioso retorno, já está cumprida.

Ficaremos indiferentes às guerras e aos rumores de guerra? E as fomes? E as pestes? E os tremores de terra? E as convulsões sociais? Permaneceremos impassíveis diante da imoralidade que se vai propagando em escala sempre crescente? E a apostasia que atenta contra a pureza doutrinária da Igreja de Cristo?

 

III. COMO SE DARÁ O ARREBATAMENTO DA IGREJA

 

De acordo com a Primeira Epístola de Paulo aos Tessalonicenses, o arrebatamento da Igreja de Cristo dar-se-á da seguinte forma:

1. Ressoada a trombeta de Deus, descerá o Senhor Jesus dos céus com alarido e voz do arcanjo (1 Ts 4.16).

2. Em seguida, os que morreram em Cristo ressuscitarão, sendo, de imediato, trasladados (1 Ts 4.16).

3. Ato contínuo, os que estivermos vivos seremos transformados, arrebatados e levados todos ao encontro do Senhor (1 Ts 4.17).

A glorificação dos santos, quer vivos quer mortos, ocorrerá num abrir e fechar de olhos (1 Co 15.52). A palavra grega que o doutor dos gentios usa para descrever este instante é mui expressiva: atomō. Trata-se de uma fração de tempo tão ínfima que não comporta nenhuma divisão. Buscando exemplificar essa fração de tempo, o apóstolo traz à tona uma imagem comum a todos nós: o abrir e fechar de olhos; um instante pequeno demais para ser mensurado pelos instrumentos humanos. Temos aqui um ato, não um processo; um milagre, não uma operação natural. É algo que desafia as leis da física e das demais ciências.

 

CONCLUSÃO

 

A inscrição, que estava acima do púlpito de minha igreja, não perdeu a urgência nem a gravidade. A qualquer momento, virá o Senhor Jesus arrebatar a sua Igreja. Esta é a nossa bendita esperança (Tt 2.13). Não fora este lenitivo, nossa vida seria impossível. Como, porém, nossa existência não se acha circunscrita a este mundo, em breve, ante o estrugir da última trombeta, seremos tomados pelo Senhor, e com o Cordeiro de Deus, estaremos para sempre.

“Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (1 Ts 4.18).

Senhor Jesus, em breve a trombeta soará, proclamando o arrebatamento da tua Igreja. Dá que não estejamos despercebidos, nem embriagados com as coisas deste mundo. Jesus, ajuda-nos a ser mais vigilantes e sóbrios! Amém!

 

VOCABULÁRIO

 

Deflagrado: Ato de repentinamente irromper como um incêndio; imediato.
Erudito: Que tem instrução vasta e variada.
Estrugir: Vibrar fortemente; estrondar.
Glorificação: Transformação dos corpos mortais em corpos gloriosos.
Impassível: Imperturbável; inabalável.
Lenitivo: Alívio, consolação.
Mensurado: Que se pode medir.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

HORTON, S. M. Nosso destino: o ensino bíblico das últimas coisas. CPAD. 1996.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que é o arrebatamento da Igreja?

R. É a retirada brusca, inesperada e sobrenatural da Igreja deste mundo, a fim de que seja transportada às regiões celestes, onde unir-se-á, eterna e plenamente com o Senhor Jesus.

 

2. Como se dará o arrebatamento da Igreja?

R. Soada a trombeta de Deus, descerá o Senhor Jesus dos céus, em seguida, os que morreram em Cristo ressuscitarão (1 Ts 4.16). Depois, os que estiverem vivos serão transformados, arrebatados e levados ao encontro do Senhor (1 Ts 4.17).

 

3. Quem tomará parte no arrebatamento da Igreja?

R. Os mortos em Cristo, e os santos que estiverem vivos.

 

4. Quais as etapas do arrebatamento?

R. Primeiro, a ressurreição dos mortos em Cristo e depois o arrebatamento dos santos que estiverem vivos.

 

5. Você está preparado para o arrebatamento?

R. Resposta pessoal.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Teológico

 

“Não podemos saber o dia e a hora em que ocorrerá o arrebatamento da igreja, mas podemos conhecer a sua época. Quando Jesus disse: ‘Mas, à meia-noite ouviu-se um grito: Aí vem o noivo, saí ao seu encontro’ (Mt 25.6), Ele estava se referindo ao final do dia da graça, que ocorre à meia-noite.

Essa meia-noite pode significar também a noite do materialismo, da apostasia e da era nuclear, quando o poderio acumulado é capaz de destruir toda a humanidade 27 vezes.

[...] Muita gente acha que todos os sinais preditos para a volta de Jesus devem ocorrer primeiro, mas em relação à nossa redenção no rapto, as palavras de Jesus são muito claras: ‘Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima’ (Lc 21.28).

Todo o contexto do sermão profético mostra que haveriam de ocorrer grandes sinais, terremotos, fomes e pestes em diversos lugares. Lucas 21.11 diz: ‘Haverá grandes terremotos, fomes e pestilências em vários lugares, e coisas espantosas e grandes sinais do céu’. Entre esses sinais dos tempos, poderíamos mencionar o homem na lua, os transplantes de órgãos humanos, objetos voadores não identificados (OVNIs), a pregação do Evangelho em todo o mundo, a Bíblia traduzida em mais de 2.300 línguas e dialetos” (ALMEIDA, A. Manual da profecia bíblica. RJ: CPAD, 1999, pp.115-6).

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2004

 

Título: Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas

Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade

 

 

 

Lição 5: A reconstrução do Santo Templo

Data: 31 de Outubro de 2004

 

TEXTO ÁUREO

 

Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda)” (Mt 24.15).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A reconstrução do Santo Templo não é mera especulação. É o cumprimento de uma profecia que vem há muito despertando a atenção dos estudiosos da Palavra de Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 1 Rs 6

A construção do Santo Templo

 

 

 

Terça - 2 Cr 6 e 7

A consagração do Santo Templo

 

 

 

Quarta - Ez 11.23

A glória do Senhor deixa o Santo Templo

 

 

 

Quinta - 2 Cr 36.11-23

A destruição do Santo Templo

 

 

 

Sexta - Ed 6.13-18

A reinauguração do Santo Templo

 

 

 

Sábado - Ag 2.9

A maior glória do Santo Templo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Ezequiel 43.1-9.

 

1 - Então, me levou à porta, à porta que olha para o caminho do oriente.

2 - E eis que a glória do Deus de Israel vinha do caminho do oriente; e a sua voz era como a voz de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória.

3 - E o aspecto da visão que vi era como o da visão que eu tinha visto quando vim destruir a cidade; e eram as visões como a que vi junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto.

4 - E a glória do Senhor entrou no templo pelo caminho da porta cuja face está para o lado do oriente.

5 - E levantou-me o Espírito e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do Senhor encheu o templo.

6 - E ouvi uma voz que me foi dirigida de dentro do templo; e um homem se pôs junto de mim

7 - e me disse: Filho do homem, este é o lugar do meu trono e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com as suas prostituições e com os cadáveres dos seus reis, nos seus altos,

8 - pondo o seu umbral ao pé do meu umbral e a sua ombreira junto à minha ombreira, e havendo uma parede entre mim e entre eles; e contaminaram o meu santo nome com as suas abominações que faziam; por isso, eu os consumi na minha ira.

9 - Agora, lancem eles para longe de mim a sua prostituição e os cadáveres dos seus reis, e habitarei no meio deles para sempre.

 

PONTO DE CONTATO

 

Você já pensou porque, atualmente, os cristãos ocidentais não valorizam o templo? Na Europa, os antiguíssimos e espaçosos templos, outrora tão frequentados, estão vazios. Isso acontece devido ao esfriamento espiritual e a dessacralização dos locais religiosos. No Brasil, apesar da enorme e crescente quantidade de templos em todas as regiões, poucos são os que realmente lhes atribuem valor sacro. Entretanto, o povo judaico sempre valorizou o templo como lugar sagrado e de adoração a Deus. Hoje, eles ainda almejam a reconstrução do Grande Templo, por considerá-lo, entre outras coisas, o símbolo da unidade da nação com o Messias.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir o que é o Santo Templo.
  • Narrar a história do Templo judaico.
  • Mencionar as profecias bíblicas referentes à reconstrução do templo da Septuagésima Semana.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

Os propósitos principais do Templo dos judeus foram delineados nas planícies de Moabe em 1405 a.C. Embora não haja uma referência direta ao Templo, e sim ao local onde Yahweh escolheria entre as tribos “para ali pôr o seu nome” (Dt 12.4;11,14), a narrativa de Deuteronômio é decisiva para a compreensão da importância de um santuário central. O Templo serviria para: O Senhor habitar entre o povo (v.4); Israel oferecer o seu culto (v.11); servir de unidade nacional (vv.10,14) e livrar Israel da idolatria (vv.1-3,30).

Por fim, o Templo foi construído em Jerusalém, na antiga eira de Araúna, no monte Moriá (2 Cr 3.1), em torno de 966 a.C. Após a construção do Santuário, os preceitos básicos foram transgredidos: idolatria, transferência da unidade nacional baseada no Templo para a monarquia e, por conseguinte, a glória do Senhor ausentou-se do Santuário. Sucessivas reformas procuraram restaurar o Templo: de Asa (1 Rs 14.9s.); Josias (2 Rs 22), mas estas estavam condicionadas à fidelidade do rei. O Templo é destruído e reconstruído (2 Cr 36.19,23), profanado por Antíoco Epifânio (168 a.C), reconsagrado por Judas, o Macabeu (165 a.C), reformado por Herodes (20-19 a.C), destruído pelo general Tito em 70 d.C e, por fim, ansiado pelos judeus.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

A fim de ilustrar a lição, transcreva para o quadro-de-giz ou cartolina o esquema didático abaixo. Trata-se de um esboço gráfico que apresenta as relações e progressos de um determinado assunto. Ele tem por objetivo proporcionar uma visão panorâmica de todo o conteúdo da lição. Observe no modelo abaixo as fases do Templo.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

A profecia concernente à reconstrução do Santo Templo, em Jerusalém, é um dos mais eloquentes alertas quanto ao iminente retorno de Nosso Senhor Jesus Cristo. Apesar de não sabermos se o Templo será reerguido antes, ou depois, do arrebatamento da Igreja, de uma coisa temos certeza: esta profecia está prestes a se cumprir.

Os achados arqueológicos, contudo, estão a levantar algumas interrogações. Onde ficava exatamente o templo? Se a mesquita de Omar ocupa, de fato, a área do antigo templo, este projeto será possível? A única coisa que sabemos é que as profecias sobre a reconstrução do Santo Templo hão de se cumprir fielmente, como fielmente cumpriram-se as profecias a respeito da restauração nacional de Israel em 14 de maio de 1948.

 

I. O QUE É O SANTO TEMPLO

 

O Santo Templo construído por Salomão não pode ser visto apenas como um assombro arquitetônico; é a concretização de um ideal que, tendo início com os patriarcas, fez-se realidade com o suntuoso edifício que o filho de Davi ergueu em Jerusalém (Gn 28.10-17; 1 Rs 5-8).

1. Definição. O Santo Templo, por conseguinte, é o santuário por excelência do povo israelita, onde não somente este, como também os gentios, deveriam adorar e buscar ao Deus Único e Verdadeiro em espírito e verdade (Mc 11.17).

2. Conceito teológico. Edificado em Jerusalém, possuía o Santo Templo uma função teologicamente missionária: atrair os gentios ao Deus de Abraão (2 Cr 6.32,33; Mt 12.42), fazendo com que estes, juntamente com os judeus, viessem a constituir-se num só povo em Cristo Jesus.

Infelizmente, o Santo Templo foi transformado, por reis infiéis e apóstatas, num centro ecumênico, onde cada povo tinha ali um altar para o seu deus (1 Rs 11.1-13). Dessa forma, Israel perdeu a sua maior oportunidade de expandir o Reino de Deus até aos confins da terra.

 

II. O TEMPLO DE SALOMÃO

 

A construção do Santo Templo teve início por volta do ano 966 a.C. O autor sagrado dedica a este empreendimento três capítulos do 1º Livro dos Reis. Terminada a obra, que consumiu os sete primeiros anos do glorioso reinado de Salomão, e que mobilizou todo o Israel e os países vizinhos, assim testemunha o cronista com respeito à glória do Senhor que sobreveio àquele santuário:

1. A glória do Senhor enche o templo. “A casa se encheu de uma nuvem, a saber, a Casa do Senhor; e não podiam os sacerdotes ter-se em pé, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a Casa de Deus” (2 Cr 5.13.14).

2. A glória do Senhor deixa o templo. Salomão, que tão bem começara o seu reinado, desvia-se do Senhor para seguir os deuses de suas muitas mulheres gentias (1 Rs 11.1-13). E, assim, induz Israel à apostasia. Em consequência, o Senhor decide destruir Jerusalém e, com esta, o Santo Templo (Jr 7.1-16).

Antes, porém, que viessem os exércitos babilônicos, retira Ele a sua glória do lugar santíssimo (Ez 11.23). Como haviam predito os profetas, a Casa de Deus é posta em desolação por 70 anos (Dn 9.2).

 

III. A RECONSTRUÇÃO DO SANTO TEMPLO

 

1. O templo de Zorobabel. Terminados os 70 anos de exílio, suscita o Senhor o espírito de Zorobabel, a fim de que reconstrua o Santo Templo (Ed 3.1-13). Passados quase cinco séculos, eis que Herodes põe-se a reformá-lo, objetivando transformá-lo numa das mais notáveis edificações do Império Romano. Neste empreendimento, o perverso monarca compromete quarenta e seis anos de seu governo (Jo 2.20). A construção era sobremodo majestosa, servindo inclusive de introdução ao Sermão Profético de Nosso Senhor (Mc 13.1).

No ano 70, os exércitos romanos, sob o comando de Tito, destroem completamente o Santo Templo, conforme antecipara o Senhor Jesus (Mt 24.2). Desde então, os judeus, privados de seu santuário, não mais puderam oferecer a Deus os sacrifícios prescritos no Antigo Testamento. Mas, com muito anelo, aguardam a reconstrução do Santo Templo em Jerusalém.

2. O templo da 70ª Semana. Eis as profecias que fazem referência à reconstrução do templo da 70ª Semana.

a) Daniel (Dn 9.27); b) Jesus (Mt 24.15); c) Paulo (2 Ts 2.3-9).

3. O templo do Milênio. Este templo, por suas características descritas por Ezequiel, difere do templo da 70ª Semana pois será edificado sobre um monte localizado na parte central do território sagrado dos sacerdotes (Ez 40.2). Os seus átrios serão murados para se evitar a sua profanação (Ez 48.8-22). Neste templo, a glória de Deus haverá de manifestar-se a Israel e ao mundo. E sobre ambos os povos estará governando o Cristo de Deus como o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

 

CONCLUSÃO

 

Apesar da importância profética do Santo Templo, nós, que recebemos a Cristo Jesus como o nosso Salvador e Redentor, devemos ter sempre em mente as palavras de Cristo àquela samaritana que se achava mui preocupada com o verdadeiro lugar de adoração: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.23,24).

A reconstrução do Santo Templo, entretanto, deve ser encarada como um dos mais fortes sinais da volta de Cristo Jesus. Não sabemos quando se dará este fato: antes ou depois do arrebatamento? O que realmente sabemos é que Cristo em breve virá buscar a sua Igreja.

Querido Jesus, os sinais tornam-se cada vez mais fortes e extraordinários. Não permitas que os teus filhos adormeçam na incredulidade. Ajuda-nos a ser mais precavidos. Em teu nome. Amém!

 

VOCABULÁRIO

 

70ª Semana: Período profético de sete anos que se inicia com o arrebatamento.
Arqueologia: Ciência que estuda as antiguidades.
Arquitetura: Ciência e arte de construir edifícios.
Cronista: Pessoa que escreve crônica; narrador; escritor.
Ecumênico: União de diversas religiões; universal.
Eloquente: Persuasivo; convincente.
Especulação: Sem comprovação; teoria sem fundamento.
Mesquita de Omar: Santuário muçulmano construído no local do antigo Templo judaico.
Monarca: Rei; soberano.
Precavido: Que tem precaução; cauteloso, prevenido.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

SILVA, S. P. Escatologia: doutrina das últimas coisas. CPAD, 2000.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que é o Santo Templo?

R. É o santuário por excelência do povo israelita, onde não somente este, como também os gentios, deveriam adorar e buscar ao Deus Único e Verdadeiro em espírito e verdade (Mc 11.17).

 

2. Quando foi construído o templo de Salomão?

R. Por volta do ano 966 a.C.

 

3. Por que o primeiro templo foi destruído?

R. Por causa da apostasia do povo de Israel.

 

4. Por que os judeus não mais ofereceram sacrifícios cruentos a Deus?

R. Por ter sido o Santo Templo destruído no ano 70 d.C. pelos romanos.

 

5. Cite algumas profecias que indicam a reconstrução do Templo.

R. Dn 9.27; Mt 24.15; 2 Ts 2.3-9.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsidio Teológico

 

“O Templo que será erguido e que certamente será profanado pelo Anticristo tem sido bastante discutido pelos judeus de todo o mundo. Quando Israel conquistou a parte velha da cidade de Jerusalém com as ruínas do Templo, em 1967, o velho historiador judeu Israel Eldad, segundo citação da ‘Revista Time’, teria dito: ‘Agora estamos no mesmo ponto em que Davi estava, quando libertou Jerusalém das mãos dos jebuseus’. E acrescentou: ‘Daquele dia até o momento em que Salomão construiu o Templo passou-se apenas uma geração. Assim também acontecerá conosco’.

Recentemente declarou um rabino judeu: ‘Estamos prestes a ver o grande Templo reconstruído’, isto é, o Templo da Grande Tribulação. E, sendo indagado por um Jornal bastante badalado: ‘Quem o reconstruirá: os judeus ou o Anticristo?’ Ele respondeu: ‘O Templo é chamado de ‘...o Templo de Deus’ (Dn 8.11,14; Mt 24.15; 2 Ts 2.4; Ap 11.1) e, evidentemente só os judeus (ou através deles) serão autorizados por Deus para sua construção’.

[...] É sabido hoje que já há projeto em Israel para a construção do Novo Templo. Os judeus políticos dizem: A construção do Templo será um ato político de primeira categoria, pois somente assim a anexação de Jerusalém se tornará uma realidade política. Além disso, também motivos religiosos forçam a construção do Templo”. (SILVA, S. P. Escatologia: doutrina das últimas coisas. 12.ed., RJ: CPAD, 2000, pp.79-80).

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2004

 

Título: Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas

Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade

 

 

 

Lição 6: O renascimento do Império Romano

Data: 7 de Novembro de 2004

 

TEXTO ÁUREO

 

Depois disso, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez pontas” (Dn 7.7).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O Novo Império Romano já é uma realidade. É através dele que o espírito do Anticristo está implantando a sua plataforma de governo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Dt 28.49,50

Uma antiga profecia do opressor

 

 

 

Terça - Dn 2.33

Ferro — O metal símbolo de guerra

 

 

 

Quarta - Dn 7.7

Roma — O animal feroz com dentes de ferro

 

 

 

Quinta - Dn 2.33,42,43

A fraqueza de Roma

 

 

 

Sexta - Dn 7.8

Roma — O instrumento do Anticristo

 

 

 

Sábado - Dn 2.34,45

A destruição de Roma

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Daniel 7.7-14.

 

7 - Depois disso, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez pontas.

8 - Estando eu considerando as pontas, eis que entre elas subiu outra ponta pequena, diante da qual três das pontas primeiras foram arrancadas; e eis que nessa ponta havia olhos, como olhos de homem, e uma boca que falava grandiosamente.

9 - Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça, como a limpa lã; o seu trono, chamas de fogo, e as rodas dele, fogo ardente.

10 - Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.

11 - Então, estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que provinha da ponta; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo, desfeito e entregue para ser queimado pelo fogo.

12 - E, quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida até certo espaço de tempo.

13 - Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele.

14 - E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino, o único que não será destruído.

 

PONTO DE CONTATO

 

Nesta lição, estudaremos um tema interessante e de grande profundidade, cujo desdobramento exige do professor instrução nos campos de estudo profético, histórico e contemporâneo. Você se sente apto para ministrar um assunto dessa envergadura? Não ensine despreparado! Estude com bastante antecedência.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Explicar a origem do Império Romano.
  • Analisar o ressurgimento do Império Romano na Era Escatológica.
  • Localizar as profecias bíblicas acerca do Império Romano.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

Os versículos 33-35 do capítulo 2 do livro de Daniel referem-se ao final do período dos gentios, no vale do Armagedom, onde os dez reinos escatológicos (que são uma extensão do Império Romano), serão destruídos pela pedra, que é Cristo, surgindo um novo reino.

No capítulo 7 de Daniel, temos a visão dos quatro animais que representam a história moral e religiosa desses quatro reinos: o leão — Babilônia (4); o urso — Média e Pérsia (5); o leopardo — Grécia (6); o animal terrível — Roma (7). Os dez dedos da estátua correspondem aos dez chifres do animal e aos dez da besta (Dn 2.41; 7.24; Ap 13.1; 17.12), que representam dez regiões administrativas que abrangerão um território maior do que o Antigo Império Romano. O Novo Império Romano dará apoio ao Anticristo (Dn 7.25), mas será um governo instável (Dn 2.41-43), marcado por guerras (Dn 7.24) e por sistemas políticos distintos — ferro e barro (Dn 2.33).

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, nesta lição, usaremos uma Correspondência Lógica entre as profecias. Este recurso apresenta a relação entre duas profecias que se completam (Dn 2.31-45 7.3-28). Preencha o quadro diante dos alunos. Solicite a participação de todos.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

O renascimento do Império Romano não é uma hipótese. Se ao término da Segunda Guerra Mundial, parecia ele utopia numa Europa humilhada e destruída, hoje mostra-se mais real do que nunca. Não importa o nome que se lhe dê: União Europeia ou Novo Império Romano. O terrível animal, visto por Daniel, acha-se prestes a pisar e a despedaçar a quantos se lhe opuserem. Esse reino, que não terá paralelo na história dos grandes impérios, devido a sua maldade, dará todo o suporte político, econômico e religioso ao Anticristo, a fim de que este venha a dominar o mundo todo.

O Senhor Jesus, porém, o abaterá, reduzindo-o a um monturo. O Rei dos reis e Senhor dos senhores não tolerará a soberba do inimigo.

A Europa reunificada, por conseguinte, não é um mero fenômeno político, mas o cumprimento da profecia bíblica. É o que veremos nesta lição.

 

I. A ORIGEM DO IMPÉRIO ROMANO

 

Fundada em 753 a.C, foi a cidade de Roma estendendo-se até assenhorear-se dos mais distantes e desconhecidos reinos. Seus domínios iam da Europa à Babilônia, englobando o Norte da África e o Oriente Médio.

Em 66 a.C, as forças romanas chegaram à Terra Santa. Comandadas pelo general Pompeu, conquistaram o território israelita e subjugaram Jerusalém. Mostrando nenhum respeito ao vencido, Pompeu invade a Casa de Deus, escarnece dos ministros do altar e profana o Santo dos santos.

O terrível animal começava a exibir suas garras.

 

II. O IMPÉRIO ROMANO NA BÍBLIA

 

1. A profecia de Moisés. A Europa era praticamente desabitada, quando Moisés profetizou a ascensão de Roma como a grande opressora dos filhos de Israel: “O SENHOR levantará contra ti uma nação de longe, da extremidade da terra, que voa como a águia, nação cuja língua não entenderás; nação feroz de rosto, que não atentará para o rosto do velho, nem se apiedará do moço” (Dt 28.49,50).

Foi exatamente isso o que aconteceu no ano 70 de nossa era, quando os exércitos romanos, comandados por Tito, destruíram Jerusalém, derribaram o Santo Templo e dispersaram os poucos judeus que sobreviveram à ira romana.

2. A profecia de Daniel. Em duas ocasiões distintas, o profeta Daniel refere-se tipologicamente ao Império Romano. No capítulo dois, descreve ele a aparência exterior deste; ao passo que, no capítulo sete, revela sua índole e caráter.

a) Sua aparência exterior. “E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro esmiúça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrantará” (Dn 2.40).

b) Seu caráter. “Depois disso, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez pontas” (Dn 7.7).

No capítulo 13 de Apocalipse, o Império Romano é mostrado como a base para os dois representantes de Satanás: a Besta e o Falso Profeta. Veja como as profecias de Daniel acham-se em perfeita harmonia com as de João.

 

III. TENTATIVAS DE SE ERGUER O IMPÉRIO ROMANO

 

Não foram poucas as tentativas de se ressuscitar o Império Romano. O que dizer do Sacro Império Romano Germânico? Ou das tentativas da Igreja Católica em ocupar o espaço deixado pelos imperadores de Roma?

No início do século XIX, o imperador francês, Napoleão Bonaparte, à frente de um formidável exército, saiu a unificar uma Europa retalhada por ódios e nacionalismos irreconciliáveis. Ele, porém, fracassou como haveria de fracassar Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

Se por um lado, ostenta a Europa a dureza do ferro; por outro, mostra ser tão frágil quanto o barro. Além do mais, como pode o ferro unir-se ao barro?

 

IV. O IMPÉRIO ROMANO NA ERA ESCATOLÓGICA

 

Que ninguém se engane! A era escatológica já chegou. E uma de suas maiores evidências é o ressurgimento do Império Romano que, desta feita, terá as seguintes características:

1. Apesar das aparências, estará cronicamente dividido. “E, como os artelhos eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro se não mistura com o barro” (Dn 2.42,43).

Houve um tempo na Europa que, não obstante o parentesco de seus monarcas, estavam estes sempre em guerra. Foram-se quase todos os reis, e veio a União Europeia; a situação, porém, em nada foi alterada. Os ingleses continuam a não aturar os franceses, que desconfiam dos alemães, que não se dão com os italianos, que não aturam os espanhóis...

É justamente sobre bases tão frágeis que está sendo construído o Novo Império Romano.

2. A formação administrativa do Novo Império Romano. Tanto Daniel como João mostram o Novo Império Romano constituído a partir de dez unidades (Dn 2.41,42; Ap 13.1). Pensava-se, de início, que seria ele formado por apenas dez nações. Hoje, porém, já são 25 os países que formam a União Europeia. Como entender esta aparente contradição?

Na verdade, não são dez países; e, sim, dez regiões administrativas que abrangerão um território maior do que o Antigo Império Romano. Logo, o Novo Império Romano ocupará não somente a Europa, mas também o Norte da África e o Oriente Médio. Por conseguinte, cada região administrativa será composta por mais de um país.

3. O objetivo do Novo Império Romano. Terá o Novo Império Romano, por objetivo, sustentar o governo que Satanás, através da Besta e do Falso Profeta, implantará no mundo logo após o arrebatamento da Igreja. De acordo com Apocalipse 13, o domínio do Anticristo abrangerá tanto a economia e a política como a religião. Todavia, este reino não subsistirá; Cristo fará dele um monturo.

4. A destruição do Novo Império Romano. Ainda que o Império Romano se reerga, Cristo o destruirá. Nosso Senhor é aquela pedra que, sem esforço humano, abateu-se sobre a estátua vista por Nabucodonosor (Dn 2.34,35,44).

Daniel continua a descrever a ruína do Novo Império Romano, agora mostrado como aquele animal terrível: “Estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo, desfeito e entregue para ser queimado pelo fogo” (Dn 7.11). Por quem foi o animal morto? Pelo Filho de Deus! E. assim, recebe o Senhor Jesus o poder, a glória e a majestade.

 

CONCLUSÃO

 

Por mais poderosos que se mostrem os reinos deste mundo, não subsistirão ante a soberania divina. Roma dominou nações e reinos; pisou os mais aguerridos povos e humilhou os mais altivos soberanos. Mas nada poderá fazer contra o Senhor Jesus. Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.

Não tarda o dia em que o Império Romano, base do governo do Anticristo, haverá de prestar contas a Deus por todos os seus pecados e iniquidades. Ainda que renascido, não subsistirá.

Senhor Jesus, quem poderá subsistir ante o teu poder? Que a honra, a força e a glória sejam-te tributadas para todo o sempre.

 

VOCABULÁRIO

 

Cronicamente: Permanentemente.
Falso Profeta: Líder espiritual que dominará as religiões após o Arrebatamento, dando-lhes um caráter ecumenista, secular e essencialmente demoníaco.
Hipótese: Suposição; conjetura; opinião incerta.
Irreconciliável: Que não se pode conciliar; desacordo; divergente.
Monturo: Monte de lixo; entulho.
Utopia: Que não pode ser realizado; sonho; fantasia.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

ALMEIDA, A. Israel, Gogue e o Anticristo. CPAD, 1999.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Quando foi fundado o Império Romano?

R. Em 753 a.C.

 

2. Quem foi o primeiro profeta a citá-lo?

R. Moisés (Dt 28.49,50).

 

3. De que forma o Império Romano é descrito em Daniel?

R. Animal terrível, espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro (Dn 7.7).

 

4. Que general destruiu Jerusalém no ano 70?

R. Tito.

 

5. Como será destruído o Novo Império Romano?

R. Será destruído pelo Senhor Jesus, a pedra que, sem esforço humano, abateu-se sobre a estátua vista por Nabucodonozor.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsidio Teológico

 

“[...] Consideração das principais escolas escatológicas:

Preterista. Interpreta as profecias de Daniel e do Apocalipse como já cumpridas, com exceção de umas poucas....

Nessa visão das profecias, quase todo o livro de Daniel se cumpriu no período interbíblico (antes de Cristo) e o Apocalipse, na sua quase totalidade, foi cumprido nos primeiros três séculos da Era Cristã....

Progressista. Como o próprio nome já indica, interpreta Daniel e o Apocalipse como o desenvolvimento histórico do mundo. [...] Ela procura os cumprimentos proféticos nos grandes eventos, como o papado, a Reforma, a Revolução Francesa etc, e seus adeptos chegaram a marcar diversas datas para a volta de Cristo, sendo a principal delas a de 22 de outubro de 1844....

Futurista. Segundo essa escola, quase todas as profecias de Daniel e do Apocalipse se cumprirão durante os sete anos que se seguirão ao arrebatamento da Igreja, que, por sua vez, ocorrerá repentinamente.” (ALMEIDA, A. Israel, Gogue e o Anticristo.11.ed., RJ: CPAD, 1999, pp.122-3).

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2004

 

Título: Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas

Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade

 

 

 

Lição 7: A manifestação do Anticristo

Data: 14 de Novembro de 2004

 

TEXTO ÁUREO

 

O qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2 Ts 2.4).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Somente uma igreja cheia do Espírito Santo poderá resistir ao espírito do Anticristo que está em operação no mundo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - 1 Jo 2.18

O Anticristo aparecerá neste mundo na última hora

 

 

 

Terça - 1 Jo 2.22

O Anticristo nega o Pai e o Filho

 

 

 

Quarta - 1 Jo 4.3

O Anticristo não reconhece a obra vicária de Cristo

 

 

 

Quinta - 2 Jo v.7

O Anticristo é o enganador

 

 

 

Sexta - 2 Ts 2.9

O Anticristo virá segundo a eficácia de Satanás

 

 

 

Sábado - Ap 19.20

O Anticristo será lançado no lago de fogo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

2 Tessalonicenses 2.1-14.

 

1 - Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com ele,

2 - que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o Dia de Cristo estivesse já perto.

3 - Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,

4 - o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.

5 - Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?

6 - E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado.

7 - Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do meio seja tirado;

8 - e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;

9 - a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira,

10 - e com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.

11 - E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira,

12 - para que sejam julgados todos os que não creram a verdade; antes, tiveram prazer na iniquidade.

13 - Mas devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito e fé da verdade,

14 - para o que, pelo nosso evangelho, vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

PONTO DE CONTATO

 

A aula da semana passada foi desafiante, não foi? É possível que seus alunos ainda tenham dúvidas sobre algumas partes. Os temas escatológicos não são compreendidos com facilidade. Portanto, antes de iniciar a lição desta semana, reveja as questões pendentes da anterior, reforçando os pontos mais complexos.

Prepare a lição com bastante antecedência. Se possível, elabore-a ao longo de toda a semana. Pesquise todos os dias e anote cada detalhe descoberto. Os assuntos ligados à área profética exigem do professor redobrado estudo e concentrada atenção. Lembre-se! Se um professor secular ensinar algo errado a seus alunos, as consequências serão apenas para esta vida, mas se ensinarmos a Palavra de Deus de forma incorreta e negligente, os resultados do nosso erro repercutirão por toda a eternidade.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Explicar quem é o Anticristo.
  • Definir a missão do Anticristo.
  • Relacionar o Anticristo a Israel.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

A palavra “anticristo” só é mencionada na Bíblia em 1 e 2 João. Através de um jogo gramatical (singular e plural), o apóstolo faz distinção entre o “anticristo” (referindo-se ao governante mundial no tempo da Grande Tribulação), e “anticristos”, (aqueles que antecedem em seus ensinos o ministério do Ditador Mundial — 1 Jo 4.3). O prefixo “anti” tem o sentido básico de “em lugar de”, “oposto a” ou “semelhante a”, mas na epístola de João significa “contrário a”. Porém, o texto de 2 Tessalonicenses 2.4, conjuga dois sentidos: o de “contrário a”: “... o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus...”, e o de “semelhante a”, pois afirma que ele : “... se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”.

Quanto a sua natureza, o Anticristo será “segundo a eficácia de Satanás” (2 Ts 2.9), quanto ao seu caráter, será “o iníquo” (2 Ts 2.8), quanto a sua personalidade, “um orador cativante” (Dn 7.20; 2 Ts 2.11), quanto a sua missão, “opor-se a Deus” (v.4), quanto a sua influência, “mundial”, pois governará sobre todas as nações (Ap 13.8; Dn 8.24; Ap 17.12), quanto a Israel, será “o grande adversário” (Dn 7.21,25; 8.24; Ap 13.7).

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, nesta lição, usaremos um Quadro Antitético entre Cristo e o Anticristo. Quadro Antitético ou oposto é o recurso didático que apresenta o contraste entre dois personagens a fim de ressaltar suas qualidades opostas.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Embora o Anticristo não se haja manifestado ainda plenamente, o seu espírito aí está, transtornando igrejas, torcendo as Sagradas Escrituras, alterando a configuração política das nações e apoderando-se dos organismos internacionais, objetivando a instauração de seu império numa rebelião aberta contra Deus.

Quando o apóstolo João afirmou que o mundo jaz no maligno, queria ele deixar bem claro que todos os recursos, quer humanos, quer materiais, acham-se devidamente aparelhados para acolher o homem do pecado.

Nesta lição, veremos quem é o Anticristo e por que buscará ele apoderar-se do planeta. Estejamos, pois, alertas! Que o Diabo não tenha lugar na Igreja de Deus!

 

I. QUEM É O ANTICRISTO

 

As Sagradas Escrituras traçam-nos um nítido perfil do personagem que, durante a Septuagésima Semana de Daniel, haverá de dominar o mundo, subjugando todas as coisas ao império de Satanás. Vejamos, pois, como a Bíblia o descreve.

1. O arquiinimigo de Deus e seu Cristo. O Anticristo será a mais completa personificação de Satanás e o seu mais autêntico representante. Seu objetivo será:

a) Levantar-se contra o Cristo de Deus; e

b) Postar-se em lugar de Cristo, como se fora ele o messias que haveria de trazer a libertação a Israel e a salvação a toda a humanidade (Jo 5.43; 2 Ts 2.4). Aliás, é exatamente isto o que significa a partícula grega anti: “contra e em lugar de”. O Anticristo, pois, é aquele que se coloca no lugar de Cristo e contra Cristo se levanta.

2. O representante maior do Diabo. Segundo mostram os textos bíblicos, o Anticristo, ainda que pareça sobrenatural, será um ser humano como outro qualquer (Ap 13.12). Assim a Bíblia o intitula:

a) O príncipe que há de vir (Dn 9.26);

b) O que vem em seu próprio nome (Jo 5.43);

c) Aquele que se assentará no templo de Deus (2 Ts 2.4);

d) O homem do pecado (2 Ts 2.3).

3. A Besta. Por que o Anticristo é assim chamado? Devido à sua natureza, arrogância e prepotência. Erguendo-se ele contra Deus, intentará a perpetuação de seu império e a anulação do Reino de Cristo. Assim como o Diabo, no início, usou a serpente para enganar Eva, usará agora o animal de feroz aparência para ludibriar as nações logo após o arrebatamento da Igreja. Nesta ocasião, manifestar-se-á ele plenamente (2 Ts 2.6).

 

II. A MISSÃO DO ANTICRISTO

 

Tem o Anticristo como missão implantar o domínio de Satanás em todo o mundo, a fim de que este seja transformado no Reino das Trevas. Eis suas missões principais:

1. Criar uma religião, onde seja o Diabo reverenciado por todos os que, desprezando a verdade, apegaram-se à mentira. Nesta esfera, ele é assistido pelo falso profeta (Ap 13.11-18).

2. Estabelecer uma economia fortemente centralizada, através da qual forçará os habitantes da terra a aceitarem o sinal da besta (Ap 13.17,18).

3. Destruir as bases da religião divina, para que todos venham a crer em suas mentiras: “O qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2 Ts 2.4).

4. Enganar a Israel, fingindo ser o seu messias e, em seguida, destruí-la, numa tentativa sem precedentes de frustrar os planos de Deus com respeito ao estabelecimento definitivo e pleno dos filhos de Abraão na formosa terra (Dn 9.27; Ap 12.12-17).

5. Destruir os que se hão de converter durante a Grande Tribulação, objetivando desarraigar da terra quaisquer testemunhos concernentes ao Deus Único e Verdadeiro e ao seu Unigênito (Ap 7.9-17).

6. Multiplicar a iniquidade no mundo. Afinal, o Anticristo é conhecido como o homem do pecado e o iníquo (2 Ts 2.3). Ele, portanto, é o grande promotor da iniquidade.

 

III. A DOUTRINA DO ANTICRISTO

 

Eis as bases da doutrina a ser implantada pelo homem do pecado:

1. Substituir Deus pelo Diabo. Em muitos centros de estudos cristãos, o Senhor Deus já foi substituído pelo homem. Haja vista as teologias liberais, divorciadas da Palavra de Deus que se enveredaram pelo antropocentrismo, afirmando ser o homem a medida de todas as coisas (Sl 10.4; Ez 28.2). E, agora, já se busca substituir, descaradamente, Deus pelo próprio demônio!

2. Criar um messias para Israel, visando promover um pseudo-salvador para toda a humanidade. Quando os judeus perceberem que o Anticristo não é, de fato, o seu Cristo, mas um impostor, tentará ele destruir a descendência de Abraão (Dn 9.27).

3. Concretizar o que, desde que fora expulso do céu, o Diabo intenta fazer. Colocar o Diabo no lugar de Deus, a fim de que ele receba uma adoração que é exclusiva do Todo-Poderoso. A resposta de Deus para todas essas maquinações do Maligno está no Salmo 2. Ler também 2 Ts 2.8; Ap 19.19,20.

 

IV. O ANTICRISTO NO TEMPLO DE DEUS

 

Já que a Besta e o Falso profeta atuarão como antideuses, o reino de Satanás haverá de funcionar como o anti-reino de Deus.

Portanto, o momento de maior triunfo de Satanás será introduzir o seu representante no Santo Templo em Jerusalém. Ele assim agirá, a fim de que:

1. Os judeus aceitem o Anticristo como o seu messias. “Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis” (Jo 5.43).

2. A verdade seja erradicada. “E com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira” (2 Ts 2.10,11).

3. Sejam suspensos os sacrifícios de Deus. “E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador” (Dn 9.27).

Quando isto acontecer, será deflagrada toda a ira de Deus tanto sobre o Anticristo como sobre os seus adoradores. Mostrará Deus, uma vez mais, que não dividirá a sua glória com ninguém.

 

CONCLUSÃO

 

Escreve Paulo que o Anticristo será destruído pela Palavra de Deus (2 Ts 2.7,8). No Apocalipse, assim está narrado o seu fim: “E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre” (Ap 19.20).

O Senhor Jesus Cristo mostrará a todos que o seu poder é irresistível. Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Senhor Jesus, não nos deixes ser seduzidos pelo engano nem pelas mentiras do adversário. Que possamos, nestes instantes que ainda nos restam, agir de maneira santa e irrepreensível até que venhas buscar a tua Igreja.

 

VOCABULÁRIO

 

Antropocentrismo: Filosofia que afirma ser o homem o centro de tudo.
Erradicar: Extinguir; deixar de existir.
Maligno: Designação do apóstolo João ao pai de toda maldade - o Diabo (1 Jo 2.14).
Maquinação: Planejar em segredo; conspiração.
Perfil: Características de um indivíduo; delineamento de alguém.
Seduzir: Persuadir para o mau; desencaminhar daquilo que é reto.
Subjugar: Submeter ao domínio de; conquistar; dominar.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

GILBERTO, A. O calendário da profecia. CPAD, 2003.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Quem é o Anticristo?

R. O Anticristo será a mais completa personificação de Satanás e o seu mais autêntico representante.

 

2. Qual o duplo objetivo do Anticristo?

R. Levantar-se contra o Cristo de Deus e colocar-se no lugar de Cristo.

 

3. Cite duas missões do Anticristo.

R. Criar uma religião e estabelecer uma economia fortemente centralizada.

 

4. Qual a doutrina do Anticristo?

R. Substituir Deus pelo Diabo; criar um messias para Israel e concretizar o que, desde que fora expulso do céu, o Diabo intenta fazer.

 

5. Qual o destino do Anticristo?

R. O lago de fogo e enxofre (Ap 19.20).

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Teológico

 

“O Anticristo será um homem personificando o Diabo, porém, apresentando-se como se fosse Deus (Dn 11.36; 2 Ts 2.3,4). [...] A Besta ou Anticristo será uma personagem de uma habilidade e capacidade desconhecida até hoje. Será o maior líder de toda a história; acima de qualquer famoso general ou governante mundial conhecido. Será portador de uma personalidade irresistível. Sua sabedoria e capacidade serão sobrenaturais. Além da ação diabólica direta, outros fatores contribuirão decisivamente para a implantação do governo do Anticristo, como poderio bélico, alta tecnologia e poder econômico.

Será um grande demagogo. Influenciará decisivamente as massas com seus discursos inflamados (Ap 13.5). A Bíblia diz que toda a terra se maravilhará após a Besta (Ap 13.13). Exercerá uma influência e um fascínio extraordinário sobre as massas. [...] O Anticristo será recebido ao aparecer como solução dos problemas e crises sociais e políticas que fustigam o mundo inteiro, para os quais os líderes mundiais mais capazes não encontram solução” (GILBERTO, A. O calendário da profecia. 16.ed., RJ: CPAD, 2003, pp.48-9).

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2004

 

Título: Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas

Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade

 

 

 

Lição 8: A Grande Tribulação

Data: 21 de Novembro de 2004

 

TEXTO ÁUREO

 

Porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais” (Mt 24.21).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Só há um meio de se escapar da Grande Tribulação: manter-se fiel a Nosso Senhor Jesus Cristo, aguardando fielmente o seu retorno.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Mt 24.21

A Grande Tribulação será um fato, não uma possibilidade

 

 

 

Terça - Lc 21.23

A Grande Tribulação será um período de ira

 

 

 

Quarta - Ap 3.10

A Grande Tribulação não alcançará os crentes

 

 

 

Quinta - Ez 30.3

A Grande Tribulação será o Dia do Senhor

 

 

 

Sexta - Jr 30.7

A Grande Tribulação será a angústia do Jacó

 

 

 

Sábado - Mt 24.29

A Grande Tribulação será seguida de fatos extraordinários

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Apocalipse 6.1-8.

 

1 - E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei e ouvi um dos quatro animais, que dizia, como em voz de trovão: Vem e vê!

2 - E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso e para vencer.

3 - E havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem e vê!

4 - E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.

5 - E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi o terceiro animal, dizendo: Vem e vê! E olhei, e eis um cavalo preto; e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão.

6 - E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro; e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.

7 - E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem e vê!

8 - E olhei, e eis um cavalo amarelo; e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.

 

PONTO DE CONTATO

 

Inicie a aula perguntando a seus alunos o que sabem acerca do “Holocausto”. Incentive-os a contar o que leram ou ouviram a respeito desse triste e vergonhoso episódio da História recente da humanidade. Após colher algumas informações, compare-as com o conteúdo da lição. Diga a seus alunos que a Grande Tribulação não é para a Igreja, mas para os judeus e gentios. Nesse período, sob o comando do Anticristo, o anti-semitismo assumirá formas mais rígidas e perversas. Ore ao final da aula pela conversão de Israel à Cristo.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir o significado de Grande Tribulação.
  • Descrever as quatro fases da Grande Tribulação.
  • Apontar os objetivos da Grande Tribulação.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

A Grande Tribulação será após o arrebatamento da Igreja. Não há qualquer base bíblica que fundamente a ideia de que a Igreja passará por aqueles tenebrosos e angustiantes dias. Segundo a visão pré-tribulacionista, a Igreja, tanto os santos que agora dormem no Senhor, quanto os que estiverem vivos na ocasião do arrebatamento, serão retirados da terra “antes” de se iniciar a 70ª Semana de Daniel. Entretanto, alguns negam esta realidade, são: os mesotribulacionistas (acreditam que a Igreja será arrebatada no final do primeiro período da Tribulação); e os pós-tribulacionistas (que admitem a passagem da Igreja pela Grande Tribulação, sendo arrebatada na manifestação de Jesus em Glória). A Igreja de Cristo está isenta deste período profético pelas seguintes razões: Ela será arrebatada antes (2 Ts 2.3,6-8); é a Noiva do Cordeiro, não será maculada (2 Co 11.2); é luz e sal da terra, não ficará nas trevas espirituais (Mt 5.13,14); é santa, não sofrerá nas mãos do iníquo (2 Ts 2.8); tem o penhor e o selo do Espírito Santo (Ef 1.13,14); e guarda com paciência a Palavra de Deus (Ap 3.10).

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, para esta lição, usaremos um tipo de gráfico denominado Efeito Global. Esse recurso é usado quando se deseja apresentar a relação de diversos fatores com um mesmo tema. Na lição, temos um evento mundial, a “Grande Tribulação”, e, vários assuntos vinculados ao mesmo. O gráfico abaixo demonstra essa correspondência. Trata-se de um excelente recurso para sintetizar a lição.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Os profetas e apóstolos discorreram de tal forma sobre a Grande Tribulação, que basta uma leitura de seus escritos para conscientizar-nos de sua realidade escatológica. Haja vista o livro de Sofonias que, em termos proporcionais, foi o autor sagrado que mais tratou deste importante tema.

A Grande Tribulação é o “dia do Senhor”, no qual Deus entrará em juízo com um mundo altivo, rebelde e impenitente (Is 13.9-11; Ml 4.1).

Tendo como base as Sagradas Escrituras, observemos, como poderemos definir esta tão importante doutrina.

 

I. O QUE É A GRANDE TRIBULAÇÃO

 

1. Definição. A Grande Tribulação é o período de maior angústia da história humana, em que os ímpios serão obrigados a reconhecer quão terrível é cair nas mãos do Deus vivo. Na língua hebraica, a palavra angústia é particularmente forte: tsará, que significa, ainda, necessidade e esposa rival. Evoca este termo as contendas que havia, por exemplo, entre Penina e Ana, que levaram esta a uma aflição quase que indescritível (1 Sm 1.15).

A Grande Tribulação recebe, outrossim, as seguintes denominações na Bíblia Sagrada:

a) Dia do Senhor. “O grande dia do Senhor está perto, está perto, e se apressa muito a voz do dia do Senhor; amargamente clamará ali o homem poderoso” (Sf 1.14).

b) Dia da Angústia de Jacó. “Ah! Porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! E é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela” (Jr 30.7).

c) Ira do Cordeiro. “E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo servo, e todo livre se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro, porque é vindo o grande Dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” (Ap 6.15-17).

 

II. QUANDO TERÁ INÍCIO A GRANDE TRIBULAÇÃO

 

A Bíblia é clara a respeito da Grande Tribulação, que terá início:

1. Após o arrebatamento da Igreja. “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra” (Ap 3.10). Logo: a Igreja de Cristo não terá de experimentar a Grande Tribulação. Neste período, estaremos recebendo nossos galardões consoante ao trabalho que executamos na expansão do Reino de Deus. A promessa de Jesus à sua Igreja é a de preservá-la desse sofrimento (1 Ts 1.10; 5.9; Lc 21.35,36).

2. Na metade da 70ª Semana de Daniel. “E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador” (Dn 9.27).

A 70ª Semana de Daniel pode ser dividida em duas metades distintas.

a) A primeira metade da semana será marcada pelo reinado absoluto do Anticristo que, assentado no Santo Templo em Jerusalém, será aceito tanto pelos judeus quanto pelos gentios. Aqueles, tê-lo-ão como o seu messias; estes, como o seu salvador. Essas duas metades da semana profética de Dn 9.27 são mencionadas diversas vezes em Ap 11.2,3; 12.6,14; 13.5.

b) A Segunda metade será ocupada pela Grande Tribulação propriamente dita: “Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão” (1 Ts 5.3).

 

III. QUAL O OBJETIVO DA GRANDE TRIBULAÇÃO

 

A Grande Tribulação será deflagrada, visando a aplicação dos juízos divinos sobre a terra e a reconciliação de Israel com o seu verdadeiro Messias. Ela também possui como objetivos:

1. Levar os homens a se arrependerem de seus pecados. “E, por causa das suas dores e por causa das suas chagas, blasfemaram do Deus do céu e não se arrependeram das suas obras” (Ap 16.11).

2. Destruir o império do Anticristo. “E o quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e os homens mordiam a língua de dor” (Ap 16.10).

3. Desestabilizar o atual sistema mundial. “Estavas vendo isso, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra que feriu a estátua se fez um grande monte e encheu toda a terra” (Dn 2.34,35).

4. Implantar o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo. “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre” (Dn 2.44).

 

IV. QUEM PASSARÁ PELA GRANDE TRIBULAÇÃO

 

Há dois grupos distintos que passarão pela Grande Tribulação:

1. Os judeus que não tiverem aceitado a Cristo. “Ah! Porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! E é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela” (Jr 30.1-7). Leia também Apocalipse 12.1-7. Nesta passagem, Israel é tipificado pela mulher que, perseguida pelo dragão, vai procurar refúgio no deserto. E o dragão, que é o próprio Diabo, buscando sempre arruinar os planos de Deus, sai para fazer guerra aos descendentes da mulher que se acham espalhados pelo mundo.

2. Os gentios. “Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos” (Ap 7.9,13,14). Nesta passagem, somos apresentados aos gentios que serão salvos durante a Grande Tribulação.

 

V. AS QUATRO FASES DA GRANDE TRIBULAÇÃO

 

Durante a 70ª Semana de Daniel, na qual situa-se a Grande Tribulação, haverá quatro fases distintas:

1. A falsa paz oferecida pelo Anticristo. “E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso e para vencer” (Ap 6.2).

Não podemos confundir este cavaleiro com o Senhor Jesus Cristo que, em Apocalipse 19.11, aparece gloriosamente, voltando à terra para implantar o Reino de Deus (Ap 19.11). A paz a ser oferecida pelo Anticristo é ilusória e passageira (1 Ts 5.3).

2. A guerra. “E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada” (Ap 6.4).

3. A fome. “E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi o terceiro animal, dizendo: Vem e vê! E olhei, e eis um cavalo preto; e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão. E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro; e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho” (Ap 6.5,6).

4. A morte. “E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem e vê! E olhei, e eis um cavalo amarelo; e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra” (Ap 6.7,8).

Os quatro primeiros selos do Apocalipse são uma admirável síntese do que ocorrerá durante a Grande Tribulação. Em primeiro lugar, há a falsa paz oferecida pelo Anticristo. Paz esta, aliás, que, por ser estabelecida com base na injustiça, acabará por gerar guerras e desinteligências entre as nações. Como acontece em períodos de conflagrações, os conflitos armados trarão a fome que, por seu turno, haverá de gerar epidemias e pestilências.

 

VI. HAVERÁ SALVAÇÃO DURANTE A GRANDE TRIBULAÇÃO

 

Quando se estuda a Grande Tribulação, a pergunta é inevitável: haverá salvação neste período? O livro do Apocalipse mostra dois grupos distintos de salvos: os israelitas e os gentios (Ap 7.4-14). Isto significa que, apesar da oposição do Anticristo, a Bíblia continuará a ser divulgada em escala mundial. Enganam-se, portanto, os que afirmam que, após o arrebatamento da Igreja, as Sagradas Escrituras perderão a sua inspiração sobrenatural e única. Tal ensinamento não conta com qualquer respaldo bíblico. Afirma o profeta Isaías: “Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente” (Is 40.8).

 

CONCLUSÃO

 

Estejamos devidamente apercebidos, a fim de que não sejamos pegos de surpresa no arrebatamento da Igreja. Os que não subirem, terão de enfrentar a ira do Cordeiro. Infelizmente, muitos são os que se acham adormecidos espiritualmente. É hora de despertar deste sono! Caso contrário, como haveremos de escapar dos horrores da Grande Tribulação?

Senhor, não permitas que sejamos dominados pela sonolência espiritual. Queremos estar apercebidos, a fim de que, naquele grande dia, possamos estar para sempre contigo. Amém!

 

VOCABULÁRIO

 

Conflagração: Conflitos; em guerra.
Deflagrada: Que deflagra, irrompe, aparece ou surge.
Desinteligência: Divergência; inimizade.
Epidemia: Doença que ataca muitas pessoas da mesma região ao mesmo tempo.
Inspiração: Ação divina sobre os sacros escritores em virtude do qual seus escritos são produtos da vontade divina, constituindo-se regra de fé e prática.
Proporcional: Relação quantitativa entre o volume do livro e suas profecias.
Vestes brancas: Símbolo da justiça, retidão e santidade dos justos.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas bíblicas: Uma perspectiva Pentecostal. CPAD, 1995.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que é a Grande Tribulação?

R. É o período de maior angústia da história humana, em que os ímpios serão obrigados a reconhecer quão terrível é cair nas mãos do Deus vivo.

 

2. Quando terá início a Grande Tribulação?

R. Após o arrebatamento da Igreja e na metade da 70ª Semana de Daniel.

 

3. Qual o objetivo da Grande Tribulação?

R. Levar os homens a se arrependerem de seus pecados; destruir o império do Anticristo; desestabilizar o atual sistema mundial e implantar o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

4. Quais as quatro fases da Grande Tribulação?

R. A falsa paz oferecida pelo Anticristo; a guerra; a fome; e a morte.

 

5. A Igreja passará pela Grande Tribulação?

R. Não.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Teológico

 

“Após o arrebatamento, haverá um tempo de terrível tribulação e angústia predito pelos profetas do Antigo Testamento. Daniel refere-se a uma tribulação jamais dantes experimentada (Dn 12.1). Mateus 24.21-29 descreve-a como a Grande tribulação. E Apocalipse 3.10 descreve-a como ‘a hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra’. Jeremias, por sua vez, predisse que essas trevas seriam o ‘tempo de angústia para Jacó’ (Jr 30.4-7). Tanto Isaías quanto Zacarias falaram acerca desta indignação de Deus contra os habitantes da terra (Is 24.17-21 e Zc 14.1-3).

Quando terá início a Grande Tribulação?

Mateus 24.30 localiza a Grande tribulação como tendo lugar por ocasião do glorioso retorno de Cristo. É evidente, pois, que a tribulação ocorra entre o arrebatamento e a revelação de Cristo. Temos outras garantias de que o arrebatamento, realmente, ocorrerá antes da tribulação (1 Ts 5.9-11).

[...] Fica evidente, pois, que nenhuma parte da Igreja de Cristo será deixada na terra para sofrer os julgamentos de Deus durante a tribulação” (MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas bíblicas: Uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1995, pp.232-3).

 

 

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2004

 

Título: Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas

Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade

 

 

 

Lição 10: O Milênio — O Reino do Messias

Data: 5 de Dezembro de 2004

 

TEXTO ÁUREO

 

Bem aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” (Ap 20.6).

 

VERDADE PRÁTICA

 

O Milênio não é uma fantasia nem uma criação poética. É o Reino de Deus que o Senhor Jesus Cristo, juntamente com a sua Igreja, implantará neste mundo logo após a Grande Tribulação.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Is 2.4

O Milênio será um reino de paz

 

 

 

Terça - Is 11.6

O Milênio será um reino de tranquilidade

 

 

 

Quarta - Is 11.8

As crianças estarão seguras

 

 

 

Quinta - Is 11.10

As nações buscarão o Cristo de Deus

 

 

 

Sexta - Is 35.1,2

Os lugares secos reverdecerão

 

 

 

Sábado - Is 35.4,5

Haverá saúde e conforto espiritual

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Apocalipse 20.1-6.

 

1 - E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão.

2 - Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos.

3 - E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.

4 - E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.

5 - Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.

6 - Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos.

 

PONTO DE CONTATO

 

Professor, comente com a classe acerca da falibilidade dos governos humanos. Fale também sobre “certos projetos políticos” que nos são apresentados repetidamente, mas nunca se concretizam. Mediante estes argumentos, introduza a lição apresentando o governo justo e eficaz de Cristo no Milênio.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir biblicamente o termo Milênio.
  • Descrever os povos que estarão no Milênio.
  • Citar os objetivos do Milênio.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

As Escrituras afirmam que Deus é “Rei eterno” (Sl 10.16), “Rei da Glória” (Sl 24.8), “Rei sobre a terra” (Sl 47.2), e “Rei de Israel” (Is 44.6). O seu reino é atemporal (Sl 74.12) e domina sobre todas as coisas (Sl 103.19). Ele o “dá a quem quer” (Dn 4.25). Deus, como Rei, estabeleceu um reino teocrático com Adão, a quem deu o domínio sobre a criação (Gn 1.28), com o governo humano (Gn 9.1-7), com os reis de Israel (1 Sm 12.13), e com os gentios (Dn 4.17). Porém, esses monarcas falharam na execução da justiça e no reconhecimento da soberania de Deus sobre os reinos da terra (Dn 4). No entanto, Deus, através do herdeiro eterno do trono de Davi, Jesus (2 Sm 7.16; Hb 1.8), mostrará às nações, durante mil anos, a excelência de um governo regido com justiça e equidade (Hb 1.8) e orientado pela Palavra do Senhor (Is 2.3).

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Para essa lição, aconselhamos a utilização do Quadro de Pregas. Observe o modelo abaixo.

A primeira coluna deverá conter os tópicos da lição fixados no próprio cartaz. Na segunda, encaixe os subtópicos em tiras à medida que a aula transcorrer.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

O Século 21, aguardado ansiosamente como um novo recomeço para a humanidade, viu-se turbado pelos trágicos acontecimentos de 11 de setembro de 2001. Aquele atentado, que atingiu o coração da mais poderosa nação do planeta, haveria de desdobrar-se em guerras e desentendimentos. De repente, todo o sonho de paz desfazia-se em pesadelos, tornando inevitável a pergunta: O que nos reserva o futuro?

A Bíblia Sagrada mostra que, apesar de nossos temores, haverá uma era de tranquilidade e refrigério. Isto acontecerá quando o Senhor Jesus, logo após o Arrebatamento da Igreja e da Grande Tribulação, vier a este mundo instaurar o Milênio.

Nesta lição, veremos que o Milênio, ao contrário do que muitos alegam, têm sólidas bases bíblicas.

 

I. O QUE É O MILÊNIO

 

O termo “Milênio” não consta do texto bíblico, mas a expressão correspondente (“mil anos”), sim. Não obstante, a doutrina do Milênio é essencialmente bíblica e consistentemente teológica.

1. Definição. O Milênio é um período de mil anos durante o qual Cristo há de reinar plenamente sobre o mundo, de acordo com o que explicita João no Apocalipse (20.1-5).

Trata-se de um reino literal, cujo principal objetivo é a exaltação de Jesus não somente como o Messias de Israel, mas como o Desejado de todas as nações (Ag 2.7).

2. O Milênio e o Reino de Deus. O Milênio pode ser considerado ainda a manifestação plena do Reino de Deus na terra. E isto nada tem a ver com a doutrina de algumas seitas que, renegando as verdades bíblicas acerca do arrebatamento da Igreja, ensinam que este mundo haverá de melhorar, pouco a pouco, até transformar-se num paraíso.

 

II. QUANDO SERÁ O MILÊNIO

 

O Milênio terá início logo após a Grande Tribulação, quando Nosso Senhor Jesus Cristo, na companhia de todos os seus santos, houver aniquilado o dragão, o falso profeta e a besta (Ap 19.11-21). O Milênio, por conseguinte, dar-se-á, logicamente, depois do arrebatamento da Igreja.

Neste período, Satanás estará amarrado até que se completem os mil anos. Em seguida, importa que ele seja solto por um pouco de tempo, até que seja definitivamente lançado no lago de fogo (Ap 20.2,7,10). Ver também Mt 25.41.

 

III. QUEM ESTARÁ NA TERRA DURANTE O MILÊNIO

 

Estarão na terra, durante o Milênio, o povo de Israel e os gentios que houverem sobrevivido à Grande Tribulação e ao juízo das nações (Mt 25.31-41). A Igreja, como já o dissemos, estará, juntamente com Cristo, regendo o mundo. Afinal, dele recebemos esta promessa (Ap 2.26,27).

Não sabemos exatamente em que lugar encontrar-se-á a Igreja durante o Milênio: se no céu ou se entre a terra e o céu. De uma coisa temos absoluta certeza: com os nossos corpos já glorificados, estaremos reinando juntamente com Jesus. Aleluia! Onde estará o rei, aí também estará o seu reino e os seus súditos. Os maravilhosos detalhes desse evento encontram-se de posse do Rei dos reis.

 

IV. OBJETIVOS DO MILÊNIO

 

O Milênio será implantado, tendo vários objetivos bem definidos:

1. Exaltar a Cristo. Todos os povos, principalmente Israel, terão de se curvar ante Jesus Cristo, cujo nome será sublime e soberanamente exaltado como o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Fp 2.5-11; Ap 19.16). Ler também 1 Co 15.24-26.

2. Manifestar o Reino de Deus na sua plenitude. Na Oração Dominical, o Senhor Jesus ensinou-nos a orar: “Venha o teu reino” (Mt 6.10). Esta petição será plenamente respondida quando vier o Senhor Jesus, juntamente com a sua Igreja, inaugurar o Milênio — a exposição mais visível do Reino de Deus na terra.

3. Mostrar que este mundo pode ser administrado com justiça e equidade. Em consequência da corrupção e dos desmandos administrativos dos governantes, a população da terra é assolada pela fome, pela falta de habitação e por muitas outras necessidades básicas. Todavia, quando Cristo instaurar o seu governo, mostrará que todos esses problemas podem ser rápida e perfeitamente solucionados.

4. Deixar bem claro que os reinos deste mundo pertencem a Cristo. No deserto, Satanás tentou a Cristo, alegando serem dele todos os reinos deste mundo. Na verdade, tudo pertence a Jesus: “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (Ap 11.15). Desta forma, cumprir-se-á a aliança que Deus estabeleceu com a casa de Davi, da qual veio, legalmente, o Senhor Jesus (Is 9.7; Dn 7.14).

 

V. COMO SERÁ O MILÊNIO

 

O Milênio será um reino não somente de bênçãos espirituais, como também materiais, conforme o explicitam as Sagradas Escrituras. Por conseguinte, o Milênio:

1. Terá início com um grande derramamento do Espírito Santo. Profetiza Zacarias que, quando os israelitas se virem cercados pelas nações da terra, para destruí-los, clamarão angustiados pelo socorro divino. Nessa ocasião crucial, Jesus haverá de se manifestar com grande poder e majestade sobre Jerusalém e, juntamente com sua Igreja glorificada, livrará Israel de certeira destruição. Israel pranteará, humilhado e arrependido, aceitando o Senhor Jesus, a quem rejeitaram na sua primeira vinda (Zc 12.9,10; 13.1; 14.2-9; Ap 1.7; Is 66.15,16). Neste exato momento, experimentarão uma grande efusão do Espírito Santo: “E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram: e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zc 12.10).

2. Será um período de grande conhecimento da Palavra de Deus. “E virão muitos povos e dirão: Vinde, subamos ao monte do SENHOR, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do SENHOR” (Is 2.3). Diz ainda Isaías: “Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar” (Is 11.9).

Jerusalém será não somente a sede do governo messiânico como também o centro de adoração divina (Zc 14.16).

3. Será um tempo de paz universal. “E julgará entre muitos povos e castigará poderosas nações até mui longe; e converterão as suas espadas em enxadas e as suas lanças em foices; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra” (Mq 4.3).

4. Será uma era de abundante saúde física e mental. “Confortai as mãos fracas e fortalecei os joelhos trementes. Dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus: ele virá. e vos salvará. Então, os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão. Então, os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará, porque águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo” (Is 35.3-6).

5. Será uma era de prosperidade, segurança e vida longa. “Não edificarão para que outros habitem, não plantarão para que outros comam, porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice” (Is 65.22).

6. Será um período de plena recuperação ecológica da terra. “O deserto e os lugares secos se alegrarão com isso; e o ermo exultará e florescerá como a rosa. Abundantemente florescerá e também regorgitará de alegria e exultará; a glória do Líbano se lhe deu, bem como a excelência do Carmelo e de Sarom; eles verão a glória do SENHOR, a excelência do nosso Deus” (Is 35.1,2).

7. Israel habitará seguro, e estará de posse de todo o território que o Senhor prometera a Abraão. O capítulo 48 de Ezequiel descreve, em detalhes, os termos que as doze tribos de Israel ocuparão no período do Milênio. Será um território muito maior e muito mais amplo em relação ao ocupado hoje pelo Estado de Israel.

 

CONCLUSÃO

 

Ora, se o Milênio é tão maravilhoso, o que não diremos da Nova Jerusalém? O primeiro, apesar de suas realizações, será imperfeito e temporário; o segundo não, pelo contrário, há de ser eterno e perfeitíssimo. Já pensou quando entrarmos naquela cidade, cujo arquiteto e construtor é o próprio Deus? Como descrever a formosa cidade?

Senhor Jesus, ajuda-nos a cumprir nossa carreira neste mundo, para que possamos adentrar na Jerusalém Celeste. Queremos a tua companhia; desejamos ver o teu rosto. Sê conosco, meigo Salvador.

 

VOCABULÁRIO

 

Ecológico: Que diz respeito à ecologia (Relações dos seres vivos com o ambiente; restauração física da terra).
Efusão: Ato de derramar completamente; sem medida, total.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

HORTON, S. M. (ed.) Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. CPAD, 1996.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que é o Milênio?

R. O Milênio é um período de mil anos em que Cristo há de reinar plenamente sobre o mundo (Ap 20.1-5).

 

2. Quando será o Milênio?

R. O Milênio terá início logo após a Grande Tribulação, e por conseguinte, depois do arrebatamento da Igreja.

 

3. Qual o objetivo do Milênio?

R. Exaltar a Cristo, manifestar o Reino de Deus na sua plenitude, mostrar que este mundo pertence a Cristo e pode ser administrado com justiça e equidade.

 

4. Como será o Milênio?

R. Haverá grande derramamento do Espírito Santo, conhecimento da Palavra de Deus, paz universal, prosperidade, segurança, vida longa, etc.

 

5. Onde estará a Igreja durante o Milênio?

R. Reinando juntamente com Jesus.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsidio Teológico

 

“Apocalipse 20.1-3 e vv.7-10 tratam da condenação de Satanás. Ficará preso no abismo durante mil anos. O abismo permanecerá trancado e lacrado acima dele, de modo que não terá nenhuma atividade na terra durante aquele período. Depois, será solto por um pouco de tempo, antes de seu castigo eterno no lago de fogo.

Entre esses dois eventos, a Bíblia fala, em Apocalipse 20.4-6, daqueles que são sacerdotes de Deus e de Cristo, e que reinarão com Ele durante mil anos.

Apocalipse 20.4 trata de dois grupos de pessoas: O primeiro se assentará em tronos para julgar (isto é: governar). A mensagem a todas as igrejas (Ap 3.21,22) indica que são os crentes oriundos da Era da Igreja que permaneceram fiéis, sendo vencedores (Ap 2.26,27; 3.21; 1 Jo 5.4). Entre eles, conforme a promessa de Jesus, estarão os doze apóstolos julgando (governando) as doze tribos de Israel (Lc 22.30). Isso porque Israel, restaurado, purificado, com a plenitude do Espírito Santo de Deus, ocupará sem dúvida a totalidade da terra prometida a Abraão (Gn 15.18)” (HORTON, S. M.: As últimas coisas. In HORTON, S. M. (ed.) Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.638-9).

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2004

 

Título: Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas

Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade

 

 

 

Lição 11: O Julgamento Final

Data: 12 de Dezembro de 2004

 

TEXTO ÁUREO

 

Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At 17.31).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Que ninguém se iluda! O Julgamento Final não é uma hipótese. É algo já determinado por Deus, a fim de que a sua justiça seja plenamente notória, reconhecida e exercida em todo o Universo.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Jo 12.48

Os que rejeitam a Cristo serão réus no Juízo Final

 

 

 

Terça - Rm 2.16

Os segredos do coração serão julgados no Juízo Final

 

 

 

Quarta - 1 Co 6.3

Os anjos maus serão julgados no Julgamento Final

 

 

 

Quinta - 2 Tm 4.1

Os julgados no Julgamento Final

 

 

 

Sexta - 1 Pe 4.5

Tudo esta preparado para o Julgamento Final

 

 

 

Sábado - Ap 20.4

A realidade do Julgamento Final

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Apocalipse 20.11-15.

 

11 - E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.

12 - E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.

13 - E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.

14 - E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.

15 - E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.

 

PONTO DE CONTATO

 

Professor, estamos próximo ao término do trimestre. Sua classe tem crescido na graça e no conhecimento conforme nos adverte a Bíblia? Como sua turma tem se comportado durante as lições? Estão motivados? Interessados? Estão participando ativamente por meio de perguntas e colocações. Faça uma avaliação! Elabore um questionário com perguntas sobre as lições anteriores. Recapitule. A recapitulação é sumamente importante para garantir o encadeamento de ideias e um elevado nível de retenção dos conteúdos de ensino. Quando pontos mais importantes são revistos, reforça-se o aprendizado de conceitos-chaves.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Distinguir os diversos tipos de julgamentos bíblicos.
  • Descrever os objetivos do Julgamento Final.
  • Citar os fundamentos do Julgamento Final.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

O vocábulo grego traduzido por “tribunal” no Novo Testamento é “bema”, cujo significado literal é “passo”, representando “uma medida pequena”. A expressão em Atos 7.5 “bema podos” traduzido por “julgarei” é no grego “o espaço de um pé”, referindo-se à plataforma oficial de onde se proferia discursos (At 12.21), juízos e sentenças (Jo 19.13), ou onde o réu comparecia (At 25.6). Portanto, a palavra se refere ao “tribunal” ou a um “trono de julgamento”. O Novo Testamento menciona três tipos de tribunais: humano (1 Co 4.3), de Cristo e de Deus (2 Co 5.10; Rm 14.10), bem como cinco categorias de julgamentos: das nações (Mt 25.31-40), de Israel (Ez 20.34-38; Ml 3.2-5), dos crentes nos céus (2 Co 5.10), dos anjos (1 Co 6.3; 2 Pe 2.4; Jd v.6) e do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15). Neste último, serão julgados todos os homens não inscritos no Livro da Vida (Ap 20.12,15). Após o julgamento, o destino ou estado final destes são identificados como “fogo e tormento eterno”(Mt 25.41,46) e, “segunda morte” (Ap 21.8).

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, para esta aula sugerimos a utilização de um Quadro Didático que exponha os principais tipos de julgamentos mencionados na Bíblia. Desenhe o modelo abaixo num quadro-de-giz ou cartolina. Não faça letras muito pequenas. O tamanho deve ser proporcional à distância da qual o cartaz será lido.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Terminada a Segunda Guerra Mundial, os aliados reuniram-se na cidade alemã de Nuremberg, a fim de julgar os líderes nazistas por haverem estes cometido o mais hediondo crime contra a humanidade. Apesar de vários assessores de Hitler serem punidos com a morte, outros criminosos, igualmente culpáveis, conseguiram fugir ao julgamento, e refugiarem-se em confortáveis anonimatos.

No Julgamento Final, entretanto, ninguém escapará à justiça divina. Contra esta não há casuísmo nem brechas jurídicas. Os culpados serão, severamente, lançados no lago de fogo, onde serão atormentados pelos séculos dos séculos.

Nesta lição, estaremos considerando o Julgamento Final. Veremos por que este será instaurado e como atuará.

 

I. O JULGAMENTO FINAL

 

1. Definição. O Julgamento Final é a sessão judicial que terá lugar na consumação de todas as coisas temporais que, conduzido pelo Todo-Poderoso, retribuirá a cada criatura moral o que esta tiver cometido através do corpo durante a sua vida terrena.

2. No Antigo Testamento. Embora seja o Julgamento Final tratado, implicitamente, do primeiro ao último livro do Antigo Testamento, foi o profeta Daniel que discorreu, de forma mais explícita, acerca deste ato que haverá de realçar a supremacia e a singularidade da justiça divina: “Naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os sábios, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente” (Dn 12.1-3).

3. No Novo Testamento. No Sermão Profético, o Senhor deixa bem claro que o Julgamento Final não é uma mera hipótese; é uma realidade: “E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas” (Mt 25.31-41).

Paulo, Pedro e João tratam do Julgamento Final como algo integrante do plano redentivo de Deus. Na presente era, o Todo-Poderoso, através de seu Filho, oferece gratuitamente a salvação a todos os que creem, mas, na vindoura, haverá de condenar a quantos rejeitaram o Senhor Jesus e a graciosa salvação que ele consumou na cruz (2 Tm 4.1; 1 Pe 4.5; Ap 20.4).

4. Nosso Credo. O Credo das Assembleias de Deus no Brasil afirma de forma bem clara e irrespondível: “Cremos no Juízo Vindouro que justificará os fiéis e condenará os infiéis”.

 

II. OBJETIVOS DO JULGAMENTO FINAL

 

Tem o Julgamento Final vários objetivos conforme revelam-nos as Sagradas Escrituras:

1. Mostrar que a justiça de Deus deve ser observada e acatada por todos. Quando intercedia por Sodoma e Gomorra, indaga Abraão ao Senhor: “Não faria justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn 18.25). Esta mesma pergunta é feita ainda hoje por milhões de seres humanos inconformados com a situação a que este mundo chegou. No Julgamento Final, contudo, mostrará Deus que a sua justiça haverá de prevalecer de forma absoluta tanto sobre os vivos como sobre os que já tiverem morrido. Nosso Deus não compactua com a impunidade.

2. Punir os que rejeitaram a Cristo Jesus e sua tão grande salvação. Os que aceitam a Cristo Jesus são automaticamente justificados pela fé diante de Deus. Todavia, aqueles que rejeitam a sua justiça, hão de ser lançados no lago de fogo (Ap 20.15; Mt 25.41). Jamais entraremos nos céus fiados em nossa justiça que, aos olhos de Deus, não passa de trapos de imundície (Is 64.6).

3. Destruir a personificação do mal. Afirma Paulo aos irmãos de Corinto que iremos julgar os anjos: “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” (1 Co 6.3). O apóstolo refere-se, logicamente, aos anjos que acompanharam o ungido querubim em sua estúpida rebelião contra Deus; aos tais reservou o Senhor o lago de fogo (Mt 25.41). E, assim, estará sendo destruída, de uma vez por todas, a personificação do mal. Aliás, o Diabo há de ser lançado no eterno tormento antes mesmo da instauração do Julgamento Final (Ap 20.10-12).

 

III. OS FUNDAMENTOS DO JULGAMENTO FINAL

 

Se os falhos e imperfeitos julgamentos humanos têm os seus fundamentos, o que não diremos do Julgamento Final que será efetuado pelo justíssimo Deus. Vejamos, pois, em que consistem os fundamentos do Julgamento Final.

1. A natureza justa e santa de Deus. Em sua primeira carta, João oferece-nos uma das mais belas definições essenciais do Todo-Poderoso: “Deus é amor” (1 Jo 4.8). Contudo, não podemos esquecer-nos de que Deus possui uma natureza santa e justa. Todas as vezes que a sua santidade é ferida, sua justiça reclama, de imediato, uma reparação. Por conseguinte, estes dois atributos de Deus: a justiça e a santidade acham-se a fundamentar o Julgamento Final. Neste, todos os que porfiaram em menosprezar a santidade de Deus terão de se haver ante a sua justiça (Rm 2.5-10).

2. A Palavra de Deus. Além da natureza santa e justa de Deus, o Julgamento Final terá como fundamento a Palavra de Deus. Os que hoje a desprezam, serão por ela julgados conforme realçou o Senhor Jesus Cristo: “Quem me rejeitar a mim e não receber as minhas palavras já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” (Jo 12.48).

3. A consciência das criaturas morais. Os impenitentes também serão julgados por sua própria consciência que, embora falha, não deixa de ser um dos fundamentos do Julgamento Final: “Os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Rm 2.15). A lei moral divina acha-se gravada na consciência de todo o ser humano. É um dos “livros” a ser aberto no dia do juízo (Ap 20.12).

 

IV. COMO SE DARÁ O JULGAMENTO FINAL

 

O Julgamento Final terá início logo após o Milênio. O Apocalipse mostra que, terminados os mil anos, Satanás será temporariamente solto, e sairá a seduzir as nações, buscando induzi-las a se revoltarem contra o Cristo de Deus. Mas eis que sairá fogo do céu, e destruirá por completo os que se houverem levantado contra o Senhor (Ap 20.7-10).

Em seguida, terá início o Julgamento Final, que o Livro de Apocalipse descreve de forma vívida:

“E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Ap 20.11-15).

 

CONCLUSÃO

 

Hoje, através de Cristo Jesus, somos justificados por Deus. A partir do momento em que, pela fé, recebemos a Jesus como o nosso único e suficiente Salvador, passamos a ser vistos por Deus como se jamais tivéssemos cometido qualquer pecado; passamos a ser vistos como santos.

Se você ainda não recebeu a Jesus, faça-o agora mesmo! Somente Ele pode justificar-nos.

Querido Jesus, agradecemos-te, porque morreste na cruz, para que fôssemos plenamente justificados. E, agora, com base no teu precioso sangue, nenhuma condenação pesa sobre nós. Como a tua graça é maravilhosa! Tu nos livraste da ira vindoura.

 

VOCABULÁRIO

 

Anonimato: Pessoa que oculta o seu nome; que vive sem ser reconhecido publicamente.
Casuísmo: Medida que, no campo do direito e da moral, beneficia algumas pessoas ou situações, sem aplicação de preceitos gerais.
Impunidade: Estado de quem ficou sem punição.
Irrespondível: Que não há resposta ou réplica; irrefutável.
Porfiar: Contender; rivalizar; discutir; disputar.
Sermão Profético: Conjunto de ensinos de Cristo que tratam do final dos tempos.
Trapos de Imundície: Expressão branda, do original hebraico, cujo sentido denota que a justiça do melhor pecador é desprezível diante de Deus (Lv 15.19-24).

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (eds.) Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. CPAD, 2003.
COHEN, A. C. Estudos sobre o Apocalipse: Um comentário versículo por versículo. CPAD, 2001.
HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. CPAD, 2001.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que é o Julgamento Final?

R. É a sessão judicial que terá lugar na consumação de todas as coisas temporais que, conduzida pelo Todo-Poderoso, retribuirá a cada criatura moral o que tiver cometido através do corpo durante a sua vida terrena.

 

2. Quando se dará o Julgamento Final?

R. Logo após o Milênio, depois de Satanás ser destruído pelo Senhor.

 

3. Quais os objetivos do Julgamento Final?

R. Mostrar que a justiça de Deus deve ser observada e acatada por todos, punir os que rejeitaram a Cristo Jesus e sua tão grande salvação, e destruir a personificação do mal.

 

4. Quais os fundamentos do Julgamento Final?

R. A natureza justa e santa de Deus, a Palavra de Deus e a consciência das criaturas morais.

 

5. Que evento ocorrerá antes do Julgamento Final?

R. O Milênio.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsidio Teológico

 

“Este será o grande dia: o Juiz, o Senhor Jesus Cristo, vestido de majestade e terror. As pessoas que serão julgadas são os mortos, pequenos e grandes, jovens e velhos; altos e baixos; ricos e pobres. Ninguém é tão vil que não tenha talentos dos quais deverá prestar contas; e ninguém é tão grande que possa se livrar da prestação de contas; não somente os que estiverem vivos quando Cristo vier, mas todos os mortos também. Há um livro de memórias para o bem e o mal; o livro da consciência dos pecadores, mesmo que antes secreto, então será aberto. Cada homem recordará todos os seus atos passados, ainda que muitos os tenham esquecido há muito tempo. Outro livro será aberto, o livro das Escrituras, a regra da vida; representa o conhecimento do Senhor sobre o seu povo e suas declarações de arrependimento, a fé e as boas obras deles, mostrando as bênçãos do novo pacto. Os homens serão condenados ou justificados pelas suas obras; Ele provará seus princípios por suas práticas... Esta é a segunda morte, a separação final entre os pecadores e Deus. Que o nosso grande desejo seja observar se as nossas Bíblias nos justificam ou nos condenam agora; Cristo julgará os segredos de todos os homens conforme o Evangelho. Quem habitará com as chamas devoradoras?” (HENRY, M. Comentário Bíblico de Matthew Henry. 3 ed., RJ: CPAD, 2003, pp.1113-4).

 

 

 

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2004

 

Título: Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas

Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade

 

 

 

Lição 12: A formosa Jerusalém Celestial

Data: 19 de Dezembro de 2004

 

TEXTO ÁUREO

 

Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (2 Pe 3.13).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Que jamais nos esqueçamos de nossa cidadania celeste obtida por Cristo na cruz. Aqui, neste mundo cruel e iníquo, não passamos de peregrinos. Mas com a ajuda de Nosso Senhor, caminhamos para a Nova Jerusalém de Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Is 65.17

Os novos céus e a nova terra são criação de Deus

 

 

 

Terça - Is 66.22

Deus os criou porque ama o seu povo

 

 

 

Quarta - Gl 4.26

A Jerusalém Celeste é a mãe de todos nós

 

 

 

Quinta - Hb 12.22

A Nova Jerusalém é a cidade do Deus vivo

 

 

 

Sexta - Ap 3.10

A Nova Jerusalém desce de Deus

 

 

 

Sábado - Ap 21.2

A Nova Jerusalém é santa e formosa

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Apocalipse 21.9-27.

 

9 - E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.

10 - E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.

11 - E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.

12 - E tinha um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos de Israel.

13 - Da banda do levante, tinha três portas; da banda do norte, três portas; da banda do sul, três portas; da banda do poente, três portas.

14 - E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

15 - E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro.

16 - E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais.

17 - E mediu o seu muro, de cento e quarenta e quatro côvados, conforme a medida de homem, que é a de um anjo.

18 - E a fábrica do seu muro era de jaspe, e a cidade, de ouro puro, semelhante a vidro puro.

19 - E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda pedra preciosa. O primeiro fundamento era jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedônia; o quarto, esmeralda;

20 - o quinto, sardônica; o sexto, sárdio; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, jacinto; o duodécimo, ametista.

21 - E as doze portas eram doze pérolas: cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade, de ouro puro, como vidro transparente.

22 - E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor, Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro.

23 - E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.

24 - E as nações andarão à sua luz, e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra.

25 - E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite.

26 - E a ela trarão a glória e honra das nações.

27 - E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.

 

PONTO DE CONTATO

 

Professor, após recepcionar os alunos e visitantes, comente sobre as cidades que recebem peregrinos por serem consideradas santas: Meca, Santiago de Compostela, Roma, Jerusalém etc. Faça a relação entre as cidades e a religião representada, como por exemplo: Meca (muçulmanos), Roma (catolicismo). Depois, leia os versículos 24 a 26 do capítulo 21 de Apocalipse e explique a seus alunos que, na Nova Jerusalém, haverá uma só religião, a do Cordeiro, e lá, todas as nações peregrinarão para oferecer-lhe culto.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Descrever a Jerusalém Celeste.
  • Ilustrar a Jerusalém Celeste.
  • Valorizar o viver com Cristo nessa cidade.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

Os textos que descrevem a Cidade Santa não terminam em Ap 21.27, mas prolongam-se até 22.5. A linguagem lembra um antigo cortejo nupcial, portanto, valoriza as qualidades da nubente. Nestes textos, encontramos agudo contraste com a Babilônia, a meretriz do capítulo 17. Enquanto esta é prostituta e imunda, aquela é a noiva e santa; uma é a cidade dominada por Satanás; a outra, por Deus. Devemos também observar a relação entre a Nova Jerusalém e o Templo de Ezequiel: a glória do Senhor (Ez 43.5; Ap 21.11) as portas e o nome das doze tribos (Ez 48.31,32; Ap 21.12,13).

Quanto ao local, a Nova Jerusalém vem do céu; quanto à origem, de Deus (Ap 21.2); quanto à identidade, é a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, o Tabernáculo de Deus, a Esposa do Cordeiro (Ap 21.2,9).

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Construa uma Tabela Expositiva para facilitar a compreensão de seus alunos acerca de como será a nova vida na formosa Jerusalém Celestial.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Emílio Conde, num momento de raríssima inspiração, assim cantou a esperança do crente em relação à Nova Jerusalém:

“Quão glorioso, cristão, é pensares / Na cidade que não tem igual / Onde os muros são de puro jaspe / E as ruas de ouro e cristal / Pensa como será glorioso / Ver-se a triunfal multidão / Que cantando, aguarda a chegada / Dos que vencem a tribulação” (Harpa Cristã, 26).

O anseio demonstrado pelo irmão Conde, que já dorme no Senhor, é também o nosso. Não podemos depositar a nossa esperança num mundo que jaz no maligno, e que não poupa esforços por destruir a santíssima fé que recebemos de Cristo Jesus. Embora estejamos ainda aqui, o nosso coração acha-se ligado àquela ditosa cidade, cujo arquiteto e artífice é o próprio Deus. Na Jerusalém Celeste, passaremos a eternidade na companhia de Cristo Jesus — o Imaculado Cordeiro que se entregou a si mesmo, redimindo-nos de nossas iniquidades.

 

I. A REALIDADE DA NOVA JERUSALÉM

 

A crença na Jerusalém Celeste não é uma ficção futurística, nem um devaneio inconsequente. Trata-se de uma doutrina sólida, cujas raízes podem ser descobertas já no alvorecer da História Sagrada. Haja vista o sonho de Jacó. O patriarca viu uma escada unindo a terra ao céu, e por esta desciam e subiam os anjos de Deus (Gn 28.10-17). Na consagração do Santo Templo, o rei Salomão confessa a sua fé na imensidade do Todo-Poderoso, afirmando que o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas (2 Cr 6.18). Referia-se ele à excelsa habitação do Senhor. Mais adiante, nos Salmos, pergunta o poeta: “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?” (Sl 15.1).

No livro de Isaías, deparamo-nos com explícitas referências aos novos céus e à nova terra: “Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Is 65.17). Embora haja abundantes referências e muitas inferências sobre a futura morada dos santos, as passagens citadas são mais do que suficientes para mostrar-nos que a crença no porvir não é uma fantasia; é uma doutrina digna de todo o crédito.

 

II. A GRANDE E BENDITA ESPERANÇA DO POVO DE DEUS

 

O verdadeiro crente tem a sua esperança centrada em Deus. Sabe que, neste mundo, não passa de um peregrino que, orando e chorando, encaminha-se para a Jerusalém Celeste. Concentremo-nos, pois, no exemplo de Abraão, nosso pai na fé.

1. A experiência de Abraão. Apesar de Abraão haver recebido a terra de Canaã por herdade perpétua, sua esperança achava-se voltada para os céus, conforme escreve o autor da Epístola aos Hebreus: “Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” (Hb 11.8-10).

Ora, se a herança temporal e terrena do patriarca era algo inaudito, o que não dizer da promessa de uma cidade arquitetada e construída pelo próprio Deus? Abraão, olhando além do horizonte material, visualizou a Jerusalém Celeste.

2. Pensando nas coisas que são de cima. No capítulo 12 de sua Segunda Epístola aos Coríntios, o apóstolo Paulo, descrevendo suas experiências, revela que, certa vez, foi arrebatado ao terceiro céu, onde ouviu palavras inefáveis que o comum dos mortais não poderia escutar. Teria ele visto a Jerusalém Celeste? Eis porque exorta-nos a pensar nas coisas que são de cima: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Cl 3.1,2).

Que exortação! Se a nossa mente estivesse sempre centralizada nas coisas que são de cima, jamais perderíamos tempo com as coisas passageiras desta vida.

 

III. O QUE É A NOVA JERUSALÉM

 

Ao contrário do que ensinam os incrédulos, a Nova Jerusalém não é uma suposição nem algo imaginário; é real e concreta. No Apocalipse, temos dela uma descrição rica e pormenorizada. Vejamos o que é, de fato, a gloriosa cidade que, um dia, estaremos adentrando, a fim de estarmos para sempre com Nosso Senhor Jesus Cristo.

1. Definição. A Nova Jerusalém, também conhecida como a Jerusalém Celeste, é o lugar que nos preparou o Senhor, para que, na consumação de todas as coisas, estejamos eternamente com Ele. É descrita ainda, pelo próprio Senhor, como a casa de meu Pai, onde há muitas moradas (Jo 14.1-4). Isto significa que há lugar para todos os que vierem a recebê-lo como o seu único e suficiente Salvador.

2. A localização da Nova Jerusalém. Acha-se esta cidade muito além do espaço sideral, num lugar jamais imaginado pela mente humana. Neste exato momento, enquanto ansiamos pela chegada do Cordeiro, a Nova Jerusalém, lindamente ataviada, aguarda a chegada do Esposo que, juntamente com a Igreja, adentrará os seus limites, levando os céus e a terra, conforme cantamos no hino três da Harpa Cristã, a ser a mesma grei. É o que podemos adiantar, por enquanto, acerca da localização da Nova Jerusalém. Quando lá estivermos; viremos a conhecê-la detalhadamente.

3. Suas dimensões. A cidade forma um cubo perfeito numa alusão ao Santo dos santos do Tabernáculo. Suas dimensões chefiam a 12 mil estádios (Ap 21.16) que, de conformidade com as medidas atuais, equivalem a 2.260 km². Isso, em medidas terrenas. As medidas celestes estão do outro lado; não são aprendidas aqui. Concluímos que a cidade toda formará um perfeito santuário, no qual o Senhor será sublime e eternamente glorificado pelos redimidos de todas as eras da História Sagrada.

4. Seu aspecto. A beleza da cidade é singularmente indescritível. Utilizando-se da limitação e das imperfeições da linguagem humana, embora inspirado por Deus, João assim descreve-nos a Ditosa Cidade: “E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. E tinha um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos de Israel. Da banda do levante, tinha três portas; da banda do norte, três portas; da banda do sul, três portas; da banda do poente, três portas. E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro” (Ap 21.9-15).

 

CONCLUSÃO

 

Quem entrará na Jerusalém Celeste? Aquele, cujo nome encontra se no Livro da Vida do Cordeiro. Portanto, se você ainda não recebeu a Jesus como o seu único e suficiente Salvador, aceite-o neste momento, e siga-o fielmente ate o fim. E, assim, entrará você na Cidade, e para sempre estará com o Senhor.

Ressaltamos, porém, que o nosso maior prazer não será propriamente estar na Jerusalém Celeste; e, sim, permanecer na companhia de Nosso Senhor Jesus Cristo pelos séculos dos séculos.

Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!

 

VOCABULÁRIO

 

Arquiteto: Que concebe a construção e a decoração de qualquer tipo de edificação.
Artífice: Indivíduo que cria: que se dedica a projetos e construção.
Excelso: Alto, elevado; grandioso; sublime; ilustre; magnificente.
Inaudito: Que nunca se ouviu dizer; extraordinário.
Inferência: Ato de deduzir por meio do raciocínio; dedução; ilação.
Temporal: Temporário; finito.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (eds.) Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. CPAD, 2003.
HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. CPAD, 2001.
SILVA, S. P. Apocalipse versículo por versículo. CPAD, 1997.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que é a nova Jerusalém?

R. A Nova Jerusalém, também conhecida como a Jerusalém Celeste, é o lugar que nos preparou o Senhor, para que, na consumação de todas as coisas, estejamos eternamente com Ele.

 

2. Qual a experiência de Abraão em relação à Jerusalém Celeste?

R. Apesar de Abraão haver recebido a terra de Canaã por herdade perpétua, sua esperança achava-se voltada para os céus.

 

3. Qual a recomendação de Paulo em relação à Jerusalém Celeste?

R. Pensar nas coisas que são de cima (Cl 3.1,2).

 

4. O que disse Jesus sobre a Casa do Pai?

R. Que há muitas moradas (Jo 14.1-4).

 

5. Quais as dimensões da Nova Jerusalém?

R. A cidade forma um cubo perfeito n uma alusão ao Santo dos santos do Tabernáculo. Suas dimensões chegam a 12 mil estádios (Ap 21.16) que, de conformidade com as medidas atuais, equivalem a 2.260 km².

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Bibliológico

 

“As cidades antigas eram modestas, se não francamente sujas. Tinham paredes de pedra, construídas sobre leitos de rochas ou montes de terra batida. Os portões eram feitos de madeira grossa e suportados por barras de ferro. As estradas eram sujas, apenas pavimentadas com pedras em casos excepcionais. Os melhores edifícios eram feitos de pedra, e os menores com tijolo cozido ao sol. Sem nenhum sistema de saúde pública e de remoção regular de lixo, a maioria delas estava assolada por moléstias e maus odores.

A Nova Jerusalém será totalmente diferente. Sua descrição nesse livro enfatiza sua pureza e perfeição. Os limites da cidade formam um perfeito cubo, exatamente como o lugar santíssimo do Tempo de Jerusalém. Suas dimensões são em números múltiplos de doze, um número associado à perfeição desde as doze tribos de Israel. As fundações da cidade são de pedras semipreciosas ao invés de barro, jaspe ao invés de rochas em suas paredes e edifícios feitos de ouro, e não, de madeira ou pedras.

A descrição da Nova Jerusalém no Apocalipse é semelhante à de Isaías 60. O profeta do Antigo Testamento mencionou um extenso uso de metais e materiais preciosos (60.5-9,17), a luz eterna vinda do Senhor (vv.1,2,20) — não do sol, lua ou estrelas (v.19,20) —, os portões que nunca se fecham (v.11), a justiça de cada habitante (v.21) e os reis das nações estrangeiras que vêm à cidade para adorar a Deus (vv.11-14)” (ARRINGTON, F. L.; STRONSTAD, R. (eds.) Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. RJ: CPAD, 2003, p.1923).

 

 

 

 

Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

 

4º Trimestre de 2004

 

Título: Vem o fim, o fim vem — A doutrina das últimas coisas

Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade

 

 

 

Lição 13: Estarás tu vigiando, quando Jesus vier?

Data: 26 de Dezembro de 2004

 

TEXTO ÁUREO

 

Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã” (Mc 13.35).

 

VERDADE PRÁTICA

 

“Cristão, acorda. Sua vinda é certa: Breve Jesus voltará! Para recebê-lo estás bem alerta? Breve Jesus voltará” (Harpa Cristã 401).

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Ap 16.15

Aguardemos a vinda do Senhor vigiando

 

 

 

Terça - 1 Ts 3.13

Esperemos a Cristo em santidade

 

 

 

Quarta - 1 Ts 5.23

Aguardemos a Cristo vivendo irrepreensivelmente

 

 

 

Quinta - 2 Tm 4.8

Na vinda de Jesus receberemos a coroa da justiça

 

 

 

Sexta - 2 Tm 4.8

Esperemos o Senhor, amando a sua vinda

 

 

 

Sábado - Tg 5.7

Com paciência, esperemos a vinda do Senhor

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Mateus 24.36-51; Marcos 13.33-37.

 

Mateus 24

36 - Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai.

37 - E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.

38 - Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,

39 - e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.

40 - Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro;

41 - Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada a outra.

42 - Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.

43 - Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa.

44 - Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.

45 - Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo?

46 - Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim.

47 - Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.

48 - Porém, se aquele mau servo disser consigo: O meu senhor tarde virá,

49 - e começar a espancar os seus conservos, e a comer, e a beber, com os bêbados,

50 - virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe,

51 - e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.

 

Marcos 13

33 - Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo.

34 - É como se um homem, partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um, a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse.

35 - Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã,

36 - para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.

37 - E as coisas que vos digo digo-as a todos: Vigiai.

 

PONTO DE CONTATO

 

Professor, enfim chegamos ao final de outro trimestre! Durante esse período, definimos, conceituamos, exemplificamos a doutrina, buscamos a comprovação dos fatos e exortamos nossos alunos à perseverança. Agora, podemos colher os resultados. Muitos equívocos doutrinários foram corrigidos, não é mesmo? Quantos irmãos foram consolados e edificados! Louvemos ao Senhor por nos chamar para este ministério tão abençoado: o ministério da educação cristã. Deus nos tem dado o privilégio de usarmos nosso talento em sua obra. Aleluia!

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Conceituar os termos “olhai”, “vigiai” e “orai”.
  • Expressar a necessidade da santificação.
  • Analisar a ênfase na ordem escatológica de Jesus.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

Os capítulos 24 e 25 do Evangelho de Mateus constituem-se numa pérola escatológica. O capítulo 24, que pode ser dividido em duas partes, trata de temas doutrinários (24.1-31) e exortativos (24.32-25.1-46). A primeira parte fala da destruição do templo (1-2), dos sinais proféticos (3-8), das perseguições (9-14), da Septuagésima Semana de Daniel (15-22), dos falsos cristos e profetas (23-28), e da vinda do Filho do Homem (29-31). A segunda, a partir do versículo 32, apresenta uma série de admoestações proféticas que assinala a aproximação do fim: a parábola da figueira (32-35), o sinal diluviano (36-42), a expectativa do patriarca (43-44), a parábola dos dois servos (45-51), das dez virgens (25.1-13), dos dez talentos (25.14-30), e por fim, da vida e castigo eterno (25.31-46).

Os principais verbos desta parte expressam uma ordem absoluta que deve ser obedecida irrestritamente: “aprendei”, “vigiai”, “estai”, etc. Todos denotam a urgência de se estar atento a fim de não ser surpreendido pela vinda repentina de Jesus.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, para esta última aula, é conveniente apresentar aos alunos uma Tabela Demonstrativa dos termos e figuras bíblicas que nos exortam à vigilância. Reproduza a tabela abaixo no quadro-de-giz ou prepare uma transparência para projetá-la em uma tela.

 

 

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Durante este trimestre, tivemos a oportunidade de constatar, pelas Sagradas Escrituras, que é chegado o momento de Cristo vir arrebatar a sua Igreja. Não sabemos se virá Ele na primeira vigília, se aparecerá na segunda ou na terceira, ou se haverá de romper os céus aos primeiros clarões da alva. De uma coisa, porém, estejamos certos: Jesus breve virá!

Estará você preparado para este dia e hora?

Muitos serão surpreendidos pela vinda do Senhor. Embriagados pelas ânsias desta vida, teimam em viver como se a vinda de Jesus fosse a mais remota das hipóteses. À semelhança daqueles escarnecedores referidos pelo apóstolo Pedro, perguntam: “Onde está a promessa da sua vinda?” O que tais crentes não sabem é que já estamos em plena era escatológica; vivemos os últimos dias desta dispensação.

Estarás tu vigiando, quando Jesus voltar?

 

I. O QUE SIGNIFICA VIGIAR

 

Vigiar é um dos verbos mais conhecidos nos arraiais evangélicos. Leva-nos esta palavra a uma ordem expressa e urgente de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir” (Mt 25.13). Tal mandamento, deu-nos Ele pouco antes do início de sua paixão, morte e ressurreição. O que significa, porém, vigiar?

1. Definição. Este vocábulo significa: observar atentamente, tomar cuidado, estar acordado, velar com toda atenção, postar-se como sentinela, precaver-se. É uma palavra rica em significados. Quando Cristo a usou, sabia Ele perfeitamente que os seus servos, nestes tempos difíceis e trabalhosos, teriam de munir-se de todos os cuidados possíveis, a fim de não serem subvertidos pelos acontecimentos que haveriam de preceder o soar da última trombeta.

2. Conceituação teológica. “Vigiar, no original, é um verbo mui sugestivo; significa estar sóbrio e manter a mente limpa. Nestes dias de intensa fúria das forças do mal, conservemos nossas mentes em contínuo equilíbrio para que não percamos de vista a vinda de Cristo. Como, porém, manter o equilíbrio em meio a tantas pressões? Através da oração e súplica. Quanto mais buscarmos a face de Deus, mais aptos estaremos para resistir ao período derradeiro da Igreja na terra” (Dicionário de Escatologia Bíblica, 1998, p.177, CPAD).

Diante do exposto, a pergunta não pode ser ignorada: Estamos realmente vigiando? Ou, simplesmente, estamos a brincar de crentes, como se este mundo, que jaz no maligno, fosse um imenso parque de diversões? Irmão, não estamos num parque de diversões; encontramo-nos num campo de batalha, onde nos defrontamos com um inimigo cruel e astuto. Mas nós haveremos de vencê-lo através do sangue do Cordeiro. Aleluia!

 

II. OLHAI, VIGIAI E ORAI

 

Ao transcrever o Sermão Profético de Nosso Senhor, o evangelista Marcos registra uma ênfase que todos deveríamos levar em consideração: “Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo” (Mc 13.33). Vejamos, a seguir, o por quê da ênfase que Jesus empregou nesta ordem escatológica.

1. Olhai. Este imperativo leva o crente a olhar para todos os acontecimentos que, nestes últimos dias, estão marcando a Igreja de Cristo e a História Universal. Lembra-se do que estudamos nas primeiras lições deste trimestre? Na segunda lição, vimos que a Igreja vem sendo atacada por uma onda inédita de heresias, apostasias. Na terceira, realçamos os sinais mencionados pelo Senhor em seu Sermão Profético.

Por conseguinte, “quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima” (Lc 21.28). Contemplemos os sinais não com espanto e medo; contemplemo-los com pleno regozijo; afinal, estão eles a assinalar-nos de que breve Jesus voltará.

2. Vigiai. Como já vimos acima, o vigiar diz respeito à nossa conduta e ao nosso andar como discípulos de Cristo Jesus. Os que não vigiam, estão a agir como aqueles servos das parábolas do Senhor. Um resolveu enterrar o talento outro pôs-se a espancar os conservos; as néscias dormiram sem se aperceberem de azeite. E, assim, quando o Senhor voltou, encontrou todos desprevenidos.

Está você vigiando? Ou acha que Jesus nunca nos chamará a prestar contas?

3. Orai. Como viver sem oração num mundo que, declaradamente, jaz no maligno? O apóstolo Paulo, ao discorrer sobre estes dias aos irmãos de Tessalônica, exortou-os: “Orai sem cessar” (1 Ts 5.17). Oremos, pois, em todo o tempo, a fim de que o Senhor nos leve a viver de vitória em vitória.

 

III. VIGIAI EM SANTIDADE

 

A doutrina da santificação vem sendo esquecida em muitos de nossos púlpitos. Na procura insana por aquilo que se convencionou chamar de politicamente correto, substituiu-se a teologia da santificação por um ensino de auto-ajuda e triunfalista. A grande proeza destes dias selvagens não é o ser santo, mas o triunfar na profissão e prosperar materialmente, como se estas fossem o parâmetro exigido por Deus para herdarmos a vida eterna. Todavia, a Palavra de Deus não deixa qualquer dúvida quanto às reivindicações divinas: “Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv 20.7).

No Apocalipse, deixa-nos o evangelista uma exortação que jamais deveria ser esquecida por aqueles que lutam por viver a eternidade ao lado de Cristo: “Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda: e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda” (Ap 22.11).

É chegado o momento de os santos mostrarem-se cada vez mais santos. Não há dúvida de que, nestes últimos dias, presenciaremos o surgimento de uma geração que, amorosa e sacrificialmente, tudo fará para honrar o Cordeiro de Deus através de uma vida irrepreensível e piedosa: “Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó” (Sl 24.6). Infelizmente, o número dos abomináveis aumentará de forma assustadora, e tudo farão para trazer o mundo para a Igreja.

Tem você vigiado em santidade? Tem buscado ao Senhor de todo o seu coração? Sem a santificação, ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

 

CONCLUSÃO

 

Querido irmão, breve Jesus voltará! Busquemos, pois, ter uma vida irrepreensível diante daquEle que, em breve, virá buscar-nos. Não podemos agir de maneira displicente como se fôssemos viver, neste mundo, por alongados dias. Aqui não é a nossa pátria. Somos peregrinos! E, assim, andando e chorando, caminhemos em direção da cidade, cujo arquiteto e construtor é o Senhor.

Jesus, não te esqueças de nós!

 

VOCABULÁRIO

 

Abominável: Detestável; que causa repugnância.
Ânsia: Angústia: ansiedade; agonia.
Astuto: Hábil em enganar; trapaceiro; sagaz.
Cruel: Que se compraz ou não hesita em fazer sofrer.
Proeza: Ação de valor; atitude de louvor.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

VINE, W. E. (et al.) Dicionário Vine: O significado exegético das palavras do Antigo e do Novo Testamento. CPAD, 2002.

 

EXERCÍCIOS

 

1. O que significa vigiar?

R. Este vocábulo significa: observar atentamente, tomar cuidado, estar acordado, velar com toda atenção, postar-se como sentinela, precaver-se.

 

2. Por que devemos vigiar?

R. Porque é uma ordem expressa de Jesus Cristo (Mt 25.13); e não sabemos o dia e nem a hora da sua vinda.

 

3. Quanto à oração, o que nos recomenda Paulo?

R. Orar sem cessar (1 Ts 5.17).

 

4. Por que devemos ser santos?

R. Porque o Senhor que é santo, ordenou (Lv 20.7).

 

5. Você esta preparado para o arrebatamento da Igreja? Pense nisso! Ainda ha tempo!

R. Resposta pessoal.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

 

Subsídio Etimológico

 

“VIGIAR, gregoreõ (γρεγορω), ‘vigiar’ e encontrado em 1 Ts 5.6,10, e em mais 21 outros lugares nos quais ocorre no Novo Testamento (por exemplo, em 1 Pe 5.8). Não é usado no sentido metafórico de ‘estar vivo’; aqui, é posto em contraste com o verbo katheudõ, ‘dormir’, que nunca é usado pelo apóstolo Paulo com o significado de ‘estar morto’ (só tem este significado no caso da filha de Jairo). Por conseguinte, o significado aqui é a vigilância e a expectativa em contraste com a falta de firmeza e a indiferença. Todos os crentes viverão juntos com Cristo a partir do tempo do arrebatamento descrito em 1 Ts 4; todos temos vida espiritual agora, embora a condição espiritual e a consecução de cada um varie consideravelmente. Aqueles que são negligentes e falham em estar alertas sofrerão perda (por exemplo, 1 Co 3.15; 9.27; 2 Co 5.10), mas, aqui, o apóstolo não está lidando com esse aspecto do assunto. Ele esclarece que o arrebatamento dos crentes na segunda vinda de Cristo dependerá somente da morte de Cristo por eles, e não da condição espiritual deles. O arrebatamento não é questão de recompensa, mas de salvação” [VINE, W. E. (et. al). Dicionário Vine: O significado exegético das palavras do Antigo e do Novo Testamento. RJ: CPAD, 2002, p.1059].

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net