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O fruto do Espirito Santo mansidão
O fruto do Espirito Santo mansidão

                            O FRUTO DO ESPIRITO SANTO MANSIDÃO

                                           COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

 

Mansidão:

Acepções

substantivo feminino

1    qualidade ou condição do que é manso

2    brandura de gênio ou de índole; brandura na maneira de expressar-se; doçura, meiguice, suavidade

Ex.: a m. de sua fala envolvia até os mais impacientes

3    ausência de agitação, de pressa, de inquietação, de ferocidade; serenidade, tranqüilidade, brandura

 

Etimologia.

manso + -i- + -dão; ver mans-;  mansidoen, mãsidom, mãssidõe, V manssydooe, mansidão.Sinônimos: ver sinonímia de meiguice e antonímia de fúria, Antônimos: braveza, bravura; ver tb. sinonímia de fúria.Mansidão é a qualidade daquele que é manso. Uma pessoa mansa é serena, ponderada, prudente, equilibrada. É o contrário da pessoa agressiva, ou brava, ou, ainda “braba”, no dizer da linguagem popular.Um crente em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo tem o dever de ser manso, de manifestar a mansidão em sua vida, em seus gestos, em suas atitudes. E isso não é fácil, num mundo em que vivemos, onde os violentos é que têm mais oportunidade de aparecer e de prevalecer, em muitas ocasiões e situações.

Contudo, de acordo com a Palavra de Deus, precisamos aprender com o Mestre Jesus, que diz: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (Mt 5.5). Foi um dos conselhos sábios que Jesus passou para seus discípulos e ouvintes, quando ministrava o seu famoso Sermão do Monte. Aprender a ser manso é um exercício difícil, mas necessário para uma vida tranqüila e santa, sob os ditames sagrados do livro de Deus. É necessário exercitar as emoções, os sentimentos, os conceitos e valores absorvidos ao longo da vida.

Dizem que o temperamento de cada um tem influência marcante nos seus gestos e atitudes. Se a pessoa é de temperamento colérico ou sanguíneo é difícil ser manso, segundo o que se pensa, pois o temperamento é extrovertido, expansivo, alegre, etc.; se a pessoa é dos temperamentos fleumático e melancólico, é mais fácil, pois são pessoas introvertidas, calmas, sem pressa, etc.

No entanto, quando aceitamos a Cristo, as “coisas velhas”, incluindo o comportamento antigo, as velhas atitudes e ações, tudo fica para trás (2 Co 5.17). Passamos a ser novas criaturas, nascidas em Cristo, e sofremos uma extraordinária transformação em nosso ser. Se somos nascidos de novo, devemos ser pessoas espirituais, que dão o “fruto do Espírito”, que inclui a mansidão (Gl 5.22). Não por causa do temperamento, mas, a despeito deste, passamos a ser mansos , como resultado da ação do Espírito Santo, que produz tal virtude em nosso ser. Deus é o que opera em nós “tanto o querer quanto o efetuar”, como diz Paulo. Não é atitude cristã dizer: “Eu sou assim mesmo...”; “quem quiser é assim...”. Isso é carnalidade pura, falta de conversão.

 

 

  1. O FRUTO DA MANSIDÃO NA BÍBLIA

 

QUE É MANSIDÃO? (na Bíblia, “força sob controle” – era utilizada para falar, por exemplo, de um cavalo selvagem que foi domado. O cavalo selvagem, quando domado, continua tendo tanta força e energia como antes, mas agora pode ser controlado).

Ser manso não significa ser fraco, covarde. Jesus e Moisés são chamados na Bíblia másculos!

  

E Gl 5.23 diz que a 8ª característica do tipo de pessoa que Deus quer nos tornar é a mansidão – e em Fp 4.5 explica porquê, dizendo: “Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos”.

Que significa você ser uma pessoa mansa? ...de reações controladas diante das pessoas (em vez de simplesmente reagir diante delas, você escolhe a reação que vai ter).

 

  1. Definição.

“Prautes ou praotes denota ‘mansidão’. Em seu uso na Escritura, no qual tem um significado mais extenso que nos escritos gregos seculares, não consiste só no ‘comportamento exterior da pessoa; nem ainda em suas relações com o próximo; tampouco na sua mera disposição natural. Antes, é uma entretecida graça da alma; e cujos exercícios são primeira e primariamente para com Deus. É o temperamento de espírito no qual aceitamos seus procedimentos conosco como bons, e, portanto, sem disputar ou resistir [...] Deve ser entendido claramente que a mansidão manifestada pelo Senhor e recomendada para o crente é fruto de poder. A suposição comum é que quando o homem é manso, é porque ele não pode se ajudar; mas o Senhor era ‘manso’porque Ele tinha os recursos infinitos de Deus à sua disposição” (VINE, E.W. (et al). Dicionário Vine: o significado exegético das palavras do Antigo e do Novo Testamento. CPAD, 2002).

 

Os três conceitos principais acerca do fruto espiritual da mansidão são os seguintes:

 

  1. a) Ser sempre submisso à vontade de Deus.

 

A vontade de DEUS é perfeita, ELE conhece o futuro e devemos sempre saber a sua vontade antes de realizarmos qualquer ato.

1 Jo 5.14 Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a vontade de Deus, ele nos ouvirá.

 

2 Sm 7.21 Por amor de tua palavra e de acordo com tua vontade, realizaste este feito grandioso e o revelaste ao teu servo. 22 "Quão grande és tu, ó Soberano SENHOR!

1Rs 8."SENHOR, Deus de Israel, não há Deus como tu em cima nos céus nem embaixo na terra! Tu que guardas a tua aliança de amor com os teus servos que, de todo o coração, andam segundo a tua vontade.

Sl 143.10 Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; que o teu bondoso Espírito me conduza por terreno plano

Mt 6.10 Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.

Mt 26.42 E retirou-se outra vez para orar: "Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade"

Hb 10. 9 Então acrescentou: "Aqui estou; vim para fazer a tua vontade"

Mc 3.35 Quem faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe".

Rm 9. 27 E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus.

Rm 12. 2 Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

1Ts 4.3 A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. 4 Cada um saiba controlar o seu próprio corpo{1} de maneira santa e honrosa, 5 não dominado pela paixão de desejos desenfreados, como os pagãos que desconhecem a Deus.

 

  1. b) Ser apto para aprender.

 

Mansidão e Aprendizagem

 

Alguns dos momentos mais duros na minha vida foram quando meus companheiros na obra procuravam seus próprios objetivos. Dor e feridas foram inevitáveis. Entretanto, estas coisas nos ensinam. O primeiro descanso oferecido em Mateus 11.28-30 é incondicional.

`Vinde a mim - e eu lhe darei descanso.´ Mas depois vem o descanso da vida inteira que recebemos quando aprendemos de Jesus – que é manso e humilde. Esta é a coisa principal que devemos fazer durante toda nossa vida. É triste ver quantos pastores limitam sua experiência cristã a ajuntar um grupo que possa satisfazer sua necessidade.

Coronel Arnolis Weerasooriya (1858 - 1888), um homem de Sri Lanka, cuja vida e obra foram altamente admirados pelo General William Booth (do Exército de Salvação), dizia:

`Fico aos pés de qualquer pessoa que andou com Jesus mais do que eu, para aprender dele´.

Cada fracasso é uma experiência de aprendizagem para o pastor manso. Se ele congregar dez mil pessoas no seu rebanho, ainda sente humilhado quando se lembra dos milhões que ainda não foram alcançados.

Toda nossa vida é uma experiência de aprendizagem. O conhecimento do Salvador que nos chamou é inesgotável. A pessoa mansa espera uma nova revelação da vida celestial para iniciar seu dia. Tal vida é cheia com a plenitude de Deus.

A bênção para o manso é que o Senhor o sustenta sempre (Salmo 37.24). Ele caminha por passos dirigidos pelo Senhor (Salmo 37.23).

Muitos caminham apressadamente para o ministério ou sucesso nos negócios. Não conseguem passar pelos atrasos ordenados por Deus. O homem manso empresta com generosidade porque reconhece que tudo que possui foi recebido (Salmo 37.26).

Os mansos não resistem à vontade do Senhor. O Senhor tem facilidade de instruí-los. Seu ouvido está sempre aberto às suas instruções.

Tenho muito temor quando vejo cristãos que vivem suas vidas dia após dia totalmente insensíveis a qualquer ordem de Deus ou à voz do Senhor. Há muitos senhores no corpo do Senhor.

Muitos líderes, mas poucos que podemos seguir. Muitos mestres, mas poucos servos. Muitos pregadores, mas poucos que escutam. Muitos que viajam, mas poucos que ficam quietos.

É estar sempre aberto à aprendizagem, ou seja, não ser orgulhoso quanto ao que se sabe e o que precisa aprender (Tg 1.21).

 

  1. c) Ser atencioso.

 

Em primeiro lugar Seja compreensivo, não exigente, com as pessoas que lhe prestam um favor. 

Lemos em Fp 2.4,5: “Que ninguém procure somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros. Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha...” .

Vou lhe perguntar: Como você trata as pessoas que lhe prestam algum serviço? ...o balconista, o caixa do banco, a secretária? É indiferente, como se fizessem apenas parte da mobília do lugar?

Estão ali para prestar serviço, mas são pessoas! Cumprimente-as, dê-lhes um aperto de mão, um sorriso...

Eu não gosto de atender ao telefone quando a pessoa do outro lado diz assim: “Alô! Fulano tá aí? ...eu poderia falar com ele?” – porque eu não um secretário eletrônico... quero ser cumprimentado, quero responder a um “como vai?”!

Entre as mais de 30 dicas para se viver melhor que tenho colecionado, há uma que diz: “Valorize as pessoas, elas não são descartáveis”. Seja manso!

 

Segundo, seja complacente, não crítico, com aqueles que erram. 

Gl 6.1,2 diz: “Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado...”. 

A tentação aqui pode ser muito bem a de ser crítico, de ser “mais santo do que o outro” e essa é a reação errada para com um irmão que está lutando contra o pecado.

Às vezes olhamos para os erros dos outros com lente de aumento e ficamos à dizer a mesma coisa que diz o lápis para o papel, quando quebra a ponta: “você vive me desapontando!”

Rm 14.1: “Aceitem o que é fraco na fé...”.

Vou fazer uma pergunta: Qual a sua reação diante de pessoas que têm a vida toda bagunçada? – você pensa: “Eu não disse?” ou “Eu já sabia!”, ou “Ele merece!” ou “Como pode ser tão tolo?” ...você tem um sentimento interior de superioridade?

Quero lhe falar um pouco sobre o dia em que uma mulher apanhada em adultério foi carregada para fora da casa onde estava e trazida até Jesus. Qual foi a reação de Jesus? ...foi cheia de sensibilidade – Ele a defendeu diante dos outros, mas depois que a multidão se foi, então, em particular, falou-lhe sobre o seu pecado. Jesus foi manso, não crítico!

 

Por que devemos nos esforçar para não ser críticos? Foi assim que Cristo nos tratou!

Rm 15.7 revela o seguinte: “...aceitem-se uns aos outros, da mesma forma que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus”.

Você sabe, Deus tolera muitas coisas que fazemos, e se Deus tolera nossas fraquezas, podemos aprender a tolerar as falhas dos outros.

Sempre que você se sentir tentado a julgar uma pessoa, faça uma pausa para lembrar o quanto Deus lhe perdoou – quanto mais reconhecemos o perdão que Deus nos deu, mais tolerante seremos com os outros.

Portanto, quando as pessoas o decepcionarem, aja com compreensão e sem julgamento, porque Deus é invariavelmente manso com você!

 

Terceiro, seja delicado com as pessoas que discordam de você, e não se sinta derrotado. 

É um fato da vida que você nunca poderá agradar a todo o mundo (você vai sempre conhecer pessoas que gostam de instigar, discutir e brigar). 

Num dia desses, enquanto procurava alface num mercado, ouvi uma conversa banal, mas reveladora. Uma mulher falou diante da banca de frutas: "Não suporto uvas". A sua colega respondeu apenas: "Adoro uvas". Não sei como acabou a conversa, mas pode estar certo: muitos desentendimentos começam com assuntos de pouca importância. 

Talvez você já teve a seguinte experiência: Convidou um casal de amigos para um jantar em sua casa. Aí, na mesa, o marido da outra começa a contar uma história, mas em seguida a mulher diz: “Querido, não foi assim. Lembre-se: foi a tia Maria, não a tia Suzana”. Você acha que os outros estão interessados em saber qual foi a tia? 

Já discutiu por causa de uma data sem sentido? “Foi em 1982. Não, foi em 1983. Não. Não foi. Foi em 1982. Não foi...” 

Imagine ainda essa cena: - "Eu? Levar desaforo para casa? É ruim, hein! Mas nem morto! Você não me conhece!" - "Espere aí, você não é crente?" - "Sou, sou crente mas não tenho sangue de barata! Até lá na igreja mesmo, quando fazem alguma coisa que me provoca, eu solto os bichos!!!" - "Mas, irmão... - "Que irmão o quê! Me larga, me larga!!" 

Como você deve reagir diante dessas pessoas? ...você tem três alternativas: pode se calar, reagir com ira, ou responder com mansidão. 

Se você se calar diante de pessoas briguentas, é como se dissesse à elas: “Está bem, seja como você quiser”. É a paz a qualquer preço, mas isto não compensa. 

Se você reagir com ira, irá em frente, atacará seja quem for que fique contra a sua opinião; mas a ira é geralmente um sinal de insegurança – a pessoa se sente insegura, imagina que vai perder, então, pra compensar, fica irada.

Mas a terceira alternativa é responder com mansidão; é o método que Deus quer que você escolha. Esse tipo de reação exige equilíbrio, mas é abençoado! 

Pv 15.1 diz: “A resposta calma [branda] desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira”.  

Você já experimentou isso? Eu já. Quando alguém faz uma pergunta, se você responde com arrogância, a pessoa vai, provavelmente, esquentar com você. Mas, se responder com mansidão, a pessoa vai se abrir para você.

Amado, atente também para o que diz a Bíblia em 2Tm 2.24, 25: “Ao servo do Senhor não convém brigar, mas sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem...”

Paulo está dizendo que a mansidão é a capacidade de discordar agradavelmente.

 

Seja delicado com as pessoas que discordam de você.

 

E ainda, seja capaz de aprender, não seja inacessível. 

Quando alguém o corrigir, seja capaz de aprender.

Pv 13.18 diz: “...quem acolhe a repreensão recebe tratamento honroso”. Sabe, as pessoas mais sábias, são as que mais querem aprender com as outras.

Você consegue aprender com seus filhos, com seu marido, sua esposa?

Vou lhe dizer como acabar sozinho na vida: Nunca admita nenhum erro. Nunca aprenda nada com ninguém. Nunca permita que alguém lhe ensine alguma coisa. Isto o fará ficar sozinho!

MANSIDÃO, pois, é também a disposição de aprender e de admitir quando se está errado.

Há quando tempo você não chega à alguém e diz: “Sabe, eu estava errado”? ...há pessoas que não dizem isso há anos – será que são infalíveis?

 

Observe outro texto da Bíblia, Tg 1.21 que diz: “...recebei com mansidão a palavra em vós implantada”.

Mansidão é também a atitude que devemos ter quando lemos ou ouvimos a Palavra de Deus – devemos nos aproximar dela com uma atitude mansa e humilde, dizendo: “Deus, quero ser ensinado”.

 

Você também deve agir, e não reagir. 

 

Quando alguém o fere, aja, não reaja. Faça como Jesus Cristo fez. O apóstolo Pedro disse dEle: “Quando foi injuriado, não injuriava, e quando padecia não ameaçava. Antes, entregava-se àquele que julga justamente”.

Quando Pilatos interrogava a Jesus, Ele suportou o julgamento em silêncio. Podia ter revidado, gritado, falado para se defender... mas não REAGIU, AGIU: assumiu o controle da situação.

Quando você reage a um insulto, está admitindo que a pessoa está no controle de suas emoções.

A palavra de Deus diz, Rm 12.17,21: “A ninguém torneis mal por mal... não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”.

Um homem estava contando que acompanhou um amigo a uma banca de jornal e viu seu amigo cumprimentar o jornaleiro muito simpaticamente. Mas em troca recebeu uma atenção grosseira, mal-educada, e o jornal jogado na direção dele. Viu, mesmo assim, o amigo sorrir educadamente e desejar ao homem um bom fim-de-semana. “Ele sempre o trata assim? – Sim, infelizmente. Mas, então, porque você é tão gentil com ele?”  - ...porque eu não quero que ele decida como devo reagir”.

Isso é mansidão – força controlada. Escolher a maneira de reagir.

 

 

  1. A MANSIDÃO DIVINA

 

Existe uma escola, “a escola da mansidão”, que é dirigida pelo Senhor Jesus Cristo. Ele fez um convite excelente aos que estão cansados e oprimidos, ante as vicissitudes da vida, ante a onda de pecado que avassala o mundo. Ele diz: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos , e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt 11.28.30).

Quem estuda na Escola de Jesus sabe o valor da mansidão acha difícil na prática, mas, com ajuda do Espírito Santo, podemos fazer “o dever de casa” e por em prática os preciosos ensinos de Jesus. Primeiro, porque ele não é do tipo de professor que ensina o que não faz, e faz o que não ensina. Quando, após ser julgado de modo ilegal por Pilatos, Ele foi esbofeteado, cuspido, escarnecido, mas “como ovelha muda perante os seus tosquiadores, não abriu a sua boca” (Is 53.7). Com obediência e zelo pelas lições do Senhor, podemos passar nos exames das provas de mansidão.

 

  1. A Mansidão de Deus.

 

A mansidão deve ser uma das qualidades do crente, porquanto o Espírito de Deus habita em seu interior. Deus é perfeitamente manso, mas também justo e que ira-se todos os dias (Sl 7.11). Como compreender isso? A ira de Deus é contra o pecado e o mal; não afeta seu amor e compaixão por nós. Deus é nosso exemplo perfeito de mansidão associada à firmeza.

 

  1. A Mansidão de Jesus.

 

Aquele que nos primeiros dias do Seu ministério disse: "Bem-aventurados os mansos", mais tarde também disse "Sou manso" (Mt.5v5; 11v29). Isso foi somente a prerrogativa dEle em poder dizer: "Sou manso", e ainda permanecer assim.

Entre os homens, tal alegação à mansidão negaria aquela mansidão fingida. Os outros podem dizer que um homem é manso, mas quando aquele mesmo homem assim fala, deixa de ser a verdade. Com o amado Salvador era diferente. Ele podia dizer: "Sou manso" e ainda permanecer manso. Mansidão é o fruto do Espírito e desejamos ponderá-la na sua perfeição na vida do Senhor Jesus.

Os grandes homens do mundo sempre desprezaram mansidão. Eles a confundiram com moleza e fraqueza. Os Faraós do Egito, os Reis da Babilônia , os Imperadores de Roma, os Príncipes da Pérsia, não toleravam mansidão.

Mas mansidão não é fraqueza. De fato, mansidão é a verdadeira força e pode ser vista como tal no ministério do Salvador. Alguém o descreveu como "excesso de falta de raiva". A definição pode parecer incômoda, mas é certa. Houve tempos e ocasiões quando o nosso Senhor poderia estar irado. Houve circunstâncias que O tornaram assim (Mc3v5). Mas é dito de amor que não é facilmente provocado, e assim foi com o grande Amante das almas. Existe uma raiva em nós que pode vir de malícia e amargura. Isto é errado, embora que nós, às vezes, podemos também estar com a justa ira, sem pecar (Ef.4v26).

Aquele Homem amado, manso e humilde era excessivamente sem ira e sempre desconhecedor da malícia.

No Salmo 45, um salmo Messiânico predizendo os triunfos do Cristo, é profetizado do Messias, que Ele prosperaria na causa da verdade, mansidão, e retidão. Sem dúvida, há de ter um cumprimento milenial disso no futuro, mas era verdade durante a Sua estada entre nós. Ele pregava a verdade e vivia em retidão. Mansidão une os dois. Foi o Espírito no qual Ele pregava e vivia enquanto esteve aqui na terra.

Outra vez, o profeta havia dito: "Eis que o teu Rei aí te vem, manso e assentado sobre uma jumenta". (Mt.21v5). Isto se cumpriu no dia em que o Salvador entrou em Jerusalém na jumenta, com roupas e ramos de árvores estendidos pelo caminho. "Hosana!" eles clamaram, "Hosana!" Mas o nosso Senhor sabia que a cruz estava perto, e Ele recebeu os seus louvores em mansidão. Ele, que um dia reinará e cavalgará em um cavalo branco em triunfo, assentou mansamente sobre uma jumenta, para ser crucificado dali a alguns dias (Veja Ap.19).

Quão mansamente o Salvador tolerou os escárnios injustos dos Seus inimigos. "Odiaram-me sem causa", Ele podia dizer (Jo 15.25). Injustamente o acusavam, eram os Seus inimigos (Sl.69v4). Note quão mansa e gentilmente Ele respondia mesmo às injustiças. "Não dizemos nós bem que és samaritano, e que tens demônio?", eles O acusaram (Jo.8v48-49). "Não tenho demônio", Ele respondeu, mas sem referência aos samaritanos. Bem Ele podia ter dito "Não sou samaritano", mas em mansidão característica Ele não ofenderia. Afinal, uma vez ele viajou para Sicar para trazer salvação a uma samaritana (Jo.4).

Mas será que realmente vemos a Sua mansidão quando O vemos no meio de inimigos cruéis acusando-O durante aquela última noite longa e solitária? Ele estava como um cordeiro levado ao matadouro. Ele estava como uma ovelha muda perante os seus tosquiadores. Como eles O despiram de tudo que era dEle, até as Suas próprias vestes, Ele era como a gentil corça da alvorada de Sl.22. Os touros de Basã e os cães de Roma O rodearam. Os líderes orgulhosos e arrogantes da nação e os soldados insensíveis de César O cercaram. No meio de tudo, o objeto da sua crueldade, Ele permaneceu em silêncio e sem queixa. Um tempo antes no jardim, Ele tinha dito a Pedro "Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que Ele não Me daria mais de doze legiões de anjos?" (Mt.26v53). Mas,sabendo que tudo estava ao Seu comando, Ele suportou mansamente tudo que Lhe fizeram.

E quando eventualmente eles O levaram para fora para morrer, e estenderam as Suas Mãos para cravá-las na cruz, em mansidão Ele disse: "Pai, perdoa-lhes" (Lc.23:34).

Não foi isto verdadeira força? Foi bem cedo mesmo no Seu ministério que Ele tinha ensinado os Seus discípulos: "Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem"(Mt.5v44). Esta exortação foi parte daquele mesmo ministério no qual Ele tinha dito "Bem-aventurados os mansos"(Mt.5v5). Quão literalmente Ele cumpriu as instruções que Ele tinha dado aos Seus, enquanto Ele orou pelos que estavam fisicamente O pregando naquela cruz.

É gostoso notar que no mesmo Salmo do Seu sofrimento lemos "Os mansos.....se fartarão" (Sl.22v26). O Príncipe de Sofredores um dia será recompensado pela Sua mansidão, porque "Os mansos herdarão a terra" (Sl.37v11). Ele regerá e reinará quando os reis da terra já passaram e são esquecidos.

Que nós, que O amamos e que desejamos ser semelhantes a Ele, sejamos sempre achados em "humildade e mansidão"; "modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens" (Ef.4v2; Tt.3v2). Bem-aventurados são os mansos.

 

III. REFERÊNCIAS BÍBLICAS À MANSIDÃO

 

Na Bíblia, a mansidão está freqüentemente associada a outros atributos ou em contraste com práticas erradas. Consideremos, portanto, alguns textos bíblicos e seus ensinos para nós.

  1. Mansidão e benignidade. Em 2 Coríntios 10.1, o apóstolo Paulo fez um apelo aos coríntios “pela mansidão e benignidade de Cristo”. Benignidade, nesta passagem, diz respeito a suportar ofensas com paciência e sem ressentimento, por amor a Cristo. Mansidão refere-se à brandura na conduta ou atitude, e opõe-se à rispidez, à severidade, à violência ou a grosserias carnais; de natureza adâmica.
  2. Mansidão e humildade. Estas duas virtudes estão intimamente ligadas: “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4.2). Humildade contrapõe-se ao orgulho. É uma atitude de submissão e respeito aos outros.
  3. Mansidão e sabedoria. “Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria” (Tg 3.13). Os sábios e inteligentes são mansos. Trata-se de um espírito de submissão e sempre inclinado à aprendizagem. Isto evidencia o fruto da mansidão.
  4. Mansidão e salvação. “Porque o Senhor se agrada do seu povo; ele adornará os mansos com a salvação” (Sl 149.4). Observamos neste texto sua harmonia com o Novo Testamento: “Pelo que, rejeitando toda imundícia e acúmulo de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar a vossa alma” (Tg 1.21). Neste texto, mansidão refere-se à inclinação para receber a Palavra de Deus com um coração submisso.

 

  1. EXEMPLOS DE MANSIDÃO NA BÍBLIA

 

O maior exemplo de mansidão nos foi dado por Jesus. Ele a ensinou e a viveu radicalmente. No Sermão da Montanha ele ensinou: ´Tendes ouvido o que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu porém, vos digo: não resistais ao homem mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra´ (Mt 6,38s).

Há muitos exemplos da prática do fruto da mansidão, ou de sua ausência, no Antigo e Novo Testamentos. Ao ler os acontecimentos bíblicos, reflita se os personagens envolvidos agiram mansamente. Se não, considere a possibilidade de que a história, em alguns casos, poderia ter sido diferente se esta virtude fosse manifestada. A seguir, examinaremos alguns exemplos.

  1. Abraão. É um exemplo notável desta virtude aplicada na resolução de disputas: “Ora, não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos. Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda” (Gn 13.8,9). À primeira vista, parece que Abraão está perdendo terreno por conceder a Ló o direito de escolher. Contudo, no fim da história o Senhor abençoou grandemente a Abraão. Isaque, filho de Abraão, seguiu o exemplo do pai e também foi abençoado pelo Senhor (veja Gn 26.20-26).
  2. Moisés. O texto de Números 12.3 diz que “era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra”. Na passagem de Êxodo 15.24,25, o povo murmurou contra Moisés, que imediatamente voltou-se ao Senhor. Fato semelhante ocorreu em Êxodo 17.3,4. Em outra ocasião, o povo criticou Moisés em público, no entanto, Deus o defendeu e falou diretamente com Arão e Miriã em benefício de seu servo. Nestes textos, aprendemos que o Senhor sustenta os submissos e mansos. Em Números 16, encontramos uma rebelião do povo contra a liderança de Moisés. Uma vez mais ele demonstrou mansidão, e Deus o protegeu.
  3. Paulo. Quando Paulo rogou aos coríntios, ele lhes apelou pela mansidão e benignidade de Cristo (2o Co.10v1). Tanto Paulo como os coríntios sabiam que em Jesus houve o grande exemplo de uma mansidão que seria o antídoto para cada problema. O apóstolo lhes rogou por aquela mansidão para ter pensamentos certos dele e do seu apostolado.

Paulo experimentou isso na sua vida. Ele segurava os mantos daqueles que apedrejavam Estevão, que, recebendo o martírio, como Jesus, orava pelos seus executores. ´Senhor, não lhes leves em conta este pecado ...´ (At 7,60). E Saulo ´que havia aprovado a morte de Estevão´, converteu-se maravilhosamente em seguida, por esses ´carvões em brasa´ que foram amontoados sobre a sua cabeça pela atitude de Estevão.

 

  1. RECOMPENSAS DA MANSIDÃO

 

Não há promessa boa na Bíblia para os violentos, os agressivos, os “ignorantes”, os “brabos”. Mas há promessas para os que são mansos de coração. No Sl 37.11, está escrito: “ Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz”. Isso contraria tudo o que se sabe em termos de propriedade da terra, de reforma agrária, ou coisa do gênero. Na terra, hoje, quem tem mais terra , são os ricaços, muitos vezes à custa de apropriação indevida, de expropriação ilegal, e até pelo uso da força. Mas, um dia, quando Cristo vier reinar neste mundo, os mansos é que serão donos das propriedades da terra, como herança concedida por Deus pela sua mansidão. Jesus repetiu essa promessa, no sermão do monte: “Bem-aventurados os mansos porque eles herdarão a terra” (Mt 5.5).

 

CONCLUSÃO

 

A mansidão é uma disposição do caráter que aceita, sem discutir, a verdade e a vontade de Deus. É uma postura dócil de completa submissão e aprendizado em Cristo (Mt 11.28). Essa virtude é fruto da atuação do Espírito Santo no crente. Não é a simples obediência, passividade ou indolência, mas a transformação moral segundo à obediência de Cristo (1 Pe 1.2). Assim, agiam as igrejas do Novo Testamento (Rm 16.19; 2 Co 7.15) e o próprio Cristo (Hb 5.8), que sendo perfeitamente homem, humilhou-se a si mesmo, e foi obediente até a morte (Fp 2.8). Segundo Paulo, aquele que não é capaz de ser manso e se submeter aos seus pastores não é digno da comunhão cristã (2 Ts 3.14). As Escrituras também tratam da obediência aos pais e a conseqüência imediata de desobedecê-los (Dt 21.18; Pv 30.17). Os resultados da sujeição mansa aos mandamentos divinos são exemplificados em Cristo, os da desobediência, em Adão (Rm 5.19). No grego, o termo obediência é formado por hypo, que significa debaixo de e traz a idéia de estar debaixo da vontade e do mandamento divino, e akouo, traduzido por ouvir, que fala da disposição mansa para obedecer a verdade vinda de cima. 

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com