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O fruto do Espirito Santo temperança
O fruto do Espirito Santo temperança

                               

               O FRUTO DO ESPIRITO SANTO TEMPERANÇA

                               COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

 

Nesta lição, analisaremos o fruto do Espírito quanto a sua “fatia” da disciplina — a temperança. O crente, que permite ao Espírito Santo torná-lo segundo a imagem de Jesus, desenvolverá esta virtude em todas as áreas da vida (2 Co 3.18).

Você precisa de mais disciplina e ordem em sua vida, sem reclamação? O fruto da temperança ou autocontrole — não simplesmente o natural ou advindo de cursos, mas do Espírito — é a resposta.

 

  1. O QUE É TEMPERANÇA

 

  1. Definição bíblica. A palavra original traduzida por “temperança” aparece somente em três passagens do NT: Gl 5.22, At 24.25 e 2 Pe 1.6. Em Gálatas 5.22, é usada para designar a última seção do fruto nônuplo do Espírito.

No Dicionário Houaiss:

n substantivo feminino

1 qualidade ou virtude de quem é moderado, comedido (espiritualmente: pessoa equilibrada)

2 sobriedade no consumo de alimentos e/ou bebidas (espiritualmente: o que não é glutão)

Ex.: a temperança é essencial à saúde (espiritualmente: Para se ter uma vida de comunhão com DEUS precisamos ser temperados)

3 hábito de poupar, de economizar; parcimônia (espiritualmente: sem luxúria, contribuinte fiel na casa do Senhor)

Ex.: temperança nas despesas (quantos crentes não sabem se controlar nos gastos e estão endividados e dando um péssimo testemunho perante a sociedade em que vivem, fazendo com que o nome de CRISTO seja blasfemado? - Se você é um destes, ainda é tempo de começar de novo, seja controlado pelo ESPÍRITO SANTO daqui para frente.)

 

Em Atos 24.25 Paulo empregou o termo ao discorrer com Félix acerca “da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro”.

24.25 JUSTIÇA, E DA TEMPERANÇA, E DO JUÍZO VINDOURO. Quando Paulo fala diante de Félix a respeito da fé em Jesus Cristo, e prega a respeito da justiça, e da temperança e do Juízo vindouro , Félix fica apavorado. Essa reação concorda com as palavras de Jesus de que quando vier o Espírito Santo, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo (Jo 16.8). A salvação de todas as pessoas depende da proclamação fiel das verdades solenes da Palavra, mediante as quais o Espírito Santo produz convicção no pecador (ver Jo 16.8).

 

2 Pedro 1.5,6, a palavra é incluída na lista das qualidades que todo cristão deve desenvolver: “Acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude, a ciência, e à ciência, a temperança, e à temperança, a paciência, e à paciência, a piedade”.

 

1.5 ACRESCENTAI À VOSSA FÉ. Pedro alista as virtudes que o cristão deve desenvolver, a fim de ser espiritualmente vitorioso e frutífero diante de Deus (v. 8). A expressão "pondo nisto mesmo toda a diligência" demonstra que os crentes devem estar ativamente empenhados no seu crescimento espiritual (cf. Fp 2.12,13). Quem se torna cristão deve imediatamente envidar todos os esforços possíveis para acrescentar à sua fé as sete qualidades citadas nos versículos 5-9. Note que essas características espirituais não se desenvolvem automaticamente sem nosso esforço diligente de cultivá-las.

 

  1. Temperança como fruto do Espírito é autodisciplina.

A idéia principal de “temperança” é força, poder ou domínio sobre o ego, inclusive petulância, arrogância, brutalidade e vanglória. É o controle de si mesmo sob a orientação do Espírito Santo.

 

Em 1 Coríntios 9.25, a temperança é empregada em alusão ao treinamento e disciplina rígidos de corredores gregos em seu esforço para conquistar o prêmio. Paulo freqüentemente faz uso das analogias do atleta e do soldado em seus escritos. “Correi de tal maneira que alcanceis [o prêmio]. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”.

 

9.24 O PRÊMIO. O "prêmio", a coroa "incorruptível" (v. 25), refere-se à vitória de obtermos a salvação eterna, o alvo precioso da vida cristã (cf. 1.8; 4.5; 6.2,9,10; 15.12-19). Esse alvo somente podemos atingir, abrindo mão dalguns dos nossos direitos, por amor ao próximo (8.7-13), e renunciando as coisas que nos eliminariam para a corrida espiritual (10.5-22).

 

9.24 CORREI DE TAL MANEIRA QUE O ALCANCEIS. Paulo ilustra o princípio de que se alguém deixa de exercer seu autodomínio, a abnegação e o amor ao próximo, ele mesmo será rejeitado por Deus, mesmo sendo um pregador do evangelho (ver v.27).

 

(1 Co 9.24,26,27). Aqui, não se trata de ascetismo pagão e idólatra, nem de auto-flagelação religiosa, mas de manter o nosso inteiro ser em sujeição por amor a Cristo.

 

  1. Domínio sobre os desejos sexuais. A palavra temperança também é usada em referência ao domínio do cristão sobre os desejos sexuais: “Mas, se os solteiros não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se” (1 Co 7.9).

1 Coríntios 7.9 Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se.

1Co 6.15 Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo e fa-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo. 16 Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. 17 Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito. 18 Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. 19 Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? 20 Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.

 

6.15 OS MEMBROS DE CRISTO.

 

O apóstolo, advertindo contra o relaxamento moral, demonstra as terríveis conseqüências para o crente, da imoralidade sexual. Quando o crente une-se fisicamente a uma mulher decaída, fica sendo um só com ela, sujeito ao seu domínio (v.16; cf. Gn 2.24), profana aquilo que Cristo santificou (v. 15), e separa-se do reino de Deus (v. 9). Na imoralidade sexual, a pessoa praticamente separa-se da união com Cristo, ao fazer do seu corpo um membro da outra pessoa imoral e ímpia.

 

6.18 FUGI DA PROSTITUIÇÃO.

 

 A imoralidade sexual é terrivelmente abominável diante de Deus. Mais do que qualquer outro ato pecaminoso, profana o corpo, que é o templo do Espírito Santo (vv. 15-20). Por isso, Paulo admoesta: "Fugi" da imoralidade sexual. O uso do tempo presente, aqui, indica que o cristão deve fugir repetidas vezes da imoralidade sexual (cf. Gn 39.12)

 

6.19 NOSSO CORPO É O TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO.

 

 Se somos cristãos, nosso corpo é a morada pessoal do Espírito Santo (ver Rm 8.9,11, onde vemos que o Espírito Santo é o selo de Deus em nós, mostrando que lhe pertencemos). Porque Ele habita em nós e pertencemos a Deus, nosso corpo nunca deve ser profanado por qualquer impureza ou mal, proveniente da imoralidade, nos pensamentos, desejos, atos, filmes, livros ou revistas. Pelo contrário, devemos viver de tal maneira que glorifiquemos e agrademos a Deus em nosso corpo (v. 20).

 

  1. O SEGREDO DA TEMPERANÇA

 

A falta de temperança leva a pessoa a cometer excessos ao dar vazão aos desejos pecaminosos da carne. O melhor antídoto contra isso é estar cheio do Espírito Santo, porque desta maneira estaremos sob o seu controle. Ele nos ajuda a dominar nossas fraquezas, e submetermo-nos à sua vontade. Ver Rm 8.5-9 = 5 Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito. 6 Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. 7 Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. 8 Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. 9 Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

 

8.5-14 SEGUNDO A CARNE... SEGUNDO O ESPÍRITO. Paulo descreve duas classes de pessoas: as que vivem segundo a carne e as que vivem segundo o Espírito. (1) Viver "segundo a carne" ("carne", aqui, é o elemento pecaminoso da natureza humana) é desejar e satisfazer os desejos corrompidos da natureza humana pecaminosa; ter prazer e ocupar-se com eles. Trata-se não somente da fornicação, do adultério, do ódio, da ambição egoísta, de crises de raiva, etc. (ver Gl 5.19-21), mas também da obscenidade, de ser viciado em pornografia e em drogas, do prazer mental e emocional em cenas de sexo, em peças teatrais, livros, vídeo, cinema e assim por diante. (2) Viver "segundo o Espírito" é buscar a orientação e a capacitação do Espírito Santo e submeter-nos a elas e concentrar nossa atenção nas coisas de Deus. É estar sempre consciente de que estamos na presença de Deus, e nEle confiarmos para que nos assista e nos conceda a graça de que carecemos para que a sua vontade se realize em nós e através de nós. (3) É impossível obedecer à carne e ao Espírito ao mesmo tempo (vv. 7,8; Gl 5.17,18). Se alguém deixa de resistir, pelo poder do Espírito Santo, a seus desejos pecaminosos e, pelo contrário, passa a viver segundo a carne (v.13), torna-se inimigo de Deus (8.7; Tg 4.4), e a morte espiritual e eterna o aguarda (v.13). Aqueles cujo amor e solicitude estão prioritariamente fixados nas coisas de Deus, podem esperar a vida eterna e a comunhão com Ele (vv. 10,11,15,16)

Sem o auxílio do Espírito de Deus, nossas inclinações naturais cedem facilmente aos desejos pecaminosos. Todavia, ao nascermos do Espírito, a nova natureza divina em nós esforça-se por cumprir toda a sua vontade e agradá-lo.

 

III. UMA VIDA EQUILIBRADA

 

  1. O princípio do equilíbrio é uma das leis naturais do universo. O controle perfeito que Deus exerce sobre a natureza é mencionado na Bíblia (Jó 37.14-16).

Gênesis 1.6 E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.

Isaías 44.24 Assim diz o SENHOR, teu Redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o SENHOR que faço todas as coisas, que estendo os céus e espraio a

terra por mim mesmo;

 

A CRIAÇÃO

Gn 1.1 “No princípio, criou Deus os céus e a terra.

 

O DEUS DA CRIAÇÃO. (1) Deus se revela na Bíblia como um ser infinito, eterno, auto-existente e como a Causa Primária de tudo o que existe. Nunca houve um momento em que Deus não existisse. Conforme afirma Moisés: “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Sl 90.2). Noutras palavras, Deus existiu eterna e infinitamente antes de criar o universo finito. Ele é anterior a toda criação, no céu e na terra, está acima e independe dela (ver 1Tm 6.16 nota; Cl 1.16). (2) Deus se revela como um ser pessoal que criou Adão e Eva “à sua imagem” (1.27; ver 1.26). Porque Adão e Eva foram criados à imagem de Deus, podiam comunicar-se com Ele, e também com Ele ter comunhão de modo amoroso e pessoal. (3) Deus também se revela como um ser moral que criou tudo bom e, portanto, sem pecado. Ao terminar Deus a obra da criação, contemplou tudo o que fizera e observou que era “muito bom” (1.31). Posto que Adão e Eva foram criados à imagem e semelhança de Deus, eles também não tinham pecado (ver 1.26). O pecado entrou na  existência humana quando Eva foi tentada pela serpente, ou Satanás (Gn 3; Rm 5.12; Ap 12.9).

 

O PROPÓSITO E O ALVO DA CRIAÇÃO.

 

 Deus tinha razões específicas para criar o mundo. (1) Deus criou os céus e a terra como manifestação da sua glória, majestade e poder. Davi diz: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1; cf. 8.1). Ao olharmos a totalidade do cosmos criado — desde a imensa expansão do universo, à beleza e à ordem da natureza — ficamos tomados de temor reverente ante a majestade do Senhor Deus, nosso Criador. (2) Deus criou os céus e a terra para receber a glória e a honra que lhe são devidas. Todos os elementos da natureza — e.g., o sol e a lua, as árvores da floresta, a chuva e a neve, os rios e os córregos, as colinas e as montanhas, os animais e as aves — rendem louvores ao Deus que os criou (Sl 98.7,8; 148.1-10; Is 55.12). Quanto mais Deus deseja e espera receber glória e louvor dos seres humanos! (3) Deus criou a terra para prover um lugar onde o seu propósito e alvos para a humanidade fossem cumpridos. (a) Deus criou Adão e Eva à sua própria imagem, para comunhão amorável e pessoal com o ser humano por toda a eternidade. Deus projetou o ser humano como um ser trino e uno (corpo, alma e espírito), que possui mente, emoção e vontade, para que possa comunicar-se espontaneamente com Ele como Senhor, adorá-lo e servi-lo com fé, lealdade e gratidão. (b) Deus desejou de tal maneira esse relacionamento com a raça humana que, quando Satanás conseguiu tentar Adão e Eva a ponto de se rebelarem contra Deus e desobedecer ao seu mandamento, Ele prometeu enviar um Salvador para redimir a humanidade das conseqüências do pecado (ver 3.15). Daí Deus teria um povo para sua própria possessão, cujo prazer estaria nEle, que o glorificaria, e que viveria em retidão e santidade diante dEle (Is 60.21; 61.1-3; Ef 1.11,12; 1Pe 2.9). (c) A culminação do propósito de Deus na criação está no livro do Apocalipse, onde João descreve o fim da história com estas palavras: “...com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus” (Ap 21.3).

 

  1. O propósito divino é que os cristãos tenham uma vida equilibrada. Isto implica equilíbrio espiritual, físico, mental e emocional. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreveu os capítulos 12, 13 e 14 de 1 Coríntios a fim de enfatizar o equilíbrio no exercício dos dons espirituais, e a necessidade destes estarem harmonizados pelo amor. Na igreja de Corinto havia abuso no exercício dos dons espirituais, enquanto, na de Tessalônica havia controle excessivo dos referidos dons, o que também causava desequilíbrio. Estes crentes impediam a obra do Espírito e até menosprezavam os dons, principalmente o mais notório, a profecia

 

(1 Ts 5.19,20). 5.19,20 NÃO EXTINGAIS O ESPÍRITO. (1) Paulo compara o extinguir o fogo do Espírito com o desprezo e rejeição às manifestações sobrenaturais do Espírito Santo, tais como a profecia (vv. 19,20). Reprimir ou rejeitar o uso correto e ordenado da profecia, ou de outros dons espirituais, resultará na perda em geral da manifestação do Espírito (1 Co 12.7-10,28-30). O ministério do Espírito Santo a favor dos crentes é descrito em Jo 14.26; 15.26,27; 16.13,14; At 1.8; 13.2; Rm 8.4,11,16,26; 1 Co 2.9-14; 12.1-11; Gl 5.22-25. (2) Estes dois versículos mostram com clareza que outras igrejas tinham em seu meio a manifestação de dons espirituais nos cultos de oração. Note-se bem que as mensagens proféticas não desprezadas, mas também aceitas após exame cuidadoso (v. 21; ver 1 Co 14.29).

 

  1. Vida equilibrada é viver com moderação. Isto significa que devemos evitar os extremos de comportamento ou expressão, conservando os apropriados e justos limites. Obviamente há coisas das quais o cristão tem de se privar totalmente (Gl 5.19-21; Rm 1.29-31; Rm 3.12-18; Mc 7.22,23). Entretanto, Deus criou muitas coisas boas para delas desfrutarmos com prudência, sob a orientação do Espírito Santo e da Palavra de Deus. Examinemos os ensinos bíblicos quanto à temperança em áreas específicas de nossa vida.

 

  1. a) Controle da língua.

 

A temperança começa com o controle da língua, e o apóstolo Tiago informa-nos o quão difícil é realizá-lo.

 

A LÍNGUA TAMBÉM É UM FOGO. Tiago enfatiza nossa inclinação ao pecado através da fala. Os pecados da fala incluem palavras ásperas e maldosas, mentira, exagero, doutrinas falsas, calúnia, fuxico, jactância, etc. O crente maduro mantém sua língua sob controle mediante a ajuda do Espírito Santo, que leva "cativo todo entendimento à obediência de Cristo" (2 Co 10.5). Por causa dessa tendência de pecar com a língua, Tiago exorta a todo ser humano a ser "pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar" (1.19).

(Tg 3.2). Se você não controla sua língua, sua fala, sua conversa, não controla nada mais em sua vida. Se você realmente deseja o fruto da temperança, peça ao Espírito Santo para controlar sua língua.

 

  1. b) Moderação nos hábitos cotidianos.

 

Em 1Co 6.12 TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS. Essa declaração é claramente uma citação da falsa teologia dos inimigos de Paulo. Pensavam que tinham o direito de fazer tudo quanto queriam.

 

6.15 OS MEMBROS DE CRISTO. O apóstolo, advertindo contra o relaxamento moral, demonstra as terríveis conseqüências para o crente, da imoralidade sexual. Quando o crente une-se fisicamente a uma mulher decaída, fica sendo um só com ela, sujeito ao seu domínio (v.16; cf. Gn 2.24), profana aquilo que Cristo santificou (v. 15), e separa-se do reino de Deus (v. 9). Na imoralidade sexual, a pessoa praticamente separa-se da união com Cristo, ao fazer do seu corpo um membro da outra pessoa imoral e ímpia.

 

6.18 FUGI DA PROSTITUIÇÃO. A imoralidade sexual é terrivelmente abominável diante de Deus. Mais do que qualquer outro ato pecaminoso, profana o corpo, que é o templo do Espírito Santo (vv. 15-20). Por isso, Paulo admoesta: "Fugi" da imoralidade sexual. O uso do tempo presente, aqui, indica que o cristão deve fugir repetidas vezes da imoralidade sexual (cf. Gn 39.12)

 

6.19 NOSSO CORPO É O TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO. Se somos cristãos, nosso corpo é a morada pessoal do Espírito Santo (ver Rm 8.9,11, onde vemos que o Espírito Santo é o selo de Deus em nós, mostrando que lhe pertencemos). Porque Ele habita em nós e pertencemos a Deus, nosso corpo nunca deve ser profanado por qualquer impureza ou mal, proveniente da imoralidade, nos pensamentos, desejos, atos, filmes, livros ou revistas. Pelo contrário, devemos viver de tal maneira que glorifiquemos e agrademos a Deus em nosso corpo (v. 201 Coríntios 6.12-20, aprendemos a importância de honrar a Deus através do nosso corpo. Nesta passagem, trata-se não só a respeito da imoralidade sexual, mas também sobre qualquer outra prática que desonre o corpo e, conseqüentemente, desonre Deus.

A glutonaria e a bebedice são hábitos pecaminosos contra os quais somos advertidos na Bíblia (Pv 23.20,21). Alguém que repreende outrem por alcoolismo e ao mesmo tempo come de forma excessiva é incoerente. Esse tal prejudica-se igualmente, pecando contra o corpo. Precisamos da ajuda do Espírito Santo para educar nossos hábitos alimentares.

 

  1. c) Moderação no uso do tempo. Provavelmente o maior exemplo bíblico de satisfação excessiva dos próprios desejos é o rico insensato.

 

ACAUTELAI-VOS... DA AVAREZA. Fazer dos ganhos ou das riquezas da terra o propósito da nossa vida é um erro fatal que leva à perdição eterna (vv. 20,21). (1) A palavra grega traduzida avareza (pleonexia), literalmente significa a sede de possuir mais. (2) A avareza nada tem com o provimento das nossas próprias necessidades e as da nossa família (cf. Pv 6.6). Enquanto trabalhamos para suprir as nossas necessidades, devemos ser ricos para com Deus e buscar em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça (v. 31; cf. Mt 6.33 ). (3) Cada crente deve atentar para esta advertência de Jesus e examinar se há egoísmo e avareza em seu próprio coração(Lc 12.15-21. )

Jesus destacou a importância de usar nosso tempo com sabedoria em seu discurso em relação à vigilância (Lc 12.35-48). O crente equilibrado o dividirá entre a família, o trabalho, o estudo da Bíblia, a Casa do Senhor, a oração, o descanso e o lazer. O preguiçoso, ou o indivíduo que desperdiça tempo em atividades inúteis, não tem domínio próprio (1 Ts 5.6-8).

 

  1. d) Autodomínio da mente. No mundo de hoje, há muitas atrações e passatempos aparentemente inofensivos com o objetivo de afastar-nos de nossas responsabilidades para com Deus. O que lemos, vimos, ou ouvimos causa impacto em nossa mente, por isso precisamos da ajuda do Espírito Santo a fim de conservá-la pura (Fp 4.8).

 

  1. UMA VIDA SANTA

 

 SEGUI... A SANTIFICAÇÃO Ser santo é estar separado do pecado e consagrado a Deus. É ficar perto de Deus, ser semelhante a Ele, e, de todo o coração, buscar sua presença, sua justiça e a sua comunhão. Acima de todas as coisas, a santidade é a prioridade de Deus para os seus seguidores (Ef 4.21-24). (1) A santidade foi o propósito de Deus para seu povo quando Ele planejou sua salvação em Cristo (Ef 1.4). (2) A santidade foi o propósito de Cristo para seu povo quando Ele veio a esta terra (Mt 1.21; 1 Co 1.2,30). (3) A santidade foi o propósito de Cristo para seu povo quando Ele se entregou por eles na cruz (Ef 5.25-27). (4) A santidade é o propósito de Deus, ao fazer de nós novas criaturas e nos conceder o Espírito Santo (Rm 8.2-15; Gl 5.16-25, Ef 2.10). (5) Sem santidade, ninguém poderá ser útil a Deus (2 Tm 2.20,21). (6) Sem santidade, ninguém terá intimidade nem comunhão com Deus (Sl 15.1,2). (7) Sem santidade, ninguém verá o Senhor(Hb 12.14).

Acima de tudo, Deus deseja que sejamos santos! Esta idéia é enfatizada inúmeras vezes ao longo da Bíblia: “Porque eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque eu sou santo”  “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”

(Lv 11.45).SEREIS SANTOS. As instruções no tocante ao alimento puro e impuro (i.e., apropriado e impróprio) (cap. 11) foram dadas, segundo parece, por motivos de saúde; mas também são padrões para ajudar Israel a permanecer como um povo separado da sociedade ímpia ao seu derredor (cf. Dt 14.1,2). Essas instruções sobre alimentos já não são obrigatórias para o crente do NT, posto que Cristo cumpriu o significado e o propósito delas (cf. Mt 5.17; 15.1-20; At 10.14,15; Cl 2.16; 1 Tm 4.3). Contudo, os princípios inerentes nessas instruções continuam válidos hoje. (1) O cristão hodierno deve diferir da sociedade em derredor quanto a comer, beber e vestir-se, de tal modo que glorifiquem a Deus no seu corpo (cf. 1 Co 6.20; 10.31) e pela rejeição de todos os costumes pecaminosos sociais dos ímpios. O crente precisa ser "santo em toda a vossa maneira de viver" (1 Pe 1.15). (2) A ênfase nos detalhes à pureza cerimonial ressaltava a necessidade da separação moral do povo de Deus, em pensamento e obras, em relação ao mundo ao seu redor (Êx 19.6; 2 Co 7.1). Todos os aspectos da nossa vida devem ser regulados pela vontade de Deus (1 Co 10.31)

 

O Espírito Santo trabalha em nosso interior, aperfeiçoando a santidade e tornando Cristo uma realidade em nossa vida. Ele quer produzir em nós o fruto espiritual da temperança, e cria em nós o desejo de separação do mundo pecaminoso para viver de modo agradável a Deus.

SE... O ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM VÓS. Todo crente, desde o momento em que aceita Jesus Cristo como Senhor e Salvador, tem o Espírito Santo habitando nele (v. 9; cf. 1 Co 3.16; 6.19,20; Ef 1.13,14)

8.10 O CORPO... ESTÁ MORTO POR CAUSA DO PECADO. O pecado invadiu o elemento físico do nosso ser; daí o nosso corpo ter que morrer, ou ser transformado (cf. 1 Co 15.50-54; 1 Ts 4.13-17). Mas, porque Cristo está em nós, experimentamos agora a vida do Espírito. (Rm 8.8-10)

 

A SANTIFICAÇÃO

 

1Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas”.

 

Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar santo”, “consagrar”, “separar do mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com Deus e servi-lo com alegria.

(1) Além do termo “santificar” (cf. 1Ts 5.23), o padrão bíblico da santificação é expresso em termos tais como “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37), “irrepreensíveis em santidade” (1Ts 3.13), “aperfeiçoando a santificação” (2Co 7.1), “a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5), “sinceros e sem escândalo algum” (Fp 1.10), “libertados do pecado” (Rm 6.18), “mortos para o pecado” (Rm 6.2), “para servirem à justiça para santificação” (Rm 6.19), “guardamos os seus mandamentos” (1Jo 3.22) e “vence o mundo” (1Jo 5.4). Tais termos descrevem a operação do Espírito Santo mediante a salvação em Cristo, pela qual Ele nos liberta da escravidão e do poder do pecado (Rm 6.1-14), nos separa das práticas pecaminosas deste mundo atual, renova a nossa natureza segundo a imagem de Cristo, produz em nós o fruto do Espírito e nos capacita a viver uma vida santa

e vitoriosa de dedicação a Deus (Jo 17.15-19,23; Rm 6.5, 13, 16, 19; 12.1; Gl 5.16, 22,23; ver 2Co 5.17).

(2) Esses termos não subentendem uma perfeição absoluta, mas a retidão moral de um caráter imaculado, demonstrada na pureza do crente diante de Deus, na obediência à sua lei e na inculpabilidade desse crente diante do mundo (Fp 2.14,15; Cl 1.22; 1Ts 2.10; cf. Lc 1.6). O cristão, pela graça que Deus lhe deu, morreu com Cristo e foi liberto do poder e domínio do pecado (Rm 6.18); por isso, não precisa nem deve pecar, e sim obter a necessária vitória no seu Salvador, Jesus Cristo. Mediante o Espírito Santo, temos a capacidade para não pecar (1Jo 3.6), embora nunca cheguemos à condição de estarmos livres da tentação e da possibilidade do pecado.

(3) A santificação no AT foi a vontade manifesta de Deus para os israelitas; eles tinham o dever de levar uma vida santificada, separada da maneira de viver dos povos à sua volta (ver Êx 19.6 nota; Lv 11.44 nota; 19.2 nota; 2Cr 29.5). De igual modo a santificação é um requisito para todo crente em Cristo. As Escrituras declaram que sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

(4) Os filhos de Deus são santificados mediante a fé (At 26.18), pela união com Cristo na sua morte e ressurreição (Jo 15.4-10; Rm 6.1-11; 1 Co 130), pelo sangue de Cristo (1Jo 1.7-9), pela Palavra (Jo 17.17) e pelo poder regenerador e santificador do Espírito Santo no seu coração (Jr 31.31-34; Rm 8.13; 1Co 6.11; 1Pe 1.2; 2Ts 2.13).

(5) A santificação é uma obra de Deus, com a cooperação do seu povo (Fp 2.12,13; 2Co 7.1). Para cumprir a vontade de Deus quanto à santificação, o crente deve participar da obra santificadora do Espírito Santo, ao cessar de praticar o mal (Is 1.16), ao se purificar “de toda imundícia da carne e do espírito” (2Co 7.1; cf. Rm 6.12; Gl 5.16-25) e ao se guardar da corrupção do mundo (Tg 1.27; cf. Rm 6.13,19; 8.13; Ef 4.31; 5.18; Tg 4.8).

(6) A verdadeira santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão com Cristo (ver Jo 15.4), mantenha comunhão com os crentes (Ef 4.15,16), dedique-se à oração (Mt 6.5-13; Cl 4.2), obedeça à Palavra de Deus (Jo 17.17), tenha consciência da presença e dos cuidados de Deus (Mt 6.25-34), ame a justiça e odeie a iniqüidade (Hb 1.9), mortifique o pecado (Rm 6), submeta-se à disciplina de Deus (Hb 12.5-11), continue em obediência e seja cheio do Espírito Santo (Rm 8.14; Ef 5.18).

(7) Segundo o NT, a santificação não é descrita como um processo lento, de abandonar o pecado pouco a pouco. Pelo contrário, é apresentada como um ato definitivo mediante o qual, o crente, pela graça, é liberto da escravidão de Satanás e rompe totalmente com o pecado a fim de viver para Deus (Rm 6.18; 2Co 5.17; Ef 2.4,6; Cl 3.1-3). Ao mesmo tempo, no entanto, a santificação é descrita como um processo vitalício mediante o qual continuamos a mortificar os desejos pecaminosos da carne (Rm 8.1-17), somos progressivamente transformados pelo Espírito à semelhança de Cristo (2Co 3.18) crescemos na graça (2Pe 3.18), e devotamos maior amor a Deus e ao próximo (Mt 22.37-39; 1Jo 4.10-12, 17-21).

(8) A santificação pode significar uma outra experiência específica e decisiva, à parte da salvação inicial. O crente pode receber de Deus uma clara revelação da sua santidade, bem como a convicção de que Deus o está chamando para separar-se ainda mais do pecado e do mundo e a andar ainda mais perto dEle (2Co 6.16-18). Com essa certeza, o crente se apresenta a Deus como sacrifício vivo e santo e recebe da parte do Espírito Santo graça, pureza, poder e vitória para viver uma vida santa e agradável a Deus (Rm 12.1,2; 6.19-22). 

 

CONCLUSÃO

 

O fruto da temperança suscitado pelo Espírito Santo opõe-se a todas as obras da natureza pecaminosa carnal e humana. No momento em que somos salvos, o Espírito Santo passa a habitar em nós. A partir de então, não deveremos estar mais sob a escravidão do pecado. Ao longo da vida terrena, precisamos exercer o governo disciplinado sobre os desejos da carne. Esta (a natureza inatamente pecaminosa) fará tudo para recuperar o seu domínio sobre nós. Busquemos todos, sempre, a renovação espiritual e tenhamos uma vida inteiramente rendida a Jesus como Senhor. Nessa dimensão espiritual nasce e cresce o fruto do Espírito.

fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com