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o surgimento dos frutos na obra Deus
o surgimento dos frutos na obra Deus

Jesus É a Videira Jo 15

 

 

Cristo e seus discípulos haviam acabado de participar da Ceia. Ele anunciara que era mister a sua partida, e pro­meteu que enviaria o Consolador para ser a invisível repre­sentação da sua presença. As expressões de incompreensão e tristeza nos rostos dos discípulos levaram Cristo a dar-lhes a mais simples ilustração da promessa do Consolador e da sua contínua presença entre eles, removendo o temor da total separação com as palavras: “Eu sou a videira, vós as varas”. 

A ilustração também serviu para ensinar-lhes que seu sucesso como obreiros cristãos dependia de sua união com Ele.

 

A Natureza da Comunhão com Cristo (Jo 15.1-3) 

A comunhão com Cristo, em toda a sua abrangência, é explicada pelas três seguintes ilustrações:

 

1) A Videira,

2) O Agricultor e

3) Os ramos. 

1. A Videira: Cristo. “Eu sou a videira verdadeira”. O que o Senhor tinha em mente ao dizer estas palavras? Talvez pensasse nas vinhas do monte das Oliveiras e na quantidade de galhos podados que ali se queimavam; ou na videira de ouro, símbolo de Israel, que ornamentava um dos portões do templo; ou, ainda, talvez meditasse sobre o produto da videira, o vinho, que naquela Ceia veio a ser símbolo da sua morte sacrifical. 

Por que Jesus afirmou ser a “videira verdadeira ”? Foi porque as coisas boas desta terra não passam de sombras das realidades eternas. O pão natural que alimenta o cor­po não passa de um imperfeito símbolo de Cristo, o ver­dadeiro Pão que alimenta a alma. A água natural, que satisfaz a sede do corpo, é apenas uma leve sugestão de Cristo, a Água Viva, que satisfaz a sede da alma. O Se­nhor, dizendo ser a Videira verdadeira, ensinou que, as­sim como a videira natural é a fonte de vida e fruição para seus ramos, também eraEle a verdadeira fonte da vida frutífera dos seus seguidores. 

2. O Agricultor: Deus Pai. “Meu Pai é o lavrador”. Nestas palavras, Deus é descrito como sendo Dono e Cultivador da vinha, com o exercício das seguintes fun­ções: 1) Ele plantou a videira, ou seja, foi Ele quem enviou seu Filho a este mundo para ser fonte de vida. 2)Ele corta os ramos infrutíferos: “Toda a vara, em mim, que não dá fruto, a tira”. Assim como se remove os ramos inúteis, também são removidos os cristãos professos que não têm vida espiritual. Foi este o juízo divino pronunciado contra a nação de Israel (Lc 13.6-10; Rm 11.17-21). Judas Iscariotes é exemplo destacado de alguém que foi cortado do convívio com Cristo (At 1.16-20). A aplicação se vê em 1 Co 5.1-5; 11.29,30; 1 Tm 1.20; Mt 18.34,35; 25.24-30; e 2 Pe 1.8-10 (cf. Rm 8.9; Gl 5.22,2). 3) Ele limpa (poda) o ramo frutífero: “E limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto”. Poderíamos supor que os ramos frutíferos ficariam livres da se­veridade, por serem motivos de satisfação para o Agricul­tor. No entanto, assim como videiras boas são podadas sem hesitação, a fim de concentrarem a seiva nos cachos, tam­bém os filhos de Deus muitas vezes recebem severas dis­ciplinas a fim de se tornarem mais eficazes na obra cristã. Mediante a aplicação da disciplina, o Pai remove da alma humana os empecilhos à vida e ao crescimento — as ambi­ções desta vida, a traiçoeira influência das riquezas, as concupiscências da carne e as paixões da alma (Hb 12.6-11). 4) Neste ponto, Cristo tranquiliza seus discípulos: “Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado”. Ti­nham seguido os seus ensinos, estavam em comunhão com Ele (Jo 13.8-11). 

3. Os ramos. “Vós sois os ramos”. Os discípulos são os meios através dos quais o próprio Cristo produz o seu fruto neste mundo, sendo para Ele o que os ramos são para a videira. Sua obra pessoal tinha sido treiná-los e, por assim dizer, transmitir-lhes a seiva da divina vida e verdade, e a parte que lhes cabia era transformar a seiva em uvas. O Pai enviara o Filho ao mundo a fim de dar vida, e o Filho já a transmitira aos seus discípulos; agora, na sua ausência, a obra deles seria ceder ao Espírito e produzir fruto. Esta união de Cristo com seus discípulos é espiritual, a união da vida divina com a vida humana; é real e vital, não sendo um assunto de meramente se afiliar a alguma organização; é mútua, porque devemos consentir em aceitar a união com ele; é muito estreita, não podendo haver união mais estreita do que a união entre a videira e seus ramos.

 

A Importância da Comunhão com Cristo (Jo 15.4,6) 

“Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim nem vós, se não estiverdes em mim”. Naquele momento, os dis­cípulos estavam em estreito contato com Cristo, mas devi­am permanecer sempre assim para cumprir a sua obra es­piritual no mundo.

 1. A razão. “Quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto” (v. 5). O fruto é a propagação do Evangelho e a conquista de almas. Inclui-se a santidade pessoal (Gl 5.22,23), que é um dos meios de produzir frutos, conservar e desenvolver a obra de Deus. Dar fruto, ou seja, produzir reais resultados espirituais, é o propósito da religião de Cristo e, portanto, o teste prático da sinceridade e capaci­dade espiritual dos que dizem ser seus discípulos. Quando o “fazer” quer tomar o lugar do “crer”, é errado e mau; quando, porém, é o efeito da fé em ação, é bom e precioso. Qual a prova real da qualidade de uma árvore frutífera? É o fruto que produz. “Porque sem mim nada podeis fazer”. Indiretamente, estas palavras ensinam a divindade de Cris­to, o Onipotente. Diretamente, ensinam que, fora do conta­to com Cristo, não temos vida, apoio, inspiração ou resul­tado espirituais e verdadeiros no ministério cristão.

 2. A advertência. “Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem”. Tal é a penalidade de afastar-se de Cris­to. É uma lei que se percebe em toda a natureza — que a faculdade que não é exercitada fica paralisada, atrofiada. Conservamos as nossas faculdades ao empregá-las, e, deixando de exercê-las, perdemo-las.

 Note quão gradual e progressivo é este processo: falta de fruto, secar, ser lançado fora, ser apanhado, ser queima­do. O que simboliza o queimar neste versículo? Refere-se aos ensinos de Mateus 18.34,35 e 25.30, e Lucas 12.45,46? Ou explica-se nas seguinte passagens bíblicas - 1 Co 3.12-15; 5.4,5; 11.29-32; Hb 12.5-11; Lc 12.47,48? Seja qual for a conclusão, não pode haver dúvida quanto às graves consequências de se ficar de fora de comunhão com Cristo.

 

Os Resultados da Comunhão com Cristo (Jo 15.5,7,8) 

1. Quanto aos discípulos. 1) Os que permanecem em Cristo dão fruto genuíno e abundante. A vida de Cristo na alma do crente produz resultados marcantes e reais. 2) Sucesso na oração. “Se vós estiverdes em mim [conservan­do a comunhão com Cristo], e as minhas palavras estive­rem em vós [se os ensinamentos de Cristo controlam nos­sos pensamentos e ideias até se transformarem em nossa orientação e inspiração], pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito”. Unidos com Cristo, pedimos em nome dele, ou seja, de acordo com a sua vontade, e conforme os melhores interesses do seu Reino e do nosso bem espiritual. 3) O discipulado completo. “E assim sereis meus discí­pulos”. Discípulos, não meramente em palavras, mas na realidade.

 2. Quanto ao Pai. “Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto”. O agricultor é respeitado, e sente-se satisfeito quando a lavoura dá bons frutos. Quando os cren­tes vivem e colaboram como devem, são testemunhas vi­vas da realidade e do poder de Deus e de Cristo. O que acontece quando os crentes fracassam? Veja 2 Sm 12.14.

 O Padrão da Comunhão (Jo 15.9,10)

 1. O padrão do amor. “Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor”. É como se Jesus dissesse: “Vocês observaram como o Pai tem ficado comigo durante meu ministério na terra, e como seu amor me tem acompanhado desde o Céu até àterra. Assim tam­bém é grande e terno o meu amor por vocês. Vivam de modo que nada venha impedir a continuação deste derra­mamento de amor celestial em suas vidas”.

 2. O padrão da obediência. “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor”. A obediência é o segre­do de permanecer no amor de Cristo. O Senhor nunca incumbiu os discípulos de qualquer dever que Ele mes­mo não se dispusesse a cumprir. Portanto, aponta para o exemplo da sua própria obediência aos mandamentos do Pai.

 Os Frutos da Comunhão com Cristo 

Certas coisas decorrem da comunhão com Cristo: 

a. A plenitude da alegria. No versículo 11 explica-se o duplo motivo dos ensinos de Cristo quanto à frutificação: 1) “Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós”. A continuação do júbilo cristão no coração do crente depende de uma vida frutífera. Mesmo naquela hora, Cristo sentia júbilo por seus discípulos, embora espiritual­mente imaturos, assim como o agricultor se sente satisfeito com os cachos de uvas quando ainda são pequenos, verdes e sem valor comestível, vendo neles a promessa das uvas maduras. Cristo transmite sua alegria aos discípulos: a ale­gria da comunhão com Deus, da perfeita obediência, do perfeito amor, da abnegação e da dedicação. 2) “E o vosso gozo seja completo”. A perfeita alegria é dada àquele que frutifica para Cristo. É o servo fiel que ouvirá as palavras: “Entra no gozo do teu Senhor”.

 b. O mandamento do amor. “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”. O Senhor quer ensinar a seus discípulos que permanecer no amor uns dos outros é quase tão necessário ao seu bem espiritual como o fato de cada um deles permanecer nEle pela fé. As divisões, partidarismos e ciúmes teriam efeitos fatais na sua obra. O padrão: “assim como eu vos amei”. Cristo amou seus discípulos com amor forte, terno, pacien­te, perseverante e sacrifical, ao ponto assim descrito: “Nin­guém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”.

 c. A amizade de Cristo. “Vós sereis meus amigos”. Segundo a Lei, o relacionamento entre Deus e seu povo era o de senhor para com os seus servos. O Senhor Jesus passou a estabelecer um novo relacionamento, que acres­centa divinal dignidade àqueles que trabalham por Ele: “Se fizerdes o que eu vos mando”. Geralmente o senhor dá or­dem aos servos, e não aos amigos; Cristo, porém, não pode ser despojado da sua autoridade: Ele é nosso Amigo, e tam­bém o nosso Rei. O resultado da amizade: “Já não vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer”. A intimidade da conversação é sinal da amizade. Cristo tinha revelado seu coração aos discípulos, contando-lhes algumas das coisas mais profundas dos planos divinos (cf. Êx 33.11).

 d. O conhecimento da eleição divina. “Não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós”. A eleição refere-se ao fato de ser escolhido por Deus. Cristo chamou seus discípulos de amigos, mas longe estava de colocá-los em pé de igualdade com Ele. Suas palavras aqui mostram que sua posição de amigos não decorre de qualquer mere­cimento da parte deles, e sim dos graciosos propósitos de Cristo. Tudo quanto são e serão, devem-no ao seu Senhor. Note os propósitos da eleição: “E vos nomeei, para que vades”. Foi seu plano que fossem pregar o Evangelho, sa­indo por toda parte (Mt 28.19,20). “E deis fruto”, o que se refere principalmente a ganhar almas e aos efeitos do seu ministério. “E o vosso fruto permaneça”. Seu ministério deve produzir resultados permanentes. Por exemplo, a con­versão de D. L. Moody foi o fruto permanente de certo jovem pregador que estava achando acanhados os frutos do seu ministério. O Peregrinofoi o fruto das meditações de John Bunyan enquanto estava encarcerado pela sua fé, fru­to este que tem perdurado até agora, e que decerto será apreciado enquanto existirem cristãos neste mundo. “A fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele voloconceda”. Os crentes podem ter a certeza de que tudo quanto precisam para produzir frutos espirituais está ao seu alcance mediante a oração. Pedir em nome de Cristo signi­fica pedir de acordo com a sua vontade, dependendo da sua intercessão em nosso favor, e em prol dos mais altos interesses do seu Reino.

 Ensinamentos Práticos

 1. Somos a vinha de Deus. Em cada etapa do cresci­mento, e a cada estação do ano, o viticultor tem algo a fazer com suas videiras. E qual o seu propósito? Tudo é feito na esperança de virem os frutos. Não havendo frutos, seu interesse entra em colapso, e todos os cuidados se trans­formam em desperdício de tempo. Na realidade, os ramos vazios podem até ser motivo para os vizinhos zombarem do viticultor.

 Deus é como o viticultor. Não criou o mundo e os homens como vão passatempo. Criou-nos a fim de que venhamos a produzir caráter e atos de seu agrado. É este o fruto que justifica o trabalho e cuidados que Ele dedicou a nós. Caso contrário, a decepção de Deus será a que se expressa em Isaías 5.4: “Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? e como, esperando eu que desse uvas, veio a produzir uvas bravas?”

 Nossas vidas e ações estão dando ao nosso Criador os frutos que Ele merece, depois de tudo o que fez por nós?

 2. Porque nenhum de nós vive para si” (Rm 14.7). Os crentes, comparados aos ramos da videira, não somente dependem de Cristo, como também uns dos outros. Deve­mos aceitar nossa situação de ramos porque não podemos nos separar e formar nossas próprias raízes. O braço corta­do fora do corpo, o ramo cortado fora da videira - é assim o homem que quer viver para si mesmo. Será deixado em frio isolamento. Nossa vida só pode ser vivida plenamente quando reconhecemos que fazemos parte de um todo, e que não existimos na terra para levar adiante os nossos próprios planos nem para acumular bens para nós mesmos, mas para promover causas que beneficiem a todos e agra­dem a Deus.

 3. Limpos pela palavra. Veja João 15.3 e Salmo 119.9. Os ensinamentos administrados aos apóstolos, quando Cristo repreendia seus erros, corrigia as suas falhas e purificava os seus motivos, tinham poder para santificá-los.

 Nós também podemos sentir o poder santificador da Palavra. Por exemplo, estamos perturbados, com preocu­pações e temores? Então, um “banho” em Mateus 6.19-34 nos fará bem. Estamos carregados com descrença e dúvi­das? Devemos, então, tomar um bom “banho” em Hebreus 11, para nos sentirmos cheios de fé e esperança. Certo homem leu 1 Coríntios 13 uma vez por semana durante três meses, e isso transformou-lhe a vida. É um dos muitos exemplos de quão real e prática é a experiência expressa nas palavras: “Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado”.

 4. Condições para produzir fruto. Fomos, por natureza, ramos de uma videira degenerada; pela regeneração, fomos separados do antigo tronco e enxertados na Videira verda­deira. Mesmo assim, precisamos dos contínuos cuidados do Agricultor, por causa dos seguintes perigos:

 4.1. O ramo pode soltar-se; daí a admoestação: “Estai em mim”. O enxerto não somente é amarrado ao tronco, como também coberto, no ponto de junção, com cera ou algo semelhante, para excluir qualquer elemento estranho. Assim também na vida espiritual. Nada deverá perturbar a nossa firmeza em Cristo.

 4.2. O segundo perigo é que o ramo pode voltar a ser um galho silvestre, correndo pelo chão na forma de cipó, que produz madeira e folhas sem fruto. Quem desconhece as videiras poderia considerar um desperdício a quantidade de sarmentos e folhas que se corta e lança fora em monturos. A poda, no entanto, leva a videira a ganhar muito mais do que perde porque é feita para aumentar o produto. Semelhantemente, os sofrimentos e a disciplina que os crentes precisam enfrentar geralmente têm efeito depurativo, como se fossem resultado da divina faca de poda, cor­tando os brotos da vida egoísta, a fim de que todas as energias da alma possam manifestar a vida de Jesus (cf. Fp 3.10; Hb 2.10; 12.5-12).

 5. A perseverança dos santos. “Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara”. Existe a possi­bilidade de alguém ter conexão com Cristo e depois ser separado dEle. É a experiência religiosa abortiva, que não é verdadeira conversão. A culpa é do discípulo, e não do Mestre; o Mestre não abandona ninguém; seja qual for a nossa fraqueza, ou desvantagens naturais, Deus nos levará à vitória final, se nossa vontade for entregue a Ele.

 6. Sem mim... nada”. Havia um costume em Munique, Alemanha, de se levar a uma instituição de caridade qual­quer criança achada na rua esmolando. Fazia-se um retrato da criança na condição em que foi achada e, uma vez com­pletada a sua educação, era solta, com a condição de levar consigo, e guardar para sempre, o retrato daquilo que era antes de ser alvo da misericórdia. Aqui há uma lição para todo crente. Muitos crentes chegam a ter grande sucesso mediante a graça e poder de Cristo, e então começam a gloriar-se nas suas próprias realizações. Precisam lembrar-se de quem os transformou, voltando-se para Ele antes que as vitórias sejam transformadas em fracassos.

 7. Condições para a oração respondida. Leia o versículo 7. A disposição de Deus quanto a responder às nossas ora­ções é um convite a pedir. Sugerem-se as seguintes condi­ções, para que a oração possa ser atendida por Deus:

 7.1. A glória do Pai (Jo 14.13). Nenhuma oração tem possibilidade de chegar à fruição se não for inspirada pelo desejo de fazer com que o Pai seja conhecido, amado e adorado; Deus honra aos que o honram.

 7.2. Em nome de Cristo (Jo 14.13). Nas Escrituras, o “nome” representa a “natureza”. Orar em nome de Cristo é orar conforme nos inspira nossa natureza cristã, e não nosso próprio-eu carnal. Orar em nome de Cristo é orar no Espírito de Cristo.

 7.3. Permanecendo em Cristo (Jo 15.7). Quando per­manecemos com Cristo em comunhão diária, a unção (“sei­va”) do Espírito Santo, aprofundando nossa comunhão com o Senhor invisível, produzirá em nós desejos e petições semelhantes aos que Ele incessantemente apresenta ao Pai. Ele nunca poderá pedir coisas que não seriam apropriadas ao Pai conceder.

 7.4. A conformidade com os ensinos de Cristo. “Se... as minhas palavras estiverem em vós”. Os ensinos de Cristo são como juízes, examinando cada petição antes que che­guem ao Mestre. Por exemplo, uma petição egoísta seria devolvida com o pronunciamento: “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça”. Uma oração manchada por sentimentos de má vontade pode ser retificada com a injunção: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. A oração em nome de Cristo deve conformar-se aos seus ensinos.

 7.5. A oração deve relacionar-se com nosso serviço cris­tão (v. 16). A oração atinge o nível mais alto quando tem a finalidade de nos ajudar a servir aos outros na propaga­ção do Reino de Deus.

 8. A perseverança produz o gozo perfeito. “Tenho-vos dito isto, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo”. Estas exigências quanto à vida frutí­fera visam transformar o júbilo de um recém-convertido no gozo estável, pleno e completo doespiritualmente maduro. A perfeita felicidade é para quem venceu a luta, para o ceifeiro depois de completa a colheita, para o atleta que ganhou o prêmio da força, da perícia e da velocidade.

 Perseverando em fazer o bem, ouviremos a voz do Senhor, dizendo: “Entra no gozo do teu Senhor”.

 9. A perfeita amizade. Note como Jesus nos oferece todos os elementos da perfeita amizade.

 9.1. Mantém a casa aberta para nós. Muitas casas têm o aviso: “Não se recebem mendigos ou vendedores”. Este Amigo, porém, avisa: “Pedi, e dar-se-vos-á”.

 9.2. Jesus sempre olhava o lado melhor da conduta dos seus discípulos. Havia muitas ocasiões de fracasso entre os discípulos, como no Getsêmani, mas Jesus, em vez de acusá-los, reconheceu suas limitações: “O espírito está disposto, mas a carne é fraca”.

 9.3. Jesus entende as alegrias e as tristezas dos seus amigos. Seu recado: “Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro” (Mc 16.7) mostra como entendeu os sentimentos do seu apóstolo desencorajado.

 9.4. Jesus tem plena confiança nos seus amigos, e este é um teste importantíssimo de amizade. Disse o Senhor com respeito a Abraão, seu “amigo”: “Ocultarei a Abraão o que estou para fazer?” Os que entram no recôndito da sua pre­sença sabem que o segredo do Senhor está com os que o temem.

 9.5. Jesus é um Amigo que nunca abandona os que o amam. “Como havia amado os seus, que estavam no mun­do, amou-os até ao fim” (Jo 13.1). Podemos saber que, também neste ponto, Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

 Bibliografia M. Pearlman, evangelho de João ,comentário bíblico.