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Parabolas de Jesus lições antigas CPAD 2 trim-2005
Parabolas de Jesus lições antigas CPAD 2 trim-2005

                                       Lição 1- Parábolas De JESUS

                  As Parábolas No Ensino De JESUS

      2º Trimestre 2005 - As Parábolas De Jesus - Tema                  Central: Advertências Para Os Dias De Hoje

 

                       

 

Texto Áureo: Tudo isso disse Jesus por parábolas à multidão e nada lhes falava sem parábolas, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a boca; publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo. (Mt 13.34,35).

 

Além de fazer cumprir a Palavra de DEUS dita pelos profetas era para JESUS a melhor maneira de fixar nas mentes de seus ouvintes seus ensinos de amor e humildade.

 

Verdade Prática: Através de suas parábolas, o Senhor JESUS continua a revelar-nos os grandes mistérios do reino de DEUS.

 

As parábolas nos ensinam que os mistérios de DEUS são facilmente entendidos pelos simples e humildes de coração. Devemos aprender de JESUS.

"Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas". Mt 11.28,29

 

OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

1- Definir o termo parábola.

2- Explicar os dois objetivos das parábolas de Jesus.

3- Descrever três regras de interpretação das parábolas.

 

PONTO DE CONTATO

 

Depois de aprendermos como desenvolver o caráter de CRISTO em nós, no trimestre passado, vamos agora aprender na didática de JESUS, os mistérios de DEUS, revelados de maneira simples através das parábolas que o mestre dos mestres nos transmitiu.

Nada de passar à frente de JESUS  e nada de tentar colocar significado em tudo, entreguemos-nos inteiramente ao ESPÍRITO SANTO para que o mesmo nos auxilie na compreensão de tão maravilhosos  ensinos.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

 

Professor, nesta primeira lição, faça um organograma das lições que serão estudadas durante o trimestre. Trata-se de um quadro que relaciona conceitos e valores, indicando as inter-relações de suas unidades constitutivas. O objetivo é apresentar uma síntese de todo o conteúdo do trimestre e recapitular os pontos fundamentais das lições. Complemente o gráfico abaixo, preenchendo as colunas conforme o modelo. Faça treze linhas, uma para cada lição. Use materiais variados e coloridos de acordo com os recursos disponíveis. Exponha-o em sua classe.

 

LIÇÕES

TÍTULOS

TEXTOS ÁUREOS

ENSINOS

SINOPSES

O QUE FAZER E SER

1

AS PARÁBOLAS NO ENSINO DE JESUS

(Mt 13.34,35)

Introdução e definição teológica das parábolas no ensino de JESUS

Não procurar em cada elemento da parábola em significado espiritual

Receptivo aos ensinos de JESUS contidos nas parábolas

2

COMPREENDENDO A MENSAGEM DO REINO DE DEUS

(Mt 13.11)

 

A parábola do

SEMEADOR

 

É nosso dever prioritário, como seus servos, semear a Palavra de Deus utilizando todos os meios, “a tempo e fora de tempo”, como está dito em 2 Tm 4.2.

É urgente a evangelização mundial, por intermédio da pregação e do ensino da Palavra.

3

A DIFERENÇA ENTRE O JUSTO E O INJUSTO

(Mt 13.38)

A parábola do Trigo e do Joio

coexistência da igreja com o mal no tempo presente

“Vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente”

4

A EXPANSÃO DO REINO DOS CÉUS

(Mt 13.31)

A parábola da SEMENTE DE MOSTARDA

“Crescimento da igreja no mundo”

uma semente tão pequena é capaz de produzir um grande resultado

5

CRISTO, O TESOURO INCOMPARÁVEL

(Mt 6.21)

 

A Parábola do Tesouro Escondido

Ensinar sobre o supremo valor do Reino dos céus.

Viver realmente felizes aqui na terra, tendo dEle a certeza da vida eterna.

6

LANÇAI A REDE

(Mt 13.47)

A Parábola da Rede

Convivência temporária nesta vida entre os bons e os maus, e a separação final entre eles.

Período em que a humanidade é convocada à salvação.

7

FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NA OBRA DE DEUS

(1 Co 4.2)

 

A Parábola dos Talentos

Recebemos algum dom de Deus a fim de usá-lo no progresso do Reino;existem servos infiéis e injustos

Multipliquemos os talentos que recebemos do Senhor Nosso Deus.

8

O GRACIOSO PERDÃO DE DEUS

 

(Mt 18.21,22)

A Parábola do Credor Incompassivo

A abundância da misericórdia é que deve formar a base da moral cristã

O perdão no âmbito humano é o ato de anularmos a dívida de cometimento de faltas, ofensas, erros e pecados que nosso irmão contraiu de nós, sem jamais lançar isso em rosto, ou ficar lembrando

9

CRISTO, A ROCHA INABALÁVEL

 

(Sl 127.1)

Na Parábola dos Dois Alicerces

Dois tipos de homens: o sensato e o insensato

Portanto, a obediência é um aspecto fundamental da nossa fé (Tg 1.22-25; 2.14-20).

10

A JUSTIÇA E A GRAÇA DE DEUS

 

(Mt 20.16)

A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

Jesus ensina que a justiça divina não é conforme a capacidade e mérito pessoal (Mt 20.10), mas segundo a sua misericórdia e graça.

Não se trabalha na vinha de Deus visando recompensas ou vantagens. É direito de todos. Pequenos e grandes, pobres e ricos, todos são tratados de igual modo na vinha do Senhor.

11

REALIZANDO A VONTADE DO PAI

 

(2 Co 7.10)

A Parábola dos dois filhos

Todos foram convidados para trabalhar na vinha de Deus. 1filho- Publicanos, às meretrizes, aos gentios em geral 2filho- Às autoridades religiosas judaicas

Nossas intenções para com Deus serão reveladas principalmente por meio de nosso comportamento.

12

VIGIAI, POIS NÃO SABEIS QUANDO VIRÁ O SENHOR

 

(Mt 25.13)

A parábola das dez virgens

Vigilância quanto ao iminente retorno de Cristo

Devemos estar sempre preparados e atentos ao grande momento da vinda de Jesus para a Igreja. Você está preparado para este grande dia?

13

AS BODAS DO FILHO DE DEUS

 

(Mt 22.14)

A parábola das Bodas do Cordeiro

 

Só participarão das Bodas do Cordeiro, preparadas pelo Pai celestial, os que estiverem com suas vestes adequadas, isto é, trajados com a “justiça dos santos” (Ap 19.8).Rejeição de Israel à obra de Cristo

Não podemos desprezar o convite para as bodas do Cordeiro. Como, porém, aceitar este convite? Recebendo a Cristo como o nosso único e suficiente Salvador.

 

SÍNTESE TEXTUAL

 

As parábolas eram recursos didáticos usados pelos judeus desde os tempos do Antigo Testamento (Jó 27.1; Hb 2.6). O profeta Ezequiel está entre os inúmeros personagens bíblicos que fizeram uso dessas alegorias a fim de comunicar uma mensagem clara e acessível (Ez 17.2). As parábolas também eram usadas pelo povo e sábios de Israel em forma de provérbios parabólicos (Ez 18.1-3; Sl 78.2). O propósito da parábola está relacionado ao significado do próprio termo, ou seja, “colocar uma coisa ao lado de outra a fim de comparar”. Portanto, quando Jesus ensinava usando a parábola, pretendia comparar um episódio do cotidiano com uma realidade espiritual. Jesus usava essas ilustrações com dois objetivos: didático e teológico.

 

Leitura Bíblica em Classe: Salmo 78.1-8

 

1 Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os ouvidos às palavras da minha boca. 2 Abrirei a boca numa parábola; proporei enigmas da antiguidade, 3 os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado. 4 Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do SENHOR, assim como a sua força e as maravilhas que fez. 5 Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, ce ordenou aos nossos pais que a fizessem conhecer a seus filhos, 6 para que a geração vindoura a soubesse, e os filhos que nascessem se levantassem e a contassem a seus filhos; 7 para que pusessem em Deus a sua esperança e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos 8 e não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel para com Deus.

 

78.1 ESCUTAI A MINHA LEI, POVO MEU. Este salmo foi escrito para relembrar aos israelitas por que lhes sobrevieram tantos julgamentos divinos devastadores durante sua história. (1) O cântico admoesta-os a aprenderem com as falhas espirituais dos seus antepassados e a se esforçarem com zelo para não se tornarem incrédulos e infiéis como eles. (2) O povo de Deus, de hoje, deve meditar neste salmo com toda atenção, porque muitas igrejas e denominações já perderam a presença e o poder de Deus por causa da sua incredulidade e desobediência à Palavra de Deus. Essas igrejas desviaram-se pouco a pouco, retornando para os seus próprios caminhos (cf. Is 53.6), porque deixaram de pôr em prática os padrões da Bíblia e seus exemplos.

78.5 QUE A FIZESSEM CONHECER A SEUS FILHOS. Ensinar aos nossos filhos os divinos princípios e preceitos da Palavra de Deus não é uma opção; é um mandamento que Ele entregou ao seu povo. Aquilo que Deus ordena, Ele dá graça para cumprirmos (ver Dt 6.7)

78.8 E NÃO FOSSEM COMO SEUS PAIS. Deus, aqui, exorta o seu povo (cf. v.1) a não seguir as pisadas infiéis dos seus antepassados espirituais. Aplicando essa verdade aos tempos do NT, as igrejas fiéis de hoje devem se acautelar para não seguirem os padrões de outras igrejas, denominações, ou comunidades eclesiásticas que esfriaram na fé e que se afastaram do cristianismo bíblico. Alguns dos erros que levam uma igreja à ruína espiritual são: (1) os líderes não discernirem e não advertirem os membros que começam a imitar costumes anti-bíblicos de igrejas que antes eram fiéis a Deus; (2) a igreja deixar de ter como sua fonte única de vida, verdade e orientação a revelação neo-testamentária de Cristo e seus apóstolos (ver Ef 2.20); (3) os dirigentes deixarem de ensinar na igreja

sobre a pureza da verdade, da doutrina e dos assuntos de moral; (4) não haver preocupação aflitiva na igreja, quando ela afasta-se cada vez mais do modelo do NT; (5) a igreja deixar de manter uma íntima devoção a Cristo e uma vida intensa de intercessão como centro do viver diário; (Ap 2.4); (6) tolerância do pecado, em líderes, mestres, ou membros comuns da igreja; pecados esses que, no passado, eram tratados com rigor (Ap 2.14,15,20); (7) substituição da real espiritualidade, i.e., pureza, retidão, sabedoria espiritual, amor e poder do Espírito, manifesto entre os membros da igreja, por falso progresso, estatísticas e riqueza.

 

Leitura Diária:

Segunda: Ez 17.2 - A parábola é uma comparação

Terça: Mc 4.2 - A parábola é um recurso educacional*

Quarta: Mt 13.36,37 - A parábola pode ser interpretada

Quinta: Mt 24.32 - A parábola pode ser aprendida

Sexta: Mc 4.13 - É importante aprender todas as coisas

Sábado: Mc 4.30 -  A parábola é fonte de inesgotáveis recursos

 

 

Introdução:

 

Nos relatos sobre o ministério de Jesus, não nos é possível demarcar uma separação nítida entre pregação e ensino, tão  entrelaçados que um não pode ser totalmente separado do outro.

Marcos, constantemente descreve Jesus ensinando: Mc.4:1-2; 6:2; 8:31; 9:31; 12:35. Para as multidões que se amontoavam ao redor de Jesus, Ele era mais um mestre do que um profeta. Ele era constantemente chamado "Mestre" ou "rabino" porque seu ensino tinha em si uma autoridade e um poder tal que o diferenciava claramente dos rabinos da época.

Depois da ressurreição, os discípulos e apóstolos foram igualmente pregadores e mestres ( Mt. 28: 19-20; Mc.16:15; At. 5:42 ). Isto evidentemente significa que para os homens que conheciam Jesus pessoalmente, o ensinar e o pregar não eram idênticos, mas interdependentes, ao ponto de um não ser superior ao outro.

Paulo, considerando Jesus a essência da mensagem, também utilizava todos os meios possíveis de comunicação para transmitir suas idéias. Ele pregava e ensinava em todas as igrejas por onde passava.

Assim, constatamos que pregação e ensino fazem parte essencial do ministério de Jesus, da Igreja primitiva e da Igreja dos nossos dias.

Jesus tem consciência de que sua prática é a culminância da história do povo de Israel. Essa consciência é precisamente sua consciência messiânica de ser o revelador pleno e último da vontade do Pai e a vitória definitiva de seu Reino. Esta perspectiva histórica permite que Jesus viva, na encruzilhada das contradições, o tempo do presente singular, tempo do companheirismo, da amizade e da solidariedade horizontal, onde se manifestam a fé, a esperança, o amor e a misericórdia. Jesus toma uma posição radical que lhe vale a morte de cruz, aceita com a coerência que sua prática determina.

Vamos focalizar nosso olhar sobre o cotidiano de Jesus, seus gestos e sua prática pedagógica em seus contatos criadores da vida e da esperança, utilizando para isto seu ensino através de Parábolas

 

I- O Que É Parábola.

É uma narrativa, imaginada ou verdadeira, que se apresenta com o fim de ensinar uma verdade. Difere do provérbio neste ponto: não é a sua apresentação tão concentrada como a daquele, contém mais pormenores, exigindo menor esforço mental para se compreender. E difere da alegoria, porque esta personifica atributos e as próprias qualidades, ao passo que a parábola nos faz ver as pessoas na sua maneira de proceder e de viver. E também difere da fábula, visto como aquela se limita ao que é humano e possível. No A.T. a narração de Jotào (Jz 9.8 a 15) é mais uma fábula do que uma parábola, mas a de Natã (2 Sm 12.1 a 4), e a de Joabe (14.5 a 7) são verdadeiros exemplos. Em is 5.1 a 6 temos a semi- parábola da vinha, e, em 28.24 a 28, a de várias operações da agricultura. o emprego contínuo que Jesus fez das parábolas está em perfeita concordância com o método de ensino ministrado ao povo no templo e na sinagoga. os escribas e os doutores da Lei faziam grande uso das parábolas e da linguagem figurada, para ilustração das suas homílias. Tais eram os Hagadote dos livros rabínicos. A parábola tantas vezes aproveitada por Jesus, no Seu ministério (Mc 4.34), servia para esclarecer os Seus ensinamentos, referindo-se à vida comum e aos interesses humanos, para patentear a natureza do Seu reino, e para experimentar a disposição dos Seus ouvintes (Mt 21.45 - Lc 20.19). As parábolas do Salvador diferem muito umas das outras. Algumas são breves e mais difíceis de compreender. Algumas ensinam uma simples lição moral, outras uma profunda verdade espiritual. Neander classificou as parábolas do Evangelho, tendo em consideração as verdades nelas ensinadas e a sua conexão com o reino de Jesus Cristo.

 

1- Definição etimológica.

As parábolas de Jesus: vislumbres do paraíso

 

"Parábola", a forma aportuguesada da palavra grega, parabole, vem de um verbo grego que significa "atirar para o lado". Uma parábola é uma história que coloca uma coisa ao lado de outra com o propósito de ensinar. É uma comparação, colocando o conhecido ao lado do desconhecido. Memoravelmente expressada, ela é "uma história terrestre com um significado celestial".

 

A palavra grega para parábola ocorre cerca de cinqüenta vezes no Novo Testamento, somente duas vezes fora dos evangelhos (Hebreus 9:9 e 11:19, onde é traduzida como "figuradamente"). Em Lucas 4:23 ela é traduzida "provérbio" (RA2,NVI).  É conhecida característicamente como uma narrativa "um pouco longa ... tirada da natureza ou das circunstâncias humanas, o objeto da qual é dar uma lição espiritual" mas também é "usada como um breve ditado ou provérbio" (W. E. Vine, Expository Dictionary of NT Words, p. 158).

 

2- Definição hermenêutica.

 

Por causa da incerteza do que exatamente constitui uma parábola, as listas das parábolas de Jesus que têm sido compiladas variam em extensão de acordo com o julgamento do compilador. As listas mais longas incluem tais ilustrações como "o bom pastor" (João 10) e "os dois construtores" (Mateus 7:24-27). As listas mais curtas excluem-nas.

 

Se não podemos determinar com exata certeza se algumas ilustrações de Jesus merecem ser chamadas parábolas, há algumas coisas sobre parábolas que estão fora de dúvida.Parábolas não são fábulas ou mitos. Não há elementos irreais ou situações impossíveis nelas. De fato, sua força está em serem absolutamente concebíveis e na plausibilidade das circunstâncias que elas descrevem. Elas falam de situações familiares, da vida real.

 

As parábolas são mais do que provérbios, ainda que às vezes semelhantes em propósito. Nos evangelhos, os provérbios são referidos às vezes como "parábolas": "Médico, cura-te a ti mesmo" (Lucas 4:23); "Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco" (Mateus 15:14-15); "Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha;" "E ninguém põe vinho novo em odres velhos..." (Lucas 5:36-37). Mas um provérbio é caracteristicamente um ditado curto e direto, cujo significado é evidente. Uma parábola tende a ser mais longa, mais envolvida, e o significado não tão facilmente visto.

 

Jesus, até onde sabemos, não começou a ensinar por parábolas antes do fim do segundo ano de seu ministério público (há uma única exceção, Lucas 7:41-42). Foi na presença de uma imensa multidão próximo do Mar da Galiléia, e suas comparações ilustrativas vieram com um ímpeto que surpreendeu seus discípulos (Mateus 13). Em histórias maravilhosamente concretas e simples, Jesus revelou aos seus seguidores os mistérios do reino do céu. Era apenas o começo. Este é um convite para estudar aquelas narrativas maravilhosas que nos convidam a olhar para o próprio coração de Deus.

 

 

3- A bíblia é um livro rico em parábolas.

 

Parábolas sempre foram utilizadas como meio de fixar idéias, não era diferente com o povo de Israel, desde os primeiros profetas este povo aprendeu, por meio de parábolas, as advertências de DEUS a respeito de seu comportamento em meio a outros povos.

 

II- Os Objetivos Das Parábolas De JESUS.

 

1- Objetivo didático.

 

As parábolas de Jesus, veículo fundamental para seu ensino, se inspiram nas mais variadas práticas da vida cotidiana:

Mt. 13:4-8........A parábola do semeador.

Mt. 13:24-30........ A parábola do joio e do trigo.

Mt. 13:33........ A parábola do fermento.

Mt. 13:44....... A parábola do tesouro escondido.

Mt. 13:45........ A parábola da pérola.

Mt.18:10-14.......A parábola da ovelha perdida, etc....

Na verdade, todo o discurso de Jesus é, antes de tudo a explicitação de sua prática. Ele é coerente porque sua prática é o ponto de partida de seu discurso. Esta é uma das razões pelas quais Ele foi rejeitado. A liderança dominadora não conhecia a pedagogia da misericórdia, aquela que, diante dos abandonados e sofridos, começa com atos libertadores.

A prática pedagógica de Jesus exige que a sociedade humana seja colocado ao avesso. Ela só tem sentido na lógica do Reino. Não basta que uma pedagogia se concentre na prática para que venha a merecer o qualificativo de cristã. Para ser cristã é fundamental que esta pedagogia esteja comprometida com os valores do Reino.

 

2- Objetivo teológico.

 

Como formar em Teologia homens rudes e sem nenhum preparo teológico? Resposta simples: - Coloque-os na escola de JESUS, Ele dá ensino teórico e prático, Ele ensina o que vive e vive o que prega.

As parábolas utilizadas por JESUS infundiu um precioso ensino na m,ente de seus, primeiro discípulos,  e depois, e somente depois de serem discípulos, agora sim, apóstolos. ninguém pode ser primeiro apóstolo e depois discípulo, porém, só se alcança a posição honrada e humilde ao mesmo tempo, de apóstolo, aquele que passou pela escola teológica de JESUS.

 

III- Por Que JESUS Ensinava Por Parábolas.

 

Por que Jesus falou em parábolas? Resposta simples e automática: para explicar bem as coisas que ele queria dizer e para que o povo entendesse melhor. Certo? Lamento, mas segundo o que ele próprio disse, está errado. Leia você mesmo a explicação de Jesus para o seu gosto por parábolas:

"É por isso que eu uso parábolas para falar com eles. Porque eles olham e não enxergam; escutam e não ouvem, nem entendem. E assim acontece com eles o que disse o profeta Isaías: "Vocês ouvirão, mas não entenderão; olharão, mas não enxergarão nada. Pois a mente deste povo está fechada: Eles taparam os ouvidos e fecharam os olhos. Se eles não tivessem feito isso, os seus olhos poderiam ver, e os seus ouvidos poderiam ouvir; a sua mente poderia entender, e eles voltariam para mim, e eu os curaria! - disse Deus." (Mt 13:13-15 BLH)

 

1- Esclarecer os mistérios do reino de DEUS aos pequeninos.

A exceção foi os discípulos. Quando ele "manifestou a sua glória, seus discípulos creram nele" (João 2:11). E então Marcos, o evangelista, nos revela que

"usando muitas parábolas como estas, Jesus falava ao povo de um modo que eles podiam entender. E só falava com eles usando parábolas, mas explicava tudo em particular aos discípulos." (Mc 4:33-34 BLH).Quer dizer, aqueles que creram podiam compreender, porque ele interpretava-lhes o sentido do seu ensinamento.

Assim, iniciamos com uma grande lição sobre essas preciosas parábolas: coisas espirituais são ao mesmo tempo tão simples que podem ser ilustrados com histórias quase infantis. Mas ao mesmo tempo, são tão profundas que só podem ser compreendidas pela fé sincera e pelo coração aberto a ouvir e praticar a voz de Deus.

 

2- ocultar estes mesmos mistérios dos sábios e inteligentes.

Parece estranho que seja justamente pela razão oposta do que parece que Jesus falou por parábolas. Ao invés de ser para que as pessoas entendessem, na verdade era para que NÃO entendessem. Não é intrigante? Não lhe soa estranho? Mas você notou a citação de Isaías que Jesus usou para corroborar sua atitude? Eles não queriam saber. Não tinham ouvidos dispostos a ouvir nem corações inclinados a aprender. Era um povo enfatuado e orgulhoso que, na sua esmagadora maioria não somente descreu dele como finalmente o rejeitou abertamente, a começar dos líderes religiosos.

Para entender o ensino de Jesus, não são necessários anos de seminários ou de estudos acadêmicos. Os fariseus, escribas e sacerdotes eram versadíssimos nas Escrituras. Eram doutores em Bíblia. Podiam esfregar a Bíblia na sua cara e dizer orgulhosamente que conheciam de cor trechos inteiros dos quais talvez você nem tenha ouvido falar. Só que tudo isso não passava de conhecimento teórico. Quando Cristo chegou e revelou-se ao mundo, eles ficaram escandalizados. Todo o seu preparo acadêmico caiu por terra. Não raro é o que acontece com muitos que saem das escolas bíblicas e seminários hoje em dia. Sem generalizar, é claro. Mas tem mais descrente saindo dessas instituições do que entrando.

Outra tremenda lição é que nem sempre a noção correta de quem é Jesus e a compreensão correta do que ele ensina e quer de nós pertence aos mais antigos, aos mais famosos e aos mais poderosos. Isto se mostrou verdadeiro na época de Jesus, na Idade Média, nos avivamentos mundiais e ainda se mostra verdadeiro nas igrejas de hoje em dia. Disse o poeta: "a sabedoria mora com gente humilde". Pessoas simples e iletradas, como os pescadores galileus Pedro, Tiago e João, poderiam calar todo um ilustre Sinédrio quando falassem em nome de Jesus. A eles foi dado conhecer os mistérios do reino.

Qual é a sua atitude diante das Histórias Para a Vida que Jesus contou? Como você se aproxima delas? Isto equivale a perguntar: Por que você vai à igreja? Por que carrega uma Bíblia? Por que canta hinos de louvor a Deus? Por que se diz um cristão? É isto o resultado de uma fé sincera e fervente, de uma compreensão, ainda que turva e fraca, mas correta, de quem Jesus realmente é?

Você pode ser líder, grande, poderoso, famoso, influente, dentro e fora de uma igreja. Se não compreender, através da fé, quem Jesus É, jamais compreenderá o que ele DIZ. Você será sempre daquele time que ouve e não entende, que olha e não enxerga. Será sempre (estou usando o termo bíblico) um tapado. Pode até pregar muito bem, como faziam os fariseus e escribas. Pode escrever coisas bonitas sobre Jesus. Os escribas e saduceus o faziam. Mas vai seguir sendo apenas, com todo o respeito, apenas mais um religioso.

Creia. E permita que sua fé o leve a uma atitude correta em relação a Jesus e ao seu ensino. Isto tem o poder de transformar uma vida.

As parábolas de Jesus podem ter e freqüentemente  têm mesmo, a faculdade de endurecer o incrédulo.  Pois a verdade é que as parábolas de Jesus não encontram paralelo.  As parábolas de outros mestres e moralistas podem, até certo ponto, ser separadas de seus ensinadores.  Porém, Jesus e suas parábolas são inseparáveis. Não compreendê-lo é não compreender as suas parábolas.  Conseqüentemente, para aqueles que não entendem Quem é Ele realmente, ou que ignoram a natureza do dom que Ele veio trazer à humanidade, os mistérios do reino de Deus, por muitas parábolas que venham a ouvir, necessariamente permanece algo misterioso.

 

 

IV- Como Interpretar Parábolas.

 

1- Buscar a verdade (ou verdades) que a parábola ilustra.

 

Sempre devemos buscar a revelação do ESPÍRITO SANTO, nunca confiarmos em nossa própria sabedoria, pois a parábola está inserida em uma verdade profunda que não pode ser alterada.

 

2- Ater-se à essência da parábola.

 

Devemos, ao estudarmos parábolas, tomarmos sempre o cuidado para não nos desviarmos do verdadeiro ensino que nos está sendo proposto e cairmos em distração espiritual, porém, não direcionada pelo ESPÍRITO SANTO, pois podemos passar a desvirtuar o verdadeiro ensino a nós transmitido e passarmos a criar outro ensino, pois a parábola permite isto em sua interpretação.

 

3- Jamais se esquecer de que as parábolas servem para ilustrar doutrinas e não para estabelecê-las.

 

Ensinar uma doutrina através de uma parábola é válido e bastante aproveitável, porém nunca se deve passar às pessoas uma doutrina pessoal através de uma parábola, veja este exemplo:

 

Parábola:

 

Todo dia, ao meio dia, um pobre velho entrava na igreja e saía, poucos minutos depois. Um dia, o padre  perguntou-lhe o que fazia, pois havia objetos de valor na igreja.

 

- Venho orar - respondeu o velho.

- Mas é estranho - disse o padre - que você consiga orar tão depressa.

- Bem, - retrucou o velho - eu não sei recitar aquelas orações compridas, mas todo dia, ao meio dia, entro na igreja e só falo: "Oi Jesus, eu sou o Zé. Vim te visitar". Num minuto já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza de que ele me ouve.

 

 Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital. Na enfermaria, passou a exercer uma boa influência sobre todos os que o rodeavam. Os doentes mais tristes se tornaram mais alegres, os familiares tornaram-se mais esperançosos, muitas risadas começaram a ser ouvidas.

- Zé - falou-lhe um dia a Irmã - os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre...

- É verdade, Irmã, estou sempre muito alegre. É por causa daquela visita que recebo todos os dias, e que me deixa muito feliz.

A Irmã ficou atônita. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. O Zé era um velho solitário, sem ninguém, e que por esse motivo não recebia visitas. Mesmo assim, levada pela curiosidade, perguntou-lhe

- Que visita, Zé? A que horas?

- Todos os dias - respondeu com um brilho nos olhos. - Todos os dias, ao meio-dia. Ele vem e fica sentado nesta cadeira, ao lado da cama. E quando eu o olho. Ele sorri e me diz: "Oi Zé, eu sou Jesus. Vim te visitar".

(Autor desconhecido)

 

JESUS estaria disposto a curar o enfermo e não em visitá-lo e também não marcaria hora para visitar alguém.

Não saber orar indica falta de amizade e intimidade com DEUS e a oração é feita com temor e adoração a DEUS.

Uma alma cheia do ESPÍRITO SANTO transmite o evangelho e não apenas alegria passageira a seus colegas.

 

 

Conclusão

 

PARÁBOLAS DE JESUS

 

Parábola é uma narrativa, imaginada ou verdadeira, que se apresenta com o fim de  ensinar uma verdade. Difere do provérbio neste ponto: não é a sua apresentação tão concentrada como a daquele, contém mais pormenores, exigindo menor esforço mental para se compreender. E difere da alegoria, porque esta personifica atributos e as próprias qualidades, ao passo que a parábola nos faz ver as pessoas na sua maneira de proceder e de viver. E também difere da fábula, visto como aquela se limita ao que é humano e possível.

O emprego contínuo que Jesus fez das parábolas está em perfeita concordância com o método de ensino ministrado ao povo no templo e na sinagoga. Os escribas e os doutores da Lei faziam grande uso das parábolas e da linguagem figurada, para ilustração das suas homilias. Tais eram os Hagadote dos livros rabínicos. A parábola tantas vezes aproveitada por Jesus, no Seu ministério (Mc 4.34), servia para esclarecer os Seus ensinamentos, referindo-se á vida comum e aos interesses humanos, para patentear a natureza do Seu reino, e para experimentar a disposição dos Seus ouvintes (Mt 21.45; Lc 20.19). As parábolas do Salvador diferem muito umas das outras. Algumas são breves e mais difíceis de compreender. Algumas ensinam uma simples lição moral, outras uma profunda verdade espiritual.

    

 

 

 

 

 

 

 

               Lição 2 - Parábolas – COMPREENDENDO

 

                    A MENSAGEM DO REINO DE DEUS

 

 

TEXTO ÁUREO: “Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não lhes é dado” (Mt 13.11)

 

VERDADE PRÁTICA: Na semeadura da Palavra de Deus, é de muita importância a qualidade da terra que recebe a divina semente.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: MATEUS 13.1-9

 

1 Naquele mesmo dia Jesus saiu de casa e assentou-se junto ao mar. 2 Ajuntaram-se grandes multidões ao seu redor, de sorte que entrou num barco e se assentou, enquanto toda a multidão estava em pé na praia. 3 E falou-lhes de muitas coisas por meio de parábolas, dizendo: Certo semeador saiu a semear. 4 E, quando semeava, parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. 5 Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque a terra não era funda. 6 Mas, saindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz. 7 Outra parte caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. 8 Outra caiu em boa terra, e deu fruto: uma semente produzindo a cem, outra a sessenta e ainda outra a trinta por um. 9 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

 

SAIU O SEMEADOR A SEMEAR. Esta parábola conta como o evangelho será recebido no mundo. Três verdades podem ser aprendidas nesta parábola:

(1) A conversão e a frutificação espiritual dependem de como a pessoa se porta ante a Palavra de Deus (v. 14; cf. Jo 15.1-10).

(2) Haverá diferentes reações ante o evangelho, da parte do mundo. Uns ouvirão, mas não entenderão (v. 15; Mt 13.19). Uns crerão, mas depois se desviarão (vv. 16-19). Uns perseverarão e frutificarão em diferentes proporções (v. 20).

3) Os inimigos da Palavra de Deus são: Satanás, os cuidados deste mundo, as riquezas e os prazeres pecaminosos desta vida (vv. 15,19; Lc 8.14).

 

AS PARÁBOLAS DO REINO.

 No capítulo 13 de Mateus temos as parábolas do reino dos céus, que descrevem o resultado da pregação do evangelho e das condições espirituais prevalecentes na terra, na esfera da manifestação visível do reino dos céus, até o fim dos tempos.

(1) Em quase todas estas parábolas, Cristo ensina que dentro da esfera da manifestação visível atual, do reino dos céus entre os homens, haverá o bem e o mal, e o verdadeiro e o falso. Entre aqueles que professam aqui o seu nome, haverá a apostasia e o mundanismo, bem como a fidelidade e a piedade. No fim da presente era, o mal será destruído (vv. 41, 49), mas os justos resplandecerão como o sol, no Reino de seu Pai (v. 43).

(2) Estas parábolas foram proferidas a fim de que os verdadeiros seguidores de Deus saibam que o mal e a oposição da parte de Satanás e seus seguidores existirão aqui na terra, até mesmo dentro do atual reino visível dos céus (vv. 25,38,48), que é a igreja, uma manifestação parcial do pleno e futuro reino prometido por Deus a Davi, e que será regido por Jesus (2 Sm 7.12-16; Lc 1.32,33; Dn 2.44; Ap 11.15). A única maneira de a pessoa vencer Satanás e a influência do mal será pela dedicação sincera e total a Cristo (vv. 44, 46), e vivendo em santidade (v. 43; ver Ap 2.3 para exemplos de bem e do mal dentro das igrejas).

(3) As parábolas são histórias tiradas da vida diária para descrever e ilustrar certas verdades espirituais. Sua singularidade consiste em revelar a verdade aos espirituais e, ao mesmo tempo, ocultá-la dos incrédulos (v.11). A parábola pode, às vezes, demandar uma decisão da pessoa (e.g., Lc 10.30-37).

 

LEITURA DIÁRIA:

 

Segunda - Mt 7.24-27 Dois tipos de ouvintes, sensato e insensato

 

Terça - Jo 4.40-42 Os samaritanos ouvem e crêem na Palavra

Quarta – Jo 5.24 A recompensa de quem ouve e crê na Palavra

Quinta – Rm 10.17 A fé provém do ouvir a Palavra

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Sexta - 1 Ts 1.6 Devemos receber a Palavra com alegria

Sábado – Tg 1.19 O crente deve sempre estar pronto para ouvir

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

1-Narrar esta parábola com suas próprias palavras.

2-Verbalizar o propósito central do ensino de Cristo nesta parábola.

3-Aplicar as lições desta parábola em sua própria vida.

 

PONTO DE CONTATO: Professor, segundo a Bíblia, a fé nasce no coração do pecador quando este ouve a Palavra de Deus, pois não se pode crer “naquele de quem não se ouviu” (Rm 10.14,17). Para que a fé nasça no coração do homem, é necessário que a Palavra de Deus seja-lhe comunicada com clareza. Nesta lição, os quatro tipos de solos que estudaremos, representam o modo como as pessoas respondem à pregação do Reino de Deus em seus corações. Tenha em mente que sempre haverá diferentes respostas aos seus ensinos, por isso, ore a fim que o Espírito Santo convença os seus alunos a respeito das verdades bíblicas que serão apresentadas durante esta aula (Jo 16.7-13).

SÍNTESE TEXTUAL: A parábola do Semeador é a primeira dentre as sete proferidas por Jesus às margens da Galiléia, e todas fazem parte do primeiro grupo de discursos feitos por Cristo, registrado em Mateus 13.1-58. Os objetivos do Mestre nestas exposições eram patentes: combater a oposição dos fariseus ao seu ministério e instruir seus discípulos concernente à natureza e ao crescimento do reino messiânico.

Nesta parábola, a semente que frutificou foi justamente a que caiu em “boa terra” (v.8). As demais, perderam-se à “beira do caminho” (v.4), “nos pedregais” (v.5), e entre os “espinhos” (v.7). Há pessoas que, mesmo entendendo a mensagem divina, não respondem positivamente à pregação do Evangelho (Rm 10.16), seja pela incredulidade e dureza de seu coração (Mc 16.14), ou pela ação do Maligno (2 Co 4.4). Contudo, muitos ouvem e compreendem a mensagem do Reino de Deus, produzindo frutos espirituais. O ensino central desta parábola é que o Reino de Deus se manifesta a todos os homens, mas nem todos compreendem sua mensagem.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Professor, para esta lição, utilize como recurso um Gráfico Descritivo. Através dele você pode apresentar a seus alunos um resumo da interpretação de Mateus 13.18-23.

Distribua uma folha para cada aluno contendo apenas o nome dos quatro tipos de terrenos nas colunas correspondentes. À medida que a parábola for sendo interpretada, os alunos poderão preencher o restante das colunas.

 

TIPOS DE TERRENO

BEIRA DO CAMINHO

EM PEDREGAIS

ENTRE ESPINHOS

EM TERRA FÉRTIL

DESCRIÇÃO

Mt 13.19

Mt 13.20

Mt 13.22

Mt 13.23

PRONTIDÃO

Ouve

Ouve

Ouve

Ouve

RECEPÇÃO

Não entende

Recebe com Alegria

Seduzido pela riqueza

Compreende

CONCLUSÃO

Maligno arrebata a semente (2Co 4.4)

Não resiste a angústia e ofende-se (Rm 8.31-39)

Sufoca a semente (1Tm 6.10)

Produz fruto ( 1Co 15.58)

 

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

A parábola do Semeador relata com exatidão a humanidade através dos tempos. É interessante mencionar que o próprio Jesus, após narrá-la, revelou o significado desta para seus discípulos. Nesta parábola, Ele se volta para a vida agrícola de Israel com o objetivo de ilustrar os tipos de corações que recebem a semente da Palavra de Deus, tornando-a um dos mais edificantes e esclarecedores ensinos a respeito deste assunto.

 

 

Princípios Básicos da Palavra de DEUS:

 

1- Palavras São Sementes

"A semente é a palavra de Deus” (Lc 8.11)

 

2- Palavras Faladas São Sementes Plantadas

Gn 3.5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. (Plantação de Satanás).

Jo 5.24 Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida.

 

3- Cada Semente Produz De Acordo Com Sua Espécie

Gn 1.12 A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua semente, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. (Semente de Abacate produz abacate e não Laranja)

Palavra De DEUS Produz Vida - Jo 6.63 O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.

Palavra De Satanás Produz Morte - Rm 5.12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.

 

4- Palavras Têm Poder Para Produzir Vida Ou Morte

Dt 30.19 O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, (Tanto Moisés como Josué fizeram com que o povo confessasse a aliança)

Pv 18.21 A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.

 

- Um ovo de águia num ninho de Galinha não produzirá um pintinho, mas sim uma aguiazinha ou pintainho.

- Quando vamos nos consultar e temos algum problema de saúde o médico pergunta logo se temos alguém na família como o mesmo tipo de problema, porque ele sabe que podemos herdar alguma doença de nossos pais ou parentes (congênito); a semente estava plantada. Por isso nascemos em pecado, herdado de nosso primeiro pai Adão. É preciso nascer de novo de nova semente, da Palavra de DEUS, para que assim possamos gerar vida e vida em abundância.

Êx 20.5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. (Gl 3.13- solução)

 

Condição para salvação (é pela graça, através da fé, porém tem que haver palavras de vida para confirmação)

Mt 10. 32 Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.

Rm 10.9 Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo;

 

5- Quem dá corpo à semente é DEUS

1Co 15.38 Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo.

 

 

  1. O SEMEADOR

O semeador escolhe as sementes (Palavra de DEUS) que vai plantar e deve ter conhecimento da maneira mais correta de se plantar e qual a estação mais própria para o plantio; muitas vezes deve-se preparar o terreno antes de se iniciar a semeadura.

 

No contexto da parábola em estudo, o semeador é o próprio Cristo. O texto diz: “O semeador saiu a semear” (v.3). Ler Mt 4.23; 9.35; Lc 8.1. Jesus foi, de modo incansável e exemplar, o primeiro semeador das Boas Novas. Depois de sua ascensão, o Espírito Santo foi enviado para lembrar aos discípulos as verdades espirituais ensinadas pelo Senhor, capacitá-los com poder do alto e impulsioná-los a, sem cessar, disseminá-las por todo o mundo (Jo 14.26). A missão evangelizadora dos discípulos de Cristo é evidenciada em dois textos dos Evangelhos (Mt 28.19,20 e Mc 16.20). O Espírito Santo é vital na semeadura da Palavra de Deus. Ele é quem inspira os semeadores a semear e a regar a semente depois de lançada no solo. A expressão “o vento assopra onde quer” (Jo 3.8) implica a ação do Espírito semeando a Palavra de Deus.

Todo crente em Cristo deve ser um dedicado e fervoroso semeador da sua Palavra. Fomos salvos para servir ao Senhor, e isso abrange com prioridade semear de todas as maneiras a boa semente, que é a Palavra de Deus. Nisso, devemos servir ao Senhor com amor, renúncia e dedicação (Sl 126.6).

 

  1. A SEMENTE

A semente que vamos semear é o evangelho, sempre tendo como principal semente o próprio JESUS e e este crucificado, sendo Este a semente de DEUS caída na Terra para que através D'Ele muitos frutos nascessem para DEUS. Esta semente de DEUS só poderia germinar e gerar uma frondosa árvore (Igreja) se morresse, pois a semente só gera vida se morrer.

Jo 12.24 Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.

Para dar vida a semente deve morrer, por isso JESUS morreu, para nos dar vida eterna.

 

Sementes precisam ser regadas com água: - Precisamos nos colocar à disposição do ESPÍRITO SANTO para que ELE fale através de nós, pois assim, estaremos falando de acordo com DEUS que quer salvar a todos. A unção faz a diferença, as palavras de DEUS quando são faladas por um servo de DEUS cheio do ESPÍRITO SANTO fazem efeito vital nos corações dos ouvintes e produzem grandes resultados na seara do Mestre.

 

A semente de que Jesus falou na parábola “é a palavra de Deus” (Lc 8.11). Em Mateus 13.19, é chamada “a palavra do Reino”, isto é, a palavra poderosa que rege o Reino de Deus. Em Marcos 4.14, é denominada “a palavra”, no sentido de inspirada, autêntica, inerrante, infalível, imutável, indivisível, única, ímpar, soberana, como somente a Escritura Sagrada o é. Ela é viva, eficaz e penetrante (Hb 4.12). “É o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16). Uma vez em nós enxertada, ela gera, como instrumento de Deus, nova vida e assim pode nos salvar (Tg 1.18,21). Ela identifica-se com Deus, assim como um homem de bem é identificado por sua palavra honrada e confiável. O Senhor Jesus é chamado o Verbo; a Palavra (Jo 1.1,14; Ap 19.11-13; 1 Jo 1.1).

Aqueles que aceitam “a semente” (a Palavra, Cristo) recebem a vida eterna, porque Cristo é a própria vida (Jo 20.31; 11.25; 1 Jo 5.12).

 

 

III. O TERRENO PARA O PLANTIO DA SEMENTE (MT 13.4-8)

Nas contas de JESUS somente 25% dos ouvintes são aproveitados para o reino de DEUS (se referindo à pouca quantidade de ouvintes que atendem , pois são quatro os tipos de terreno, A beira do caminho (ao lado do caminho e não no caminho) , Os pedregais (corações duros como pedra), Os espinheiros (Machucam-se e são machucados) e a Terra Boa (esta com três tipos de aproveitamento - 100%, 60% e 30% - Pássaros voando em três níveis)

Jesus mencionou quatro tipos de terrenos nos quais a semente é semeada. Isso representa o coração das pessoas onde semeamos a Palavra de Deus. Jesus ensina nesta parábola que nem todos são igualmente receptivos à “boa semente”. Isso decorre da ação degenerante, deformadora e maligna do pecado no ser humano. Deus fez tudo bom no princípio (Gn 1.31; Ec 7.29). Hoje não há ninguém bom; só Deus é bom (Mt 19.17).

 

  1. O terreno “ao pé do caminho” (vv.4,19).

Na verdade à beira do caminho, pois não está no caminho correto. O pior caminho é o caminho paralelo, o caminho da religiosidade, da justificação pelas obras ou pelo deixar de fazer algumas coisas.; a pessoa é enganada pelo "quase" - Quase é crente; - Quase se veste como crente; Quase fala como crente; Quase crê como crente;  - Quase - Quase foi salvo. Errar o alvo, mas quase acertar não leva ao céu.

 

Esse tipo de terreno é comparado a que classe de ouvintes? Segundo o próprio Jesus, são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e não a entendem, nem se esforçam para compreendê-la (v.19). Inerrante Inerrante Inerrante Inerrante Inerrante Propriedade pela qual a Bíblia é isenta de qualquer erro em suas afirmações. Verbo Verbo Verbo Verbo Verbo Termo que descreve Jesus como a Palavra de Deus Encarnada. Na realidade, são negligentes, não se preocupam com os assuntos espirituais, nem com o seu destino eterno. Recebem a mensagem da salvação pelos canais de comunicação do intelecto, todavia não permitem que esta desça ao coração; por isso, ela não germina. São muitas e maléficas as influências exteriores que se alojam no coração humano e prevalecem na vida das pessoas, deixando a semente exposta na superfície da terra. Isto permite que as nocivas “aves do céu” (Lc 8.5,12) venham e arrebatem a semente lançada no coração endurecido, obstinado e resistente ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

  1. O terreno com pedregais (vv.5,6).

Por baixo do terreno existem pedras que não deixam a planta ser alimentada, por baixo da fé ainda existem amizades com o mundo que não deixam o crente crescer espiritualmente; é viver como Israel no tempo de Josué, ao invés de destruírem seus inimigos fizeram aliança com eles. Nascer de novo implica em ser diferente, "as coisas velhas passaram, tudo se fez novo"  2Co 5.17 Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. Pedras são as atrações do mundo, a volta ao passado de escravidão a Satanás, é o cão que volta ao vômito.

 

Esse tipo de solo representa a pessoa que de início recebe bem a Palavra de Deus, porém não persevera na fé em Cristo. São cheios de entusiasmo puramente emocional. Todavia, os obstáculos e provações da vida os impedem de crescer e frutificar. Os tais até choram quando ouvem a Palavra, reconhecem suas necessidades, porém não conseguem desvencilhar-se das pedras de sua vida pessoal. A semente é aceita, contudo não cria raízes pelo fato de o crente não ter firmeza, nem perseverança. As pedras podem representar tropeços morais, vícios, pecados sedutores e maus hábitos. Algo muito deplorável neste tipo de terreno é que além dele ser raso, tem pedra por baixo. Há crentes que na superfície demonstram ser uma coisa, no entanto, interiormente são outra. “Aborreço a duplicidade”, diz a Escritura (Sl 119.113; Tg 1.8; 4.8).

O crente “terreno raso” nos ensina que muitos aceitam a verdade, entretanto não permanecem firmes, nem se aprofundam na fé, na comunhão com Deus. Notemos no versículo seis que a planta “queimou-se e secou-se” não somente devido ao calor do sol, mas também “porque não tinha raiz”.

 

  1. O terreno cheio de espinhos (v.7).

Espinhos machucam e são machucados, é terreno sem proveito, ao invés de fazerem a obra de DEUS, atrapalham os que estão fazendo. É a amizade com o mundo. Lêr a bíblia é ter dor de cabeça e olhos lacrimejantes, porém assistir novela e futebol na TV é prazer.

 

Diz o texto: “e outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na”. A semente fora bem plantada, porém o terreno havia sido abandonado por seu dono, tal qual o terreno de Pv 24.30-32. As ervas daninhas e os espinhos multiplicaram-se e sufocaram a planta, tornando-a improdutiva. Esses “espinhos” são as preocupações causadas pelo mundo, as cobranças da sociedade ímpia, os prazeres ilusórios da vida e o engano do acúmulo de riquezas materiais (Mt 13.22; Mc 4.19; Lc 8.14).

Nessas riquezas há espinhos que traspassam seus donos “com muitas dores” (1 Tm 6.10). A possessão de riqueza sem temor de Deus tem provocado sofrimento e sufocado a vida espiritual de muitos crentes, os quais ficam sem tempo para a oração, o estudo da Bíblia e o serviço do Senhor em geral. Assim, o terreno “cheio de espinhos” mostramos que muitos crentes permanecem na fé, contudo não são consagrados ao Senhor.

 

  1. O terreno da boa terra (v.8).

Um terreno bom, porém três tipos de produção, a resposta é de acordo com a audição. Pássaros voam a um mesmo destino, porém cada qual voa a uma altura que lhe é mais favorável.

 

A “boa terra” acolhe bem a semente porque é macia, funda, limpa, úmida e apropriada. Nela, a semente, como diz o profeta, “tornará a lançar raízes para baixo e dará fruto para cima” (Is 37.31). As pessoas simbolizadas por este tipo de terreno ouvem e entendem a Palavra. Esta não volta vazia; sempre prospera (Is 55.11). Em 2 Tm 3.15-17 e no Salmo 119, encontramos inúmeras bênçãos para aqueles que buscam e amam a Palavra de Deus. Nesta mesma parábola em Lucas 8.15, Jesus aludiu a este coração como “honesto e bom”. Este último terreno ainda nos mostra que mesmo entre os crentes dedicados há diferente frutificação espiritual (vv. 8,23). Um grão produziu cem, outro, sessenta, e outro, trinta. Que poder maravilhoso há na Palavra do Deus vivo, quando ela encontra um terreno propício!

 

CONCLUSÃO

Nosso dever é plantarmos na maior quantidade as sementes que DEUS nos dá, sabendo que é para isto mesmo é que fomos escolhidos, chamados, separados e enviados.

 

Na parábola do Semeador, o Senhor Jesus nos ensina uma grande e permanente lição: É nosso dever prioritário, como seus servos, semear a Palavra de Deus utilizando todos os meios, “a tempo e fora de tempo”, como está dito em 2 Tm 4.2. Somente assim teremos um ministério abençoado, pois Deus dá semente a quem semeia (2 Co 9.10). Vemos ainda na parábola que apesar dos terrenos serem variados, a semente é uma só, ou seja, eles é que precisam mudar em relação a esta, e não o contrário. É urgente a evangelização mundial, por intermédio da pregação e do ensino da Palavra.

Inerrante

Propriedade pela qual a Bíblia é isenta de qualquer erro em suas afirmações.

Verbo

Termo que descreve Jesus como a Palavra de Deus Encarnada.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Devocional

“ A Semente à beira do caminho

Conforme explicação dada pelo próprio Mestre, e Filho do Lavrador, a semente é a Palavra de Deus; o solo, os nossos corações. Os ouvintes de Jesus entendiam bem de solo, pois o relevo de seu país era bastante variado: dispunham de grandes extensões férteis, mas também lidavam com terrenos rasos e rochosos. Contudo, não conhecessem, talvez, o próprio coração. Você conhece o seu? Que tipo de solo é você? De que modo você tem recebido a pregação da Palavra?

No Israel antigo, os fazendeiros protegiam suas vinhas e jardins, cercando-os com sebes ou muros de pedra (Is 5.5). Entretanto, era difícil cercar grandes plantações; o custo não compensaria. Assim, os campos de trigo ou cevada não tinham cercas nem muros, e eram cortados por trilhas e estradas. Esses caminhos, de tanto serem pisados por pessoas e animais, tornavam-se chão batido, endurecido.

Em seu método um tanto primitivo de plantar, o lavrador fazia, ao mesmo tempo, a aradura e o plantio. Enquanto passava o arado puxado por uma junta de bois, ou de jumentos, ia também espalhando as sementes, que levava num cesto. Desse modo, as sementes misturavam-se ao solo revolvido, fofo e arejado. O problema é que o vento, que ajudava a espalhá-las, também as soprava para as trilhas de terra socada e enrijecida, onde, sem qualquer possibilidade de penetração, ficavam expostas aos olhos ávidos das aves, que imediatamente ajuntavam-se para devorá-las [...]

Alguns corações têm se tornado tão duros quanto o chão batido de um atalho no campo. Já não têm sensibilidade para as coisas espirituais; a mensagem divina já não pode penetrar-lhes o caráter empedernido. Alguns tornaram-se assim porque, dispondo de facilidades, concentraram-se nos prazeres terrenos, preferindo não dar ouvidos às coisas de Deus. Outros, depois de passar por sofrimentos prolongados, perderam a esperança e a fé; tornaram-se amargurados e incrédulos; deliberadamente, fecham o coração à Palavra. E há aqueles que abrigaram tantas crenças e doutrinas errôneas, e estas foram, aos poucos, sedimentando-se no solo de suas almas, a ponto de deixá-las secas e duras. A semente do evangelho cai sobre estas, mas sequer tem tempo de germinar, porque, qual ave agourenta, Satanás logo a arrebata.

Que tipo de prazeres têm lhe transitado pelas trilhas do coração? Que crenças falsas, que filosofias vãs, que influências maléficas vêm-lhe palmilhado os caminhos interiores?

Acaso o seu coração acha-se já tão calcificado, que não mais reage aos impulsos do Espírito santo?

A pregação da Palavra não mais afeta você? Rogue ao Senhor da seara que passe em seu coração o arado do Espírito, capaz de revolver o solo mais empedernido, e convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Ou, quem sabe, você precise do arado da tristeza que produz arrependimento, capaz de quebrar os torrões da indiferença e do descaso (2 Co 7.9,10); indiferença para com o pecado, e descaso para com a justiça e o juízo.” (ANDRADE, Marta Doreto de. Quando o amado desce ao jardim. RJ:CPAD, 2004, p. 174,175.)

Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 22, pág. 37.

 

 

 

 

 

 

 

                  Lição 3 - Parábolas -  DIFERENÇA

 

                     ENTRE O JUSTO E O INJUSTO

 

 

TEXTO ÁUREO: “O campo é o mundo, a boa semente são os filhos do Reino, e o joio são os filhos do Maligno” (Mt 13.38).

Ml 3.16 Então aqueles que temeram ao SENHOR falaram freqüentemente um ao outro; e o SENHOR atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o SENHOR, e para os que se lembraram do seu nome. 17 E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos; naquele dia serão para mim jóias; poupa-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve. 18 Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve.

 

O campo é o mundo (a boa semente é a Palavra de DEUS)

Mateus 24.14 E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.

Marcos 16.15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

20 E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!

Lucas 24.47 e, em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.

Romanos 10.18 Mas digo: Porventura, não ouviram? Sim, por certo, pois por toda a terra saiu a voz deles, e as suas palavras até aos confins do mundo.

Colossenses 1.6 que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade;

O Joio são os filhos do maligno

João 8.44 Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.

Atos dos Apóstolos 13.10 Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de

perturbar os retos caminhos do Senhor?

1 João 3.8 Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.

 

VERDADE PRÁTICA: O dia da separação está chegando, quando o trigo do Senhor será recolhido e o joio do maligno, que cresceu entre o trigo, destruído.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: MATEUS 13.24-30

 

24 Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo;

25 mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se.

26 E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio.

27 E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem, então, joio?

28 E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo?

29 Porém ele lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele.

30 Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.

Comentários preliminares:

 

13.24,25 A BOA SEMENTE E O JOIO. A parábola do trigo e do joio salienta o fato de que há uma semeadura da má semente de

Satanás paralela à da Palavra de Deus. O campo é o mundo e a boa semente são os fiéis do reino (v. 38). (1) O evangelho e os crentes verdadeiros serão plantados em todo o mundo (v. 38) Satanás também plantará os seus seguidores, os filhos do maligno (v. 38), entre o povo de Deus, para se contraporem à verdade divina (vv. 25,38,39). (2) A obra principal dos emissários de Satanás no reino dos céus na presente era é solapar a autoridade da Palavra de Deus (ver Gn 3.4), e promover a iniqüidade e as falsas doutrinas (cf. At 20.29,30;

2 Ts 2.7, 12). Cristo falou noutra ocasião, de um grande logro entre seu povo por causa desses que se apresentam como verdadeiros crentes, quando na realidade são falsos mestres (ver Mt 24.11). (3) Este fato da coexistência do povo de Satanás com o povo de Deus, na dimensão visível atual do reino dos céus (que é a igreja), terminará quando Deus destruir todos os ímpios, no fim da presente era (vv. 38-43). Para outras parábolas que enfatizam a atual condição da mistura de crentes e descrentes, ver 22.1-14; 25.1-13, 14-30; Lc 18.10-14.

 

13.30 CRESCENDO JUNTOS. No tocante ao crescerem juntos os verdadeiros filhos de Deus e os filhos de Satanás, disfarçados como crentes (v. 38; cf. 2 Co 11.13-15), consideremos os três pontos a seguir: (1) Os crentes não devem, jamais, procurar desarraigar (i.e., derrotar pela força ou exterminar) os maus aqui no mundo. Os anjos farão isso no final dos tempos (vv. 30, 41). (2) A parábola supra não contradiz as instruções bíblicas vistas noutras passagens que ordenam a igreja a disciplinar os membros que pecam e a excluir da sua comunhão o falso crente não convertido (ver 18.1; 1 Co 5.1). Saiba-se, no entanto, que a disciplina eclesiástica será, na melhor das hipóteses, apenas uma solução parcial para o mal no reino dos céus aqui na terra, no tempo presente. Deus e seus anjos farão a separação final. (3) Os crentes fiéis devem sempre vigiar ante o fato de Satanás constantemente estar infiltrando coisas e indivíduos subversivos em todas as áreas da obra de Deus. De muitas maneiras, os tais apresentam-se como verdadeiros filhos de Deus (ver 2 Co 11.14)

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – Mt 13.36-43 O significado do trigo e do joio

 

Terça – Js 5.11,12 O trigo de Canaã em lugar do maná do deserto

 

Quarta – Jz 6.11 Trigo no lagar, portanto fora do lugar

Quinta – Pv 11.26 Porque não devemos reter o trigo

Sexta – At 27.18,38 Porque lançaram trigo ao mar

 

Sábado – Mt 13.30,40-42 O joio será atado e queimado.

 

OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

1- Narrar a parábola destacando as figuras principais.

2- Distinguir os tipos de sementes e seu significado espiritual.

3- Explicar os elementos escatológicos da parábola.

 

PONTO DE CONTATO:

 

Professor, como os alunos estão reagindo ao novo tema de estudos? Estão realmente motivados? Crie expectativas favoráveis ao aprendizado de seus alunos. Estimule-os à curiosidade e ao interesse pelas lições seguintes. Isto pode ser feito através de uma pergunta curiosa sobre o tema em questão, de uma breve exposição de assuntos instigantes, afins, ou até mesmo mediante a proposição de desafios tais como “quem melhor ilustra a parábola”, por exemplo. O importante é sempre criar a expectativa de que a aula de hoje será melhor que a anterior.

 

SÍNTESE TEXTUAL:

 

A Bíblia usa os termos trigo, cevada e cedro em contraste com o cardo, joio e espinhos. Os três primeiros são relacionados àquilo que é bom, nobre ou legítimo, enquanto que os três seguintes, com o que é mau, sem valor ou ilegítimo (Jó 31.40; 2Rs 14.9; Mt 13.25; Hb 6.7,8). O uso negativo da simbologia do cardo, joio e espinho deve-se ao contexto da maldição de Gênesis 3.18 e Números 33.55.

Nesta parábola, mais uma vez, o contraste é utilizado para acentuar as diferenças em termos de qualidades morais e espirituais entre os filhos do Reino e os do Maligno (Mt 13.38). O conceito de “filhos do maligno”, no Antigo Testamento, era conhecido como “filhos de belial” (1 Sm 2.12), cujos atos eram a idolatria (Dt 13.13), embriaguez (1 Sm 1.16), sacrilégio (1 Sm 2.17,22), desrespeito à autoridade (1 Sm 10.27), falta de hospitalidade (1 Sm 25.17), perjúrio (1 Rs 2.10, 13) e maledicência (Pv 6.12). Estes serão reunidos, julgados e condenados ao sofrimento eterno, queimarão como o joio, o espinho e o cardo. Enquanto os filhos do Reino, assim como o trigo, serão recolhidos ao celeiro, para desfrutarem da glória do Reino de Deus.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:

 

Professor, para esta lição, elabore um Quadro Representativo. O objetivo é reproduzir o tema e os argumentos principais da lição. Reproduza o modelo abaixo no quadro-de-giz. Caso queira um recurso mais elaborado, disponibilize três folhas de cartolina. Numa, desenhe o globo terrestre e nas demais, escreva o texto conforme o exemplo. Apresente-o na ordem natural da parábola, conforme Mateus 13.36-43.

 

   

 

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

 

Como o povo a quem se dirigia, através de parábolas era um povo que tinha uma vida agrícola ativa, JESUS utilizava-se desta visão para infundir fé e ciência de DEUS em seus ouvintes.

Já é sabido que o campo é o mundo e também sabemos que o mundo jaz no maligno, porém precisamos analisar o que está ocorrendo dentro de nossas congregações, onde o mundo invadiu nossos bons costumes e nossa sã doutrina. A Igreja está no mundo, mas também a "igreja" está no mundo, nesta mistura quem é quem?

Esta parábola traz como principal ensino a necessidade de discernimento espiritual entre os crentes que muitas vezes são envolvidos com artimanhas satânicas advindas de falsos crentes, falsos irmãos que se introduzem na Igreja e levam muitos a se distanciarem do verdadeiro evangelho, como conseguem isto? Porque os crentes estão dormindo.

A intenção desta parábola:

A – Mostrar a ameaça do inimigo na obra de Deus;

B – Prevenir os filhos do reino contra a sonolência sobrevinda pelos cuidados da vida;

C – Orientar os lideres espirituais a lidarem com as situações adversas dentro da obra de Deus;

 

  1. O CAMPO DE PLANTIO (V.24)

 

As parábolas devem ser interpretadas pelos ouvintes que se interessam por DEUS, assim os ouvintes devem estudar e procurar ajuda do ESPÍRITO SANTO para que entendam corretamente o que JESUS quer orientar-lhes acerca do reino de DEUS. (Jesus deu exemplo ao interpretar as duas primeiras). A ótica da parábola deve ser aplicada ao nosso tempo e cotidiano.

 

1 – O campo não é só o mundo físico.

 

Não é apenas o mundo onde o ser humano vive, fala de cada época onde a palavra de Deus é semeada e há uma interferência por parte do mal, na intenção de impedir o avanço do reino de Deus. 1Jo 2.16,17. Fala do mundo das trevas, onde seu príncipe é Satanás e é auxiliado por seus demônios.

 

2 – O campo hoje.

 

Hoje em dia o campo semeado fala da nossa geração afetada, de um lado pela propagação do reino de Deus, e, por outro lado, pela má influencia da comunicação e da filosofia distorcida, tanto no mundo em geral como no contexto da denominada Igreja Cristã. Rm 12.2.

 

  1. OS DOIS SEMEADORES (MT 13.24,25)

 

Hoje o semeador, sou eu, é você crente, saibamos que também temos nosso concorrente, o semeador de contendas e de torcidas doutrinas, o falso crente, o servo de Satanás disfarçado de crente e também os mestres das seitas e mais seitas que invadem o mundo a cada dia, o lobo com pele de ovelhas; como estamos semeando? Estamos semeando o ensino legítimo para desfazer as obras do Diabo?

  1. Jesus, o semeador de seu próprio campo.

1 – Cristo – o dono

A – Cristo semeando em seu próprio campo fala do trabalho primário que realizou na terra semeando a palavra e plantando a sua igreja.

Somos semeadores de CRISTO, como seus representantes hoje.

  1. O Diabo, o inimigo, semeia o joio no trigal de Cristo.

2 – Diabo – o intruso

A – O intruso semeando no campo alheio fala do diabo procurando afetar a mente e o comportamento dos filhos do reino por meio da má informação e da imoralidade de época.

Ladrão e salteador, veio matar, roubar e destruir (Jo 10)

 

III. OS DOIS TIPOS DE SEMENTES (MT 13.24,25)

 

O maligno ao espalhar dolosa e ocultamente a sua má semente no campo do Senhor usou a cilada da semelhança, porquanto o joio é muito parecido com o trigo. Hoje, o Diabo continua fazendo isso através de falsos crentes, falsas bíblias, falsas igrejas, falsos milagres, falso batismo com o Espírito Santo, falsas línguas estranhas, falso louvor etc. Muito cuidado, pois você é planta do Senhor!

1 – O significado de semente na parábola.

A – Palavra boa ou má.

B – Tipo de pessoas (sevos de DEUS ou servos do Diabo)

C – Obra boa ou má.

 

2 – Joio.

A – São aquelas pessoas que vivem no mundo, convivem com os filhos do reino, algumas que até sustentam a mesma confissão, mas não dão o mesmo testemunho de fé.

B – Algumas são pessoas que apesar de um dia terem sido fiéis a palavra de Deus, ainda vivem na igreja, mas não conservam a mesma conduta, pois o diabo semeou no seu coração o vil caráter.

C – São aquelas pessoas que procuram impedir o crescimento do reino de Deus, tentam de alguma forma, propositalmente, destruir o reino de Deus, como denominações que se levantam ostentando o nome de Jesus, mas liberam o homossexualismo e coisas parecidas, estes são os filhos do mal, citados aqui.

 

3 – Trigo.

O crente é comparado ao trigo porque:

 

A – Jesus se comparou ao trigo, sendo assim, o crente ao ser comparado a ele, também divide a mesma essência do caráter de Jesus. (Jo 12.24-Semente de Trigo caída na Terra).

B – A conduta do crente produz na vida das outras pessoas a certeza da conversão, assim, tanto a pregação, como o bom testemunho é semeadura, por isso o crente é como uma semente de trigo, que produz outras sementes.

C – A semente do trigo é boa, e não é como a do joio que destrói, assim, todo verdadeiro crente tem um bom caráter, age com boas intenções e exalta Deus neste mundo. Se alguém se diz crente, mas não faz assim, apenas se parece trigo, mas é joio.

D – A finalidade do trigo é produzir pão para alimentar, ou seja, tem um objetivo, uma função positiva. Todo crente em Jesus deve também ser um abençoador das vidas, se quiser ser visto como membro da comunidade celestial. JESUS disse: "Eu sou o Pão da Vida" (Jo 6.35) JESUS nasceu em Belém - Beit-Lahm - Casa do Pão - Padaria

 

O joio (v.25). O que é joio?

 

É uma planta herbácea parecida com o trigo no período de folhagem, no entanto, torna-se diferente ao florescer e frutificar. Na parábola, enquanto os semeadores de trigo estavam “dormindo” (v. 25), o inimigo veio e semeou o nocivo joio, ou seja, os “filhos do Maligno” (Mt 13.38). Só é possível perceber a distinção entre ambos no momento em que surge a espiga do trigo, pois “o joio” produz grãos pardos e embaçados, ao passo que o trigo produz grãos alourados à medida que estes amadurecem.  Assim também muitos estão a enganar os outros, mas um dia haverá a separação entre joio e trigo, no arrebatamento da Igreja teremos a primeira grande revelação de quem é realmente crente e depois durante a mesma e por fim no juízo final.

 

O trigo (v.25). É digno de nota que o próprio Senhor Jesus comparou-se ao grão de trigo (Jo 12.24). Como já foi dito, na parábola anterior, “a boa semente” é a Palavra de Deus. Nesta parábola, “a boa semente” é o resultado dessa preciosa palavra recebida, entendida e obedecida, isto é, aqueles que por meio dela tornaram-se “filhos do reino”. Ler 1 Pe 1.23.

 

  1. O TEMPO DA CEIFA

 

A mensagem de Jesus é clara e final concernente a futura e inevitável separação entre o trigo e o joio, ou seja, “os filhos do reino” e “os filhos do maligno” (v.38). Aprendemos esta verdade por meio de duas respostas objetivas do “Senhor do Campo” às duas perguntas dos “servos”, a seguir.

 

1 – A primeira pergunta dividida em duas, revela: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem, então, joio?

A – A capacidade que um crente espiritual tem de discernir as obras da carne e as pessoas que a manifestam. As obras da carne são bem conhecidas Gl 5.17-21

B – A realidade da participação do joio na comunidade cristã, porem, é bom sustentar que eles estão ali, como já foi dito, como intrusos.

C – Certas indagações que fazemos a Deus. Veja a coragem com que o servo pergunta sobre a questão da justiça. Lembra habacuque, que também indagava a Deus sobre tantas coisas. Hc 1.2

D – A incomodação que um verdadeiro filho de Deus tem diante da realidade do mal.

O discernimento do Espírito é imprescindível aos santos.

 

2 – A segunda pergunta, revela: “Queres, pois, que vamos arrancá-lo?”

A – O fruto da justiça revelado nos sentimentos do crente. Ele anseia que o mal seja removido e se pudesse fazê-lo o faria de vez.

B – A consciência do servo. Antes de ele tomar a atitude ele consulta o seu Senhor. É assim que o verdadeiro filho deve fazer. Não podemos tomar uma decisão precipitada, principalmente na hora de julgar uma pessoa, ou excluí-la.

 

O que a segunda pergunta não quer dizer:

 

A – Não quer dizer que devemos nos conformar com a injustiça.

B – Não quer dizer que a igreja não tem o direito de agir com disciplina sobre os irmãos.

C – Não quer dizer que o mal reina e que nós, os filhos do reino, não temos poder para eliminá-lo.

 

A segunda pergunta (v.28). Na resposta do Senhor à segunda pergunta, aprendemos que não é nossa missão eliminar o joio do mal aqui. Os anjos farão isso no futuro (vv. 29, 30, 40-42). Quanto à igreja do Senhor como corpo, a disciplina bíblica deve ser mantida internamente e com amor (1Co 5.11-13; Mt 18.15-17; Hb 12.7-11; 2 Co 6.15-17).

 

3 – O tempo da ceifa – a retribuição na vida dos falsos cristãos vem:

A – Da lei da semeadura. Nada que se faz neste mundo deixa de ter sua justa retribuição. Quando alguém usa o nome de Jesus para escandalizar o reino, conseqüentemente, tal pessoa está cavando sua própria sepultura.

B – De Deus. Os olhos de Deus estão sobre os homens na terra. Ele não deixará que alguém usurpe o seu nome sem que pague pelo seu erro.

C – Da própria pessoa. Quando uma pessoa tem a chance de ficar velho, uma das coisas que sempre o perseguirá quando a morte se aproximar é a sua consciência. A labuta de um homem finda com a morte e a velhice anuncia que fazer o mal pode levar a seria conseqüências na eternidade.

 

O tempo da ceifa. A colheita, como Jesus explicou, é o juízo inevitável que se aproxima para os ímpios (vv.30, 39-43). A ceifa só ocorrerá no tempo próprio, quando então os anjos farão a separação entre o trigo e o joio. O senhor do campo ensinou aos seus trabalhadores que não é missão deles eliminar precocemente o joio. A mensagem do dono do campo é: “Deixai crescer ambos juntos até a ceifa” (Mt 13.30).

 

A ceifa no Juízo Final. Diz o texto: “Por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro” (Mt 13.30). O tempo da colheita será no “fim do mundo”, isto é, no tempo do juízo final de Deus (vv.39,40). Nesta referência, no original, “mundo” não é somente uma era ou época do tempo, mas também o comportamento ímpio do povo dessa mesma era. Nesse tempo do fim, o Senhor fará a separação entre o trigo e o joio. Na vinda do Senhor Jesus, todo o trigo (os salvos) será recolhido para o celeiro celestial (1 Ts 4.15-17). Igreja + Israel salva.

 

CONCLUSÃO

 

Aprendemos nesta parábola o fato da coexistência da igreja com o mal no tempo presente. Cumpre-nos, pois, observar o que diz a Palavra em Tt 2.12: “Vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente”. Devemos viver com sabedoria, prudência e firmeza na fé, sem nos deixar envolver com o mal, com o pecado e com a injustiça.

 

Lição final desta parábola

 

1 – o diabo já esta derrotado, não importe o quanto ele interfira na obra do senhor, o quanto minta nesta geração, seu fim já foi decretado e também do joio semeado.

2 – o crente não pode agir com a sua própria ira e emoção com relação às pessoas que não conservam a mesma condição de vida cristã, mas tem que procurar orientação divina para saber lidar com tais situações.

3 – a palavra do Senhor prevalece e sobreviverá a toda e qualquer ameaça do mal.

4 – o joio se infiltra na plantação, mas o bom trigo nunca se mistura, pois sua natureza não aceita compactuar com o mal.

5 – Deus é indagado dia e noite pelas pessoas, como os servos perguntaram ao senhor “por que tem joio no meio do trigo”.  Ninguém é proibido de ter dúvidas sobre o reino de Deus, mas também se deve estar pronto para ouvir a resposta do Senhor.

 

Nunca se esqueça de que o joio foi semeado porque todos os servos estavam dormindo.

1Ts 5.6 Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios;

Cuidemos da obra de DEUS, porém, cuidemos também da casa de DEUS para que seja cheia de verdadeiros servos de DEUS; esta é a nossa responsabilidade professores.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES:

Subsídio Teológico

 

“Esta parábola representa o estado presente e o futuro da Igreja e do evangelho; o cuidado de Cristo por ela, a inimizade do Diabo contra ela; a mescla de bons e maus que existe neste mundo; e a separação deles no mundo vindouro. Tão propenso a pecar é o homem caído, que se o inimigo semear, poderá seguir o seu caminho, pois a ira brotará e causará dano. Mesmo quando se planta uma boa semente, deve-se ter o cuidado de regá-la e protegê-la. Os servos se queixam a seu senhor: ‘Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente?’. Sem dúvida que sim; seja o que for que estiver mal na igreja, tenhamos a segurança que não é de Cristo. Ainda que os transgressores grosseiros e outros que se opõem abertamente ao evangelho devam ser separados da sociedade dos fiéis, contudo, não há habilidade humana que possa efetuar uma separação precisa: os que se opõem não devem ser arrancados, mas sim instruídos, e com mansidão. E ainda que os bons e os maus estejam juntos neste mundo, contudo, no dia do grande juízo serão separados, e então serão claramente conhecidos o justo e o ímpio: aqui muitas vezes é difícil demais distinguí-los. Se conhecemos o temor do Senhor, não cometemos iniqüidade. Na morte, os crentes brilharam por si mesmos; no grande dia, brilharão ante o mundo. Brilharão por reflexo, com luz emprestada da Fonte da Luz. A santificação deles será aperfeiçoada e sua justificação publicada. Que sejamos achados neste feliz grupo.” (HENRY, Matthew. Comentário bíblico Matthew Henry. RJ:CPAD, 2002, p. 769.)  Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 22, pág. 37.

 

 

 

 

 

 

Lição 4 - Parábolas - A EXPANSÃO DO REINO DOS CÉUS

 

 

TEXTO ÁUREO:

“O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem, pegando dele, semeou no seu campo” (Mt 13.31).

 

VERDADE PRÁTICA:

A Igreja é o Reino de DEUS em franca expansão sobre a terra, conforme o Senhor JESUS nos revela na parábola do grão de mostarda.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

MATEUS 13.31,32; = 31 Outra parábola lhes propôs, dizendo: O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem, pegando dele, semeou no seu campo; 32 o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu e se aninham nos seus ramos.

 

AO GRÃO DE MOSTARDA. A parábola do grão de mostarda e a do fermento, que se lhe segue, completam-se entre si. Falam do crescimento do mal dentro do atual reino visível de DEUS. A parábola do grão de mostarda fala do pequeno começo desse reino e seu desenvolvimento subseqüente no decurso do tempo. Ele começou apenas com JESUS e um grupo de discípulos dedicados (ver Jo 20.22; At 2.4). No entanto, a manifestação atual e visível do reino crescerá até tornar-se grande, organizado e poderoso. Ele aceitará, nos seus ramos , (i.e., na sua comunhão) as aves do céu, i.e., elementos malignos que removem as sementes da verdade. Ver Mt 13.4,19, onde as aves figuram os agentes do mal. Ver também Ap 18.2, onde a grande Babilônia (representando a igreja apóstata) torna-se morada de demônios e esconderijo de toda ave imunda e aborrecível (ver o comentário de Ap 2,3, a descrição de CRISTO sobre a decadência

espiritual infiltrando-se na maioria das sete igrejas; Ap 18.4)

 

Ap 18.4 - SAI DELA, POVO MEU. Esta é a chamada profética de DEUS à última geração de fiéis para que saiam da grande Babilônia (v. 2), pois quem do povo de DEUS permanecer no seu sistema ímpio, será inevitavelmente "participante dos seus pecados" e, por isso, incorrerá "nas suas pragas". A chamada para separação do mundo e das instituições religiosas falsas tem sido um aspecto essencial da salvação em toda a história da redenção (cf. Is 52.11; Jr 51.45; 1 Co 11.32)

 

ATOS 2.44-47 = 44 Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo nem comum. 45 Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade. 46 E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, 47 louvando a DEUS se caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

 

Ef 6.18 - 6.18 ORANDO... NO ESPÍRITO. A guerra do cristão contra as forças espirituais de Satanás exige dedicação a oração, i.e., orando "no Espírito", "em todo tempo", "com toda oração e súplica", "por todos os santos", "com toda perseverança". A oração não deve ser considerada apenas mais uma arma, mas parte do conflito propriamente dito, onde a vitória é alcançada, mediante a cooperação com o próprio DEUS. Deixar de orar diligentemente, sob todas as formas de oração, em todas as situações, é render-se ao inimigo e deixar de lutar (Lc 18.1; Rm 12.12; Fp 4.6; Cl 4.2; 1 Ts 5.17).

 

 

LEITURA DIÁRIA:

Segunda - Mt 28.19,20 Crescimento da igreja segundo a Grande

 

Terça - At 1.8,15 O ponto de partida para o crescimento

 

Quarta - At 2.41-44 O crescimento corporativo da igreja

Quinta - At 2.41,47; 4.4; 5.14; 9.31; 12.24  O crescimento numérico da igreja

 

 

Sexta - At 1.14; 2.1-4; 4.20, 24, 31; 13.52; 16.5 O crescimento qualitativo da igreja

 

Sábado - Mc 16.15-20; Ef 4.13,14 Evangelização, nutrimento e

 

OBJETIVOS:

Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

Interpretar os principais elementos da parábola.

Destacar a idéia central da narrativa.

Relacionar o grão e a mostardeira com o Reino dos céus

 

PONTO DE CONTATO:

Professor, as lições deste trimestre contêm belíssimas histórias repletas de figuras e ilustrações que representam o cotidiano da sociedade dos tempos de JESUS. Ao narrar essas histórias, o Mestre tinha por objetivo cativar a atenção de seus ouvintes e ensinar-lhes as verdades do Reino dos Céus. JESUS era um exímio contador de histórias. A Pedagogia moderna reascendeu nos educadores a paixão de contar histórias.Dinamize a Leitura Bíblica na sala de aula! Leia o texto em voz alta! Tente representá-lo com o auxílio dos alunos. Ajude-os a criar em suas mentes um cenário imaginário com todos os personagens da história. Uma leitura monótona desencoraja a classe já no início da aula

 

SÍNTESE TEXTUAL:

 

Os juDEUS aguardavam a manifestação visível e poderosa do Reino de DEUS (Dn 2.44). A grandeza do Templo do Milênio, descrito na visão de Ezequiel (Ez 41-44), representa claramente o potencial do reino profético que seria estabelecido. Segundo Daniel, por ocasião da inauguração do Reino do Altíssimo na terra, as nações serão esmiuçadas, e somente os fiéis reinarão eternamente (Dn 7.27). Entretanto, o Reino dos Céus, exposto por CRISTO através das parábolas do Reino (Mc 4.11), opera interna, silenciosa e secretamente entre os homens. Sua acanhada manifestação disfarça toda a magnitude.

O pequeno grão de mostarda encobre seu potencial de crescimento, da mesma forma que o modesto movimento iniciado por JESUS, disfarçou o magnífico desenvolvimento do Reino de DEUS.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:

Para esta lição, utilizaremos como recurso didático o Quadro de Pregas. Este auxílio é versátil e possui várias vantagens, dentre as quais podemos destacar duas: expor apenas os tópicos principais da lição e criar nos alunos expectativa pelo desenvolvimento da aula.

Veja como preparar o quadro: Escreva os tópicos e subtópicos da lição em tiras de papel ou cartolina. Depois, encaixe as tiras referentes aos tópicos na primeira coluna do quadro. As tiras referentes aos subtópicos deverão ser encaixadas na segunda coluna à medida que a aula transcorrer.

A PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA

I-   A SEMENTE DE MOSTARDA

1- O grão de mostarda

2- A lição dos contrastes

3- o poder misterioso da fé

4- O campo da semeadura

5- Lições do crescimento

II - A GRANDE ÁRVORE

1- A forma de crescimento

2- As ameaças do crescimento

3- O significado de "Grande Árvore"

III- AS AVES DO CÉU

1- Lição Básica

IV-  CONCLUSÃO

1- Apresentar o crescimento do Reino de DEUS

 

A PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA

 

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

 

Mostarda: n substantivo feminino

1 Rubrica: angiospermas.design. comum a algumas plantas dos gên. Sinapsis e Brassica, da fam. das crucíferas; mostardeira, mostardeiro

1.1 Rubrica: angiospermas. planta anual (Sinapsis alba), de distribuição cosmopolita, folhas liradas e comestíveis, e silíquas curtas; é planta melífera e constitui bom alimento para aves domésticas e porcos; as sementes maceradas fornecem condimento; mostarda-branca, mostardeira-branca

1.2 Rubrica: angiospermas. MAIS COMUM EM ISRAEL m.q. mostarda-preta (Brassica nigra)

2 semente dessas plantas

3 Rubrica: culinária. pasta feita do pó dessas sementes, à qual ger. são adicionados mosto, vinagre, sal e especiarias, us. como condimento

4 Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: culinária. Qualquer molho ou pasta, a que se adiciona ou não a mostarda, us. como aperitivo.

 

 

ATendo como base a Parábola do Grão de Mostarda, mostraremos neste domingo a franca expansão do Reino de DEUS sobre a terra através da Igreja. A fim de melhor compreendermos as lições reveladas pelo Mestre, dividiremos o nosso estudo em três pontos principais: a semente, a hortaliça e as aves do céu.

Roguemos ao Senhor, pois, que nos ajude a colocar em prática cada uma das lições encontradas nessa parábola.

 

  1. A SEMENTE DE MOSTARDA (MT 13.31)

 

1 . O grão de mostarda (v.31). A palavra mostarda é de origem egípcia (sinapis) e aparece por cinco vezes nos três primeiros Evangelhos (Mt 13.31; 17.20; Mc 4.31; Lc 13.19; 17.6). Nos dias de JESUS, a mostarda negra (sinapis nigra) era a mais conhecida. Suas sementes, depois de trituradas, serviam de tempero para os alimentos.

A mostarda era uma planta que, em terra fértil, crescia rapidamente até três ou quatro metros. Em seus ramos, aninhavam-se as aves do céu.

 

  1. A lição dos contrastes. Ao propor esta parábola, JESUS usa um artifício literário a fim de ressaltar o contraste apresentado por esta hortaliça. O grão de mostarda é a menor das sementes; ao crescer, é a maior das hortaliças (v.32). Considerando tal fato, JESUS queria que seus discípulos entendessem que mesmo uma semente tão pequena é capaz de produzir um grande resultado. A operação divina é o elemento que promove o crescimento do Reino de DEUS.

À semelhança do grão de mostarda, o Reino de DEUS surge do nada para demonstrar a plenitude do poder divino. Isto equivale dizer que a Igreja, como grão de mostarda, surpreendeu o mundo com a sua mensagem e com o seu poder irresistível no ESPÍRITO SANTO.

No começo, seu desenvolvimento foi vagaroso por causa das dificuldades a serem vencidas, tanto em relação aos inimigos do reino, quanto à negligência dos lavradores. Mas, como nos diz a Palavra, o grão de mostarda “é realmente a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas e faz-se uma árvore” (Mt 13.32).

  1. O poder misterioso da fé. Em outro evento, JESUS usou a figura do “grão de mostarda” para ilustrar o poder misterioso e qualitativo da fé. Ler Mt 17.20.

A dificuldade dos discípulos em curar um menino (Mt 17.14-19) deu a JESUS a oportunidade não só de expulsar o demônio que oprimia a criança, como também de mostrar-lhes que a fé é produtiva quando procede de CRISTO. Esta é posta em ação, como confiança absoluta em DEUS, segundo a sua Palavra. Voltando ao “grão de mostarda”, vejamos as suas características.

  1. O campo de semeadura (v.31).

O campo, de acordo com Mateus, a terra, de acordo com Marcos e a horta, de acordo com Lucas, representam o coração dos homens onde a semente a que nos referimos, foi plantada, ou seja todos os seres humanos que habitam a Terra.

 

O “campo” desta parábola pode ser interpretado como o mundo, onde foi semeado o evangelho. No dia de Pentecostes, o grupo de quase cento e vinte pessoas (At 1.15,16), mediante a ação do ESPÍRITO SANTO, imediatamente cresceu e multiplicou-se para quase três mil almas (At 2.14,37-41).

  1. A lição do crescimento.

JESUS preparou seus discípulos espiritualmente, pois as outras coisas eles aprenderiam no dia a dia, na prática de sua fé. A melhor escola é a da prática, vivendo cheio do ESPÍRITO SANTO.

 

JESUS não estava apenas empenhado em crescimento numérico de discípulos, mas também em mostrar outro elemento fundamental para se avaliar o desenvolvimento do Reino de DEUS: o qualitativo.

Em Mateus 28.19,20, há uma relação do discipulado com o crescimento da Igreja. No cumprimento da Grande Comissão, os discípulos, já revestidos do poder do alto, mostraram haver aprendido as lições da parábola do grão de mostarda.

 

 

Pontos importantes

1 – O grão de mostarda Revela:

A – A simplicidade do reino.

 

A frase, “O reino de Deus está dentro de vós”, revela a simplicidade do reino. A partir do momento em que a pessoa aceita a Jesus e cumprir sua palavra, o reino habita dentro dele. Não precisa de ritos e cerimônias berrantes para se alcançar o reino.

B – A metamorfose do reino.

O pequeno grão é transformado em arbusto e depois numa árvore, é a metamorfose do reino, chega simples, por uma pregação, por um convite; é recebido por uma confissão, depois uma vida totalmente mudada.

C – A multiplicação do reino.

Logo depois de grande, o grão já não é apenas mais um grão, agora é uma hortaliça que produz muitos outros. O reino de Deus não parou com Cristo e os discípulos, ao contrario cresce a cada dia na vida dos que confessam o nome do Senhor.

 

2 – As lições nos contrastes do grão da mostarda

A – Um tamanho insignificante que revela depois uma grande hortaliça – O reino de Deus é surpreendente.

B – Muita vida dentro de tão pequeno grão – O reino de Deus produz vida e multiplicação.

C – O grão gera outros grãos – O reino de Deus instituído por Jesus, logo mais, alcançou um numero fantástico.

D – Deve ser semeada. O reino de Deus para alcançar as vidas precisa estar nas mãos dos homens designados. Eles espalham pelo mundo (campo), levando a salvação do Senhor a todos.

 

  1. A GRANDE ÁRVORE (MT 13.32)

 

  1. A forma de crescimento.

O que o reino de Deus ensina como uma grande árvore

A – Faz sombra para o cansado.

Um homem em viagem procura lugar para descansar do sol causticante, ele encontra uma arvore, então, repousa sob suas sobras. O reino de Deus produz paz, calma, e proporciona ambiente de repouso para o pecador e até para o que não quer se converter.. Mt.11.28.

B – Se eleva sobre a mediocridade

A hortaliça da mostarda supera as outras em dimensão e altura e morre rápido também, isso significa que o reino de Deus se eleva acima da mediocridade, ou seja, o crente não pode ser uma pessoa fadada ao fracasso e ao lamento, mas estar acima de tudo isso, sabendo que brevemente estaremos para sempre com CRISTO, pois o nosso reino não é deste mundo.

C – Representa a vida

 A arvore é símbolo da vida e realmente ela dá vida, produzindo oxigênio para a humanidade. O reino de Deus tem a função de reviver o homem criado por Deus eliminando o seu caráter funerário, lhe dando uma nova vida.

 Foi plantado por DEUS apenas uma semente, a palavra de DEUS, que germinou , cresceu e através de sua morte gerou uma frondosa árvore onde se aninham milhões de filhos de DEUS hoje.

Jo 12.24 Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.

 

O crescimento de uma árvore é lento e progressivo; o de uma hortaliça, como a mostarda, é rápido e passageiro, porque esta vive apenas o suficiente para produzir flores e sementes.

Quando JESUS assemelhou o Reino de DEUS a um grão de mostarda, sugeriu que, assim como a semente desta hortaliça desenvolve-se com muito vigor e misteriosamente, o Reino de DEUS, através da Igreja, expandir-se-ia e surpreenderia o mundo apesar de seu início pequeno e humilde.

Todavia, precisamos levar em conta um contraste sugerido pela comparação: o crescimento da hortaliça é temporário e limitado; o do Reino de DEUS é ilimitado.

Na terra o Reino de DEUS está limitado a tempo, porém o verdadeiro Reino de DEUS não tem fim, é espiritual e eterno.

 

  1. As ameaças ao crescimento.

A – A ação do mau solo

Uma semente depende do solo para o seu desenvolvimento. Já foi vista nesta revista que o solo é o coração do homem, assim, para que o reino de Deus prospere na vida da pessoa é preciso que o coração receba a palavra da verdade e receba a salvação.

B – A peste

A peste que prejudica o crescimento de uma Árvore chega de propósito para prejudicá-la. Quando a arvore é ainda uma simples planta, são inúmeras as ameaças sofridas por parte das pestes. No reino isso fala das ameaças do mundo secularizado, governado por Satanás que lança suas setas malignas sobre o crente.

C – A intervenção do homem

Uma árvore pode ter o seu crescimento impedido pela intervenção do homem, sendo cortada ou mal tratada. Quando o homem interfere com suas idéias no reino de Deus querendo misturar coisas, logo surge uma ameaça: a intervenção humana nos planos de Deus.

D – A falta de cuidados (Plantio, poda, limpesa)

 

Para toda ação existe uma reação, assim quando estamos invadindo o campo das trevas, as trevas tentam revidar atacando o campo da luz.

Como Igreja, deparamo-nos com muitos oponentes neste mundo, como a carne, o mundo, o Diabo e o pecado, os quais incumbem-se de criar todas as dificuldades possíveis ao desenvolvimento do Reino de DEUS. Ver 1 Jo 2.16,17.

Não podemos esquecer-nos de que, no campo de boas sementes, vem o inimigo e semeia o joio.

 

  1. O significado de “grande árvore” (v.32).

 

É evidente que a árvore é CRISTO, representado na terra pela Igreja como um todo, ou seja, todos os salvos.

Todos sabemos que a mostarda é uma hortaliça que pode crescer até uma altura de três a quatro metros (não importa a altura, mas sim que é a maior entre as hortaliças), dependendo de condições ideais do meio ambiente, como é o caso do vale do Jordão. Em síntese, uma árvore chama a atenção porque se torna visível aos olhos humanos. Cada salvo, em CRISTO, faz parte da igreja invisível. Porém, é a igreja visível que é observada.

 

III. AS AVES DO CÉU (MT 13.32)

 

Uma coisa é certa para os judeus, um dia o reino de DEUS prometido a eles na aliança de DEUS com vários de seus ancestrais, será  cumprida, um dia o Reino de DEUS será literal em Israel, o milênio, quando todo o mundo conhecerá JESUS, que para eles é a semente de mostarda (desprezada e sem formosura, como profetizou Isaías, Is 53), esta semente que nasceu em uma manjedoura, embora eles judeus não acreditem, se tornará a maior das árvores, pois seu reino terrestre será o maior e o mais abrangente que já existente.

Creio que as aves do céu sejam os gentios, que se aninham na árvore procurando fazer parte deste povo que tem um famoso Rei. Naquele dia até os inimigos de Israel pegarão nas roupas dos judeus querendo que eles o aceitem em seu reino.

Zacarias 8.23 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco.

Ap 20.4 E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.

 

Romanos 11 - ·A SALVAÇÃO ANUNCIADA AOS GENTIOS

 

11 Digo, pois: Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação.

12 E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!

13 Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, exalto o meu ministério;

14 Para ver se de alguma maneira posso incitar à emulação os da minha carne e salvar alguns deles.

15 Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?

16 E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são.

17 E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,

18 Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.

19 Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.

20 Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme.

21 Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também.

22 Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado.

23 E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar.

24 Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!

 

1 – Que mal as aves podem fazer a uma grande árvore

A – Devorar os frutos.

            Se o mal se infiltrar na vida dos santos de Deus e estes deixarem serem levados pelas influencias do pecado, os seus frutos espirituais serão consumidos.

B – Ocupar lugares de forma intrusa.

            Quando as aves se ajuntam nas arvores fazendo os seus ninhos, elas ocupam lugares. A vida do crente tem que ser reservada exclusivamente para o Espírito de Deus e não pode dar lugar a intrusos.

 

Para a Igreja a parábola deve ser interpretada em nosso contexto, pois o reino que nos está prometido não é deste mundo e nem neste mundo, mas um reino espiritual.

A Igreja nunca atingirá o mundo todo, ou seja, nunca conseguirá conquistar todas as pessoas para CRISTO, portanto para nós o grão de mostarda deve ser a fé a Mostardeira é CRISTO e os galhos as várias denominações de crentes salvos.

 

Os próprios discípulos de Jesus pediram ao Senhor que se lhes acrescentasse a fé (Lc.17:5) e o próprio Senhor afirmou que a fé tem diferentes graus, pois falou de pequena ou pouca fé (Mt.8:26), de fé grande (Mt.15:28). A possibilidade de aumento da fé está evidenciada na figura da mostarda, que, sendo uma das menores sementes, produz a maior das hortaliças. Jesus disse que a nossa fé deve ser assim, ou seja, ter a capacidade de crescer e se tornar a maior das nossas qualidades espirituais(Mt.13:31,32; 17:20), até que seja formada a Igreja.

 

ÁRVORE - Mostarda com seus ramos - IGREJA - denominações (Todos os salvos dentre os povos - gentios e judeus)

A Igreja é formada por todos os que ouvindo a Palavra de DEUS se arrependeram de seus pecados e aceitaram a JESUS CRISTO, confessando-O como Senhor e Salvador, crendo também que Ele ressuscitou dentre os mortos. (Rm 10.9-13)

 

TRONCO DA ÁRVORE - JESUS - sustenta e dá poder de vida à Igreja

Os ramos da árvore crescem e se espalham por toda parte se estiverem unidos na Árvore que é JESUS CRISTO, pois sem CRISTO nada podemos fazer para o reino de DEUS.

 

PÁSSAROS - Toda raça humana (gentios e judeus) que não são salvos e que procuram uma religião para se abrigarem, uns para se auto-justificarem, outros para terem algum tipo de lucro, outros para a destruírem, outros para se unirem à mesma.

De acordo com as outras parábolas e referências bíblicas creio que os pássaros do céu são referência à ação de demônios, porém nem sempre estes vencem, pois alguns que antes eram dominados por demônios, podem, ao se aninharem na Árvore, se converterem realmente ao Senhor JESUS CRISTO. (Ex. Igreja de hoje, Grande Tribulação e Milênio)

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico

 

“O cristianismo cresceu por sua própria natureza. Neil ressalta: ‘O que é claro é que cada cristão era uma testemunha. Onde houvesse cristãos, haveria uma febre viva e ardente, e antes de tudo uma crescente comunidade cristã’. Deveria ser reconhecido, no entanto, que havia também trabalhadores em tempo integral, como Paulo e seus auxiliares, e que as igrejas mantinham esses obreiros financeiramente. Essa abordagem básica de uma equipe missionária organizada foi assimilada dos fariseus (mas veja Mt 23.15). A natureza missionária inerente à Igreja combinada aos avanços estratégicos de obreiros em tempo integral conduziu ao crescimento de seus três primeiros séculos.

A igreja dessa era esperava que CRISTO retornasse ainda enquanto seus membros estivessem vivos; enfatizava também a religião prática e proclamava agressivamente a CRISTO. Junto com a validação dos milagres, essa proclamação foi validada pelo amor e pela santidade pessoal de seus componentes. Aqueles que estavam cansados da fraqueza moral eram atraídos pelo elevados padrões morais dos cristãos.

Tanto fontes simpáticas quanto adversas ao Cristianismo atestam esse sucesso da Igreja no período imediatamente subseqüente aos apóstolos.” (JOHN V. YORK. Missões na Era do ESPÍRITO SANTO. RJ:CPAD, 2002, p. 115,116). Leia mais na Revista Ensinador Cristão

CPAD, nº 22, pág. 38.

 

 

 

 

 

 

 

Lição 5 - Parábolas - CRISTO, O TESOURO INCOMPARÁVEL

 

2º Trimestre 2005 - As Parábolas De Jesus

 

 

TEXTO ÁUREO: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6.21).

 

VERDADE PRÁTICA: Tendo a Cristo como o nosso inigualável tesouro, tudo mais em nossa vida é secundário.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

 

MATEUS 13.44; = 44 O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Achando-o um homem, escondeu-o de novo, então em sua alegria foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo.

O REINO... SEMELHANTE A UM TESOURO. As parábolas do Tesouro e da Pérola (vv. 44-46) ensinam duas grandes verdades.

(1) O reino dos céus é um tesouro de valor incalculável, que deve ser buscado acima de tudo.

(2) É obtido quando renunciamos a tudo que nos impede de ser parte dele. Vender tudo significa que de todo nosso coração devemos abdicar de todos os demais interesses, por um único interesse supremo, que é Cristo (Rm 12.1).

 

MATEUS 13.19-21; = 19 Ouvindo alguém a palavra do reino, e não entendendo, vem o maligno e arrebata o que lhe foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20 Porém o que foi semeado em terreno pedregoso é o que ouve a palavra, e a recebe imediatamente, com alegria. 21 Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração. Chegada a angústia e a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.

TIRA A PALAVRA. Cristo fala aqui a respeito da conversão incompleta, em que o indivíduo busca o perdão dos seus pecados, mas não chega ao arrependimento pelo Espírito Santo. O tal não recebe a salvação, pois não nasceu de novo, e nunca entra em comunhão com os crentes; ou, se realmente torna-se membro de uma igreja, não demonstra uma genuína entrega a Cristo, nem separação do mundo. Conversões incompletas resultam destas causas: (1) A igreja trata rapidamente com o interessado sem lhe comunicar a compreensão correta do evangelho e das suas exigências. (2) A igreja deixa de lidar com a possessão demoníaca do interessado quando for o caso (16.15-17; Mt 10.1,8; 12.22-29). (3) O interessado crê em Cristo com a mente apenas, e não de todo o coração (i.e., o mais íntimo do seu ser, a totalidade de sua personalidade; cf. At 2.37; 2 Co 4.6). (4) O interessado não se arrepende com genuína sinceridade, nem se afasta do pecado (cf. Mt 3.2; At 8.18-23). (5) O interessado quer aceitar Cristo como Salvador, mas não como Senhor (Mt 13.20,21). (6) A fé do interessado baseia-se no poder de persuasão das palavras humanas mais do que na demonstração do Espírito e do poder de Deus (1 Co 2.4,5)

 

4.15 SATANÁS OPÕE-SE À PALAVRA. A conversão a Cristo é incompleta quando o indivíduo busca o perdão dos seus pecados mas não experimenta a real regeneração pelo Espírito Santo. Tal pessoa deixa de obter a salvação e o novo nascimento; nunca tem comunhão com os crentes, ou se permanece na igreja, não manifesta uma total entrega a Cristo, nem separação do mundanismo. Conversão pela metade é resultado de: (1) Pressa da igreja ao tratar com o interessado sobre o evangelho, não lhe explicando devidamente o que é seguir a Cristo e o que isso requer da pessoa. (2) A igreja deixar de lidar com a opressão demoníaca do interessado (16.15-17; Mt 10.1,18; 12.22-29). (3) O indivíduo crer em Cristo somente com o seu intelecto e não de todo seu coração (i.e., o seu íntimo, todo seu ser, sua total personalidade; cf. At 2.37; 2 Co 4.6); (4) Ausência de verdadeiro arrependimento ou abandono do pecado (cf. Mt 3.2; At 8.18-23); (5) Um desejo da parte do interessado de aceitar a Cristo como Salvador, mas não como Senhor (Mt 13.20,21); (6) O interessado basear sua fé mais na persuasão da palavra humana do que na demonstração do Espírito e do poder de Deus (1 Co 2.4,5).

 

FILIPENSES 3.7,8 = 7Mas o que para mim era lucro, considerei-o perda por causa de Cristo.8 E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo,

PARA QUE POSSA GANHAR A CRISTO. Estes versículos revelam o coração do apóstolo e a essência do cristianismo. O maior anseio na vida de Paulo era conhecer a Cristo e experimentar de modo mais íntimo sua comunhão e presença. Nessa busca vemos os seguintes aspectos: (1) Conhecer a Cristo pessoalmente, bem como a seus caminhos, sua natureza e caráter, segundo a revelação da Palavra de Deus. O verdadeiro conhecimento de Cristo envolve ouvirmos a sua palavra, seguirmos o seu Espírito, atendermos a seus impulsos com fé, verdade e obediência, e identificar-nos com seus interesses e propósitos. (2) Ser achado em Cristo (v. 9), i.e., ser unido e ter comunhão com Ele produz a justiça que somente é experimentada como dom de Deus (1.10,11; 1 Co 1.30). (3) Conhecer o poder da sua ressurreição (v. 10), i.e., experimentar a renovação da vida espiritual, o livramento do poder do pecado (Rm 5.10; 6.4; Ef 2.5,6) e o poder do Espírito Santo para levar a efeito um testemunho eficaz, a cura, os milagres e, finalmente, a nossa própria ressurreição dentre os mortos (v. 11; Ef 1.18-20). (4) Compartilhar das aflições de Cristo mediante a abnegação, a crucificação da carne e o sofrimento por amor a Cristo e à sua causa (cf. 1.29; At 9.16; Rm 6.5,6; 1Co 15.31; 2 Co 4.10; Gl 2.20; Cl 1.24; 4.13)

 

LEITURA DIÁRIA:

 

Segunda –

Terça – Jo 3.3 O único modo de conhecer o Reino

 

Quarta – Pv 2.4,5 O conhecimento de Deus é como o tesouro

 

Quinta – 2 Co 4.7 Tesouro em vasos de barro

 

Sexta – Fp 3.7,8 Nosso tesouro supremo é Cristo

 

Sábado – 2 Co 8.9 Cristo se fez pobre para nos tornar ricos

 

OBJETIVOS:

Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

1- Identificar e interpretar as principais figuras da parábola.

2- Demonstrar o propósito principal da parábola.

3- Definir o Reino dos céus segundo a parábola.

 

PONTO DE CONTATO:

 

Professor, após quatro lições, é conveniente refletirmos sobre a motivação dos alunos. Sua classe continua entusiasmada com os assuntos ministrados? Seus alunos participam ativamente das atividades em classe? É necessário que você propicie a eles boas razões para continuarem assistindo às aulas. São assíduos? Monitore a freqüência de seus alunos. Visite os ausentes ou envie cartas para eles, a fim de que se sintam importantes para você.

 

SÍNTESE TEXTUAL:

 

A Parábola do Tesouro Escondido é a quinta dentre as sete parábolas mencionadas em Mateus 13.1-58. O principal propósito desta narrativa alegórica é ensinar sobre o supremo valor do Reino dos céus. Quando falou sobre o crescimento do Reino, Jesus o comparou ao grão de mostarda e ao fermento (Mt 13.31-33), mas para demonstrar sua importância, igualou-o a um “tesouro escondido” (v.44).

Os judeus, quando estavam ameaçados de invasão estrangeira, costumavam esconder parte de sua riqueza a fim de protegê-la dos salteadores. Em muitos casos, o proprietário era levado cativo ou morto, e seus valores permaneciam escondidos na terra. Portanto, havia a possibilidade de alguém encontrá-los algum tempo depois.

O impacto da mensagem de Cristo é percebido quando consideramos que a sua audiência era constituída principalmente de pobres, lavradores e pequenos comerciantes envolvidos com o cultivo e a administração dos campos. Segundo Jesus, a alegria de encontrá-lO assemelha-se ao deleite daquele que acha um tesouro no campo. Cristo é o tesouro incomparável, que uma vez encontrado, enche-nos de completa satisfação.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:

 

Professor, para esta lição, consiga figuras de bens materiais de vários tipos: casa, carro, iate, avião, dinheiro etc. Antes de iniciar a aula, fixe-as debaixo dos assentos e, em seguida, arrume as cadeiras em círculo.

Quando os alunos chegarem, avise que o lugar está repleto de “tesouros” e que deverão procurá-los. Antes de iniciarem a busca, leia e medite com eles em Salmos 39.6. Depois, conceda-lhes alguns minutos para procurarem as “riquezas”. Quando todos encontrarem as figuras em seus assentos, solicite que cada um fale sobre seu achado e como se sentiria se, em vez da figura, achasse realmente algo de valor. Permita-lhes falar sobre seus sentimentos ao procurar e encontrar as supostas riquezas. É provável que tenham experimentado sentimentos de curiosidade, expectativa, surpresa, alegria etc.

 

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

 

A oposição religiosa inicia-se nesta época, pois as parábolas de JESUS já estavam surtindo o efeito desejado por JESUS, ou seja, as multidões se aglomeravam para ouvir os ensinos do mestre dos mestres; o que preocupava as autoridades religiosas, que com ciúmes, já se sentiam incomodados pelo "intruso".

Nas parábolas do tesouro escondido e da pérola de grande valor JESUS nos ensina quão precioso deve ser considerado e buscado o reino dos céus.

Veremos nesta lição um homem que, ao cavar num campo, descobre um tesouro incalculável; agora o que ele tem a fazer é vender tudo o que tem para que possa adquirir este campo e depois apoderar-se deste tesouro.

Na intimidade entre JESUS e seus discípulos as parábolas são discutidas e analisadas, mas somente aqueles que abrem seu coração e têem a prudência de pedir a JESUS a verdadeira revelação das mesmas , aprendem realmente as tais.

Tudo o que impede o homem de se apoderar do tesouro por ele encontrado, deve ser colocado à venda, ou seja, deve ser colocado de lado, ou em segundo plano.

 

Resumo da lição:

 

MATEUS 13.44; = 44 O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Achando-o um homem, escondeu-o de novo, então em sua alegria foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo.

O REINO... SEMELHANTE A UM TESOURO. As parábolas do Tesouro e da Pérola (vv. 44-46) ensinam duas grandes verdades.

(1) O reino dos céus é um tesouro de valor incalculável, que deve ser buscado acima de tudo.

(2) É obtido quando renunciamos a tudo que nos impede de ser parte dele. Vender tudo significa que de todo nosso coração devemos abdicar de todos os demais interesses, por um único interesse supremo, que é Cristo (Rm 12.1).

 

"O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Achando-o um homem, escondeu-o de novo, então em sua alegria foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo".

 

Reino dos céus = Diferente do reino puramente humano e até diferente do reino milenial de CRISTO, reino superior, reino celeste, reino eterno, reino espiritual, onde o governante é DEUS e seu filho JESUS o meio pelo qual se entra neste reino.

Jo 18.36 Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.

 

Tesouro = Algo precioso, algo que tem muito valor para quem encontra (se não tiver valor para quem encontra, não será um tesouro) - O tesouro é JESUS CRISTO, o nosso salvador, somente Ele foi capaz de dar a vida por nós.

 

Escondido = Está oculto ao olhos naturais, está oculto a quem não o deseja. Não existe para ser encontrado por todos, pois é muito especial, é só para quem deseja, para quem se arrepende de não agradar ao seu dono.

Muitos são chamados a encontrar este tesouro, porém poucos são os que o encontram.

 

Num Campo = O campo é a Palavra de DEUS, onde é encontrado o tesouro, pois aprouve a DEUS salvar os homens pela loucura da pregação. Ao ouvirmos o evangelho ungido pelo ESPÍRITO SANTO, somos convencidos de nossos pecados, da justiça de DEUS e do Juízo de DEUS sobre os ímpios pecadores, portanto, aceitamos ou não, apreciamos ou não, damos valor ou não, ao tesouro que encontramos. Agora é só vender tudo e cavar novamente para adquiri-lo.

 

Homem = Qualquer um dos seres humanos habitantes no mundo que está a procura da felicidade, da alegria da salvação.

Lc 11.10 Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á.

 

Achando = Encontrando = Cavando = Procurando por DEUS, pela salvação, disposição em buscar, em trabalhar.

Mt 7.7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.

 

Escondeu-o de novo = Guardou no coração, Escondeu para não ser roubado, Faz as contas antes de proclamar.

2Tm 4.7 Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.

 

Em sua alegria = Na felicidade de descobrir que tudo o que procurou na vida para ser feliz, agora encontrou.

Cl 1.11 Corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência, e longanimidade com alegria (gozo);

 

Vendeu tudo o que tinha = Deixou o que antes era de valor, porém agora não mais tem necessidade.

2Co 5.17 Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

Mt 10.39 Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á.

 

Comprou aquele campo.= Adquiriu o tesouro, aceitou o evangelho, conheceu em CRISTO a salvação.

Ef 1.13 Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.

 

Mt 6.19 Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;

Tipo de tesouro corruptível.

 

1Pe 1.23 Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.

Tipo de tesouro incorruptível = CRISTO.

 

Garimpeiro (Pessoa que encontra um tesouro e vende tudo o que tem)

Salomão (tIPO DE PESSOA QUE JÁ TEVE TODO O TIPO DE TESOURO E CHEGOU À CONCLUSÃO DE QUE O VERDADEIRO TESOURO É CRISTO)

 

Minha maneira de ver a parábola do Tesouro Escondido:

Para uma melhor compreensão devemos ver em seus contextos o que as parábolas querem nos dizer, portanto sua interpretação deve ser de acordo com estes contextos.

 

"O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Achando-o um homem, escondeu-o de novo, então em sua alegria foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo.

O REINO... SEMELHANTE A UM TESOURO. As parábolas do Tesouro e da Pérola (vv. 44-46) ensinam duas grandes verdades.

(1) A Igreja é um tesouro de valor incalculável para DEUS. Somos amados e buscados.

Lc 4.23 Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.

Jo 3.16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

(2) A Igreja foi comprada pelo sangue de CRISTO, o mais alto valor a ser pago.

1Tm 2.6 O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.

 

"O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Achando-o um homem, escondeu-o de novo, então em sua alegria foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo".

 

Reino dos céus = Diferente do reino puramente humano e até diferente do reino milenial de CRISTO, reino superior, reino celeste, reino eterno, reino espiritual, onde o governante é DEUS e seu filho JESUS o meio pelo qual se entra neste reino.

Jo 18.36 Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.

 

Tesouro = A Igreja. A eleita, A menina dos olhos de DEUS (atual), a noiva.

Ef 5.27 Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.

Is 61.10 Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a [noiva] que se enfeita com as suas jóias.

 

Escondido = Está oculto ao olhos naturais, mas JESUS sabe quem quer ser salvo e a este se apresenta como seu salvador.

A Igreja esteve por longo tempo oculta aos olhos dos homens.

Cl 1.26 O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos;

 

Num Campo = O campo é mundo físico, povoado pelos homens que precisam de salvação, alguns se tornarão tesouro ou pérola, desde que aceitem a JESUS CRISTO, como Senhor e Salvador.

 

Homem = JESUS CRISTO, que se fez homem.

 

1Tm 2.5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.

Fl 2.7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;

Gl 4.4 Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, [nascido] sob a lei,

 

Achando = Encontrando = Cavando = Procurando por pecadores que se arrependem.

Mt 22.14 Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.

1Tm 1.15 Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.

1Tm 2.3 Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, 4 Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.

 

Escondeu-o de novo = Guardou do mundo, do mal, do malígno.

Jo 17.15 Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.

 

Em sua alegria = Alegria de ver as almas salvas.

Is 53.10 Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão.

Lc 7.7 Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

Is 62.5 Porque, como o jovem se casa com a virgem, assim teus filhos se casarão contigo; e como o noivo se alegra da noiva, assim se alegrará de ti o teu Deus.

 

Vendeu tudo o que tinha = Deixou toda a sua glória, por causa de todos nós, deixou o céu, o trono, o poder.

Fl 2.6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, 7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

Is 53.3 Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.

 

Comprou aquele campo.= CRISTO comprou a Terra de volta, pois o homem havia se vendido e conseqüentemente vendido a Terra a Satanás.

1Tm 2.5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. 6 O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.

 

Lv 25.25 Quando teu irmão empobrecer e vender alguma parte da sua possessão, então virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que vendeu seu irmão. (CRISTO se torna nosso parente, semelhante, nos compra com seu sangue).

1Co 6.20 Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.

Sl 115.16 Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra a deu aos filhos dos homens.

Gn 1.28 E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.

Ap 1.18 E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.

Ap 3.11 Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.

 

 

Mt 6.19 Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;

Tipo de tesouro corruptível.

 

1Pe 1.23 Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.

Tipo de tesouro incorruptível = CRISTO e sua Igreja, sem mácula, nem ruga, nem coisa que a contamine.

 

 

 

 

 

 

 

                Lição 6 - Parábolas - LANÇAI A REDE

 

 

TEXTO ÁUREO: “Igualmente, o Reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar e que apanha toda qualidade de peixes” (Mt 13.47).

O REINO... SEMELHANTE A UMA REDE. A parábola da rede revela, mais uma vez, a verdade que Cristo tanto enfatizou, i.e., que nem todos que estão no reino, na sua presente fase visível aqui na terra, são verdadeiramente filhos de Deus. As igrejas locais e denominações cristãs nem sempre são sinônimos do genuíno povo de Deus, que consiste de todos os salvos pela graça de Deus, mediante a fé e que vivem em santidade e justiça (cf. 24.11, 24; Gl 5.19-21; ver Lc 13.21).

 

VERDADE PRÁTICA: Somente no final dos tempos, no momento determinado por Deus, ocorrerá a separação entre o bom e o mau, entre o justo e o injusto.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

MATEUS 13.47-51; = Igualmente, o Reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar e que apanha toda qualidade de peixes.E, estando cheia, a puxam para a praia e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos.

E lança-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes. E disse-lhes Jesus: Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor.

13.47 O REINO... SEMELHANTE A UMA REDE. A parábola da rede revela, mais uma vez, a verdade que Cristo tanto enfatizou, i.e., que nem todos que estão no reino, na sua presente fase visível aqui na terra, são verdadeiramente filhos de Deus. As igrejas locais e denominações cristãs nem sempre são sinônimos do genuíno povo de Deus, que consiste de todos os salvos pela graça de Deus, mediante a fé e que vivem em santidade e justiça (cf. 24.11, 24; Gl 5.19-21; ver Lc 13.21).

13.49 SEPARARÃO OS MAUS DENTRE OS JUSTOS. Na parábola da rede (vv. 47-50), que trata da volta de Cristo para julgar o mundo depois da tribulação, a ceifa dos ímpios e a dos justos está na mesma ordem mencionada na parábola do joio e do trigo (vv. 30,41,43): os ímpios são ceifados primeiro, e os justos, em segundo lugar (cf. Ap 19.11;20.4). Tal seqüência mostra, claramente, que a separação dos ímpios dentre os justos terá lugar no fim da tribulação (24.29-31; Ap 19.11; 20.4), e não no arrebatamento da igreja, ocasião em que o povo peculiar do Senhor é retirado do mundo (1 Ts 4.13-18). Nesta parábola, Cristo volta a ressaltar o fato de que entre o povo de Deus há muitos que não são verdadeiramente leais a Ele e à sua Palavra. Os maus dentre os justos (v. 49).

 

ROMANOS 2.5-11 = Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus, o qual recompensará cada um segundo as suas obras, a saber: a vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, e honra, e incorrupção; mas indignação e ira aos que são contenciosos e desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade; tribulação e angústia sobre toda alma do homem que faz o mal, primeiramente do judeu ge também do grego; glória, porém, he honra e paz a qualquer que faz o bem, primeiramente ao judeu e também ao grego; porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.

2.7 GLÓRIA, E HONRA, E INCORRUPÇÃO. No próprio início do seu tratado sobre a salvação, Paulo esclarece uma verdade fundamental no tocante ao modo de Deus lidar com a raça humana no seu todo. Deus castiga os malfeitores e recompensa os justos (ver Jo 5.29 notas; Gl 6.7,8). (1) Os justos são os que foram justificados pela fé em Cristo (1.16,17; 3.24) e que perseveram em fazer aquilo que é certo, segundo o padrão divino (vv. 7,10; cf. Mt 24.13; Cl 1.23; Hb 3.14; Ap 2.10). Dão muito valor à glória que vem de Deus (1.23; 5.2; 8.18) e buscam a vida eterna (8.23; 1 Co 15.51-57; 1 Pe 1.4; Ap 21.1-22.5). (2) Aqueles que buscam a imortalidade, fazem-no pela graça, mediante a fé (3.24,25; Ef 1.4-7; 2.8-10; 2 Tm 2.1; ver Fp 2.12,13). Os fiéis terão "honra e incorrupção", na vida futura, mediante a "perseverança" em fazer o bem (cf. Mt 24.12,13), pela graça eficiente que Cristo aqui lhes concede (ver Mt 7.21). (3) Aqueles que praticam o mal são egoístas, desobedecem à verdade, e têm prazer na iniqüidade. Colherão ira e tribulação (1.28-32; 2.8,9)

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Ml 3.17,18 O que serve a Deus é diferente no seu

 

Terça – Lc 17.34-37 Os fiéis serão separados dos infiéis

Quarta – Mt 24.31 Os escolhidos serão reunidos pelos anjos

 

Quinta – Mt 25.34 O final glorioso dos justos

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Sexta – 1 Co 4.5 As boas e as más obras serão manifestas

 

Sábado – Mc 16.15-18 O evangelho não faz acepção de pessoas

 

OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

Interpretar as cinco figuras principais da parábola.

Relacionar a parábola da rede com a do Trigo e do Joio.

Identificar a aplicação escatológica implícita na parábola.

 

PONTO DE CONTATO: Nesta lição, o Reino dos Céus é comparado a uma grande rede que apanha peixes bons e ruins, úteis e inúteis. Esses peixes representam duas classes de crentes que convivem no Reino: os autênticos, e os que mantêm uma vida cristã de aparências. Assim como os peixes são apanhados na rede e somente mais tarde são separados, a rede divina recolhe todas as pessoas indistintamente, para depois selecioná-las. Diga a seus alunos que ninguém tem o direito de acusar ou discriminar qualquer irmão na igreja. Pois, só o Senhor Jesus Cristo tem capacidade e autoridade para julgar com justiça e separar os bons dos maus! E isso o fará, no final dos tempos.

 

SÍNTESE TEXTUAL: Esta é a sétima parábola acerca do Reino dos Céus registrada em Mateus 13. Sua mensagem não difere muito da do joio, visto que o resultado final é o julgamento, isto é, a separação entre os bons e os maus.

No original, percebe-se claramente que aquela rede de pesca era enorme; das que são manejadas por diversos homens e que recolhem grande quantidade de peixe de uma só vez. Em virtude dessa capacidade, variedades de peixes eram colhidos. Alguns usados como alimento ou comercializados com outros fins. Outros eram considerados inúteis, sem qualquer valor. Isto ilustra perfeitamente o que acontece com a pregação do evangelho. Alguns aceitam a mensagem e desenvolvem uma fé autêntica, tornando-se verdadeiros discípulos de Jesus. Outros são apenas recolhidos pela rede da Palavra, mas depois mostram-se infiéis e indignos de Cristo.

O Reino dos céus recolhe a todos sem qualquer distinção. Todavia, santos e ímpios não estarão juntos para sempre! Como o pescador separa o peixe bom do ruim, assim será na consumação dos séculos (Mt 13.49).

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: A parábola da Grande Rede nos ensina a “lançar” o evangelho sem discriminação. Nós, pescadores de homens, não devemos escolher a quem evangelizamos. A Bíblia é clara e enfática: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” [grifo nosso]. Diante disso, proponha à sua turma a realização de um evangelismo após o encerramento da Escola Dominical, ou em outro horário que melhor se adapte à realidade de sua classe. Divida a turma em grupos, distribua uma determinada quantidade de folhetos para cada grupo, orem todos juntos e saiam pelas ruas próximas à igreja falando do amor de Deus. Estabeleça um horário para todos retornarem à igreja. Dê oportunidade aos alunos a fim de relatarem as experiências obtidas durante esta atividade.

 

     

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

 

Nesta Parábola os peixes ruins representam os que são apenas nominais, pertencem à "igreja" ou ao conjunto de pessoas que se dizem "igreja" (o Reino dos céus), porém sabemos que temos alguns que realmente pertencem à Igreja legítima de salvos em CRISTO (o Reino dos céus) e que Lhe são fiéis, porém também sabemos que existem muitos que, apesar de professarem o mesmo nome de Igreja, na verdade estão apenas participando de uma sociedade, sem qualquer vínculo com seu dono, JESUS CRISTO

 A parábola da Rede revela mais uma vez a verdade que Cristo enfatizou, isto é, que nem todos que estão no reino, na sua presente fase visível aqui na terra são verdadeiramente filhos de Deus. As igrejas locais e denominações cristãs nem sempre  são sinônimos de genuíno povo de Deus, que consiste de todos salvos pela graça de Deus, mediante a fé e que vivem em santidade e justiça.  Na parábola da Rede que trata da volta de Cristo para julgar o mundo depois da tribulação a ceifa dos ímpios e a dos justos está na mesma ordem mencionada na parábola do joio e do trigo: os ímpios são ceifados primeiro, e os justos , em segundo lugar.  Tal seqüência mostra claramente , que a separação dos ímpios entre os justos terá lugar no fim da tribulação , e não no arrebatamento da igreja, ocasião em que o povo peculiar do Senhor é retirado do mundo. Nesta parábola Cristo volta a ressaltar o fato de que entre o povo de Deus há muitos que não são verdadeiramente leais a Ele e à sua Palavra.

 

 

Lição 6 - LANÇAI A REDE  - Parábola da Rede

 

  1. A REDE (MT 13.47)

 

  1. A malha dessa rede.
  2. A rede não discrimina os peixes.
  3. O MAR (MT 13.47)
  4. O mar representa a humanidade.

III. OS PESCADORES (MT 13.48)

  1. A convocação dos doze pescadores de homens.
  2. Incontáveis pescadores de homens.
  3. Cada crente, um pescador de homens.
  4. OS PEIXES (MT 13.47)
  5. Os peixes que caem na rede.
  6. Os peixes bons e ruins.
  7. O PAPEL DOS ANJOS NO FINAL DOS TEMPOS (MT 13.49,50)

 Juízo

 

Temos nesta parábola alguns elementos que devemos saber discernir:

1- Reino dos Céus - Representado pela Salvação que pregamos em JESUS CRISTO.

2- Barco - A Igreja (Que aqui é representada por todos os que professam a fé cristã) A Igreja que é dirigida pelo capitão JESUS

3- A Rede - Que representa o reino dos céus que pregamos, onde DEUS é o PAI, JESUS CRISTO é o salvador e único caminho para se chegar ao PAI e onde o ESPÍRITO SANTO é a marca do verdadeiro cristão, da verdadeira Igreja de CRISTO.

4- Lançar - Pregar o evangelho - responsabilidade da Igreja

5- Mar - O mundo com seus habitantes diversos.

6- Arrastar ou puxar - Esforço da Igreja em conduzir seus membros para a salvação, ensinado-os e admostando-os.

7- Praia - Lugar de decisão, Lugar de Juízo Final, Lugar de anjos agirem ao comando de DEUS.

 

 

Lição 6 - LANÇAI A REDE  - Parábola da Rede - Resumo prático

  1. A REDE (MT 13.47) = A Igreja (O reino dos céus)
  2. A malha dessa rede. Bem grossa para apanhar todo o tipo de peixe. A Igreja deve procurar evangelizar de todas as maneiras possíveis, tanto com o evangelismo pessoal, como com o evangelismo em massa.

“…A rede seine tinha cerca de três metros de largura e vários metros de comprimento. Ela ficava suspensa na água como uma cerca, sendo mantida flutuando por meio de rolhas, e pedras eram colocadas nas beiradas para mantê-la na vertical. Um único barco fazia um círculo com a rede, ou dois barcos suspendiam a mesma entre eles e faziam uma varredura em direção à praia. Quando a rede ficava num círculo apertado, era possível puxar a corda inferior para que se formasse uma enorme bolsa, da qual os peixes não podiam escapar…”

 

  1. A rede não discrimina os peixes. A Igreja deve pregar a todos os povos, todas as nações, todas as raças, todas as tribos. Todas as Etnias. O importante é arrebanhar os peixes, depois é educá-los e cuidar dos mesmos.

Não há distinção de raça, cor, condição financeira ou religião. Todos foram chamados.

Ap 5.9 E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;

 

  1. O MAR (MT 13.47) =

 

Os seres humanos

  1. O mar representa a humanidade.

 

O mar é bem característico de representar todos os seres humanos, pois possui locais de águas rasas (Pouca religiosidade), de águas profundas (muito conhecimento de DEUS), de águas escuras (seitas e heresias), de águas claras (Igreja de CRISTO), nele acontecem tormentas (Tribulações da vida) e nele acontecem calmarias (Vida de comunhão com o ESPÍRITO SANTO e adoração a DEUS), nele habita ou se aproveitam seres de todos os tipos e de todas as raças (Convivência da Igreja em meio a todos os outros seres humanos que procuram por DEUS e os que não procuram e ainda os que não se interessam pelo supremo ser, nosso PAI.

O mar tem o significado de humanidade, ou povo habitante da Terra, que por sinal têm muita afinidade com o mar, pois possuem a terça parte de seus corpos formados por água, assim como o mar ocupa a terça parte do planeta Terra. Assim como em Apocalipse 13 o mar é a população do mundo.

Ap 13.1 E EU pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia.

Em Is.23:11, é dito que o Senhor estendeu Sua mão sobre o mar e os reinos se turbaram, ou seja, o mar confunde-se com os reinos do mundo. Os ímpios são comparados ao mar bravo que não se aquieta e cujas águas lançam de si lama e lodo, em Is.57:20. Em Dn.7, o mar simboliza o conjunto das nações, de onde se levanta cada um dos grandes impérios mundiais (Dn.7:3), o que também é reproduzido no livro do Apocalipse, ao se descrever o surgimento do Anticristo (Ap.13:1). Por fim, em Ap.17:10, um grande volume de águas é identificado como sendo as nações que estarão sob o domínio da grande prostituta durante a Grande Tribulação.

 

III. OS PESCADORES

(MT 13.48) = Os salvos

 

  1. A convocação dos doze pescadores de homens.

A chamada de JESUS para os apóstolos e para nós é para sermos pescadores de homens (de almas).

Jesus escolheu seus apóstolos dentre homens rudes e entre a população, não escolheu Escribas, ou Fariseus, ou Saduceus, não escolheu entre os líderes religiosos e nem entre os líderes políticos.

Foram chamados para pescarem homens, pescarem almas no mar de gente que encontrariam pela frente.

Ora, quando falamos em pescadores, logo nos lembramos de boa parte dos discípulos de Jesus, dos quais pelo menos sete eram dessa profissão, “…Pedro, André, provavelmente Filipe, que também veio de Betsaida (em aramaico, ‘casa de pesca’) às margens do mar da Galiléia, Tiago, João, Tomé e Natanael (Mt.4:18,21; Jo.1:44; 21:2)…”

 

  1. Incontáveis pescadores de homens.

 

Hoje somos milhões de pescadores, já temos mais de 1 bilhão de cristãos no mundo.

Hoje a Igreja é formada por incontáveis pescadores, que com estratégia espiritual, semeiam a isca (Palavra de DEUS) a todos os peixes (descrentes) do Mar (povos).

 

  1. Cada crente, um pescador de homens.

Cada um salvo foi chamado para pregar este evangelho. A responsabilidade é individual.

Cada um terá que prestar contas com o dono e capitão (JESUS) do barco (Igreja).

 

  1. OS PEIXES (MT 13.47) = Todos os que confessam a JESUS como Senhor e Salvador.

Salvos e não salvos dentro da "Igreja" (Denominações que se dizem cristãs)

 

  1. Os peixes que caem na rede. Todo tipo de gente se auto-denomina cristão. Devemos acolhê-los a todos, sabendo que cada um vai prestar contas diante de DEUS por seus atos e que o juízo pertence a DEUS.

Depois que caem na rede são denominados crentes da Igreja de CRISTO.

Existem peixes de diversos tamanhos (condição financeira), de diversas cores (Raças - negros, amarelos, vermelhos, brancos), de de diversos recifes (denominações), de diversos formatos (diplomados e ignorantes).

 

  1. Os peixes bons e ruins. Caem na rede significa todos os que professam a fé cristã, porém nem todos são salvos, nem todos são convertidos, nem todos nasceram de novo.

Peixes Bons = Crentes fiéis e espirituais

Peixes Ruins= Crentes infiéis e Carnais (desviados dentro da Igreja)

O barco é a Igreja que tira do mundo os que querem o reino dos céus.

 

  1. O PAPEL DOS ANJOS NO FINAL DOS TEMPOS (MT 13.49,50) = PRAIA =

 

 Local de Juízo, Separação entre bons (salvos) e ruins (condenados ao Lago de Fogo)

No juízo final saberemos o resultado de nosso trabalho no Senhor, Todos aqueles que estiverem no Juízo Final, sendo julgados, são os peixes que perdemos, foram sufocados pelas falsas religiões e muitos deles morreram sem ar para respirarem, ou seja morreram por falta do ESPÍRITO SANTO em suas vidas.

Não cabe a nós a condenação final e sim a admoestação ou exortação, a doutrinação, o ensino, a reconciliação; enquanto aqui vivermos, pois é agora que temos que agir para evitar que os ruins caiam nas mãos dos anjos de juízo.

Somos falíveis em nossa pressa, e poderemos arrancar trigo juntamente com o joio, ou lançar fora bons peixes (Mt 13.28,29)

Deixemos o juízo para DEUS.

A praia é fora do mar, assim também, depois de conduzirmos o rebanho até o final dos tempos, será a hora dos anjos agirem, como os pescadores que arrastavam a rede para a praia e separava os peixes bons e os ruins. 

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico

 

“Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede’. Tinha o Senhor em mente a rede de arrastão, que não deixa nada escapar. À pouca distância da praia, os botes de pesca lançam a rede. Há pesos na borda inferior, para arrastá-la no leito do lago; a borda superior tem bóias. Ao avançar, torna-se um muro circular, uma prisão de malhas na praia. Reúnem-se os pescadores e ajuntam os bons peixes nos cestos; os maus são lançados fora.

É o dever da Igreja lançar a rede do evangelho tão largamente quanto possível, para que haja o maior número de pessoas dentro do limite de suas malhas. Assim, é inevitável que sejam trazidos alguns cristãos não genuínos. Todavia, não há de se preocupar o cristão com a mistura na Casa de Deus, porque está além do poder humano a purificar. A seu tempo, Deus retirará da Igreja seus membros indignos, deixando-a sem mancha ou ruga.

Não podemos esperar uma igreja perfeita deste lado do céu. As parábolas do joio e da rede advertem-nos quanto à presença de elementos bons e maus dentro da igreja.

Na parábola do joio, atribui-se à ação do inimigo a introdução de pessoas mundanas entre o povo de Deus.

A parábola da rede descarta a possibilidade de seleção prévia; a separação dos peixes ocorre mais tarde. Da mesma forma a rede do evangelho, lançada em esforços evangelísticos, reúne todo tipo de pessoas, o que não exclui os elementos ruins. Até o evangelista Filipe pescou um ‘peixe’ que se estragou logo que saiu da água! (At 8.13-24).

Zelosos idealistas proclamam: ‘Vamos purificar a igreja!’ As intenções são boas e há lugar para a disciplina na igreja. Todavia, somos falíveis em nossa pressa, e poderemos arrancar trigo juntamente com o joio, ou lançar fora bons peixes (Mt 13.28,29).” (PEARLMAN, Myer. Mateus: O Evangelho do Grande Rei. Coleção Myer Pearlman. RJ:CPAD, 1995, p. 107-8.) Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 22, pág. 39.

 

 

 

 

 

 

 

 

  Lição 7 - FIDELIDADE E DILIGÊNCIA NA OBRA DE DEUS

 

 

TEXTO ÁUREO: “Além disso, requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel” (1 Co 4.2).

 

VERDADE PRÁTICA: A fidelidade em tudo, no pouco e no muito, é imprescindível ao servo de Deus.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: MATEUS 25.14-30

  • PARÁBOLA DOS TALENTOS

 

14 Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens.

15 E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.

16 E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos.

17 Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois.

18 Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19 E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.

20 Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles.

21 E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

22 E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos.

23 Disse-lhe o seu Senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

24 Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;

25 E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.

26 Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?

27 Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.

28 Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.

29 Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado.

30 Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.

 

LEITURA DIÁRIA:

Segunda – 1 Co 4.2; 2 Tm 2.2 A fidelidade no uso dos talentos é

Terça – Jo 20.21 Fomos comissionados pelo Senhor Jesus

Quarta – Fp 2.12 A obra do Senhor deve ser feita com temor e

Quinta – Tg 2.17,18 A verdadeira fé expressa-se pelas boas obras

Sexta – Ez 28.11-19 Talentos usados contra Deus

Sábado – Sl 58.11; Lm 3.64; Os 4.9 A recompensa do Senhor

 

OBJETIVOS : Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

1- Discernir que no reino dos céus todos trabalham na Obra de DEUS;

2- Talentos são dados para serem usados

3- Talentos são dados segundo a capacidade de cada um

 

PONTO DE CONTATO: Professor, após recepcionar os alunos e visitantes, comente que qualquer homem possui habilidades naturais a fim de utilizá-las a serviço do Senhor (Sl 68.18). E não somente isso, mas também contamos com o auxílio de dons sobrenaturais concedidos por Deus. Enfatize a importância de trabalharmos em prol do Reino não simplesmente para cumprir uma ordem, mas pela gratidão a Deus em virtude da nova posição que ocupamos em Cristo.

 

SÍNTESE TEXTUAL: A Parábola dos Talentos descreve um episódio relacionado a um homem que, antes de se ausentar de sua pátria, convoca seus servos e distribui a cada um deles parte de seus bens. A um concedeu dez talentos; a outro, dois; e ao seguinte, um, a fim de os negociarem até o seu retorno.Essa distribuição, segundo o texto, foi realizada de acordo com a capacidade de cada servo (v.15). Aquele que havia recebido um talento escondeu-o, provando, pela sua negligência, que seu senhor estava certo em dar-lhe este valor. Os outros duplicaram a importância recebida. Os servos fiéis foram elogiados pelo lucro produzido, ao passo que o infiel, além de perder seu talento, foi considerado mau e negligente. Por meio desta parábola, aprendemos que o Senhor nos concede dons, habilidades e oportunidades para trabalharmos em sua obra, mas em breve, teremos de prestar-lhe contas do que fizemos com todas essas dádivas. O Senhor espera que administremos com fidelidade e diligência todos os talentos que Ele nos concedeu.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Leve para a sala de aula lápis e papel. Distribua esses materiais entre os alunos. Peça-lhes para listar seus bens materiais, suas habilidades naturais e dons espirituais. Depois reflita com eles acerca das seguintes perguntas: Vocês reconhecem que são apenas mordomos e que tudo isso foi concedido por Deus? Como vocês têm empregado esses talentos na obra de Deus? Quanto tempo vocês tem separado para Deus durante o dia? Quantas oportunidades poderiam ser utilizadas para falar do evangelho, mas foram desperdiçadas?

 

Figuras Ilustrativas

Este recurso junto ao retro projetor, projetor e/ou projetor de slides fará de sua aula um verdadeiro show de ensino e aprendizado.

Se puder passar o filme: "Parábolas de JESUS" da "Editoras Paulinas", ainda será mais edificante.

 

 

1 Talento equivale a 6 mil Denários, ou 60 mil dólares, ou 165.000,00 Reais ou 60 Minas(Foto CD CPAD)

Servos e Senhor Reunidos Para Distribuição dos Talentos

Senhor Voltando para Ajustar Contas

 

Servo 1 Recebendo Talentos

Servo 1 Negociando Talentos

Servo 1 Prestando contas

 

Servo 2 Recebendo Talentos

Servo 2 Negociando Talentos

Servo 2 Prestando contas

Servo 3 Recebendo Talento

Servo 3 enterrando Talento

Servo 3 Prestando conta

Servos Reunidos Com Talentos

 Servo 1 Recebendo  Mais 1 Talento

 Servo 3 Para Trevas Exteriores

Figuras retiradas do filme: "Parábolas de JESUS" da "Editoras Paulinas", ainda será mais edificante.

 

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

 

A parábola que vamos estudar fala de fidelidade e diligência no uso das capacitações ou manifestações espirituais e especiais doadas a nós por DEUS para a execução de sua obra na Terra.

 

  1. A DISTRIBUIÇÃO DOS TALENTOS (MT 25.14,15)

 

  1. O que era talento?

O talento passou a representar um valor monetário que podia ser bronze, prata ou ouro. Um talento equivalia a 60 minas, e uma mina, aproximadamente, a 50 ciclos. Portanto, um talento de ouro ou prata era uma grande quantia.

Podia também uma soma em dinheiro ou ouro ou prata, ser dado a alguém como Talento (Porque a quantia dada era igual ao valor de 1 Talento).

 

  1. O significado dos talentos na parábola.

 

Nesta parábola, os talentos têm um sentido figurado que representam valores pessoais, aptidões naturais, oportunidades que Deus nos dá para fazermos a sua obra, como autênticos mordomos.

Os talentos naturais são aquelas aptidões e inclinações natas que todo homem traz consigo desde o nascimento. São dons ou inclinações naturais para uma variedade de coisas boas.

A música, a poesia, as letras, a pintura, artes de modo geral, são exemplos de dons naturais. Esses talentos, apesar de naturais, são dotações da parte de Deus.

Ressaltamos que quando uma pessoa aceita a Jesus como seu Salvador, todos os talentos evidenciados em sua vida adquirirão uma nova dimensão...

Os artistas seculares – os cantores, atores, atletas, entre outros, estão sempre procurando se apresentar da melhor maneira possível, esforçando-se para agradar a todos. Enquanto isto,observamos que muitos cristãos que possuem talentos diversos estão se acomodando e se conformando em oferecer a Deus apenas uma parte mínima das suas reais possibilidades. Não fazem mais e melhor o que estão fazendo para Deus. Não esqueçamos que todos a mos comparecer ante o tribunal de Cristo para dar contas dos nossos feitos, e para receber a recompensa de acordo com o uso que fizermos dos nossos talentos (2 Co 5.10).

 

Num sentido mais profundo e espiritual, para a Igreja, os talentos representam os Dons de DEUS, de CRISTO e do ESPÍRITO SANTO, que são capacitações ou manifestações especiais do ESPÍRITO SANTO agindo no crente para o progresso da obra de DEUS na Terra. São armas de guerra contra o reino das trevas.

 

Para melhor assimilação dos Dons ou Talentos Espirituais veja o estudo a seguir:

1-    Operações de DEUS (DONS)

E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.(I Co 12:6)

E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.(I Co 12:28)

De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com zelo; o que usa de misericórdia, com alegria. (Rm 12: 6-8) Deus pode usar animal para falar, como fez com a jumenta de Balaão ou usar um descrente para glorificá-lo, com fez com Nabucodonosor; Deus usa a quem quer e da maneira que quer.

 

2-    Dons de Cristo(Ministérios):

 

    E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres.(Ef 4:11); são pessoas dadas à Igreja, para orientá-la e guiá-la fazendo-a crescer. Para edificar e fortalecer a noiva de CRISTO, que é a Igreja. Assim como no corpo humano temos cinco sentidos (olfato,visão,tato,paladar e audição), assim também no corpo de CRISTO, na terra tem cinco ministérios.

3-    Dons do Espírito Santo(Manifestações = mostrar realmente a presença de DEUS):

    A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum. Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; a outro a operação de milagres; a outro a profecia; a outro o dom de discernir espíritos; a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação de línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer. Para estudá-los dividimos em.

4-    DONS DE REVELAÇÃO - DONS DE PODER - DONS DE INSPIRAÇÃO.

4.1-    DONS DE REVELAÇÃO (REVELAM ALGO OCULTO OU DESCONHECIDO  SOBRENATURALMENTE).

 

4.1.1. Palavra de sabedoria:

    Palavra= pequena parte da sabedoria de DEUS; acontecimento futuro, só Deus sabe; tem a ver com onisciência.

Ex:Jesus: "Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra. Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem." (Mt 24: 36-44)

Paulo: "34 Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós." (At 27:34).

4.1.2. Palavra de conhecimento ou da ciência:

Palavra = pequena parte do conhecimento de DEUS, revelação de coisa conhecida; tem a ver com onipresença. (pode ser coisa conhecida por pessoas em outra parte ou localidade, que é revelada aqui onde estamos).

Ex: Jesus: "Mas Jesus logo percebeu em seu espírito que eles assim arrazoavam dentro de si, e perguntou-lhes: Por que arrazoais desse modo em vossos corações?" (Mc 2:8)

Jesus: Jo 1.48 Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes que Felipe te chamasse, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira.

Paulo: "Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados"(I Co 15:51).

4.1.3. Discernimento de espíritos:

    Saber de onde vem e o que está operando numa pessoa.

Ex: Jesus: "E Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados são os teus pecados."(Mc 2:5)

Paulo:" E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora saiu."(At 16:18).

 

4.2-    DONS DE PODER (DÃO PODER PARA SE FAZER ALGO SOBRENATURAL).

 

4.2.1. Fé: 

    Para crer no impossível (temos fé natural, sobrenatural e espiritual), precisamos de fé para comer (pode estar envenenado), para andar no meio da rua (pode ser atropelado), para viajar de avião (pode cair), para adorar a DEUS (Não estamos vendo-o), para crer em milagres sem os ver. Don de fé é acreditar que o impossível de acontecer já aconteceu. É impossível que alguém que já morreu torne a viver.

Ex: Jesus: "E, tendo dito isso, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!(Jo 11: 43)

Paulo: "Tendo Paulo descido, debruçou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, pois a sua alma está nele."(At 20:10)

 NASCERIA UM FILHO DE UM CASAL EM QUE O HOMEM TEM 100 ANOS E A MULHER 90 ANOS? ABRAÃO CREU ASSIM MESMO. PODERIA ALGUÉM MATAR UM FILHO E DEPOIS VOLTAR PARA CASA COM ESTE FILHO VIVO? ABRAÃO CREU; POR ISSO FOI JUSTIFICADO PELA SUA FÉ EM DEUS.

4.2.2. Dons de curar:

    Dons no plural, alguns são usados para certos tipos de doenças, NENHUMA PESSOA É USADA PARA CURAR TODOS OS TIPOS DE DOENÇA.

Ex: Jesus: "Mas ele, conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem que tinha a mão atrofiada: Levanta-te, e fica em pé aqui no meio. E ele, levantando-se, ficou em pé."(Lc 6:8)

Paulo: "Aconteceu estar de cama, enfermo de febre e disenteria, o pai de Públio; Paulo foi visitá-lo, e havendo orado, impôs-lhe as mãos, e o curou."(At 28:8); "Erasto ficou em Corinto; a Trófimo deixei doente em Mileto."(2Tm 4:20). PAULO NÃO CUROU SEU COMPANHEIRO TRÓFIMO.

4.2.3. Operação de maravilhas:

 

    Mudança na natureza, MUDA O QUE ERA NATURAL.

  1. PARAR O SOL (JOSUÉ) - VOLTAR DEZ GRAUS O TEMPO (ISAÍAS)

Ex: Jesus: "Dito isto, cuspiu no chão e com a saliva fez lodo, e untou com lodo os olhos do cego, e disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa Enviado). E ele foi, lavou-se, e voltou vendo."(Jo 9:6,7)

Paulo: "Mas ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum."(At 28:5).

4.3-    DONS DE INSPIRAÇÃO OU DA FALA (DIZEM ALGO DE SOBRENATURAL).

 

4.3.1. Profecia:

 

    Pode vir de 3 fontes: Deus, homem e satanás. Devem ser julgadas (1 Ts 5:21,22) e controladas para haver ordem no culto; um depois do outro e no máximo três em cada reunião (1 Co 14.31). Não devem ser desprezadas(1 Ts 5:20). Vêm para edificação, exortação e consolação(1 Co 14:3). Línguas + Interpretação = Profecia (1 Co 14:27,13). Diferente de profeta, todo profeta profetiza, nem todo que profetiza é profeta (1Co 14:31) e (Ef 4:11) Profeta é ministério dado por CRISTO, profecia é manifestação do ESPÍRITO SANTO. Profeta prediz alguma coisa que ainda vai acontecer, profecia não prediz nada. Todos podem profetizar (1 Co 14.31), mas poucos são chamados para serem profetas.

Ex: Jesus: "Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas eu vos tornarei a ver, e alegrar-se-á o vosso coração, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará."(Jo 16:22).

Paulo: "disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos do batel e o deixaram cair. Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais e permaneceis em jejum, não havendo provado coisa alguma. Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós."(At 27:31-34).

 

4.3.2. Variedade de línguas:

    4 tipos de línguas: Não proibais falar em línguas; é ordem de DEUS (1 Co 14.39).

4.3.2.1. Língua para oração:

 

    "Porque se eu orar em língua, o meu espírito ORA BEM, mas o meu entendimento fica infrutífero."(I Co 14:14). Você quer orar bem? Veja também em Rm 8.26 que não sabemos pedir como convém, mas o ESPÍRITO SANTO sabe o que precisamos e ELE sabe pedir.

Fala com Deus: "Porque o que fala em língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios."(I Co 14:2). Por isso é tão combatido o falar em línguas, pois nem Satanás entende.

Edificação própria: "O que fala em língua edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja."(I Co 14:4)

Você quer ser edificado? "Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé,  orando no Espírito Santo," Jd.20 (orar no ESPÍRITO, não quer dizer orar em pensamento).

 

4.3.2.2. Língua para interpretação:

 

    "Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos?"(I Co 12:30), nem todos recebem; "Que fazer, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento."(I Co 14:15). Falam em línguas todos? Quer dizer em línguas para interpretação, ou seja, nem todos têm o dom de línguas, mesmo sendo batizados. Essa linguagem pode ser interpretada pelo que fala ou por outrem.

 

4.3.2.3. Língua como sinal para incrédulo:

 

    "De modo que as línguas são um sinal, não para os crentes, mas para os incrédulos; a profecia, porém, não é sinal para os incrédulos, mas para os crentes."(I Co 14:22); estrangeiros ouvem em sua própria língua, ex: "Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua."(At 2:6). Pode alguém ser usado para falar, por exemplo em alemão em algum lugar e uma pessoa presente alí, que fala alemão entenderá tudo o que DEUS quer falar-lhe.

4.3.2.4. Gemidos inexprimíveis:

 

    " Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis."(Rm 8:26), oração intercessora. O ESPÍRITO SANTO é nosso intercessor aqui na terra. ELE leva nossa oração a JESUS CRISTO que está assentado à direita de DEUS PAI, intercedendo por nós lá no céu. O pai recebe a oração e responde de acordo com sua vontade.

 

4.3.3. Interpretação de Línguas:

 

"Que fazer, pois, irmãos? Quando vos congregais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. Se alguém falar em língua, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e cada um por sua vez, e haja um que interprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado (ore tão baixinho que ninguém o note) na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus."(I Co 14:26-28); "Por isso, o que fala em língua, ore para que a possa interpretar."(I Co 14:13) Jesus não falava porque tudo que falava era o que Deus queria falar e as línguas são sinais da presença de DEUS em nosso meio, JESUS é DEUS.

Paulo: "Dou graças a Deus, que falo em línguas mais do que vós todos."(I Co 14:18).Não quis dizer latim, grego e hebraico, pois são línguas aprendidas e faladas no tempo de Paulo por quase todos; o que Paulo quis dizer é que orava muito em línguas e também que tinha dom de línguas.

 Nós falamos sem aprender, vem de cima, vem de DEUS, não necessitamos que alguém nos ensine, podemos receber na igreja, na rua, no campo, em casa (como aconteceu comigo) ou outro qualquer lugar sem interferência de outrem ou por imposição de mãos de alguém.

 

5-    CONSIDERAÇÕES FINAIS:

5.1• Dons, só depois do batismo com o Espírito Santo.(vaso vazio não transborda)

5.2• O senhorio é de Cristo.(o cabeça do corpo)

5.3• Para glorificação de Deus.(o ESPÍRITO SANTO glorifica a DEUS)

5.4• Vaso deve estar limpo sempre para o uso constante.(santificação)

5.5• Nada é de nós mesmos, tudo vem de Deus(nada de orgulho).

5.6• Todos os dons são para os outros só um para nós linguagem de oração. (língua que foi batizado)

Ev.Luiz Henrique de Almeida Silva   

  1. Talentos repartidos entre os servos (Mt 25.15).

Aquele senhor chamou os seus servos e deu-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro, um.

Não houve qualquer injustiça de sua parte. O fato de ter dividido os seus bens de modo distinto não foi uma injustiça; “Foi dado a cada um segundo a sua capacidade”.

Muitas vezes ficamos tristes por não recebermos tantos talentos ou aptidões para fazer a obra de DEUS, porém devemos, ao invés de ficar chateados, nos dispormos e dedicarmos maior tempo de nossas vidas para a obra de DEUS, mesmo que para isto percamos materialmente e até afetivamente.

DEUS quer prioridade, DEUS quer nossa dedicação e fé em seu poder para nos usar em mais talentos.

A prateleira de DEUS está cheia dos melhores talentos e estão à nossa disposição, basta abrirmos nossos corações para DEUS e dizer para Ele: Usa-me a mim Senhor.

 

  1. O TRABALHO DOS SERVOS (MT 25.15-18)

 

  1. O que recebeu cinco talentos (vv.16,19-21).

 

Tg 1.12 Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.

Soube trabalhar visando o lucro de seu Senhor. Recebeu muito porque tinha capacidade de produzir muito. Correspondeu à expectativa de seu Senhor. Dobrou o que seu Senhor lhe confiou, provando ser trabalhador, fiel e diligente. Um servo de extrema capacidade e de extrema inteligência, provando ser um verdadeiro líder, um verdadeiro empreendedor nas tarefas por seu Senhor designadas. Este era um administrador digno de ser imitado. Seria a semente que caiu em terra boa e que produziu 100%. Na comparação com os pássaros seria como a águia que voa mais alto do que todas as outras criaturas.

  1. O que recebeu dois talentos (vv.17,22,23).

Fez o que lhe era possível, produziu de acordo com sua capacidade. Dobrou o que seu Senhor lhe confiou, provando ser trabalhador, embora limitado em sua capacidade, pois seu senhor lhe confiou dois talentos sabendo que se lhe confiasse mais não daria conta de produzir mais. Nosso Senhor conhece o futuro e sabe de nossa capacidade, louvemos a DEUS pelo que Ele nos tem confiado e produzamos sempre o dobro do que recebermos.

 

  1. O que recebeu apenas um talento (vv .18,24,25).

 

Aquele que havia recebido um talento escondeu-o, provando, pela sua negligência, que seu senhor estava certo em dar-lhe este valor. DEUS conhece nosso futuro e sabe bem, quem somos, porém, podemos mudar este futuro caso nos entreguemos inteiramente nas mãos do DEUS que tudo pode, dizendo-lhe: Muda-me Senhor, aqui estou para fazer a tua Vontade.

 

III. O ÊXITO E O INSUCESSO DOS SERVOS

  1. O êxito dos primeiros servos (vv.16,17,19-23).

 

Os servos fiéis foram elogiados pelo lucro produzido, ao passo que o infiel, além de perder seu talento, foi considerado mau e negligente.

Os primeiros servos trataram logo de negociar, ou de utilizar os talentos recebidos para proveito do dono, seu senhor.

Repare que os servos trabalharam duro para o enriquecimento de seu senhor, não trabalharam para si próprios, mas para seu senhor; assim também devemos trabalhar na obra de DEUS visando o reino dos céus, visando agradar ao nosso Senhor e salvador JESUS CRISTO e não visando nosso lucro pessoal como fazem por aí várias denominações que se auto-denominam prósperos, tornando seus seguidores mais merecedores do inferno do que eles mesmos, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males.

 

  1. O insucesso do terceiro servo (vv.18,24,25).

 

Os outros duplicaram a importância recebida. Este servo, apesar de ser chamado servo se comportava como crítico e em seu dizer demonstra rancor e ódio pelo seu dono, talvez uma mágoa por ser tratado segundo sua capacidade, ou tratado segundo sua vontade de trabalhar. Restou para este servo um "Mal e negligente servo" e as trevas exteriores. Tomemos cuidado com o que recebemos do Senhor, pois se formos encontrados infiéis nas coisa espirituais nosso destino é com os infiéis.

 

IV.A PRESTAÇÃO DE CONTAS (MT 25.19)

 

O Senhor voltou para a prestação de contas, lembremo-nos de que um dia teremos que prestar contas de tudo o que tivermos feito através de nosso corpo, aqui na Terra.

Ec 11.9 Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo.

10 Afasta, pois, a ira do teu coração, e remove da tua carne o mal, porque a adolescência e a juventude são vaidade.

 

2Co 5.10 Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.

 

 

A SEXTA DISPENSAÇÃO É A DA GRAÇA

A Nova Aliança, A ALIANÇA DA GRAÇA

 

Chamada Dispensação Eclesiástica.

 

A palavra-chave é: Graça. Sua duração começa com a crucificação de Cristo até a sua segunda vinda, tempo determinado pelo Senhor: "Aquele dia e hora ninguém sabe, unicamente meu pai que está nos céus". Hoje, já contamos com quase 2002 anos em que o véu do Templo foi rasgado e esta Dispensação findará com o toque da trombeta, quando acontecerá a segunda etapa da vinda de Cristo convocando os fiéis ao Arrebatamento.

Na Dispensação da Graça, Deus fez uma aliança com o homem, uma aliança superior às outras, ou seja, o próprio Filho enviado por Deus à humanidade:

1°. Mt 19.28

2°. Hb 2.7 3°. Lc 2.27 4°. Mt 13.55-57 5°. Lc 4.2-8 6°. Is 53.1-6 7°. G13.13

A Nova Aliança

Na analogia de Moisés como mediador da aliança mosaica, assim Cristo é o Mediador da Nova Aliança, Hb 8.6; 9.15; 12.24. Com o aparecimento de Cristo, a Antiga Aliança terminou, como Paulo afirma em Rm 10.4; Gl 3.19. Novamente apareceu Ele celebrando a Ceia com os discípulos, conforme registra Lc 22.20 e I Co 11.25. "Ele disse: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue", Mc 14.24.

A Graça não dispensa ordenação pois há l .050 mandamentos no NT; mas, ao contrário da Lei, ela dá poder ao homem para cumpri-los. A palavra Graça aparece 166 vezes na Bíblia e tem um valor inestimável.

Verifique 10 citações da palavra Graça, com referências: Ef 2.8,9; At. 4.33;

18.27; Tt3.7;Rm5.20; 15.15; I Co 15.10; Gl 1.15; Cl 3.16; IITm2.1.

Verificamos três aspectos da revelação de Deus nessa Dispensação:

  1. Os Evangelhos, um tratado da revelação de Jesus Cristo, um Deus introduzido no meio dos homens: "Emanuel, Deus Conosco".
  2. Revelação através do Espírito Santo: o Guia; o Orientador; o Consolador; o Intercessor; o Fortificador; o Ornamentador da Igreja. "Todos que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus".
  3. Revelação pela Palavra Escrita - A Bíblia Sagrada. Nela está a revelação perfeita da vontade de Deus.

Esta mesma Graça atua na formação da Igreja desde a fundação do mundo e já existia na mente de Deus:

  1. Eleita por Deus desde a fundação do Mundo, Ef 1.4,5;
  2. No AT, os Profetas falaram dela;
  3. Personagens que simbolizaram a vida e a ação da Igreja (Enoque, Rebeca, Azenate, etc.);
  4. Organização espiritual da Igreja, Mt 16.16;
  5. Data de inauguração: Dia de Pentecostes, At 2;

A Igreja, uma representação do Corpo de Cristo aqui na Terra. Suas funções, seu trabalho e suas obrigações'.

  1. Em relação a ela mesma "Comunhão", At 2.42;
  2. Em relação ao mundo "Evangelização", Mc 16.15;
  3. Em relação a Deus "Adoração".

Toda e qualquer tarefa da Igreja depende exclusivamente da Graça. Ela é quem nos encoraja no sentido de cumprirmos nossa tarefa como Igreja que também é um Luzeiro no Mundo e Sal da Terra.

Tenho me preocupado muito com a expressão: "Se o sal se tomar insípido para mais nada presta, a não ser para ser pisado pêlos homens".

Que Deus proteja a Igreja!

Seu compromisso para o futuro é o desfecho final do cumprimento das profecias, do fim dos tempos e a Dispensação da Igreja.

Verifique alguns acontecimentos que surgirão :

  1. Ressurreição dos crentes;
  2. Transformação dos crentes vivos na vinda do Senhor;
  3. Arrebatamento;
  4. Tribunal de Cristo (compensação);
  5. Casamento da Igreja (bodas do Cordeiro);
  6. Glorificação da Igreja;
  7. E nos fez Reis e Sacerdotes para Deus seu Pai.

 

 

  1. Fidelidade antes da recompensa.

 

É Demonstrando coragem, amor, diligência, fidelidade, que nos é confiado cada dia mais, "Fiel no pouco, colocado sobre o muito"

 

  1. Recompensa depois da fidelidade.

 

O primeiro além de ser colocado numa posição de destaque e de entrar para o gozo de seu Senhor, recebeu um talento a mais.

O segundo foi chamado de bom e fiel servo.

O terceiro além de ser chamado  "Mal e negligente servo" foi jogado nas trevas exteriores.

 

  1. O ajuste de contas.

Ajustar contas é calcular lucro, não é calcular prejuízos, por isso o acerto de contas para os dois primeiros servos trouxe bênçãos para eles, enquanto que para o terceiro restou um  julgamento e condenação.

 

O Juízo

Haverá duas classes de pessoas:

  1. Glorificados e
  2. Não-glorifícados.

Os glorificados são os crentes do AT e NT e os do período da Grande Tribulação e as não-glorificados são os judeus sobreviventes da Grande Tribulação, gentios remanescentes das nações e os nascidos no Milênio.

A cena final e a justificação do grande Trono Branco, quando comparecerão diante do Cordeiro e Rei todos os mortos de todas as épocas, ainda não ressuscitados. Esta é a Segunda Ressurreição.

 

O julgamento iniciará por ocasião da abertura dos livros de Deus, Ap 20.12:

  1. Cada pessoa será julgada,
  2. Os inimigos do Rei serão punidos,
  3. Os inimigos espirituais do Rei serão julgados: Satanás; o Anticristo; o Falso Profeta; os demônios; o Inferno e a morte.

Cristo colocará sob seus pés todos os seus inimigos, I Co 15.24,25. A Ele, toda honra, glória e louvor para sempre. Amém!

 

O desejo de DEUS não é a condenação, mas a comunhão, o amor, o trabalho e a fidelidade de cada um de seus filhos.

 

CONCLUSÃO

 

Destacamos aqui algumas verdades relacionadas com a mordomia dos talentos:

  1. a) A mordomia dos talentos requer um serviço fiel;
  2. b) Cada um recebe segundo a sua capacidade;
  3. c) Nesta mordomia não há lugar para a ociosidade;
  4. d) O senhor não aceita desperdício.Ajuda Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 22, Revistas e bíblias CPAD

 

 

 

 

 

      Lição 9 - Parábolas - CRISTO, A ROCHA INABALÁVEL

 

TEXTO ÁUREO: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam” (Sl 127.1)

SE O SENHOR NÃO EDIFICAR A CASA. Ao trabalharmos edificando a Casa de Deus, devemos ter a convicção de que a estamos construindo segundo o seu padrão e mediante o seu Espírito, e não segundo idéias, planos e esforços puramente humanos (cf. Êx 25.9,40; ver At 7.44).

 

VERDADE PRÁTICA: A obediência à Palavra de Deus é um sólido alicerce para o crente construir sua casa espiritual.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: MATEUS 7.21-27

 

MATEUS 7.21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? 23 E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. 

 

7.21 AQUELE QUE FAZ A VONTADE DE MEU PAI. Jesus ensinava enfaticamente que cumprir a vontade do seu Pai celestial é uma condição prévia essencial para a entrada no reino dos céus (cf. vv. 22-25; 19.16-26; 25.31-46). Isto, no entanto, não significa que a pessoa pode ganhar ou merecer a salvação mediante seus próprios esforços ou obras. Isto é verdadeiro pelas seguintes razões:

(1) O perdão divino o homem obtém mediante a fé e o arrependimento, concedidos pela graça de Deus e a morte vicária de Cristo por nós (ver 26.28; Lc 15.11-32; 18.9-14).

(2) A obediência à vontade de Deus, requerida por Cristo, é uma condição básica conducente à salvação, mas Cristo também declara ser ela uma dádiva ligada à salvação dentro do reino. Embora seja a salvação uma dádiva de Deus, o crente deve buscá-la continuamente; recebê-la e evidenciá-la mediante uma fé sincera e decidido esforço. Esse fato é visto na Oração Dominical (6. 9-13) e nas muitas exortações para que o crente mortifique o pecado e se apresente a Deus como sacrifício vivo (cf. Rm 6. 1-23; 8. 1-17; 12.1,2).

(3) O crente pode fazer a vontade de Deus e viver uma vida justa em virtude dessa dádiva, i.e., a graça e o poder de Deus e a vida espiritual que lhe são comunicados continuamente mediante Cristo. As Escrituras declaram: Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus... Porque somos feitura sua (Ef 2.8-10).

(4) Deus sempre torna possível a prática da obediência que Ele requer de nós. Isto é atribuído à ação redentora de Deus. Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade (ver Fp 2.13). Todavia, o dom da graça de Deus não anula a responsabilidade nem a ação humanas. O crente deve corresponder positivamente ao dom divino da obediência (ver Fp 2.12; Jd 20,21,24; Ef 4.22-32), todavia ele é livre para rejeitar a graça de Deus, para recusar aproximar-se de Deus por meio de Cristo (ver Hb 7.25), e para recusar orar por uma vida de obediência e viver essa vida (ver Mt 5.6)

7.22 MUITOS ME DIRÃO NAQUELE DIA. Nos versículos 22,23, Jesus declara enfaticamente que muitos que profetizam, pregam ou realizam- milagres em seu nome estão enganados, pensando que são servos de Deus quando, na realidade, Ele não os conhece. Para não ser enganado nos últimos dias, o dirigente de igreja, ou qualquer outro discípulo, deve apegar-se totalmente à verdade e à justiça reveladas na Palavra de Deus (ver Ap 22.19), e não considerar o sucesso ministerial como padrão de avaliação no seu relacionamento com Cristo.

7.23 NUNCA VOS CONHECI. Estas palavras de Cristo deixam plenamente claro que uma pessoa pode pregar o evangelho em nome de Cristo, expulsar demônios e operar milagres, sem essa pessoa ter genuína fé salvífica em Cristo.

(1) As Escrituras nos ensinam que a pregação evangélica eloqüente, um manifesto zelo pela justiça e a operação de milagres podem ter lugar nesta era mediante a influência e o poder de Satanás. Paulo nos adverte que o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz . Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça (2 Co 11.14,15; cf. Mt 24.24). Paulo torna claro que a simulação de uma unção poderosa pode ser operação de Satanás (ver 2 Ts 2.9,10; Ap 13.3,12).

(2) Muitas vezes, Deus aniquila a atividade de Satanás nos falsos pregadores, a fim de salvar ou curar aqueles que, sinceramente, recebem a Palavra de Deus (ver Fp 1.15-18). Deus sempre deseja que aqueles que proclamam o evangelho sejam justos (ver 1Tm 3.1-7); porém quando uma pessoa má ou imoral prega a Palavra de Deus, ainda assim Ele pode operar no coração daqueles que recebem a sua Palavra e entregam-se a Cristo. Deus não aprova nenhum falso pregador do evangelho, mas Ele certamente confirmará a verdade bíblica, e aqueles que a aceitam pela fé

 

Os dois alicerces

 

MATEUS 7.24 Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. 25 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. 26 E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. 27 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.

 

 

LEITURA DIÁRIA:

 

Segunda – 2 Tm 2.19 O firme fundamento de Deus

Terça – Ef 2.20; Dt 32.3,4; 1 Co 3.11 Jesus é a nossa rocha

Quarta – Is 28.16; 1 Pe 2.4 Jesus é a pedra eleita e preciosa

 

Quinta – 1 Pe 2.5-9 Os crentes são pedras vivas

Sexta – 1 Sm 2.2 O Senhor é a única e verdadeira rocha

 

Sábado – Sl 27.5 Encontramos proteção na Rocha

 

OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

1- Sumariar as advertências que antecedem à parábola.

2 Estabelecer as diferenças entre os dois personagens principais da parábola.

3- Explicar as lições práticas da parábola.

 

PONTO DE CONTATO: Nesse trimestre, estamos estudando o Reino dos Céus ilustrado pelas parábolas de Cristo no Evangelho de Mateus. A semente foi lançada em solo fértil! Assim como o grão de mostarda e o fermento, o Reino de Deus tem crescido maravilhosamente no coração de nossos alunos. E você, professor, é o instrumento que o Espírito Santo usa para enriquecer a vida espiritual de seus alunos. Que Deus continue abençoando seu ministério, dádiva do amor de Deus para com sua Igreja.

 

SÍNTESE TEXTUAL: Na Parábola dos Dois Alicerces, Jesus compara aqueles que ouvem os seus ensinos a dois tipos de homens: o sensato e o insensato. Os ouvintes sensatos são aqueles que, a semelhança do homem que constrói a sua casa sobre a rocha, escutam e praticam os ensinos de Cristo. Estes, mesmo nas adversidades, permanecem inabaláveis; assim como a casa alicerçada sob fundamento firme. Os insensatos são aqueles que escutam os ensinos de Cristo, porém não os praticam. Estes são comparados ao homem que constrói sua casa em solo arenoso. Assim como esta casa é arruinada ao enfrentar as variações das condições climáticas, aqueles que são apenas ouvintes da Palavra de Deus também não resistirão às adversidades da vida.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Reproduza o quadro abaixo numa cartolina ou no quadro-de-giz e trace um paralelo entre os dois construtores desta parábola. As casas enfrentaram os mesmos problemas, porém seus destinos foram diferentes em virtude do tipo de alicerce construído. Os homens ouviram a mesma mensagem, mas tomaram decisões completamente distintas. Enfatize a importância da escolha pessoal.

 

 

 

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

Esta última parábola do Sermão do Monte foi precedida pelo ensino de um princípio vital: a obediência aos ensinos do Mestre. Jesus estava preocupado com aqueles que professam uma fé apenas verbal; são apenas ouvintes da Palavra de Deus; não a praticam. Nesta lição, aprenderemos a importância do compromisso que devemos ter com o cristianismo verdadeiro e autêntico.

Nesta parábola, os alicerces sobre os quais as casas são construídas (rocha e areia) representam o modo como procedemos diante da exposição da Palavra de Deus. A rocha simboliza a obediência e a areia, a desobediência.

 

  1. AS ADVERTÊNCIAS DE JESUS

MATEUS 7.21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? 23 E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. 

 

O capítulo sete de Mateus apresenta a conclusão do famoso sermão de Jesus — o Sermão do Monte. Naturalmente, para entendermos a finalidade da parábola dos dois alicerces, precisamos voltar ao contexto deste ensino de Jesus.

Veja que estes crentes acusados de não serem aquilo que representavam ser, são pessoas que confessaram a JESUS como Senhor e Salvador, pois chamam JESUS de Senhor, Senhor, não eram preguiçosos, eram pessoas que trabalhavam na obra de DEUS e que tinham sinais que os acompanhavam, pois é dito a respeito dos mesmos: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? Estas pessoas não eram assim por quererem ser assim, não eram hipócritas, pois ficaram surpresas com seu veredicto - Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

Que coisa tremenda! Quem diria! Estes mesmos foram barrados, pois praticavam iniqüidades (apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade).

Deduzimos então que alguns podem estar na Igreja, vestindo-se como santos, discursando como pregadores, ensinando como professores, liderando como pastores, profetizando, expulsando demônios e até fazendo milagres como obreiros, tudo em nome de JESUS, porém são lobos e não ovelhas, praticam iniqüidades às escondidas, não herdarão a vida eterna. DEUS meu, tenha misericórdia do rebanho.

Apesar de muitos fazerem a obra de DEUS, estão praticando iniqüidades, não seguem a santificação, sem a qual ninguém verá ao Senhor (Hb 12.14), não obedecem à suave e meiga voz do Salvador/; - Filho meu, dá-me o teu coração (Pv 23.26).

 

1 . Jesus nos alerta (Mt 7.15-27).

Somos advertidos quanto a três tipos de falsidade dentro da Igreja de CRISTO:

a- Falsos profetas (vv.15-20),

b- Falsos mestres (vv.21-23)

c- Falsos ouvintes (vv. 26,27).

  1. a) A primeira advertência.

Jesus adverte acerca dos falsos profetas que apareceriam na igreja.

O ministério Profeta está previsto e confirmado no Novo Testamento (At 11.28; 21.10; Ef 4.11), porém este ministério, apesar de enxergar pelo ESPÍRITO SANTO o futuro, jamais será exercido para confrontar ou modificar alguma coisa já escrita na Palavra de DEUS, a Bíblia.

Gl 1.8 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema.

Lc 16.17 É, porém, mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei.

JESUS já sabia que se introduziriam em meio à Igreja falsos mestres que ensinariam ao povo falsos ensinos e os levaria à derrota espiritual.

2Pe 2.1 Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.

 

JESUS indica a única maneira de identificarmos um falso mestre, é pelos seus frutos. Não há almas como resultado de seus ensinos, não há resultados espirituais em seus ouvintes durante suas explanações, não há novo nascimento em sua vida.

Mt 7.16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?

 

  1. b) A segunda advertência (vv. 21-23).

 

Nos versículos 21 e 22, Jesus adverte sobre os que proclamam o seu nome com os lábios, porém, não cumprem a vontade do Pai.

Estamos vivendo uma época em que virou moda ser evangélico, vemos cantores de brinco e tatuagens, mulheres que se vestem como prostitutas, pessoas que se despem sem nenhum pudor ou moralidade em meio a descrentes e crentes para saciarem seu desejo de laser e prazer luxuriosos; todos estes professam o nome de CRISTO mal sabendo eles que um dia prestarão contas diante de DEUS por pisarem o sangue de CRISTO, por banalizarem o evangelho e os crentes sinceros.

Rapazes confessam o nome de JESUS perante testemunhas para namorarem uma moça e vice-versa, políticos confessam publicamente sua simpatia pelo evangelho em troca de um punhado de votos daqueles que se deixam enganar, milhares de programas evangélicos vão ao ar patrocinados por crentes que não procuram discernir os charlatões e profissionais do evangelho que nada mais desejam do que enriquecerem às custas da fama.

Muitos fazem até milagres em nome de JESUS, como exemplo podemos citar Balaão (Nm 22.35;23.16), Judas (Mt 10.1), Discípulos carnais de Corinto (1Co 9.27; 13.1-3; Fl 1.15-17). Parecia que estes homens tinham grande intimidade com DEUS, pareciam anjos, verdadeiros discípulos de CRISTO, porém na hora em que esperavam ser reconhecidos perante a multidão de salvos devido ao seu orgulho religioso, o que ouviram foi: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

- O maior engano que existe é o engano a si mesmo, ou a auto-justificação e isto era o que estes falsos crentes fizeram. Orgulho e vaidade podem levar uma pessoa a acreditar em mentiras sobre si mesma, que ela própria contou.

- A Bíblia nos adverte quanto a sermos cumpridores da palavra e não somente ouvintes (Tg 1.22).

Mt 23.27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia.

 

  1. A TERCEIRA ADVERTÊNCIA (MT 7.24-27)

 

Jesus continua seu sermão focalizando aspectos relacionados ao “ouvir e praticar” e para tornar isso bem claro relata a parábola dos dois alicerces: a rocha e a areia.

Precisamos meditar sobre os verdadeiros motivos que nos levam a fazer a obra de DEUS, se pelo amor ao nosso Senhor e Salvador, ou se pela posição social, ou se pelo salário. De DEUS não se zomba.

Sl 139.23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; 24 vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno.

Desde o início JESUS falou a respeito de dois tipos de caminhos: Dois tipos de Justiça, Dois tipos de Tesouro, Estrada Larga ou uma Estreita, Hipocrisia ou Simplicidade, Este Mundo ou o Próximo, Nossa Vontade ou a de DEUS. O caminho correto foi ensinado, á o da obediência a DEUS, JESUS agora finda seu ensino com mais esta parábola

 

Os dois alicerces

MATEUS 7.24 Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. 25 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. 26 E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. 27 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.

 

Construindo uma Vida Duradoura:

 

Dois Construtores - Ambos desejavam construir uma casa, lugar de descanso e de segurança.

Tempestade - Todos as duas casas foram submetidas à mesma tempestade.

Dois Fundamentos - Uma sobre a Rocha e outra sobre a Areia

Construindo antes da tempestade - Antes do perigo conseguiram se prevenir, construíram antes da tempestade chegar.

Resistindo ou Sucumbindo ante a Tempestade - As casa resistiram à prova de acordo com seu fundamento

Resultado da prova - A que tinha como fundamento a Rocha permaneceu firme, porém a que tinha como fundamento a Areia caiu e foi grande a sua queda.

 

Dois tipos de crentes - Ambos desejam ser crentes para terem paz com DEUS (este desejo está no interior de todo homem que para para pensar sobre DEUS)

Aflições - Jo 16.33 Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

Dois tipos de fé - Uma Fé é baseada em DEUS e em sua Palavra, enquanto que outra fé é baseada em homens e seus falsos ensinos.

Antes de vir o juízo todos os que se dizem crentes estão se preparando para se encontrarem com DEUS, uns estão prontos realmente, porém outros não.

É nas provações da vida que todos são provados e também nas lutas espirituais.

Uns vencem e herdarão a vida eterna com DEUS,outros serão lançados ao lago fogo e enxofre, pois não forma leais ao seu chamado.

 

  1. O homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha (v.24).

Este homem construiu sua casa escolhendo em que tipo de terreno seria mais seguro construir, ele construiu antes da tempestade chegar, pois ele sabia que tempestades aconteceriam, então se preveniu para não ser apanhado de surpresa.

É chamado por JESUS de Prudente, pois calculou antes de construir. Imagine o trabalho e a fadiga para construir sobre a Rocha! Precisa de tempo e de paciência, é preciso saber que vêem tempestades fortes.

Lc 14.28 Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar?

 

O fundamento de uma casa, na maioria das vezes está escondido sob a terra e não dá para saber o tipo de fundamento que está sendo usado só de olhar externamente para a casa.

Como identificar “o homem prudente?”.

Jo 7.38 Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva.

Rm 2.29 Mas é judeu aquele que o é interiormente, e circuncisão é a do coração, no espírito, e não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.

 

O ato de “edificar sobre a rocha” significa “escutar as palavras de Jesus e praticá-las” (v.24).

Uma vida de comunhão com DEUS implica em vivermos de maneira a não darmos escândalos e implica em transmitirmos JESUS às pessoas que nos cercam, implica em nos dedicarmos a aprender a Palavra de DEUS colocando-a em prática em nosso dia-a-dia.

 

  1. A estabilidade da casa edificada sobre a rocha (v.25).

 

E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.

Várias intempéries aconteceram e pelo que parece, as mesmas acontecem aos que constroem tanto em terrenos com fundamento de pedra quanto com os que constroem em terreno arenoso, a diferença está no final das intempéries, no resultado do teste de resistência.

 

Assim o crente passa por aflições advindas de sua vida terrena, tanto o crente prudente como o imprudente, passam por aflições, porém aquele que está preparado e fundado na Rocha verdadeira que é CRISTO, não sucumbe, não se abala, mas permanece para sempre, seu destino é a glória eterna.

1Co 1.7 e a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.

 

A nossa casa espiritual precisa estar bem construída para não cair diante das intempéries da vida, tais como “chuvas torrenciais, ventos fortes e correntezas caudalosas”. A palavra “combater” (v.25) é, literalmente, “cair sobre” ou “cair contra”, ou seja, essas variações do tempo representam um tipo de força ou peso que repentinamente se lançam sobre determinado lugar. Entretanto, Jesus afirmou que uma casa poderá resistir ao mau tempo se tiver sido edificada sobre um fundamento firme (Pv 12.7; Is 28.16). Isso significa que embora estejamos sujeitos a experimentar adversidades, seremos capazes de superá-las se estivermos alicerçados na Rocha Eterna. Nossa firmeza na fé está diretamente relacionada ao tipo de alicerce sobre o qual estamos edificados.

  1. O homem imprudente que construiu sua casa sobre a areia (v.26).

Esta casa não deu muito trabalho para construir, parece que seu dono não esperava grandes tempestades. Parecia que sua casa estava até melhor do que a do outro, pois o tempo que gastou a menos para construir, empregou no embelezamento do exterior de sua casa.

Esse homem foi chamado por Jesus de “insensato” que significa “falto de senso ou razão”, “demente”, “que não tem bom senso”. Não é difícil perceber a insensatez de alguém que constrói sua casa sobre a areia. Esta pessoa não tem juízo, nem demonstra a menor perspicácia. Se houvesse bom senso nesse construtor, jamais construiria sua casa sobre a areia. No momento em que as tempestades e ventos da vida vieram sobre esta casa, ela não resistiu devido à fragilidade de seu fundamento. O “homem insensato” representa os que desobedecem aos ensinos de Jesus. A imprudência desse homem não consiste em deixar de ouvir as palavras do Mestre, mas em ouvi-las e não se preocupar em praticá-las. Trata-se de alguém que possui uma vida vulnerável, sujeita a tropeços fatais, porquanto não está alicerçado na obediência à Palavra de Deus.

 

III. AS LIÇÕES DA PARÁBOLA

 

Em primeiro lugar, Jesus utilizou a linguagem figurada do construtor que edificou sua casa sobre a rocha com o objetivo de ensinar a respeito “daquele que escuta suas palavras e as pratica”. Este homem sensato estará seguro; protegido de toda e qualquer tempestade que acaso venha tentar destruí-lo. Todos os ataques malignos contra o crente serão frustrados se ele estiver escondido na rocha, Cristo.

Em segundo lugar, urge que cada um de nós pergunte a si mesmo: Estou obedecendo aos mandamentos ordenados pelo Senhor? Ou sou um mero ouvinte da Palavra de Deus? Tenho prazer em não somente ouvir, mas também em praticar as Sagradas Escrituras? Estou firme em Cristo o suficiente para resistir às adversidades? Faça uma introspecção e avalie sua vida quanto a essas questões.

 

CONCLUSÃO

 

Não obstante ouvirmos a Palavra do Senhor, professarmos nossa fé em Cristo e tornarmo-nos membros de uma igreja, é imprescindível demonstrarmos,

através de nossas atitudes, evidências de nossa sincera devoção. Portanto, a obediência é um aspecto fundamental da nossa fé (Tg 1.22-25; 2.14-20).

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Devocional

 

“[...] O Senhor mostrou as conseqüências que acompanham aqueles que desprezam o Reino de Deus. Talvez por se esquecerem de que a vivência dos seus princípios é fruto da presença de Cristo no coração, preferem a porta espaçosa das facilidades, da falta de compromisso, da prevalência da carne sobre as necessidades do espírito, onde viver o momento presente com todo prazer mundano intrínseco é mais importante do que pensar em coisas eternas. Estes são os que, ao invés de ouvir e praticar as palavras do Senhor, constroem sobre o movediço alicerce de areia, de modo que, ao primeiro sinal da tempestade, a casa desmorona e joga por terra todas as esperanças. O conceito, aqui, é o de justificar-se pelos próprios esforços através da autoconfiança, à semelhança dos fariseus, que se estribavam em si próprios como os grandes guardiões da lei mosaica, mas estavam cheios de peçonha mortal. Infelizmente, para os que assim prosseguem, sem mudar de rota e firmar os seus passos em Cristo, o fim deles é a perdição.

Eis a razão pela qual o Senhor também comparou os que ouvem a sua palavra ‘e as pratica’ a quem constrói sobre o sólido alicerce da rocha. À luz da Bíblia, é coerente a interpretação de que esta rocha refere-se ao próprio Senhor [...].” (COUTO, Geremias do . A transparência da vida cristã: Comentário devocional do Sermão do Monte. RJ:CPAD, 2001, p.266-7.) Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 22, pág. 40.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

               Lição 10 - A JUSTIÇA E A GRAÇA DE DEUS

                    A Parábola dos  Trabalhadores na Vinha

 

 

TEXTO ÁUREO:

“Assim, os derradeiros serão primeiros, e os primeiros, derradeiros, porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos” (Mt 20.16).

 

VERDADE PRÁTICA:

A concessão das bênçãos divinas não é motivada por nossos méritos, mas pela graça do Senhor da Seara.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: MATEUS 20.1-10

 

1 Porque o Reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha.

2 E, ajustando com os trabalhadores a um 21dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha.

3 E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça.

4 E disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.

5 Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo.

6 E, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos e perguntou-lhes: Por que estais ociosos todo o dia?

7 Disseram-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Diz-lhes ele: Ide vós também para a vinha e recebereis o que for justo.

8 E, aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos

derradeiros até aos primeiros.

9 E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um;

10 vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas, do mesmo modo, receberam um dinheiro cada um.

 

LEITURA DIÁRIA:

Segunda – 1 Co 3.6-8 Cada um receberá o galardão segundo o seu trabalho

Terça – Lc 16.1-13 O Senhor requer fidelidade de seus mordomos

 

Quarta – 1 Co 4.1-5 Despenseiros dos mistérios de DEUS

Quinta – Is 5.1-7 CRISTO, o Amado da vinha

 

Sexta – 1 Co 3.12-15 A qualidade dos serviços prestados

Sábado – Ap 11.18 O Senhor dará recompensa a todos os seus

 

OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

1- Descrever as figuras centrais da parábola.

2- Explicar o principal ensino desta parábola.

3- Valorizar a graça e a justiça divina.

 

PONTO DE CONTATO: Professor, esta lição evoca uma reflexão sobre nossa postura e caráter no Reino.

A mensagem de JESUS aos líderes juDEUS é clara e taxativa: na ética do Reino quem deseja ser o primeiro deve ser o servo de todos. Portanto, ter elevado conceito de si mesmo, a custa do desprezo das demais pessoas, é atitude reprovável no Reino dos Céus. DEUS espera que o sirvamos por amor, ausentes de inveja e sem visar prêmios ou posições privilegiadas. Pense nisso!

 

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

 

A Parábola dos Trabalhadores na Vinha apresenta uma das mais extraordinárias lições concernentes ao caráter de DEUS. Nesta analogia, o Senhor é comparado a um pai de família que sai de madrugada a fim de recrutar trabalhadores para sua vinha. Estas figuras, “pai de família” e “proprietário de uma vinha”, apresentam-no como Soberano. Todavia, este conceito é complementado pela demonstração de sua justiça e misericórdia. Estes atributos manifestam-se no relacionamento entre DEUS e os homens. Podem ser observados não somente no convite a todos os que estavam ociosos nas praças em diversos horários, mas também no final do expediente, no momento em que DEUS concede o mesmo salário tanto aos primeiros quanto aos últimos trabalhadores. JESUS ensina que a justiça divina não é conforme a capacidade e mérito pessoal (Mt 20.10), mas segundo a sua misericórdia e graça.

O maior ensino da parábola consiste em nos orientar quanto aos mercenários, ou seja, quanto aos que trabalham pelo prêmio e principalmente pelos que trabalham pelo prêmio material.

Os primeiros trabalhadores trabalharam pelo prêmio (salário) combinado antes; já os seguintes trabalharam esperando receber a graça e a misericórdia do dono da vinha, estavam ociosos na praça, não ganhariam mais nada naquele dia, havia passado a hora e não haviam sido contratados, porém um dono de vinha os contratou mesmo assim, agora o que recebessem era lucro; nunca esperavam receber tanto!!!!!!

 

Lc 638 Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.

 

Jo 6.13 Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.

DEUS SEMPRE DÁ COM SOBRA!!!! GLÓRIA A DEUS!!!!!

 

TRABALHADORES PARA A SUA VINHA.

 

A parábola dos trabalhadores na vinha ensina que a entrada no reino de DEUS trata-se de privilégio e não de mérito. Aqui, CRISTO adverte contra três atitudes erradas:

(1) Não se considerar superior, por ter um emprego ou cargo de sucesso;

(2) Não deixar de compartilhar do anseio de DEUS em oferecer a sua graça a todos; e

(3) Evitar o espírito de inveja para com as bênçãos espirituais dos outros.

 

Nesta parábola, JESUS compara o Reino dos céus a um pai de família que, possuindo uma vinha, saiu certo dia a recrutar trabalhadores. Naquele dia, convocou, desde a hora terceira, diversos obreiros.

No versículo 16, o Senhor repete um princípio citado em Mateus 19.30: “Os derradeiros serão primeiros, e os primeiros, derradeiros, porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos”. Ensina esse preceito que DEUS não faz diferença quanto ao tempo de trabalho, e sim quanto à disposição para ouvir o seu chamado e executar a tarefa no devido tempo.

 

  1. DEUS, O VINHATEIRO (MT 20.1)

 

"Porque o Reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha".

- A primeira coisa a chamar-nos a atenção na parábola é o "Reino dos céus " que para nós sempre é uma referência direta ao nosso porvir,ou seja, neste caso, nossa estada no Tribunal de CRISTO, logo após o arrebatamento da Igreja.

A segunda coisa a nos chamar a atenção é "um homem, pai de família" que imediatamente nos eleva ao Pai celestial, que tem uma grande família na Terra, composta de todos os salvos, salvos porque este DEUS se fez homem a fim de nos salvar. (Inclui-se aqui os Judeus antes e depois da grande tribulação)

A terceira coisa a nos chamar a atenção é "de madrugada" que quer dizer que este dono não é preguiçoso e nem despreocupado com sua propriedade, além disto saiu cedo para contratar trabalhadores para poder lhes pagar por todo o dia de trabalho.

A quarta coisa a nos chamar a atenção é "assalariar trabalhadores" que quer dizer que este proprietário não aceitava trabalhadores que trabalhassem de graça, porém a todos pagava justamente, desde que fossem trabalhadores e lhes pagava justamente.

A quarta coisa a nos chamar a atenção é "para a sua vinha" que quer dizer que a vinha não tinha nenhum outro dono, porém só um e um dono cuidadoso e um dono que não mandava ninguém para escolher seus trabalhadores, porém Ele mesmo os buscava e contratava, o que nos lembra do que JESUS disse: "Não fostes vós que me escolhestes, porém eu vos escolhi a vós..."

 

  1. Demonstração da graça e do senhorio do Vinhateiro.

 

O Vinhateiro tinha todo o direito e todo o poder para escolher os trabalhadores, combinar o salário deles e pagar a cada um como queria, desde que ninguém recebesse menos do que o combinado, pois este pai de família é justo.

DEUS nos escolheu, nos chamou, nos designou para trabalharmos em sua obra e nos dará a recompensa segundo sua graça e misericórdia, pois para nós trabalharmos para Ele é uma dádiva e uma grande honra, então não há merecimento, mas agradecimento; nós é que deveríamos pagar para trabalhar para Ele.

 

" E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha"

Acertado o valor, agora é trabalhar.

O judeus receberam suas promessas e deveriam trabalhar na divulgação do Messias (representam o filho mais velho da parábola dos dois filhos - deveriam ser os primeiros a serem pagos na parábola dos trabalhadores), porém não quiseram e ainda ficaram enciumados dos gentios receberem a graça (representam o filho mais novo da parábola dos dois filhos - foram os primeiros a serem pagos na parábola dos trabalhadores)

- A figura de Deus como o dono da vinha para os judeus e os povos que conviviam com eles era de longa data conhecido. Tanto o profeta Isaías como o profeta Jeremias já haviam revelado isto através de seus escritos.

Is 5.7 Pois a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercessem juízo, mas eis aqui derramamento de sangue; justiça, e eis aqui clamor.

Jr 2.21 Todavia eu mesmo te plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada, de vida estranha?

 

  1. Distribuição do trabalho na vinha (vv.3-6).

 

2 E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro (Um Denário) por dia, mandou-os para a sua vinha. 3 E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça. 4 E disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram. 5 Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo. 6 E, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos e perguntou-lhes: Por que estais ociosos todo o dia? 7 Disseram-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Diz-lhes ele: Ide vós também para a vinha e recebereis o que for justo. 8 E, aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos derradeiros até aos primeiros. 9 E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um;

 

Lições práticas sobre o crente como servo:

 

  1. a) O crente como filho de Deus, só há de um tipo: filho. Deus não tem afilhados, prediletos, favoritos. Já o crente como servo de Deus, há mais de um tipo, como acabamos de ver. Que tipo de servo somos nós? Que tipo de servo é você?
  2. b) Em Lucas 17.10 Jesus nos instruiu que após fazermos tudo o que nos for ordenado como servos, devemos considerar-nos como "servos inúteis" (diakonos, no original). Isto é, servos sem quaisquer méritos em si mesmos. Noutras palavras: Deus nunca será nosso devedor. Nós é que devemos tudo a Deus. O termo inútil aqui, corresponde a desprovido de mérito adquirido. Nós devemos tanto a Deus, que na execução do Seu trabalho, seja ele qual for, nunca iremos além do nosso dever; nunca atingiremos a área do mérito, da "honra ao mérito", pois para servirmos a Deus, é dEle mesmo que nos vem a graça, a capacidade, os dons e os recursos. Onde nossos méritos? Mesmo nós fazendo nosso melhor para Deus, estaremos sempre em falta com Ele.
  3. c) O crente não será julgado diante de Deus como filho (quanto à salvação), mas será julgado como servo (quanto a serviço, obras). O crente como filho deve julgar-se a si mesmo, através da Palavra (1 Co 11.31,32). Nesse julgamento teremos a prestação de contas do nosso tempo, da nossa liberdade cristã, da nossa responsabilidade, dos nossos talentos recebidos de Deus. Quase todo crente pensa que no dia do julgamento da Igreja haverá somente galardões por Jesus aos seus, mas não é bem isso que a Bíblia revela, se examinarmos o assunto com mais cuidado.
  4. d) Tu e eu fomos graciosamente resgatados da miserável servidão do pecado, por preço incalculável (o do sangue precioso de Jesus, 1 Pe 1.18,19). Somos para sempre devedores a Deus. Devemos, pois, antes de tudo render-nos voluntária e plenamente a Ele como nosso eterno Redentor. É na nossa plena submissão a Deus como Seus servos que desfrutamos da verdadeira liberdade espiritual (Ef 6.6).
  5. e) A nossa elevada posição de servos de Deus será eterna na glória celestial; enquanto aqui, cargos e posições como pastor, presidente da igreja, gerente, diretor, administrador, professor, dirigente, muda de vez em quando. No céu, conforme Apocalipse 22.3, não seremos conhecidos como, por exemplo, diáconos, presbíteros, evangelistas, pastores, escritores, cantores, bispos, etc., mas como "servos". "E nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão".

Lembremo-nos que em Lucas 12.37, na vinda do Senhor, o crente como servo é "doulos",isto é, o servo em relação ao seu Senhor.

Pr. Antonio Gilberto

 

 

A PARÁBOLA DOS TRABALHADORES NA VINHA

 

Dono e a Vinha

 

Hora do Pagamento

 

GRUPO

CARGA HORÁRIA

REMUNERAÇÃO

1-Trabalhadores

6:00 às 18:00h

12 horas

1 Denário (1 Dinheiro)

 

2-

Trabalhadores

9:00 às 18:00h

 

09 horas

1 Denário (1 Dinheiro)

 

3-

Trabalhadores

12:00 às 18:00h

 

06 horas

1 Denário (1 Dinheiro)

 

4-

Trabalhadores

15:00 às 18:00h

 

03 horas

1 Denário (1 Dinheiro)

 

5-

Trabalhadores

17:00 às 18:00h

 

01 hora

1 Denário (1 Dinheiro)

 

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: produza este quadro comparativo numa cartolina para que os alunos visualizem melhor os dados apresentados na parábola. Depois,pergunte-lhes se acham justo os trabalhadores receberem a mesma remuneração. Aguarde as respostas e então fale sobre a graça de DEUS. Esta é concedida de igual forma aos cobradores de impostos (Zaqueu), aos homicidas (Davi), aos perseguidores de cristãos (Paulo), aos ladrões (ladrão da cruz) e aos homens piedosos também (Cornélio).

 

  1. O vinhateiro preocupava-se com o resultado final do trabalho (v.16).

O trabalho deveria ser feito de boa vontade e com alegria de servir, pois não é o prêmio ou o salário que importa, mas o servir e ter a oportunidade de trabalhar, enquanto muitos estão ociosos.

A parábola deixa claro que a preocupação de JESUS era mostrar que a recompensa não era medida pela duração do trabalho, mas sim, pela diligência, fidelidade e qualidade do trabalho feito (1 Co 4.2; 2 Tm 2.2; Tt 2.10; Pv 28.20; Lc 16.10).

Cada um recebeu de acordo com a graça e misericórdia do dono, porém aqueles que receberam e não ficaram satisfeitos foram os primeiros a serem contratados pois receberam exatamente o que combinaram receber, porém ficaram com inveja dos que trabalharam menos e receberam o mesmo valor que eles.

Na justiça de DEUS não há lugar para aqueles que disputam posição e honra, todos devem se considerar iguais e misericordiosos uns para com os outros como  nos ensina nosso Pai e Senhor, o DEUS todo poderoso.

O que temos com a vida dos outros, afinal DEUS dá a cada um segundo sua vontade e a vontade de DEUS é perfeita.

 

  1. A VINHA (MT 20.1)

 

A Obra de DEUS na Terra é a vinha, ou seja, a Igreja de CRISTO e seu trabalho em ajuntar as uvas (crentes salvos) para a colheita de DEUS que está chegando (O arrebatamento).

 

  1. A figura da vinha.

 

No Antigo Testamento, Israel é apresentado como o povo eleito de DEUS, sendo comparado à “vinha” (Is 5.7; Jr 12.10), à oliveira” (Rm 11.17) e à figueira (Lc 21.29).

O Novo Testamento usa a figura da vinha para ilustrar a Igreja de CRISTO (Jo 15.1-8). Nesta nova dispensação, a Igreja é a nova vinha de DEUS na terra.

 

  Vinha, figura da Igreja de CRISTO, na Terra.

 

  1. O trabalho na vinha (Mt 20.1).

 

Não há tempo a perder, as uvas precisam ser colhidas o mais rápido possível, pois aí vem a tempestade da Grande Tribulação, é chegada a última hora, é urgente que os trabalhadores da última hora sejam dispostos e corajosos para aceitem o desafio da colheita, mesmo que já seja a última hora e resta apenas um poucochinho de tempo para o fim do dia, quando a noite se aproxima e não haverá mais tempo para a colheita de DEUS.

 

III. OS TRABALHADORES DA VINHA

 

Todos nós peguemos a luva e colhamos as uvas que estão maduras para a ceifa, deixemos o embaraço das que não estão prontas para a grande colheita, pois o tempo não nos permite pararmos para discutirmos religião, mas só temos agora tempo para colher com o evangelho pregado em nome de JESUS CRISTO e com CRISTO como centro. As dificuldades devem ser vencidas, as mãos calejadas doerão, os pés estarão doendo, mas não há tempo para parar, aí vem o ocaso, o fim do dia se aproxima, corramos com fé a carreira que nos está proposta.

 

O Apóstolo Paulo exortou a Timóteo: “Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir. Esta palavra é fiel e digna de toda a aceitação. Porque para isto trabalhamos e lutamos, pois esperamos no DEUS vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis” (1 Tm 4.8-10). Esta escritura indica que os servos de DEUS devem empenhar-se sempre para executar, com zelo, a tarefa que dEle receberam, evidenciando, assim, que realmente o amam.

 

1 . A ociosidade, uma ameaça para a vinha de DEUS.

 

A ociosidade, no contexto desta parábola, deve ser vista sob dois aspectos. O primeiro envolve os que se achavam ociosos por não haverem sido, ainda, contratados. Eles tinham experiência, porque, tão logo foram convocados pelo pai de família, apresentaram-se ao trabalho. O segundo poderia representar comodismo, preguiça, desqualificação e desinteresse. Infelizmente, a tecnologia tem tomado o lugar das pessoas até mesmo no seio da igreja, destruindo a alegria de se fazer a obra de DEUS.

 

"E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça".

Na certa faltou vinha para eles, pois não queriam trabalhar para algum patrão que não lhes pagaria justamente (O Diabo só quer roubar, matar e destruir - Ele tem sua vinha - seus seguidores do Inferno).

veja que estes que estavam ociosos estavam à espera de ouvirem o chamado do Pai de Família, ainda não tinham sido chamados ou ainda não tinham se disposto a trabalhar, mas ao ouvirem a vos do pai de Família o seguiram alegres sem nem se preocuparem com quanto receberiam, mas com o trabalho que arrumaram.

Estes são os gentios que não se sentiam chamados por DEUS, não tinham qualquer conhecimento de DEUS, estavam ociosos, mas ouviram a voz de DEUS os chamando, ouviram o evangelho e se prontificaram a seguir a DEUS e trabalharem de toda a boa vontade sem se importarem com o pagamento, mas desejosos de servirem bem, sabendo que DEUS é galardoador daqueles que o buscam e principalmente sabendo que nada merecem.

 

  1. É tempo de trabalhar.

 

A casa ainda estava vazia para a grande festa, os convidados não eram dignos, chamados outros, aceitaram ao convite.

Sempre que o pai de Família buscou por trabalhadores, os encontrou, assim não desfaleçamos, ainda há milhões de trabalhadores para se chegarem para a seara do mestre, busquemos-lhes onde quer que se encontrem, o campo é o mundo.

 A hora é chegada quando ainda não é noite, tornemos a nos despertar para a tão grande tarefa a que fomos chamados, mãos à obra, aí vem o teu salvador, ó Igreja!!!!!!!!!!!!!

 

Durante todo o dia, o pai de família buscou obreiros para cuidar de sua vinha. Na 1ª, 3ª, 6ª e 9ª hora, o vinhateiro encontrou obreiros que iam, apesar do mormaço do dia, cumprindo suas obrigações de acordo com o combinado. Entretanto, foi somente no crepúsculo do dia, antes que o sol se pusesse no horizonte, que o dono da vinha pôde completar o número de trabalhadores de que precisava.

Na história da Igreja Cristã, entramos na undécima hora. É o crepúsculo do último trabalho da Igreja na terra, quando se fará a grande colheita para o Reino de DEUS! Todos os que trabalharam na vinha do Senhor, da primeira à nona hora, tornaram possível este momento. Não podemos, portanto, correr o risco de lamentar o tempo perdido e confessar como Israel: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos” (Jr 8.20). O apóstolo João previa esse tempo, quando nos exortou: “Filhinhos, é já a última hora” (1 Jo 2.18).

 

  1. A UNDÉCIMA HORA (MT 20.6)

 

Na justiça de DEUS o desejo em servir e a verdadeira motivação no serviço tem maior valor do que o tempo de serviço ou o serviço feito somente no passado. O DEUS que nós servimos é o DEUS de agora, de já, o que você fez já passou, DEUS está interessado no que você está fazendo hoje, por isso um novo-convertido pode receber o mesmo que você que já tem dezenas de anos na obra e está cansado e sem ânimo. Desperta tu que dormes.

A justiça divina não é baseada em critérios humanos; os que trabalharam na undécima hora são tratados com igualdade em relação aos que começaram nas primeiras horas do dia.

 

  1. O tempo de trabalho não é relevante no Reino de DEUS (Mt 20.8-12).

No mundo tempo de serviço é aumento de salário merecido, no reino de DEUS produtividade é é merecimento de salário.

O salário é a vida eterna aos que fielmente e incansavelmente persistem em colher até mesmo na última hora.

 

Há uma verdade imprescindível nesta parábola: cada trabalhador receberá aquilo a que fizer jus. A obra feita não é medida pelo tempo. Quer tenhamos trabalhado no primeiro turno, quer no undécimo, teremos o mesmo salário. Pois este não tem como critério a quantidade, mas a qualidade. É o próprio Senhor quem o diz: “os derradeiros serão primeiros, e os primeiros, derradeiros” (Mt 20.16).

O pagamento teria que ser feito dos últimos para os primeiros para que houvesse aprendizado, caso se começasse a pagar os que mais trabalharam em primeiro lugar, iriam embora e não veriam o que receberam os últimos a iniciarem o trabalho.

O pagamento de DEUS é baseado no amor e na misericórdia, medindo a disposição e a alegria em servir e não propriamente a quantidade de trabalho executado. Baseado na graça e não na lei.

Quem se julga merecedor de um pagamento maior, na verdade não deveria nem receber, pois não entendeu ainda a reino de DEUS, mas somente o reino humano.

 

  1. A idéia básica do ensino de CRISTO.

 

No Reino de DEUS, não há discriminação, nem favoritismo. Os trabalhadores da undécima hora são tão importantes quanto os da primeira. Pois o mérito do serviço, aos olhos de DEUS, não depende da quantidade; depende do espírito com que é feito o trabalho.

O pagamento é com certeza entregue ou distribuído por CRISTO, no Tribunal de CRISTO.

Mt 19.29 E todo o que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.

1Co 3.8 Ora, uma só coisa é o que planta e o que rega; e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho.

1Co 3.14 Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão.

1Co 4.5 Portanto nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor.

Ef 6.8 Sabendo que cada um, seja escravo, seja livre, receberá do Senhor todo bem que fizer.

A salvação é o prêmio maior e não existe salvação maior para um do que para o outro.

 

CONCLUSÃO

 

Não se trabalha na vinha de DEUS visando recompensas ou vantagens. A recompensa não é maior nem menor, porque é direito de todos. Pequenos e grandes, pobres e ricos, todos são tratados de igual modo na vinha do Senhor.

O maior ensino da parábola consiste em nos orientar quanto aos mercenários, ou seja, quanto aos que trabalham pelo prêmio e principalmente pelos que trabalham pelo prêmio material na obra de DEUS.

Os primeiros trabalhadores trabalharam pelo prêmio (salário) combinado antes; já os seguintes trabalharam esperando receber a graça e a misericórdia do dono da vinha, estavam ociosos na praça, não ganhariam mais nada naquele dia, havia passado a hora e não haviam sido contratados, porém um dono de vinha os contratou mesmo assim, agora o que recebessem era lucro; nunca esperavam receber tanto!!!!!!

Lc 638 Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.

 

Jo 6.13 Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.

DEUS SEMPRE DÁ COM SOBRA!!!!

 

Não se trabalha na vinha de DEUS visando recompensas ou vantagens. A recompensa não é maior nem menor, porque é direito de todos. Pequenos e grandes, pobres e ricos, todos são tratados de igual modo na vinha do Senhor.

 

[...] A hora terceira, sexta, nona e undécima são nove da manhã, meio-dia, três da tarde e cinco da tarde, respectivamente. Os homens estão inativos não porque sejam preguiçosos, mas porque não lhes foi oferecido trabalho (Mt 22.7). A ordem inversa de pagamento, na qual os últimos trabalhadores são os primeiros a serem pagos, não só enfatiza a idéia último-primeiro, mas também expõe a cobiça dos primeiros trabalhadores. Quando aqueles que trabalharam ao longo do calor do dia vêm o senhor dando aos trabalhadores que trabalharam só por uma hora o salário de um dia inteiro, eles esperam que ele lhes dê recompensa muito maior, talvez tanto quanto doze denários! O murmúrio que fazem ao receber um salário justo revela a cobiça dos corações. O olho mau (v.15) é figura apta para aludir a cobiça e o ciúme (Mt 6.23).

O pai de família está sendo generoso com os últimos trabalhadores que, junto com suas famílias, sofreriam sem o básico para a sobrevivência. Estes são os proscritos, aqueles que vivem na periferia da respeitabilidade, os “publicanos e pecadores” amparados por JESUS (Mt 11.19).” (ARRINGTON, F.L.; STRONSTAD, R. (eds.). Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. RJ:CPAD, 2003, p. 113.)Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 22, pág. 41

 

 

 

 

 

 

 

          Lição 11 - REALIZANDO A VONTADE DO PAI

 

 

TEXTO ÁUREO: “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte” (2 Co 7.10).

7.10 TRISTEZA SEGUNDO DEUS... TRISTEZA DO MUNDO. Aqui, Paulo identifica dois tipos de tristezas.

(1) Há a tristeza autêntica, causada pelo pecado, que leva ao arrependimento. Consiste numa mudança de atitude, que nos leva a voltar-nos contra o pecado, e para Deus. Esse tipo de arrependimento leva à salvação. Para Paulo, o arrependimento do pecado e a fé em Cristo são responsabilidades humanas quanto à salvação (ver Mt 3.2).

(2) Em contraste, os que não se arrependem, se entristecem repetidamente devido às conseqüências do seu pecado; tal tristeza conduz à morte e à condenação eternas (Mt 13.42,50; 25.30; Rm 6.23).

 

VERDADE PRÁTICA: A graça de Deus não discrimina ninguém; até o mais vil pecador pode ser salvo.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: MATEUS 21.23-32

23 E, chegando ao templo, acercaram-se dele, estando já ensinando, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, dizendo: Com que autoridade fazes isso? E quem te deu tal autoridade?

24 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Eu também vos perguntarei uma coisa; se ma disserdes, também eu vos direi com que autoridade faço isso.

25 O batismo de João donde era? Do céu ou dos homens? E pensavam entre si, dizendo: Se dissermos: do céu, ele nos dirá: Então, por que não o crestes?

26 E, se dissermos: dos homens, tememos o povo, porque todos consideram João como profeta.

27 E, respondendo a Jesus, disseram: Não sabemos. Ele disse-lhes: Nem eu vos digo com que autoridade faço isso.

A parábola dos dois filhos

28 Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.

29 Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas, depois, arrependendo-se, foi.

30 E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi.

31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: sEm verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus.

32 Porque João veio a vós no caminho de justiça, te não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isso, nem depois vos arrependestes para o crer.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Tt 2.11 Graça salvífica para todos

 

Terça – Lc 3.7-9 A autoridade espiritual de João Batista

 

Quarta – Jo 3.27-30 A humildade de João Batista

 

Quinta – Mt 21.28,29 Um filho arrependido

 

Sexta – Mt 21.30 Um filho enganador

Sábado – Sl 37.37 Deus se agrada da sinceridade

 

OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

1- Narrar os fatos que antecederam à parábola.

2- Expor o propósito central do ensino de Cristo nesta narrativa.

3- Explicar a aplicação prática da parábola nos versículos

 

PONTO DE CONTATO: A Parábola dos dois filhos contrasta duas classes de pessoas: a primeira, refere-se aos publicanos, às meretrizes, aos gentios em geral, representados pelo primeiro filho. A segunda, às autoridades religiosas judaicas, representadas pelo segundo filho. A narrativa diz que todos foram convidados para trabalhar na vinha de Deus.

A primeira classe facilmente desobedeceu às ordens de divinas, mas, depois, caiu em si, arrependida. A segunda, obedeceu apenas aparentemente, mas na prática, no íntimo, transgrediu.

O Senhor da vinha também nos convida: “Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha?” O que responderemos?

Deus não nos chamou à preguiça ou à indolência, mas a uma vida de perseverante trabalho. Respondamos, pois, “sim” ao Senhor! E lancemo-nos, prontamente, à sua obra.

 

SÍNTESE TEXTUAL: Nesta significativa história, o filho desobediente representa os falsos líderes religiosos que obedecem apenas de lábios, enquanto o filho obediente, aquele que a princípio não acatara a ordem do pai, é figura dos pecadores arrependidos.

Esta parábola assevera-nos que Deus requer obediência de fato e não meramente “boas intenções”. Elas podem ser louváveis, no entanto, o Senhor requer o serviço real de seus servos.

O principal propósito desta parábola é censurar a hipocrisia religiosa dos fariseus. Por isso, a mensagem de Jesus foi contundente: Os pecadores, por piores que sejam, adentram no Reino de Deus à medida que se arrependem. Ao passo que, os falsos religiosos, por não obedecerem e nunca sentirem a necessidade de arrependimento, ficam de fora.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Utilize o quadro abaixo para explicar a parábola em estudo. Analise junto com os alunos as semelhanças e diferenças entre os dois filhos do vinhateiro. Enfatize a importância da obediência e do arrependimento.

 

 

Dono Da Vinha

Convida Para Trabalhar

Convite para segundo Filho

- Disse Sim

Segundo Filho porém

não foi Trabalhar

 

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

 

A vontade de DEUS é perfeita, porém existe a vontade permissiva de DEUS.

DEUS permite que recusemos trabalhar em sua obra, mas espera que nos arrependamos e nos entreguemos à sua vontade perfeita que é nossa salvação e nosso serviço em sua obra, como representantes de DEUS na Terra, como seus filhos legítimos, através de JESUS CRISTO, que por nós morreu na Cruz.

Por causa da inveja dos líderes religiosos que já não agüentavam mais verem seu súditos seguirem outro que ensinava a Palavra de DEUS com autoridade e poder, JESUS agora é confrontado em Jerusalém pouco antes de morrer por nós na cruz. Agora era chegada a hora do filho de DEUS enfrentar os falso religiosos e suas doutrinas puramente humanas.

O povo em geral era tratado como escória e por mais que fizessem para agradar a DEUS, nunca era o bastante para os pretensos representantes de DEUS, os Sacerdotes, Escribas, Fariseus, Saduceus e os Herodianos; cada qual reivindicava para si e seu grupo a preeminência junto ao povo, mas para se livrarem do "intruso" JESUS, se uniram em um só grupo de aves de rapina.

O grupo mais odiado e mais criticado entre o povo se constituía de publicanos (cobradores de impostos para os romanos) e de meretrizes (prostitutas).

 

  1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS DA PARÁBOLA (MT 21.23-27)

 

Mt 21.23 E, chegando ao templo, acercaram-se dele, estando já ensinando, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, dizendo: Com que autoridade fazes isso? E quem te deu tal autoridade? 24 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Eu também vos perguntarei uma coisa; se ma disserdes, também eu vos direi com que autoridade faço isso. 25 O batismo de João donde era? Do céu ou dos homens? E pensavam entre si, dizendo: Se dissermos: do céu, ele nos dirá: Então, por que não o crestes?

26 E, se dissermos: dos homens, tememos o povo, porque todos consideram João como profeta. 27 E, respondendo a Jesus, disseram: Não sabemos. Ele disse-lhes: Nem eu vos digo com que autoridade faço isso.

 

A pergunta dos príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo foi: Com que autoridade fazes isso? E quem te deu tal autoridade?

Os sacerdotes sabiam que a autoridade deles provinha de sua linhagem sacerdotal, descendência de Levi, portanto, incontestável para JESUS ou outro qualquer. Eles tinham a "autoridade de DEUS" para representarem o judaísmo. JESUS não era descendente de Levi, portanto não poderia ensinar como um sacerdote.

 

Como de costume lhes respondeu JESUS com outra pergunta: O batismo de João donde era? Do céu ou dos homens?

Como o batismo de João era reconhecido por todo o povo como sendo vindo diretamente de DEUS e o próprio JESUS dele participou, a pergunta tinha resposta certa, porém os sacerdotes já sabiam o que JESUS lhes diria se os mesmos respondessem que era de DEUS: JESUS lhes diria: Então, por que não o crestes? Se acaso respondessem que não era de DEUS o batismo de João, então o povo se revoltaria contra eles, pois haviam ali muitos que foram transformados em seu caráter e e em sua religião após se arrependerem de seus pecados durante o batismo efetuado por João. Então responderam: Não sabemos.

JESUS, agora podia dizer-lhes que Ele sabia mais do que eles, pois se batizou no batismo de João e acreditava neste batismo como vindo de DEUS, mas para complementar seu ensino propôs-lhes ainda uma parábola que mais chegou a eles como uma chicotada:

 

  1. AS LIÇÕES DERIVADAS DOS DOIS FILHOS (V.28)

A parábola dos dois filhos

 

Mt 21.28 Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. 29 Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas, depois, arrependendo-se, foi. 30 E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. 31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus. 32 Porque João veio a vós no caminho de justiça, te não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isso, nem depois vos arrependestes para o crer.

  1. O que representam os filhos (v.28).

Os filhos representavam respectivamente os pecadores comuns dentre o povo em geral e os pecadores religiosos e líderes do povo (tanto líderes políticos como religiosos e até anciãos) que se escondiam por detrás de suas capas de santidade, porém eram como sepulcros caiados.

Os pecadores entre o povo eram os que em resumo, não observavam a Lei para fazerem as purificações, ritos, separações e sacrifícios.

Os pecadores religiosos eram os "representantes de DEUS" na terra, ou seja as autoridades de Israel.

  1. Filhos do mesmo pai (v.28).

O pedido ou a ordem não foi seguida de repreensão ou de obrigação, porém cada filho teve a oportunidade de corresponder ao pai de acordo com sua própria vontade; é o livre-arbítrio concedido pelo pai aos filhos.

 

Deus espera que todo crente, por amor, gratidão, chamada, privilégio e oportunidade, e não apenas o dever, sirva-O com alegria, dedicação, zelo e resignação.

 

DEUS não colocou robôs na terra para lhe obedecerem forçadamente, mas colocou seres pensantes e deseja que estes seres, os homens, o sirvam de livre e espontânea vontade e com desejo de agradar-lhe em tudo.

  1. O pai: figura de Deus.

O pai é a figura principal da parábola. O pai é quem chama, quem dá oportunidade de trabalho, quem vai até ao filho, quem quer recompensar o filho.

“Filhos”, aqui, não deve ser visto apenas como um mero termo de tratamento, mas uma expressão da nossa filiação, santificação e justificação.

Temos uma posição no reino dos céus ao aceitarmos a CRISTO como Senhor e Salvador, posição espiritual em Cristo Jesus (Jo 1.12; Rm 8.14; Gl 4.5).

 

III. A CONDUTA DIFERENCIADA DOS FILHOS (VV.29,30)

 

Mt 21.28 Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. 29 Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas, depois, arrependendo-se, foi. 30 E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. 31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus. 32 Porque João veio a vós no caminho de justiça, te não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isso, nem depois vos arrependestes para o crer.

Os dois filhos receberam do pai a mesma ordem ou pedido:

 “Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha”(vv.28,30),

Veremos agora qual a resposta de cada um e qual a reação de cada um diante do chamado do pai:

Sabemos que todos os dois deram resposta ao chamado do pai no mesmo instante em que foram chamados, não pensaram antes de responder, não analisaram o trabalho antes de responder; o primeiro que foi chamado disse logo, Não quero; o segundo, porém respondeu imediatamente, Eu vou, senhor.

 

  1. O espírito de rebeldia.

 

O PRIMEIRO "FILHO":  mostrou-se desobediente, grosseiro e indelicado; não procurou analisar o pedido do pai e a primeira resposta que lhe veio à boca, respondeu:

“Não quero” - Não era seu desejo no momento, pois não sabia direito o que representava trabalhar na vinha de seu pai.

Pv 25.11 Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.

 

Ele respondeu: “Não quero”, mas não justificou; não esclareceu nada. E o pai tinha urgência: “Hoje” (v.28). A vinha era da família (“minha vinha”); portanto, era dos próprios filhos. O primeiro filho, inicialmente, desobedeceu, mas depois se arrependeu e foi para o trabalho.

 

O SEGUNDO "FILHO":  mostrou-se obediente, amoroso e delicado;  procurou agradar o pai e a primeira resposta que lhe veio à boca, respondeu:

"Eu vou, senhor" - Era seu desejo no momento, sabia o que representava trabalhar na vinha de seu pai, porém não foi trabalhar, era um preguiçoso.

Pr 21.25 O desejo do preguiçoso o mata; porque as suas mãos recusam-se a trabalhar.

 

Ambos eram dominados por sentimentos de rebeldia. O pecado de rebeldia e insubmissão é igualado aos de feitiçaria, iniqüidade e idolatria (1 Sm 15.22,23).

 

  1. Diferenças entre os dois filhos (vv.28,29).

 

  1. a) O PRIMEIRO "FILHO": Nele vemos a importância da reflexão. Ele pensou no que fez de errado e arrependeu-se ainda em tempo. Muitos se arrependem tarde demais como Judas e o homem citado em Lc 16.23-30.

 

Um nome igualmente apropriado para esta parábola dos Dois Filhos séria "A Parábola do Arrependimento", porque é nela que temos o ensino e registro mais claro do ponto de vista de Cristo sobre este assunto tão importante.

 

   I.O Arrependimento é a primeira e uma das mais importante verdades do Novo Testamento:

 

  1. Foi o teor da mensagem de João Batista: Mc 1:4;
  2. Foi mencionado na primeira mensagem de Cristo; Mc 1,14-15;
  3. Jesus enviou seus discípulos a pregar e o que eles pregaram? Mc 6,12;
  4. Examinando o livro de Atos, a primeira pregação da Igreja de Cristo, Pedro pede aos ouvintes que se arrependessem; Atos 2,38;
  5. Paulo, outro grande pregador da igreja primitiva, ressalta aos Atenienses idólatras: Atos 17,30;
  6. O arrependimento era básico na mensagem primitiva;

 

*** O arrependimento é o ponto de partida pelo qual todos que entram no reino dos céus precisam chegar a entendê-lo:

 

  1. Jesus deixa claro que todos os fariseus, sacerdotes e anciãos precisavam se arrepender da mesma forma que os publicanos e as meretrizes;
  2. Essa é uma verdade fundamental e vital. Não é um desses pontos que podem haver variações de pensamentos;
  3. Paulo pregava que não havia nenhum justo capaz de fugir dessa realidade; Rm 3,10-19;
  4. Professar uma religião ou ter sido criado num ambiente religioso não faz diferença;
  5. O fato do filho mais novo ter dito sim ao pai não faz diferença. Ele não obedeceu;
  6. Podemos dizer com segurança que o templo da salvação começa no arrependimento;

 

 Jesus enfatiza que o que condena os homens é o fato de não se arrependerem:

  1. Mateus 21,32; Foi o caso dos fariseus mencionados nesta parábola;
  2. Ai de ti Cafarnaum... Luc. 10:13;

 

IIIA falta de entendimento sobre a importância do arrependimento é a causa de muitos problemas encontrados dentro do cristianismo nominal:

  1. A fraqueza das igrejas;
  2. A Falta de um testemunho forte e corajoso;
  3. A confusão das massas que mal sabem o que é ser cristão, ou que é uma igreja;
  4. Elas não entendem que para ser cristão é preciso haver uma transformação interna, operado pelo Espírito Santo, a qual, transforma-o interna e externamente;

 

*** O Arrependimento em algum ensinos ilustres do Senhor Jesus:

  1. Na parábola do filho pródigo encontramos o momento em que ele se arrependeu, e nada é mais comovente do que a palavras que Jesus usou para descrevê-la: "E tornando em si..."
  2. Na parábola do fariseu e do publicano. Toda a oração do publicano é um ato notável de um homem arrependido de seus pecados e que precisa de ajuda;
  3. As pessoas perdoadas por Cristo eram pessoas sofredoras

 

 O que é o arrependimento - forma simplificada:

  1. Primeiro: Admitiu o seu erro: a si mesmo; a quem de direito; a Deus; ao mundo;

Êx. O filho pródigo: "Caindo em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão e eu aqui pereço de fome?" Lc 15:17 ou em outras palavras: "Que bobagem é essa que eu fiz em recusar de viver com meu Pai e achar que este mundo era melhor que minha casa?

  1. Segundo: Sentiu vergonha do que fez, achando-se indigno de receber o perdão;

"Pai, pequei contra o céu, e perante ti, e já não sou digno de ser chamado seu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros..." Lc 15:18-19;

  1. Terceiro: Provou e confirmou seu arrependimento, fazendo aquilo que de princípio havia se recusado a fazer; "E levantando-se foi para seu pai" Lc 15:20;

Estes três passos pode ser visto na vida do primeiro filho. Ele ficou com o coração constrangido em não obedecer a seu pai, admitiu o erro a si próprio, e foi para o trabalho humilhado;

 

O terceiro Passo é o mais difícil

  1. É nesse ponto que muitos chegam e desistem. Assumem o erro, envergonham-se mas tem medo de assumir publicamente que "realmente mudou" com suas atitudes;
  2. O Jovem Rico é um bom exemplo de como ele foi bem até este ponto;

 

 A quem é concedido o arrependimento?

  1. Na parábola não fala de “religiosos’ ou “santos”;
  2. A parábola usa os termos "publicanos" e "meretrizes";
  3. Os publicanos eram a pior espécie de homens entre os judeus:

Tidos como ladrões por defraudarem o povo;

Tidos como carrascos por ordenar a prisão dos que não conseguiam pagar os impostos;

Tidos como traidores da pátria. Cobravam impostos a César e não a um rei judeu;

Tidos como os mais indignos de entrarem no reino dos céus;

  1. As meretrizes eram a pior espécie entre as mulheres;

A Lei mandava apedrejá-las;

Sinônimo de imoralidade eram tidas como "um nojo" para a sociedade;

Até hoje ser identificada como meretriz é por si uma ofensa à família;

  1. Porque Jesus usou dois exemplos tão vis:

Primeiro: Mostrar que para Deus a condição do homem está nivelada em "pecadores"; Romanos 3:23;

Segundo: Que a morte de Cristo é suficiente para tirar os mais vis pecados; 1 Co 6:20;

Terceiro: Que meretrizes e publicanos são capazes de chegar ao arrependimento quando muitos religiosos não o são; João 1:1; e Mat. 21:32;

 

 Mas temos ainda um último ensinamento nesta parábola: Está na palavra "depois"

  1. Ela expressa ao mesmo tempo a misericórdia e o amor de Deus;
  2. Que seria desse primeiro filho sem esta palavra. No começo negou-se a ir, mas "depois", mas depois ele foi;
  3. Que seria de Paulo se não houvesse essa palavra após aquele dia que ele segurou as vestes dos assassinos de Estevão; Após ele perseguir a Igreja de Cristo; Graças a Deus temos essa palavra;
  4. Quantos já recusaram servir a Deus como a Bíblia ensina e estão tendo a oportunidade de ter em sua vida, neste dia, a palavra "depois";
  5. Você pode um dia dizer: "Por muitos anos eu recusei aceitar o evangelho e entregar minha vida a Jesus. Mas "depois", num dia 12 de Dezembro, ouvi a Palavra da Salvação e me entreguei a meu Mestre e Senhor Jesus Cristo;

 

  1. b) O SEGUNDO "FILHO": Este respondeu afirmativamente ao pai, porém não foi trabalhar na vinha. Outrossim, pode indicar preguiça, um mal que continua a se instalar nos filhos e filhas da atualidade, prejudicando os lares por toda parte. Se dependesse dele, a vinha do pai logo mais seria um campo de urtigas (Pv 24.30-34). A urtiga causa coceira, queimadura e inquietação. “Urtiga” na igreja, vem da ociosidade; de crente desocupado. Disse uma coisa e fez outra (v.30). “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21). Era hipócrita; de duas caras; de duas palavras. “Eu vou, senhor; e não foi”. Um cristão nessa situação perde a identidade bíblica, ou seja, perde a visão de salvação em JESUS CRISTO.

Quantos, antes de serem batizados no ESPÍRITO SANTO, prometeram evangelizar, visitar enfermos e fazer tantas outras coisas; agora estão ociosos, estão a assistir cultos, não cultuam a DEUS e nem fazem sua obra, são os preguiçosos que vêem a vinha, porém não entram nela; vão acabar ficando de fora da fazenda.

 

  1. A APLICAÇÃO DA PARÁBOLA (VV.31,32)

 

  1. “Qual dos dois fez a vontade do pai?” (v.31). Eram filhos de um mesmo pai. A filiação era uma só, mas tinham características diferentes. "Filhos' aqui é criatura de "DEUS". A nossa filiação proveniente de Deus é outorgada a nós quando aceitamos a JESUS CRISTO como Senhor e Salvador e vem de cima; o caráter é formado em nosso interior pelo ESPÍRITO SANTO e manifesta-se em nosso exterior.

Balaão queria “morrer a morte do justo”, mas não queria viver a vida do justo, e deu-se mal (Nm 23.10; 31.15,16; Ap 2.14).

  1. As pessoas representadas pelos dois filhos (v.32). Os que desconhecem a Deus e vivem na ignorância, alienados dEle são os publicanos e meretrizes, disse Jesus (v.32); estão representados no primeiro filho.

Há os que afirmam que conhecem a Deus, no entanto, o negam com seu viver (Tt 1.16). Assim eram os sacerdotes e outros líderes religiosos do povo (v.23), representados no segundo filho.

 

CONCLUSÃO

 

Nesta lição a importância maior é a obediência e reconhecimento da vontade perfeita de DEUS em nossa vida que só vem do arrependimento de nossos pecados e total entrega a DEUS. Se isso é de alto valor na vida secular, o é muito mais na esfera espiritual. Há cristãos que honram a Deus com seus lábios, mas seus corações estão longe dEle, como afirmou Jesus (Mt 15.8,9). Ler também 1 Jo 3.18. Outra verdade decorrente da lição é que nossas intenções para com Deus serão reveladas principalmente por meio de nosso comportamento.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico

 

“Jesus continua contra-atacando os inimigos com três parábolas que tratam da rejeição dos líderes de Israel. Mateus introduz estas parábolas com a expressão: ‘Mas que vos parece?’ (Mt 17.25; 18.12). De acordo com os profetas, a vinha nas duas primeiras parábolas representa Israel (Sl 80.8-19; Jr 2.21). Na Parábola dos Dois Filhos, o primeiro filho representa os pecadores arrependidos que agora servem ao Pai, ao passo que o segundo filho retrata os líderes que honram a Deus com os lábios mas cujo coração está longe (Is 29.13). Anteriormente Jesus já tinha se associado com os publicanos e pecadores, e os inimigos lançaram-lhe isso em rosto (Mt 9.9-13). Agora, ele menciona os pecadores para reprovar os principais sacerdotes e anciãos. A chamada de João Batista ao arrependimento teve profundo impacto nos pecadores arrependidos que viviam na periferia da respeitabilidade (Lc 3.10-14; 7.29,30).

O uso do título respeitoso ‘senhor’ (kyrie, Mt 21.30) é típico de Mateus e provavelmente tem significado duplo para ele e sua audiência. Nos lábios do filho hipócrita, faz o leitor lembrar das palavras ditas anteriormente por Jesus (Mt 7.21). [...] ‘Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus’ (Mt 21.31). Jesus deixa aberta a possibilidade de que a elite ‘respeitável’ venha a seguir os publicanos e pecadores no Reino de Deus, mas considerando o caráter apocalíptico da parábola, soa friamente como palavras de julgamento final.” (ARRINGTON, F.L.; STRONSTAD, R. (eds.). Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. RJ:CPAD, 2003, p. 120.).Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 22, pág. 41.

 

 

 

 

 

 

   Lição 12 - Parábolas - VIGIAI, POIS NÃO SABEIS QUANDO

                VIRÁ O SENHOR - Parábola das Dez Virgens

 

TEXTO ÁUREO: “Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir” (Mt 25.13).

 

VERDADE PRÁTICA: Todo cristão precisa estar alerta para a vinda repentina e inesperada de CRISTO, a fim de não ficar envergonhado naquele grande dia.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: MATEUS 25.1-13

1 ENTÃO o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.

2 E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.

3 As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.

4 Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.

5 E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram.

6 Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.

7 Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.

8 E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.

9 Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.

10 E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

11 E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos.

12 E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço.

13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.

 

Comentários versículo por versículo:

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: MATEUS 25.1-13

1 ENTÃO o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.

Reino dos Céus = Reino espiritual, superior, eterno, não visto pelos homens naturais, somente pelos espirituais e perdido pelos carnais.

Semelhante = Não é igual, é semelhante, ou seja, parece-se. Representa.

Dez = Alguns acreditam ser um número que indica perfeição ou totalidade, porém é apenas um número redondo ou par para ser dividido em dois grupos significativos.

Se fosse um número especial os dez mandamento não seriam reduzidos a dois mandamentos por JESUS: “Amar a DEUS sobre todas as coisas e Amar ao próximo com a ti mesmo”. O número de todos os salvos, que formam o corpo de CRISTO na Terra, A Igreja.

Virgens = Não significa virgindade física, mas sim pureza, santidade, salvação, comunhão com DEUS, separação para DEUS, Salvos em CRISTO que receberam o ESPÍRITO SANTO, a Igreja.

Tomando = Se preparando, aceitando a JESUS ao ouvir o evangelho.

Lâmpadas = Lamparinas feitas de barro ou argila, com orifício para se colocar azeite e lugar para se colocar pedaço de linho fino retorcido para queimar. Representa Nosso corpo físico, Templo para receber o SANTO ESPÍRITO. O fio de linho representa nosso espírito e o azeite o ESPÍRITO SANTO, sendo o fogo a representação de JESUS que acende ou religa-nos a DEUS através do Novo Nascimento, ocorrido no momento de nossa conversão e posterior enchimento total no batismo com o ESPÍRITO SANTO.

Saíram = As virgens que representam a Igreja estão prontas para irem ao encontro do noivo assim como a Igreja está pronta para se encontrar com o noivo JESUS CRISTO nos ares no momento do arrebatamento da Igreja, este desejo de sair ao encontro do noivo deve estar sempre no mais íntimo de nosso ser.

Ao Encontro = O momento tão esperado é chegado, todo o trabalho e paciência agora será recompensado, é o encontro mais desejado depois de tanta espera, assim também a Igreja ama e deseja se encontrar com seu salvador JESUS CRISTO, Neste dia terá valido a pena tanto sofrimento, tanto esforço, tanta expectativa, nos encontremos com o desejado, o amado, o nosso redentor, este é o nosso maior anelo, nosso maior desejo.

 

  2 E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.

Cinco =  A metade, 50%, representa uma quantidade em meio ao total, JESUS não está querendo dizer aqui que só a metade da denominada “Igreja” será arrebatada.

 Eram prudentes =

PRUDÊNCIA: Virtude que leva o Homem a prever e a evitar os erros e os perigos;

cautela; moderação; precaução; circunspecção; tino.

Como vemos a prudência prevê o futuro e se prepara para enfrentá-lo com o devido equipamento necessário.

Assim o crente que estuda a Palavra de DEUS sabe que o Senhor virá e isso é imprescindível para que o mesmo esteja pronto e trabalhando, para que seu Senhor ao chegar o ache fazendo assim, ocupado na obra de DEUS. Somente aqueles que têem em si o temor de DEUS acham a sabedoria para se prevenirem para a hora da volta do noivo (Pv.1:2,4,7).

A comunhão com o ESPÍRITO SANTO nos trás conhecimento do futuro, pois O Mesmo é nosso professor e nos revela as palavras de JESUS a respeito do futuro, nosso arrebatamento e posterior reinado com CRISTO e morada eterna com DEUS; assim é prudente que se mantém em comunhão com DEUS através do ESPÍRITO SANTO, ou seja, mantém a lâmpada cheia de azeite (símbolo do ESPÍRITO SANTO)

Devemos amar a vinda de nosso salvador:

2Tm 4.8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

 E cinco loucas = Loucas = Que perderam a razão; doidas; alienadas; insensatas; imprudentes; doidivanas; brincalhonas; folgazonas; apaixonadas; indivíduo que perdeu o uso da razão; demente.

Assim estas noivas não tinham a verdadeira noção da importância da vinda do noivo, não previam que o noivo poderia demorar, não tomaram as devidas precauções  para estarem devidamente munidas de azeite em todo o tempo da espera; para elas era apenas uma brincadeira a vinda do noivo, mais um divertimento, não amavam, estavam apenas apaixonadas.

 

3 As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.

As loucas =  As despreparadas, representam os crentes carnais, que vivem sem a comunhão com o ESPÍRITO SANTO, mas com o nome de crentes.

Tomando = Pensavam que estavam prontas, ficaram surpresas com a falta de azeite, talvez stenham se esquecido do valor que o noivo daria ao azeite. Chegaram a sair ao encontro do noivo, porém notaram que algo estava errado.

Suas Lâmpadas = Estavam bem vestidas, estavam bem adornadas, estavam bem pintadas, estavam no meio das outras, estavam trabalhando como as outras.

Não levaram azeite consigo =  Deveriam ter levado azeite sobressalente numa vasilha separada, pois não sabiam a que hora o noivo chegaria e não poderiam esperar no escuro; assim também temos que manter-nos na oração e nos estudo da Palavra de DEUS, em abundância pra não ficarmos no escuro e nem desprovidos de desejo de nos encontrar com JESUS.  As noivas se esqueceram do mais importante, sem azeite não há fogo e sem fogo não há luz e sem luz não há festa e sem festa não há noivo e nem casamento. Sem o ESPÍRITO SANTO não há salvação, não há encontro com JESUS.

 

4 Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.

As Prudentes = As sábias, as preparadas, as prevenidas, representam os crentes que estão em constante oração e em constante trabalho para o Senhor, são os crentes verdadeiros e fiéis que não se cansam de esperar, pois sabem que quem fez a promessa, certamente a cumprirá: Ap 22.20 Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Respondamos então: Amém. Ora vem, Senhor Jesus!!!!!!!

Levaram azeite em suas vasilhas = Pegaram das vasilhas que levavam e tornaram a encher as lâmpadas. Estavam em comunhão com o ESPÍRITO SANTO e sendo assim é fácil ser cheio novamente.

Com as suas lâmpadas = Lâmpadas providas de azeite e pavio suficientes para esperar o noivo e acompanhá-lo. Representam os crentes que seus corpos são Templo do ESPÍRITO SANTO, são luzes do mundo a iluminar o caminho para CRISTO, pois JESUS disse: Jo 8.12 Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a [luz do mundo]; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.

 

5 E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram.

E, tardando o esposo =  Demorando o noivo, agora chamado esposo, pois o futuro era certo, o casamento era certo, pois o noivo nunca falhava em seus compromissos. Assim JESUS também nos convida a sermos a esposa de CRISTO, sabemos que nossa união com Ele é certa e se aproxima o dia.

A demora é vista para os que não estão prontos como algo penoso e que causa desconfiança, porém para os que estão prontos para o encontro a demora é pela misericórdia do noivo pelos que ainda não estão prontos.

JESUS está voltando e só não voltou ainda devido ao nosso fracasso na evangelização do mundo, é pela misericórdia de tantos excluídos, de tantos que nem sequer uma vez ouviram o maravilhoso nome de JESUS.

Tosquenejaram todas, e adormeceram = O cochilo trouxe o adormecimento, é perigoso o sono do despreparado, pois seu sono é o de condenação, porém para os que dormem o sono da paz e segurança em DEUS, o adormecimento é mais uma prova da comunhão com o ESPÍRITO SANTO.

Também temos aqui a visão do crente que peca, porém se arrepende e corre aos braços do perdoador.

1Jo 1. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.

Infelizmente as outras dormiram o sono da negligência, o sono da condenação eterna, pois não estavam preparadas para o encontro, embora saibamos que em um dia no passado estiveram prontas, pois não é à toa que eram virgens e estavam esperando o noivo.

 

6 Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.

Mas à meia-noite = Hora da chegada do noivo. Para nós, hora do arrebatamento, o final da espera, o dia da alegria maior no ESPÍRITO, a hora mais desejada do crente. Findou a luta, a batalha foi ganha, ufa! Chegamos, conseguimos, JESUS eu quero te ver, eu quero te abraçar!!!!

ouviu-se um clamor = O grito do emissário que vinha gritando pela cidade, como o tocar da trombeta, como a voz de muitos anjos.

1Ts 4.16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.

Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro = Olha Ele aí, valeu a pena a espera, valeu a pena ser prevenido, valeu a pena ser fiel. Ele é o salvador, Ele é o Senhor, Ele veio nos buscar, vamos correndo ao seu encontro.

 

7 Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.

 Então todas aquelas virgens se levantaram = Todas se levantaram, todas estavam ali reunidas para receberem o noivo, todas caminharam ao encontro do noivo; assim muitos naquele dia vão correr ao encontro do noivo...

E prepararam as suas lâmpadas = Todas tinham lâmpadas, todas empunharam suas lâmpadas; todas acreditaram estarem prontas...

 

8 E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as

 nossas lâmpadas se apagam.

  E as loucas disseram às prudentes = Aquelas que não estavam preparadas, agora vão até aquelas que a todo o tempo conferiam seus utensílios para não esquecerem nada.

Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. =

A diferença agora apareceu, 5 tinham azeite e cinco não o tinham, agora foi revelado o segredo, o oculto, até agora eram todas iguais no trabalho, na espera, no sono, porém agora foi descoberta a falta de preparo, a falta de prudência. O apagar das lâmpadas significava falta de azeite e conseqüente perda de direito a participar do cortejo e posterior festa de casamento. Assim também na hora do arrebatamento muitos que tinham nome de crentes, se vestiam como crentes, tinham bíblia com crentes, faziam obras como crentes, falavam como crentes e até faziam milagres como crentes, serão impedidos de serem arrebatados, pois vivem em iniqüidade.

Lc 13.27 E ele vos responderá: Digo-vos que não sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade.

 

9 Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.

9 Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós = Não havia outra solução, pois se as prudentes ajudassem às imprudentes ou loucas, elas seriam prejudicadas e também não entrariam nas bodas.

Assim também os crentes não podem participar dos pecados alheios, de falsos crentes irresponsáveis, pois correrão o risco de não subirem no arrebatamento.

1Tm 5.22 A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro.

Ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.

O conselho das prudentes era para que fossem em busca do mesmo modo que elas foram e conseguiram, porém o mais provável é que não haveria mais tempo para fazê-lo, primeiro devido ao avançado horário quando não havia mais local de venda de azeite aberto e depois porque o noivo não esperaria pessoas que não foram para sua festa preparadas. Assim o conselho das prudentes foi apenas uma maneira de se livrarem das loucas, pois para elas não havia mais solução.

Aprendemos daí que na hora do arrebatamento quem estiver pronto sobe e quem não estiver fica, pois a Igreja vai ser arrebatada e não haverá mais quem pregue o evangelho cheio do ESPÍRITO SANTO e nem quem imponha as mãos sobre outro para que receba o ESPÍRITO SANTO, pois quem o fazia, agora foi arrebatado. O azeite (ESPÍRITO SANTO) será levado da Terra, subirá junto com as lâmpadas (Os crentes). Não há tempo, é num piscar de olhos.

1Co 15. 52 Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

 

10 E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo = Por incrível que pareça, as néscias ainda foram procurar quem vendesse o azeite, era muita a falta de conhecimento do horário do comércio e da paciência do noivo com pessoas loucas. O esposo chegou, pegou a noiva e partiu para sua casa, não podia esperar por virgens despreparadas.

Temos aqui a advertência de não acreditarmos em falsos  ensinos que dizem que uns nasceram para serem salvos e outros para serem perdidos. Não, a chance é para todos, portanto, estejamos prontos, pois só sobem os prontos e não os que estão se aprontando.

Hb 10. 22 Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa,

 

11 E as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

Somente as 5 que estavam preparadas entraram para a festa de casamento, não dava mais tempo, fechou-se a porta.

Somente entrarão para as bodas do cordeiro os salvos, os preparados, os que dão valor e se esforçam por estarem ali antes que as portas se fechem.

 Ap 3.7 E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre:

 

E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos.

Não creio que tenham comprado azeite, mas que tentaram entrar sem lâmpadas, porém não foram recebidas, mesmo que chamassem o noivo de senhor.

Não há jeitinho brasileiro no céu, não há como entrar sem o ESPÍRITO SANTO.

Mt 7.21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

 

12 E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço.

 

Não conhecer é dizer que não reconhece no escuro.

Assim JESUS não reconhece como irmão, como filho de DEUS quem vive em trevas, sem a luz que vem da comunhão com o ESPÍRITO SANTO.

 

13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.

Agora o noivo dá um conselho ou uma advertência para todos os que ouviram a parábola:

Estejam preparados, com muita unção do ESPÍRITO SANTO, em comunhão estreita com o mesmo e isto significa ter tudo em comum, ter o desejo maior de estar com CRISTO para sempre!!!!!!!!!

 

LEITURA DIÁRIA:

 

Segunda – 1 Co 12.12,14,27 Os verdadeiros crentes formam um todo na terra

Terça – Mt 25.10 Os crentes precisam estar preparados

 

Quarta – Mt 25.1,4; Ef 6.18 Os crentes precisam ter azeite em

Quinta – Rm 13.11 O crente descuidado quanto à vinda do Senhor

Sábado – Ap 21.2 Os santos viverão na Jerusalém celestial

 

OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

Analisar temas escatológicos fundamentados na parábola.

Identificar os elementos essenciais da parábola.

Explicar os princípios gerais e o sentido espiritual da parábola.

 

PONTO DE CONTATO: Professor, converse com seus alunos sobre a necessidade de estarem preparados para a iminente volta de CRISTO, pois ninguém sabe o dia, a hora ou momento exato de seu glorioso retorno. Será como a vinda do noivo da parábola: inesperadamente.

Crentes verdadeiros, nominais e incrédulos achar-se-ão, num momento, perante o trono do Divino Juiz. Nesta hora, será inútil e impossível depender de quem quer que seja para obter a salvação, como no caso daquelas cinco virgens imprudentes, que apesar de todas as tentativas, não conseguiram emprestado o azeite necessário para acender suas lâmpadas, e assim, acompanhar o noivo e ter o direito de entrar na sala nupcial. Perderam a oportunidade da preparação. Era tarde demais!

 

SÍNTESE TEXTUAL: A parábola das dez virgens é mais um incentivo à vigilância quanto ao iminente retorno de CRISTO. Aquele “grande dia” será, para os crentes, preparados, prudentes, cheios do ESPÍRITO SANTO, uma ocasião de regozijo imensurável. A Palavra de DEUS diz que a coroa da justiça está guardada para “todos quantos amam a sua vinda” (2 Tm 4.8). Contudo, para os crentes insensatos, fracos, descuidados, negligentes e adormecidos espiritualmente, será tempo de desengano, julgamento e desespero.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Para esta atividade você precisará de cartolina e caneta hidrocor. Desenhe dez lamparinas conforme o modelo abaixo. Solicite a participação de dez alunos. Separe-os em dois grupos de cinco componentes e distribua as lamparinas entre eles: uma para cada aluno. O grupo que representar as virgens prudentes escreverá nas lamparinas características positivas. E o que representar as imprudentes, negativas. Quando todos tiverem concluído esta etapa da atividade, solicite a cada participante que revele uma das características das dez virgens; primeiro das prudentes e depois das loucas. Faça uma reflexão sobre essas características.

Utilize esta dinâmica para concluir a lição.

 

5 Prudentes e 5 Loucas lâmpadas

(CD CPAD)

Virgem e Lâmpadas vazia pedindo azeite

Virgens e Lâmpadas vazias indo comprar azeite

 

Cortejo acompanhando noivos, só virgens que têem lâmpadas acesas

 

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

 

É chegada a hora de revelar as coisas futuras, é momento de alertar aos discípulos   sobre o dever de vigiar, pois o inimigo não descansa, antes pelo contrário, busca uma brecha por onde derrubar aqueles que querem seguir a CRISTO.

A parábola das dez virgens é mencionada num contexto judaico, sendo o casamento judaico usado como pano de fundo para uma das mais belas parábolas ensinadas por JESUS.

 

COMENTÁRIOS GERAIS SOBRE A LIÇÃO:

 

Na pergunta feita pelos discípulos a respeito da destruição do templo e do fim do mundo, ou das últimas coisas, que JESUS menciona esta parábola (que nada mais é do que uma ilustração a respeito da vigilância e da perseverança do cristão).

 

Na parábola JESUS diz que o reino dos céus é semelhante a dez virgens que estão na casa de uma determinada noiva que está à espera de seu noivo, porém como sempre utilizado por JESUS, ali também a metade eram pessoas prudentes e a metade pessoas imprudentes ou loucas, pois não tinham juízo ou responsabilidade, ou vigilância suficiente para estarem prontas na chegada do noivo esperado.

Demorando-se o noivo a chegar, talvez fora dos padrões sociais da época, as virgens adormeceram, pois era costume dançarem enquanto esperavam o noivo e com a demora do mesmo se cansaram e adormeceram.

O costume da época dizia que as virgens, ou acompanhantes da noiva deveriam comparecer ao encontro da noiva com o noivo na casa da noiva e saírem num cortejo do até o local do casamento, portando lâmpadas, ou lamparinas, contendo azeite e pavio para queimar e alumiar o caminho por onde iriam, luzes que significavam o brilho da luz divina no caminho futuro do casal.

A luz das lamparinas indica que o crente é luz do mundo, guiando-os para CRISTO, pois JESUS disse "Eu sou a Luz do Mundo, quem me segue, não andará em trevas ."

Perto da meia noite, ou perto do fim da primeira vigília, ouviu-se a voz do proclamador de boas novas (espécie de locutor que fazia o convite a todos aos gritos por toda a cidade), aí vem o noivo!  Nesta hora todas se levantam apressadas e a metade das virgens, as 05 prudentes, acompanham a noiva, porém a outra metade das virgens (05), as imprudentes, ou loucas ou néscias, ou desavisadas, notaram que o azeite em suas lâmpadas havia se acabado, então pediram, ou clamaram às outras virgens que se lhes dessem de seu azeite, porém a resposta que ouviram é de que se lhes dessem do seu azeite ficariam também sem azeite, então a solução apresentada pelas prudentes foi de que fossem ao mercado e comprassem azeite para elas.

O cortejo seguiu em frente até aa casa do noivo e então as portas foram fechadas.

As virgens loucas chegaram correndo, porém encontraram as portas fechadas, então clamaram pelo noivo para que as deixasse entrar, porém a resposta que ouviram foi: “Eu não as conheço” .

 

 O Noivado JUDAICO

 

            Jo 14.3- “E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”.

            DEUS sempre vem ao homem no nível em que ele se encontra, de maneira simples e cotidiana, e aqui JESUS usa a figura do noivado judaico (hebreus) para infundir fé em seus ouvintes a respeito de sua volta para buscar-nos; vejamos:

1-     Quem escolhia a noiva era a pai do noivo (Gn 24.2-4), compare com Rm 8.29 onde DEUS nos escolhe para seu filho.

2-     O costume era que a escolhida fosse a filha mais velha, mas se a mesma fosse maior (acima de 18 anos), poderia aceitar ou não o noivo (Gn 29.24-26), compara com Jo 1.11,12 aonde JESUS veio para ISRAEL (a filha mais velha, porém de maior), mas estes não o receberam, assim JESUS escolheu a nós (gentios filhos mais novos que não eram os escolhidos, para sermos sua noiva, a Igreja).

3-     No noivado o noivo ia à casa da noiva para cear e confirmar o compromisso (Gn 24.54), compare com Mt 22.14-20 aonde JESUS vem a nossa casa (o mundo) e ceia conosco (representados pelos apóstolos).

4-     O noivo deixava um penhor como prova de que ia voltar para buscar a noiva (Gn 24.53), compare com Ef 1.13,14 onde o ESPÍRITO SANTO nos é dado como penhor e prova de que o SENHOR voltará para nos buscar. (2 Ts 2.7)

5-     A noiva era comprada por preço de ouro (Gn 24.47), compare com 1 Co 6.19,20 e At 20.28 onde a palavra de DEUS nos diz que fomos comprados pelo sangue de JESUS CRISTO derramado na cruz do calvário (o preço maior que existe).

6-     O noivo ia preparar uma casa para o casal, ao lado da casa de seu pai (Gn 24.67), compare com a leitura em Jo 14.2 onde JESUS diz que na casa de nosso pai existem muitas moradas e que ELE ia nos preparar lugar.

7-     O noivo mandava recados e recebia recados da noiva através de algum emissário (a), dizendo como é que gostava da noiva: Se bem vestida,  modo de falar correto e santo, etc... Também dizia que era pra esperá-lo, pois a casa estava quase pronta e ele estava voltando; compare com Hb 13.7 e 13.14; Ef 5.19 e 5.25-27; Ap 22.7 e 22.20; etc..., Onde JESUS está nos exortando a continuarmos firmes, com uma vida santa e irrepreensível e o ESPÍRITO SANTO sempre nos avisando: JESUS ESTÁ VOLTANDO, a casa está quase pronta, prepara-te.

Sf 1.7 “Cala-te diante do Senhor DEUS, porque o dia do Senhor está perto; pois o Senhor tem preparado um sacrifício, e tem santificado os seus convidados”.

 

                  

O CASAMENTO NO JUDAÍSMO HOJE

 

"Não é bom o homem estar só, farei para ele uma companheira" Gênesis, 2:18

HISTÓRICO

O primeiro mandamento dado por DEUS ao homem é o de se casar. Como Adão ainda não tinha uma religião definida, entendemos que isto se estende a todos os povos, raças e religiões.

Para os JuDEUS, este é o primeiro dos 613 mandamentos da Torá (Bíblia) dos JuDEUS. A palavra Torá quer dizer "orientação" e consiste nos cinco livros que Moisés recebeu de DEUS no Monte Sinai no ano 2448 desde a criação do mundo. Estamos em 5671. Para os que não são JuDEUS, este mandamento está incluído nos Sete Mandamentos dos Filhos de Noé, no que refere a manter relações sexuais permitidas pela Torá. Um forte motivo de DEUS ter feito do casamento um mandamento (e não uma opção), se deve ao fato do homem ser extremamente ligado a seus sonhos e conquistas e em muitos casos não deixar espaço para um ente feminino compartir o seu mundo. Naturalmente, todos procuram um companheiro/a para amenizar sua jornada na vida. Mas daí até se comprometer a compartir uma vida a dois, a estrada é longa. Nossos rabinos ensinam como deve ser trilhada esta estrada para obtermos êxito: A primeira história de um encontro com fins matrimoniais é a do patriarca Isaque: Seu pai, Abraão, envia o servo Eliezer para buscar uma esposa em sua terra natal, onde as moças tinham valores culturais semelhantes aos do filho. Eliezer reza para DEUS os ajudar nesta empreitada e faz um sinal para si próprio: A moça que oferecer água para ele e também para seus camelos será a escolhida. Quando Eliezer chega a seu destino, Rebeca está junto ao poço e age desta maneira. Sem dúvida, esta moça tem os valores morais que buscava e é boa para Isaque Então Eliezer entra na tenda de Labão e do pai de Rebeca Betuel e pede sua mão. Betuel e Labão consultam a Rebeca e esta concorda em unir-se a Isaque em matrimônio. Deste episódio nossos rabinos tiram importantes lições:

  • O casamento é uma decisão importante e deve ser feita cautelosamente
  • Os noivos devem ter o maior número possível de valores em comum
  • Devem ter as mesmas metas mas não necessariamente o mesmo caráter
  • Sempre é bom ter uma opinião objetiva como a dos pais ou casamenteiros
  • É bom olhar mais se os valores e não as feições da pessoa coadunam conosco
  • O amor é algo que será construído dentro do esquema do casamento, passo a passo, conforme os noivos vão se dando um ao outro e não é uma premissa básica para se casar, embora o Talmud (ensinamentos e legislação rabínicos) ensine que tem de haver uma atração física básica, embora não essencial.
  • É imprescindível que os noivos estejam de acordo com o matrimonio e que este não lhes seja imposto por interesse, pressão da família ou social
  • Os noivos entendem que o casamento é apenas um começo e não o resultado de um clímax de paixão. Na Torá, Rebeca salvou a vida e conseguiu os direitos de progenitura para seu filho Jacob, que havia sido enganado pelo irmão gêmeo (fraterno) Esaú, tão somente por conhecer mui intimamente a natureza de Isaque, que acabou concordando com a atitude da esposa

As histórias de casamentos são abundantes na Torá e cada uma delas abriga dentro de si importantes lições para todas as gerações.

 

COSTUMES

 

A maioria dos JuDEUS nos dias de hoje são descendentes das tribos de Israel que sobreviveram à destruição do segundo Templo em Jerusalém e hoje são Ashkenazim (da Europa do Leste e Central) ou Sefaradim (Espanha, Norte da Africa e Países Árabes). Um terceiro grupo veio do Yemen e hojem vivem quase todos em Israel.

Conquanto a legislação judaica já foi delineada pelo Talmud há mais de quinze séculos e é idêntica para todos os JuDEUS, podem existir algumas variações entre estes grupos no tocante à comida, ordem de entrada das famílias na cerimonia e outros detalhes, mas todos obedecem estes marcos primordiais: A Chupá (procunciamos RRupá ou Jupá em Espanhol) Os noivos se reunem sob um toldo, geralmente de pano, que representa o novo lar. Na maior parte dos casos se faz a Chupá ao ar livre, para ter apenas o Céu (DEUS) acima das cabeças dos noivos como se Ele os estivesse abençoando diretamente. O noivo cobre a cabeça com uma Kipá (solidéu) ou Chapéu enquanto a noiva tem seu rosto coberto por um véu, para que sua tez seja vista pela primeira vez após a cerimônia pelo seu marido. Seguindo um costume do Talmud, ambos costumam jejuar no dia da boda pedindo a DEUS que perdoe seus pecados e abra uma ficha nova para eles no Céu. Sob a Chupá o rabino oficia o casamento lendo a Ketubá para os noivos. A Ketubá é um documento escrito em Aramaico num pergaminho, onde constam as obrigações do noivo para com a noiva, tais como lhe prover moradia, alimentação, vestimenta, presentes e carinho. A noiva tem direito a uma idenização no caso de divórcio, que foi instituído por DEUS na Torá e é oficiado por Cortes Rabínicas. Duas testemunhas devem comparecer à Chupá para atestarem o que foi lido na Ketubá e para identificarem a noiva. Já aconteceu as noivas serem trocadas (Raquel por Léa, no casamento do patriarca Jacob), daí o costume. Os casamentos estritamente dentro das normas da Torá requerem que as testemunhas sejam JuDEUS observantes. O noivo coloca um anel no dedo do meio da mão da noiva e assim sela o compromisso. É daí que vem o costume de "pedir a mão em casamento" - para colocar o anel. O rabino dá início então às Sete bênçãos, pronunciadas sobre um cálice de vinho casher (com supervisão rabínica), onde DEUS desata a proibição de união sexual existente fora do casamento e permite os noivos um à outra. Após as bênçãos, é costume judaico o noivo quebrar um copo de vidro com o pé para simbolizar a tristeza que sentimos pelo fato de Jerusalém ter sido destruída e causado tanto sofrimento aos JuDEUS durante a diáspora e mesmo hoje quando Israel se constrói. Logo após, todos, emocionados proclamam o Mazel Tov (Boa sorte! Felicidades!) e começa a festa com muita alegria, música e boa comida. É costume judaico convidar estranhos ao casamento principalmente os pobres. A filha de rabi Akiva, um grande rabino de Israel, teve sua vida salva porque convidou um pobre a comer no dia do seu casamento e deu a ele seu próprio prato de comida. Ao chegar em casa com seu marido, a noiva estancou seu pente na parede. No dia seguinte acordou e viu uma cobra venenosa morta, espetada no pente. Seu pai lhe disse que isto foi um milagre de DEUS por ela ter dedicado tanta atenção a um pobre.

 

LEGISLAÇÃO

 

Esta é a parte mais complicada e envolve textos rabínicos complexos e profundos, pois descreve uma infinidade de casos e o que fazer quando houve um engano. Por isto vamos nos deter somente na legislação básica, como está no Torá: Todo filho e filha de mãe judia podem se casar entre si desde que não sejam irmãos, pai e filha, mãe e filho e inúmeros casos parecidos citados em Levítico 17, 18 e 19. Alguns JuDEUS e Judias não podem se casar entre si: os Cohen (descendentes dos sacerdotes do templo) não podem se casar com mulheres divorciadas. Um convertido/a pode se casar com um judeu/ia se sua conversão for sancionada por um Beit Din (Corte Rabínica) de três juízes e se o casamento não motivou a conversão. O Estado de Israel moderno rege sua legislação matrimonial baseado na Torá.  Paulo Rogério Rosenbaum

 

 

As virgens simbolizam a Igreja embora não sejam noivas, pois CRISTO só tem uma Noiva, uma esposa, que é a Igreja.

Na conclusão da parábola vemos que as virgens entram para as bodas, para a festa, então o importante é estar na festa, é estar no gozo de nosso Senhor.

Nas parábolas DEUS é representado por dono de vinha, dono de campo, etc..., isto não muda o ensino das parábolas, o que importa na parábola é seu ensino central e isso nós podemos compreender facilmente pelo ESPÍRITO SANTO.

Na verdade a noiva é a Igreja e esta é formada por todos os salvos, sendo representados aqui na parábola pelas 05 virgens prudentes que acompanhavam a noiva e a conduziam para o noivo e sua morada.

Podemos dizer que as virgens sábias e prudentes representam a Igreja que subirá no arrebatamento e que as virgens loucas ou despreparadas representam a “igreja” da Grande Tribulação, pois estas foram comprar o azeite e conseguiram comprá-lo, porém chegaram atrazadas para o Tribunal de CRISTO.

Infelizmente nem todas as virgens estavam preparadas para se encontrarem com o noivo naquele momento, talvez mais cedo, ou mais tarde, ou no outro dia; porém, não naquele momento. O azeite é a diferença.

 

Sabemos que haverá o final do dia, pois a noite vem, então enquanto é dia nos preparemos, pois quando a noite chegar não existirá mais a oportunidade de estar com a lâmpada cheia (cheios do ESPÍRITO SANTOI), depois que o noivo JESUS chegar haverá o arrebatamento da Igreja e então será a Grande Tribulação.

Mt 25.1 Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.

Saíram ao encontro, quer dizer que se sentiram atraídas pelo noivo, estavam preparadas e desejosas de se encontrarem com o noivo, tomaram a decisão de saírem ao seu encontro porque para isto mesmo estavam a espera; assim a Igreja espera anciosa o dia e a hora de se encontrar com o noivo, dia e hora, aliás que ninguém sabe, só o Pai.

 

Sabemos que JESUS vem tirar a Igreja de dentro da “igreja”, vem tirar com violência, ou arrebatar a verdadeira, santa e pura Igreja, sua noiva dentre muitos que se dizem igreja e não o são na verdade, pois praticam a iniqüidade.

Não podemos afirmar, baseados na parábola, que somente a metade da nominal igreja cristã será salva, porém podemos dizer que nem todos os que dizem “Senhor, Senhor, serão salvos”, pois esta é uma afirmativa do próprio JESUS.

Vemos que na parábola do semeador 25% da terra era boa e nem por isso podemos afirmar que somente 25% das pessoas serão salvas, pois se o fizéssemos estaríamos concordando com a falsa doutrina da predestinação.

Aqui trata-se da divisão entre os querem e os que não querem servir a DEUS, entre os salvos e os perdidos.

 

 PRUDÊNCIA:

Virtude que leva o Homem a prever e a evitar os erros e os perigos;

cautela; moderação; precaução; circunspecção; tino.

Como vemos a prudência prevê o futuro e se prepara para enfrentá-lo com o devido equipamento necessário.

Assim o crente que estuda a Palavra de DEUS sabe que o Senhor virá e isso é imprescindível para que o mesmo esteja pronto e trabalhando, para que seu Senhor ao chegar o ache fazendo assim, ocupado na obra de DEUS. Somente aqueles que têem em si o temor de DEUS acham a sabedoria para se prevenirem para a hora da volta do noivo (Pv.1:2,4,7).

A comunhão com o ESPÍRITO SANTO nos trás conhecimento do futuro, pois O Mesmo é nosso professor e nos revela as palavras de JESUS a respeito do futuro, nosso arrebatamento e posterior reinado com CRISTO e morada eterna com DEUS; assim é prudente que se mantém em comunhão com DEUS através do ESPÍRITO SANTO, ou seja, mantém a lâmpada cheia de azeite (símbolo do ESPÍRITO SANTO)

Devemos amar a vinda de nosso salvador:

2Tm 4.8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

 

Mesmo que durante nossa caminhada, algum dia dormirmos, mas dormirmos cheios de azeite (Na verdade ainda cometemos pecados de vez em quando, mas corremos aos pés do Senhor e pedimos perdão, pois não pecamos voluntariamente – 1Jo 1.9), seremos arrebatados, pois acordaremos (seremos acoraddos pelo ESPÍRITO SANTO) com a trombeta tocando: Aí vem o noivo!!!

Vemos no exemplo das virgens loucas que muitos estão a pecar voluntariamente e vivem na iniqüidade, sem nenhuma comunhão com o ESPÍRITO SANTO, para estes a palavra é: “Eu não vos Conheço”.

VIRGENS LOUCAS

 

As virgens loucas não foram assim chamadas porque não levaram azeite, mas por não levarem azeite de reserva, ou com suficiência para uma eventual demora do noivo, na verdade, não foram precavidas.

O Azeite

Era usado largamente como material combustível para lâmpadas ou lamparinas, durante a noite, os pavios de linho retorcido eram embebidos em azeite e aceso o fogo duravam bem mais do que nossas modernas lamparinas a querosese.

Produto abundante na região e de fácil acesso.

Não se aceitava alguém acompanhar o cortejo nupcial sem estar com uma lâmpada acesa, caso estivesse apagada a lâmpada de alguém, este era colocado fora do cortejo e não entrava para as bodas ou festa de casamento, pois era considerado um tipo de mal presságio ou de desejo de infelicidade para o casal.

O azeite para nós significa a unção do ESPÍRITO SANTO como no Salmo 133. 2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.

Quem tem azeite na lâmpada entra para as bodas do noivo, quem não tem, não entra, então para nós os crentes legítimos têem o ESPÍRITO SANTO e vivem em comunhão com o mesmo, enquanto aqueles que dizem serem crentes, mas não estão em comunhão com o ESPÍRITO SANTO, não são salvos, portanto não participarão do arrebatamento da Igreja (Reunião de salvos, tirados para fora do mundo).

Veja que antes aceitaram a JESUS e receberam o ESPÍRITO SANTO, agora perderam a comunhão com o ESPÍRITO SANTO, devido a sua comunhão com o mundo e conseqüente prática de iniqüidade; assim suas lâmpadas se apagaram o o ESPÍRITO SANTO se entristeceu e não consegue mais convencê-los do pecado para que se arrependam.

 

  1. A LIÇÃO DA PARÁBOLA

 

Esta parábola ressalta o fato que todos os crentes devem constantemente examinar sua vida espiritual, tendo em vista a vinda de CRISTO num tempo desconhecido e inesperado. Devem perseverar na fé, para que uma vez chegados o dia e a hora, sejam levados pelo Senhor na sua volta (v. 10). Estar sem comunhão pessoal com o Senhor quando Ele voltar, significa ser lançado fora da sua presença e do seu reino.

(1) O que faz a diferença entre o néscio e o sábio é aquele (louco) não reconhecer que o Senhor, ao voltar (ver Jo 14.3), virá num tempo em que não é aguardado, nem precedido de sinais visíveis específicos (v. 13; ver 24.36,44).

(2) CRISTO mostra aqui e em Lc 18.8 que uma grande parte dos crentes estará despreparada no momento da sua volta (vv. 8-13). CRISTO deixa, pois, claro que Ele não vai esperar até que todas as igrejas locais estejam preparadas para a sua vinda.

(3) Note-se que todas as dez virgens (tanto as prudentes como as loucas) foram surpreendidas, ao vir o noivo (vv. 5-7). Isto indica que a parábola das dez virgens refere-se aos crentes vivos antes da tribulação e não àqueles durante a tribulação, os quais terão sinais específicos precedendo a volta de CRISTO no final da tribulação

AZEITE. JESUS, numa série de ilustrações, ressalta a necessidade de fidelidade e vigilância do crente até que Ele volte. A parábola das dez virgens destaca a urgente necessidade disso, pelo fato de CRISTO vir numa data imprevisível. Na vossa paciência , disse JESUS, possuí a vossa alma (ver Lc 2l.19). O azeite nesta parábola representa no crente a presença permanente do ESPÍRITO SANTO, aliada à fé verdadeira e à santidade. Cinco outras parábolas contendo a lição da perseverança são: O Semeador (Lc 8.4-15); O Servo Vigilante (Lc 12.35-40); O Mordomo Fiel (Lc 12.42-48); O Construtor da Torre (Lc 14.28-30); e O Sal Degenerado (Lc 14.34,35).

 

A lição da parábola é: vigiai, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

    É estar alerta, sempre atento, resistindo o diabo, a carne e o mundo, e na doce esperança da Segunda vinda de Cristo, quem tem nele está esperança, purifica-se a si mesmo. Assim como também Ele é puro.

Resumindo, a grande lição da parábola consiste em alertar aos crentes para a iminente vinda de JESUS, no arrebatamento da Igreja, por isso devem todos estar alertas para os sinais que se manifestam na Terra e também manterem suas vidas santas e irrepreensíveis, em comunhão com o ESPÍRITO SANTO.

 

A VOLTA DE JESUS SERÁ:

Os eleitos:

Entre nuvens: Mt 24.30; 26.64; Ap 1.7

Devem considerá-la como eminente: Rm 13.12; Fp 4.5; 1 Pe 4.7

Na glória de Deus: Mt 16.27

A Benção de estarem preparados: Mt 24.46; Lc 12.37,39

Na sua própria glória: Mt 25.31

Amam-na: 2 Tm 4.8- Reinarão com Ele: Dn 7.27; 2 Tm 2.12; Ap 5.10; 20.6;22.5

Em fogo: 2 Ts 1.8

Esperam-na: Fp 3.20; Tt 2.13

Com poder: Mt 24.30

Aguardam-na: 1 Co 1.7; 1 Ts 1.10

Acompanhada por anjos: Mt 16.27; 25.31; Mc 8.38; 2 Ts 1.7

Apressam-na: 2 Pe 3.12 - Serão semelhantes a Cristo: Fp 3.21; 1 Jo 3.2

Com seus santos: 1 Ts 5.2; Jd 14

Oram por ela: Ap 22.20 - Aparecerão com Ele: Cl 3.4

Subitamente: Mc 13.36

Preparados: Mt 24.44; Lc 12.40 - Receberão a coroa: 2 Tm 4.8; 1 Pe 5.4

Inesperada: Mt 24.44; Lc 12.40; 1 Ts 5.2; 2 Pe 3.10; Ap 16.15

Vigilantes: Mt 24.42; Mc 13.35-37; Lc 21.36

Como o relâmpago: Mt 24.27

Aguardam-na pacientemente: 2 Ts 3.5; Tg 5.7,8

Com ressurreição de mortos: 1 Ts 4.16

Preservados: Fp 1.6; 2 Tm 4.18; 1 Pe 1.5; Jd 24

Com arrebatamento: 1 Ts 4.17

Não se envergonham da mesma: 1 Jo 2.28; 1 Jo 4.17

 

O SENHOR JESUS DISSE( João 14:1-3 )

 PAULO APOSTOLO RECEBE A REVELAÇÃO ( I Te 4:13-18 )

Não se turbe v.1

Não vos entristeçais v.13

Credes v.1

Cremos v.14

Deus, mim v.1

Jesus, Deus v.14

Vo-lo teria dito v.1

Dizemo-vos v.15

Vos levarei v.3

Vinda do Senhor v.15

Para mim mesmo v.3

Ao encontrar o Senhor

Onde estiver, estejais vós também v.3

Estaremos sempre com o Senhor v.17

 

  1. DUAS CLASSES DE CRENTES (MT 25.2-4,8)

 

Sempre nas parábolas encontramos dois tipos de pessoas, algumas vezes crentes e descrentes, outras vezes, descrentes que querem ser crentes e descrentes que não querem nada com DEUS, outras vezes crentes com descrentes vivendo juntos e ainda outras vezes crentes que estão preparados e outros que ainda estão se preparando para o arrebatamento.

Nesta parábola temos crentes que estavam prontos para o arrebatamento (cortejo até a casa do noivo), pois tinham o ESPÍRITO SANTO (azeite em suas lâmpadas), enquanto que temos também crentes que não estavam prontos e por isso não entraram para o gozo de seu Senhor (casa do noivo).

Aqui são chamados loucos (5 virgens loucas) os que não estão prontos e prudentes (5 virgens prudentes) os que estão prontos.

 

O ESPÍRITO SANTO MANTÉM NOSSA LÂMPADA ACESA

 

O derramamento pentecostal para a renovação da Igreja tem implicado num renovado e redobrado zelo evangelístico e missionário. Nestes últimos anos da presente década, a Igreja vem sendo despertada pelo ESPÍRITO SANTO para empreender um maciço, profundo e total avanço na conquista de almas para o reino de DEUS, por todos os meios disponíveis, por todos os crentes, em todos os lugares, e entre todos os povos.

 

  1. Precisamos estar abertos para a operação do ESPÍRITO.

O ESPÍRITO SANTO fala quase imperceptível e inaudível ao ser humano, é voz espiritual, é preciso ter sensibilidade espiritual para ouví-Lo. É preciso dar lugar ao ESPÍRITO SANTO para que ELE haja nas circunstâncias adversas de nossa caminhada aqui na terra.

  1. O crente cuja lâmpada está acesa.

Lâmpada acesa fala de comunhão com o ESPÍRITO SANTO. Acesa porque o fogo é resultado da presença de DEUS.

  1. a) É uma vida na expectativa do clamor da meia-noite (Mt 25.6).

Todo o tempo o crente está na expectativa da volta de seu Senhor, mantendo a comunhão com o ESPÍRITO SANTO.

  1. b) É uma vida que sabe orar conforme a última oração registrada na Bíblia: “Ora, vem, Senhor JESUS!” (Ap 22.20).

Desejar a vinda de JESUS é obrigação e dever de todo o crente, pois quem é que ama e não deseja estar perto? Qual noiva ama e não deseja conhecer mais de seu amado, de estar juntinho dele?

  1. c) É uma vida que espera (Lc 12.36) e ama (2 Tm 4.8) a vinda de JESUS.

Ansiosamente esperamos pelo nosso rapto desta terra e de nossos temores e tremores. Desejamos ardentemente a vinda de nosso Senhor e Mestre para nos levar para morarmos para sempre com ELE.

 

 QUANDO A NOSSA LÂMPADA ESTÁ ACESA

 

De que modo as dez virgens foram ao encontro do Senhor? Com suas candeias acesas. Isso simboliza a palavra profética, que deve ser colocada no velador. A exortação do Senhor Jesus é: "Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram" (Lc 12.35-37). De fato, a era da igreja primitiva era fortemente caracterizada pela espera pelo Senhor, como Jesus disse na parábola: "Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram e encontrar-se com o noivo".

 

  1. Evidências da nossa lâmpada acesa
  2. A chama do ESPÍRITO SANTO é chama de santidade.

1Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam

multiplicadas”.

Santificação (gr. hagiasmos) significa “tornar santo”, “consagrar”, “separar do mundo” e “apartar-se do pecado”, a fim de termos ampla comunhão com Deus e servi-lo com alegria.

Os filhos de Deus são santificados mediante a fé (At 26.18), pela união com Cristo na sua morte e ressurreição (Jo 15.4-10; Rm 6.1-11; 1 Co 130), pelo sangue

de Cristo (1Jo 1.7-9), pela Palavra (Jo 17.17) e pelo poder regenerador e santificador do Espírito Santo no seu coração (Jr 31.31-34; Rm 8.13; 1Co 6.11; 1Pe 1.2; 2Ts 2.13).

 

  1. A chama do ESPÍRITO é chama de amor.

1Co 13 =  O MAIOR... É O AMOR. Este capítulo deixa claro que um caráter semelhante ao de Cristo, Deus o enaltece acima do ministério, da fé ou da posse dos dons espirituais. (1) Deus valoriza e destaca o caráter que age com amor, paciência (v. 4), benignidade (v. 4), altruísmo (v. 5), aversão ao mal e amor à verdade (v.6), honestidade (v.6), e perseverança na retidão (v. 7), muito mais do que a fé que move montanhas ou realiza grandes feitos na igreja (vv. 1,2,8,13). (2) Os maiores no reino de Deus serão aqueles que aqui se distinguem em piedade interior e no amor a Deus, e não aqueles que se notabilizam pelas realizações exteriores (ver Lc 22.24-30 nota). O amor de Deus derramado dentro do coração do crente pelo Espírito Santo, é sempre maior do que a fé, a esperança, ou qualquer outra coisa (Rm 5.5).

 

  1. A chama do ESPÍRITO é chama de esperança.

Os cristãos experimentam o amor de Deus

 

nos seus corações, pelo Espírito Santo; especialmente em tempos de aflição. O verbo "derramar" está no tempo pretérito perfeito contínuo, significando que o Espírito continua a fazer o amor transbordar em nossos corações. É essa experiência sempre presente do amor de Deus, que nos sustenta na tribulação (v. 3) e nos assegura que nossa esperança da glória futura não é ilusória (vv. 4,5). A volta de Cristo para nos buscar é certa.

 

  1. Quatro bênçãos de uma lâmpada espiritual acesa.

 

As virgens prudentes tinham suas lâmpadas bem acesas e brilhantes – elas serviam para iluminar a chegada do noivo. Elas fizeram aquilo que Jesus havia exigido: deixaram suas luzes brilhar e esperavam por Ele. Elas firmaram-se na palavra profética e deram-lhe atenção "como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração".

  1. As trevas se dissipam.

Onde a luz entra, as trevas saem. Diz-se numa historinha infantil que a Caverna um dia convidou ao Sol para conhecer sua escuridão, porém ao entrar na Caverna o Sol perguntou para a mesma: - Onde estão as trevas de que a senhora tanto falava? Com a presença da luz de CRISTO que está no crente não há lugar para as trevas onde quer que estejamos (Mt 5.14).

  1. Nossa vida é diferente.

O homem é produto do meio em que vive. Fala o que sempre escuta, se veste de acordo com a moda de onde reside, gosta das músicas de acordo com sua região, come de acordo com os costumes de seu povo e tem a religião de sua maioria; porém o crente é cidadão do céu: - Fala a Palavra de DEUS, Se veste como santo, Ouve hinos de louvor e adoração a DEUS, Não é glutão e só tem JESUS CRISTO como Senhor e Salvador de sua vida, vivendo em comunhão com o ESPÍRITO SANTO, sendo guiado pelo mesmo e é sempre fiel a DEUS onde quer que esteja.

Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de (a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15), (b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9), (c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1-3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e (d) temor de Deus ao nos aperfeiçoarmos na santificação (7.1).

 

  1. Temos clara visão das belezas de CRISTO.

O crente é atraído pelas maravilhosas Palavras de seu mestre (Jo 6.63; 7.46), sente o suave perfume de CRISTO  (2Co 2.15)

  1. Passamos a ser uma bênção para os outros.

Mt 5.13 Vós sois o sal da terra; le, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens.14 Vós sois a luz do mundo; não mse pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;15 nem se acende a candeia ne se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa.16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, opara que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.

SAL DA TERRA. Os cristãos são o sal da terra . Dois dos valores do sal são: o sabor e o poder de preservar da corrupção. O cristão e a igreja, portanto, devem ser exemplos para o mundo e, ao mesmo tempo, militarem contra o mal e a corrupção na sociedade. (1) As igrejas mornas apagam o poder do Espírito Santo e deixam de resistir ao espírito predominante no mundo. Elas serão lançadas fora por Deus (ver Ap 3.16 nota). (2) Tais igrejas serão destruídas, pisoteadas pelos homens (v.13); i.e., os mornos serão destruídos pelos maus costumes e pelos baixos valores da sociedade ímpia (cf. Dt 28.13,43,48; Jz 2.20-22).

 

 

  1. As loucas (Mt 25.3).

 

JESUS as chamou de loucas, néscias, com o intuito de denotar a sua insensatez quanto ao despreparo para a espera e chegada do noivo, pois sabiam que o noivo chegaria, porém não se prepararam devidamente . Elas representam aqueles crentes que vivem descuidados, sem vida e vigor espiritual. Os tais fazem “pouco caso” das responsabilidades espirituais, como filhos e servos de DEUS, quanto à oração (Rm 12.12; 1Ts 5.17); à leitura sistemática da Bíblia (2Tm 3. 15-17); às missões (Ez 3.18,19; Mt 28.19,20; Mc 16.15-17); e ao amor fraternal (1Ts 3.12; 4.9; Rm 12.10).

Crentes que vivem como as virgens loucas demonstram:

  1. a) Insensatez. Não se preocupam em viver uma vida santa e serem cheios do Espírito (vv.3,8). Ver Ef 5.18; 1Ts 5.19; Ec 9.8.
  2. b) Hipocrisia. Fingimento, falsa espiritualidade e devoção (Mt 25.3,8; 1Pe 2.1; Is 9.17; Ez 33.31,32; 2 Co 5.12). Todas pareciam idênticas; todas faziam parte do cortejo nupcial; todas tinham lâmpadas; todas estavam esperando o noivo para as bodas. O incidente fatal ocorreu no momento do brado (v.6). As virgens imprudentes não estavam preparadas para o importante evento.

 

2 . As prudentes (Mt 25.4).

 

Estavam vigilantes, apercebidas e preparadas pois sabiam que o noivo chegaria e se preveniram para sua chegada. É a previdência e a vigilância espiritual do crente à espera da volta de JESUS. O crente amoroso e fiel espera não primeiramente o acontecimento da volta de JESUS, mas o retorno da Pessoa que é a razão do grandioso evento: o Senhor JESUS. Três qualidades foram demonstradas pelas virgens prudentes: previdência, sinceridade e vigilância.

 

  1. a) Previdência. Elas tinham reserva de azeite, isto é, de combustível para as lâmpadas em suas vasilhas (v.4). Não basta ter lâmpadas polidas e brilhantes, mas vazias interiormente (Mt 5.15,16; 1 Sm 16.7). O azeite é símbolo da provisão do ESPÍRITO SANTO na vida do crente e precisa ser renovado continuamente, conforme nos assevera a Bíblia em Ef 5.18 e 2 Rs 4.1-7.

 

  1. b) Sinceridade. Isto significa ter atitudes puras e santas, sem alteração, sem pretextos, sem evasivas e com humildade de espírito. Isso foi demonstrado em parte quando as moças prudentes disseram às outras: “Não seja caso que nos falte a nós e a vós” (Mt 25.9).

 

  1. c) Vigilância. Contínuo estado de alerta, sensibilidade espiritual e prontidão, não permitindo que as coisas deste mundo e desta vida, mesmo legítimas, nos desviem do rumo ao céu e do supremo ideal da Igreja: uma vez terminada a carreira aqui, iremos para estar com o Senhor ali, para sempre (Mt 25.13; Rm 13.11; Fp 3.13,14).

 

 

III. A CHEGADA DO ESPOSO (MT 25.10)

  1. O clamor da meia noite (Mt 25.6).

 

Meia-noite significa o limiar do tempo, a urgência de mudança, o encontro com o novo dia esperado e desejado, o fim da expectativa, a recompensa da espera.

Meia-noite significa a consumação de um dia que se finda e ao mesmo tempo o princípio de um novo dia, um novo tempo. À meia-noite é hora de silêncio, quando a noite chega ao seu auge e geralmente todos dormem o sono mais profundo.

Na sua mensagem na parábola, JESUS desperta os seus discípulos para o inesperado momento da sua vinda para buscar a sua noiva – a Igreja, momento esse quando poucos estarão atentos. Como será a bem-aventurança dos salvos no momento em que CRISTO aparecer (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.14-17).

 

»I TESSALONICENSES [5]

 

1 Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas não necessitais de que se vos escreva: 2 porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite; 3 pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão. 4 Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que aquele dia, como ladrão, vos surpreenda; 5 porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas; 6 não durmamos, pois, como os demais, antes vigiemos e sejamos sóbrios. 7 Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite; 8 mas nós, porque somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação; 9 porque DEUS não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor JESUS CRISTO, 10 que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.

 

  1. A chegada do noivo (Mt 25.10).

Será precedida por “um clamor” (v.6): grito, brado sobrenatural nas alturas (1 Co 15.51,52; 1Ts 4.15,16). Ele virá para um povo salvo e remido que o espera (Mt 25.13,42,44; 1 Co 15.50-52); que o ama (1 Pe 3.18; 1 Jo 4.19); que reflete a glória do esposo (2 Co 3.18).

1Ts 4.16 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de DEUS, e os que morreram em CRISTO ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.

 

2Pe 3.9 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se.

 

  1. As Bodas (Mt 25.10). O lugar do banquete será nas mansões celestiais (Ap 19.1,7; 21.9,10). O esposo é CRISTO e a esposa é a Igreja (Ef 5.22-32). A Igreja purificada pelo sangue do Cordeiro, e preparada pelo ESPÍRITO SANTO para estar com o Senhor no céu (2 Co 11.2; Ap 19.7).

Ap 19.9 E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de DEUS.

 

CONCLUSÃO

“Um Aviso Necessário

 

Juntamente com essas primeiras prestações das bênçãos da era vindoura, os crentes podem desfrutar tempos especiais de refrigério pela presença do senhor, sempre que se arrependerem ou mudarem de atitude em relação a Ele (At 3.19). Também devemos nos lembrar de suas advertências. Muitas e muitas vezes JESUS enfatizou a importância de estarmos preparados e vivermos na iminência de sua vinda (Mt 24.42,44,50; 25.13; Lc 35,40; 21.34-36).

JESUS comparou o mundo prevalecente na ocasião de sua vinda com o mundo dos dias de Noé. A despeito dos avisos, da pregação, da construção da arca, da reunião dos animais, as pessoas estavam distraídas e despreparadas. Na realidade, não acreditavam na vinda do julgamento de DEUS. Para essas pessoas, o dia do dilúvio amanheceu como qualquer outro: planejavam suas refeições, seus momentos de lazer, suas festas, seus casamentos. Mas naquele dia o mundo, como conheciam, acabou. Da mesma forma, o mundo dos dias de hoje prosseguirá às cegas, fazendo seus próprios planos. Mas um dia JESUS repentinamente virá (Mt 24.37-39). A subtaneidade de sua vinda é realçada com maiores detalhes em Mateus 24.43-50.

Para enfatizar que sua vinda se dará num dia comum, JESUS disse: “Estando dois [homens] no campo, será levado um e deixado o outro; estando duas [mulheres] moendo no moinho, será levada uma, e deixada [a] outra”(Mt 24.40,41). Quer dizer, as pessoas estarão fazendo suas tarefas normais, do dia-a-dia, quando, repentinamente, haverá uma separação. “Levar” (gr. paralambanetai) significa “levar consigo” ou “receber”. JESUS “levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu”(Mt 26.38). Ele prometeu: “Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo” (Jo 14.3).” (HORTON, Stanley M . O Ensino Bíblico das Últimas Coisas. RJ:CPAD, 2002, p.70-1)Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 22, pág. 42.

 

 

 

 

 

 

   Lição 13 - Parábolas - AS BODAS DO FILHO DE DEUS

 

TEXTO ÁUREO: “Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos” (Mt 22.14).

 

VERDADE PRÁTICA: As bodas é a suprema coroação daqueles que atenderam ao convite divino e foram fiéis ao Rei.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: MATEUS 22.2-14

2 O Reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho.

3 E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir.

4 Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas.

5 Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, e outro para o seu negócio;

6 e, os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.

7 E o rei, tendo notícias disso, encolerizou-se, ce, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade.

8 Então, disse aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.

9 Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas a todos os que encontrardes.

10 E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial ficou cheia de convidados.

11 E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste nupcial.

12 E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu.

13 Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o ge lançai-o nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.

14 Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.

22.11 VESTE NUPCIAL. Muitos, que fazem parte da presente manifestação do reino dos céus aqui na terra, não estarão trajado com veste nupcial (v. 11), e, portanto, não farão parte dos escolhidos (v. 14). A veste nupcial simboliza a condição de se estar preparado uma possessão presente da verdadeira fé em Cristo e da constante obediência como fruto da graça de Cristo (cf. 24.44; 25.21). Cristo alude ao homem que estava sem vestes nupciais, para levar-nos a um auto-exame e perguntar-nos, Senhor, sou eu? .

22.14 POUCOS ESCOLHIDOS. A chamada à salvação é feita a muitos. Os poucos escolhidos para herdar o reino dos céus são os que atendem à chamada de Deus; que se arrependem dos seus pecados e que crêem em Cristo. Acolher a graça de Deus mediante o livre exercício da nossa vontade faz com que nos tornemos parte do povo escolhido de Deus

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda – At 13.46 O convite real rejeitado

 

Terça – Jo 1.12 O convite real aceito

Quarta – 1 Jo 3.2 Os convidados assemelhar-se-ão ao anfitrião

2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.

 

Quinta – Ap 3.21 O lugar de honra dos convidados vencedores

Sábado – Ap 19.7 A noiva deve estar pronta para as bodas

OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

Sintetizar a mensagem principal da lição.

Descrever os personagens das Bodas do Cordeiro.

Explicar os aspectos futuro e atual da celebração das bodas

 

PONTO DE CONTATO: Professor, chamamos de “contextualização” o recurso da hermenêutica bíblica que procura tornar a mensagem da Escritura compreensível ao cristão moderno. Quem expõe o texto bíblico deve responsabilizar-se por mostrar o sentido original e atual da mensagem. É nosso compromisso tornar a Palavra de Deus compreensível aos nossos alunos. Portanto, procure sempre aplicar o ensino das parábolas à realidade da classe. Por exemplo: os manuais de etiqueta objetivam ensinar como vestir-se adequadamente em cada ocasião. A Bíblia Sagrada é nosso manual de regra e conduta. Por meio dela, aprendemos sobre as vestes espirituais indispensáveis àqueles que desejam participar das Bodas do Cordeiro – vestes de santidade, de justiça e de verdade.

 

SÍNTESE TEXTUAL: Nesta parábola, a figura de Deus é representada por um rei que vai celebrar as bodas de seu filho e envia seus servos a chamar os convidados. Os primeiros a receberem o convite não fazem caso do mesmo por motivos irrelevantes. Então, o rei estende seu convite a todas as pessoas desprezadas pela sociedade, estas prontamente aceitam-no. No meio da festa, o rei avista um convidado sem os trajes apropriados para a festa e questiona-o a respeito disso. Diante de seu emudecimento, o convidado é expulso da festa. Os primeiros convidados representam a rejeição dos judeus ao Messias. Os outros, nós, os gentios. Como em qualquer festa nupcial, só participarão das Bodas do Cordeiro, preparadas pelo Pai celestial, os que estiverem com suas vestes adequadas, isto é, trajados com a “justiça dos santos” (Ap 19.8).

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Reproduza o gráfico contendo os principais assuntos da parábola das Bodas do Cordeiro. Utilize transparências, cartolina ou quadro-de-giz a fim de auxiliar os alunos a fixarem a aprendizagem.

 

 

AS BODAS DO CORDEIRO

O REI

 É o próprio JESUS

PARTICIPANTES DA FESTA

 JESUS, a Igreja, os Anjos e os Santos do AT

A FESTA NUPCIAL

Os benefícios e as delícias do reino messiânico

TRAJE EXIGIDO

Vestes santas de pureza e justiça de DEUS

OCASIÃO

Após o Arrebatamento e o Tribunal de CRISTO

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: MATEUS 22.2-14

2 O Reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho.

3 E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir.

4 Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas.

5 Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, e outro para o seu negócio;

6 e, os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.

7 E o rei, tendo notícias disso, encolerizou-se, ce, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade.

8 Então, disse aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.

9 Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas a todos os que encontrardes.

10 E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial ficou cheia de convidados.

11 E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste nupcial.

12 E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu.

13 Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o ge lançai-o nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.

14 Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.

22.11 VESTE NUPCIAL. Muitos, que fazem parte da presente manifestação do reino dos céus aqui na terra, não estarão trajado com veste nupcial (v. 11), e, portanto, não farão parte dos escolhidos (v. 14). A veste nupcial simboliza a condição de se estar preparado uma possessão presente da verdadeira fé em Cristo e da constante obediência como fruto da graça de Cristo (cf. 24.44; 25.21). Cristo alude

ao homem que estava sem vestes nupciais, para levar-nos a um auto-exame e perguntar-nos, Senhor, sou eu? .

 

22.14 POUCOS ESCOLHIDOS. A chamada à salvação é feita a muitos. Os poucos escolhidos para herdar o reino dos céus são os que atendem à chamada de Deus; que se arrependem dos seus pecados e que crêem em Cristo. Acolher a graça de Deus mediante o livre exercício da nossa vontade faz com que nos tornemos parte do povo escolhido de Deus

 

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

 

Esta parábola às vezes é confundida com a de Lucas 14.16-24, porque as duas apresentam uma festa, em que alguns convidados aceitam e outros rejeitam o convite, porém, as duas são relatos e lições totalmente distintas.

Nesta parábola, Jesus acusa os fariseus e saduceus de rejeitarem o convite de amor que Deus lhes fez, e de desonrarem o Filho e matar os seus servos; isto tudo aconteceu aos profetas e a JESUS. A lição principal que Jesus põe em destaque está no versículo 14: “muitos são chamados, mas poucos, escolhidos”. A festa é a salvação sem merecimento, apenas reconhecendo em JESUS a salvação, é o período da graça em que vivemos, este está no decorrer da graça, dependendo de nós mesmos e nossa fidelidade para que alcancemos o final deste período que será após o arrebatamento e Tribunal de CRISTO, nas bodas do cordeiro.

Já findando seu ministério terreno, JESUS profere uma de suas últimas lições, a parábola - As Bodas do Filho de Deus. Sabemos que em Lucas encontramos uma parábola que pode ser a mesma contada em outra visão do escritor e médico Lucas, ou o mais provável, apenas um aproveitamento daquela parábola para acrescentar um outro ensino dentro do mesmo contexto de uma festa e seus convidados. Depreendemos daqui que os judeus, sendo os primeiros convidados para as bodas do filho de DEUS, rejeitaram este convite por não reconhecerem em JESUS o filho de DEUS, o messias enviado para salvação de todos; sendo assim os demais povos, os gentios, aqui representados pelos pobres, doentes, excluídos e até mesmo os malfeitores.

Como e quem entrará e permanecerá na festa, depende aqui nesta parábola de aceitar ao convite e de suas vestes festivas (vestes núpcias espirituais, isto é, vestidos de justiça de Cristo, participarão do gozo eterno da salvação).

 

 

  1. UM CONVITE DO REI (MT 22.2,3)

 

2 O Reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho.

3 E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir.

 

Subsídios 1:

O Gracioso Convite do Rei

 

 As Bodas do Filho do Rei (v.2)

 2 O Reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho.

 

As bodas ou casamento é do filho do Rei, que para nós significa o Senhor JESUS CRISTO e sua noiva, a Igreja, sendo o local do casamento o grande dia final do Tribunal de CRISTO, enquanto na Terra, estará se findando a Grande Tribulação.

O termo “bodas” vem do latim “vota”, isto é, “votos”, em alusão aos votos matrimoniais por ocasião do casamento. É uma festa de casamento. O termo é também plural porque tal festa durava sete dias e até 14 dias (Jz 14.12). Na festa, a alegria, solidariedade, entrega de presentes, paz, comunhão, comida farta, quebra copos e todos os costumes judaicos numa festa de casamento aconteciam ao som de muita música e com danças típicas. Isto nos leva a pensar na alegria e gozo imensuráveis que experimentaremos logo após o Tribunal de CRISTO, quando nos sentaremos à mesa com CRISTO, o nosso salvador.

 

»SALMOS 45

  • UNIÃO ENTRE O REI E SEU POVO

 

Masquil, cântico de amor, para o músico-mor, entre os filhos de Coré, sobre Shoshanim

1 O MEU coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor.

2 Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso Deus te abençoou para sempre.

3 Cinge a tua espada à coxa, ó valente, com a tua glória e a tua majestade.

4 E neste teu esplendor cavalga prosperamente, por causa da verdade, da mansidão e da justiça; e a tua destra te ensinará coisas terríveis.

5 As tuas flechas são agudas no coração dos inimigos do rei, e por elas os povos caíram debaixo de ti.

6 O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de eqüidade.

7 Tu amas a justiça e odeias a impiedade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros.

8 Todas as tuas vestes cheiram a mirra e aloés e cássia, desde os palácios de marfim de onde te alegram.

9 As filhas dos reis estavam entre as tuas ilustres mulheres; à tua direita estava a rainha ornada de finíssimo ouro de Ofir.

10 Ouve, filha, e olha, e inclina os teus ouvidos; esquece-te do teu povo e da casa do teu pai.

11 Então o rei se afeiçoará da tua formosura, pois ele é teu Senhor; adora-o.

12 E a filha de Tiro estará ali com presentes; os ricos do povo suplicarão o teu favor.

13 A filha do rei é toda ilustre lá dentro; o seu vestido é entretecido de ouro.

14 Leva-la-ão ao rei com vestidos bordados; as virgens que a acompanham a trarão a ti.

15 Com alegria e regozijo as trarão; elas entrarão no palácio do rei.

16 Em lugar de teus pais estarão teus filhos; deles farás príncipes sobre toda a terra.

17 Farei lembrado o teu nome de geração em geração; por isso os povos te louvarão eternamente.

 

  1. Quem é o Rei?

 

 O pai que é DEUS, celebra as bodas do filho que é JESUS. Envia os empregados que são os profetas a levar o convite que é a pregação da vinda do Messias para as bodas e conseqüente juízo sobre os ímpios pecadores que não se arrependerem de seus pecados.

 

  1. Uma celebração desejada pelo Rei (vv.2,3).

 

O maior anelo do pai é ver o filho casado e lhe fazer uma bela festa de casamento.

DEUS deseja ardentemente o dia em que JESUS nos apresentará a Ele dizendo:

Hb 2.13 E outra vez: Porei nele a minha confiança. E outra vez: Eis-me aqui a mim, e aos filhos que Tu me deste.

  1. O aspecto atual da celebração.

É para todas as épocas, JESUS está falando da rejeição do convite feita pelos judeus em Israel e da aceitação dos gentios de todos os povos.

 

  1. O aspecto futuro da celebração.

 

Nas bodas do cordeiro, logo no final do Tribunal de CRISTO no céu e final da Grande Tribulação na Terra.

 

Subsídios 2

O Gracioso Convite para a Festa do Rei (v.3).

3 E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir.

 

O convite é feito de maneira simples, por servos do Rei que para nós são os servos usados pelo ESPÍRITO SANTO residente nos profetas e nos crentes do AT, até João Batista, ESPÍRITO SANTO que lhes dava ou lhes fazia lembrar das Palavras de DEUS, o evangelho, a boa notícia de salvação a todos os povos, línguas e nações, mencionando a vinda do Messias prometido.

 

  1. a) “Enviou os seus servos”.

 

Todos estes agiram fazendo um convite para a fé em DEUS. Enfrentaram a oposição e a recusa dos convidados, alguns pagaram com a própria vida o trabalho de convidar, mas todos serão recompensados e estarão nas bodas do Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo. Eles estarão lá conosco, pois também recebemos o convite, mas não fomos rebeldes à voz do que chamava: “Filho meu, Dá-me o teu coração”.

INTERESSANTE QUE CONVIDARAM E ESTARÃO COM OS CONVIDADOS QUE ACEITARAM AO CONVITE, NA MESMA FESTA.

 

HEBREUS 11

 

12 Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar.

13 Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.

14 Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria.

15 E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar.

16 Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.

29 Pela fé passaram o Mar Vermelho, como por terra seca; o que intentando os egípcios,

32 E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas,

33 Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões,

34 Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.

35 As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;

36 E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.

37 Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados

38 (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra.

39 E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa,

40 Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados.

 

  1. b) “A chamar os convidados”.

 

O próprio dono da festa (no caso o rei, que é DEUS o PAI), convidava algumas pessoas mais importantes da cidade (DEUS mesmo se manifestou aos patriarcas e falou com reis e imperadores) para a festa do casamento (no caso, a ceia das bodas do cordeiro, no final do Tribunal de CRISTO).

O casamento aqui era de seu filho (No caso JESUS) e para que não se esquecessem da festa (Bodas do Cordeiro – JESUS), o anfitrião da festa mandava empregados (Profetas) aos convidados (moradores da Terra) para que se lembrassem da festa e não faltassem, pois faltar a uma festa tendo sido convidado e dito que iria e não fosse, seria considerada ofensa e ofensa grave (Lançamento no lago de fogo e enxofre.

 

 

2) A Indelicada Recusa dos Convidados

 

  1. A estranha recusa

É preciso coragem e muito desprezo pelo rei para não aceitar a um convite seu, além disto haviam prometido que iriam (Faz-nos lembrar da Parábola dos Dois Filhos – disseram que iam e não foram).

É o livre arbítrio concedido aos homens por DEUS. O homem tem escolhido entre dois caminhos desde seu primeiro pai, pena que na maioria das vezes escolhe o caminho errado, o caminho mais fácil, o caminho largo e espaçoso.

Jr 21. 8 E a este povo dirás: Assim diz o SENHOR: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte.

Mt 7. 13 Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;

As desculpas apresentadas para não comparecerem à festa era apenas um pretexto para não prestigiarem seu futuro rei, no nosso caso JESUS.

Lc 19. 14 Mas os seus concidadãos odiavam-no, e mandaram após ele embaixadores, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós.

Não há como recusar o convite, o casamento não pode esperar, o noivo está chegando com a noiva e o banquete será servido, a hora é chegada.

Ap 19.7 Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.

 

  1. A reiteração do convite (v.4)

4 Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas.

 

DEUS é insistente na salvação de todos e por isso mesmo envia servos atrás de outros servos em busca dos convidados.

Podemos distinguir algumas vezes que DEUS chamou insistentemente ao homem e não foi correspondido:

DEUS foi rejeitado por Adão, o primeiro homem ao comer do fruto que DEUS havia dito para não comer (A entrada do pecado no mundo);

      Foi rejeitado pelo povo de Israel que pediram um rei que governasse sobre eles;

Foi rejeitado agora pelos judeus e seus representantes religiosos e políticos que não o conheceram em seu filho.

DEUS continua seu convite através da Igreja cheia do ESPÍRITO SANTO, ELE não desiste e nunca desistirá de convidar a todos os homens.

    

  1. A festa preparada

 

Quanta autoridade (O noivo JESUS no trono), quanta beleza (a noiva – a Igreja ornada para o noivo), quantos funcionários (anjos), quanta alegria (pelos salvos).

Imagine o trabalhão para preparar a festa (JESUS teve que dar sua vida), agora os convidados não querem vir (quantos milhões de pessoas morreram e foram para o inferno sem aceitarem o sacrifício que foi feito na cruz por elas).

Anunciemos, convidemos a todos, pois o noivo está às portas!!!!!!!

Forçai-os a entrar, esta é a ordem.

Lc 14.23 Respondeu o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e obriga-os a entrar, para que a minha casa se encha.

Muitas vezes deixamos de ganhar almas, pois não insistimos no convite, ou desistimos de tentar mais uma vez, ou porque não fomos ao hospital visitar aquele pobre moribundo que o ESPÍRITO SANTO nos mandou visitar, não vamos ao nosso vizinho porque sentimos vergonha dele. Vamos! Forcemo-los a entrar, a casa não pode ficar vazia.

Lembro-me de quantas vezes dei provas difíceis no colégio para os alunos da classe de religião, então devido às notas baixas que tiravam, dizia para eles irem à congregação para assistirem ao culto que lá eu anotaria o nome de cada um que fosse e daria 3 pontos pela participação, então a congregação ficava cheia e na hora do apelo muitos se convertiam. Hoje, quando os encontro nas diversas congregações que visito, vejo que o forçar de DEUS funciona, pois são obreiros e mulheres que servem a DEUS com todo o zelo. Glória a DEUS!!!

 

  1. A incrível indiferença

 

Mt 11.17 Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não pranteastes.

A indiferença é um pecado que será cobrado e castigado severamente pelo rei. Ninguém zomba de DEUS e permanece feliz para contar a história.

“Eles não fazendo caso”(v.5).

O desprezo pela palavra de DEUS (O Pão que desceu do céu), está cada vez maior; já vemos em nossos cultos o horário cada dia mais curto para o ensino da Palavra de DEUS e até o desaparecimento total do ensino por parte dos líderes, tudo substituído pelo que agrada aos jovens e aos descompromissados, a música, que em noventa por cento dos casos é mais secular do que evangélica, tem mais apelo sensual ou material do que evangelístico.

 

  1. A perseguição aos mensageiros (v.6)

 

6 e, os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.

 

Depois da total descrença nos profetas de DEUS e do esfriamento espiritual do povo de Israel devido à morte de muitos dos primeiros cristãos que aconteceu a tragédia, veio o castigo do rei para com seus convidados, sua cidade foi destruída a fogo e seu povo feito escravo ou morto pela espada romana (Gladium). No ano 70 d.C. o general Tito invade Jerusalém, a cidade do Rei, ateia fogo a ela e a destruição é tremenda.

Gl 7.7 Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará.

 

 

  1. OS CONVIDADOS DO REI (MT 22.3-10)

 

3 E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir.

4 Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas.

5 Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, e outro para o seu negócio;

6 e, os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.

7 E o rei, tendo notícias disso, encolerizou-se, ce, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade.

8 Então, disse aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.

9 Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas a todos os que encontrardes.

10 E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial ficou cheia de convidados.

 

  1. Dois insistentes convites para Israel.

 

1º CONVITE - Mt 22.3 E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir.

2º CONVITE - Mt 22.4 Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas. 5 Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, e outro para o seu negócio;

 

No primeiro convite a resposta foi seca e mal-educada, devido à insistência do rei arranjaram desculpas para se justificarem por não irem.

 

Assim também os homens estão a responder ao apelo da salvação de maneira mal-criada e irresponsável, depois da perseverança e insistência da Igreja em convidá-los inventam desculpas esfarrapadas como:

- Tenho minha religião;

- Não tenho tempo para a Igreja;

- Tenho receio de meus familiares;

- Já sou crente; Etc...

 

  1. Três classes de pessoas convidadas no primeiro convite(vv.3-6).

3 E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir.

4 Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas.

5 Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, e outro para o seu negócio;

6 e, os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.

 

a- Indiferentes - Não davam nenhum valor ao rei e nem a seu filho.

b- Ingratos - Não foram agradecidos por serem convidados, acharam-se merecedores de maior dádiva ainda.

c- Homicidas - Violentos e assassinos. Ultrajaram e mataram os servos do Rei (Mt 22.6). Provocaram o rei à ira.

  1. O terceiro convite (Mt 22.8-10).

8 Então, disse aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.9 Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas a todos os que encontrardes.

10 E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial ficou cheia de convidados.

 

Este último convite revela a justiça divina irmanada à misericórdia. Segundo o costume, esses convidados não eram dignos, isto é, eram pessoas comuns, discriminadas pela sociedade e não desfrutavam da amizade do Rei (Mt 22.8). Estes homens, rejeitados pelos judeus, foram receptivos ao convite régio e encheram o palácio para as bodas. Os servos do monarca foram pelos caminhos e convidaram a todos que encontraram, tanto os maus como os bons (Mt 22.10). É interessante notar que o texto se refere “às saídas do caminho”, indicando não apenas as pessoas dentro dos limites de Israel, mas a tantos quantos fossem encontrados fora de suas fronteiras. O livro de Atos dos Apóstolos é um testemunho de que o evangelho ultrapassou os limites de Israel. Ao recusarem o convite real, os judeus mostraram ser menos dignos do que os gentios (Rm 11.11; 15.27; 9.20-21).

  1. Os propósitos de Deus não são frustrados.

A rejeição dos judeus não frustrou os propósitos divinos, ao contrário, propiciou a entrada dos gentios (vv.8-10). Os convidados não apenas rejeitaram o convite, mas rechaçaram com violência e morte os mensageiros do rei. Não foi exatamente isto que os judeus fizeram com os discípulos de Jesus?

 

III. A FESTA DO CASAMENTO (MT 22.10-12)

 

10 E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial ficou cheia de convidados. 11 E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste nupcial. 12 E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu.

 

Os benefícios e delícias do reino messiânico são representados pela figura de uma festa nupcial. Os judeus foram indiferentes ao convite do Rei. Os servos enviados pelo Monarca ao longo da história desse povo foram rechaçados e maltratados, desde os primeiros profetas até o último, João Batista.

  1. As vestes adequadas para a festa (v.11).

11 E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste nupcial.

De algum modo, o rei providenciou vestes festivas para os convidados desafortunados, a fim de que se trajassem adequadamente para as núpcias. Qual o sentido simbólico da “veste nupcial?” Significa despojar-se das vestes antigas, dos andrajos do pecado, e vestir-se com trajes santos, purificados com o sangue do Cordeiro.

 

2 . Convidado sem trajes adequado (v.11).

11 E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste nupcial.

Não era aceito na sociedade de então que alguém entrasse numa festa sem estar devidamente vestido. Trazendo isto para a realidade espiritual, entendemos que é impossível estar na celebração maior do Reino de Deus sem o traje festivo. Os convidados sem traje nupcial representam aqueles que pensam ser capazes de servir a Deus de qualquer modo, sem demonstrar os sinais da obra purificadora do Calvário. Quem está vestido com sua própria justiça não tem direito de entrar na festa. Somente aqueles que estão trajados com a “justiça dos santos” (Ap 19.8).

  1. A visão escatológica das Bodas (Mt 22.10; Ap 19.7-9).

10 E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial ficou cheia de convidados.

Ap 19.7 Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. 8 E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. 9 E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.

 

Nas Bodas, conforme a parábola, “a festa nupcial ficou cheia de convidados”. Ou seja, daqueles que aceitaram o convite da graça, passando a fazer parte das Bodas do Cordeiro.

  1. a) O “filho do Rei”. É a mesma figura do “Cordeiro”, isto é, a pessoa de Cristo. Ele é o esposo desejado pela Igreja, a esposa.
  2. b) A esposa do Filho do Rei. Não é Israel, mas a Igreja remida no Calvário formada indistintamente por judeus e gentios que receberam a Cristo (2 Co 11.2; Ef 5.23-32; Ap 19.7).
  3. c) O tempo da festa. As Bodas do Cordeiro dar-se-ão após o arrebatamento e o Tribunal de Cristo. Enquanto a Igreja se regozija na presença do Noivo, na terra, acontecerá a Grande Tribulação.

A festa é a salvação sem merecimento, apenas reconhecendo em JEUS a salvação, é o período da graça em que vivemos, este está no decorrer da graça, dependendo de nós mesmos e nossa fidelidade para que alcancemos o final deste período que será após o arrebatamento e Tribunal de CRISTO, nas bodas do cordeiro.

 

Subsídios 3:

3) O Novo Convite Universal do Rei

 

DEUS não faz acepção de pessoas, todos os que a Ele se chegam são salvos.

Da rejeição de Israel nasce a aproximação gentílica.

Mt 8.11,12 Também vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e reclinar-se-ão à mesa de Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus; 12 mas os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.

 

At 13.46 Então Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Era mister que a vós se pregasse em primeiro lugar a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos viramos para os gentios; 47 porque assim nos ordenou o Senhor: Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra. 48 Os gentios, ouvindo isto, alegravam-se e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos haviam sido destinados para a vida eterna. O plano de Deus não pode falhar! Se falharmos, Deus levantará outros para ocupar o nosso lugar, como pessoas ou igrejas, contanto que quando Jesus voltar um povo sei esteja preparado para encontrá-lo. Ler Mc 16.15.

 

  1. Bons e maus reunidos no banquete (v.10)

10 E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial ficou cheia de

convidados.

 

É diferenciada a conversão na vida de cada crente, enquanto uns se convertem totalmente ao Senhor e lêem muito a bíblia, jejuam, oram, são batizados nas águas e com o ESPÍRITO

SANTO e ainda fazem a obra de DEUS, outros são acomodados e rebeldes à voz de DEUS.

O melhor é que os fortes ajudem aos mais fracos. Que as pedras da construção da Igreja aparem suas arestas de tal forma a se encaixarem perfeitamente umas às outras na construção de um lindo edifício para DEUS.

2Co 5.17 Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

1Pe 2. 5 vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.

 

  1. O homem sem veste nupcial (v.11)

 

11 E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste nupcial.

 

Um homem que não trazia veste nupcial no Vv 11, esse homem que não se vestia propriamente para tal ocasião, representa os judeus que insistiam em entrar no reino de DEUS conforme os seus próprios conceitos de justiça própria (principalmente pela guarda do Sábado e do cumprimento de algumas leis).

Rm 10.3 Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus. 4 Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê.

Este mal vestido homem também representa os que na atualidade procuram se justificar e confiam na sua própria justiça, recusando-se a vestir-se de CRISTO. (Orlando Boyer – Espada Cortante 1 – CPAD)

 

Is 61.10 Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegrará no meu Deus, porque me vestiu de vestes de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como noivo que se adorna com uma grinalda, e como noiva que se enfeita com as suas jóias.

Gl 3 27 Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo.

 

  1. O rei entra para ver (vv.11-12)

12 E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu.

13 Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o ge lançai-o nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.

 

O rei está de olho nos convidados, ninguém pense que pode se esconder ou burlar a segurança do filho do rei e seu olho como chama de fogo.

Ap 1. 14 e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo

No tribunal de CRISTO a obra de cada um será provada pelo fogo e então cada um estará nu e patente aos olhos daquele que tudo vê, é evidente que ali não haverá mais condenação como aqui na Parábola, pois a mesma se refere aqui àqueles que ficarão para a grande tribulação embora pensassem que estariam entre os que foram arrebatados, são aqueles que estarão perante JESUS naquele dia dizendo:

Mt 7. 22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres?

 

  1. O resultado fatal (v.13)

13 Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o ge lançai-o nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.

 

Há um lugar preparado para aqueles que não aceitam ao convite do rei e também para aqueles que não sabem se trajar na presença do rei, o lago de fogo e enxofre.

O rei ordenou aos seus servos que lançassem fora o homem, nas trevas exteriores, uma vez que ele já vivia nas trevas interiores. Todos os servos do rei mencionados até aqui (5 vezes: vv.3,4,6,8,10) são de outra categoria de servos: “doulos”. Aqui no v. 13, na aplicação da justiça divina, “servos” no v.13 é “diakonos” e deve referir-se aos anjos como agentes de Deus nesses casos como vemos nos textos bíblicos. Ver Mt 13.41,42. “Doulos” é o servo em relação ao seu senhor, na sua presença e sendo enviado por ele. “Diakonos” (donde o termo diácono) é o servo em relação ao serviço do Senhor, executando fielmente o seu querer, principalmente fora da sua presença. Os diáconos da Igreja deviam saber disso.

A festa é a salvação sem merecimento, apenas reconhecendo em JESUS a salvação, é o período da graça em que vivemos, este está no decorrer da graça, dependendo de nós mesmos e nossa fidelidade para que alcancemos o final deste período que será após o arrebatamento e Tribunal de CRISTO, nas bodas do cordeiro.

 

CONCLUSÃO

 

Jesus concluiu o seu ensino dizendo: “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. Convidados são todos. Escolhidos são os que aceitam o convite, e, são justificados diante de Deus mediante a justiça de Cristo pela fé. Assim ficarão fora do banquete da salvação:

***O judeu incrédulo (vv.3-8);

***O gentio falso crente (vv.11-13).

 

A principal lição dessa parábola está no versículo 14 que mostra a rejeição de Israel à obra de Cristo. Israel era o povo chamado e eleito; o povo convidado para as bodas, mas a sua rejeição propiciou o convite a todos os povos. Não podemos, por conseguinte, desprezar o convite para as bodas do Cordeiro. Como, porém, aceitar este convite? Recebendo a Cristo como o nosso único e suficiente Salvador.

 

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES:

 

Subsídio Doutrinário

“A provisão feita no evangelho para as almas que perecem está representada por uma festa real, feita por um rei de um modo pródigo, conforme o costume oriental, por ocasião do casamento de seu filho.

[...] Os primeiros convidados foram os judeus. Quando os profetas do Antigo Testamento não prevaleceram, nem João Batista, nem o próprio Cristo, que lhes disse que o reino de Deus estava próximo, foram enviados os apóstolos e, ministros do evangelho, depois da ressurreição de Cristo, a dizer-lhes que viria persuadi-los para que aceitassem a sua oferta.

A razão de os pecadores não irem a Cristo e à salvação por Ele, não é que não possam, mas porque não querem. Ignorar a Cristo e à salvação realizada por Ele é o pecado que condena o mundo. Eles foram indiferentes. As multidões perecem para sempre por pura indiferença, sem mostrar aversão direta, mas são negligentes acerca de suas almas. Além do mais, as atividades e o proveito das ocupações mundanas atrapalham a muitos, impedindo-os de estabelecer uma aliança com o salvador.

[...] Nosso Salvador passa aqui da parábola para o seu ensino. Os hipócritas, mesmo aparentemente andando na luz do evangelho, caminham em direção à extrema escuridão. Muitos são chamados à festa das bodas, isto é, a salvação, mas poucos têm a roupa para a ocasião; a justiça de Cristo e a santificação do Espírito. Então, examinemo-nos se estamos na fé e procuremos ser aprovados pelo Rei.” (HENRY, Matthew. Comentário bíblico Matthew Henry. RJ:CPAD, 2002, p. 781.)

 

Subsídio Bibliológico

“Muitos, que fazem parte da presente manifestação do reino dos céus aqui na terra, não estarão ‘trajado com veste nupcial’ (v.11), e, portanto, não farão parte dos escolhidos (v.14). A ‘veste nupcial’ simboliza a condição de se estar preparado - uma possessão presente da verdadeira fé em Cristo e da constante obediência como fruto da graça de Cristo (cf. 24.44; 25.21). Cristo alude ao homem que estava sem vestes nupciais, para levar-nos a um auto-exame e perguntar-nos, ‘Senhor, sou eu?’

...A chamada à salvação é feita a muitos. Os poucos escolhidos para herdar o reino dos céus são

os que atendem à chamada de Deus; que se arrependem dos seus pecados e que crêem em Cristo. Acolher a graça de Deus mediante o livre exercício da nossa vontade faz com que nos tornemos parte do povo escolhido de Deus”. ( Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.1432).Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 22, pág. 42.

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net