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PRE-milenismo
PRE-milenismo

PRÉ-MILENISMO (DOUTRINA CORRETA)

 



                                           
                     PRÉ-MILENISMO
 
Leitura Bíblica Inicial:


“1 ¶ E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. 2 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. 3 E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo. 4 E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. 5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. 6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com elemil anos. 7 E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, 8 E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. 9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou. 10 E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.” (Ap 20:1-10 ACF)


As Escrituras nos dizem que Jesus prometeu voltar. Elas também nos dizem que algumas coisas vão acontecer antes, durante, e depois de Sua volta. E, se nós queremos mais pistas do que vai acontecer, teremos que estudar as passagens proféticas de 

Dan 2 [a estátua de 4 materiais, profetizando 4 impérios mundiais, seguidos pelo reino do Messias]; 
Dan 7 [os 4 animais, seguidos pelo reino do Messias]; 
Dan 11:36 até o fim do capítulo 12 [o anticristo, o Messias, seu reino]; 
Eze caps. 37 a 48 [a restauração de Israel e a adoração no templo do reino do Messias]; 
Zac caps. 12 a 14 [destruição dos inimigos do povo de Deus; arrependimento e purificação de Israel; reconhecimento do Pastor ferido; julgamento das nações gentílicas; reino do Messias; e Jerusalém exaltada]; 
Mat caps.. 24 e 25 [sinais para o fim da Tribulação, e início do reinar do Cristo; julgamento das nações gentílicas]; 
1Cor 15:20-57 [as ressurreições]; 
1 Tes 4:13-5:3 [as ressurreições];
2 Tes 2:1-12 [sinais, já após a retirada dos salvos e já dentro da tribulação, para a segunda vinda do Cristo]; 
e, a maior de todas, Ap caps. 4 a 22. 

Agora não será possível procurar todas estas passagens aqui, porém acredito que se quisermos nos aprofundar nisso teremos nós mesmos que estudá-las cuidadosamente. Se você se dispuser a interpretar todas essas passagens literalmente e imparcialmente, provavelmente você chegará ao cenário descrito abaixo:


A VISÃO PRÉ-MILENARISTA DA VOLTA DE CRISTO


Antes do retorno de Cristo, grandes e poderosos impérios irão se levantar e cair, culminando pelo completo domínio do mundo através da pessoa chamada de a Besta ou o Anticristo. Com a manifestação do anticristo, o evangelho já terá sido pregado em todo o mundo, mas também já terá havido um grande afastamento da fé por parte da enorme maioria da igreja. O anticristo fará primeiro um tratado de paz com a nação de Israel, porém, surpreendentemente [3 e meio anos depois], ele quebrará este tratado e oprimirá Israel, e exigirá ser adorado dentro do templo [reconstruído no seu local em Jerusalém] como se fosse Deus. Este será um tempo de grande sofrimento para Israel, porém Deus enviará incríveis pragas de julgamento para punição de todas as nações. Uma outra figura do final dos tempos é o Falso Profeta que entrará em cena junto com o anticristo, ambos responderão com sinais milagrosos deles próprios, vindos do poder do próprio satanás.

Em meio a esta grande turbulência, o maior poderio militar de todos os tempos será lançado contra Israel. E quando tudo parece perdido para Israel, Jesus Cristo retornará como rei dos reis e senhor dos senhores, para salvar Israel e derrotar a besta e o falso profeta, lançando-os no lago de fogo. E então, de acordo com Apocalipse capitulo 20, satanás será preso por mil anos. Durante estes mil anos Jesus reinará na terra junto como os santos ressurretos e arrebatados. Todo o Israel será salvo e adorará a Jesus dentro do glorioso templo descrito no livro do profeta Ezequiel. O mundo será regido por Cristo resultando na mais perfeita paz, ordem e harmonia no mundo que conhecemos. A paz e a harmonia se estenderão até à natureza; leão irá comer [somente] grama; crianças brincarão com serpentes e não serão picadas ou envenenadas. 

No fim dos mil anos, satanás será solto para sua ultima rebelião contra Deus na terra e, uma vez mais, Deus o derrotará [mas dessa vez eternamente!], lançando-o no lago de fogo que arde para sempre. Todos os mortos que não foram salvos serão ressuscitados, julgados, e lançados no lago de fogo. O céu e a terra serão destruídos e novo céu e nova terra serão feitos surgir no lugar dos antigos, juntamente com a nova Jerusalém. Os santos habitarão para sempre junto com o Senhor. 

O que eu acabei de resumir para vocês é o resultado do estudo de toda a escatologia nas Escrituras, tomada e interpretada de modo direto- óbvio e literalmente, e é conhecido como a visão pré-milenarista sobre volta de Cristo. Por que é chamado pré--milenarismo? Porque dentro desta visão Jesus retorna antes dos mil anos. Diferente das outras duas visões: pós-milenarismo e amilenarismo. De acordo com o pós-milenarismo Cristo retornará após o mil anos, não antes. De acordo com o amilenarismo os mil anos não são literais, são somente um símbolo da longa presença de Cristo entre a primeira e segunda volta. 



Existem 05 razões porque defendemos esta visão (pré-milenarismo) e rejeitamos as outras duas [pós e a-milenarismo]:

RAZÃO 1: PRÉ-MILENARISMO É BASEADO EM UMA INTERPRETAÇÃO LITERAL DAS ESCRITURAS


Nós firmemente acreditamos que Deus nos deu as Escrituras de modo simples, claro e direto [e assim devendo elas ser entendidas]. A mensagem [registrada na Bíblia] foi intencionada para ser acessível aos homens e mulheres simples [os humildes “leigos” e “soldados rasos”] que pertencem a Deus. Não existe uma classe especial de pessoas tais como profetas, professores, teólogos ou eruditos escolásticos que mediam entre a mensagem e o povo. Tudo isto argumenta em favor de um princípio de interpretação que traz o significado da Bíblia ao alcance dos “soldados rasos” do povo de Deus. Este princípio, claramente declarado, é que devemos tomar [aceitar] as Escrituras no sentido normal e este entendimento é aplicado à toda a Bíblia, incluindo passagens dentro da escatologia. Se o sentido direto- e- óbvio de tais passagens fazem bom sentido, não é necessário procurar algo escondido ou de significado simbólico. 

Qualquer outro método de interpretação (por exemplo: espiritualizando ou alegorizando o texto) desfigura ou remove, parcialmente (se não completamente), a mensagem que Deus intencionou entregar para o Seu povo. Por exemplo, o texto que nós lemos de Apocalipse 20 é interpretado por outros como se segue: 

“ O anjo mencionado em Ap 20 é o próprio Jesus. A vinda dele descendo do céu é interpretado como sua encarnação neste mundo. Seu ato de amarrar Satanás e lançá-lo no poço sem fundo, mencionado em Ap 20.2-3, é interpretado como a morte de Jesus na cruz que removeu o poder de Satanás sobre os crente. Aqueles que reinam com Cristo por mil anos em Ap 20:4 são interpretados como significando a presente era da igreja, onde Cristo está reinando nos corações dos crentes. Aqueles que têm parte na primeira ressurreição, mencionada em Ap 20:5-6 são interpretados como aqueles que nasceram de novo, e assim a ressurreição aqui não é física [corporal], porém é espiritual. Então a derrota final da rebelião de Satanás em Ap 20:7-9 é interpretada como a segunda vinda de Cristo, e assim é como o mesmo evento em Ap 19, capítulo que dá todos os detalhes de como Cristo vai derrotar satanás.

Como você pode ver, aqueles que não interpretam Ap 20 literalmente tomam toda liberdade com o texto, fazendo-o significar o que não é natural ao sentido direto- e- óbvio do texto. O significado direto- e- óbvio do texto é conseqüentemente ignorado em favor de uma mensagem oculta, enigmática [criptografada], que somente aqueles que são qualificados podem entender. Agora, eu gostaria que você me dissesse honestamente: quando nós estávamos lendo esta passagem há poucos minutos atrás, algum de vocês sequer imaginou esta interpretação do texto? Eu penso que não. Você provavelmente entendeu o texto no sentido direto- e- óbvio – que o evento no capítulo 20 não é o mesmo do capítulo 19; e que, depois da volta de Cristo, satanás será aprisionado por mil anos, tempo em que os santos ressurretos reinarão com Cristo sobre as nações do mundo até que satanás seja solto de novo, para ser derrotado e destruído para sempre. 

A visão pré--milenarista é que aquela a que uma pessoa chegaria de modo bastante natural, sem ter que torcer a palavra de Deus e fazê-la significar coisas que ela não significa. 

Vamos, agora, para a segunda razão:

RAZÃO 2: PRÉ--MILENARISMO É A VISÃO QUE TEM SUPORTADO O TESTE DO TEMPO


Durante os primeiros três séculos da história da igreja, esta visão parece ter sido a dominante. Os que aderiam a esta visão eram Papias, Iirineu, Justino o Mártir, Tertuliano, Hipólito, Metódio, Comandiano, e Lactanius. Foi somente no quarto século (quando o Imperador Romano Constantino deu à igreja um favorecido status) que a posição Amilenalista foi aceita. O famoso pai da igreja, Agostinho, foi quem desenvolveu esta posição. Esta é a posição da Igreja Católica Romana até hoje.


Porém, embora o pensamento doutrinário oficial da Igreja (Católica Romana) permaneceu (pós-milenarista) durante a idade média, o pré--milenarismo continuou entre certos grupos de fiéis crentes que eram contra a Igreja Católica Romana. Infelizmente, havia também alguns extremistas que eram chamados de pré-milenaristas. Eles se revoltaram, tomaram cidades, e um falso mestre, chamado de Jan Matthys, tomou o controle da cidade de Munster, chamou-a de Nova Jerusalém, e se declarou Enoque, e alegou que estava preparando o caminho para o retorno de Cristo. E assim, no tempo da reforma protestante, estes grupos de extremistas tinham dado à posição pré-milenarista um muito mau nome [reputação]. Isto nos ajuda a entender porque os reformadores não favoreceram a visão pré--milenarista, embora eles [que contra-senso!] firmemente defendessem a interpretação literal das Escrituras. Mas esta defesa do literalismo foi o que preparou o “palco” para o retorno dos protestantes ao pré--milenarismo. 

No século XVII, um teólogo calvinista chamado Johann Heinrich Alsted reviveu a visão pré--milenarista através de seu livro chamado “A Cidade Amada”. Foi este renovado desejo para o estabelecimento do Reino de Deus sobre a terra que acompanhou [melhor dizendo, motivou] a eclosão da revolução puritana na Inglaterra. Porém, uma vez mais, esta visão caiu em descrédito devido a certos grupos extremistas tais como “Os Homens da Quinta Monarquia” que estavam conectadas com ela. 

Neste tempo, uma nova visão escatológica ganhou popularidade, a saber, o pós-milenarismo. Pessoas começaram a acreditar que [somente] quando o mundo fosse convertido a Cristo a terra gozaria de um tempo de paz e justiça por mil anos. Ao final, Cristo finalmente retornaria para o último julgamento. Porém o otimismo que fez surgir esta visão dissipou-se com as violentas transformações políticas que tiveram lugar no mundo. Ao fim da primeira e segunda grande guerras mundiais, o pós-milenarismo tornou-se anti-popular [e praticamente desapareceu] e o pré--milenarismo fez um enorme retorno. Nos últimos dois séculos, tem havido um interesse grandemente aumentado na escatologia, e muitos livros e conferências a respeito dos últimos dias têm se tornado comum. Talvez a grande influência e impacto do pré--milenarismo tem vindo do grupo de crentes conhecidos como dispensacionalistas. 

Meu propósito em fazer todo este levantamento da história da igreja é mostrar que a visão pré--milenarista não é nova, de modo nenhum. De fato, esta é a mais antiga das três visões. E, embora às vezes este pensamente tenha caído em desfavor por causa de certos grupos radicais [mas com raízes fora da Bíblia] e extremados [mesma observação] que se desposaram com esta visão, a igreja sempre parece retornar ao pré--milenarismo. Este, pois, tem suportado o teste do tempo. 

Prossigamos, agora, para a terceira razão pela qual defendemos esta visão:

RAZÃO 3: PRÉ--MILENARISMO DÁ-NOS A CORRETA PERSPECTIVA DE NOSSO PRESENTE DEVER NA PROMOÇÃO DO REINO DE DEUS.


Alguns que não defendem a visão pré--milenarista têm escorregado e caído na ênfase social da reforma, ou na teologia reconstrucionista ou teologia do domínio. Agostinho, ele mesmo, o primeiro grande advogado do amilenarismo, escreveu um livro intitulado ´”A Cidade de Deus”, no qual ele faz somente uma muito minúscula [ou nenhuma] distinção entre a igreja e o estado [o ideal seria que o estado estivesse a serviço da igreja, como na maior negritude da Idade das Trevas, a Idade Média]. Seguindo isto, a Igreja Católica Romana cresceu tornando-se não somente uma entidade religiosa, mas também política, com sua capital na cidade do Vaticano, tendo o papa como seu monarca, e os [seus] embaixadores sendo enviados a outras cidades. E ainda é muito enfatizada na Igreja Católica Romana o seu papel para efetivar reforma social e política, e a mais extrema forma disso é a [esquerdista] Teologia da Libertação [de Leonardo Boff, etc.]..

Agora há outros [além dos católicos romanos] que não defendem a posição pré--milenarista e que também caíram no mesmo erro de pensarem que nosso papel dentro do Reino de Deus é o de efetivar mudanças políticas e sociais. Mas pré--milenaristas são menos prováveis de cair neste mesmo tipo de erro porque, para eles, é somente Cristo que efetivará essas transformações sócio-políticas durante o milênio. Não é nosso papel estar envolvidos com essas coisas. Nosso papel na promoção do Reino de Deus agora é simplesmente pregar as boas novas da vida eterna e edificar os santos com a palavra de Deus. Nossa tarefa neste presente século é ser usados por Deus para transformar vidas, e não instituições sociais e políticas. 

Até aqui nós temos visto três razões porque defendemos a posição pré--milenarista. Nós vamos agora mostrar a quarta razão:

Razão 4: Pré--milenarismo é Confirmado Através de Muitos Versículos das Escrituras


O meio para testar qualquer doutrina é compará-las com outros versos das Escrituras. Tem sido erradamente alegado, por aqueles que atacam esta posição, que ela descansa somente nesta única passagem das Escrituras [Ap 20] e conseqüentemente tem uma base frágil. Eles dizem que Ap 20 é o único lugar em toda a Bíblia que menciona os mil anos, e que o livro de Apocalipse é cheio de símbolos; e todo milenarismo está baseado em uma duvidosa interpretação desta simbólica passagem. 


Porém isso não é verdade, de modo nenhum. Na verdade, existem outros versículos significantes que suportam uma interpretação literal de Apocalipse 20. Um importante versículo é 1 Cor.15:23-24: 
“23 Mas cada um por sua ordem: 
Cristo as primícias, 
depois os que são de Cristo, na sua vinda. 
Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. 24” (1Co 15:23-24 ACF)
Cristo deve reinar até ter posto todos os inimigos debaixo de seus pés. O último inimigo que deve ser destruído é a morte. 

Embora não exista a menção de mil anos nestes versículos, existe uma clara evidência de um longo espaço de tempo entre a segunda volta [de Cristo] e o fim do mundo.E isto claramente está em desacordo com pós-milenarismo e amilenarismo desde que, em ambos, a segunda volta de Cristo é também o fim do mundo. Agora, novamente olhe nestes versículos onde Paulo esta descrevendo a ordem cronológica das várias ressurreições. 
A primeira ressurreição [Nota de Hélio: melhor chamá-la de ressurreição do primícia] foi a de Cristo e aconteceu há dois mil anos atrás. 
A segunda ressurreição [Nota de Hélio: melhor chamá-la de ressurreição do primeiro tipo] ocorrerá na segunda volta de Cristo, isto é, quando aqueles que são de Cristo serão ressuscitados dos seus túmulos. 
A terceira ressurreição [Nota de Hélio: melhor chamá-la de ressurreição do segundo tipo] ocorrerá no fim, quando a própria morte será finalmente derrotada, resultando que todos que descansam da morte sendo ressuscitados. 
Porém quando isso ocorrerá? Agora procure no versículo 24 e você verá que esse versículo tem duas vezes a palavra ´´depois``. Agora, esta palavra depois não significa ´´na volta de Cristo``, porém depois desta. Esta palavra na verdade tem o mesmo significado da palavra ´´mais tarde`` ... e nós já temos visto [na primeira palavra “depois” no verso 23] que esta palavra poderia significar um tempo estendido de 2000 anos. 

Desde que há claramente dois intervalos de tempo neste versículo, então o segundo, que é entre a volta de Cristo e o fim [do mundo], deve se referir ao milênio, basta que comparemos esta Escritura com Ap.20. 

Um outro importante versículo é Atos 1:6-8, 
“1 ¶ FIZ o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, 2 Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera; 3 Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus. 4 E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. 5 Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. 6 ¶ Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel? 7 E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. 8 Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (At 1:1-8 ACF)

Aqui, nós fazemos a observação que os discípulos estavam perguntando quando o reino deveria ser restaurado a Israel. Eles procuravam saber se eles veriam Jesus, o filho de Davi, reinando [corporal, físicamente, literalmente, plenamente] agora, no trono [a ser estabelecido] na terra, sobre a nação de Israel. Agora, se o reino milenar fosse espiritual e devesse ser considerado como tendo iniciado na primeira vinda de Cristo (como os amilenarista defendem) o que você pensaria que Ele teria respondido? Cristo provavelmente teria dito alguma coisa como: ´´o reino já está sendo restaurando a Israel agora, porém [restaurado] espiritualmente [a um Israel espiritual], não de forma política [real, concreta, visível, literal]. Do mesmo modo [invisível, não em corpo físico] como Eu reino dentro do coração dos homens.``

Porém Cristo não disse nada próximo a isto.Em vez disso, a maneira que Jesus respondeu a eles implica que [reconheceu que] os discípulos estavam certos em esperar uma futura [literal] restauração política do reino. Jesus [somente] disse: ´´Não vos pertence saber os tempos ``. [não disse “vocês estão totalmente errados sobre a natureza do meu reinar, ele não será corporal, nem visível, nem concreto, nem político, antes será imaterial, invisível, abstrato, meramente simbólico, espiritual]

Nós fazemos a observação que Jesus não fez nenhuma correção ao que eles perguntaram e que, através disso, Ele confirmou que o reino será restaurado à nação de Israel, porém não pertence aos Seus apóstolos e discípulos saberem precisamente quando isto vai acontecer. E ainda hoje ninguém sabe a exata data quando Jesus inaugurará seu reinado como rei de Israel. 

Mas, enquanto nós aguardamos esse glorioso tempo, Jesus disse que nós devemos nos ocupar estendendo o seu presente reino espiritual pelo poder do Espírito Santo. Porém Deus também tem seu futuro reino político em vista, a restauração do reino de Israel e do trono de Davi que eles tinham há cerca de três mil anos atrás. 

E, por causa disto, nós que somos pré—milenarista, mantemos uma alta consideração pela nação de Israel. Embora os Judeus atualmente estejam distantes de Deus, eles ainda são uma nação especial para Deus. Mesmo o apóstolo Paulo em Romanos 11:25 
“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, ATÉ que a plenitude dos gentios haja entrado.” (Rm 11:25 ACF)

diz-nos que o presente estado deles, de cegueira, terá fim quando o plano de Deus para os gentios estiver cumprido. Os Israelitas não têm sido trocados ou suplantados pela igreja, porque os dons e chamados de Deus são sem arrependimento (Rom 11:29). O plano de Deus para eles ainda não está finalizado. 

Aqueles planos obviamente incluem a salvação [dos judeus] através da fé em Jesus Cristo. Eles não serão salvos de nenhum modo que seja diferente da maneira pela qual que nós somos salvos. Porém os Judeus têm o benefício adicional das promessas específicas que Deus fez a Abraão, Isaque, Jacó, e Davi, promessas
 que incluem a criação de um reino político e visível, aqui sobre a terra, 
que eles possuem por direito divino o pedaço de terra mais excelente de todos, a eles dado por Deus por herança [eterna], 
e que Deus traz bênção e favor para aqueles que ajudam Israel, e traz maldição para aqueles que tentam destruir esta nação. Na verdade, incríveis eventos têm ocorrido no oriente médio nos últimos 50 anos, justificando a reivindicação da visão pré--milenarista. Deus claramente continua sendo fiel às [eternas] promessas que Ele fez aos antepassados [dos judeus e israelitas]. E, se isto é assim evidente agora, então há grandes coisas que ainda estão por vir a eles, no milênio. 

Muitos Judeus ainda hoje acalentam e nutrem este desejo e olham em expectativa para o dia quando o templo será reconstruído e sacrifícios uma vez mais serão oferecidos, e quando o filho de Davi reinará sobre eles. Mas, se as visões amilenarista e pós-milenarista estivessem corretas, então todas as suas expectativas darão em nada [serão frustradas]. 

E, uma vez que os santos do antigo testamento olharam com a mesma expectativas para essas coisas, quão desapontados eles ficariam se descobrissem que elas somente seriam cumpridas em um senso espiritual, na igreja, e não no real, senso físico [literal] de que eles tinham expectativa. 
Teria Deus enganado a eles?
Por desventura Deus fez promessas [aos descendentes físicos de Israel] e depois não as cumprirá do modo que os fez acreditar que as cumpriria? 
Não cumpre Deus todas as Suas promessas? E não as cumpre do modo mais literal e maravilhoso [sem truques, sem apelar para desculpas como de espertos charlatões enganadores]?

Se nossa resposta a estas questões é “não”, então nós devemos acreditar que o reino [físico, literal] realmente será restaurado um dia a Israel [física, literal] e que isto acontecerá realmente quando Jesus Cristo retornar para inaugurar os mil anos de paz. 

Nós já temos visto quatro razões porque defendemos o pré-milenarismo. Há uma última razão que nós queremos mostrar:

RAZÃO 5: PRÉ-MILENARISMO É A ÚNICA VISÃO QUE ELOGIOSAMENTE RECOMENDA ESPERANÇA A UM MUNDO QUE É MISERAVELMENTE CAÍDO E TOMADO PELO MEDO.

 

 

Somente dê uma olhada de perto no que é nosso mundo hoje: um grupo de nações que estão rasgadas [uma das outras] em constantes conflitos, altercação, suspeitas e orgulho. Mais guerras têm ocorrido neste século do que em milhares de anos da história antes disso. 50 anos de negociação no oriente médio não têm ainda trazido nenhum vestígio de paz. Ultimamente nós temos ouvido rumores de desconfiança entre China e os EUA. Regiões como a Índia e o Paquistão estão politicamente em desordem. O futuro de Hong Kong é incerto. Boas [justas, retas, bíblicas] lideranças são gozadas em algumas poucas nações somente em algumas raras ocasiões, mas logo vem a questão da sucessão. O que acontecerá com a Rússia quando Boris Yeltsin morrer? E países que tem laços mais próximos podem da noite para o dia tornar-se rivais, como no caso entre Singapura e Filipinas. Sugestões de fusão Singapura-Malasia, feitas no último ano, produziram algumas desagradáveis respostas por certos países. Mesmo em reuniões com ministros estrangeiros existem subterrâneas correntes de infelicidade. Todas estas coisas são sintomas de que o mundo [crescente e assustadoramente] não vai bem. O melhor de todo esforço humano nunca trará o mundo que as pessoas sonham. Todos os planos e sonhos humanos têm falhado, e quando nós olhamos estas coisas nos sentimos mal. Porém neste ponto a Bíblia nos dá a [embasada] esperança de que vem um mundo melhor. Onde o paraíso, que foi perdido pelo primeiro Adão, será maravilhosamente restaurado pelo segundo Adão. Onde Jesus Cristo estabelecerá seu reinado de justiça e retidão sobre o mundo todo, e isso será verdadeiramente glorioso. Neste segundo Adão o mundo todo será finalmente dominado e enchido, conforme o divino de Deus dado a Adão.

 

 

Mas se o reino de Cristo será absoluto, porque este durará somente por mil anos e não mais do que isto? E porque satanás será capaz de causar rebelião contra Deus depois dos mil anos? Porque, por mais maravilhoso que será o reino milenar, ele não foi intencionado para ser permanente. Uma vez que Cristo tenha subjugado cada inimigo, cada poder e governo e autoridade, Ele entregará o reino a Deus. O milênio não é a fase final da história, é a fase semifinal. [mil anos de preparação para o estado final e eterno]. A glória existente durante o milênio será bem pequena comparada à eterna glória do novo céu e a nova terra. Por esta razão alguns tem chamado o milênio da “Época da Prata”, reservando a denominação de “Época do Ouro” [melhor dizendo, “Eternidade de Ouro”] para o estado final depois disso. Todos que estão em Cristo podem olhar em anelante [e firmada] expectativa por [tudo] isto.