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teologia pentecostal (imperio do anticristo)
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                        A reconstrução do Santo Templo 

A reconstrução do Santo Templo não é mera especulação. É o cumprimento de uma profecia que vem há muito despertando a atenção dos estudiosos da Palavra de Deus. 

EM CLASSE 

Ezequiel 43.1-9. 

1 - Então, me levou à porta, à porta que olha para o caminho do oriente.

2 - E eis que a glória do Deus de Israel vinha do caminho do oriente; e a sua voz era como a voz de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória.

3 - E o aspecto da visão que vi era como o da visão que eu tinha visto quando vim destruir a cidade; e eram as visões como a que vi junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto.

4 - E a glória do Senhor entrou no templo pelo caminho da porta cuja face está para o lado do oriente.

5 - E levantou-me o Espírito e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do Senhor encheu o templo.

6 - E ouvi uma voz que me foi dirigida de dentro do templo; e um homem se pôs junto de mim

7 - e me disse: Filho do homem, este é o lugar do meu trono e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com as suas prostituições e com os cadáveres dos seus reis, nos seus altos,

8 - pondo o seu umbral ao pé do meu umbral e a sua ombreira junto à minha ombreira, e havendo uma parede entre mim e entre eles; e contaminaram o meu santo nome com as suas abominações que faziam; por isso, eu os consumi na minha ira.

9 - Agora, lancem eles para longe de mim a sua prostituição e os cadáveres dos seus reis, e habitarei no meio deles para sempre. 

Você já pensou porque, atualmente, os cristãos ocidentais não valorizam o templo? Na Europa, os antiguíssimos e espaçosos templos, outrora tão frequentados, estão vazios. Isso acontece devido ao esfriamento espiritual e a dessacralização dos locais religiosos. No Brasil, apesar da enorme e crescente quantidade de templos em todas as regiões, poucos são os que realmente lhes atribuem valor sacro. Entretanto, o povo judaico sempre valorizou o templo como lugar sagrado e de adoração a Deus. Hoje, eles ainda almejam a reconstrução do Grande Templo, por considerá-lo, entre outras coisas, o símbolo da unidade da nação com o Messias. 

Os propósitos principais do Templo dos judeus foram delineados nas planícies de Moabe em 1405 a.C. Embora não haja uma referência direta ao Templo, e sim ao local onde Yahweh escolheria entre as tribos “para ali pôr o seu nome” (Dt 12.4;11,14), a narrativa de Deuteronômio é decisiva para a compreensão da importância de um santuário central. O Templo serviria para: O Senhor habitar entre o povo (v.4); Israel oferecer o seu culto (v.11); servir de unidade nacional (vv.10,14) e livrar Israel da idolatria (vv.1-3,30).

Por fim, o Templo foi construído em Jerusalém, na antiga eira de Araúna, no monte Moriá (2 Cr 3.1), em torno de 966 a.C. Após a construção do Santuário, os preceitos básicos foram transgredidos: idolatria, transferência da unidade nacional baseada no Templo para a monarquia e, por conseguinte, a glória do Senhor ausentou-se do Santuário. Sucessivas reformas procuraram restaurar o Templo: de Asa (1 Rs 14.9s.); Josias (2 Rs 22), mas estas estavam condicionadas à fidelidade do rei. O Templo é destruído e reconstruído (2 Cr 36.19,23), profanado por Antíoco Epifânio (168 a.C), reconsagrado por Judas, o Macabeu (165 a.C), reformado por Herodes (20-19 a.C), destruído pelo general Tito em 70 d.C e, por fim, ansiado pelos judeus. 

introdução 

A profecia concernente à reconstrução do Santo Templo, em Jerusalém, é um dos mais eloquentes alertas quanto ao iminente retorno de Nosso Senhor Jesus Cristo. Apesar de não sabermos se o Templo será reerguido antes, ou depois, do arrebatamento da Igreja, de uma coisa temos certeza: esta profecia está prestes a se cumprir.

Os achados arqueológicos, contudo, estão a levantar algumas interrogações. Onde ficava exatamente o templo? Se a mesquita de Omar ocupa, de fato, a área do antigo templo, este projeto será possível? A única coisa que sabemos é que as profecias sobre a reconstrução do Santo Templo hão de se cumprir fielmente, como fielmente cumpriram-se as profecias a respeito da restauração nacional de Israel em 14 de maio de 1948.

 

I. O QUE É O SANTO TEMPLO 

O Santo Templo construído por Salomão não pode ser visto apenas como um assombro arquitetônico; é a concretização de um ideal que, tendo início com os patriarcas, fez-se realidade com o suntuoso edifício que o filho de Davi ergueu em Jerusalém (Gn 28.10-17; 1 Rs 5-8).

1. Definição. O Santo Templo, por conseguinte, é o santuário por excelência do povo israelita, onde não somente este, como também os gentios, deveriam adorar e buscar ao Deus Único e Verdadeiro em espírito e verdade (Mc 11.17).

2. Conceito teológico. Edificado em Jerusalém, possuía o Santo Templo uma função teologicamente missionária: atrair os gentios ao Deus de Abraão (2 Cr 6.32,33; Mt 12.42), fazendo com que estes, juntamente com os judeus, viessem a constituir-se num só povo em Cristo Jesus.

Infelizmente, o Santo Templo foi transformado, por reis infiéis e apóstatas, num centro ecumênico, onde cada povo tinha ali um altar para o seu deus (1 Rs 11.1-13). Dessa forma, Israel perdeu a sua maior oportunidade de expandir o Reino de Deus até aos confins da terra.

 

II. O TEMPLO DE SALOMÃO 

A construção do Santo Templo teve início por volta do ano 966 a.C. O autor sagrado dedica a este empreendimento três capítulos do 1º Livro dos Reis. Terminada a obra, que consumiu os sete primeiros anos do glorioso reinado de Salomão, e que mobilizou todo o Israel e os países vizinhos, assim testemunha o cronista com respeito à glória do Senhor que sobreveio àquele santuário:

1. A glória do Senhor enche o templo. “A casa se encheu de uma nuvem, a saber, a Casa do Senhor; e não podiam os sacerdotes ter-se em pé, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a Casa de Deus” (2 Cr 5.13.14).

2. A glória do Senhor deixa o templo. Salomão, que tão bem começara o seu reinado, desvia-se do Senhor para seguir os deuses de suas muitas mulheres gentias (1 Rs 11.1-13). E, assim, induz Israel à apostasia. Em consequência, o Senhor decide destruir Jerusalém e, com esta, o Santo Templo (Jr 7.1-16).

Antes, porém, que viessem os exércitos babilônicos, retira Ele a sua glória do lugar santíssimo (Ez 11.23). Como haviam predito os profetas, a Casa de Deus é posta em desolação por 70 anos (Dn 9.2).

 III. A RECONSTRUÇÃO DO SANTO TEMPLO 

1. O templo de Zorobabel. Terminados os 70 anos de exílio, suscita o Senhor o espírito de Zorobabel, a fim de que reconstrua o Santo Templo (Ed 3.1-13). Passados quase cinco séculos, eis que Herodes põe-se a reformá-lo, objetivando transformá-lo numa das mais notáveis edificações do Império Romano. Neste empreendimento, o perverso monarca compromete quarenta e seis anos de seu governo (Jo 2.20). A construção era sobremodo majestosa, servindo inclusive de introdução ao Sermão Profético de Nosso Senhor (Mc 13.1).

No ano 70, os exércitos romanos, sob o comando de Tito, destroem completamente o Santo Templo, conforme antecipara o Senhor Jesus (Mt 24.2). Desde então, os judeus, privados de seu santuário, não mais puderam oferecer a Deus os sacrifícios prescritos no Antigo Testamento. Mas, com muito anelo, aguardam a reconstrução do Santo Templo em Jerusalém.

2. O templo da 70ª Semana. Eis as profecias que fazem referência à reconstrução do templo da 70ª Semana.

a) Daniel (Dn 9.27); b) Jesus (Mt 24.15); c) Paulo (2 Ts 2.3-9).

3. O templo do Milênio. Este templo, por suas características descritas por Ezequiel, difere do templo da 70ª Semana pois será edificado sobre um monte localizado na parte central do território sagrado dos sacerdotes (Ez 40.2). Os seus átrios serão murados para se evitar a sua profanação (Ez 48.8-22). Neste templo, a glória de Deus haverá de manifestar-se a Israel e ao mundo. E sobre ambos os povos estará governando o Cristo de Deus como o Rei dos reis e Senhor dos senhores.  

Apesar da importância profética do Santo Templo, nós, que recebemos a Cristo Jesus como o nosso Salvador e Redentor, devemos ter sempre em mente as palavras de Cristo àquela samaritana que se achava mui preocupada com o verdadeiro lugar de adoração: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.23,24).

A reconstrução do Santo Templo, entretanto, deve ser encarada como um dos mais fortes sinais da volta de Cristo Jesus. Não sabemos quando se dará este fato: antes ou depois do arrebatamento? O que realmente sabemos é que Cristo em breve virá buscar a sua Igreja. 

“O Templo que será erguido e que certamente será profanado pelo Anticristo tem sido bastante discutido pelos judeus de todo o mundo. Quando Israel conquistou a parte velha da cidade de Jerusalém com as ruínas do Templo, em 1967, o velho historiador judeu Israel Eldad, segundo citação da ‘Revista Time’, teria dito: ‘Agora estamos no mesmo ponto em que Davi estava, quando libertou Jerusalém das mãos dos jebuseus’. E acrescentou: ‘Daquele dia até o momento em que Salomão construiu o Templo passou-se apenas uma geração. Assim também acontecerá conosco’.

Recentemente declarou um rabino judeu: ‘Estamos prestes a ver o grande Templo reconstruído’, isto é, o Templo da Grande Tribulação. E, sendo indagado por um Jornal bastante badalado: ‘Quem o reconstruirá: os judeus ou o Anticristo?’ Ele respondeu: ‘O Templo é chamado de ‘...o Templo de Deus’ (Dn 8.11,14; Mt 24.15; 2 Ts 2.4; Ap 11.1) e, evidentemente só os judeus (ou através deles) serão autorizados por Deus para sua construção’.

É sabido hoje que já há projeto em Israel para a construção do Novo Templo. Os judeus políticos dizem: A construção do Templo será um ato político de primeira categoria, pois somente assim a anexação de Jerusalém se tornará uma realidade política. Além disso, também motivos religiosos forçam a construção do Templo”. (SILVA, S. P. Escatologia: doutrina das últimas coisas. 12.ed., RJ: CPAD, 2000, pp.79-80). 

 

 O renascimento do Império Romano 

 “Depois disso, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez pontas” (Dn 7.7)

O Novo Império Romano já é uma realidade. É através dele que o espírito do Anticristo está implantando a sua plataforma de governo. 

Daniel 7.7-14. 

7 - Depois disso, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez pontas.

8 - Estando eu considerando as pontas, eis que entre elas subiu outra ponta pequena, diante da qual três das pontas primeiras foram arrancadas; e eis que nessa ponta havia olhos, como olhos de homem, e uma boca que falava grandiosamente.

9 - Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça, como a limpa lã; o seu trono, chamas de fogo, e as rodas dele, fogo ardente.

10 - Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.

11 - Então, estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que provinha da ponta; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo, desfeito e entregue para ser queimado pelo fogo.

12 - E, quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida até certo espaço de tempo.

13 - Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele.

14 - E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino, o único que não será destruído.

Os versículos 33-35 do capítulo 2 do livro de Daniel referem-se ao final do período dos gentios, no vale do Armagedom, onde os dez reinos escatológicos (que são uma extensão do Império Romano), serão destruídos pela pedra, que é Cristo, surgindo um novo reino.

No capítulo 7 de Daniel, temos a visão dos quatro animais que representam a história moral e religiosa desses quatro reinos: o leão — Babilônia (4); o urso — Média e Pérsia (5); o leopardo — Grécia (6); o animal terrível — Roma (7). Os dez dedos da estátua correspondem aos dez chifres do animal e aos dez da besta (Dn 2.41; 7.24; Ap 13.1; 17.12), que representam dez regiões administrativas que abrangerão um território maior do que o Antigo Império Romano. O Novo Império Romano dará apoio ao Anticristo (Dn 7.25), mas será um governo instável (Dn 2.41-43), marcado por guerras (Dn 7.24) e por sistemas políticos distintos — ferro e barro (Dn 2.33). 

O renascimento do Império Romano não é uma hipótese. Se ao término da Segunda Guerra Mundial, parecia ele utopia numa Europa humilhada e destruída, hoje mostra-se mais real do que nunca. Não importa o nome que se lhe dê: União Europeia ou Novo Império Romano. O terrível animal, visto por Daniel, acha-se prestes a pisar e a despedaçar a quantos se lhe opuserem. Esse reino, que não terá paralelo na história dos grandes impérios, devido a sua maldade, dará todo o suporte político, econômico e religioso ao Anticristo, a fim de que este venha a dominar o mundo todo.

O Senhor Jesus, porém, o abaterá, reduzindo-o a um monturo. O Rei dos reis e Senhor dos senhores não tolerará a soberba do inimigo.

A Europa reunificada, por conseguinte, não é um mero fenômeno político, mas o cumprimento da profecia bíblica. É o que veremos nesta lição.

 I. A ORIGEM DO IMPÉRIO ROMANO 

Fundada em 753 a.C, foi a cidade de Roma estendendo-se até assenhorear-se dos mais distantes e desconhecidos reinos. Seus domínios iam da Europa à Babilônia, englobando o Norte da África e o Oriente Médio.

Em 66 a.C, as forças romanas chegaram à Terra Santa. Comandadas pelo general Pompeu, conquistaram o território israelita e subjugaram Jerusalém. Mostrando nenhum respeito ao vencido, Pompeu invade a Casa de Deus, escarnece dos ministros do altar e profana o Santo dos santos.

O terrível animal começava a exibir suas garras. 

II. O IMPÉRIO ROMANO NA BÍBLIA 

1. A profecia de Moisés. A Europa era praticamente desabitada, quando Moisés profetizou a ascensão de Roma como a grande opressora dos filhos de Israel: “O SENHOR levantará contra ti uma nação de longe, da extremidade da terra, que voa como a águia, nação cuja língua não entenderás; nação feroz de rosto, que não atentará para o rosto do velho, nem se apiedará do moço” (Dt 28.49,50).

Foi exatamente isso o que aconteceu no ano 70 de nossa era, quando os exércitos romanos, comandados por Tito, destruíram Jerusalém, derribaram o Santo Templo e dispersaram os poucos judeus que sobreviveram à ira romana.

2. A profecia de Daniel. Em duas ocasiões distintas, o profeta Daniel refere-se tipologicamente ao Império Romano. No capítulo dois, descreve ele a aparência exterior deste; ao passo que, no capítulo sete, revela sua índole e caráter.

a) Sua aparência exterior. “E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro esmiúça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrantará” (Dn 2.40).

b) Seu caráter. “Depois disso, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez pontas” (Dn 7.7).

No capítulo 13 de Apocalipse, o Império Romano é mostrado como a base para os dois representantes de Satanás: a Besta e o Falso Profeta. Veja como as profecias de Daniel acham-se em perfeita harmonia com as de João. 

III. TENTATIVAS DE SE ERGUER O IMPÉRIO ROMANO 

Não foram poucas as tentativas de se ressuscitar o Império Romano. O que dizer do Sacro Império Romano Germânico? Ou das tentativas da Igreja Católica em ocupar o espaço deixado pelos imperadores de Roma?

No início do século XIX, o imperador francês, Napoleão Bonaparte, à frente de um formidável exército, saiu a unificar uma Europa retalhada por ódios e nacionalismos irreconciliáveis. Ele, porém, fracassou como haveria de fracassar Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

Se por um lado, ostenta a Europa a dureza do ferro; por outro, mostra ser tão frágil quanto o barro. Além do mais, como pode o ferro unir-se ao barro?

 IV. O IMPÉRIO ROMANO NA ERA ESCATOLÓGICA 

Que ninguém se engane! A era escatológica já chegou. E uma de suas maiores evidências é o ressurgimento do Império Romano que, desta feita, terá as seguintes características:

1. Apesar das aparências, estará cronicamente dividido. “E, como os artelhos eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro se não mistura com o barro” (Dn 2.42,43).

Houve um tempo na Europa que, não obstante o parentesco de seus monarcas, estavam estes sempre em guerra. Foram-se quase todos os reis, e veio a União Europeia; a situação, porém, em nada foi alterada. Os ingleses continuam a não aturar os franceses, que desconfiam dos alemães, que não se dão com os italianos, que não aturam os espanhóis...

É justamente sobre bases tão frágeis que está sendo construído o Novo Império Romano.

2. A formação administrativa do Novo Império Romano. Tanto Daniel como João mostram o Novo Império Romano constituído a partir de dez unidades (Dn 2.41,42; Ap 13.1). Pensava-se, de início, que seria ele formado por apenas dez nações. Hoje, porém, já são 25 os países que formam a União Europeia. Como entender esta aparente contradição?

Na verdade, não são dez países; e, sim, dez regiões administrativas que abrangerão um território maior do que o Antigo Império Romano. Logo, o Novo Império Romano ocupará não somente a Europa, mas também o Norte da África e o Oriente Médio. Por conseguinte, cada região administrativa será composta por mais de um país.

3. O objetivo do Novo Império Romano. Terá o Novo Império Romano, por objetivo, sustentar o governo que Satanás, através da Besta e do Falso Profeta, implantará no mundo logo após o arrebatamento da Igreja. De acordo com Apocalipse 13, o domínio do Anticristo abrangerá tanto a economia e a política como a religião. Todavia, este reino não subsistirá; Cristo fará dele um monturo.

4. A destruição do Novo Império Romano. Ainda que o Império Romano se reerga, Cristo o destruirá. Nosso Senhor é aquela pedra que, sem esforço humano, abateu-se sobre a estátua vista por Nabucodonosor (Dn 2.34,35,44).

Daniel continua a descrever a ruína do Novo Império Romano, agora mostrado como aquele animal terrível: “Estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo, desfeito e entregue para ser queimado pelo fogo” (Dn 7.11). Por quem foi o animal morto? Pelo Filho de Deus! E. assim, recebe o Senhor Jesus o poder, a glória e a majestade. 

Por mais poderosos que se mostrem os reinos deste mundo, não subsistirão ante a soberania divina. Roma dominou nações e reinos; pisou os mais aguerridos povos e humilhou os mais altivos soberanos. Mas nada poderá fazer contra o Senhor Jesus. Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.

Não tarda o dia em que o Império Romano, base do governo do Anticristo, haverá de prestar contas a Deus por todos os seus pecados e iniquidades. Ainda que renascido, não subsistirá.

Senhor Jesus, quem poderá subsistir ante o teu poder? Que a honra, a força e a glória sejam-te tributadas para todo o sempre.

 ALMEIDA, A. Israel, Gogue e o Anticristo. CPAD, 1999. 

 Consideração das principais escolas escatológicas:

Preterista. Interpreta as profecias de Daniel e do Apocalipse como já cumpridas, com exceção de umas poucas....

Nessa visão das profecias, quase todo o livro de Daniel se cumpriu no período interbíblico (antes de Cristo) e o Apocalipse, na sua quase totalidade, foi cumprido nos primeiros três séculos da Era Cristã....

Progressista. Como o próprio nome já indica, interpreta Daniel e o Apocalipse como o desenvolvimento histórico do mundo. [...] Ela procura os cumprimentos proféticos nos grandes eventos, como o papado, a Reforma, a Revolução Francesa etc, e seus adeptos chegaram a marcar diversas datas para a volta de Cristo, sendo a principal delas a de 22 de outubro de 1844....

Futurista. Segundo essa escola, quase todas as profecias de Daniel e do Apocalipse se cumprirão durante os sete anos que se seguirão ao arrebatamento da Igreja, que, por sua vez, ocorrerá repentinamente.” (ALMEIDA, A. Israel, Gogue e o Anticristo.11.ed., RJ: CPAD, 1999, pp.122-3). 

 

A manifestação do Anticristo 

 

“O qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2 Ts 2.4).

 

Somente uma igreja cheia do Espírito Santo poderá resistir ao espírito do Anticristo que está em operação no mundo. 

2 Tessalonicenses 2.1-14. 

1 - Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com ele,

2 - que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o Dia de Cristo estivesse já perto.

3 - Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,

4 - o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.

5 - Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?

6 - E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado.

7 - Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do meio seja tirado;

8 - e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;

9 - a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira,

10 - e com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.

11 - E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira,

12 - para que sejam julgados todos os que não creram a verdade; antes, tiveram prazer na iniquidade.

13 - Mas devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito e fé da verdade,

14 - para o que, pelo nosso evangelho, vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. 

A palavra “anticristo” só é mencionada na Bíblia em 1 e 2 João. Através de um jogo gramatical (singular e plural), o apóstolo faz distinção entre o “anticristo” (referindo-se ao governante mundial no tempo da Grande Tribulação), e “anticristos”, (aqueles que antecedem em seus ensinos o ministério do Ditador Mundial — 1 Jo 4.3). O prefixo “anti” tem o sentido básico de “em lugar de”, “oposto a” ou “semelhante a”, mas na epístola de João significa “contrário a”. Porém, o texto de 2 Tessalonicenses 2.4, conjuga dois sentidos: o de “contrário a”: “... o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus...”, e o de “semelhante a”, pois afirma que ele : “... se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”.

Quanto a sua natureza, o Anticristo será “segundo a eficácia de Satanás” (2 Ts 2.9), quanto ao seu caráter, será “o iníquo” (2 Ts 2.8), quanto a sua personalidade, “um orador cativante” (Dn 7.20; 2 Ts 2.11), quanto a sua missão, “opor-se a Deus” (v.4), quanto a sua influência, “mundial”, pois governará sobre todas as nações (Ap 13.8; Dn 8.24; Ap 17.12), quanto a Israel, será “o grande adversário” (Dn 7.21,25; 8.24; Ap 13.7). 

Embora o Anticristo não se haja manifestado ainda plenamente, o seu espírito aí está, transtornando igrejas, torcendo as Sagradas Escrituras, alterando a configuração política das nações e apoderando-se dos organismos internacionais, objetivando a instauração de seu império numa rebelião aberta contra Deus.

Quando o apóstolo João afirmou que o mundo jaz no maligno, queria ele deixar bem claro que todos os recursos, quer humanos, quer materiais, acham-se devidamente aparelhados para acolher o homem do pecado.

Nesta lição, veremos quem é o Anticristo e por que buscará ele apoderar-se do planeta. Estejamos, pois, alertas! Que o Diabo não tenha lugar na Igreja de Deus! 

I. QUEM É O ANTICRISTO 

As Sagradas Escrituras traçam-nos um nítido perfil do personagem que, durante a Septuagésima Semana de Daniel, haverá de dominar o mundo, subjugando todas as coisas ao império de Satanás. Vejamos, pois, como a Bíblia o descreve.

1. O arquiinimigo de Deus e seu Cristo. O Anticristo será a mais completa personificação de Satanás e o seu mais autêntico representante. Seu objetivo será:

a) Levantar-se contra o Cristo de Deus; e

b) Postar-se em lugar de Cristo, como se fora ele o messias que haveria de trazer a libertação a Israel e a salvação a toda a humanidade (Jo 5.43; 2 Ts 2.4). Aliás, é exatamente isto o que significa a partícula grega anti: “contra e em lugar de”. O Anticristo, pois, é aquele que se coloca no lugar de Cristo e contra Cristo se levanta.

2. O representante maior do Diabo. Segundo mostram os textos bíblicos, o Anticristo, ainda que pareça sobrenatural, será um ser humano como outro qualquer (Ap 13.12). Assim a Bíblia o intitula:

a) O príncipe que há de vir (Dn 9.26);

b) O que vem em seu próprio nome (Jo 5.43);

c) Aquele que se assentará no templo de Deus (2 Ts 2.4);

d) O homem do pecado (2 Ts 2.3).

3. A Besta. Por que o Anticristo é assim chamado? Devido à sua natureza, arrogância e prepotência. Erguendo-se ele contra Deus, intentará a perpetuação de seu império e a anulação do Reino de Cristo. Assim como o Diabo, no início, usou a serpente para enganar Eva, usará agora o animal de feroz aparência para ludibriar as nações logo após o arrebatamento da Igreja. Nesta ocasião, manifestar-se-á ele plenamente (2 Ts 2.6). 

II. A MISSÃO DO ANTICRISTO 

Tem o Anticristo como missão implantar o domínio de Satanás em todo o mundo, a fim de que este seja transformado no Reino das Trevas. Eis suas missões principais:

1. Criar uma religião, onde seja o Diabo reverenciado por todos os que, desprezando a verdade, apegaram-se à mentira. Nesta esfera, ele é assistido pelo falso profeta (Ap 13.11-18).

2. Estabelecer uma economia fortemente centralizada, através da qual forçará os habitantes da terra a aceitarem o sinal da besta (Ap 13.17,18).

3. Destruir as bases da religião divina, para que todos venham a crer em suas mentiras: “O qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2 Ts 2.4).

4. Enganar a Israel, fingindo ser o seu messias e, em seguida, destruí-la, numa tentativa sem precedentes de frustrar os planos de Deus com respeito ao estabelecimento definitivo e pleno dos filhos de Abraão na formosa terra (Dn 9.27; Ap 12.12-17).

5. Destruir os que se hão de converter durante a Grande Tribulação, objetivando desarraigar da terra quaisquer testemunhos concernentes ao Deus Único e Verdadeiro e ao seu Unigênito (Ap 7.9-17).

6. Multiplicar a iniquidade no mundo. Afinal, o Anticristo é conhecido como o homem do pecado e o iníquo (2 Ts 2.3). Ele, portanto, é o grande promotor da iniquidade. 

III. A DOUTRINA DO ANTICRISTO 

Eis as bases da doutrina a ser implantada pelo homem do pecado:

1. Substituir Deus pelo Diabo. Em muitos centros de estudos cristãos, o Senhor Deus já foi substituído pelo homem. Haja vista as teologias liberais, divorciadas da Palavra de Deus que se enveredaram pelo antropocentrismo, afirmando ser o homem a medida de todas as coisas (Sl 10.4; Ez 28.2). E, agora, já se busca substituir, descaradamente, Deus pelo próprio demônio!

2. Criar um messias para Israel, visando promover um pseudo-salvador para toda a humanidade. Quando os judeus perceberem que o Anticristo não é, de fato, o seu Cristo, mas um impostor, tentará ele destruir a descendência de Abraão (Dn 9.27).

3. Concretizar o que, desde que fora expulso do céu, o Diabo intenta fazer. Colocar o Diabo no lugar de Deus, a fim de que ele receba uma adoração que é exclusiva do Todo-Poderoso. A resposta de Deus para todas essas maquinações do Maligno está no Salmo 2. Ler também 2 Ts 2.8; Ap 19.19,20. 

IV. O ANTICRISTO NO TEMPLO DE DEUS 

Já que a Besta e o Falso profeta atuarão como antideuses, o reino de Satanás haverá de funcionar como o anti-reino de Deus.

Portanto, o momento de maior triunfo de Satanás será introduzir o seu representante no Santo Templo em Jerusalém. Ele assim agirá, a fim de que:

1. Os judeus aceitem o Anticristo como o seu messias. “Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis” (Jo 5.43).

2. A verdade seja erradicada. “E com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira” (2 Ts 2.10,11).

3. Sejam suspensos os sacrifícios de Deus. “E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador” (Dn 9.27).

Quando isto acontecer, será deflagrada toda a ira de Deus tanto sobre o Anticristo como sobre os seus adoradores. Mostrará Deus, uma vez mais, que não dividirá a sua glória com ninguém. 

Escreve Paulo que o Anticristo será destruído pela Palavra de Deus (2 Ts 2.7,8). No Apocalipse, assim está narrado o seu fim: “E a besta foi presa e, com ela, o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre” (Ap 19.20).

O Senhor Jesus Cristo mostrará a todos que o seu poder é irresistível. Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Senhor Jesus, não nos deixes ser seduzidos pelo engano nem pelas mentiras do adversário. Que possamos, nestes instantes que ainda nos restam, agir de maneira santa e irrepreensível até que venhas buscar a tua Igreja. 

GILBERTO, A. O calendário da profecia. CPAD, 2003.

 

“O Anticristo será um homem personificando o Diabo, porém, apresentando-se como se fosse Deus (Dn 11.36; 2 Ts 2.3,4). [...] A Besta ou Anticristo será uma personagem de uma habilidade e capacidade desconhecida até hoje. Será o maior líder de toda a história; acima de qualquer famoso general ou governante mundial conhecido. Será portador de uma personalidade irresistível. Sua sabedoria e capacidade serão sobrenaturais. Além da ação diabólica direta, outros fatores contribuirão decisivamente para a implantação do governo do Anticristo, como poderio bélico, alta tecnologia e poder econômico.

Será um grande demagogo. Influenciará decisivamente as massas com seus discursos inflamados (Ap 13.5). A Bíblia diz que toda a terra se maravilhará após a Besta (Ap 13.13). Exercerá uma influência e um fascínio extraordinário sobre as massas. [...] O Anticristo será recebido ao aparecer como solução dos problemas e crises sociais e políticas que fustigam o mundo inteiro, para os quais os líderes mundiais mais capazes não encontram solução” (GILBERTO, A. O calendário da profecia. 16.ed., RJ: CPAD, 2003, pp.48-9).

FONTE www.estudarescatologiabiblica.blogspot.com.br