Translate this Page

Rating: 3.0/5 (915 votos)



ONLINE
7




Partilhe este Site...

 

 

<

Flag Counter


teologia sistematica a CEIA
teologia sistematica a CEIA

                                       DOUTRINA BIBLICA DA CEIA                                                                                           INTRODUÇÃO 

  A Ceia do Senhor é um ato de suma importância, em si mesmo e na vida do crente. Ela não é um mero símbolo, mas sim uma das verdades centrais da nossa fé. A Santa Ceia lembra a paixão e a morte de Cristo em nosso lugar, bem como a sua segunda vinda. Tendo em vista suas verdades bíblico-teológicas, cabe-nos tomar assento à mesa do Senhor com solenidade e redobrada reverência.

 

 

 O QUE É A SANTA CEIA

 

A Santa Ceia não é apenas um ato celebrado pela igreja, mas também uma proeminente doutrina bíblica. Em geral, todos sabem como proceder, todavia poucos conhecem a doutrina, pois depende do estudo da Palavra.

A Bíblia afirma que Paulo recebeu o ensino da Santa Ceia diretamente do Senhor: "Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei" (v.23). Provavelmente ele o tenha recebido durante os três anos em que estivera a sós com Deus na Arábia, sobre os quais as Escrituras silenciam (Gl 1.11,12,15-17).São duas as ordenanças da Igreja Cristã originadas do ministério terreno de Nosso Senhor Jesus Cristo: o batismo e a Santa Ceia. Com o seu batismo, no rio Jordão, Ele iniciou o seu glorioso ministério (Mt 3.13-16), encerrando-o com a instituição da Santa Ceia, sua paixão e morte redentora (Mt 26.26-30). Enquanto o batismo fala da nossa fé em Cristo e ocorre apenas uma vez na vida do crente (Mc 16.16), a Ceia do Senhor diz respeito à nossa comunhão com Ele, e deve ser sempre renovada (Lc 22.14,15).

 Definição e designações. A Santa Ceia é uma ordenança da Igreja, instituída por Jesus na noite em que ele foi traído. Na Bíblia, ela é chamada de "Ceia do Senhor" (1 Co 11.20) e "comunhão do corpo e do sangue de Cristo" (1 Co 10.16).

 Ordenança ou sacramento. A Ceia do Senhor é conhecida pelos evangélicos como ordenança, por constituir-se numa ordem dada por Cristo aos santos apóstolos.

Os católicos romanos e certas alas do protestantismo costumam denominá-la de sacramento.

 

                                      OS ELEMENTOS DA SANTA CEIA

 

 

São elementos da Santa Ceia o pão e o vinho por representarem, respectivamente, o corpo e o sangue do Senhor Jesus.

 O pão. Por ser este alimento o símbolo da vida, Jesus assim identificou-se aos seus discípulos: "Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede" (Jo 6.35). Por conseguinte, quando o pão é partido, na celebração da Ceia, vem-nos à memória o sacrifício vicário de Cristo, através do qual Ele entregou a sua vida em resgate da humanidade caída e escravizada pelo Diabo.

O vinho. Identificado na Bíblia como "fruto da vide" e "cálice do Senhor" (Mt 26.29; 1 Co 11.27), o vinho na Ceia lembra-nos o sangue de Cristo vertido na cruz para redimir a todos os filhos de Adão: "Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado" (1 Pe 1.18,19). Portanto, o pão e o vinho são, biblicamente, o memorial do Calvário; representam o corpo e o sangue de Cristo, oferecidos por Ele como sacrifício expiatório para redimir-nos de nossos pecados. É a explicita, profunda e confortadora simbologia das Sagradas Escrituras.

 

 

LIÇÕES DOUTRINÁRIAS DA SANTA CEIA

 

Vejamos algumas das lições ou ensinos doutrinários da Ceia do Senhor até a volta de Jesus.

 A Santa Ceia é um mandamento do Senhor. Ele ordenou por duas vezes: "fazei isto em memória de mim" (vv.24,25).

 É um memorial divino. "Em memória de mim" (vv.24,25). É um memorial da morte do Cordeiro de Deus em nosso lugar (1 Pe 1.18,19; Jo 1.29). Como tal, a Santa Ceia comemora algo já realizado (Lc 22.19).

Assim como a sociedade, o governo, o povo, as instituições particulares têm seus memoriais, aos quais estimam, honram e preservam, nós temos muito mais razão, dever, direito e prazer de sempre participar da Ceia do Senhor.

É uma profecia a respeito da volta de Jesus. "Anunciais a morte do Senhor até que venha" (v.26). A igreja ao celebrar a Ceia do Senhor, está também anunciando a todos a sua vinda. "E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no reino de meu Pai" (Mt 26.29).

 Deve ser precedida de auto-exame do participante (v.25). Trata-se do auto-julgamento do cristão diante de Deus, quanto ao seu estado espiritual (v.31). Esse auto-exame deve ser feito com o auxílio do Espírito Santo e tendo a nossa consciência alinhada às Escrituras.

 A ceia do Senhor e o discernimento espiritual do crente. Participar da Ceia sem discernir "o corpo do Senhor" (v.29), é ter os santos elementos da Ceia como coisas comuns, e não como emblemas do corpo e do sangue de Cristo.

 É uma ocasião propícia ao recebimento de bênçãos. "O cálice de bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é, porventura, a comunhão do corpo de Cristo?" (10.16). Portanto, Deus pode derramar copiosas bênçãos no momento da ceia. Houve milagres na preparação da primeira Ceia (Lc 22.10-13).

 A Santa Ceia é um momento de gratidão a Deus. Na Ceia do Senhor todo crente deve ser agradecido. "E tendo dado graças" (v.24). Em todos os registros da Ceia vemos ação de graças a Deus: 1 Co 11.24; Mt 26.27; Mc 14.23; Lc 22.19.

 A Santa Ceia é para os discípulos do Senhor. Conforme Lucas 22.14, Jesus levou apenas os Doze para a mesa da Páscoa, seguida da Ceia do Senhor. Se a Ceia fosse para qualquer um, Ele teria chamado a todos sem distinção. A Santa Ceia é para os santos em Cristo Jesus.

 É um momento de profunda e solene devoção e louvor a Deus. "E, tendo cantado um hino" (Mt 26.30). Como Jesus cantou à sombra da sua cruz, não podemos compreender, nem explicar!

 A Santa Ceia é alimento espiritual. Toda ceia destina-se a alimentar. Devemos participar desse Santo Memorial convictos, pela fé e esperança de que seremos novamente alimentados espiritualmente.

 A Ceia do Senhor condena a duplicidade religiosa. "Não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios" (10.21). A Santa Ceia é incompatível com a duplicidade da vida espiritual do cristão (Sl 119.113; Mt 6.24; 2 Co 6.14).

 

Tendo em mente o exposto, devemos sentar-nos à mesa do Senhor, com discernimento, temor de Deus e humildade. Conscientizemo-nos, pois, de que, ali, não estão meros símbolos, mas o sublime memorial da paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Caso contrário, seremos contados como réus diante de Deus. Que o Senhor nos guarde a todos, por sua graça.

 

 

                                 A importância da Ceia do Senhor

 

1. Passado. É um memorial da morte de Cristo no Calvário, para redimir os crentes do pecado e da condenação. Através da Ceia do Senhor, vemos mais uma vez diante de nós a morte salvífica de Cristo e seu significado redentor para a nossa vida. A morte de Cristo é nossa motivação maior para não cairmos em pecado e para nos abstermos de toda a aparência do mal (1 Ts 5.22).

2. Presente. É um ato de comunhão com Cristo e de participação nos benefícios da sua morte sacrificial e, ao mesmo tempo, comunhão com os demais membros do corpo de Cristo (10.16,17). Nessa ceia, com o Senhor ressurreto, Ele, como anfitrião, faz-se presente de modo especial (cf. Mt 18-20; Lc 24.35)3. Futuro. É um antegozo do reino futuro de Deus e do banquete messiânico futuro, quando então, todos os crentes estarão presentes com o Senhor (Mt 8.11; 22.1-14). Na Ceia do Senhor, toda essa importância acima mencionada só passa a ter significado se chegarmos diante do Senhor com fé genuína, oração sincera e obediência à Palavra de Deus e à sua vontade".(Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. p.1753)

 

Sem dúvida alguma, a essência da Santa Ceia é a comunhão. Comunhão significa ter algo em comum com alguém. No âmbito espiritual, é indispensável que a Igreja, como Corpo de Cristo, possua algumas características em comum, tais como: "um só corpo, um só espírito, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos." (Ef 4.4-6).Jamais deveríamos nos esquecer de que a Igreja de Cristo é um lugar onde, embora se manifeste uma diversidade de características físicas e culturais, a unidade é fundamental. Unidade na diversidade. Diversidade de dons, ministérios, talentos, mas unidade na doutrina, na fé e no Espírito.

 

 

  Ceia do Senhor D. 11: 17-34 ,COMENTARIO BIBLICO AOS CORINTIOS 11

 

A maioria dos coríntios tinham sido seguindo as instruções de Paulo a respeito de cabeça revestimentos das mulheres, por isso tenho-os Elogiado (v. 2), mas eu não podia aprovar a sua prática na Ceia do Senhor. Eles precisavam fazer algumas mudanças importantes lá. O que eles estavam fazendo cortar o coração, tanto do evangelho e da igreja. Esta é a única situação na Un Certain Essa igreja de Corinto nos capítulos 7-16 Paulo dirigiu aos Coríntios-se de que não havia pedido ACERCA ele. Ele escreveu que ele tinha ouvido falar sobre isso (v. 18).

 

A título de informação, é preciso lembrar que, na antiguidade refeições geralmente acompanhados culto público na Igreja primitiva, no judaísmo e no mundo pagão. Os primeiros cristãos Observado Ceia do Senhor como parte de tal refeição, muitas vezes chamado a festa do amor. A preocupação de Paulo de que foi a festa do amor tornou-se uma ocasião, não de amor aos seus irmãos, mas do egoísmo.

 

1 Os abusos 11: 17-26

 

As primeiras reflexões abuso reflete um problema no nível da paisagem, entre crentes na igreja. O segundo foi o abuso mais grave na vertical, envolvendo a igreja e seu Senhor.

 

ABUSO DOS POBRES 11: 17-22

 

Este aspecto do problema Envolvidos demonstrando desrespeito para os membros mais pobres da igreja.

11: 17O Corinthians 'comportamento na Ceia do Senhor era tão ruim que Paulo podia se dizer pior para ele, pois "se observando, em vez de melhor. Seu fracasso não era que eles "não conseguiram observar a Ceia do Senhor. Ele foi que, quando eles Recogida eles "não se comportou como a Igreja, na qual não há distinção entre os" judeus ou gregos, escravos ou "" livres "(12:13). Na cultura Gentile não salvos nos dias de Paulo, era típico para os anfitriões para dar tratamento preferencial a pessoas de status.  

 

11:18 "Em primeiro lugar" evidentemente se refere a tudo o que segue nos versículos 18-34. Paulo decidiu esperar para tratar de outros assuntos, como até que eu cheguei em Corinto (v. 34). O contexto, tendo em vista a ocasião era a montagem de toda a família igreja (cf. 14:23). Quando Paulo escreveu mais tarde sua Epístola aos Romanos de Corinto, a igreja de Corinto estava reunido na casa de Gaio (Rom. 16:23). Se havia várias casas-igrejas em Corinto, neste momento, provavelmente todos eles eram culpados de abuso .

As divisões (Gr. Schismata) para Paulo, que foram encaminhados agrupamentos sociais aqui dentro da Igreja, não lealdade para expatriados envolvendo líderes (1:12). Evidentemente os que se declararam Este abuso na igreja de Corinto para Paul tinha dado muitos detalhes ACERCA a ele o que estava acontecendo. Paul disse que eu acreditava o suficiente para fechar o comercial de this Que havia um problema sério.

11: 19Divisions ou facções (Gr. Haireseis) Título corpo tem um lado positivo. Eles esclarecer quem Deus aprova fiel e digno de confiança e que não são tão (cf. Mateus 10: 34-37, 18: 7 .; 24: 9-13). A aprovação de Deus (Gr. Dokimoi) contrasta com o que Paul tinha escrito antes ACERCA sendo reprovado (desqualificados, adokimos; 9:27) por Deus.

11: 20 polegadas primeiros anos da igreja cristã da Ceia do Senhor ocupou posição mais central na vida das assembléias locais do que na maioria das igrejas de hoje. Os primeiros crentes Muitas vezes diariamente ou semanalmente Celebrado (cf. Atos 2: 42-46, 20: 7). No entanto, era tão impossível de observar corretamente este banquete em uma atmosfera de discriminação social como era a fazê-lo enquanto participava de festas que os ídolos também homenageou (10:21).

11: Ceia de 21O Senhor era parte de uma refeição Geralmente os cristãos compartilhamos juntos, a chamada "festa do amor" Em Corinto em vez de compartilhar seus alimentos e bebidas, cada família estava trazendo seus próprios e comer o que tinha brought.. O resultado foi que os ricos, mas os pobres tinham muitos sofreram menos e constrangimento também. Isto não era uma imagem do amor e da unidade dos cristãos (cf. At 2, 44-46; 04:32, 34-35). Além disso, alguns com muito vinho para beber foram evidentemente beber em excesso. Eles eram seus próprios refeições alimentares privado ao invés de compartilhar uma refeição consagrado ao Senhor.

11: 22 visto contém algumas das declarações mais críticas do apóstolo nesta epístola. Se os originais seus leitores escolheram a comportar-se de forma tal egoísta, eles devem ficar em casa e comer, em vez de irmãos menos afortunados Sua humilhantes. Tal conduta desrespeitaram a igreja como o templo de Deus (cf. 3:17).

"A Igreja primitiva era o único lugar em todo o mundo antigo, onde as barreiras dividiu o mundo que foram para baixo. O mundo antigo era muito rigidamente dividido; havia os homens livres e os escravos; Eram os gregos e os bárbaros-as pessoas que não falavam grego; Havia os judeus e os gentios; Eram os cidadãos romanos e as raças inferiores, sem a lei; Havia os cultos e ignorantes. A Igreja era o único lugar onde todos os homens poderiam e veio junto. . . . A Igreja onde existem distinções sociais e de classe não é de todo verdadeira Igreja. A verdadeira Igreja é um corpo de homens e mulheres unidos uns aos outros, porque todos estão unidos a Cristo.

 

"A Igreja não é onde a Igreja verdadeira é esquecida arte de compartilhar".  

 

ABUSO DO SENHOR 11: 23-26

 

Houve uma dimensão ainda mais séria para este problema. Os coríntios estavam pecando contra o Senhor, bem como um outro.

 

11: 23What Paulo ensinou a partir daqui veio em última análise, do próprio Senhor Jesus. Este lembrete salienta a importância desta revelação.

"Os verbos 'recebido' e 'passada', que ocorrem em combinação novamente em 15: 3, são termos técnicos da herança judaica de Paulo para a transmissão de instrução religiosa. Sua preocupação atual é estabelecer que a tradição sobre a Ceia eles tinham recebido dele veio do próprio Jesus: ". Recebi [ele] do Senhor"

A terminologia usada aqui não nos obriga a entender que o Senhor Jesus Esta informação comunicada a Paulo pessoalmente. Texto de Paulo sugere que eu posso ter sido repetindo exatamente o que os outros lhe ensinara. Esta não é uma citação literal de um dos relatos dos Evangelhos. Paulo descreveu a Ceia Jesus instituiu noite do Senhor, como a noite em que foi traído em que. Isso chama a atenção para o grande amor do Salvador por Seus. O Senhor foi graciosamente prevê Seus discípulos Quando um deles estava conspirando para acabar com ele.

11: 24O palavra grega eucharisteo, "dar graças" Isso explica o fato de um outro nome para a Ceia do Senhor é a Eucaristia. Da mesma forma que alguns cristãos chamam de "partir do pão" Porque Jesus partiu o pão, como Paulo declarou aqui.

Houve várias interpretações do que Jesus quis dizer quando afirmou: "Isto é o meu corpo." Há quatro principais pontos de vista. Os católicos romanos tomá-lo como uma declaração literal significa o pão torna-se realmente o corpo de Cristo e o conteúdo do copo Torne-se o sangue de Cristo. Eles acreditam que isso é verdade quando representantes devidamente autorizados da igreja realizar o serviço corretamente. Esta é a visão transubstanciação. Os adeptos acreditam que Deus transfere o corpo eo sangue de Cristo na substância dos elementos. O pão eo vinho realmente tornar-se o corpo físico e sangue de Cristo.

Um segundo ponto de vista não é tão literal. É a visão consubstanciação e, como a palavra indica, seus defensores ver o corpo eo sangue de Cristo como presente "em, com e sob" os elementos. Cristo é "realmente" presente, apesar de não estar fisicamente presente, neste ponto de vista luterano.

O terceiro grande ponto de vista é a presença espiritual que a visão presbiterianos e alguns outros seguidores de Calvin espera. Para eles, a presença espiritual de Cristo está nos elementos e, como nos antigos pontos de vista, os Ministros Deus graça para o comungante de forma concreta através da participação.

O quarto ponto de vista é o memorial vista. Os advogados acreditam que quando Jesus disse: "Este é o meu corpo", eu quis dizer, "Este concessionário para o meu corpo." Em outras palavras, eles entender sua afirmação como completamente metafórica. Eles vêem os elementos como imagens ou emblemas do corpo e do sangue de Cristo. Em contraste com as opiniões anteriores a esta não se vê Cristo presente em nenhum sentido especial nos elementos. Ulrich Zwingli, o reformador suíço, promovido este ponto de vista. Hoje a maior parte das igrejas do ramo anabatista do protestantismo (isto é, batistas, metodistas, igrejas Bíblicas independentes, et al.) Siga esta interpretação.

"A identificação do pão com o corpo é imaginário semita na sua forma agravada. Como em todas essas identificações, I significa "Isso significa / revendedor para o meu corpo." Fica muito além intenção Ambos Jesus e do quadro em que eu tenho e os discípulos viveram imaginar que alguma mudança real ocorreu, ou se destinava a ter lugar , no próprio pão. Tal visão só poderia ter surgido na igreja em um estágio muito mais tarde quando os modos gregos de pensar, em vez tinha substituído completamente os semitas ".

 

Jesus convidou seus discípulos para levar o pão que representava o Seu corpo. Assim, eu dei-lhes uma participação em seu corpo e convidou-os a participar no significado e benefícios de sua morte. Seu corpo era "para" eles em um duplo sentido. Foi o que garantiu a expiação em seu nome (cf. 15: 3, Rom 5 :. 6, 8), e foi um corpo Oferecido em seu lugar (por exemplo, Gal 3:13, 2 Coríntios 5:21.)..

O pedido do Senhor para que seus discípulos se lembrar dele participação do pão e do fruto da videira, é rica de significado. Muitos seguidores se lembram dos seus líderes, erguendo monumentos de pedra de suas memórias e fazer peregrinações a locais em Original. Em contraste, o Senhor Jesus fez fácil, mas profunda lembrar-se dEle. Comer os elementos nos ajuda a valorizar o fato de que é realmente Cristo dentro de nós, comendo juntos e nos lembra de nossa unidade em Cristo crentes com o corpo do outro, a igreja.

Lembrando na terminologia bíblica não significa apenas chamar à memória. Inclui Percebendo que o evento lembrado em causa (cf. Êx 13: 3, 20 :. 8; Dt 5:15, 7:18; et al ..). A Ceia do Senhor não é apenas algo cristãos fazer para trazer de volta a memória de Jesus em vista frescos, embora ele faz isso também. É um memorial da salvação que eu realizei com a Sua morte e ressurreição. I Coríntios 11:24 contém o mandamento do Senhor para observar a Eucaristia como fazer os relatos evangélicos da portaria instituição de ESTA.  É impossível ser um cristão obediente, sem observar a Ceia do Senhor.

Alguns grupos cristãos referem-se a Ceia do Senhor como um dos "sacramentos". Eles significam o ministro elementos graça para o participante de uma maneira mais direta e física do que aqueles que falam dele como um "decreto", Supondo que eles estão usando esses termos adequadamente. Uma ordenança é um rito ou sacramento, o Senhor ordenou a seus seguidores a observar.

A maioria dos protestantes acreditam que existem duas ordenanças, o Batismo ea Ceia do Senhor. Alguns grupos protestantes incluem lava-pés como uma ordenança, com base em João 13: 12-17 (por exemplo, a Grace Brethren, alguns menonitas, et al.).

11: 25 Jesus tomou o pão e deu graças por isso, então eu peguei a taça e também deu graças por isso (Mateus 26:28, Marcos 14:24, Lucas 22:20.).

 

Quando Jesus derramou Seu sangue no Calvário, Aquele sangue Ratificada (formal deu sanção a) da Nova Aliança previu que Jeremias (Jr 31. 31-34 Cf. Ex 24 8). A Nova Aliança substituiu o antigo Pacto Mosaico (Hebreus 8: 8-13, 18-28 9). Mesmo que os judeus serão os principais beneficiários do ESTA pacto de benefícios no Milênio, todos os crentes começaram a se beneficiar da morte de Cristo quando ele morreu.  

Isto assemelha-se um que arranjo é possível definir-se em um líder Charitable Unit Trust ao abrigo do Código dos Estados Unidos da Receita Federal. Suponha que havia um filantropo muito rico e generoso da magnitude de um John D. Rockefeller ou Bill Gates. Enquanto eu me preparava sua vontade eu legou milhões de dólares para várias causas beneficentes que beneficiaria milhões de pessoas em todo o mundo quando ele morreu. Também escrevi em sua vontade é a sua única Quando que atingiu a idade de 21 anos eu herdaria bilhões de dólares. Quando este homem morreu, foi apenas o seu são cinco anos de idade, por isso, há 16 anos que eu não entrava a herança de seu pai. No entanto, logo que o filantropo morreram os milhões de dólares que eu tinha legado para a caridade foi imediatamente a trabalhar para ajudar muitas pessoas.

Esta ilustração mostra como a Igreja entra as bênçãos da Nova Aliança. Quando Cristo estabeleceu a Ceia do Senhor era como se Ele autenticada Sua vontade; Tornou-lo oficial então. A vontade é a Nova Aliança. Quando Ele morreu sua "propriedade" se tornou disponível para aqueles que Ele escolheu para tirar proveito dela. Logo muitas pessoas ao redor do mundo, judeus e gentios na igreja, passaram a beneficiar das bênçãos de Sua morte. No entanto o seu povo eleito, Sua são Israel, e não entrará em sua herança até o tempo determinado, ou seja, o Milênio. Bênçãos para a igreja quase imediatamente começou após a morte de Cristo. Bênçãos para Israel não começará até que o tempo indicado por Cristo chega.

Sempre que os judeus a Páscoa celebrava o pai que estava realizando o serviço poderia explicar o significado de cada parte para o resto da família (cf. Dt 16 3). Jesus fez o mesmo com seus discípulos quando instituiu a Ceia do Senhor.

11: 26Paul continuou a explicação de Jesus. A participação na Ceia do Senhor dramatiza o evangelho. O serviço torna-se um visual, bem como uma definição de áudio diante da morte de Cristo e seu significado.

"A Eucaristia é um sermão deliberado, uma proclamação ATUOU da morte, que comemora; Isso é possível, mas não há referência a alguma expressão da crença na morte expiatória de Cristo como sendo um elemento de costume no serviço ". [310]

 

Referido Maio Paul tem "o copo" em vez de "o vinho, de" o que teria sido paralelo ao "pão", para evitar a identificação direta do vinho no copo com sangue. A idéia de beber sangue foi revoltante para a maioria das pessoas no mundo antigo, especialmente os judeus. [311] Por outro lado, eu posso ter visto dois elementos simbolicamente, a taça sendo um símbolo de sua sorte na vida, especialmente julgamento, e o pão um símbolo do que sustenta a vida.

A Ceia do Senhor não é apenas uma celebração memorial olhar para trás para o primeiro advento de Jesus Cristo. É uma celebração antecipada também está ansioso para Sua segunda vinda. Evidentemente, quando o Senhor voltar ao Seu reino terrestre set-up que irá estabelecer uma nova forma de adoração que vai incluir a oferta de Un Certain sacrifícios de animais (Ez. 40-46). Estes serão semelhantes aos sacrifícios de animais os judeus sob a Antiga Aliança ofereceu preferidos. No entanto, desde que Jesus Cristo fez para acabar em Animal Original ofertas de sacrifício será memorial e, evidentemente, inteiramente para adoração, não para a expiação do pecado. Outra possibilidade é que eles vão ter algum papel na restauração da comunhão com Deus, então, , "Biblioteca Sacra. 152: 607 (Julho-Setembro de 1995): 279-89.

"A comunhão não é suposto ser um momento de" autópsia espiritual "e tristeza, mesmo que a confissão dos pecados é importante. Ele deve ser um momento de agradecimento e de alegre expectativa de ver o Senhor "

 

Nesta seção Paul revista revista e expôs o significado da Ceia do Senhor, para que seus leitores se valorizar e celebrá-lo de forma adequada.

 

"Em suma, Paulo está fazendo uma coisa e uma coisa só. I Coríntios está impressionando sobre a importância do enorme fazendo exatamente isto: Este pão de comer e beber este cálice. É, apesar de tudo, uma questão de celebrar a morte do Senhor ". ]

 

 

2 OS corretivos 11: 27-34

 

Paulo exorta os coríntios a começou a mudar sua observância da Ceia do Senhor explicou eo que devem fazer para corrigir sua conduta.

 

Discernir o corpo 11: 27-32

 

Paulo explicou que a Ceia do Senhor é mais do que uma lembrança introspectivo pessoal. Tem implicações para a igreja porque Jesus Cristo em Sua morte lançou as bases para uma nova comunidade de crentes que levam o seu nome. Assim a Ceia do Senhor deve nos levar a refletir sobre a nossa relação com o outro, como cristãos, bem como para recordar Calvário.

 

11: Manner é indigno 27An qualquer forma que não é coerente com o significado da morte de Cristo. Isso não significa que todos os participantes devem compreender o significado ESTA plenitude de, que é quase impossível. Não obstante Todos devem conduzir-se em Apropriadamente ver o significado da morte do Senhor. Até uma criança é capaz de fazer isso. As divisões que existiam em sua igreja (v. 18) e seu comportamento egoísta (21 v.) Constituiu a indignidade do modo como foram o Corinthians observar a Ceia do Senhor. Eles também tinham perdido o ponto do memorial, que envolve a anunciar a salvação através da morte de Cristo Retratado no ritual. O evangelho sai Quando observamos a Ceia do Senhor de uma maneira digna.

 

Sendo culpado do corpo e sangue de Cristo significa ser culpado de tratá-los de forma indigna, de profanar-los. Isso não quer dizer que essa pessoa é especial em algum sentido o responsável pela morte de Cristo.

11:28:. "O Corinthians esqueceu de examinar a si mesmos, mas eles eram especialistas em examinar todos os outros"  

 

A razão para examinar a si mesmo é para determinar se nós estamos participando de uma maneira digna, em vez de um indigno de forma. No contexto Isto envolveria se comportando de uma maneira amorosa e altruísta para com nossos irmãos cristãos, bem como ser capazes de apreciar a importância do corpo e do sangue do Senhor. Precisamos examinar a nós mesmos para que o Senhor não terá disponível para examinar e julgar-nos por não participar dignamente (v. 31).

Na sequência desta breve auto-exame deve o crente, em seguida, proceder para participar. Um cristão extraordinariamente sensíveis podem hesitar em participar reflexão cuidadosa após se sentindo sobrecarregado por sua indignidade pessoal. No entanto ninguém é digno de participar. Se alguém pensa que é, eu não. Estamos apenas digno Porque Cristo nos tornou dignos. Precisamos participar sentir-se indigno de fazê-lo. Esta atitude é parte do que significa participar de uma maneira digna.

Esta única reflexão e participação estão na própria raiz da motivação para viver uma vida que glorifica a Deus. A igreja tem inventado muitas maneiras de motivar os cristãos a colocar Jesus Cristo em primeiro lugar em suas vidas. Estes incluem as chamadas de altar de serviços, "reavivamento", serviços fogueira dedicação, e muitos outros, todos os que têm valores. Infelizmente, também tem negligenciado o que o Senhor Jesus nos instruiu a fazer isso vai motivar seu povo para viver para Ele melhor do que qualquer outra coisa. Se Esta observância perdeu seu soco, é porque aqueles que levá-la não conseguiram dar-lhe a preparação, atenção e prioridade que merece na vida da igreja. A observância freqüente da Ceia do Senhor de um modo que nos leva de volta para a Cruz é um dos motivadores mais poderosos e eficazes para viver a vida cristã. Se você acha que a observância freqüente da Ceia do Senhor, tende a se tornar cansativo, Lembre-se que o seu cônjuge não se cansa de expressões frequentes de seu amor para ele ou ela.

11: 29Eating e beber indignamente resulta em julgamento divino. O julgamento é inevitável na Mesa do Senhor. Nós julgamos a nós mesmos (Gr. Diakrino) e, em seguida, antes de participar de uma Manner Participar digno, ou Deus julgará (Krino) nós. O "corpo" tem um duplo sentido: Dado o corpo de Cristo na cruz, o corpo místico de Cristo, a igreja.

"O 'indigna' ou participação" impróprio "na Ceia do Senhor que envolve comendo e bebendo juízo contra os participantes comer em não 'discernir (diakrinon) o corpo" (11:29). Como membros da comunidade vista um do outro, Se eles são sensíveis aos pobres e atrasados ​​ou se os costumes sociais dominantes ditam seu comportamento, torna-se a questão decisiva. A congregação Reconhecer-se como o corpo distintivo de Cristo? "

 

11: 30Em Corinto, Deus estava julgando com a doença ea morte. Os motivos foram a não julgada livre de vida egoísta (v. 21) e participação impensado no serviço de comunhão.

11: 31If povo de Deus não se julgam os seus próprios pecados, Deus os julgará. Este julgamento pode envolver doença física ou até mesmo, em casos extremos, a morte física prematura (cf. At 5, 1 João 5:16).

11: Será 32We punição respeito de Deus dos cristãos como disciplina (Gr paideia, aceso treinamento criança cf. Heb 12 :. 5-11.). A condenação Deus pretende Esta disciplina para poupar-nos de experimentar não é a destruição eterna da presença do Senhor, que o mundo não salvo sofrerão (Rm 8 :. 1). É a morte prematura e desaprovação do Senhor no tribunal de Cristo (cf. 3:15; 5, 5). Este é outro exemplo de jogo de palavras no texto grego. Se discernido (diakrino) nós mesmos, não seríamos julgados divina (Krino). Quando Deus nos (Krino) julga, é para nós, para que não será condenado (katakrino) correta com o mundo.

 

Esperando uns pelos outros 11: 33-34

 

Segue Practicalapplication explicação teológica agora.

 

11: 33Rather de desrespeitar os membros da congregação que tinham pouca ou nenhuma comida para levar para as festas de amor, aqueles que tinha muito deve compartilhar o que 'tinha. Eles também devem esperar para comer até que todos tinha sido servido.

Muitas igrejas têm ceias potluck estes dias que periodicamente fornecer um equivalente moderno para a festa de amor do primeiro século. Alguns cristãos têm sentimos que deveríamos praticar a festa do amor Sempre que observar a Ceia do Senhor hoje. A maioria concluiu que a festa do amor foi apenas o cenário em que a Ceia do Senhor aconteceu na igreja primitiva. Jesus não ordenou aos discípulos Especificamente para observar a festa como eu os amo exortou-nos a comer a ceia do Senhor. PORTANTO A maioria dos cristãos acreditam que a festa do amor não é uma ordenança da igreja e não são obrigados a perpetuá-la como a igreja primitiva praticou.

11: 34If alguns dos cristãos de Corinto estava com muita fome de esperar para comer, comer alguma coisa antes que eles "deveriam eles" veio para o serviço. Caso contrário, seu egoísmo sem amor pode resultar em julgamento do Senhor. É muito importante para o Senhor que colocar as necessidades dos outros antes de nossas próprias necessidades (cf. 09:22; 10:33, Marcos 10:45, Rm 15, 2 :. 2, Gal 1:10, Phil. 3, e outros) ..

Evidentemente Havia outros detalhes de como os coríntios estavam quando congregado comportando Que Paulo não quis comentar nesta carta. Talvez fossem apenas Importância do Local. Eu tenho planejado para abordar questões em Original quando yo ter visitado Corinto novamente (cf. 4: 18-21, 16: 2-3, 5-7).

A atitude egoísta Isso marcou a igreja de Corinto vem veementemente através nesta seção da epístola. Ele manifestou-se em uma exibição particularmente feio na mesa do Senhor. Paulo lidou com ele por causa da severamente a reputação do Salvador e para o bem-estar dos santos.

 

 

O CORPO DE CRISTO - PODEMOS CRER NA TRANSUBSTANCIAÇÃO?

A eucaristia é um dos sete sacramentos da Igreja Católica. Segundo o dogma católico, Jesus Cristo se acha presente sob as aparências do pão e do vinho, com seu corpo, sangue, alma e divindade. Isto é o que geralmente se entende por transubstanciação.

A doutrina da transubstanciação não tem respaldo bíblico. Ao longo de sua história, nem todos os representantes da Igreja Católica concordaram com essa doutrina, entre eles podemos citar os papas Gelásio I e Gelásio II, São Clemente e Agostinho, entre outros.

A tradição da Igreja Católica, além de tropeçar nas metáforas e figuras da Bíblia na questão da eucaristia, que por si mesma já é uma aberração teológica, consegue embutir nela mais algumas heresias, como a ministração de apenas um só dos elementos aos fiéis — a hóstia. Segundo essa doutrina, a hóstia preserva o comungante de pecados, tem poder para ajudar os mortos e, pasmem!, pode ser adorada. Tais heresias não têm o mínimo fundamento bíblico, entretanto, são de vital importância dentro da dogmática do catolicismo romano e, por isso, ainda estão de pé.

É preciso salientar ainda que a confecção da hóstia teve sua origem no paganismo, sendo, portanto, plagiada e inserida no bojo doutrinário da igreja romana.

A hóstia passou a substituir o pão da ceia somente no ano de 1200. É algo impar, especial, fabricada com trigo e sempre redonda. Por ocasião da festa de Corpus Christi1, o “Santíssimo Sacramento” é levado às ruas em procissão dentro de uma patena2 de ouro representando um sol. Podemos constatar nesse ato uma flagrante analogia com as religiões pagãs da antiguidade. Conta-se que a deusa Ceres3 era adorada como a “descobridora do trigo” e, por conta disso, representada com uma espiga de trigo nas mãos. Tal representação correspondia à deusa Mãe e seu filho. O filho de Ceres, que se encarnara no trigo, era o deus Sol. Compare essa afirmação com a doutrina católica que transformara Jesus num pedaço de pão de trigo no formato arredondado do sol cujo ostensório4 também tem um desenho com raios solares.

Por que só a hóstia?

O estudante de história da igreja sabe perfeitamente que nenhuma doutrina católica advinda da chamada “Tradição Oral”5 pode ser substanciada, quer na história dos primeiros séculos da igreja, quer na Bíblia! Nesta última, muito menos.

Os apóstolos seguiram o costume bíblico de ministrar a ceia sob esses dois emblemas: pão e vinho. A igreja pós-apostólica6 também seguiu o mesmo exemplo, como vemos ao analisar as obras patrísticas7 dos primeiros séculos. Os católicos precisam rodear e florear suas explicações para esclarecer o fato de o sacerdote dar apenas um dos emblemas (pão) ao fiel, o que é uma clara desobediência ao mandamento do Mestre. Jesus foi taxativo ao dizer “bebei dele TODOS”. Essa ordem de fato não se pode cumprir na Igreja Católica. Por mais argumentos que inventem, a verdade continua inalterável: Jesus e os apóstolos nunca mudaram o mandamento. Portanto, Jesus instituiu as duas espécies (Mt 26.26,28), e os apóstolos seguiram esta ordenança (1Co 11.23-28). Isto só veio a ser mudado nos concílios de Constança8 e, posteriormente, reafirmado no de Trento9. No entanto, voltamos a reafirmar que a ordem de Cristo foi mais que explícita: “Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6. 53-56; grifo do autor).

Esse trecho das Escrituras levou dois clérigos da Igreja Católica, Jacobel de Mysa e João de Leida (séc. XIV), a voltarem ao princípio das duas espécies e logo se empenharam em espalhar isto na cidade de Praga, e não demorou muito, logo toda a Boêmia se declarou a favor. Mais tarde, João Huss foi para a fogueira papal por defender essa doutrina bíblica.

Ora, Jesus não foi explícito ao dizer que quem não bebe o seu sangue não tem parte com ele e não tem a vida eterna? Isto não serviria como uma grande advertência aos católicos? Não estariam correndo o risco de não terem parte na vida eterna? Porque na prática não bebem do sangue como disse Jesus! Se as duas espécies fossem coisa de somenos importância, de certo Jesus teria instituído uma espécie apenas: somente o pão. É certo que as Escrituras nunca fazem qualquer menção de que Cristo esteja com seu sangue embutido no pão. A linguagem usada é por demais contundente: comer e beber, pão e vinho, carne e sangue. A igreja romana tem alterado o mandamento original recusando-se a seguir o exemplo de Jesus e dos apóstolos e tem abandonado a prática de toda a igreja primitiva; prova disso é a Igreja Ortodoxa, que é tão antiga quanto a romana, e mesmo assim ainda preserva o costume bíblico de ministrar o pão e o vinho aos fiéis. Por outro lado, as igrejas evangélicas têm seguido a mesma prática instituída por Cristo sem alterações e, por isso, podem usufruir das bênçãos advindas dessas duas espécies, algo que não se dá na Igreja Católica.

O que significa discernir o corpo do Senhor?

Dentro da teologia existe uma disciplina chamada hermenêutica. O que é hermenêutica? Em toscas palavras, hermenêutica nada mais é do que a ciência de interpretar textos antigos, sendo uma das matérias de estudo no campo do Direito. Dentro do contexto teológico é a arte de interpretar a Bíblia. Dentre as inúmeras regras, a mais salutar e primordial de todas é a do exame do contexto. Vamos aplicá-la aqui.O texto em lide reza: “Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor” (1Co 11.29).

Entre os cristãos daquela época existia uma festa chamada “Festa Ágape” ou festas de amor (Jd 12). Era comum entre os cristãos celebrarem a ceia com esta refeição, destinada a ajudar os pobres (esta prática perdurou até na época de Justino, o mártir: 100-170 ).

Corinto era uma igreja problemática em termos de doutrinas (véu, dons espirituais, batismo, brigas, divisões e Santa Ceia), e eles não estavam discernindo o real objetivo de suas reuniões (v. 17,18-20). Para eles, aquilo era apenas uma festa como as demais festas mundanas da sociedade grega (Corinto era grega) da qual tinham vindo. Então, quando se reuniam, todos se embriagavam (v. 21), como faziam antes de se converterem, e não discerniam que aquilo era muito mais que uma festa, devia ser observada “em memória” de Cristo (v. 25). Por isso as pessoas deveriam examinar a si mesmas antes de tocar no pão e no cálice (v. 28), pois correriam o risco de tomarem a ceia de modo indigno, fora do propósito para a qual fora estabelecida, ou seja, para a comunhão e não divisão dos fieis (v. 18). Isto é o que o apóstolo Paulo queria dizer com “discernir o corpo do Senhor”. Não há nada que insinue no texto a herética doutrina da transubstanciação. O contexto, quando analisado honestamente, não comporta tal idéia. Logo, qualquer conclusão que passar disso não é verdadeira.

Os disparates dessa doutrina

Ensina a teologia católica a transubstanciação (alteração de substância) durante a eucaristia. Após serem consagrados os elementos, pão e vinho, pelo padre e repetidas as palavras de Cristo, “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”, misteriosamente o pão se transforma na carne de Cristo e o vinho, no sangue. Levando as palavras de Cristo a um “literalismo” bruto, interpretam ser o pão o próprio corpo de Cristo presente na hóstia. Essa doutrina é baseada principalmente no trecho do evangelho de João 6.53: “se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos”. Contudo, daremos algumas razões de nossa rejeição a essa doutrina errônea e perigosa.

1. Se na frase “isto é o meu corpo” o verbo “ser (é)” implica a conversão literal do pão no corpo de Cristo, segue-se igualmente que nas palavras “eu sou o pão da vida” (Jo 6.35) o verbo “ser (sou)” deve implicar igual mudança, ensinando-nos que Cristo se converte no pão, de modo que, se o primeiro é uma “prova” da transubstanciação, o segundo demonstra necessariamente o contrário; se o primeiro demonstra que o pão pode converter-se em Cristo, o segundo demonstra que Cristo pode converter-se em pão, o que é um verdadeiro absurdo, mas é isto o que a lógica dessa filosofia nos leva a entender.

2. Se acreditarmos que nesse episódio Jesus estava se referindo à eucaristia, então forçosamente ninguém pode se salvar sem o sacramento, e todo aquele que o recebe não pode se perder. Seria sempre necessário ao fiel comungar-se para não perder a bênção da vida eterna. E aqueles que não podem tomá-la? Estariam destinados ao inferno? Crêem os católicos que todo aquele que comunga tem a vida eterna? Pois Jesus disse que, sem exceção, “todo aquele” que comesse a sua carne teria de fato a vida eterna. E o que dizer então daqueles que bebem indignamente (1Co 11.28)? Tal é a contradição e confusão que nos mostra tão descabida teoria se levada ao pé da letra.

3. Esse ponto já foi tratado acima, mas vamos reforçá-lo aqui. Ora, se tomadas literalmente essas palavras, o beber o sangue é tão importante quanto o comer a carne. Em outras palavras, é tão necessário comer o pão (hóstia) como beber o cálice (vinho). E por que então o padre nega aos fiéis esse direito, desobedecendo a Bíblia?

Analisando João 6

Diz o padre Alberto Luiz Gambarini10: “Jesus não deixou dúvidas quanto a esta questão: a eucaristia ou ceia não é uma mera lembrança, e sim a presença por inteiro de Jesus Cristo”.11

Pois bem, analisemos essa questão dentro de seu contexto imediato, pois tais palavras tomadas isoladamente e sem explicação podem ter um sentido, mas dentro do seu respectivo contexto, levando em consideração a aplicação que o Senhor lhes deu, têm outro sentido bem distinto.

“Respondeu-lhes Jesus: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou” (Jo 6.26,27; grifo do autor). Essas palavras deram princípio ao discurso e são a chave para compreendermos o sentido exato e a razão pela qual Jesus usou a linguagem figurada “comer” e “beber”.

A única dificuldade que há para a compreensão desse discurso de Jesus está relacionada à falta de consideração à figura que lhe deu origem; ou seja, os judeus seguiam Jesus por causa do milagre dos pães, por causa do alimento material. Ao contrário, Jesus elucida que a comida que ele tem é algo maior: “a comida que permanece para a vida eterna” (v. 27). Então, os judeus apelam para o episódio do maná que desceu do céu. Jesus explica que o verdadeiro pão não era o maná, mas que o pão verdadeiro é outro, o próprio Cristo. Daí, disseram os judeus: “Senhor, dá-nos sempre desse pão” (Jo 6.34).

Até aqui, percebemos que os judeus não estavam entendendo a mensagem de Jesus e, por isso, interpretava-o de modo literal, assim como os católicos fazem. Jesus então explica que o sentido de sua mensagem era simbólico, espiritual, não literal: “E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (Jo 6.35). Esse versículo é muito importante, pois nos explica que comer a carne e beber o sangue de Jesus é somente crer e ter fé nele, recebendo-o; nada mais que isso. É justamente isso que significa o alimento do seu corpo: “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna” (Jo 6.40). Jesus rechaça qualquer tipo de confusão quanto a isso quando arremata: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (Jo 6.63). Jesus estava falando espiritualmente, não fisicamente. Estava explicando que a vida vem por meio da fé nele, e não comendo o seu corpo.

Então, como explicar esse versículo: “...e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo” (Jo 6.51)? Será que com isso Jesus não estava ensinando sobre a eucaristia, quando os seus seguidores iriam alimentar-se dele por meio da hóstia num tempo futuro? Não necessariamente. A Bíblia ensina, sem sombra de dúvidas, que a vida eterna viria por meio de sua morte na cruz, dando seu corpo, isto é, sua carne para ser sacrificada. E isso está em perfeita concordância com o restante das Escrituras. Veja como o apóstolo Paulo entendeu essa questão: “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade” (Ef 2.14).

A Bíblia nos diz que Cristo realmente deu seu sangue e sua carne ao mundo para alcançarmos a vida eterna. Vejamos: “E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis” (Cl 1.20-22) e “Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb 10.20).

A conclusão a que chegamos, lendo o contexto, é que o “alimentar-se” de Jesus (seu corpo), por meio da sua carne e do seu sangue, é a mesma figura de linguagem utilizada por ele em João 4.14: “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna”. Assim como essa “água” era espiritual, a bebida e a comida também, tanto é que quando os discípulos entenderam de modo literal essa mensagem Jesus prontamente os corrigiu explicando que: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (Jo 6.63). O “alimentar-se” de Cristo seria “crer nele”, quando então o Pai entregaria seu Filho na cruz para ser sacrificado por nossos pecados. Muitos pais da igreja primitiva concordavam com este ponto de vista, entre eles Agostinho, considerado um dos maiores doutores da Igreja Católica.

Lembrança ou presença real?

“Isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim” (1Co 11.24)

Esse é o argumento mais repetido entre os católicos para sustentar a transubstanciação. Não há algo mais claro nessa passagem do que a verdade de que aquilo era realmente o corpo de Cristo, dizem os católicos.

Não precisamos nos esforçar muito para desfazer essa interpretação, basta-nos apenas recorrer ao contexto. Ora, é importante entender que Jesus instituiu a Santa Ceia na ocasião em que estava comendo a ceia pascal. Sem dúvida, ele recordava de que aquela Páscoa foi instituída para comemorar, pela aspersão do sangue do cordeiro, a saída dos israelitas do cativeiro do Egito.

O pão que Jesus tomou e abençoou e deu aos discípulos era o pão pascal. Muitos católicos dizem que Jesus não comeu aquele pão, mas tal assertiva se mostra falsa quando lemos que Jesus iria comer realmente aquela comida, veja: “E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a Páscoa, para que a comamos [...] E direis ao pai de família da casa: O Mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos?” (Lc 22.8,11; grifo do autor).

Todas as suas ações e palavras tinham alguma relação com a antiga Páscoa. Tendo isso em vista, devemos procurar na antiga festa uma explicação para a Santa Ceia que ele iria substituir, pois ele (Jesus) é a nossa Páscoa (1Co 5.7).

Quando Moisés instituiu a Páscoa, mandou os israelitas comerem a carne e aspergirem o sangue do cordeiro em suas casas (Êx 12.7,8). Só que o cordeiro que comiam não era a “Páscoa”, pois tal palavra é derivada do verbo pasah, que significa “passar por cima”, dando a idéia de “poupar e proteger” (Êx 12.13).

A Páscoa do Senhor era o “passar do anjo por toda a terra do Egito”. Vê-se, pois, que o ato de passar por cima das casas dos israelitas era uma coisa e o cordeiro que os israelitas comiam era outra essencialmente distinta: uma era um fato e a outra, a recordação desse fato.

Embora Moisés tivesse dito a respeito do cordeiro: “É a Páscoa” (a passagem do Senhor), isso não significa, porém, que quisesse dizer que o cordeiro que os israelitas tinham assado e estavam comendo poderia ter-se mudado ou transformado no ato de passar o Senhor por cima das casas. O sentido simplesmente era: “É uma recordação da Páscoa ou da passagem do Senhor”. Temos, pois, aqui, um exemplo clássico dessa figura de retórica pela qual se dá o nome da coisa que ela recorda, ou se põe o sinal pela coisa significada. Quando, pois, as famílias se reuniam em torno da mesa para comer a Páscoa, o chefe da família dizia: “Esta é a Páscoa do Senhor”, quando, na verdade, estava querendo dizer o seguinte: “Esta é a recordação da Páscoa do Senhor”.

Pois bem, fincado na essência dessa celebração, Jesus certamente se valeu da mesma expressão conhecidíssima dos israelitas. Depois de a Páscoa ter sido abolida e substituída pela Santa Ceia, Jesus serviu-se da mesma expressão de que tinha feito uso na celebração antiga. Era natural que, do mesmo modo que tinha dito da Páscoa “Esta é a Páscoa do Senhor”, recordando-se do que fora feito na época de Moisés, Jesus usasse também mui naturalmente as palavras “Isto é o meu corpo” ou “Isto é o meu sangue”, para significar que aquele rito devia ser usado como recordação do seu corpo e do seu sangue oferecidos na cruz, sendo ele o verdadeiro cordeiro de Deus (Jo 1.29) que nos libertou do cativeiro do pecado.

Os discípulos, por serem judeus versados nas Escrituras, estavam, por certo, familiarizados com tais figuras de linguagem (Sl 27.1,2; Is 9.18,20; 49.26), não lhes sendo difícil entender o que Jesus queria lhes dizer. Pois, antes disso, haviam ouvido o seguinte de Jesus: “Eu sou a porta” (Jo 10.7), “Eu sou o caminho” (Jo 14.6) e “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12), e entenderam perfeitamente a linguagem.

Então, quando Jesus, ao distribuir os elementos da ceia (pão e vinho), disse: “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”, ele estava falando de maneira figurativa. Tanto é que ordenou: “fazei isto em memória de mim”. Assim, temos razão para crer que a ceia era uma comemoração ou lembrança de sua morte na cruz, e devemos prosseguir fazendo isso (ou seja, celebrando a Santa Ceia) até que ele venha.

Veja que mesmo depois de ter sido consagrado por Jesus, o vinho continuou sendo vinho, o que serve para corroborar o nosso ponto de vista: “Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide [não disse meu sangue], até que venha o reino de Deus” (Lc 22.18).

Paulo simplesmente considerava os elementos da Santa Ceia como pão e vinho, e não o corpo do Senhor transubstanciado: “Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; fazei isto todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Pois todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. Portanto, qualquer que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se o homem a si mesmo antes de comer deste pão e beber deste cálice” (1Co 11.25-28).

O pão representava o corpo do Senhor e o vinho, o sangue. Todas as vezes que nos reunimos para celebrar a Santa Ceia fazemos isto sempre em memória do Senhor, pois ele mesmo disse: “fazei isto em memória de mim”.

Não podemos sacrificar Cristo novamente (Hb 7.24,27)!

Os contra-sensos da transubstanciação

Por darem ouvido ao dogma da transubstanciação, os católicos, além de incorrerem num terrível engodo, acabam por abraçar uma teoria fictícia. Vejamos:

*Se naquela ocasião em que Jesus disse “Isto é o meu corpo” realmente tivesse ocorrido a tão propalada “transubstanciação”, então somos levados a acreditar que existiam naquele momento dois corpos do Senhor. Levando esse dogma às últimas conseqüências, teremos isto: Jesus pegou aquele pedaço de pão, já transformado em seu corpo (com divindade e alma, segundo crêem os católicos) e deu-se a si mesmo para seus discípulos comerem. Depois de terem comido o corpo do Mestre, os discípulos sentaram-se ao seu lado. E mais: Jesus também teria comido e engolido a si próprio, pois certo é que ele também participou da ceia!

*Se tal pão consagrado tivesse sido comido acidentalmente por um roedor, dar-se-ia o caso de o animal também ter engolido o Cristo com seu corpo, alma e divindade.

*Se a hóstia se estragar e apodrecer, seria o caso de o corpo de Cristo, que está nesse elemento, apodrecer também. Então, como fica Atos 2.31, que diz que a carne de Cristo não se corrompe?

*Se o que dá vida é o espírito, por que Deus se faria carne por meio da hóstia para nos vivificar?

*Se Cristo nos ordenou que celebrássemos a cerimônia até que ele voltasse, conforme 1Coríntios 11.26, como pode estar presente na hóstia? Se ele virá, quer dizer que não está! Devemos ressaltar que tal vinda é escatológica, quando Cristo virá em corpo, pois, espiritualmente, ele está conosco todos os dias (Mt 18.20, 28.20) e esta promessa não tem nada que ver com a Santa Ceia.

*O papa Pio IX se vangloriava com o dogma da transubstanciação, dizendo: “Não somos simples mortais, somos superiores a Maria. Ela deu à luz um Cristo só, mas nós podemos fazer quantos cristos quisermos; nós, os padres, criamos o próprio Deus”.

Uma coisa tão extraordinária como essa. Um milagre tão estupendo: mudar um pedacinho de pão no próprio Deus. Um milagre tão diferente de todos os que se têm notícia. Tudo isso deveria ter uma prova muito mais clara e contundente do que meras formas de expressão. É, sem dúvida, algo que foge à nossa compreensão, não por ser algo misterioso, mas por ser irracional e incoerente. Quando se prova o pão, ele ainda é pão, tem cheiro de pão, o gosto ainda é de pão. E o mesmo se dá com o vinho!

Onde temos o corpo de Cristo nisso tudo? Esquivar-se, fazendo uma separação arbitrária de milagres, visíveis para os incrédulos e invisíveis para os crentes (diga-se católicos), é ultrapassar o que está escrito.

Onde está tal divisão nas Escrituras? Em lugar nenhum!

Mas é preciso argumentar para forjar explicações que sirvam de alicerce para a doutrina católica.

Interpretação dos reformadores

Para a Reforma Protestante, são dois os sacramentos instituídos pelo próprio Cristo: o batismo, que marca o início da vida cristã, e a Santa Ceia, que significa a manutenção dessa vida, a santificação.

Unidos sobre o sentido do batismo, apesar de ênfases diversas, os reformadores se dividiram sobre o sentido da eucaristia. Lutero12 se opôs à missa como obra meritória e repetição eficaz do sacrifício do Cristo. O oferecimento da graça se efetua sob duplo signo instituído por Cristo: não se pode recusar a nenhum fiel o pão e o vinho oferecidos por Jesus, em oposição ao Concílio de Constança, de 1414, que proibiu o uso do cálice aos leigos. Contudo, Lutero opõe-se a uma presença meramente simbólica de Cristo na ceia. Mantém a tese da “consubstanciação”, segundo a qual o pão e o vinho permanecem presentes na ceia simultaneamente com o corpo e o sangue de Cristo.

Zwinglio13 vê na ceia cristã o simples memorial que comemora o sacrifício único e infinitamente suficiente de Cristo. Calvino14 queria mais do que uma presença somente simbólica à maneira de Zwinglio, mas repudiou não só a posição católica como a luterana. Para Calvino, a “substância” não se refere a um substrato invisível na matéria do objeto, mas significa a realidade profunda de um ser. O pão e o vinho não só representam a comunhão com o corpo e o sangue de Cristo, mas também “apontam” para a realidade desse significado. O que Calvino rejeitou foi a idéia da “presença local”; ele acreditava no Espírito Santo e não num fenômeno especial, para relacionar diretamente o comungante com o Cristo vivo.

O anglicanismo15 adotou o essencial das posições da Reforma. A confissão anglicana conserva dois sacramentos (batismo e ceia), proíbe as procissões solenes do Santíssimo Sacramento e a adoração das espécies consagradas. O corpo do Senhor é recebido mediante a fé (conceito calvinista). A maioria esmagadora dos protestantes aceita as noções de Calvino e Zwinglio.

Antes de finalizarmos este estudo é necessário fazer um adendo sobre a posição de Lutero. Apesar de ter sido levantado por Deus, Lutero, no princípio, não pretendia separar-se da Igreja Católica, mas reformá-la por dentro. Tendo esse pano de fundo histórico, podemos entender por que ele não abdicou de certas noções católicas. Ele representava a primeira geração dos reformadores e, por isso, muitas coisas ainda estavam enraizadas profundamente nele. Somente com o decorrer do tempo é que a doutrina da Reforma foi se purificando mais e mais. É bem parecido com o que aconteceu com o cristianismo em relação ao judaísmo no começo de sua história. Esse problema já não aparece nas gerações posteriores dos reformadores, que foram lapidando os lapsos teológicos do catolicismo dentro do protestantismo.

 fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net

M.HENRY COMENTARIO BIBLICO(N.T) 1714