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desmascarando a teologia da prosperidade N.5
desmascarando a teologia da prosperidade N.5

     SOMENTE EM JESUS TEMOS VERDADEIRA PROSPERIDADE

 

Vida abundante: Vida de santidade e íntima comunhão com Deus. 

Muitos acreditam que só conseguiremos viver plenamente se formos ricos e saudáveis. No outro extremo, existem aqueles que acham que só conseguiremos agradar a Deus se vivermos em completa pobreza. A Bíblia mostra que a resposta a esse conflito passa necessariamente por um entendimento correto acerca do verdadeiro valor das realidades material e espiritual. Por conseguinte, devemos buscar um equilíbrio entre ambas as posturas, pois, como um ser composto de espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23), o homem apresenta necessidades tanto materiais como espirituais. Vejamos, pois, como ter uma vida realmente abundante. 

I. A VIDA ABUNDANTE CONSISTE NO EQUILÍBRIO 

1. A matéria superestimada. É um erro superestimar a matéria e suprimir as coisas espirituais como ensinam o materialismo e o ateísmo. A história mostra que a realidade material sozinha não foi (e não é!) capaz de garantir o bem-estar do ser humano. Não somos apenas razão nem unicamente emoção (1 Ts 5.23; 1 Co 14.13,14). Somos seres espirituais e materiais (1 Co 15.44,46), ou seja, somos seres integrais que necessitam da ajuda divina em todos os aspectos. Por isso, a prosperidade bíblica leva em conta tanto a realidade espiritual como a material (3 Jo 2).

2. A matéria negada. Sendo o dinheiro um bem material, como deve ser a nossa relação com ele? Não há nada nas Escrituras que condene a sua posse a não ser o amor a ele (1 Tm 6.10). Por conseguinte, a questão reside justamente na forma como o adquirimos, como o usamos e como o vemos. O Senhor Jesus, por exemplo, usava o dinheiro para ajudar ao próximo, enquanto Judas o utilizava com propósitos mesquinhos e desonestos (Lc 8.3; Jo 12.6). O dinheiro deve ser empregado com sabedoria, prudência e cuidado, visando sempre a glória de Deus. Cuidado com o consumismo e seja sempre um dizimista fiel (Ml 3.10).

A prosperidade bíblica leva em conta tanto a realidade espiritual como a material. 

II. CORRIGINDO OS ERROS ACERCA DA POBREZA 

1. Pobreza e pecado. Embora a pobreza seja uma decorrência da entrada do pecado no mundo, isto não significa que o crente pobre esteja em pecado. Logo, a pobreza é uma das consequências do pecado, mas não necessariamente dos pecados pessoais dos menos favorecidos (Pv 14.31; 17.5; 19.1; Jo 12.8). De uma forma geral, os chamados pais da igreja ensinavam que a pobreza, além de ser uma das consequências do pecado, é também o resultado da má distribuição de renda e da concentração de poder. Para eles, essa situação poderia ser amenizada através da solidariedade dos mais abastados com os menos afortunados.

2. A pobreza magicamente extinta. Os pregadores da prosperidade ensinam que as dificuldades financeiras são o resultado de uma vida sem fé. Infere-se, pois, que o crente só é pobre se quiser já que é o único responsável por sua situação financeira. Alguns desses mestres, distorcendo a Palavra de Deus, chegam a afirmar que a pobreza é do Diabo. Isso, porém, nada tem a ver com o ensino da Bíblia. Pedro e João, por exemplo, não eram ricos, mas tinham fé suficiente para realizar grandes milagres (At 3.6). Vejamos o interessante caso de Paulo que, embora nada possuísse, enriquecia a muitos com o Evangelho de Cristo (2 Co 6.10).

Cuidado! Não seja impaciente para tornar-se rico. Veja o que recomenda o apóstolo: “Mas, os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína” (1 Tm 6.9). As campanhas que oferecem enriquecimento mágico tornam o crente insensato, tolo e avarento. Não precisamos desses artifícios, pois temos um Pai que zela pelo nosso sustento: “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei” (Hb 13.5).

 A pobreza é uma das consequências da Queda do homem, todavia, isso não significa que os menos favorecidos estejam em pecado.

 

III. A VIDA ABUNDANTE NÃO SUPERESTIMA O CORPO NEM NEGA A ALMA 

1. A vida abundante é equilibrada. Concernente aos bens materiais, como deve ser a nossa postura? Em Provérbios, encontramos uma recomendação que, apesar do tempo já transcorrido, continua sempre atual. Em suas meditações, Agur roga ao Senhor: “Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção; para que, porventura, de farto te não negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecendo, venha a furtar e lance mão do nome de Deus” (Pv 30.7-9). Esse equilíbrio leva-nos a ter uma vida abundante em Cristo que, aliás, ensina-nos a rogar ao Pai o pão cotidiano: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 6.11).

2. Bem-estar físico e emocional. A busca pelo bem-estar físico tornou-se a principal obsessão de nosso tempo. Tudo agora gira em torno do corpo. Para a maioria das pessoas é mais importante queimar as toxinas do corpo do que expurgar os pecados da alma. Já não se pensa na realidade pós-morte nem no juízo final. Vive-se unicamente para o prazer de um corpo que é pó e tornar-se-á pó. No entanto, o que faremos quando formos chamados a prestar contas a Deus? (Lc 12.20).

É claro que devemos cuidar do nosso corpo que, segundo a Bíblia nos ensina, é o templo do Espírito Santo (1 Co 3.16). Mas tudo sem obsessão e sem paranoia, pois de Deus temos esta promessa: “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu” (2 Co 5.1,2).

3. O bem-estar espiritual. A Teologia da Prosperidade conseguiu semear em nossos arraiais a ideia de que o bem-estar espiritual é irreconciliável com qualquer espécie de sofrimento. Se o crente sofre é porque não é próspero. Portanto, de acordo com essa ótica, sofrer em consequência de uma enfermidade ou como resultado de um revés financeiro demonstra decadência e falta de fé. Cuidado com esse ensino; é totalmente contrário à Bíblia (Sl 34.19).

A Palavra de Deus mostra que o sofrimento tem uma função pedagógica na vida do crente. Em outras palavras, Deus também nos ensina através das adversidades (Sl 119.71). Jó, por exemplo, sofreu não em decorrência de um pecado pessoal ou por possuir uma fé debilitada, mas para conhecer melhor a Deus (Jó 1.1-3; 42.5). Paulo também tinha o sofrimento como um dos meios de o Senhor lapidar a sua vida espiritual (2 Co 12.7-10). 

Deus deseja que tenhamos uma vida cristã equilibrada é abundante. 

 

A verdadeira prosperidade vai além da saúde, da riqueza e da fama. Ela se manifesta por uma comunhão íntima e estreita com o Senhor Jesus, que nos promete uma vida abundante. Não se impaciente, confie na suficiência de Cristo Jesus. Ele jamais nos abandonará. Amém.

 

RICHARDS, L. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007. 

“A palavra hebraica ‘ebyon, que é muitas vezes um paralelo a ‘ani, significa aflito, angustiado, desamparado, necessitado, isto é, alguém que foi maltratado ou está sofrendo algum problema social. [...] O termo hebraico rush significa ser pobre, empobrecido, ou passar necessidades, e seu cognato rish ou re’sh dá claramente a ideia de pobreza. A LXX usou a palavra penes, e o NT usa ptochos, que significa ‘pobre, miserável, impotente, mendigo’. Os pobres eram os que haviam sido privados das necessidades básicas da vida. As antigas leis israelitas protegiam os pobres dos encargos criminosos dos usurários (Êx 22.25; Lv 25.36). As extremidades dos campos não deveriam ser colhidas, e as vinhas não deveriam ser totalmente despidas de seus frutos, para que houvesse uma provisão para os necessitados (Lv 19.9,10). Tudo aquilo que nascesse espontaneamente nos campos durante o ano sabático deveria ser deixado e não poderia ser colhido, permanecendo para o benefício de qualquer pessoa que os quisesse recolher (Lv 25.5). Os indivíduos também tinham a permissão de colher grãos ou comer uvas que pertenciam a outros, desde que nada levassem consigo (Dt 23.24,25). Em geral, a pobreza resultava das invasões e das guerras, das secas e de colheitas insuficientes, da preguiça ou da escravidão. Numerosos escritos retratam Deus ao lado dos pobres (Pv 14.21) e também mostram o dever cristão de cuidar deles (Mt 6.2-4)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed., RJ: CPAD, 2009, p.1570).

 

Propósito: “Aquilo a que alguém se propôs ou por que se decidiu; decisão, determinação, resolução”. 

Nesta lição, veremos que a verdadeira prosperidade possui um propósito que vai muito além dos interesses pessoais. Infelizmente, o modelo de prosperidade apresentado em algumas teologias é meramente material e divorciado da ética cristã. Tal prosperidade, além de fomentar o egoísmo, incita o crente a fazer pouco caso do seu próximo, achando-se superior ou “mais abençoado” que este. Além disso, semelhante sentimento impede-nos de participar mais direta e ativamente na obra do Senhor.

 I. A PROSPERIDADE NÃO É UM FIM EM SI MESMA 

1. Deus, a fonte de todo bem. Na cultura pós-moderna, Deus foi transformado em um objeto e o homem em uma mera mercadoria. A busca pelo poder, fama e riqueza converteram-se no principal objetivo desta geração. Com o homem coisificado, não foi difícil transformar o desejo por uma vida próspera em um fim em si mesmo. A “felicidade”, então, passou a ser buscada a qualquer preço. Contudo, para nós, a verdadeira felicidade não vem em razão da posse de bens materiais, mas porque a fonte de todo o nosso contentamento encontra-se em Deus (Fp 4.11).

O Criador não é um objeto. Ele é o Todo-Poderoso Deus digno de toda a honra e de todo o louvor. Por conseguinte, devemos servi-lo não por aquilo que Ele nos dá, mas em razão daquilo que Ele é (Jo 6.26,27). Deus é santo, justo, misericordioso e maravilhoso (Sl 8.1-9). Nesse princípio, deve residir toda a nossa alegria e satisfação.

2. Despenseiros de Deus. A Escritura não é contrária à verdadeira prosperidade. Há muitas passagens que mostram o próprio Deus concedendo bênçãos materiais aos seus filhos (Gn 13.2; Jó 42.12). Mas para que a prosperidade não se converta num fim em si mesma, o cristão deve agir como um bom despenseiro daquilo que lhe foi confiado e não se comportar tirânica e arbitrariamente em relação ao que o Senhor lhe concedeu tão bondosamente (2 Co 6.1-10; 1 Co 4.1). Afinal, a autêntica prosperidade bíblica não se resume no acúmulo de bens, mas na suficiência divina. 

Na atualidade, a busca pelo poder, fama e riqueza converteu-se no principal objetivo de vida de muitas pessoas.

 

II. A PROSPERIDADE E O SUSTENTO PESSOAL 

1. As carências humanas. Todos nós possuímos necessidades e carências (Lc 4.18). Na Oração do Pai Nosso, Jesus ensinou os discípulos a rogar a Deus: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 6.11). O texto bíblico mostra que o Senhor está ciente de todas as nossas precisões. Portanto, não devemos andar ansiosos, pois Ele nos garante a provisão diária.

Paulo, que aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação, escreveu: “Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes” (1 Tm 6.8). Esse “sustento” o Pai Celeste garante a cada um de seus filhos (Mt 6.25-34). Paulo não insinua que os crentes serão todos ricos, mas faz questão de mostrar claramente que Deus deseja que vivamos digna e honradamente.

2. O cuidado divino. Jesus exorta-nos a não andarmos ansiosos, pois Deus, além de conhecer todas as nossas necessidades, é poderoso para suprir cada uma delas (Lc 12.22-34). Durante a peregrinação dos israelitas no deserto, o Senhor sustentou-os com o maná diário durante quarenta anos (Êx 16.22-35). Os filhos de Israel, portanto, deveriam crer de todo o coração na suficiência divina e não fazer nenhum estoque daquele alimento, pois Deus era responsável por seu sustento cotidiano. Portanto, não ande ansioso quanto ao comer e ao que vestir: o Pai Celeste está atento a todas as nossas necessidades. 

Devemos rogar ao Pai Celeste e confiar nEle a fim de que supra as nossas necessidades. 

III. A PROSPERIDADE NA AJUDA AO PRÓXIMO 

1. Um mandamento divino. A Escritura é taxativa ao afirmar: “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 19.19b). A Bíblia realça que esse cuidado não pode ser abstrato ou contemplativo; tem de ser prático. Os apóstolos João e Tiago tratam do assunto com muita ênfase.

Para João, o amor não deve ser apenas de palavras, mas tem de ser traduzido em obras (1 Jo 3.18). O chamado “apóstolo do amor” chega a dizer que se alguém “tiver bens do mundo e, vendo o seu irmão necessitado”, fechar-lhe o coração, não tem o amor de Deus no coração (1 Jo 3.17).

Para Tiago, a fé sem as obras mantém-se no campo da teoria e para nada serve: “Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (Tg 2.15,16 — ARA).

2. Uma necessidade cristã. Faz parte de nossa natureza sensibilizarmo-nos com a situação de nossos semelhantes. Isso identifica-nos como irmãos e fortalece os laços fraternais da grande família humana. Todavia, o pecado distorceu nossa imagem e fez-nos egoístas, mudando o nosso foco do “tu” para o “eu”. O salmista tristemente constata: “Não há quem faça o bem” (Sl 53.3). Esse é o estado do homem que vive sob o império do pecado (Rm 11.32; Gl 3.22). Em Cristo, porém, fomos regenerados e o domínio do mal foi destruído (2 Co 5.17). Por isso o apóstolo Paulo exorta-nos a praticarmos o bem e a sermos ricos em boas obras (1 Tm 6.18). 

Ajudar ao próximo é uma ordenança divina para o cristão.

IV. A PROSPERIDADE NA EXPANSÃO DO REINO DE DEUS 

1. A realidade do Reino. No Sermão do Monte, o Senhor ensinou aos seus discípulos a buscar o Reino de Deus: “Venha o teu reino” (Mt 6.10). Em o Novo Testamento, o Reino de Deus possui uma realidade presente e outra futura. Ele já está em nosso meio, mas ainda não em sua plenitude (Lc 17.20,21). Por conseguinte, o crente tem de participar ativamente da expansão da obra de Deus até aos confins da terra. Para que isso aconteça é necessário conscientizarmo-nos de que nossos recursos e bens devem ser postos à disposição de Deus. Ele fez-nos prósperos e espera que nos mostremos agradecidos, investindo em seu Reino (2 Co 9.6,7).

2. A expansão do Reino. Como o Reino de Deus expandir-se-á se não estivermos dispostos a investir em tal ação? Infelizmente, muitos cristãos ainda não se conscientizaram de que a obra de Deus é feita também com dinheiro (Fp 4.10-19). Infelizmente, há muitos projetos missionários interrompidos simplesmente porque não há quem esteja disposto a mantê-los financeiramente. O que seria de nós se irmãos de outras nações não tivessem investido em nossa evangelização? Portanto, não podemos esquivar-nos de nossa responsabilidade diante de Deus.

O crente tem de participar, com seus dízimos e ofertas, para que haja expansão da obra de Deus. 

Nesta lição, aprendemos que não podemos perder o foco da verdadeira prosperidade. A questão não é somente prosperar, mas para quê prosperar! Será que o nosso trabalho, dinheiro e bens estão de fato atendendo aos propósitos divinos ou estão apenas servindo ao nosso regalo pessoal? Qualquer ideia de prosperidade para manter-se dentro do padrão exposto na Bíblia deve levar em conta o Reino de Deus e a responsabilidade social que temos com o nosso próximo. 

RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.

“Vida abundante

Ser um cristão não significa ser um cidadão de segunda classe. Cristo veio para que tivéssemos ‘vida com abundância’.

A moral das histórias de Salomão e Sansão é esta: Deus é a fonte do dinheiro, ou da fama, ou da autoridade, ou da força física que possuímos. Você tem estas coisas porque Deus permitiu que as tivesse, por uma razão: para utilizá-las como ferramentas a fim de implementar o que Ele tem planejado para a sua vida, e para glorificá-lo. Ele não deseja que você fique sobrecarregado em seus esforços, que o perca de vista ou a vida para a qual Ele o tem chamado. Preocupações excessivas por posição social (status) ou poder são iguais em relação ao dinheiro. Todas elas podem levar ao descontentamento, à inveja, à tentação, ao roubo da parte que pertence a Deus, tanto de seu tempo como de recursos, impedindo-o de ocupar o lugar central em sua vida.

Deus quer que você seja livre das influências que o mundo exerce sobre você, para que Ele possa, então, abençoá-lo.

Deus deseja reorientar a sua vida completamente, para que você possa ser bem-sucedido do modo certo, pelas razões certas. Talvez os resultados não sejam imediatos. A jornada poderá não ser tão agradável e fácil. Seja paciente” (SALE, F. Você & Deus no trabalho: A ética profissional do cristão. 1.ed., RJ: CPAD, 2001, p.181).

FONTE www.estudarapologetica.blogspot.com