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Educação cristã (2)
Educação cristã (2)

  

    EDUCAÇÃO CRISTÃ, RESPONSABILIDADE DOS                                         PAIS. 

  1. A educação materialista 

A educação oficial, ministrada na rede de ensino pública ou particular, é totalmente influenciada pelo materialismo e pelo ateísmo. Os currículos que reúnem os conteúdos programáticos a serem transmitidos nas salas de aula são fundamentados nas filosofias e pseudociências materialistas.

Tudo começa com a explicação sobre a origem da matéria, da vida, do homem, da inteligência, e de todas as coisas que existem no universo. Os professores de ciência ensinam, como sendo a última palavra, que a vida surgiu “por acaso”, de uma mistura, “ao acaso”, de substâncias químicas, que se reuniram “ao acaso”, e , dali, surgiu a vida, “ao acaso”, durante “milhões” de anos. Os alunos, crianças, ou adolescentes, de olhos arregalados, ficam hipnotizados pelas explicações, ilustradas com quadros, nos livros-texto, nos quadros de giz, ou, de modo mais sofisticado, nas telas, com projeções através de “data-shows”, ou projetores de multimídia.

E “o mestre”, com ar de absoluta convicção, explica que a origem da vida, dos animais e do homem, foi fruto da evolução, que dispensa totalmente a existência de um Deus pessoal, inteligente, e soberano, como ensinam as religiões, e, principalmente, como ensina o cristianismo. Figuras de macaco, evoluindo, da posição de quatro pés, ficando atarracado, até ficar ereto, até chegar a ser homem são mostradas como sendo realmente o que ocorreu. Na verdade, nada disso é verdade, mas é passado e repassado como ciência.

Professores materialistas têm grande influência sobre a mente dos alunos, principalmente porque, em casa, a grande maioria não tem qualquer preparo ou fundamento bíblico ou filosófico para enfrentar a “onda” materialista, que avança sobre a educação e a cultura, nas escolas. Muitos desses professores ou professoras são homossexuais, e fazem questão de, aproveitando-se de sua posição, diante dos alunos, propagar o seu estilo de vida anticristão, anti-Deus e contra a Bíblia Sagrada, a Lei de Deus.

  1. A educação informativa

Com exceção das escolas confessionais, ligadas a religiões que aceitam os princípios cristãos, em todas as escolas regulares a educação é meramente informativa. Uma quantidade enorme de conteúdos é ministrada, muitos deles sem qualquer valor para a formação do caráter e da personalidade. Não existe a preocupação com a ética ou a moral. O mais expressivo exemplo dessa educação meramente informativa é a chamada “educação sexual”. Nas escolas, os alunos, inclusive crianças e adolescentes, são ensinados que podem fazer sexo precocemente, desde que tenham cuidado em usar o preservativo. Não há preocupação com valores morais. Sexo na adolescência é ensinado como algo perfeitamente compreensível e normal. Apenas deve haver precauções. O resultado é que, anualmente, há quase um milhão ade adolescentes grávidas. A AIDS aumenta entre os jovens, de acordo com relatórios da Organização Mundial da Saúde.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 98-100.

APOLOGÉTICA NA SALA DE AULA

Nunca podemos consentir com o irracionalismo de nossa época — a negação pós-moderna da verdade. O modo como essa entrega muitas vezes é expressa na igreja, é uma satisfação agradável em relação a uma experiência de louvor emocionante na qual comove naquele momento, mas existe uma semelhança completamente separada da vida cotidiana e do discurso cultural que isto envolve.

Como a pregação pode e deve ter um lado apologético, é necessário que seja acompanhada pelo ensino sistemático no contexto da sala de aula. Para que a igreja seja uma instituição de apologética, nós que estamos na liderança devemos buscar um compromisso mais sério de nossa congregação. Esse é um imenso desafio em virtude das exigências já feitas para sobrevivermos no mundo tão ocupado de hoje.

Felizmente, muito trabalho tem sido realizado por professores e pastores. Chamo a atenção para quatro recursos muito úteis para ensinar e estimular a apologética no dia-a-dia dos leigos instruídos.

  1. The Case for Christ (Em Defesa de Cristo), de Lee Strobel, é uma “investigação particular de um jornalista em busca de evidências de Jesus”. A grande força desse livro é que o autor não é um especialista, mas no estilo jornalístico, ele aborda seus tópicos como um jornalista, entrevistando especialistas em vários campos. Strobel, um ex-repórter investigador, utiliza ilustrações de suas reportagens sobre crimes a fim de abrir as portas fechadas do pensamento contemporâneo. Então por meio de um formato investigativo/de entrevista, ele traz alguma variedade de testemunhas especialistas para caminhar por essas portas com informações bem pesquisadas e bem apresentadas que dão ganho de causa para Cristo. Não conheço uma obra melhor no nível popular.
  2. Darwin on Trial (Darwin no Tribunal), de Phillip Johnson, e Darwin ’s Black Box (A Caixa Preta de Darwin), de Michael Behe, são duas das melhores obras apologéticas sobre o criacionismo. A contínua discussão científica sobre haver uma “ordem criada” no universo ou se nós, seres humanos, bem como tudo mais que existe, somos resultados “do acaso” é um assunto polêmico constante nos debates da vida cotidiana. A evolução é ensinada como fato científico nas escolas, e o criacionismo é banido. O cético conclui facilmente que se os seres humanos estão aqui por acidente por meio de um processo de bilhões de mutações ao longo de bilhões de anos, então Deus deve ser ficção. A obra de Johnson e Behe é extraordinária e fornece grande munição intelectual para a apologética nos campos da evolução e da criação.
  3. C. S. Lewis foi um profeta para a nossa geração. Ele deu aula nas universidades de Oxford e Cambridge, na Inglaterra. Sua educação fez dele um agnóstico de proporções ateístas. O despertar de sua fé foi uma batalha intelectual monumental. Em sua descrição, ele fala sobre uma noite em que subiu para o seu quarto em Magdalene College, Oxford, e se rendeu às declarações de Cristo como “o mais relutante convertido inglês”. Seus escritos, que tinham a finalidade de persuadir outros crentes relutantes em potencial, são prolíferos. Sua obra Cristianismo Puro e Simples é uma manifesto clássico combinando razão filosófica e imperativos morais com as declarações de Cristo. À frente de seu tempo, em particular, ele ataca o sempre presente relativismo, que previu que se tornaria tão destrutivo.
  4. More than a Carpenter (Mais que um Carpinteiro), de Josh McDowell, é uma declaração breve, porém clássica da singularidade de Cristo. Ele usa com grande efeito o mesmo processo redutivo de C. S. Lewis, impelindo o leitor a chegar a uma conclusão a favor de Cristo. McDowell analisa as declarações de Cristo sob os títulos de mentiroso, lunático e Senhor, e dirige a pessoa reflexiva a determinar qual desses títulos expressa a melhor descrição.

RAVI Zacharias. GEISLER. Norman. Sua Igreja esta preparada. .Motivando Líderes para Viver uma Vida Apologética. pag. 48-50.

6.1-4 - Esse trecho tem o belo equilíbrio que esperamos encontrar na Palavra de Deus: os filhos devem obedecer aos pais, e os pais devem tratar os filhos de tal modo que estes se submetam àqueles. Os filhos devem obedecer aos pais por amor a Cristo, mesmo que os pais não sejam cristãos. Honrar pai e mãe é o único dos Dez Mandamentos que é seguido por uma promessa (Dt 5.16) e respalda essa ideia. Sem dúvida, os filhos cristãos não devem fazer nada imoral, ainda que os pais ordenem que façam. Nesse caso, os filhos devem obedecer a Deus, e não aos homens (At 5.29). Os pais, por sua vez, não devem ser excessivamente severos com os filhos nem ridicularizá-los: não provoqueis.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 513.

  1. Filhos cristãos (Ef 6:1-3)

Paulo não diz aos pais para admoestarem os filhos; ele mesmo o faz. Os filhos estavam presentes na congregação quando essa carta foi lida. Será que entenderam o que Paulo escreveu? Será que nós entendemos? A família toda participava do culto e, sem dúvida, os pais explicavam a Palavra aos filhos quando estavam em casa. O apóstolo apresenta quatro motivos para os filhos obedecerem aos pais.

São cristãos ("no Senhor", v. 1a). Este argumento é uma aplicação do tema da seção toda: "sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo" (Ef 5:21). Quando alguém se torna cristão, não é liberado das obrigações normais da vida. Antes, sua fé em Cristo deve fazer desse indivíduo um filho mais dedicado em seu lar. Para os colossenses, Paulo reforçou essa admoestação dizendo: "pois fazê-lo é grato diante do Senhor" (Cl 3:20). Vemos aqui a harmonia no lar: a esposa é submissa ao marido "como ao Senhor"; o marido ama a esposa "como também Cristo amou a igreja"; e os filhos obedecem "no Senhor".

A obediência é correta (v. 1b). Deus instituiu uma ordem natural que mostra claramente quando um ato é correto. Uma vez que foram os pais que colocaram o filho no mundo, e uma vez que eles têm mais conhecimento e sabedoria do que o filho, é correto o filho obedecer aos pais. Até mesmo os filhotes dos animais são ensinados a obedecer. A "versão moderna" de Efésios 6:1 seria: "pais, obedeçam a seus filhos, pois isso os manterá satisfeitos e trará paz a seu lar". Mas isso é contrário à ordem natural instituída por Deus!

A obediência é ordenada (v. 2a). Aqui, Paulo cita o quinto mandamento (Êx 20:12; Dt 5:16) e o aplica ao cristão do Novo Testamento.

Isso não significa que o cristão viva "sob a Lei", pois Cristo nos libertou tanto da maldição quanto do jugo de escravidão da Lei (Gl 3:13; 5:1). Mas a justiça da Lei ainda revela a santidade de Deus, e o Espírito Santo nos capacita a que pratiquemos essa justiça em nossa vida diária (Rm 8:1-4). Nove dos Dez Mandamentos são repetidos nas epístolas do Novo Testamento, a fim de serem observados pelos cristãos, com exceção de "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar". É tão errado um cristão desonrar aos pais quanto o era para um judeu do Antigo Testamento. "Honrar" os pais significa muito mais do que simplesmente obedecer a eles. Significa mostrar respeito e amor por eles, cuidar deles enquanto precisarem de nós e procurar honrá-los pela maneira como vivemos.

Um rapaz e uma moça vieram me procurar, pois estavam querendo se casar. Perguntei lhes se os pais dos dois haviam concordado com o casamento. Eles trocaram um olhar envergonhado e confessaram:

- Tínhamos esperança de que o senhor não fizesse essa pergunta... Passei uma hora tentando convencê-los de que era um direito dos pais deles se regozijarem com esse acontecimento e que a exclusão deles causaria mágoas profundas, as quais talvez nunca fossem curadas. - Mesmo que eles não sejam cristãos - expliquei são seus pais, e vocês lhes devem amor e respeito. Por fim, eles concordaram, e os planos que fizemos juntos agradaram a ambas as famílias. Se tivéssemos seguido o primeiro plano do casai, os dois teriam perdido a credibilidade para testemunhar a seus familiares. Em vez disso, puderam dar um bom testemunho de jesus Cristo.

A obediência traz bênçãos (w . 2b-3). O quinto mandamento é acompanhado de uma promessa: "para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá" (Êx 20:12). A princípio, essa promessa foi feita ao povo de Israel, quando este entrou em Canaã, mas Paulo aplica-a aos cristãos de hoje, dizendo que o filho cristão que honrar ao pai pode esperar duas bênçãos.

As coisas irão bem para ele e ele terá vida longa na Terra. Isso não significa que todas as pessoas que morreram jovens desonraram os pais. O apóstolo está declarando um princípio: quando os filhos obedecem aos pais no Senhor, evitam muitos pecados e perigos e, desse modo, muitas coisas que poderiam ameaçar ou encurtar sua vida.

Todavia, a vida não é medida apenas pela extensão de tempo, mas também pela qualidade da experiência. Deus enriquece a vida do filho obediente, a despeito de quanto dure aqui na Terra. O pecado sempre empobrece; a obediência sempre enriquece.

Assim, o filho deve aprender a obedecer ao pai e à mãe, não apenas porque são seus pais, mas porque Deus assim o ordenou. A desobediência aos pais é uma forma de rebelião contra Deus. A situação triste dos lares de hoje é resultante da rejeição à Palavra de Deus (Rm 1:28-30; 2 Tm 3:1-5). A criança é, por natureza, egoísta, mas, pelo poder do Espírito Santo, pode aprender a obedecer aos pais e glorificar a Deus.

  1. Pais cristãos (Ef 6:4)

Se forem deixadas por conta própria, as crianças tornam-se rebeldes, de modo que é necessário os pais educarem os filhos. Anos atrás, o duque de Windsor disse: "Numa casa norte-americana, tudo é controlado por botões, menos os filhos". A Bíblia registra os resultados infelizes da negligência dos pais para com os filhos, quer dando um mau exemplo, quer deixando de discipliná-los corretamente. Davi mimou Absalão e deu um péssimo exemplo, e as consequências foram trágicas. Eli não disciplinou os filhos, e estes, além de desgraçarem seu nome, trouxeram derrota sobre a nação de Israel. Em sua velhice, Isaque mimou Esaú, e sua esposa demonstrou favoritismo por Jacó, resultando em um lar dividido. Jacó cultivava seu favoritismo por José, quando Deus resgatou o menino de modo providencial e o levou para o Egito, onde o transformou em um homem de caráter. Paulo diz que o pai tem várias responsabilidades para com os filhos.

Não deve provocá-los. No tempo de Paulo, o pai exercia autoridade suprema sobre a família. Quando uma criança nascia em uma família romana, por exemplo, era tirada do quarto e colocada diante do pai.

Se ele a pegasse no colo, era sinal de que a aceitava no lar. Mas se não a pegasse, indicava que não a aceitava, e a criança deveria ser vendida, dada ou abandonada para morrer. Sem dúvida, o verdadeiro amor paterno não permitia tamanhas atrocidades, mas tais práticas eram legais naquela época. Paulo diz aos pais: "Não usem sua autoridade para abusar de seus filhos; pelo contrário: incentivem e edifiquem a criança". Para os colossenses, o apóstolo escreveu: "Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados" (Cl 3:21). Assim, o oposto de "provocar" é "animar".

Eu estava dando uma palestra a um grupo de estudantes sobre a oração e dizendo que nosso Pai celeste está sempre disponível quando o buscamos. Para ilustrar esse fato, contei que a recepcionista do escritório de nossa igreja tem uma lista que eu preparei com o nome de todas as pessoas que podem falar comigo a qualquer momento, não importa o que eu esteja fazendo. Mesmo que esteja em uma reunião do conselho ou no meio de uma sessão de aconselhamento, se alguma dessas pessoas telefonar, a recepcionista deve me chamar imediatamente. Minha família está no topo da lista. Ainda que o assunto pareça ser de importância secundária, quero que minha família saiba que estou disponível. Depois dessa palestra, um dos rapazes me perguntou: - Você não quer me adotar? Nunca consigo falar com meu pai... E preciso tanto do incentivo dele!

Os pais provocam e desanimam os filhos quando dizem uma coisa e fazem outra, sempre criticando e nunca elogiando, sendo incoerentes e injustos na disciplina, mostrando favoritismo dentro de casa, fazendo promessas e não cumprindo, deixando de levar a sério problemas extremamente importantes para os filhos. Os pais cristãos precisam da plenitude do Espírito para se mostrarem sensíveis às necessidades e aos problemas dos filhos.

Deve nutri-los. O texto diz: "criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor". O verbo traduzido por "criar" é a mesma palavra traduzida por "alimentar" em Efésios 5:29. O marido cristão deve nutrir a esposa e os filhos dando-lhes amor e ânimo no Senhor.

Não basta cuidar dos filhos fisicamente providenciando alimento, abrigo e roupas. Também deve lhes dar alimento emocional e espiritual. O desenvolvimento do menino Jesus é um exemplo para nós: "E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens" (Lc 2:52). Vemos aqui um crescimento equilibrado: intelectual, físico, espiritual e social. Em parte alguma da Bíblia, a educação dos filhos é apresentada como responsabilidade de alguma pessoa ou instituição fora do lar, por mais que tais elementos externos colaborem no processo. Deus incumbiu os pais de ensinar aos filhos os valores mais essenciais. Deve discipliná-los. O termo "criar" dá a ideia de aprendizado por meio da disciplina. É traduzido por "corrigir" em Hebreus 12. Alguns psicólogos modernos opõem-se ao conceito "antiquado" de disciplina, e muitos educadores seguem essa filosofia. Dizem que devemos deixar as crianças se expressarem e que, se as disciplinarmos, iremos distorcer seu caráter. No entanto, a disciplina é um princípios fundamental da vida e uma demonstração de amor. "Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe" (Hb 12:6). "O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina" (Pv 13:24).

É preciso, porém, certificar-se de estar disciplinando os filhos da maneira correta. Em primeiro lugar, deve-se discipliná-los em amor, não com raiva, a fim de não ferir o corpo nem a alma da criança ou, possivelmente, os dois. Quem não é disciplinado, evidentemente, não pode disciplinar a outros, e explosões de raiva nunca trazem benefício algum para os filhos nem para os pais.

Além disso, a disciplina deve ser justa e coerente.

- Meu pai é capaz de usar um canhão para matar um pernilongo! - disse-me um adolescente. - Posso cometer homicídio e nada acontece ou posso ser considerado culpado de absolutamente tudo!

A disciplina coerente aplicada com amor dá segurança à criança. Ela pode não concordar conosco, mas pelo menos sabe que nos importamos o suficiente para criar alguns muros de proteção a seu redor até ela ser capaz de tomar conta de si mesma.

- Nunca soube quais eram os meus limites - comentou uma moça rebelde -, pois meus pais nunca se importaram comigo o suficiente para me disciplinar. Acabei concluindo que, se não era importante para eles, então por que deveria ser importante para mim?

Deve instruí-los e incentivá-los. Esse é o significado do termo "admoestação". A fim de educar o filho, o pai e a mãe não usam apenas ações, mas também palavras. No Livro de Provérbios, por exemplo, temos um registro inspirado de um pai compartilhando conselhos sábios com o filho. Os filhos nem sempre apreciam nossos conselhos, mas isso não elimina nossa obrigação de instruí-los e de incentivá-los. É evidente que nossa instrução deve sempre estar de acordo com a Palavra de Deus (ver 2 Tm 3:13-1 7).

Quando a Suprema Corte deu seu veredicto contrário à obrigatoriedade de orar nas escolas públicas, o famoso cartunista Herblock publicou uma tira no jornal Washington Post mostrando um pai irado sacudindo um jornal para a família e gritando:

- Só faltava essa! Agora querem que a gente ouça as crianças orando em casa? A resposta é: sim! O lar é o lugar onde as crianças devem aprender sobre o Senhor e a vida cristã. É hora de os pais cristãos pararem de empurrar a responsabilidade para os professores da escola dominical e das escolas cristãs e começarem a educar seus filhos.

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. II. Editora Central Gospel. pag. 68-71.

II - A EDUCAÇÃO NO ANTIGO E EM O NOVO TESTAMENTO.

  1. No Antigo Testamento.
  2. Sob a égide da teocracia

No Antigo Testamento, os pais viviam sob a Teocracia, ou sob o governo de Deus sobre o povo. Todas as normas ou doutrinas, de caráter espiritual, moral, social, educacional ou familiar, emanavam da Lei de Deus. Os pais não tinham grandes desafios no relacionamento com os filhos, pois os mesmos, desde o berço, eram criados segundo os mandamentos, os juízos e os estatutos de Deus (Dt 5.31).

  1. O ensino aos filhos no lar

Os filhos dos judeus aprendiam e absorviam o shema, ou o credo, que resumia o princípio fundamental de sua fé: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder” (Dt 6.4,5). Esse ensino fazia parte do dia a dia das crianças judaicas. Uma grande lição para a educação cristã nos dias presentes (Dt 11.18-21).

  1. Os cuidados na educação dos filhos

Aos 12 anos, os meninos passavam pela cerimônia do “Bar Mitzvah”, quando já deveriam saber de cor os pontos mais importantes da lei. A sinagoga era templo e era escola também. Segundo Halph Gower, “Era responsabilidade da mãe educar tanto os filhos como as filhas durante os três primeiros anos (provavelmente até o desmame). Ela ensinava às filhas os deveres domésticos durante toda a infância delas. A partir dos três anos de idade, os meninos aprendiam a lei com o pai, e os pais também ficavam responsáveis por ensinar um ofício aos filhos. Um rabino disse certa vez: ‘O pai que não ensina ao filho um ofício útil está educando-o para ser ladrão”.

  1. Lições para os dias presentes

Nesse contexto de educação no lar, pode-se entender que os pais eram bem presentes na vida dos filhos. Estamos escrevendo sobre educação no século XXI, onde a educação é institucionalizada, seguindo um sistema oficial de ensino. Mas a educação no Antigo Testamento nos dá sugestões válidas para hoje, principalmente para a família cristã. O ensino da palavra de Deus no lar, a educação constante, como em Deuteronômio 11.18-21 é a única esperança para termos uma família firmada nos princípios da Lei do Senhor. Os pais presentes na vida dos filhos é fator indispensável para a formação do caráter cristão. Confiar apenas na escola secular é entregar os filhos a um sistema que está totalmente contaminado com as doutrinas materialistas.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 94-93.

O Lar. O lar era a unidade básica da sociedade, bem como a primeira escola que um menino judeu conhecia. O Antigo Testamento mostra o grande valor dado às crianças e grande responsabilidade pesava sobre os ombros dos pais, porquanto os filhos eram tidos como dons de Deus (Jô 5:25; Sal. 127:3; 128:3,4. Ver também Gên. 18,19 e Deu. 11:19 quanto à importância da instrução doméstica). As crianças eram treinadas em seus deveres, religiosos ou outros (I Sam. 16:11; 11 Reis 4:18). O treinamento artístico fazia parte da instrução recebida (Jui. 21:21; Lam, 5:14). Às meninas eram ensinadas prendas domésticas, por suas mães (Êxo, 35:25; II Sam. 13:8). Os meninos aprendiam negócios e ofícios. As casas numerosas, como aquelas de pessoas ricas, estavam sujeitas a uma instrução global (Gên, 18:19). O elemento religioso sempre ocupava o primeiro plano (Deu. 6:4-9; Sal. 78:3-6; Pro. 4:3). Algumas poucas mulheres, segundo todas as aparências, eram bem educadas e chegaram a tomar-se lideres (Jui, 4:4 ss, II Reis 22:14-20).

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 271.

Salmos 78. 5. Ele estabeleceu um testemunho em Jacó. Yahweh foi o Autor da lei, e o primeiro a propagá-la. Os pais da nação de Israel a receberam e imediatamente a transmitiram a seus filhos. A partir daí, a prática foi seguida pelas gerações sucessivas de Israel.

Ver também Éxo. 13.14. “Jacó”, neste caso, é paralelo a “Israel”, e a mensagem a seus filhos começou com o Pentateuco, e, nos anos que se seguiram, mais literatura foi sendo reunida. Ver no Dicionário o verbete intitulado Cânon do Antigo Testamento.

Um testemunho... uma lei. Quanto à tríplice designação da lei, ver Deu. 6.1. Temos aqui somente duas palavras, que poderiam ser um simples paralelismo. Tomadas juntamente, elas falam sobre o corpo geral dos documentos religiosos de Israel. Posteriormente, vieram a significar, especificamente, o Pentateuco. É provável que a lei signifique o testemunho estabelecido em Israel, ou seja, o testemunho que Yahweh deu de Si mesmo e de Seus ensinos espirituais. Esse testemunho assumiu forma escrita, tornando assim mais fácil a transmissão, visto que as tradições orais estão sujeitas a mudanças e perversões. No vs. 7 temos os mandamentos; no vs. 10 temos a aliança baseada na lei mosaica; e no vs. 11 temos os milagres. Esses testemunhos autenticaram a mensagem e ajudaram a fazer de Israel aquilo em que ele se tornou. Os vss. 12 ss. descrevem com detalhes os milagres ou maravilhas que Yahweh realizou.

“O fato mais importante na vida do povo hebreu foi o que nosso poeta citou como testemunho e lei. Não há compreensão nem de suas histórias nem de suas tentativas de entender a história à parle desse fato... Voltando às suas origens, eles sempre acharam Deus como o Criador e o Legislador. A lei foi estabelecida não para agradar o Legislador, mas para prover o povo de Israel com um padrão de continuidade explícita, dentro da ordem da lei. A vida, para os indivíduos, não era improvisada para satisfazer emergências. Isso ocorreria se o povo seguisse o padrão que Deus lhe dera. A lei agia como uma proteção contra eles mesmos, contra seus irmãos e contra seus inimigos. Não havia alternativa à lei. O povo podia perecer, mas a lei permaneceria” (J. R. P. Sclater, in Ioc.). A isso deveríamos acrescentar que a lei deveria fazê-los viver por longos anos e prosperamente. Ver Sai. 1.2, quanto a um sumário sobre as funções da lei, em Israel.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2292.

(1-11) A palavra lei (1) lit. torah, tem o sentido de "ensino". Note-se a maneira como o verso 2 é citado em Mt 13.35. A ênfase que recai sobre o testemunho em Jacó (5), isto é, o ensino tradicional da família (ver vv. 3-6), se baseia em Êx 10.2; 12.26; 13.8. Duas linhas de pensamento são torcidas juntamente no poema para dar pontos de vista alternados sobre a fragilidade humana e a energia divina. Os filhos de Efraim... retrocederam (9). Não está na mente do salmista qualquer ocasião particular de falta militar. Alguns julgam ver aqui uma clara alusão à partida prematura de Efraim, do Egito, e o revés que sofreram às mãos dos homens de Gate (ver 1Cr 7.21); outros relacionam esses versículos ao descontentamento dos efraimitas ao entrarem em Canaã (ver Js 17.14 e segs.). O salmista, porém, está aqui simplesmente declarando um tema por meio de uma imagem verbal; os filhos de Efraim, ou seja, o norte da Israel, traíram a aliança de Deus, tal como soldados que, embora armados e equipados, recuam no calor mesmo da batalha. A analogia é novamente usada no verso 57. O verso 67 declara que Efraim tinha sido posto de lado como líder, e que outro fora escolhido para a posição.

NOVO. Comentário da Bíblia. Salmos. pag. 172.

78.1-72 Esse salmo didático foi escrito para ensinar as crianças como Deus havia sido gracioso no passado apesar da rebelião e falta de gratidão de seus antepassados. Se as crianças entendessem corretamente a interpretação teológica da história de sua nação, certamente não seriam "como seus pais" (v. 8). O salmista se concentra, principalmente, na história do êxodo.

  1. Exortação sobre a instrução das crianças (78.1-11)
  2. Exposição sobre a graciosidade de Deus (78.12-72)
  3. A narrativa da história de Israel (78.12-39)
  4. A repetição de lições históricas (78.40-72)

MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 738.

SALMOS 78. Lições da História

Esse Salmo de Asafe cumpre a obrigação de cada geração em compartilhar seu conhecimento de Deus com o próximo (78.1-8), Como uma geração esqueceu de Deus, violou Sua aliança e sofreu derrota (w. 9-11). Assim Asafe alista as coisas maravilhosas que Deus fez ao revelar-se a Israel: lançou pragas contra Egito (w. 12-20), disciplinou e alimentou a geração do deserto (w. 21-33). Ele puniu e perdoou (vv. 34-39). Contudo, Israel rebelou-se (w. 40-55) e voltou à idolatria (w. 56-64). Mais tarde, entretanto, Deus rechaçou os inimigos de Seu povo e escolheu Davi para pastoreá-lo (vv. 65-72). Quão grande o pecado do homem e quão maior a graça de Deus!

O que transmitiremos? (78.4). Asafe define o que cada geração precisa para transmitir ao próximo: “as maravilhas que tem feito o Senhor”. Não hesiremos em partilhar o que Deus tem feito em nossas vidas para com os nossos filhos. Eles verão e chegarão a conhecê-lo através do que comunicarmos (v. 7).

RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. pag. 368.

Dt 4.9. Tão-somente guarda-te. Os vss. 9-14 apresentam um segundo incidente ilustrativo: a revelação dada em Horebe (Sinai), dos Dez Mandamentos, 0 núcleo da lei. Esse lato histórico produziu 0 avanço de Israel nos campos da sabedoria e do entendimento. Isso posto, Deus estava operando através do processo histórico. Ver no Dicionário os artigos chamados Horebe, Sinai e Dez Mandamentos.

Esse avanço dependia diretamente das instruções dadas através de Moisés, a lei, os preceitos que faziam de Israel um povo distinto. O conhecimento estava concentrado na lei, e tinha de ser ensinado (vs. 1), mas esse conhecimento precisava ser aplicado à vida diária das pessoas. Era mister 0 uso de diligência nessa aplicação.

As palavras “guarda bem a tua alma” têm sido interpretadas na teologia posterior dos hebreus como “cuida de teus interesses espirituais”. Mas não foi isso que Moisés quis dar a entender ao usar 0 termo hebraico nephesh. Os teólogos históricos têm mostrado que essa palavra nunca foi usada no Antigo Testamento para indicar a porção imaterial do homem, que sobrevive à morte biológica. O que Moisés estava dizendo, era: “Dedica toda a tua vida, todo 0 teu coração, a essa questão da guarda da lei. Assim deve expressar-se a tua vida”.

E os farás saber a teus filhos. Isso aponta para a necessidade crítica de os pais transmitirem a seus filhos a mensagem espiritual. O profeta Baha Ullah ensinava que a pior coisa que um pai pode fazer, 0 pior erro que ele pode cometer, é conhecer os ensinos mas não transmiti-los a seus filhos. Antes de tudo, um pai deve três coisas a seus filhos: exemplo, exemplo e exemplo. Além disso, ele precisa transmitir-lhes seu conhecimento espiritual. Na sociedade hebraica, alguma profissão também era transmitida de pai para filho, de modo que tanto os aspectos espirituais quanto os econômicos recebiam a devida atenção.

A lei era complexa e intrincada. Somente um ensino adequado podia servir de preservação e transmissão. A casta sacerdotal era uma casta de professores, que não somente realizavam ritos religiosos. O próprio Antigo Testamento é um livro de instruções, como de resto a Bíblia inteira. O ensino começava no lar. Mais tarde, passava para as escolas. Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia o artigo chamado Educação. E no Dicionário ver o verbete intitulado Educação no Antigo Testamento.

O livro de Deuteronômio frisa os deveres dos sacerdotes; mas também dos pais, que deveriam ser os sumos sacerdotes de suas próprias células familiares. Ver também Deu. 6.7,20; 11.19; 31.13 e 32.46.

4.10. Não te esqueças. Cf. Deu. 4.9,23,31; 6.12; 8.11,14,19; 9.7 e 25.19.

Em Horebe. Trata-se do mesmo Sinai (ver a respeito no Dicionário). A mensagem viera da parte de Yahweh e fora dada a Moisés.

As minhas palavras. Aqui significam os Dez Mandamentos (ver a respeito no Dicionário). Esses dez mandamentos tornaram-se a base da legislação mosaica, bem como as primeiras leis morais e espirituais, confirmando coisas que já tinham sido reveladas a Abraão, embora de maneira mais organizada. Ver 0 capítulo 5 de Deuteronômio, bem como 0 capítulo 20 de Êxodo. A revelação dada no Sinai-Horebe é descrita com detalhes nos capítulos 19 e 20 do livro de Êxodo.

Talvez seja uma verdade, conforme disse Ellicott (in loc.): “A congregação de Israel data do Sinai, da mesma maneira que a Igreja de Cristo data do Pentecoste”. É notável que a outorga da lei ocorreu cinquenta dias após 0 êxodo (a Páscoa), da mesma forma que 0 Pentecoste cristão teve lugar cinquenta dias após a ressurreição de Cristo. Ver o terceiro capítulo de II Coríntios. Comunidades foram formadas, dedicadas às suas respectivas revelações. Ver Êxo. 19.17 quanto a como 0 Antigo Testamento gravitou em torno de Moisés. E é sabido que 0 Novo Testamento gravita em torno de Jesus Cristo.

“Não se pode exagerar a significação da palavra revelada de Deus, pois a demanda mais fundamental feita por Deus ao homem é: ‘Que queres que eu faça?’. Somente em resposta a essa pergunta é que a vontade do homem pode achar emancipação, sua vereda pode ser iluminada, e sua vida pode encontrar propósito' (Henry H. Shires, in loc.).CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 770, 772.

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net