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lições Betel seitas e heresias 1 trim-2014
lições Betel seitas e heresias 1 trim-2014

                                 ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 1 -

                                         Revista da Editora Betel 

Como Identificar e Refutar as Seitas e Heresias 

05 de janeiro de 2014

 


TEXTO AUREO

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres, segundo os seus próprios desejos," 2Tm 4.3 

VERDADE APLICADA

O cristão deve saber identificar os falsos mestres e seus ensi­nos, para não ser enganado ou até mesmo desviado da verda­deira palavra de Deus. 

TEXTOS DE REFERÊNCIA 

2Tm 4.1 - Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino;

2Tm 4.2 - prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admo­esta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino.

2Tm 4.3 - Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutri­na; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres, se­gundo os seus próprios desejos,

2Tm 4.4 - e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas.

2Tm 4.5 - Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cum­pre o teu ministério.

 

 

INTRODUÇÃO

 

O cristão deve estar atento acerca de inova­ções, modismos, novas unções, novas revelações sem qualquer fundamen­tação bíblica, e também deve ter cuidado com a interpretação equivoca­da da Palavra de Deus, pois aí estão as fontes de muitas heresias.

 

 

1. Identificando as Seitas e Heresias

 

Estes termos são definidos pelo Dicionário Aurélio do se­guinte modo: "Seita - doutrina ou sistema que diverge da opi­nião geral"; "Heresia - doutrina contrária ao que foi definido pela Igreja em matéria de fé". No grego bíblico (ou koiné), é empregada a palavra "hairesis" com dois sentidos principais: Seita - no sentido de facção ou partido, um corpo de partidá­rios de determinadas doutrinas (At 5.17; 15.5; 24.5; 26.5; 28.22); e a opinião contrária à doutrina pre­valecente, de cujo ponto de vista é considerada Heresia (2Pd 2.1).

 

 

1.1. Surgimento das Sei­tas e Heresias

 

A história registra que, des­de os tempos mais remotos, os desvios doutrinários e os falsos ensinos existem: Cultos pagãos (Jr 13.10); sacrifícios de seres humanos (2Rs 16.3 - na versão atualizada); sodomitas no templo (2Rs 23.7). A igreja primitiva en­frentou as mesmas dificuldades com grupos que disseminavam ensinos contrários aos princípios dos preceitos ministrados por Jesus. Daí, uma das principais necessidades das Cartas dos Apóstolos, pois foram escritas também para combater as he­resias, que, nos primórdios da igreja, sofria com a existência dos falsos mestres e seus ensi­nos (Cl 2.18). Aliás, nos dias de Jesus, não foram diferentes. Os grandes opositores, em termos de doutrinas, foram os "doutores da lei", que tentavam enquadrar Jesus em suas interpretações da lei Mosaica (Jo 5.18).

 

 

1.2. O Histórico dos Fun­dadores das Seitas

 

Geralmente, os fundadores das seitas têm um passado nada digno de ser seguido. Conforme o Apóstolo Pedro alerta, são mo­vidos pela ganância e pelo fin­gimento, com o intento de fazer da fé um negócio (2Pe 2.3). Ho­mens e mulheres insubmissos à liderança, com olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecar, com a intenção de enganar as pessoas (2Pe 2.14; Mt 28.19,20; Gl 3.3).

 

 

1.3. Os adeptos das Seitas

 

Os membros das seitas são, na sua grande maioria, pessoas que deixaram a fé genuína e muitos deles pertenciam a uma denominação evangélica. Pessoas que deixam a verdade e enveredam por caminhos contrários a Palavra de Deus, cometendo blasfémias (2Pe 2.2). Preferem dar ouvidos aos ensinos de Balaão (2Pe 2.15) a ouvirem seus pastores. Pessoas que, via de regra, não frequentam os cultos de ensino e muito menos a escola bíblica dominical.

 

 

2. Características das Seitas e Heresias

 

Em geral, minimizam ou desvalorizam a pessoa de Cristo e deturpam ou rejeitam as principais doutrinas da Bíblia Sagrada.

 

 

2.1. Alegam ter uma reve­lação especial

 

Os fundadores das seitas alegam terem recebido de Deus uma revelação especial, reivindicando para tais revelações uma posição igual ou superior à Bíblia. Estes escritos são segui­dos e venerados em detrimento aos textos inspirados das Escrituras Sagradas. Prática esta já conhecida pelo Apóstolo Paulo, que alerta: "Porque, se alguém vem e vos prega outro Jesus" ou "outro evangelho", é uma tática de Satanás para enganar "assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia" (2Co 11.3,4).

 

 

2.2. Interpretam os textos bíblicos desprezando as regras da hermenêutica

 

Ignorando ou violando os princípios da hermenêutica, os hereges alegam suposto apoio e nefastos erros nas Escrituras para muitos. Os falsos mestres torcem os textos sagrados, e, por conta dessa prática, há tantas religiões e seitas falsas. Ignoram a correta interpretação das Escrituras, conforme as regras da Hermenêutica Bíblica (es­tudo metódico dos princípios e regras de interpretação das Sa­gradas Escrituras). Os enganosos mestres deixam de lado a regra fundamental da hermenêutica: a Bíblia interpreta a própria Bíblia.

 

 

2.3. Negam a Divindade de Jesus Cristo

 

A maioria das seitas nega a absoluta divindade de Cristo. As seitas muitas vezes ensinam que Jesus era apenas um grande homem, um mestre maravilhoso e um grande profeta. Porém, a Bíblia ensina e dá evidências provando que Jesus é Deus (IJo 5.20). É importante entender que Jesus quando "achado na forma de homem" (Fp 2.8), não deixou de ser Divino; era "Deus conosco" (Mt 1.23). A Bíblia apresenta Jesus como sendo cem por cento Deus e cem por cento homem (Jo 1.14).

 

 

3. Combatendo as Seitas e Heresias

 

A melhor ferramenta para combater as seitas e heresias é o ensino sistemático e constan­te da genuína Palavra de Deus ministrada aos membros da igreja (2Tm 4.2). É fundamental capacitar os membros a respon­der com argumentos bíblicos qualquer tentativa de corromper a fé e as doutrinas das Sagradas Escrituras (IPe 3.15). Jesus Cris­to disse: "Errais, não sabendo as Escrituras, nem o poder de Deus" (Mt 22.29).

 

 

3.1. Tenha a Bíblia como única regra de doutrina e fé

 

O Apóstolo Paulo em 2Co 11.4 refuta todo e qualquer ensino que apresenta outro Salvador e outro evangelho. Nenhuma outra escritura, revelação ou experiên­cias pessoais devem ser regras de doutrina e fé para o cristão. Pelo contrário, toda e qualquer expe­riência pessoal ou manifestação espiritual, deve ser balizada pela Palavra de Deus (At 17.10,11). A origem das heresias e fanatismo religioso, às vezes, até dentro de algumas igrejas ditas cristãs, sur­gem por falta de obediência deste princípio básico e fundamental: a Bíblia é a única e insubstituível Palavra de Deus (Lc 21.33).

 

 

3.2. Conheça as regras fundamentais para in­terpretação correta da Bíblia Sagrada

 

É fundamental, para aqueles que querem refutar as heresias, conhecer as regras formais da Hermenêutica Bíblica: 1- En­quanto for possível, é necessário tomar as palavras no seu sentido usual ou comum; 2- É absolu­tamente necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase (algumas palavras cuja definição varia de acordo com o conjunto da frase); 3- É necessário tomar as palavras no sentido que indica o contexto; 4- É preciso tomar em consideração o desígnio ou objetivo do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões de difícil entendi­mento; 5- É indispensável con­sultar as passagens paralelas; 6- Um texto não pode significar aquilo que nunca poderia ter significado para seu autor ou seus leitores.

 

 

3.3. As Heresias devem ser constantemente re­futadas

 

Não há livro no Novo Testa­mento que não revele esse com­bate. Judas diz que pretendia es­crever sobre a salvação comum, mas, em virtude das crescentesheresias, ele resolveu, pela direção do Espírito Santo, travar essa batalha contra elas (Jd 1.3,4). O conteúdo da segunda carta de Paulo aos Coríntios, Gálatas e II Pedro é uma luta contínua contra as heresias, para a preservação da pureza do Evangelho de Jesus. O tema central de Colossenses é a defesa da Divindade de Cristo, posto que alguns introduziram o "culto dos anjos" (Cl 2.18). Portanto, é tarefa da igreja atual "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 1.3), para manter os cristãos "na doutrina dos apóstolos" (At 2.42).

 

 

CONCLUSÃO

 

Jesus alertou que, nos últimos dias, surgiriam "falsos cristos" e "falsos profetas"(Mt 24.24). Por isso, o cristão deve ter convicção de que a Bí­blia Sagrada é a infalível regra de conduta e fé, agindo como os ouvintes de Paulo na cidade de Beréia, que, durante seu discurso, conferiam as Escrituras (At 17.10,11).

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 2 - Revista da Editora Betel

 


Espiritismo, Umas das Seitas que mais Crescem no Brasil

12 de janeiro de 2014


TEXTO AUREO

"Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos consultará os mortos?" Is 8.19

 

 

 

VERDADE APLICADA

 

A Bíblia condena toda e qualquer prática que envolva a comunica­ção com os mortos.

 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

 

Dt 18.10 - Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivi­nhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro,

Dt 18.11 - nem encantador, nem quem consulte um espírito adivi­nhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;

Dt 18.12 - pois, todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.

Dt 18.14 - Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prog-nosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa.

 

 

INTRODUÇÃO

 

O Espiritismo é, sem dúvida, uma das heresias que mais crescem. Os seus defensores citam textos da Bíblia Sagrada argumentando que ela é um dos maiores repo­sitórios de fatos espíri­tas de toda bibliografia religiosa, e que o Espi­ritismo é uma religião cristã. Porém esta lição mostrará que eles fazem interpretações equivo­cadas da Bíblia, e que o Espiritismo não tem nada de Cristão.

 

 

1. História do Espiritismo

 

Para alguns teólogos, o epi­sódio registrado em Gêneses capítulo três, que relata a queda do homem, foi a primeira sessão espírita acontecida no mundo, momento em que a serpente se prestou ao trabalho de médium e Satanás de guia. Mas há registros de práticas espíritas em várias civilizações antigas. Porém o Espi­ritismo, como "doutrina organiza­da", teve seu início no século XIX.

 

 

1.1. O Espiritismo Mo­derno

 

Os espíritas afirmam que, durante o século XIX, houve uma grande leva de manifestações mediúnicas nos Estados Unidos e na Europa. Tais manifestações consistiam, em sua maioria, em sons estranhos, pancadas e objetos que se moviam ou levitavam sem nenhuma causa aparente. Entre tais acontecimentos, o que mais ganhou notoriedade foi o caso das Irmãs Fox, na América do Norte. As irmãs Margaret e Kate Fox diziam ter visto as mesas girando e ouvido panca­das na casa em que moravam. E quando elas faziam perguntas recebiam respostas, mediante estalos de dedos. Elas afirmaram que tiveram a sensação de estar-se comunicando com o mundo invisível dos mortos.

 

 

1.2. O Espiritismo como Doutrina

 

O Espiritismo, como doutrina, baseia-se, em grande parte, na obra de Léon Hippolyte Dénizart Rivail, que em 30 de abril de 1856, assumiu o pseudônimo de "Allan Kardec", por acreditar ser ele uma reencarnação de um poe­ta Celta com este nome. Publicou em 1857 o "Livro dos Espíritos" - através dessa obra, Allan Kar­dec introduziu, no Espiritismo, a ideia da reencarnação. Em 1864 publicou o "Evangelho Segundo o Espiritismo". Este livro compõe-se de vinte e oito capítulos, sendo vinte e sete deles dedica­dos- segundo o Espiritismo "a explicação dos ensinos de Jesus".

 

 

1.3. O Espiritismo no Brasil

 

O Brasil é considerado o maior país espírita do mundo. Em 1865, Luís Olímpio Teles de Menezes fundou, em Salvador-BA, o pri­meiro centro espírita. Em 1873, foi fundada, no Rio de Janeiro, uma sociedade espírita, da qual surgiram outros grupos. Dez anos depois, começaram a publicar a re­vista "O Reformador", que, ainda hoje, é o órgão oficial dos espíritas brasileiros. Dentre os principais médiuns brasileiros, destaca-se Francisco Cândido Xavier, autor de diversas obras psicografadas. Além dele, ganhou notoriedade José Pedro de Freitas, mais conhe­cido pelo apelido de "Zé Arigó", que efetivava supostas curas e ci­rurgias mediúnicas, segundo ele, pela incorporação do espírito do médico alemão conhecido como Dr. Fritiz. Outro grande divulgador da Doutrina Espírita no Brasil é Divaldo Pereira Franco, que, após a morte do brasileiro Chico Xavier, tornou-se a figura mais representativa do Espiritismo em todo o mundo.

 

 

2. Principais divisões do espiritismo

 

1) Espiritismo comum (quiro­mancia, cartomancia, hidromancia); 2) Baixo Espiritismo (vodu, candomblé, umbanda, macumba, quimbanda); 3) Espiritismo Cien­tífico ou Alto Espiritismo (esote­rismo, teosofismo); 4) Espiritismo Kardecista. Dentre essas divisões, destacam-se:

 

 

2.1. Espiritismo Karde­cista

 

O Espiritismo Kardecista pre­tende ser a terceira revelação de Deus à humanidade. A primeira revelação, segundo os espíritas, teria vindo através de Moisés; a segunda, através de Jesus e a terceira através do Espiritis­mo pela instrumentalidade de Allan Kardec. Ou seja, eles têm a pretensão de igualar a figura de Allan Kardec e seus ensinos à pessoa de Jesus Cristo e sua obra. Definem Jesus apenas como um médium excepcional, como foi também segundo eles, Allan Kardec.

 

 

2.2. Espiritismo Cientí­fico

 

O Espiritismo Científico é conhecido também como: Alto Espiritismo; Espiritismo Ortodoxo e Espiritismo Profissional. Refere-se a grupos espíritas que negam o Espiritismo como religião. Intitulam-se filosóficos, científicos, beneficentes, movimentos e orga­nizações místicas e esotéricas. Um exemplo de Espiritismo Científico bem conhecido no Brasil é a LBV - Legião da Boa Vontade.

 

 

2.3. LBV - Legião da Boa Vontade

 

Fundada por Alziro Zarur, que, aos 12 anos de idade, diz ter recebido uma revelação de Jesus, dando-lhe a missão de esclarecer e pregar o Novo Testamento. Em 1950 a LBV é organizada oficial­mente. Após a morte de Zarur, o seu secretário, José Simões de Paiva Neto, assume a presidência da LBV As doutrinas da LBV e as obras assistenciais da LBV conquistaram enorme prestígio perante a sociedade. Mas, por trás desta aparência de carida­de, está uma doutrina herética. No livro, "Jesus a Saga de Alziro Zarur", vol.2, Zarur, reiteradas vezes, afirma ser a reencarnação de Allan Kardec. Por isso, Paiva Neto afirmou: "Zarur e Kardec são um no Cristo de Deus". Para a LBV Allan Kardec não concluiu sua obra, como também "O Es­piritismo não deu a última pala­vra", por isso, Alziro Zarur veio completá-la. É por esta crença que a LBV se intitula "A Quarta Revelação de Deus aos homens".

 

 

3. Algumas heresias do Espiritismo

 

1) Possibilidade de comuni­cação com entidades espirituais desencarnadas; 2) Crença na reencarnação através da purifica­ção pelo sofrimento e pelas boas obras que praticam, até atingir a salvação; 3) Crença na pluralidade de mundos habitados, sendo a Terra, planeta de expiação; 4) O progresso pessoal depende unicamente do próprio indiví­duo, e acumula-se de encarnação em encarnação; 5) O contato com Deus é feito através de "Guias", ou espíritos que se manifestam através de "Médiuns", poden­do, assim, ajudar as pessoas; 6) Afirmam que Jesus Cristo não é Deus, e sim uma entidade muito evoluída que veio a este mundo.

 

 

3.1. Reencarnação dos mortos

 

A reencarnação, crença na volta da alma à vida corpórea. Essa crença afirma que João Batista era o Elias reencarna­do. Interpreta de forma errada também quando Jesus disse a Nicodemos que, para entrar no reino de Deus, era preciso nascer de novo. Para refutar estes falsos ensinos basta recorrer aos se­guintes textos: Em Lucas 1.17, o texto diz claramente "...no espíri­to e virtude de Elias...", referindo ao entusiasmo, vigor, veemência de Elias; Outro fato que eles es­quecem, é que Elias não morreu (2Rs 2.11); O próprio João Batista responde aos interrogadores, se ele era o Profeta Elias: "não sou" (Jo 1.21). Quanto ao ensino de Jesus a Nicodemos (Jo 3.3), o próprio Jesus deixa claro ao dizer que se tratava do nascer da "água e do Espírito" (Jo 3.5); ensinando para Nicodemos (e para os dias atuais), que não se tratava de "tornar a entrar no ventre" da mãe para voltar a nascer (Jo 3.4). O texto mais enfático, contra esta heresia, está em Hebreus 9.27.

 

 

3.2. A comunicação com os mortos

 

Os espíritas fazem preces em favor dos mortos e afirmam comunicar-se com eles. O que acontece nesses casos é a mani­festação dos demônios, que usam fatos e expressões de pessoas mortas, para enganar. Como ar­gumento bíblico, citam o caso do Rei Saul e a feiticeira de Endor. Estão mais uma vez equivocados, pois, quando o Rei Saul pergun­tou à feiticeira o que ela estava vendo, ela respondeu: "Vem su­bindo um ancião" (ISm 28.14), é Saul quem chega a uma con­clusão: "Entendendo Saul que era Samuel"(lSm 28.14).Daí, tudo que foi proferido pelo "an­cião" foi atribuído, conforme o entendimento de Saul, como se fosse o Profeta Samuel. A prova disso é que as profecias dadas pelo dito ancião (ISm 28.19) não cumpriram. Saul não morreu no dia seguinte, morreu vários dias depois (ISm 30.1); nem todos os filhos de Saul morreram, apenas três (ISm 31.2), Isbosete, Armoni e Mefibosete sobreviveram (2Sm 2.8-10; 21.8); Saul não foi entregue aos filisteus, cometeu suicídio (lSm 31.4). A Bíblia condena veemente a tentativa de comunicação com os mortos (Dt 18.11; Is 8.19).

 

 

3.3. A Salvação

 

Os espíritas pregam que a salvação vem pela prática de boas obras e por meio de sucessi­vas reencarnações, que servem para aprimorar as qualidades da alma. Paulo refuta essa heresia ao escrever aos efésios, esclarecendo que a salvação não é uma conquista ou um mérito humano: "porque pela graça sois salvos... não vem de vós... não vem das obras... é dom de Deus" (Ef 2.8,9; lPd 1.19).

 

 

CONCLUSÃO

 

Como se vê, não é acei­tável a pretensão de o Espiritismo em ser uma organização cristã. O Espi­ritismo segue os conteúdos que julgam haver recebi­do dos espíritos, através da mediunidade, invoca espíritos desencarnados, acreditam na reencarna­ção, na lei do carma, além de negar a Divindade de Jesus, rebaixando-o a posi­ção de um médium apenas.

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 3 - Revista da Editora Betel

 

 

As Testemunhas de Jeová

19 de janeiro de 2014



TEXTO AUREO
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." Jo 1.1


VERDADE APLICADA
Jesus é coparticipante da essên­cia Divina e, em virtude dessa natureza, é Deus.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Jo 1.1 - No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Jo 1.2 - Ele estava no princípio com Deus.
Jo 1.3 - Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Jo 1.4 - Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;
Jo 1.14 - E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.

INTRODUÇÃO

As Testemunhas de Jeová são uma seita que se destaca pela boa or­ganização e excelente estrutura. Outra marca forte deles é a maneira como praticam o proseli­tismo; através de incan­sáveis visitas de casa em casa e os treinamentos especiais para os adep­tos, com o objetivo de formar seus apologistas e discípulos.

 

1. O Surgimento do Russelismo

Charles Taze Russell (1852-1916), inicialmente membro da Igreja Congregacional e depois da Igreja Adventista do Sétimo Dia, filho de pais presbiterianos, em 1872 funda formalmente o movimento Russelita, nome inicial dessa seita. Em 1884, o movimento mudou de nome que passou a ser chamado de Sociedade Torre de Vigília de Sião de Bíblias e Tratados. Esse nome durou apenas doze anos, porque, em seguida, mudou para Sociedade Torre de Vigília de Bíblias e Tratados (retirou a palavra Sião). A partir de 1886, Russell publicou vários livros, dentre eles; "Aurora do Milênio". Ainda na gestão de Russell, por volta de 1900, essa seita chegou à Inglaterra e Austrália. Atualmente contam com seis milhões de adeptos, em mais de 230 países.

 

1.1. As Testemunhas de Jeová no Brasil

As Testemunhas de Jeová chegaram ao Brasil através de oito marujos, em 1920, que se converteram em New York. Em 1922, a Igreja das Testemunhas de Jeová estabelecida na Amé­rica do Norte, enviou ao Brasil seu primeiro representante, especificamente à cidade do Rio de Janeiro, onde foi realizada a primeira reunião pública, no auditório do Automóvel Clube do Brasil. De um pequeno grupo formado no final do século dezenove, até nossos dias, gerou-se uma vasta corporação, com um formidável patrimônio formado por parques gráficos, fazendas "do Reino", conjuntos de edifí­cios, etc. O Brasil é, atualmente, um dos países com maior nú­mero de Testemunhas de Jeová. Em 2011, conforme dados deles, foram feitos 27.425 batismos no país; no evento da "Comemora­ção da Morte de Cristo", estiveram presentes 1.748.226 pessoas; foram realizados 801.007 estudos bíblicos pelas Testemunhas de Jeová no Brasil; foram dedicadas 145.889.031 horas na pregação das doutrinas Russelitas no país.

 

1.2. Falsas Profecias de Russell

Russell, após alguns cálculos baseados no livro do Profeta Daniel, profetizou que a vinda de Jesus ocorreria em 1914. Mas, na referida data, nada aconteceu. Posteriormente, ao refazer os cálculos, marcou para o ano de 1915 e, depois para 1918. Nada aconteceu como das vezes ante­riores. Profetizou que até 1914 viria um tempo de tribulação para que fosse estabelecido o Reino de Deus na Terra.

 

1.3. Falsas profecias dos sucessores de Russell

Com a morte de Russell em 1916, Joseph Franklin Rutherford assume a liderança da seita, dando outro nome para o movimento Russelita: As Teste­munhas de Jeová. Sob essa nova liderança, a marca registrada desta seita continua, ou seja, falsas profecias. Rutherford também refez o cálculo e estabeleceu o ano de 1925 como o início do milénio. Isso também não se cumpriu.

 

2. A "Tradução Novo Mundo" da Bíblia

Em 1942, com a morte de Joseph Franklin Rutherford, as­sume a presidência Nathan Homer Knorr. Foi nesta gestão, em 1961, que publicaram a primeira edição completa da "Tradução do Novo Mundo" da Bíblia Sagrada (na língua inglesa).

 

2.1. Modificação nos Textos de João 1.1,2 na Tradução Novo Mundo

"No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era [um] deus. Este estava no princípio como o Deus" (Jo 1.1,2 - Tradução Novo Mundo). Como pode ser visto no versículo de Jo 1.1, adicionaram o artigo indefinido antes do substantivo Deus, que por sua vez está em minúsculo: "um deus". Acres­centaram também no versículo seguinte (Jo 1.2), um artigo defi­nido: como "o" Deus. Este é um dos versículos mais importantes na defesa da doutrina da San­tíssima Trindade, doutrina esta que as Testemunhas de Jeová rejeitam. Ao traduzir "era Deus" por: "um deus", nega que Jesus é a segunda pessoa da trindade. Isto mesmo, "adulteraram" o texto bíblico, contrariando todas as demais traduções, para não admitir a Divindade de Jesus. Negar que Jesus é Deus, é anular a mensagem Cristocêntrica da Bíblia Sagrada (IJo 5.20).

 

2.2. Ausência do texto de Atos 8.37 na tradução Novo Mundo

Na tradução "Novo Mundo" aparece apenas um traço em At 8.37. O referido texto registra "E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cris­to é o Filho de Deus" (Almeida corrigida). Querem, com essa ausência do texto deste versículo, negar que o meio para o ser humano ser salvo, é crendo em Jesus Cristo, e isso significa não aceitar a Divindade de Jesus.

 

2.3. Ausência do texto de Marcos 9.44,46 na "Tra­dução Novo Mundo"

Nesta referência, também aparece apenas um traço, ao invés de: "Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga" (Almeida corrigida). Porque não acreditam no inferno, tiveram que "arrancar", literalmente, o texto sagrado, pois, o mesmo é mais uma prova do castigo eter­no reservado para os não salvos. Três palavras são utilizadas na Bíblia: Sheol (Hebraico) que sig­nifica "túmulo", "cova"; Geena (Hebraico) que significa "vale de hinom", local de um antigo lixão em Jerusalém; Hades (Grego) que significa "lugar invisível". Neste ultimo lugar, atribuído por Jesus como local onde estão aguardando o julgamento, os mortos sem Cristo (Lc 16.23).

 

3. Falsos Ensinos das Testemunhas de Jeová

As Testemunhas de Jeová, ao longo dos anos, constituíram-se em uma das maiores divulga­doras de heresias, devido a sua vasta literatura e o seu método agressivo de propagação de seus falsos ensinos, executados através de visitas de casa em casa.

 

3.1. As Testemunhas de Jeová negam a doutrina da Trindade

O fato de não conter a palavra Trindade nas Sagradas Escritu­ras não significa que a doutrina não exista. Como exemplo no Velho Testamento, observe o texto em Gn 1.26,27. Esta sei­ta argumenta que o pronome "nossa", encontrado no verso 26, é uma referência aos anjos. Entretanto, essa interpretação não faz sentido, uma vez que, no verso 26, Deus diz: "Façamos o homem a nossa imagem", e o verso 27 deixa claro: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou", a imagem é a de Deus, e não à imagem de anjos. Assim, temos no plural com o "façamos", "nos­sa", é a expressão do Deus Trino. No Novo Testamento, temos claramente várias evidências que comprovam a existência da Trindade. Como exemplo: Mt 3.16,17; 2Co 13.13; IPe 1.2.

 

3.2. As Testemunhas de Jeová e os 144.000 Salvos

As Testemunhas de Jeová usam o texto de Apocalipse 7.4, para afirmar que somente 144.000 habitarão no Céu. Esse número de pessoas, segundo eles, seria o pequeno rebanho que Jesus cita em Lucas 12.32. O que o texto traz, literalmente, é uma referência às 12.000 pessoas de cada uma das doze tribos de Israel, totalizando 144.000, que "foram assinalados com o selo" (Ap 7.4). Em toda a Bíblia, a palavra "tribo" faz referência a um grupo étnico, e, nesse caso específico, aos Judeus. Como comprovação disso, é a citação, nome por nome das doze tribos de Israel. No referido texto, apa­recem todos os nomes dos filhos de Jacó, inclusive Levi e José, (e não Manassés e Efraim, netos de Jacó), (Ap 7.5-8). A verdade bíblica é outra, pois a Bíblia afir­ma que todos aqueles que creem em Jesus Cristo terão um destino celestial, e não um seleto grupo de 144.000 pessoas (Jo 10.16).

 

3.3. As Testemunhas de Jeová e o Paraíso na Terra

As Testemunhas de Jeová pregam que, exceto os 144.000 que reinarão com Jesus nos Céus, todos demais salvos fica­rão aqui na terra para sempre. É mais uma heresia, pois apóiam em textos bíblicos que não fa­zem alusão a uma morada para os salvos aqui na terra, mas se referem ao milênio (SI 72.8-14; Is 11.6-8; Mt 5.5). O que de fato a Bíblia registra sobre este assun­to é diferente (Fp 3.20).

 

CONCLUSÃO

Os membros desta seita são treinados especial­mente para confrontar os ensinos da Palavra de Deus, e para confundir os desavisados, usam sua própria tradução da Bíblia, a Tradução Novo Mundo. É bom lembrar aos Cristãos a recomen­dação feita pelo Após­tolo João, que é de bom alvitre em relação a esta seita (Jo 1.10).

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da Editora Betel

 

 

Congregação Cristã no Brasil

26 de janeiro de 2014 – Editora BETEL


TEXTO AUREO
"E Ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres". Ef 4.11


VERDADE APLICADA
A incumbência de edificar a igreja de Jesus Cristo não foi dada aos anjos, mas aos homens, que a exercem através dos dons.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

ICo 9.11 - Se nós semeamos para vós as coisas espirituais, será muito que de vós colhamos as materiais?

ICo 9.12 - Se outros participam deste direito sobre vós, por que não nós com mais justiça? Mas nós nunca usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.

ICo 9.13 - Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que servem ao altar, par­ticipam do altar?

ICo 9.14 - Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evan­gelho.

 

 

INTRODUÇÃO

 

Denominação fundada pelo ítalo-americano Louis Francescon. Louis nasceu na Itália em 1866, converteu ao cristianismo em 1891 quando morava em Chicago, EUA. No ano seguinte, na mesma cidade, foi criada a Igreja Presbiteriana Italiana. Nesta igreja, Francescon foi eleito diácono e depois de alguns anos, ancião. Em 1907, Francescon passou a frequentar a Missão America­na, onde começou a pastorear uma Igreja pentecostal. Em oito de março de 1910, chegou à cidade de São Paulo, no bairro do Brás, onde começou a pregar o Evangelho, vindo a fundar a Igreja Pentecostal Italiana (primeiro nome da Congregação Crista no Bra­sil). Francescon faleceu em 7 de setembro de 1964, aos 98 anos de idade.

 

 

1. Práticas da Con­gregação Cristã no Brasil

 

Algumas práticas são defendidas pelos adeptos desta seita, sem qualquer base bíblica.

 

 

1.1. São contra o Ministério Pastoral

 

O ensino de que a Igreja não deve ter nenhum pastor além de Jesus Cristo não harmoniza com o ensino bíblico, que afirma, em vários textos, a existência do ministério pas­toral. Em Efésios 4.7,8,11-14, o Apóstolo Paulo ensina que: 1) O Pastor é um dom de Deus a sua Igreja (Ef 4.8); 2) O Ministério Pastoral tem propósitos específicos dentro do reino de Deus, cooperando com o aperfeiçoamento dos santos, edificando o corpo de Cristo. O exemplo da igreja primitiva quanto ao ministério é uma for­te base para que a função pasto­ral fosse implantada, haja vista a citação de vários pastores de igrejas no Novo Testamento, tais como: Timóteo, Tito, Pedro e Tiago, sendo Tiago o primeiro pastor da igreja de Jerusalém. O Apostolo Pedro afirma em I Pedro 5.2,3 essa verdade.

 

1.2. São contra o sustento Pastoral

O sustento pastoral é uma recomendação bíblica. Senão vejamos: 1) Paulo recebeu salario das igrejas (2Co 11.8); 2) O pastor é digno de seu salário (l Tm 5.18); 3) Paulo ensinou a igreja de Corinto a sustentar pregadores do evangelho (I Co 9.4-14).

 

 

1.3. São contra o Estudo da Bíblia Sagrada

 

A Congregação Cristã no Brasil ensina que o pregador não deve buscar maiores conhecimentos, pois o Espirito Santo colocará na boca as palavras certas no momento certo. Esse ensino é oriundo de uma interpretação equivocada por parte dessa seita, pois o que Jesus ensinou tem outro sentido. Em Mt 10.19,20, Jesus se refere a maneira como o crente deve se comportar diante da provação, no caso de vir a ser conduzido aos tribunais, governadores e reis, pela causa de Cristo. Há muitas referências bíblicas mostrando a necessidade do crente buscar maior conhecimento através da leitura, do estudo e de outras formas de ensino (lTm 4.13; João 14.26). Só é possível lembrar-se do que se sabe.

 

 

2. Textos Bíblicos mal interpretados pela Congregação Cristã no Brasil

 

Alguns ensinos da Congregação Cristã no Brasil são fundamentados em versículos isolados das Escrituras.

 

 

2.1. O uso do véu nos cultos

 

As mulheres, no momento do culto da Congregação Cristã no Brasil, usam um véu para cobrir a cabeça, conforme a interpretação equivocada de I Co 11.4-15. A prática do véu instituída por Paulo, foi aplicada somente para os corintos, como substituição aos cabelos, para as mulheres que anteriormente haviam sido sacerdotisas da deusa Afrodite, pois elas raspavam a cabeça para cumprir essa função. O uso do véu em si não é uma prática sustentada pelas Escrituras, pois não existem referências, além desta especificamente. Ao contrário, Paulo ensina que: "Pois a cabeleira lhe foi dada em lugar de véu" (I Co 11.15b).

 

 

2.2. O uso do "Ósculo Santo" nos cultos

 

O texto de Romanos 16.16 é mais um interpretado erradamente, visto que esta saudação, "Ósculo Santo" - o popular beijo - é praticado por eles so­mente nos cultos. Acontece que o ósculo é um costume entre os orientais (At 20.37), utilizado tanto no momento da chegada como na despedida entre as pessoas, costume que existe até hoje. Como exemplo disso, no Brasil, usa-se o aperto de mão na saudação; da mesma forma o ósculo santo, apenas um costume cultural e não uma doutrina. Por que eles não "beijam" uns aos outros fora de seus templos?

 

 

2.3. Oram somente ajoelhados

 

Os membros da Congregação Cristã no Brasil só oram ajoelhados. Na Bíblia há relatos de orações feitas em prisões, montes, em pé, deitados, amarrados, em covas, com posturas e em locais diferentes. Ezequias quando orou a Deus pedindo a cura, ele não estava no templo (2Rs 20.1-3; Is 38.1-8). Em que posição Jonas orou no ventre do peixe? (Jn 2.1). O próprio Jesus não seguia a regra de orar somente ajoelhado, Je­sus orou diante do túmulo de Lázaro (Jo 11.41). Jesus orou pendurado na cruz (Lc 23.46). O cego de Jericó orou "na beira da estrada" e recebeu o milagre (Mc 10.46-54). Paulo e Silas oraram na prisão (At 16.25). Oração é falar com Deus, e para conversar com o Pai, não importa a posição corporal, o que importa é a comunhão com Ele.

 

 

3. Doutrinas da Congregação Cristã no Brasil

 

Ensinos de suma importância para a vida cristã não são interpretados corretamente, como descritos a seguir:

 

 

3.1. O batismo nas águas como "Ato Regenerador"

 

A Congregação Cristã no Bra­sil utiliza o texto de At 2.38 para afirmar que as águas do batismo tem a finalidade de purificar pecados. A salvação é um favor de Deus aos homens (Ef 2.8, 9); é uma dadiva de Deus (Tt 2.11). A regeneração é obra do Espirito Santo (Tt 3.5); enquanto que o batismo em águas é um sinal, um testemunho público, do arrependimento que acontece no ato da conversão a Jesus Cristo como Senhor e Salvador.

 

3.2. A doutrina da transubstanciação

Esta denominação prega a heresia católica da transubstanciação. Há, pelo menos, três doutrinas concernentes aos elementos da Santa Ceia: 1) Transubstanciação - ensina que os elementos da Santa Ceia, no ato da consagração, transformam-se literalmente em carne e sangue de Jesus Cristo; 2) Consubstanciação - ensina que as substâncias do Corpo e do Sangue de Cristo se unem a substância dos elemen­tos da Ceia, no instante que são consagrados; 3) Substanciação - ensina que a substância dos elementos da Ceia continuam sem alteração, apenas simbolizando o corpo e o sangue de Cristo. A doutrina ensinando que os elementos da Ceia são símbolos, e que tem apoio bíblico 1 Co 11.23-26).

 


3.3. O Ensino concernente ao dízimo

 

Esta Igreja ensina que o dízimo foi uma prática restrita ao tempo da lei, portanto, nada tendo a ver com os crentes da atualidade. É mais um erro de interpretação desta seita, visto que, como pode ser constatado em Gn 14.20 e Gn 28.22, a prática do dízimo é bem antes da instituição da Lei Mosaica. Em Mt 23.23, Jesus confirma o dever de dizimar.

 

 

CONCLUSÃO

 

Pelo ensino de várias heresias, mesmo tendo como livro sagrado e manual de doutrinas a Bíblia, e que esta denominação é classificada como uma seita. Negam verdades bíblicas, interpretam erradamente vários textos das Escrituras Sagradas, torcendo Doutrinas de cunho fun­damental de uma Igreja verdadeiramente Cristã.

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Mormonismo, a Mais Anticristã das Seitas

02 de fevereiro de 2014

TEXTO ÁUREO

 

"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema". Gl 1.8

 

 

VERDADE APLICADA

Nenhuma visão angelical ou sobrenatural sobrepõe os ensinos das Sagradas Escrituras.

 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Gl 1.6 - Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho,

Gl 1.7 - O qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.

Gl 1.8 - Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema.

Gl 1.9 - Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.

 

 

INTRODUÇÃO

O Mormonismo é uma das seitas mais anticristã, pois sua doutrina é repleta de orientação e revelação angelicais. Os Mórmons ou a "Igreja dos San­tos dos Últimos Dias", como também são conhecidos, é uma das seitas que mais cresce no mundo, com dados de crescimento assustador, especialmente no Brasil. Todo esse crescimento é atribuído ao trabalho intenso dos missionários, denominados Elder.

Portanto é de suma importância conhecer a história e seus princi­pais ensinos.

 

 

1. O Surgimento do Mormonismo

O mormonismo teve início com a morte do americano Joseph Smith Jr, nascido em 23 de dezembro de 1805. Uma seita que começou com seis membros (1830), um mês depois tinha quarenta adeptos e, apos seis anos, em 1836, contava com dezesseis mil membros. Há dados estatísticos indicando que, no mundo todo, atualmente, há mais de 13 milhões de Mórmons.

 

 

1.1. Origem da seita

Conta-se que Smith, atormentado pela situação religiosa em que encontravam as igrejas, em 1820, orando em um bosque, recebe de Deus a resposta, através de uma visão. Segundo Smith, Deus aparece a ele. Nessa visão, chamada pelos Mórmons de "A Primeira Visão", Smith pergunta a Deus quais as igrejas verdadeiras e em qual ele deveria congregar, então ouviu uma surpreendente res­posta: Deus, segundo Smith, responde a ele que "todas as igrejas de sua época estavam desviadas". Em uma segunda visão, em 1823, recebeu a visita de um anjo, chamado Moroni, que lhe revelou a existência de um livro escrito em placas de ouro.

 

 

1.2. Fundação da Seita Mórmon

Em 1829, Smith diz ter recebido de João Batista, através de visão, o sacerdócio de Arão, e pouco depois recebido, também por visão, dos Apóstolos Pedro Tiago e João, o sacerdócio de Melquisedeque. Em 6 de abril 1830, segundo ele, com as autoridades de Arão e Melquisede­que, Smith abriu na cidade de Eayette (E.U.A.) esta seita.

 

 

1.3. Vida de Joseph Smi­th Jr.

Smith teve 27 esposas e 44 filhos, adotando a poligamia tão condenada pela Bíblia (Dt 17.17). Os casos de poligamia citadas na Bíblia não tinham a aprovação de Deus, eram escolhas humanas contrárias a Pala­vra de Deus. Em 27 de junho de 1844, Smith foi morto na prisão de Cartage (E.U.A.), por uma multidão furiosa que invadiu o cárcere onde se encontrava cumprindo pena.

 

 

2. Livros sagrados dos Mórmons

Os mórmons creem que Deus continuamente traz novas informações a igreja, não acreditando na existência de um Ca­non Bíblico encerrado. Assim, eles possuem muitos livros que são considerados novas inspirações para suas igrejas. Seus principais livros são:

 

2.1. O Livro Mórmon

Segundo eles, esse livro foi escrito originalmente em placas de ouro por um profeta chamado Mórmon e dado ao seu filho Moroni, que por sua vez enterrou no monte Cumorah (situado em Palmyra, Nova York). Após catorze anos de sua escrita, em vinte e dois de setembro de 1827, estas placas foram encontradas através de revelação e orientação de Moroni a Smith que, após tradução para o idioma Inglês, foi publicado pela primeira vez em 1830. Essa obra é composta por quinze livros, que são divididos em capítulos e versículos. É um relato da história dos primeiros habitantes da América e citações de textos bíblicos.

 

 

2.2. A Pérola de Grande Valor

Segundo os Mórmons, "A Pérola de Grande Valor" con­tem o Livro de Moisés, o Livro de Abraão e alguns escritos inspirados de Joseph Smith. O Livro de Moisés contem uma narrativa de algumas das visões e escritos de Moisés revelados ao Profeta Joseph Smith em junho e dezembro de 1830. Segundo os Mórmons, esta obra esclarece doutrinas e ensinamentos que se haviam perdido da Bíblia, e traz também, informações adicionais concernentes a criação da Terra. O Livro de Abraão, conforme acreditam os Mórmons, contem informações sobre a Criação, o Evangelho, a Natureza de Deus e o Sacerdócio.

 

 

2.3. Doutrina e Convênios

Para os Mórmons, este livro contem revelações sobre a Igreja de Jesus Cristo, conforme foi restaurada nestes últimos dias. Diversas seções do livro explicam a organização da Igreja e definem os ofícios do sacerdócio e suas funções. Outras seções contem, segundo eles, verdades gloriosas que ficaram perdidas por centenas de anos. Outras são uma tentativa de esclarecer os ensinamentos da Bíblia. Além dessas, há seções que contem profecias de acontecimentos ainda por vir.

 

 

3. Principais Ensinos Mórmons

A Doutrina Mórmon é extensa, pois possui várias escrituras consideradas por eles como inspiradas. Nesta lição, serão abordadas apenas as mais relevantes de suas infindáveis heresias.

 

 

3.1. Doutrinas Fundamentais

Nos livros de Smith, Deus é apresentado como um ser de carne e osso, além de afirmar a existência de outros deuses. Diferente da Bíblia, pois ela afirma que Deus é Espirito (Jo 4.24), e que há um só Deus (Dt 6.4). Afirmam que Jesus não foi gerado pelo Espírito Santo, mas pelo Deus-Adão, contradizendo a Bíblia (Mt 1.18). Afirmam que todos, após o castigo, serão salvos. A Bíblia afirma que o castigo será eterno (Mt 25.46), sem a possibilidade de salvação.

 

 

3.2. O batismo pelos mortos

Batismo pelos mortos ou batismo por procuração, é o ato de alguém ser batizado em lugar de uma pessoa que já morreu, com objetivo de salvar o falecido. Usam fora de contexto ICo 15.29, quando Paulo usa o próprio argumento dos que negavam a ressurreição, e pergunta: se eles não acreditam na ressurreição, então por que batizam pelos mortos? Existe, nesse texto bíblico, uma interrogação como forma de argumento e não uma doutrina. Após a morte resta o juízo, não há subterfugio (Hb 9.27).

 

 

3.3. Casamento para a eternidade

Segundo a Doutrina Mórmon, na viuvez, não se pode casar novamente, para ter um novo encontro com o cônjuge nos Céus e desfrutar de um casamento eterno. Afirma que os casais ao reencontrarem na eternidade, transformam-se em deuses. Em Lucas 20.27-36, Jesus ensina que o casamento existe só nesta vida. Então não é verdade que o casamento, mesmo os realizados no templo mórmon, serão eternos e tampouco a afirmação que seremos deuses. A Palavra de Deus afirma que, no céu, os salvos serão como os anjos e não como deuses (Mt 22.30).

 

 

CONCLUSÃO

A visão de Joseph Smi­th contradiz os ensinos das Escrituras Sagradas que condena outro evangelho, mesmo sendo dado por um anjo (Gl 1.8). Por esse motivo e tantos outros, como os apresentados nesta lição, o mormonismo é enquadrado como uma seita. Está recheada de falsos ensinos e deve ser refutada à luz da Palavra de Deus.

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 6 - Revista da Editora Betel

 

 

 

Adventismo do Sétimo Dia

 

09 de fevereiro de 2014

TEXTO AUREO

 

“Por isso os judeus perseguiram a Jesus, porque fazia estas coisas no sábado.” Jo 5.16

 

VERDADE APLICADA

Dos Dez Mandamentos registrados no Antigo Testamento, nove são ratificados no Novo Testamento, ficando fora apenas o quarto, que é a guarda do sábado.

 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Jo 5.8 - Disse-lhe Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda.

Jo 5.9 - Imediatamente o homem ficou são; e, tomando o seu leito, começou a andar. Ora, aquele dia era sábado.

Jo 5.10 - Pelo que disseram os judeus ao que fora curado: Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito.

Jo 5.11 - Ele, porém, lhes respondeu: Aquele que me curou, esse mesmo me disse: Toma o teu leito e anda.

 

 

INTRODUÇÃO

A guarda do sábado é a doutrina mais conhecida do Adventismo. Porém há outras heresias graves que são difundidas por esta seita. Dentre elas, a aceitação como inspirados os escritos de Ellen G White, colocados em pé de igualdade com as Escrituras. Esta lição apresenta os principais ensinos dos Adventistas do Sétimo Dia, com a devida refutação bíblica.

 

 

1. História do Adventismo

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem como fundador um pregador leigo, que era membro da Igreja Batista, William Guilherme Miller. Miller nasceu em Pittsfied Massachusetts (E.U.A.), em 15 de fevereiro de 1782. Miller morreu em 20 de dezembro de 1849.

 

 

1.1. O dia do desapontamento

Ao ler o texto de Daniel 8.13,14, Miller fez alguns cálculos e chegou à seguinte conclusão: “Jesus voltará no dia 23 de março de 1843”. No dia definido por Miller para a volta de Jesus, nada aconteceu. Então usou outro calendário, desta vez o romano e não mais o calendário hebraico, e remarcou a data da vinda de Jesus para 22 de outubro de 1844. Mais uma vez não aconteceu. Depois de duas previsões mal sucedidas, Miller é obrigado a fugir de uma multidão enfurecida, que havia vendido propriedades, deixado emprego e famílias. Esta última data foi chamada de “O Dia do Grande Desapontamento”, referindo-se à grande decepção e revolta que todos sentiram ao descobrir que foram enganados pelos cálculos de Miller.

 

 

1.2. A Purificação no santuário celestial

Depois da decepção causada pelas suas previsões equivocadas, Miller volta atrás e admite seus erros. Porém esse fato não finalizou as heresias, pois Hiran Edson, seguidor de Miller, afirmou que a data prevista por Miller estava certa, o que estava errado era o lugar, afirmando que, de fato, Jesus entrou no santuário celestial para purificá-lo, na data prevista por Miller. Ou seja, criando uma heresia maior ainda. Nesta mesma época, surgem outros líderes tais como Joseph Bates, que instituiu a guarda do sábado, o casal James e Ellen G White, exercendo forte influência através de profecias e, mais tarde, através de seus escritos, que são considerados pelos adventistas como inspirados por Deus. Com a união destes e mais alguns líderes, em 1860, fundaram a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

 

 

1.3. Significado do Nome “Adventista do Sétimo Dia”

O termo Adventismo deriva do latim, “adventus”, significa vinda. Faz alusão ao fato que originou a denominação, ou seja, à previsão da vinda de Jesus, conforme previu e falhou o fundador da seita, Wiliam Guilherme Miller. Após a instituição da guarda do sábado pelos primeiros seguidores de Miller, fizeram a fusão dos termos, conforme seus credos, surgindo então o nome da seita: Adventista do Sétimo dia. Ou seja, a igreja que prega a vinda de Jesus e guarda o sábado.

 

 

2. A guarda do Sábado

A guarda do sábado foi instituída após o fracasso das previsões de Miller. Esta heresia ganhou relevância após uma suposta visão de Ellen G. White, que afirmou ter visto dentro da arca da aliança o quarto mandamento em destaque, nas tábuas da lei Mosaica.

 

 

2.1. O Quarto Mandamento não foi ratificado pelo Novo Testamento

Há registros no Novo Testamento ratificando nove dos dez mandamentos (Ex 20. 3-17): 1o "Não terás outros deuses diante de mim" (v3) - (Mt 4.10); 2o "Não farás para ti imagem de escultura” (v4) - (l Jo 5.21); 3o "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão" (v7) - (Tg 5.12); 4o "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar" (v8) - Sem ratificação no N.T; 5o "Honra teu pai e a tua mãe" (vl2) - (Ef 6.1); 6o "Não matarás" (vl3) - (Rm 13.9); 7o "Não adulterarás" (vl4) - (Rm 13.9); 8o "Não furtarás" (vl5) - (Rm 13.9); 9o "Não dirás falso testemunho" (vl6) - "Não mintais uns aos outros" (Cl 3.9); 10° "Não cobiçarás" (vl7) - (Rm 13.9). A Nova Aliança não indica um dia especial da semana para o descanso. O Evangelho de Jesus segundo escreveu Marcos diz: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Pelo que o Filho do homem até do sábado é Senhor” (Mc 2.27,28). Evidenciar o sábado como condição para a salvação é anular a morte vicária de Cristo.

 

 

2.2. Jesus não guardou o Sábado

Conforme vários relatos do ministério de Jesus, Ele não observava a guarda do sábado (Mt 12.11-14; Jo 5.16; Lc 13.10-17). Pelo contrário, Ele sempre fazia questão de realizar algo que, para os judeus, era proibido, pois significava quebrar o quarto mandamento. Não há registro nos evangelhos onde Jesus recomenda este mandamento em particular.

 

 

2.3. A transição do sábado judaico para o Domingo Cristão

Os primeiros cristãos adotaram o domingo como dia de descanso, recolhimento espiritual e adoração a Deus, e chamaram-no de "o dia do Senhor" (At 20.7; ICo 16.1,2; Ap 1.10). A Bíblia registra vários acontecimentos de fundamental importância para o cristianismo no domingo, e não há narrativas de fatos significativos no sábado: Jesus ressuscitou no domingo (Jo 20.1); A segunda aparição de Jesus se deu no domingo (Jo 20.19); A Igreja primitiva celebrava a ceia no domingo (At 20.7); As contribuições solicitadas por Paulo teria que ser recolhidas nos cultos de domingo (ICo 16.2).

 

 

3. Heresias dos Adventistas

Além da questão do sábado, há outras graves heresias que são disseminadas pelos Adventistas. As principais são:

 

3.1. O destino final dos ímpios

Os adventistas creem que os ímpios, após um período de sofrimento, serão destruídos para sempre. Não acreditam que sofrerão eternamente no fogo do inferno, onde o fogo nunca apaga e o bicho nunca morre (Mc 9.43,44). As Escrituras Sagradas afirmam que haverá castigo eterno para os que não forem salvos, e não “aniquilamento eterno” como ensinam (Mt 25.46; 2Ts 1.8,9; Ap 14.11).

 

 

3.2. O Juiz investigativo

O juiz investigativo é uma das maiores aberrações nas interpretações bíblicas. Este ensino adventista afirma que Jesus não concretizou a obra salvífica na cruz. Afirmam que só em 1844, Jesus Cristo entrou no santuário para purificá-lo, e assim concretizar sua obra salvadora. Ao fazer esta afirmação, negam que o sacrifício de Jesus na cruz foi eficaz. Esta heresia foi criada por Hiran Edson, para justificar o erro grosseiro de Miller, que, ao prever a vinda de Jesus para 1844, não aconteceu. Bem antes de 1844, o escritor do livro aos Hebreus afirmou, no capítulo nove verso doze, que “entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção”. E mais, “para agora comparecer por nós perante a face de Deus” (Hb 9.24). Esta palavra em especial, “agora”, prova que no momento em que o escritor, inspirado por Deus, fez esta afirmação, Jesus já se encontrava à destra do Pai (At 7.55).

 

 

3.3. O Sono da Alma

Outra heresia adventista afirma que o ser humano, ao morrer, a sua alma fica “dormindo”, ficando em um estado de completa inatividade e sem consciência. Para sustentar esta heresia, tomam como base o texto bíblico registrado em Eclesiastes 9.5. Conforme interpretação fiel ao texto, o escritor está se referindo ao corpo físico, que será despertado no dia da ressurreição. Como exemplo de que a alma não fica em estado de inconsciência, Jesus conta a parábola, (para muitos teólogos não pode ser considerada uma parábola, mas uma história real), de Lázaro e um homem identificado no texto como sendo um homem Rico (Lc 16.19-31). Nesse texto, existe o registro de um diálogo entre Abraão e o homem rico, provando que não estavam dormindo ou inconscientes. Em apocalipse, temos o registro do “clamor” dos mártires por justiça (Ap 6.9,10). Ora, quem tem condições de “clamar” não está em estado de sono; mais uma prova de que não há base bíblica para sustentar esta heresia.

 

 

CONCLUSÃO

Como detalhado nesta lição, estas doutrinas Adventistas não têm fundamentação bíblica. Apesar das contradições doutrinárias, os Adventistas insistem em afirmar que seus ensinos encontram apoio nas Sagradas Escrituras e afirmam que a Bíblia é o principal manual de regra e fé para eles. No entanto é a própria Bíblia que os desmentem.

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 7 - Revista da Editora Betel

 

 

Catolicismo Romano

 

16 de fevereiro de 2014


TEXTO AUREO

“Mas o nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz”. SI 115.3

 

 

 

VERDADE APLICADA

 

A oração cristã tem como alvo Deus, mediado pelo único intercessor: Jesus Cristo, que está nos céus à destra do Pai Celestial.

 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

 

SI 115.4 - Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem.

SI 115.5 - Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem;

SI 115.6 - Têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram;

SI 115.7 - Têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.

SI 115.8 - Semelhantes a eles sejam os que fazem, e todos os que neles confiam.

 

 

INTRODUÇÃO

 

Seguindo suas próprias tradições e não a palavra de Deus, a Igreja Católica Romana se desviou das verdades bíblicas. Adoração às imagens, veneração a Maria, instituição do papado e inserção de outras heresias em suas doutrinas. Esta lição refutará as principais heresias do Catolicismo Romano.

 

 

1. Os primórdios da Igreja Católica

 

Católico (do grego katholikos), com o significado de “geral” ou “universal”; Apostólica porque ela teve em seu comando inicial os Apóstolos de Jesus Cristo; e Romana, por ter conquistado o título de Igreja Oficial do “Santo” Império Romano.

 

 

1.1. A Romanização da Igreja

 

Após vitória sobre seus opositores, vitória esta atribuída ao Deus Cristão, Constantino se torna imperador do Império Romano. Grato a Deus, Constantino supostamente se converte ao cristianismo, instituindo em 313 d.C. o “Edito de Milão”, que oficializava o fim das perseguições aos seguidores de Cristo. A partir deste edito, a Igreja não só deixou de sofrer perseguições como também passou a gozar dos favores do Império. Em 380 d. C. a Igreja Católica Apostólica se romanizou, tornando a Igreja Oficial do Império Romano. Uma igreja que, de perseguida, passa a ser a grande perseguidora de seus opositores. Uma igreja totalmente descaracterizada, pois, a partir deste título, seu único objetivo era se firmar como a única Igreja de Jesus Cristo e a única permitida pelo Império Romano. Mesmo que isso significasse matar pessoas, como está registrado na história da Santa Inquisição. Santa Inquisição que só foi possível, por ser a Igreja Oficial do Império Romano, gozando de poderes e privilégios sem limites, que, com um falso “combate as heresias”, fizeram uma verdadeira caçada aos seus opositores, praticando barbaridades indescritíveis, contrariando orientações da Bíblia Sagrada (Tt 3.2).

 

 

1.2. A apostasia dos sucessores dos Apóstolos

 

Nos primeiros anos do cristianismo, a Igreja por estar sediada na capital do Império Romano, tornou-se a mais importante do mundo cristão, e consequentemente o seu Bispo o mais influente. Assim, conquistou a primazia sobre os demais, culminando com a instituição do Papado. Os ocupantes do cargo de Papa, segundo o catolicismo, são os sucessores de Pedro, e Vigário de Cristo; o escolhido para ser mediador entre Deus e os homens, pois “estão abaixo de Deus, mas, além dos homens”, afirmam. Porém, tanto a História da Igreja como a história secular registram fatos e comportamentos daquelas lideranças católicas, nada dignas para um líder cristão. Homens que, através da simonia, conquistavam o direito de ser Papa ou uma liderança católica. A Bíblia ensina diferente: Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens (lTm 2.5). Portanto, o “Papa”, não é mediador entre Deus e os homens.

 

 

1.3. O protestantismo e a reforma da Igreja Católica Romana

 

Como descrito nos pontos 1.1 e 1.2 desta lição, a igreja que começou em Jerusalém estava totalmente afastada dos princípios ensinados pelo Senhor Jesus. Após um período de intensa luta para retomar os rumos da igreja, em 1529, a Igreja Católica se declara a única instituição religiosa (ou cristã) possível de existir. Diante da situação caótica em que se encontrava a própria igreja, e o sentimento reformista, os príncipes germânicos fizeram um “protesto”, contra tal declaração. A partir deste ato, surge um grupo então chamado de “protestantes”, culminando com as ações de um líder católico por nome Martinho Lutero, que liderou um movimento, reivindicando modificações na Igreja Católica Romana, dando origem à reforma, ocorrida em 31 de outubro de 1517, abrindo portas para o surgimento das igrejas protestantes em todo mundo.

 

 

2. O Catolicismo Romano e a Idolatria

 

Maria, mãe de Jesus, os apóstolos e outras personagens não são apenas exemplos para os Católicos Romanos, vão além deste entendimento; são objetos de culto e verdadeira adoração.

 

 

2.1. A Mariolatria

 

Maria é digna do nosso respeito, não significando, com isso, tê-la como mediadora entre Deus e os homens ou como objeto de adoração, como ensina o Catolicismo Romano. Maria não é imaculada, pois todos pecaram (SI 51.5; Rm 3.23); não permaneceu virgem, pois José não coabitou com ela só “enquanto ela não deu à luz” (Mt 1.25), tendo filhos e filhas após o nascimento de Cristo, lembrando que se trata de filhos de Maria e irmãos de Jesus, no sentido físico, pois o texto faz referência ao pai (Mt 13.55,56); não é a mãe de Deus, visto que Deus é eterno (SI 90.2); não é portadora da graça, mas agraciada ou abençoada por ser escolhida para trazer Jesus a sua tabernaculação humana (Lc 1.28; Jo 1.14). Portanto Maria é um belo exemplo a ser seguido, mas não pode ser objeto de culto ou adoração.

 

 

2.2. Culto aos Santos

 

“Deve-se orar aos santos que estão no céu, porque eles intercedem junto de Deus por nós”, afirma a Igreja Católica Romana. A Escritura ensina que se deve dirigir em oração a Deus (Fp 4.6), e que todas as vezes que orar a Ele deve fazê-lo em nome de Jesus Cristo (Jo 14.13; 16.23,24). Portanto é contrário à sã doutrina recorrer aos mortos como intercessores junto a Deus (Ec 9.5; lTm 2.5).

 

 

2.3. As Imagens de Escultura

 

Em Ex 25.18, Deus dá a Moisés o modelo do propiciatório, ordenando que deveria ser “uma só peça” (Ex 25.19), referindo-se à figura dos dois querubins e a parte que cobria a “Arca do Conserto”. Tais figuras deveriam ficar dentro do Santo dos santos, restrito à visitação uma vez ao ano e somente pelo Sumo Sacerdote, que, no momento de ele entrar, o local ficava coberto por uma nuvem de fumaça do incenso, cobrindo assim, a visão das figuras (Lv 16.13). Fica claro que a figura não tinha como objetivo a adoração ou veneração, como argumentam os Católicos Romanos, visto que o propiciatório não foi colocado em lugar de acesso público. A ordem Divina não deixa dúvidas: “Não farás para ti imagem”, ”Não te encurvarás diante delas” (Ex 20.4,5; Dt 5.8,9; Ex 32.1,2).

 

 

3. Heresias do Catolicismo

 

A Igreja Católica, através de suas tradições, aprova práticas sem fundamentação bíblica, cometendo um verdadeiro desvio doutrinário, tais como:

 

 

3.1. Batismo de Crianças

 

Citando os batismos realizados nas casas de Lídia (At 16.14,15) e do Carcereiro (At 16.33) o catolicismo defende o batismo de infantes, argumentando que, conforme relatos nesses textos, e em outros da Bíblia, o batismo alcançou “todos da casa”, incluindo assim as crianças. Acontece que o texto ao citar todos, não dá o direito de supor a existência de crianças. Para o cristão o batismo nas águas é a identificação com Cristo em: Sua morte (Rm 6.3); Seu sepultamento (Rm 6.4); Em sua ressurreição (Rm 6.5). Jesus Cristo, o nosso exemplo e modelo, foi apresentado no templo com oito dias de vida (Lc 2.21), e batizado já adulto (Mt 3.16).

 

 

3.2. Instituição do Purgatório

 

Esta heresia afirma que aquelas almas que não apresentam a pureza necessária para poderem ser admitidas no Céu, devem descer ao lugar da purificação chamado de purgatório. Para isto, baseiam em Mt 5.26, utilizando a expressão: não sairás dali “enquanto não pagares”. Porém, para a interpretação correta desta parábola, precisa ser lembrado que Jesus sempre utilizou de exemplos do cotidiano das pessoas para ilustrar as verdades espirituais. Então, pelo contexto, Jesus estava contando uma “história humana” onde a punição não tinha caráter eterno, e sim passageiro, visto que, nas leis vigentes nos dias de Jesus, o pagamento da dívida devolvia ao acusado o perdão da dívida. Assim, para que a história fosse coerente, Jesus se refere a uma ação habitual e permitida pela lei.

 

 

3.3. A oração pelos mortos

 

Baseados principalmente em lTm 2.1, a doutrina católica defende a oração em favor dos mortos. Estão equivocados, pois, nesta referência e também em outras nas Escrituras Sagradas, ensinam que a oração deve ser dirigida em favor de pessoas vivas. Após uma vírgula do versículo 1 (lTm 2.1) e no versículo 2 (lTm 2.2), Paulo diz quem são os alvos das orações: “pelos reis, e por todos os que exercem autoridade”. Não existe reinado e muito menos autoridade sob a responsabilidade de mortos. Aqui vale lembrar mais uma vez o texto de Hb 9.27

 

 

CONCLUSÃO

 

Não. É a resposta para pergunta, que muitos fazem, se a Igreja Católica é atualmente a igreja que Jesus instituiu. Pois, mesmo sendo iniciada pelos Apóstolos escolhidos e comissionados por Jesus, hoje está totalmente fora dos preceitos bíblicos, conforme alguns exemplos estudados nesta lição. A Igreja de Jesus Cristo é aquela que segue fielmente a sua Palavra.

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 8 - Revista da Editora Betel

 

 

Seicho-No-lê, a Seita Oriental mais Popular no Brasil

 

23 de fevereiro de 2014

 

TEXTO AUREO

 

“Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás”. Gn 3.19

 

 

 

VERDADE APLICADA

 

O pecado, o sofrimento e a morte, são realidades incontestes na vida do ser humano; até o mais indouto entre os homens tem conhecimento dessa verdade.

 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Gn 3.16 - E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.

Gn 3.17 - E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.

Gn 3.18 - Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo.

Gn 3.22 - Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente.

Gn 3.23 - O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden para lavrar a terra, de que fora tomado.

 

 

INTRODUÇÃO

 

A Seicho-No-lê é a seita oriental mais popular no Brasil. Através de literatura com conteúdo de autoajuda e otimismo, fartamente distribuídas gratuitamente em consultórios médicos, odontológicos e em hotéis, tem conquistado muitos adeptos. Com um apelo ao ecumenismo, afirmando, dentre outras heresias, que todos os caminhos levam a Deus, contraria o que Jesus Cristo afirmou (Jo 14.6). É uma seita em franco crescimento no Brasil, justificando uma lição dedicada ao estudo da mesma.

 

 

1. A Seita Seicho-No-Iê

 

Seicho-No-lê significa “Lar do Progredir Infinito”, e tem suas origens no Japão. Foi fundada em março de 1930, por Masaharu Taniguchi.

 

1.1. Quem foi Masaharu Taniguchi

Masaharu Taniguchi, nascido em 22 de novembro de 1893, na cidade de Kobe (Japão). Nasceu em uma família muito pobre e foi criado por seu tio, que era muito severo. Taniguchi leu muitos livros com conteúdo de filosofia naturalista. Na idade tenra, já demonstrava, através de seu comportamento, uma desilusão com a vida. Começou seus estudos universitários, onde leu obras de cunho naturalista, mas não concluiu a faculdade devido a enfermidades e desilusões amorosas. Após um período no ocultismo, na parapsicologia e nas seitas orientais, Taniguchi foi influenciado pelo ensino onde afirmava que a existência da matéria, e que a dor e o sofrimento é fruto da imaginação meramente humana. Após o falecimento de Masaharu Taniguchi, em 17 de junho de 1985, seu genro e herdeiro espiritual, Seicho Taniguchi, passou a ser o Supremo Presidente da Seicho-No-lê.

 

 

1.2. Início da Seicho-No-Iê

 

Em 1922, Taniguchi escreveu um livro, que serviu de base para a teologia da Seicho-No-lê, intitulado “Para a Santidade”, obtendo grande aceitação do público. Em 1928, Taniguchi afirmou que foi “iluminado”, e começou pregar suas heresias através de uma revista, com o mesmo nome da seita, que, em 1935, tinha mais de trinta mil assinantes.

 

 

1.3. Seicho-No-lê no Brasil

 

Chegou ao Brasil em 1930, com os imigrantes japoneses. No dia 10 de agosto de 1952, autorizada pela Sede Internacional da Seicho-No-Iê, no Japão, foi instituída a Sociedade Religiosa Sei-cho-No-Iê no Brasil, hoje Igreja Seicho-No-Iê. Tem sua sede em São Paulo desde 1955. Possui uma propriedade em Ibiúna-SP, onde os fiéis se reúnem para a prática da meditação espiritual. Está espalhada principalmente pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco.

 

 

2. Ensinos da Seicho-No-Iê

 

Ao acreditar que todas as religiões são luzes de salvação que emanam de um único Deus, divulgam ensinos totalmente contrários a Palavra de Deus, dentre eles destaca-se:

 

 

2.1. O Jissó

 

O Jissó, na Seicho-No-Iê, quer dizer: mundo real. Segundo eles, o homem vive em um mundo idealizado por Deus e que deve ser vivido sem doenças, morte, envelhecimento e sem sofrimento. Entretanto há uma contradição vivida por eles, como é contraditória toda heresia: é que os adeptos desta seita, além das dores que sentem, estão envelhecendo e morrendo também. Aliás, todos estão envelhecendo, adeptos ou não desta seita. Sabe-se, pela Bíblia, que o Éden, lugar idealizado e criado por Deus, era a morada perfeita do homem, mas como consequência do pecado foi expulso de lá, trazendo-lhe como resultado dor e sofrimento (Gn 3.19), e que o livramento deste corpo de dor acontecerá no arrebatamento da Igreja, quando, então, teremos um corpo glorioso (lTs 4.17;lCo 15.53,54).

 

 

2.2. A Shinsokan

 

A Shinsokan é uma oração, invocada apenas em pensamento, que deve ser praticada diariamente pelos seguidores da Seicho-No-Iê. O conteúdo desta oração é: “Neste momento, deixo o mundo dos cinco sentidos e entro no mundo da imagem verdadeira”. Em seguida fazem outras mentalizações, utilizando frases tais como: “É oceano de infinita sabedoria de Deus; é oceano de infinito amor de Deus; é oceano de infinita provisão de Deus.” Frases como estas são mentalizadas várias vezes e seguidas de exercícios de respiração e encerram a meditação com o “cântico da grande harmonia”, entrando assim, segundo eles, na dimensão do Jissó. A oração que Jesus ensinou é bem real, e excede uma mera mentalização, pois deve ser pronunciada, conforme o ensino de Jesus, e que começa com um diálogo verdadeiro entre interlocutores: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome”; contendo confissão: “perdoa-nos as nossas dívidas”; e declaração de perdão: “como nós também temos perdoado aos nossos devedores”; encerrando com o reconhecimento de Seu Senhorio: “Porque teu é o reino e o poder” (Mt 6.13). A oração deve ser dirigida a Deus, em nome de Jesus (Jo 14.13).

 

 

2.3. As Doenças

 

Para a Seicho-No-lê as doenças são apenas ilusões, como também a dor, isso porque, segundo eles, a matéria não tem existência real. Segundo esta heresia, as formas físicas e materiais não passam de sombras da luz celeste a refletir-se sobre a terra. Entendem mal quando ensinam que “Como Deus não criou a doença, a doença hão existe.” Pregam que “de agora em diante não existirá mais nenhum sofrimento, nenhuma tristeza, nenhuma decepção e nenhum desapontamento” A Seicho-No-lê ensina que os seguidores precisam controlar suas mentes e que a felicidade deve ser procurada pelo próprio homem através da meditação. Ao contrário do que afirmam, a verdade é outra, pois tanto a Bíblia como a própria ciência comprovam a realidade da dor e a existência das enfermidades (2Co 11;12; Jó 2.7,8).

 

 

3. As Principais Heresias da Seicho-No-Iê

 

Com uma aparência inocente, que, para alguns desavisados, não passam de palavras “positivas” e “pensamentos que ajudam”, esta seita tem, no bojo dos seus ensinos, heresias perigosas, que vão de encontro a Palavra de Deus.

 

 

3.1. Para a Seicho-NoIê Deus é apenas uma energia

 

Para a Seicho-No-Iê Deus é apenas uma energia vital. Denominam Deus de “Amenominaka-nushi” (deus absoluto); para eles, é o mesmo deus conhecido por todas as religiões. Esse ensino e a prática dessa seita são tão contraditórios, que eles esquecem que, se Deus fosse apenas uma energia, esse Deus não teria qualidades pessoais, das quais eles mesmos fazem referência, conforme suas próprias orações (a Shinsokan). A Bíblia Sagrada refuta esta heresia, apresentando Deus como uma pessoa: Deus fala com as suas criaturas (Gn 1.28-30; Ex 3.4-21); Deus interage com os homens (Ex 13.21; 14.1).

 

 

3.2. Para a Seicho-No-Iê, o pecado é mera ilusão da mente

 

Afirmam que o pecado é uma mera ilusão da mente, visto que Deus não criou o pecado. O pecado, segundo a Bíblia, é toda transgressão contra Deus e Sua Palavra. Isto incluiu até mesmo uma parcela dos anjos (2Pe 2.4). O pecado atingiu toda a humanidade através de Adão. (Rm 5.19a; 3.23; 5.12).

 

 

3.3. A Salvação para a Seicho-No-lê é uma condição de vida meramente terrena

 

A salvação para eles está no conhecimento da “Realidade Prima”, ou “Mente de Deus”. A definição destas afirmações para ele é: “o mal, as doenças e a matéria são inexistentes, e que o mundo real é isento de qualquer imperfeição”. Assim, pregam que a salvação consiste em livrar-se das doenças e ter uma vida financeira próspera. Ou seja, a salvação está limitada apenas a benefícios terrenos. O Apóstolo Paulo afirma que “Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima” (ICo 15.19), e que tanto os mortos que serão salvos, ressuscitarão, como os vivos, terão um encontro com Senhor nos ares, e, assim, viverão para sempre com o Senhor (lTs 4.17).

 

 

CONCLUSÃO

 

Como pode ser constatado através de suas doutrinas e práticas religiosas, a Seicho-No-lê é um sincretismo religioso, que deve ser combatido. De forma sutil tem adentrado nas mentes de pessoas que não têm o conhecimento da verdade, que liberta das enfermidades, da triste realidade do pecado, e que leva o homem a Deus (Jo 8.32).

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 9 - Revista da Editora Betel

 

 

Wicca - Um Nome Moderno para a Velha Bruxaria

02 de março de 2014

 

 

TEXTO AUREO

“Abandonaram o Senhor Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos que havia ao redor deles, e os adoraram; e provocaram o Senhor à ira, abandonando-o, e servindo a baalins e astarotes”. Jz 2.12,13

 

 

 

VERDADE APLICADA

 

Baal, Astarote, Duendes, Fadas e “Bruxinhos do Bem”, são nomes utilizados pelo paganismo, no decorrer da história da humanidade, para camuflar a verdadeira identidade da velha serpente: Lúcifer.

 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Jz 2.11 - Então os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, servindo aos baalins;

Jz 2.12 - Abandonaram o Senhor Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos que havia ao redor deles, e os adoraram; e provocaram o Senhor à ira,

Jz 2.13 - abandonando-o, e servindo a baalins e astarotes.

Jz 2.14 - Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os entregou na mão dos espoliadores, que os despojaram; e os vendeu na mão dos seus inimigos ao redor, de modo que não puderam mais resistir diante deles.

 

 

INTRODUÇÃO

 

Através de livros, desenhos animados e filmes, a bruxaria tem adentrado nos lares em todo mundo. Estão inculcando, tanto nas crianças como nos adultos, a existência de “bruxinhos do bem”. Crenças e rituais praticados pelos Wiccanos lembram as religiões pagãs, que buscavam “equilíbrio”, dizem eles, “entre o bem e o mal”. A sua adoração é dirigida a divindades composta por duas deidades: “a deusa mãe”, que para eles representa a parte feminina do poder; e o “deus cornífero” que é venerado por eles como poderoso pelo fato de possuir chifres. Conheça, através desta lição, um pouco dessa seita, que é atualmente a principal divulgadora da bruxaria moderna.

 

 

1. Histórico da Bruxaria chamada Wicca

 

Wicca, seita popularizada por Gerald Brosseau Gardner, nascido em 13 de junho de 1884, na Inglaterra, faleceu em 12 de fevereiro de 1964. Gardner era fascinado pelo ocultismo, buscando contato com várias seitas e, em diversos lugares do mundo, foi agregando conhecimento e crenças em bruxaria. Antes de criar suas próprias doutrinas, Gardner foi membro da Maçonaria, membro da Rosa-cruz, fez parte de grupos praticantes de bruxaria na Inglaterra e sofreu a influência do amigo Aleister Crowley, um homem conhecido pela prática e pela divulgação do culto satânico.

 

 

1.1. O Termo “Wicca”

 

Com a publicação de seus livros “A Bruxaria Hoje” (1954) e “O Sentido da Bruxaria” (1959), Gardner se popularizou na Inglaterra espalhando rapidamente seus ensinos em todo Reino Unido. As doutrinas formuladas nestas obras foram denominadas, tempos depois, de Gardnerianismo. Nessas obras, Gardner resgatou o termo “Wicca”, porque em épocas remotas os "Bruxos" eram chamados de "wiccas" (os sábios). A palavra wicca é oriunda do termo inglês Witchcraft (bruxaria).

 

 

1.2. A Prática do Wiccanismo

 

Gardner, misturando rituais antigos de feitiçaria com ritos de seitas orientais, criou um novo modelo para a prática antiga de bruxaria. Há duas formas de se seguir um rito wiccano: a primeira é sozinho, onde o praticante é denominado “bruxo solitário”; a segunda é a forma chamada “covens” (comunidade praticantes dos rituais Wiccanos), onde vários praticantes se reúnem para seus ritos. Um exemplo de rito é o círculo de adoração, onde é traçada uma linha com sal grosso, areia fina, uma pequena bancada que serve de altar, onde se põem incenso e o material (dependendo do que se quer fazer). Em algumas ramificações da Wicca, os rituais são realizados com os praticantes totalmente nus, um verdadeiro culto à promiscuidade.

 

 

1.3. A Iniciação ao Wiccanismo

 

Para se tornar um wiccaniano, o candidato passa por várias etapas, cada uma delas com seus rituais, que vão desde a prática do ato sexual entre o candidato e um alto sacerdote ou sacerdotisa Wiccana, conforme o sexo do candidato, até a prática homossexual.

 

 

2. As Divindades Wiccas

 

Os Wiccanos celebram “o casal divino”: a “deusa mãe” e o “deus cornífero”. Esses dois possuem muitas faces - faces representadas por diversos deuses e deusas em várias culturas espalhadas pelo mundo.

 

 

2.1. A “deusa mãe”

 

A “deusa” é retratada pelos wiccanos como uma deusa tríplice: uma deusa virgem; uma deusa-mãe; e uma deusa anciã. Cada uma tem associações diferentes, ou seja: a virgindade, a fertilidade e a sabedoria. Ela também é comumente descrita como a “deusa lua” ou simplesmente a “deusa mãe” por ser a figura da mãe a mais forte. Os Wiccanos atribuem a ela o ato da criação de todas as coisas, inclusive a criação do próprio “deus chifrudo”, que ao ser criado conquistou a igualdade à “deusa mãe”, equivalendo a ela em importância. Em João 1.1-3, encontra-se o relato bíblico informando quem de fato é o autor da criação: Jesus. Ele é o agente da criação de todas as coisas (Jo 1.3).

 

 

2.2. O “deus cornífero” ou “deus chifrudo”

 

Mesmo com um nome que faz referência a um “deus possuidor de chifres”, os wiccanos desconversam, dizendo que um “deus chifrudo” simboliza poder e força, e não o diabo. Diferente do que pregam, ao dizer que nas civilizações antigas os chifres é uma representação da masculinidade, mas, na verdade, o que é adorado não é uma figura masculina e sim uma divindade, neste caso, uma divindade chifruda. Isso é uma retomada a bruxaria e aos cultos a demônios.

 

 

2.3. A Bíblia condena as divindades wiccanas

 

Estas divindades wiccanas, ao longo da história, tiveram vários nomes. A “deusa mãe” foi chamada de: Artemes, Astarote, Diana, etc. O “deus chifrudo” foi conhecido como: Apoio, Cernutos, Lúcifer, Osires, etc. Essas divindades e os cultos a elas são práticas antigas, pois há relatos na Bíblia Sagrada que Deus abandonou o povo de Israel por prestar culto a Asterote, “a deusa mãe” (Jz 2.12-14). Salomão se entregou aos deuses de suas mulheres: Quemos, Moloque; edificando altares e prestando-lhes cultos (lRs 11.7). Além de praticar a idolatria “fez para todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e ofereciam sacrifícios a seus deuses” (lRs 11.8). Como consequência desse apoio e prática idólatra, o Rei Salomão perdeu o seu reino (lRs 11.11), porque seguiu outros deuses, não guardando o Pacto e os Estatutos que Deus ordenou.

 

 

3. Principais heresias Wiccas

 

Não existe nenhum tipo de "livro sagrado" ou "revelação" na Wicca. As fontes que fundamentam a crença e a prática desta seita são literaturas sobre a bruxaria, que consiste basicamente em obras (na sua maior parte estrangeiras) de sacerdotes wiccanos renomados, como os escritos de Gardner. Destaca-se porém algumas heresias, como segue:

 

 

3.1. Princípio Ético

 

O princípio ético que rege os wiccanos diz: “Se não causar dano a ninguém, faça o que quiser”. Uma liberdade sem limites que leva muitos a ações de total irresponsabilidade, visto que o “causar dano” fica a critério do praticante da ação. Quando o homem faz o que quer, baseado neste princípio, comete pecados (Ec 12.14).

 

 

3.2. Conceito de Bem e Mal

 

“O que é mal para uma pessoa, pode ser um bem para outra”, este é o conceito do bem e do mal que rege os wiccanos. Para eles, a existência do mal é fundamental para dar sentido ao bem. Assim, veneram as trevas e o mal. A Palavra de Deus, no entanto, condena veemente tal prática ao afirmar que “quem anda nas trevas não sabe para onde vai” (Jo 12.35). O Cristão deve andar em novidade de vida e em plena luz (Ef 5.8). Praticar o bem e fugir do mal e de sua aparência, faz parte do dever do cristão (lTe 5.22), pois o mal, na Bíblia, é sempre visto como desequilíbrio. O homem, por causa do pecado, tornou-se um desajustado espiritual, restando a ele a condenação, se o mesmo não se arrepender de seus pecados.

 

 

3.3. Ensino dos Sabás e Esbás.

 

Sabás, “A Roda do Ano” ou “mandala da natureza”, como também é conhecida, são celebrações comemorativas que marcam as mudanças das estações do ano. É uma ocasião em que os bruxos celebram a natureza, dançam, cantam, deleitam-se com alimentos e honram as deidades, principalmente a “deusa” da fertilidade e seu consorte, como o denominam: “deus chifrudo”. Em certas tradições Wiccanas, a “deusa” é adorada nos “sabás” da primavera e do verão, enquanto o “deus chifrudo” é homenageado nos “sabás” do outono e do Inverno. Os “esbás” são o nome dado aos rituais de adoração, que acontecem nos momentos das celebrações. Há relatos que, nessas celebrações, os rituais são praticados pelas pessoas totalmente nuas.

 

 

CONCLUSÃO

 

A seita Wicca vem ganhando um sólido espaço entre as múltiplas religiões no Brasil. Embora ainda carente de algumas definições e bastante associada ao esoterismo, está sendo disseminada através da Internet, nos inúmeros títulos nas livrarias e mesmo em publicações populares distribuídas nas bancas de jornal, trazendo heresias que devem ser refutadas, visto que é uma crença baseada, principalmente, na magia, prática condenada por Deus.

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 10 - Revista da Editora Betel

 

 

O movimento da Nova Era

 

09 de março de 2014

 

TEXTO AUREO

 

Pois o mistério da iniquidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora”. 2Ts 2.7

 

 

 

VERDADE APLICADA

 

A presença da Igreja do Senhor Jesus nesta terra é a grande barreira que impede a efetivação do governo do anticristo.

 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

 

2Ts 2.7 - Pois o mistério da iniquidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora;

2Ts 2.8 - E então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda;

2Ts 2.9 - A esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira,

2Ts 2.10 - E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos.

2Ts 2.11 - E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira;

2Ts 2.12 - Para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na injustiça.

 

 

INTRODUÇÃO

 

A Nova Era, ou Era Aquariana, como também é conhecida, é uma filosofia que engloba várias heresias das demais seitas. Traz, em seus ensinos, um conjunto de crenças, práticas e ideologias que negam os valores espirituais do Cristianismo. Na verdade, não há nada de novo, apenas um nome mais sugestivo para as velhas crenças ocultistas hindus. É perceptível que a Nova Era seja, também, uma forma disfarçada de espiritismo.

 

 

1. O Movimento chamado Nova Era

 

Historicamente não existe um fundador do movimento Nova Era. O que existe são obras escritas por diversos autores, seguidores principalmente das seitas ligadas às religiões orientais e escritores adeptos do ocultismo, que criaram uma série de conceitos filosóficos e religiosos, dando origem a Nova Era.

 

 

1.1. O Surgimento da Nova Era

 

A História da Nova Era está vinculada à fundadora da seita ocultista Sociedade Teosófica, a médium Helena Blavatsky (1831-1891), que implantou a filosofia hinduísta no Ocidente. Outra colaboradora desta seita é Alice A Bailey (1849-1889), que escreveu várias obras, servindo como base para as heresias da Nova Era. Destaca-se, entre tais obras, “O Reaparecimento do Cristo”, que cria sua própria visão de Jesus Cristo. Na década de sessenta, com o questionamento da sociedade em várias áreas, dentre elas a religião, buscaram nas obras de Alice e em vários outras, uma alternativa para sair dos padrões religiosos estabelecidos pela Palavra de Deus, encontrando, assim, nas referidas obras, uma liberalidade segundo seus próprios desejos. Encontraram, segundo suas heresias, um Cristo mais tolerante, ecumênico, criador de uma única religião mundial, estabelecendo assim uma nova ordem.

 

 

1.2. Livros sagrados da Nova Era

 

A Bíblia Sagrada, os Vedas (escrituras sagradas do hinduísmo), Tripitaka (coleção de textos budistas), Bagavadguitá - "Canção de Deus" (texto religioso hindu), além de literaturas modernas, são aceitas como base de seus ensinos.

 

 

1.3. Nova Era no Brasil

 

O Escritor Paulo Coelho é o maior divulgador das ideias da Nova Era no Brasil. Paulo Coelho é chamado de “Mago”. Fascinado pela busca espiritual, desde jovem, viajava pelo mundo, tendo como resultado uma série de experiências em sociedades secretas, religiões orientais e ocultismo. Em 1982, lança seu primeiro livro: “Arquivos do inferno”, em 1985 o segundo: “O Manual Prático do Vampirismo” e em 1987, “O Diário de um Mago”. Estes livros citados tem como assunto principal o mundo da magia e da religiosidade.

 

 

2. A Futura “Era Aquariana” e as demais divisões das Eras

 

Esta seita divide as eras em quatro fases diferentes: Era de Touro; Era do Carneiro; Era de Peixes; e era de Aquário. Pregam que a Era Aquariana, que será a quarta e última era, trará um período de unificação dos povos, onde um único governo, o “avatar” desta era “Lorde Maitreya”, promoverá a paz e a harmonia, e o homem desfrutará da verdadeira liberdade. O homem terá mais consciência de sua natureza divina, pois estará em contato direto com o “cosmos”. Um período em que ninguém precisará de um mediador, religião ou igrejas, pois o homem desfrutará plenamente de todas as prerrogativas de sua própria divindade, afirmam. Estas promessas lembram um personagem escatológico, descrito nas Escrituras Sagradas, que irá convencer o mundo de que ele é a solução. Mas, após três anos e meio, findará a falsa paz, e ele se revelará quem de fato é: O Anticristo. Tudo isso é muito semelhante às profecias de Daniel, ao descrever o período da grande tribulação: “E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana“ (Dn 9.27).

 

 

2.1. A Primeira Era: “A Era de Touro”

 

Argumentam que A Era de Touro, foi a primeira era, onde o Império Egípcio dominava o mundo e tinha a vaca como animal sagrado e que Krishna foi o seu “avatar”. Afirmam que as religiões começaram na era de Touro. O touro foi um animal adorado durante a civilização egípcia, como sendo o deus ligado à fertilidade da terra, trazendo prosperidade, segurança e boas colheitas. Essas heresias não têm sustentação bíblica, visto que, no livro de Êxodo, temos relatos da desmoralização dos falsos deuses do Egito, demonstrando que nada eram, pois, não protegeram os egípcios do juízo de Deus, e muito menos “comandaram uma era”. Aliás, os próprios deuses sofreram, porque Deus não poupou nenhum deles: “e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos” (Ex 12.12)

 

 

2.2. A Segunda Era: “A Era do Carneiro”

 

Para eles, a Era de Carneiro, a segunda era, começou com o surgimento dos hebreus. Ensinam que Moisés ao quebrar o bezerro de ouro, estava fazendo a transição da era de touro para a era do carneiro, visto que o carneiro era o animal oferecido nos sacrifícios. Assim, Moisés foi o “avatar” daquele período. Outra heresia, pois a ação de Moisés ao destruir o bezerro de ouro, tinha como finalidade extirpar de vez aquela imagem ídolo, objeto do pecado do povo, pois consumiu até o metal utilizado na confecção do bezerro (Ex 32.20,31).

 

 

2.3. Terceira Era: “A Era de Peixes”

 

Conforme pregam, a era de Peixes, a terceira era, é a era atual. Esta era teve seu início com o nascimento de Jesus Cristo, que chamou seus discípulos pra serem “pescadores de homens’’. Assim, Jesus é o “avatar” desta era. Ao findar esta era, Jesus perderá sua importância, pois o homem, através de sua própria capacidade, compreenderá o propósito da vida, ensina a Nova Era. Porém, o que a Bíblia apresenta não é um “avatar” e tampouco alguém que perderá a sua importância: Jesus é eterno e o Salvador da humanidade (Jo 1.1; Fp 3.20).

 

 

3. Heresias da Nova Era

 

Em relação a Deus e a Jesus Cristo, a Nova Era faz uma verdadeira miscelânea de crenças; e em relação ao futuro, eles criam uma figura chamada Lord Maitreya, que segundo eles, será a solução para o mundo.

 

 

3.1. Quem é Deus para a Nova Era

 

Deus é apresentado pela Nova Era como sendo um Deus panteísta, ou seja, Deus é tudo e tudo é Deus. “Assim, Deus reside dentro de cada homem, para encontrar este Deus, basta buscá-lo dentro de si mesmo”, afirmam. Para esta seita, Deus é apenas uma energia que está presente em todo universo. Se Deus é uma energia, e esta energia está dentro do homem, o homem é o seu próprio Deus. Na verdade, querem banir Deus da existência humana. O que temos nesta heresia é a mesma mentira de Satanás dita a Eva: “sereis como Deus” (Gn 3.5). O Apóstolo Paulo temia que os coríntios fossem enganados por Satanás, da mesma forma que Eva foi (2Co 11.3). A Nova Era induz o homem aos seus próprios erros, levando-o a acreditar que é o seu próprio Deus, portanto, não carecendo de “outro”.

 

 

3.2. Quem é Jesus para a Nova Era

 

Um “Avatar”, assim Jesus é definido pela Nova Era. Um mestre designado para a era de Peixes, que dará lugar a era de Aquário, que será substituído pelo mestre e governo de Lord Maitreya. A Bíblia ensina que Jesus é a imagem expressa de Deus (Cl 1.15; Hb 1.3). Jesus é um com Deus (Jo 10.30). Perdoador de pecados (Mt 9.2). Jesus é juntamente com Deus o criador de todas as coisas (Jo 1.3).

 

 

3.3. Quem é Lord Maitreya para a Nova Era

 

Segundo a Nova Era, Lord Maitreya é o avatar que irá governar a última era, a era de Aquário. Para eles, Lord Maitreya será o responsável pela: 1) Promoção da Paz mundial; 2) Unificação de todas as religiões; 3) Unificação política; 4)Política que governará sobre todo o mundo, acabando com as divergências e as guerras entre as nações. A descrição desse personagem lembra outro, conforme descrito na Palavra de Deus: o Anticristo. O Anticristo surgirá com as mesmas características, criando, na população mundial, as mesmas expectativas. Em lTs 5.3, O Apóstolo Paulo afirma, “pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão”. Esta falsa paz durará apenas três anos

e meio, vindo, após este tempo, um período de muita dor. Lord Maitreya cabe perfeitamente nas descrições do Anticristo.

 

 

CONCLUSÃO

 

Pelo que foi apresentado nesta lição, da vasta heresia da Nova Era, percebe-se que essa seita se compõe de uma intersecção de várias filosofias e crenças contraditórias. Ao mesmo tempo em que afirmam que Deus é apenas uma energia, pregam a existência de avatar - encarnação de um deus. Cuidado para não cair nas velhas artimanhas de Satanás, que, usando dessa seita, tem enganado a muitos.

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 11 - Revista da Editora Betel

 

 

Islamismo, a Segunda Maior Religião do Mundo

16 de março de 2014

 

TEXTO AUREO

 

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”. Mt 5.7

 

 

VERDADE APLICADA

A misericórdia deve ser praticada para com todos, incluindo os que não professam a mesma fé.

 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

Mt 5.1 - Jesus, pois, vendo as multidões, subiu ao monte; e, tendo se assentado, aproximaram-se os seus discípulos,

Mt 5.2 - e ele se pôs a ensiná-los, dizendo:

Mt 5.3 - Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.

Mt 5.4 - Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.

Mt 5.5 - Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.

 

 

INTRODUÇÃO

Todos os dias, mais de um bilhão de muçulmanos espalhados pelo mundo, ajoelham em direção a cidade de Meca, localizada na Arábia Saudita, para dirigir suas orações a seu deus Alá. O Islamismo é a religião que mais cresce no mundo, e, em mais de 50 países da África e da Ásia, abarca a maioria da população. Nos países da Europa e América, são minorias, porém, com um crescimento alarmante.

 

 

1. Origem e História do Islam

No século VII, a Península Arábica estava ocupada por povos nômades, que viviam em regiões desérticas, vagando de um oásis a outro. Caracterizavam-se pela grande rivalidade entre as diversas tribos e pelo politeísmo religioso. Naquela época, Meca, uma cidade Árabe, tornou-se um importante centro comercial, e um grande centro de peregrinação religiosa, onde ficava a “caaba”, um templo que abrigava ídolos tribais. É Nesse contexto, que nasce o fundador do Islamismo, Maomé.

 

 

1.1. Maomé, o Fundador do Islamismo

Maomé nasceu em 570 da era Cristã, na cidade de Meca, atual Arábia Saudita, com o nome de Abulqasim Mohamed. Órfão de pai e mãe foi criado por um avô e mais tarde por um tio, no deserto saudita, entre tribos nômades. Em 610, diz ter recebido a primeira revelação, quando o “anjo Gabriel” lhe deu a incumbência de ser o profeta do “único e verdadeiro deus: Alá”. Outras revelações aconteceram, e Maomé, forma, assim, um conjunto de ensino catalogados em um livro denominado “Alcorão”, o livro sagrado do Islamismo. Ele começou suas pregações por volta de 613. Em 622, devido a perseguições, visto que pregava a existência de um único deus em uma cidade politeísta, fugiu de Meca, abrigando-se em Medina, cidade chamada posteriormente de “Cidade do Profeta”. Esta fuga de Maomé é chamada de “Riga de Hégira”. Em Medina, Maomé conquistou novos adeptos assumindo a autoridade religiosa e política de Medina. Em 630, retornou e conquistou, pela força, a cidade de Meca e aos poucos foi conquistando mais adeptos para fé Islâmica. Morreu em 632, aos 62 anos de idade.

 

 

1.2. As “Guerras Santas” do Islamismo

Maomé pregava que era um enviado divino com a missão de restaurar os ensinamentos originais do judaísmo e do cristianismo, que tinham sido corrompidos e esquecidos. Porém, após conquistar sua cidade natal (Meca), persegue de forma ferrenha toda e qualquer manifestação religiosa contrária a seus ensinos, promovendo a “Jihad” ou “Guerra Santa”. Depois da morte de Maomé, os seus seguidores promoveram a Jihad contra diversos povos e o Islã se expandiu conquistando a Pérsia, Bizancio, Península Ibérica, Norte da África entre outros. E passaram a controlar as principais rotas mediterrânicas. “Guerra santa”, que de santa só tem o nome, pois os violentos métodos tais como homem bomba, assassinato de lideranças eclesiásticas e chacina de comunidades inteiras de cristãos têm sido a atitude de alguns adeptos do Islamismo.

 

 

1.3. Livro Sagrado do Islamismo

Alcorão ou Corão é o livro sagrado do Islamismo. A palavra Alcorão deriva do verbo árabe que significa “declamar ou recitar”. Os muçulmanos creem que o Alcorão é a palavra de Alá revelada ao profeta. Esse livro contém os fundamentos da fé islâmica. Ele narra a história dos escolhidos de Alá e dita suas normas de vida, incluindo um código penal bastante rigoroso para aqueles que descumprirem seus mandamentos. O Alcorão fala também de anjos, do juízo final e da predestinação. Contém instruções que regulamentam as orações, jejuns, além de regulamentar as relações das pessoas entre si. O fato curioso é que incorporam elementos fundamentais do judaísmo e do cristianismo, como a história da criação de Adão e Eva, narrativas das histórias de Abraão, Moisés, Davi, Salomão e até Jesus Cristo.

 

2. Os Anjos e os Seres Espirituais

O Islamismo é monoteísta, porém, com um conceito totalmente oposto ao apresentado na Palavra de Deus.

 

 

2.1. A Trindade

Para eles, Deus se chama “Alá” (deus na língua árabe). Por serem monoteístas absolutistas, não acreditam em um Deus Trino. Acreditam em um Alá tão santo que o homem comum não pode ter nenhum relacionamento com ele, ficando a cargo dos anjos e de alguns homens especiais, como os profetas, que são os responsáveis para transmitir sua vontade. No Islamismo, Jesus é simplesmente um dos 120.000 profetas que veio trazer as mensagens de Alá. O Espírito Santo é desconhecido pelo Islamismo. No entanto, a Palavra de Deus diz o contrário (Gn 3.8; Tg 2.23).

 

 

2.2. Os Anjos e os Seres Espirituais

Acreditam em anjos bons e em anjos maus, sendo que a maioria deles “são do mau”. Dizem que Satanás se rebelou contra Alá porque não quis prostrar-se diante de Adão. Ensinam que os anjos bons têm um papel fundamental entre Alá e os homens, pois assim como Maomé, eles desempenham o papel de mediador entre ambos. A Bíblia fala da existência e das funções dos anjos e dos profetas, porém, jamais são vistos como mediador entre Deus e os homens. Tanto anjos como profetas, são mensageiros de Deus, “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (lTm 2.5).

 

 

2.3. Os Cinco pilares do Islamismo

Um Muçulmano fiel observa cinco pilares: 1) Confissão diária - deve confessar que não existe outro deus, somente Alá; confessar que Maomé é o mensageiro de Alá; 2) Deve orar cinco vezes ao dia - oram de manhã, no horário do almoço, no meio da tarde, ao pôr do sol e antes de dormir, (ajoelhados em direção a Meca);

3) Doação de esmolas - deve doar 2.5% de seu salário aos pobres;

4) Jejum - deve jejuar no mês lunar, denominado Ramadã;

5) Peregrinação para Meca - Deve ir a Meca, pelo menos uma vez na vida, se a condição financeira do muçulmano permitir. Estes pilares têm como objetivo trazer a salvação aos homens, afirmam. A Bíblia diz que a salvação vem pelo crer no Senhor Jesus (At 16.31).

 

 

3. Alguns conceitos Teológicos do Islamismo

No Islamismo, existe salvação e condenação, porém totalmente diferentes dos conceitos apresentados pela Bíblia Sagrada.

 

 

3.1. A salvação e condenação no Islamismo

A salvação pelo Islamismo depende de dois fatores: A obediência absoluta ao Alcorão e à prática dos cinco pilares. É verdade que o cristão deve orar, ajudar os necessitados e jejuar, entretanto, nenhum destes fatores são garantias da salvação. A salvação não está baseada em méritos humanos, ou sacrifícios de homem, ou pagamento de valores monetário (lPe 1.19).

 

 

3.2. O Paraíso no Islamismo

Segundo o Islamismo, o paraíso, destino dos salvos que são fiéis ao islamismo, é um lugar cheio de prazeres e delícias. Acreditam que lá haverá setenta virgens para cada homem que morrer como mártires defendendo a causa islâmica. Ensinam que os prazeres no paraíso são de natureza carnal. Veja como é a cegueira espiritual. A Bíblia afirma que o céu foi criado por Deus e é habitação do Senhor e dos anjos (Salmos 121.2; 124.8; 139.8), assim não haverá lugar para atos de natureza carnal. Jesus afirma que, na ressurreição, nem se casam nem se dão em casamento; mas os salvos serão como os anjos no céu (Mt 22.30).

 

 

3.3. O Inferno no Islamismo

Os seguidores infiéis do islamismo e os adeptos de outras religiões serão mandados para as chamas do fogo ardente e lá sofrerão tormento eterno, ensina o Islamismo. Reivindicam que o islamismo é a única religião que pode livrar o homem do inferno. Mas afinal de contas, o que deve fazer um muçulmano para se livrar do inferno islâmico? Pois ao mesmo tempo em que pregam a obrigação de ajudar ao próximo, praticam a violência contra os ditos infiéis a Alá?

 

 

CONCLUSÃO

De acordo com a Federação Islâmica Brasileira, há 1,5 milhão de muçulmanos no Brasil. Existem mais de cem mesquitas e salas de oração em solo brasileiro. São Paulo abriga a Mesquita Brasil, a primeira da América Latina, inaugurada em 1956. Estão crescendo em todo país, construindo; mesquitas (templos), conquistando adeptos em todas as classes sociais, tornando uma das seitas mais perigosas e que deve ser refutada.

 

 

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Budismo, e o Seu Crescimento Sutil e Silencioso

 

23 de março de 2014

 

TEXTO AUREO

 

“Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como o vento, nos arrebatam”. Is 64.6

 

 

 

VERDADE APLICADA

 

A justiça própria é inimiga do Evangelho de Cristo; O homem que busca ser salvo por meio de suas boas obras, está enganando a si mesmo.

 

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

 

 

Is 64.5 - Tu sais ao encontro daquele que, com alegria, pratica a justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos. Eis que te iraste, porque pecamos; há muito tempo temos estado em pecados; acaso seremos salvos?

Is 64.6 - Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como o vento, nos arrebatam.

Is 64.7 - E não há quem invoque o teu nome, que desperte, e te detenha; pois escondeste de nós o teu rosto e nos consumiste, por causa das nossas iniquidades.

Is 64.8 - Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obras das tuas mãos.

 

 

INTRODUÇÃO

 

Sem ortodoxia ou crença divina, o Budismo tem conquistado pobres e ricos mundo afora. Cada país ou região onde o Budismo foi difundido, ganharam contornos populares, novos rituais, mosteiros, templos e diferentes escolas; somando atualmente no mundo mais de 400 milhões de adeptos. Essa seita chegou ao Brasil através dos imigrantes japoneses, no início do século XX e, de forma silenciosa e sutil, dia a dia, registra crescimento assustador.

 

 

1. Origem e História do Budismo

 

Na índia, os Brâmanes (casta dos sacerdotes), eram considerados legítimos intermediários entre a humanidade e os deuses. Os indivíduos pertencentes às castas inferiores não podiam realizar rituais e cultos. Por volta do século VI a.C., muitos indianos questionavam a tradição e a rigidez da religião existente: o bramanismo ou religião védica. Foi neste contexto de profunda indagação religiosa e filosófica que o Budismo surgiu.

 

 

1.1. O Fundador do Budismo

 

O fundador foi Siddharta Gautama, nasceu por volta de 560 a.C., na índia. Era um príncipe, que fora criado pelos pais cercado de opulência e longe do sofrimento humano. Aos vinte e nove anos de idade, teve o primeiro encontro com a realidade fora dos muros do palácio. Enquanto passeava entre as pessoas comuns, deparou-se respectivamente com um velho, um doente e um morto - conheceu sofrimentos que jamais imaginou existir. Chocado com essas cenas, decidiu abandonar o palácio e a família para encontrar um meio de superar as dores e os sofrimentos humanos. Após seis anos de intenso sacrifício e peregrinação, Gautama se sentou embaixo de uma figueira para meditar e, depois de oito dias, finalmente sentiu-se iluminado. Conta o Budismo que Gautama havia encontrado a resposta que tanto procurava: “Eu e todos os seres do céu e da terra, simultaneamente, nos tornamos o caminho”. Isso significa dizer que o homem “depende apenas de si mesmo para ser salvo”. Ao adquirir tal compreensão, tornou-se o primeiro “Buda” (iluminado). Gautama morreu aos 80 anos de Idade. Os Budistas acreditam que o maior líder Budista da atualidade, “Dalai Lama”, um monge tibetano, é uma encarnação da divindade.

 

 

1.2. O Budismo e sua grande influência no mundo

 

No século III a.C. o Budismo chegou ao sudeste asiático e se difundiu no Sri-Lanka, Tailândia, Nepal e Butão. No primeiro século da Era Cristã, essa seita atingiu a China, a Mongólia, a Coréia e o Japão, estendendo-se para o Vietnã, Camboja e Indonésia. No Japão, adquiriu “status” de religião oficial. Atualmente, o Japão possui cerca de sete mil templos Budistas, sendo hoje um dos principais centros Budistas do mundo.

 

 

1.3. Livro Sagrado do Budismo

 

A filosofia e a doutrina Budista estão registradas em um conjunto de livros denominados “Cânone”. Escrita originalmente no idioma páli, essa obra é conhecida como “tripitaka” ou “Três Cestos”. Cada cesto reúne um tipo de texto, que trata de: 1) Autodisciplina e regras monásticas; 2) Contém os sermões de Buda, as parábolas e histórias contadas para explicar os ensinamentos e a vida de Buda; 3) Doutrinas e a filosofia Budista. O “Cânone Páli” foi escrito após a morte de Buda e chegou ao Ceilão no século III a. C. De lá, propagou-se para outras regiões, incorporando novos textos. O “Cânone tibetano” inclui, além dos sermões de Buda e das regras monásticas, vários tratados filosóficos, poemas, crônicas e textos de medicina e astrologia.

 

 

2. A Teologia Budista

 

A teologia Budista é extensa e complexa; acredita-se que Buda deixou oitenta e quatro mil ensinamentos. Veja alguns deles:

 

 

2.1. O Budismo e o ensino sobre Deus.

 

Os Budistas acreditam em vários deuses, e ensina que a existência deles é transitória; da mesma forma que é transitória a vida humana. Acreditam que, assim como os homens morrem e tornam a nascer, os deuses também passam pelo ciclo do renascimento. Por esse motivo, para o Budismo, os deuses são insignificantes. O episódio da criação do homem é uma prova clara que existe um ser Criador e um ser criado, provando assim a superioridade de Deus em relação à vida meramente humana (Gn 1.27; lTm 6.16).

 

 

2.2. O Budismo e o ensino sobre a salvação

 

Buda ensinava que a salvação se dá com o fim da própria ignorância. Para isso, seria necessário conscientizar das “Quatro Nobres Verdades”: 1) Toda existência implica dor - no nascimento, na idade, na morte e na doença; 2) A origem do sofrimento é o desejo e o apego à busca dos prazeres; 3) A solução para o sofrimento está no controle e abandono desses desejos; 4) Conhecer os oito caminhos que levam ao fim do sofrimento: Crença correta, sentimento correto, fala correta, conduta correta, maneira de viver correta, esforço correto, memória correta e concentração correta. Além disso, os budistas devem seguir um conjunto de normas éticas, denominado “Os Cinco Preceitos” (veja ponto 3.3 desta lição). Em Romanos 3.20, Paulo afirma que a justiça ou retidão pessoal não é suficiente diante de Deus. O Apóstolo Paulo diz que Abraão não foi justificado pelas “obras” da lei, (Rm 4.2). Não existe lei ou norma, por mais louvável e nobre que seja, capaz de transmitir salvação aos homens (G13.21). Assim sendo, não é a obediência a um “conjunto de regras” (Rm 3.28), como ensinai o Budismo, que salvará o homem.

 

 

2.3. O Budismo e o ensino sobre o pecado

 

Segundo a doutrina budista, o pecado está ligado ao desejo; desejo que causa sofrimento e dor, que deve ser eliminado para que o homem se liberte de sua ignorância. A palavra de Deus revela, em Romanos 5.12, o princípio da herança pecaminosa com suas diversas manifestações entre os homens, que governa sobre eles qual um tirano. A Palavra de Deus prova que o pecado é mais que um sentimento; ele penetrou na própria natureza humana (SI 51.5). Porém a Palavra de Deus tem uma notícia salvadora: “onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm 5.20).

 

 

3. Os Principais Ensinos do Budismo

 

O Budismo ensina que para alcançar a libertação ou a salvação, o homem não depende de nenhum deus ou autoridade transcendental, apenas de si mesmo.

 

 

3.1. O Nirvana

 

Para os budistas, o principal problema da existência humana está no fato dos homens não perceberem que vivem em um mundo gerado por seus sentimentos, pensamentos e desejos. Por isso, eles ficam atados às ilusões produzidas pela própria mente, responsável pelo sofrimento humano. Para interromper o processo de ilusões e dores, os budistas indicam o caminho da “Suprema libertação”, ou seja, a aniquilação de todos os desejos e apegos, quando, então, torna-se possível alcançar um estado de absoluta paz, beatitude e felicidade, definido como “Nirvana”. A Bíblia ensina que a libertação por meios próprios é ineficaz (Jo. 1.29).

 

 

3.2. O Carma

 

A filosofia budista acredita na existência de um ciclo ininterrupto de encarnações e desencarnações. A repetição contínua de nascimentos e mortes ocorre com aqueles que ainda estão presos às ilusões dos desejos. Ao morrer, o ser humano carrega consigo os efeitos de seus atos e pensamentos. Fica aprisionado, retornando ao plano material com os mesmos impulsos, sensações, atrações e experiências de vida. Daí surge a ideia de “Carma”, a lei de causa e efeito, em que as atitudes e ações negativas e positivas são transmitidas de uma vida para outra. Esse ciclo faz parte das construções da mente iludida. Ao atingir o Nirvana, a superação do “eu individual”, a ilusão de renascimentos é dissolvida. Mas Jesus ensinou que as pessoas decidem o seu eterno destino em uma única vida (Mt 25.46). Essa, precisamente, a razão pela qual o Apóstolo Paulo enfatizou que “eis aqui agora o dia da salvação” (2Co 6.2).

 

 

3.3. Os cinco Preceitos do Budismo

 

Além de obedecer às “Quatro Nobres Verdades”, (relacionadas no item 2.2 desta lição), os budistas devem seguir um conjunto de normas éticas denominadas “Os Cinco Preceitos”: 1) Não prejudicar ou matar nenhum ser vivo; 2) Não roubar ou pegar algo que não lhe seja ofertado livremente; 3) Controlar o desejo sexual; 4) Não mentir; 5) Não beber nem tomar drogas ou substâncias que embotem a mente. Estes preceitos podem até ser louváveis, mas não salvam (Is 64.6).

 

 

CONCLUSÃO

 

Com um código ético, como pode ser percebido nesta lição, os budistas buscam o livramento da pecaminosidade da carne, onde só conseguem, no máximo, reprimir a natureza do “velho homem” (Ef 4.22), pois a libertação do poder do pecado só é, alcançada pela graça salvadora que há em Cristo Jesus: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36).

 

 

 

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 13 - Revista da Editora Betel

 

 

Igreja Messiânica Mundial

30 de março de 2014

 

TEXTO AUREO

“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.Jo 14.6

 

VERDADE APLICADA

Jesus é a verdade do caminho pelo qual os homens devem retornar a Deus. Portanto, Ele é o exemplo supremo e o Ilustrador desse caminho.

 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Jo 14.1 - Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.

Jo 14.2 - Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.

Jo 14.3 - E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.

Jo 14.4 - E para onde eu vou vós conheceis o caminho.

Jo 14.5 - Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?

 

INTRODUÇÃO

A Igreja Messiânica Mundial prega que seu objetivo é construir o “Paraíso Terrestre”, criando e difundindo uma civilização religiosa que se desenvolva lado a lado com o progresso material. Argumentam que o “Paraíso Terrestre” foi anunciado e profetizado por Buda (o fundador do Budismo) e por Jesus Cristo. Para a Igreja Messiânica Mundial, esse paraíso é uma expressão que se refere ao mundo ideal, onde não existe doença, pobreza nem conflito. Conheça um pouco dessa seita através desta lição.

 

1. Origem e história da Igreja Messiânica Mundial

A Igreja Messiânica Mundial foi fundada inicialmente com o nome “Kanon”, em Tóquio, Japão, em 1o de janeiro de 1935.

 

1.1. Fundador da Igreja Messiânica Mundial

O Fundador da Igreja Messiânica Mundial, Mokiti Okada, nasceu no dia 23 de dezembro de 1882, no bairro de Hashiba, na cidade de Tóquio, Japão, chamado pelos seus seguidores de “Meishu-Sama” (Senhor da Luz). Consta que Okada deu início a essa seita após ter recebido, em 15 de junho de 1931, no alto do Monte Nokoguiri, no Japão, revelação sobre Deus, o homem e o mundo. Essa revelação dizia que o homem só poderia alcançar a libertação através da purificação do espírito, que vem através do “Johrei” (ver item 2.1). Okada entendeu que seria o início da “Nova Era de Luz no Mundo Espiritual”. Com a morte de Okada em 1955, sua esposa conhecida pelo nome de “Nidai-Sama” (Segundo líder), assumiu a liderança da seita, vindo morrer em 1962, sendo substituída pela sua filha Itsuki Okada, conhecida pelo nome de “Kyoshu-Sama” (mestre que ensina a Luz).

 

1.2. Livro Sagrado

Para a Igreja Messiânica Mundial as obras de Mokiti Okada, “Alicerce do Paraíso” e “Os Milagres do Johrei” e os ensinos de sua esposa, Nidai-Sama, são os livros considerados sagrados.

 

1.3. Igreja Messiânica Mundial no Brasil

A Igreja Messiânica Mundial chegou ao Brasil em 1955 e, em 1965, construiu seu primeiro templo. Conforme dados dessa seita, atualmente cerca de 3 milhões de pessoas, entre adeptos e simpatizantes, frequentam seus templos no Brasil. A Igreja Messiânica Mundial no Brasil é presidida por Hidenari Hayashi.

 

2. Igreja Messiânica Mundial e “As Três Colunas da Salvação”

Para atingir a salvação, a Igreja Messiânica Mundial ensina que existem três fundamentos, que devem ser praticados, a saber:

 

2.1. O Johrei

O Johrei é a prática mais importante neste tripé da salvação apresentado pela Igreja Messiânica Mundial. O Johrei é o ato de impor as mãos sobre uma pessoa, com o objetivo de eliminar as impurezas espirituais. Johrei é uma palavra criada por Mokiti Okada, com a junção de dois ideogramas da língua japonesa: “Joh”(purificar) e “Rei”(espírito). Assim ele pregava que esta é uma forma de canalizar com as mãos, a “intangível, infinita e poderosa energia” capaz de “purificar as impurezas do homem e possibilitar que ele se eleve espiritualmente para as camadas onde a Luz é intensa”. Para a Igreja Messiânica Mundial, essa “luz” é a fonte da saúde, da sabedoria e da felicidade. Esta heresia propõe então que simples mortais, usando suas próprias “energias interiores”, têm, em si mesmos, o poder de curar e libertar as pessoas. A Bíblia assevera que se Jesus “vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36).

 

2.2. Agricultura Natural

A Agricultura Natural que é difundida pela Igreja Messiânica Mundial é um método de Agricultura desenvolvido por Mokiti Okada, cujo objetivo é o cultivo natural de alimentos. Argumentam que a harmonia do meio-ambiente, com a alimentação e com a saúde do homem, trazem qualidade espiritual ao ser humano. Eles creem num sistema agrícola que consiste em cultivar os vegetais da maneira mais natural possível, rejeitando qualquer forma de cultivo que altere o solo. São contra a utilização de agrotóxicos (venenos), e até mesmo adubo de origem animal (esterco), pois todos esses elementos, que são predominantemente utilizados atualmente, segundo essa diretriz, retiram o verdadeiro e natural sabor dos alimentos, bem como prejudicam a saúde do homem, interferindo em sua vida espiritual. O erro dessa heresia está na afirmação de que os alimentos interferem na espiritualidade das pessoas. A recomendação do Apóstolo Paulo deixa bem claro: “Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber” (Cl 2.16).

 

2.3. O Belo

Mokiti Okada afirmava que a “consciência do Belo é o que de melhor existe para a elevação dos sentimentos humanos”. Para ele, a missão da arte é enobrecer os sentimentos do homem e enriquecer-lhe a vida, proporcionando-lhe alegria e sentido, interferindo diretamente na espiritualidade do homem. Okada criou museus no Japão, onde reuniu obras de elevado valor artístico e histórico. Realizava encontros de poesia, de humor e de música. Dedicou-se à difusão do Belo como fator essencial para a “salvação do homem”. A arte, o “belo” e a natureza devem ser admirados, mas nunca se deve confundir esta apreciação com a veneração no sentido de buscar neles a salvação (Jo 8.32).

 

3. A teologia da Igreja Messiânica Mundial

Seguidores da doutrina ecumênica pretendem ser uma religião universal, objetivando a união de todas as demais. Porém seus ensinos fundamentais estão distantes do que é ensinado pela Palavra de Deus. Veja alguns temas:

 

3.1. Deus

A doutrina da Igreja Messiânica Mundial mescla várias concepções em relação a Deus. Fazendo uma verdadeira confusão, apresentam Deus como criador, porém, um Deus que está distante de suas criaturas (doutrina deísta), e, em outros momentos, apresentam Deus fundido na sua própria criação (doutrina panteísta). São também politeístas, visto que têm e veneram um verdadeiro panteão: Deus, Jeová, Logos, Ikoto, Nyorai, Dahis, Tengu, Kannon e muitos outros. Em relação ao deísmo praticado pela Igreja Messiânica Mundial, a Bíblia apresenta um Deus que tem interesse pelas suas criaturas (Teísmo). Em textos como Genesis 3.9, temos o relato de Deus interagindo com Adão; em Genesis 6.13, Deus se comunica com Noé; em 1 Reis 17.2-6, há relatos de Deus cuidando do profeta Elias. Quanto ao ensino panteísta, as Escrituras Sagradas apresentam o Deus Criador distinto de Suas criaturas (Gn 1.1; SI 102.25). Em relação ao politeísmo, A Bíblia afirma categoricamente que “o Senhor é Deus; nenhum outro há senão Ele” (Dt 4.35).

 

3.2. Jesus Cristo

Para a Igreja Messiânica Mundial, Jesus é apresentado simplesmente como mais um que encontrou a felicidade através da prática das “colunas da salvação” (ver item 2). Para essa seita, Jesus Cristo não é aceito como o Messias; o messias para eles é o seu fundador Mokiti Okada. Ensinam que Okada está acima de Jesus, visto que, para eles, nem mesmo Jesus chegou ao estado de “kenshinjitsu”, como chegou Okada. Sendo assim, Okada é o único a ter tal grau de revelação. Para eles, o salvador deste mundo ou o messias desta seita é este ser humano chamado Okada. Okada, além de não obter a salvação pelos seus méritos, muito menos pode salvar a outros, como querem ensinar os adeptos da Igreja Messiânica Mundial. Okada, ao morrer, foi vencido pelo pecado, pois “o pecado veio a reinar na morte”. Mas Jesus Cristo Ressuscitado salva, pois, através dele, reina a graça pela justiça para a vida eterna (Rm 5.21).

 

3.3. A Salvação

Segundo a Igreja Messiânica Mundial, a salvação se dá no momento em que o ser humano se libertar das três desgraças: a pobreza, a doença e os conflitos. Ensinam que somente com a ajuda de Meishu-Sama, (lembrando que este é o nome religioso de Mokiti Okada), e com a prática das “três colunas da salvação (conforme detalhado no item 2 desta lição), o homem conquistará a salvação. A salvação proposta por Deus em Sua Palavra é mais que um estado isento das mazelas desta vida (ICo 15.19), é ter os pecados perdoados e ir morar eternamente com Cristo nos céus de glória.

 

CONCLUSÃO

A Igreja Messiânica Mundial tem, no espiritualismo e no altruísmo, as bases essenciais para a concretização do mundo ideal, isento de doença, pobreza e conflito, limitando a isto a salvação do ser humano. Porém a realidade da vida nesta terra é outra e, por essa razão, a salvação apresentada pela Bíblia Sagrada é mais que isto: é conduzir o homem para viver eternamente com Deus.

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net