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JOHN OWEN
JOHN OWEN

                                        JOHN OWEN

 

Duzentos anos antes do tempo de Spurgeon, o "príncipe dos pregadores," houve outro "príncipe" no meio teológico: John Owen. Nascido na Inglaterra, em 1616, John foi o segundo de seis filhos que Deus deu ao Pr. Henry e sua esposa Hester. Dotado de um grande intelecto, Owen estudava, desde cedo, matemática, filosofia, teologia, hebraico e os escritos dos rabinos. Também conhecido por ser muito autodisciplinado (limitava-se a apenas quatro horas de sono por noite), Owen conseguiu seu primeiro bacharelado aos dezesseis anos e concluiu seu mestrado aos dezenove, dando início aos estudos para conseguir um segundo bacharelado – desta vez na área de teologia. Porém, na cidade de Oxford, onde Owen estudava, surgiram grandes mudanças religiosas e ele se viu obrigado a deixar a cidade antes de completar seus estudos.  

Neste momento, tendo sido já consagrado ao ministério, arrumou um trabalho e passou os próximos seis anos como capelão e instrutor particular para as famílias de dois lordes ingleses. Foi durante esta época que finalmente enfrentou as dúvidas com que vinha batalhando frequentemente, acerca de sua própria salvação. Embora criado num lar cristão e tendo abraçado os valores morais dos Puritanos, desde jovem, Owen não tinha certeza em si mesmo de que era um filho de Deus. Com vinte e seis anos, resolveu visitar a igreja de um grande pregador - Dr. Edward Calamy. Porém, o Dr. Edward não pode estar naquela noite, então outro homem pregou sobre Mateus 8.26: "Por que temeis, homens de pouca fé?". Através desta pregação, por um homem desconhecido, o Espírito Santo trabalhou em Owen e transformou seu coração atribulado em um que descansava em Deus. Depois daquela noite, vemos um homem que se dedicava inteiramente as coisas de Deus e que usava seu intelecto, não para sua própria glória, mas para a divulgação do conhecimento de Deus.

Aos vinte e sete anos, Owen casou-se com Mary Rook. Durante os 33 anos que passaram juntos, Mary e John tiveram onze filhos, porém, somente um desses chegou à juventude, e foi por pouco tempo. A moça chegou a casar-se, mas, após a dissolução de seu casamento, também faleceu. Assim como seu Salvador, Owen era "um homem de dores". Em 1676, a morte separou John de Mary, então, um ano e meio depois, ele casou-se com a viúva Dorothy D'Oyley e viveu com ela até  a morte  em 1683.

No mesmo ano em que se casou pela primeira vez, Owen assumiu seu primeiro pastorado, em Fordham. Seu ministério ali foi bem aceito, e muitos vieram das redondezas para ouvi-lo pregar. Um excelente professor, Owen desenvolveu durante este tempo dois catecismos: um para crianças e outro para adultos. Três anos mais tarde, transferiu seu ministério para Coggeshell onde pregava para mais de mil pessoas toda semana.

Mesmo estando ocupado no ministério, Owen também dedicou tempo a seu país. Logo que mudou para Coggelshell, começou a pregar perante o Parlamento. Em 1655, durante um tempo tempestuoso na Inglaterra, Owen não mediu esforços para proteger a cidade de Oxford de uma rebelião e também serviu durante oito anos como capelão particular e conselheiro espiritual ao então líder do país, Oliver Cromwell.

Embora estes cargos políticos o tenham ocupado muito, Owen aceitou a oportunidade de servir primeiramente na superintendência da Faculdade Christ Church, e depois na Universidade de Oxford. Por causa das guerras civis na Inglaterra, a universidade encontrava-se sem professores e a beira de um colapso financeiro. Owen enfrentou esta situação com determinação, reunindo os professores, estruturando a parte financeira e exortando os alunos constantemente a serem mais disciplinados e piedosos. Debaixo de seu cuidado, a Universidade de Oxford gozou vários anos de paz, prosperidade e piedade.

Oliver Cromwell era um Puritano e, durante o tempo em que governou a Inglaterra, favoreceu outros Puritanos. Foi ele quem colocou Owen na superintendência da Faculdade Christ Church e também da Universidade de Oxford. Mas, com o falecimento de Cromwell, terminou a época chamada "o reino dos santos". O novo rei e o novo Parlamento, não querendo que o país voltasse a ser governado por Puritanos, instituíram uma lei que tornou ilegal qualquer modo de adoração a não ser pela igreja anglicana. Aqueles que não se conformaram a esta lei foram conhecidos como "não-conformistas", ou "protestantes", ou "independentes", e estes sofreram forte perseguição do governo até 1671, quando uma nova lei, permitindo os independentes o direito de adoração, foi instituída.

Em 1660, Owen, sendo um dos independentes, foi tirado da superintendência da Faculdade Christ Church e da Universidade de Oxford. Foi-lhe oferecido a presidência da universidade de Harvard, nos EUA, mas Owen preferiu se retirar para a cidade de Stadhampton, onde defendeu fortemente os Independentes, também pastoreou uma pequena igreja em Londres. Mesmo sofrendo muita perseguição, Owen teve a sua vida poupada, devido a suas conexões políticas, ele usou desta mesma influência para liberar o seu amigo John Bunyan da prisão e ajuda-lo na primeira publicação do livro O Peregrino.

Pode parecer estranho que um homem de tal influência e intelecto ter uma amizade tão grande com o pobre ferreiro John Bunyan. Até o rei da Inglaterra perguntou a Owen certa vez porque uma pessoa de inteligência desperdiçaria o seu tempo ouvindo as pregações de um pregador sem letras. Mas Owen respondeu: "Se eu pudesse ter a habilidade de pregar que aquele Ferreiro tem, eu de bom grado abandonaria todo o meu aprendizado".

Desde o tempo de sua conversão, Owen separava tempo para escrever. Os seus cargos políticos, acadêmicos e religiosos, exigiam muito tempo e esforço, mas nem por isso Owen deixava de passar para o papel aquilo que tinha aprendido com o seu Senhor. Ao todo, foram mais de oitenta livros escritos, todos com o propósito de exaltar a verdade da Bíblia, desmascarar o erro e assim promover a santidade e união do povo de Deus.

John Owen faleceu em 1683, aos 67 anos de idade. Tinha sofrido muito com problemas na vesícula e com asma, mas chegou ao final da sua vida em paz e foi sepultado no cemitério Bunhill Fields, o mesmo local onde Bunyan e vários outros Puritanos foram enterrados. Em sua última carta, escrita a um amigo de longa data, Owen disse:

 

"Estou indo Àquele a quem minha alma tem amado, ou, melhor, Àquele que tem me amado com um amor eterno; qual é a base inteira da minha consolação".

 

fonte evangelhoprimitivo.blogspot.com