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Escola dominical origem e historia (3)
Escola dominical origem e historia (3)

 

    A ORIGEM DA ESCOLA DOMINICAL                     

 

A Leitura e Obediência à Lei de Deus. 8:1-18. No primeiro dia do sétimo mês, Esdras leu a Lei para o povo. O povo chorou por causa do pecado, mas seus líderes fizeram-no se lembrar do caráter alegre desse dia. No dia seguinte os lideres descobriram na Lei que todos os judeus deviam celebrar a Festa dos Tabernáculos; por isso essa festa foi celebrada por todos e com grande solenidade.

  1. O capítulo deveria começar com a última sentença de 7:73: "Em chegando o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades". Esdras 3:1 começa da mesma maneira, depois da lista daqueles que retomaram da Babilônia; mas a ocasião, é claro que é absolutamente outra. Na praça, diante da Porta das Águas. A praça ficava perto da extremidade sudeste do templo junto à Fonte de Giom no Vale do Cedrom. E disseram a Esdras, o escriba. Possivelmente Esdras estivera na Babilônia durante o período da construção do muro. Mas ele era a pessoa mais indicada para ler a Lei de Deus nesta ocasião, uma vez que Neemias era leigo.
  2. Em o primeiro dia do sétimo mês. Esta era a Festa das Trombetas, a qual em 444 A.C. ocorreu a 27 de setembro. Só uma semana antes, o muro fora terminado (6:15). A Festa das Trombetas era a mais sagrada das luas novas, e começava no último mês dos festivais religiosos (Lv. 23:23-25; Nm. 29:1-6).
  3. Desde a alva até ao meio-dia. Deveria ser cerca de seis horas, com a leitura da Lei feita por Esdras, alternando-se com apresentações instrutivas sobre a Lei feitas pelos levitas (vs. 7, 8).
  4. Esdras, o escriba, estava num púlpito de madeira. Esta é a primeira menção de um púlpito na Bíblia. Por trás dele estavam seis (sacerdotes?) à sua direita e sete à sua esquerda (compare com o v. 7, onde treze levitas são mencionados participando).
  5. Leram . . . claramente (em hebraico, meporosh) sugere não apenas uma exposição da Lei, mas também, possivelmente, uma tradução dela para o aramaico (cons. Ed. 4:18).
  6. Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus ... não pranteeis, nem choreis. A clara exposição da Palavra de Deus (provavelmente porções do Deuteronômio) poderosamente convenceu o povo do pecado e provocou lágrimas de arrependimento. Mas o único dia do ano que Deus tinha especificamente designado para lágrimas e tristeza era o Dia da Expiação (o décimo dia do sétimo mês). Portanto, a força deles se encontrava na alegria do Senhor (v. 10).
  7. A regozijar-se grandemente. Observe a súbita mudança de emoções de 8:9 para 8:12! Também cons. Et. 9:19.

13-18. O estudo detalhado da Lei de Deus levou muitos dos líderes a procurarem Esdras no dia seguinte para maiores detalhes, especialmente no que se referia à devida guarda da Festa dos Tabernáculos (décimo quinto ao vigésimo segundo dia do sétimo mês). Os judeus tinham comemorado esta festa durante séculos (I Reis 8:65; II Cr. 7:9; Ed. 3:4); mas agora percebiam, devido a um exame mais cuidadoso de Lv. 23:42, que todos os filhos de Israel deviam habitar em cabanas. Ao que parece, nos séculos passados, este ponto fora negligenciado; por isso, agora, pela primeira vez, desde os dias de Josué, filho de Num, todos da congregarão . . . fizeram cabanas e nelas habitaram (v. 17). Provavelmente os habitantes da cidade construíam suas cabanas em seus próprios lares, os sacerdotes e levitas nos átrios do templo, e os leigos que não residiam na cidade, nas praças (v.16).

MOODY. Comentário Bíblico Moody. Neemias. pag. 16-18.

8.1 — A frase todo o povo indica a reunião de todas as cidades e da zona rural de Judá. A praça, provavelmente, localizava-se entre a área sudeste do templo e o muro oriental. O líder — nesse caso, o escritor — era Esdras. Essa é a primeira vez que o escriba é mencionado no livro de Neemias. O povo instruiu Esdras a pegar o Livro da Lei, o qual ele havia levado para Jerusalém 13 anos antes. O que era restrito ao estudo particular entre homens instruídos tornou-se público para todos.

8.2 — N as Escrituras, geralmente as mulheres estão implicitamente presentes nas reuniões de grupos; aqui, elas são mencionadas explicitamente. Todos os sábios para ouvirem. Crianças com mais idade, assim como adultos, reuniram-se no primeiro dia do sétimo mês. O muro havia sido concluído no vigésimo quinto dia do sexto mês (Ne 6.15); então, esse evento aconteceu apenas poucos dias após a conclusão da obra.

8.3 — Desde a alva até ao meio-dia. Um período de cerca de seis horas.

8.4 — Aparentemente, os homens descritos nesse versículo estavam ao lado de Esdras para ajudá-lo durante o longo período que durou a leitura.

8.5 — Quando Esdras abriu o livro, todo o povo se pôs em pé, representando sua reverência pela Palavra. Esse gesto, tempos depois, tornou-se característico dos judeus nas cerimónias realizadas nas sinagogas.

8.6,7 — Antes de ler o Livro da Lei, Esdras guiou o povo em oração. Louvou significa que Esdras identificou Deus como fonte de bênçãos para o povo (SI 103.1). O povo respondeu amém e levantou as mãos, indicando participação com Esdras na oração. Então, os judeus inclinaram a cabeça e adoraram o Senhor com o rosto em terra, um ato de submissão voluntária ao seu Senhor e Criador.

8.8 — Eles leram, declarando. Os levitas explicaram completamente o significado da Lei de Deus. Explicando o sentido. Os levitas explicaram a Lei de forma que o povo depreendesse o sentido e obtivesse o discernimento do que estava sendo lido.

8.9-11 — Uma vez que o povo compreendeu a Palavra de Deus, chorou. Ouvindo os altos padrões da Lei e reconhecendo sua baixa posição diante do Senhor, os judeus se converteram. Neemias, Esdras e os levitas estavam, sem dúvida, alegres em ver a convicção do povo. Mas, mesmo assim, encorajaram-no a parar de chorar e lembraram que aquele dia era consagrado ao Senhor. No primeiro dia do sétimo mês (v.2), era realizada a Festa das Trombetas. Não era tempo de chorar, mas de celebrar. O povo foi instruído a celebrar a festa comendo, bebendo e compartilhando. A alegria do Senhor podia referir-se à alegria que Deus tem, mas o contexto indica que é algo que o povo experimentou. Esse é o sentimento que brota em nosso coração por meio de nosso relacionamento com o Altíssimo. E um contentamento dado por Deus, sentido apenas quando estamos em comunhão com Ele. Quando nosso objetivo é conhecer mais acerca do Senhor, o que obtemos é a Sua alegria. Força significa lugar de segurança, refúgio ou proteção. O lugar seguro do povo era o Todo-poderoso. Os judeus tinham construído um muro e carregado lanças e espadas, mas Deus era a sua proteção.

8.12 — O povo foi às suas casas para comer e beber, compartilhar e regozijar-se, porque levava no coração as palavras de Neemias, Esdras e dos levitas (v. 1-9). Ele obedeceu à Palavra do Senhor e celebrou a Festa das Trombetas.

8.13 — Os cabeças dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas voltaram no dia seguinte para ouvirem mais ensinamentos da Palavra de Deus. Atentarem. Até mesmo os líderes se reuniram para entender o sentido das Escrituras e saber como deveriam agir.

8.14,15 — Agora, a leitura da Lei havia avançado para Levítico 23. Os ouvintes descobriram que deviam observar a Festa dos Tabernáculos do décimo quinto ao vigésimo segundo dia do sétimo mês. Durante esse tempo, o povo viveria em cabanas feitas de galhos novos de árvores frutíferas e palmeiras. Essas habitações seriam espalhadas nos pátios, nas ruas, nas praças públicas e nos terraços das casas. Nenhum trabalho secular seria realizado durante essa celebração. Essa festa era observada em memória dos ancestrais que viveram em cabanas — tendas — depois do êxodo (Lv 23.40). A cabana não era um símbolo de miséria, mas de proteção, preservação e abrigo.

8.16 — O povo observou a Festa dos Tabernáculos de acordo com a Lei. Aqueles que viviam na cidade fizeram cabanas nos terraços de suas casas ou em seus pátios. Os sacerdotes e os levitas montaram suas tendas nos átrios da Casa de Deus. O povo da zona rural fez suas cabanas na rua diante da Porta das Aguas e da Porta de Efraim.

8.17 — Nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué. Aqui, faz-se uma referência à construção das cabanas. O povo de Israel, certamente, havia celebrado a Festa dos Tabernáculos desde a época de Josué. De fato, aqueles que tinham retornado com Esdras observaram a festa no primeiro ano de seu retorno (1 Rs 8.65; 2 Cr 7.9; especialmente Ed 3.4).

8.18 — A leitura da Lei era exigida durante a celebração da Festa dos Tabernáculos, que ocorria no Ano Sabático (Dt 31.10,11).

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 756-758.

Tendo passado algum tempo pregando no campo, aqui Cristo retorna a Cafarnaum, à sua sede, com a esperança de que, a essa altura, o falatório e a multidão pudessem ter diminuído, de alguma maneira. Agora observe: IO grande afluxo de gente que o procurava. Embora Ele estivesse “em casa”, na pequena casa de Pedro, ou em algum alojamento que tivesse conseguido, ainda assim as pessoas vieram até Ele assim que se soube de sua presença em casa. Eles não esperaram até que Ele aparecesse na sinagoga, embora pudessem estar certos de que Ele faria isso no sábado, mas imediatamente muitos se ajuntaram a Ele. Onde estiver o rei, ali estará a corte; onde estiver Siló, ali se “congregarão os povos”.

Ao procurar oportunidades para as nossas almas, nós devemos nos preocupar em não perder tempo. Um convidava o outro (venha, vamos ver Jesus), de modo que a casa em que Jesus estava não comportava os seus visitantes.

Não havia espaço para recebê-los, “nem ainda nos lugares junto à porta eles cabiam”, por serem tão numerosos. Que visão abençoada, ver as pessoas correndo “como nuvens” até a casa de Cristo, embora fosse apenas uma casa pobre, e “como pombas às suas janelas” !

A maneira como Cristo os recebia. Ele lhes dava o melhor que havia na sua casa, e melhor do que qualquer outra pessoa. Ele “anunciava-lhes a palavra” (v. 2). Muitos deles, talvez, viessem somente pelas curas, e muitos, talvez, somente por curiosidade, para conseguir vê-lo; mas quando Ele os tinha ali, reunidos, Ele pregava a eles. Embora a porta da sinagoga estivesse aberta para Ele, em horários adequados, Ele não julgava errado pregar em uma casa, em um dia de semana, embora alguns pudessem julgar o lugar inadequado e a hora, imprópria. “Bem-aventurados vós, que semeais sobre todas as águas” (Is 32.20).

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento Mateus a marcos. pag. 411.

III. A cura de um paralítico (5:17-26). A história fascinante da cura do paralítico que foi descido pelo eirado está em todos os três Sinóticos.

Jesus enfrenta a objeção feita contra o perdão dos pecados que pronunciara, operando um milagre expressamente “para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (24)”. E o povo reagiu como quem está na própria presença de Deus.

  1. Mais uma vez, Lucas não localiza o incidente (Marcos nos diz que era em Cafarnaum). Até esta altura, Jesus já tinha uma reputação considerável, pois fariseus vieram até mesmo da Judéia e de Jerusalém, bem como de localidades próximas. Os fariseus levavam sua religião muito a sério. Eram tão ansiosos para não quebrar os mandamentos de Deus que “colocavam uma cerca em derredor da lei.” Por exemplo, quando a lei dizia: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” iam além, ao recusar-se a pronunciar o nome de modo algum. Esta cerca de todas as estipulações da lei (“as tradições dos anciões”) tinha o resultado infeliz de externalizar a religião. Os homens dedicavam muito esforço à parte exterior sem necessariamente chegar a amar a Deus com seu coração.

Os fariseus não eram numerosos (Josefo coloca a cifra um pouco além de 6.000, Antiguidades xvii, 42), mas tinham muita influência. Eram os líderes religiosos não-oficiais daqueles dias, e lideravam a oposição a Jesus. Lucas nos informa, ainda, que o poder do Senhor (i.é, Deus) estava com ele para curar.

Leon L. Morris, M.Sc., M.Th., Ph.D. O Evangelho De Lucas Introdução E Comentário. Editora Vida Nova. pag. 110-111.

Lc 24. 27. Jesus começou um estudo bíblico sistemático. Moisés e todos os profetas formaram o ponto de partida, mas Ele também passou para as coisas que se referiam a Ele em todas as Escrituras. O retrato que recebemos é aquele do Antigo Testamento que, em todas as suas partes, aponta para Jesus. Lucas não dá indicação alguma de quais passagens o Senhor escolheu, mas toma claro que a totalidade do Antigo Testamento era envolvida. Talvez devamos entender isto, não como a seleção de um certo número de textos de prova, mas, sim, como uma demonstração de que, no decurso de todo o Antigo Testamento, um propósito divino consistente é desenvolvido, propósito este que, no fim envolvia, e devia envolver, a cruz. A qualidade terrível do pecado é achada em todas as partes do Antigo Testamento, mas assim também se acha o amor profundíssimo de Deus. No fim, esta combinação tomou inevitável o Calvário. Os dois tinham ideias erradas daquilo que o Antigo Testamento ensinava, e, portanto, tinham ideias erradas acerca da cruz.

Leon L. Morris, M.Sc., M.Th., Ph.D. O Evangelho De Lucas Introdução E Comentário. Editora Vida Nova. pag. 318.

  1. A origem da Escola Dominical.

Foi num domingo de 1890, quando o jornalista inglês, Robert Raikes, crente metodista, estava em sua escrivaninha, buscando escrever um editorial sobre a melhoria do sistema carcerário de sua cidade.

Naquele momento ele foi interrompido pelo barulho de crianças que brincavam na rua, dizendo palavrões, e brigando o tempo todo. Ali, ficou pensativo, imaginando o que seria daquelas crianças, crescendo sem amor, e sem educação. Era o período da Revolução Industrial. O trabalho infantil era comum. As crianças trabalhavam, ao lado de seus pais, para ajudar na renda familiar.

Aos domingos, os pais descansavam, e as crianças ficavam nas ruas, brincando e brigando. Qual seria o futuro daqueles meninos? Pensava Raikes. Não havia escolas públicas na Inglaterra. Só os mais abastados podiam matricular os filhos nas escolas particulares.

Profundamente tocado, ele deixou de lado o editorial sobre a reforma dos presídios e passou a escrever outro artigo sobre as crianças pobres, que cresciam sem estudar. Quando o jornal saiu, o artigo de Raikes chamou a atenção da comunidade. Uns, ficaram solidários com ele. Outros o criticavam, dizendo que não deveria estar preocupado com crianças, filhas de operários, quando “havia assuntos mais importantes” para se tratar.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 131.

  1. a) O projeto.

Raikes, “no próximo editorial, expôs seu plano de começar aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática, e religião para as crianças, durante algumas horas de domingo. Fez um apelo através do jornal, para mulheres com preparo intelectual e dispostas a ajudar-lhes neste projeto, dando aulas nos seus lares. Dias depois, um sacerdote anglicano indicou professoras da sua paróquia para o trabalho”. Foi um apelo à solidariedade.

“As histórias e lições bíblicas eram os momentos mais esperados e gostosos de todo o currículo. Em pouco tempo, as crianças aprenderam não somente da Bíblia, mas lições de moral, ética, e educação religiosa. Era uma verdadeira educação cristã”. As crianças, a princípio, estranhavam por estar trocando as brincadeiras pelos estudos.

Mas, logo, viram a grande bênção de Deus em suas vida, pois passaram a aprender a ler, escrever, e, o mais importante, a conhecer a Cristo como seu Salvador, nas aulas dominicais. Além disso, Raikes proporcionou um trabalho de ação social em prol das crianças pobres, conseguindo alimento e agasalho para elas, pois sofriam muito na época de frio. Os professores da Escola Dominical eram voluntários.

Alguns recebiam pequena ajuda. Outros gastavam do próprio bolso para atender à ED.

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag.

  1. b) Semeando lições de vida.

Como em todo trabalho de quem sonha para ajudar os outros, Raikes teve forte oposição de quem menos se esperava, ou seja, dos pastores de algumas igrejas. Eles reclamavam porque não gostavam de ver as igrejas, recebendo crianças “mal comportadas” e sujas! A semente da ED foi uma “boa semente”. Quatro anos depois, em 1784, após espalhar-se por várias cidades, já contava com 250 mil alunos.

Em 1811, quando Raikes faleceu, a escola já matriculava 400 mil alunos, sendo, de longe, a escola que mais alunos tinha no país. Logo, os pais verificaram a mudança no comportamento das crianças, e passaram a dar apoio à iniciativa oportuna e louvável do jornalista Raikes. As famílias foram as maiores beneficiadas no seio da comunidade.

No Brasil, a ED foi fundada em 1855, pelo missionário Kalley, iniciando com o ensino a jovens e adultos. Depois, foram admitidas crianças e adolescentes. “Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo.”

LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 132.

A FUNDAÇÃO DA ESCOLA DOMINICAL

A Escola Dominical nasceu da visão de um homem que, compadecido pelas crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinquência infantil era um problema que parecia insolúvel.

Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos.

É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna - o inglês.

Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando o domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus?

Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso e incondicional.

Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira.

No dia três de novembro de 1783, Raikes publica, em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos de Gloucester. Eis porque a data foi escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical.

Mui apropriadamente, escreve o pastor Antonio Gilberto: "Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe".

Além de Robert Raikes, muitos foram os evangelistas que se preocuparam com o ensino sistemático da Palavra de Deus às crianças. Eis o que declarou o príncipe dos pregadores, Charles Spurgeon: "Uma criança de cinco anos, se ensinada adequadamente, pode crer para a salvação tanto quanto um adulto. Estou convencido de que os convertidos de nossa igreja que se decidiram quando crianças são os melhores crentes. Julgo que são mais numerosos e genuínos do que qualquer outro grupo, são mais constantes, e, ao longo da vida, os mais firmes".

Assim reafirmou Moody o seu apoio ao ensino cristão: "Há muita desconfiança na igreja de hoje quanto à conversão de crianças. Poucos crêem que elas podem ser salvas; mas, louvado seja o Senhor, esta mentalidade já está modificando -uma luz começa a brilhar".

Expressando o mesmo sentimento que levou Robert Raikes a fundar a Escola Dominical, pondera o pastor Artur A. M. Conçalves, reitor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo: "As maiores vítimas dos males da nossa sociedade estão sendo as crianças. E é das crianças que vêm os mais angustiantes apelos. Para construirmos um mundo melhor, concentremos nossos esforços nas crianças. Para expandirmos o Reino de Deus, demos prioridade à evangelização das crianças".

ANDRADE. Claudionor Corrêa de. Manual Do Superintendente Da Escola Dominical. Editora CPAD. pag. 20-21.

  1. O que é Escola Dominical.

É a Escola Dominical o departamento mais importante da igreja, porque evangeliza enquanto ensina, cumprindo assim, de forma cabal, as duas principais demandas da Grande Comissão, que nos entregou o Senhor Jesus (Mt 28.19-20).

A Escola Dominical é também um ministério interpessoal, cujo objetivo básico é alcançar, através da Palavra de Deus, as crianças, os adolescentes, os jovens, os adultos, a família, a igreja e toda a comunidade.

Por conseguinte, é a Escola Dominical a única agência de educação popular de que dispõe a igreja, a fim de divulgar, de maneira devocional, sistemática e pedagógica, a Palavra de Deus.

O ilustradíssimo pastor Antônio Gilberto assim a descreve: "A Escola Dominical, devidamente funcionando, é o povo do Senhor, no dia do Senhor, estudando a Palavra do Senhor, na casa do Senhor".ANDRADE. Claudionor Corrêa de. Manual Do Superintendente Da Escola Dominical. Editora CPAD. pag. 13-14.

 

              II - FINALIDADES DA ESCOLA DOMINICAL

Quatro são os objetivos primaciais da Escola Dominical: ganhar almas, educar o ser humano na Palavra de Deus, desenvolver o caráter cristão e treinar obreiros.

  1. Ganhar almas. Ganhar almas significa convencer o pecador impenitente, através do Evangelho de Cristo, quanto à premente necessidade de arrepender-se de seus pecados, e aceitar o Filho de Deus como o seu Único e Suficiente Salvador.

Evangelizar, ou ganhar almas, é o primordial objetivo da Escola Dominical. Pois antes de ser a principal agência educadora da Igreja, é a E.D. uma agência evangelizadora e evangelística.

  • Evangelizadora. proclama o Evangelho de Cristo enquanto ensina.
  • Evangelística. prepara obreiros para a sublime missão de ganhar almas.

Dessa forma, cumpre a Escola Dominical a principal reivindicação da Grande Comissão que nos deixou o Senhor Jesus (Mt 28.18-20). A E. D. que não evangeliza não é digna de ostentar tão significativo título.

  1. Educar o ser humano na Palavra de Deus. Em linhas gerais, educar significa desenvolver a capacidade física, intelectual, moral e espiritual do ser humano, tendo em vista o seu pleno desenvolvimento.

No âmbito da Escola Dominical, educar implica em formar o caráter humano, consoante às demandas da Bíblia Sagrada, a fim de que ele (o ser humano) seja um perfeito reflexo dos atributos morais e comunicáveis do Criador.

As Sagradas Escrituras têm como um de seus mais sublimados objetivos justamente a educação do homem. Prestemos atenção a estas palavras de Paulo: "Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra" (2 Tm 3.16,17).

O Dr. Clay Risley achava-se bem ciente quanto a essa missão da Escola Dominical: "Um jovem educado na Escola Dominical raramente é levado às barras dos tribunais".

  1. Desenvolver o caráter cristão. Também é missão da Escola Dominical a formação de homens, mulheres e crianças piedosos. Escrevendo a Timóteo, o apóstolo Paulo é irreplicável: "Exercita-te a ti mesmo na piedade" (1 Tm 4.7).

A piedade não se adquire de forma instantânea. Advém-nos ela de exercícios e práticas espirituais que nos levam a alcançar a estatura de perfeitos varões. Lembro-me, aqui, das apropriadíssimas palavras de Alan Redpath: "A conversão de uma alma é o milagre de um momento; a formação de um santo é a tarefa de uma vida inteira".

Só nos resta afirmar ser a Escola Dominical uma oficina de santos. Ela ensina a estes como se adestrarem na piedade até que venham a ficar, em todas as coisas, semelhantes ao Senhor Jesus. Assim era Sadu Sundar Singh - o homem que se parecia com o Salvador. O que dizer de Thomas à Kempis? Em sua Imitação de Cristo, exorta-nos a celebrar diariamente a piedade para que alcancemos o ideal do Novo Testamento: a parecença do homem com o seu Criador. No cumprimento desse ideal tão sublime, como prescindir da Escola Dominical?

  1. Treinar obreiros. Embora não seja um seminário, nem possua uma impressionante grade curricular, é a Escola Dominical uma eficientíssima oficina de obreiros. De suas classes é que saem os diáconos, os presbíteros, os evangelistas, os pastores, os missionários e teólogos.

A pesquisa efetuada pelo Dr. C. H. Benson referenda o que está sendo dito: "Um cálculo muito modesto assinala que 75% dos membros de todas as denominações, 85% dos obreiros e 95% dos pastores e missionários foram, em algum tempo, alunos da Escola Bíblica Dominical".

Como discordar de Benson? Se hoje escrevo este livro é porque, quando ainda tenro, meus pais preocuparam-se em levar-me a este bendito educandário. Lembro-me das recomendações que o saudoso José Gomes Moreno, pastor na cidade paulista de São Bernardo do Campo, fazia aos nossos pais: "Não mande seus filhos à Escola Dominical. Venha com eles".

Dos obreiros, professores e doutores na Palavra que hoje conheço, todos tiveram uma herança espiritual comum: a Escola Dominical, cuja história, como veremos a seguir, remonta aos tempos bíblicos.ANDRADE. Claudionor Corrêa de. Manual Do Superintendente Da Escola Dominical. Editora CPAD. pag. 14-16.

fonte www.avivamentonosul21.comunidades.net