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Ética cristã (4)
Ética cristã (4)

 

                           ETICA CRISTÃ N.4

 

TEXTO 2 – AS DOUTRINAS DO HOMEM E DO PECADO - Como aquilo que o homem faz está inevitavelmente relacionado com aquilo que ele é, e aquilo que ele é, d’alguma maneira está relacionado àquilo que ele foi, para melhor compreender a real vocação do homem desde o princípio da criação, necessário se faz estudarmos, ainda que limitadamente, as doutrinas do homem e do pecado.

 

A DOUTRINA DO HOMEM - A Bíblia nos apresenta um duplo relato da origem do homem (Gn 1.26-27) e (Gn 2.7). Partindo destes textos, conclui-se que:

 

  1. A criação do homem foi precedida por um solene conselho divino;
  2. A criação do homem foi um ato imediato de Deus;
  3. O homem foi criado segundo um tipo divino;
  4. os elementos da natureza humana (espírito, alma e corpo) se distinguem;
  5. O homem foi criado coroa da criação de Deus.

 

Quanto à sua natureza, o homem é um ser dotado de três elementos distintos, os quais são:

 

  1. Espírito- O espírito é o âmago e a fonte da vida humana; é um tipo de alma desencarnada, ou um espírito humano que recebe expressão mediante o corpo. Ele está na parte interior da natureza do homem, e é capaz de renovação e desenvolvimento.

 

Jó 32:8 – “Na verdade, há um espírito no homem, e o sopro do Todo-Poderoso o faz sábio.”

Pv 16:2 – “Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito.”

Pv 20:27 – “O espírito do homem é a lâmpada do SENHOR, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do corpo.”

 

O espírito é a sede da imagem de Deus no homem, imagem perdida na queda, mas que pode ser restabelecida por Jesus Cristo (Cl 3.101ª Co 15.492ª Co 3.18).

 

  1. Alma- A alma é uma entidade espiritual, incorpórea, que pode existir dentro de um corpo ou fora d’ele. A alma sobrevive à morte porque o espírito, a dota dessa capacidade. Por isso alma e espírito são inseparáveis.

 

John D. Davis define a alma como sendo uma entidade espiritual, incorpórea ou imaterial, que pode existir dentro de um corpo, ou fora dele. A alma é um espírito que habita um corpo, ou nele tem estado, como as almas dos que tinham sido mortos, por causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo (Ap 6.9). (DICIONÁRIO DA BÍBLIA). A alma é aquele princípio inteligente e vivificante que anima o corpo humano, usando os sentidos físicos como seus agentes na exploração das coisas materiais, e os órgãos do corpo para se expressar e comunicar-se com o mundo exterior. Originalmente, a alma veio a existir, em resultado do sopro sobrenatural de Deus. Podemos descrevê-la, como espiritual e vivente, porque opera por meio do corpo. No entanto, não devemos crer que a alma sejaparte de Deus, pois a alma peca. É mais correto dizer que é dom e obra de Deus (Zc 12.1).

 

Devem-se notar quatro distinções:

 

  1. A alma distingue a vida humana e a vida dos irracionais das coisas inanimadase, também, da vida inconsciente, como a vegetal (poderíamos dizer que as plantas têm alma – no sentido de um princípio de vida), mas não é uma alma consciente.
  2. A alma do homem o distingue dos irracionais. Estes possuem alma, mas é alma terrena, que vive somente enquanto durar o corpo (Ec 3.21). A alma do homem é de qualidade diferente, sendo vivificada pelo espírito humano. Como “toda a carne não é a mesma carne”, assim sucede com a alma; existe alma humana e existe alma dos irracionais.
  3. A alma distingue um homem de outro e, dessa maneira, forma a base da individualidade. A palavra “alma” é, portanto, usada, frequentemente, no sentido de “pessoa”. Em Ex 1.5, “setenta almas” significa “setenta pessoas”. Em Rm 13.1, “cada alma” significa “cada pessoa”. Atualmente dizemos: “Não havia nem uma alma presente”, referindo-se às pessoas.
  4. A alma distingue o homem, não somente das ordens inferiores, mas, também, das ordens superiores dos anjos, porque estes não têm corpos semelhantes aos dos homens. O homem tornou-se um “ser vivente”, quer dizer, a alma enche um corpo terreno sujeito às condições terrenas. Os anjos são descritos como espíritos (Hb 1.14), porque não estão sujeitos às condições ou limitações materiais. Por essa mesma razão, se descreve Deus como “Espírito”. Mas os anjos são espíritos criados e finitos, enquanto Deus é o Espírito incriado; isto é, auto-existente, eterno e infinito.
  5. Corpo- O corpo é o instrumento, o tabernáculo, a oficina do espírito. Ele é o meio através do qual o espírito se manifesta e age no mundo material. O corpo é o órgão dos sentidos e o laço que une o espírito ao universo material.

 

 Enfim, o conhecimento do homem como sendo espírito, alma e corpo, é resultado da revelação progressiva de Deus, no NT. O apóstolo Paulo foi o primeiro dos escritores do NT a escrever: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1ª Ts 5.23).

 

Escreve Scofield: “Sendo o homem espírito, é capaz de ter conhecimento de Deus e comunhão com Ele; sendo alma, ele tem conhecimento de si próprio; sendo corpo, tem, através dos sentidos, conhecimento do mundo”. O corpo é o tabernáculo da alma; a alma, a sede da personalidade; e o espírito, o canal de comunhão com Deus.

 

IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS - Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança. O termo imagem de Deus referente ao homem inclui tanto os dons naturais como qualidades designadas como justiça original. O homem também foi formado semelhança de Deus; semelhança natural e moral. Além disto, o homem se assemelha a Deus ainda nos seguintes aspectos:

 

  1. Semelhança Triunaà 1ª Ts 5.23
  2. Semelhança que inclui a imagem pessoal, pois também Deus como o homem possui personalidadeà Ex 3.13-14
  3. Semelhança   envolvendo   existência   interminável,   como   a   que   Deus   dotou   o   homemà Mt 25.46

 

Porém o homem caiu e toda a imagem de Deus n’ele ficou deformada e cativa ao pecado, só podendo ser restaurada quando o homem reconhece o seu pecado, confessa a Jesus e O aceita como Senhor e Salvador.

 

A DOUTRINA DO PECADO - O pecado entrou no mundo pela decisão voluntária de nossos primeiros pais, Adão e Eva. Por terem dado ouvido às insinuações do tentador através da serpente,   eles não somente tornaram-se pecadores, mas, mais do que isso:   tornaram-se servos do pecado (Rm 5.12, 18-19). A partir daí a condição em que nasce cada pessoa, é definida na teologia como pecado original, assim chamado porque é derivado de Adão.

 

O pecado é uma classe específica de mal, tem um caráter absoluto e sempre se relaciona com Deus e sua vontade. O pecado inclui tanto a natureza corrompida herdada de Adão, quanto à corrupção. Há o pecado original, mas também há o pecado atuante, como prática diária na vida do homem sem Deus. Há perfeito relacionamento entre ambos. O pecado original é a madre onde o pecado do dia-a-dia do homem é gerado e donde vem à luz. Os pecados atuais são aquelas ações externas executadas por meio do corpo, e que são divididos em diferentes classes como sugere o apóstolo Paulo em Gl 5:19-21.

 

A despeito de tudo isto, Adão teve a oportunidade de não cair no pecado, porém, caiu, frustrando temporariamente o plano de Deus para com a humanidade; enquanto isto, ao homem de hoje em dia, é dada à oportunidade de não continuar no estado de queda, bastando para isto se voltar para Jesus e segui-lo em busca da estatura de varão perfeito. Vale ressaltar, porém, que o simples fato de Deus querer que isto aconteça, não é o bastante! O homem precisa querer também, pois neste particular, o homem é um agente livre tanto para abandonar o pecado quanto para continuar N’ele.

 

TEXTO 3 – A VONTADE DE DEUS - De forma aplicada, à vontade de Deus se mostra pelo menos em dois aspectos distintos: vontade diretiva e vontade permissiva, estudada a seguir.

 

  1. Vontade Diretiva de Deus - Por vontade diretiva de Deus, entendemos a capacidade ou atributo divino de por si mesmo, escolher o melhor para os seus e para suas criaturas dum modo geral. Este tipo de vontade é que leva Deus à ação, independente de qualquer lei conhecida pelo homem, ou por qualquer tipo de coação. Esta vontade divina pode ser vista na disposição de Deus em amar, salvar, santificar o crente e em prover as necessidades de todos os homens. É por isto que Ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos(Mt 5.45 / Ec 9:2).

 

  1. Vontade Permissiva de Deus - Por vontade permissiva de Deus entendemos outro tipo de vontade, também atributo divino, mas que é traduzido em ação por circunstâncias, independente de interesses revelados de Deus (Lc 11.5-8). Um dos exemplos clássicos, registrados nas Escrituras, sobre a manifestação deste tipo de vontade de Deus, é mostrado na experiência de Jó, quando Deus permitiu que Satanás o provasse. Nesse caso entende-se que Satanás destruiu o que Jó possuía, inclusive a sua saúde, mas o fez com a permissão divina.

 

Porém, três coisas importantes aconteceram como resultado desse fato:

 

1 - A fé de Jó foi fortalecida em Deus;

2 - Satanás foi confirmado na mentira;

3 - O testemunho de Deus acerca de seu servo foi confirmado verdadeiro.

 

  1. Vontade de Deus Aplicada - Na sua aplicação direta, a vontade divina beneficia a dois tipos de pessoas: o homem natural, (o descrente) e ao homem espiritual, (o crente).

 

1 – O homem natural - Para o homem natural a vontade divina é que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1ª Tm 2.4).

- Transformando esta Sua vontade em ação, é que Deus, através de Jesus Cristo, envia homens a pregar o Evangelho (Mt 28.19-20) e por intermédio do Espírito Santo convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8).

 

2 – O homem espiritual - Para o homem já crente, diz o apóstolo Paulo: Pois esta é à vontade de Deus, a vossa santificação: que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo, em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus (1ª Ts 4.3-5).

 

- Para dar cumprimento a esta Sua vontade é que Deus age através da Sua Palavra e do Seu Espírito como agentes de purificação do crente.

 

A Importância de Conhecer a Vontade de Deus - De acordo com o que escreveu o apóstolo Paulo (Rm 12.2), a vontade divina de ser não somente conhecida, mas também experimentada, por três razões pelo menos:

 

1 – A vontade de Deus é boa - Ela emana da bondade de Deus; como tal, ela beneficia, abençoa e promove a felicidade daqueles que se comprazem em fazê-la parte do seu viver diário.

2 – A vontade de Deus é agradável - A vontade divina pode ser conhecida de maneira tal que ela pode se transformar na fonte única da sua alegria e realização (Sl 37.4).

3 – À vontade de Deus é perfeita - A vontade divina é plena, impossível de ser reparada ou contraditada. Além de envolver o bem total: espiritual, moral e social do indivíduo que a despeito de tudo se propõe viver para Deus.

 

TEXTO 4 – JESUS E O REINO DE DEUS - Apesar de não se encontrar no Antigo Testamento a expressão Reino de Deus, a idéia em si aparece em quase todas as partes do mesmo. Na verdade, tão penetrante e central é o conceito do reino de Deus no pensamento do Antigo Testamento, que se constitui num dos temas principais a unir aquele Testamento ao Novo.

 

O Reino de Deus ensinado por João Batista - Pouco antes de haver Jesus dado início ao seu ministério público, aparecera João Batista proclamando que estava próxima uma grande crise e por isso convocava homens ao arrependimento. Declarava que Deus estava para visitar com um grande julgamento e dizia: Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo (Mt 3.10). A pá está limpando a eira; o trigo será recolhido no celeiro, e a palha será queimada em fogo inextinguível. Era assim que João Batista via o iminente juízo de Deus. Ou seja, cabia a João a árdua tarefa de quebrar todos os traços espirituais e morais do povo de Israel que serviriam de empecilhos para que eles acreditassem no Messias. Por isso, a Bíblia registra que João desenvolveria o seu trabalho de profeta baseado no mesmo estilo do profeta Elias (Mt 17:12-13), que precisou pregar contra o mal dentro do próprio Israel, decretando uma palavra de juízo sobre o rei Acabe, rei de Israel, pois além de praticar o que era mau perante o Senhor e tentar levá-Lo à ira, casou-se com Jezabel, filha do rei dos Sidônios, povo esse que era dado à idolatria (Jz 10.6; 1Rs 11.5; Is 23.2-4; Ez 28.20-23), e praticava toda a sorte de males, como abusos sexuais em seus cultos e sacrifício de crianças aos baalins, que eram divindades da natureza adoradas por eles.

 

Em face da revolucionária mensagem de João, grandes multidões se chegavam a ele, indagando: Que havemos, pois, de fazer? Respondeu-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com quem cão tem; e quem tiver comida, faça o mesmo. Foram também publicanos para serem batizados, e perguntaram-lhe: Mestre, que haveremos de fazer? Respondeu-lhes: Não cobreis mais do que o estipulado. Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo (Lc 3.10-14).

 

Jesus foi atraído a João por causa da liderança profética deste e apresentou-se a ele para ser batizado. Terminava o ministério de João para dar lugar ao de Jesus que se considerou continuador da obra iniciada pelo seu predecessor.

 

 O Reino de Deus no ensino de Jesus - Ao passo que João descrevera a consumação próxima do domínio de Deus, como um terrível julgamento sobre o pecado, Jesus a proclamava como boas novas. João havia repreendido severamente sua geração, dizendo-lhe: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? (Mt 3.7). Jesus, por sua vez, apresentava Deus desejoso de conceder aos homens as riquezas e alegrias do reino: Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino (Lc 12.32).

 

Apesar de o advento do reino trazer no seu bojo o julgamento, e apesar de muitos estarem destinados a serem excluídos d’ele, traria a mais alta alegria e bênção àqueles que a ele fossem congregados.

 

O alto valor do Reino de Deus - Para Jesus, o reino de Deus era de tão elevado valor que a pessoa que quisesse tomar posse d’ele deveria estar disposta a abrir mão de tudo para que o possuísse. Ele mesmo disse que o reino dos céus é... Semelhante a um que negocia boas pérolas; e tendo achado uma pérola de grande valor, vendeu tudo o que possuía, e a comprou (Mt 13.45-46). A entrada na posse do reino resulta em vida eterna; é assim que a vida eterna se torna posse atual dos que entram no reino agora. Entretanto, sua realização, com dimensão escatológica, aguarda a vinda da nova era. Desse modo, Jesus afirma aos seus discípulos que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e no mundo por vir à vida eterna (Mc 10.29-30).

 

Condições para entrar no Reino - Ao longo de todo ensino de Jesus, são estabelecidas condições para que o homem faça parte do reino de Deus, dentre as quais se destacam:

 

1 – Arrependimento (Mt 3.2).

2 – O novo nascimento (Jo 3.3).

3 – Justiça superior à dos escribas e dos fariseus (Mt 5.20).

 

O arrependimento se faz necessário porque o reino de Deus é em si mesmo uma nova ordem que só poderá ser assimilada por aqueles que abandonam a vida de outrora e se propõe viver para Deus. Uma vez o arrependimento achado lugar na vida do homem, ele será levado a dar o segundo passo, o novo nascimento. Uma vez dados estes dois primeiros passos, o novo cidadão do reino, inevitavelmente será conduzido pelo caminho da maturidade e do pleno desenvolvimento espiritual, moral e social (um comportamento baseado na Ética do Reino de Deus). Portanto, para ser um cidadão útil à sua pátria terrena e à pátria por vir, torna-se necessário que o crente absorva o significado do reino de Deus para a sua vida e para a vida dos outros.

 

Lição 3 - CONCEITOS ÉTICOS - Como dinâmica de vida, a Ética Cristã pode ser manifesta através do conceito ou julgamento que se faz a respeito de determinados valores que integram o nosso dia-a-dia. Ao longo deste tópico abordaremos os conceitos da Ética Cristã quanto ao lar, à propriedade, à Igreja, à família cristã, ao bem, ao mal, à nova moralidade, ao comportamento e ao caráter. No decorrer desta lição enfatizamos fundamentalmente o seguinte:

 

1 – O lar é a expressão física do casamento e principal núcleo da sociedade, da religião e da pátria, pelo que deve ser conservado sob a santa e sábia tutela de Deus.

 

2 – Biblicamente, toda propriedade pertence a Deus, que é seu criador, a despeito de reconhecermos que a fé bíblica admite a necessidade de propriedade individual dentro de certa medida.

 

3 – A despeito da Igreja ser um organismo espiritualmente vivo, e não uma organização humana. Cremos no poder que ela, como um todo ou, os seus membros individuais possuem no sentido de alterar o curso da história humana e do comportamento da sociedade.

 

4 – A família cristã é uma entidade na qual Deus é o elemento central, onde o marido exerce as funções de sacerdote e profeta, onde a esposa e mãe são de inestimável valor, e onde os filhos são bênçãos de Deus.

 

5 – O bem não possui existência independente de Deus, pois todo bem vem do Senhor.

 

Tg 1:17 -  – “ Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.”

 

6 – O mal é o oposto do bem. É essencialmente aquilo que é desagradável e ofensivo.

 

7 – A chamada Nova Moralidade, de fato, nada mais é do que a velha imoralidade vestida dum falso moralismo, abominável aos olhos de Deus e repudiável pelo cristão.

 

8 – Comportamento é definido como o conjunto de ações de um indivíduo, observáveis objetivamente. Neste particular o comportamento do cristão deve ser digno de forma tal que influencie os homens a se chegarem a Deus (Mt 5.16).

 

9 – Nos domínios da fé, o caráter cristão se constitui na mais evidente prova de que o homem não somente nasceu do Espírito, mas que também anda no Espírito (Gl 5.25).

 

TEXTO 1 – O LAR, A PROPRIEDADE E A IGREJA - O LAR - O lar é a expressão física do casamento e da família. Quando pensamos no lar, logo nos vêm à mente um homem, uma mulher, filhos, casa, alimento, disciplina, ordem, etc. O lar é de inestimável calor às nossas conclusões quando nos propomos estudar o comportamento sócio-religioso das pessoas. O lar é a célula-máter da sociedade, o principal núcleo das civilizações, da religião e da pátria. Aquilo que for o lar há de determinar o que será a sociedade, a Igreja e a pátria.

 

Se os pais são pessoas responsáveis e tementes a Deus, por certo que seus filhos serão criados no caminho do bem, contribuindo assim para o fortalecimento da sociedade, da igreja e da nação. Infelizmente se acontecer o contrário os resultados negativos serão igualmente de se esperar. Particularmente entre os salvos, o que Deus espera dos nossos lares? Deus espera que como pais sejamos exemplo para nossos filhos, na fé, na comunhão com Deus, no respeito, na autoridade e no temor, criando-os sob disciplina, e conduzindo-os a uma experiência pessoal com Deus. Dos filhos, Deus espera que eles respeitem e honrem a seus pais. Da mesma forma, Deus espera que os filhos temam a seus pais, e que guardem aos Seus Mandamentos. Só assim o lar será fortalecido, e a sociedade e a pátria preservadas e o nome do Senhor glorificado.

  

A PROPRIEDADE - Biblicamente toda propriedade pertence a Deus, que é seu Criador. Só Ele tem direito absoluto de propriedade sobre qualquer coisa. A vida do homem, a terra e tudo que o homem tem ou é capaz de manufaturar pelo uso da matéria-prima colocada à sua disposição, tudo pertence a Deus. De acordo com o salmista Davi, ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que n’ele habitam (Sl 24.1). Ao patriarca Jó disse o próprio Deus: o que está debaixo de todos os céus é meu (Jó 41.11; Sl 50.12; Ex 19.5).

 

Deus livremente deu ao homem o uso da terra, do ar, da água e mesmo das criaturas vivas (Gn 1.26-29), mas a posse única de tudo pertence ao Criador. A relação do homem para com elas é de mordomia, isto é, de usá-la de acordo com a vontade daquele que é soberano sobre tudo. Dentro do contexto de posse absoluta exclusiva de Deus, a fé bíblica admite a necessidade de propriedade individual dentro de certa medida, embora esteja certa dos perigos morais e sociais da riqueza e imponha limitações à sua aquisição e uso, com o fim de proteger o bem-estar das pessoas menos afortunadas e da sociedade como um todo.

 

A IGREJA - O Novo Testamento apresenta a Igreja como uma assembléia formada de pessoas chamadas de fora e convocadas para Cristo. A despeito de a Igreja ser um organismo espiritualmente vivo e não uma organização humana, cremos no poder que ela como um todo ou, os seus membros individuais, possuem no sentido de alterar o curso da história e do comportamento da sociedade. É evidente que por ser formada por seres humanos, falhos como somos, como instituição a Igreja está sujeita a sofrer revés na sua história, porém, o Espírito que nela habita, a tem habilitado a superar esses possíveis problemas e lhe conduzir de triunfos em triunfos.

 

Como parte do reino de Deus, a Igreja deve assumir com toda a sua força o tríplice ministério que lhe foi comissionado por Cristo: anunciar, proclamar e denunciar.

 

  1. Anunciar as boas novas de salvação;
  2. Proclamar que fora de Jesus não há outro nome dado entre os homens pelo qual importa que o homem seja salvo;
  3. Denunciar a prepotência dos prepotentes, até fazê-los lembrar que aqueles que d’eles dependem são criaturas de Deus, e que precisam ser tratados como tal.

 

TEXTO 2 – A FAMÍLIA CRISTÃ - Para o jornalista brasileiro Millor Fernandes, a família é apenas um grupo de pessoas que têm as chaves da mesma casa. Infelizmente este conceito simplista da família moderna tem se popularizado no mundo, principalmente no ocidente. Porém, o conceito de família adquire uma nova dimensão quando analisado à luz da revelação divina. É evidente que nos referimos à família cristã, de uma forma diferente, pelo lugar que dá à operação de Deus nos seus assuntos e decisões.

 

A posição de Deus na família cristã - Deus é o elemento central da família cristã. N’Ele se prende as atenções do esposo, da esposa e dos filhos. Ele é o protetor e provedor de tudo quanto à família carece. Mais do que isto: Deus é o princípio e o fim, aquele diante de cuja face se elevam mãos e orações são erguidas, em atitude de humildade, submissão, dedicação e reconhecimento pelos muitos benefícios recebidos. Cientes da presença invisível, porém real, de Deus, cada membro da família cristã age, tendo impregnado na mente a certeza de que suas atitudes e atos há de prestar contas diante de Deus.

 

 

Marido, esposa e filhos, enfim, todos O amam, O adoram, O servem e O buscam na certeza de serem atendidos na hora oportuna. Nos momentos de conflitos do lar, Ele vem em socorro como singular pacificador. No momento das enfermidades, Ele age como médico de habilidades ilimitadas. Ele promete que aqueles que n’Ele confiam, jamais serão desapontados.

 

A posição do marido na família cristã - Na ordem hierárquica de autoridade dentro do lar, Deus está em primeiro lugar, vindo depois o marido. Colocado em tão elevada posição, o marido tem o sagrado dever de cultivar uma vida de constante comunhão com Deus; só assim ele estará em condições de ouvir e receber do Senhor a necessária orientação indispensável ao fortalecimento da família. Ao marido e pai, Deus designa a dupla responsabilidade de sacerdote e profeta. Como sacerdote da família, o marido crente tem o sublime dever de conduzir os de sua casa a terem uma maior comunhão com Deus. Ele deve dar aos filhos a visão adequada do Deus da Bíblia. Deve interceder a Deus em benefício de seus filhos no sentido de que eles sejam conservados na irrepreensão, ou caso hajam pecado, recebam o perdão do Senhor.

 

O patriarca Jó foi um belo exemplo neste particular, e a forma como agia nessas circunstâncias, se constitui um modelo para o marido e pai de família cristã dos nossos dias.

 

Jó 1.4-5 à“Seus filhos iam às casas uns dos outros e faziam banquetes, cada um por sua vez, e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada, e oferecia holocausto segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos, e blasfemado contra Deus em seu coração. Assim o fazia Jó continuamente”.

 

Como profeta do lar, o marido e pai, deve ensinar a seus filhos os caminhos do temor e da obediência a Deus, adverti-los, e jamais abandoná-los.

 

A posição da esposa na família cristã - Se perguntarmos a uma criança qual o lugar da sua mãe no lar, é possível que ela responda: junto ao fogão cozinhando, junto a pia lavando pratos, junto ao tanque lavando roupas, ou junto ao ferro passando roupa. Esta noção se deverá às naturais limitações do raciocínio da criança. Quanto ao que pensam os maridos a respeito do papel da esposa no lar, eles sabem que ela é muito mais do que uma simples cozinheira, lavadeira ou passadeira; ela é a cooperadora, número um, do marido, a maior amiga de seus filhos.

 

Pergunte a um marido que teve a esposa viajando por mais de uma semana enquanto ele ficou em casa cuidando das crianças, o que ele pensa a respeito de sua esposa, e verá que ninguém como ele terá palavras tão elogiosas quanto à posição da esposa no seio da família. A família é como um barco, e como é sabido, para que um barco atravesse um mar agitado com a necessária segurança, é indispensável que o capitão (o marido) e o timoneiro (a esposa) trabalhem de comum acordo.

 

A posição dos filhos na família cristã - Analisada isoladamente, a posição dos filhos dentro da família, ela se reveste de tanta importância quanto à posição dos seus pais. Como a posição dos pais não é só dar ordens, a dos filhos não é só de receber ordens. A obediência dos filhos deve ser uma atitude voluntária. Não obstante proferido há mais de três mil anos, o único mandamento com promessa: Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá (Ex 20.12), é de extraordinária atualidade. Aos pais cabe o dever de trabalhar para suprir as necessidades básicas do lar, dentre as quais: vestir, calçar, alimentar e educar os filhos, e a estes cabe, quando estiverem em idade suficiente, uma vez tendo renda, ajudar de algum modo no fortalecimento do orçamento doméstico.

 

TEXTO 3 –  CONCEITO DO BEM E DO MAL - O conceito do bem e do mal é divergente à medida que é analisada à luz de mais um critério. O que é considerado bem à luz da psicologia, poderá ser mal à luz da fé cristã, enquanto que o que é mal à luz da fé cristã, pode ser considerado um bem à luz da psicanálise. Porém, a despeito das muitas formas usadas pelo homem para conceituar o bem e o mal, certo estamos que somente a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada possui o necessário mérito para definir satisfatoriamente o que são bem e o mal.

 

O Bem - Ainda que consideremos um assunto de grande complexidade, procuraremos tratar o assunto relacionado com o bem, de forma simples, a fim de alcançar a mente de todos os nossos alunos. Para isto, dividiremos o assunto em forma de conta-gotas. Em oito itens.

 

  1. A Bíblia não tende a definir a essência do bem, pois para ela o bem não é uma virtude autônoma e absoluta em si mesmo, ou de forma independente.

 

  1. O próprio Deus é o bem. O bem não possui existência independente de Deus. O mesmo só tem sentido aceitável em Deus.

 

  1. O homem só pode conhecer o bem na sua plenitude, conhecendo primeiro à vontade de Deus, pois segundo as Escrituras, tudo o que Deus quer e faz, reflete o bem, atributo inseparável da personalidade divina.

 

Tg 1.17 à“Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”.

 

  1. O Novo Testamento lembra que a qualidade de querer e fazer o bem são privilégio de Deus.

 

Mc 10.18 à“Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus”.

 

Assim sendo, a revelação de Deus na história é também a revelação da sua bondade.

 

  1. A identidade entre o bem e a salvação é a tese comum ao Antigo e ao Novo Testamento; por isso todos aqueles que têm a experiência da salvação pessoal, estão habilitados por Deus a fazer o bem a todos, e principalmente aos domésticos da fé.

 

Gl 6.10 à“Por isso, enquanto tivermos a oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé”.

 

  1. Sendo a Lei a expressão clara e irrecusável da vontade divina, todo o bem do homem e sua própria vida consistirão em obedecê-la e cumpri-la minuciosa e fielmente.

Mt 19.16 à“E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?”.

 

  1. Enquanto vivemos na carne os bens de Deus são desviados de sua finalidade pelo poder do pecado; mas no momento em que é implantada em nós a nova criatura mediante a fé em Cristo Jesus, o bem original vem a ser novamente bem.
  2. A partir do novo nascimento (Jo 3.3), descobrimos que fomos “criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. (Ef 2.10).

RESUMINDO: O bem não é uma qualidade inapta do homem, é um atributo de Deus, porém, quando o homem tem a vida eterna infundida na sua vida, ele é feito apto para manifestá-lo através de suas atitudes, serviço e adoração a Jesus Cristo.

 

O Mal - O mal é oposto do bem. É essencialmente aquilo que é desagradável e ofensivo. A palavra inclui tanto a ação má, quanto suas conseqüências. No Novo Testamento a palavramal é “Kakia”, e “Poneros”, e significam, respectivamente, a qualidade do mal, seu caráter essencial e seus efeitos ou influências danosas. É empregada tanto no sentido físico como no sentido moral. Desse modo o conceito do mal fica assim estabelecido:

 

  1. Em princípio o mal está associado à primeira desobediência do homem e à conseqüente quebra dos mandamentos divinos.

 

  1. Os profetas consideravam Deus como a causa final do mal, conforme expresso por meio da dor, sofrimento ou calamidades. Em sua soberania, Ele tolera o mal no universo, emboradirija e useo mesmo em Sua administração sobre o universo.

 

  1. Deus usa o malpara castigar perversidades individuais e nacionais.

 

Is 45.7 à “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas cousas”.

Ml 3.18 à“Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não serve”.

Am 3.9 à “Fazei ouvir isto nos castelos de Asdode e nos castelos da terra do Egito e dizei: Ajuntai-vos sobre os montes de Samaria e vede que grandes tumultos há nela e que opressões há no meio dela”.

 

  1. O mal sofrido pelo cristão em forma de sofrimento, causado por tribulações e perseguições, é divinamente permitido, visando bênçãos espirituais.

 

Tg 1.2-4 à “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes”.

IPe 1.7 à “... para que uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo”.

 

 

 

  1. Moralmente Deus é separado de todo mal, e de modo algum é responsável pela penetração do mesmo no mundo.

 

  1. O mal só pode ser atribuído ao abuso do livre arbítrio por parte de seres criados, quer anjos, quer homens.

 

  1. A atitude salvadora de Deus é dirigida em sua inteireza na luta contra o mal.

 

  1. Durante Sua vida terrena, Cristo combateu as manifestações do mal através da dor e da tristeza, e fez da cruz a resposta final de Deus para o problema do mal.

 

Mt 8.16-17 à “Chegada à tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou a todos os que estavam doentes; para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças”.

 

  1. A transformação moral efetuada no homem, pelo Evangelho, é evidência mais que suficiente da realidade do triunfo de Cristo sobre todos os poderes do mal.

 

Cl 2,15 à “... e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”.

IJo 3.8 à “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo”.

  1. O mal será eliminado do universo, e a criação compartilhará do destino glorioso do homem redimido. Tanto o mal físico, como o mal moral, serão um dia, banidos eternamente (Ap 21.1-8).

 

TEXTO 4 – A NOVA MORALIDADE - Tumultos, greves, filmes imorais, quadros obscenos e literatura pornográfica, tudo isto se tornou coisa comum em nossa sociedade atual. Os jovens não se lembram duma situação diferente dessa, mas os mais velhos se recordam do tempo em que aqueles que desejassem vender um livro ou um quadro imoral, deveriam fazê-lo secretamente, do contrário estariam se expondo a processo. Houve tempo em que os criminosos eram considerados inimigos da sociedade, visto que haviam quebrado a lei e mereciam se punidos.

 

Hoje, porém, os psicólogos nos dizem que roubar, matar ou raptar é simplesmente o produto de reações químicas do organismo ou condições desfavoráveis de ambiente e que os que as praticam não devem ser culpados por seus crimes. Ladrões e arruaceiros são tidos como simples pessoas desfavorecidas.

 

Particularmente a respeito da moral nacional da nossa pátria, escreveu o embaixador Meira Pena: “O Brasil é o país onde uma estrela de cinema pornô é recebida no congresso com honras de chefe de Estado. Onde, diante da onda de crimes, se critica a polícia e não os criminosos. Onde um simpático assaltante estrangeiro se torna herói nacional....”.

 

 

Mas o que diz a Bíblia sobre toda essa inversão de valores?

 

Vivemos os dias em que a delinqüência é tratada como virtude, enquanto as boas virtudes são tratadas como “quadradismo”; quando santos são reputados ímpios e quando ímpios são reputados na conta de deuses e ídolos da sociedade. Os que assim agem se esquecem ou jamais leram o que disse Deus através do profeta Isaías:

 

Is 5.20-24 à “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito! Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte, os quais por suborno justificam o perverso e ao justo negam justiça! Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a erva seca se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do Senhor dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel”.

 

O crente não pode ser condescendente com os transgressores da Lei, nem deve ser solidário com esforços para inocentar pessoas culpadas. O crente sabe que nenhuma nação pode permanecer forte por muito tempo quando a indisciplina e a imoralidade adquirem posição de dignidade. Todavia, para o crente não basta exigir que o crime seja punido. Deve demonstrar interesse por aqueles que estão indagando e procurando encontrar significado para a vida nesta época de extrema dificuldade. A sociedade moderna tem se afastado de Deus, rejeitou os padrões absolutos de conduta, aceitando em seu lugar um modo de encarar a vida que tem sido denominada a filosofia do desespero. Até teólogos, com Bíblia e tudo, pregam a morte de Deus, negam o nascimento virginal de Cristo, a divina e plena inspiração da Bíblia e os demais valores inerentes ao cristianismo sadio.

 

Eles expõem teorias cuidadosamente tecidas de como as coisas se originaram, rejeitando o Deus pessoal da fé cristã e esquecendo-se que: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

 

Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”; (Rm 1.18-20).

 

Por afastar-se de Deus, a sociedade moderna tem se feito presa fácil dos tentáculos do diabo, os quais são: a cobiça, a luxúria, a ira, o ódio e a perversão sexual. Por causa disto o homem tem descido ao nível dos irracionais, de sorte que as suas ações produzem espanto até mesmo ao Criador. Assim sendo, a tão propalada NOVA MORALIDADE da sociedade moderna nada mais é do que a VELHA MORALIDADE com nova roupagem.

  

 

TEXTO 5 – COMPORTAMENTO E CARÁTER – COMPORTAMENTO

 

A palavra COMPORTAMENTO pode ser definida como o conjunto de ações de um indivíduo observáveis objetivamente. No campo da Ética Cristã, COMPORTAMENTO é o conjunto de ações que identifica o homem com a vontade de Deus, colocando-o como bênção não só no seu reino, mas também na sociedade da qual faz parte.

 

No Novo Testamento a palavra COMPORTAMENTO quando usada para designar o modo de vida do crente, se manifesta através das palavras ser, andar e fazer; ser a carta de Cristo, andar de acordo com a Sua vontade e fazer o que preceitua a Sua Palavra. Quando quis nos identificar com a Sua obra e Pessoa, Jesus disse sermos o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5.13-14). Concluindo disse Ele mais:

 

... brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16).

 

O comportamento do cristão deve ter como objetivo maior, a glorificação de Deus através do que é e do que faz. Se o mundo não consegue ver a Deus de outra forma, que O veja na vida dos seus filhos. O sermão mais antigo de que temos notícias na Igreja Cristã fora do Novo Testamento, foi proferido por Clemente, um dos pais da Igreja primitiva, e tem para nós hoje, um valor muito atual.

 

Disse Clemente: - “Porque os gentios, ao ouvirem de nossa boca os Oráculos de Deus, ficam maravilhados de sua beleza e grandeza. Mas logo, ao descobrirem que nossas obras não correspondem às palavras que falamos, mudam sua admiração em blasfêmia, afirmando que são pura ficção e engano”.

 

Ou seja, o nosso comportamento deve ser controlado por Deus e guiado pelo Espírito Santo, para que as almas sem Deus e sem salvação tenham o desejo de ingressar pelas portas douradas do reino de Deus.

 

CARÁTER – Enquanto o comportamento tem a ver com o que fazemos, enquanto que o caráter tem a ver com o que somos. Segundo Dwight L. Moody, caráter é o que somos no escuro. Ainda segundo Edward Puriton o caráter é o triunfo de nossa determinação sobre nossa inclinação.

 

Ou seja, o caráter é o conjunto de qualidades que distinguem uma pessoa, enquanto que o comportamento é um sistema que aos poucos vai moldando o caráter, que por sua vez dá forma definitiva ao ser diário do homem. Quando o homem possui um comportamento irrepreensível, seu caráter é igualmente irrepreensível.

 

Nos domínios da Ética Cristã, o caráter deve se constituir na mais evidente prova de que o homem não somente nasceu do Espírito, mas que também é uma pessoa que anda no Espírito (Gl 5.25). Portanto, o caráter é a marca registrada de cada homem. Devemos ter sempre em mente que aqueles que estão ao nosso derredor vêem melhor o que somos do que ouvem o que dizemos, tanto que, quando o que dizemos não se harmoniza com o que vivemos, eles estão prontos a dizer: O que és, fala tão alto que não ouço o que dizes.

 

 A mensagem pregada por Jesus surtiu maior efeito sobre os seus ouvintes do que surtiram as mensagens pregadas pelos escribas. Sabe por que? Porque Jesus pregava com autoridade (Mt 7.28-29). E se pregava com autoridade, era porque Ele vivia o que pregava. Devemos ter em mente que uma vida transformada fala mais que mil discursos. Lembra-se você de que a Bíblia diz que o verbo (A Palavra de Deus) se fez carne? (Jo 1.14)

 

Por isto a glória de Deus se manifestou entre os homens. Isto é o que deve acontecer conosco: devemos permitir que a Palavra de Deus se “faça carne” em nós. Só quando o mundo contemplar o nosso caráter mudado através de uma comunhão contínua com Cristo, é que ele poderá crer que aquilo que Deus fez por nós e em nós, poderá fazer também por ele.

 

Lição 4 - ÉTICA NAS EPÍSTOLAS - As 21 epístolas do Novo Testamento, { sendo 13 de Paulo, uma (Hebreus) de autor desconhecido, uma de Tiago, 2 de Pedro, 3 de João e uma de Judas }, pelo menos durante os primeiros 200 anos de Igreja, se constituíram no único código de ética dos cristãos espalhados por todos os recantos do grande Império romano.

 

Inseridos no cânon divino, viria a se imortalizar como elemento inseparável dum código de ética da Igreja dos dias modernos. Ao longo de toda esta lição faremos uma abordagem resumida de todas as epístolas, enfatizando o principal ensino de cada uma, na esperança de que os nossos alunos os incluam como parte inseparável do modelo de vida no seu dia-a-dia. Vale, portanto, ter em mente as palavras do apóstolo Paulo, segundo as quais “tudo quanto antes foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que pela paciência, e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4).

 

TEXTO 1 – A ÉTICA NAS EPÍSTOLAS DE PAULO

 

As Epístolas do apóstolo Paulo estão agrupadas no Novo Testamento, da seguinte maneira e ordem:

 

- Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito e Filemom.

 

Em cada uma destas Epístolas, Paulo, o maior dos apóstolos, dá um ensino específico como norma de vida aos crentes da sua e da nossa época. Dada a preciosidade desses ensinos, vale a pena estuda-los, ainda que resumidamente.

 

A Epístola aos Romanos - Através da sua epístola aos Romanos, Paulo dá uma resposta completa, lógica e inspirada à pergunta dos séculos: “Como pode o homem ser justo para com Deus?” (Jó 9.2).

 

Chamada de a “catedral da doutrina cristã”, o ensino de Romanos está resumido da seguinte maneira: a justificação dos pecadores, a santificação dos justificados e a glorificação dos santificados, pela fé e pelo poder de Deus.

 

A Epístola de I Coríntios - I Coríntios foi escrita com o propósito de corrigir desordens que haviam na Igreja de Corinto e de estabelecer entre os fiéis um modelo de conduta cristã com relação à Igreja, o lar e o mundo. Nesta epístola de cunho muito especial, Paulo corrige as seguintes desordens: Divisõesimoralidadesdisputas entre os crentesdesordens durante a ceia do Senhordesordens durante o culto público.

 

Ao mesmo tempo responde as perguntas acerca do matrimônio, concernente ao comer carne oferecida aos ídolos, e concernente aos dons do Espírito Santo. Ela destaca ainda a essência da autoridade apostólica de Pauloa necessidade de ordem na Igreja, e finalmente uma bela apologia quanto à ressurreição dos mortos.

 

A Epístola de II Coríntios - Em II Coríntios, Paulo consola os membros arrependidos da Igreja de Corinto, em face da leitura da primeira epístola, enquanto exorta uma minoria rebelde, e admoesta contra os falsos mestres. Como disse certo comentador, é quase impossível analisar esta carta, que é menos sistemático de todos os escritos de Paulo. Assemelha-se a um rio africano. Às vezes corre calmamente e espera-se dele um comportamento satisfatório, mas repentinamente aparece uma grande catarata com sua agitação terrível. Nesse ponto estremecem as profundezas do seu coração.

 

A Epístola aos Gálatas - A resolução do Concílio de Jerusalém (At 15) contra os judaizantes que ensinavam a insuficiência do Evangelho da graça, lhes pareceu de pouca importância. Eles ensinavam que os gentios crentes deveriam guardar a Lei de Moisés para a salvação. Por isto Paulo escreveu a sua carta aos Gálatas. Nela, ele resiste à influência dos mestres judaizantes que estavam procurando destruir a sua autoridade e reputação,refuta os ensinos de que a obediência à Lei misturada com a fé é necessária à salvação;expõe claramente que o crente não é aperfeiçoado por guardar a Lei; e finalmente ele procura nesta celebre carta restaurar os gálatas que haviam caído da graça.

 

A Epístola aos Efésios - Chamada a “Epístola do terceiro céu”, Efésios supera as demais epístolas de Paulo, em profundezas de revelações que não se pode tomar pé. No decorrer desta Epístola, Paulo faz uma grande exposição da doutrina na qual sua pregação se fundamenta, a saber: a unidade de todo universo em Cristo, a unidade do judeu e gentio em Seu corpo, a Igreja e o propósito de Deus através dela como um corpo, para o tempo presente e para a eternidade.

 

Mas, o tema dominante desta famosa epístola de Paulo é o seguinte: a Igreja é escolhida, redimida e unida com Cristo, de sorte que ela deve andar em unidade, em novidade de vida, na força do Senhor e revestida da armadura de Deus.fonte mjcp.com

fonte  www.avivamentonosul21.comunidades.net